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Ana Paula Sandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
Medicina - 5º semestre - Propedêutica Pediátrica
IM����AÇÕES
Sis���� Imu��
O sistema imune é composto por um conjunto de células e moléculas responsáveis pela
defesa do organismo contra os patógenos.
● Imunidade: proteção contra infecções;
● Resposta Imune: não é restrita ao combate de infecções, mas atua também na
homeostase, no controle de células tumorais e na manutenção da microbiota.
TIPOS DE RESPOSTA IMUNE
INATA OU INESPECÍFICA
Mediada por células e proteínas que estão presentes e prontas para reagir contra
patógenos infecciosos. Este mecanismo é imediatamente ativado em resposta a qualquer
infecção. A resposta imune inata também é entendida como reação rápida, desencadeada
depois de minutos a horas da exposição, tendo em vista que os mecanismos envolvem
células já presentes no organismo antes da infecção. A imunidade inata envolve:
macrófagos, neutrófilos, células dendríticas, sistema complemento, células Natural Killer.
ADAPTATIVA, ESPECÍFICA OU ADQUIRIDA
É desenvolvida durante a vida contra determinados patógenos (específica), na qual a
presença do agente infeccioso gera mecanismos potentes para neutralizar e eliminar
este patógeno. É entendida como reação mais lenta/ tardia, desencadeada depois de dias e
semanas da exposição. Induz formação de memória imunológica, tornando a células capaz
de lembrar e responder mais intensamente em caso de exposições repetidas.
● Imunidade humoral: mediada por anticorpos, que são produzidos por linfócitos B, que
fornecem proteção contra patógenos extracelulares, ou seja, que estão no sangue,
superfícies mucosas ou tecidos;
● Imunidade celular: mediada por linfócitos T, que fornecem proteção contra patógenos
intracelulares, matando a célula ou ativando fagócitos por meio de mediadores de
proteína solúveis, denominadas citocinas;
● Imunidade passiva: imunidade protetora recebida passivamente através da
transferência de soro/plasma ou células de indivíduos já imunizados ⇒ Imunidade
específica e sem formação de memória imunológica;
○ Imunidade passiva artificial: soro e imunoglobulina humana;
■ Imunidade de longa duração.
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Ana Paula Sandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
Medicina - 5º semestre - Propedêutica Pediátrica
○ Imunidade passiva natural: amamentação e via placentária (ambas via mãe-filho).
■ Imunidade de curta duração;
■ Durante a gestação, a mãe deve ser vacinada com dTpa, COVID-19 e Influenza,
buscando proteção da criança pela passagem de anticorpos.
● Imunidade ativa: imunidade protetora, produzida pelo próprio indivíduo quando
exposto ao antígeno ⇒ Imunidade específica e com formação de memória
imunológica.
○ Artificial: vacina;
○ Natural: infecção pela doença.
Vac����
As vacinas são produtos que contém um ou mais agentes imunizantes em diversas formas
biológicas. São recursos indispensáveis para a saúde pública, envolvendo:
● Controle e Prevenção de doenças;
● Eliminação e erradicação das doenças imunopreveníveis;
● Redução da morbimortalidade;
● Custo-benefício.
CONCEITOS BÁSICOS DE IMUNIZAÇÃO
● Natureza das vacinas;
● Composição;
● Líquidos de suspensão;
● Conservantes e antibióticos;
● Estabilizantes;
● Adjuvantes: utilizados principalmente em vacinas inativadas.
○ Substâncias responsáveis por aumentar e modular a resposta imune;
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Ana Paula Sandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
Medicina - 5º semestre - Propedêutica Pediátrica
○ Os adjuvantes mais usados são os sais de alumínio (hidróxido de alumínio, fosfato de
alumínio e sulfato potássico de alumínio);
○ Podem causar eventos adversos locais.
● Origem dos produtos;
● Controle de qualidade;
● Conservação.
NATUREZA DAS VACINAS: FORMAS BIOLÓGICAS DAS VACINAS
VACINA VIVAS ATENUADAS
Contém patógenos enfraquecidos (atenuados), após a passagem em meios de cultura
especiais
● Imitam o ciclo da doença⇒ Capacidade de gerar alguns sintomas da doença emmenor
intensidade (ex.: febre, exantema leve);
● Geram imunidade mais duradoura (reação imunológica mais complexa), necessitando
de número menor de doses;
● Contraindicadas em imunodeprimidos e gestantes ⇒ Condições em que a resposta
imunológica está comprometida;
● Intervalo: vacinas vivas atenuadas todas juntas ou com 1 mês de intervalo entre elas.
