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Estratégia MED | Memorex do Estratégia MED 2PEDIATRIA
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INTRODUÇÃO
As provas de Pediatria, apesar de contarem com várias
questões que se aproximam do raciocínio proposto pela Clínica
Médica ou Cirúrgica, ainda cobram muitas coisas que acabam
caindo na decoreba!
Só de lembrar que tem que saber sobre calendário
vacinal, marcos de desenvolvimento e marcos da puberdade,
muitos candidatos passam mal. No entanto, com dedicação e
um pouco de paciência, os conceitos vão ficando medulares e a
Pediatria começa a ser uma das áreas em que você vai garantir
mais pontos na sua prova.
De antemão, já vou dar uma dica valiosa. A medicina,
de uma forma geral, está caminhando para uma postura menos
invasiva com os pacientes. Sabendo disso, os examinadores
tentam confundir o candidato apresentando situações normais
que parecem patológicas, com o intuito de fazer a gente ir para
uma resposta que aponte um caminho “invasivo”. A chave, nesse
caso, é memorizar aquilo que é problemático! Qualquer coisa
que fuja do problemático, pense sempre nas alternativas mais
conservadoras como a resposta correta, por exemplo, “conduta
expectante”, “orientar sobre benignidade do quadro” e coisas
do tipo. Se, mesmo depois de ler a questão, você continuar em
dúvida (e for um cenário cabível), considere com mais carinho a
alternativa que não seja invasiva para o paciente, beleza?
Outra coisa importante, especialmente se você tiver
interesse em estudar na USP-SP, é “separar” o estudo de
Neonatologia da Pediatria geral. Nessa instituição, os temas
da Neo correspondem a praticamente metade da prova de
Pediatria!
Bom, sem mais delongas, vamos para os tópicos decorebas
da Pediatria, tema por tema:
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Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 3
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
SUMÁRIO
1. (NEONATOLOGIA) REANIMAÇÃO NEONATAL 5
2. (NEONATOLOGIA) HIPOGLICEMIA NEONATAL 7
3. (NEONATOLOGIA) DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO RECÉM-NASCIDO 9
4. (NEONATOLOGIA) ICTERÍCIA E SEPSE NEONATAL 10
4.1 ICTERÍCIA NEONATAL 10
4.2 SEPSE NEONATAL 11
5. (NEONATOLOGIA) CUIDADOS NEONATAIS 12
6. SÍFILIS CONGÊNITA E OUTRAS INFECÇÕES CONGÊNITAS 17
7. ALEITAMENTO MATERNO 22
8. IMUNIZAÇÕES E PROFILAXIAS PÓS-EXPOSIÇÃO 22
ROTAVÍRUS 25
PROFILAXIA DE TÉTANO ACIDENTAL 25
PROFILAXIA DE RAIVA 26
PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO DE SARAMPO E VARICELA 27
9. CRESCIMENTO 28
PERÍMETRO CEFÁLICO (PC) 28
ESTATURA 28
10. DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR 30
DESENVOLVIMENTO MOTOR GROSSEIRO 30
DESENVOLVIMENTO MOTOR FINO 31
DESENVOLVIMENTO SOCIAL 32
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM 33
11. PUBERDADE 34
12. DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL 37
DESNUTRIÇÃO 37
OBESIDADE INFANTIL 40
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 4
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
13. SINAIS VITAIS EM CRIANÇAS 41
HIPERTENSÃO 41
HIPOTENSÃO 41
FREQUÊNCIA CARDÍACA 41
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA 42
14. PNEUMONIA EM PEDIATRIA 42
15. BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA 45
CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO EM BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA 45
TRATAMENTO EM BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA 45
16. DIARREIA AGUDA 46
17. ASMA 47
DIAGNÓSTICO FUNCIONAL 47
CONTROLE DA ASMA 49
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO PARA PACIENTES ENTRE 6 E 11 ANOS 49
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO PARA PACIENTES MENORES DE 6 ANOS 51
EXACERBAÇÃO DE ASMA EM PACIENTES ENTRE 6 E 11 ANOS 53
EXACERBAÇÃO DE ASMA EM PACIENTES MENORES DE 6 ANOS 55
18. FEBRE REUMÁTICA 57
19. DOENÇAS EXANTEMÁTICAS 58
20. EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS 61
SUPORTE BÁSICO DE VIDA 61
TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR (TSV) 63
RITMOS CHOCÁVEIS EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA 64
RITMOS NÃO CHOCÁVEIS EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA 65
TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO EM CRIANÇAS 66
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 5
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
1. (NEONATOLOGIA) REANIMAÇÃO NEONATAL
CAPÍTULO
Aconteceram algumas atualizações em 2022! Memorize o fluxograma atualizado a seguir.
! PARA FACILITAR: foque nas diferenças entre pacientes maiores e menores de 34 semanas. Não são muitas, mas costumam ser
bastante cobradas.
mínimo 1 minuto
1. Colocar sob fonte
de calor radiante
2. Secar e retirar
campos úmidos
3. Posicionar a cabeça
em leve extensão
4. Aspirar boca e
narinas, se necessário
Respiração regular?
• Avaliar técnica de VPP.
Se erro, ventilar por mais 30
segundos.
• Considerar O2 suplementar
de acordo com a oximetria.
• Considerar máscara laríngea.
• Considerar intubação
orotraqueal (IOT), se técnica
correta.
• Considerar aspiração
traqueal na suspeita de
aspiração de líquido meconial.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 6
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Depois de memorizar o passo a passo, que é o mais importante, reserve um espaço no seu HD cerebral para o Boletim de APGAR.
mínimo 30 segundos1. Colocar sob fonte
de calor radiante
2. Posicionar a cabeça
em leve extensão
3. Envolver o RN em
saco transparente, sem
secar, exceto face
4. Colocar touca dupla
5. Aspirar bocas e
narinas, se necessário
6. Outra pessoa deve:
locar oxímetro de pulso
e monitor cardíaco
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Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Apesar de muito utilizado, o boletim de APGAR não define condutas na sala de parto. Existem questões que simplesmente pedem para
você calcular o APGAR e elas são relativamente frequentes.
! PARA FACILITAR: faça uma correlação com o bebê que precisa de reanimação ao nascer. Tônus muscular, esforço respiratório e
frequência cardíaca são variáveis comuns nessas duas avaliações - então, lembre-se da cor e da irritabilidade reflexa. A maioria dos recém-
nascidos perde pontos na cor.
BOLETIM DE APGAR
SINAIS CLÍNICOS
NOTA/ PONTUAÇÃO
0 1 2
Frequência cardíaca Ausente 100bpm
Esforço respiratório
Ausente
Apneia
Respiração irregular
Respiração regular ou
choro forte
Tônus muscular Flacidez total
Alguma movimentação/
flexão de membros
Boa movimentação
Ativo
Irritabilidade reflexa Ausente Caretas Tosses ou espirros
Cor
Cianose central/ palidez
cutânea
Cianose periférica
Corado
Ausência de cianose
2. (NEONATOLOGIA) HIPOGLICEMIA NEONATAL
CAPÍTULO
Não é novidade que a Neonatologia é um tema quente para praticamente qualquer prova de Pediatria, incluindoas mais disputadas,
como a da USP-SP, a da USP-RP e a da Unicamp. Não dá para chegar lá sem saber manejar esse problema, hein?
Houve uma atualização da Sociedade Brasileira de Pediatria em 2022, o que torna esse tema uma boa pedida para os examinadores
nos próximos anos. Mas, atente-se que o Ministério da Saúde não mudou suas orientações, então temos alguns pontos de divergência entre
as duas fontes
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 8
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
TABELA: Limites inferiores de glicemia no período neonatal.
! PARA FACILITAR: lembre-se de que mais importante do que o valor da glicemia é a clínica do paciente. O sintomático sempre vai
merecer um tratamento intensivo! Vá do “mais grave para o mais tranquilo”, sempre relacionando os valores à conduta preconizada.Se o
bebê está sintomático, a sucção e a deglutição estarão comprometidas, sendo assim o tratamento via oral não tem espaço! Esse é um ponto
convergente entre as duas fontes, sempre tratar o bebê sintomático com glicose endovenosa!
FLUXOGRAMA DE TRATAMENTO DE HIPOGLICEMIA NEONATAL DA SBP
FONTE VALORES DESEJÁVEIS DE GLICEMIA
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA
Até 48h de vida: 50mg/dL
Até 72 horas de vida: 60mg/dL
Após 72h de vida: 70mg/dL
MINISTÉRIO DA SAÚDE 40 a 45 mg/dL
ASSINTOMÁTICAScasa"). Para pacientes hidratados.
Consiste em administrar soro de reidratação oral ou outros líquidos
após cada evacuação diarreica, manter a dieta habitual e prescrever
zinco por 10 a 14 dias.
Plano B ("Beba agora"). Para pacientes desidratados sem
gravidade. Consiste em administrar soro de reidratação oral, no
volume de 50 a 100ml/kg, por 4 a 6 horas. A ondasentrona pode
ser prescrita para vômitos persistentes.
