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1. Introdução
Em Matemática, um limite intuitivamente é um valor para o qual uma
função f(x) se aproxima, quando x fica perto de determinado valor.
Neste assunto, estudaremos funções cujos domínios são intervalos
ou uniões de intervalos e cujos contradomínios são o conjunto dos
números reais.
2. Definições
2.1 Limite em um ponto
Sendo f uma função, limx→af(x) = L significa que conforme x se
aproxima de a, f(x) fica cada vez mais próximo de L. Formalmente, temos
que limx→af(x) = L se, e somente se, para todo ε > 0, existir δ > 0 tal que
0 0, existir δ > 0 tal que a 3, temos que f(x) = 2x + 1 e, desta forma, quando x se aproxima de
3 pela direita, 2x + 1 se aproxima de 2 · 3 + 1 = 7.
2.3 Limite lateral à esquerda
Sendo f uma função, limx→a– f(x) = L significa que conforme x se
aproxima de a pela esquerda (de maneira que x é sempre menor que a e,
por isso, a aproximação é pela esquerda), f(x) fica cada vez mais próximo
de L. Formalmente, temos que limx→a– f(x) = L se, e somente se, para todo
ε > 0, existir δ > 0 tal que a – δ 0,
existir A tal que x > A ⇒ |f(x) – L| 0, existir δ tal
que 0 A.
2.5.2 Limite infinito no infinito
Sendo f uma função, limx→∞f(x) = ∞ significa que à medida que x fica
um real cada vez maior, f(x) também fica um número real cada vez maior.
Formalmente, temos que limx→∞f(x) = ∞ se, e somente se, para todo A,
existir B > 0 tal que x > A ⇒ |f(x)| > B.
2.6 Função contínua
Sendo f uma função e a um ponto do domínio de f, dizemos que f é
contínua em a se limx→af(x) = f(a). Se f é contínua em todos os pontos de
seu domínio, dizemos que f é contínua.
2.7 Condições de continuidade em um ponto
I. a função deve existir no ponto ⇒ $ f(a);
II. a função deve ter limite no ponto ⇒ $ limx→af(x);
III. esses valores devem ser iguais ⇒ limx→af(x) = f(a).
Limites
MATEMÁTICA I ASSUNTO
6
145IME-ITA – Vol. 4
Obs.:
• se uma dessas três condições não for satisfeita, dizemos que a função
é descontínua no ponto;
• uma função é contínua em um intervalo [a, b], quando ela é contínua
em cada ponto do interior desse intervalo e limx→a+f(x) = f(a) e
limx→b– f(x) = f(b).
3. Propriedades
I. Se limx→af(x) = L e limx→ag(x) = M, então:
a. limx→a[f(x) + g(x)] = L + M
b. limx→a[f(x) · g(x)] = L · M
c. limx→a
f x
g x
( )
( )
= L/M (M ≠ 0)
d. Se limx→af(x) = L > 0 e limx→ag(x) = M, então limx→af(x)g(x) = LM.
II. Se limx→af(x) = L e limy→Lg(y) = M, com M = g(L), então
limx→ag(f(x)) = M (regra da substituição)
Obs.:
• As propriedades acima valem se os limites L, e M existem e são finitos.
III. Teorema do sanduíche
Se limx→af(x) = limx→ag(x) = L e f(x) ≤ h(x) ≤ g(x), numa vizinhança
de a, então limx→ah(x) = L.
4. Casos de indeterminação
Nos seguintes casos, devemos buscar outra alternativa para o cálculo
do limite (a principal será a regra de L’Hôspital a ser vista no próximo
assunto):
I. ∞ – ∞
II. 0 · ∞
III.
0
0
IV.
∞
∞
V. 00
VI. ∞0
VII. 1∞
5. Limites fundamentais
I. limx→0
sen x
x = 1
II. limn→∞
1
1
+
n
n
= e e
kk
= =
=
∞
∑2 718281828459
1
0
,
!
Obs.:
• limn→∞
1
1
+
+
n
n k
= e, k ∈
• limn→∞
1
1
+
+
n k
n
= e, k ∈
• limn→∞
1
1
+
⋅
n
k n
= ek, k ∈
• limn→∞ 1+
k
n
n
= ek, k ∈
• limx→0(1 + x)1/x = e
• limx→0
a
x
x −1
= ln a, a ∈ + –{1}
6. Descontinuidades
6.1 Descontinuidade evitável
Caracteriza-se pela existência do limite no ponto, diferente do valor
da função nesse ponto (ou se a função não for definida nesse ponto).
Ex.:
• f(x) =
x
x
x
x
2 4
2
2
5 2
−
−
≠
=
se
se
limx→2f(x) = 4 e f(2) = 5 ⇒ limx→2f(x) ≠ f(2), a descontinuidade seria
evitada se fosse definido f(2) = 4.
• f(x) =
sen3x
x
não existe f(0) e limx→0f(x) = 3 ⇒ f é descontínua evitável para x = 0,
a descontinuidade seria evitada se f(0) = 3.
6.2 Descontinuidade de 1a espécie
Caracteriza-se pela existência dos limites laterais diferentes no ponto
(portanto não existe limite no ponto). Nas descontinuidades de 1a espécie
dizemos que a função apresenta um salto cuja amplitude é igual ao módulo
da diferença dos limites laterais no ponto.
Ex.:
• f(x) =
x x
x x
2 2
5 2
se
se
≤
+ >
f(2) = 4; limx→2–f(x) = 4 e limx→2+f(x) = 7; f é descontínua de
1a espécie para x = 2, com salto de amplitude 3.
• f(x) = x (função parte inteira)
f(n) = n; limx→n– f(x) = n – 1 e limx→n+f(x) = n; f é descontínua de 1a
espécie para n ∈ , com salto de amplitude 1.
6.3 Descontinuidade de 2a espécie
Caracteriza-se pela não existência de um dos dois limites laterais ou
por outros casos não enquadrados anteriormente.
Ex.:
• f(x) = sen
1
x
($ )f(0); ($ )limx→0– f(x) e ($ )limx→0+f(x); f é descontínua de 2a espécie
para x = 0.
• f(x) =
1
0
se
se
x Q
x Q
∈
∉
(função de Dirichlet)
(∀a ∈ )(($ )limx→af(x)); f é descontínua de 2a espécie ∀a ∈
• f(x) = log|x|
($ f(0); limx→0– f(x) = –∞ e limx→0+f(x) = –∞ ⇒ limx→0f(x) = –∞; f é
descontínua de 2a espécie para x = 0
7. Teorema do valor intermediário
Seja f:[a, b] → uma função contínua. Se u é um real tal que f(a)
u > f(b), então existe c ∈ (a, b) tal que f(c) = u.
Comentário final
Nos exercícios resolvidos, veremos algumas técnicas para calcular
limites.
MATEMÁTICA I
Assunto 6
146 IME-ITA –= A–1 B
Ex.:
x y
x y
+ =
− = −
2 7
2 5 13
Na forma matricial:
1 2
2 5
7
13−
= −
x
y
det (A) = –9 ≠ 0 → logo, A é inversível. A–1 =
5 9 2 9
2 9 1 9
/ /
/ /−
X A B= =
−
−
=
−1 5 9 2 9
2 9 1 9
7
13
1
3
/ /
/ /
Assim: x = 1 e y = 3 → S = {(1, 3)}
Podemos concluir que se A é inversível, o sistema é possível e
determinado. Se A é não inversível, então o sistema pode ser possível
indeterminado ou impossível.
Obs.: Em um sistema homogêneo, temos det A = 0, SPI e det A ≠ 0, SPD.
Modelagem e sistemas lineares
MATEMÁTICA III ASSUNTO
6
165IME-ITA – Vol. 4
2.3 Resolução de sistemas lineares
pelo método da eliminação gaussiana
(escalonamento)
Este método é o mais útil (pode ser usado mesmo que o número
de equações seja diferente do número de incógnitas). Por simplicidade,
veremos o caso em que o número de equações é igual ao número de
incógnitas.
O método consiste em transformar o sistema:
a11x1 + a12x2 + a13x3 + ... + a1nxn = b1
a21x1 + a22x2 + a23x3 + ... + a2nxn = b2
a31x1 + a32x2 + a33x3 + ... + a3nxn = b3
............................................................
an1x1 + an2x2 + an3x3 + ... + annxn = bn
No sistema escalonado:
a x a x a x a x b
a x a x a x
n n
n
11 1 12 2 13 3 1 1
22 2 23 3 2
' ' ' ' '
' ' '
...
...
+ + + + =
+ + + nn
n n
b
a x a x b
=
+ + =
2
33 3 3 3
'
' ' '...
.................................................
' 'a x bnn n n=
Para simplificar a nomenclatura, utilizamos a chamada matriz completa
associada ao sistema:
a a a b
a a a b
a a
n
n
n n
11 12 1 1
21 22 2 2
1
...
...
...... ...... ... ...... ....
22 ... a bnn n
Ex.:
2 3 5 1
2 6
5 4
2 3 5 1
1 1 2 6
5
x y z
x y z
x z
+ − =
− + =
+ =
−
→ Matriz completa:
00 1 4
O método de Gauss consiste em escalonar a matriz completa, utilizando
as chamadas operações elementares com linhas, a saber:
(1) Permutar as posições de duas linhas quaisquer.
(2) Multiplicar uma linha por um número diferente de zero.
(3) Somar a uma linha uma combinação linear das outras linhas.
Ex.:
x y z
x y z
x y z
+ + =
+ + =
− + =
−
→
2 2
2 3
0
1 1 2 2
2 1 1 3
1 1
Matriz completa:
11 0
Escalonando a matriz completa (com Ln indicando a enésima linha):
I. L L L L L L2 2 3 3 12
1 1 2 2
0 1 3 1
0 2 1 2
' '= − = − − − −
− − −
1 e :
II. L L L3 3 22
1 1 2 2
0 1 3 1
0 0 5 0
' = − − − −
→:
Matriz escalonada representando um sistema equivalente ao sistema
original.
x y z
y z
z
x
y
z
S
+ + =
− − = −
=
→
=
=
=
(=
2 2
3 1
5 0
1
1
0
1, 1, 0)){ }
3. Polinômio característico
e autovalores
Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Chamamos de polinômio
característico de A o polinômio em λ, definido por p(λ) = det(A – λI). De
fato, é fácil ver que essa expressão é um polinômio em λ de grau n, basta
aplicar a definição de determinantes.
Sendo assim, p(λ) = anλ
n + an–1λ
n–1 + ... + a1λ + a0.
Por se tratar de um polinômio de grau n, podemos afirmar que esse
polinômio possui n raízes (contando raízes múltiplas). Chamamos essas
raízes de autovalores.
Considere então um autovalor λ de A. Então det(A – λI) = 0.
Isso quer dizer que o sistema linear homogêneo com matriz incompleta igual a
A – λI é indeterminado; logo, possui solução não trivial. Na notação matricial,
temos uma matriz solução X ≠ 0(n x 1) tal que (A – λI) X = 0, logo AX = λX.
Nesse caso, dizemos que X é autovetor de A, relativo ao autovalor λ.
Repare ainda que vale a volta do exposto acima, ou seja, dada uma
matriz A quadrada de ordem n, se existe Xn × 1 ≠ 0 tal que AX = λX para
algum λ, então λ é autovalor de A.
Propriedades:
I. O determinante de uma matriz quadrada é igual ao produto de seus
autovalores: detA = λ1λ2...λn.
Dem: Basta utilizar as relações de Girard.
De fato, p(λ) = det(A – λI) = anλ
n + an–1λ
n–1 + ... + a1λ + a0, donde
p(0) = a0 = detA.
É fácil ver que an = (–1)n (basta reparar que λn aparece apenas no produto da
diagonal principal), assim: λ λ λ1 2
01 1
1
...
det
detn
n
n
n
n
a
a
A
A= −( ) = −( )
−( )
= .
II. O traço de uma matriz quadrada é igual a soma de seus autovalores:
Dem: Basta usar as relações de Girard.
III. Se λ é autovalor de A, então λn é autovalor de An.
Dem: Como λ é autovalor de A, existe autovetor X tal que AX = λX.
Logo: A X A A AX A A X A Xn n= ⋅ = ⋅ = ⋅ −...( ) ...( )λ λ 1 e repetindo o
processo: AnX = λnX.
MATEMÁTICA III
Assunto 6
166 IME-ITA – Vol. 4
01 Uma loja anunciou a contratação de funcionários e, para isso, fez
a seleção aplicando um teste com 40 questões objetivas. O critério de
avaliação foi o seguinte: para cada questão respondida corretamente
somavam-se 3,5 pontos e subtraía-se 1,5 ponto para cada questão
respondida erradamente ou não respondida. Quantas questões acertou
um candidato que fez 95 pontos?
Solução: Seja x o número de questões respondidas corretamente e y o
número de questões respondidas erradamente ou não respondidas, temos:
x y
x y
+ =
− =
40
3 5 15 95
(1)
(2), ,
. Fazendo 1,5 ⋅ (1) + (2) : 5x = 155, sendo
x = 31 e y = 9.
02 Renato e Flávia ganharam, ao todo, 23 bombons. Se Renato comesse
3 bombons e desse 2 para Flávia, eles ficariam com o mesmo número de
bombons. Quantos bombons ganhou cada um deles?
Solução: Seja x o número de bombons que Renato ganhou e y a quantidade
que Flávia ganhou, têm-se:
x y
x y
+ =
− = +
23
5 2
(1)
(2)
, fazendo (1) + (2) temos: 2x – 5 = 25,
logo, x = 15 e y = 8.
03 Resolva o sistema
x y z
x y z
x y z
+ + =
+ − =
− + = −
3 2 1
4 4
5 2 6 1
.
Solução: Vamos fazer o escalonamento. Sejam (I), (II), (III) as equações,
nesta ordem.
Fazendo 4(I) – (II), temos 11y + 9z = 0 (*).
Fazendo 5(I) – (III), temos 17y + 4z = 6 (**).
Multiplicando (*) por 4 e (**) por 9, temos o sistema
44 36 0
153 36 54
y z
y z
+ =
+ =
.
Subtraindo uma da outra, temos y =
54
109
. Em (*), segue que z = −
66
109
. Em (I), temos x =
79
109
.
Logo, S = −
79
109
54
109
66
109
, , . Nesse caso, dizemos que o sistema
é possível e determinado (SPD).
04 Discuta o sistema
x y
ax a y
+ =
+ −( ) = −
1
2 1 2
e interprete geometricamente.
Solução: O determinante do sistema é ∆ =
−
1 1
2 1a a
= a = 1.
Caso a ≠ 1, temos ∆ ≠ 0, o que nos dá um sistema possível e determinado
(SPD). Nesse caso, as equações representam retas concorrentes.
Caso a = 1, teremos o sistema
x y
x y
+ =
+ = −
1
2
, que é um sistema
impossível (SI). Nesse caso, as equações representam retas paralelas.
05 Discutir o sistema:
3 4 0
3 5
2
x ay z
x y z
x y z b
+ + =
+ + = −
− + =
Solução: Como no exercício anterior, podemos calcular o determinante e
analisar quando ele é igual ou diferente de zero. Outro modo de discutir o
sistema é resolve-lo em função de a e b, vejamos:
Sejam (1), (2) e (3) as equações do sistema na ordem dada:
(1) – 3 (2): (a – 3) y – 5z = 15 (4)
(3) – 2 (2): – 3y – 5z = b + 10 (5)
(4) – (5): ay = 5 – b, neste caso, se a = 0 e b = 5 a equação é verdadeira
para todo y, SPI. Se a = 0 e b ≠ 5, SI. Se a ≠ 0, temos SPD.
01 Cada filha de Luiz Antônio tem o número de irmãs igual à quarta parte
do número de irmãos. Cada filho de Luiz Antônio tem o número de irmãos
igual ao triplo do número de irmãs. O total de filhas de Luiz Antônio é:
(A) 5. (D) 16.
(B) 6. (E) 21.
(C) 11.
02 Em uma granja há patos, marrecos e galinhas, em um total de 50
aves. Os patos são vendidos a R$12,00 a unidade, as galinhas, a R$5,00
e os marrecos, a R$15,00. Um comerciante gastou R$440,00 na compra
dessas 50 aves. Sabendo que comprou mais patos do que marrecos, o
númerode patos que esse comerciante comprou foi igual a:
(A) 25. (C) 12.
(B) 20. (D) 10.
03 Pedro precisa comprar x borrachas, y lápis e z canetas. Após fazer
um levantamento em duas papelarias, Pedro descobriu que a papelaria A
cobra R$23,00 pelo conjunto de borrachas, lápis e canetas, enquanto a
papelaria B cobra R$25,00 pelo mesmo material. Em seu levantamento,
Pedro descobriu que a papelaria A cobra R$1,00 pela borracha, R$2,00
pelo lápis e R$3,00 pela caneta e que a papelaria B cobra R$1,00 pela
borracha, R$1,00 pelo lápis e R$4,00 pela caneta.
a. Forneça o número de lápis e de borrachas que Pedro precisa comprar
em função do número de canetas que ele pretende adquirir.
b. Levando em conta que x ≥ 1, y ≥ 1 e z ≥ 1 e que essas três variáveis
são inteiras, determine todas as possíveis quantidades de lápis,
borrachas e canetas que Pedro deseja comprar.
04 Em uma lanchonete, o custo de 3 sanduíches, 7 refrigerantes e uma
torta de maçã é R$22,50. Com 4 sanduíches, 10 refrigerantes e uma
torta de maçã, o custo vai para R$30,50. O custo de um sanduíche, um
refrigerante e uma torta de maçã, em reais, é:
(A) 7,00. (D) 5,50.
(B) 6,50. (E) 5,00.
(C) 6,00.
05 (EPCAR-06) Três alunos A, B e C participam de uma gincana e uma das
tarefas é uma corrida em uma pista circular. Eles gastam para esta corrida,
respectivamente, 1,2 minuto, 1,5 minuto e 2 minutos para completarem
uma volta na pista. Eles partem do mesmo local e no mesmo instante.
MATEMÁTICA III
Assunto 6
Modelagem e sistemas lineares
167IME-ITA – Vol. 4
Após algum tempo, os três alunos se encontram pela primeira vez no local
de partida. Considerando os dados acima, assinale a alternativa correta.
(A) Na terceira vez que os três se encontrarem, o aluno menos veloz terá
completado 12 voltas.
(B) O tempo que o aluno B gastou até que os três se encontrassem pela
primeira vez foi de 4 minutos.
(C) No momento em que os três alunos se encontraram pela segunda vez,
o aluno mais veloz havia gasto 15 minutos.
(D) A soma do número de voltas que os três alunos completaram quando
se encontraram pela segunda vez foi 24.
06 Resolva o sistema:
x y z
x y z
x y z
+ − =
+ + =
+ + =
2 8
5 4 12
3 2 4
07 Discuta o sistema a seguir segundo os valores que se podem atribuir
a a e b:
2 4 3 9
6 7 13
4 2
x y z
x z
x y az b
+ + =
+ =
+ + =
08 Discuta o sistema:
2 3 0
6 5 3 0
4 3 2 0
x y z
x y z
x y z
− + =
+ + =
+ + =
09 Mostrar que se a, b e c são diferentes de zero, o sistema:
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( )
b c x c a y b a z
c b x c a y a b z
b c x a c y
+ + − + − =
− + + + − =
− + − +
0
0
(( )a b z+ =
0
só possui soluções triviais.
10 Determine a e b para que o sistema:
ax y a b
a x y a
− = +
− + = +
7
2 2 2( )
seja
impossível.
11 Discuta o sistema:
ax y z
x ay z a
x y az a
+ + =
+ + =
+ + =
1
2
12 A equação matricial
1 1 1
1 1 1
1 3 1
5
2
−
−
−
=
x
y
z k
:
(A) é impossível para todos os valores de k.
(B) admite solução qualquer que seja k.
(C) admite solução somente se k = 4.
(D) admite solução somente se k = 8.
(E) admite solução somente se k = 12.
13 O sistema de equações
ax y z
x y az
x y z b
+ + =
+ + =
+ + =
2 3
2 2
2
é indeterminado se e só se:
(A) a = 1. (D) a ≠ 1 e a ≠ 5.
(B) a= 1 ou a = 5. (E) a = 5 e b = 11/8.
(C) a = 5 e b ≠ 11/8.
14 Determine o valor de a para que o sistema abaixo tenha mais de uma
solução e resolva-o, neste caso. Interprete geometricamente no R³.
x y z
x y az
x ay z
+ − =
+ + =
+ + =
1
2 3 3
3 2
15 Resolva o sistema:
4 2 6 8
2 3 5
x y z
x y z
− + =
+ − =
16 Discuta e resolva no caso de possibilidade o sistema:
( )5 1 2
3 2 1
4 2 1
k x y z
x ky z
x y kz
− + + =
− + =
− + =
17 Determine o valor de a que torna compatível e indeterminado o sistema
de equações:
4 2 1 0
2 0
x a y
x ay
− − =
+ =
( )
18 Calcule a para que o sistema:
x y z
x y az
ax y z
+ + =
− + =
− − = −
2 1
0
2 1
seja indeterminado:
19 (EFOMM-98) Em relação ao sistema
2 3 1
4 2 4
2 2 4
x y z
x y z
x y z
− + =
− − − =
+ + = −
(I)
(II)
(IIII)
,
pode-se dizer que x y z+ vale:
(A) 0. (D) – 9.
(B) 8. (E) 25.
(C) 14.
20 (EFOMM-00) Em um navio-tanque transportador de produtos químicos,
um oficial de náutica colheu três amostras de soluções resultantes de
lavagem dos tanques e constatou a presença de três produtos diferentes,
x, y e z, que puderam ser relacionados através do sistema:
x y z
mx y mz
x my z
+ + =
+ + =
+ + =
1
0
2 1
.
Para que valores de m o sistema montado pelo oficial de náutica não
apresenta solução?
(A) m = 0. (D) m = –1.
(B) m ≠ –1. (E) m = 1.
(C) m ≠ 1.
21 (EFOMM-1994) O valor de a para que o sistema
ax y z
x ay z
x y z a
− + =
− + + =
+ + = −
2 1
4 4 2
2 2
seja impossível é:
(A) 14. (D) –2.
