Prévia do material em texto
1. Certa vez minha mãe surrou-me com uma corda nodosa que me pintou as costas de manchas sangrentas. Moído, virando a cabeça com dificuldade, eu distinguia nas costelas grandes lanhos vermelhos. Deitaram-me, enrolaram-me em panos molhados com água de sal - e houve uma discussão na família. Minha avó, que nos visitava, condenou o procedimento da filha e esta afligiu- se. Irritada, ferira-me à toda, sem querer. Não guardei ódio a minha mãe: o culpado era o nó. RAMOS, G. Infância. Rio de Janeiro: Record, 1998.(ENEM, 2021) Num texto narrativo, a sequência dos fatos contribui para a progressão temática. No fragmento, esse processo é indicado pela utilização de formas verbais que marcam tempos narrativos variados. indeterminação dos sujeitos de ações que caracterizamos eventos narrados. recorrência de expressões adverbiais que organizam temporalmente a narrativa. justaposição de frases que relacionam semanticamente os acontecimentos narrados. alternância das pessoas do discurso que determinam o foco narrativo. 2. (EDUCA) Sobre o processo de alfabetização e letramento, assinale: (1) Alfabetização. (2) Letramento. ( ) É o processo de ensino e aprendizagem de um sistema linguístico e da forma como usá-lo para se comunicar com a sociedade. ( ) É o desenvolvimento do uso competente da leitura e escrita nas práticas sociais. ( ) É o sujeito que sabe ler e escrever. ( ) É saber usar a leitura e a escrita de acordo com as demandas sociais. ( ) Organiza discurso, interpretação e compreensão de textos e reflexão. ( ) Codifica e decodifica a escrita e os números. ( ) É o estado que um indivíduo ou grupo social alcança depois de se familiarizar com a escrita e a leitura, possuindo uma maior experiência para desenvolver aspráticas do seu uso nos mais diversos contextos sociais. A sequência correta é: a) 2 - 2 - 1 – 2 – 2 – 1 – 2. b) 1 - 2 - 1 – 2 – 2 – 1 – 2. c) 1 - 2 - 1 – 2 – 2 – 1 – 1. d) 1 - 1 - 1 – 2 – 2 – 1 – 2. e) 1 - 2 - 1 – 1 – 2 – 1 – 2. 3. (AMAUC) Uma professora do Primeiro Ano do Ensino Fundamental está em dúvidas quanto ao uso de estratégias pedagógicas que possam auxiliar seus alunos lerem e escrever de forma segura e autônoma. Nesta direção, buscando auxiliá-la nesta reflexão, leia as alternativas que se referem à leitura e escrita no contexto escolar e assinale (V) para a afirmativa Verdadeira e (F) para a afirmativa Falsa: ( ) No processo de alfabetização devemos separar os alunos que aprendem daqueles que não conseguem aprender, esta atitude deve ser tomada para não atrasar a execução das atividades nem dificultar o aprendizado de toda a turma. ( ) É fundamental que a professora ofereça diversas experiências pedagógicas aos alunos: acesso a diversos livros, jornais, revistas, diferentes jogos e brincadeiras onde a leitura e escrita sejam exercitadas de várias formas e sob várias perspectivas. ( ) É fundamental que a professora alfabetize na perspectiva do letramento, ou seja, traga para a sala de aula estratégias pedagógicas que estejam dentro de um contexto de práticas sociais da leitura e da escrita. ( ) A professora deve investir em atividades de cópia e leitura de sílabas simples e posteriormente sílabas complexas. Partir das partes para o todo é essencial para alfabetizar com segurança e qualidade, respeitando o ritmo e desenvolvimento dos alunos. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo: a) V –F – F – V b) F – F – V – V c) F – V – F – F d) V – V – F – V e) F – V – V – F 4. A graça do idioma Digam o que disserem, o humor é quase sempre uma porta entreaberta, cheia de possibilidades. Humor, o conceito, já fundiu a cabeça de muita gente séria. Pirandello gastou quilos de papel rascunhando o seu O Humorismo e admitiu não entender d assunto. Humberto Eco transformou a seriedade na real criminosa de O Nome da Rosa. Até Freud navegou pelas sinuosas curvas do chiste. Mas ninguém parece acertar em cheio num alvo gelatinoso, que, nem bem cercado, parece escorrer pelos dedos. Afinal, humor é rótulo volúvel, aplicável tanto a comédias, farsas e ironias como apalhaçadas no bar ou ditos picarescos. Serve a sátiras, mímicas, grunhidos, disfarce sou grosserias, os bons jogos de palavras, a má associação de ideias, a mais deslavada denúncia do ridículo no sagrado. Para alguns, o molejo do corpo pesa mais que a elaboração do chiste. Um comediante popular, como Tom Cavalcante, costuma dizer que a diferença está no uso da voz, não na idade da piada. Rir, antes da hora, engasga, garante Guimarães Rosa em Grande Sertão: Veredas. Porque o cômico depende de senso prático de tempo, nem mais adiante, nem um toco a menos.