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2 ª E T A P A Copyright © Inspirali Educação. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução, mesmo que parcial, por qualquer meio e processo, sem a prévia autorização escrita da Inspirali Educação. 21-64179 CDD-610.07 NLM-WB 100 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Bússola inspirali [livro eletrônico] : aluno : 2ª etapa / [organização José Lúcio Machado, Lena Vânia Carneiro Peres, Débora Cristina Alavarce]. -- 1. ed. -- Santo André, SP : Difusão Editora : Inspirali Educação, 2021. -- (Bussola inspirali ; 1) PDF ISBN 978-65-88166-29-1 1. Aprendizagem - Metodologia 2. Currículos 3. Estudantes de medicina 4. Medicina - Estudantes 5. Medicina - Estudo e ensino 6. Medicina e saúde I. Machado, José Lúcio. II. Peres, Lena Vânia Carneiro. III. Alavarce, Débora Cristina. IV. Série. Índices para catálogo sistemático: 1. Medicina e saúde : Estudo e ensino 610.07 Maria Alice Ferreira - Bibliotecária - CRB-8/7964 SUMÁRIO 2ª E T A P A HABILIDADES/ESTAÇÕES CLÍNICAS ........................................................................07 Objetivos e estratégias educacionais ..................................................................................08 Expandir a compreensão, organizar informações e propor cuidados ..............09 Objetivos específicos ..................................................................................................11 Cognitivas ..........................................................................................................11 Psicomotoras ....................................................................................................11 Atitudinais .........................................................................................................12 Cronograma EC/HM ..................................................................................................................14 Saúde Baseada em Evidência ................................................................................................16 Práticas médicas no SUS .........................................................................................................19 SITUAÇÕES-PROBLEMAS E ROTEIROS ....................................................................22 Complexo temático I – Funções biológicas .......................................................23 Árvore temática 1 .........................................................................................................30 Agenda para TBL ........................................................................................................107 Complexo temático II – Mecanismos de agressão e defesa............................................71 Árvore temática 2 ...........................................................................................................73 Agenda para TBL ........................................................................................................109 Complexo temático III – Integração processos fisiológicos e ambiente....................110 Árvore temática 3 ......................................................................................................112 Agenda para TBL ........................................................................................................139 ÍCONES ÍCONE SIGNIFICADO Vídeo disparador disponível na plataforma. Videoaula disponível na plataforma. Vídeo interativo disponível na plataforma. Vídeo de animação disponível na plataforma. Aula interativa disponível na plataforma. Material de apoio disponível na plataforma. Tarefa, questionário ou caso disponível na plataforma. https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 7 HABILIDADES/ ESTAÇÕES CLÍNICAS 2ª E T A P A 8 OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS HABILIDADES/ESTAÇÕES CLÍNICAS 9 As atividades de Estações Clínicas (EC) fazem parte da unidade curricular Habilidades Médicas (HM), junto com Saúde Baseada em Evidências (SBE), da 1ª a 8ª etapa, divididas nos dois primeiros ciclos e abordam os elementos de comunicação em consulta, exame físico, raciocínio clínico, oferta de cuidados, decisões terapêuticas e seleção de exames complementares, além de relacionamento médico-paciente, através de oficinas práticas, sala de aula invertida, simulações com pacientes padronizados, e discussões em pequenos grupos (sínteses provisórias e novas sínteses). As ECs trabalham as competências cognitivas (compreender os elementos da consulta e como utilizá-los na proposta de cuidado), psicomotoras (realizar os exames físicos apropriados) e atitudinais (reconhecer a pessoa entrevistada, valorar o que lhe foi dito e compor estes valores na experiência terapêutica). Preferencialmente, cada etapa apresenta dois módulos temáticos, relacionados com os temas das outras unidades curriculares do mesmo período, mas há momentos em que esta sincronia não ocorre, mas sem configurar problema pois os temas são trabalhados dentro da lógica da espiral construtivista, que permite abordagens em momentos diferentes, mas que mantenham seu diálogo Agora, os estudantes acompanharão a mesma personagem nos dois módulos, todos idosos (cerca de 60-65 anos) afetados por doenças crônicas não transmissíveis (hipertensão, diabetes, doença obstrutiva crônica) já diagnosticadas previamente, mas com adesão precária aos cuidados, relação frágil com o serviço de saúde, e problemas de cunho psicossocial (solidão e luto mal resolvido) além de consumo de tabaco ou álcool. Objetivos e Estratégias educacionais EXPANDIR A COMPREENSÃO, ORGANIZAR INFORMAÇÕES E PROPOR CUIDADOS 10 Estas situações permitirão diálogo não só com PMSUS e NCS, mas também com a antropologia. Nestes dois módulos, os estudantes entrarão em contato com as formas de estruturar uma história clínica (convencional ou centrada na pessoa), com os exames qualitativos gerais, de linfonodos, oroscopia e exames cardiopulmonares. Eles iniciarão com as pessoas sem alterações perceptíveis, para treinarem sua percepção dos estados normais e conseguirem comparar com os estados alterados nos cenários de prática em PMSUS. Por fim, ao final do segundo módulo, realizaremos a oficina de Reanimação Cardiopulmonar (RCP) e desobstrução de vias aéreas por corpos estranhos, com uso de manequins de simulação realística. Esta oficina se propõe a ser o primeiro contato dos estudantes com situações de emergência e não se encerra nesta etapa, sendo repetida e aprimorada nos quatro anos e, por isso, não tem como finalidade formar socorristas. As habilidades relacionadas à RCP serão avaliadas apenas a partir da oitava etapa. 11 COMPETÊNCIAS ESPERADAS Ao final desta etapa, espera-se que os estudantes sejam capazes de demonstrar as seguintes competências, descritas aqui através da taxonomia de Bloom. COGNITIVAS 1. Aplicar de forma mais segura o Método Clínico Centrado na Pessoa, sendo capaz de reconhecer e utilizar os elementos do SIFE (Sentimentos, Ideias, Funcionamento e Expectativa). 2. Registrar esses dados no formato de história clínica, seja no modelo tradicional, seja no modelo SOAP, que permita discutir os elementos da entrevista em pequeno grupo. 3. Identificar a maioria dos problemas da pessoa entrevistada, e trazer ofertas – ainda que pouco complexas – de cuidados relacionados. 4. Utilizar os critérios de confiabilidade nas fontes bibliográficas. 5. Buscar e manusear adequadamente as informações em diferentes meios. 6. Realizar de forma sistemática a pesquisa bibliográfica. 7. Realizar a consulta à bibliografia em diferentes cenários: laboratório de informática, biblioteca central, acesso aos periódicos e à internet. Objetivos EspecíficosParte descendente Parte horizontal Parte ascendente Papila maior do duodeno (papila duodenal maior) Flexura duodenojejunal MACROSCOPIA INTESTINO DELGADO DUODENO https://www.ulife.com.br/inspirali 132 Saculações do colo Tênias do colo Apêndices omentais Flexura direita do colo Flexura esquerda do colo JEJUNO (alças jejunais) ÍLEO (alças ileais) INTESTINO GROSSO Valva ileocecal - Lábio ileocecal Valva ileocecal - Lábio ileocólico Apêndice vermiforme CECO COLO ASCENDENTE COLO TRANSVERSO COLO DESCENDENTE COLO SIGMOIDE 133 Ampola do reto Prega superior do reto Prega média do reto Prega inferior do reto RETO Linha pectínea - pectinada (linha anorretal) Colunas anais Seios anais CANAL ANAL MICROSCOPIA Vilosidades intestinais: epitélio e lâmina própria Epitélio cilíndrico simples (células absortivas ou enterócitos), contém em seus polos apicais microvilosidades (borda em escova). INTESTINO DELGADO TÚNICA MUCOSA 134 Túnica mucosa: • Células caliciformes: produtoras de muco, menor concentração em comparação ao intestino grosso. Túnica submucosa Túnica muscular Túnica serosa INTESTINO GROSSO 135 REFERÊNCIAS JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. GUYTON, A. C; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia humana. 