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LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
MARIA GLÓRIA DE JESUS NUNES
RONICLEIDE APARECIDA G. CASTRO
ARTE NA ESCOLA:
O ENSINO DE ARTE NO ENSINO FUNDAMENTAL 1
POLO CAMPO VERDE -MT
Ano 2017
LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
MARIA GLÓRIA DE JESUS NUNES
RONICLEIDE APARECIDA G. CASTRO
	
ARTE NA ESCOLA:
O ENSINO DE ARTE NO ENSINO FUNDAMENTAL 1
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Licenciatura em Pedagogia, da Universidade do Estado de Mato Grosso e Universidade Aberta do Brasil, Polo de Campo Verde, como requisito regulamentar obrigatório para obtenção do título de Licenciado em Pedagogia. 
 Orientação do Professor: JAIR PEREIRA DA CRUZ
POLO CAMPO VERDE -MT
Ano- 2017
MARIA GLÓRIA DE JESUS NUNES
RONICLEIDE APARECIDA G. CASTRO
ARTE NA ESCOLA:
O ENSINO DE ARTE NO ENSINO FUNDAMENTAL 1
Monografia APROVADA, apresentada ao Curso de Licenciatura em Pedagogia da UNEMAT/UAB – Polo de Campo Verde, como requisito regulamentar obrigatório para obtenção do grau de Licenciado.
BANCA EXAMINADORA 
 ___________________________________________________
Prof. (a) -Jair Pereira da Cruz- Orientador(a)
 ______________________________________________________
Prof. (a)- Adrimar Maria de Souza - Examinador(a)
 ____________________________________________________________
Prof.(a) XXXXXXXXXXXExaminador (a) 
APROVADO EM:____/_____/_____
ESTADO DE MATO GROSSO 
SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO
PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO
DIRETORIA DE GESTÃO DE EDUCAÇÃO A DISTANCIA
UNIVERSIDADEABERTA DO BRASIL- UAB
RESUMO
Este trabalho apresenta um relato sobre a arte na escola abordando a importância desse ensino na vida do aluno, os desenvolvimento e aproveitamento da arte dentro da sala de aula e na escola, visando a importância da riqueza cultural dando liberdade para que o aluno se expresse artisticamente tendo como objetivo analisar esses desenvolvimentos, suas contribuições e as dificuldades encontrados para a transmissão de conhecimento e formação de professores para transformar a vida das crianças em seus aspectos pessoais e sociais incluindo as artes visuais, a dança, a música e o teatro de forma interdisciplinar. Utilizando o método de pesquisa de campo e bibliográfica através de observação e questionário com professores e coordenador de uma instituição escolar buscando ideias para fundamentar a expressão de pesquisa com alguns principais autores como: Barbosa(1975), Romanelli (1997), e Brasil (2002).Finaliza apontando opiniões e desabafos dos educadores sobre as dificuldades encontradas para ministrar uma boa aula de artes conforme merecem os educando.
Palavras Chaves: Artes. Professor. Aluno
ABSTRACT
This work presents an account of the art in the school addressing the importance of this teaching in the life of the student, the development and use of art in the classroom and at school, aiming at the importance of cultural wealth giving freedom for the student to express himself artistically with the objective of analyzing these developments, their contributions and the difficulties encountered in the transmission of knowledge and training of teachers to transform the lives of children in their personal and social aspects including the visual arts, dance, music and theater in an interdisciplinary way .Using the method of field and bibliographic research through observation and questionnaire with teachers and coordinator of a school institution seeking ideas to base the expression of research with some main authors such as Barbosa (1975), Romanelli (1997), and Brazil (2002)It ends by pointing out the opinions and opinions of educators about the difficulties encountered in teaching a good art class as the students deserve.
Keywords: Arts, Teacher, Student.
SUMÁRIO
CAPÍTULO I
1. INTRODUÇÃO....................................................................................................................06
CAPÍTULO II
2. ENSINO DE ARTE NA ESCOLA: TEORIA E PRÁTICA............................................09
2.1 ARTE: História, legislação e currículo escolar.................................................................09
2.2 A importância da formação do professor de artes...........................................................11
2.3 O papel do professor de artes na escola e sua visão sobre a disciplina...........................13
2.4 A interdisciplinaridade na escola: O diálogo entre a disciplina de artes e outros componentes curriculares...................................................................................................14
2.5 As modalidades artísticas na escola...................................................................................15
2.5.1 Artes visuais.........................................................................................................................16
2.5.2 Dança....................................................................................................................................17
2.5.3 Música...................................................................................................................................17
2.5.4 Teatro....................................................................................................................................18
2.6 Análise de dados coletados: A escola e a Disciplina de artes na contemporaneidade..............................................................................................................18
2.6.1 Formação do professor de artes.........................................................................................19
2.6.2 A importância da arte na escola.........................................................................................20
2.6.3 A interdisciplinaridade nos planos de aula.......................................................................21
2.6.4 As modalidades da arte trabalhada na escola, e a que mais se destaca..........................21
2.6.5 O gosto dos alunos pela disciplina de arte.........................................................................22
2.6.6 Atividade de arte que os alunos mais gostam....................................................................23
Considerações finais............................................................................................................24
Referencias...........................................................................................................................25
Apêndice...............................................................................................................................26
CAPÍTULO I
1. INTRODUÇÃO
Arte é uma disciplina de grande importância no desenvolvimento pessoal e social dos alunos, porque chama a atenção, desperta curiosidade e interesse por ter o lúdico como uma de suas ferramentas, despertando o lado artístico da criança que pode ser melhor aproveitado no ensino fundamental. A riqueza encontrada em arte pode ser definida de várias formas, mas o seu significado é de importante elemento cultural que serve para atender as demandas da escola e do aluno.
Com isso, uma escola que inclui arte no currículo, e a desenvolve de forma a atender seus objetivos, abre um campo diferenciado de conhecimento que instiga a imaginação do aluno se transformando em leitor crítico e inteligente, que apresenta diversas formas de manifestação cultural, dando sentido às aprendizagens, porque permite que a identidade de cada estudante dialogue, simbolicamente, com as imagens que desfruta, com a música que escuta com os espetáculos a que assiste e com as informações as quais tem acesso através da produção artística, da sociedade, dos diversos povos e culturas, tempos e lugares.