(B) 12. (E) –12.
(C) 0.
MATEMÁTICA III
Assunto 6
168 IME-ITA – Vol. 4
22 (AFA-90) Considere o sistema linear:
a x a x a x b
a x a x a x b
n n
n n
11 1 12 2 1 1
21 1 22 2 2 2
+ + + =
+ + + =
...
...
a x a x a x bn n nn n n1 1 2 2+ + + =
...
em que aij ∈ R, bi ∈ R ; 1 ≤ i , j ≤ n.
A afirmação correta está contida na alternativa:
(A) A solução nula é a única solução do sistema.
(B) O conjunto das soluções do sistema contém a solução nula.
(C) Se (r1 , r2 , ..., rn) é a solução do sistema, então (kr1 , kr2 ,... , krn)
também é solução.
(D) Se aij ≠ 0, para 1 ≤ i ≤ n, então o sistema pode não ter solução.
(E) n.r.a.
23 (AFA-01) O sistema
x y az
x y z
x y z b
+ + =
+ + =
+ − =
1
2 2
2 5 3
é indeterminado para:
(A) a ≠ 6 e b = 5. (C) a = 6 e b ≠ 5.
(B) a = 6 e b = 5. (D) a ≠ 6 e b ≠ 5.
24 (AFA-02) O conjunto de soluções de uma única equação linear
a1x + a2y + a3z = b é representado por um plano no sistema de
coordenadas retangulares xyz (quando a1, a2, a3 não são todos iguais a
zero). Analise as figuras a seguir.
(I) Três planos se cortando em uma reta.
(II) Três planos se cortando em um ponto.
(III) Três planos sem interseção.
Assinale a opção verdadeira.
(A) A figura I representa um sistema de três equações com uma única
solução.
(B) A figura III representa um sistema de três equações cujo conjunto
solução é vazio.
(C) A figura II representa um sistema de três equações com uma infinidade
de soluções.
(D) As figuras I e III representam um sistema de três equações com
soluções iguais.
01 João chega todo dia a Petrópolis às 17h00 e sua mulher, que dirige
com velocidade constante, chega todo dia às 17h00 para apanhá-lo e
levá-lo para casa. Em um determinado dia, João chega às 16h00 e resolve
ir andando para casa; encontra sua mulher no caminho e volta de carro com
ela, chegando em casa 10 minutos mais cedo. João andou a pé durante:
(A) 45 min. (C) 60 min.
(B) 55 min. (D) 70 min.
02 (ITA-66) Dois barcos partem em um mesmo instante de lados opostos
de um rio de margens paralelas. Ambos viajam perpendicularmente às
margens, com velocidade constante. Supondo que um deles é mais rápido
que o outro, eles se cruzam em um ponto situado a 720 m da margem mais
próxima; completada a travessia, cada barco fica parado no respectivo
cais por 10 minutos. Na volta, eles se cruzam a 400 m da outra margem.
Qual é a largura do rio?
03 O sistema de equações
mx y
x y m
x y
+ =
− =
+ =
2
2
é impossível se e somente se:
(A) m = 1. (D) m ≠ – 2.
(B) m = – 2. (E) m ≠ 1 e m ≠ – 2.
(C) m = 1 ou m = – 2.
04 Discuta o sistema:
ax y
x ay a
a x y
+ =
+ =
− =
1
12
05 (AFA-00) O sistema
x y a
x by a
+ =
− = −
é indeterminado quando:
(A) ab = –1
(B) ab – 1 = –1
(C) a + b = –1
(D) a – b = –1
06(ITA-91) Considere o sistema:
(P)
x z w
x ky k w
x k z w
x z kw
+ + =
+ + =
+ + + =
+ + =
0
1
1 1
2
2
( )
Podemos afirmar que (P) é possível e determinado quando:
(A) k ≠ 0.
(B) k ≠ 1.
(C) k ≠ –1.
(D) k ≠ 0 e k ≠ –1.
(E) n.d.a.
MATEMÁTICA III
Assunto 6
Modelagem e sistemas lineares
169IME-ITA – Vol. 4
07 (ITA-91) Se (x, y, z, t) é solução dos sistema:
x y z t
x y z t
x y z t
− + − =
+ + + =
− − − =
2 0
3 3 0
5 0
Qual das alternativas abaixo é verdadeira?
(A) x + y + z + t e x têm o mesmo sinal.
(B) x + y + z + t e t têm o mesmo sinal.
(C) x + y + z + t e y têm o mesmo sinal.
(D) x + y + z + t e z têm sinais contrários.
(E) n.d.a.
01 Prove, sem utilizar resultados conhecidos, que um sistema linear
homogêneo não pode possuir exatamente 2 soluções distintas.
02 Se A é uma matriz de ordem n tal que A3 = 4A, mostre que A + I é
inversível.
03 Se A é uma matriz de ordem n tal que A2p – Ap+1 = 3A, em que p é um
número natural, mostre que A + I é inversível.
MATEMÁTICA III
Assunto 6
170 IME-ITA – Vol. 4
1. Vetores geométricos
1.1 Definições
Quando determinamos a localização de um ponto no espaço,
determinamos sua localização em relação a algum ponto de referência.
Chamaremos esse ponto de referência de origem.
Uma das formas de determinar a posição de um ponto com relação
à origem é através de coordenadas cartesianas. Nessa determinação,
são traçados três eixos orientados, chamados de eixos cartesianos,
perpendiculares entre si e com interseção na origem.
P
z
O
x y
yp
zp
xp
Nesse caso, representamos o ponto P por suas coordenadas P(xp, yp, zp).
Repare que um ponto fica definido através de suas três coordenadas
reais. Podemos dizer, então, que todo ponto é um elemento de 3 .
Obs.: A posição dos eixos cartesianos obedece à regra da mão direita.
Dados dois pontos A e B no espaço, definimos o vetor AB
→
sendo o
segmento orientado com início em A e final em B. Representamos esse
vetor como uma “flecha”:
B
A
Sejam AB
→
e CD
→
segmentos orientados no espaço, e suponhamos
que se translade CD
→
paralelamente a si próprio até que seu ponto inicial
coincida com A. Se os pontos terminais dos dois segmentos também
coincidem, dizemos que AB
→
e CD
→
têm mesmo comprimento, direção e
sentido e escrevemos AB
→
∼ CD
→
.
A coleção de todos os segmentos orientados no espaço que têm o
mesmo comprimento, direção e sentido de um dado segmento AB
→
é, por
definição, o vetor geométrico tridimensional v(AB
→
).
Obs.:
I. Todo segmento orientado no espaço é representante de um, e somente
um, vetor geométrico tridimensional.
II. A relação “∼” acima definida é uma relação de equivalência (reflexiva,
simétrica e transitiva). Os vetores que saem da origem podem
representar as classes de equivalência dessa relação.
III. Um vetor geométrico AB
→
pode ser representado por um vetor saindo da
origem e chegando ao ponto B – A, de modo que todo vetor geométrico
pode também ser entendido como um elemento de 3.
IV. Os vetores ̂ i = (1, 0, 0);
^
j = (0, 1, 0);
^
k = (0, 0, 1) são denominados
vetores canônicos do 3.
Ex.: A = (2, 2, 1), B = (3, 5, 6): AB
→
= B – A = (3 – 2, 5 – 2, 6 – 1)
= (1, 3, 5) = i + 3j + 5k.
2. Operações algébricas e
outras definições
2.1 Coordenadas de um vetor
Sejam A(a1, a2, a3) e B(b1, b2, b3) pontos no espaço, as coordenadas
do vetor AB
→
são calculadas pela diferenças entre as coordenadas de A e
B, ou seja:
AB
→
= B – A = (b1 – a1, b2 – a2, b3 – a3)
2.2 Módulo de um vetor
Chamamos de módulo o comprimento de um vetor AB
→
= (∆x, ∆y,
∆z). Para calcular esse comprimento basta utilizar o teorema de Pitágoras:
A
B
∆z
∆x
∆y
AB x y z
� ��
= ( ) + ( ) + ( )∆ ∆ ∆2 2 2
Propriedades:
I. |0
→
|= 0;
II. |α→|> 0, se α→ ≠ 0
→
;
III. |α→ + β
→
|≤ |α→|+|β
→
| (desigualdade triangular);
IV. |λα→|=|λ|⋅|α→|.
2.3 Adição e subtração
Sejam AB
→
= (α1, α2, α3) e CD
→
= (β1, β2, β3) vetores geométricos,
definimos a soma (ou diferença) de vetores pela soma (ou diferença) de
suas coordenadas correspondentes.
AB
→
± CD
→
= (α1 ± β1, α2 ± β2, α3 ± β3)
Álgebra vetorial
MATEMÁTICA III ASSUNTO
7
171IME-ITA – Vol. 4
É fácil ver pela definição que ao somarmos dois vetores u→ e v
→
, se
fizermos o ponto final de u→ coincidir com o início de v
→
, o vetor resultante
será aquele que tem o mesmo início de u→ e o mesmo final de v
→
. Segue
uma visualização do exposto acima no ℜ2.
u
→
+ v
→
yv
yu
xu xv
u
→
v
→
Uma vez que vetores de mesmo tamanho e sentido são equivalentes,
podemos dizer que a soma obedece a regra do paralelogramo.
q
AC
→
AB
→
AB
→
+ AC
→
Podemos obter o módulo do vetor soma através de uma aplicação
simples da lei dos cossenos, lembrando que cos(180° – q) = – cosq, então:
|AB
→
+ AC
→
|2 =|AB
→
|2 + |AC
→
|2 + 2 ⋅ |AB
→
|⋅|AC
→
|⋅ cosq
2.4 Produto por um escalar
Sejam AB
→
= (α1, α2, α3) um vetor geométrico e k ∈ , definimos o
produto kAB
→
como sendo o produto de todas as coordenadas de AB
→
por
k, ou seja, kAB
→
= (kα1, kα2, kα3) .
Quando multiplicamos um vetor geométrico por um escalar, obtém-se
um vetor paralelo ao inicial (e reciprocamente).
AB
→
k ⋅ AB
→
Obs.: AB
→
– AC
→
= AB
→
+ (– AC
→
) = AB
→
+ (–1) AC
→
2.5 Versor de um vetor
Chamamos de versor de AB
→
o vetor unitário que aponta na mesma
direção de AB
→
. Desse modo, ele pode ser obtido pela divisão de AB
→
por
seu módulo, ou seja, se AB
→
= (α1, α2, α3) é um vetor geométrico:
ûAB
→=
α
α α α
α
α α α
α
α α α
1
1
2
2
2
3
2
2
1
2
2
2
3
2
3
1
2
2
2
3
2+ + + + + +
, , , em que o vetor
unitário ûAB
→ é dito o versor do vetor AB
→
, ou seja: ûAB
→=
AB
AB
� ��
� ��
| |
.
2.6 Produto escalar
Sejam AB
→
= (α1, α2, α3) e CD
→
= (β1, β2, β3) vetores geométricos,
definimos o produto escalar desses vetores como sendo a soma dos
produtos das coordenadas correspondentes, ou seja:
AB
→
⋅ CD
→
= α1β1 + α2β2 + α3β3
Propriedades
Sejam uu
→
e v
→
vetores do ℜ3, têm-se:
I. u
→
⋅ v
→
= v
→
⋅ uu
→
(comutativa)
II. uu
→
⋅ (v
→
+ w
→
) = uu
→
⋅ v
→
+ uu
→
⋅ w
→
(distributiva)
III. uu
→
⋅ uu
→
= |uu
→
|2
Obs.: Essa última propriedade é uma das mais importantes e será muito
utilizada em demonstrações e exercícios.
2.7 Ângulo entre vetores
Vejamos como calcular o ângulo entre vetores no ℜ3 através do
produto escalar.
Já vimos anteriormente que
| | | | | | | | | cosAB CD AB CD AB CD
� �� � �� � �� � �� � �� � ��
+ = + + ⋅ ⋅ ⋅2 2 2 2 θ .
Usando a propriedade (IV) do produto escalar:
AB CD AB CD AB AB CD CD AB
� �� � �� � �� � �� � �� � �� � �� � �� � �
+( ) +( ) = ⋅ + ⋅ + ⋅2 |
�� � ��
| | | cos⋅ ⋅ ⇒CD θ
⇒ ⋅ = ⋅ ⋅ ⋅ ⇒ =
⋅
2 2AB CD AB CD
AB CD
AB
� �� � �� � �� � �� � �� � ��
� �| | | | cos cos
|
θ θ �� � ��
| | |⋅ CD
⇒ ⋅ = ⋅ ⋅ ⋅ ⇒ =
⋅
2 2AB CD AB CD
AB CD
AB
� �� � �� � �� � �� � �� � ��
� �| | | | cos cos
|
θ θ �� � ��
| | |⋅ CD
Uma consequência importante do resultado acima é que dois vetores
são perpendiculares se, e somente se, seu produto escalar é nulo.
AB CD AB CD
� �� � �� � �� � ��
⊥ ⇔ ⋅ = 0
2.8 Projeção de um vetor AB
→
sobre um vetor CD
→
Sejam AB
→
= (α1, α2, α3) e CD
→
= (β1, β2, β3) vetores geométricos
definimos a projeção de AB
→
sobre CD
→
como sendo a projeção ortogonal
de AB
→
sobre a reta suporte de CD
→
. Denotamos esse vetor por proj AB
CD
� ���
� ��
.
Como o vetor proj AB
CD
� ���
� ��
possui mesmo sentido de CD
→
, tem-se
proj AB t CD
CD
� ���
� �� � ��
= ⋅ .
A
B
C D
Seja q o ângulo entre AB
→
e CD
→
, têm-se proj AB AB
CD
� ���
� �� � ��
= cos θ .
Pela fórmula de ângulo entre vetores:
proj AB AB
AB CD
AB CD
AB CD
CD
� ���
� �� � �� � �� � ��
� �� � ��
� �� �
= ⋅
⋅
⋅
=
⋅
| | | |
���
� ��
| |CD
. Por fim, veja que t
proj AB
CD
CD=
� ���
� ��
� �� ,
em que: proj AB
AB CD
CD CD
CD
CD
� ���
� �� � �� � ��
� �� � ��
� ��
=
⋅
⋅
.
MATEMÁTICAIII
Assunto 7
172 IME-ITA – Vol. 4
Obs.: Usamos que t > 0, ou seja que cos q > 0, porém a fórmula vale
em todos os casos. De fato, AB
→
⋅ CD
→
, pode ser negativo.
2.9 Produto vetorial
Sejam AB
→
= (α1, α2, α3) e CD
→
= (β1, β2, β3) vetores geométricos, define-
se o produto vetorial (AB
→
× CD
→
) como sendo o vetor perpendicular a esses
vetores, com sentido de acordo com a regra da mão direita, cujo módulo é igual
à área do paralelogramo formado por esses vetores.
– Módulo: |AB
→
× AC
→
| = |AB
→
||AC
→
|sen q
– Direção: ⊥ pl(AB
→
, AC
→
)
– Sentido: regra da mão direita.
AB
→
× AC
→
AC
→
AB
→q
Para determinar esse vetor, pode-se fazer uso do seguinte determinante:
AB CD
i j k� �� � ��
� � �
× = α α α
β β β
1 2 3
1 2 3
Propriedades:
I. uu
→
× v
→
= – (v
→
× uu
→
)
II. (uu
→
+ v
→
) × w
→
= uu
→
× w
→
+ v
→
× w
→
III. (αuu
→
) × v
→
= uu
→
× (αv
→
) = α(uu
→
× v
→
)
2.10 Produto misto
Sejam AB
→
= (α1, α2, α3), CD
→
= (β1, β2, β3) e EF
→
= (γ1, γ2, γ3) vetores
geométricos, definimos o produto misto da seguinte forma:
= × ⋅ =AB CD EF AB CD EF
� �� � �� � �� � �� � �� � ��
, , ( )
α α α
β β β
γ γ γ
1 2 3
1 2 3
1 2 3
Vejamos como esse produto pode ser interpretado geometricamente:
= × ⋅
→ → → → → →
AB AC AD AB AC AD, , ( )
Como AB AC AB AC u
→ → → →
⊥× × ⋅= , em que û⊥ é o versor de AB
→
× AC
→
,
têm-se:
( ) ( )
|
�AB AC AD AB AC u AD
AB AC
� �� � �� � ��� � �� � �� � � ���
� ��
× ⋅ × ⋅ ⋅
×
= =⊥| |
�� �� � � ��� � �� � �� � ���
| ( ) | | | | | | cos⋅ ⋅ = ⋅ ⋅ ⋅ ⋅⊥u AD AB AC AD senθ λ
AC
→
q
û⊥
λ
AB
→
= × ⋅
→ → → → → →
AB AC AD AB AC AD, , ( )
Assim, o módulo do produto misto deverá ser interpretado
geometricamente como sendo o volume do paralelepípedo formado pelos
três vetores, isto é: V AB AC AD=
� �� � �� � ���
, , .
Obs.: O produto misto e o vetorial só fazem sentido em ℜ3.
3. A reta no 3
3.1 Equação da reta
É fácil ver que uma reta fica bem definida se fixarmos um ponto e um
vetor diretor (vetor paralelo à reta). Nesse caso todos os pontos da reta
podem ser escritos como função desse vetor e desse ponto.
Sejam P0(x0, y0, z0) um ponto fixo na reta e v(a, b, c) o vetor diretor,
tome P(x, y, z) um ponto qualquer na reta então: P P v0
� ���
/ / , em que
(x – x0, y – y0, z – z0) = t ⋅ (a, b, c). Igualando as coordenadas, tem-se a
equação paramétrica da reta:
x x at
y y bt
z z ct
= +
= +
= +
0
0
0
v
P
P0
Isolando o t em cada uma das equações e igualando, temos a equação
geral da reta:
x x
a
y y
b
z z
c
−
=
−
=
−0 0 0
Obs.: A reta só pode ser escrita dessa forma no caso em que essa reta não
é paralela a nenhum dos eixos coordenados. De fato, se a reta for paralela
a um dos eixos teremos abc = 0, e a equação acima não fará sentido.
3.2 Distância do ponto à reta
Seja P(xP, yP, zP) um ponto do ℜ3 e uma reta r: x x
a
y y
b
z z
c
−
=
−
=
−0 0 0 ,
para determinar a distância de P até r, pode-se usar a seguinte ideia:
I. Tome um ponto de r, por exemplo, o ponto P0(x0, y0, z0).
II. Determine o cosseno do ângulo entre os vetores P P0
� ���
e (a, b, c) através
do produto escalar.
III. Calcule a distância multiplicando o módulo do vetor P P0
� ���
pelo seno
do ângulo determinado anteriormente.
q
d (a, b, c)
P
P0
r
3.3 Interseção entre retas
Dadas duas retas r e s não paralelas (basta olhar para os vetores
diretores), se quisermos determinar se essas retas são concorrentes,
determinando a interseção, ou reversas podemos usar os seguintes passos:
I. Escrever ambas as retas na forma parametrizada:
r
x x at
y y bt
z z ct
s
x x ct
y y dt
z z et
: ; :
'
'
'
= +
= +
= +
= +
= +
= +
0
0
0
1
1
1
MATEMÁTICA III
Assunto 7
Álgebra vetorial
173IME-ITA – Vol. 4
II. Igualar duas das variáveis, por exemplo x e y, e resolver o sistema em t e t’.
x at x ct
y bt y dt
0 1
0 1
+ = +
+ = +
'
'
III. Substituir os valores de t e t’ na terceira coordenada e verificar se os
resultados são iguais.
Caso os resultados sejam diferentes as retas são reversas, se os
resultados são iguais basta substituir os valores de t e t’ nas demais
coordenadas para achar o ponto de interseção.
3.4 Distância entre retas
Paralelas
Sejam r e s retas paralelas, para determinar a distância entre as retas,
basta tomar um ponto em s e determinar a distância desse ponto até a reta r.
Reversas
Sejam r: x x
a
y y
b
z z
c
−
=
−
=
−0 0 0 e s:
x x
d
y y
e
z z
f
−
=
−
=
−1 1 1
retas reversas, a distância entre as retas é dada por:
d r s
u v P P
u v
( , )
, ,
=
×
� � � ���
� �
0 1
Onde, P0(x0, y0, z0), P1(x1, y1, z1), u
→
= (a, b, c) e v
→
= (d, e, f).
Demonstração: Sabe-se que u
→
= (a, b, c) e v
→
= (d, e, f) são os vetores
diretores das retas r e s, assim uu
→ × v
→
tem a direção da perpendicular
comum às retas r e s.
Como P0(x0, y0, z0) é um ponto de r e P1 (x1, y1, z1) é um ponto de s,
a projeção de P P0 1
� ���
sobre u
→
× v
→
é um vetor cujo módulo é a distância
desejada. Utilizando a fórmula de projeção:
proj P P
P P u v
u v
u v d r s proj
u v
� �
� ���
� ��� � �
� �
� �
×
=
⋅ ×( )
×
⋅ × ⇒ =0 1
0 1
2 ( , )
uu v
P P
u v P P
u v
� �
� ���
� � � ���
� �×
=
×
0 1
0 1, ,
v→(d, e, f)
r
u
→
× v
→
s P1
P0 uu
→
(a, b, c)
4. O plano
4.1 Equação do plano
Um plano fica bem definido se tivermos um vetor perpendicular ao
plano e um ponto do plano, uma vez que o vetor define a inclinação do
plano e o ponto fixa o plano com essa inclinação. Desse modo, devemos
ser capaz de achar a equação do plano em função desses parâmetros.
De fato, considere um plano α perpendicular ao vetor (a, b, c) e um
ponto P0(x0, y0, z0) fixo do plano. Seja P(x, y, z) um ponto qualquer do
plano, o vetor P P0
� ���
deve ser perpendicular ao vetor (a, b, c), de modo que o
produto escalar deve ser nulo. Assim, (x – x0)a + (y – y0)b + (z – z0)c = 0,
donde se obtém a equação do plano:
ax + by + cz + d = 0
Em que (a, b, c) é um vetor normal ao plano e d é uma constante
obtida através de um ponto do plano.
