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Bioquímica Animal -2° período 
Digestão, absorção e metabolismo dos carboidratos
CARBOIDRATOS:
- Compostos orgânicos que contêm: C, H e O em várias combinações Conhecidos como açúcar ou sacarídeo. 
•Os principais glicídios são os açúcares, os amidos, as celuloses •Açúcares e amido são facilmente digeridos pelos animais e têm elevado valor alimentício (energético) 
•Celulose e outros glicídios complexos são digeridos com mais dificuldade, normalmente com gasto energético e em simbiose com microrganismos.
CLASSIFICAÇÃO 
Simples: 
•Monossacarídeos: Glicose, Frutose, Galactose
 •Dissacarídeos: Sacarose (glicose + frutose), Lactose (glicose + galactose), Maltose (glicose + glicose) 
Complexos: Combinação de 3 ou mais moléculas de monossacarídeos 
•Polissacarídeos: 
• Vegetais: celulose e amido 
• Animais: glicogênio
Em nutrição animal (dois grandes grupos): 
•Carboidratos não estruturais (AMIDO, AÇÚCARES)
 •Carboidratos estruturais (CELULOSE, HEMICELULOSE, PECTINA) 
•Carboidratos não fibrosos (AMIDO, AÇÚCARES, PECTINA) 
•Carboidratos fibrosos (CELULOSE, HEMICELULOSE)
FUNÇÕES
 Para aos animais, os carboidratos desempenham as seguintes funções: 
• 1. Energética 
• 2. Metabolismo das gorduras
 • 3. Formação das gorduras de reserva, da lactose e dos lipídios da produção
FONTES DE GLICOSE NO SANGUE
 Absorção intestinal
 • Mais glicose no sangue 2 a 4h pós-prandial – MONOGÁSTRICOS
 Produção hepática
 • Gliconeogênese: produção de glicose
 • A partir de aminoácidos (proteínas) e glicerol (gordura) 
MONOGÁSTRICOS
 • A partir de ácido propiônico - RUMINANTES
 Glicogenólise: hidrólise do glicogênio nos hepatócitos
 Produção renal
 • Gliconeogênese e Glicogenólise (mínimo) no epitélio renal
GLICEMIA-Influência hormonal
•Pâncreas endócrino 
• Ilhotas de Langerhans–células αe β 
•Glucagon e Insulina
Modificações que ocorrem no metabolismo da glicose durante alimentação e jejum:
•Alimentado -mais insulina (captação pelas células – menos glicemia)
 • 50% absorvida e armazenada em glicogênio (fígado) 
• 50% fonte de energia por outros tecidos 
• Jejum – mais glucagon (liberação -mais glicemia)
Digestão dos carboidratos
Carboidratos do alimento são fermentados no rúmen:
-AGV: Acetato, propionato e butirato 
- Amônia 
- Gases
-Células microbianas 
Gás ruminal: 
- 2/3 de Co2
- 1/3 de metano
A maior parte sai do rúmen juntamente com outros gases durante a eructação.
Pode ser absorvida pelo epitélio ruminal, entrar na circulação sanguínea e sair com o ar pelos pulmões. 
Outros gases: 
H 2 , H 2 S, N 2 e O 2 
Menor Fração
Ácidos Graxos Voláteis
• Um resíduo da fermentação para os microrganismos
• Principal fonte de energia: 50 a 70 % da energia digestível do alimento
As taxas de produção dos AGVs: Variam com o tempo após a ingestão e com o tipo de alimento.
 Alimento a base de concentrado: Curva mais aguda Pico de produção ocorrem entre 2 – 3h após a ingestão 
Forragem (volumoso): Curva menos aguda Pico de produção ocorrem entre 4 – 5h após a ingestão.
 Digestão dos carboidratos 
1. A maior parte dos carboidratos da dieta é fermentada no rúmen, originando os AGV e células microbianas; 
2. Os carboidratos não degradados no rúmen passam para o intestino delgado; 
3. Se tiver amido nessa fração, será passível de hidrólise pelas enzimas pancreáticas e intestinais, liberando glicose, que será absorvida; 
4. Parte dos carboidratos residuais que chegam ao intestino grosso podem ser fermentadas da mesma maneira como no rúmen. A maior parte é secretada nas fezes.
Absorção dos carboidratos
 AGVs no rúmen: ocorre por difusão passiva de sua forma não ionizada, a qual é capaz de atravessar as membranas livremente (sem envolvimento das proteínas transportadoras e sem gasto de energia).
 A absorção é favorecida pelo alto gradiente de concentração e pelo gradiente de pH existente entre o fluido ruminal e o sangue.
 +Alcalino
Digestão e absorção intestinal 
Dieta dos ruminantes: 
• Forragem- Chegam ao intestino delgado celulose e hemicelulose 
• Grãos e cereais- Amido passa pelo rúmen, sendo digeridos nos intestinos.
Atividade da α-amiláse pancreática: Produtos- HIDROLISADOS -
α-1,4 e α-1,6 glicosidases presentes na membrana luminal das céls. do epitélio intestinal - Glicose 
observação : Ruminantes tem menor capacidade de ingerir amido no intestino delgado
Absorção da glicose no intestino delgado 
1. Glicose é carreada da luz intestinal para o citoplasma do enterócito, utilizando uma proteína transportadora dependente de Na + do sódio. 2. A baixa concentração de Na + e a favor do gradiente de concentração no citoplasma é mantida pela expulsão desses íons do citoplasma em direção ao sangue pela ação de uma Na membrana basal dos enterócitos, com gasto de ATP. + /K + ATPase presente na 
3. A passagem de glicose do enterócito para o sangue pode ocorrer por difusão facilitada através de uma proteína transportadora presente na membrana basal. 
4. Nos ruminantes, é provável que o enterócito metabolize toda a glicose eventualmente absorvida da luz intestinal, além de glicose captada da circulação sanguínea.
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