Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

ANTIB IOTICOTERAPIA
F A R M A C O L O G I A
@ M E D I B U L A N D I A
L E T Í C I A G O M E S S O U T O M A I O R
2 0 2 0 . 2
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
C
O
N
TE
Ú
D
O
ÍN
D
IC
E
I N T R O D U Ç Ã O1
Bactérias de importância clínica, classificação das
terapias, farmacocinética, mecanismo de ação,
resistência bacteriana, associação de antibióticos,
critérios de escolha;
B E T A L A C T Â M I C O S2
Penicilina G (cristalina/potássica), Penicilina G
benzatina, Penicilina G procaína, Penicilina V,
isoxazolilpenicilinas
A M I N O P E N I C I L I N A S3
Ampicilina, amoxicilina, ampicilina + sulbactam,
amoxicilina + clavulonato, amoxicilina + sulbactam
U R E I D O P E N I C I L I N A S4
Piperacilina + tazobactam
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
C
O
N
TE
Ú
D
O
ÍN
D
IC
EC E F A L O S P O R I N A S5
1ª até a 5ª geração
C A R B A P E N E S6
Imipeném, ertapeném, meropeném
M A C R O L Í D E O S7
Eritromicina, Claritomicina e Azitromicina
L I N C O S A M I D A S8
Clindamicina e Lincomicina
G L I C O P E P T Í D E O S9
Vancomicina e Teicoplanina
L I P O P E P T Í D E O S10
Daptomicina
O X A Z O L I D I N O N A S11
Linezolida
A M I N O G L I C O S Í D E O S12
Gentamicina, Amicacina, Tobramicina e Neomicina + bacitracina
P O L I M I X I N A S13
Polimixina B
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
C
O
N
TE
Ú
D
O
ÍN
D
IC
EM E T R O N I D A Z O L14
S U L F O N A M I D A S15
Sulfametoxazol + trimetoprima, sulfadiazina +
pirimetamina, sulfadiazina de prata
Q U I N O L O N A S16
Norfloxacino, Ofloxacino e Ciprofloxacino,
Levofloxacino, Gemifloxacino e Moxifloxacino
T E T R A C I C L I N A S17
Tetraciclina e Oxitetraciclina, Doxiciclina e
Minociclina
G L I C I L C I C L I N A S18
Tigeciclina
C L O R A N F E N I C O L19
R E V I S Ã O D E M I C R O B I O L O G I A20
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
1 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
PROFESSOR CIBÉRIO – AULA 2,3,4,5 
Farmacologia dos Antibioticos - Penicilinas 
- Parte 1 - 
 
BACTÉRIAS DE IMPORTÂNCIA CLINICA: 
Antibióticos são substâncias naturais usadas no combate de 
microrganismos. Por isso, é importante lembrar das principais 
bactérias, como por exemplo, são classificadas como 
cocos/bacilos positivos e negativos. 
Dos cocos GRAM POSITIVOS, temos que os mais importantes são 
Staphylococcus, Streptococcus e os Enterococcus; no que diz 
respeito aos GRAM NEGATIVOS temos Neisseria 
meningitidis/gonorrhoeae, Moraxella catarrhalis. 
Sobre os bacilos GRAM POSITIVOS temos Corynebacterium 
diphteriae e Listeria monocytogenes; já os bacilos GRAM 
NEGATIVOS podemos dividir em fermentadoras e não 
fermentadoras. 
Bactéria da Gonorreia Neisseria gonorrhooeae 
Bactéria da Sífilis Treponema pallidum 
Faringite Principal: Streptococcus 
pyogenes 
Infecção de Alça Intestinal B. fragilis 
Furúnculo Staphylococcus 
ASPECTOS GERAIS: 
Sobre a segurança, a FDA classificou os medicamentos do 
mercado em 5 classes/categoriais: A (mais segura) – X 
(medicamentos contra indicados na gestação). 
Não temos nenhum antibiótico que pertença a categoria A da 
FDA, mas temos vários de categoria B. Os de categoria D pode 
até usado na gestante, mas você deve evitar: e quando usar? 
Quando a categoria risco-benefício for favorável. 
 
Os dois principais aminoglicosídeos são: GENTAMICINA E 
AMICACINA (já caiu em questão de residência). 
 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
2 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
CLASSIFICAÇÃO DAS TERAPIAS: 
Terapia profilática: objetivo de evitar e prevenir uma infecção, 
ou seja, o paciente não está infectado. 
O uso de antibiótico com intuito de prevenir uma 
infecção cirúrgica é outro exemplo de terapia de 
hipertensão, sendo as CEFALOSPORINAS de 1ª geração 
muito utilizadas. 
Sobre a febre reumática, temos dois tipos de 
profilaxia, a primária e a secundária. A primária é 
aquela que se faz no tratamento adequado de uma 
faringite, caso o paciente apresente uma 
predisposição genética e essa faringite não seja 
tratada corretamente ele pode apresentar a febre 
reumática. 
Essa febre reumática tem por consequência o 
comprometimento cardíaco (válvulas cardíacas). 
No entanto, se o paciente é diagnosticado previamente 
com a febre se faz uma PREVENÇÃO de 
ESTREPTOCOCOS, pois numa nova infecção as 
válvulas se sobrecarregam, o paciente não aguenta e 
pode haver óbito. 
Dessa forma, se faz o uso de Penicilina G Benzatina. 
Terapia empírica: tem baixo ou amplo espectro, monoterapia ou 
politerapia; é um tratamento adequado para faringite, uma 
terapia de não saber qual o mecanismo/agente causador, mas 
você tem uma suspeita que pode ser causada por tal 
organismo. 
Por exemplo de agora, demos que a faringite é 
causada pelo estreptococos pyogenes e pela suspeita 
a terapia vai ser direcionada para ele mesmo não 
tendo certeza, pois o resultado as vezes demoram 
dias para sair a confirmação. 
Terapia definitiva: quando feito uma cultura e temos certeza do 
agente causador da doença pelo resultado de um antibiograma. 
Terapia sequencial: é a substituição da via EV pela oral, no 
intuito de diminuir custos, dar alta para pacientes e liberar o 
leito. 
IDENTIFICAÇÃO LABORATORIAL: 
Se tratando de situações mais graves em ambientes 
hospitalares, o paciente de UTI a coleta de material é feita seja 
de urina/secreção/pele. 
1. Características macroscópicas (temperaturas ótimas 
de crescimento, morfologia das colônias); 
2. Características microscópicas (formato, tamanho, 
padrões de agregação celular, mobilidade, 
presença/ausência de flagelos); 
3. Métodos de coloração (gram + ou gram -) 
4. Análise química (espectroscopia UV/Vis, IV, 
espectrometria de massa, CG) 
Além disso, importante lembrar que essa coleta deve ser antes 
da antibioticoterapia para esse exame não ter resultado 
alterado por uma melhora ou não. Após a coleta e a resposta 
do exame, podemos começar a terapia empírica. 
Sobre o tempo de resposta do antibiótico normalmente em uma 
infecção simples, podemos ter uma melhora entre 2 a 3 dias; 
num paciente crítico de UTI esse tempo pode ser 
comprometedor à vida e o paciente pode vim a óbito. 
FARMACOCINÉTICA: 
1. Antibióticos dependentes de tempo: eficácia 
maximizada quando CONCENTRAÇÃO da droga está 
acima da CIM (concentração inibitória mínima). Tem 
paciente que não quer acordar de madrugada para 
tomar o remédio e isso compromete o funcionamento 
do medicamento que depende dessa concentração. 
 
São os Beta-Lactâmicos = penicilinas, cefalosporinas, 
carbapenes, monobactâmicos. 
 
2. Antibióticos dependentes de concentração: eficácia 
maior e mais intensa quando administrada em DOSES 
ALTAS. Essas mesmas drogas elas possuem o efeito 
pós antibiótico. 
 
São os aminoglicosídeos e fluorquinolonas. 
 
3. Efeito pós antibiótico: mesmo quando a concentração 
fica abaixo da CIM está desempenhando função. 
 
Ou seja, são os aminoglicosídeos e fluorquinolonas. 
 
4. Fármacos tóxicos: os aminoglicosídeos quando 
usados em doses altas (uma vez ao dia) diminui a 
neurotoxicidade do que quando usado em dose 
fracionada. 
 
Quando usado em alta dose, promove uma saturação 
de transportadores a nível renal e a droga não 
consegue desempenhar mais nenhum efeito tóxico no 
sistema renal. 
 
O efeito tóxico não depende da concentração e sim do 
tempo que o sistema renal está exposto à altas doses. 
 
A vancomicina também participa do grupo de fármaco 
tóxico. 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
3 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
SOBRE O PROCESSO DE DISTRIBUIÇÃO: 
Existe alguns tecidos no nosso organismoto BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
30 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
 
A espiramicina é um aminoglicosídeo que não atinge o feto, ou 
seja, assim afeta danos de contaminação fetal. A partir da 18ª 
semana a droga de escolha passa a ser: SULFADIAZINA + 
PIREMETAMINA + ÁCIDO FOLÍNICO. 
Abaixo, são alternativas que são usadas apenas se o paciente 
não tolerar a droga de 1ª opção, citada acima. 
 
 
 
São bactericidas, inibidores de DNA girasse, faz sinergismo 
com b-lactâmicos e aminoglicosídeos, tem seu efeito 
dependente de concentração e os antiácidos reduzem 
significantemente absorção de quinolonas. 
 
 
SEU PRINCIPAL OBJETIVO É COMBATER BACTÉRIAS GRAM-
NEGATIVAS! Dessa forma, se dividem em 2 grupos: 
• Norfloxacino; 
• Ofloxacino, ciprofloxacino 
 NORFLOXACINO: 
Uso VO, colírio, possui uma absorção precária no TGI. Uma 
grande parte permanece na região intestinal e a parcela que é 
absorvida se concentra no trato urinário baixo. 
Dessa maneira, é indicado em infecções urinárias inferiores, 
intestinais e oculares. 
 
Em mulheres grávias, em tramento de cistite NÃO se usa 
quinolonas e nem sulfas, tanto que em mulher não grávida se 
pode usar (assim como no homem) sulfametoxazol + 
trimetoprima. 
 
 
QUINOLONAS: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
31 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
 OFLOXACINO: 
 
Nesse segundo grupo, a absorção pela via oral é mais 
satisfatória, os níveis plasmáticos são mais altos e podem ser 
usados no tratamento de infecções SISTÊMICAS, não apenas 
trato urinário. 
São usadas, inclusive, em infecções do trato urinário mais 
complicadas como PIELONEFRITE. 
Passa a ser OPÇÃO no tratamento da tuberculose. 
 
 CIPROFLOXACINO: 
É o mais usado do grupo de 2ª geração. É A DROGA COM 
MELHOR AÇÃO CONTRA PSEUDOMONAS. 
 
Se tivermos um quadro de infecção urinária simples dá 
preferência ao NORFLOXACINO. 
Tem indicação terapêutica para: 
• Infecção urinária alta e baixa, prostatites; 
• Infecções respiratórias por h.influenzae; 
• Infecções biliares; 
• Meningite; 
• Tratamento da otite externa por p.aeruginosa; 
 LEVOFLOXACINO: 
Componente do 3º grupo, EV e oral, tem resistência rara dos 
pneumococos à quinolonas. É denominada de fluorquinolinas 
respiratórias, pois apresenta ação contra os principais 
organismos causadores de infecções respiratórias como 
pneumococos, estafilococos, hemofilos influenzae, moxarelas, 
bactérias atípicas. 
 