Obs.: É fácil ver que vale a recíproca, ou seja, qualquer ponto que
satisfaz a equação acima pertence ao plano, de modo que esta de fato é
a equação do plano.
4.2 Determinando o plano
Três pontos
Com três pontos P0, P1 e P2, somos capazes de determinar dois vetores,
não paralelos entre si, paralelos ao plano P P0 1
� ���
e P P0 2
� ����
. Com esses vetores,
podemos calcular o produto vetorial e achar um vetor perpendicular ao
plano. Para determinar a constante d pode-se usar qualquer um dos pontos
do plano.
Uma reta e um ponto não pertencente à reta
O vetor diretor da reta é um vetor paralelo ao plano. Tomando um ponto
da reta e o ponto fora dela determinamos outro vetor paralelo ao plano,
não paralelo ao vetor diretor. Novamente basta calcular o produto vetorial
e depois usar o ponto dado.
Duas retas paralelas
Basta tomar o vetor diretor de uma das retas e depois tomar um ponto
de cada reta, achando um vetor paralelo ao plano, não paralelo ao primeiro
vetor. Novamente calcula-se o produto vetorial para determinar o vetor
perpendicular ao plano e depois usa-se qualquer ponto de uma das retas.
4.3 Interseção entre reta e plano
Seja r
x x at
y y bt
z z ct
:
= +
= +
= +
0
0
0
uma reta escrita na forma paramétrica e
dx + ey + fz + g = 0 a equação de um plano.
Para determinar a interseção entre a reta e o plano, basta substituir as
coordenadas escritas na forma paramétrica na equação do plano e isolar o t,
de modo a achar o parâmetro, ou seja, resolver a equação d(x0+ at) +
e(y0+ bt) + f(z0+ ct) + g = 0 em t.
A reta será paralela ao plano sempre que não for possível isolar o t na
equação acima. Uma vez determinado o t para achar a interseção basta
substituir os valores na equação da reta.
4.4 Interseção entre planos
Sejam dois planos α: ax + by + cz + d = 0 e β: ex + fy +gz + h = 0.
Para determinar a interseção entre esses planos, podemos determinar o
vetor diretor da interseção (reta) através do produto vetorial de seus vetores
normais, ou seja, calcular (a, b, c) ⋅ (e, f, g).
MATEMÁTICA III
Assunto 7
174 IME-ITA – Vol. 4
Uma vez determinado o vetor diretor da reta, basta calcular um ponto
da reta. Para isso pode-se atribuir um valor fixo para uma das coordenadas,
e resolver o sistema de equações nas outras.
Obs.:
I. Se os planos forem paralelos, o produto vetorial dos vetores normais
será nulo.
II. Se o plano for paralelo a um dos eixos coordenados, devemos atribuir o
valor dessa coordenada nas equações dos planos e resolver o sistema
nas demais.
4.5 Distância de ponto a plano
Seja α o plano ax + by + cz + d = 0 e P0 um ponto não pertencente
ao plano. A distância do ponto P0 ao plano α é dada por:
d P r
ax by cz d
a b c
( , )0
0 0 0
2 2 2
=
+ + +
+ +
Demonstração: De fato, considere a reta r: x x
a
y y
b
z z
c
−
=
−
=
−0 0 0
. Essa reta é perpendicular ao plano α, uma vez que seu vetor diretor
coincide com o vetor normal do plano.
Para achar a interseção dessa reta com o plano α podemos utilizar
a ideia apresentada em 4.3. Assim, devemos resolver em t a equação
a(x0+ at) + b(y0+ bt) + c(z0+ ct) + d = 0, do qual t
ax by cz d
a b c
=
− − − −
+ +
0 0 0
2 2 2
.
Uma vez determinado o parâmetro t, podemos achar a interseção
(x, y, z) da reta com o plano. Assim, a distância de P0 a r será dada por:
∆ ∆ ∆x y z at bt ct t a b c
d P r
ax
( ) + ( ) + ( ) = ( ) + ( ) + ( ) = + + ⇒
⇒ =
2 2 2 2 2 2 2 2 2
0
0( , )
++ + +
+ +
by cz d
a b c
0 0
2 2 2
01 Determine a interseção da reta
x y z−
= =
+1
3 2
4
5
com o plano
2x + 4y + z = 1.
Solução: Para fazer interseção de reta com outra figura, normalmente é
melhor escrever suas equações paramétricas:
x t
y t
z t
= +
=
= −
3 1
2
5 4
. Substituindo
no plano, temos que 2(3t + 1) + 4 ⋅ 2t + (5t – 4) = 1, que tem
raiz t =
3
19
. Substituindo nas paramétricas, encontramos o ponto de
interseção
28
19
6
19
61
19
, ,−
.
02 Determine o vetor unitário de abscissa positiva que é paralelo aos
planos de equações 2x + y + 3z – 5 = 0 e x + y – 4z + 1 = 0 .
Solução: Lembremos que o plano de equação ax + by + cz + d = 0
tem (a, b, c) como vetor normal. Por isso, definimos u
→
= (2, 1, 3) e
v
→
= (1, 1, – 4). A interseção dos planos é simultaneamente perpendicular a
u
→
e v
→
, portanto, tem a mesma direção do produto vetorial u
→
× v
→
. Calculando
o produto, temos
i j k
i j k k i j i j k2 1 3
1 1 4
4 3 2 3 8 7 11
−
= − + + − − + = − + + .
Então, u
→
× v
→
= (–7, 11, 1). Como u v
× = −( ) + + =7 11 1 3 192 2 2 ,
temos que u v
u v
×
×
=
−
7
3 19
11
3 19
1
3 19
, , é um vetor unitário.
Como queremos que a abscissa seja positiva, basta trocar o sinal de cada
coordenada (inverter o sentido), ou seja, temos que
7
3 19
11
3 19
1
3 19
, ,
− −
é o vetor procurado.
03 Considere os pontos A = (1, 2), B = (5, 5) e C = (–3, 1). Determine
o pé da altura traçada de C no triângulo ABC.
Solução: Para resolver o problema rapidamente, a ideia é ver
q u e AH AC
AB AC
AB AB
AB
AB
� ��� � �� � �� � ��
� �� � ��
� ��
� ���= =
⋅
⋅
⋅proj . C o m o AB B A
� ��
= − = ( )4 3, e
AC = (–4, –1) , temos que
AH AH
� ��� � ���
=
( ) ⋅ − −( )
( ) ⋅ ( )
⋅ ( )⇒ =
− −
+
⋅
4 3 4 1
4 3 4 3
4 3
16 3
16 9
4 3
, ,
, ,
, ,(( )⇒
⇒ = ⋅ − −
AH
� ��� 76
25
57
25
, .
Como AH H A
� ���
= − , temos que:
H H= ( ) + − −
⇒ = − −
12
76
25
57
25
51
25
7
25
, , , .
04 Determine x para que o triângulo de vér tices A = (1, x +1),
B = (2 – x, 2x –1), C = (3, 3) seja retângulo em C.
Solução: Para isso acontecer, precisamos ter AC BC⊥ . Por tanto,
basta fazermos AC BC
� �� � ��
⋅ = 0 . Veja que AC C A x
� ��
= − = −( )2 2, e
BC C B x x
� ��
= − = + −( )1 4 2, , portanto, devemos ter 2(1 + x) + (2 – x)
(4 – 2x) = 0, que é equivalente a x2 – 3x + 5 = 0, que não possui solução
real. Logo, não existe x que satisfaz o problema.
05 Dados dois vetores a
→
e b
→
, encontre a direção da bissetriz do ângulo
formado por esses vetores.
Solução: Os vetores
a
a
b
b| | | |
e são unitários, portanto, na regra do
paralelogramo da soma
a
a
b
b| | | |
+ , temos um losango. No losango, as
diagonais bissectam os ângulos internos. Por isso, o vetor
a
a
b
b| | | |
+
dá a direção da bissetriz do ângulo formado por a
→
e b
→
.
MATEMÁTICA III
Assunto 7
Álgebra vetorial
175IME-ITA – Vol. 4
01 Dados dois vetores no plano: a
→
, com 6 unidades de comprimento
e que faz um ângulo de 30° com o eixo x positivo; b
→
, com 7 unidades
de comprimento e de mesma direção e sentido que o eixo x negativo.
Determine, em módulo:
Dado: cos30° = 0,86.
a. a soma dos dois vetores;
b. a diferença entre eles.
02 Localize no sistema de eixos tridimensional os pontos (3, 5, 1) e
(–4, 4, 1) e calcule a distância entre eles.
03 ABC é um triângulo equilátero de lado L. O produto escalar AB
→
· BC
→
vale:
(A) −L2 3 2/ (D) L2
(B) –L2/2 (E) L2 3 2/
(C) L2/2
04 O vetor projeção de uu
→
= (2, 3, –1) sobre v
→
= (2, –2, 1) é:
(A) (2, –2, 1) (D) (–2/3, 2/3, –1/3)
(B) (2/3, –2/3, 1/3) (E) (–6, 6, –3)
(C) (–2, 2, –1)
05 uu
→
e v
→
são vetores unitários tais que |uu
→
+ 2v
→
|=|uu
→
– v
→
|. O ângulo entre
uu
→
e v
→
mede:
(A) 30° (D) 90°
(B) 45° (E) 120°
(C) 60°
06 O cosseno do ângulo P^ do triângulo de vértices P(1, 2), Q(4, 6),
R(4, –2) vale:
(A) –7/25 (D) 3/25
(B) –3/25 (E) 7/25
(C) 1/4
07 Se |uuu
→
|= 3 e |v
→
|= 4, o valor máximo de |uu
→
+v
→
| é:
(A) 1 (D) 5
(B) 3 (E) 7
(C) 4
08 (EN-82) Se |uu
→
+ v
→
+ w
→
|= 0
→
, |uu
→
|= 2, | |
v = 3 , | |
w = 5 a soma
de produtos escalares uu
→
⋅ v
→
+ uu
→
⋅ w
→
+ v
→
⋅ w
→
é igual a:
(A) 6 (D) –5
(B) –6 (E) 0
(C) 5
09 (EN-93) uu
→
e v
→
são vetores tais que uu
→
⋅ v
→
= 1 e u v i j k
× = + + .
O ângulo entre uu
→
e v
→
vale:
(A) 30° (D) 90°
(B) 45° (E) 120°
(C) 60°
10 (EN-91) O vetor projeção de
u i j k= + −2 3 sobre
v i j k= − +2 3 é:
(A) 2 2
i j k− + (D) − + −
2
3
2
3
1
3
i j k
(B) 2
3
2
3
1
3
i j k
− + (E) − + −6 6 3
i j k
(C) − + −2 2
i j k
11 (EN-98) A componente do vetor uu
→
= (5, 6, 5) na direção do vetor
v
→
= (2, 2, 1) é o vetor:
(A) 5
86
5
86
5
2 86
, ,
(D)
2
3
2
3
1
3
, ,
(B) (6, 6, 3) (E) 5
2
5
2
5
4
, ,
(C) (10, 10, 5)
12 Calcule o ângulo entre os vetores a
→
= (2, 3, –1) e b
→
= (–1, 1, 2) e
determine a área do paralelogramo determinado por eles.
13 Dado um vetor AB
→
, encontre um ponto M nesse vetor que o divida em
segmentos proporcionais a 2 e 3.
14 Determine o ângulo entre uma aresta e uma diagonal do cubo.
15 Sejam a, b, c vetores unitários. Sabendo que ang anga b a c, ,( ) = ( ) = π
3
e ang b c,( ) = π
6
, determine o comprimento do vetor a – 2b + 3c.
16 Determine a distância entre o ponto P(4, –1, 5) e a reta que passa
pelos pontos P1(–1, 2, 0) e P2(1, 1, 4).
17 Determine a equação do plano que passa pelos pontos P = (–1, 2, –1);
Q = (1, 3, –4); R = (3, –2, 0).
18 Encontre a interseção das retas:
x y
z
−
= = −
1
2 3
1 e 2 1
3
4
3
11 1
9
x y z+
=
+
=
− .
19 Determine a interseção da reta
x y
z
2
2 1
3
=
−
= com o plano
x + 3y + 4z + 7 = 0.
20 Mostre que o quadrilátero convexo ABCD é um paralelogramo
se e somente se os pontos A, B, C, D satisfazem a igualdade vetorial
A + C = B + D.
21 Seja ABCD um quadrilátero convexo. Se E é o ponto médio do lado
AB e F é o ponto médio do lado oposto DC, prove que EF AD BC
� �� � ��� � ��
= +
1
2
( )
e conclua que EF
AD BC
≤
+
2
.
22 SejaG o baricentro (ponto de encontro das medianas) do triângulo ABC.
Prove que GA GB GC
� �� � �� � �� �
+ + = 0 e use esse fato para encontrar o baricentro
em função dos vértices A, B, C.
MATEMÁTICA III
Assunto 7
176 IME-ITA – Vol. 4
23 Seja P um ponto interior ao triângulo ABC tal que PA PB PC
� �� � �� � �� �
+ + = 0.
Prove que AP, BP e CP são medianas de ABC.
24 (EN-83) Se |a
→
|= 3, |b
→
|= 4 e a
→
forma com b
→
um ângulo de 5
6
π
rad,
então |(a
→
+ 3b
→
) ⋅ (3a
→
– b
→
)|:
(A) 30 (D) 120
(B) 60 (E) 30 3
(C) 60 3
25 O volume do tetraedro cujos vértices são os pontos A (1, 1, 1); B (4,
4, 4); C (3, 5, 5) e D (2, 4, 7) é:
(A) 3 (D) 18
(B) 6 (E) n.r.a
(C) 9
26 Determine D de modo que os pontos A = (–4, 0, 2), B = (–1, 3, 2),
C = (2, 0, 2) e D sejam os vértices de um tetraedro regular.
27 (EN-85) Os vértices de um triângulo são: A(1, 2, 3); B(4, –1, 2) e C(6,
2, 5). As coordenadas do pé da altura relativa ao vértice A são:
(A) (5, 1, 3) (D) (5, 1/2, 7/2)
(B) (26/5, 6/5, 21/5) (E) (49/11, –7/22, 59/22)
(C) (45/11, 1/11, 34/11)
28 Ache as coordenadas de dois pontos distintos A e B que pertençam
à interseção dos planos z = 3x – 5y + 1 e z = 3x – 2y + 1.
29 Considere uma esfera de centro na origem e raio 3. Determine a
equação do plano que tangencia essa esfera no ponto (2, –1, 2).
30 Determine o ponto do plano 2x – 3y + 5z = 4 mais próximo do ponto
P = (1, 2, –1).
31 (EN-88) A distância entre os planos x + 2y – 2z + 1 = 0 e
2x + 4y – 4z + 5 = 0 é:
(A) 1/2 (D) 3
(B) 1 (E) 4
(C) 2
32 (EN-98) O valor de m para que as retas
r s
y mx
z x
x t
y t
z t
: �� ����� :�
= −
= −
= − +
= −
=
3
2
1 2
3
5
e sejam ortogonais é:
(A) –10 (D) 6
(B) –8 (E) 8
(C) 4
33 (EN-93) Os vetores uu
→
e v
→
são tais que |uu
→
+ v
→
|= 10 e |uu
→
– v
→
|= 4.
O produto escalar uu
→
⋅ v
→
vale:
(A) –1 (D) 29
(B) 2 5 (E) 40
(C) 21
34 (EN-88) Os vetores 2 2 3 4 2 2 3
i j k i j k ai j k+ − + + + +, e são
coplanares. Então a é igual a:
(A) 1 (D) 5/2
(B) 3/2 (E) 3
(C) 2
35 (EN-89) Sabendo-se que uu
→
e v
→
são vetores que satisfazem as seguintes
condições:
I. u
→
é paralelo a
w i j k= − +
II. v
→
é ortogonal a w
→
III. a
→
= u
→
+ v
→
onde
a i j k= + −2 3
Podemos afirmar que o produto vetorial, uu
→
⋅ v
→
, é:
(A) − + +
16
9
2
9
14
9
i j k (D) −
− −
4
3
10
3
2
i j k
(B) − + −
2
3
2
3
2
3
i j k (E) 16
3
2
3
14
3
i j k+ −
(C) nulo
36 (EN-00) Sejam uu
→
=(–1, 1, 0) e v
→
(1, 0, 1) vetores no ℜ3. Se q é o
ângulo entre os vetores (uu
→
× v
→
) e (uu
→
+ v
→
) , então o valor de sen (q/3) é:
(A) 0 (D) 3 2/
(B) 1/2 (E) 1
(C) 2 2/
37 (EN-03) Sabendo que u
→
= 2i
→
+ j
→
– 3k
→
, u
→
= v
→
+ w
→
, em que v
→
é paralelo
a p
→
=3i
→
– j
→
e w
→
é perpendicular a p
→
, podemos afirmar que |v
→
– w
→
| é:
(A) 19
2
(D) 20
(B) 14 (E) 53
2
(C) 27
4
38 (EN-01) Sejam u
→
= (–1, 0, 1 + c), v
→
= (–1, 0, 0) e w
→
= (0, 1, –1)
vetores do ℜ3, c ∈ ℜ. Se o ângulo entre os vetores u
→
e (v
→
× w
→
) é π
3
rd,
então o valor não nulo de c é:
(A) 3
(B) 2
(C) – 2
(D) –3
39 (EN-04) Dados os vetores a
=
1
1
2
3
2
, , , b
→
= (1, 0, 3) e c
→
= (2, –1, 1),
o valor do módulo de v
→
, onde v
→
é um vetor perpendicular aos vetores a
→
e
b
→
tal que v
→
× c
→
= 8 é:
(A) 11 (D) 17
(B) 13 (E) 19
(C) 15
MATEMÁTICA III
Assunto 7
Álgebra vetorial
177IME-ITA – Vol. 4
40 (EN-98) A equação do plano que contém as retas de equação
x
y
z x y z−
= − =
− −
=
−
=
−4
3
3
5
4
6
5
4
2
3
2
e é igual a:
(A) 4x + 3y + 5z = 13
(B) 6x + 4y + 3z = 12
(C) 6x – 14y – z = 0
(D) 6x – 14y – z = –23
(E) 4x + 3y + 5z = 12
41 (EN-99) Seja P o ponto de interseção da reta de equações paramétricas
x = t + 1 , y = 2t – 3 e z = – t + 2 com o plano xy. Qual é a distância
do ponto P ao centro da esfera de equação x2 + y2 + z2 = 2x – 2y + 4z?
(A) 2
(B) 3
(C) 2 2
(D) 2 3
(E) 14
42 (EN-98) A equação do plano que passa pelos pontos (1, 0, 1) e (0, 1, –1)
e é paralelo ao segmento que une os pontos (1, 2, 1) e (0, 1, 0) é:
(A) 3x – y – 2z –1 = 0
(B) x – 3y + 2z + 1 = 0
(C) 3x – y + 2z – 1 = 0
(D) – 5x + y + 2z + 3 = 0
(E) 2x – 3y + z – 1 = 0
43 (EN-04) Seja α o plano que contém a reta x y
z
−
=
+
−
= +
1
2
2
2
1 e o
ponto P = (–1, 0, 2). A equação do plano β, que é paralelo a α e passa
pelo ponto Q = (3, –2, 1) é:
(A) x – y + 3z – 8 = 0
(B) 2x – 5z – 1 = 0
(C) y + z + 1 = 0
(D) x + 2y + z = 0
(E) x + y – 1 = 0
44 (EN-06) Seja W
→
um vetor unitário do ℜ3, normal aos vetores
U
→
= (–1, 1, 1) e V
→
= (0, –1, –1) e com 2a coordenada positiva. Se q
é o ângulo entre os vetores ( 2W
→
+ U
→
) e (– V
→
), 0z = –1 + t, t ∈ ℜ.
09 (EN-87) O raio da circunferência
x y z x y z
x y z
2 2 2 2 4 6 11 0
2 3 6 5 0
+ + + + + − =
+ + + =
vale:
(A) 1.
(B) 2.
(C) 3.
(D) 4.
(E) 5.
10 Seja o triângulo de vértices A, B e C. Determine as coordenadas do
incentro desse triângulo, em função das coordenadas de seus vértices.
11 Mostre que em um paralelogramo, a soma dos quadrados das
diagonais é igual a soma dos quadrados dos lados.
12 Em um triângulo ABC, os pontos D, E, F estão nos segmentos BC, CA, AB
respectivamente e são tais que BC = k ⋅ BD, CA = k ⋅ CE, AB = k ⋅ AF.
Mostre que os triângulos ABC e DEF têm o mesmo baricentro.
13 Mostre que as três alturas de um triângulo são sempre concorrentes,
e mostre como encontrar o ponto de encontro entre elas a partir das
coordenadas dos vértices.
Sugestão: Mostre que, adotando um eixo no qual a origem coincida com
o circuncentro do triângulo, o ponto A + B + C pertence às três alturas.
14 Num triângulo ABC, AB = AC e D é o ponto médio de BC. E é o pé da
perpendicular traçada de D em relação ao lado AC, e F é o ponto médio
de DE. Mostre que AF é perpendicular à BE.
01 As faces de um tetraedro regular são triângulos equiláteros de lado a.
Determine, por métodos vetoriais, o ângulo que cada lado faz com a face
oposta e a distância entre um vértice e a face oposta.
02 Mostre que as diagonais de um quadrilátero são perpendiculares se
e somente se as somas dos quadrados dos lados opostos são iguais.
03 Seja S o baricentro do triângulo ABC. Prove que AS ⊥ BS ⇔
a2 + b2 = 5c2.
04 Dado um triângulo ABC, prove que o ortocentro H, o baricentro G
e o circuncentro O são colineares. Além disso, demonstre também que
HG = 2OG.
05 Sejam A, B, C, D pontos no espaço, M o ponto médio de AC e N o ponto
médio de BD. Prove que 4MN2 = AB2 + BC2 + CD2 + DA2 – AC2 – BD2.
06 Dado um triângulo XYZ, denomina-se “filho” de XYZ o triângulo X’Y’Z’ tal
que X’pertence a YZ, Y’ pertence XZ, Z’ pertence a XY e XZ’ = 2YZ’; ZY’ = 2XY’
e YX’ = 2ZX’. Dado um triângulo ABC qualquer, seja A1B1C1 o seu filho,
seja A2B2C2 o filho de A1B1C1, e, mais geralmente, seja An+1Bn+1Cn+1
o filho de AnBnCn. Prove que o baricentro do triângulo ABC pertence ao
interior de AnBnCn para todo n inteiro positivo.