6. ed. São Paulo: Manole, 2003. 136 Caracterização das principais enteroparasitoses causadas por protozoários Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO 1. Reconhecer microscopicamente os principais protozoários causadores de doenças, utilizando o laminário próprio para identificação. 2. Observar as características dos principais protozoários em microscópio óptico em aumento de 40, 100, 400 e 1.000X (imersão). 137 REFERÊNCIAS REY, L. Bases da parasitologia médica. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. ROITT, I. M. et al. Fundamentos de imunologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 138 REFERÊNCIAS SUGERIDAS Básica DUARTE, A. J. S. et al. Clínica médica: atuação da clínica médica, sinais e sintomas de natureza sistêmica, medicina preventiva, saúde da mulher, envelhecimento e geriatria, medicina fí sica e reabilitação, medicina laboratorial na prática médica. V.1. 2. ed. Ba rueri: Manole, 2016. DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. SOLHA, R. K. de T. Saúde coletiva para iniciantes: polí ticas e práticas profissionais. 2. ed. São Paulo: Érica, 2014. Complementar CAMPOS, G. W. S. et al. Tratado de saúde coletiva. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 2012. DA SILVA, S. F. Redes de atenção à saúde no SUS: o pacto pela saúde e redes regionalizadas de ações de serviços de saúde. 2. ed. Campinas: Saberes, 2013. GARCIA, M. L. B. Manual de saúde da família. Rio de Janei ro: Guanabara Koogan, 2015. ROTHMAN, K. J.; GREENLAND, S.; LASH, T. L. Epidemio logia moderna. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2011. ZANCHI, M. T.; ZUGNO, P. L. Sociologia da saúde. 3. ed. Caxias do Sul: Educs, 2012. 139 Agenda para TBL TBL TEMA 11 12 13 14 https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali12 PSICOMOTORAS 1. Realizar a aferição de peso, altura e circunferência abdominal em uma pessoa adulta. 2. Calcular e interpretar o Índice de Massa Corpórea (IMC), a partir dos dados anteriores. 3. Aferir a pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura, mesmo que de forma mecanizada. 4. Aplicar alguma escala de dor para pessoas que tragam essa queixa. 5. Realizar o exame físico qualitativo, mesmo com dificuldade, com base nos elementos trabalhados na oficina prática. 6. Realizar exame de linfonodos, mesmo com dificuldade. 7. Realizar exame de orocospia, mesmo com dificuldade. 8. Realizar exame cardíaco, mesmo com dificuldade. 9. Realizar exame pulmonar, mesmo com dificuldade. 10. Ao final, consegue explicar à pessoa o significado desses achados. 11. Ser capaz de reconhecer situação de emergência relacionada à parada cardiorrespiratória e oferecer os primeiros socorros de suporte básico de vida. 12. Ser capaz de reconhecer situação de obstrução de vias aéreas por corpo estranho e oferecer os primeiros socorros apropriados. 13 ATITUDINAIS 1. Reconhecer a pessoa entrevistada, iniciar e manter um diálogo com a mesma. 2. Acolher as informações obtidas sem juízo de valor. 3. Respeitar o sigilo da entrevista. 4. Ser capaz de explicar, depois da entrevista, quem foi essa pessoa, sua vida e seus problemas. 5. Conseguir organizar as bases de um seguimento da pessoa atendida entre as duas entrevistas. ESTAÇÃO TEMA 1 Introdução do semestre, cronograma, conteúdos e avaliações Reunir as novas turmas 2 1ª Oficina - Exame físico geral, oroscopia, pulsos e linfonodos 3 1ª Simulação 4 2ª Simulação 5 3ª Simulação 6 Síntese provisória 7 Nova síntese 8 APA meio semestre Reteste 9 2ª Oficina: Exame cardiopulmonar 10 4ª Simulação 11 5ª Simulação 12 6ª Simulação 13 Síntese provisória Cronograma EC/HM https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 14 Nova síntese 15 3ª Oficina - Suporte Básico de Vida 16 APA de final de semestre 17 Avaliação prática 18 Avaliação prática 19 Avaliação prática https://www.ulife.com.br/inspirali 16 SAÚDE BASEADA EM EVIDÊNCIA HABILIDADES/ESTAÇÕES CLÍNICAS 17 AULA OBJETIVOS 01 Estudos de intervenção - Compreender a importância da randomização como forma de equilibrar os grupos e garantir uma base semelhante para comparação; - Observar que sem um grupo de comparação não é possível estimar um efeito de intervenção; - Refletir sobre a influência da comparação no efeito estimado, seja na escolha do tratamento controle ou no uso de placebo; - Refletir sobre o mascaramento e a sua importância na identificação de um efeito real de uma intervenção; - Refletir sobre a razão do ensaio randomizado ser melhor do que estudos de observação para cenários de intervenção (destacar as diferenças); - Diferenciar os conceitos de eficácia, efetividade e eficiência. 02 Busca de ensaios randomizados - Revisar os conceitos de busca em bases de dados; - Apresentar o Clinical Queries (https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/clinical/) como fonte de otimização da busca de acordo com a categoria clínica de interesse. 03 Avaliação Crítica de Ensaios Randomizados (Parte 1) - Refletir sobre a importância da avaliação crítica da literatura também no contexto de ensaios randomizados. 04 Avaliação Crítica de Ensaios Randomizados (Parte 2) - Refletir sobre a importância da avaliação crítica da literatura também no contexto de ensaios randomizados; - Praticar avaliação crítica nos aspectos relacionados com a randomização, sigilo de alocação, mascaramento (participantes, equipe e avaliadores de desfechos), perdas e relato seletivo. 05 NNT - Demonstrar aplicações do cálculo do NNT para interpretações mais claras. 06 Construção de pergunta PICO - Discutir formas de aprimorar perguntas para busca (PICO); - Discutir sobre o uso de várias fontes de informação para uma mesma pergunta; - Apresentar a publicação de estudos de revisão como fontes abrangentes de conteúdo. 07 Revisão Sistemática - Apresentar o desenho de revisão sistemática da literatura; - Destacar as características básicas de uma revisão sistemática; - Apresentar o conceito de metanálise; - Diferenciar os conceitos de revisão sistemática, revisão da literatura e metanálise. 08 Busca de RS na Cochrane Library - Apresentar a Biblioteca Cochrane como fonte de revisões sistemáticas em saúde; - Praticar a busca de revisões nesta fonte de informação destacando a utilização do resumo em linguagem acessível e o texto completo. 09 Interpretação de Metanálises - Apresentar as partes de um gráfico de floresta; - Discutir as vantagens e limitações das metanálises; - Exercitar a interpretação geral de metanálises em gráficos de floresta. Objetivos de SBE Quadro 3 - Relação de aulas e seus objetivos. https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 18 AULA OBJETIVOS 10 Diretrizes Clínicas - Apresentar a publicação de diretrizes clínicas; - Diferenciar diretriz clínica de protocolo clínico; - Conhecer os componentes relevantes de uma diretriz clínica. 11 Certeza da evidência (GRADE) - Discutir sobre a importância da avaliação da certeza da evidência em detrimento de uma análise puramente estatística. - Apresentar a abordagem GRADE de forma superficial sob o ponto de vista do leitor que precisa entender do que se trata. - Interpretar resultados de certeza de evidência por meio de exercícios práticos. 12 Prática de busca em cenários de intervenção - Revisar os pontos principais apresentados até o momento buscando uma revisão sistemática (estruturação de uma pergunta no PICO, identificação dos descritores, busca nas bases de dados, avaliação crítica, interpretação dos resultados). 13 Análise estatística em artigos I - Apresentação de conceitos básicos de estatística descritiva; - Revisão de conceitos de medidas de tendência central (Média, moda e mediana); - Apresentação do Teorema do Limite Central; - Apresentação de conceitos de medidas de dispersão (desvio-padrão, variância, amplitude); - Apresentação de medidas de posição (Quartis, Decis, Percentis). 