Herbert Read (1956, p.18) afirma que “a arte deve ser a base para a educação e a criação artística deve ser pensada por meio de método, pois são fenômenos de auto revelação, ideais para revelar ao homem sua personalidade”.A pesquisa arte na escola será realizada na Escola Estadual Jupiara, município de Campo Verde, buscando responder à questão problema: qual a importância dada a disciplina de arte, por professores e alunos da referida escola? Como a disciplina é trabalhada na prática da sala de aula nessa instituição?
Este trabalho se justifica diante do impasse que se instaura nas escolas em relação a disciplina, enquanto currículo escolar, ou seja, na prática de sala de aula. A realização das ações do componente curricular na maioria dos casos fica aquém das possibilidades que podem ser realizadas para desenvolver as habilidades e competências estabelecidas para primeira etapa do Ensino Fundamental.
Com isso, sabemos que a escola é um espaço fértil para potencializar a capacidade artística de seus alunos, no entanto, a mesma precisa manter o foco nesse aspecto e preparar seus educadores para transformar seu espaço de ensino num processo de aprendizagem significativo, dando liberdade para que o aluno se expresse artisticamente. Assim, a instituição contempla o 
aproveitamento do tempo destinado as aulas de arte e o desenvolvimento nas diversas das capacidades da criança, observando como é feito esse desenvolvimento dentro da sala de aula.
Nesta perspectiva, a disciplina de arte na escola de ensino fundamental tem como objetivo analisar o desenvolvimento e a importância das atividades artísticas; pesquisar sobre a sua contribuição, no dia-dia da criança na visão do professor; descobrir as dificuldades encontradas bem como a sua contribuição para a transmissão de conhecimentos e para a formação dos professores, a fim de auxiliá-los, teoricamente, no desenvolvimento de projetos voltados para a utilização da arte na sala de aula. Não podemos esquecer que essa disciplina quando bem desenvolvida pode transformar a vida das crianças tanto no aspecto pessoal quanto social.
Neste sentido, a experimentação, criação e reflexão sobre a arte são intrínsecas à educação escolar e a escola é uma excelente oportunidade de acesso ao desenvolvimento das competências e habilidades relacionadas ao conteúdo da arte. É importante lembrar que a arte na escola não é uma área de conhecimento isolada dos demais componentes do currículo escolar, seus conteúdos, artes visuais, dança, música, teatro, etc. devem ser articulados com outros componentes curriculares de forma interdisciplinar, deixando claro, que este conteúdo é tão importante como aqueles estudados nas demais áreas do conhecimento.
Enquanto métodos utilizamos pesquisa de campo e bibliográfica. Na pesquisa de campo, através de observação e questionários, ouviu-se os professores e alunos da Escola Estadual Jupiara. Enquanto que na bibliográfica, buscou-se idéias para fundamentar a expressão demarcada pelos sujeitos da pesquisa, assim como para que as pesquisadoras pudessem compreender o problema, e buscar respostas, as inquietações encontradas no decorrer da pesquisa. Os principais autores utilizados nessa pesquisa são: Barbosa, (1975), Brandão, (2010), Romanelli,(1997), Proença,(2000), Ostower,(1990) e Brasil,(2002). Para análise dos dados coletados, através de questionários e observações dos principais atores que vivenciam o processo de ensino e aprendizagem no âmbito do espaço pesquisado, adota-se a abordagem qualitativa, por acreditar que pesquisa social, a mesma, seja mais adequada. Pois, procuramos compreender o fenômeno a partir de todas as suas complexidades, sejam elas, objetivas ou subjetivas.
O trabalho está organizado em dois capítulos, sendo: capítulo I, composto pela introdução, situação problema, objetivos e metodologias buscando delinear os aspectos de organização, planejamento e realização da pesquisa, deixando clara a relevância da mesma e justificando o interesse pelo tema.
Enquanto isso, no capítulo II, o leitor encontrará o desenvolvimento da pesquisa que discorrerá sobre, a importância da arte e a formação do professor; A visão e o papel do profissional da educação, no desenvolvimento das modalidades artísticas na escola Jupiara; Assim como a interdisciplinaridade, entre artes e outros componentes curriculares. Nesse capítulo, também será feito a análise dos dados da pesquisa. Em seguida, as considerações finais deste trabalho, onde serão relatados as observações gerais e os resultados da investigação, articulando o conhecimento adquirido através do trabalho, e trazendo presente o alcance dos objetivos propostos, assim como o problema que direcionou a investigação, confrontando a relação entre teoria e prática.
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CAPÍTULO II
1. ENSINO DE ARTE NA ESCOLA: TEORIA E PRÁTICA.
2.1-ARTE: História, Legislação e Currículo Escolar.
A história da arte inicia-se junto com a história da humanidade quando o homem passou a se entender através de sinais artísticos com rabiscos, sinais, símbolos, desenhos e outros mais quando ele expressava seu desejo e sua intenção nas rochas e cavernas com pinturas de animais, esculturas em madeiras, ossos e pedras onde também representava suas emoções, beleza, harmonia, revolta e tristezas. Desde a pré-história o homem já produzia arte, porém, pelo fato de só termos registros a partir do surgimento da escrita, e muitos foram desconsiderados em suas produções artísticas e que só foram reveladas mais tarde através de descobertas arqueológicas. Segundo Barbosa (2002, p.30), “o ensino de arte concentra-se no desenho como linguagem da técnica e da ciência, valorizadas como meio de redenção do país e da classe obreira, que engrossara suas fileiras como recém-libertos”.
A palavra arte teve diversos significados durante a história e com o surgimento do renascimento, a arte foi dividida em categorias usadas até hoje como a pintura, literatura, música, escultura e outros. Segundo Barbosa (1975 p. 44), “a nossa primeira grande renovação metodológica no campo da arte-educação se deve ao movimento da arte moderna de 1.922”. Essa história pode ser definida como o conjunto de conhecimentos que se referem às atividades desenvolvidas pelo homem em propósitos estéticos desde os primórdios de sua existência.
Só a partir do século XIX é que a palavra arte passou a significar exclusivamente estética e as belas artes passam mais ênfase a nível educacional sendo um ato criativo que vem surgindo de acordo com os anseios históricos pelos quais passam cada sociedade dentro dos principais períodos da humanidade correspondendo a diferentes momentos históricos.
No Brasil, a arte inicia-se com os padres jesuítas em processos informais pelas oficinas de artesões usadas como técnicas pedagógicas para a catequese dos povos indígenas e com a presença da família imperial portuguesa no Brasil e inicia-se o ensino formal das artes com a implantação da academia imperial de belas artes.