(UEPB, 2011 – Adaptada) No período “digam o que disserem o humor é quase sempre uma porta entreaberta, cheia de possibilidades”, é correto afirmar, em relação ao termo em destaque, que há: significação intransitiva que inviabiliza ao interlocutor a construção de hipótese sobre apessoa do discurso. explicitude do agente do discurso identificável no contexto do enunciado por meio da flexão verbal. referência a algum termo cujo sujeito pode ser identificado na situação discursiva do enunciado. ocorrência de um fenômeno sintático-semântico que cria condições para identificação do referente do discurso. intencionalidade discursiva do locutor para produzir um efeito indeterminado com respeito ao sujeito da situação comunicativa. 5. (INSTITUTO UNIFIL) A avaliação diagnóstica tem por objetivo a) Fazer uma sondagem, projeção e retrospecção da situação de desenvolvimento do aluno, dando-lhe elementos para verificar o que aprendeu e como aprendeu, fazendo as intervenções necessárias. b) Verificar o que o aluno aprendeu e não desafiá-lo a se desenvolver. c) Verificar o que o aluno não aprendeu no ano anterior, assim facilita a possível retenção no ano seguinte. d) Fazer uma sondagem, projeção e retrospecção da situação de desenvolvimento do aluno, não lhe oferecendo elementos para verificar o que aprendeu e como aprendeu. e) Verificar em que medida os conhecimentos anteriores ocorreram e não interferir no desenvolvimento do aluno. 6. (IVIN – 2010) A correta classificação do predicado encontra-se em: A cientista divulgou o resultado da pesquisa. (predicado verbo-nominal). Uma droga poderia ajudar nesses casos. (predicado verbo-nominal). Essa molécula é um receptor celular. (predicado nominal). Alguns psiquiatras acusam colegas de receitarem a droga. (predicado nominal). Uma dose do esteróide THP é suficiente. (predicado verbal). 7. (AEVSF/FACAPE) Avaliação educacional é um ato eminentemente político, pois sempre está alicerçado e a serviço de um modelo de sociedade. O que denota constantes reflexões políticapedagógica sobre a avaliação do ensino-aprendizagem, em uma perspectiva emancipadora e numa visão pedagógica libertadora e epistemológica sócio-histórica que se concretiza numa dinâmica avaliativa mediadora do processo de desconstrução e reconstrução da práxis pedagógica. (Disponível em: https://bit.ly/3ibvphs Acesso em: 21 nov. 2021.) Nessa linha de pensamento, a avaliação da aprendizagem ancorada numa perspectiva formativa reguladora apresenta as seguintes características básicas: I. A natureza classificatória, diversidade de instrumentos rígidos e intencionalidade política. II. Instrucionista, hierarquização do conhecimento e quantificação do saber adquirido pelo aluno. III. Atenção à eficácia, à quantificação dos dados para classificação do aluno. IV. A natureza processual, a diversidade de instrumento e a intencionalidade educativa. V. A natureza seletiva, competitividade e cumulativa. É correto o que se afirma em: a) III, apenas. b) II, apenas. c) I, apenas. d) IV, apenas. e) V, apenas. 8. Apanhou o envelope e na sua letracuidadosa subscritou a si mesmo: Narciso, rua Treze, nº 21. Passou cola nas bordas do papel, mergulhou no envelope e fechou-se. Horas mais tarde a empregada colocou-o no correio. Um dia depois sentiu-se na mala do carteiro. Diante de uma casa, percebeu que o funcionário tinha parado indeciso, consultara o envelope e prosseguira. Voltou ao DCT, foi colocado numa prateleira. Dias depois, um novo carteiro procurou seu endereço. Não achou, devia ter saído algo errado. A carta voltou à prateleira, no meio de muitas outras, amareladas, empoeiradas. Sentiu, então, com terror, que a carta se extraviara. E Narciso nunca mais encontrou a si mesmo. BRANDÃO, Ignácio de Loyola. O homem com o furo na mão e outras histórias. São Paulo: Editora Ática, 1998.(UNIFOR - CE) Há um caso de predicado verbo- nominal na alternativa: ...o funcionário tinha parado indeciso .... consultara o envelope e prosseguira .... a empregada colocou-o no correio. A carta voltou à prateleira. Narciso nunca mais encontrou a si mesmo. 9. (CEV-URCA) Em relação aos tipos de avaliação da aprendizagem, analise: I. Avaliação diagnóstica - O propósito da avaliação é identificar ou verificar os conteúdos e o conhecimento dos estudantes para melhorar o ensinoaprendizagem. II. Avaliação somativa - As notas e os conceitos são atribuídos a fim de promover o aluno para outra classe ou curso. É, geralmente, aplicada no bimestre ou semestre. III. Avaliação cumulativa - Essa avaliação é aquela voltada à retenção dos conhecimentos repassados em sala de aula. O professor trabalha junto com o aluno e o acompanha em seu dia a dia. IV. Avaliação formativa - Seu objetivo é identificar se as propostas do professor são alcançadas no processo de ensino-aprendizagem. a) II e III estão incorretas b) II está incorreta c) I e IV estão incorretas d) I está incorreta e) Todas estão corretas