14 Análise estatística em artigos II - Revisão de medidas de associação; - Apresentar com mais detalhes a medida de Hazard Ratio com base em cenários de sobrevida; - Revisão sobre Intervalo de confiança. https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 19 PRÁTICAS MÉDICAS NO SUS 2ªE T A P A ESTAÇÃO TEMA DATA (a ser definida pela coordenação) 1 Acolhimento dos estudantes e Conferência: Sistema Único de Saúde 2 Seminário: Política Nacional de Atenção Básica/PNAB 2011 e 2017 e Mudança da Política de Financiamento 2019: Perspectiva e Desafios Oficina de Trabalho 1 - Atributos da Atenção básica no Brasil: o que muda com o novo financiamento da AB 2019 Nova Síntese 1 3 Oficina de Trabalho 2 - O Trabalho da Atenção Básica na Rede de Atenção à Saúde: Novos Desafios Nova Síntese 2 4 Mesa Redonda: A Atenção Básica no Brasil: Velhos Problemas e Novos Desafios D1 /AF 1 Avaliação Cognitiva e Processual 5 Oficina de Trabalho 3 - Vigilância em Saúde no SUS D1 /AF 1 Devolutiva da Avaliação Cognitiva e Processual 5 Nova Síntese 3 5 Nova Síntese 4 Cronograma PMSUS https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 6 Oficina de Trabalho4 - Política Nacional de Imunização/PNI Nova Síntese 5 Nova Síntese 6 7 Mesa Redonda: Vigilância em Saúde e Política Nacional de Imunização no Brasil D2 /AF 2 Avaliação Cognitiva e Processual D2 /AF 2 Devolutiva da Avaliação Cognitiva e Processual https://www.ulife.com.br/inspirali 22 SITUAÇÕES- PROBLEMAS E ROTEIROS 2ª E T A P A 23 FUNÇÕES BIOLÓGICAS COMPLEXO TEMÁTICO I 24 “Observando-se os fenômenos que ocorrem na Natureza, pode-se por analogia estendê-los à fisiologia do corpo humano, pois nele se reproduzem os mesmos fenômenos naturais. Nessa visão global de integração Natureza-Ser Humano, todas as ciências são coerentes e concordantes entre si, os ramos do conhecimento humano partem ou confluem para o saber básico.” (Ysao Yamamura, 2004) 25 Árvore temática 1 https://www.ulife.com.br/inspirali 26 SP 1.1 – E agora? SITUAÇÕES- PROBLEMAS E ROTEIROS ROTEIRO PARA ESTUDO Embriologia do SN: • Formação do tubo e crista neural; • Formação das vesículas primárias (prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo) secundárias (telencéfalo, diencéfalo, mesencéfalo, metencéfalo e mielencéfalo); • Divisão anatômica do sistema nervoso; • Sistema nervoso central de sistema nervoso periférico. Para esta aula é importante que você consiga reconhecer e descrever: Laboratório de Práticas Morfofuncional https://www.ulife.com.br/inspirali 27 Medula espinhal: • Níveis; • H medular; • Cornos: • Anterior, posterior e lateral. • Canal central da medula. Para esta aula é importante que você consiga descrever, apontar a localização e compreender o funcionamento normal das seguintes estruturas: Encéfalo: • Cérebro; • Telencéfalo e diencéfalo; • Diencéfalo: • Tálamo e hipotálamo. • Tronco encefálico: • Bulbo; • Ponte; • Mesencéfalo; • Cerebelo. Além disso, é importante que você seja capaz de: Descrever e caracterizar a formação do nervo espinal Identificar o nervo vago Cadeia de gânglios simpáticos Tronco simpático Gânglios para e pré-vertebrais Ramos comunicantes branco e cinzento Nervos esplâncnicos 28 REFERÊNCIAS JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. MACHADO, A. B. M. Neuroanatomia funcional. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2014. MOORE, K. L; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, M. G. Embriologia bási ca. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 29 Transporte através de membranas Medicina Laboratorial PROCEDIMENTO: Preparar três soluções de NaCl nas concentrações de 0,2%, 0,9% e 2,0%. A. OBSERVAÇÃO MACROSCÓPICA: Colocar em um tubo de ensaio 2mL de água destilada e em três outros tubos 2mL de cada uma das soluções de NaCl preparadas anteriormente. Coletar sangue de um dos dedos (2-3 gotas), a partir da perfuração feita com lanceta. Adicionar em cada um dos tubos 2 gotas de sangue e agite vagarosamente. Anotar o resultado observado na tabela a seguir. ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 30 TUBO OBSERVAÇÃO Água destilada NaCl 0,2% NaCl 0,9% NaCl 2% B. OBSERVAÇÃO MICROSCÓPICA: Separar quatro lâminas de microscopia limpas e desengorduradas e colocar respectivamente uma gota de: água destilada, NaCl 0,2%, NaCl 0.9% e NaCl 2%. Adicionar em cada gota das lâminas preparadas uma gota de sangue e misture vagarosamente. Cobrir a preparação com uma lamínula e observar rapidamente em microscópio. Comparar o tamanho das células e seu formato. Anotar o resultado observado na tabela abaixo: LÂMINA OBSERVAÇÃO Água destilada NaCl 0,2% NaCl 0,9% NaCl 2% 31 C. A PARTIR DOS RESULTADOS OBTIDOS PEDE-SE: Correlacionar os resultados obtidos nos itens 1A e 1B e explicar os resultados. Classificar as soluções quanto à tonicidade. Explicar como são regulados o volume e a concentração dos líquidos corporais. 32 REFERÊNCIAS AIRES, M. de M. Fisiologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. GUYTON, A. C; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. 33 SP 1.2 – Voltando das férias... Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Túnica Mucosa Túnica Submucosa (identificar os corpos dos neurônios do plexo submucoso) Túnica Muscular (identificar os corpos dos neurônios do plexo mioentérico) Túnica Serosa Para esta aula é importante que você consiga reconhecer e descrever as microscopias do intestino delgado e intestino grosso, especificamente os seguintes elementos: https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 34 REFERÊNCIAS JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. MACHADO, A. B. M. Neuroanatomia funcional. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2014. MOORE, K. L; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, M. G. Embriologia bási ca. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 35 Fatores que influenciam a atividade enzimática Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO PROCEDIMENTO: EXPERIMENTO 1 – FATORES QUE INFLUENCIAM A ATIVIDADE DA AMILASE SALIVAR Coleta e preparo da saliva por grupo: Recolher 4mL de saliva em um béquer de vidro de 50mL. Adicionar 10mL de água destilada. Filtrar a solução em gaze, utilizando funil de vidro e erlenmeyer. Homogeneizar (está pronta para o uso). https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 36 Preparar cada um dos tubos conforme as tabelas abaixo. A. INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA: TUBOS 1 2 3 Sol. tampão pH 7,0 1mL 1mL 1mL Amido a 2% 1mL 1mL 1mL 10’ em Banho-Maria 0º C 37º C 100º C Saliva 1mL 1mL 1mL 10’ em Banho-Maria 0º C 37º C 100º C Lugol 2 gotas 2 gotas 2 gotas Agitar e anotar a cor B. INFLUÊNCIA DO PH: TUBOS 1 2 3 1 m l de sol. tampão pH 2,0 pH 7,0 pH 13,0 Amido a 2% 1mL 1mL 1mL Saliva 1mL 1mL 1mL Banho-Maria 37º C 10’ 10’ 10’ Lugol 2 gotas 2 gotas 2 gotas Agitar e anotar a cor 37 C. INFLUÊNCIA DA CONCENTRAÇÃO DE ENZIMA: TUBOS 1 2 3 4 S. tampão pH 7,0 1mL 1mL 1mL 1mL Amido a 2% 1mL 1mL 1mL 1mL Saliva 0mL 0,5mL 1mL 2mL Banho-Maria 37º C 10’ 10’ 10’ 10’ Lugol 2 gotas 2 gotas 2 gotas 2 gotas Agitar e anotar a cor EXPERIMENTO 2 – HIDRÓLISE ENZIMÁTICA DO AMIDO Enumerar 16 tubos de ensaio e adicionar em cada um 2 gotas de lugol (solução de iodo). Em béquer de 250mL, colocar 100mL de solução de amido a 2%. Adicionar 2mL da solução em um tubo (1). Agitar e anotar a coloração. Acrescentar 10mL de saliva à solução de amido. Retirar alíquotas da solução de amido de 30” em 30” (segundos). Agitar e anotar a coloração em repouso. Interpretar os resultados obtidos. 38 REFERÊNCIAS AIRES, M. de M. Fisiologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. GUYTON, A. C; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. 39 SP 1.3 – Quietinha demais Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Base do coração Ápice do coração Face esternocostal Face pulmonar Face diafragmática Margem direita MORFOLOGIA EXTERNA Para esta aula é importante que você consiga compreender o funcionamento macroscópico do coração e seus componentes: https://www.ulife.com.br/inspirali 40 Sulco coronário (atrioventricular) Sulco interventricular anterior Sulco interventricular posterior Parede do átrio direito Aurícula direita Parede do átrio esquerdo Aurícula esquerda Parede do ventrículo direito Parede do ventrículo esquerdo Seio coronário Vasos da base: • Veia cava superior; • Veia cava inferior; • Tronco pulmonar: Artéria pulmonar direita e Artéria pulmonar esquerda; • Veias pulmonares direitas; • Veias pulmonares esquerdas; • Parte ascendente da aorta; • Pericárdio; • Pericárdio fibroso; • Pericárdio seroso: lâmina parietal e lâmina visceral (= epicárdio). 41 Septo interatrial (fossa oval) Septo interventricular Átrio direito: • Músculos pectíneos; • Cristaterminal; • Fossa oval. MORFOLOGIA INTERNA Ventrículo direito • Valva atrioventricular direita (tricúspide); • Cordas tendíneas; • Músculos papilares; • Trabécula septomarginal; • Trabéculas cárneas; • Cone arterial; • Valva do tronco pulmonar; • Crista supraventricular. Átrio esquerdo: • Músculos pectíneos (interior da aurícula esquerda); • Válvula do forame oval. Ventrículo esquerdo: • Valva atrioventricular esquerda (mitral ou bicúspide); • Cordas tendíneas; • Músculos papilares; • Trabéculas cárneas; • Valva da aorta. 42 Aspectos microscópicos: • Paredes do coração; • Pericárdio: constituição; • Miocárdio: constituição (discos intercalares); • Endocárdio: constituição; • Descrever os componentes e as características do nó sinoatrial. 