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SP 1.4: Uma pedra no caminho TUTORIA Mecanismo da dor visceral A dor visceral é um tipo de dor nociceptiva Dor nociceptiva: envolve as dores somáticas e viscerais. Resulta de uma lesão ou trauma simples. Dor somática: bem localizada sobre a superfície cutânea ou nas estruturas musculoesqueléticas profundas. Ex: feridas no pós operatório imediato e metástases ósseas. Dor visceral: é mal localizada e frequentemente atribuída a estruturas profundas, como os intestinos. Ex: prisão de ventre e apendicite inicial Características da dor visceral ● Não é bem localizada ● Transmitida pelas fibras Aδ e C das estruturas profundas para a medula espinal ● Nem todos os órgãos viscerais são inervados por receptores sensoriais ● Geralmente percebida na linha média do corpo (parte inferior do esterno ou superior do abdômen) ● A dor de diferentes órgãos viscerais podem ter diferentes áreas de apresentação. Ex: bexiga causa dor no períneo, coração → braço esquerdo, ureter esquerdo → quadrante inferior e lombar. Via/neurotransmissão ● As fibras aferentes que inervam as vísceras → projetam-se para o SNC pelos nervos autônomos simpáticos e parassimpáticos ● Nervos aferentes espinhais: passam pelo nervo hipogástrico, colônico lombar e esplênico, terminando nas regiões toracolombares como parte da inervação simpática. Depois, atravessa os gânglios pré-vertebrais e paravertebrais a caminho da medula espinhal ● Os nervos aferentes vagais e pélvicos terminam, respectivamente, no tronco cerebral e na medula lombossacral, e contribuem para a inervação parassimpática ● Modulação neuro química: durante o processamento central ocorre uma interação entre neurotransmissores excitatórios (como a substância P) e neurotransmissores inibitórios (como a serotonina e os opióides endógenos), que modulam a percepção da dor visceral. ● No córtex: ocorre a percepção da dor Fibras viscerais: desempenham funções sensoriais - provocam sensações conscientes - e aferentes - regula o fluxo autonômico. ● Aferentes sensoriais que inervam o TGI e urinário participam de funções reguladoras - como a absorção, secreção e propulsão- e contribuem para algumas sensações, como dor e plenitude Nociceptores ● Mecanorreceptores de alto limiar: respondem apenas a estímulos mecânicos nocivos. Estão recentes no coração, esôfago, cólon, ureter e útero.. Ex: cólica ● Receptores insensíveis ao estímulo mecânico/baixo limiar: não respondem estímulos mecânicos nocivos, mas respondem a estímulos químicos ou inflamatórios. O estímulo químico e a inflamação são mais efetivos em produzir dor . ● Mecanorreceptores que codificam intensidade: tem limiar baixo para estímulos mecânicos, mas codificam ambas as intensidades. Respondem com alta frequência para estímulos nocivos e com baixa frequência para estímulos inócuos. Também, são responsáveis pelas sensações viscerais, que inicialmente não são percebidas como dolorosas, mas podem evoluir para um estado de dor. Ativação dos receptores ● Os receptores viscerais são ativados por: isquemia, inflamação, obstrução (causada pela dilatação), químicos e estiramento da cápsula de órgão sólido Cálculo renal ● A litíase urinária é a causa mais comum de obstrução das vias urinárias superiores. A maioria se desenvolve nos rins Formação ● Supersaturação da urina: a urina contém muitos componentes formadores do cálculo - sais de cálcio, ácido úrico, fosfato de amônio e magnésio ● Alteração do pH urinário: facilita a precipitação de algumas substâncias e a formação de cálculos ● Diminuição do débito urinário e menor ingestão de líquidos: os cristais ficam mais tempo no sistema urinário e não são diluídos corretamente → supersaturação e cristalização ● Citrato: inibe a cristalização reduzindo a formação e recorrência dos cálculos renais Sinais e sintomas ● Dor: ocorre pelo estiramento do sistema