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med.estrategia.com
PEDIATRIA
https://med.estrategia.com/
Estratégia
MED
Estratégia MED | Memorex do Estratégia MED 2PEDIATRIA
@estrategiamed
/estrategiamed
Estratégia MED
t.me/estrategiamed
@estrategiamed
INTRODUÇÃO
As provas de Pediatria, apesar de contarem com várias 
questões que se aproximam do raciocínio proposto pela Clínica 
Médica ou Cirúrgica, ainda cobram muitas coisas que acabam 
caindo na decoreba!
Só de lembrar que tem que saber sobre calendário 
vacinal, marcos de desenvolvimento e marcos da puberdade, 
muitos candidatos passam mal. No entanto, com dedicação e 
um pouco de paciência, os conceitos vão ficando medulares e a 
Pediatria começa a ser uma das áreas em que você vai garantir 
mais pontos na sua prova. 
 De antemão, já vou dar uma dica valiosa. A medicina, 
de uma forma geral, está caminhando para uma postura menos 
invasiva com os pacientes. Sabendo disso, os examinadores 
tentam confundir o candidato apresentando situações normais 
que parecem patológicas, com o intuito de fazer a gente ir para 
uma resposta que aponte um caminho “invasivo”. A chave, nesse 
caso, é memorizar aquilo que é problemático! Qualquer coisa 
que fuja do problemático, pense sempre nas alternativas mais 
conservadoras como a resposta correta, por exemplo, “conduta 
expectante”, “orientar sobre benignidade do quadro” e coisas 
do tipo. Se, mesmo depois de ler a questão, você continuar em 
dúvida (e for um cenário cabível), considere com mais carinho a 
alternativa que não seja invasiva para o paciente, beleza?
Outra coisa importante, especialmente se você tiver 
interesse em estudar na USP-SP, é “separar” o estudo de 
Neonatologia da Pediatria geral. Nessa instituição, os temas 
da Neo correspondem a praticamente metade da prova de 
Pediatria!
Bom, sem mais delongas, vamos para os tópicos decorebas 
da Pediatria, tema por tema:
https://www.instagram.com/estrategiamed/
https://www.facebook.com/estrategiamed1
https://www.youtube.com/channel/UCyNuIBnEwzsgA05XK1P6Dmw
https://t.me/estrategiamed
https://t.me/estrategiamed
https://www.tiktok.com/@estrategiamed
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 3
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
SUMÁRIO
1. (NEONATOLOGIA) REANIMAÇÃO NEONATAL 5
2. (NEONATOLOGIA) HIPOGLICEMIA NEONATAL 7
3. (NEONATOLOGIA) DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO RECÉM-NASCIDO 9
4. (NEONATOLOGIA) ICTERÍCIA E SEPSE NEONATAL 10
4.1 ICTERÍCIA NEONATAL 10
4.2 SEPSE NEONATAL 11
5. (NEONATOLOGIA) CUIDADOS NEONATAIS 12
6. SÍFILIS CONGÊNITA E OUTRAS INFECÇÕES CONGÊNITAS 17
7. ALEITAMENTO MATERNO 22
8. IMUNIZAÇÕES E PROFILAXIAS PÓS-EXPOSIÇÃO 22
ROTAVÍRUS 25
PROFILAXIA DE TÉTANO ACIDENTAL 25
PROFILAXIA DE RAIVA 26
PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO DE SARAMPO E VARICELA 27
9. CRESCIMENTO 28
PERÍMETRO CEFÁLICO (PC) 28
ESTATURA 28
10. DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR 30
DESENVOLVIMENTO MOTOR GROSSEIRO 30
DESENVOLVIMENTO MOTOR FINO 31
DESENVOLVIMENTO SOCIAL 32
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM 33
11. PUBERDADE 34
12. DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL 37
DESNUTRIÇÃO 37
OBESIDADE INFANTIL 40
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 4
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
13. SINAIS VITAIS EM CRIANÇAS 41
HIPERTENSÃO 41
HIPOTENSÃO 41
FREQUÊNCIA CARDÍACA 41
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA 42
14. PNEUMONIA EM PEDIATRIA 42
15. BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA 45
CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO EM BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA 45
TRATAMENTO EM BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA 45
16. DIARREIA AGUDA 46
17. ASMA 47
DIAGNÓSTICO FUNCIONAL 47
CONTROLE DA ASMA 49
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO PARA PACIENTES ENTRE 6 E 11 ANOS 49
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO PARA PACIENTES MENORES DE 6 ANOS 51
EXACERBAÇÃO DE ASMA EM PACIENTES ENTRE 6 E 11 ANOS 53
EXACERBAÇÃO DE ASMA EM PACIENTES MENORES DE 6 ANOS 55
18. FEBRE REUMÁTICA 57
19. DOENÇAS EXANTEMÁTICAS 58
20. EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS 61
SUPORTE BÁSICO DE VIDA 61
TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR (TSV) 63
RITMOS CHOCÁVEIS EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA 64
RITMOS NÃO CHOCÁVEIS EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA 65
TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO EM CRIANÇAS 66
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 5
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
1. (NEONATOLOGIA) REANIMAÇÃO NEONATAL
CAPÍTULO
Aconteceram algumas atualizações em 2022! Memorize o fluxograma atualizado a seguir. 
! PARA FACILITAR: foque nas diferenças entre pacientes maiores e menores de 34 semanas. Não são muitas, mas costumam ser 
bastante cobradas.
mínimo 1 minuto
1. Colocar sob fonte 
de calor radiante
2. Secar e retirar 
campos úmidos
3. Posicionar a cabeça 
em leve extensão
4. Aspirar boca e 
narinas, se necessário
Respiração regular?
• Avaliar técnica de VPP.
Se erro, ventilar por mais 30 
segundos.
• Considerar O2 suplementar 
de acordo com a oximetria.
• Considerar máscara laríngea.
• Considerar intubação 
orotraqueal (IOT), se técnica 
correta.
• Considerar aspiração 
traqueal na suspeita de 
aspiração de líquido meconial.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 6
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Depois de memorizar o passo a passo, que é o mais importante, reserve um espaço no seu HD cerebral para o Boletim de APGAR. 
mínimo 30 segundos1. Colocar sob fonte 
de calor radiante
2. Posicionar a cabeça 
em leve extensão
3. Envolver o RN em 
saco transparente, sem 
secar, exceto face
4. Colocar touca dupla
5. Aspirar bocas e 
narinas, se necessário
6. Outra pessoa deve: 
locar oxímetro de pulso 
e monitor cardíaco
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 7
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Apesar de muito utilizado, o boletim de APGAR não define condutas na sala de parto. Existem questões que simplesmente pedem para 
você calcular o APGAR e elas são relativamente frequentes. 
! PARA FACILITAR: faça uma correlação com o bebê que precisa de reanimação ao nascer. Tônus muscular, esforço respiratório e 
frequência cardíaca são variáveis comuns nessas duas avaliações - então, lembre-se da cor e da irritabilidade reflexa. A maioria dos recém-
nascidos perde pontos na cor. 
BOLETIM DE APGAR
SINAIS CLÍNICOS
NOTA/ PONTUAÇÃO
0 1 2
Frequência cardíaca Ausente 100bpm
Esforço respiratório
Ausente
Apneia
Respiração irregular
Respiração regular ou 
choro forte
Tônus muscular Flacidez total
Alguma movimentação/
flexão de membros
Boa movimentação
Ativo
Irritabilidade reflexa Ausente Caretas Tosses ou espirros
Cor
Cianose central/ palidez 
cutânea
Cianose periférica
Corado
Ausência de cianose
2. (NEONATOLOGIA) HIPOGLICEMIA NEONATAL
CAPÍTULO
Não é novidade que a Neonatologia é um tema quente para praticamente qualquer prova de Pediatria, incluindoas mais disputadas, 
como a da USP-SP, a da USP-RP e a da Unicamp. Não dá para chegar lá sem saber manejar esse problema, hein?
Houve uma atualização da Sociedade Brasileira de Pediatria em 2022, o que torna esse tema uma boa pedida para os examinadores 
nos próximos anos. Mas, atente-se que o Ministério da Saúde não mudou suas orientações, então temos alguns pontos de divergência entre 
as duas fontes
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 8
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
TABELA: Limites inferiores de glicemia no período neonatal. 
! PARA FACILITAR: lembre-se de que mais importante do que o valor da glicemia é a clínica do paciente. O sintomático sempre vai 
merecer um tratamento intensivo! Vá do “mais grave para o mais tranquilo”, sempre relacionando os valores à conduta preconizada.Se o 
bebê está sintomático, a sucção e a deglutição estarão comprometidas, sendo assim o tratamento via oral não tem espaço! Esse é um ponto 
convergente entre as duas fontes, sempre tratar o bebê sintomático com glicose endovenosa!