E é também a partir do século XIX que inicia-se a formação do profissional em artes através de instituições de ensino marcando a arte em várias tendências pedagógicas do ensino no Brasil como a pedagogia tradicional, pedagogia escola nova e a pedagogia tecnicista. Na escola tradicional, a arte era valorizada as habilidades manuais destinadas à qualificação para o mercado de trabalho, tendo o desenho como o principal conteúdo a ser estudado. A partir de 1.930 foi difundida no Brasil a escola nova e as atividades eram voltadas para o desenvolvimento natural da criança em que o aluno passa a ser responsável pela busca do seu próprio conhecimento através de experimentos vendo a arte como um espaço onde tudo era permitido. E entre os anos de 1.960 a 1.970 surge a pedagogia tecnicista, época da ditadura militar onde a arte passa a ser centrada no mercado de trabalho para a formação de mão de obra barata destinada a um mercado tecnológico em expansão.
Desde 1.971, a disciplina educação artística torna-se parte dos currículos escolares pela lei 5.692, mas foram cometidos muitos equívocos com a disciplina pelos professores, diretores e coordenadores que enxergavam o ensino da arte desnecessário e era usada como momento de lazer deixando os alunos livres do rigor da disciplina. Com a lei dediretrizes e bases de 1.971 (5692/71), foi instituída a educação artística e a arte entrou para o currículo obrigatório no ensino fundamental. Segundo Brandão (2010 p. 77), “o ensino de artes constituirá componente obrigatório, nos diversos níveis de educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos”.
Em 1.973, foram criados os primeiros cursos de licenciatura em educação artística com uma formação mínima de apenas dois anos e a partir dos anos 80, iniciou-se o movimento arte educação que permitiu a ampliação das discussões sobre a valorização e o aprimoramento do professor, que reconhecia seu isolamento dentro da escola e a insuficiência de conhecimentos e competências na área, com o intuito de rever e propor novos rumos ao ensino de arte começando a ser assumido pela sociedade civil na lei de diretrizes e bases nacional (LDB- lei 9.394 de 20 de Dezembro de 1.996) com uma nova concepção na qual com a LDB de 1.996, é extinta a educação artística e entra em campo a disciplina arte e reconhecida oficialmente como área de conhecimento. Mas Romanelli (1997 p. 181), afirma que.
Na prática, as escolas compondo o seu currículo de acordo com os recursos materiais e humanos que já dispunham, ou seja, continuaram mantendo o mesmo currículo de artes, apesar de considerarem que a possibilidade de os estados e os estabelecimentos anexarem disciplinas optativas ao currículo mínimo ter sido um avanço em matéria de educação, tendo em vista que, as mudanças na educação em relação a arte são importantes para o desenvolvimento da educação em sala de aula melhorando a compreensão do aluno sobre arte em geral e as linguagens artísticas ampliando seu repertório cultural.
Os parâmetros curriculares nacionais sugerem que a arte seja dividida em música, artes visuais, dança e teatro, deixando claro aos professores das séries iniciais que não tenham a formação específica na área, não faz a diferença dos conteúdos por ciclo ou série cabendo-os a promover uma variação nas modalidades artísticas que serão trabalhadas.
2.2 -A importância da formação do professor de artes.
A arte é um aspecto cultural e curioso no seu desenvolvimento envolvendo expressão e criatividade do ser humano buscando professores com capacidades para a preparação desta disciplina. Nas décadas de 1.950, esse processo de formação já acontecia de forma sutil nas conhecidas escolinhas de arte através do MEA (Movimento das Escolas de Artes). Já na década de 1.960, surge o CIAE (Curso Intensivo de Arte na Educação) para contribuir com a formação do professor de arte conduzido pela professora Noêmia de Araújo Varela. Para Cruz (1983 p.2), “A escolinha de arte foi a célula manter a educação brasileira e que os educadores lá formados contribuíram para criar o clima propício para a obrigatoriedade do ensino de artes nas escolas fundamentais”.
Outra formação de professores ocorreu em 1.980 em Campos do Jordão em São Paulo, já tendo como coordenadora a professora Anna Mae Tavares Bastos Barbosa em parceria com instituições culturais do estado e vários municípios e a formação dos professores de arte assume uma função não só técnica mas também política como condição indispensável ao exercício da profissão, sendo assim, a solução encontrada pelo governo foi abrir emergencialmente cursos de licenciatura em educação artística com curta duração de apenas dois anos e tinha o currículo generalizado de todas as modalidades artísticas que era considerada como atividade educativa e não disciplina, ocorrendo muitos conflitos em relação à formação do professor e divergências na relação teoria e prática e o mesmo era obrigado a atuar em todas as modalidades artísticas independente da formação.
A lei de diretrizes e bases da educação nacional nº 9394/96 passou a exigir o estágio supervisionado nos cursos de formação de professores onde oferece a oportunidade de integrar os discentes com a área em que vão atuar, porque a alfabetização não acontece só apenas com as letras, mas sim, juntando também com a arte cultural, social e estética facilitando o desenvolvimento psicomotor do aluno visando que essa formação para o professor de arte é importante para que ele tenha o conhecimento estético, cultural e artístico da humanidade, unindo o fazer e o refletir, o pensar e o que faz tornando suas aulas mais significativas pois segundo Ostrower (1990 p.223), “É na formação do ser sensível e através do ensino das linguagens expressivas que é oferecido aos alunos a possibilidade de descobrirem seu próprio potencial”.
A importância da formação do professor de arte está no fato de que é na sua relação com os alunos que se evidenciará o conceito que ele tem de arte na construção de um processo contínuo da sua atuação na prática para que possam realizar um trabalho de qualidade com as crianças, o professor de arte precisa estar em constante reciclagem teórica e metodológica, numa busca pelo aprimoramento da prática pedagógica. Dias (1999 p.179).
Comenta que “os encontros realizados na própria instituição, sem previsto também, visitas a museus, galerias de arte, ateliês e passeios pela cidade”. Assim ele pode se construir culturalmente para uma atuação que integre, no seu cotidiano com os alunos, um envolvimento maior com o patrimônio cultural.