VIRAIS BACTERIANAS
Rotavírus
BCG
(tuberculose)
Febre amarela
Poliomielite Oral
(VOP - Vacina Oral da Pólio)
(Sabin)
Sarampo
Caxumba
Rubéola
Varicela
VACINAS INATIVADAS
Contém o patógeno morto ou partículas.
● Não imitam o ciclo da doença⇒ Não capaz de produzir a doença;
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Ana Paula Sandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
Medicina - 5º semestre - Propedêutica Pediátrica
● Proporciona uma imunidade mais curta ⇒ Maior número de doses são necessárias para
produzir a imunidade esperada;
● Seguro para imunodeprimidos e gestantes;
● Vacinas de microrganismo inativado geralmente é acompanhada por adjuvantes,
buscando aumentar e modular a resposta imunológica;
● Predomínio de resposta humoral.
● Exemplos:
○ Microrganismos inteiros inativados: VIP (vacina inativada da pólio) e Hep A;
○ Toxinas naturais inativadas: Tétano e difteria;
○ Subunidades ou fragmentos de microrganismos inativados: Influenza, coqueluche
acelular;
○ Conjugadas (com polissacarídeos da cápsula com uma proteína transportadora ou
“carreadora”): Meningocócica C, ACWY (vacina de meningo que abrange 4 sorotipos),
pneumo 10V e 13V⇒ *Apresentam resposta humoral e celular.
VIRAIS BACTERIANAS
Hepatite B Tríplice bacteriana (DTP)
(tétano, coqueluche e difteria)
Hepatite A Dupla bacteriana (DT)
(tétano e difteria)
Pólio injetável
(VIP - Vacina Inativada da Pólio)
Meningocócica
HPV Pneumocócica
Influenza Haemophilus influenzae tipo B (Hib)
VACINAS COMBINADAS
Contém antígenos de mais de um agente infeccioso no mesmo frasco. Pode ser de
patógeno atenuado e inativado.
VIRAL BACTERIANA
Tríplice Viral
(sarampo, caxumba e rubéola)
Pentavalente
(difteria, tétano, coqueluche, hepatite B,
Haemophilus influenzae tipo B)
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Ana Paula Sandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
Medicina - 5º semestre - Propedêutica Pediátrica
VACINAS CONJUGADAS
Nas vacinas conjugadas, o polissacarídeo de cápsula envolve o agente infeccioso e a
proteína (complexo indutor da resposta imune T-dependente). Pode ser de patógeno
atenuado e inativado.
BACTERIANAS
Haemophilus influenzae tipo B (Hib)
Pneumo 10V e 13V
Con����n�i��ções pa�� a Vac���ção e Sit��ções pa�� Adi����to
CONTRAINDICAÇÕES PARA VACINAÇÃO
● Anafilaxia após o recebimento de dose anterior;
● Gestantes, no caso de vacinas atenuadas (vivas);
● Histórico de hipersensibilidade (do tipo reação anafilática) a qualquer componente
de imunobiológicos;
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Ana Paula Sandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
Medicina - 5º semestre - Propedêutica Pediátrica
● Vacinas de bactérias ou vírus atenuados, em princípio, não devem ser administradas
em indivíduos:
○ Com imunodeficiência congênita ou adquirida⇒ casos de vacinas vivas;
○ Portadores de neoplasias malignas;
○ Transplantados de Medula ou outros órgãos;
○ Infectados pelo HIV;
○ Em tratamento com corticosteroides em dose alta, por mais de duas semanas após o
término do tratamento;
○ Em tratamento com outras terapêuticas imunossupressoras (quimio/radioterapia).
FALSAS CONTRAINDICAÇÕES
● Doenças infecciosas ou alérgicas do trato respiratório superior (tosse e/ou coriza);
● Diarreia leve ou moderada;
● Doenças da pele;
● Desnutrição;
● Uso de antimicrobianos;
● Doença neurológica estável (ex.: convulsão controlada) ou pregressa com sequela
presente;
● Antecedente familiar de convulsão;
● Prematuridade ou baixo peso ao nascimento (exceto BCG).
SITUAÇÕES DE ADIAMENTO PARA VACINAÇÃO
● Durante doenças agudas febris graves, para que seus sinais/sintomas não sejam
confundidos com possíveis efeitos adversos das vacinas;
● Até três meses após o tratamento com imunossupressoresou com corticosteróides
em dose alta (possível inadequação da resposta) ⇒ Adiar aplicação de vacina viva
atenuada;
● Duas semanas antes ou até três meses após o uso de imunoglobulina ou sangue e
derivados (possibilidade de neutralização do agente vacinal).