Plano C ( "Corre que está grave"). Para pacientes desidratados
com gravidade. Consiste em administrar soro fisiológico ou ringer
lactato no volume de 100ml/kg, dividido em duas etapas:
1. 30 ml/kg. Correr em uma hora para menores de um ano
e em meia hora para maiores.
2. 70ml/kg. Correr em cinco horas para menores de um
ano e em duas horas e meia para maiores.
Por fim, não esqueça que os antibióticos são exceção e devem
ser utilizados, principalmente, na disenteria com comprometimento
do estado geral. Utilizamos azitromicina em 10 anos ou 30
kg), usamos o ciprofloxacino como primeira linha.
Como opção, nas duas faixas etárias, usamos a ceftriaxona.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 47
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
17. ASMA
CAPÍTULO
Tanto o manejo de exacerbação quanto de manutenção despenca nas provas. Temos algumas peculiaridades de acordo com a idade
do paciente.
Se você pensa em Unicamp, USP-SP, USP-RP, Unifesp, HIAE, PSU-MG…não vá para a prova com dúvidas sobre este tema!
DIAGNÓSTICO FUNCIONAL
Para fecharmos o diagnóstico clínico, não precisamos necessariamente da espirometria - até porque pode ser difícil fazer esse exame
em crianças.
Para crianças menores de 6 anos, o diagnóstico é clínico e os sintomas sugestivos são:
• Presença recorrente de sintomas típicos de asma (dispneia, tosse, sibilância e sintomas noturnos). Sibilância na ausência de
infecção respiratória.
• Os sintomas permanecem por mais de 10 dias após um episódio de infecção de vias aéreas superiores.
• Apresentar sintomas mais de três vezes por ano, ou episódios graves e/ou sintomas que pioram durante a noite.
• No período entre os sintomas, a criança apresenta tosse, dispneia ou sibilância quando ri, faz exercícios físicos ou brinca muito;
sintomas acontecem sem associação com IVAS.
• Presença de fatores de risco para o desenvolvimento de asma, como: história familiar de atopia; sensibilização alérgica, história
pessoal de alergia alimentar ou dermatite atópica;
• Melhora dos sintomas em resposta ao tratamento de controle empírico e piora após a suspensão do medicamento.
• Pais e/ou irmãos receberam prescrição e usaram medicação inalatória (broncodilatadores, corticoides) em algum momento no
passado.
• História familiar de asma em parentes de 1º grau.
Resposta a broncodilatador inalatório durante as crises de sibilância acompanhada e comprovada por médico.
Para crianças de 6 anos ou mais, o diagnóstico é clínico e espirométrico. O GINA, em suas mais recentes atualizações, leva em conta que
o acesso à espirometria nem sempre é possível e, mesmo reconhecendo que a avaliação do PFE seja menos confiável do que a espirometria
convencional, considera que o uso do PFE para suportar o diagnóstico da asma seja melhor do que se basear apenas nos sintomas.
Dessa forma, o diagnóstico em crianças acima de 6 anos pode ser realizado da seguinte forma:
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 48
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
1-HISTÓRIA DE SINTOMAS PULMONARES TÍPICOS E VARIÁVEIS
Aspecto Sintomas que suportam o diagnóstico da asma
Sibilância, respiração curta, aperto torácico e ou tosse
Sintomas ocorrem com variação no tempo e intensidade
Sintomas são frequentemente pioram à noite ou ao
despertar
Sintomas são usualmente desencadeados por exercício,
risada, ar frio, alérgenos
Sintomas frequentemente surgem ou pioram com as
infecções virais
2- CONFIRMAÇÃO DA VARIAÇÃO DA LIMITAÇÃO AO FLUXO AÉREO
Aspecto Considerações, definições e critérios
Variação excessiva na função pulmonar expiratória (um
mais dos seguintes)
Quanto maior as variações, mais confiável é o
diagnóstico de asma. Se os testes iniciais forem
negativos, eles podem ser repetidos durante os
sintomas, ou no período da manhã. Se a espirometria
não for possível, o PFE pode ser usado, mas é menos
confiável.
Prova broncodilatadora
positiva (reversibilidade) na espirometria
Aumento no VEF¹≥ 12% do predito ou do PFE≥ 15%
Variação excessiva no PFE realizado 2 vezes ao dia por 2
semanas
Variação diária diurna >13%
Aumento na função pulmonar após 4 semanas de
tratamento
Aumento do VEF¹≥ 12% do predito ou PFE≥ 15%
Teste de provocação positivo
Queda no basal do VEF¹≥ 12% do predito ou PFE≥ 15%
com teste do exercício.
Se durante o teste do exercício, o VEF¹ diminuir, checar
se a relação VEF¹/CVF também diminuiu, já que a
inalação incompleta pode resultar em falsa redução do
VEF¹
Variação excessiva na função pulmonar entre as visitas
(boa especificidade e baixa sensibilidade)
Variação no VEF¹≥12% ou PFE≥ 15% entre as visitas
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 49
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
CONTROLE DA ASMA
Tome cuidado com a diferença entre maiores e menores de 6 anos.
! PARA FACILITAR: crianças maiores precisam de sintomas mais frequentes para considerarmos um descontrole da asma.
Para maiores de 6 anos:
Instrumento/itens Asma controlada
Asma parcialmente
controlada
Asma não
controlada
Sintomas diurnos > 2x/semana
Nenhum item 1 - 2 itens 3 - 4 itens
Despertares noturnos por asma
Medicação de resgate > 2x/semana
Limitação das atividades por asma
Para menores de 6 anos:
Asma controlada
Parcialmente
controlada
Não controlada
Sintomas diurnos com ação maior do que
alguns minutos por mais do que 1 vez por
semana
zero 1 a 2 3 a 4
Algum despertar noturno ou tosse noturna
(mesmo sem despertar)
Necessidade de medicação de resgate > 1 vez
por semana
Limitação da atividade diária por asma (brincar)
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO PARA PACIENTES ENTRE 6 E 11 ANOS
A atualização recente, que trouxe a terapia MART como opção para essa população, é a queridinha das provas.
Veja esta tabela retirada do GINA que apresenta o TRATAMENTO INICIAL atualmente preconizado:
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 50
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Sintomas Tratamento inicial preferencial
Sintomas infrequentes, uma a duas vezes por mês ou
menos. Sem fatores de risco para exacerbações.
Etapa 1
Dose baixa de corticoide inalatório (CI) quando
utilizar o SABA ( em inaladores combinados ou
separados)
Segunda opção: CI diário em dose baixa
Sintomas de asma 2 a 5 dias por semana
Etapa 2
Dose baixa de CI diariamente (SABA quando
necessário)
Outras opções: antileucotrieno diariamente (menos
efetivo); OU
Dose baixa de CI quando utilizar SABA
Sintomas de asma na maioria dos dias (exemplo: 4 a 5
dias por semana), ou despertares noturnos devido a
sintomas de asma uma vez por semana ou mais.
Etapa 3
Dose baixa de CI + LABA (SABA quando necessário)
OU
Dose média de CI (SABA quando necessário) OU
Dose muito baixa de CI-formoterol como manutenção
e resgate (MART)
Outra opção: dose baixa de CI + antileucotrieno
diariamente (SABA quando necessário).
Sintomas de asma diários, despertares por asma
uma vez por semana ou mais e alteração da função
pulmonar
Etapa 4
CI em dose média + LABA (SABA se necessário) OU
Dose baixa de CI-formoterol para manutenção e resgate
(MART)
Deve-se encaminhar para especialista.
Outras opções: associar tiotrópio ou antileucotrieno
Asma inicial se apresentando como uma exacerbação
aguda
Tratar a exacerbação, incluindo corticoide sistêmico
se grave. Comece pela etapa 3 ou 4 e avalie
rotineiramente.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 51
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIAEstratégia
MED
ETAPA 1
Dose baixa de
CI quando
utilizar o SABA
ETAPA 2
Dose baixa
de CI diária
Antileucotrieno
diário OU dose
baixa de CI
quando utilizar
SABA
Associar tiotrópio
ou
antileucotrieno
Como último
recurso: adicionar
cortícoide oral e
considerar os
efeitos colaterais
Dose baixa de CI
+ Antileucotrieno
TERAPIA DE RESGATE OU ALÍVIO:
SABA se necessário OU dose baixa de CI+formoterol (MART)
ETAPA 3
Dose baixa de
CI+LABA OU
Dose média de
CI OU
Dose muito baixa
de
CI+formoterol
(MART)
ETAPA 4
Dose média de
CI+LABA OU
Dose baixa de
CI+formoterol
(MART)
Encaminhar
ao
especialista
ETAPA 5
Encaminhar para
avaliação
fenotípica, dose
alta de CI+LA-
BAou adicionar
AntigE, AntiI
L4R,
anti IL5
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO PARA PACIENTES MENORES DE 6 ANOS
! PARA FACILITAR: não temos espaço para beta-2-agonistas de longa ação. Bata o olho na idade do paciente e já descarte as alternativas
que trouxerem essa conduta.