FLUXOGRAMA DE TRATAMENTO DE HIPOGLICEMIA NEONATAL DA SBP
FONTE VALORES DESEJÁVEIS DE GLICEMIA
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA 
Até 48h de vida: 50mg/dL
Até 72 horas de vida: 60mg/dL
Após 72h de vida: 70mg/dL
MINISTÉRIO DA SAÚDE 40 a 45 mg/dL 
ASSINTOMÁTICAScasa"). Para pacientes hidratados. 
Consiste em administrar soro de reidratação oral ou outros líquidos 
após cada evacuação diarreica, manter a dieta habitual e prescrever 
zinco por 10 a 14 dias. 
Plano B ("Beba agora"). Para pacientes desidratados sem 
gravidade. Consiste em administrar soro de reidratação oral, no 
volume de 50 a 100ml/kg, por 4 a 6 horas. A ondasentrona pode 
ser prescrita para vômitos persistentes. 
Plano C ( "Corre que está grave"). Para pacientes desidratados 
com gravidade. Consiste em administrar soro fisiológico ou ringer 
lactato no volume de 100ml/kg, dividido em duas etapas:
1. 30 ml/kg. Correr em uma hora para menores de um ano 
e em meia hora para maiores. 
2. 70ml/kg. Correr em cinco horas para menores de um 
ano e em duas horas e meia para maiores. 
Por fim, não esqueça que os antibióticos são exceção e devem 
ser utilizados, principalmente, na disenteria com comprometimento 
do estado geral. Utilizamos azitromicina em 10 anos ou 30 
kg), usamos o ciprofloxacino como primeira linha. 
Como opção, nas duas faixas etárias, usamos a ceftriaxona. 
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 47
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
17. ASMA
CAPÍTULO
Tanto o manejo de exacerbação quanto de manutenção despenca nas provas. Temos algumas peculiaridades de acordo com a idade 
do paciente. 
Se você pensa em Unicamp, USP-SP, USP-RP, Unifesp, HIAE, PSU-MG…não vá para a prova com dúvidas sobre este tema!
DIAGNÓSTICO FUNCIONAL
Para fecharmos o diagnóstico clínico, não precisamos necessariamente da espirometria - até porque pode ser difícil fazer esse exame 
em crianças. 
Para crianças menores de 6 anos, o diagnóstico é clínico e os sintomas sugestivos são:
• Presença recorrente de sintomas típicos de asma (dispneia, tosse, sibilância e sintomas noturnos). Sibilância na ausência de 
infecção respiratória.
• Os sintomas permanecem por mais de 10 dias após um episódio de infecção de vias aéreas superiores.
• Apresentar sintomas mais de três vezes por ano, ou episódios graves e/ou sintomas que pioram durante a noite.
• No período entre os sintomas, a criança apresenta tosse, dispneia ou sibilância quando ri, faz exercícios físicos ou brinca muito; 
sintomas acontecem sem associação com IVAS.
• Presença de fatores de risco para o desenvolvimento de asma, como: história familiar de atopia; sensibilização alérgica, história 
pessoal de alergia alimentar ou dermatite atópica;
• Melhora dos sintomas em resposta ao tratamento de controle empírico e piora após a suspensão do medicamento.
• Pais e/ou irmãos receberam prescrição e usaram medicação inalatória (broncodilatadores, corticoides) em algum momento no 
passado.
• História familiar de asma em parentes de 1º grau.
Resposta a broncodilatador inalatório durante as crises de sibilância acompanhada e comprovada por médico.
Para crianças de 6 anos ou mais, o diagnóstico é clínico e espirométrico. O GINA, em suas mais recentes atualizações, leva em conta que 
o acesso à espirometria nem sempre é possível e, mesmo reconhecendo que a avaliação do PFE seja menos confiável do que a espirometria 
convencional, considera que o uso do PFE para suportar o diagnóstico da asma seja melhor do que se basear apenas nos sintomas.
 Dessa forma, o diagnóstico em crianças acima de 6 anos pode ser realizado da seguinte forma:
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 48
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
1-HISTÓRIA DE SINTOMAS PULMONARES TÍPICOS E VARIÁVEIS
Aspecto Sintomas que suportam o diagnóstico da asma
Sibilância, respiração curta, aperto torácico e ou tosse
Sintomas ocorrem com variação no tempo e intensidade
Sintomas são frequentemente pioram à noite ou ao 
despertar
Sintomas são usualmente desencadeados por exercício, 
risada, ar frio, alérgenos
Sintomas frequentemente surgem ou pioram com as 
infecções virais
2- CONFIRMAÇÃO DA VARIAÇÃO DA LIMITAÇÃO AO FLUXO AÉREO
Aspecto Considerações, definições e critérios
Variação excessiva na função pulmonar expiratória (um 
mais dos seguintes)
Quanto maior as variações, mais confiável é o 
diagnóstico de asma. Se os testes iniciais forem 
negativos, eles podem ser repetidos durante os 
sintomas, ou no período da manhã. Se a espirometria 
não for possível, o PFE pode ser usado, mas é menos 
confiável.
Prova broncodilatadora
positiva (reversibilidade) na espirometria
Aumento no VEF¹≥ 12% do predito ou do PFE≥ 15%
Variação excessiva no PFE realizado 2 vezes ao dia por 2 
semanas
Variação diária diurna >13%
Aumento na função pulmonar após 4 semanas de 
tratamento
Aumento do VEF¹≥ 12% do predito ou PFE≥ 15%
Teste de provocação positivo
Queda no basal do VEF¹≥ 12% do predito ou PFE≥ 15% 
com teste do exercício.
Se durante o teste do exercício, o VEF¹ diminuir, checar 
se a relação VEF¹/CVF também diminuiu, já que a 
inalação incompleta pode resultar em falsa redução do 
VEF¹
Variação excessiva na função pulmonar entre as visitas 
(boa especificidade e baixa sensibilidade)
Variação no VEF¹≥12% ou PFE≥ 15% entre as visitas
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 49
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
CONTROLE DA ASMA
Tome cuidado com a diferença entre maiores e menores de 6 anos.
! PARA FACILITAR: crianças maiores precisam de sintomas mais frequentes para considerarmos um descontrole da asma. 
Para maiores de 6 anos:
Instrumento/itens Asma controlada
Asma parcialmente 
controlada
Asma não 
controlada
Sintomas diurnos > 2x/semana
Nenhum item 1 - 2 itens 3 - 4 itens
Despertares noturnos por asma
Medicação de resgate > 2x/semana
Limitação das atividades por asma
Para menores de 6 anos:
 Asma controlada
Parcialmente 
controlada
Não controlada
Sintomas diurnos com ação maior do que 
alguns minutos por mais do que 1 vez por 
semana
zero 1 a 2 3 a 4
Algum despertar noturno ou tosse noturna 
(mesmo sem despertar)
Necessidade de medicação de resgate > 1 vez 
por semana
Limitação da atividade diária por asma (brincar)
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO PARA PACIENTES ENTRE 6 E 11 ANOS
A atualização recente, que trouxe a terapia MART como opção para essa população, é a queridinha das provas. 
Veja esta tabela retirada do GINA que apresenta o TRATAMENTO INICIAL atualmente preconizado:
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 50
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Sintomas Tratamento inicial preferencial
Sintomas infrequentes, uma a duas vezes por mês ou 
menos. Sem fatores de risco para exacerbações.
Etapa 1
Dose baixa de corticoide inalatório (CI) quando 
utilizar o SABA ( em inaladores combinados ou 
separados)
Segunda opção: CI diário em dose baixa 
Sintomas de asma 2 a 5 dias por semana
Etapa 2
Dose baixa de CI diariamente (SABA quando 
necessário)
Outras opções: antileucotrieno diariamente (menos 
efetivo); OU
Dose baixa de CI quando utilizar SABA
Sintomas de asma na maioria dos dias (exemplo: 4 a 5 
dias por semana), ou despertares noturnos devido a 
sintomas de asma uma vez por semana ou mais.
Etapa 3
Dose baixa de CI + LABA (SABA quando necessário) 
OU
Dose média de CI (SABA quando necessário) OU
Dose muito baixa de CI-formoterol como manutenção 
e resgate (MART)
Outra opção: dose baixa de CI + antileucotrieno 
diariamente (SABA quando necessário).
Sintomas de asma diários, despertares por asma 
uma vez por semana ou mais e alteração da função 
pulmonar
Etapa 4
CI em dose média + LABA (SABA se necessário) OU
Dose baixa de CI-formoterol para manutenção e resgate 
(MART)
Deve-se encaminhar para especialista.