07 Seja ABCDEF um hexágono e seja A1B1C1D1E1F1 o hexágono formado
pelos baricentros dos triângulos ABC,BCD, CDE, DEF, EFA e FAB. Prove
que A1B1C1D1E1F1 tem lados opostos paralelos e de mesmo tamanho.
MATEMÁTICA III
Assunto 7
Álgebra vetorial
179IME-ITA – Vol. 4
MATEMÁTICA III
Assunto 7
180 IME-ITA – Vol. 4
Continuaremos, nesta seção, o estudo das cônicas. Inicialmente,
encontraremos a equação da reta tangente a uma cônica e identificaremos
a expressão para a distância de um ponto da curva ao foco (raio vetor).
Em seguida, analisaremos a equação geral do 2o grau em 2 variáveis, que
corresponde ao caso geral de cônicas com eixos não necessariamente
paralelos aos eixos coordenados.
1. Reta tangente
1.1 Tangente por um ponto (x0, y0)
pertencente à curva
Para encontrar a tangente, basta realizar as substituições abaixo:
x xx y yy x
x x
y
y y2
0
2
0
0 0
2 2
→ → →
+
→
+
, , ,
Exemplos Equação canônica
Tangente por (x0, y0) ∈
curva
Elipse deitada
x
a
y
b
2
2
2
2
1+ =
x x
a
y y
b
⋅
+
⋅
=0
2
0
2
1
Hipérbole deitada
x
a
y
b
2
2
2
2
1− =
x x
a
y y
b
⋅
−
⋅
=0
2
0
2
1
Parábola deitada y2 = 2px y · y0 = p · (x + x0)
Demonstração: O resultado será demonstrado em uma seção posterior.
1.2 Tangente por um ponto (x0, y0) fora da
curva – equação mágica da tangente
Nestes casos, utilizamos uma fórmula que depende apenas do
coeficiente angular m da tangente:
Equação mágica
Elipse deitada y mx a m b= ± +2 2 2
Hipérbole deitada y mx a m b= ± −2 2 2
Parábola deitada y mx
p
m
= +
2
Obs.: Para cônicas em pé, basta trocar os papéis de x e y como visto na
apostila anterior.
Demonstração:
Para a elipse, podemos escrever b2x2 + a2y2 = b2a2 e, pelo resultado
anterior, a tangente tem equação b2xx0 + a2yy0 = b2a2.
Isolando y, temos:
y
b x
a y
x
b
y
= − +
2
0
2
0
2
0
Fazendo m
b x
a y
= ±
2
0
2
0
, obtemos:
m
b x
a y
b b a a y
a y a
b
y
b
q b2
4
0
2
4
0
2
2 2 2 2
0
2
4
0
2 2
4
0
2
2
21
= =
⋅ −
= ⋅ −
=
−( ) 22
2a
Segue que q a m b= ± +2 2 2 para a elipse. De forma analógica, temos
q a m b= ± −2 2 2 para a hipérbole.
Para a parábola deitada, podemos escrever y2 = 2px, e a tangente é
yy0 = px + px0.
Isolando y: y
p
y
x
px
y
= +
0
0
0
Fa zendo m
p
y
=
0
e subs t i t u i ndo y px0
2
02= , ob t emos
q
px
y
px
y
y p
m
= ⇒ = =0
0
0
0
0
2 2 .
01 Determine a equação da reta tangente à elipse 2x2 + 7y2 = 15 no
ponto P = (2,1).
Solução: Como o ponto P está na elipse (2 · 22 + 7 · 12 = 15), usamos
a equação 1.1:
t: 2x · x0 + 7y · y0 = 15, i.e., 4x + 7y = 15
02 Determine as retas tangentes à parábola y2 = 6x pelo ponto
P = (2,4).
Solução: Como o ponto P não está na parábola (42 ≠ 6 · 4), usamos a
equação mágica (com p = 3):
t y mx
m
: = +
3
2
Como o ponto P = (2,4) está na reta tangente, m satisfaz:
4 2
3
2
4 8 3 0
1
2
3
2
2= + ⇔ − + = ⇔ = =m
m
m m m mou
Substituindo na equação mágica:
t y
x
t y
x
1 22
3
3
2
1: , := + = +
03 Considere uma elipse de equação
x
a
y
b
2
2
2
2 1+ = , com a e b positivos.
Sejam A = (a, 0), A’ = (– a, 0), B = (0, b) e B’ = (0, – b). Seja M um
ponto da elipse, diferente de A, A’, B e B’ e seja t a reta tangente à elipse
em M. Sejam X e Y as interseções da reta t com os eixos x e y. Prove que
o produto XA · XA’ · YB · YB’ é independente da escolha do ponto M.
Cônicas (II)
MATEMÁTICA IV ASSUNTO
5
181IME-ITA – Vol. 4
2. Propriedade ótica
Geometricamente, a melhor forma de lidar com problemas envolvendo reta
tangente/normal a uma cônica é pelo uso da propriedade ótica das cônicas.
Propriedade ótica
Elipse Normal em um ponto é bissetriz interna dos raios vetores
Hipérbole Normal em um ponto é bissetriz externa dos raios vetores
Parábola
Normal em um ponto é bissetriz interna do raio vetor e
da paralela ao eixo focal por esse ponto
3. Cônicas transladadas: equação geral
do 2o_ grau em duas variáveis sem termo
em xy
Y’
Y
B B’
P(x,y)
O’(h,k)
O
A’
A
X’
X
A equação de uma cônica com eixos paralelos aos eixos coordenados
e centro em O(h, k) (elipse ou hipérbole) ou vértice em O(h, k) (parábola)
é obtida a partir da equação tradicional com as transformações:
x’ = x – h, y’ = y – k
Por exemplo, a elipse e a parábola destacadas na figura têm equações
da forma:
I.
' '
II. ' '
( ) ( )
( )
x
a
y
b
x h
a
y k
b
y p x y k
2
2
2
2
2
2
2
2
2
1 1
2
+ = ⇔
−( )
+
−( )
=
= ⋅ ⇔ −( )) = ⋅ −
2
2p x h( )
Reciprocamente, dada uma equação da forma Ax2 + Cy2 + Dx +
Ey + F = 0, podemos completar quadrados e fazer as transformações
x = x’ + h, y = y’ + k para identificar o tipo de cônica e seus elementos.
05 Determine os elementos da cônica x2 + 4y2 – 2x + 16y + 13 = 0.
Solução: Completando quadrados:
x2 – 2x + 1 + 4(y2 + 4y + 4) = 4
Escrevendo na forma tradicional:
( )
( )
x
y
−
+ + =
1
4
2 1
2
2
Logo, a equação representa uma elipse de centro em O(1, –2) e semieixos
a = 2, b = 1.
Solução: Seja M = (x0, y0). Sabe-se que a reta tangente é dada por
0 0
2 2: 1.
xx yy
t
a b
+ =
Para encontrar Y, fazemos x = 0, obtendo
2
0
b
y
y
= . Logo,
2
0
0,
b
Y
y
=
.
Analogamente, temos
2
0
,0
a
X
x
=
.
É fácil calcular as distâncias pedidas, porque são todas horizontais ou
verticais. Daí, segue que
2
0
a
XA a
x
= − ,
2
0
'
a
XA a
x
= + ,
2
0
b
YB b
y
= − e
2
0
'
b
YB b
y
= + . Portanto, multiplicando tudo, temos que o produto pedido
é igual a
2 2 2 2
0 0 0 0
a a b b
a a b b
x x y y
− ⋅ + ⋅ − ⋅ + . Juntados os dois primeiros
e juntando os dois últimos, o produto é igual a
4 4
2 2
2 2
0 0
a b
a b
x y
− ⋅ −
2 2
2 2
2 2
0 0
1 1
a b
a b
x y
= − ⋅ − (*).Agora, lembremos que M = (x0, y0) é um ponto da elipse. Por isso, suas
coordenadas satisfazem a equação da curva:
2 2
0 0
2 2 1
x y
a b
+ = . Daí, vem
que
2 2
2 2 2
0 0
a b
x b y
=
−
, o que dá
22
0
2 2 2
0 0
1
ya
x b y
− =
−
. Substituindo em (*),
temos que o produto pedido é igual a
2 2 2
2 2 0 0
2 2 2
0 0
y b y
a b
b y y
−
⋅
−
= a2b2,
que é constante!
Obs.: Veja que é importante que M não coincida com A ou B, para que
todos os denominadores que aparecem na solução sejam não nulos.
04 Determine as equações das retas tangentes à elipse de equação
2 2
1
2 8
x y
+ = que passam pelo ponto (4, – 4).
Solução: Vamos usar a equação mágica da tangente à elipse. A ideia de
usar essa fórmula vem do fato de o ponto (4, – 4) não estar sobre a curva.
Substituindo, as tangentes têm a forma 22 8y mx m= ± + .
Como o ponto (4, – 4) pertence à reta, temos que 24 4 2 8m m− − = ± +
(*). Agora, elevamos ao quadrado e obtemos a equação do 2o grau 7m2 +
16m + 4 =0, que tem raízes m = – 2 e
2
7
m = − . Agora é um momento
delicado, pois precisamos decidir em (*) que sinal devemos utilizar para
cada m encontrado.
I. m = – 2 em (*) deixa o lado esquerdo positivo; portanto, utilizamos
o sinal de ‘+’. Isso nos dá a tangente y = – 2x + 4.
II.
2
7
m = − em (*) deixa o lado esquerdo negativo; portanto, utilizamos
o sinal de ‘-’. Isso nos dá a tangente
2 20
7 7
y x= − − .
MATEMÁTICA IV
Assunto 5
182 IME-ITA – Vol. 4
06 Determine o vértice e o parâmetro da parábola y2 + 4y + 2x – 8 = 0.
Solução: Completando o quadrado, chegamos à equação (y + 2)2 = –
2(x – 6). +Fazendo as translações
2 ’’
6 ’’
y y
x x
+ =
− =
, chegamos à equação
y”2 = – 2x”.
O sinal de – na frente do x’’ indica que a concavidade da parábola é voltada
para a esquerda.
O vértice é o ponto que satisfaz x’’ = y’’ = 0, ou seja, o ponto (6, – 2).
O parâmetro é encontrado, fazendo 2p = |–2|; logo, p = 1.
Nota: Toda cônica com eixos paralelos aos eixos coordenados pode ser
escrita na forma Ax2 + Cy2 + Dx + Ey + F = 0, mas nem toda equação
deste tipo representa uma cônica
Ex.: x2 + 2y2 + 1 = 0 representa um conjunto vazio (pois uma soma de
quadrados nunca é negativa); x2 – y2 = 0 representa um par de retas (pois
pode ser fatorado como (x + y)(x – y) = 0).
4. Parametrizações
Para simplificar as contas, às vezes é conveniente escrever os pontos
(x, y) de uma cônica em função de uma única variável. O quadro abaixo
ilustra maneiras de fazer isso sem raízes quadradas:
Equação canônica Parametrização
Elipse deitada
x
a
y
b
2
2
2
2
1+ =
x a
y b
=
=
cos
sen
θ
θ
Hipérbole deitada
x
a
y
b
2
2
2
2
1− =
x a
y b
=
=
sec
tan
θ
θ
Parábola deitada y2 = 2px
x pt
y t
=
=
2 2
Para cônicas em pé, a parametrização pode seguir a mesma ideia.
5. Equação polar
r
q
P
O = F x
Dada uma origem O e um eixo Ox, a equação polar de uma curva
relaciona a distância OP de um ponto P da curva com o ângulo q = POx.
Em uma cônica, temos:
r
e p
e
=
⋅
− ⋅1 cosθ
Em que p (parâmetro) representa a distância do foco à diretriz da
cônica.
Demonstração:
r
q
P
O = F x
r / e
d
p r cosq
Iniciamos com a definição e
PF
dist P d
=
( , )
, logo dist (P, d) = r
e
.
Pela figura acima, temos r
e
= p + r · cos q.
Logo, r = e · p + e · r · cosq, que é equivalente à equação polar
ilustrada.
Obs.: modificando-se a posição relativa da diretriz em relação ao foco e à
origem, obtemos fórmulas alternativas para a equação polar.
6. Cônicas com eixos quaisquer:
equação geral do 2o_ grau em duas
variáveis
6.1 Eliminação do termos em xy
(rotação de eixos)
Dada uma equação geral Ax2 + Bxy + Cy2 + Dx + Ey + F = 0,
eliminamos o termo xy em dois passos:
Inicialmente, determinamos o ângulo de rotação q de acordo com
a fórmula:
tan2θ =
−
B
A C
Em seguida, escrevemos a equação da cônica em um novo eixo X”,
Y” de acordo com as relações:
x
y
x
y
=
−
⋅
cos sen
sen cos
"
"
θ θ
θ θ
Obs.: Essa transformação de coordenadas equivale a uma rotação de eixos,
como será evidenciado na demonstração. Se A = C, usamos q = 45°.
Demonstração: Mostramos inicialmente a relação entre as coordenadas do
novo eixo e as do eixo original identificados na figura abaixo, para depois
identificar um ângulo que elimine xy.
x’’senq
y’’cosq
x’’cosq
x
x’’
y’’senq
y’’
P(x,y)
Y
0
q
Y’’
X’’
X
MATEMÁTICA IV
Assunto 5
Cônicas (II)
183IME-ITA – Vol. 4
Calculando de duas maneiras a projeção do segmento OP nos eixos
x e y, temos:
x = x’’ cosq – y’’ senq.
y = x’’ senq + y” cosq
Substituindo estes valores na equação geral e calculando o termo em x”y”:
Ax2 + Bxy + Cy2 + (temos grau ≤ 1) = 0
A(x’’ cosq – y’’ senq)2 + B(x’’ cosq – y’’ senq) (x’’ senq + y’’ cosq)
+ C (x’’ senq + y’’ cosq)2 + (termos grau ≤ 1) = 0
[x’’ y’’] = – 2Asenq cosq + B (cos2q – sen2q) + 2C senq cosq
Logo, o coeficiente de x”y” é zero quando:
[x’’ y’’] = B (cos2q) – (A – C) sen2q = 0
Em particular, isto ocorre se escolhermos o ângulo de forma que
tan2θ =
−
B
A C
.
07 Identifique a curva descrita por xy = k.
Solução:
Fazendo q = 45° na equação matricial, substituímos:
x x y y x y= − = +
2
2
2
2
2
2
2
2
" ", " "
E a equação é reduzida para:
2
2
2
2
2
2
2
2
x y x y k" " " "−
⋅ +
=
(xII)2 – (yII)2 = 2k
Essa equação, que não tem termo xIIyII, representa uma hipérbole com
eixos iguais, denominada hipérbole equilátera.
6.2 Determinação do centro da cônica
(translação de eixos)
Para encontrar o centro de uma elipse ou hipérbole dada por
Ax2 + Bxy + Cy2 + Dx + Ey + F = 0, basta resolver o sistema de
equações:
∂
∂
= + + =
∂
∂
= + + =
x
Ax By D
y
Cy Bx E
0 2 0
0 2 0
0 0
0 0
:
:
*
∂
∂
∂
∂x y
e são operadors “derivada parcial”.
Obs.: No caso da parábola, o sistema acima não tem soluções.
Demonstração: Fazendo a translação x = x’ + x0, y = y’ + y0 e igualando
os coeficientes de x’ e y’ a zero, temos:
A(x’ + x0)
2 + B(x’ + x0) (y’ + y0) + C(y’ + y0)
2 + D (x’ + x0) + E (y’
+ y0) + F = 0
[x’] = 2Ax0 + By0 + D
[y’] = 2Cy0 + Bx0 + E
6.3 Identificação da cônica
a partir da equação geral
Nessa seção, aprenderemos a identificar uma cônica diretamente da
sua equação geral, sem a necessidade de efetuar os cálculos de rotação/
translação de eixos.
Invariantes: Dada a equação geral Ax2 + Bxy + Cy2 + Dx + Ey + F = 0,
as três expressões a seguir mantêm seu valor numérico quando aplicamos
uma translação ou rotação de eixos:
Classificação:
Invariantes: Classificação
∆ = 0
Casos degenerados
(reta(s), ponto ou vazio)
∆ ≠ 0
I > 0 Hipérbole
I = 0 Parábola
I 0 Vazio
Nota: Alternativamente, podemos tratar a equação geral como uma
equação do 2o grau em x e, a partir da análise do delta ou da solução da
equação, tentar identificar o tipo de cônica.
6.4 Fórmula geral para a tangente
por um ponto (x0, y0) pertencente à cônica:
Estendendo o resultado 1.1., basta fazermos as substituições:
x xx y yy x
x x
y
y y
xy
xy x y2
0
2
0
0 0 0 0
2 2 2
→ → →
+
→
+
→
+
, , , ,
Demonstração: Usaremos que o coeficiente angular m da tangente a uma
curva é dado por m
dy
dx
y= = '. Partimos da forma geral:
Ax2 + Bxy + Cy2 + Dx + Ey + F = 0
Derivando implicitamente e rearranjando:
2A · x + B · (1 · y + x · y’) + 2C · y · y’ + D + E · y’ = 0 e x = x0; y = y0
m
Ax By D
Bx Cy E
= −
+ +
+ +
2
2
0 0
0 0
Substituindo na equação reduzida da reta y = mx + cte:
(Bx0 + 2Cy0 + E) · y + (2Ax0 + By0 + D) · x = cte’:
Fazendo x = x0, y = y0 para determinar a constante do lado direito:
(Bx0 + 2Cy0 + E) · y + (2Ax0 + By0 + D) · x = (Bx0 + 2Cy0 + E) ·
y0 + (2Ax0 + By0 + D) · x0
Agrupando os termos comuns:
(Bx0 + 2Cy0 + E) · y + (2Ax0 + By0 + D) · x = 2Bx0y0 + 2Cy2
0 +
Ey0 + 2Ax2
0 + Dx0
MATEMÁTICA IV
Assunto 5
184 IME-ITA – Vol. 4
Pela equação geral, – F = Ax2
0 + Bx0y0 + Cy2
0 + Dx0 + Ey0, o lado
direito é – 2F – Dx0 – Ey0.Logo:
2A · xx0 + B · (xy0 + x0y) + 2C · yy0 + D · (x + x0) + E · (y + y0)
+ F = 0
Nota: Se o ponto P(x0, y0) não pertencer à cônica, as substituições acima
fornecem a equação da polar do ponto P em relação à cônica. A reta polar
de um ponto P é a reta que passa pelos pontos em que as tangentes por
P encontram a cônica.
08 Dada a hipérbole equilátera x · y + x – y = 2, determine:
a. a reta tangente no ponto (2,0);
b. a reta que passa pelos pontos em que as tangentes por (2,1) encontram
a cônica.
Solução:
A equação geral da tangente/polar é dada por:
x y xy x x y y0 0 0 0
2 2 2
2
+
+
+
−
+
=
a. substituindo x0 = 2,y0 = 0: 2y + x + 2 – y = 4, i.e., x + y – 2 = 0
b. substituindo x0 = 2, y0 = 1: (2y + x) + (x + 2) – (y + 1) = 4, i.e.,
2x + y – 3 = 0
01 Determine as equações da tangente e da normal à elipse 4x2 + 9y2 = 72
traçadas no ponto P(3, – 2).
02 Um holofote situado na posição (– 5,0) ilumina uma região elíptica de
contorno x2 + 4y2 = 5, projetando sua sombra numa parede representada
pela reta x = 3, conforme ilustra a figura a seguir.
y
x
x2 + 4y2 = 5
– 5
3
Considerando o metro a unidade dos eixos, o comprimento da sombra
projetada é de:
(A) 2. (C) 4.
(B) 3. (D) 5.
03 Seja b um número real. Encontre os valores de b, tais que, no plano
cartesiano xy, a reta y = x + b intercepta a elipse
2
2 1
4
+ =
x
y em um
único ponto. A soma dos valores de b é:
(A) 0. (D) 5.
(B) 2. (E) – 2 5.
(C) 2 5.
04 Determine as equações das tangentes à hipérbole x2 – 4y2 = 12, que
passam pelo ponto P(1, 4).
05 Determine as equações das retas tangentes traçadas desde o ponto
(2,– 2) à parábola x2 = 6y.
06 Por uma translação dos eixos coordenados, transforme a equação
x2 – 4y2 +6x + 8y +1 = 0 em outra equação desprovida do termo do
primeiro grau.
07 Por uma translação dos eixos coordenados, simplifique a equação
y2 – 4x – 6y + 17 = 0.
08 Dada a cônica de equação 3x2 – y2 –12x – 6y = 0, determine:
a. o centro da curva;
b. as assíntotas da curva.
09 Dada a hipérbole xy = 10, considere os pontos P0(2,5), P1(1,10) e
P2(– 2,– 5) a ela pertencentes. Mostre que o ortocentro do triângulo P0P1P2
pertence à hipérbole.
10 (ITA-96) São dadas as parábolas p1: y = – x2 – 4x – 1 e p2:
y = x2 – 3x + 11/4 cujos vértices são denotados, respectivamente, por
V1 e V2. Sabendo que r é a reta que contém V1 e V2, então a distância de
r até a origem é:
(A) 5
26
. (D) 17
50
.
(B) 7
26
(E) 11
74
.
(C) 7
50
.
11 (ITA-95) Uma reta t do plano cartesiano xOy tem coeficiente angular
2a e tangência à parábola y = x2 –1 no ponto de coordenadas (a, b). Se
(c, 0) e (0, d) são as coordenadas de dois pontos de t tais que c > 0 e
c = – 2d, então a/b é igual a:
(A) – 4/15. (D) – 6/15.
(B) – 5/16. (E) – 7/15.
(C) – 3/16.
12 (ITA-98) Considere a hipérbole H e a parábola T, cujas equações são,
respectivamente, 5(x + 3)2 – 4(y – 2)2 = – 20 e (y – 3)2 = 4(x – 1).