Efe���� Ad�e�s�� Pós-Vac���ção (E�P�)
Refere-se a qualquer ocorrência clínica indesejável em indivíduo que tenha recebido
algum imunobiológico.
● EAPV temporalmente associado ao uso de uma vacina nem sempre têm relação causal
com a vacina administrada;
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Ana Paula Sandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
Medicina - 5º semestre - Propedêutica Pediátrica
● Os efeitos adversos podem ser relacionados à composição da vacina, aos indivíduos
vacinados, à técnica usada em sua administração ou a coincidências com outros agravos;
● Podem ser locais ou sistêmicos e, de acordo com sua intensidade, podem ser leves,
moderados ou graves.
○ Efeito adverso mais comum e leve⇒ Dor local.
○ Efeitos sistêmicos⇒ Febre, mal-estar.
EAPV GRAVE
Segundo o Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação:
● Necessidade de hospitalização por pelo menos 24 horas;
● EAPV que resulte incapacidade significativa ou persistente (sequela);
● Cause ameaça à vida (necessidade de intervenção imediata para evitar o óbito), ou
resulte em óbito;
● Evento de notificação compulsória.
Vac���ção da Cri��ça
VACINA BCG (BACILO CALMETTE-GUÉRIN): VACINA VIVA ATENUADA
Protege contra formas graves e disseminadas de tuberculose, ou seja, meníngea e miliar.
● Composição: bacilos vivos atenuados (Mycobacterium bovis);
● Via de administração: subcutânea;
○ Sempre na mesma localização.
● Local: Inserção inferior do deltóide, no lado direito;
● Peso mínimo: 2 kg;
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Ana Paula Sandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
Medicina - 5º semestre - Propedêutica Pediátrica
● Esquema vacinal: ao nascer (0 meses), preferencialmente na maternidade, nas
primeiras 12 horas após o nascimento (quanto mais cedo a imunização, melhor a
eficácia);
● Evolução:
1. 1-2 semanas⇒Mácula avermelhada com enduração;
2. 3-4 semanas⇒ Pústula;
3. 4-5 semanas⇒ Úlcera;
4. 6-12 semanas⇒ Pequena cicatriz.
● Contraindicações:
○ Específica: criança de qualquer idade, com comprovação de infecção por HIV;
○ PesoSandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
Medicina - 5º semestre - Propedêutica Pediátrica
● Composição: Streptococcus pneumoniae conjugados com a proteína D do H. influenza
não tipável (8 sorotipos), com o toxoide diftérico (1 sorotipo) e com o toxóide tetânico (1
sorotipo);
● Via: intramuscular;
● Esquema vacinal: 3 doses.
○ 2 meses;
○ 4 meses;
○ Reforço aos 12 meses.
2, 4 e 12 meses!
PNEUMO 23 POLISSACARÍDICA
Indicada em casos especiais, como pneumopatias graves, anemia falciforme e cardiopatia
crônica, pois não induz resposta celular, apenas produção de anticorpos.
● Induz resposta imune inadequada em menores de 2 anos, logo, deve ser usada acima
dessa idade;
● Não conjugada.
VACINAS MENINGOCÓCICAS
Existem 3 vacinas disponíveis:
● Conjugada meningo C: administrada aos 3 e 5 meses, com reforço de 1 ano;
● Conjugada meningo ACWY: administração de dose única entre 11 e 12 anos;
● Proteica (proteínas capsulares) do meningo B.
Conjug. meningo C: 3, 5 meses e reforço de 1 ano!
Conjug. meningo ACWY: 11 - 12 anos (dose única)!
VACINA CONTRA FEBRE AMARELA
● Composição: vírus vivos atenuado (não administrado em imunodeprimidos!);
● Produção: produzida em ovos, portanto apresenta restrições a indivíduos alérgicos;
● Via: subcutânea;
● Esquema vacinal:
○ Dose única a partir de 9 meses;
○ Se a vacina for administrada antes dos 5 anos, o reforço deve ser feito. Se após os 5
anos, não faz reforço.
● Atualmente é indicada em todo o território brasileiro, independente de área endêmica.
Dose única a partir de 9 meses e reforço (se necessário)!
Atenção: Não fazer no mesmo dia que a vacina tríplice viral (SCR).
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Ana Paula Sandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
Medicina - 5º semestre - Propedêutica Pediátrica
VACINA TRÍPLICE VIRAL (SCR)
Protege contra sarampo, caxumba e rubéola (SCR).
● Composição: vírus vivos atenuado;
● Via: subcutânea;
● Esquema vacinal:
○ Entre 6-12 meses⇒ Dose zero
■ Em 2018, o sarampo reemergiu, necessitando da dose zero (proteção não é a
longo prazo).