Outras opções: associar tiotrópio ou antileucotrieno
Asma inicial se apresentando como uma exacerbação 
aguda
Tratar a exacerbação, incluindo corticoide sistêmico 
se grave. Comece pela etapa 3 ou 4 e avalie 
rotineiramente.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 51
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIAEstratégia
MED
ETAPA 1
Dose baixa de
CI quando
utilizar o SABA
ETAPA 2
Dose baixa
de CI diária
Antileucotrieno
diário OU dose 
baixa de CI
quando utilizar 
SABA
Associar tiotrópio
ou
antileucotrieno
Como último 
recurso: adicionar 
cortícoide oral e 
considerar os 
efeitos colaterais
Dose baixa de CI 
+ Antileucotrieno
TERAPIA DE RESGATE OU ALÍVIO:
SABA se necessário OU dose baixa de CI+formoterol (MART)
ETAPA 3
Dose baixa de
CI+LABA OU
Dose média de
CI OU
Dose muito baixa 
de
CI+formoterol
(MART)
ETAPA 4
Dose média de
CI+LABA OU
Dose baixa de
CI+formoterol
(MART)
Encaminhar
ao
especialista
ETAPA 5
Encaminhar para
avaliação 
fenotípica, dose 
alta de CI+LA-
BAou adicionar 
AntigE, AntiI 
L4R,
anti IL5
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO PARA PACIENTES MENORES DE 6 ANOS
! PARA FACILITAR: não temos espaço para beta-2-agonistas de longa ação. Bata o olho na idade do paciente e já descarte as alternativas 
que trouxerem essa conduta. 
 
MEDICAÇÃO DE 
PRIMEIRA ESCOLHA
ALTERNATIVAS
Sibilância infrequente 
durante infecções virais.
Pouco ou nenhum 
sintoma nos intervalos
ETAPA 1 SABA se necessário
Considerar o uso de 
corticoide inalatório 
em dose alta durante 
infecções virais 
(certificar-se de que 
o tratamento será 
realizado corretamente)
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 52
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Sintomas não 
característicos de asma, 
mas necessitando de 
SABA ≥3 vezes por ano. 
(Indicar teste terapêutico 
por 3 meses)
Sintomas característicos 
de asma, sintomas 
não controlados ou ≥3 
exacerbações por ano
ETAPA 2
CI em dose baixa
(SABA se necessário 
como resgate)
Antagonista do receptor 
de leucotrieno ou CI 
intermitente no início do 
quadro respiratório
Diagnóstico de asma e 
ausência de controle 
com dose baixa de CI
ETAPA 3
Dobrar dose do 
corticoide inalatório
(SABA se necessário 
como resgate)
CI em dose baixa + 
antagonista do receptor 
de leucotrieno
Considerar 
encaminhamento ao 
especialista
Ausência de controle 
com dose dobrada de CI
ETAPA 4
Manter CI em dose 
dobrada e encaminhar 
para especialista
(SABA se necessário 
como resgate)
Adicionar antagonista do 
receptor de leucotrieno 
ou Aumentar frequência 
do corticoide inalatório
ou
Acrescentar corticoide 
inalatório intermitente
 
MEDICAÇÃO DE 
PRIMEIRA ESCOLHA
ALTERNATIVAS
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 53
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
EXACERBAÇÃO DE ASMA EM PACIENTES ENTRE 6 E 11 ANOS
ETAPA 1
Antileucotrieno
diário OU CI
intermitente no
início do quadro
respiratório
Dose baixa de
CI + antileucotrieno
Considerar
encaminhamento
ao especialista
Associar 
antileucotrieno OU
aumentar a 
frequência de CI 
OU adicionar CI
intermitente
ETAPA 2
Dose baixa de 
CI diária
TERAPIA DE ALÍVIO:
SABA se necessário
ETAPA 3
Dobrar a dose
de CI
ETAPA 4
Manter dose 
dobrada de
CI e encaminhar
ao especialista
PREFERENCIAL
SEGUNDA OPÇÃO
CI em dose alta
em infecções 
virais
Este é o dia a dia do Pronto-Socorro Infantil! Assim que o paciente chega, rapidamente, devemos fazer uma avaliação da gravidade da 
asma, pois isso muda nossa conduta na primeira hora de tratamento!
! PARA FACILITAR: alterações no nível de consciência e incapacidade de falar são as principais manifestações que os examinadores 
gostam de enfatizar quando estamos diante de uma crise grave ou muito grave. 
PARÂMETROS CRISE LEVE A MODERADA CRISE GRAVE
“LIFE THREATENING”
MUITO GRAVE
Nível de consciência Não agitado Agitado Sonolento, confuso
Padrão respiratório
Sem uso de musculatura 
acessória
Uso de musculatura 
acessória
Dispneia importante
FR
Aumentada, mas ≤ 30 
irpm
> 30 irpm
Tórax silencioso
FC 100 - 120 bpm > 120 bpm
Saturação 90 - 95% 50% do previsto ≤ 50% do previsto
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 54
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Avaliação inicial: A (vias aéreas) B 
(respiração) C (circulação). Algum destes 
presente: confusão ou tórax silencioso?
Grave
Fala em palavras
Senta inclinado para 
frente
Agitado
FR > 30 bpm
Uso de musculatura 
acessória
FC > 120 bpm
Saturação 50% do previsto 
ou do basal
Beta-2-agonista inalatório
Corticoide sistêmico
Oxigênio (saturação alvo: 
94-98%)
Considerar Brometo de 
Ipratrópio
AVALIAÇÃO FREQUENTE DA RESPOSTA CLÍNICA
AVALIAR FUNÇÃO PULMONAR
Em todos os pacientes 1h após o tratamento
VEF, ou PEF 60-80% 
do predito ou melhora 
dos sintomas
MODERADA
considerar 
planejamento de alta
VEF, ou PEF 40 irpm
FC
≤ 180 bpm (0-3 anos)
≤ 150 bpm (> 3 anos)
> 180 bpm (0-3 anos)
> 150 bpm (> 3 anos)
Saturação ≥ 92% 40irpm, Sat 180 (0-3 anos) > 
150 (4-5 anos)
Leve a moderada:
Falta de ar, agitação,
FC ≤ 180 (0 a 3 anos) 
e ≤ 150 (4-5 anos)
Sat O2 ≥ 92%
Oxigênio
SABA 2 puff - 
20/20 min na 
1ª hora
Considerar 
ipratrópio 1 a 
2 puff
Saturação alvo: 
94-98% 
Oxigênio
SABA 6 puff - 
20/20 min na 
1ª hora
Considerar 1 a 
2 puff de 
ipratrópio
Prednisolona 
2mg/kg
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 57
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
18. FEBRE REUMÁTICA
CAPÍTULO
É fundamental que você memorize os critérios para 
populações de moderado a alto risco, pois são os critérios utilizados 
em nosso meio.
Para fechar o diagnóstico, precisamos de: 2 critérios maiores 
associados à evidência de estreptococcia prévia OU 1 critério maior 
e 2 menores associados à evidência de estreptococcia prévia.
! PARA FACILITAR: lembre-se de que os critérios menores 
são menos específicos. Muita coisa pode causar febre, alteração de 
PCR ou VHS, monoartralgia e prolongamento de PR. No entanto, 
poliartrite, cardite, coreia de Sydenham, eritema marginado e 
nódulos subcutâneos são manifestaçõesmais características de 
febre reumática! Dessa forma, são considerados critérios maiores.
Populações de baixo risco Populações de moderado a alto risco
Artrite: apenas poliartrite Artrite: monoartrite, poliartrite ou poliartralgia
Cardite: clínica ou subclínica Cardite: clínica ou subclínica
Coreia de Sydenham Coreia de Sydenham
Eritema marginado Eritema marginado
Nódulos subcutâneos Nódulos subcutâneos
Quadro: Critérios maiores para Febre Reumática (AHA 2015).
Populações de baixo risco Populações de moderado a alto risco
Poliartralgia Monoartralgia
Febre ≥ 38,5°C Febre ≥ 38°C
VHS ≥ 60mm na 1ª hora e/ou
 PCR ≥ 3mg/dL
VHS ≥ 30mm na 1ª hora e/ou
 PCR ≥ 3mg/dL
Intervalo PR prolongado para a idade (a menos que a 
cardite seja um critério maior)
Intervalo PR prolongado para a idade (a menos que a 
cardite seja um critério maior)
Quadro: Critérios menores para febre reumática (AHA 2015).