É comum nos primeiros anos do ensino fundamental ouvir dos docentes reclamações sobre o ensino de arte, pois os professores dessas turmas não têm uma formação específica para ministrarem a disciplina. Na pedagogia, estudam apenas conceitos básicos que ficam muito mais compenetrados na história, quando na verdade deveriam focar na didática. Sentimos que falta aos educadores aprenderem como ensinar arte na escola. Alguns deles sentem-se impotentes diante do conteúdo, sem saber como trabalhá-los. No entanto, diante deste problema a aula de arte na maioria das vezes se configura em pinturas de desenhos impressos.
Na escola estadual Jupiara professores e coordenadores demonstram preocupações com essa finalidade no desenvolvimento das aulas de arte nas séries iniciais do ensino fundamental. Do 1º ao 5º ano, as aulas de arte são de responsabilidades do professor uni docente, assim, os pedagogos se responsabilizam pelas aulas de arte sem ter uma formação adequada para ensinar o conteúdo. Os docentes com formação em arte atuam a partir do 6º ano. Esta forma de organização curricular ao nosso ver, compromete os objetivos da disciplina, dado a sua importância na formação do indivíduo.
Apesar de terem tido uma formação global, professores e pedagogos, às vezes não conseguem desenvolver a aula arte de acordo com o que se espera, por falta de condições técnicas e também de recursos pedagógicos adequados. Uma boa aula de arte deve compreender prática cultural, social e estética como merecem os alunos da escola.
Nesta perspectiva, mudar a forma de organização curricular seria uma idéia relevante, porém consideramos difícil de ser levada em consideração frente ao contexto político do qual vivenciamos neste país. No entanto, uma saída proficiente, seria incorporar a formação uni docente disciplinas voltadas para o ensino de arte, porém com uma carga horária maior, possibilitando um conhecimento maior os professores sobre essa demanda educacional. Desta maneira se potencializava as condições pedagógicas dos docentes ao mesmo tempo em que se garante melhor qualidade no ensino, uma vez que é direito do aluno e dever do professor expressar essa qualidade. Segundo Minueto (2008 p.21) “O Professor é o eixo principal. Ele tem em suas mãos a possibilidade ações. Ele não pode tudo, mas pode muito”.
Neste sentido, fazer e conhecer arte como instrumento da prática pedagógica desenvolve potencialidade contribuindo para a consciência do seu lugar no mundo para a compreensão de conteúdos das outras áreas do currículo, com as mudanças que têm ocorrido no contexto social e escolar, o perfil das escolas e do aluno tem sofrido mudanças e se não as acompanharem, as escolas não será capaz de oferecer um ensino de qualidade aos seus alunos. E, para lidar com essasnovas realidades, os professores devem estar preparados e engajados em encontrar alternativas em busca da melhoria de sua prática docente e assim contribuir de forma mais significativa com o desenvolvimento de seus alunos.
2.3 - O papel do professor de artes na escola e sua visão sobre a disciplina.
Conforme a determinação da LDB 9394/96, a disciplina de artes passa a ser obrigatória nas escolas promovendo o desenvolvimento de competências habilidades e conhecimentos necessários a diversas áreas de estudos e sua apreciação pode ser cultivada por intermédio de oportunidades educativas.
Quem conhece arte amplia sua participação como cidadão no meio cultural cabendo a escola garantir a educação em arte para que seu estudo não fique reduzido apenas à experiência cotidiana e para um bom desenvolvimento, as instituições precisa de professores com capacidades para exercer a formação do aluno com grande responsabilidade de construir nos mesmos a representação de consciência de si como capaz de aprender.
No Brasil, Ana Mae Barbosa em 1.987 formulou a metodologia de a proposta triangular, ela mostrou que o professor deveria usar o seguinte tripé em classe: o fazer artístico, a história da arte e a leitura de obras, pois o educador de arte deve estimular a prática, o conhecimento teórico e a leitura da ora de arte encarando desafios que remetem a uma profunda reflexão do que é o universo do conhecimento, seus significados e seus sentidos. É importante que o professor trabalhe a proposta triangular de Ana Mae Barbosa (1.987), e que planeje os momentos de fazer artístico, pois muitas vezes uma aula pode não ser o suficiente. Outro aspecto importante é a necessidade de manter uma postura atenta para motivar os alunos e, principalmente, no momento do fazer, acompanhá-los de perto, esclarecendo dúvidas e dando precisão aos conceitos e técnicas desenvolvidas, pois segundo Fusari (2001 p. 53), “O professor é um dos responsáveis pelo sucesso desse processo transformador, ao ajudar os alunos a melhorarem suas sensibilidades e saberes práticos e teóricos”.
Cabe ao professor incorporar elementos de significação peculiares ao meio em que os alunos estão inseridos e, assim, promover ações que motivem a permanência dos alunos na escola. O professor precisa ser um ser pensante e de ação, através da reflexão e da ação ele deve ser capaz de estabelecer ligações entre os conteúdos a serem transmitidos e as demandas necessárias do processo educativo pelo qual passam seus alunos.
O professor de arte constrói e transforma seu trabalho na suas praxes cotidianas, na síntese entre a ação e a reflexão. É nesse sentido que precisa saber arte e saber ser professor de arte, saber os conteúdos e os procedimentos para que o aluno deles se aproprie. (FERRAZ e FUSARI, 1992 p. 41).
Dessa forma, o professor é responsável por criar ligações entre todas as fontes porque cabe ao professor a partir de uma mesma base de conteúdos didáticos e práticos de ensino, dinamizá-las segundo o perfil de cada turma em particular por isso é necessário que o professor conheça o perfil das turmas, compreendendo que não se pode exigir de todas elas respostas iguais, embora deva garantir, na multiplicidade de respostas, igual qualidade e densidade. O professor deve estar sensibilizado para entrar no contexto e na magia que a arte pode oferecer e não utilizar amarras estéticas, embora com técnicas corretas ele terá que encontrar saídas por si mesmo, buscar recursos, propor desafios para ampliar a experiência e abrir espaço para pensar.
Uma questão a ser considerada é que a escola e os artes-educadoras em especial devem se preocupar com as maneiras como os educando interpretam não só a obras dos artistas, mas também as imagens e as produções de diversas linguagens que manifestam o cotidiano de campanhas publicitárias, produzidas majoritariamente para atender os interesses comerciais preparando os alunos para que consigam ler as imagens da cultura visual estabelecendo relações entre o que é observado em uma orientação que visa a melhoria das condições humana, em uma perspectiva de promoção de direitos na esfera das culturas, sem barreiras de classe social, sexo, raça, religião e origem geográfica.
2.4- A interdisciplinaridade na escola: O diálogo entre a disciplina de artes e outros componentes curriculares.