Então, o lugar geométrico dos pontos P, em que a soma dos quadrados
das distâncias de P a cada um dos focos da hipérbole H é igual ao triplo
do quadrado da distância de P ao vértice da parábola T, é:
(A) a elipse de equação
( ) ( )
.
x y−
+
+
=
3
4
2
3
1
2 2
(B) a hipérbole de equação ( ) ( )
.
y x+
+
−
=
1
5
3
4
1
2 2
(C) o par de retar dadas por y = ±(3x – 1).
(D) a parábola de equação y2 = 4x + 4.
(E) a circunferência centrada em (9, 5) e raio 120.
13 Determine a equação, indicando a sua natureza, do lugar geométrico
de um ponto que se desloca de tal forma que o quadrado de sua distância
ao ponto (1,1) é proporcional à sua distância à reta x + y = 0.
MATEMÁTICA IV
Assunto 5
Cônicas (II)
185IME-ITA – Vol. 4
14 Dada a equação 7x2 +13y2 + 6 3 xy – 16 = 0, obtenha o ângulo q
de rotação que faz desaparecer o termo em xy, e ache a nova equação no
sistema de eixos obtido pela rotação.
15 Por um ponto P, variável, pertencente à parábola de equação y2 = 8x, é
traçada a normal à curva, que intersecta o eixo focal da parábola no ponto Q.
Determine o lugar geométrico do ponto médio do segmento PQ.
16 (ITA-99) Considere a circunferência C de equação x2 + y2 + 2x + 2y +1
= 0 e a elipse E de equação x2 + 4y2 – 4x + 8y + 4 = 0. Então:
(A) ( ) C e E interceptam-se em dois pontos distintos.
(B) ( ) C e E interceptam-se em quatro pontos distintos.
(C) ( ) C e E são tangentes exteriormente.
(D) ( ) C e E são tangentes interiormente.
(E) ( ) C e E têm o mesmo centro e não se interceptam.
17 (IIT) Se a circunferência x2 + y2 = a2 intersecta a hipérbole xy = c2
em 4 pontos Pi = (xi, yi), i = 1, 2, 3, 4, determine o valor de x1 + x2 +
x3 + x4.
01 A figura mostra, no plano cartesiano, o gráfico da parábola de equação
2
4
x
y = e uma circunferência com centro no eixo y e tangente ao eixo x no
ponto O.
y
xO
Calcule o raio da maior circunferência, nas condições acima, que tem um
único ponto de interseção com a parábola.
02 (ITA-99) Pelo ponto C: (4, – 4) são traçadas duas retas que tangenciam
a parábola y = (x – 4)2 + 2 nos pontos A e B. A distância do ponto C à
reta determinada por A e B é:
(A) 6 12 . (D) 8.
(B) 12 . (E) 6.
(C) 12.
03 Qual o ponto da cônica x2 – y2 = 1 mais próximo da reta y = 2x + 1.
04 A tangente em um ponto M, pertencente à parábola de equação
y2 = 4x, intercepta a tangente ao vértice O desta cônica no ponto N.
Por N, traça-se a reta r, paralela a OM, e, por O, a reta s paralela a MN;
estas retas se encontram no ponto P. Determine o lugar geométrico descrito
por P, quando M descreve a parábola.
05 Seja a elipse b2x2 + a2y2 = a2b2 e seu círculo principal maior x2 + y2 = a2.
Por um ponto M da elipse e por seu transformado M’ do círculo principal, são
traçadas normais às curvas correspondentes. Determine o lugar geométrico
do ponto de interseção dessas retas, quando M descreve a elipse.
Obs.: O transformado do ponto M(u,v) da elipse é M’(u,w) pertencente à
circunferência. Por definição, os pontos M e M’ estão numa mesma vertical
e estão do mesmo lado em relação ao eixo x.
06 A normal em um ponto variável M da elipse de equação: x2 + 2y2 = 8
intersecta o seu eixo focal no ponto L. Por L, levanta-se uma perpendicular
ao eixo das abscissas, que intercepta a reta OM no ponto P. Determine o
lugar geométrico de P.
07 Cônicas com os mesmos focos são denominadas homofocais. Mostre
que uma elipse e uma hipérbole homofocais são ortogonais, isto é, as
suas tangentes nos pontos de interseção são perpendiculares.
08 (ITA-96) Tangenciando externamente a elipse ε1, tal que ε1: 9x2 +
4y2 – 72x – 24y + 144 = 0, considere uma elipse ε2, de eixo maior sobre
a reta que suporta o eixo menor de ε1 e cujos eixos têm mesma medida
que os eixos de ε1. Sabendo que ε2 está inteiramente contida no primeiro
quadrante, o centro de ε2 é:
(A) (7, 3).
(B) (8, 2).
(C) (8, 3).
(D) (9, 3).
(E) (9, 2).
09 Prove que:
a. em uma hipérbole equilátera, a distância de um ponto qualquer da
curva ao seu centro é a média proporcional de seus raios vetores;
b. em uma hipérbole qualquer, o produto das distâncias de um ponto
qualquer da curva às assíntotas é constante.
10 De um ponto P(x,y) traçam-se duas tangentes à elipse
2 2
1
16 9
x y
+ = .
Determine a equação do lugar geométrico do ponto P, de tal forma que estas
tangentes sejam perpendiculares entre si.
11 Transforme a equação 2 22 3 4x xy y+ + = por rotação dos eixos
coordenados de um ângulo de 30°.
12 Identifique a natureza do lugar geométrico dos pontos médios dos
segmentos determinados pela interseção da cônica 5x2 – 6xy + 5y2 –
4x – 4y – 4 = 0 com as retas de coeficiente angular igual a 1/2.
13 O ponto Q(2,1) per tence à cônica de equação 4x2 + 30xy +
4y2– 40x + 250y=210. Determine as novas coordenadas de Q,
após a transformação que elimine o termo em xy.
14 Uma reta m1 passa pelo ponto fixo P1(– 1,– 3), intersecta a reta m2: 3x
+ 2y – 6 = 0 no ponto A e a reta m3: y – 3 = 0 no ponto B. Determine a
equação do lugar geométrico doponto médio do segmento AB à medida
que a reta m1 gira em torno do ponto P1.
15 Uma cônica de centro na origem e tendo eixos de simetria sobre os
eixos coordenados intersecta a parábola y2 = 2px, ortogonalmente, nos
pontos de abscissa 1. Encontre a equação da cônica.
16 Considere a elipse
2 2
2 2 1
x y
a b
+ = , com a > b. Seja F e F’ seus focos,
sendo F o de abscissa positiva. Para um ponto M qualquer sobre a elipse,
determine MF e MF’ em função da abscissa de M.
17 (IIT) Sejam a e b dois números reais não nulos. Então, a equação
(ax + by2 + c) ⋅ (x2 – 5xy + 6y2) representa:
MATEMÁTICA IV
Assunto 5
186 IME-ITA – Vol. 4
(A) 4 retas, se c = 0 e ab é positivo.
(B) 2 retas e uma circunferência, se a = b e ac 0 e ac 0 e acVol. 4
01 Calcule o limite limx→2
x
x
2 4
2
−
−
.
Solução: Veja que a expressão não está definida para x = 2. Portanto,
precisamos fazer alguma manipulação algébrica que elimine essa
indeterminação (esta é do tipo
0
0
). Fatorando o numerador, temos que
x
x
x x
x
2 4
2
2 2
2
−
−
=
+ −
−
( )( )
= x + 2. Daí, segue que limx→2
x
x
2 4
2
−
−
= limx→2(x
+ 2) = 2 + 2 = 4.
02 Calcule o limite limx→1
2 2
3 2
x
x
−
+ −
.
Solução: Neste caso, também temos uma indeterminação do tipo
0
0
. Aqui, para retirarmos a indeterminação, precisamos racionalizar o
denominador da expressão dada.
Veja que
2 2
3 2
2 1 3 2
3 2 3 2
x
x
x x
x x
−
+ −
=
− + +
+ − + +
( )( )
( )( )
e, após simplificar o
denominador, a expressão é igual a 2 1 3 2
1
2 3 2
( )( )
( )
( )
x x
x
x
− + +
−
= + + .
Daí, segue que limx→1 = x
x
−
+ −
1
3 2
limx→1(2 x + 3 + 4) = 4 + 4 = 8.
03 Calcule o limite limx→∞
2 3 5
5 7
2
2
x x
x x
+ +
− +
.
Solução: Agora, a indeterminação é do tipo
∞
∞. A ideia em limites de
funções racionais com x tendendo ao infinito é evidenciar o maior grau:
2 3 5
5 7
2
3 5
5
1 7
2
3 5
5
2
2
2
2
2
2
2x x
x x
x
x x
x
x x
x x+ +
− +
=
+ +
− +
=
+ +
−− +
1 7
2x x
. Repare que as parcelas
que possuem denominador x tendem a zero. Portanto, o valor do limite é
2
5
.
04 Calcule limx→0(1 + 2x)1/x.
Solução: Neste caso, a indeterminação é da forma 1∞. Veja que esse limite
é muito similar a um limite fundamental: limx→0(1 + t)1/t = e.
Então, no limite original, faremos uma mudança de variáveis
2x= t, ou seja, x =
t
2
. Repare que ao x → 0, temos t → 0. Então,
temos limx→0(1+2x)1/x = lim t→0(1+t)2/t = lim t→0[(1 + t)1/t]2 =
[limt→0(1 + t)1/t]2 = e2.
05 Determine o valor de a para que a função f(x) =
sen
se
se
3
5
0
1 0
x
x
x
a x
,
,
≠
+ =
seja contínua. Caso a função não seja contínua, de que tipo será a
descontinuidade?
Solução: Para x ≠ 0, a função já é contínua, pois é o quociente entre
duas funções contínuas (com o denominador não nulo). Resta forçar a
continuidade no ponto x = 0. Para isso, precisamos ter limx→0f(x) = f(0).
Para o cálculo do limite, utilizaremos um limite fundamental. Fazendo a
mudança de variáveis 3x = t, ou seja, x =
t
3
. Repare que ao x → 0, temos
t → 0. Portanto, limx→0f(x) = limx→0
sen3
5
x
x
= limt→0
sen t
t5 3/
=
3
5
· limt→0
sen t
t
=
3
5
(usamos o limite fundamental limt→0
sen t
t
= 1). Como limx→0f(x) =
f(0), segue que a + 1 =
3
5
, o que nos dá a =
2
5
.
Caso a função não seja contínua, temos uma descontinuidade evitável
(ou removível).
01 Calcule os limites abaixo:
a. limx
x
x→
−
−3
2 9
3
b. limx
x x
x x x
→∞
− +
+ + −
2 5 2
7 4 3 1
3
3 2
c. limx
x
x→
−
−1
1
1
d. limx
x x
x→−∞
+2
3
e. limx x x x x→∞ + + − − −2 21 3 1
f. limx
x
x→
+ −
−1
1 2 3
1
02 Calcule os limites abaixo:
a. limx
x
x
→
+ −
+ −
0 3
1 1
1 1
b. limx x x→∞ + −1 33
c. lim
( )
x
x x
x
→
− +
−
1
23 3
2
2 1
1
d. limx
x
x x x
→∞
+ +
e. limn
n n n
n
n
→∞ + + + +
−1 2 3 1
2 2 2 2
f. limn
n n
n n→∞
+ ++
+
2 3
2 3
1 1
03 Calcule os seguintes limites:
a. lim
sen
x
x
x→0
3 d. lim
cos
sen
x
x
x
→
−
0 2
1 2
b. lim
sen
x
x
x→0
2 5
4
e. lim
cos cos
cos cosx
x x
x x→
−
−0
2
5 7
c. lim
tan
senx
x
x→0
3
4
MATEMÁTICA I
Assunto 6
Limites
147IME-ITA – Vol. 4
04 Uma função f é definida como: f x
x x c
ax b x c
( )
sen
=
≤
+ >
Determine, em função de b, c (c ≠ 0) os possíveis valores de a para os
quais a função f é contínua em .
05 Se c é uma constante real não nula, encontre o valor de a para o qual
f é contínua, onde: f x
x x c
ax x c
( )
cos ,
=
≤
+ >
2
102
06 Seja f(x) = x x x
a a2 4
3 23 231
− +
+ −
. . Para que valores de a
limx→∞f(x) é finito?
01 Para cada número natural n, seja Fn a figura plana composta de
quadradinhos de lados iguais a
1
n
, dispostos da seguinte forma:
1 n
Fn é formada por uma fila de n quadradinhos, mais uma fila de
(n – 1) quadradinhos, mais uma fila de (n – 2) quadradinhos e assim
sucessivamente, sendo a última fila composta de um só quadradinho
(a figura ilustra o caso n = 7).
Calcule o limite da área de Fn quando n tende a infinito.
02 Divide-se um segmento de medida a em n partes iguais, e em cada
uma delas constrói-se um triângulo isósceles de ângulos iguais a 45°
tendo cada uma das n partes do segmento AB
—
como base. Demonstrar
que o limite do perímetro da linha quebrada formada, diferencia-se da
medida do segmento AB
—
, embora, no limite, a linha quebrada “fusione-se
geometricamente com o segmento AB
—
.
03 Achar as constantes a e b da equação: lim .x ax b
x
x
→∞ + −
−
+
=
3
2
1
1
0
Dê uma interpretação geométrica para a igualdade.
04 Cer to processo químico decorre de tal forma que o aumento
da quantidade de substância, em cada intervalo de tempo τ, da
sucessão infinita de intervalos (iτ, (i + 1)τ), (i = 0, 1, 2...) é
proporcional à quantidade disponível de substância, que se tem
no início desse intervalo e proporcional à grandeza do intervalo.
Pressupondo-se que no momento inicial de tempo a quantidade de
substância era igual a Q0, determinar a quantidade de substância
Q i
(n) no intervalo de tempo t, se o aumento da quantidade de
substância ocorre a cada n-parte do intervalo de tempo τ =
t
n
. Achar e
Qt = limn→∞Qi
(n).
01 Mostre que a equação 2x = x2013 – 2013x1003 + x10 – x + 1 possui um
número finito de soluções inteiras.
02 Seja f:[a, b] → [a, b] uma função contínua. Mostre que existe
x ∈ [a, b] tal que f(x) = x. (Dê um contra-exemplo para o caso em que
f não é contínua).
03 Seja f:→ uma função contínua que satisfaz f ° f ° f(x) = x9. Mostre
que f é crescente
MATEMÁTICA I
Assunto 6
148 IME-ITA – Vol. 4
1. Conceito
Chama-se derivada de um função y = f(x) ao limite da razão
incremental (∆y/∆x) quando o incremento ∆x da variável independente
tende a zero. Indica-se por f’(x);
ou seja:
f x
y
x
f x x f x
xx x'( ) lim lim
( ) ( )
= =
+ −
→ →∆ ∆
∆
∆
∆
∆0 0
2. Interpretação geométrica
f(x + ∆x)
x + ∆x
f(x)
P
R
Q
x
β
β α
y = f(x)
Inclinação da reta secante m
RQ
PR
y
xPQ = = = →tanβ
∆
∆
razão incremental
Inclinação da reta tangente em P: m f
y
x
xP x= = =→tan α lim ( )'∆
∆
∆0
Obs.: A derivada de uma função em um ponto nos dá a inclinação da
reta tangente à curva neste ponto, ou seja: f x
f x f x
x xx x'( ) lim
( ) ( )
0 0
0
0
=
−
−→
3. Cálculo das derivadas
I. f x k k
y k y y k y k y
y k k
( ) = ∈ℜ
= + = ⇒ = − ⇒
⇒ = −
e
, �
�� � � � �
�
∆ ∆
∆ e
logo:
= = =
=
→0
0
0
0
0� �'( ) lim
'( )
f x
x
f x
x∆ ∆
Obs.: A expressão y + ∆y corresponde ao f(x + ∆x), de modo que ∆y
= f(x + ∆x) – f(x).
II. f x x n N
y x y y x x
y y
n
k
x x
n
n n
n k k
k
n
( )
= ∈
= + = + ⇒
⇒ + = −
=
,�
� �
�
( )e ∆ ∆
∆ ∆
0
∑∑ =
=
=
+
+
+ + ⇒
⇒
− −x
n
x x
n
x x x
n
xy
n n n n
n
1 2
1
1 2 2∆ ∆ ∆
∆
−− −
→
−
+
+ + ⇒
( )
=
1 2 2
0
1
2
1
∆ ∆ ∆
∆
∆
x
n
x x x
x
n
x
f x
n n
x
n
�
' lim
(
e
++
+ +
=
=
= ⋅
− −
− −
n
x x x
x
n
x n x
f x
n n
n n
2
1
2 1
1 1
∆ ∆
∆
)
l '( )ogo: == ⋅ −n x n 1
f x x n N
y x y y x x
y y
n
k
x x
n
n n
n k k
k
n
( )
= ∈
= + = + ⇒
⇒ + = −
=
,�
� �
�
( )e ∆ ∆
∆ ∆
0
∑∑ =
=
=
+
+
+ + ⇒
⇒
− −x
n
x x
n
x x x
n
xy
n n n n
n
1 2
1
1 2 2∆ ∆ ∆
∆
−− −
→
−
+
+ + ⇒
( )
=
1 2 2
0
1
2
1
∆ ∆ ∆
∆
∆
x
n
x x x
x
n
x
f x
n n
x
n
�
' lim
(
e
++
+ +
=
=
= ⋅
− −
− −
n
x x x
x
n
x n x
f x
n n
n n
2
1
2 1
1 1
∆ ∆
∆
)
l '( )ogo: == ⋅ −n x n 1
III. fdas bases,
chamamos o cilindro de reto, ou cilindro de revolução, já que possui
um eixo. Caso contrário, chamamos de oblíquo. [observe que vale
h = g · senα, onde α é o ângulo entre a geratriz e as bases].
Cilindro – Cone – Esfera
MATEMÁTICA V ASSUNTO
14
189IME-ITA – Vol. 4
SLAT = 2πrh
2πr
desenvolvimento
da superfície lateral
V = πr2h
STOT = 2πr2 + 2πrh
r
h
r
o
Chamamos de seção meridional de um cilindro, ou meridiana, a seção
gerada por um plano que contém os centros das bases. Em um cilindro
oblíquo, tal seção é um paralelogramo. Em um cilindro reto, é retangular.
Chamamos de cilindro equilátero o cilindro cuja seção meridional é um
quadrado. No cilindro equilátero, vale que 2r = h.
2.1 Tronco de cilindro
Obtém-se um tronco de cilindro ao fazer uma seção do cilindro não
paralela às bases. A seção não paralela, como se demonstra, é sempre uma
elipse. Quando o cilindro original é reto, chamamos o tronco de cilindro de
reto. Nesse caso, é fácil obter o volume e a área lateral, bem como obter
relações métricas simples para o sólido.
x
y
m
r
V = πr2m
SLAT = 2πrm
m
x y
=
+
2
(por base média)
Tronco de cilindro médio
3. Cone
Dado um círculo em um plano, e um vér tice fora desse plano,
chamamos de cone circular o sólido obtido ligando-se o vértice aos
pontos do círculo.
h
rx
Cone circular
Raio da base: r
Altura: h
Volume:V r h= ⋅
1
3
2π
O círculo no plano define a base do cone, e a altura do cone é a
distância do vértice do cone ao plano da base. As geratrizes do cone são os
segmentos com extremidades no vértice e em um ponto da circunferência
da base. Se a projeção do vértice do cone é o centro do círculo, dizemos
que o cone circular é reto, ou de revolução, já que ele admite um eixo de
rotação. Caso contrário, dizemos que o cone é oblíquo.
O desenvolvimento [planificação] da superfície lateral de um cone reto
é um setor circular de raio g, e arco de comprimento 2πr. Logo, o ângulo
central associado é, em radianos, igual à razão entre r e g. O cálculo da
área lateral do cone é por regra de três [cálculo da área do setor circular].
g
Desenvolvimento lateral:
2πr
αg gh
r
v
Cone reto
Raio da base: r
Altura: h
Geratriz: g
g2 = h2 + r2
V
r h
S rg S r r gLAT SUP= = = +
π
π π
2
3
, , ( )
Chama-se de seção meridional do cone, ou seção meridiana, a seção
gerada por um plano que contém o vértice do cone e o centro da base. Em um
cone circular reto, essa seção é sempre um triângulo isósceles. Dizemos que
o cone é equilátero quando a seção meridional dele é um triângulo equilátero.
O desenvolvimento da superfície de um cone equilátero é um semicírculo.
Cone equilátero
g = 2r
r
Desenvolvimento
lateral
h r= 3
g 180°
3.1 Tronco de cone
Obtém-se um tronco de cone através da seção de um cone paralela à
sua base. Dessa maneira, o tronco é a diferença, em termos de conjuntos,
entre o cone original e o cone menor obtido. Observe que tais cones são
semelhantes, então vale usar as mesmas ideias usadas no tronco de
pirâmide.
S
R
H
h
s r
Tronco de cone circular
νtronco = V – ν
ν
V
k k
r
R
k
h
H
k
s
S
= = = =3 2, , ,
4. Esfera
Dado um ponto O e uma distância r, chama-se esfera de centro O
e raio r ao conjunto de pontos do espaço cuja distância a O seja menor
ou igual a r. A esfera pode ser obtida pela rotação de um semicírculo em
torno de seu próprio diâmetro. A esfera de diâmetro AB também é o arco
capaz de 90° sobre AB, generalizado no espaço.
Ro
Esfera de centro O e raio R
Volume:V R=
4
3
3π
Área de superfície: S = 4πR2
MATEMÁTICA V
Assunto 14
190 IME-ITA – Vol. 4
Qualquer seção da esfera é um círculo. O centro desse círculo é a
projeção do centro da esfera sobre o plano de seção. Chama-se equador
a circunferência de maior raio obtida como seção da superfície esférica,
que é uma circunferência com centro no centro da própria esfera.
d
r
R
equador
r2 = R2 – d2
4.1 Fuso, cunha
Considere uma esfera de diâmetro AB,e dois semiplanos que se
intersectam em AB, formando um diedro. Chamamos de cunha a parte
da esfera contida entre os dois planos, e de fuso a parte da superfície
esférica contida entre os dois planos.