43 REFERÊNCIAS GUYTON, A. C; HALL, J.E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. MOORE, K. L; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, M. G. Embriologia bási ca. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia humana. 6. ed. São Paulo: Manole, 2003. 44 Fatores que influenciam na resistência vascular periférica Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO Procedimento O objetivo da atividade é comprovar quais fatores interferem na resistência periférica total e, consequentemente, na pressão arterial utilizando um sistema de mangueiras de borracha com diferentes comprimentos e diâmetros e soluções de diferentes viscosidades (água e iogurte). Encher uma proveta de vidro com 100mL de água e outra com 100 mL de iogurte. Aspirar durante 3 segundos o seu conteúdo utilizando mangueiras de borracha com diferentes comprimentos e diâmetros e soluções de diferentes viscosidades conforme a tabela abaixo: Mangueiras de mesmo comprimento Mangueiras de mesmo calibre Menor Calibre Maior Calibre Menor Comprimento Maior Comprimento --- --- --- Água --- --- 0,25mL Iogurte 0,25mL --- Determinar a quantidade de líquido aspirado em cada uma das situações apresentadas na tabela. Repetir o procedimento duas vezes e realizar uma média dos resultados. Discutir os resultados apresentados e relacionar como estes fatores podem influenciar na resistência periférica e, consequentemente, na pressão arterial nos sistemas biológicos. 45 REFERÊNCIAS AIRES, M. de M. Fisiologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. GUYTON, A. C; HALL, J.E. Tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. 46 SP 1.4 – Como lidar? Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Para esta aula é importante que você consiga compreender o funcionamento macroscópicos do Sistema Respiratório e seus componentes: https://www.ulife.com.br/inspirali 47 • Ossos nasais; • Maxilas; • Septo nasal: parte óssea, parte cartilagínea; • Lâmina perpendicular do etmoide; • Vômer; • Cartilagem do septo nasal; • Narinas; • Vestíbulo do nariz; • Concha nasal superior; • Meato nasal superior; • Concha nasal média; • Meato nasal médio; • Concha nasal inferior; • Meato nasal inferior; • Cóanos. NARIZ: 48 • Seio frontal; • Seio maxilar; • Seio esfenoidal; • Células etmoidais. PARTE NASAL DA FARINGE: • Toro tubário; • Prega salpingofaríngea; • Prega salpingopalatina; • Óstio faríngeo da tuba auditiva; • Tonsila faríngea. CARTILAGENS DA LARINGE: • Cartilagem tireoidea: Proeminência laríngea, Lâminas direita e esquerda, Incisura tireoidea superior, Cornos superior e inferior; • Cartilagem cricoidea: Arco da cartilagem cricoidea e Lâmina da cartilagem cricoidea; • Cartilagem aritenoidea: Base da cartilagem aritenoidea e Ápice da cartilagem aritenoidea; • Cartilagem epiglótica (epiglote). ARTICULAÇÕES DA LARINGE: • Articulação cricotireoidea; • Articulação cricoaritenoidea. SEIOS PARANASAIS: FARINGE LARINGE 49 MEMBRANAS E LIGAMENTOS DA LARINGE: • Membrana tireo-hioidea; • Ligamento cricotireoideo mediano; • Ligamento cricotraqueal. MÚSCULOS INTRÍNSECOS DA LARINGE: • M. cricotireoideo; • M. cricoaritenoideo posterior; • M. aritenoideo oblíquo; • M. aritenoideo transverso. CAVIDADE DA LARINGE: • Ádito da laringe; • Prega ariepiglótica; • Vestíbulo da laringe; • Prega vestibular; • Ventrículo da laringe; • Prega vocal; • Cavidade infraglótica. • Parte cervical; • Parte torácica; • Cartilagens traqueais; • Ligamentos anulares; • Parede membranácea; • Carina da traqueia. TRAQUEIA: 50 • Brônquio principal direito; • Brônquio lobar superior; • Brônquio lobar médio; • Brônquio lobar inferior; • Brônquios segmentares; • Brônquio principal esquerdo; • Brônquio lobar superior; • Brônquio lobar inferior; • Brônquios segmentares. • Base do pulmão; • Ápice do pulmão; • Face costal; • Face mediastinal; • Impressão cardíaca (pulmão esquerdo); • Face diafragmática; • Face interlobar; • Hilo do pulmão; • Raiz do pulmão; • Pulmão direito: Lobo superior, Lobo médio, Lobo inferior, Fissura oblíqua e Fissura horizontal; • Pulmão esquerdo: Língula, Lobo superior, Lobo inferior e Fissura oblíqua. ÁRVORE BRONQUIAL: PULMÃO: 51 • Pleura visceral; • Pleura parietal; • Parte costal; • Parte mediastinal; • Parte diafragmática; • Cavidade pleural; • Recesso costodiafragmático; • Recesso costomediastinal. Microscopia: Traqueia: epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado secretor de muco e células caliciformes. Pulmão: epitélio pavimentosos simples alveolar (células alveolares). PLEURA: 52 REFERÊNCIAS GUYTON, A. C; HALL, J.E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. MOORE, K. L; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, M. G. Embriologia bási ca. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia humana. 6. ed. São Paulo: Manole, 2003. 53 Determinação dos volumes e capacidades pulmonares pela espirometria Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO Avaliar os volumes e capacidades dos estudantes a partir da tabela abaixo: Volume Corrente Volume de Reserva Inspirató- ria Volume de Reserva Expirató- ria Volume Residual Capacida- de Pulmonar Total Capacida- de Vital Capacida- de Residual Funcional Capacida- de Inspirató- ria 1 2 3 4 Para dar início à avaliação em espirômetro coloque o registrado na posição zero e inicie o procedimento. Repita cada operação três vezes e anote o resultado. Determine também a FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA a partir do número de ciclos respiratórios a cada minuto em repouso. Determine o VOLUME MINUTO RESPIRATÓRIO (aprox. 6.000mL/min) a partir do volume corrente multiplicado pela frequência respiratória. 54 REFERÊNCIAS AIRES, M. de M. Fisiologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. GUYTON, A. C; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. 55 SP 1.5 – Várias pedras no caminho Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Para esta aula é importante que você consiga compreender o funcionamento macro e microscópico do sistema renal e seus componentes: https://www.ulife.com.br/inspirali 56 Margem lateral Margem medial Hilo renal Seio renal Face anterior Face posterior Polo superior Polo inferior Cápsula fibrosa Loja renal: gordura perirrenal (cápsula adiposa) e gordura pararrenal RIM 57 PARÊNQUIMA RENAL: Córtex renal Colunas renais Medula renal Pirâmides renais Base da pirâmide Papila renal (ápice) Artéria renal Veia renal Pelve renal Cálices renais maiores Cálices renais menores Parte abdominal Parte pélvica Bexiga urinária Ápice da bexiga Ligamento umbilical mediano URETER 58 Corpo da bexiga Trígono da bexiga Prega interuretérica Óstio do ureter Óstio interno da uretra Parte prostáticaParte membranácea Parte esponjosa (“peniana”) Óstio externo da uretra URETRA MASCULINA Óstio externo da uretra Glândulas suprarrenais: • Posição; • Córtex; • Medula. Aspectos microscópicos Zona medular URETRA FEMININA 59 Corpúsculo renal Zona cortical Túbulo proximal Alça de Henle Túbulo distal Túbulo e ducto coletor. 60 REFERÊNCIAS GUYTON, A. C; HALL, J.E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. MOORE, K. L; PERSAUD, T. V. N.; TORCHIA, M. G. Embriologia bási ca. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia humana. 6. ed. São Paulo: Manole, 2003. 61 Urinálise Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO 1. COLETA DO MATERIAL Recipiente: Frasco limpo e seco com tampa (coletor universal). Amostra: Preferencialmente a primeira urina da manhã (mais concentrada). Tempo para início da realização da análise: 2 horas após a colheita do material, caso contrário submeter o material à refrigeração. Temperatura para análise do material: 15-25°C. 2. URINÁLISE A urinálise pode ser subdividida em três etapas: Exame Físico, Exame Químico e Análise do sedimento urinário. 