Mas, fique atento! Não se pode considerar:
• Artrite como critério maior E artralgia como critério menor;
• Cardite como critério maior E aumento do PR como critério menor.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 58
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Além disso, existem duas situações em que o diagnóstico 
de FR é possível, sem preencher os critérios de Jones: coreia como 
única manifestação ou cardite indolente como única manifestação 
após infecção estreptocócica recente. 
Além dos critérios, outro tema querido das provas que 
envolve a febre reumática é a duração da profilaxia secundária, 
que geralmente é feita com penicilina G benzatina a cada 21 dias. 
Sofrido para quem já teve esse problema, hein?
! PARA FACILITAR: foque na descrição das sequelas cardíacas 
que o enunciado traz. Se fala em lesão valvar, o buraco é fundo - a 
profilaxia será até os 40 anos ou por toda a vida. 
CARACTERÍSTICAS DO PACIENTE
DURAÇÃO DA PROFILAXIA
(o que for mais longo)
Cardite? Lesão residual? Troca valvar? Duração após FRA Idade máxima
Não Não Não 5 anos 21 anos
Sim (leve) Leve ou ausente Não 10 anos 25 anos
Sim
(moderada à severa)
Sim Não 10 anos
40 anos ou por 
toda a vida
Sim Sim Sim Durante toda a vida
19. DOENÇAS EXANTEMÁTICAS
CAPÍTULO
Top 3 dos temas mais importantes dentro da Pediatria! Não vá para a prova sem dominar este tema. No geral, são questões bem fáceis, 
que seus concorrentes certamente irão garantir. Não dá pra bobear aqui, hein?
! PARA FACILITAR: duas características importantes ajudam a guiar nosso raciocínio nessas questões - a idade do paciente e o estado 
geral. Tenha em mente essas informações sobre cada uma das doenças exantemáticas. 
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 59
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MED
SARAMPO
EXANTEMA 
SÚBITO
ERITEMA 
INFECCIOSO
RUBÉOLA VARICELA MÃO-PÉ-BOCA ESCARLATINA
Agente 
infeccioso
Morbillivirus
Herpesvírus 6 
e 7
Parvovírus 
B19
Togavírus
Vírus varicela-
zóster
Coxsackie
Estreptococo 
beta-hemolítico 
do grupo A
Transmissão
Secreções 
nasofaríngeas, 
aerossóis
Perdigotos Perdigotos Perdigotos Aerossol
Fecal-oral ou 
secreções 
respiratórias
Secreções 
respiratórias
Incubação 7-21d 5-15d 4-14d 14-21d 10-21d 3-6d 4-7d
Contágio
6 dias antes do 
exantema e 4 
dias após
Durante a 
febre
Cessa após o 
exantema
Dias antes até 
5-7d após
10d após 
contato até 
formação de 
crostas
Antes dos 
sintomas até 
semanas após
Antes dos 
sintomas até 
resolução do 
quadro ou 24 
horas após 
o início do 
tratamento
Pródromos
Febre alta, 
prostração, 
tosse seca, 
hiperemia 
conjuntival, 
manchas de 
Koplik
Febre alta e 
bom estado 
geral
Geralmente, 
ausente
Leve, pode 
estar ausente
Leves
Febre baixa, 
irritabilidade, 
anorexia
Febre, 
amigdalite, 
língua em 
framboesa
Exantema
Exantema 
maculopapular 
generalizado, 
de início 
retroauricular, 
com progressão 
cefalocaudal 
e que pode 
confluir
Exantema 
maculopapular 
róseo que 
surge no 
cessar da febre
“Face 
esbofeteada” 
e rendilhado 
em tronco e 
membros
Maculopapular 
róseo 
cefalocaudal
Polimórfico 
pruriginoso
Acomete 
mucosas e 
couro cabeludo
Úlceras orais
Papulovesículas 
em mãos e pés
Exantema 
papular, 
pruriginoso, tipo 
“lixa”
Sinal de Pastia
Sinal de Filatov
Complicações
Pneumonia, 
OMA, PEES
Convulsão 
febril
Síndrome das 
luvas e meias
Crise aplástica 
transitória
Doença 
disseminada
Doença 
congênita
Artralgia
Síndrome 
da rubéola 
congênita
Infecção 
cutânea
Síndrome de 
Reye
Doença 
disseminada
Herpes-zóster
Raras
Febre reumática
GNDA
Tratamento
Sintomáticos, 
vitamina A
Sintomático
Sintomáticos
Pode ser 
necessário 
transfusão
Sintomáticos
Sintomáticos
Aciclovir em 
alguns casos
Sintomáticos Antibioticoterapia
Profilaxia
Vacina e 
imunoglobulina
Não tem Não tem Vacina
Vacina e 
imunoglobulina
Não tem Não tem
Notificação 
obrigatória
SIM NÃO NÃO SIM
ALGUNS 
ESTADOS
NÃO NÃO
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 60
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
A seguir, temos o curioso caso da Doença de Kawasaki (DK): 
a doença que todo mundo conhece das provas, mas que poucos 
viram na prática!
Por alguma razão que eu desconheço, bancas como Unicamp, 
Unifesp, Unesp, Einstein e até a USP costumam fazer questões 
sobre esse tema de forma recorrente. 
! PARA FACILITAR: MUITA atenção na duração da febre no 
enunciado. A DK necessariamente cursa com febre prolongada. 
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MED
20. EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS
CAPÍTULO
Agora, vamos falar de problemas. O atendimento à criança gravemente enferma é tema quente para provas disputadas, como USP-SP 
e Unifesp. 
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
Saber a descrição de uma boa massagem cardíaca é importante tanto para as provas objetivas quanto para as práticas.
! PARA FACILITAR: mentalize a situação real e vá seguindo o passo a passo. Destaco a importância de ficar atento à descrição de quantos 
socorristas estão disponíveis, hein?
SBV / BLS / Suporte básico de vida pediátrico
COMPONENTES CRIANÇAS
(>1 ano)
BEBÊS
(estão 
gravemente comprometidos?
NÃO RESPIRA, MAS TEM PULSO
Abra e mantenha a via aérea. Inicie ventilação.
Forneça oxigênio. Colocar monitor cardíaco e 
oxímetro de pulso.
O pulso está abaixo de 60bpm com 
perfusão defiviente, apesar do 
oxigênio e da ventilação?
SE A QUALQUER MOMENTO INDENTIFICAR PCR
Mantenha a via áerea, 
ventilação e a perfusão. 
Forneça oxigênio, se 
necessário. Conecte 
manitor cardíaco e 
oxímetro de pulso.
Avalie (avaliações 
primárias, secundárias e 
diagnósticas).