 
As infecções respiratórias em ADULTOS são muito bem tratadas 
com fluorquinolonas respiratórias, sobretudo nos quadros de 
sinusite e pneumonias. 
 GEMIFLOXACINO: 
Representante do 4º grupo. É denominada de fluorquinolinas 
respiratórias, pois apresenta ação contra os principais 
organismos causadores de infecções respiratórias como 
pneumococos, estafilococos, hemofilos influenzae, moxarelas, 
bactérias atípicas. 
 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
32 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
NÃO POSSUI AÇÃO ANTI PSEUDOMONAS!!!! 
 
 MOXIFLOXACINO: 
Representa a 4ª geração. Apresentado em cp, colírio e EV. 
NÃO SE CONCENTRA NO TRATO URINÁRIO. De todas as 
quinolonas é a que representa melhor a ação anaerobicida. 
 
 
 
Não prescrever fluorquinolonas para pacientes que tenham 
outras opções de tratamento para SINUSITE bacteriana AGUDA, 
exacerbação bacteriana aguda de bronquite crônica e 
infecções não complicadas do trato urinário. 
RISCOS SUPERAM OS BENEFÍCIOS NESSES PACIENTES! 
É um grupo de substâncias que apresentam em comum uma 
estrutura formada por 4 núcleos cíclicos. Obtidos inicialmente 
a partir da bactéria de solo Streptomyces aurefaciens. 
Apresentam um espectro ampliado. 
 
O grupo 1 tem menor absorção enquanto o grupo 2 tem melhor 
absorção e menor frequência de uso, por consequência. 
A absorção da maioria pelo TGI é incompleta por alterações da 
flora; tem uma menor absorção de laticínios, Al(OH)3, sais de 
cálcio, magnério e ferro. 
Tem uma distribuição ampla pelo organismo, exceto no LCR. 
Tem ligação com ossos e dentes em crescimento. 
 
As bactérias resistentes são: enterobacteriaceae, p. 
aeruginosa, n. gonorrhoeae. Não é opção para infecção do TU!! 
SÃO DROGAS EFICAZES CONTRA BACTÉRIAS ATÍPICAS!! 
 
TETRACICLINAS: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
33 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
 
 
 
 
A TIGECICLINA é a representante, derivada da minociclina, de 
uso apenas parenteral. 
Seu mecanismo de ação é semelhante ao das tetraciclinas. TEM 
ESPECTRO AMPLIADO. 
NÃO POSSUEM AÇÃO CONTRA PSEUDOMONAS E PROTEUS. 
Tem ação contra gram positivos, gram negativos e anaeróbios. 
 
 
 
Tigeciclina é uma das opções a serem usadas associadas a 
polimixinas no combate à KPC. Nesse caso seria: 
POLIMIXICINA + AMINOGLICOSÍDEO ou 
POLIMIXINA + TIGECICLINA 
Pouco utilizada, tendo suspensão, comprimido, colírio. Tem 
absorção rápida, distribuição ampla por quase todos os tecidos 
e líquidos corporais, excelente penetração no LCR. 
Tem eliminação renal, por bile e fezes. NÃO recomendado a ser 
utilizado para tratar infecções urinárias, pois pouco alcança os 
rins. 
 
GLICILCICLINAS: 
O 
CLORANFENICOL: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
34 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
 
 
 
Seria uma boa opção para tratar MENINGITES se não fosse por 
seus efeitos colaterais. Nos países pobres, é a droga de 1ª opção 
para tratar o quadro de meningite por ser bem barata. 
É tóxico para recém nascidos, ocasionando na síndrome do 
bebê cinzento. O sistema hepático e renal não está totalmente 
desenvolvido podendo provocar acúmulo de cloranfenicol no 
RN – não consegue promover biotransformação e excreção. 
Além disso, é PROSCRITO para gestantes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
35 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
Cocos Gram Positivos + 
 
STAPHYLOCOCCCUS SAPROPHYTICUS: causador da infecção urinária na mulher jovem; 
STAPHYLOCOCCUS AUREUS: induz abcessos nas infecções, importante em infecções hospitalares, comum em infecções das feridas 
cirúrgicas; na comunidade está em infecções de pele e tecidos moles, respiratórias e endocardite; 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
STREPTOCOCCUS PYOGENES: principal causador das faringites, infecção em tecido mole e pele, endocardite, febre reumática, 
glomerulonefrite pós-estreptocócica; 
STREPTOCOCCUS AGALACTIAE: sepse e meningite neonatal, ITU, infecção de úlceras diabéticas, endocardite; 
STREPTOCOCCUS PNEUMONIAE: principal causador da pneumonia comunitária e otites, rinossinusite, meningite, abcesso cerebral, 
artrite séptica, osteomielite. 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
E. FAECIUM/ E. FAECALIS: itu hospitalar, sepse, endocardite, meningite, pneumonia e ITU (neonatal) 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________Cocos Gram Negativos - 
NEISSERIA MENINGITIDIS: sepse, meningite 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
MORAXELA CATARRHALIS: otite média, sinusite, pneumonias e DPOC, endocardite, meningite e sepse 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
NEISSERIA GONORREHOEAE: gonorreia 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
36 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
Bacilos Gram Postivos + 
CORYNEBACTERIUM DIPHTHERIAE: difteria; 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
LISTERIA MONOCYTOGENES: gastrenterite, sepse, meningite 
Bacilos Gram Negativos - Fermentadoras 
INFECÇÕES DA COMUNIDADE: e. coli, proteus, salmonella, shigella 
INFECÇÕES HOSPITALRES: e.coli, klebsiella, enterobacter; 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
E. COLI: ITU, infecção intestinal, infecções abdominais e pélvicas, meningites neontal, bacteriemia; 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
CITROBACTER: ITU, respiratórias 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
ENTEROBACTER: ITU, pneumonia, infecções de feridas cirúrgicas, infecções abdominais 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
PROTEUS: ITU complicada, pneumonia, sinusites nosocomiais, infecções local cirúrgico; 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
KLEBSIELLA: ITU complicada, pneumonia, infecções abdominal, bacteremia; 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
SERRATIA: ITU, respiratórias, sepse 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
PROVIDENCIA/MORGANELLA: ITU (cateterismo a longo prazo), pneumonia, local cirúrgico 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
SALMONELLA: infecção intestinal, febre tifoide 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
SHIGELLA: infecção intestinal 
Bacilos Gram Negativos Nao Fermentadoras 
HAEMOPHILUS INFLUENZAE: meningite, otite média, sinusite, infecções do trato respiratório (pneumonia e DPOC) 
HAEMOPHILUS DUCREYL: cancro mole; 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
37 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
ACINETOBACTER BAUMANNII: pneumonia, dispositivos intravasculares, bacteremia, endocardite, ITU, meningite, peritonite, infecções de 
pele, feridas e tecidos moles; 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
PSEUDOMONAS AERUGINOSAS: infecção em queimaduras, urinárias, feridas cirúrgicas, pneumonia, sepse 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
H. PYLORI: gastrite, úlceras, câncer gástrico; 
Bacterias Anaerobios 
C. PERFRINGES: gangrena gasosa; 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
C. difficille: enterocolite pseudomembranosa; 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
B. fragilis: infecções infra-abdominais, abcessos, bacteremias, infecções de tecidos moles. 
Bacterias Atipicas 
MYCOPLASMA PNEUMONIAE: faringites, bronquites, pneumonias; 
UREAPLASMA UREALYTICUM: uretrites, prostatites, pielonefrites; 
LEGIONELLA PNEUMOPHILA: pneumonia comunitária 
RICKETTSIA: febre maculosa brasileira, tifo 
_________________________________________________________________________________________________________________________________________ 
ASSOCIAÇÕES IMPORTANTES: 
➔ Infecção de pele (furunculose) = S. aureus; 
➔ Faringite = S. pyogenes; 
➔ Pneumonia de comunidade = pneumococos; 
➔ ITU = E. coli 
➔ Úlceras Gastroduodenais = H. pylori; 
➔ Gonorreia = gonococos; 
➔ Sífilis = Treponema Pallidum; 
➔ Endocardite = cocos gram positivos (+) 
 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022que são protegidos, 
como o sistema nervoso central, significa dizer que a maior 
dificuldade do fármaco é tratar uma enfermidade do SNC. 
Para tratar então a droga tem que ser usada pela via EV, em 
altas doses, mas nem toda droga ultrapassa a BHE. As que 
passam são: 
FÁRMACOS PARA SNC 
Penicilina G 
Cefalosporina de 3ª e 4ª geração 
Carbapenens 
Já os aminoglicosídeos possuem muita dificuldade, mas não 
podemos afirmar que não passa nada, sim uma quantidade 
pequena. Nas situações críticas, num quadro de meningite, por 
exemplo, são tratadas com drogas de uso EV. Existes casos de 
medicamentos que não passam e por isso introduzem um 
cateter. 
FÁRMACOS PARA PRÓSTATA 
Sulfametoxazol + trimetoprim 
Quinolonas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SOBRE A BIOSTRANSFORMAÇÃO E EXCREÇÃO: 
A biotransformação acontece principalmente no fígado e a 
excreção pelo sistema renal. 
MECANISMO DE AÇÃO: 
 
A esquerda temos a estrutura de uma bactéria gram negativa 
e a direita a estrutura de uma bactéria gram positiva, embaixo 
temos a região do citoplasma dessas células. 
Ambas apresentam uma membrana interna formada de 
fosfolipídeos, posterior a essa membrana tem uma camada de 
peptideoglicanos e nos gram positivos a camada mais externa 
pode ser de peptideoglicano ou ter uma cápsula, mais 
externamente ainda de uma camada de fosfolipideos. 
Nas gram negativas temos as proteínas denominadas de canais 
de porina, é através desse canal que a droga entra, uma 
mudança na estrutura desses canais pode ser um mecanismo 
de resistência. 
Os medicamentos que temos hoje podem atuar no citoplasma 
ou nas estruturas de proteção, a maioria que atua no 
citoplasma exerce efeito BACTERIOESTÁTICO e os que atuam 
nos mecanismos de proteção são BACTERICIDAS. 
É uma droga que destrói o organismo, já a bacteriostática inibe 
o crescimento da bactéria e espera-se que o sistema imune 
ajude na destruição do organismo. 
FÁRMACOS INTRA OCULARES 
Cloranfenicol 
Doxiciclina 
Minociclina 
Clindamicina 
FÁRMACOS PARA OSSOS 
Ciprofloxacino 
Clindamicina 
Rifampicina 
FÁRMACOS PARA PÂNCREAS 
Beta Lactâmicos 
Glicopeptídeos 
Metronidazol 
Clindamicina 
Rifampicina 
FÁRMACOS PARA ABCESSO CEREBRAL 
Penicilina G Cloranfenicol 
Cefalotina Cicloproxacino 
Ofloxacino Perfloxacino 
Clindamicina Metronidazol 
O QUE SERIA UMA DROGA BACTERICIDA? 
 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
4 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
Se um paciente apresenta algum grau de imunossupressão que 
droga deve ser escolhida? BACTERICIDA. 
As drogas que atuam no citoplasma, então, podem inibir a 
síntese proteica. Em relação as estruturas de proteção, as 
GRAM POSITIVAS/NEGATIVAS apresentam as PBP’s (proteína de 
ligação à penicilina) que tem objetivo de formar a parede 
celular da bactéria, no qual o beta-lactâmico tem função de 
inibir a então formação da parede celular bacteriana. 
 EXEMPLO: 
Paciente de 65 anos, internada em UTI, apresenta um quadro de 
sepse, onde foi isolada de corrente sanguínea staphylococcus 
aureus. Polimixicina B representa uma boa opção terapêutica 
no tratamento dessa infecção? 
FALSO! Porque staphylococcus aureus é gram positiva e a 
POLIMIXINA que atua na membrana externa só está presente 
nas gram negativas. Ou seja, só tem ação contra gram 
negativas. 
O efeito terapêutico de um antimicrobiano está relacionado 
com a concentração atingida pelo fármaco no local da infecção 
portanto pela biodisponibilidade da droga. Existem várias 
situações que podem reduzir a ação do antimicrobiano no local. 
 