2.1. EXAME FÍSICO DA AMOSTRA: Neste exame deve-se observar: a) Cor: Para observação da cor, deve-se utilizar boa fonte de luz, olhando-se através do recipiente transparente contra um fundo branco. Normal: amarelo-citrino a amarelo âmbar claro. Colorações alteradas comuns: incolor, castanho, avermelhada, enegrecida, azulada, esverdeada, branco leitoso. https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 62 b) Odor: O cheiro característico da urina (sui generis) é atribuído aos ácidos orgânicos voláteis que a amostra contém. Com o envelhecimento da amostra o odor torna-se amoniacal. O odor da urina pode apresentar-se alterado pela influência de medicamentos. c) Aspecto: (Transparência): Normalmente, a urina normal e recente apresenta um aspecto límpido. Vários fatores podem alterar o aspecto da urina tornando-a ligeiramente turva ou turva. As causas mais comuns de turvação são: leucócitos, hemácias, células epiteliais, bactérias, leveduras. d) Densidade ou Densidade Relativa (DR): O valor da DR correlaciona- se de maneira aproximada à osmolaridade que varia conforme a ingestão de água e solutos, o estado das células tubulares e a influência do ADH. Métodos para avaliação da DR (*): Urodensímetro: Dispositivo flutuador que possui escala de densidade graduada de 1.000 a 1.400 g/L calibrado para uma temperatura de 20°C. - Filtrar a amostra de urina em uma proveta de dimensões adequadas. - Submergir o urodensímetro na urina e promover movimento circular para impedir que o mesmo entre em contato com as paredes da proveta. - Leitura: realizar a leitura ao nível da parte inferior do menisco. - Correção da temperatura: Para cada 3°C acima ou abaixo de 20°C somar 0,0001 ou subtrair 0,001, respectivamente. DR da urina: 1,018 +/- 0,003. 63 Refratômetro Dispositivo que avalia a densidade da urina mediante o índice de refração da amostra que, por sua vez, varia conforme a densidade da amostra. (*) Atualmente algumas fitas reagentes avaliam quando imersas na amostra de urina a DR. 2.2. EXAME QUÍMICO DA AMOSTRA As tiras reagentes são a técnica mais amplamente usada na detecção de substâncias químicas na urina. Os testes são realizados mergulhando rapidamente as tiras em uma amostra de urina recente, homogeneizada. As mudanças de cor das almofadas de reagentes devem ser comparadas visualmente com a cor da escala fornecida junto com as tiras. As tiras reagentes na maioria dos casos avaliam: pH, proteínas, Glicose, Cetonas, Bilirrubinas, Sangue (Hb), Urobilinogênio, Nitrito. Algumas fitas apresentam testes adicionais como: Leucócitos, DR e ácido ascórbico. 2.3. ANÁLISE DO SEDIMENTO URINÁRIO O sedimento da urina refere-se aos sólidos depositados (sedimentados) no fundo do tubo contendo amostra de urina após centrifugação. Dentre os componentes do sedimento urinário estão: Células sanguíneas: Hemácias e leucócitos; Células epiteliais descamativas (CED);• Microrganismos: Bactérias, leveduras ou protozoários; Espermatozoides; Cilindros: Hialinos, granulosos, leucocitários, hemáticos ou epiteliais; Cristais: Uratos, ácido úrico, oxalato de cálcio em urina ácida e Fosfatos amorfos, fosfato triplo, carbonato de cálcio em urinas alcalinas, e ainda cristais em urina anormal tais como: cistina, tirosina, leucina, colesterol e sulfonamidas; Muco; Artefatos diversos. 64 Método: As condições ideais que a amostra de urina deve apresentar para a análise do sedimento são: - Coleta recente; urina concentrada; pH ácido; - Transferir 12 mL de urina para um tubo de centrífuga cônico; - Centrifugar durante 5 minutos a 1800 rpm; - Desprezar o sobrenadante (pipeta Pasteur) deixando aproximadamente 1 mL de urina e sedimento no tubo de centrifugação; - Agitar o tubo para ressuspender completamente sedimento na urina remanescente. Observação do sedimento a fresco: - Retirar uma amostra do sedimento ressuspendido com pipeta Pasteur; - Colocar uma gota da amostra do sedimento em uma lâmina limpa e desengordurada; - Cobrir com lamínula (22mm x 22mm); - Examinar a amostra em 10 campos com aumentos de 100 e 400 vezes. Obs: Aumento de 100 vezes: para verificar homogeneidade da amostra (distribuição dos elementos); Aumento de 400 vezes: Identificação e contagem dos elementos presentes no sedimento. 65 Hemácias – aparecem em diversas situações, tais como: • lesões no parênquima renal; • lesões de trato urinário; • alterações hematológicas; e • outras causas. Leucócitos – aparecem em infeções do trato urinário e em processos inflamatórios. Cilindros - formam-se no interior do túbulo contorcido distal e ducto coletor e têm matriz primariamente composta de mucoproteínas, sendo sua aparência influenciada pelos elementos presentes no filtrado durante a sua formação. Cilindros Celulares - hemáticos, leucocitários, epiteliais; Cilindros Acelulares - hialinos, granulosos, céreos, lipoídico; Cilindros pigmentares - hemoglobínicos e bilirrubínicos. 66 Cristais - São frequentemente achados na análise do sedimento urinário, têm ligação direta com tipo de dieta e raramente possuem significado clínico. Eles são formados pela precipitação dos sais da urina submetidos a alterações de pH, temperatura e concentração. Cristais Não Patológicos: Urina ácida - ácido úrico, oxalato de cálcio, urato amorfo; Urina alcalina - fosfato triplo, fosfato amorfo, carbonato de cálcio e fosfato de cálcio; Cristais Patológicos: Tirosina, Cistina, Colesterol, Bilirrubina, Hemossiderina. Células Epiteliais – Podemos encontrar células epiteliais na urina, já que são partes do revestimento do sistema urogenital. Células pavimentosas: frequentes tanto em homens quanto em mulheres, provenientes de células da vagina e das porções inferiores da uretra; Células de transição: originárias da bexiga e porção superior da uretra; Células do túbulo renal: sua presença indica lesão tubular. 67 Microrganismos – bactérias, fungos e parasitas. Outros elementos - muco, contaminantes e espematozoides. Estes últimos podem ou não ser relatados na dependência da padronização de cada laboratório. 68 REFERÊNCIAS AIRES, M. de M. Fisiologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. GUYTON, A. C; HALL, J.E. Tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. 69 REFERÊNCIAS SUGERIDAS Básica AIRES, M. de M. Fisiologia. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. GUYTON, A. C; HALL, J.E. Tratado de fisiologia médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. TORTORA, G.J; DERRICKSON, B. Princípios de anatomia e fi siologia. 14. ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016. Complementar COSTANZO, L. S. Fisiologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koo gan, 2016. GOLDMAN, L.; SCHAFER, A. I. Tratado de medicina inter na. 2 volumes. 24. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica: tex to e atlas. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. KASPER, D. L. et al. Medicina interna de Harri son. 2 volumes. 19. ed. Porto Alegre: McGraw-Hill, 2017. SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana. 3 volumes. 23. ed. Rio de Janei ro: Guanabara Koogan, 2012. 70 Agenda para TBL TBL TEMA 1 2 3 4 5 https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 71 MECANISMOS DE AGRESSÃO E DEFESA COMPLEXO TEMÁTICO II 72 “O sistema imune humano evoluiu durante milhões de anos, a partir dos organismos invertebrados, para desenvolver mecanismo de defesa sofisticados com o objetivo de proteger o hospedeiro contra microrganismos e seus fatores de virulência. O sistema imune normal tem três propriedades fundamentais: um repertório altamente diverso de receptores de antígenos que proporciona o reconhecimento de uma variedade quase infinita de patógenos, memória imune para reativar respostas imunes rápidas e tolerância imune para evitar danos aos próprios tecidos normais.” (Haynes, Soderberg, Fauci, 2013) Árvore temática 2 https://www.ulife.com.br/inspirali 74 SP 2.1 – Ficou bom, mas queimou... Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Identificar e caracterizar histologicamente: Capilares linfáticos Vasos linfáticos Ducto linfáticos: • Torácico; • Linfático direito. Linfonodos: • Córtex; • Medula. SISTEMA LINFÁTICO https://www.ulife.com.br/inspirali 75 REFERÊNCIAS GUYTON, A. C; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia humana. 6. ed. São Paulo: Manole, 2003. 76 Avaliação do processo inflamatório pela determinação da proteína C reativa Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO Detectar a presença de proteína C reativa em soro humano conforme o procedimento abaixo: a) Os reagentes e o soro devem estar à temperatura ambiente. b) Com o auxílio de uma pipeta automática, dispense 25 µL do controle positivo no círculo do cartão e 25 µL do controle negativo em outro círculo. c) Com o auxílio de uma pipeta automática, dispense 25 µL de soro no círculo de teste do cartão. d) Homogenize o reagente látex e então, com uma pipeta, adicione 25 µL da suspensão em cada um dos círculos utilizados. e) Misture as gotas usando um bastão descartável e cubra toda a área do círculo com a mistura. f) Homogenize suavemente com movimentos circulares na horizontal, o cartão de teste por 2 minutos, observando a formação de aglutinação. g) Examine o cartão de teste sob uma forte fonte de luz após 2 minutos. h) O controle negativo do kit deve dar um resultado negativo após 2 minutos e o controle positivo do kit deve dar um resultado positivo em um título de 1/4 ± uma dupla diluição após 2 minutos. Se os níveis dos controles ou amostras conhecidas de pacientes não derem os resultados esperados, os resultados do teste devem ser considerados inválidos. 