Inicie RCP
Cuidados pós-PCR Intervir Identificar
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 63
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
TAQUICARDIA ≥220bpm 
em lactentes
≥180bpm em crianças 
QRS estreito
Onda p ausente Identificar causa, 
Manter via aérea patente, 
Oxigênio,
Monitotação
Acesso EV/IO
PROVÁVEL
TSV
Pulso e perfusão 
adequadas, sem 
descompensação 
cardiaca ou hipotensão
Considerar 
manobras vagais
SIM NÃO
Considerar manobras 
vagais
(Sem retardos)
• Estabeleça acesso vascular
• Considere adenosina 0,1 mg/kg 
em bolus
(pode ser necessária uma 
segunda dose)
• Se houver acesso EV/IO: 
adenosina
OU
• Sem acesso EV/IO ou 
adenosina ineficaz: 
cardioversão sincronizada
Além disso, é fundamental ter em mente as principais diferenças entre uma TSV e uma taquicardia sinusal, que é pegadinha frequente 
nas provas! Na UNIFESP, houve uma pergunta dessas que derrubou muita gente do cavalo…
Característica Taquicardia sinusal Taquicardia supraventricular
Manifestação
Início gradual,
História de dor, febre, 
desidratação, hemorragia, 
anemia
Início súbito, pode apresentar término abrupto
Avaliação clínica
Sinais da causa da taquicardia 
ao exame físico
Palidez, desconforto respiratório, dor torácica, sinais 
de ICC
Frequência cardíaca
Lactente 2 ANOS
• Escala de Glasgow ≤=14
• Estado mental alterado
• Sinais de fratura de base de crânio
REALIZAR
TC DE CRÂNIO OU
OBSERVAÇÃO CLÍNICA
2 ANOS
• Perda de consciência
• Vômitos
• Mecanismo de trauma grave
• Cefaleia forte
TCE DE ALTO RISCO TCE DE RISCO MODERADO
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 67
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
http://med.estrategia.com
	1. (Neonatologia) REANIMAÇÃO NEONATAL
	2. (Neonatologia) HIPOGLICEMIA NEONATAL
	3. (Neonatologia) DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO RECÉM-NASCIDO
	4. (Neonatologia) ICTERÍCIA E SEPSE NEONATAL
	4.1 Icterícia neonatal
	4.2 Sepse neonatal
	5. (Neonatologia) CUIDADOS NEONATAIS
	6. SÍFILIS CONGÊNITA E OUTRAS INFECÇÕES CONGÊNITAS
	7. ALEITAMENTO MATERNO
	8. IMUNIZAÇÕES E PROFILAXIAS PÓS-EXPOSIÇÃO
	Rotavírus
	Profilaxia de tétano acidental
	Profilaxia de raiva
	Profilaxia pós-exposição de sarampo e varicela
	9. CRESCIMENTO
	Perímetro cefálico (PC)
	Estatura
	10. DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR 
	Desenvolvimento motor grosseiro
	Desenvolvimento motor fino
	Desenvolvimento social
	Desenvolvimento da linguagem
	11. PUBERDADE
	12. DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
	Desnutrição
	Obesidade infantil
	13. SINAIS VITAIS EM CRIANÇAS
	Hipertensão
	Hipotensão
	Frequência cardíaca
	Frequência respiratória
	14. PNEUMONIA EM PEDIATRIA
	15. BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA
	Critérios de internação em bronquiolite viral aguda
	Tratamento em bronquiolite viral aguda
	16. DIARREIA AGUDA
	17. ASMA
	Diagnóstico funcional
	Controle da asma
	Tratamento de manutenção para pacientes entre 6 e 11 anos
	Tratamento de manutenção para pacientes menores de 6 anos
	Exacerbação de asma em pacientes entre 6 e 11 anos
	Exacerbação de asma em pacientes menores de 6 anos
	18. FEBRE REUMÁTICA
	19. DOENÇAS EXANTEMÁTICAS
	20. EMERGÊNCIAS PEDIÁTRICAS
	Suporte básico de vida
	Taquicardia supraventricular (TSV)
	Ritmos chocáveis em parada cardiorrespiratória
	Ritmos não chocáveis em parada cardiorrespiratória
	Traumatismo cranioencefálico em criançasCOM FATOR DE RISCO SINTOMÁTICOS
Glicose 25mg/dL Amamentação
ASSINTOMÁTICOS COM GLICEMIA 90.
TERMOS
• 37 semanas até 41 semanas e 6 dias.
• Precoce: 37 a 38 semanas e 6 dias.
• Completo: 39 a 40 semanas e 6 dias.
• Tardio: 41 a 41 semanas e 6 dias.
PÓS-TERMOS > 42 semanas.
} CONSENSO NA LITERATURA
Não se esqueça: a sepse neonatal é uma emergência, portanto, além de coletar exames, devemos internar o bebê e iniciar 
antibioticoterapia empírica, de acordo com o quadro abaixo:
SEPSE PRECOCE: AMPICILINA + GENTAMICINA.
SEPSE TARDIA: OXACILINA + AMICACINA.
NA PRESENÇA DE MENINGITE, ASSOCIAR CEFALOSPORINA DE 3ª OU 4ª GERAÇÃO. 
EstratégiaMED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 13
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MED
Outra coisa que devemos ter atenção é que os bebês PIG 
e GIG podem ser saudáveis. No entanto, quando o examinador 
levanta essa bola na questão, é mais provável que estejamos diante 
de um paciente patológico que merece uma investigação!
Feita essa classificação, e estando tudo em ordem com nosso 
neném, ele ficará no alojamento conjunto com sua mãe, enquanto 
os seguintes exames de triagem neonatal são realizados até o 
momento da alta. 
As provas, no geral, cobram a conduta diante de alterações 
nos exames. Vamos relembrar: 
• Teste do olhinho: é o teste do reflexo do olho vermelho. 
Serve para rastrear doenças oftalmológicas que alterem 
a permeabilidade da luz da córnea até a retina (catarata 
congênita, retinoblastoma, glaucoma congênito, 
coriorretinite). Deve ser realizado antes da alta e, caso 
venha alterado, o neném deve ser examinado com um 
fundo de olho. 
• Teste da orelhinha: o teste padrão é o das emissões 
otoacústicas evocadas, realizado idealmente ainda 
em alojamento conjunto. Caso venha alterado, o teste 
pode ser repetido uma vez. Caso a alteração persista 
OU estejamos diante de um paciente com histórico 
que aumente risco de deficiência auditiva (infecções 
congênitas, síndromes, exposição a antibióticos 
ototóxicos, por exemplo), solicitamos avaliação com 
Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico. 
• Teste da linguinha: esse teste está previsto em lei 
desde 2014. Consiste em examinar o frênulo lingual do 
RN e avaliar anquiloglossia ("língua presa"), que pode 
dificultar bastante o aleitamento materno. 
• Teste do coraçãozinho: opa, aqui você precisa prestar 
atenção! Temos duas fontes: Ministério da Saúde e 
Sociedade Brasileira de Pediatria. O protocolo oficial é 
o do Ministério da Saúde. Mas, em 2022, a SBP, lançou 
um protocolo alternativo e que pode ser cobrado 
em prova! Então, fique sempre atento ao que diz o 
enunciado e vamos conferir os dois protocolos do teste 
do coraçãozinho, que tria para cardiopatias congênitas 
críticas (dependentes do canal arterial). 
MINISTÉRIO DA SAÚDE
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 14
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MED
O intuito da atualização foi diminuir o número de falso-positivos e, ao mesmo tempo, não retardar o diagnóstico dos recém-nascidos 
TESTE DO CORAÇÃOZINHO
Aferir a oximetria de pulso na mão direita (MSD) e em um dos pés (MI),
entre 24 e 48 horas de vida (recém-nascidos com IG > 35 semanas, assintomáticas)
SpO2 ≤ 89% SpO2 entre 90 e 94% ou
≠ entre MSD e MMI ≥ 4% 
 SpO2 ≥ 95% e ≠ entre
MSD e MMI ≤ 3%
Repetir o teste após 1 hora
SpO2 ≤ 89% SpO2 entre 90 e 94% ou
≠ entre MSD e MMI ≥ 4% 
 SpO2 ≥ 95% e ≠ entre
MSD e MMI ≤ 3%
Repetir o teste após 1 hora
SpO2 ≤ 89% SpO2 entre 90 e 94% ou
≠ entre MSD e MMI ≥ 4% 
 SpO2 ≥ 95% e ≠ entre
MSD e MMI ≤ 3%
TESTE POSITIVO
Realizar avaliação neonatal e cardiológica
completa (exame clínico e ecocardiograma)
Não dar alta até esclarecimento diagnóstico!
TESTE NEGATIVO
Seguimento neonatal de rotina
com cardiopatia congênita. 
A primeira mudança está no público rastreado que, agora, 
abrange recém-nascidos com mais de 35 semanas. 
Além disso, diminuíram o valor de corte de SatO2 de 95% 
para 89% para considerar um teste positivo “logo de cara”. 
Um grupo intermediário foi criado com valores de corte 
de SatO2 entre 90 e 94% OU diferença entre as medidas > 4%. É 
justamente os recém-nascidos que se encaixam nesse grupo na 
primeira oximetria de pulso que têm o teste considerado duvidoso 
e que devem ser reavaliados com 1 hora. Se mantiverem os 
parâmetros, um terceiro teste deve ser feito em 01 hora. 
Se, no terceiro teste, mantiver satO2 entre 90 e 94% ou 
diferença entre as medidas > 4%, o teste é considerado positivo. Se, 
em algum desses testes adicionais, a satO2 ficar menor que 89%, o 
teste já é considerado positivo.
Se der SatO2 > 95% e diferençatríplice: sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico. 
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MED
CAPÍTULO
6. SÍFILIS CONGÊNITA E OUTRAS INFECÇÕES 
CONGÊNITAS
Você vai se cansar de fazer questões deste tema! São muito recorrentes nas provas e na prática da Pediatria. Vamos por partes. 
Antes de mais nada, é importante aprender a interpretar os exames!
! PARA FACILITAR: os testes que têm a letra “A” na sigla são os treponêmicos. Lembre-se de que eles são mais específicos, porém não 
são úteis para o seguimento de resposta ao tratamento, pois, uma vez positivados, tendem a permanecer positivos por tempo indeterminado. 
TESTES IMUNOLÓGICOS TIPOS CARACTERÍSTICAS
Não treponêmico
VDRL
RPR
TRUST
USR
Quantificáveis; 
Diagnóstico;
Monitoramento da resposta ao tratamento.
Treponêmico
FTA-Abs
ELISA/EQL
TPHA/TPPA
MHA-TP
Teste Rápido
Primeiro a ficar reagente;
Permanecem reagentes após o tratamento;
Diagnóstico;
Não servem para monitoramento do tratamento.