MEDICAÇÃO DE
PRIMEIRA ESCOLHA
ALTERNATIVAS
Sibilância infrequente
durante infecções virais.
Pouco ou nenhum
sintoma nos intervalos
ETAPA 1 SABA se necessário
Considerar o uso de
corticoide inalatório
em dose alta durante
infecções virais
(certificar-se de que
o tratamento será
realizado corretamente)
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 52
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Sintomas não
característicos de asma,
mas necessitando de
SABA ≥3 vezes por ano.
(Indicar teste terapêutico
por 3 meses)
Sintomas característicos
de asma, sintomas
não controlados ou ≥3
exacerbações por ano
ETAPA 2
CI em dose baixa
(SABA se necessário
como resgate)
Antagonista do receptor
de leucotrieno ou CI
intermitente no início do
quadro respiratório
Diagnóstico de asma e
ausência de controle
com dose baixa de CI
ETAPA 3
Dobrar dose do
corticoide inalatório
(SABA se necessário
como resgate)
CI em dose baixa +
antagonista do receptor
de leucotrieno
Considerar
encaminhamento ao
especialista
Ausência de controle
com dose dobrada de CI
ETAPA 4
Manter CI em dose
dobrada e encaminhar
para especialista
(SABA se necessário
como resgate)
Adicionar antagonista do
receptor de leucotrieno
ou Aumentar frequência
do corticoide inalatório
ou
Acrescentar corticoide
inalatório intermitente
MEDICAÇÃO DE
PRIMEIRA ESCOLHA
ALTERNATIVAS
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 53
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
EXACERBAÇÃO DE ASMA EM PACIENTES ENTRE 6 E 11 ANOS
ETAPA 1
Antileucotrieno
diário OU CI
intermitente no
início do quadro
respiratório
Dose baixa de
CI + antileucotrieno
Considerar
encaminhamento
ao especialista
Associar
antileucotrieno OU
aumentar a
frequência de CI
OU adicionar CI
intermitente
ETAPA 2
Dose baixa de
CI diária
TERAPIA DE ALÍVIO:
SABA se necessário
ETAPA 3
Dobrar a dose
de CI
ETAPA 4
Manter dose
dobrada de
CI e encaminhar
ao especialista
PREFERENCIAL
SEGUNDA OPÇÃO
CI em dose alta
em infecções
virais
Este é o dia a dia do Pronto-Socorro Infantil! Assim que o paciente chega, rapidamente, devemos fazer uma avaliação da gravidade da
asma, pois isso muda nossa conduta na primeira hora de tratamento!
! PARA FACILITAR: alterações no nível de consciência e incapacidade de falar são as principais manifestações que os examinadores
gostam de enfatizar quando estamos diante de uma crise grave ou muito grave.
PARÂMETROS CRISE LEVE A MODERADA CRISE GRAVE
“LIFE THREATENING”
MUITO GRAVE
Nível de consciência Não agitado Agitado Sonolento, confuso
Padrão respiratório
Sem uso de musculatura
acessória
Uso de musculatura
acessória
Dispneia importante
FR
Aumentada, mas ≤ 30
irpm
> 30 irpm
Tórax silencioso
FC 100 - 120 bpm > 120 bpm
Saturação 90 - 95% 50% do previsto ≤ 50% do previsto
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 54
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Avaliação inicial: A (vias aéreas) B
(respiração) C (circulação). Algum destes
presente: confusão ou tórax silencioso?
Grave
Fala em palavras
Senta inclinado para
frente
Agitado
FR > 30 bpm
Uso de musculatura
acessória
FC > 120 bpm
Saturação 50% do previsto
ou do basal
Beta-2-agonista inalatório
Corticoide sistêmico
Oxigênio (saturação alvo:
94-98%)
Considerar Brometo de
Ipratrópio
AVALIAÇÃO FREQUENTE DA RESPOSTA CLÍNICA
AVALIAR FUNÇÃO PULMONAR
Em todos os pacientes 1h após o tratamento
VEF, ou PEF 60-80%
do predito ou melhora
dos sintomas
MODERADA
considerar
planejamento de alta
VEF, ou PEF 40 irpm
FC
≤ 180 bpm (0-3 anos)
≤ 150 bpm (> 3 anos)
> 180 bpm (0-3 anos)
> 150 bpm (> 3 anos)
Saturação ≥ 92% 40irpm, Sat 180 (0-3 anos) >
150 (4-5 anos)
Leve a moderada:
Falta de ar, agitação,
FC ≤ 180 (0 a 3 anos)
e ≤ 150 (4-5 anos)
Sat O2 ≥ 92%
Oxigênio
SABA 2 puff -
20/20 min na
1ª hora
Considerar
ipratrópio 1 a
2 puff
Saturação alvo:
94-98%
Oxigênio
SABA 6 puff -
20/20 min na
1ª hora
Considerar 1 a
2 puff de
ipratrópio
Prednisolona
2mg/kg
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 57
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
18. FEBRE REUMÁTICA
CAPÍTULO
É fundamental que você memorize os critérios para
populações de moderado a alto risco, pois são os critérios utilizados
em nosso meio.
Para fechar o diagnóstico, precisamos de: 2 critérios maiores
associados à evidência de estreptococcia prévia OU 1 critério maior
e 2 menores associados à evidência de estreptococcia prévia.
! PARA FACILITAR: lembre-se de que os critérios menores
são menos específicos. Muita coisa pode causar febre, alteração de
PCR ou VHS, monoartralgia e prolongamento de PR. No entanto,
poliartrite, cardite, coreia de Sydenham, eritema marginado e
nódulos subcutâneos são manifestaçõesmais características de
febre reumática! Dessa forma, são considerados critérios maiores.
Populações de baixo risco Populações de moderado a alto risco
Artrite: apenas poliartrite Artrite: monoartrite, poliartrite ou poliartralgia
Cardite: clínica ou subclínica Cardite: clínica ou subclínica
Coreia de Sydenham Coreia de Sydenham
Eritema marginado Eritema marginado
Nódulos subcutâneos Nódulos subcutâneos
Quadro: Critérios maiores para Febre Reumática (AHA 2015).
Populações de baixo risco Populações de moderado a alto risco
Poliartralgia Monoartralgia
Febre ≥ 38,5°C Febre ≥ 38°C
VHS ≥ 60mm na 1ª hora e/ou
PCR ≥ 3mg/dL
VHS ≥ 30mm na 1ª hora e/ou
PCR ≥ 3mg/dL
Intervalo PR prolongado para a idade (a menos que a
cardite seja um critério maior)
Intervalo PR prolongado para a idade (a menos que a
cardite seja um critério maior)
Quadro: Critérios menores para febre reumática (AHA 2015).
Mas, fique atento! Não se pode considerar:
• Artrite como critério maior E artralgia como critério menor;
• Cardite como critério maior E aumento do PR como critério menor.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 58
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Além disso, existem duas situações em que o diagnóstico
de FR é possível, sem preencher os critérios de Jones: coreia como
única manifestação ou cardite indolente como única manifestação
após infecção estreptocócica recente.
Além dos critérios, outro tema querido das provas que
envolve a febre reumática é a duração da profilaxia secundária,
que geralmente é feita com penicilina G benzatina a cada 21 dias.
Sofrido para quem já teve esse problema, hein?
! PARA FACILITAR: foque na descrição das sequelas cardíacas
que o enunciado traz. Se fala em lesão valvar, o buraco é fundo - a
profilaxia será até os 40 anos ou por toda a vida.
CARACTERÍSTICAS DO PACIENTE
DURAÇÃO DA PROFILAXIA
(o que for mais longo)
Cardite? Lesão residual? Troca valvar? Duração após FRA Idade máxima
Não Não Não 5 anos 21 anos
Sim (leve) Leve ou ausente Não 10 anos 25 anos
Sim
(moderada à severa)
Sim Não 10 anos
40 anos ou por
toda a vida
Sim Sim Sim Durante toda a vida
19. DOENÇAS EXANTEMÁTICAS
CAPÍTULO
Top 3 dos temas mais importantes dentro da Pediatria! Não vá para a prova sem dominar este tema. No geral, são questões bem fáceis,
que seus concorrentes certamente irão garantir. Não dá pra bobear aqui, hein?