77 i) Um resultado positivo é indicado pelo nítido padrão de aglutinação do látex, em uma solução clara. Um resultado negativo é indicado quando não se verifica nenhuma alteração na suspensão de látex no cartão de teste. 78 REFERÊNCIAS ABBAS, A. K; LICHTMAN, A. H; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. ROITT, I. M. et al. Fundamentos de imunologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 79 SP 2.2 – Mãos de costureira Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Aspectos macroscópicos Lobos: • Direito e esquerdo; • Lóbulos. Aspectos microscópicos: • Zona cortical; • Zona medular; • Corpúsculo de Hassal; • Células reticulares epiteliais. Ossos e articulações da mão: Macroscopicamente; Ossos do punho e da mão. TIMO https://www.ulife.com.br/inspirali 80 Ossos carpais Fileira proximal: • Escafoide; • Semilunar; • Piramidal; • Pisiforme. Fileira distal: • Trapézio; • Trapezoide; • Capitato; • Hamato; • Hâmulo do hamato. Ossos metacarpais (I-V) • Base; • Corpo; • Cabeça. Falanges • Falange proximal; • Falange Média; • Falange Distal; • Cabeça; • Corpo. Articulações da mão • Articulação radiulnar distal (sinovial trocoidea); • Articulação radiocarpal (sinovial elipsoidea); • Articulações intercarpais (sinoviais planas); • Articulação carpometacarpal do polegar (sinovial selar); • Articulações carpometacarpais (2ª à 5ª Sinoviais planas); OSSOS DA MÃO 81 • Articulações intermetacarpais: entre as bases dos metacarpais (2º à 5º sinoviais planas); • Articulações metacarpofalângicas (sinoviais elipsoideas); • Articulações interfalângicas da mão (sinoviais gínglimo). 82 REFERÊNCIAS GUYTON, A. C; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia humana. 6. ed. São Paulo: Manole, 2003. 83 Confecção e coloração de lâminas de extensão sanguínea Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO Preparo e coloração da extensão sanguínea. 1. Pressionar um dos dedos da mão, da base para a ponta, de modo que o fluxo sanguíneo se concentre na extremidade; 2. Desinfetar a ponta do dedo com álcool 70% e perfurá-la com uma lanceta estéril; 3. Colocar uma gota pequena de sangue a aproximadamente 1 cm da extremidade de uma lâmina bem limpa. 4. Pegar uma outra lâmina limpa (lâmina extensora – bordas arredondadas) e colocá-la sobre a outra, formando um ângulo de 45° sobre a lâmina com o sangue (veja desenho abaixo). 84 5. Encostar a lâmina superior na gota de sangue, permitindo que o sangue se espalhe ao longo de toda a borda da lâmina. 6. Deslizar a lâmina superior sobre a lâmina com a gota, de forma que esta se espalhe uniformemente em uma camada delgada sobre a lâmina. 7. Secar o esfregaço ao ar. 8. Submergir a lâmina na Solução 1, por meio de movimentos contínuos para cima e para baixo durante 5 segundos (5 imersões de 1 segundo cada uma) e deixar escorrer bem. 9. Submergir a lâmina na Solução 2, por meio de movimentos contínuos para cima e para baixo durante 8-9 segundos (8-9 imersões de 1 segundo cada uma) e deixar escorrer bem. 10. Submergir a lâmina na Solução 3, por meio de movimentos contínuos para cima e para baixo durante 2 segundos (2 imersões de 1 segundo cada uma) e deixar escorrer bem. 11. Lavar em água destilada, secar ao ar em posição vertical e com o final da extensão voltada para cima. 85 REFERÊNCIAS ABBAS, A. K; LICHTMAN, A. H; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. ROITT, I. M. et al. Fundamentos de imunologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 86 SP 2.3 – A dengue veio para ficar? Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Aspectos macroscópicos: Localização Face visceral Superfície diafragmática Margens: • Inferior e superior. Extremidades: • Posterior e anterior. https://www.ulife.com.br/inspirali 87 Faces: • Renal, gástrica, cólica. Ligamentos: • Gastroesplênciso; • Esplenorrenal (lienorrenal). Hilo: • Artéria esplênica; • Veia esplênica. Aspectos microscópicos: • Cápsula do baço; • Polpa branca; • Polpa vermelha; • Artéria folicular. 88 REFERÊNCIAS GUYTON, A. C; HALL, J.E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celulare molecular. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia humana. 6. ed. São Paulo: Manole, 2003. 89 Extensão sanguínea e diferenciação celular Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO 1. Levar as lâminas coradas ao MOC e observar a extensão sanguínea inicialmente em menor aumento. Realizar a observação da região mediana da lâmina. 2. Deve-se percorrer a lâmina em zigue-zague. 3. Localizar os tipos celulares sanguíneos em aumento de 100X e esquematize-os a partir do aumento de 400X e 1000X em imersão. 4. Realizar a contagem geral para determinar a porcentagem de cada tipo de célula encontrada (neutrófilos, linfócitos, monócitos, basófilos, eosinófilos, hemácias e plaquetas). 90 OBSERVAÇÃO DE SANGUE PERIFÉRICO EM LÂMINAS DE EXTENSÃO SANGUÍNEA HEMÁCIAS A quantidade de hemácias é muito maior que a de leucócitos e plaquetas, daí a predominância das mesmas no campo microscópico. As hemácias que são células anucleadas quando adultas e que se coram em róseo-amarelado pela eosina. LEUCÓCITOS Os leucócitos estão subdivididos em granulócitos e agranulócitos. Os granulócitos apresentam granulações específicas sempre com a mesma forma, tamanho e ultraestrutura. Os agranulócitos não apresentam granulações específicas. Os núcleos de todos os leucócitos se coram em púrpura pelo azul de metileno. 91 LINFÓCITOS Os linfócitos podem ser classificados em pequenos, médios e grandes. O seu núcleo ocupa quase toda célula e o citoplasma azulado fica mais na periferia. MONÓCITOS Os monócitos que geralmente apresentam o núcleo em forma de feijão ou de rim são células grandes e com o citoplasma bem azulado. Presença de hemácias, 2 neutrófilos e monócito bem característico. 92 EOSINÓFILO Os eosinófilos geralmente apresentam o núcleo bilobulado com uma ponte cromatínica. Os grânulos são maiores que os dos neutrófilos e se coram em vermelho pela eosina. BASÓFILOS Os basófilos apresentam-se com núcleo que pode ter uma forma de “S”. Os grânulos do basófilo ficam bem escuros e podem mascarar o núcleo, no entanto, também estão presentes no citoplasma; e o seu nome já indica a sua afinidade. 93 NEUTRÓFILOS Os neutrófilos podem apresentar-se com núcleos em forma de bastão ou segmentados. Quanto maior o número de segmentos, mais velha é a célula. Os grânulos dos neutrófilos se coram em salmão por uma mistura de componentes. PLAQUETAS As plaquetas são fragmentos de megacariócitos e se coram em vermelho. Apresentam-se relativamente menores em relação às hemácias. As plaquetas estão ligadas à coagulação do sangue podem apresentar-se isoladas ou agrupadas sendo róseo-avermelhadas. 94 REFERÊNCIAS ABBAS, A. K; LICHTMAN, A. H; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. ROITT, I. M. et al. Fundamentos de imunologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 95 SP 2.4 – Sufoco! Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Morfologia: • Parte nasal da faringe; • Toro tubário; • Tonsilas tubárias; • Prega salpingofaríngea; • Prega salpingopalatina; • Óstio faríngeo da tuba auditiva; • Tonsila faríngea. FARINGE https://www.ulife.com.br/inspirali 96 Morfologia: • Cartilagens da laringe; • Cartilagem tireoidea; • Proeminência laríngea; • Lâminas direita e esquerda; • Incisura tireoidea superior; • Cartilagem cricoidea; • Cartilagem aritenoidea; • Cartilagem epiglótica (epiglote); • Cavidade da laringe; • Vestíbulo da laringe; • Prega vestibular; • Ventrículo da laringe; • Prega vocal; • Cavidade infraglótica. LARINGE Morfologia: • Parte cervical; • Parte torácica; • Cartilagens traqueais; • Ligamentos anulares; • Parede membranácea; • Carina da traqueia. TRAQUEIA 97 Morfologia: • Brônquio principal direito; • Brônquio lobar superior; • Brônquio lobar médio; • Brônquio lobar inferior; • Brônquios segmentares; • Brônquio principal esquerdo; • Brônquio lobar superior; • Brônquio lobar inferior; • Brônquios segmentares. Pulmão Morfologia: • Base do pulmão; • Ápice do pulmão; • Face costal; • Face mediastinal; • Face diafragmática; • Hilo do pulmão; • Raiz do pulmão. • Pulmão direito: • Lobo superior; • Lobo médio; • Lobo inferior; • Fissura oblíqua; • Fissura horizontal. • Pulmão esquerdo: • Língula; • Lobo superior; • Lobo inferior; • Fissura oblíqua. ÁRVORE BRONQUIAL 98 Reconhecer o epitélio respiratório com ênfase na sua participação para a filtração do ar identificando os tipos celulares que o compõem bem como o tecido conjuntivo onde repousa. Microscopia Reconhecer e diferenciar o epitélio que reveste os bronquíolos, os ductos e os alvéolos pulmonares, bem como o tecido conjuntivo em que repousam com ênfase para os mecanismos de defesa contra possíveis patógenos. 