TREPONÊMICO NÃO TREPONÊMICO INTERPRETAÇÃO
Reagente Reagente Sífilis confirmada ou cicatriz sorológica.
Reagente Não reagente
Repetir teste treponêmico com metodologia diferente.
Reagente: infecção recente ou cicatriz sorológica.
Não reagente: primeiro teste falso-reagente, descartar 
diagnóstico de sífilis. 
Não reagente Reagente
Repetir teste treponêmico com metodologia diferente.
Reagente: sífilis ou cicatriz sorológica.
Não reagente: teste não treponêmico falso-reagente, 
descartar diagnóstico de sífilis.
Não reagente Não reagente
Ausência de infecção ou período de incubação (janela 
imunológica).
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MED
Feito o diagnóstico e tratamento adequado da gestante, é importante avaliar se tivemos uma resposta imunológica adequada e se o 
tratamento foi adequado:
VDRL OU RPR MENSAL
VDRL OU RPR
não reagente
Aumento da titulação
em 2 diluições (4x)
RESPOSTA IMUNOLÓGICA
ADEQUADA
CRITÉRIOS DE RETRATAMENTO
(reativação ou reinfecção)
Tratar com 2,4 milhões
UI por 3 semanas
Investigar sinais ou
sintomas neurológicos
ou oftalmológicos
Persistência ou 
recorrência de sinais
e sintomas clínicos
Queda de 2 diluições
(4x) em 6 meses
(sifilis recente) ou
12 meses (sifilis tardia).
Ausência de queda de 2
titulações (4x) em até 6
meses (sífilis recente) ou
12 meses (sífilis tardia)
Beleza, aí, quando a criança nasce, precisamos definir o que é um portador de sífilis congênita e/ou neurossífilis. 
A MÃE FOI ADEQUADAMENTE TRATADA?
MÃE ADEQUADAMENTE TRATADA
Tratamento com penicilina benzatina
Início do tratamento até 30 dias antes do parto
Esquema terapêutico de acordo com o estágio clínico da sífilis
Queda dos títulos em pelo menos duas titulações
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MED
Tenha atenção aos valores de celularidade ou proteínas no liquor! São bem diferentes do que observamos nos adultos. 
TEM SÍFILIS CONGÊNITA SE...
VDRL em qualquer titulação
+
Alterações no exame físico,
liquor ou radiografia
compatíveis com a doença
VDRL do RN acima de duas
ou mais titulações do 
materno
Independentemente do 
tratamento materno 
e
RN tem sífilis
congênita e ponto
Mãe inadequadamente
tratada ou não tratada
TEM NEUROSSÍFILIS SE...
Liquor do RN
VDRL reagente
Celularidade > 25céls/mm3
e
Proteínas > 150mg/dL
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MED
Exames alterados e/ou
VDRL reagente em
qualquer titulação
Penicilina cristalina
2ª opção: Penicilina
procaína na ausência de
neurossífilis 
Mãe inadequadamente
tratada ou não tratada
 Coletar:
1 - VDRL mãe e RN
2 - Hemograma
3 - Liquor
4 - Realizar radiografia
 de ossos longos
Exames normais E VDRL
não reagente
Dose única de
Penicilina benzatina
Notificar
Tratar
Seguimento ambulatorial
Sabendo disso, memorize o fluxograma do procedimento em caso de filho de mãe sem tratamento adequado.
! PARA FACILITAR: a criança não vai ficar sem tratamento nesse contexto! O tratamento mais “básico” é feito com dose única de 
penicilina G benzatina e só é possível caso o VDRL seja negativo. Siga a nossa dica mental: NTT (Notifique, Trie e Trate!)
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 21
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MED
Agora, para a alegria da equipe de Pediatria, considere a situação em que o tratamento foi adequado.
! PARA FACILITAR: mesmo com tratamento adequado, não tem como fugir de uma coleta pareada de VDRL. 
Mãe adequadamente
tratada 
Coletar:
VDRL mãe e RN
VDRL do RN 2x maior 
que o materno
Não é sífilis congênita!
Pesquisar outras 
infecções
VDRL do RN
Menor que o materno ou
igual ou
Maior em até 1
titulaçãoÉ sífilis congênita!
Notifique
Trie
Trate com penicilina
cristalina
Não é sífilis congênita!
VDRL do RN não reagente
Sintomático Assintomático Sintomático
Seguimento ambulatorial
Entre as infecções congênitas, a sífilis é a que tem um fluxograma de manejo mais complexo. Das outras infecções congênitas, memorize 
as características-chave a seguir: 
INFECÇÃO CONGÊNITA CARACTERÍSTICAS-CHAVE
Toxoplasmose
Tétrade de Sabin: calcificações intracranianas difusas, coriorretinite, hidro ou microcefalia e 
retardo mental. 
Rubéola Cardiopatia congênita, catarata e surdez.
Citomegalovírus Calcificações intracranianas periventriculares, petéquias e surdez. 
Herpes simples Vesículas cutâneas, hiperemia conjuntival e acometimento neurológico. 
Varicela Lesões cicatriciais cutâneas e malformações de membros.
Zika vírus Microcefalia, microftalmia, pé torto congênito e artrogripose. 
HIV Assintomático ao nascer e sinais de imunodepressão tardios. 
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 22
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MED
7. ALEITAMENTO MATERNO
CAPÍTULO
Tema que é frequentemente observado em provas como IAMSPE e Santa Casa de SP. 
! PARA FACILITAR: o único leite que pode ser guardado por mais de 1 dia é o congelado no freezer. 
 ✓ O leite materno ordenhado em temperatura ambiente deve ser consumido o mais rápido possível. Os manuais do Ministério da 
Saúde não deixam claro qual é o limite de tempo aceitável. Dizem apenas que, quando em temperatura ambiente, o consumo deve 
ser realizado imediatamente após a coleta. Especialistas sugerem que não passe de 1 a 2 horas (considerando-se todo o processo, do 
início da ordenha até a administração do leite).
 ✓ O leite materno ordenhado armazenado em geladeira deve ser consumido em até 12 horas.
 ✓ O leite materno ordenhado congelado no freezer deve ser consumido em até 15 dias.
 ✓ Após descongelado, o leite materno ordenhado pode ser mantido em geladeira e consumido em até 12 horas. Caso não seja 
consumido, após esse período ele não pode ser novamente congelado, devendo ser descartado.
Outra coisa frequente é cobrar dos alunos as contraindicações. O examinador vai tentar confundi-lo colocando umas doenças bizarras 
no enunciado (p. ex. hepatite C ou fenilcetonúria). Mas tenha em mente que as contraindicações ABSOLUTAS são: infecção pelo HIV, HTLV, 
galactosemia e algumas medicações.
 ✓ Mães infectadas pelo HIV.
 ✓ Mães infectadas pelo HTLV1 e HTLV2. 
 ✓ Criança portadora de galactosemia, doença rara em que ela não pode ingerir leite humano ou qualquer outro que contenha lactose.
 ✓ Uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação. Alguns fármacos são considerados contra indicados de forma absoluta, 
outros relativos. Alguns que são comumente cobrados em provas são:
• Antineoplásicos;
• Radiofármacos (pelo menos durante a meia-vida deles); 
• Caem muitas questões sobre o iodo;
• Amiodarona (pode causar hipotireoidismo no bebê);
• Raros imunossupressores (como a ciclofosfamida);
8. IMUNIZAÇÕES E PROFILAXIAS PÓS-EXPOSIÇÃO
CAPÍTULO
Quando a gente pensa em decoreba em provas de Residência, certamenteesse é o primeiro tema que nos vem à cabeça. Não vai ter 
como fugir: ele só entra na cabeça depois de resolvermos muitas questões! 
Como a maioria das questões cobra conceitos do Programa Nacional de Imunizações, é nele que devemos focar. Caso a instituição de 
seu interesse se baseie em outra referência, fique atento às diferenças!
! PARA FACILITAR: memorize os meses que têm o mesmo esquema de vacinação. Por exemplo: meses 3 e 5; meses 2, 4 e 6 (com 
atenção para rotavírus e pneumocócica). 