! PARA FACILITAR: duas características importantes ajudam a guiar nosso raciocínio nessas questões - a idade do paciente e o estado
geral. Tenha em mente essas informações sobre cada uma das doenças exantemáticas.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 59
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
SARAMPO
EXANTEMA
SÚBITO
ERITEMA
INFECCIOSO
RUBÉOLA VARICELA MÃO-PÉ-BOCA ESCARLATINA
Agente
infeccioso
Morbillivirus
Herpesvírus 6
e 7
Parvovírus
B19
Togavírus
Vírus varicela-
zóster
Coxsackie
Estreptococo
beta-hemolítico
do grupo A
Transmissão
Secreções
nasofaríngeas,
aerossóis
Perdigotos Perdigotos Perdigotos Aerossol
Fecal-oral ou
secreções
respiratórias
Secreções
respiratórias
Incubação 7-21d 5-15d 4-14d 14-21d 10-21d 3-6d 4-7d
Contágio
6 dias antes do
exantema e 4
dias após
Durante a
febre
Cessa após o
exantema
Dias antes até
5-7d após
10d após
contato até
formação de
crostas
Antes dos
sintomas até
semanas após
Antes dos
sintomas até
resolução do
quadro ou 24
horas após
o início do
tratamento
Pródromos
Febre alta,
prostração,
tosse seca,
hiperemia
conjuntival,
manchas de
Koplik
Febre alta e
bom estado
geral
Geralmente,
ausente
Leve, pode
estar ausente
Leves
Febre baixa,
irritabilidade,
anorexia
Febre,
amigdalite,
língua em
framboesa
Exantema
Exantema
maculopapular
generalizado,
de início
retroauricular,
com progressão
cefalocaudal
e que pode
confluir
Exantema
maculopapular
róseo que
surge no
cessar da febre
“Face
esbofeteada”
e rendilhado
em tronco e
membros
Maculopapular
róseo
cefalocaudal
Polimórfico
pruriginoso
Acomete
mucosas e
couro cabeludo
Úlceras orais
Papulovesículas
em mãos e pés
Exantema
papular,
pruriginoso, tipo
“lixa”
Sinal de Pastia
Sinal de Filatov
Complicações
Pneumonia,
OMA, PEES
Convulsão
febril
Síndrome das
luvas e meias
Crise aplástica
transitória
Doença
disseminada
Doença
congênita
Artralgia
Síndrome
da rubéola
congênita
Infecção
cutânea
Síndrome de
Reye
Doença
disseminada
Herpes-zóster
Raras
Febre reumática
GNDA
Tratamento
Sintomáticos,
vitamina A
Sintomático
Sintomáticos
Pode ser
necessário
transfusão
Sintomáticos
Sintomáticos
Aciclovir em
alguns casos
Sintomáticos Antibioticoterapia
Profilaxia
Vacina e
imunoglobulina
Não tem Não tem Vacina
Vacina e
imunoglobulina
Não tem Não tem
Notificação
obrigatória
SIM NÃO NÃO SIM
ALGUNS
ESTADOS
NÃO NÃO
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 60
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
A seguir, temos o curioso caso da Doença de Kawasaki (DK):
a doença que todo mundo conhece das provas, mas que poucos
viram na prática!
Por alguma razão que eu desconheço, bancas como Unicamp,
Unifesp, Unesp, Einstein e até a USP costumam fazer questões
sobre esse tema de forma recorrente.
! PARA FACILITAR: MUITA atenção na duração da febre no
enunciado. A DK necessariamente cursa com febre prolongada.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 61
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
20. EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS
CAPÍTULO
Agora, vamos falar de problemas. O atendimento à criança gravemente enferma é tema quente para provas disputadas, como USP-SP
e Unifesp.
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
Saber a descrição de uma boa massagem cardíaca é importante tanto para as provas objetivas quanto para as práticas.
! PARA FACILITAR: mentalize a situação real e vá seguindo o passo a passo. Destaco a importância de ficar atento à descrição de quantos
socorristas estão disponíveis, hein?
SBV / BLS / Suporte básico de vida pediátrico
COMPONENTES CRIANÇAS
(>1 ano)
BEBÊS
(estão
gravemente comprometidos?
NÃO RESPIRA, MAS TEM PULSO
Abra e mantenha a via aérea. Inicie ventilação.
Forneça oxigênio. Colocar monitor cardíaco e
oxímetro de pulso.
O pulso está abaixo de 60bpm com
perfusão defiviente, apesar do
oxigênio e da ventilação?
SE A QUALQUER MOMENTO INDENTIFICAR PCR
Mantenha a via áerea,
ventilação e a perfusão.
Forneça oxigênio, se
necessário. Conecte
manitor cardíaco e
oxímetro de pulso.
Avalie (avaliações
primárias, secundárias e
diagnósticas).
Inicie RCP
Cuidados pós-PCR Intervir Identificar
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 63
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
TAQUICARDIA ≥220bpm
em lactentes
≥180bpm em crianças
QRS estreito
Onda p ausente Identificar causa,
Manter via aérea patente,
Oxigênio,
Monitotação
Acesso EV/IO
PROVÁVEL
TSV
Pulso e perfusão
adequadas, sem
descompensação
cardiaca ou hipotensão
Considerar
manobras vagais
SIM NÃO
Considerar manobras
vagais
(Sem retardos)
• Estabeleça acesso vascular
• Considere adenosina 0,1 mg/kg
em bolus
(pode ser necessária uma
segunda dose)
• Se houver acesso EV/IO:
adenosina
OU
• Sem acesso EV/IO ou
adenosina ineficaz:
cardioversão sincronizada
Além disso, é fundamental ter em mente as principais diferenças entre uma TSV e uma taquicardia sinusal, que é pegadinha frequente
nas provas! Na UNIFESP, houve uma pergunta dessas que derrubou muita gente do cavalo…
Característica Taquicardia sinusal Taquicardia supraventricular
Manifestação
Início gradual,
História de dor, febre,
desidratação, hemorragia,
anemia
Início súbito, pode apresentar término abrupto
Avaliação clínica
Sinais da causa da taquicardia
ao exame físico
Palidez, desconforto respiratório, dor torácica, sinais
de ICC
Frequência cardíaca
Lactente 2 ANOS
• Escala de Glasgow ≤=14
• Estado mental alterado
• Sinais de fratura de base de crânio
REALIZAR
TC DE CRÂNIO OU
OBSERVAÇÃO CLÍNICA
2 ANOS
• Perda de consciência
• Vômitos
• Mecanismo de trauma grave
• Cefaleia forte
TCE DE ALTO RISCO TCE DE RISCO MODERADO
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 67
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
http://med.estrategia.com
1. (Neonatologia) REANIMAÇÃO NEONATAL
2. (Neonatologia) HIPOGLICEMIA NEONATAL
3. (Neonatologia) DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO RECÉM-NASCIDO
4. (Neonatologia) ICTERÍCIA E SEPSE NEONATAL
4.1 Icterícia neonatal
4.2 Sepse neonatal
5. (Neonatologia) CUIDADOS NEONATAIS
6. SÍFILIS CONGÊNITA E OUTRAS INFECÇÕES CONGÊNITAS
7. ALEITAMENTO MATERNO
8. IMUNIZAÇÕES E PROFILAXIAS PÓS-EXPOSIÇÃO
Rotavírus
Profilaxia de tétano acidental
Profilaxia de raiva
Profilaxia pós-exposição de sarampo e varicela
9. CRESCIMENTO
Perímetro cefálico (PC)
Estatura
10. DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR
Desenvolvimento motor grosseiro
Desenvolvimento motor fino
Desenvolvimento social
Desenvolvimento da linguagem
11. PUBERDADE
12. DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
Desnutrição
Obesidade infantil
13. SINAIS VITAIS EM CRIANÇAS
Hipertensão
Hipotensão
Frequência cardíaca
Frequência respiratória
14. PNEUMONIA EM PEDIATRIA
15. BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA
Critérios de internação em bronquiolite viral aguda
Tratamento em bronquiolite viral aguda
16. DIARREIA AGUDA
17. ASMA
Diagnóstico funcional
Controle da asma
Tratamento de manutenção para pacientes entre 6 e 11 anos
Tratamento de manutenção para pacientes menores de 6 anos
Exacerbação de asma em pacientes entre 6 e 11 anos
Exacerbação de asma em pacientes menores de 6 anos
18. FEBRE REUMÁTICA
19. DOENÇAS EXANTEMÁTICAS
20. EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS
Suporte básico de vida
Taquicardia supraventricular (TSV)
Ritmos chocáveis em parada cardiorrespiratória
Ritmos não chocáveis em parada cardiorrespiratória
Traumatismo cranioencefálico em criançasCOM FATOR DE RISCO SINTOMÁTICOS
Glicose 25mg/dL Amamentação
ASSINTOMÁTICOS COM GLICEMIA 90.
TERMOS
• 37 semanas até 41 semanas e 6 dias.
• Precoce: 37 a 38 semanas e 6 dias.
• Completo: 39 a 40 semanas e 6 dias.
• Tardio: 41 a 41 semanas e 6 dias.
PÓS-TERMOS > 42 semanas.
} CONSENSO NA LITERATURA
Não se esqueça: a sepse neonatal é uma emergência, portanto, além de coletar exames, devemos internar o bebê e iniciar
antibioticoterapia empírica, de acordo com o quadro abaixo:
SEPSE PRECOCE: AMPICILINA + GENTAMICINA.
SEPSE TARDIA: OXACILINA + AMICACINA.
NA PRESENÇA DE MENINGITE, ASSOCIAR CEFALOSPORINA DE 3ª OU 4ª GERAÇÃO.
EstratégiaMED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 13
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Outra coisa que devemos ter atenção é que os bebês PIG
e GIG podem ser saudáveis. No entanto, quando o examinador
levanta essa bola na questão, é mais provável que estejamos diante
de um paciente patológico que merece uma investigação!