99 REFERÊNCIAS GUYTON, A. C; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia humana. 6. ed. São Paulo: Manole, 2003. 100 Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO 1. Acender o bico de Bunsen e deixá-lo ligado por 5 minutos. Deixar a placa de cultura perto do fogo. 2. Separar 2 lâminas de microscopia previamente limpas e desengorduradas. Flambar rapidamente as lâminas 3 vezes sobre o fogo do bico de Bunsen. 3. Segurar a alça de platina com a mão direita, flambar primeiro na chama azul, depois na amarela. Esperar esfriar (a alça é flambada na posição vertical e deverá ficar atrás da chama para proteção do operador). 4. Retirar a tampa da placa de cultura que contém o microrganismo próximo ao fogo e passar levemente e superficialmente a alça de platina previamente esterilizada sobre a Unidade Formadora de Colônia (UFC). 5. O material coletado deve ser semeado em lâmina de microscopia fazendo pequenos círculos na região mediana da lâmina. Para isso, pingue antes uma pequena gota de água destilada na região central da lâmina. 6. Esperar secar e seguir o procedimento para coloração de Gram. 7. Cobrir o esfregaço já fixado com solução de cristal violeta por um (1) minuto. 8. Escorrer o cristal violeta, lavar em fio d’água e cobrir o esfregaço com Lugol por um (1) minuto. 9. Escorrer o lugol, lavar em fio d’água. 10. Descorar rapidamente com álcool etílico (20 segundos). 11. Interromper o processo de descoramento lavando o esfregaço com fio d’água. 12. Cobrir o esfregaço com fucsina diluída por 30 segundos. 13. Lavar e secar com papel filtro, pressionando a parte de trás do esfregaço cuidadosamente. Técnica de coloração de GRAM 101 14. Esperar secar e observar ao microscópio, utilizando a objetiva de imersão. 15. Identificar as bactérias coradas em roxo como GRAM positivas e as bactérias coradas em vermelho como GRAM negativas. ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO Técnica de coloração de GRAM Os alunos receberão as placas prontas contendo meio sólido para cultivo de microrganismos assim como tubos contendo meio líquido para o mesmo propósito. 1. Dividir o fundo da parte externa da placa como auxílio de uma caneta de retroprojetor, escrevendo de cada lado da placa o local onde foi obtido o material a ser cultivado. 2. Molhar o cotonete estéril (swab) em solução fisiológica e esfregá- lo na área de interesse para cultivo posterior. 3. Semear com este cotonete a metade da placa referente ao local onde foi obtido o material. Outro local deve ser investigado e seguir o mesmo procedimento anterior. 4. Levar a placa identificada para ser incubada na estufa a 37ºC. Estas placas serão mantidas até a próxima semana para realização de coloração específica (Coloração de Gram). 5. Fazer leitura da placa após incubação e verificar a formação de colônias crescidas dos dois lados da placa, descrevendo o observado. 102 REFERÊNCIASABBAS, A. K; LICHTMAN, A. H; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. ROITT, I. M. et al. Fundamentos de imunologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 103 SP 2.5 – Sinal de alerta! Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO MALT Tonsilas Definir: https://www.ulife.com.br/inspirali 104 MALT Tonsilas Palatinas: • Epitélio pavimentoso estratificado; • Folículo linfático da tonsila; • Cripta da tonsila. Faríngea: • Epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado. Linguais Identificar: 105 REFERÊNCIAS GUYTON, A. C; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia humana. 6. ed. São Paulo: Manole, 2003. 106 Caracterização das principais enteroparasitoses causadas por helmintos Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO Reconhecer microscopicamente os principais helmintos causadores de doenças (enteroparasitoses) utilizando o laminário próprio para identificação dos seus ovos. Observar as características dos principais helmintos e seus ovos em microscópio óptico em aumento de 40, 100, 400 e 1.000X (imersão). 107 REFERÊNCIAS ABBAS, A. K; LICHTMAN, A. H; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. REY, L. Bases da parasitologia médica. 3. ed. Rio de Janeiro: Guana bara Koogan, 2011. ROITT, I. M. et al. Fundamentos de imunologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. 108 REFERÊNCIAS SUGERIDAS Básica ABBAS, A. K; LICHTMAN, A. H; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. REY, L. Bases da parasitologia médica. 3. ed. Rio de Janeiro: Guana- bara Koogan, 2011. ROITT, I. M. et al. Fundamentos de imunologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. Complementar COICO, R.; SUNSHINE, G. Imunologia. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010. COURA, J. R. Dinâmica das doenças infecciosas e parasitá rias. 2 volumes. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. GOLDMAN, L.; SCHAFER, A. I. Tratado de medicina interna. 2 volumes. 24. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014. MOORE, K. L; DALLEY, A. F; AGUR, A. M R. Anatomia orienta da para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. MURPHY, K. Imunobiologia de JANEWAY. 8. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. 109 Agenda para TBL TBL TEMA https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali https://www.ulife.com.br/inspirali 110 INTEGRAÇÃO PROCESSOS FISIOLÓGICOS E AMBIENTE COMPLEXO TEMÁTICO III 111 “Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.” (Donne, 1572 - 1631) 112 Árvore temática 3 https://www.ulife.com.br/inspirali 113 SP 3.1 – Por onde começar? Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Anatomia: • Faces; • Lobos; • Ligamentos; • Hilo; • Vesícula biliar. FIGADO https://www.ulife.com.br/inspirali 114 Identificar as veias abaixo, constituintes do sistema venoso portal: • Veia porta; • Veia esplênica; • Veia mesentérica superior; • Veia mesentérica inferior; • Veias gástricas direita e esquerda. Histologia: • Trama reticular; • Lóbulos hepáticos; • Hepatócitos; • Estruturas da tríade portal: • Arteríola; • Vênula; • Ducto. 115 REFERÊNCIAS GUYTON, A. C; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia humana. 6. ed. São Paulo: Manole, 2003. 116 Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ESTUDO 1. Analisar os dados e indicadores de Saúde baseados no sistema Governamental Datasus conforme o procedimento abaixo: a) Acessar Datasus: http://www2.datasus.gov.br/ b) Acessar: Informações de Saúde (Tabnet). c) Acessar: Indicadores de Saúde e Pactuações (Indicadores e Dados Básicos – IDB - IDB - 2012). d) Acessar: Indicadores demográficos (2000 a 2011) – Ano 2010 A. Acessar: Taxa Bruta de Natalidade (Brasil/São Paulo e verificar quais regiões/estados apresentam as maiores e menores taxas). Indicar os Estados que mais aumentaram e mais diminuíram esta taxa. B. Acessar: Taxa Bruta de Mortalidade (Brasil/São Paulo e verificar quais regiões/estados apresentam as maiores e menores taxas). Indicar os Estados que mais aumentaram e mais diminuíram esta taxa. e) Acessar: Indicadores Socioeconômicos A. Acessar: Taxa de analfabetismo (Anos Censitários) (Brasil/São Paulo e verificar quais regiões/estados apresentam as maiores e menores taxas). B. Acessar: Proporção de Pessoas com baixa renda (Anos censitários) (Brasil/São Paulo e verificar quais regiões/estados apresentam as maiores e menores taxas/proporções). Compreender as informações obtidas pelo Datasus http://www2.datasus.gov.br/ 117 f) Acessar: Indicadores de Mortalidade A. Acessar: Taxa Mortalidade Infantil - 2000 a 2011 (Brasil/São Paulo e verificar quais regiões/estados apresentam as maiores e menores taxas). Indicar os Estados que mais aumentaram e mais reduziram esta taxa. B. Acessar: Taxa Mortalidade Específica por Diabetes melito (Brasil/ São Paulo e verificar quais regiões/estados apresentam as maiores e menores taxas). C. Acessar: Taxa de mortalidade específica por doenças do aparelho circulatório (Brasil/São Paulo e verificar quais regiões/estados apresentam as maiores e menores taxas/proporções). D. Acessar: Taxa de mortalidade específica por doenças transmissíveis (Brasil/São Paulo e verificar quais regiões/estados apresentam as maiores e menores taxas/proporções). g) Acessar: Indicadores de Morbidade A. Incidência de doenças transmissíveis - D.1 (Brasil/São Paulo e verificar quais regiões/estados apresentam as maiores e menores taxas). I. Sífilis Congênita; II. Meningite; III. Febre hemorrágica da dengue. B. Taxa de incidência de doenças transmissíveis - D.2 (Brasil/São Paulo e verificar quais regiões/estados apresentam as maiores e menores taxas); I. Aids (2000 em diante); II. Tuberculose; III. Dengue. 