• Raros antimicrobianos (como 
linezolida e ganciclovir);
• Tamoxifeno;
• Lítio; e
• Ergotaminas.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 23
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
VACINAS Ao 
nascer 2 meses 3 meses 4 meses 5 meses 6 meses 9 meses 12 
meses
15 
meses
4 a 6 
anos
BCG
Dose 
única
Hepatite B
Dose 
única
Pentavalente 
(Difteria, tétano, 
coqueluche, 
Hepatite B, 
Haemophilus 
influenzae tipo 
B)
1ª dose
(2ª 
dose da 
Hepatite 
B)
2ª dose
(3ª 
dose da 
Hepatite 
B)
3ª dose
(4ª 
dose da 
Hepatite 
B)
Pólio inativada 
(VIP/Salk)
1ª dose 2ª dose 3ª dose
Rotavírus 1ª dose 2ª dose
Pneumocócica
10-valente
1ª dose 2ª dose Reforço
Meningocócica C 1ª dose 2ª dose Reforço
Febre amarela 1ª dose
Reforço 
(4 anos)
Tríplice Viral 
(Sarampo, 
caxumba, 
rubéola)
1ª dose
Tetra Viral 
(Sarampo, 
caxumba, rubéola, 
varicela)
2ª dose 
sarampo, 
caxumba 
e 
rubéola 
1ª dose 
varicela
DTP (Difteria, 
tétano, 
coqueluche)
Reforço Reforço
Pólio Oral (VOP/
Sabin)
Reforço Reforço
Hepatite A
Dose 
única
Varicela isolada
2ª dose 
Varicela
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 24
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
E os adolescentes? Vamos dar uma olhada em seu calendário vacinal! 
CALENDÁRIO VACINAL DOS ADOLESCENTES PNI
VACINAS DOSES
HPV 9 a 14 anos
Dose única
Meningocócica ACWY 11 a 14 anos
Dose única
Dupla bacteriana adulto (dT)
Uma dose de reforço a cada 10 anos
Três doses, se não tiver o esquema
completo anteriormente
Hepatite B Três doses,
se não tiver o esquema completo anteriormente
Febre amarela Dose única, se não tiver vacinação prévia
Tríplice viral
(sarampo, caxumba e rubéola)
Duas doses,
se não tiver o esquema completo anteriormente
CALENDÁRIO VACINAL DO ADULTO – 20 AOS 59 ANOS - DO PNI
VACINAS DOSES
Hepatite B Três doses, se não tiver o esquema
 completo anteriormente
Dupla bacteriana adulto (dT) Uma dose de reforço a cada 10 anos
Três doses, se não tiver o esquema completo anteriormente
Febre amarela Dose única, se não tiver vacinação prévia
Tríplice Viral
(Sarampo, caxumba e rubéola)
Duas doses, se não tiver o esquema completo 
anteriormente até os 29 anos
Dose única dos 30 aos 59 anos
CALENDÁRIO VACINAL DO IDOSO – MAIOR DE 60 ANOS - DO PNI
VACINAS DOSES
Hepatite B Três doses, se não tiver o esquema completo anteriormente
Dupla bacteriana adulto (dT)
Uma dose de reforço a cada 10 anos
Três doses, se não tiver o esquema completo anteriormente
Influenza Dose única anual
Pneumocócica 23-valente
Uma dose para acamados ou moradores de instituições 
fechadas
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 25
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
ROTAVÍRUS
Esta é queridinha das provas. Tenha atenção às idades máximas e mínimas. 
Idade mínima: 3 meses e 15 dias.
Idade máxima: 7 meses e 29 dias.
Primeira dose
Idade mínima: 1 mês e 15 dias.
Idade máxima: 3 meses e 15 dias.
Segunda dose
PROFILAXIA DE TÉTANO ACIDENTAL
Este tema é quente! Lembre-se de que temos um melhor cenário, no qual o paciente não vai precisar de profilaxia pós-exposição: 
esquema vacinal completo e última dose da vacina há menos de 5 anos!
Se não for esse o caso, defina o risco de o ferimento causar tétano. Há baixo risco quando os ferimentos são superficiais e limpos, os 
pacientes não precisam de imunoglobulina, mas sim, às vezes, de vacina. Os ferimentos de alto risco são os sujos, perfurantes e profundos. 
Eles sempre vão exigir vacina (a não ser que estejam no melhor cenário!) e, em alguns casos, imunoglobulina. 
RESUMINDO:
ALTO RISCORISCO MÍNIMO
TOMOU VACINA HÁ MENOS DE 5 ANOS:
NÃO APLIQUE VACINA NEM IMUNOGLOBULINA
• Não utilizar imunoglobulina
• Vacina se:
• Desconhecido
• Incompleto
• > 10 anos
• Vacina
• Imunoglobulina se:
• Paciente de alto risco com
vacina > 5 anos
• Esquema incompleto
• Desconhecido
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 26
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
PROFILAXIA DE RAIVA
A primeira coisa a ser feita é definir se o acidente foi leve ou grave. Lembre-se de que mãos, pés e cabeça são locais nobres, neles, 
acidentes são sempre graves! 
! PARA FACILITAR: memorize as situações em que devemos agir com soro e vacinação. Tendo certeza disso, conseguimos eliminar 
muitas alternativas nas questões sobre este tema. 
Agir de imediato
CONTATO INDIRETO: NADA!
PROFILAXIA DA RAIVA

OBSERVÁVEL
SEM SUSPEITA DE RAIVA

Observar 10 dias
Vivo/Saudável
Morto/
Desaparecido/
Doente
Encerra o caso
Leve: 4 vacinas
Grave: 4 vacinas + 
 1 soro
NÃO OBSERVÁVEL OU
COM SUSPEITA DE RAIVA

Agir de imediato
Leve: 4 vacinas
INTERESSE ECONÔMICO: Bovídeos, 
equídeos, caprinos, suínos e ovinos
Agir de imediato

Mocergos e mamíferos silvestres

4 vacinas + 1 soro
Grave: 4 vacinas + 
 1 soro
Grave: 4 vacinas + 
 1 soro
Leve: 4 vacinas
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Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
PROFILAXIA PÓS-EXPOSIÇÃO DE SARAMPO E VARICELA
Tema bastante frequente nas provas de Neonatologia e Pediatria. Tenha atenção nos pacientes que só podem utilizar imunoglobulina 
e, principalmente, se o paciente está hospitalizado!
RESUMINDO A CONDUTA EM CONTACTANTES:
CONTACTANTES SUSCETÍVEIS AO SARAMPO
VACINA
• Maiores de 6 meses 
imunocompetentes
Até 72 horas após exposição
IMUNOGLOBULINA
• Menores de 6 meses
• Imunodeprimidos
• Gestantes
Até 6 dias após exposição
CONTACTANTES SUSCETÍVEIS À VARICELA
VACINA
• Maiores de 9 meses 
imunocompetentes.
Até 3 a 5 dias após exposição
IMUNOGLOBULINA
• Imunodeprimidos. 
• Gestantes.
• Menores de 9 meses em contato 
hospitalar com o vírus.
• RNs de mães que desenvolveram 
a doença 5 dias antes ou 2 dias 
após o parto. 
• Prematuros cuja mãe nunca teve 
varicela ou todos os menores de 
28 semanas.
Até 96 horas após exposição
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 28
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
9. CRESCIMENTO
CAPÍTULO
Nesse tema, a decoreba corre solta e não tem muito para onde a gente fugir. O pior de tudo é que é um tema forte na maioria das 
provas, especialmente na USP-RP.
PERÍMETRO CEFÁLICO (PC)
Vamos começar do começo: o bebê. Há quem diga que os 
recém-nascidos são bonitinhos, mas a verdade é que eles são bem 
cabeçudos. E isso reflete-se no ritmo de crescimento da cabeça 
deles!
! PARA FACILITAR: quanto menor a criança, mais “cabeçuda” 
ela é (proporcionalmente falando). Pensando nisso, o ritmo de 
crescimento do PC é assombroso nos primeiros meses de vida. 
Apesar de totalizar uma média de velocidade de aumento de 1 cm/
mês no primeiro ano, o ritmo é bem mais acelerado no primeiro 
semestre de vida.
Primeiro trimestre: 2 cm/mês.
Segundo trimestre: 1 cm/mês.
Segundo semestre: 0,5 cm/mês.
Perímetro cefálico cresce 12 cm no 1º ano.
ESTATURA
O primeiro passo é definir o alvo genético de estatura do paciente. Não dá para esperar um filho de 1,90 m quando os pais têm 1,55 
m de altura!
! PARA FACILITAR: guarde o 13, e lembre-se de que as mulheres tendem a ter uma estatura final menor que a dos homens. Assim, o 13 
é negativo para meninas e positivo para meninos.
Alvo Genético
+ Estatura da Mãe
- 13
÷ 2
+ 13
+ Estatura da Mãe
Estatura do Pai
Estatura do Pai
Alvo Genético Menina
Alvo Genético Menino
Definido o alvo genético, é interessante checar como a estatura do paciente está para a idade dele. Isso é importante especialmente 
quandodesconfiamos de desnutrição crônica, que é capaz de afetar a estatura do paciente.