Feita essa classificação, e estando tudo em ordem com nosso
neném, ele ficará no alojamento conjunto com sua mãe, enquanto
os seguintes exames de triagem neonatal são realizados até o
momento da alta.
As provas, no geral, cobram a conduta diante de alterações
nos exames. Vamos relembrar:
• Teste do olhinho: é o teste do reflexo do olho vermelho.
Serve para rastrear doenças oftalmológicas que alterem
a permeabilidade da luz da córnea até a retina (catarata
congênita, retinoblastoma, glaucoma congênito,
coriorretinite). Deve ser realizado antes da alta e, caso
venha alterado, o neném deve ser examinado com um
fundo de olho.
• Teste da orelhinha: o teste padrão é o das emissões
otoacústicas evocadas, realizado idealmente ainda
em alojamento conjunto. Caso venha alterado, o teste
pode ser repetido uma vez. Caso a alteração persista
OU estejamos diante de um paciente com histórico
que aumente risco de deficiência auditiva (infecções
congênitas, síndromes, exposição a antibióticos
ototóxicos, por exemplo), solicitamos avaliação com
Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico.
• Teste da linguinha: esse teste está previsto em lei
desde 2014. Consiste em examinar o frênulo lingual do
RN e avaliar anquiloglossia ("língua presa"), que pode
dificultar bastante o aleitamento materno.
• Teste do coraçãozinho: opa, aqui você precisa prestar
atenção! Temos duas fontes: Ministério da Saúde e
Sociedade Brasileira de Pediatria. O protocolo oficial é
o do Ministério da Saúde. Mas, em 2022, a SBP, lançou
um protocolo alternativo e que pode ser cobrado
em prova! Então, fique sempre atento ao que diz o
enunciado e vamos conferir os dois protocolos do teste
do coraçãozinho, que tria para cardiopatias congênitas
críticas (dependentes do canal arterial).
MINISTÉRIO DA SAÚDE
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 14
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
O intuito da atualização foi diminuir o número de falso-positivos e, ao mesmo tempo, não retardar o diagnóstico dos recém-nascidos
TESTE DO CORAÇÃOZINHO
Aferir a oximetria de pulso na mão direita (MSD) e em um dos pés (MI),
entre 24 e 48 horas de vida (recém-nascidos com IG > 35 semanas, assintomáticas)
SpO2 ≤ 89% SpO2 entre 90 e 94% ou
≠ entre MSD e MMI ≥ 4%
SpO2 ≥ 95% e ≠ entre
MSD e MMI ≤ 3%
Repetir o teste após 1 hora
SpO2 ≤ 89% SpO2 entre 90 e 94% ou
≠ entre MSD e MMI ≥ 4%
SpO2 ≥ 95% e ≠ entre
MSD e MMI ≤ 3%
Repetir o teste após 1 hora
SpO2 ≤ 89% SpO2 entre 90 e 94% ou
≠ entre MSD e MMI ≥ 4%
SpO2 ≥ 95% e ≠ entre
MSD e MMI ≤ 3%
TESTE POSITIVO
Realizar avaliação neonatal e cardiológica
completa (exame clínico e ecocardiograma)
Não dar alta até esclarecimento diagnóstico!
TESTE NEGATIVO
Seguimento neonatal de rotina
com cardiopatia congênita.
A primeira mudança está no público rastreado que, agora,
abrange recém-nascidos com mais de 35 semanas.
Além disso, diminuíram o valor de corte de SatO2 de 95%
para 89% para considerar um teste positivo “logo de cara”.
Um grupo intermediário foi criado com valores de corte
de SatO2 entre 90 e 94% OU diferença entre as medidas > 4%. É
justamente os recém-nascidos que se encaixam nesse grupo na
primeira oximetria de pulso que têm o teste considerado duvidoso
e que devem ser reavaliados com 1 hora. Se mantiverem os
parâmetros, um terceiro teste deve ser feito em 01 hora.
Se, no terceiro teste, mantiver satO2 entre 90 e 94% ou
diferença entre as medidas > 4%, o teste é considerado positivo. Se,
em algum desses testes adicionais, a satO2 ficar menor que 89%, o
teste já é considerado positivo.
Se der SatO2 > 95% e diferençatríplice: sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 17
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
CAPÍTULO
6. SÍFILIS CONGÊNITA E OUTRAS INFECÇÕES
CONGÊNITAS
Você vai se cansar de fazer questões deste tema! São muito recorrentes nas provas e na prática da Pediatria. Vamos por partes.
Antes de mais nada, é importante aprender a interpretar os exames!
! PARA FACILITAR: os testes que têm a letra “A” na sigla são os treponêmicos. Lembre-se de que eles são mais específicos, porém não
são úteis para o seguimento de resposta ao tratamento, pois, uma vez positivados, tendem a permanecer positivos por tempo indeterminado.
TESTES IMUNOLÓGICOS TIPOS CARACTERÍSTICAS
Não treponêmico
VDRL
RPR
TRUST
USR
Quantificáveis;
Diagnóstico;
Monitoramento da resposta ao tratamento.
Treponêmico
FTA-Abs
ELISA/EQL
TPHA/TPPA
MHA-TP
Teste Rápido
Primeiro a ficar reagente;
Permanecem reagentes após o tratamento;
Diagnóstico;
Não servem para monitoramento do tratamento.
TREPONÊMICO NÃO TREPONÊMICO INTERPRETAÇÃO
Reagente Reagente Sífilis confirmada ou cicatriz sorológica.
Reagente Não reagente
Repetir teste treponêmico com metodologia diferente.
Reagente: infecção recente ou cicatriz sorológica.
Não reagente: primeiro teste falso-reagente, descartar
diagnóstico de sífilis.
Não reagente Reagente
Repetir teste treponêmico com metodologia diferente.
Reagente: sífilis ou cicatriz sorológica.
Não reagente: teste não treponêmico falso-reagente,
descartar diagnóstico de sífilis.
Não reagente Não reagente
Ausência de infecção ou período de incubação (janela
imunológica).
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 18
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MED
Feito o diagnóstico e tratamento adequado da gestante, é importante avaliar se tivemos uma resposta imunológica adequada e se o
tratamento foi adequado:
VDRL OU RPR MENSAL
VDRL OU RPR
não reagente
Aumento da titulação
em 2 diluições (4x)
RESPOSTA IMUNOLÓGICA
ADEQUADA
CRITÉRIOS DE RETRATAMENTO
(reativação ou reinfecção)
Tratar com 2,4 milhões
UI por 3 semanas
Investigar sinais ou
sintomas neurológicos
ou oftalmológicos
Persistência ou
recorrência de sinais
e sintomas clínicos
Queda de 2 diluições
(4x) em 6 meses
(sifilis recente) ou
12 meses (sifilis tardia).
Ausência de queda de 2
titulações (4x) em até 6
meses (sífilis recente) ou
12 meses (sífilis tardia)
Beleza, aí, quando a criança nasce, precisamos definir o que é um portador de sífilis congênita e/ou neurossífilis.
A MÃE FOI ADEQUADAMENTE TRATADA?
MÃE ADEQUADAMENTE TRATADA
Tratamento com penicilina benzatina
Início do tratamento até 30 dias antes do parto
Esquema terapêutico de acordo com o estágio clínico da sífilis
Queda dos títulos em pelo menos duas titulações
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 19
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Tenha atenção aos valores de celularidade ou proteínas no liquor! São bem diferentes do que observamos nos adultos.
TEM SÍFILIS CONGÊNITA SE...
VDRL em qualquer titulação
+
Alterações no exame físico,
liquor ou radiografia
compatíveis com a doença
VDRL do RN acima de duas
ou mais titulações do
materno
Independentemente do
tratamento materno
e
RN tem sífilis
congênita e ponto
Mãe inadequadamente
tratada ou não tratada
TEM NEUROSSÍFILIS SE...
Liquor do RN
VDRL reagente
Celularidade > 25céls/mm3
e
Proteínas > 150mg/dL
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 20
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MED
Exames alterados e/ou
VDRL reagente em
qualquer titulação
Penicilina cristalina
2ª opção: Penicilina
procaína na ausência de
neurossífilis
Mãe inadequadamente
tratada ou não tratada
Coletar:
1 - VDRL mãe e RN
2 - Hemograma
3 - Liquor
4 - Realizar radiografia
de ossos longos
Exames normais E VDRL
não reagente
Dose única de
Penicilina benzatina
Notificar
Tratar
Seguimento ambulatorial
Sabendo disso, memorize o fluxograma do procedimento em caso de filho de mãe sem tratamento adequado.
! PARA FACILITAR: a criança não vai ficar sem tratamento nesse contexto! O tratamento mais “básico” é feito com dose única de
penicilina G benzatina e só é possível caso o VDRL seja negativo. Siga a nossa dica mental: NTT (Notifique, Trie e Trate!)
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 21
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Agora, para a alegria da equipe de Pediatria, considere a situação em que o tratamento foi adequado.
