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” - EDUCAÇÃO ESPECIAL - AJUSTE CURRICULAR ( X ) Flexibilização ( ) Adequação ( ) Adaptação 9º ANO A Prof.ª. Simone PERÍODO LETIVO – 3º BIMESTRE COMPONENTE CURRICULAR Semana: 23/08/2022 à 31/08/2022 Arte Iniciais do estudante: J.L.S.M Profª Ensino Colaborativo: Tarcia 1) leia e observe as imagens. Artes visuais, fotografia e seus elementos. Fotografia, “pintura” com a luz, ou com a ausência dela, que são as sombras. Nossa visão para isso e alguma forma de tecnologia que capture a imagem. Você já pensou sobre a diferença entre olhar e ver? Como isto pode estar relacionado com o pensar? Para Márcia Tiburi (1970), filósofa e artista plástica, aprender a pensar é descobrir o olhar. Leia o trecho a seguir de um artigo escrito por ela com este mesmo nome: “A diferença entre ver e olhar é tanto uma distinção semântica que se torna importante em nossos sofisticados jogos de linguagem tomados da tarefa de compreender a condição humana – e, nela, especialmente as artes –, quanto um lugar comum de nossa experiência. Basta pensar um pouco e a diferença das palavras, uma diferença de significantes, pode revelar uma diferença em nossos gestos, ações e comportamentos. Nossa cultura visual é vasta e rica, entretanto, estamos submetidos a um mundo de imagens que muitas vezes não entendemos e, por isso, podemos dizer que vemos e não vemos, olhamos e não olhamos. O tema ver-olhar – antigo como a filosofia e a arte – torna- se cada vez mais fundamental no mundo das artes e estas o território por excelência de seu exercício. Mas se as artes nos ensinam a ver – olhar, é porque nos possibilitam camuflagens e ocultamentos. Só podemos ver quando aprendemos que algo não está à mostra e podemos sabê-lo. Portanto, para ver- olhar, é preciso pensar. Ver está implicado ao sentido físico da visão. Costumamos, todavia, usar a expressão olhar para afirmar uma outra complexidade do ver. Quando chamo alguém para olhar algo espero dele uma atenção estética, demorada e contemplativa, enquanto ao esperar que alguém veja algo, a expectativa se dirige à visualização, ainda que curiosa, sem que se espere dele o aspecto contemplativo. Ver é reto, olhar é sinuoso. Ver é sintético, olhar é analítico. Ver é imediato, olhar é mediado. A imediaticidade do ver torna-o um evento objetivo. Vê-se um fantasma, mas não se olha um fantasma. Vemos televisão, enquanto olhamos uma paisagem, uma pintura.” (para ler o artigo na íntegra acesse: http://www.marciatiburi.com.br/textos/quadro_aprender.htm). Segundo ela, olhar implica em interiorização, em complexidade, pede compreensão para nós mesmos, é uma experiência única, individual. O ver é imediato, é frio, sem interesse, não traz ação e não provoca atitudes. ● Quantas imagens você vê todos os dias? E quantas você olha? Guarde esta pergunta. Para que possamos realmente olhar uma fotografia, para fazê-la ou para apreciá-la é preciso pensar e ter conhecimento. De alguns elementos da fotografia para ajudar na criação. Quanto mais melhor. Comece pelo ponto de vista e enquadramento. Ponto de vista - é a posição escolhida pelo fotógrafo para capturar a imagem, o ângulo e o plano escolhido para realizar a fotografia. Definir o ponto de vista faz parte da composição fotográfica até antes do enquadramento. Observe as imagens: ● São todas sobre “pés” em diferentes pontos de vista. ● Olhando para as imagens podemos pensar em sentimentos como “segurança” ou “relaxamento, tranquilidade”. ● Agora observe a dinâmica do movimento nas fotos apenas mudando o ponto de vista: Nesta foto, o movimento lateral da esquerda Nesta outra foto, acontece o contrário, da para a direita dá sensação de que as direita para a esquerda, de que estão pessoas estão indo par algum lugar; voltando. http://www.marciatiburi.com.br/textos/quadro_aprender.htm Enquadramento - você decide quais elementos vão aparecer em sua imagem fotográfica e como. O plano fotográfico é a organização dos elementos no enquadramento. Os quatro principais planos de enquadramento são: Grande plano geral, para evidenciar o ambiente como elemento principal. Nele a área enquadrada é preenchida em sua maior parte pelo ambiente, e o sujeito ocupa um pequeno espaço na foto. Plano médio: para fotografar pessoas, este enquadramento engloba desde os pés até a cabeça do sujeito, podendo variar até o enquadramento cuja linha inferior da fotografia faz um corte na cintura. Neste caso, o sujeito ou assunto ocupa a maior parte da área