	
A interdisciplinaridade utiliza conhecimentos de várias disciplinas para a compreensão e integração de saberes podendo ser entendida como um movimento de interação no processo de ensino e aprendizagem. E a arte é uma disciplina altamente complexa e amplamente integradora para limitar-se as abordagens fechadas. Deste modo é importante que o arte/educador mantenha uma postura interdisciplinar no ato de ensinar, pois “a arte tem conteúdos, assim como todas as outras disciplinas, e esse conteúdo deve ser respeitado e estimulado tanto quanto os outros”. (In: Barbosa, p.109-110).
Assim, a contextualização entre a arte e as outras áreas de conhecimento pode ser bastante significativa se bem elaborada buscando a aprendizagem global do aluno e o professor é o profissional que deve construir o conhecimento tendo a pesquisa como prática educativa, correndo atrás da renovação e atualização para fazê-lo com competência visando a arte como parte integrante real e enriquecedora da interdisciplinaridade da escola podendo funcionar de forma ampla, acrescentando informações e aumentando o conhecimento do aluno
A interdisciplinaridade supõe um eixo integrador, que pode ser o objeto de conhecimento, um projeto de investigação, um plano de intervenção. Segundo Brasil (2002 p. 88-89) “Ela deve partir da necessidade sentida pelas escolas, professores e alunos de explicar, compreender, intervir, mudar, prever algo que desafia uma disciplina isolada e atrai a atenção de mais de um olhar, talvez vários”.
Como já sabemos que a arte é uma área do conhecimento e patrimônio histórico e cultural da humanidade. E, no ensino fundamental, o componente curricular está centrado em algumas de suas linguagens como: dança, música, artes visuais e teatro contribuindo para a interação crítica dos alunos com a complexidade do mundo porque compreendem a produção artística como objeto poético relacionado aos indivíduos, à sociedade e as peculiaridades da vida humana.
O trabalho interdisciplinar preserva a natureza dos conteúdos relativos a cada uma das disciplinas articuladas nos projetos que contêm mais de uma disciplina ou linguagem de arte e não deixa perder sua importância em relação aos conteúdos das demais disciplinas inter-relacionadas nos projetos. O ensino e a aprendizagem de todas as disciplinas se beneficiam das aprendizagens artísticas porque elas promovem a formação cultural, ético, político e histórico com a vida de diferentes tempos, povos e lugares.
2.5 - As modalidades artísticas na escola.
A arte tem um poder expressivo de representar ideias através de linguagens particulares fazendo com que o ser humano possa conhecer um pouco da sua história e o significado de novas formas de utilizá-la, sempre se aprimorando no decorrer dos anos.
O teatro, as artes visuais e a dança foram incorporadas ao currículo do ensino básico brasileiro e nas últimas décadas, essa situação vem mudando nas escolas brasileiras, hoje a tendência que guia a área é a chamada sociointeracionista, que prega a mistura de produção, reflexão e apreciação de obras artísticas. Com o surgimento do movimento da escola nova, ideias modernizadas começaram a influenciar as aulas de arte com a proposta de romper totalmente com a maneira anterior de trabalhar onde o aluno passa a ser responsável pela busca do seu próprio conhecimento através de experimentos. No entanto,
O ensino de arte abrange quatro linguagens: dança, teatro, música e artes visuais. Cada um possui seu objeto de estudo e seus elementos caracterizadores que devem ser compreendidos e explorados no trabalho com os alunos. Proença (2000, p.19).
2.5.1-Arte visual.
Caracteriza-se pelo contato com imagens, cores e luzes gerando na educação a necessidadepara saber ver e perceber as formas tradicionais como: pintura, escultura, desenho, gravura, arquitetura, objetos, cerâmica, cestaria, entalhe, desenho, moda e outros. No mundo contemporâneo as linguagens visuais ampliam-se fazendo novas combinações e criam novas modalidades como multimídia, a performance, o videoclipe e o museu virtual são alguns exemplo que a imagem integra-se ao texto, o som e o espaço.
Segundo Brasil (2006 p.33) Toda as crianças têm condições de se expressar através das linguagens visuais: cada uma do seu jeito, com seu ritmo, deixando suas próprias marcas e, por isso, devem ter suas produções artísticas respeitadas e valorizadas.
Portanto a escola deve colaborar para que os alunos passem por um conjunto amplo de experiências de aprender a criar, articulando percepção, imaginação, sensibilidade, conhecimento e produção artística pessoal e grupal.
O desenvolvimento do aluno nas linguagens visuais requer aprendizagem técnicas, procedimentos e informações sobre história da arte que sobre tais aprendizagens ele construirá suas próprias representações ou ideias. A arte visual está também relacionada com a beleza estética e a criatividade do ser humano, capaz de criar manifestações ou obras agradáveis aos olhos.
2.5.2- Dança
A dança veio despertando curiosidade ao homem primitivo quando começaram a perceber que batendo os pés no chão conseguiam formar sons e ritmos e aos poucos foram dando mais intensidades a esses sons combinados com as palmas em acontecimentos rituais religiosos para fazer agradecimentos ou pedidos aos deuses.
No século XVI, surgiram os primeiros registros das danças em que cada localidade apresentava suas próprias características. No século XIX surgiram as danças feitas em pares que no princípio não foram aceitos pelos mais conservadores até que no século XX surgiu o rock’nroll, que revolucionou o estilo musical e os ritmos das danças. E assim como a mistura dos povos foram acontecendo, aos aspectos culturais foram se difundindo. A dança é a arte de mexer o corpo através de movimentos e ritmos criando uma harmonia própria e a escola torna-se encarregada de instrumentalizar e construir o conhecimento em dança com os alunos e com orientações didáticas que estejam comprometidos com a realidade sociocultural brasileira e com valores éticos e morais que permitam a construção de uma cidadania plena e satisfatória.
A dança é também uma fonte de comunicação e de criação informada nas culturas. Como atividade lúdica a dança permite a espontaneidade. Contribui também para o desenvolvimento da criança no que se refere à consciência e à construção de sua imagem corporal, aspectos que são fundamentais para seu crescimento individual e sua consciência social. Brasil, (1997 p. 58).
Mas a dança na escola é considerada apenas como expressão para festas e comemorações, no entanto a dança deve ser entendida como manifestação artística, expressão e linguagem corporal, ritmo, movimento, folclore e muitas outras expressões de forma educacional reconhecida em termos curriculares buscando seu reconhecimento nas práticas educativas pelos professores.