! PARA FACILITAR: mesmo com tratamento adequado, não tem como fugir de uma coleta pareada de VDRL.
Mãe adequadamente
tratada
Coletar:
VDRL mãe e RN
VDRL do RN 2x maior
que o materno
Não é sífilis congênita!
Pesquisar outras
infecções
VDRL do RN
Menor que o materno ou
igual ou
Maior em até 1
titulaçãoÉ sífilis congênita!
Notifique
Trie
Trate com penicilina
cristalina
Não é sífilis congênita!
VDRL do RN não reagente
Sintomático Assintomático Sintomático
Seguimento ambulatorial
Entre as infecções congênitas, a sífilis é a que tem um fluxograma de manejo mais complexo. Das outras infecções congênitas, memorize
as características-chave a seguir:
INFECÇÃO CONGÊNITA CARACTERÍSTICAS-CHAVE
Toxoplasmose
Tétrade de Sabin: calcificações intracranianas difusas, coriorretinite, hidro ou microcefalia e
retardo mental.
Rubéola Cardiopatia congênita, catarata e surdez.
Citomegalovírus Calcificações intracranianas periventriculares, petéquias e surdez.
Herpes simples Vesículas cutâneas, hiperemia conjuntival e acometimento neurológico.
Varicela Lesões cicatriciais cutâneas e malformações de membros.
Zika vírus Microcefalia, microftalmia, pé torto congênito e artrogripose.
HIV Assintomático ao nascer e sinais de imunodepressão tardios.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 22
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
7. ALEITAMENTO MATERNO
CAPÍTULO
Tema que é frequentemente observado em provas como IAMSPE e Santa Casa de SP.
! PARA FACILITAR: o único leite que pode ser guardado por mais de 1 dia é o congelado no freezer.
✓ O leite materno ordenhado em temperatura ambiente deve ser consumido o mais rápido possível. Os manuais do Ministério da
Saúde não deixam claro qual é o limite de tempo aceitável. Dizem apenas que, quando em temperatura ambiente, o consumo deve
ser realizado imediatamente após a coleta. Especialistas sugerem que não passe de 1 a 2 horas (considerando-se todo o processo, do
início da ordenha até a administração do leite).
✓ O leite materno ordenhado armazenado em geladeira deve ser consumido em até 12 horas.
✓ O leite materno ordenhado congelado no freezer deve ser consumido em até 15 dias.
✓ Após descongelado, o leite materno ordenhado pode ser mantido em geladeira e consumido em até 12 horas. Caso não seja
consumido, após esse período ele não pode ser novamente congelado, devendo ser descartado.
Outra coisa frequente é cobrar dos alunos as contraindicações. O examinador vai tentar confundi-lo colocando umas doenças bizarras
no enunciado (p. ex. hepatite C ou fenilcetonúria). Mas tenha em mente que as contraindicações ABSOLUTAS são: infecção pelo HIV, HTLV,
galactosemia e algumas medicações.
✓ Mães infectadas pelo HIV.
✓ Mães infectadas pelo HTLV1 e HTLV2.
✓ Criança portadora de galactosemia, doença rara em que ela não pode ingerir leite humano ou qualquer outro que contenha lactose.
✓ Uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação. Alguns fármacos são considerados contra indicados de forma absoluta,
outros relativos. Alguns que são comumente cobrados em provas são:
• Antineoplásicos;
• Radiofármacos (pelo menos durante a meia-vida deles);
• Caem muitas questões sobre o iodo;
• Amiodarona (pode causar hipotireoidismo no bebê);
• Raros imunossupressores (como a ciclofosfamida);
8. IMUNIZAÇÕES E PROFILAXIAS PÓS-EXPOSIÇÃO
CAPÍTULO
Quando a gente pensa em decoreba em provas de Residência, certamenteesse é o primeiro tema que nos vem à cabeça. Não vai ter
como fugir: ele só entra na cabeça depois de resolvermos muitas questões!
Como a maioria das questões cobra conceitos do Programa Nacional de Imunizações, é nele que devemos focar. Caso a instituição de
seu interesse se baseie em outra referência, fique atento às diferenças!
! PARA FACILITAR: memorize os meses que têm o mesmo esquema de vacinação. Por exemplo: meses 3 e 5; meses 2, 4 e 6 (com
atenção para rotavírus e pneumocócica).
• Raros antimicrobianos (como
linezolida e ganciclovir);
• Tamoxifeno;
• Lítio; e
• Ergotaminas.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 23
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
VACINAS Ao
nascer 2 meses 3 meses 4 meses 5 meses 6 meses 9 meses 12
meses
15
meses
4 a 6
anos
BCG
Dose
única
Hepatite B
Dose
única
Pentavalente
(Difteria, tétano,
coqueluche,
Hepatite B,
Haemophilus
influenzae tipo
B)
1ª dose
(2ª
dose da
Hepatite
B)
2ª dose
(3ª
dose da
Hepatite
B)
3ª dose
(4ª
dose da
Hepatite
B)
Pólio inativada
(VIP/Salk)
1ª dose 2ª dose 3ª dose
Rotavírus 1ª dose 2ª dose
Pneumocócica
10-valente
1ª dose 2ª dose Reforço
Meningocócica C 1ª dose 2ª dose Reforço
Febre amarela 1ª dose
Reforço
(4 anos)
Tríplice Viral
(Sarampo,
caxumba,
rubéola)
1ª dose
Tetra Viral
(Sarampo,
caxumba, rubéola,
varicela)
2ª dose
sarampo,
caxumba
e
rubéola
1ª dose
varicela
DTP (Difteria,
tétano,
coqueluche)
Reforço Reforço
Pólio Oral (VOP/
Sabin)
Reforço Reforço
Hepatite A
Dose
única
Varicela isolada
2ª dose
Varicela
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 24
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
E os adolescentes? Vamos dar uma olhada em seu calendário vacinal!
CALENDÁRIO VACINAL DOS ADOLESCENTES PNI
VACINAS DOSES
HPV 9 a 14 anos
Dose única
Meningocócica ACWY 11 a 14 anos
Dose única
Dupla bacteriana adulto (dT)
Uma dose de reforço a cada 10 anos
Três doses, se não tiver o esquema
completo anteriormente
Hepatite B Três doses,
se não tiver o esquema completo anteriormente
Febre amarela Dose única, se não tiver vacinação prévia
Tríplice viral
(sarampo, caxumba e rubéola)
Duas doses,
se não tiver o esquema completo anteriormente
CALENDÁRIO VACINAL DO ADULTO – 20 AOS 59 ANOS - DO PNI
VACINAS DOSES
Hepatite B Três doses, se não tiver o esquema
completo anteriormente
Dupla bacteriana adulto (dT) Uma dose de reforço a cada 10 anos
Três doses, se não tiver o esquema completo anteriormente
Febre amarela Dose única, se não tiver vacinação prévia
Tríplice Viral
(Sarampo, caxumba e rubéola)
Duas doses, se não tiver o esquema completo
anteriormente até os 29 anos
Dose única dos 30 aos 59 anos
CALENDÁRIO VACINAL DO IDOSO – MAIOR DE 60 ANOS - DO PNI
VACINAS DOSES
Hepatite B Três doses, se não tiver o esquema completo anteriormente
Dupla bacteriana adulto (dT)
Uma dose de reforço a cada 10 anos
Três doses, se não tiver o esquema completo anteriormente
Influenza Dose única anual
Pneumocócica 23-valente
Uma dose para acamados ou moradores de instituições
fechadas
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 25
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
ROTAVÍRUS
Esta é queridinha das provas. Tenha atenção às idades máximas e mínimas.
Idade mínima: 3 meses e 15 dias.
Idade máxima: 7 meses e 29 dias.
Primeira dose
Idade mínima: 1 mês e 15 dias.
Idade máxima: 3 meses e 15 dias.
Segunda dose
PROFILAXIA DE TÉTANO ACIDENTAL
Este tema é quente! Lembre-se de que temos um melhor cenário, no qual o paciente não vai precisar de profilaxia pós-exposição:
esquema vacinal completo e última dose da vacina há menos de 5 anos!
Se não for esse o caso, defina o risco de o ferimento causar tétano. Há baixo risco quando os ferimentos são superficiais e limpos, os
pacientes não precisam de imunoglobulina, mas sim, às vezes, de vacina. Os ferimentos de alto risco são os sujos, perfurantes e profundos.
Eles sempre vão exigir vacina (a não ser que estejam no melhor cenário!) e, em alguns casos, imunoglobulina.
RESUMINDO:
ALTO RISCORISCO MÍNIMO
TOMOU VACINA HÁ MENOS DE 5 ANOS:
NÃO APLIQUE VACINA NEM IMUNOGLOBULINA
• Não utilizar imunoglobulina
• Vacina se:
• Desconhecido
• Incompleto
• > 10 anos
• Vacina
• Imunoglobulina se:
• Paciente de alto risco com
vacina > 5 anos
• Esquema incompleto
• Desconhecido
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Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
PROFILAXIA DE RAIVA
A primeira coisa a ser feita é definir se o acidente foi leve ou grave. Lembre-se de que mãos, pés e cabeça são locais nobres, neles,
acidentes são sempre graves!