E para melhorar a ação do antibiótico: primeiramente fazer 
uma intervenção cirúrgica para assegurar perfeita circulação 
sanguínea no foco infeccioso. Retirando o corpo estranho, 
drenando o pus. 
 
O QUE CARACTERIZA UMA BACTÉRIA ATÍPICA? 
São desprovidas de parede celular e/ou de vida intracelular. 
Para tratar essas infecções, as drogas de maior importância 
são os macrolídeos, fluorquinolonas e doxiciclina. 
 
 EXEMPLO: 
Uma cefalosporina de 3ª geração compreende uma opção 
terapêutica a ser utilizada no tratamento de uma pneumonia 
pelo m.pneumoniae? 
Os Beta-Lactâmicos atuam na parede celular, mas essa 
bactéria é desprovida de parede então a droga não tem como 
atuar. 
RESISTÊNCIA BACTERIANA: 
 
 
A maior preocupação é com novas drogas contra Acinetobacter 
baumannii, pseudomonas aeruginosa e família 
enterobacteriaceae. 
Como exemplo temos a Klebsiella que se tornou resistente ao 
carbapenen. A preocupação é que essa droga é bem potente e 
se a bactéria está logo resistente ao carbapenen, os demais 
beta-lactâmicos não terão efeito contra. 
O mecanismo preocupante são as bactérias que 
produzem enzimas que destroem os antibióticos. 
Dessa forma, a droga de escolha seria a Polimixinas em 
associação, caso não resolva, não temos outra escolha. 
 
CARACTERÍSTICAS GERAIS: 
 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
5 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
 
 
ASSOCIAÇÃO DE ANTIBIÓTICOS: 
 
As consequências das associações são: 
1. Sinergismo: maior probabilidade de ocorrer entre dois 
antibióticos bactericidas; 
 
2. Indiferença: maior probabilidade de ocorrer entre dois 
antibióticos bacteriostáticos; 
 
3. Antagonismo: tem maior probabilidade de ocorrer na 
associação entre um bactericida e outro 
bacteriostático. 
 EXEMPLO: 
Ao termos uma droga A com efeito de 5 e uma outra com valor 
de 5, quando usadas em associação no paciente o final temos 
que foi obtido resultado de 10, ou seja, houve uma indiferença, 
cada uma atuou do seu modo que gerou esse final 10. 
Esse efeito pode ser ampliado de modo que no final, o resultado 
obtido seja 13, ou seja, sinergismo. Porém, se quando usadas, 
juntas for 7, houve um exemplo de antagonismo, que não 
significa que o resultado foi anulado, mas que o somatório foi 
reduzido, ainda sendo maior do que quando usada sozinha. 
 
CRITÉRIOS DE ESCOLHA: 
• Paciente (criança, adulto, idoso, gestante); 
• Tratamento empírico vs definitivo; 
• Identificação do microrganismo, realização do 
antibiograma; 
• Atividade in vitro; 
• Perfil farmacocinético (frequência de administração, 
distribuição); 
• Reações indesejáveis; 
• Estado imunológico do paciente; 
• Custo 
 
BETA-LACTÂMICOS: 
Composto por: penicilina, carbapenes, cefalosporinas e 
monobactâmicos. 
São bactericidas, sofrem ação das B-lactamases e tem efeito 
dependente de tempo. 
DURAÇÃO DO TRATAMENTO: 
 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
6 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
Em relação aos mecanismos de resistência, podem acontecer 
a ação dos b-lactamases e alteração das PBPs (proteínas de 
ligação das penicilinas, alvo de ação dos beta-lactâmicos). 
Sem ação contra microrganismos desprovidos de parede 
celular (resistência de Mycoplasma, Chlamydophila 
pneumoniae) e não penetram adequadamente no meio intra 
celular (atípicas). 
 DERIVADOS DO ÁCIDO FOSFÔNICO: 
 
Indicado para infeções do trato urinário baixo, droga 
relativamente segura. Uma opção terapêutica em gestante e 
crianças também, com grande facilidade de dose única. 
PENICILINAS: 
CLASSE GRUPO OU FÁRMACOS 
Penicilinas naturais G e V 
P. resistente as B-lactamases 
expressas por estafilococos 
Isoxazolilpenicilinas 
P. de espectro ampliado Aminopenicilinas 
P. + IBL sem ação 
antipseudomonas 
Aminopenicilinas + IBL 
P + IBL com ação 
antipseudomonas 
Ureidopenicilinas 
• Penicilina G cristalina/potássica;• Penicilina G benzatina; 
• Penicilina G procaína; 
Sobre as penicilinas, temos que a potássica é administrada pela 
vida EV, pode até ser pela IM mas na prática não acontece, 
porque ela precisa ser administrada de 4 a 6 vezes por dia, é 
típica de ambiente hospitalar. Precisa ser administrada esse 
tantão de vezes porque é eliminada rapidamente pelo sistema 
renal. 
As outras duas drogas são administradas só e somente só pela 
IM, se forem usadas pela EV corre risco de desenvolver 
embolos. 
O gráfico traz algumas informações, sendo um gráfico de 
concentração plasmática por tempo. 
A G cristalina tem níveis plasmáticos altíssimos e cai de forma 
rápida por ser eliminada pelo sistema renal rapidamente; de 
forma oposta, temos a G benzatina, com níveis plasmáticos 
baixos, porém duradouros. 
Normalmente aplica no glúteo onde é depositada (sendo 
liberada aos poucos), usada em casos de faringite e sífilis 
primária como única dose. 
MAS SE ELA DURA TANTO PORQUE OS HOSPITAIS NÃO A 
UTILIZAM? 
Porque tem nível plasmático baixo, ou seja, só se utiliza em 
infecção simples; tem excelente ação ao treponema e por isso 
é utilizada na sífilis; mas num caso de pneumonia precisa de 
uma quantidade maior de penicilina, mas sua sensibilidade ao 
pneumococo é muito mais alta, sendo preferível que seja 
utilizado um fármaco com nível plasmático que ocorra mais 
rápido. 
 
É usada principalmente para tratar: 
• Streptococcus pyogenes 
• Treponema pallidum 
Uma das indicações terapêuticas é num impetigo 
estreptocócico (em uma única dose), sendo uma infecção 
superficial da pele, só compromete até epiderme). 
 DOSES: 
• 600.000 UI crianças; 
• 1.200.000 UI adultos em dose única. 
 
PENICILINA G: 
 PENICILINA G BENZATINA: 
 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
7 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
 
 
Para o tratamento de faringite a penicilina G benzatina é uma 
das drogas de eleição/1ª linha; temos a amoxicilina e em caso 
de alergia, normalmente se utiliza a azitromicina (na prática 
não acontece). 
Falamos anteriormente sobre a febre reumática, quando o 
paciente faz o tratamento adequado da faringite isso 
representa a prevenção primária da febre reumática, evitando 
que ele possa realmente evoluir o caso. 
No entanto, existe a profilaxia secundária, nesse caso o 
paciente tem diagnóstico da febre reumática e faz a profilaxia 
consiste em tomar a droga de eleição: Penicilina G benzatina a 
cada 21 dias pela via IM, por NO MÍNIMO 5 anos, podendo ser por 
toda vida (depende do dano as válvulas cardíacas). Não se 
verificou resistência a essa droga. 
 TRATAMENTO DA SÍFILIS: 
Causada pelo Treponema pallidum, é dividida em sífilis 
primária, acontecendo de 2 a 6 semanas, normalmente por ato 
sexual. 
SÍFILIS PRIMÁRIA: erosão ou úlcera no local de entrada da 
bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterina, anus, boca). 
Geralmente única, indolor, com base endurecida (fator pelo 
qual é chamada de cancro duro), fundo limpo e rica em 
treponemas. Pode durar de 2-6 semanas e desaparecer de 
forma espontânea, independente de tratamento. 
SÍFILIS SECUNDÁRIA: sinais e sintomas surgem em média de 6 
semanas - 6 meses, após a infecção e duram entre 4-12 
semanas. Com erupções cutâneas, lesões eritemato-
escamosas palmo-plantares. 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
8 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
 
SÍFILIS LATENTE: período em que não se observa sinal ou 
sintoma clínico de sífilis. É dividida em latente recente (menos 
de 1 ano de infecção) e latente tardia (mais de 1 ano de 
infecção). 
SÍFILIS TERCIÁRIA: ocorre aproximadamente em 30% das 
infecções não tratadas, após um longo período de latência, 
podendo surgir entre 2 a 40 anos depois da infecção. Manifesta-
se na forma de inflamação e destruição tecidual. É comum o 
acometimento do sistema nervoso e cardiovascular. 
Na gestação, tratamentos não peniciclínicos são inadequados e 
só devem ser considerados como opção nas contraindicações 
absolutas ao uso da penicilina. 
Para gestantes comprovadamente alérgicas à penicilina, 
recomenda-se a dessensibilização de acordo com protocolos. 
Todos os RN nascidos de mães com diagnóstico de sífilis na 
gestação ou no parto, ou a suspeita clínica de sífilis congênita, 
devem realizar a investigação para sífilis congênita, mesmo 
nos casos de mãe adequadamente tratadas, devido a 
possibilidade de falha terapêutica durante a gestação, que pode 
ocorrer em cerca de 14% dos casos. 
 PERGUNTA: 
Para um quadro de neurosífilis, você acha que a droga de 
escolha deve ser penicilina G benzatina ou cristalina? 
CRISTALINA, porque é com ela que os níveis plasmáticos são 
altos e para passar a BHE precisa oferecer muita droga para o 
paciente. Isso significa dizer que em casos de neurosifilis a 
droga de escolha OBRIGATORIAMENTE é a cristalina. Fora ela, a 
segunda droga seria a Ceftriaxona (somente essas duas). 
Nos casos de sífilis recente/primária, latente recente temos 
que a droga de escolha é Penicilina G benzatina em uma única 
dose = UMA DOSE DE 2,4 milhões UI (1,2 milhão em cada glúteo). 
Nos casos de sífilis tardia ou latente tardia também é droga de 
escolha a Penicilina G benzatina, toma 2,4 milhões (1,2 em cada 
glúteo) por 3 SEMANAS!!! Dose total de 7,2 milhões. 
 OPÇÕES ALTERNATIVAS: 
Temos a DOXICICLINA ou CEFTRIAXONA. 
A doxiciclina (oral) é uma opção de exceção fora os quadros de 
NEUROSIFILIS; Se for um quadro de uma gestante ou nos casos 
de neurosífilis, DOXICICLINA NÃO É OPÇÃO. 
Porque não passa a BHE e porque é muito tóxica para o feto, 
por isso, a CEFTRIAXONA (cefalosporina de 3ª geração) se torna 
droga de escolha. 
A gestante, a droga de escolha é penicilina G 
benzatina/cristalina a depender, se não puder fazer a próxima 
escolha é a CEFTRIAXONA (tem um pouco de falha em ser 
eficaz). Ter atenção que realmente só não pode ser doxiciclina. 
SÍFILIS NÃO NEUROLÓGICA: 
 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
9 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
Hoje em dia, praticamente só é usada em casos de Erisipela e 
Escarlatina, também causada por Estreptococos, lesão de pele, 
superficial, porém mais profunda que impetigo. Uma vez ao dia 
durante 10 dias. 
Quando falamos da cristalina, vemos que o espectro se 
ampliou, já tem ação contra vários estreptococos (incluindo 
pneumococos, coisa que as outras penicilinas não fazem), 
contra bacilos gram positivos, contra espiroquetas e 
anaeróbios (principalmente positivos). 
TEM EFEITO ANAEROBICIDA, mas não significa que seja o 
melhor anaerobicida porque não tem ação contra os gram 
negativos. SOMENTE CONTRA POSITIVOS!!!! 
 