Cunha de diedro α
R
α
Para calcular a área do fuso e o volume da cunha associados ao diedro
de medida α, basta fazer uma regra de três com a área da superfície esférica
e com o volume da esfera. Assim,
V R
S R
cunha
fuso
=
=
2
3
2
3
2
α α
α
, .se em radianos
4.2 Zona e calota, segmento esférico
Dada uma esfera e um plano secante a ela, os sólidos gerados dessa
maneira em cada semiespaço são chamados de segmento esférico
[de uma base]. Calota é a parte da superfície esférica contida no segmento
esférico [metaforicamente é a “casca da fatia de laranja”].
h
R
r Calota de altura h
e base de raio r
Scalota = 2πRh
V
h h
segm
esf
=
−π 2 3
3
( R )
Dada uma esfera e dois planos paralelos secantes a ela, o sólido
contido entre os planos é chamado de segmento esférico [de duas bases].
Zona esférica é a parte da superfície esférica contida entre os planos.
r1
h
r2
R
R
Zona de altura: h
Bases de raios: r1 e r2
Szona = 2πRh
V
h r h
segm
esf
=
+ +π 2
1
2
2
2 23 3
6
( r )
As fórmulas anteriores relativas a volumes são demonstradas pelo
princípio de Cavalieri com um sólido chamado anticlepsidra, que é obtido
como a diferença entre um cilindro equilátero e dois cones que possuem
bases nas bases do cilindro e vértice no centro do cilindro, como mostra
a figura abaixo.
R
r
d
=
2R –
R d
d
R
R
Como a área da seção da esfera é igual à diferença das áreas das
seções do cilindro e da clepsidra [dois cones], tem-se que:
ν ν ν π π πesf cil cones R R R R R= − = ⋅ − ⋅ ⋅ =2 2 32 2
1
3
4
3
As fórmulas anteriores relativas a áreas são demonstradas pelo
Teorema de Pappus, com alguns limites, com arco de circunferência.
01 Em um cone, está inscrito um cilindro cuja altura é igual ao raio da
base do cone. Determine o ângulo entre o eixo do cone e uma geratriz,
sabendo que a razão entre a área total do cilindro e a área da base do cone
é igual a
3
2
.
Solução:
R
R
α
α
r R – r
Sejam R o raio da base do cone e r o raio da base do cilindro.
Além disso, seja α o ângulo pedido. A condição do problema
pode ser escri ta como
2 2
2 1
3
2
2
2
π π
π
r rR
R
r
R
r
R
+
= +
= (*). Como
R r
R
r
R
e
−
= = −tan , tan ,α αtemos 1 e m ( * ) , v e m a e q u a ç ã o
4tan2α – 12tanα + 5 = 0, que nos dá as opções tan tan .α α= =
5
2
1
2
ou
MATEMÁTICA V
Assunto 14
Cilindro – Cone – Esfera
191IME-ITA – Vol. 4
Mas veja que tan , tan .α α=
−
semelhança entre os cones é igual a
k
R
r
= .
Por uma semelhança de triângulos, temos que a
b
R
r
= . Usando que
a = b + d, temos que b
dr
R r
=
−
.
Daí, o volume do tronco é igual a V v k v
R
r
r b− = − = −
( ) ,3
3
3
21 1
1
3
π que
é igual a
π
3
3 3R r
R r
d
−
−
.
É possível fazer simplificações na expressão, a fim de colocá-la em
funções das áreas.
Fatorando, o volume é igual a
πd
R Rr r
d
S S S S
3 3
2 2
1 1 2 2( ) ( ).+ + = + +
01 Um cone e um cilindro tem uma base comum e o vértice do cone se
encontra no centro da outra base do cilindro. Determine o valor do ângulo
formado pela altura do cone e sua geratriz, sabendo-se que as áreas totais
do cilindro e do cone estão na razão
7
4
.
02 Deseja-se construir um cone circular reto com 4 cm de raio da base
e 3 cm de altura. Para isso, recorta-se em cartolina um setor circular para
a superfície lateral e um círculo para a base. A medida do ângulo central
do setor circular recortado é:
(A) 144°.
(B) 192°.
(C) 240°.
(D) 288°.
(E) 366°.
03 A superfície lateral de um cone circular reto é um setor circular de 120°,
cuja área é 3π cm². Calcule a área total da superfície e o volume do cone.
04 A área total da superfície de um cone circular reto, cujo raio da base mede
R, é igual à terça parte da área de um círculo cujo diâmetro é igual ao perímetro
da seção meridiana do cone. Calcule o volume do cone, em função de R.
05 Um fabricante de cristais produz três tipos de taças para servir
vinho. Uma delas tem o bojo no formato de uma semiesfera de raio R, a
outra no formato de cone reto de base circular de raio 2R e altura H, e a última
no formato de um cilindro reto de base circular de raio X e altura H. Sabendo-se
que as taças dos três tipos, quando completamente cheias, comportam
a mesma quantidade de vinho, calcule a razão
X
H
.
06 Um cone circular reto tem altura 12 cm e raio da base de 5 cm. Calcule
o raio da esfera inscrita nesse cone.
07 Em uma esfera de raio r, uma calota de altura 2 tem área igual à área
lateral de um cone de mesma base que a calota e vértice no centro da
esfera. Calcule r.
08 Ping Oin recolheu 4,5 m3 de neve para construir um grande boneco
de 3 m de altura, em comemoração à chegada do verão no polo sul.
O boneco será composto por uma cabeça e um corpo ambos em forma
de esfera, tangentes, sendo o corpo maior que a cabeça, conforme mostra
a figura a seguir.
Para calcular o raio de cada uma das esferas, Ping Oin aproximou π por 3.
Calcule, usando a aproximação considerada, os raios das duas esferas.
09 Uma esfera de vidro, de diâmetro interno 10 cm, está cheia de bolas
de gude perfeitamente esféricas, de raio 1 cm. Se n é o número de
bolas de gude dentro da esfera, indique qual das opções a seguir é verdadeira:
Opção I: n >125
Opção II: n = 125
Opção III: n• Dodecaedro regular: possui 12 faces pentagonais, 20 vér tices
triédricos, 30 arestas.
• Icosaedro regular: possui 20 faces triangulares, 12 vér tices
pentaédricos e 30 arestas.
Nos concursos, há uma grande quantidade de questões envolvendo os
três primeiros, e pouquíssimas questões envolvendo os dois últimos, de
forma que a apresentação dos três primeiros será mais extensa e rigorosa.
2. Tetraedro regular
O tetraedro regular é o poliedro formado por 4 faces triangulares
regulares, de forma que é um caso especial de pirâmide triangular regular.
Logo, todas as ideias de pirâmides devem ser aplicadas nesse caso.
C
M
B
H
A
N
D
β α
Considere o tetraedro regular ABCD da figura. Sendo M médio de BC,
H centro de ABC, N médio de AD, tem-se que DH é eixo de ABC, ou seja,
DH é perpendicular a AM. Também, AM e DM são perpendiculares a BC,
logo BC é perpendicular ao plano AMD, de onde concluímos que BC e AD
são ortogonais [as arestas opostas em um tetraedro regular são reversas].
Tem-se os seguintes:
AH
a a
= ⋅ =
2
3
3
2
3
3
Altura do tetraedro: ∆AHD : DH a
a a
= −
=2
2
3
3
6
3
Volume: V
a a a
= ⋅ ⋅ =
1
3
3
4
6
3
2
12
2 3
,
Área da superfície: S
a
a= ⋅ =4
3
4
3
2
2 ,
Diedro entre faces: α α α: cos = = ⇒ =
HM
DM
1
3
1
3
arcos ,
Ângulo β entre aresta e face: cosβ β= = ⇒ =
AH
AD
3
3
3
3
arccos ,
Distância entre arestas: No ∆AMN, MN AM AN= − =2 2
a a a3
2 2
2
2
2 2
−
= .
Diferentemente da maioria das pirâmides triangulares, o tetraedro
regular admite um centro (O), que equidista dos vértices, equidista das
faces e também equidista das arestas. Dessa maneira, ele é centro das
esferas circunscrita (que passa pelos vértices), inscrita (que tangencia
internamente as faces) e medial (que tangencia as arestas). No caso do
tetraedro regular, o centro O divide uma altura DH na razão DO : OH = 3 : 1.
ℜ
ℜ
r
M
B
C
D
R
R
A
x
x
x
x
x
medial
inscrita
circunscrita
Esferas:
x
R r
a
R r
a
R
a
r
a
+ =
= +
⇒ = =
6
3
3
3
6
4
6
122 2
2 ,
ℜ =
a 2
2
[metade de MN]
3. Hexaedro regular (cubo)
O hexaedro regular, ou cubo, é o sólido formado por 6 faces quadradas,
de forma que é um caso especial de prisma quadrangular regular.
Em particular, é um ortoedro; logo, valem as ideias para calcular a diagonal,
o volume, a área da superfície, etc.
Poliedros regulares
MATEMÁTICA V ASSUNTO
15
194 IME-ITA – Vol. 4
R
C
BA
D
O
F
GH
E
r
Considerando ABCD-EFGH cubo de aresta a, tem-se:
Volume: V = a3
Área da superfície: S = 6a2
Diagonal: EC a= 3 [Pitágoras ∆AEC]
O hexaedro regular admite um centro, que é o ponto médio das
diagonais. Ele é centro das esferas circunscrita, inscrita e medial do cubo.
Raio das esferas:
R
a
=
3
2
[esfera circunscrita]
r
a
=
2
[esfera inscrita]
ℜ =
a 2
2
[esfera medial]
4. Octaedro regular
O octaedro regular é o poliedro formado por 8 faces triangulares
regulares. Dessa forma, se S-ABCD-T é um octaedro regular, é possível
provar que S-ABCD e T-ABCD são pirâmides quadrangulares regulares, isto
é, ABCD é um quadrado, e a reta ST é perpendicular a ABCD pelo centro O.
Dessa maneira, todas as ideias de pirâmides podem ser usadas nas
deduções e resoluções de problemas sobre octaedro.
A
T
D
N
B
M
S
O C
O
r
M
∆ OMS
S
a 2
2
a
2
a 3
2
São quadrados: ABCD, ASCT, BSDT. Considerando que a aresta do
octaedro mede a, então valem as seguintes:
Diagonais: AC = BD = ST = a 2
Volume: V a
a a
= ⋅ ⋅ =2
1
3
2
2
2
3
2
3
Área da superfície: S
a
a= ⋅ =8
3
4
2 3
2
2
Observe que O é o centro das esferas circunscrita, medial, e inscrita
relativas ao octaedro S-ABCD-T. Sendo M médio de BC, N médio de AD,
é útil tratar-se do plano SMTN, que possui as relações métricas dos raios
das esferas principais.
Raio das esferas:
R OS
a
= =
2
2
[esfera circunscrita]
ℜ = =OM
a
2
[esfera medial]
∆OMS retângulo em O, SM
a
=
3
2
,
OS · OM = SM · r ⇒ r
a
=
6
6
[esfera inscrita]
A altura do octaedro regular é a distância entre duas faces triangulares
paralelas entre si, que é o dobro do raio da esfera inscrita, logo:
Altura: h r
a
= =2
6
3
01 Considere um tetraedro regular e um plano que o intercepta. A única
alternativa correta é:
(A) a intersecção pode ser um quadrilátero.
(B) a interseção é sempre um triângulo.
(C) a interseção é sempre um triângulo equilátero.
(D) a intersecção nunca é um triângulo equilátero.
(E) a intersecção nunca é um quadrilátero.
Solução: Seja ABCD o tetraedro. Sejam M, N, P, Q os pontos médios de AB,
AC, CD, BD, respectivamente. É fácil ver que esses pontos são colineares.
Isso ocorre porque MN e PQ são paralelas a BC (bases médias), logo são
paralelas entre si. Portanto, é possível a seção ser o quadrilátero MNPQ.
Por isso, o item A é verdadeiro. Além disso, pelos argumentos dados, os
itens B, C, E são falsos.
Agora veja que o item D é claramente falso, porque um plano poderia
intersectar o tetraedro nos pontos A, B e C, por exemplo.
02 A figura abaixo representa o brinquedo Piramix.
Ele tem a forma de um tetraedro regular, com cada face dividida em
9 triângulos equiláteros congruentes.
Se, a partir de cada vértice, for retirada uma pirâmide regular cuja aresta
é
1
3
da aresta do brinquedo, restará um novo sólido.
Qual é a razão entre o volume do Piramix e do tetradro regular inicial?
Solução: Utilizaremos o seguinte lema: “Se dois sólidos são semelhantes,
então, a razão entre seus volumes é igual ao cubo da razão de semelhança”.
Para o caso de dois tetraedros regulares, é fácil entender o lema.
Se a e b são os valores de suas arestas, seus volumes são dados por
V
a
V
b
a b= =
3 32
12
2
12
e . Daí, veja que V
V
a
b
a
b
=
3
.
MATEMÁTICA V
Assunto 15
Poliedros regulares
195IME-ITA – Vol. 4
Seja V o volume do tetraedro maior. No problema, cada pirâmide menor
com aresta igual a 1
3
do tetraedro original tem volume igual a
1
3 27
3
=V
V .
Como são retiradas 4 pirâmides menores, o volume do Piramix é igual a
V
V V
− =4
27
23
27
e a razão pedida é igual a
23
27 .
03 Determine o cosseno do ângulo NMA, onde ABCD é um tetraedro
regular:
A
D
N
C
M
B
Solução: Todas as faces são triângulos equiláteros. Seja a a medida de
cada uma das arestas.
Veja que AM e AN são alturas de triângulos equiláteros, logo
AM AN
a
= =
3
2
.
Além disso, veja que MN é base média no triângulo BCD, logo MN
a
=
2
.
Para o cálculo do cosq (q = NMA), temos duas opções:
1a opção: Utilizando a lei dos cossenos no triângulo AMN, temos que:
a a a a a3
2
3
2 2
2
3
2 2
2 2 2
=
+
−
cosq
que nos dá cosθ =
1
2 3
2a opção: Como o triângulo é isósceles (AM = AN), é natural traçar a
altura relativa a A. Essa altura também é mediana. Seja P, então, o ponto
médio de MN. O triângulo APM é retângulo em P, portanto,
cos cosθ θ= ⇒ = =
MP
AM
a
a
4
3
2
1
2 3
04 Considere um octaedro regular de vértices ABCDST, tal que ABCD
é um quadrado. Sejam M, N e P os pontos médios das arestas AT , BS
e CS , respectivamente. Determine o ângulo MNP .
Solução: Seja Q o ponto médio da aresta AS . Seja α = pl(A,B,C,D).
Sabe-se que ST ⊥ α. Como MQ // ST , segue que MQ ⊥ α.
Como NQ // α (pois NQ // AB ), temos que MQ ⊥ NQ (*).
Além disso, veja que NP ⊥ NQ (**) (pois NP e NQ são paralelas a AB
e BC , respectivamente, que são perpendiculares).
Por (*) e (**), usando o teorema das três perpendiculares, segue que
MN ⊥ NP .
Então, MNP = 90°.
01 Calcule o cosseno do ângulo plano do diedro do tetraedro regular.
02 (AFA-1995) Em um tetraedro regular, a razão entre a soma das
distâncias de um ponto interno às quatro faces e a altura é:
(A) 2/3.
(B) 1.
(C) 4/3.
(D) 3/2.
03 (ITA-1979) Considere o tetraedro regular, inscrito em uma esfera de
raio R, onde R mede 3 cm. A soma das medidas detodas as arestas do
tetraedro é dada por:
(A) 16 3 cm.
(B) 12 6 cm.
(C) 13 6 cm.
(D) 8 3 cm.
(E) 6 3 cm.
04 No tetraedro regular ABCD de aresta α seja M ∈ BC tal que BM = x
(0x x
y x y y
y y y
x x
x x x x
( )
+
⇒
⇒
+ +
=
= + =
= − ⇒ =
−
−
e
1
1 1
1 1
��
� � �
∆
∆
∆
∆
∆
∆
−− ⇒
= +
−
=
=
− −
+ =
→
→
1
1 1
0
0
x
f x x x x
x
x x x
x x x
x
x
x
e '( ) lim
lim ( ) lim
∆
∆ ∆
∆
∆
∆
∆
∆ xx
x
x
x x x x
x x x x
x
f x
→
→
−
−
+
⋅ =
=
−
+
= − = −
= −
0
0 2
2
1
1 1
∆
∆ ∆
∆∆
( )
lim
( )
l '( )ogo: xx−2
IV. f x x
y x y y x x
y x x y
( )
⇒ −
=
= + = + ⇒
= + ⇒
sen
sen e sen
sen
� � � �
� �
( )
( )
∆ ∆
∆ ∆ ∆∆ ∆
∆
∆ ∆
∆
∆
y x x x
y
y
x x x x x x
= + − ⇒
⇒ =
=
+ −
⋅
+ +
⇒
⇒
sen sen
sen
( )
sen cos
� �
2
2 2
2
xx x
f x
x x x
x
x
x
x
2 2
2 2 2
0
cos
e
( )
'( ) lim
sen / cos( / )
lim
�+ ⇒
=
⋅ +
=
=
→
∆
∆ ∆
∆∆
∆ →→ →⋅ + =
=
0 0
2
2
2
sen /
/
lim cos( / ) cos
'( ) cos
∆
∆
∆∆
x
x
x x x
f x x
x
logo:
V. f x x
y x y y x x
y x x y
( ) =
= + = + ⇒
= + −
cos
cos e cos
cos
� � � �
�
( )
( )
∆ ∆
∆ ∆ ⇒⇒ = + − ⇒
⇒ =
⇒ = −
+ +
⋅
+ −
⇒
�
�
�
( )
sen sen
∆ ∆
∆
∆ ∆
∆
y x x x
y
y
x x x x x x
cos cos
2
2 2
22
2 2
2 2 2
0
⋅ ⋅ ⇒
=
− ⋅ ⋅ +
+
→
sen sen
e
∆ ∆
∆ ∆
∆∆
x x
f x
x x x
x
x
( )
'( ) lim
sen sen( / )
xx
x
x
x x x
f x
x x
=
= ⋅ − + =
=
→ →lim
sen /
/
lim sen( / ) sen
l '( )
∆ ∆
∆
∆
∆0 0
2
2
2
ogo: −−sen x
Derivadas
MATEMÁTICA I ASSUNTO
7
149IME-ITA – Vol. 4
VI. f x a a
y a y y a y y a a
x
x x xx
( ) { }= ∈ −
= + = ⇒ + = ⋅
+
+
e
,�
� � �( )
1
∆ ∆∆ ∆∆
∆ ∆
∆
∆ ∆
∆
x
x x
x
x x x
x
y a a y y a a a
y a a f
�
� � �
� �( )
⇒
= ⋅ − ⇒ = ⋅ −
⇒ = −
⇒
e1 ''( ) lim
( )
lim lim ln
l
x
a a
x
a
a
x
a a
x
x x
x
x
x
x
x
=
−
=
=
−
=⋅ ⋅
→
→ →
∆
∆
∆ ∆
∆
∆
∆
0
0 0
1
1
oogo: f x a ax'( ) ln= ⋅
4. Propriedades
I. f = u + v → f’ = u’ + v’
Com efeito,
f x u x v x f x
u x x v x x u x v
x
( ) ( ) ( ) ( )
+ + + − +
= + ⇒ =
= →
� '
lim
( ( ) ( )) ( ( ) (
∆
∆ ∆
0
xx
x
u x x u x
x
v x x v x
x
u x
x x
) )
lim
( ) ( )
lim
( ) ( )
'( )
∆
∆
∆
∆
∆∆ ∆
=
=
+ −
+
+ −
=
=
→ →0 0
++ v x'( )
generalizando: f f f f f f f fn n= + + + → = + +1 2 1 2 ' ' ' '
Obs.: f = u – v → f’ = u’ – v’
II. f = u ⋅ v → f’= u’ ⋅ v + u · v’
Com efeito, f(x) = u(x) ⋅ v(x) →
f
u x x v x x u x v
x u x v x f x
x
( ) ( ) ⋅ ( ) ( )
+ ⋅ + − ⋅
= ⇒ =
= →
� �'
lim
( ( ) ( )) ( ( ) (
∆
∆ ∆
0
xx
x
u x x v x x u x x v x u x x v x u
x
) )
lim
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
∆
∆ ∆ ∆ ∆
∆
=
=
+ ⋅ + + + ⋅ − + ⋅ −
→0
(( ) ( )
lim
( )( ( ) ( )) ( )( ( ) (
x v x
x
u x x v x x v x v x u x x u x
x
⋅
=
=
+ + − + + −
→
∆
∆ ∆ ∆
∆ 0
)))
lim ( )
( ) ( )
lim ( )
( ) ( )
∆
∆
∆
∆
∆
∆ ∆
x
u x x
v x x v x
x
v x
u x x u x
x x= +
+ −
+
+ −
→ →0 0 ∆∆x
u x v x u x v x
=
= ⋅ + ⋅'( ) ( ) ( ) '( )
generalizando:
f f f f f f f f f f f f fn n n= ⇒ = + + +1 2 1 2 1 2 1 2· · ... · ' ' · · ... · · ' · ... ... · · ... ·· 'fn
Obs.: f(x) = k ⋅ u (x) ⇒ f’(x) = 0 ⋅ v(x) + k ⋅ v’(x) → f’(x) = k ⋅ v’(x), k ∈
III. f
u
v
f
u v uv
v
= ⇒ =
−
'
' '
2
Com efeito,
f x
u x x
v x x
u x
v x
x
u x x v x
x
x
'( ) lim
( )
( )
( )
( )
lim
( ) (
=
+
+
−
=
=
+ ⋅
→
→
∆
∆
∆
∆
∆
∆
0
0
)) ( ) ( )
( ) ( )
lim
( ) ( ) ( )
− ⋅ +
⋅ ⋅ +
=
=
+ ⋅ − ⋅
→
u x v x x
x v x v x x
u x x v x u x v
x
∆
∆ ∆
∆
∆ 0
(( ) ( ) ( ) ( ) ( )
( ). ( )
(lim ( )
x u x v x u x v x x
x v x v x x
v x
u
x
+ ⋅ − ⋅ +
⋅
+
=
= →
∆
∆ ∆
∆
1
0
(( ) ( )
lim ( )
( ) ( )
)lim
( ) (
x x u x
x
u x
v x x v x
x v x v xx x
+ −
−
+ −
⋅ +→ →
∆
∆
∆
∆∆ ∆0 0
1
∆∆x
u x v x u x v x
v x
)
'( ) ( ) ( ) '( )
( )
=
=
⋅ − ⋅
2
Obs.: Pode-se provar pela fórmula do produto também.