! PARA FACILITAR: memorize as situações em que devemos agir com soro e vacinação. Tendo certeza disso, conseguimos eliminar
muitas alternativas nas questões sobre este tema.
Agir de imediato
CONTATO INDIRETO: NADA!
PROFILAXIA DA RAIVA
OBSERVÁVEL
SEM SUSPEITA DE RAIVA
Observar 10 dias
Vivo/Saudável
Morto/
Desaparecido/
Doente
Encerra o caso
Leve: 4 vacinas
Grave: 4 vacinas +
1 soro
NÃO OBSERVÁVEL OU
COM SUSPEITA DE RAIVA
Agir de imediato
Leve: 4 vacinas
INTERESSE ECONÔMICO: Bovídeos,
equídeos, caprinos, suínos e ovinos
Agir de imediato
Mocergos e mamíferos silvestres
4 vacinas + 1 soro
Grave: 4 vacinas +
1 soro
Grave: 4 vacinas +
1 soro
Leve: 4 vacinas
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PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO DE SARAMPO E VARICELA
Tema bastante frequente nas provas de Neonatologia e Pediatria. Tenha atenção nos pacientes que só podem utilizar imunoglobulina
e, principalmente, se o paciente está hospitalizado!
RESUMINDO A CONDUTA EM CONTACTANTES:
CONTACTANTES SUSCETÍVEIS AO SARAMPO
VACINA
• Maiores de 6 meses
imunocompetentes
Até 72 horas após exposição
IMUNOGLOBULINA
• Menores de 6 meses
• Imunodeprimidos
• Gestantes
Até 6 dias após exposição
CONTACTANTES SUSCETÍVEIS À VARICELA
VACINA
• Maiores de 9 meses
imunocompetentes.
Até 3 a 5 dias após exposição
IMUNOGLOBULINA
• Imunodeprimidos.
• Gestantes.
• Menores de 9 meses em contato
hospitalar com o vírus.
• RNs de mães que desenvolveram
a doença 5 dias antes ou 2 dias
após o parto.
• Prematuros cuja mãe nunca teve
varicela ou todos os menores de
28 semanas.
Até 96 horas após exposição
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9. CRESCIMENTO
CAPÍTULO
Nesse tema, a decoreba corre solta e não tem muito para onde a gente fugir. O pior de tudo é que é um tema forte na maioria das
provas, especialmente na USP-RP.
PERÍMETRO CEFÁLICO (PC)
Vamos começar do começo: o bebê. Há quem diga que os
recém-nascidos são bonitinhos, mas a verdade é que eles são bem
cabeçudos. E isso reflete-se no ritmo de crescimento da cabeça
deles!
! PARA FACILITAR: quanto menor a criança, mais “cabeçuda”
ela é (proporcionalmente falando). Pensando nisso, o ritmo de
crescimento do PC é assombroso nos primeiros meses de vida.
Apesar de totalizar uma média de velocidade de aumento de 1 cm/
mês no primeiro ano, o ritmo é bem mais acelerado no primeiro
semestre de vida.
Primeiro trimestre: 2 cm/mês.
Segundo trimestre: 1 cm/mês.
Segundo semestre: 0,5 cm/mês.
Perímetro cefálico cresce 12 cm no 1º ano.
ESTATURA
O primeiro passo é definir o alvo genético de estatura do paciente. Não dá para esperar um filho de 1,90 m quando os pais têm 1,55
m de altura!
! PARA FACILITAR: guarde o 13, e lembre-se de que as mulheres tendem a ter uma estatura final menor que a dos homens. Assim, o 13
é negativo para meninas e positivo para meninos.
Alvo Genético
+ Estatura da Mãe
- 13
÷ 2
+ 13
+ Estatura da Mãe
Estatura do Pai
Estatura do Pai
Alvo Genético Menina
Alvo Genético Menino
Definido o alvo genético, é interessante checar como a estatura do paciente está para a idade dele. Isso é importante especialmente
quandodesconfiamos de desnutrição crônica, que é capaz de afetar a estatura do paciente.
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! PARA FACILITAR: quanto à estatura, na grande maioria dos casos, não nos preocupamos muito quando ela está “alta”. A preocupação
maior está nos baixinhos! Lembre-se de que qualquer coisa abaixo do p3 ou Z-2 merece investigação.
VALORES CRÍTICOS DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
é de desnutrição de terceiro grau!
Peso/Idade =
Peso observado
x 100
Peso esperado para idade e sexo (P50)
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Após o cálculo, podemos avaliar qual a porcentagem de adequação do peso da criança em relação à mediana da população e classificar
o seu estado nutricional. Veja a tabela abaixo:
% Adequação Peso/Idade Estado de Nutrição
>90 Eutrofia
76-90 Desnutrição leve ou de 1º Grau
61-75 Desnutrição moderada ou de 2º Grau
≤60 Desnutrição grave ou de 3º Grau
Para pacientes entre 2 e 10 anos, utilizamos a Classificação de Waterlow. Essa classificação demonstra se uma desnutrição é aguda ou
crônica.
Estatura/Idade =
Estatura observada
x 100
Estatura esperado para idade e sexo (P50)
Peso/Estatura =
Peso observado
x 100
Peso esperado para a estatura observada (P50)
Segundo passo: agora inserimos os valores encontrados no quadro abaixo, que define o diagnóstico:
E/I E/I
P/E > 95% ≤ 95%
≥ 90% EUTRÓFICO DESNUTRIÇÃO PREGRESSA
85 e ≤97 >+1 e ≤+2 Risco de sobrepeso Sobrepeso
>97 e ≤99,9 >+2 e ≤+3 Sobrepeso Obesidade
>99,9 > +3 Obesidade Obesidade grave
E a classificação da OMS, que é a mais aceita atualmente, está a seguir:
OBESIDADE INFANTIL
CRIANÇAS DE 6 A 59 MESES
DESNUTRIÇÃO AGUDA MODERADA
• Circunferência do braço entre 115 a 124 mm, OU
• Peso para estatura entre o escore Z -2 e -3 OU
• IMC entre o escore Z -2 e -3
DESNUTRIÇÃO AGUDA GRAVE
• Circunferência do braço 10 anos 220 bpm) apontam para a possibilidade de taquiarritmias
supraventriculares.
CAPÍTULO
13. SINAIS VITAIS EM CRIANÇAS
HIPERTENSÃO
Caso o examinador exija a classificação, necessariamente ele
trará o sexo, a idade, a altura do paciente e uma TABELA GIGANTE
com todos os valores de referência em percentis, de acordo com as
características do paciente. Seu papel, aqui, vai ser lembrar quais
são os percentis considerados hipertensão nas crianças!
! PARA FACILITAR: diferentemente dos adultos, aqui, não
temos Estágio 3. O mais grave é o Estágio 2 (qualquer coisa acima
do P95 + 12 mmHg é Estágio 2). Sabendo disso, memorize do “pior
para o melhor”.
Percentil de PA de acordo com sexo idade e altura Classificação
PA 28 dias aMED
Drenagem pH > 7,2
Glicose > 40
Observação
24 - 48 horas
Reavaliação
Piora Melhora:
manter conduta
Purulento Não purulento
Toracocentese (Gram e cultura)
Derrame pleural
pHA DESIDRATAÇÃO:
A.1.1 O paciente deve tomar líquidos caseiros (água, chá, suco, água de coco,
sopas) ou solução de sais de reidratação oral (SRO) após cada evacuação
diarreica e episódio de vômito, em pequenas quantidades e maior
frequência.
A.1.2 Não utilizar refrigerantes e, preferencialmente, não adoçar o chá ou o
suco.
A.2 MANTER A ALIMENTAÇÃO HABITUAL PARA PREVENIR A A.2 MANTER A ALIMENTAÇÃO HABITUAL PARA PREVENIR A
DESNUTRIÇÃO:DESNUTRIÇÃO:
A.2.1 Manter a alimentação habitual – tanto as crianças como os adultos.
A.2.2 Criança em aleitamento materno exclusivo – o único líquido que deve
ser oferecido, além do leite materno, é a solução de SRO.
A.3 LEVAR O PACIENTE IMEDIATAMENTE AO ESTABELECIMENTO DE A.3 LEVAR O PACIENTE IMEDIATAMENTE AO ESTABELECIMENTO DE
SAÚDE SE:SAÚDE SE:
A.3.1 Não melhorar em 2 dias.
A.3.2 Apresentar qualquer um dos sinais de alerta abaixo:
A.4 ORIENTAR O PACIENTE OU ACOMPANHANTE PARA:A.4 ORIENTAR O PACIENTE OU ACOMPANHANTE PARA:
A.4.1 Reconhecer os sinais de desidratação e sinais de alerta.
A.4.2 Preparar e administrar a solução de sais de reidratação oral.
A.4.3 Praticar medidas de higiene pessoal e domiciliar (lavagem adequada
das mãos, tratamento da água intradomiciliar e higienização dos
alimentos).