2.5.3 -Música.
A música pode ser entendida como a intenção de organizar materiais sonoros como: melodia, ritmo, harmonia, ruído, entre outros materiais sonoros que existem. Esse material pode ser organizado em uma única vez ou combinado de diversas maneiras encontrado no núcleo de todas as culturas e cada uma explora de todos particulares. A música passou a ter significativa em sala de aula no final do século XX quando foi utilizada para o tratamento de distúrbio da mente. E, no dia 18 de Agosto de 2008 foi sancionada a lei nº 11.769 que determina a inserção da música como um conteúdo obrigatório em toda educação básica integrado no ensino de artes tornando um elemento essencial que faz organizar, socializar e integrar com outras linguagens tirando o medo e a timidez.
Martins (1.985 p.47) afirma que “educar musicalmente é propiciar a criança uma compreensão progressiva da linguagem musical, através de experimentos e convivência orientada”.
A educação musical estimula na criança enorme satisfação, uma vez que está envolvida de caráter lúdico e desafiador, e a comunicação da criança é feita por meio do corpo e ao cantar ele se torna o seu instrumento facilitando a linguagem gestual e habilidade motora.
2.5.4–Teatro
O teatro promove oportunidades para que o aluno conheça, observe, confronte diferentes culturas em diferentes momentos históricos ao narrar fatos e representar por meio de ação dramática favorecendo possibilidades de compartilhar descobertas, ideias, sentimentos e atitudes desenvolvendo a socialização.
Na concepção de Read (1.976 p. 29) “O teatro é muito importante para a criança como: projetar criaturas conscientes, sem inibições, para atividade social em qualquer idade ou nível escolar”.
A experiência do teatro na escola amplia a capacidade de dialogar o palco e a platéia por meio de gestos e atitudes que passou a ter relevância através das transformações educacionais do século XX defendendo que a escola é sem dúvida, um meio muito importante para a formação social do sujeito e o teatro proporciona valiosas contribuições ajudando a promover essa socialização do indivíduo com a união e trabalho em equipe.
Nesse sentido a prática teatral estimula trabalhos em grupos em uma criação cênica onde os integrantes são levados a perceber que um precisa do outro para realizar a função, dessa forma a vivência teatral na escola ajuda a estabelecer um diálogo com a realidade de vida dos alunos e com a cultura.
2.6–Análise dos dados coletados: A escola e a Disciplina de Arte na contemporaneidade
Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram a aplicação de questionário e a observação da aula de artes. Esses instrumentos foram de extrema relevância para compreensão prática do tema que abordamos na pesquisa.
A investigação foi feita na Escola Estadual Jupiara, que se localiza no município de Campo Verde/MT, que atende o ensino fundamental e educação de jovens e adultos (EJA) atendendo a 850 alunos ao todo, 37 professores, 04 técnicos administrativos, 13 apoios administrativos entre merendeiras, auxiliar de limpeza e vigilante. A escola conta com 55 funcionários dentre eles efetivos e contratados temporários.
O prédio é amplo, com iluminação, saneamento e higiene contando com 11 salas de aula, sala para coordenação, direção, secretaria, cozinha, biblioteca, sala de informática e quadra de esportes, e os banheiros são distribuídos: masculino e feminino para os alunos quando estão em sala de aula e há também na quadra de esportes (masculino e feminino), tendo também banheiro dentro da sala dos professores.
Seis pessoas contribuíram respondendo ao questionário elaborado pelas pesquisadoras, sendo 5 professores que atuam do 1º ao 5º ano do ensino fundamental e uma coordenadora. Todas as docentes referidas e também a coordenadora pedagógica da escola são licenciadas em pedagogia e tem entre 08 a 23 anos de atuação profissional.
2.6.1- Formação do professor de arte.
	Professor 1: muito importante porque a arte é uma disciplina fundamental na vida do aluno e o 
Professor precisa estar bem preparado para transmitir bons conhecimentos na sala de aula.
	Professor 2: A formação de arte para os professores deveria ter um pouco mais de atenção dentro das leis e programarem educadores de arte também para os anos iniciais.
	Professor 3: O governo poderia projetar cursos para preparar os pedagogos para terem mais conhecimentos sobre a arte, assim facilitaria mais no planejamento elaborado.
	Professor 4: É muito importante para o aluno a transmissão de conhecimento que o professor passa para ele, e se esse professor não está totalmente preparado, pode acontecer de haver um fracasso na aprendizagem da criança e como a arte é uma disciplina que abrange muitos conhecimentos, seria necessário e com urgência a formação de professores para melhor desenvolvimento do aluno e da escola.
	Professor 5: A formação do professor faz a diferença, a visão,o conhecimento, a transmissão e o desenvolvimento se torna de grande qualidade quando se entende do que está trabalhando.
Elaborado pelas autoras com base nos questionários aplicados
Essa formação para os professores de arte traz então conhecimentos, preparação e valorização do professor tornando-o um bom administrador na aprendizagem do aluno. Como o professor tem o dever de ensinar, os alunos também têm o direito de aprender e serem respeitados. Isso inclui ter acesso a bons professores em sua formação escolar. Pois “educar exige fina sensibilidade para lidar com o tempo humano. Saber o que ensinar e que tempos. Saber também o que aprender e em que tempos.” (Arroyo, 2004, p. 213).
Todos os professores da pesquisa têm consciência de que a formação é um processo fundamental para execução de boas práticas de ensino, isso, fica claro em suas respostas. Eles apontam a formação como um elemento muito importante, que deveria ter mais atenção por parte dos governantes. Os professores pedagogos reclamam a deformidade em sua formação, quanto ao ensino de arte, os que se vê, no curso de pedagogia sobre essa questão é insuficiente para uma prática diante da dimensão exigida pelo currículo escolar. Veja o que diz a coordenadora pedagógica sobre essa formação.
A formação do professor de arte se faz na importância do conhecimento da disciplina e na valorização do professor dando a ele oportunidade de se qualificar e poder transmitir algo com segurança. (Questionário respondido em maio de 2017).E é com uma boa formação que professores saberão como resolver os conflitos em sala de aula, administrarão a aprendizagem de competências e habilidades previstas para o ano/fase em que as crianças se concentram.
2.6.2- A importância da arte na escola
	Professor 1: É muito importante, porque a arte busca interesse para o aluno em desenvolver as atividades.