 
O estudo dessas tabelas mostra informações importantes como 
a sensibilidade/resistência do pneumococo à penicilina. Cerca 
de 73% dos pneumococos causadores de meningite são 
sensíveis a penicilina G, significa que a penicilina g cristalina 
não consegue tratar pneumococos causador de meningite em 
27%. 
OU SEJAA, a penicilina g cristalina não é opção de primeira 
linha, tratamento empírico da MENINGITE, temos drogas 
melhores como a Ceftriaxona. 
Quando se trata de infecções causada pelo mesmo pneumococo 
que não seja do tipo meningite, ou seja, pneumonia, a questão 
da resistência não foi nem identificada, foi identificada apenas 
uma resistência intermediária e isso pode ser resolvido com o 
aumento da dose. 
 
INFORMAÇÃO IMPORTANTE: a droga de primeira opção utilizada 
na maioria dos casosde otite média aguda na criança, cujo 
patógeno principal causador dessa infecção é o pneumococo é 
a AMOXICILINA normalmente já se é administrado a dose 
máxima. 
A Penicilina G cristalina tem indicação terapêutica para: 
 
Sobre a meningite, pode se usar SIM se o estudo não for 
empírico, somente em definitiva, isso também se enquadra no 
caso de endocardite! 
No caso de fascite ou gangrena lembrar que precisa das 
associações. 
 SÍFILIS CONGÊNITA: 
Usamos a Penicilina G cristalina, em caso de neurosífilis é 
obrigatoriamente a cristalina. A depender de alterações 
clínicas, pode-se usar a procaína. O único capaz de auxiliar na 
mudança do líquor é a cristalina 
PENICILINA G PROCAÍNA: 
 
PENICILINA G CRISTALINA: 
 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
10 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
 
 
 
 
 
Para caso de pneumonia pneumocíca a Penicilina G cristlaina é 
droga de eleição, principalmente na criança por questão de 
segurança. 
 
A terapia alternativa é usar amoxicilina + clavilonato. 
 
Pouco usada, mas usada no tratamento de pequenas infecções 
por estreptococos (amigdalite, impetigo). 
 
Penicilinas resistente as B-lactamases produzidas por 
Estafilococos (Isoxazolilpenicilinas). O foco é o combate aos 
estafilococos. 
 
Do grupo das penicilinas com ação anti estafilococos 
resistentes as B-lactamases, o resto foi retirado do mercado, a 
única que dispomos é a oxacilina. 
É apresentada em 500mg EV, é de uso HOSPITALAR (ou seja 
para tratar infecções graves), com frequência de administração 
de 4/4 ou 6/6horas. É resistente a ação de penicilinases 
(incluindo B-lactamases produzidas por estafilococos). 
Sofrem ação de B-lactamases expressas por enterobactérias e 
pseudomonas. Tem distribuição ampla, não atravessa a BHE 
normal, mas atravessa a BHE com meninges inflamadas. 
A FINALIDADE DE USO DESSA DROGA É TRATAR INFECÇÕES 
GRAVES POR ESTAFILOCOCOS, sendo por coagulase positiva 
(aureus) ou coagulase negativa (epidermidis, saprophyticus). 
PENICILINA V: 
 
ISOXAZOLILPENICILINAS: 
 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
11 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
MSSA/OSSA = estafilococos aureus sensíveis a metilicina; mas 
se não é mais usada, porque esse nome ainda é usado? Porque 
a descoberta foi realizada com essa droga. Responsável pela 
produção de b-lactamases 
MRSA = estafilococos aureus resistentes a meticilina; 
VISA = estafilococos aureus com resistência intermediária à 
vancomicina, é possível usar doses máximas. 
VRSA = estafilococos aureus resistente a vancomicina 
NENHUMA PENICILINA TEM AÇÃO CONTRA ESTAFILOCOCOS, 
EXCETO OXACILINA E PENICILINAS + IBL. 
IBL (inibidor de beta-lactamase; ampicilina + sulbactam; 
amoxicilina + clavulanato; amoxicilina + sulbactam). 
NENHUM BETA-LACTÂMICO TEM AÇÃO CONTRA MRSA. EXCETO 
AS CEFALOSPORINAS 5ª GERAÇÃO. 
Para combater esse MRSA comunidade: 
• Clindamicina (oral/ev); 
• Doxiciclina (IM); 
• Minoxiciclina (IM). 
Para combater MRSA hospitalar: 
• Glicopeptídeos (Vancomicina; Teicoplanina) 
Para combater casos de VRSA: 
• Linezolida 
O que aconteceu para se transformar nessa nova cepa? Onde 
os glicopeptídeos atuam? Na etapa de polimerização, na etapa 
intermediária, então houve alteração nas enzimas 
responsáveis por essa etapa intermediária. 
 EXEMPLO/PERGUNTA: 
Penicilina G Benzatina em dose única, IM, compreende uma boa 
opção terapêutica a ser utilizada em dose única no tratamento 
de furunculoses? 
Verdade ou Falso? 
FALSO, porque quase todos os estafilococos produzem beta-
lactamases e todas as penicilinas sofrem ação de beta-
lactamases, portanto, nenhuma penicilina tem ação contra 
estafilococos (a grande maioria, empiricamente) 
Oxacilina constitui uma boa opção terapêutica a ser utilizada 
em casos de tratamento de furunculoses? 
FALSO, não seria adequado pelo medicamento ser de opção EV, 
para tratar um furúnculo, precisa internar um paciente? Que 
opções teríamos para tratar opções mais simples como essa 
(MSSA)? A gravidade da infecção que vai determinar escolha. 
EV= oxacilina, cefalosporinas 1ª geração (cefalotina/cefazolina) 
são opções de uso EV. 
ORAIS= cefalosporina 1ª geração (cefalexina), amoxicilina + 
clavulanato. 
PROCESSOS DE RESISTÊNCIAS 
BACTERIANOS: 
Bactérias que foram isoladas de corrente sanguínea nas UTIs 
brasileiras, mostra por meio do gráfico que: o processo de 
resistência, no primeiro resultado em torno de 75% dos 
estafilococos coagulase negativa são resistentes à oxacilina 
(ou seja, os pacientes não podem usar por não responder ao 
tratamento); em média de 50% a 60% S.aureus são resistentes. 
Tiramos com isso, que quando se trata de infecções de UTI, as 
coisas ficam mais graves. 
O PODER DE DESTRUIÇÃO DE ESTAFILOCOCOS POR OXACILINA 
É SUPERIOR AOS DOS GLICOPEPTÍDEOS, PORTANTO ELA É 
MAIS POTENTE DO QUE VANCOMICINA. 
 CARACTERÍSTICAS: 
A atividade antimicrobiana da oxacilina é superior a 
vancomicina no combate a MSSA. 
Infecções por estafilococos de menor gravidade ou terapia oral 
é utilizado cefalosporina de 1ª geração. 
 INDICAÇÕES TERAPÊUTICAS: 
 
A maioria das pneumonias com por derrame pleural são por 
estafilococos aureus, em um caso desse se for uma infecção da 
comunidade usamos oxacilina, caso seja hospitalar usamos 
vancomicina. 
Nos casos de Pneumonia e Osteomielite, principalmente a 
terapia empírica, é interessante que você acrescente além das 
drogas contra estafilococos adicione uma droga contra gram 
negativas, como é o caso da ceftriaxona. Tratamento de 
pneumonia com derrame pleural e de osteomielite se foi 
adquirido na COMUNIDADE = OXACILINA + CEFTRIAXONA. 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
12 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
Caso tenha sido hospitalar, nesse aspecto usaríamos 
VANCOMICINA + CEFTRIAXONA/CEFEPIMA (a escolha vai ser por 
onde essa infecção foi adquirida, foi numa uti ou numa clínica 
médica? Normalmente se utiliza cefepima em casos mais 
graves). 
Em casos de SEPSE por estafilococos, a literatura recomenda 
a associação com AMINOGLICOSÍDEOS, com intuito de 
potencializar o efeito. Quais os aminoglicosídeos mais 
utilizados: GENTAMICINA + AMICACINA. 
Nos casos de ENDOCARDITE, os microrganismos causadores 
podem ser estafilococos, estreptococos e enterococos. 
Portanto, a terapia empírica visa combater os 3 tipos de 
organismos, nessa terapia OXACILINA NÃO É UMA BOA OPÇÃO 
porque só combate estafilococos e os outros ficariam 
descobertos. 
Oxacilina só seria utilizada quando fizesse uma cultura e for 
isolado somente estafilococos. Então para terapia empírica da 
endocardite, o esquema seria: 
• Endocardite da comunidade = ampicilina sulbactam + 
aminoglicosídeos; 
• Endocardite hospitalar = vancomicina + 
aminoglicosídeos. 
• Se o paciente tiver uma prótese cardíaca você 
prescreve rifampicina A MAIS, a depender se é da 
comunidade ou hospitalar. 
• Significa dizer que a prótese dificulta a ação da droga 
sobre a bactéria, ajuda no processo de resistência, na 
formação de biofilmes. Ou seja, a rifampicina tem o 
intuito de potencializar ainda mais. 
 
AMINOPENICILINAS: 
Temos duas aminopenicilinas no mercado: AMOXICILINA E 
AMPICILINA. 
Essas pequenas mudanças nessa moléculas trouxeram 
algumas vantagens: possibilidade da droga por via oral por ter 
melhor absorção; houve uma ampliação de espectro contra 
bacilos gram negativos (E.coli, proteus). 
 