coletor ou do ureter. Também ocorre pela distensão dos cálices ou da pelve renal. ● Náuseas e vômitos ● Hematúria ● Sisúria ● Sintomas urinários frequentes como disúria, polaciúria e urgência miccional podem estar associados à cólica renal. ● Dor: A obstrução ureteral superior ou pelve renal causa dor ou sensibilidade no flanco. A obstrução ureteral inferior causa dor que pode irradiar para o testículo ou lábio ipsilateral. Diagnóstico ● Anamnese, exame físico - giordano positivo, tomografia computadorizada (padrão ouro) e USG (mais barata) Tratamento ● Alimentação: regrada, a fim de prevenir a formação dos cálculos ● Medidas de suporte: aliviar a dor - antispasmódicos ● Laser ou cirurgia: dependendo do tamanho do cálculo Mecanismo de ação dos antiespasmódicos ● São bloqueadores colinérgicos ● Inibem a atividade da acetilcolina na sinapse dos nervos parassimpáticos, impedindo a propagação do impulso ● Receptores do sistema nervoso parassimpático: muscarínicos e nicotínicos. O receptor alvo depende do medicamento usado. A maioria bloqueia os muscarínicos ● Fármacos não seletivos para um tipo de receptor pode afetar vários órgãos e estruturas, pois a distribuição dos nervos parassimpáticos é ampla. ● Ex: antiespasmódicos utilizados no tratamento da bexiga hiperativa inibem a ação dos receptores muscarínicos no sistema nervoso parassimpático → não ocorre contração do músculo detrusor da bexiga, impedindo a sensação de urgência urinária Mecanismo dos analgésicos Classes terapêuticas ● Analgésicos não opióides: usados para dor leve e moderada. São divididos em categorias: salicilatos, não salicilatos (paracetamol) e anti-inflamatórios não esteroides Não salicilatos ● Paracetamol: age na COX-3, tendo uma melhor ação no sistema central e não em periferia. Não inibe a agregação plaquetária. Salicilatos ● Derivados de ácido salicílico ● Analgésicos, antipiréticos e anti-inflamatórios ● Reduz a temperatura corporal por meio dos vasos sanguíneos periféricos ● Inibe a liberação das prostaglandinas: os receptores enviam menos mensagem de dor para o cérebro; atividade anti-inflamatória ● Inibe a agregação plaquetária ● Ex: ácido acetilsalicílico Anti-inflamatórios não esteroidais ● Efeitos anti-inflamatórios, analgésicos e antipiréticos ● Inibem a síntese de prostaglandina - através do bloqueio da COX Analgésicos opióides ● Derivados do ópio ou sintéticos ● Usados na dor moderada a intensa ● Os opióides se ligam ao receptor Mi, que abre os canais de potássio, diminuindo o potencial de transmissão do sinal ● Na medula: os receptores Mi ficam na região pré-sináptica e bloqueia os canais de cálcio, dificultando a saída de neurotransmissores, como o glutamato Dor referida e dor irradiada Dor referida ● Percebida em um local diferente do seu ponto de origem. O local da dor e o de origem são inervados pelo mesmo segmento da coluna vertebral, por conta da origem embrionária. Dor irradiada ● A dor é sentida à distância de sua origem, mas as estruturas inervadas pela raiz nervosa ou o nervo que está sendo estimulado causa a dor LAB. MORFO Trajeto da urina ● Medula renal, pirâmides renais e raios medulares ● Papila renal ● Cálices renais menores ● Seio renal ● Cálices renais maiores ● Pelve renal ● Parte abdominal do ureter: junção ureteropélvica ● Parte pélvica ureter ● Constrição ureter: margem da abertura superior da pelve ● Parte intramural do ureter ● Constrição do ureter: passagem através da bexiga urinária ● Bexiga urinária ● Óstio interno da uretra ● Uretra Dor referida Microscopia do ureter - true or false TRUE ✔ ● Os ureteres são canais que ligam os rins até a bexiga ● A dor provocada por distúrbios renais normalmente é sentida no flanco ou na região lombar ● Antiespasmódico são medicamentos que bloqueiam o efeito do parassimpático ● A obstipação intestinal pode ser um dos efeitos adversos do tratamento por antiespasmódicos ● A medula renal é composta pelas pirâmides ecolunas renais ● As pirâmides renais são estruturas que possuem formato de cone ● A pelve renal é resultado da ramificação de cálices maiores ● Os néfrons são as estruturas fundamentais do rim, em que ocorre a filtração do sangue e a formação da urina ● Receptores de alongamento do músculo detrusor determinam estímulos conscientes relacionados a vontade de urinar FALSE ❌ ● A concentração do músculo esfíncter externa da uretra é fundamental para garantir o esvaziamento da bexiga urinária ● O músculo detrusor da bexiga é controlado voluntariamente ● A dor referida acontece em virtude do comprometimento direto de um nervo ou de uma raiz nervosa espinal ● Antiespasmódicos são medicamentos que induzem a contração do tecido muscular liso ● A uretra é uma estrutura anatômica que faz parte do sistema reprodutor feminino ● Ureter é uma estrutura do hilo renal ● Atividade simpática estimula a micção Lâmina própria: é uma espessa camada de tecido conjuntivo denso irregular rico em colágeno e fibras elásticas Camada muscular: A mucosa externa é formada pela disposição irregular do músculo liso em duas camadas (longitudinal interna e circular externa) no ureter superior ou em três camadas (longitudinal interna, circular média e longitudinal externa) perto da bexiga. MED. LAB Antiespasmódico ● Fármacos que atuam no músculo liso ● Utilizados no tratamento de cólica renal ● Obs.: apesar de os AINES serem mais efetivos para a diminuição da dor promovida pela cólica renal, podem prejudicar a função renal. Farmacocinética Administração ● Oral ● SubcutÂnea ● Intramuscular ● Intravenosa e outras vias Quando administrado via oral: ● Absorção: intestino ● Distribuição: circulação sanguínea ● Metabolização: fígado Farmacodinâmica ● Antagonistas dos receptores de acetilcolina: simulam a diminuição do sistema parassimpático e aumento da atividade do sistema simpático ● Classificação: de acordo com os receptores aos quais se ligam: antimuscarínicos e anti nicotínicos ● Classificação de acordo com a estrutura do fármaco: ○ Amina terciária: atravessa a barreira hematoencefálica ○ Amônio quaternária ● Amônio quaternária: ○ Receptores muscarínicos:todas as células alvos do sistema parassimpático e nas células alvos nos neurônios pós ganglionares simpáticos que colinérgicos ○ Receptores nicotínicos: sinapses entre os neurônios pré e pós ganglionares ● Exemplo: Buscopan”= escopolamina ● Inibição da acetilcolina, um neurotransmissor que, quando liberado em excesso, pode causar contrações musculares exacerbadas. ● Ao mitigar esses espasmos, os sintomas associados, como dor abdominal, desconforto e distensão, são consequentemente aliviados Efeitos adversos ● Boca seca, constipação, aumento da frequência cardíaca, palpitações, arritmia, aumento da vontade de urinar, vômito, vertigem e outros ● Diminuição do sistema parassimpático e aumento do sistema simpático Dor irradiada e antiespasmódicos Dor irradiada por cálculos urinários ● Causa: obstrução do fluxo urinário por cálculos, levando à contração muscular espasmódica e distensão do ureter ● Características: dor intensa, tipo cólica, em flanco, abdômen inferior e região inguinal. Náuseas, vômitos, disúria, polaciúria e hematúria. Irradiação para testículo (homens) e vulva/púbis (mulheres) Antiespasmódicos ● Classes: anticolinérgicos (oxibutinina e brometo de propiverina), antiespasmódicos musculotrópicos (drotaverine e papaverina) e antagonistas do canal de cálcio (nifedipina) Efeitos terapêuticos ● Alívio da dor: redução da intensidade e frequência das cólicas ● Aceleração da passagem do cálculo: diminuição do tempo de obstrução ureteral ● Melhora da qualidade de vida: redução dos sintomas e do impacto na rotina do paciente Efeitos adversos ● Boca seca, constipação, sonolência, visão turva e taquicardia. ● Raros: Reações alérgicas, retenção urinária e glaucoma. ● Precauções: Contraindicados em casos de glaucoma, obstrução intestinal e miastenia gravis. TBL Questões 1- Associe o tipo de dor com a característica correta: a) Neuropatia pós-herpética : dor restrita ao dermátomo acometido, às vezes em cólica. b) Inflamação intestinal (enterocolite): dor difusa em abdome, em cólica. c) Apendicite: dor inicialmente periumbilical que se modifica para dor localizada em fossa ilíaca esquerda. d) Lombociatalgia: dor referida em panturrilha ispilateral. 