○ 1ª dose aos 12 meses;
○ Reforço aos 15 meses⇒ Tetraviral (SCR + Varicela).
12 meses e reforço aos 15 meses (tetraviral)!
Atenção: Não fazer no mesmo dia que a vacina de febre amarela.
VACINA TETRAVIRAL
Protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
● Composição: vírus vivos atenuado;
● Via: subcutânea;
● Esquema vacinal:
○ Aos 15 meses, após a 1ª dose de vacina SCR ⇒ A SCR deve ser aplicada a pelo menos
30 dias antes;
○ Reforço contra varicela aos 4 anos.
15 meses e reforço aos 4 anos!
VACINA CONTRA HEPATITE A
Protege contra hepatite A.
● Composição: vírus inteiro inativado;
● Via: intramuscular;
● Esquema vacinal: vacinação de rotina aos 15 meses;
Obs.: Pode ser administrada até 5 anos incompletos, sendo também indicada em pacientes
que estejam suscetíveis a hepatopatias crônicas, coagulopatias, pacientes com HIV e
imunodepressão.
15 meses!
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Ana Paula Sandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
Medicina - 5º semestre - Propedêutica Pediátrica
VACINA INFLUENZA
Protege contra o vírus da influenza e suas complicações, principalmente pneumonias.
● Composição: diferentes cepas do vírusMyxovirus influenzae inativados (fragmentados e
purificados), cultivados em ovos embrionados de galinha.
○ A composição e concentração de antígenos são definidas a cada ano em função dos
dados epidemiológicos.
● Via: intramuscular;
● Esquema: pode ser fornecida a partir de 6 meses de idade;
Obs.: Crianças com 9 anos incompletos (de Pediatria,
Sociedade Brasileira de Imunização), todavia, o mais importante é o doMinistério da Saúde
⇒ Política Nacional de Imunização (PNI).
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Ana Paula Sandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
Medicina - 5º semestre - Propedêutica Pediátrica
PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO (PNI)
IDADE VACINAS
Ao nascer (0 meses)
BCG
(primeiras 12 horas)
Hepatite B
2 meses
VIP
Pentavalente
(difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, Haemophilus influenzae tipo B)
Rotavírus
Pneumocócica 10V
3 meses Meningocócica C
4 meses
VIP
Pentavalente
(difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, Haemophilus influenzae tipo B)
Rotavírus
Pneumocócica 10V
5 meses Meningocócica C
6 meses
VIP
Pentavalente
(difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, Haemophilus influenzae tipo B)
*Influenza*
(campanha, pode ser tomada a partir dos 6 meses)
*SCR - Tríplice Viral*
(sarampo, caxumba e rubéola; a dose zero pode ser tomada a
partir dos 6 meses até abaixo de 1 ano em casos de epidemia
de sarampo)
9 meses Febre amarela
12 meses
SCR - Tríplice Viral
(sarampo, caxumba e rubéola⇒ 1 ª dose)
Pneumocócica 10V
Meningocócica C
15 meses
VOP
DTP - Tríplice Bacteriana
(difteria, tétano, pertussis/coqueluche)
Tetraviral (SCR + varicela)
(sarampo, caxumba e rubéola⇒ 2ª dose)
Hepatite A
4 anos
VOP
DTP - Tríplice Bacteriana
(difteria, tétano, pertussis/coqueluche)
Varicela
(reforço)
Febre amarela
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Ana Paula Sandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
Medicina - 5º semestre - Propedêutica Pediátrica
5 anos
(povos indígenas) Pneumocócica 23V
9 a 14 anos HPV
(Sorotipos 6, 11, 16 e 18)
11 a 12 anos Meningocócica ACWY
Anualmente Influenza
Gestante
dTpa
Hepatite B
Influenza
COVID
Cas�� Clíni���
CASO 1
Lactente 12 meses apresentou tosse há 4 dias e febre de 39,5ºC por dois dias. Realizado RX de
tórax com diagnóstico de pneumonia. Foi dada a recomendação de adiar a vacinação de
SCR - Tríplice viral, pneumocócica 10V e meningocócica C (vacinas dos 12 meses)
A recomendação de adiamento da vacina está CORRETA, pela pneumonia ser uma
doença aguda grave, diferentemente de uma infecção de via aéreas superior (IVA) que é
uma falsa contraindicação para a realização da vacina.