Apresentado em: 
• Cápsulas de 500mg ou 1g; 
• Suspensão oral de 250ou 500mg/5ml; 
• FA 500mg ou 1g 
A absorção é incompleta, quando pela via oral, permanecendo 
na região intestinal, alterando a microbiota, e por isso também 
há variações de absorção entre os indivíduos, sofre 
interferência dos alimentos que reduz a absorção e tem maior 
probabilidade de causar diarreia. 
A apresentação IV é usada em situações de maior gravidade em 
concentrações elevadas e constantes da droga. 
 
Ampicilina é conhecida como ser uma das opções mais 
adequadas para tratar as infecções por ENTEROCOCOS, se for 
algo mais grave, associa com aminoglicosídeos (tem finalidade 
de potencializar seu efeito contra algumas bactérias). 
Isso é interessante porque a penicilina não tinha ação contra 
H.influenzae ou E.coli, por exemplo. O Haemophilus pode causar 
pneumonia e sinusites, e 90% das cepas são SENSÍVEIS. 
No tratamento das pneumonias e das infecções mais graves a 
droga mais adequada é a CEFTRIAXONA, sobretudo em crianças 
devido a segurança, sendo uma excelente opção para 
tratamentos de Haemophilus. 
 
 EXEMPLO: 
Ampicilina constitui uma boa opção terapêutica para o 
tratamento EMPÍRICO da endocardite bacteriana? 
AMPICILINA: 
 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
13 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
FALSO, a terapia empírica da endocardite precisa abranger 
estafilococos, estreptococos e enterococos. Ampicilina não tem 
ação contra estafilococos. 
Quem tem ação contra estafilococos? NENHUMA PENICILINA 
TEM AÇÃO CONTRA ESTAFILOCOCOS, exceto Oxacilina ou 
Penicilina + IBL (a ampicilina + sulbactam). 
As principais indicações de uso da AMPICILINA: meningites e 
pneumonias (pneumococos). Além disso, a principal indicação 
da ampicilina é a infecção por enterococo, incluindo na 
endocardite e sepse. 
Respondendo acima, somente a ampicilina não seria suficiente 
e por isso, apesar de recomendada, precisa estar associada 
com aminoglicosídeos (gentamicina ou amicacina). 
O que a difere da ampicilina, pois tem as mesmas propriedades 
bacterianas, é a melhor absorção oral (maior estabilidade em 
meio ácido). O espectro das duas é idêntico e há resistência 
cruzada entre os dois anti microbianos. 
Não sofre interferência de alimentos, tem menor probabilidade 
de induzir diarreia e os níveis séricos são 2x ou 3x maior que 
ampicilina. 
AMOXICILINA NÃO TEM AÇÃO CONTRA ESTAFILOCOCOS. 
AMOXICILINA SÓ TEM ORAL. AMOXICILINA É MAIS VANTAJOSO. 
 
Uma das principais indicações é no tratamento das infecções 
respiratórias. Dependendo da pneumonia, tem que ser muito 
inicial, é possível o paciente fazer uso da amoxicilina. 
FARINGITE: as opções mais usadas são 
• Penicilina G Benzatina; 
• Amoxicilina; 
• Azitromicina. 
OTITE MÉDIA: droga de escolha 
• Amoxicilina 
• Azitromicina; (alergia) 
• Cefalosporinas 2ª geração; (alergia) (dose máxima) 
• Amoxicilina clavulanato (dose máxima não resolve) 
RINOSSINUSITES: 
• Amoxicilina 
Porém aumenta a possibilidade de falha terapêutica, apesar de 
ser opção, por causa da localização anatômica da rinossinusite. 
Essa região facilita a proliferação de bactérias incluindo 
bactérias mais resistentes como Hemofilos, Estafilococos, 
bactérias anaeróbias e por isso a amoxicilina pode não 
combater 
É MAIS CERTO USAR A AMOXICILINA CLAVULANATO, ou 
cefalosporinas de 2ª geração. 
Num paciente com quadro de OTA bilateral ou unilateral, mas 
sem otorreia (sem escoamento de líquidos), nas crianças com 
6m a 2 anos antibióticos são usados. Em crianças acima de 2 
anos ou se for unilateral/bilateral sem otorreia opta em 
prescrever atb ou fazer uma observação.
 
AMOXICILINA: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
14 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
 
Se esses pontos existem, você já considera a possibilidade de 
de pneumococos ter resistência intermediária, e ai no caso da 
otite média você já começa o tratamento com a dose mais alta 
de 90mmg/kgdia. 
No caso da rinossinusite é mais prudente que você já comece o 
tratamento com a penicilina + IBL (amoxicilina clavulanato). A 
depender do paciente, você vai ter que prescrever junto um 
analgésico, antitérmico, um corticoide nasal. 
NO CASO DE OUTRO ANTIBIÓTICOS, JÁ FALAMOS, SERIA OU 
CEFALOSPORINA DE 2ª GERAÇÃO OU AMOXICILINA 
CLAVULANATO. 
 
ERRADICAÇÃO DO H. PYLORI 
Tratamento das úlceras gástricas e duodenais. Tratamento 
inicial padrão é um tratamento triplo: 
• Amoxicilina + claritromicina + inibidor de bomba de 
prótons (IBPs) usando em 12 em 12 horas por 14 dias, 
NÃO PODENDO SER MENOS; 
• Também existe o tratamento de após os 14 dias, no 
décimo quinto o paciente só ficar fazendo uso dos IBPs 
por até 28 dias. 
O intuito de se usar os IBPs é diminuir a acidez gástrica e como 
consequência acelerar a cicatrização da úlcera. A literatura diz 
que se dê preferência por RABEPRAZOL E ESOMEPRAZOL para 
ter um controle mais rigoroso. 
Para os casos de resistência: 
• Amoxicilina + IBPs + levofloxacino (10-14 dias) 
PENICILINAS + IBL: 
SÃO -> ÁCIDO CLAVUlÂMICO, SULBACTAM, TAZOBACTAM. 
Tem apresentação em suspensão oral e EV. 
O que diferencia a associação com o sulbactam? Acontece a 
inibição da beta-lactamase, impedir que a enzima destrua o 
antibiótico, esse é o objetivo. 
O sulbactam inibe a beta-lactamase e consequentemente 
impede a degradação da ampicilina. Ampicilina não tem ação 
contra estafilococos, quem tem é Oxacilina e Penicilinas + IBL, 
porém quando relacionado com o sulbactam o espectro é 
ampliado. 
Como esse espectro se ampliou? Porque a enzima já não 
consegue mais destruir o antibiótico, porque foi inibida pelo 
sulbactam. 
 
 
 EXEMPLO: 
TRATAMENTO DE PÉ DIABÉTICO: que bactérias causam a úlcera 
do pé diabético? 
O esquema terapêutico depende da profundida da úlcera, 
quando se trata de uma inicial nós temos poucos 
microrganismos naquela infecção e o microrganismo mais 
encontrado é o estafilococo (típico de infecções de pele). 
AMPICILINA + SULBACTAM: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
15 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
À medida que essa úlcera vai se aprofundando ela vai se 
tornando polimicrobiana, mais microrganismos. Quanto menos 
for profunda for a úlcera mais estreito vai ser o espectro da 
droga que você vai escolher para o paciente, quanto mais 
profundo mais amplo. 
 
As indicações terapêuticas são semelhantes as da ampicilina + 
sulbactam. É considerado o mais leve entre os 3. Por isso que 
em terapia inicial, muito se é falado de amoxicilina + 
clavulonato. 
É considerado uma bomba entre os 3, o mais potente. 
UREIDOPENICILINAS: 
Só temos no mercado a PIERACILINA + TAZOBACTAM sendo uma 
droga de uso EV de uso hospitalar, com potente ação contra 
PSEUDOMONAS e menor toxicidade que os aminoglicosídeos. 
Então, os aminoglicosídeos são drogas nefrotóxicas e ototóxica. 
Por isso, a piperacilina + tazobactam é mais utilizada do que os 
aminoglicosídeos. 
 
 
É uma droga que também tem espectro amplo, mas que é de 
uso hospitalar. É uma droga utilizada na prática clinica para 
tratar infecções hospitalares ou infecções da comunidade 
GRAVES, antes de usar o Meropenem. 
É A ÚNICA DROGA QUE ATÉ AGORA TEM AÇÃO CONTRA 
PSEUDOMONAS. 
QUAL SERIA O DIFERENCIAL DA AMPICILINA + SULBACTAM x 
PIPERACILINA + TAZOBACTAM? 
A atividade antimicrobiana da piperacilina é mais ampla, de 
tudo de antibióticos que vimos ATÉ AGORA, é o maior espectro. 
 
CEFALOSPORINAS: 
2ª GERAÇÃO 
Acetilcefuroxima 
Cefaclor 
Cefoxitina * 
3ª GERAÇÃO 
Ceftriaxona 
Cefotaxima 
Ceftazidima 
Ceftazidima + Avibactam 
4ª GERAÇÃO 
Cefepima 
5ª GERAÇÃO (ANTI MRSA)Ceftarolina* 
Ceftobiprol* 
Tem ação insatisfatória contra anaeróbios, exceto a cefoxitina. 
1ª GERAÇÃO 
Cefalotina 
Cefazolina 
Cefalexina 
Cefadroxila 
AMOXICILINA + CLAVULONATO: 
O 
AMOXICILINA + SULBACTAM: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
16 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
Sem ação contra MRSA nem enterococos (exceto as 
cefalosporinas de 5ª geração). 
Sem ação contra bactérias produtoras de ESBL e 
cabapenemases (exceto ceftazidima + avibactam). 
O QUE QUE MUDA ENTRE AS GERAÇÕES? QUAL DIFERENÇA? 
1ª GERAÇÃO: tem boa atividade contra gram positivos e 
atividade MODERADA contra gram negativos. 
2ª GERAÇÃO: acontece uma ampliação da atividade contra 
aeróbios gram negativos. 
AS CEFALOSPORINAS DE 1ª E 2ª GERAÇÃO NÃO ULTRAPASSAM 
A BHE. 
3ª/4ª GERAÇÃO: excelente contra gram negativo, maior 
RESISTÊNCIA contra as b-lactamases e tem capacidade de 
atravessar a BHE. 
5ª GERAÇÃO: potencialização de ação contra gram positivas. 
CEFALOSPORINAS DE 1ª GERAÇÃO: 
• Cefalotina; 
• Cefazolina; 
• Cefalexina; 
• Cefadroxila; 
Em suas características a meia vida da cefazolina é maior que 
a da cefalotina. Enquanto a cefalotina é usada de 4/4 ou 6/6 a 
cafazolina é de 6/6 ou 8/8. É DE USO EV!!!! 
 