2-Sobre a dor visceral, assinale a alternativa que contém um dos mecanismos envolvido em sua fisiopatologia: a) Esmagamento de víscera oca b) Laceração de víscera oca c) Distensão de víscera oca d) Lesão de inervação da víscera oca e) 3-A dor visceral pode ser relacionada com as algumas condições. Assinale a alternativa que contém as condições corretas. I- comprometimento da própria víscera (dor visceral verdadeira); II- comprometimento secundário do peritônio ou da pleura parietal (dor parietal); III-irritação do diafragma ou do nervo frênico, e reflexo viscerocutâneo (dor referida); a) Todas estão as afirmações relacionadas. b) Apenas as afirmações I e III estão relacionadas. c) Apenas as afirmações I e II estão relacionadas. d) Apenas as afirmações II e III estão relacionadas. 4-Sobre o sistema nervoso autônomo assinale a alternativa correta: a) Sua parte eferente está envolvida nas vias ascendentes da dor visceral. b) Apenas o sistema parassimpático está envolvido com o sistema sensorial visceral. c) As fibras aferentes que inervam as vísceras projetam-se para o sistema nervoso central apenas através do sistema simpático. d) As fibras aferentes que inervam as vísceras projetam-se para o sistema nervoso central através do simpático e parassimpático 5- Uma dor lombar sentida por um homem de 50 anos com pancreatite pode ser melhor classificada da seguinte forma: a) Dor radicular b) Dor fantasma c) Dor referida d) Dor central 6- Sobre dor referida, assinale a alternativa correta: a) A apendicite pode dar dor no ombro direito. b) Pneumonia pode dar dor periumbilical. c) Litíase em ureter pode dar dor vulvar em mulheres. d) Infecção da bexiga pode dar em epigástrio. Dor visceral ● É a dor nociceptiva decorrente da estimulação dos nociceptores viscerais. ● Características: difusa, de difícil localização e descrita como um dolorimento ou como uma dor surda, vaga, contínua, profunda, tendendo a acentuar-se com a solicitação funcional do órgão acometido. ● Os sintomas mais comumente associados à dor visceral indicam atividade do sistema nervoso autônomo. ● Podem ser caracterizados por palidez, sudorese, cólicas abdominais e diarreia. ● SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO (SNA): Composto por nervos eferentes e aferentes que controlam/regulam os processos homeostáticos e a fisiologia dos órgãos internos. O SNA pode ser subdividido em simpático e parassimpático. ● Não há nociceptores no parênquima dos órgãos internos, incluindo o cérebro. ● Os receptores da dor são encontrados dentro das paredes das artérias, superfície peritoneal, membranas pleurais, paredes de vísceras e a dura-máter que cobre o encéfalo. ● Todas estas estruturas podem responder a uma inflamação ou deformação mecânica com dor aguda. Qualquer contração ou dilatação anormal de uma parede de uma víscera oca também causa dor. ● Os mediadores inflamatórios liberados no local de lesão podem sensibilizar os receptores, reduzindo o limiar de ativação e aumentando a capacidade de resposta aos estímulos. Receptores ● “receptores de alto limiar”, encontrados em órgãos como coração, esôfago, cólon, ureter e útero, que respondem apenas a estímulos mecânicos nocivos; ● “receptores de baixo limiar”, que codificam a intensidade, respondendo a uma gama de estímulos inócuos e nocivos. Estímulos que produzem a dor ● Distensão de víscera oca (compressão / obstrução/ espasmos dos músculos lisos); ● Estiramentode cápsula de órgão sólido; ● Inflamação (estímulo químico); ● Isquemia visceral; Pode estar relacionada ● A dor visceral pode ser relacionada com as seguintes condições: ● comprometimento da própria víscera (dor visceral verdadeira); ● comprometimento secundário do peritônio ou da pleura parietal (dor parietal); ● irritação do diafragma ou do nervo frênico, e reflexo víscerocutâneo (dor referida); Sistema nervoso autônomo ● As fibras aferentes C e A delta que inervam as vísceras projetam-se para o SNC através dos nervos simpáticos e parassimpáticos - uma inervação sensorial dupla. ● As fibras de dor das vísceras projetam-se para a medula espinal como componentes dos nervos simpáticos, enquanto as fibras que conduzem sensações viscerais não dolorosas se projetam para o SNC, como componentes dos nervos parassimpáticos. ● A inervação vagal aferente desempenha um papel importante nas reações autônomicas e emocionais em doenças viscerais associadas à dor. Inervação do TGI ● Os gânglios simpáticos constituem parte do tronco simpático ou são de localização pré-vertebral (p. ex., gânglios celíaco e mesentérico superior). ● Os gânglios parassimpáticos estão situados próximos às paredes das vísceras ou no seu interior. Dor referida ● Pode ser definida como sensação dolorosa superficial, distante da estrutura profunda (visceral ou somática) cuja estimulação nóxica é responsável pela dor. ● Obedece à distribuição metamérica. ● A explicação mais aceita para esse fenômeno é a convergência de impulsos dolorosos viscerais e somáticos superficiais e profundos para neurônios nociceptivos comuns localizados no corno dorsal da medula espinal (sobretudo na lâmina V). ● Tendo o tegumento um suprimento nervoso nociceptivo muito mais exuberante do que o das estruturas profundas somáticas e viscerais, a representação talâmica e cortical dessas estruturas é muito menor do que a tegumentar. ● Logo, os impulsos dolorosos provenientes das estruturas profundas seriam interpretados pelo cérebro como oriundos do tegumento, e o paciente aí localizaria a dor. EXEMPLOS DE DORES REFERIDAS ● dor na face medial do braço (dermátomo de T1) nos pacientes com infarto agudo do miocárdio, ● dor epigástrica ou periumbilical (dermátomos de T6-T10) na apendicite, ● dor no ombro (dermátomo de C4) nos indivíduos com doença diafragmática ou irritação do nervo frênico. Irritação diafragmática ● A irritação do diafragma ou do nervo frênico não é incomum nas doenças de órgãos torácicos e do andar superior do abdome. ● Nessa eventualidade, o paciente apresenta dor referida no ombro (dermátomo de C4), isto porque o nervo frênico, responsável pela inervação do diafragma, origina-se predominantemente do quarto segmento medular cervical. ● Afecções da vesícula biliar (colecistite, colelitíase), porém, que não têm qualquer relação com o diafragma, podem também cursar com dor referida no ombro. Nesse caso a dor é explicada pela participação do nervo frênico na inervação nociceptiva da vesícula biliar. ● Dor irradiada ● É a dor sentida a distância de sua origem, porém obrigatoriamente em estruturas inervadas pela raiz nervosa ou nervo cuja estimulação nóxica é responsável pela dor. Um exemplo clássico é a ciatalgia, provocada pela compressão de uma raiz nervosa por uma hérnia de disco lombar. Caso clínico Mulher, 25 anos, com dor em fossa ilíaca direita há 2 dias, associada à náusea. A dor ficou mais intensa hoje. Formule 4 diagnósticos diferenciais para a queixa: apendicite, gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica, nefrolitíase, obstrução intestinal, doença inflamatória intestinal, diverticulite Que outras informações você gostaria de obter para selecionar essas possibilidades?: ● Atraso menstruação / sexualmente ativa ● Diarreia ● Sintomas urinários ● Corrimento Vaginal ● Febre