5. Regra da cadeia
Se y = f(u), u = g(x) e as derivadas f’(u) e g’(x) existem, então
a função composta definida por y = f(g(x)) tem derivada dada por
y’ = f’(u) · g’(x)
Demonstração:
Com efeito,
∆ ∆
∆ ∆ ∆ ∆
y f g x x f g x
u g x x g x g x x g x u
= + −
= + − ⇒ + = + =
( )( )
( ) ( )
( ( ))
( ) ( )� � uu u
f u
g x
y
u
u
x
f x
u
x
x
+
=
=
( )
( )
=
→
→
→
∆
∆
∆
∆
∆
∆
∆
∆
'
'
lim
lim
'( ) lim
0
0
00 0
0 0
0
∆
∆
∆
∆
∆
∆
∆
∆
∆
∆
∆
∆
∆ ∆
y
x
y
u
u
x
y
u
u
x
x
x
x x
= ⋅ =
= ⋅
→
→
→ →
lim
lim lim
� �se enttão � e
logo:
g x x g x u
f x
y
u
u
u x
( )
'( ) lim lim
�
�
+ → →( )
= ⋅→ →
∆ ∆
∆
∆
∆
∆∆ ∆
0
0 0 xx
f u g x= ⋅'( ) '( )
Ex.:
y x
y u y u
u x u x
f x u y
= +
= → =
= + → =
= ⋅ =( )
( )
� � '
� � '
' ' '
2 3
3 2
2
1
3
1 2
3
⋅⋅ + ⋅ = ⋅ +( ) ( )x x x x2 2 2 2
1 2 6 1
generalizando: f f of o of f f f fn n n= ⇒ = −1 2 1 1 ' '. '. . '
Obs.: Seja f uma função cuja derivada é f’ e inversa é f–1. Então,
f x
f o f x
−
−( ) =1
1
1
'
' ( )
Ex.:
f x a f x x f x a a f of x ax
a
x a( ) ( ) ( ) ( )= = ⇒ = → =− − e log ln � � �' � �' � log1 1 xx a
f x
x a
In ⇒
⇒ =( )−1 1
'
ln
logo: y = loga x ⇒ y
x a
'
ln
=
1
6. Derivadas sucessivas
6.1 Conceito
Derivando a derivada primeira obtemos a derivada segunda da função;
derivando a derivada segunda obtemos a derivada terceira da função e assim
sucessivamente. Indica-se por: f’(x), f’’(x), f’’’(x), f(4)(x), ... , f(n)(x)
Ex.: f(x) = e2x
y’ = 2e2x; y” = 4e2x; y’’’ = 8e2x; ... ; y(n) = 2n e2x
6.2 Regra de Leibniz
f u v f
n
k
u vn n k k
k
n
= ⋅ → =
⋅−
=
∑( ) ( ) ( )
0
Com efeito, f = u ⋅ v → f’ = u’⋅ v + ⋅ v’ → f” = u” ⋅ v + u’ ⋅ v’ +
u’ ⋅ v’ + u ⋅ v” = u’’⋅ v + 2u’ ⋅ v’ + u ⋅ v” → f’’’ = u’’’ ⋅ v + u” ⋅ v’ + 2
⋅ (u” ⋅ v’ + u’ ⋅ v”) + u’v” + u ⋅ v’’’ = u’’’ ⋅ v + 3 · u” ⋅ v’ + 3 ⋅ u’ ⋅ v’’
+ u ⋅ v’’’ → ... →
MATEMÁTICA I
Assunto 7
150 IME-ITA – Vol. 4
f u v
n
u v
n
u v
n
n
n n n n( ) ( ) ( ) ( )' ''= ⋅ +
⋅ +
⋅ + +
−
− −
1 2 1
1 2
⋅ + ⋅−u v u vn n' ( ) ( )1
Ex.: f(x) = eax · x2
u(x) = eax ⇒ u’(x) = a ⋅ eax ⇒ u”(x) = a2 ⋅ eax ⇒ u’’’(x) = a3 ⋅ eax ⇒
... ⇒ u(n) (x) = an ⋅ eax
v(x) = x2 ⇒ v’(x) = 2x ⇒ v”(x) = 2 ⇒ v’’’(x) = 0 ⇒ ... ⇒ v(4)(x) =
v(5)(x) = ... = v(n)(x) = 0
f(n)(x) = an ⋅ eax ⋅ x2 +
n
1
⋅an – 1 ⋅ eax ⋅ 2x +
n
2
an – 2 ⋅ eax ⋅ 2
= an – 2 ⋅ eax ⋅ (a2 ⋅ x2 + 2 ⋅ n ⋅ a ⋅ x + n ⋅ (n – 1))
7. Derivação de funções implícitas
Funções implícitas são aquelas que se apresentam sob a forma
F(x, y) = 0, onde y = f(x)
Exs.:
I. x y x y y y
x
y
y
x
y
3 3 2 2
2
2
2
29 0 3 3 0
3
3
+ − = ⇒ + = ⇒ =
−
⇒ =
−
' ' '
II. ( ) ( )
( )( ') ( )( ') '
x y x y x y
x y y x y y x y y
+ − − = + ⇒
⇒ + + − − − = + ⇒
⇒
2 2 4 4
3 32 1 2 1 4 4
22 2 2 2 2 2 2 2 4 4
4 4 4
3 3
3
x y xy yy x y xy yy x y y
y y x y
+ + + − + + − = + ⇒
⇒ − = −
' ' ' ' '
'( ) 44
4
4
3
3
3
3
3x y
y x
y x
y
x y
x y
⇒ =
−
−
⇒ =
−
−
'
( )
( )
'
8. Taxas relacionadas
Sejam x = f(t) e y = g(t) duas funções diferenciáveis e F(x, y) = 0
uma função y = f(x) na forma implícita. As derivadas dx/dt e dy/dt nesta
função implícita chamam-se taxas relacionadas da função.
Ex.: Uma escada de 5 m de comprimento está apoiada em uma parede vert
ical. Se a base da escada é arrastada horizontalmente da parede a 3 m/s,
a que velocidade desliza a parte superior da escada ao longo da parede,
quando a base encontra-se a 3 m da parede ?
x y
x
dx
dt
y
dy
dt
dy
dt
x
dx
dt
y
x
y
dx
dt
2 2 25
2 2 0
2
2
3
4
3 2 25
+ =
+ = ⇒ =
−
= − = − ⋅ = − , mm/s
5 m
x
y
logo: a parte superior da escada desliza com a velocidade de 2,25 m/s
9. Regra de L’Hôspital
Se lim
( )
( )x a
f x
g x→ está indeterminado do tipo 0
0
ou ∞
∞
e existe
lim
'( )
'( )x a
f x
g x→ , então lim
( )
( )
lim
'( )
'( )x a x a
f x
g x
f x
g x→ →=
Ex.: lim limx x
x
x
x
→ →
−
−
= =3
2
3
9
3
2
1
6
10. Funções crescentes e decrescentes
Se f(x) é uma função contínua no intervalo [a, b] e derivável no
intervalo (a, b) tem-se:
I. f’(x) > 0, ∀x ∈ (a, b) → f é crescente em [a, b]
II. f’(x)f derivável no intervalo (a, b) e seja x0 um ponto desse
intervalo. Dizemos que f apresenta um máximo relativo ou local no ponto
x0, se ∀x ∈ V(x0), f(x) ≤ f(x0); analogamente, dizemos que f(x) apresenta
um mínimo relativo ou local em um ponto x0 se ∀x ∈ V(x0), f(x) ≥ f(x0)
Obs.: Para determinarmos os extremos de uma função, devemos pesquisar
os valores de x em que a derivada primeira se anula e os pontos onde
a derivada primeira não existe. Esses pontos críticos da função são os
possíveis extremantes da função.
11.2 Teste da segunda derivada
Seja x0 um ponto crítico de uma função f(x) no qual f’(x) = 0 e f’(x)
existe em uma vizinhança de x0. Se f”(x) existe, então:
I. f”(x0) 0 → x0 ponto de mínimo
12. Concavidade
Seja y = f(x) a equação de uma curva, onde f(x) é uma função
contínua, com derivadas contínuas:
I. f”(x) > 0 → a curva tem a concavidade voltada para cima (função
convexa)
II. f”(x) 0.
Solução: Neste caso, precisamos derivar um produto. Portanto, a partir de
(uv)’=u’v + uv’ temos que f x x x x x x x
x
' ' · n · ln ' · ln ·( ) = + ( ) = +I 1
1
.
Logo, segue que f’(x)=ln x + 1.
02 Determine a derivada da função y = (x3 + 2x + 7)15.
Solução: Como temos uma função composta, podemos usar a chamada
‘regra da cadeia’ – veja que isso é muito mais simples do que desenvolver
a expressão. Por essa regra, temos que (u15)’ = 15u14 ⋅ u’, portanto, a
derivada pedida é igual a y’ = 15(x3 + 2x + 7)14 (3x2 + 2).
MATEMÁTICA I
Assunto 7
152 IME-ITA – Vol. 4
01 Determine as derivadas das funções abaixo:
a. y = tan x
b. y = cot x
c. y = sec x
d. y = csc x
e. y = arcsen x
f. y = arccos x
g. y = arctan x
h. y = arccot x
i. y = arcsec x
j. y = arccsc x
02 Determine as derivadas das funções abaixo:
a. y e xx= ⋅
2 2cos
b. y x= sen45
c. y x x= + +ln( )1 2
d. y = arcsen x3
e. y = ln (cos 3x)
f. y = arctan e2x
g. y = (x3 +11)15
h. y
x
=
+
2
1333
i. y = arcsec x4
j. y = ln(ln(ln x)
k. y x x x x= + + − +sen cos arccos2 2 3 11ln cos(sen )π
03 Determine as derivadas das funções abaixo:
a. y
x x
x x
=
+
−
sen cos
sen cos
b. y = 2x · sen x – (x2 – 2) · cos x
c. y = x · cot x
d. y
x
x
=
2
ln
e. y = (a2/3 – x2/3)3/2
f. y = a bx
a bx
n
n
m
+
−
04 Determine as derivadas das funções abaixo:
a. y
x
x
=
+
−
1
1
b. y = ln x · log x – ln a · loga x
c. y x x= + + +ln ln( )1 1
d. y
x
x
=
−
arcsen
2
2
1
e. y x x x= + +ln arcsen ln arcsen ln
1
2
2
f. y = (cos x)sen x
g. y
x
x
= +
1
1
03 Dada a função real f(x)=tan2x, determine f’’(0).
Solução: Veja que não podemos substituir x = 0 antes da derivação, pois
isso sempre anularia o resultado. Vamos então determinar as derivadas de f.
Usando a regra da cadeia, temos que f’(x) = 2tanx · (tan x)’ = 2 tanx ⋅
sec2x → f’(x)=2senx · sec3 x.
Agora, usando as regras da cadeia e do produto, temos que:
f’’(x) = 2cosx · sec3 x + 2senx ⋅ 3 sec2 x · sec x · tan x → f’’(x)=2sec2x
+ 6sen2 x · sec4 x.
Substituindo x = 0, segue que f’’(0)=2.
04 Prove que a – breta). Como
b g x x
x
= ( ) −( )
→+∞
lim 2 , temos que b
x
x
x
x
x x
=
+
−
=
+
−
=
→+∞ →+∞
lim lim .
5 1
3
5
1
1
3
5
Além disso, é fácil ver que todo raciocínio feito para x → +∞ nesse caso
também vale para x → –∞. Então, a reta y = 2x + 5 é assíntota de g para
x → +∞ e para x → –∞.
MATEMÁTICA I
Assunto 7
Derivadas
153IME-ITA – Vol. 4
h. y x
x
x=
sen
i. y = xx
j. y x x
x
=
k. y
x
x
x=
+
−
+ln
sen
sen
arctan sen
1
1
2
05 Calcule f’(4), se f(x) = arctan x x+ −sen(sen(sen( )))4 .
06 Calcule f’
π
4
, se f(x) = (tan x)ln x.
07 Seja y = f(x) a função dada implicitamente pela equação y3 + y = x.
Suponha que f seja derivável.
a. Mostre que f x
f x
'( ) =
( )( ) +
1
3 1
2
b. Determine a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto (10, f(10)).
08 Mostre que se um corpo cai submetido à ação da gravidade e de uma força
de resistência do ar proporcional à sua velocidade, então existe um valor limite
para o qual sua velocidade vai se aproximando quando o tempo tende a infinito.
09 Uma bola de neve é formada de tal maneira que seu volume aumenta
na razão de 8 dm3/min. Com que razão o raio é aumentado quando a bola
tem 4 dm de diâmetro?
10 Um tanque tem a forma de um cone invertido tendo uma altura de 5 m e
raio da base de 1 m. O tanque se enche de água a razão de 2 m3/min. Com que
velocidade sobe o nível da água, quando a mesma está a 3 m de profundidade?
11 Dois navios A e B navegam a partir do ponto O segundo rotas que
formam um ângulo AÔB =120°. Com que velocidade estão se separando
os dois navios quando OA = 8 milhas e OB = 6 milhas sabendo-se que
A navega a 20 milhas/h e B a 30 milhas/h?
12 Sabendo que limx
x a x b x
x→
+ ⋅ + ⋅
0 5
3 2sen sen sen
existe e é finito,
determine o valor numérico desse limite, sendo a e b constantes reais?
13 Determine as derivadas das funções abaixo:
a. y = f(x)g(x)
b. y = xk, k ∈
14 Calcule os limites abaixo:
a. lim
x
x x
x→−
+ +
+1
3 2
5
4 3
1
b. lim
x
x x x
x→
− + −
−1
100 2
10
1
1
c. lim
x
xxe
→ +0
1
d.
lim
x
xe
x→ −
−
−1
1
2 1
1
e. lim tan
x
xx
→ +0
2
15 Calcule os limites abaixo:
a. lim
tan( / )
//x
x
x→
−
−π
π
π4
4
4
b. lim
( )
cosx
x
x→
−
+1
21
1 π
c. lim
ln( )x
xe x
x→
+ −
+0
1
1
sen
d. lim
cos
cosx
x
x→
−
−0
1 6
1 3
e. limx
xx→
−
1
1
1
f. lim ( ) /
x
x xe x→+∞ +3 15
g. lim ( ) /ln
x
xx
→ +0
1sen
h. lim ((cos ) ) /
x
x
xx e→ ⋅0
2
2 4 4
i. lim tan
x
x
x→ + +
0 2
π
j. lim
x
xx
→ +0
16 Achar os pontos críticos das funções abaixo:
a. y = x3
b. y x= −1 23
c. y = e–x2
d. y = x3 – 6x2 + 9x – 1
e. y
x x
x x
=
− +
− +
2 2 4
3 4 5
2
2
f. y = 2tan x – tan2 x, x ∈ [0, π/2]
g. y = xx
h. y x x= − +arctan ln 1 2
i. y x
x
= +3 3
j. y = 2 ⋅ sen x + cos 2x x ∈ (0, π)
17 Achar os pontos críticos das funções abaixo:
a. y
x x
x
=
− −( )( )2 8
2
b. y x= −( )2 23 1
c. y = 2sen2x + sen4x
d. y = x – ln(1 + x)
e. y
e
x
x
=
18 Uma lata de forma cilíndrica deve conter certo volume V. Quais são as
dimensões de uma lata que gaste a menor quantidade possível de material
para ser feita?
MATEMÁTICA I
Assunto 7
154 IME-ITA – Vol. 4
19 Um cartaz retangular deve conter 50 cm2 de matéria impressa com
duas margens de 4 cm cada em cima e em baixo e duas margens laterais
de 2 cm cada. Determine as dimensões externas do cartaz de modo que
sua área seja mínima.
20 Ache os intervalos de concavidade e os pontos de inflexão das funções
abaixo:
a. y = x3 – 6x2 + 12x + 4
b. y = x – senx
c. y = x2 ⋅ ln x
d. y = (1 + x2)ex
21 Analise as funções abaixo (esboçando seus gráficos):
a. y = x4 – 5x2 +4
b. y
x x
x x
=
− −
+ +
2
2
1
1
22 Analise as funções y = f(x) abaixo:
a. y = x · e1/x
b. y = x + arctan x
c. y = x – ln x
d. y = x2 · (1 – x)3
e. y e
x
x= −
2
2 1
01 A reta tangente à curva x y
2
3
2
3 1+ = , no ponto (x0, y0), x0 > 0, intercepta
o eixo y no ponto B. Mostre que a área do triângulo de vértices (0,0), (x0,y0)
e B não depende de (x0, y0).
02 Sendo f(x) = xn, calcule: S f
f f f f
n
n
= +( ) + + + +1
1
1
1
2
1
3
1'( )
!
''( )
!
'''( )
!
( )
!
( )
03 Ache a derivada enésima da função y = xn–1 ⋅ ln x.
04 A tangente traçada pelo ponto A a um círculo de raio r tem marcado
um segmento AN de mesmo tamanho que o arco AM. A reta MN corta o
prolongamento do diâmetro AO no ponto B. Determine OB, em função de
r e AÔM e calcule limAÔM → 0 OB.
05 Use o princípio de Fermat: “A luz caminha de um ponto A para outro
ponto B segundo uma trajetória que torna mínimo o tempo de percurso”;
para demonstrar a Lei da refração de Snell-Decartes.
06 Uma lâmpada pende sobre o centro de uma mesa redonda de raio r.
A que altura da mesa deve estar a lâmpada para que a iluminação de um
objeto que se encontra à beira da mesa seja a melhor possível?
(A iluminação é diretamente proporcional ao cosseno do ângulo de
incidência dos raios luminosos e inversamente proporcional ao quadrado
da distância ao foco.)
07 Determine o ponto da curva y x= mais próximo do ponto (c, 0).
01 Um grande vidro plano de comprimento L deve passar em pé por um
canto retangular de um corredor, passando de uma parte de largura a para
outra de largura b. Qual o comprimento L máximo que o vidro pode ter
para que a manobra seja possível?
02 Dado um círculo de raio r, seja L uma reta tangente ao círculo em um
ponto P do mesmo circulo. De um ponto variável R do círculo, traça-se a
perpendicular RQ a L com Q em L. Determine o valor máximo que pode
ter a área do triângulo PQR.
03 Qual dos números é maior: eπ ou πe ? (Se possível, veja com a ajuda
de uma calculadora que esses valores são muito próximos.)
04 Demonstre que arcsenx x+ =arccos
π
2
, para todo x real.
05 Sejam A, B, C ângulos de um triângulo. Prove que senA + senB +
senC ≤ 3 3
2
.
06 Prove a desigualdade das médias para n reais positivos, verificando
que a função ln x é côncava.
07 Encontre todas as soluções reais positivas de 2x = x2.
MATEMÁTICA I
Assunto 7
Derivadas
155IME-ITA – Vol. 4
1. Função primitiva
Dada uma função f(x), chama-se função primitiva de f(x) a função F(x)
que derivada dê f(x), isto é, F’(x) = f(x)
Ex.: f(x) = 2x → F(x) = x2 ou, mais geralmente, F(x) = x2 + C, em que
C é um real qualquer.
2. Integral indefinida
2.1 Conceito
Chama-se integral indefinida de uma função f(x) a toda expressão
do tipo F(x) + c, em que F(x) é uma primitiva de f(x). Indica-se por
∫f(x)dx = F(x) + c.
Ex.: ∫ 2x dx = x2 + c
Obs.: A integração é a operação inversa da diferenciação.
Ex.:
dF x
dx
x x x dx x x dx F x x c
( )
( ) ( ) ( )= → = ⋅ → ∫ = ∫ → = +2 2 2 2dF dF
2.2 Propriedades
I. ∫(f(x) + g(x)) dx = ∫f(x) dx + ∫ g(x) dx
II. ∫ k · f(x) dx = k · ∫(f(x) dx
3. Integrais imediatas
I. ∫ =
+
+
+
x dx
x
n
cn
n 1
1
II. ∫ = +
1
x
dx x cln| |
III. ∫ = − +sen
cos
ax dx
ax
a
c
IV. ∫ = +cos
sen
ax dx
ax
a
c
V. ∫sec2 xdx = tan x + c
VI. ∫csc2 xdx = –cot x + c
VII. ∫sec x · tan x dx = sec x+ c
VIII. ∫csc x cot x dx = –csc x + c
IX. ∫ = +a dx
a
a
cx
x
ln
, (a > 0; a ≠ 1)
X. ∫
−
= +
dx
a x
x
a
c
2 2
arcsen , (a >0)
XI. ∫
+
= +
dx
x a a
x
a
c
2 2
1
arctan
XII. ∫
−
= +
dx
x x a a
x
a
c
2 2
1
arcsec
XIII. ∫sec x dx = ln|sec x+ tan x| +c
4. Métodos de integração
4.1 Integração por substituição
Dada ∫ f(x) dx, não imediata, o método da substituição consiste em
fazer uma mudança de variável x = g(t) e dx = g’(t) dt, de maneira que
a nova integral ∫ f(g(t))g’(t)dt seja mais fácil de calcular que a original.