 
Atividade anaeróbica é precária, so tem ação contra poucos, 
assim como o baixo espectro em gram negativas, porém tem 
ação contra E.coli. 
OPÇÃO MELHOR QUE AS CEFALOSPORINAS DE 1ª GERAÇÃO 
PARA TRATAR PNEUMONIA: OXACILINA!!!! APESAR DE SER UMA 
OPÇÃO TERAPÊUTICA. 
NO CASO DAS GESTANTES A CEFALOSPORINA DE 1ª É MAIS 
INTERESSANTE PORQUE A CONCENTRAÇÃO CONSEGUE ATINGIR 
O FETO. 
É utilizado em profilaxia cirúrgica como cirurgias vasculares, 
ortopédicas, cardíacas, estômago, duodeno, biliar, urinária. 
Normalmente, administrado 1h antes da incisão, podendo se 
repetir durante a cirurgia. 
Faz isso com o objetivo de evitar uma infecção da ferida 
cirúrgica por estafilococos. 
Tem apresentação oral em cápsulas, drágeas e suspensão. A 
meia vida plasmática da cefadroxila é MAIOR que a cafalexina. 
A frequência de administração da cefadroxila costuma ser de 
8/8 ou 12/12 e a cefalexina de 6/6. 
A ABOSRÇÃO DA CEFALEXINA SOFRE INTERFERÊNCIA DOS 
ALIMENTOS, CEFADROXILA NÃO SOFRE. OU SEJA, TEM MAIS 
VANTAGEM DE USO. 
Tem atividade antimicrobiana semelhante, o que realmente 
difere é o tempo de uso. Utilizado como drogas de escolha para 
furunculose e trato urinário baixo (E.coli). 
 
 
CEFALOTINA/CEFAZOLINA 
O 
CEFALEXINA/CEFADROXILA: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
17 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
 
Homens e mulheres não grávidas, considerar uso de: 
• Sulfametoxazol + trimetoprima (2cp 400/80 de 12/12 
por 3 dias) 
CEFALOSPORINAS DE 2ª GERAÇÃO: 
• Acetilcefuroxima (zinnat): 12/12 
• Cefaclor (ceclor): 12/12 
As propriedades antimicrobianas e farmacocinéticas são 
semelhantes entre as duas. A acetilfuroxima tem MELHOR 
absorção na presença de alimento ou leite. 
Já Cefaclor sofre interferência de alimentos na absorção. Não 
é uniformemente ativo contra H. influenzae e tem menor 
atividade contra gram positivo. 
QUANDO COMPARAMOS A 1ª GERAÇÃO COM A 2ª GERAÇÃO NOS 
TEMOS? 
Na segunda geração temos medicamentos apenas de via oral, 
as se segunda tem ação contra PNEUMOCOCOS. Agora, nos 
gram negativos nós já temos uma proteção contra hemophilos 
e moraxella catarrhalis 
 
Nos quadros de otites médias e sinusites, onde você entrou com 
Amoxicilina e não resolveu, você pode administrar Amoxicilina 
+ Clavulanato ou Cefalosporinas de 2ª Geração. 
O problema dessas drogas na verdade é o preço, pois são 
excelentes opções terapêuticas para infecções respiratórias. 
 EXEMPLO: 
CEFALOSPORINAS DE 2ª GERAÇÃO COMPREENDEM OPÇÕES DE 
PRIMEIRA LINHA PARA O TRATAMENTO DE FARINGITES? 
Falso, pois as opções são: G Benzatina, Amoxicilina, 
Azitromicina. 
No entanto, nos casos de falha terapêutica no tratamento, 
cefalosporinas de 2ª geração compreendem uma opção? SIM! 
 
Pertence a classe das cefamicinas, com característica que se 
assemelham as cefalosporinas de 2ª geração. Tem 
apresentação em uso EV com frequência de administração de 
4/4 ou 6/6 (no mínimo 4 vezes ao dia, porém tem uso restrito). 
É indutor de produção de b-lactamases por enterobacter, 
serratia e p. aeruginosa -> uso muito restrito. 
Tem ação contra: 
• H. influenzae; 
• Enterobactérias (inclui Serratia); 
• B. fragilis (anaeróbia) 
Sendo uma ótima opção quando usada nos casos de apendicite, 
abcessos hepáticos, peritonites, aborto infectado. 
E na profilaxia em cirurgias colorretais, apendicites e cirurgias 
ginecológicas (histerectomia) -> atividade anaerobicida, pois se 
diferencia quando falamos das bactérias mais simples, pela 
presença de bactérias anaeróbicas nesse meio!!! 
A CEFAZOLINA É USADA EM PROFILAXIA DE PROCEDIMENTOS 
CIRÚRGICOS, NO ENTANTO, NÃO TEM AÇÃO EM COLORRETAIS, 
PORQUE NESSES CASOS TEM GRANDE CONCENTRAÇÃO DE 
BACTÉRICAS ANAERÓBIAS. 
CEFALOSPORINAS DE 3ª GERAÇÃO: 
• Ceftriaxona; 
• Cefotaxima; 
• Ceftazidima 
Primeiro de tudo, Ceftriaxona e Cefotaxima são IRMÃS. Existem 
algumas diferenças entre elas, como: Ceftriaxona tem uma 
frequência de uso menor pela via EV e IM. 
Sobre o recém nascido, algo importante: Cefotaxima é mais 
SEGURO do que a Ceftriaxona. 
CEFOXITINA: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
18 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
De uso EV ou IM a depender da situação. Tem excelente ação 
contra PNEUMOCOCOS e menor atividade contra estafilococos. 
Portanto, cefalosporinas de 2ª,3ª e 4ª não representam boas 
opções para tratar infecções por estafilocos. Do grupo das 
cefalosporinas temos os extremos: se simples, cefalosporina 
de 1ª, caso se grave cefalosporinas de 5ª. 
EXCELENTE AÇÃO CONTRA GONOCOCOS E PNEUMOCOCOS. 
 EXEMPLO: 
No tratamento da sífilis qual a primeira opção terapêutica para 
tratamento? Penicilina G. Segunda opção: Ceftriaxona. 
 
Ceftriaxona tem excelente ação contra os principais patógenos 
causadores de meningite no nosso país: meningococos e 
pneumococos. Além de atravessar a BHE. 
Os representantes das cefalosporinas de 3ª e de 4ª ultrapassam 
a BHE. Por combater os principais causadores e atravessar a 
BHE: 
A CEFTRIAXONA É A DROGA DE ESCOLHA A SER UTILIZADA NO 
TRATAMENTO DE MENINGITE, mas normalmente não usada de 
forma isolada. 
 
A Ceftriaxona é uma droga usada para tratar infecções da 
comunidade complicadas ou infecções hospitalares simples, 
principalmente para combater pneumococos e microrganismos 
gram negativos. 
Para tratar pneumonias da comunidade as drogas mais 
utilizadas são as penicilinas; ceftriaxona já vai ser uma opção 
para tratar os casos mais complicados 
Trata as infecções do trato urinário ALTO. 
Para tratar o trato urinário baixo, normalmente utilizamos a via 
oral, pelos medicamentos como: cefalexina, acetil furoxima... 
A ceftriaxona está para a gonorreia da mesma forma que 
penicilina G está para sífilis. 
CEFTRIAXONA É DROGA DE ESCOLHA PARA A GONORREIA. 
No tratamento da gonorreia, o ministério da saúde preconiza 
que CEFTRIAXONA + AZITROMICINA. 
O intuito de associar com azitromicina é poder ampliar a 
segurança contra a CLAMÍDIA também, muitas das vezes as 
infecções por gonorreia, a sintomatologia é muito semelhante 
à sintomatologia da clamídia. 
Irmã da Ceftriaxona, com uma frequência de uso maior, de 
normalmente 4 vezes ao dia. É um medicamento mais seguro 
para recém nascidos. 
Ceftriaxona pode se precipitar na vesícula biliar e forma 
cálculos biliares (lama biliar), gerando cólica biliarnas 
crianças. Cefotaxima, por sua vez, não causa isso, com menor 
risco de efeitos adversos. 
CEFTRIAXONA NÃO É CONTRA INDICADO NO RECÉM NASCIDO, 
NO ENTANTO, A CEFOTAXIMA É PREFERENCIAL. 
 INDICAÇÃO CLÍNICA: 
Se tem uma droga que não pode faltar no tratamento da 
meningite bacteriana é ceftriaxona. Mas na criança pequena, é 
preferível que use CEFOTAXIMA. 
• Tratamento de meningite = Ceftriaxona não pode faltar; 
• Tratamento até 2 anos = Cefotaxima 
• Tratamento até 3 meses = Cefotaxima + Ampicilina 
• Tratamento após 3 meses até 60 anos = Cefotaxima/ 
Ceftriaxona + Vancomicina 
• Tratamento acima de 60 anos = Ceftriaxona + Ampicilina 
+ Vancomicina 
Essa droga consegue ultrapassar a BHE, vai ser usada para 
combater os 2 principais patógenos que causam meningite: 
meningococos e pneumococos. 
Até os 2 anos, é PREFERÍVEL que você use cefotaxima à 
ceftriaxona. 
CEFTRIAXONA. 
O 
CEFOTAXIMA: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
19 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
 
Porque adicionar AMPICILINA? Oferecer cobertura contra a 
Listeria monocytogenes que pode causar meningite nessa 
faixa. 
O tratamento até 60 anos, a depender do paciente você escolhe 
entre a ceftriaxona e cefotaxima. Se adiciona a VANCOMICINA 
para oferecer cobertura contra possíveis pneumococos 
resistentes. 
Seu grande objetivo é combater infecções por bactérias gram 
NEGATIVAS incluindo Pseudomonas aeruginosa. Nenhuma das 
cefalosporinas anteriores tinha ação contra pseudomonas. 
É UMA DROGA ANTI PSEUDOMONAS 
 
O Avictam associado é um novo inibidor de beta lactamase, 
completamente diferente dos tradicionais, oferece uma 
cobertura mais ampla, contra bactérias produtoras de ESBL 
(beta-lactamases de espectro estendido) e KPC (Klebsiella 
Pneumoniae Carbapenemase). 
 
 
 
CEFALOSPORINAS DE 4ª GERAÇÃO: 
Uso apenas EV, muito resistente à ação de beta-lactamases, 
USADO PARA TRATAR INFECÇÕES DE BATÉRIAS GRAM 
NEGATIVAS. 
CEFTAZIDIMA: 
O 
CEFEPIMA: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
20 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
 
O QUE EXISTE DE DIFERENÇA ENTRE ESSAS DUAS BETA 
LACTAMASES ACIMA? 
A primeira é de espectro estendido ou ampliado, destrói quase 
todos os beta-lactâmicos, com exceção dos CARBAPENENS, 
que são drogas muito utilizadas no combate das bactérias 
produtoras dessa enzima. 
Se a bactéria for produtora de carbapenemase, esquecer todos 
os beta-lactâmicos com exceção da CEFTAZIDIMA + 
AVIBACTAM. 
PARA QUE USAMOS A CEFEPIMA? 
Normalmente para tratar de infecções hospitalares, adquirida 
no hospital, dificilmente para tratar infecção da comunidade, 
principalmente no combate das gram negativas. 
 