enquadrada, e os demais elementos são informações adicionais que ajudam no equilíbrio do enquadramento. Primeiro plano: enquadramento utilizado para evidenciar expressões, semblantes, gestos, fisionomias e emoções. Consiste, pois, no isolamento do sujeito, pouco importando o ambiente em que se encontra. Popularmente chamado de “close”, tem a função principal de registrar emoções, já que fecha o quadro no sujeito. Quando se trata de pessoas ou animais, geralmente enquadra o rosto e mais alguns detalhes que o fotógrafo julgue interessantes para contribuir para o equilíbrio da foto. Plano de detalhe, que capta, os detalhes do assunto: parte do rosto ou corpo (mãos, olhos), ou mesmo partes de objetos ou itens da natureza. Este plano é interessante para evidenciar detalhes Mais minuciosos, que normalmente em um contexto mais geral não são tão bem notados. Em algumas situações, pode chegar a criar uma imagem quase abstrata. Vamos falar de música, que pode ser feita utilizando objetos do cotidiano e os sons produzidos pelo nosso próprio corpo. Quando se é criança, tudo que é de plástico, metal ou papel pode ganhar outra utilidade: servir a batucada como um instrumento musical. Exemplo: o percussionista Igor Caracas e a educadora musical e musicista Amanda Nunes. Ambos cearenses, eles chegaram aos 32 anos sem deixar para lá as primeiras descobertas que fizeram no campo da sonoridade Segundo Igor Caracas: “a música não está escondida em conservatórios nem em instrumentos clássicos, a música está em todo lugar, inclusive dentro da gente. A natureza nos fala isso o tempo inteiro. E os sons estão por aí para serem descobertos” Durante o isolamento do coronavírus, Igor começou a publicar a série de vídeos coisas e sons, na qual aparece batucando elementos como interruptor, fio dental, pia, mesa, parede, refratária e artigos naturais, como frutas e troncos de árvore. Assista ao vídeo abaixo “Coisas e sons vol.1”: https://www.youtube.com/watch?v=e0lsa9s_try&t=2s Para saber mais sobre o artista acesse: www.igorcaracas.com Musicista Amanda Nunes: “durante a pandemia, a atenção aos sons de dentro de casa, como o da geladeira, dos ponteiros do relógio da sala, o vento nas folhas das árvores, cantos de pássaros, sons dos apartamentos vizinhos... Vez por outra gravo e salvo no celular algum som interessante ou alguma improvisação sonoro-musical. Na performance musical, ela tem cada vez mais inserido objetos alternativos no set percussivo, como colheres, panelas, chocalhos, molho de chaves, e até caixa de pizza que, colocando miçangas ou grãos dentro e girando, faz um efeito de som de mar. Juntamente com a educadora musical Lenina, estas musicistas desenvolvem vários projetos na área de musicalização infantil. Conheça os trabalhos em: https://www.instagram.com/duoal.duo/ Nós podemos fazer música ou acompanhar alguma música já existente com objetos que se tornam instrumentos não convencionais musicais, e são várias as possibilidades de sons e fontes sonoras que temos em nossas casas. Até o som de um papel ou plástico sendo amassado pode virar música. https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/verso/cearense-igor-caracas-lanca-novo-clipe-1.2206896 https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/coronavirus https://www.youtube.com/watch?v=E0lsa9s_tRY&t=2s http://www.igorcaracas.com/ https://www.instagram.com/duoal.duo/ATIVIDADES. 1) Abaixo a imagem de uma fotografia feita por Robert capa (1913-1954), cujo talento para transmitir de forma penetrante os sentimentos e sofrimento das pessoas nas guerras civis ou rebeliões numa só fotografia, valeu-lhe grande admiração e fama internacional. A) Nos espaços ao lado da foto, faça uma reflexão sobre: “O que eu vejo?” O que tem na fotografia. “O que eu olho?” Qual sentimento demonstra a imagem. Faça o exercício tentando ver além do imediato. Você pode fazer pesquisas sobre a fotografia “menina refugiada”. Ajuda a pensar e aprofundar o seu olhar. O QUE EU VEJO: . O QUE EU OLHO: Nesta fotografia tem: Pra você, qual o sentimento demonstra a imagem. Escreva com uma palavra ou desenhe um emoji. B) de acordo com o que você leu, escreva o plano de enquadramento correspondente a fotografia “Menina refugiada”. Resposta: 2) Como Igor Caracas e Amanda Nunes, crie uma pequena música utilizando objetos que você tenha em casa. Grave o vídeo. Você não precisa mostrar seu rosto. Envie pelo WhatsApp. 1) leia e observe as imagens. ATIVIDADES. Faça o exercício tentando ver além do imediato.