A.5 ADMINISTRAR ZINCO 1 vez ao dia, DURANTE 10 A 14 DIAS:A.5 ADMINISTRAR ZINCO 1 vez ao dia, DURANTE 10 A 14 DIAS:
A.5.1 Até 6 meses de idade: 10 mg/dia.
A.5.2 Maiores de 6 meses a menores de 5 anos de idade: 20 mg/dia.
PLANO B
PARA TRATAR A DESIDRATAÇÃO POR VIA ORAL
NO ESTABELECIMENTO DE SAÚDE
B.1 ADMINISTRAR SOLUÇÃO DE SAIS DE REIDRATAÇÃO
ORAL:
B.1.1 Apenas como orientação inicial, o paciente deverá receber
de 50 a 100 ml/kg (média de 75 ml/kg) para ser administrado no
período de 4-6 horas.
B.1.2 A quantidade de solução ingerida dependerá da sede do
paciente.
B.1.3 A solução de SRO deverá ser administrada continuamente,
até que desapareçam os sinais de desidratação.
B.1.4 Se o paciente desidratado, durante o manejo do PLANO
B, apresentar vômitos persistentes, administrar uma dose de
antiemético ondansetrona:
• Crianças de 6 meses a 2 anos: 2 mg (0,2 a 0,4 mg/kg);
• Maiores de 2 anos a 10 anos (até 30 kg): 4 mg;
• Adultos e crianças com mais de 10 anos (mais de 30 kg): 8 mg.
B.2. DURANTE A REIDRATAÇÃO REAVALIAR O PACIENTE
SEGUINDO AS ETAPAS DO QUADRO “AVALIAÇÃO DO
ESTADO DE HIDRATAÇÃO DO PACIENTE”:
B.2.1 Se desaparecerem os sinais de desidratação, utilize o
PLANO A.
B.2.2 Se continuar desidratado, indicar a sonda nasogástrica
(gastróclise).
B.2.3 Se o paciente evoluir para desidratação grave, seguir o
PLANO C.
B.3 DURANTE A PERMANÊNCIA DO PACIENTE OU DO
ACOMPANHANTE NO SERVIÇO DE SAÚDE, ORIENTAR A:
B.3.1 Reconhecer os sinais de desidratação.
B.3.2 Preparar e administrar a solução de SRO.
B.3.3 Praticar medidas de higiene pessoal e domiciliar (lavar
adequadamente as mãos, tratar a água para consumo humano
(ingestão) e higienizar os alimentos).
O PLANO B DEVE SER REALIZADO NO
ESTABELECIMENTO DE SAÚDE.
O PACIENTE DEVE PERMANECER NO ESTABELECIMENTO
DE SAÚDE ATÉ A REIDRATAÇÃO COMPLETA.
PLANO C
PARA TRATAR A DESIDRATAÇÃO GRAVE POR VIA ENDOVENOSA NO
ESTABELECIMENTO DE SAÚDE/HOSPITAL
C.1 ADMINISTRAR REIDRATAÇÃO ENDOVENOSA – FASE DE EXPANSÃO E C.1 ADMINISTRAR REIDRATAÇÃO ENDOVENOSA – FASE DE EXPANSÃO E
FASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃOFASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO
FASE DE EXPANSÃO – MENORES DE 1 ANOFASE DE EXPANSÃO – MENORES DE 1 ANO33
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
1º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
30 ml/kg 1 hora
2º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
70 ml/kg 5 horas
FASE DE EXPANSÃO – A PARTIR DE 1 ANOFASE DE EXPANSÃO – A PARTIR DE 1 ANO33
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
1º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
30 ml/kg 30 minutos
2º
Soro Fisiológico
a 0,9% ou Ringer
Lactato
70 ml/kg 2 horas e 30 minutos
3 Para recém-nascidos ou menores de 5 anos com cardiopatias graves,
começar com 10 ml/kg de peso.
FASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO PARA TODAS AS FAIXAS ETÁRIASFASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO PARA TODAS AS FAIXAS ETÁRIAS
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE
ADMINISTRAÇÃO
3º
Soro Glicosado
a 5% + Soro
Fisiológico a 0,9%
na proporção de
4:1 (manutenção)
Peso até
10 kg 100 ml/kg
24 HORAS
Peso de 10
a 20kg
1.000 ml +
50 ml/kg de
peso que
exceder 10
kg
Peso
acima
de 20 kg
1.500 ml +
20 ml/kg de
peso que
exceder 20
kg
(no máximo
2.000 ml)
+
Soro Glicosado
a 5% + Soro
Fisiológico a 0,9%
na proporção de 1:1
(reposição)
Iniciar com 50 ml/kg/dia.
Reavaliar esta quantidade
de acordo com as perdas
do paciente.
+
KCl a 10% 2 ml para cada 100 ml
de solução da fase de
manutenção.
C.2 AVALIAR O PACIENTE CONTINUAMENTE. SE NÃO HOUVER MELHORA C.2 AVALIAR O PACIENTE CONTINUAMENTE. SE NÃO HOUVER MELHORA
DA DESIDRATAÇÃO, AUMENTAR A VELOCIDADE DE INFUSÃO/DA DESIDRATAÇÃO, AUMENTAR A VELOCIDADE DE INFUSÃO/
GOTEJAMENTO:GOTEJAMENTO:
C.2.1 Iniciar a reidratação por via oral com solução de SRO, quando o paciente
puder beber, geralmente 2 a 3 horas após o início da reidratação endovenosa,
concomitantemente.
C.2.2 Interromper a reidratação por via endovenosa somente quando o
paciente puder ingerir a solução de SRO em quantidade sufi ciente para se
manter hidratado. A quantidade de solução de SRO necessária varia de um
paciente para outro, dependendo do volume das evacuações.
C.2.3 Observar o paciente por pelo menos 6 horas.
C.2.4 Reavaliar o estado de hidratação e orientar quanto ao tratamento
apropriado a ser seguido: PLANO A, B ou continuar com o C.
OS PACIENTES QUE ESTIVEREM SENDO REIDRATADOS POR VIA
ENDOVENOSA DEVEM PERMANECER NO ESTABELECIMENTO DE
SAÚDE ATÉ QUE ESTEJAM COMPLETAMENTE HIDRATADOS E
CONSEGUINDO MANTER A HIDRATAÇÃO POR VIA ORAL.
USO DE MEDICAMENTOS EM PACIENTES COM DIARREIA
Antibióticos: Devem ser usados somente para casos de diarreia com sangue (disenteria)
e comprometimento do estado geral ou em caso de cólera grave. Em outras condições, os
antibióticos são inefi cazes, causam resistência antimicrobiana e, portanto, não devem ser prescritos.
Antiparasitários: Devem ser usados somente para:
• Amebíase, quando o tratamento de disenteria por Shigella sp fracassar, ou em casos em que se
identificam nas fezes trofozoítos de Entamoeba histolytica englobando hemácias: Metronidazol
50 mg/kg/dia 3x/dia por 10 dias.
• Giardíase, quando a diarreia durar 14 dias ou mais, se identificarem cistos ou trofozoítos nas fezes
ou no aspirado intestinal: Metronidazol 15 mg/kg/dia 3x/dia por 5 dias.
Zinco: Deve ser administrado, conforme descrito no PLANO A, para crianças menores de 5 anos.
Antiemético: Apenas deve ser usado se o paciente apresentar vômitos persistentes, conforme
descrito no PLANO B, para garantir que consiga ingerir a solução de SRO e ser reidratado.
ANTIDIARREICOS NÃO DEVEM SER USADOS
IDADE Quantidade de líquidos que deve ser administrada/
ingerida após cada evacuação diarreica
Menores de 1 ano 50-100 ml
De 1 a 10 anos 100-200 ml
Maiores de 10 anos Quantidade que o paciente aceitar
ATENÇÃO:
SE, APÓS 6 HORAS DE TRATAMENTO, NÃO HOUVER
MELHORA DA DESIDRATAÇÃO, ENCAMINHAR AO
HOSPITAL DE REFERÊNCIA PARA INTERNAÇÃO.
• Piora da diarreia
(ex.: aumento da
frequência ou do volume)
• Vômitos repetidos
• Sangue nas fezes
• Diminuição da diurese
• Muita sede
• Recusa de alimentos
SINAIS DE SINAIS DE
ALERTAALERTA
ALERTA: NÃO UTILIZAR EM GESTANTES.
NOTA: Crianças menores de 3 meses ou criança com imunodefi ciência:
• Ceftriaxona: 50 a 100 mg/kg endovenosa 1 vez ao dia. Se não estiver hospitalizada,
administrar 1ª dose intramuscular e referenciar ao hospital.
Fonte: Ministério da Saúde.
! PARA FACILITAR: quando a questão quer direcionar seu
raciocínio para desidratação grave, ela geralmente enfatiza os
achados com termos como “muito” (muito fraco, muito fundos,
etc) e trazem diminuição do nível de consciência!
Com isso, definimos o plano que vamos utilizar!
Plano A ("Ah, vá para