CEFALOSPORINAS DE 5ª GERAÇÃO: 
De uso EV e APENAS hospitalar, para tratar infecções muito 
graves, causada por bactérias gram positivas 
multirresistentes. 
E posteriormente, apareceu o Ceftobiprol, que possui atividade 
semelhante à Ceftarolina, porém foi acrescido uma ação contra 
PSEUDOMONAS (semelhante a ação da ceftazidima), coisa que 
a ceftarolina não tem. 
 ATIVIDADE ANTIMICROBIANA: 
• MSSA, VISA, MRSA; 
• Pneumococos sensíveis e resistentes as penicilinas e 
cefalosporinas; 
• Enterococcus faecalis sensíveis e resistentes a 
ampicilina e vancomicina, mas não a E. faecium; 
• H. influenzae e bacilos gram negativos entéricos 
(atividade semelhante a ceftriaxona); 
• NÃO TEM AÇÃO contra bactérias gram negativas 
produtoras de ESBL, pseudomonas e B. fragilis 
 INDICAÇÃO CLÍNICA: 
 
 
CARBAPENÉNS: 
Essas drogas tem uso restrito, vai ser utilizado para tratar 
infecções graves e hospitalares. 
Primeiro, porque pode induzir a produção de beta-lactamases 
(citrobacter, enterobacter, serratia, proteus, pseudomonas). 
Isso significa dizer que o uso irracional favorece ao 
desenvolvimento de resistência bacteriana. 
Normalmente resistentes as ESBL. 
SE A BACTÉRIA FOR PRODUTORA DE ESBL A DROGA DE 
ESCOLHA É UM CARBAPENÉN, 
Agora se a bactéria for produtora de carbapenemases como é 
o caso das KPCs -> ESQUEÇA todos os beta lactâmicos, lembrar 
somente da CEFTAZIDIMA + AVIBACTAM. 
As carbapenemases (klebsiella, pseudomonas, serratia, b. 
fragilis, acinetobacter) fazem hidrólise de carbapenens, 
cefalosporinas de 3ª geração e não são inibidas pelo 
clavulanato ou sulbactam. 
CEFTAROLINA: 
O 
CEFTOBIPROL: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
21 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
Droga de uso EV ou IM. O espectro dessa droga amplia 
absurdamente, possuindo ação contra gram positivos, 
anaeróbios e gram negativos. 
QUANDO VOCÊ PRESCREVE UMA DROGA COMO ESSA? 
Quando você precisa dar um tiro às cegas, precisa ser uma 
infecção grave, na grande maioria das vezes adquirida em 
hospital e UTI e você não tem ideia da bactéria que pode ser. 
ATRAVESSA A BHE. 
 
 
 
É a droga mais forte e potente, com espectro mais amplo e mais 
utilizado é o meropeném. 
É EV, tem maior potencia contra bacilos gram negativos como 
P. aeruginosa. A indicações clinicas são as mesmas do 
imipeném 
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE! 
O imipeném tem grande potencial de causar convulsões, dessa 
forma o MEROPENÉM, tem menor potencial de induzir. Quando 
se trata de um paciente que tem uma crise convulsiva ou uma 
infecção do SNC ou tem histórico de convulsões a droga de 
escolha é o MEROPENÉM. 
Atividade microbiana também ampla, mas pouca ação contra 
pseudomonas (p.aeruginosa). 
 
 
MONOBACTÂMICOS 
Uso IV/IM com administração de 8/8h com destruição ampla, 
inclusive BHE, com excreção renal. 
 
 INDICAÇÃO CLÍNICA: 
• Infecções pulmonares e ginecológicas; 
• Sepses; 
• Osteoarticulares; 
• Intra-abdominais: associação com metronidazol; 
• Meningoencefalites 
Ou seja, infecções graves por gram negativos. 
MEROPENÉM IMIPENÉM ERTAPENÉM
IMIPENÉM: 
O 
MEROPENÉM: 
O 
ERTAPENÉM: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
22 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
 
MACROLÍDEOS: 
Os antibióticos desse grupo se caracterizam por atividade 
sobre bactérias gram POSITIVAS e cocos gram negativos, 
atuando também sobre bactérias ATÍPICAS e anaeróbias. 
Dos 3 que podemos citar, o de maior importância clínica é o 
azitromicina e o claritromicina. 
Os fármacos são divididos em: 
• Eritromicina; 
• Claritromicina; 
• Azitromicina. 
Pouco usada devido sua maior frequência de uso, efeitos 
indesejáveis, maior resistência. Tem administração por via oral, 
sua distribuição é ampla, exceto no SNC e ouvido médio. 
TODOS OS MACROLÍDEOS NÃO ULTRAPASSAM A BHE, são 
estruturas imensas, grandes e por isso não passa. 
Atravessa a placenta, excreção no leite materno elevada. Sua 
excreção se da PRINCIPALMENTE pelas fezes, a quantidade que 
alcança o sistema renal é muito baixa. 
OU SEJA, não é um medicamento indicado para tratar infecções 
do trato urinário, já que alcança de uma forma muito baixa e 
porque não compreende as bactérias (E.coli/Proteus) dessa 
região. 
Tem ação contra gram positivos e negativos, mas hoje em dia 
continua sendo usado, ainda que pouco, no tratamento da 
DIFTERIA e COQUELUXE (Bordetella pertussis). 
 
 
 
Temos apresentação oral e injetável. Tem uma ótima absorção 
após administração oral, na presença ou não de alimento. 
Tem como vantagem uma menor frequência de intolerância 
gastrintestinal e doses menos frequentes que eritromicina. 
 
Tem ação contra pneumococos, apesar de não ser muito 
recomendado por sua resistência atual e se mostraser uma 
das opções terapêuticas contra o S.aureus. 
Para MRSA temos as devidas opções já que a claritromicina não 
cobre: cefalosporinas de 5ª geração, clindamicina (infecções 
comunitárias), doxiciclina e glicopeptídeos. 
QUAL A GRANDE IMPORTÂNCIA DOS MACROLÍDEOS PARA OS 
DIAS ATUAIS? 
• Tratamento de infecções por bactérias atípicas; 
• Segurança (gestante, criança) 
ERITROMICINA: 
O 
CLARITROMICINA: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
23 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
• Alternativa no tratamento de infecções respiratórias 
nos pacientes alérgicos à penicilinas 
 
No tratamento de infecções por bactérias atípicas essas drogas 
representam PRIMEIRA OPÇÃO (mycoplasma, clamídia). 
No tratamento das infecções respiratórias normalmente vai ser 
utilizada em pacientes alérgicos à penicilina!! Amoxicilina 
clavulanato e cefalosporinas de 2ª geração ainda são 
superiores. 
Uma pneumonia atípica se da com febre baixa e tosse seca, 
importante lembrar! 
• Esquema de tratamento de 1ª escolha da H. pylori 
Amoxicilina + claritromicina + IBP 
Tem a grande vantagem de ser usada apenas uma vez ao dia, 
por isso tão utilizada nas faringites. 
Começaram a usar o medicamento de forma irresponsável 
para tratar inflamação sem uma infecção = resultando em 
resistência. 
Tem rápida absorção após administração oral, tem 
interferência dos alimentos na sua absorção. 
 
Seu diferencial contra a claritromicina é o aumento na ação 
contra bactérias gram negativas. 
 
 
Observar que a azitromicina, das 3, é a única com combate às 
DSTs, portanto se mostra mais importante que as outras. 
AZITROMICINA É DROGA DE ESCOLHA NO TRATAMENTO DE 
INFECÇÕES CAUSADAS POR CLAMÍDIA, não gonorreia. 
Na gonorreia usamos é a ceftriaxona quando isolado e se tem 
certeza. Quando não temos certeza associamos com 
ceftriaxona + azitromicina para abranger para a clamídia, já 
que a azitromicina combate a clamídia. 
LINCOSAMIDAS: 
INTUITO DE COMBATER INFECÇÃO POR BACTÉRIA GRAM POSITIVA. 
 
CLINDAMICINA = é a mais IMPORTANTE, absorvida rápida e 
quase integralmente por VO, com biodisponibilidade próxima de 
100%. 
LINCOMICINA = pouco absorvida pela VO, biodisponibilidade de 
apenas 10 a 20% ao ser administrada em jejum. Isso implica 
dizer que uma parte acaba ficando nas alças intestinais = altera 
microbiota, maior probabilidade de diarreia. 
AZITROMICINA: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
24 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
NORMALMENTE BACTERIOSTÁTICAS!!! 
 
Além de combater as gram positivas tem boa ação contra 
anaeróbios. 
 EXEMPLO: 
Qual a droga de escolha utilizada para as infecções por 
estafilococos em ambiente hospitalar? OXACILINA!! 
Nos casos de MRSA, você precisa identificar se a bactéria foi 
adquirida na comunidade ou no ambiente hospitalar: 
• se foi comunidade, antes de usar vancomicina, é mais 
prudente entrar com CLINDAMICINA; 
• quando se vai para o ambiente hospitalar, os 
glicopeptídeos já são mais usados. 
 EXEMPLO: 
B. fragilis está presente majoritariamente aonde? Nas alças 
intestinais, é um anaeróbico da classe dos gram negativos. 
OBS: Quem é que tem melhor ação contra o b.fragilis? 
Clindamicina ou Metronidazol? 
Metronidazol, isso significa dizer que no tratamento das 
infecções onde há interação do b.fragilis o metronidazol é 
superior. 
O foco da clindamicina é em gram positivos e alguns gram 
negativos que estão envolvidos em infecções respiratórias com 
participação de anaeróbios, como no abcesso pulmonar. 
A ação do metronidazol se torna mais efetiva no combate 
contra bacilos gram negativos, presentes na cavidade 
abdominal. 
RESUMINDO: 
Metronidazol é superior para o tratamento de anaeróbios 
quando relacionado com a cavidade abdominal; se tratando de 
sistema respiratório, a clindamicina se torna superior. 
 EXEMPLO: 
No tratamento para s.aureus a clindamicina e a oxacilina são 
opções, porém se prefere a oxacilina por ser bactericida, 
enquanto clindamicina é bacteriostática. 
 
 
 
Tratamento da colite pseudomembranosa: droga de 1ª opção, 
metronidazol usado pela vira oral, 2ª opção é a vancomicina 
oral. 
GLICOPEPTÍDEOS: 
INTUITO DE COMBATER INFECÇÃO POR BACTÉRIA GRAM POSITIVA. 
Porque não tem interação com as gram negativas? 
Porque são moléculas grandes e para que uma droga tenha 
ação contra gram negativas eles precisam passar pelos canais 
de porina e os glicopeptídeos não conseguem ultrapassar. 
Temos 2 fármacos representativos dessa classe: 
• Vancomicina; 
• Teicoplanina 
Atua na etapa intermediária, enquanto os beta-lactâmicos 
atuam na última etapa. Dessa forma, não sofra ação das B-
lactamases (porque não tem a estrutura na molécula dessas 
drogas), não atuam sobre as PBPs (um enorme caso de 
resistência). 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
25 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
Não são absorvidos pela VO e são menos bactericidas que os 
beta-lactâmicos. 
São drogas que tem dificuldade de alcançar o SNC pois são 
gigantes. A teicoplanina não alcança de modo nenhum, a vanco 
em níveis bem pequenos. 
 EXEMPLO: 
Se a bactéria é sensível a Oxacilina e a Vancomicina, qual vai 
ser a droga de eleição? Oxacilina, porque o poder de destruição 
é maior com oxacilina, é mais segura do que vancomicina. 
Grande importância de tratar gram positivas resistentes ao 
beta-lactâmicos. Trata infecções GRAVES causadas por 
estafilocos, estreptococos e enterococos. 
 