	Professor 2: Percebe-se uma diferença muito grande no comportamento das crianças.
	Professor 3: Os alunos se interagem uns com os outros e a timidez é esquecida de lado.
	Professor 4 e 5: nota-se uma evolução nos alunos.
	Coordenadora: A arte ajuda a desenvolver todos os trabalhos e os conhecimentos de si mesma.
Elaborado pelas autoras com base nos questionários aplicados
Nota-se que a arte é muito importante na escola pelos bons resultados desenvolvidos nos alunos. Segundo Cardoso (1997, p.53),” a arte na educação, da espaço ao desenvolvimento artístico: a sensibilidade, a reflexão, a percepção e a imaginação do aluno”. Ou seja, a arte abre caminhos para uma descoberta do aluno, onde ele pode se destacar no seu lado artístico passando a reconhecer seus talentos para o futuro.
2.6.3- A interdisciplinaridade nos planos de aula
	Professor 1: A interdisciplinaridade ajuda em todos os sentidos no desenvolvimento das atividades.
	Professor 2: busca trabalhar em todas as áreas como: português, história, matemática e outros envolvendo produções, poema/poesia, colagens, pinturas e sempre envolvendo algo que chame a atenção do aluno.
	Professor 3: Está sempre trabalhando a interdisciplinaridade em todos os conteúdos chamando a atenção dos alunos para eles vêem de forma lúdica.
	Professor 4: com a interdisciplinaridade é que se consegue ver um bom desenvolvimento nas atividades vendo motivação nos alunos
	Professor 5: A interdisciplinaridade é bem vinda no meu plano de aula porque vejo bons resultados com os alunos.
	Coordenadora: Não faço plano de aula mas, nas reuniões pedagógicas, tento ajudar o máximo no que precisarem apoiando os professores com ideias quanto a interdisciplinaridade nos conteúdos dado em sala de aula. Observo elogios e comentários das professoras onde me motiva ainda mais a acreditar que a presença da arte em todas as matérias é fundamental em todos os planejamentos pedagógicos.
Elaborado pelas autoras com base nos questionários aplicados
Interdisciplinaridade torna a aula mais interessante, despertando interesse no aluno e de forma lúdica a criança acaba gostando também das outras disciplinas, ao vê-las como fonte de aprendizagem tendo atitudes próprias para aprender mais no que é oferecido. Segundo o PCN (1997, p.28)
“A integração da arte nas outras disciplinas favorece muito no aprendizado do aluno, pois busca o interesse e até mesmo a curiosidade para ter novos conhecimentos, já que não é cansativa a forma de estudar para melhor aprender.”
2.6.4- As modalidades da arte trabalhada na escola, e a que mais se destaca
	Professor 1: procura trabalhar a arte em todas as suas linguagens como o que se pede. Mas, em escola pública com poucas verbas oferecidas pelo governo, dificulta muito
	Professor 2: Não consegue trabalhar da maneira que os alunos merecem para um bom desenvolvimento artístico, porque não se desenvolve uma boa aula com materiais incompletos, pouco conhecimento do professor e tempo insuficiente para ministrar projetos que ajudaria muito na preparação e desenvolvimento do lado artístico do aluno.
	Professor 3: Não é fácil, porque o papel do professor não é só dar conteúdos na teoria, fazer uma aula explicativa com apenas textos e as vezes uma compreensão textual, mas sim, ele precisa de materiais para ir até o desenvolvimento na prática e a visualização do tema a ser preparado.
	Professor 4: tentamos trabalhar todas, mas o que mais conseguimos são as artes visuais com os desenho, ilustrações e cartazes. E o teatro quando preparamos os alunos para apresentações no ato cívico e nas datas comemorativas.
	Professor 5: Artes visuais, é o que mais consigo trabalhar na sala de aula e mesmo assim acho muito pouco. Vejo bons resultados nessas aulas, mas acredito que poderia ir mais além se houvesse materiais disponíveis
	Coordenadora: é muito triste ver professores com determinação e boa vontade para realizarem projetos que seria de grande ajuda e não ter muito que fazer com o pouco que se tem. A arte visual, e o teatro têm mais envolvimentos na escola. Mas a dança e a música não se destacam muito porque na visão dos professores a música a ser transmitida dentro da escola tem que ser culturais e acompanhadas com a dança, e cada cultura tem as roupas adequadas, então são projetos que ficam esquecidos porque a escola não tem condições de fornecer roupas culturais para acompanharem a música e a dança.
Elaborado pelas autoras com base nos questionários aplicados
É uma pena que as leis só cobram as responsabilidades dos professores, mas não dão suportes para que essas leis sejam cumpridas conforme determinação dos PCNs.
Deste modo vê-se que a escola às vezes deixa de realizar projetos e enriquecer os conhecimentos dos alunos por falta de apoio em materiais didáticos. Mas sempre fazem algo nas datas comemorativas, não conseguindo enriquecer esse trabalho e os alunos têm apenas noção dessas datas e culturas. Segundo professores desta instituição, a carência de materiais nas escolas públicas são muitas e isso prejudica o conhecimento do aluno em termo de aprofundar num conhecimento cultural com a música, a dança, comidas típicas e outros conhecimentos que pode enriquecer no desenvolvimento da criança. Hoje as aulas de arte não saem dos cadernos sendo reproduzidas pelos modelos tradicionais e as modalidades de conteúdos são deixadas de lado. Segundo o autor Cunha, (2010, p.91) “desenvolver o pensamento criativo passou a ser uma meta prioritária na preparação para o futuro, visto que o conhecimento adquirido hoje podem não valer nada amanhã.” Vendo essa citação do autor, vê-se que o pouco que se trabalha a arte na escola, os alunos de hoje não serão bem preparados e a cultura deixará de existir através da transmissão de conhecimentos.
2.6.5- O gosto dos alunos pela disciplina de arte
	Professor 1: o aluno se sente muito à vontade
	Professor 2: o aluno gosta de fazer as atividades sem pressa de acabar
	Professor 3: o aluno sempre elogia que nessa aula ele pode pintar, desenhar, cortar e colar.
	Professor 4: faz toda a atividade sem preocupar com o resultado se vai dar certo ou não, pois tem toda a segurança do que está fazendoporque sempre tem meus elogios nas ideias desenvolvidas por eles.
	Professor 5: enquanto eles desenham e pintam. Ou seja, desenvolvem qualquer atividade com arte, eles trocam ideias e constroem conhecimentos interagindo com sensação de liberdade onde facilita a aprendizagem buscando o gosto pela disciplina de arte.