VACINAS DO PNI QUE CONFEREM PROTEÇÃO PARA PNEUMONIAS BACTERIANAS
● BCG (tuberculose);
● Pneumocócica;
● Hib (Haemophilus influenzae tipo B);
● Pentavalente (coqueluche);
● DTP - Tríplice bacteriana (componente Pertussis/coqueluche)
CASO 2
Adolescente 17 anos, gestante de 15 semanas, procura UBS pois soube que a vizinha fez
vacina de febre amarela e quer tomar a vacina, sendo que no local que reside não está
acontecendo casos da doença. Qual a orientação em relação a vacina da febre amarela para
esta adolescente?
A gestação configura-se como um estado imunodeprimido, portanto não é
recomendado a administração da vacina de febre amarela, em razão de ser uma vacina de
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Ana Paula Sandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
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vírus vivo atenuado (exceto em situações de alto risco de exposição à febre amarela). A
mesma recomendação continua durante a amamentação, considerando a passagem do
vírus vivo atenuado pelo leite materno.
Para fazer a vacina, recomenda-se que o aleitamento seja suspenso por, no mínimo, 15
dias (existem locais que recomendam 28 dias) para voltar a amamentar.
VACINAS DE VÍRUS VIVO ATENUADO
A administração de vacinas de vírus vivo atenuado deve ser cautelosa em pacientes
imunodeprimidos, gestantes.
● BCG;
● Rotavírus;
● VOP;
● Tetravalente (SCR + varicela);
○ SCR: sarampo, caxumba e rubéola
● Febre amarela.
VACINAS NECESSÁRIAS NAS GESTANTES
● dTpa⇒ Na 20ª semana;
○ Deve ser feita em toda gestação;
○ Mesmo que tenha feito a dupla bacteriana (tétano e difteria), é necessária a dTpa
pelo componente Pertussis, que auxilia na proteção do recém-nascido contra
coqueluche.
○ Componente pa⇒ Pertussis acelular (cápsula da bactéria)⇒Menos reatogênica.
● dT (difteria e tétano)⇒ 3 doses na vida;
● Hepatite B⇒ 3 doses na vida;
● COVID-19;
● Influenza (sazonal).
CASO 3
Lactente de 18 meses com história de urticária após 15 minutos após a administração da
primeira dose de vacina influenza. Refere que além da urticária na pele apresentou
angioedema em lábios e crise de sibilância associado ao desconforto respiratório. Necessitou
de medicação intramuscular em pronto socorro.
Checando a carteira de vacina , necessita da dose anual de vacina para gripe.
Qual a orientação em relação a vacina para Influenza neste paciente ?
R: Quadro típico de reação anafilática, não sendo recomendada outra dose da vacina.
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Medicina - 5º semestre - Propedêutica Pediátrica
CASO 4
Indique as vacinas que um recém-nascido com peso ao nascer de 1800g deve receber.
R: Somente hepatite B, pois não é recomendado a vacina de BCG em RN com menos de 2
kg ao nascer.
CASO 5
Lactente 8 meses e 28 dias veio no Posto de Saúde em 10/06/2020 para atualização da
caderneta de vacinação. Data de nascimento 12/09/2019. Indique as vacinas que deve
receber:
Ao nascimento BCG e Hepatite B
2 meses VIP, Pentavalente, Pneumocócica
10V e Rotavírus
3 meses Meningo C
4 meses
VIP, Pentavalente e Pneumocócica
10V (faltou rotavírus)
5 meses Meningo C
6 meses (faltou VIP, Pentavalente,
Influenza e SCR)
A 2ª dose do rotavírus, que ele deveria ter tomado aos 6 meses, não é indicada, pois está
tem o prazo máximo de 7 meses e 29 dias de idade para ser administrada. Isto se dá, pois a
administração após esse período aumenta o risco de intussuscepção intestinal.
VIP, Pentavalente, Influenza e SCR podem ser administradas posteriormente sem
problemas.
INTERVALO ENTRE VACINAS
● Em casos de vacinas de vírus vivo atenuado, se não forem feitas no mesmo dia, deve
ser feito intervalo de 4 semanas.
○ Exceção: Em menores de 2 anos, não fazer no mesmo dia tríplice viral e febre
amarela (interação entre as vacinas).
● Em vacinas inativadas, não é necessário intervalos entre as vacinas.
CASO 6
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Ana Paula Sandin Turano, Bruna Siqueira de Arruda e Laís Vieira Nunes
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Menino de 11 anos e 2 meses vem ao Posto de Saúde para atualização de vacinas. Evidencia
que as vacinas até 4 anos de idade estão adequadas. Qual a vacina que ele deverá
receber?
● HPV (tetravalente)⇒ 1 dose e reforço em 6meses;
● Meningo ACWY⇒ Dose única entre 11 e 12 anos;
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