Ex.: Fazendo t = x + 1, dt = dx e:
∫
+
= ∫
−
= ∫ − ∫ = − + = − + +
x
x
dx
t
t
dt dt
dt
t
t t k x x c
1
1
1ln| | ln| |
4.2 Integração envolvendo trinômio quadrado
I. ∫
+ +
1
2ax bx c
dx
II. ∫
+
+ +
mx q
ax bx c
dx
2
III. ∫
+ +
1
2ax bx c
dx
IV. ∫
+
+ +
mx q
ax bx c
dx
2
Ex.: ∫
+ +
= ∫
+ + +
= ∫
+ +
=
= ∫
+ +
=
1
10 30
1
10 25 5
1
5 5
1
5 5
2 2 2
2 2
x x
dx
x x
dx
x
dx
x
dx
( )
( )
115
5
5
arctan
x
c
+
+
Ex.: ∫
+
− +
= ∫
+
− +
= ∫
− +
− +
=
x
x x
dx
x
x x
dx
x
x x
dx
1
4 8
1
2
2 2
4 8
1
2
2 4 6
4 82 2 2
1
2
2 4
4 8
6
4 8
1
2
4 8
1
2
6
4
2 2
2
2
∫
−
− +
+ ∫
− +
=
= − + + ∫
−
x
x x
dx
x x
dx
x x
x
ln| |
xx
dx
+
=
8
= − + + ∫
− + +
=
= − + + ∫
+ −
=
ln
ln
( )
x x
x x
dx
x x
x
dx
2
2
2
2 2
4 8 3
1
4 4 4
4 8 3
1
2 2
= − + +
−
+ln arctanx x
x
c2 4 8
3
2
2
2
5. Aplicações de integrais
5.1 Cálculo de áreas
5.1.1 Conceito
Consideremos a curva que representa a função y = f(x), positiva e
contínua no intervalo a ≤ x ≤ b. Indicamos por Sa
b a área limitada por
essa curva, e o eixo Ox entre os pontos de abscissa a e b. Temos que
Sa
b =∫ a
b f(x)dx = F(b) – F(a), em que F é uma primitiva de f.
Integrais
MATEMÁTICA I ASSUNTO
8
156 IME-ITA – Vol. 4
y = f(x)
Sa
b
a b
Obs.:
I. Sa
a =0
II. Se a n ⋅ p, ∀p ∈ –*
Demonstração da propriedade (III):
Veja que (n + p) – (m + p) = n – m; portanto, se m 0, existem inteiros q e r, únicos, tais que
a = bq + r, com 0 ≤ rum inteiro n, podemos decompor n como o produto de fatores
primos (de forma única), ou seja, existem primos p1, p2, ... pj e inteiros
α1, α2, ..., αj tais que n = p1
α1 ⋅ p2
α
2 ... pj
αj.
3.5 M.D.C. (maior divisor comum)
Dados dois inteiros a e b não nulos, definimos como d = m.d.c.(a, b)
o maior divisor comum entre a e b, ou seja,
d a
d b
|
|
e d é máximo com
essa propriedade. Veja que d é no mínimo igual a 1 (nesse caso dizemos
que os números são primos entre si).
3.5.1 Propriedade importante 1
m.d.c.(a, b) = m.d.c.(a, a – b).
Isso serve, por exemplo, para calcular o m.d.c. de dois números de
forma mecânica.
Ex.: m.d.c.(32, 18) = m.d.c.(14, 18) = m.d.c.(14, 4) = m.d.c.(10, 4) =
m.d.c.(6, 4) = m.d.c.(2, 4) = m.d.c.(2, 2) = 2.
3.5.2 Propriedade importante 2 (separação de
fatores)
Sendo d = m.d.c.(a, b), então existem inteiros u e v tais que
a du
b dv
=
=
e m.d.c.(u, v) = 1.
3.5.3 Propriedade 3
Dados a e b naturais tais que a = p1
e1p2
e2 ⋅ ... ⋅ pk
ek e b = p1
f1p2
f2 ⋅ ... ⋅ pk
fk,
tem-se que m.d.c.(a, b) = p1
min{e1, f1} p2
min{e2, f2} ⋅ ... ⋅ pk
min{ek, fk}.
3.5.4 Propriedade 4
Seja d = m.d.c.(a, b). Se d' | a e d'/b, então d' | d.
Números inteiros
MATEMÁTICA II ASSUNTO
4
159IME-ITA – Vol. 4
3.6 Teorema de Bézout
Dados inteiros a e b tais que m.d.c.(a, b) = d, existem inteiros x e y
tais que d = ax + by.
Em outras palavras, dizemos que o m.d.c. de dois números sempre
é uma ‘combinação linear’ desses números. Em particular, se a e b são
primos entre si, existem x e y tais que ax + by = 1. Usa-se o teorema de
Bézout para demonstrar o Lema de Euclides.
3.7 M.M.C. (menor múltiplo comum)
Dados inteiros positivos a e b, definimos como m = m.m.c.(a, b) o
menor múltiplo comum de a e b, ou seja,
a m
b m
|
|
e m é o menor inteiro
positivo com essa propriedade. Veja que m é no máximo ab.
3.7.1 Propriedade:
Dados a e b naturais tais que a = p1
e1p2
e2 ⋅ ... ⋅ pk
ek e b = p1
f1p2
f2 ⋅ ... ⋅ pk
fk,
tem-se que m.m.c.(a, b) = p1
max{e1, f1} p2
max{e2, f2} ⋅ ... ⋅ pk
max{ek, fk}.
3.7.2 Propriedade que relaciona o M.M.C.
e o M.D.C:
m.m.c.(a,b) ⋅ m.d.c.(a,b) = ab.
3.8 Fatorações importantes
Dois ‘produtos notáveis’ muito importantes são:
I. xn – yn = (x – y)(xn – 1 + xn – 2y + ... + xyn – 2 + yn – 1) para todo n inteiro
positivo
II. xn + yn = (x + y)(xn – 1 – xn – 2y + ... + xyn – 2 + yn – 1) para todo n ímpar
positivo.
4. Bases de numeração
4.1. Conceito
Dados n e b > 1 naturais, existe uma única sequência a0,a1,...,ak tal que:
I. 0 ≤ ai 0, o outro caso é análogo. Para passar um número da
base 10 para uma base b dada, deve-se dividir N por b, obtendo-se um
quociente Q1 e um resto r1. Em seguida, deve-se dividir Q1 por b e repetir
o processo até obter Qm = 0.
N = Q1b + r0, 0 ≤ r0 0, o resto r é o (único) inteiro tal que 0 ≤ r= 4; a5 = 3 e os outros
a3 = a7 =...= 0.
Resposta: N = 24 53 = 2.000.
Comentário: Também é possível escrever n = 2a3 = 5b2, com a e b
inteiros positivos.
02 Mostre que existem infinitos números primos.
Solução: Suponha por absurdo que exista apenas um número finito de
primos p1, p2, ..., pk. Considere N = p1p2...pk + 1. Nenhum pj pode ser
divisor de N, pois, se o fosse, teríamos que Pj |N – p1p2...pk = 1, o que
não é possível. Logo, N é um número primo, o que é uma contradição,
pois N é diferente (maior) que todos os primos p1p2...pk.
03 Mostre que 2 é irracional. (ou seja, não pode ser expresso na forma
p/q, com p e q inteiros.)
Solução: Suponha que 2 =
p
q
, com m.d.c.(p,q) = 1 (isso sempre
é possível, basta cancelar os fatores comuns). Então, temos que
p2 = 2q2. Logo, p2 é par e p também. Então, p = 2k, com k inteiro; portanto
(2k)2 = 2q2 q2 = 2k2 e, pelo mesmo argumento, temos que q é par,
o que é uma contradição a m.d.c.(p,q) = 1.
04 Mostre que a equação 9x2 – y2 = 15 não possui soluções inteiras.
Solução: Como y2 = 3(3x2 – 5), temos que 3|y2. Como 3 é primo, temos
3|y, então y = 3u. Substituindo, temos que 9x2 – 9u2 =15. Veja que
essa equação não tem soluções, pois o lado esquerdo é múltiplo de 9 e
o lado direito não.
05 Sejam a e n números inteiros. Prove que, módulo n, a é congruente
ao seu resto na divisão por n.
Solução: Dividindo a por n, temos
a nq r
r n
= +
≤ 3 um número primo.
a. Determine os possíveis restos da divisão de p por 6.
b. Mostre que p2 – 1 é múltiplo de 12.
c. Dizemos que os números a e b são primos gêmeos, se são primos e
ímpares consecutivos. Mostre que, se a e b são primos gêmeos, então
a + b é múltiplo de 12.
20 Faça as transformações de base abaixo:
a. (90)10 → base 6
b. (230)6 → base 10
c. (47)20 → base 16
21 Determine o resto da divisão de:
a. (14543)567 por 3
b. 74892359 × 6379207 × 9538179 × 3756723 por 5
22 Achar os restos das divisões abaixo:
a. (13697)13697 + (15123)6781 por 7
b. (31241)6581.(12313)6421 por 6.
c. 8794396 + 5768294 + 3948453 + 3785837 por 11.
23 Determine o algarismo das unidades de (5513)649.
24 Seja N = (anan – 1 ... a2a1a0)10 um número na base 10.
a. Prove que N ≡ a0 + a1 + a2 + ... + an – 1 + an(mod 9).
b. Prove que N ≡ a0 – a1 + a2 – ... + (–1)n an(mod 11).
c. Prove que N ≡ (a1a0)10(mod 4).
25 Seja S(n) a soma dos dígitos do natural n. Prove que, se S(2n) = S(n),
então n é múltiplo de 9.
26 (OBM-2009) Seja N = 888...8
, em que aparecem 2009 números 8.
Agilulfo ficou de castigo: ele deve escrever a soma dos dígitos de N,
obtendo um número M; em seguida, deve calcular a soma dos dígitos de
M; e deve repetir o procedimento até obter um número de um único dígito.
Vamos ajudar Agilulfo: esse dígito é:
(A) 1.
(B) 2.
(C) 3.
(D) 7.
(E) 8.
27 Institua um critério de divisibilidade do número (anan – 1 ... a2a1a0)10
por 16 e verifique se (32572432)10 é divisível por 16.
28 (ITA-81) Se p1, p2, ..., pn forem fatores primos de um número inteiro
positivo p e se p = p1
S1 · p2
S2 · ... · pn
Sn, então o número de divisores de p
será:
(A) S1 + S2 + ... + Sn (D) (S1 + 1)(S2 + 1)...(Sn + 1) – 1
(B) S1S2...Sn (E) (S1 + 1)(S2 + 1)...(Sn + 1)
(C) S1S2...Sn – 1
29 (OBM-2010) Qual é o menor inteiro positivo que multiplicado por 33
resulta num número formado apenas por algarismos iguais a 7?
30 (OBM-2011) Qual é o primeiro dígito não nulo da representação
decimal de
1
512 ?
(A) 1.
(B) 2.
(C) 4.
(D) 5.
(E) 7.
MATEMÁTICA II
Assunto 4
162 IME-ITA – Vol. 4
01 Sabendo que a – c|ab + cd, prove que a – c|ad + bc.
02 Determine todos os valores inteiros de x tais que x
x x
−
− +
2
162
é inteiro.
03 Para n inteiro positivo, prove que m.d.c.(n! + 1, (n + 1)! + 1) = 1,
para todo n natural.
04 Denotamos por m.m.c.(a,b) o menor múltiplo comum dos inteiros a e b.
Mostre que m.m.c.(a,b) ⋅ m.d.c.(a,b) = ab.
05 Um número da forma Fn = 22n + 1 é chamado número de Fermat.
a. Mostre, por indução, que F0F1...Fn – 1 = Fn – 2.
b. Conclua que quaisquer dois números de Fermat distintos são primos
entre si.
06 (Equações diofantinas lineares) É fácil ver que x = 2, y = – 3 é uma
solução da equação 17x + 11y = 1.
a. Prove que x = 2 + 11t, y = – 3 – 17t é solução inteira da equação,
para todo t inteiro.
b. Prove que essas são todas as soluções da equação.
07 Determine todos os números primos m e n tais que 0 1 não é primo, então 2n – 1 também não é.
10 (OBM-2001) No conjunto {101, 1 001, 10 001, ..., 1 000 000
000 001} cada elemento é um número formado pelo algarismo 1 nas
extremidades e por algarismos 0 entre eles. Alguns desses elementos são
números primos e outros são compostos. Sobre a quantidade de números
compostos podemos afirmar que:
(A) é igual 11.
(B) é igual a 4.
(C) é menor do que 3.
(D) é maior do que 4 e menor do que 11.
(E) é 3.
11 (IME) Seja b > 1.
a. Determine em que base de numeração é verificada a igualdade
(2002)b + (21)5 = (220)b + (1121)b.
b. Demonstre que, se M = (14641)b, então, independentemente da base
considerada, M é quadrado perfeito. Determine a representação de
M na base b + 1.
c. Determine a representação de M =(14654)b na base b + 1.
12 Calcule x nas congruências abaixo:
a. 7x ≡ 4(mod 10)
b. 4x + 3 ≡ 4(mod 5)
c. 6x + 3 ≡ 1(mod 10)
13 Resolva os sistemas de congruências abaixo:
a.
x
x
≡
≡
2 5
3 1 8
(mod )
(mod )
b.
4 8 7
3 6 10
x
x
≡
≡
(mod )
(mod )
14 Mostre que 3 é o único primo p tal que p, p + 2 e p + 4 são todos
primos.
15 (ITA – adaptado) Sendo P um polinômio de coeficientes inteiros que
possui uma raiz inteira, prove que P(–1) ⋅ P(0) ⋅ P(1) é sempremúltiplo
de 3.
16 (IME 2000/2001) Mostre que, para todo n inteiro, positivo ou não, o
algarismo das unidades de n5 e n são iguais.
17
a. Determine os possíveis restos que um quadrado perfeito pode deixar
na divisão por 4.
b. Prove que um número formado apenas por dígitos 1 (com mais de
um dígito) não pode ser um quadrado perfeito.
c. Prove que a soma dos quadrados perfeitos de 5 inteiros consecutivos
não pode ser um quadrado perfeito.
18
a. Explique por que x2 + x + 1 não pode ser um quadrado perfeito para
x natural.
b. Determine se existem inteiros positivos a e b tais que
a a
b b
2
2 4
+
+
= .
19 Determine todos os n inteiros tais que n2 – 8n + 1 seja um quadrado
perfeito.
20 Mostre que o produto de n inteiros positivos consecutivos é múltiplo
de n!.
21 Mostre que 22225555 + 55552222 é divisível por 7.
22 Mostre que 270 + 370 é divisível por 13.
23 (OMERJ-1998) Mostre que o número N = 7601998 – 201998 + 19101998
– 6521998 é divisível por 1998.
24 (OBM-2002) Qual é o dígito das unidades de 777...7
, onde aparecem
2002 setes?
(A) 7.
(B) 9.
(C) 3.
(D) 1.
(E) 5.
25 (OMERJ-2010) Quantas soluções inteiras possui a equação
xy = 3x + 5y?
26 (OBM-2013) Um retângulo, o qual não é um quadrado, tem lados com
comprimentos inteiros em centímetros. Se o seu perímetro é n centímetros
e sua área é n centímetros quadrados, determine n.
MATEMÁTICA II
Assunto 4
Números inteiros
163IME-ITA – Vol. 4
27 Ache todos os pares de inteiros positivos (x, y) tais que
1 + (p – 1)x + (p + 1)y = xy, onde p é um número primo positivo.
28 O número de 4 dígitos aabb é um quadrado perfeito. Determine-o.
29 (OBM-2010) Sejam r e s inteiros. Sabe-se que a equação do 2o grau
x2 – (r + s)x + rs + 2010 = 0 tem duas soluções inteiras. Quantos são
os possíveis valores de |r – s|?
30 (OMERJ-2010) Sejam d e n números naturais. Prove que, se d é um
divisor próprio de n, então o número 2n – 1 + 2d – 1 – 1 é composto.
(Obs.: Os divisores próprios de um inteiro k são aqueles maiores que 1
e menores que k.)
01 Determine todos a, b e c inteiros positivos, tais que 1 1 1
1
a b c
+ + = .
02 Sejam m e n inteiros positivos tais que m n
mn
2 2+ é inteiro.
Prove que m = n.
03 Num corredor infinito existem por tas numeradas 1,2,3,4,... .
Inicialmente, todas as portas estão fechadas. No instante i (i = 1,2,3,...)
as portas que são múltiplas de i são fechadas se estiverem abertas e são
abertas se estiverem fechadas (por exemplo, no instante 5, as portas
5, 10, 15, ... mudam de estado). Determine as portas que ficam abertas
eternamente.
04 Suponha que n seja o produto de 4 números primos distintos a, b, c,
d tais que:
I. a + c = d
II. a(a + b + c + d) = c(d – b)
III. 1 + bc + d = bd
Determine n.
05 Seja n um número natural maior que 1. Prove que 4n + n4 é composto.
06
a. Seja n um número natural maior que 1 e que não é primo. Mostre que
n possui um divisor menor ou igual que n .
b. (OBM-1998) São dados 15 números naturais maiores que 1 e menores
que 1998 tais que dois quaisquer são primos entre si. Mostre que pelo
menos um desses 15 números é primo.
07
a. Mostre que um quadrado perfeito é sempre congruente a 0 ou 1 mod
3.
b. Mostre que a equação x2 + y2 = 3z2 não admite soluções em
– {(0,0,0)}.
08 (OBM-2013) Escrevemos a soma dos recíprocos dos números de 1
a 2013 como a fração irredutível A
B
, ou seja, 1
1
2
1
3
1
2013
+ + + + =...
A
B
,
com m.d.c.(A,B) = 1. Qual é o maior valor inteiro de n tal que B é múltiplo
de 3n?
09 Se a, b, c e d são inteiros positivos tais que ab = cd, prove que
a + b + c + d é composto.
10 (OBM-2008) Determine todos os inteiros positivos m e n tais que m2
+ 161 = 3n.
11 (OBM-2010) Qual é o menor valor positivo de 21m2 – n2 para m e n
inteiros positivos?
(A) 1.
(B) 2.
(C) 3.
(D) 5.
(E) 7.
12 (OBM-2009) Determine o maior inteiro n menor que 10.000 tal que
2n + n seja divisível por 5.
13 Sejam x1 e x2 as raízes de x2 – 6x + 1 = 0. Prove que x1
n + x2
n é sempre
um inteiro não múltiplo de 5. (Sugestão: Use a fórmula de Newton.)
14 A ordem do inteiro a módulo m é, por definição, o menor natural r, tal
que ar ≡ 1(mod m). Mostre que se n é tal que an ≡ 1(mod m), então n é
múltiplo da ordem de a módulo m (denotada por ordma).
15 Temos n lâmpadas alinhadas e numeradas da esquerda para a direita
de 1 a n. Cada lâmpada pode estar acesa ou apagada. A cada segundo,
determina-se a lâmpada apagada de maior número e inverte-se o estado
dessa (se estiver acesa, passa a ficar apagada e vice-versa) e das lâmpadas
posteriores (as lâmpadas de maior número). Mostre que, em algum
momento, todas as lâmpadas estarão acesas (e o processo se encerrará).
(Sugestão: Associe cada configuração a uma sequência de 0 s e 1 s e
olhe para o número formado como um número na base 2.)
MATEMÁTICA II
Assunto 4
164 IME-ITA – Vol. 4
1. Modelagem matemática
Consiste em transformar certas situações concretas em equações.
Uma vez formada, as equações, devemos resolvê-las e, em alguns casos,
interpretar os resultados.
Para resolução deste tipo de problema, basta saber interpretá-lo bem
e definir as variáveis, de modo a facilitar o desenvolvimento das equações.
Ex.: Uma loja de ferramentas apresentou os seguintes pacotes
promocionais para chaves de fenda e de boca:
Pacote 1: 3 chaves de fenda e uma chave de boca. Preço: R$31,00.
Pacote 2: 2 chaves de fenda e 3 chaves de boca. Preço: R$44,00.
Nessa promoção, o preço de uma chave de boca somado ao de uma
chave de fenda, em reais, é igual a:
Primeiramente, definiremos as variáveis:
x – preço de cada chave de fenda.
y – preço de cada chave de boca.
do pacote 1: 3x+y=31 (I)
do pacote 2: 2x+3y= 44 (II)
Fazendo 3(I) – (II):
7x = 49 → x = 7 → y = 10
Logo, o preço da promoção é 17.
2. Sistemas de equações lineares
2.1 Conceitos
Seja o sistema de m equações lineares:
a x a x a x b
a x a x a x b
a
n n
n n
11 1 12 2 1 1
21 1 21 2 2 2
+ + + =
+ + + =
mm m mn n mx a x a x b1 1 2 2+ + + =
com coeficientes aij
m
i
n
j= =1 1
e termos independentes b1, b2, ..., bm:
I. Se existe um conjunto (α1, α2, ... , αn) de valores tais que fazendo
x1 = α1, x2 = α2, ..., xn = αn as equações do sistema se transformam
em identidades, esse sistema diz-se compatível (possível) e esse
conjunto diz-se solução do sistema.
II. Se não é possível encontrar o conjunto acima, o sistema diz-se
incompatível (impossível).
III. O sistema diz-se determinado quando sua solução é única, e
indeterminado quando admite uma infinidade de soluções.
Assim, os sistemas de equações lineares classificam-se em:
possível ou compatível
impossível ou incompatível (Si)
determinado (SPD)
indeterminado (SPI)
SPD: possui uma única solução (conjunto-solução unitário)
SPI: possui infinitas soluções (conjunto-solução infinito)
SI: não possui solução (conjunto-solução vazio)
IV. O sistema linear diz-se homogêneo quando todos os termos
independentes são nulos.
Obs: Um sistema homogêneo sempre admite a solução x1 = x2 = ... = xn = 0
(chamada de solução trivial), portanto nunca é impossível.
V. Dois sistemas dizem-se equivalentes quando possuem as mesmas
soluções.
VI. A matriz
a a a
a a a
a a a
n
n
m m mn
11 12 1
21 21 2
1 2
formada pelos coeficientes das
incógnitas é denominada matriz incompleta do sistema.
2.2 Resolução de sistemas lineares pelo
método matricial
Só pode ser usada quando o número de equações é igual ao de
incógnitas.
Primeiramente escrevemos o sistema na forma matricial AX = B, na
qual A é a matriz dos coeficientes (também chamada de matriz incompleta),
X, a matriz das incógnitas e B, a matriz dos termos independentes. Se A é
inversível, isto é, det(A) ≠ 0, então podemos multiplicar a equação matricial
à esquerda pela inversa de A(A–1):
A–1 AX = A–1 B → (A–1 A)X = A–1 B
Mas (A–1 A) = I, então: IX = A–1 B → X