 
 
No tratamento da endocardite, importante lembrar novamente 
que infecção pela comunidade usamos ampicilina sulbactam + 
aminoglicosídeo. 
Se vai para o hospital seria a vancomicina + aminoglicosídeo. 
Caso tenha prótese adicionar rifampicina, potencializar ainda 
mais. 
 EXEMPLO: 
Qual a importância desse aminogicosídeo? Potencializar o 
efeito. 
 
 
Isso se dá em decorrência de desgranulação de mastócitos, 
liberando histamina. Esse efeito/síndrome não é dependente de 
IgE. 
As reações alérgicas podem ser classificadas em dois gêneros: 
• Reações dependentes de IgE; 
• Reações que não envolvem IgE 
As reações que envolvem IgE são muito mais graves, podem 
causar choque anafilático. As reações que não envolvem são 
mais simples. Em choque anafilático usamos adrenalina. 
Como se trata as reações que não envolvem IgE? Com um anti 
histamínico (antiplégicos). 
ESSA SÍNDROME NORMALMENTE APARECE QUANDO A 
VANCOMICINA É ADMINISTRADA/INFUNDIDA DE FORMA RÁPIDA, 
droga de uso EV. 
Se seu paciente desenvolve essa síndrome você suspende a 
vancomicina? Não necessariamente, diminuir a velocidade de 
infusão já diminui essa síndrome. Como resolve isso afinal? 
VANCOMICINA: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
26 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
Antes da vancomicina você administra um anti alérgico e/ou 
corticoide. 
Semelhante a vancomicina, com apresentação EV/IM 
(vancomicina somente EV). Teicoplanina é mais segura, porém 
mais cara. 
Pode ser usado com menos frequência pois tem uma meia vida 
plasmática maior que a vancomicina. Nos 3 primeiros dias é 
usada de 12/12h e do 4º dia em diante passa a ser usada apenas 
uma vez ao dia. 
Tem uma distribuição ampla, exceto LCR mesmo com as 
meninges inflamadas. 
É muito comum em pacientes hospitalizadoso acesso 
periférico ser pedido, a teicoplanina entra como opção para 
esses pacientes pois a IM é mais fácil de ser obtida pela via 
central. 
NA PRÁTICA se usa vancomicina, a teicoplanina fica em 
pacientes que apresentem uma nefrotoxicidade com a 
vancomicina, até porque é mais cara. Pois a teicoplanina é 
menos nefro e ototóxica. 
 EFEITO INDESEJÁVEL: 
Menor toxicidade renal e auditiva que a vancomicina. 
LIPOPEPTÍDEOS: 
A DAPTOMICINA representa o grupo, não é absorvida pela via 
oral, não atravessa a BHE, usada uma vez ao dia pela via EV. 
É rapidamente bactericida contra os microrganismos sensíveis, 
age por dois mecanismos: 
• Inibe síntese do peptideoglicano da parede celular; 
• Inibe a síntese do ácido lipoteicoico da membrana 
citoplasmática. 
Ou seja, interfere ou na parede bacteriana ou na membrana. 
 
A Daptomicina é utilizada quando o estafilococo e enterococo 
está resistente à vancomicina 
 INDICAÇÕES CLÍNICAS: 
Usado para tratar infecções graves por bactérias gram 
positivas multirresistentes, usado pela via EV, de uso hospitalar 
que não ultrapassa a BHE. Usado para tratar: 
• Sepse; 
• Endocardite 
Não tem indicação nas pneumonias, menor ação nas infecções 
pulmonares (interação com sulfactante pulmonar). 
 EFEITOS INDESEJÁVEIS: 
• Miosite; 
• Mialgia nas mãos, punhos e antebraço 
OXAZOLIDINONAS: 
INTUITO DE COMBATER INFECÇÃO POR BACTÉRIA GRAM POSITIVA. 
Única representante, temos apresentação de via EV e VO, muito 
bem absorvida pela via oral. É uma droga BACTERIOSTÁTICA. 
 
Assim como a Daptomicina, é uma opção para bactérias que são 
resistentes à vancomicina. No entanto, a Daptomicina não tem 
indicação para pneumonia! Além disso LINEZOLIDA ultrapassa 
a BHE (por isso opção para a meningite). 
 
TEICOPLANINA 
O 
DAPTOMICINA: 
O 
LINEZOLIDA: 
O 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
27 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
 
 
Dar importância para a trombocitopenia e leucopenia, nos 
tratamentos que ultrapassam 14 dias (como o tratamento da 
osteomielite). 
AMINOGLICOSÍDEOS: 
COMBATE NAS BACTÉRIAS GRAM NEGATIVAS!!! 
Tem como fármacos dessa classe: 
• Gentamicina; 
• Amicacina; 
• Tobramicina (colírio); 
• Neomicina + bacitracina (pomada); 
QUAL A GRANDE IMPORTÂNCIA DOS AMINOGLICOSÍDEO NOS 
DIAS ATUAIS? 
Tratar infecções por bactérias gram negativas; promover 
sinergismo de ação/potencializar efeitos quando associado a 
outras drogas como: beta-lactâmicos (penicilinas e 
cefalosporinas), glicopeptídeos e polimixinas. 
Essas drogas apresentam efeito dependente de concentração, 
quanto maior a concentração e mais rapidamente for 
alcançada, maior a destruição. 
O efeito pós antibiótico causa uma atividade bactericida 
residual após a concentração sérica abaixo da CIM. 
Atividade antimicrobiana, indicações clinicas e efeitos 
indesejáveis são semelhantes aos da gentamicina. 
Porém a AMICACINA é resistente a muitas enzimas que inativa 
a gentamicina e trobamicina. Se é mais utilizado a gentacimina, 
para preservar a resistência da amicacina, ou seja, existe sim 
hoje em dia resistência para gentamicina. Porém, amicacina 
permanece mais intacta. 
Pode ser usada sim para combate de gram postivas, mas nunca 
isoladamente, sempre em associação. 
AMINOGLICOSÍDEOS TEM AÇÃO ANTI PSEUDOMONAS. 
 
 
 
 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
28 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
No tratamento das meningites aminoglicosídeos não 
ultrapassam a BHE, é possível ser utilizado no SNC de forma 
excepcional. 
COMO? Introduzindo um cateter que leve ao SNC. 
Além disso, compreendem boas opções para o tratamento de 
infecções do trato urinário ALTO. 
Peritonite vai ser usado associado ou isolado? Associado, a 
maioria das peritonites, ainda mais se houver relação com 
alças intestinais, vai ter bactérias gram negativas, positivas, 
anaeróbias (infecção polimicrobiana). 
AMINOGLICOSÍDEO NÃO É OPÇÃO PARA BACTÉRIA ANAERÓBIA. 
Ou seja, se concluir que se for infecção de alça ele precisa 
necessariamente estar associado com outra droga, que droga 
seria essa? Metronidazol. 
SÃO DROGAS NEFROTÓXICAS E OTOTÓXICAS. Quando usado 
uma vez ao dia, dois efeitos são observados: potencialização 
de efeito e redução de efeito nefrotóxico. 
POLIMIXINAS: 
A Polimixina B é utilizada na forma de sulfato de polimixina 
(forma ativa), a Colistina/Polimixina E é uma pró-droga, após 
metabolizado é transformado em colistina base (princípio 
ativo). 
• Apresentação EV, tópica 
• Não atravessa a BHE; 
• Sinergismo de ação com b-lactâmicos e 
aminoglicosídeos; 
• Depurada pelo rim, necessário efetuar uma 
modificação da dose em pacientes que possuam 
comprometimento da função renal. 
COMO FUNCIONA SEU MECANISMO DE AÇÃO? 
• Desorganiza a estrutura da membrana; 
• Efeito bactericida 
 
 
 
 
 EFEITOS INDESEJÁVEIS: 
• Urticária, febre; 
• Nefrotóxica 
Proteinúria, cilindrúria, hematúria, uremia e oligúria; 
parestesias, tonteiras, fraqueza muscular, ataxia, 
sensação de formigamento ao redor da boca, apneia. 
• Hiponatremia, hipocloremia, hipocalemia 
 EXEMPLO: 
A terapêutica para infecções ocasionadas por enterobactérias 
multirresistentes pode ser realizada com base na utilização de 
polimixina B ou E (colistina) associada a aminoglicosídeo ou 
tigeciclina? VERDADEIRO! 
METRONIDAZOL: 
• Comprimido; 
• Suspensão; 
• Gel vaginal; 
• Ampolas (EV); 
É uma das principais droga no combate contra microrganismos 
anaeróbios. A associação do gel vaginal com apresentação de 
comprimido é uma boa opção a ser usado no tratamento da 
TRICOMONÍASE. 
Licensed to BRUNNO LEONNARDO SILVA DE SOUTO - brunoleonardo4@hotmail.com - HP08116567072022
 
29 Letícia Gomes Souto Maior | Turma IX | 2020.1 
Tem ampla distribuição, atravessa a BHE e tem efeito 
bactericida. 
 
Devido sua ação contra o B. fragilis, o metronidazol representa 
excelente opção para as infecções que envolvam a cavidade 
ABDOMINAL. No entanto, lembrar que quando se trata do 
sistema respiratório a CLINDAMICINA é a melhor opção. 
A ação mais importante desse medicamento se diz aos bacilos 
anaeróbios gram negativos. Já sobre os bacilos GRAM 
POSITIVOS a melhor opção terapêutica seria a CLINDAMICINA. 
 
 
DROGA DE 1ª ESCOLHA PARA A COLITE PSEUDOMEMBRANOSA 
Metronidazol oral é a primeira opção terapêutica enquanto a 
vancomicina “oral” é a segunda opção. 
Além disso, o metronidazol é indicado nas infecções por 
bactérias anaeróbias, compreendendo as peritonites e 
pelviperitonites, com perfurações intestinais traumáticas, 
úlceras perfuras, apendicite supurada, aborto séptico, 
abcessos abdominais, subfrênicos, hepáticos e cerebrais. 
Nessas situações, normalmente administrado por via oral. 
COMBATE A OUTRAS BACTÉRIAS: 
Substância que tem efeito bacteriostático. Os fármacos mais 
importantes são: 
• Sulfametoxazol + trimetoprima; 
• Sulfadiazina + pirimetamina; 
• Sulfadiazina de prata (paciente queimado) 
SÃO DROGAS CONTRA INDICADAS NOS RECÉM NASCIDOS!!! 
Não existem sulfas para o tratamento sistêmico, funcionam de 
forma isolada. O intuito delas é que ocorra uma associação com 
Trimetropina e Piremetamina para promover o sinergismo de 
ação. 
AMBAS LEVAM A FORMAÇÃO DO ÁCIDO FOLÍNICO (ATIVA ÁCIDO 
FÓLICO). 
Além disso, importante lembrar, que em infecções bacterianas 
usamos SULFAMETOXAZOL + TRIMETOPIMA (cp, suspensão e 
EV). 
 
 
Indicado no caso de infecções do trato urinário baixo. 
 
SULFONAMIDAS: 
O 
Licensed

Mais conteúdos dessa disciplina