	Coordenadora: Vejo a alegria dos alunos quanto nas datas comemorativas, onde a preferência da aula de arte é voltada por inteiro pelo desenvolvimento da data a comemorar
Elaborado pelas autoras com base nos questionários aplicados
 A criança se expressa da maneira como se a arte fosse uma sensação de liberdade, ele não se preocupa com o tempo para acabar logo a atividade porque ele sabe que não vai ter cobrança com erros, porém se tem uma confiança nele mesmo ao saber que quando terminar a atividade a professora ainda vai elogiar o seu trabalho. “É de grande importância a oportunidade de receber estimulação visual, tátil, auditiva e outras em quantidades normais’’. (Barros, 2008, p.50). O elogio desperta animação e capricho nas atividades porque a criança tenta fazer o máximo na perfeição para ouvir os resultados esperados que são os elogios do seu trabalho e um bom desenvolvimento do conteúdo.
2.6.6- Atividade de arte que os alunos mais gostam
	Professor 1: quando é para desenhar e pintar.
	Professor 2: pintar, desenhar e fazer lembrancinha para o pai e para a mãe
	Professor 3: pintar desenhos e ensaiar versinhos para falar no ato cívico
	Professor 4: dia do índio, gostam de pintar o rosto e ficar igual a eles.
	Professor 5: confeccionar desenhos com massinha de modelagem.
	Coordenadora: na ajuda da colagem de bandeirolas para enfeitar a escola para a festa junina. Nesse meu trabalho com os alunos percebo a animação deles e que é muito gratificante pela boa vontade e determinação desenvolvido pela arte de cada um.
Elaborado pelas autoras com base nos questionários aplicados
 A maioria respondeu pintar e desenhar vimos também que nas datas comemorativas é muito atrativa para as crianças, pois gostam de fazer lembrancinhas e participar da decoração da escola com um desenvolvimento voltado para o lúdico. Conforme SANS (1995 p.21),” a arte é uma forma de se expressar, pois a natureza da criança é lidar com o mundo de modo lúdico, fazer o que lhe dá prazer e satisfação por isso gosta tanto de brincar e desenhar”. Quanto mais a criança brinca mais fácil fica para se entender com ele e é dessa forma que ela vê o desenhar e o pintar, chamando a atenção e dando a preferência em todas as atividades.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste trabalho, percebe-se que a arte é uma ferramenta para a aquisição do conhecimento e torna-se algo fundamental para a criança na sua vida. A função da arte na educação vem favorecer o contato das pessoas com a própria cultura e conhecendo outros lados culturais considerando que além da família, os professores são os principais interventores no processo de educação da criança.
Sendo assim, esses professores precisam estar preparados para ensinar como uma forma de provocar o criar, o fazer, buscar, analisar, interpretar e expressar, e não como uma mera transmissão de conteúdos.
A arte-educação deixa claro que ela tem grande importância para o desenvolvimento da criança, mas sua prática acaba não sendo concretizado devido a falta de capacitação dos professores e materiais pedagógicos insuficiente, não conseguindo até mesmo trabalhar com a interdisciplinaridade e também as linguagens artísticas onde a música e a dança ficam para a segunda opção porque se consegue desenvolver com mais facilidade são as artes visuais e o teatro e mesmo assim não é de acordo com o que se pede diante dos parâmetros curriculares.
Mas enxergando a realidade, os professores tentam transmitir conhecimentos sobre a arte para os alunos mas ficam a maioria apenas na teoria e, as aulas práticas são de pouco aproveitamento para os alunos. Esse era o objetivo da pesquisa, de apenas confirmar o que já é visto em toda escola pública tendo noções em estágios e convivência com a realidade dos filhos na escola e o levantamento dessas hipóteses foram confirmadas com situações da força de vontade do professor e com pouco a se fazer. Mesmo com dificuldades e algumas reclamações dos professores, a pesquisa foi um sucesso, bem elaborado que nos tirou as dúvidas e nos deu todas as confirmações do que se esperava.
REFERÊNCIAS
ARROYO. M. G. Imagens quebradas: trajetórias e tempos de alunos e mestres. Petrópolis/ RJ: Vozes, 2004.
BARBOSA, A. M. (Org.). A compreensão e o prazer da arte. São Paulo: SESC Vila Maria, 1998.
 BARROS, Jussara de. Dança, Brasil Escola, disponível em . Acesso em 16 de Julho de 2017.
BRANDÃO, Carlos da Fonseca LDB passo a passo: Lei de diretrizes e bases da educaçãonacional lei nº 9. 394/96 comentada e interpretada. Artigo por Carlos da Fonseca Brandão. 4 ed. rev. E ampl. São Paulo: Avercamp, 2010.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino médio. Brasília: Ministério da Educação, 2002.
CARDOSO, Maria Cecília de Freitas. Adaptando o conteúdo utilizando grande arescurricular. Brasília: corde, 1997.
CRUZ, T. R. A Universidade e o desafio da arte na educação. Em aberto. Brasília, V. 2, n. 15, p. 1-6, maio 1983.
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MARTINS, R. A educação Musical: conceitos e preceitos. Rio de Janeiro: FUNARTE/ Instituto Nacional de Música. 1985.
MINUETTO, Maria de Fátima. Currículo na educação inclusiva: entendendo esse desafio. 2 ed. Curitiba: IB pex, 2008.
Parâmetros curriculares nacionais (1º a 4ª séries). Brasília: MEC/SEF, 10 volumes, 1997.
PROENÇA, Graça. História da Arte. 16. Ed. São Paulo: Ática 2000.
READ, Herbert. A educação pela arte. Tradução Ana Maria Rabaça e Luis Felipe Silva Teixeira. São Paulo: Martins Fontes, 1982.
ROMANELLI, O.O. História da educação no Brasil, Petrópolis, R.J: Vozes, 1997.
OSTROWER, Fayga. Acasos e criação artística. Rio de Janeiro: Campinas, 1990. 289p. Il.
APÊNDICE
1- Qual a importância da formação do professor de arte?
2- O que pensa sobre a formação do professor de arte?
3- Nos planos de aula, você busca trabalhar a interdisciplinaridade?
4- As modalidades de arte são todas trabalhadas na escola? Qual é a que mais se destacam?
5- Os alunos gostam das atividades de artes?
6- Quais as atividades de artes que os alunos mais gostam?
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