118 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Datasus. Disponível em: http://www. datasus.gov.br/idb.LIMA, A. C. et al. Datasus: o uso dos Sistemas de informação na saúde pública. LIMA, A. C. et al. Datasus: o uso dos Sistemas de informação na saúde pública. Revista Fatec Zona Sul, v. 1, n. 3, 2015. Disponível em: http:// www.revistarefas.com.br/index.php/RevFATECZS/article/view/27. http://www.datasus.gov.br/idb http://www.datasus.gov.br/idb 119 SP 3.2 – Mico da semana! Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Epiderme: • Estratos (basal, espinhoso, granuloso, córneo e lúcido); • Queratinócitos, melanócitos e células de Langerhans. Derme: • Derme papilar (tecido conjuntivo frouxo); • Derme reticular (tecido conjuntivo denso). PELE https://www.ulife.com.br/inspirali 120 REFERÊNCIAS GUYTON, A. C; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia humana. 6. ed. São Paulo: Manole, 2003. 121 Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO 1. Verifique se as lâminas a serem utilizadas estão limpas. A limpeza da lâmina é realizada antes de se iniciara preparação do esfregaço, pois frequentemente elas vêm de fábrica engorduradas pelo polimento. Nesse caso, é preciso: lavar essas lâminas com água e detergente neutro, enxaguá-las bem e depois lavá-las com álcool etílico comercial. Em seguida, secar com gaze as lâminas que serão utilizadas. Pegue as lâminas pela borda fosca para não engordurá- las novamente. 2. Forre a bancada com papel-toalha capaz de absorver respingos. 3. Providencie os materiais para preparar e fixar o esfregaço, e organize tudo na bancada de forma a assegurar um fluxo de trabalho lógico e seguro. 4. Coloque em sua frente o coletor com a amostra que vai ser processada. 5. Identifique a lâmina. Para isso, escreva, com lápis grafite, na borda fosca da lâmina o mesmo número colocado no corpo do coletor. 6. Tire lentamente a tampa da amostra, para evitar a formação de aerossóis, e coloque-a virada para cima no papel. 7. Quebre ao meio um palito de madeira. 8. Retire a partícula maior e mais purulenta da amostra e deposite-a na lâmina próximo à borda fosca. 9. Distenda a amostra na lâmina, com uma das partes do palito em posição horizontal. Faça movimentos de vai-e-vem em cima da amostra, até obter um esfregaço homogêneo que cubra 2/3 da lâmina, sem deixar espaços vazios. Diagnóstico laboratorial da tuberculose - baciloscopia 122 Obs: Esfregaços muito finos ou muito grossos dificultam a leitura e podem levar a resultados falso negativos. Por isso, se houver excesso de escarro na lâmina, retire, com o mesmo palito e devolva para o coletor. Se o esfregaço ficar muito fino, pegue mais amostra e repita os passos anteriores. 10. Coloque a lâmina, com o esfregaço voltado para cima, para secar em temperatura ambiente, numa superfície forrada com papel seco. 11. Quando as lâminas estiverem completamente secas, fixe o esfregaço. 12. Pegue a lâmina seca, com o esfregaço voltado para cima, e passe-a rapidamente, por 3 vezes, sobre a chama do bico de Bunsen (Aquecimento excessivo pode danificar o bacilo e prejudicar a leitura da lâmina; aquecimento insuficiente pode impedir a fixação). 13. Depois da fixação, os esfregaços ficam aderidos às lâminas e estão prontos para a coloração. Coloração do esfregaço - Método de Ziehl-Neelsen O princípio da coloração do esfregaço pelo método de Ziehl-Neelsen baseia-se na resistência à descoloração da fucsina na parede celular do bacilo, após lavagem com soluções álcool-ácido. Assim, proceder da seguinte maneira: 1. Após a fixação, colocar as lâminas sobre um suporte, com a parte do esfregaço voltada para cima. 2. Cobrir as lâminas na totalidade com fucsina a 0.3%. 3. Aquecer as lâminas lentamente até a emissão de vapor. Aqueça a fucsina do seguinte modo: a) passe a chama lentamente por debaixo das lâminas, até ocorrer a emissão de vapores. Retire a chama imediatamente e marque o tempo de 5 minutos. 123 b) Passe novamente a chama por debaixo das lâminas até a emissão de vapor. Repita esta operação mais uma vez. c) No total, você passa a chama lentamente por debaixo da lâmina até a emissão de vapores, por 3 vezes, no tempo máximo de 5 minutos. 4. Deixar esfriar por 5-7 minutos. 5. Lavar as lâminas com água corrente. 6. Cobrir as lâminas com a solução álcool-ácido a 3% ou ácido sulfúrico a 20%. 7. Deixar atuar durante 2 minutos. 8. Lavar com água corrente e repetir a operação se necessário. Verifique se os esfregaços ficaram descorados. Considera-se descorado o esfregaço que apresentar coloração esbranquiçada ou levemente rosada. 9. Cobrir as lâminas com azul de metileno a 0,3%. 10. Deixar atuar durante 2-3 minutos. 11. Lavar com água corrente e secar ao ar livre. 12. Pingue uma gota de óleo de imersão, próximo ao número e no centro da lâmina. Você vai fazer a leitura em linha reta e no sentido horizontal; no aumento de 1.000X. Como os BAAR podem se apresentar na visualização microscópica? No método Ziehl-Neelsen, além da coloração vermelha, os bacilos podem se apresentar isolados, em grupos ou fragmentados. Veja na Figura 1: 124 • não são encontrados BAAR em 100 campos = relata-se o resultado como negativo; • são encontrados de 1 a 9 BAAR em 100 campos = relata-se apenas a quantidade de BAAR encontrada; • são encontrados de 10 a 99 BAAR, em 100 campos = relata-se o resultado como positivo +; • é encontrada em média de 1 a 10 BAAR por campo, nos primeiros 50 campos observados = relata-se o resultado como positivo ++; • é encontrada em média mais de 10 BAAR por campo, nos primeiros 20 campos observados = relata-se o resultado como positivo +++. Formas de apresentação dos BAAR na visualização microscópica. Quais os critérios para interpretação dos resultados da baciloscopia, padronizados para o método de Ziehl-Neelsen pela Organização Mundial da Saúde? Em amostras de escarro, quando: • não são encontrados BAAR = relata-se o resultado como negativo; • são encontrados BAAR em qualquer quantidade, em 100 campos = relata-se o resultado como positivo. 125 REFERÊNCIAS ABBAS, A. K; LICHTMAN, A. H; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015. DUARTE, A. J. da S. et al. Clínica médica: atuação da clínica médica, sinais e sintomas de natureza sistêmica, medicina preventiva, saúde da mulher, envelhecimento e geriatria, medicina física e reabili tação, medicina laboratorial na prática médica. 2. ed. Barueri: Manole, 2016. DUNCAN, B. B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2013. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_controle_ tuberculo se.pdf. ROITT, I. M. et al. Fundamentos de imunologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_controle_tuberculose.pdf http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_controle_tuberculose.pdf 126 SP 3.3 – “Super Liga” Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Menisco lateral Menisco medial Ligamento cruzado anterior Ligamento cruzado posterior Ligamento colateral fibular Ligamento colateral tibial Ligamento da patela Articulação do joelho (sinovial bicondilar, sinovial gínglimo para alguns autores) https://www.ulife.com.br/inspirali 127 Ligamento colateral medial ou deltoideo: • Ligamento tibiotalar anterior; • Ligamento tibiotalar posterior; • Ligamento tibionavicular; • Ligamento tibiocalcaneo. Ligamento colateral lateral: • Ligamento talofibular anterior; • Ligamento talofibular posterior; • Ligamento calcaneofibular. Articulação talocrural (articulação do tornozelo) (sinovial gínglimo) 128 REFERÊNCIAS JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Biologia celular e molecular. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. GUYTON, A. C; HALL, J. E. Tratado de fisiologia médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. VAN DE GRAAFF, K. M. Anatomia humana. 6. ed. São Paulo: Manole, 2003. 129 Caracterização das principais doenças causadas por exoparasita Medicina Laboratorial ROTEIRO PARA ATIVIDADE NO LABORATÓRIO Reconhecer microscopicamente os principais exoparasitas causadores de doenças, utilizando o laminário próprio para identificação. Observar as características dos principais exoparasitas em microscópio óptico em aumento de 40, 100, 400 e 1000X (imersão). 130 REFERÊNCIAS ROITT, Ivan Maurice et al. Fundamentos de imunologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013. REY, Luís. Bases da parasitologia médica. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. HEUKELBACH, Jörg; OLIVEIRA, Fabíola Araújo Sales de; FELDMEIER, Hermann. Ectoparasitoses e saúde pública no Brasil: desafios para controle. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 19(5):1535-1540, set- out, 2003. 131 SP 3.4 – Comigo... tudo ótimo! Laboratório de Práticas Morfofuncional ROTEIRO PARA ESTUDO Parte superior