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 29
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
! PARA FACILITAR: quanto à estatura, na grande maioria dos casos, não nos preocupamos muito quando ela está “alta”. A preocupação 
maior está nos baixinhos! Lembre-se de que qualquer coisa abaixo do p3 ou Z-2 merece investigação.
VALORES CRÍTICOS DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
é de desnutrição de terceiro grau!
Peso/Idade =
Peso observado
x 100
Peso esperado para idade e sexo (P50)
Estratégia MED | Pediatria | Memorex do Estratégia MED 39
Memorex do Estratégia MEDPEDIATRIA Estratégia
MED
Após o cálculo, podemos avaliar qual a porcentagem de adequação do peso da criança em relação à mediana da população e classificar 
o seu estado nutricional. Veja a tabela abaixo:
% Adequação Peso/Idade Estado de Nutrição
>90 Eutrofia
76-90 Desnutrição leve ou de 1º Grau
61-75 Desnutrição moderada ou de 2º Grau
≤60 Desnutrição grave ou de 3º Grau
Para pacientes entre 2 e 10 anos, utilizamos a Classificação de Waterlow. Essa classificação demonstra se uma desnutrição é aguda ou 
crônica.
Estatura/Idade =
Estatura observada
x 100
Estatura esperado para idade e sexo (P50)
Peso/Estatura =
Peso observado
x 100
Peso esperado para a estatura observada (P50)
Segundo passo: agora inserimos os valores encontrados no quadro abaixo, que define o diagnóstico: 
E/I E/I
P/E > 95% ≤ 95%
≥ 90% EUTRÓFICO DESNUTRIÇÃO PREGRESSA
85 e ≤97 >+1 e ≤+2 Risco de sobrepeso Sobrepeso
>97 e ≤99,9 >+2 e ≤+3 Sobrepeso Obesidade
>99,9 > +3 Obesidade Obesidade grave
E a classificação da OMS, que é a mais aceita atualmente, está a seguir:
OBESIDADE INFANTIL
CRIANÇAS DE 6 A 59 MESES
DESNUTRIÇÃO AGUDA MODERADA
• Circunferência do braço entre 115 a 124 mm, OU
• Peso para estatura entre o escore Z -2 e -3 OU 
• IMC entre o escore Z -2 e -3
DESNUTRIÇÃO AGUDA GRAVE
• Circunferência do braço 10 anos 220 bpm) apontam para a possibilidade de taquiarritmias 
supraventriculares.
CAPÍTULO
13. SINAIS VITAIS EM CRIANÇAS
HIPERTENSÃO
Caso o examinador exija a classificação, necessariamente ele 
trará o sexo, a idade, a altura do paciente e uma TABELA GIGANTE 
com todos os valores de referência em percentis, de acordo com as 
características do paciente. Seu papel, aqui, vai ser lembrar quais 
são os percentis considerados hipertensão nas crianças!
! PARA FACILITAR: diferentemente dos adultos, aqui, não 
temos Estágio 3. O mais grave é o Estágio 2 (qualquer coisa acima 
do P95 + 12 mmHg é Estágio 2). Sabendo disso, memorize do “pior 
para o melhor”.
Percentil de PA de acordo com sexo idade e altura Classificação
PA 28 dias aMED
Drenagem pH > 7,2
Glicose > 40
Observação
24 - 48 horas 
Reavaliação
Piora Melhora: 
manter conduta
Purulento Não purulento
Toracocentese (Gram e cultura)
Derrame pleural
pHA DESIDRATAÇÃO:
A.1.1 O paciente deve tomar líquidos caseiros (água, chá, suco, água de coco, 
sopas) ou solução de sais de reidratação oral (SRO) após cada evacuação 
diarreica e episódio de vômito, em pequenas quantidades e maior 
frequência. 
A.1.2 Não utilizar refrigerantes e, preferencialmente, não adoçar o chá ou o 
suco.
A.2 MANTER A ALIMENTAÇÃO HABITUAL PARA PREVENIR A A.2 MANTER A ALIMENTAÇÃO HABITUAL PARA PREVENIR A 
DESNUTRIÇÃO:DESNUTRIÇÃO:
A.2.1 Manter a alimentação habitual – tanto as crianças como os adultos.
A.2.2 Criança em aleitamento materno exclusivo – o único líquido que deve 
ser oferecido, além do leite materno, é a solução de SRO.  
A.3 LEVAR O PACIENTE IMEDIATAMENTE AO ESTABELECIMENTO DE A.3 LEVAR O PACIENTE IMEDIATAMENTE AO ESTABELECIMENTO DE 
SAÚDE SE:SAÚDE SE:
A.3.1 Não melhorar em 2 dias.
A.3.2 Apresentar qualquer um dos sinais de alerta abaixo:
A.4 ORIENTAR O PACIENTE OU ACOMPANHANTE PARA:A.4 ORIENTAR O PACIENTE OU ACOMPANHANTE PARA:
A.4.1 Reconhecer os sinais de desidratação e sinais de alerta.
A.4.2 Preparar e administrar a solução de sais de reidratação oral.
A.4.3 Praticar medidas de higiene pessoal e domiciliar (lavagem adequada 
das mãos, tratamento da água intradomiciliar e higienização dos 
alimentos).
A.5 ADMINISTRAR ZINCO 1 vez ao dia, DURANTE 10 A 14 DIAS:A.5 ADMINISTRAR ZINCO 1 vez ao dia, DURANTE 10 A 14 DIAS:
A.5.1 Até 6 meses de idade: 10 mg/dia.
A.5.2 Maiores de 6 meses a menores de 5 anos de idade: 20 mg/dia.
PLANO B
PARA TRATAR A DESIDRATAÇÃO POR VIA ORAL 
NO ESTABELECIMENTO DE SAÚDE
B.1 ADMINISTRAR SOLUÇÃO DE SAIS DE REIDRATAÇÃO 
ORAL:
B.1.1 Apenas como orientação inicial, o paciente deverá receber 
de 50 a 100 ml/kg (média de 75 ml/kg) para ser administrado no 
período de 4-6 horas.
B.1.2 A quantidade de solução ingerida dependerá da sede do 
paciente.
B.1.3 A solução de SRO deverá ser administrada continuamente, 
até que desapareçam os sinais de desidratação.
B.1.4 Se o paciente desidratado, durante o manejo do PLANO 
B, apresentar vômitos persistentes, administrar uma dose de 
antiemético ondansetrona:
• Crianças de 6 meses a 2 anos: 2 mg (0,2 a 0,4 mg/kg);
• Maiores de 2 anos a 10 anos (até 30 kg): 4 mg;
• Adultos e crianças com mais de 10 anos (mais de 30 kg): 8 mg. 
B.2. DURANTE A REIDRATAÇÃO REAVALIAR O PACIENTE 
SEGUINDO AS ETAPAS DO QUADRO “AVALIAÇÃO DO 
ESTADO DE HIDRATAÇÃO DO PACIENTE”:
B.2.1 Se desaparecerem os sinais de desidratação, utilize o 
PLANO A.
B.2.2 Se continuar desidratado, indicar a sonda nasogástrica 
(gastróclise).
B.2.3 Se o paciente evoluir para desidratação grave, seguir o 
PLANO C.
B.3 DURANTE A PERMANÊNCIA DO PACIENTE OU DO 
ACOMPANHANTE NO SERVIÇO DE SAÚDE, ORIENTAR A:
B.3.1 Reconhecer os sinais de desidratação.
B.3.2 Preparar e administrar a solução de SRO. 
B.3.3 Praticar medidas de higiene pessoal e domiciliar (lavar 
adequadamente as mãos, tratar a água para consumo humano 
(ingestão) e higienizar os alimentos).
O PLANO B DEVE SER REALIZADO NO 
ESTABELECIMENTO DE SAÚDE.
O PACIENTE DEVE PERMANECER NO ESTABELECIMENTO 
DE SAÚDE ATÉ A REIDRATAÇÃO COMPLETA.
PLANO C 
PARA TRATAR A DESIDRATAÇÃO GRAVE POR VIA ENDOVENOSA NO 
ESTABELECIMENTO DE SAÚDE/HOSPITAL
C.1 ADMINISTRAR REIDRATAÇÃO ENDOVENOSA – FASE DE EXPANSÃO E C.1 ADMINISTRAR REIDRATAÇÃO ENDOVENOSA – FASE DE EXPANSÃO E 
FASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃOFASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO
FASE DE EXPANSÃO – MENORES DE 1 ANOFASE DE EXPANSÃO – MENORES DE 1 ANO33
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE 
ADMINISTRAÇÃO
1º
Soro Fisiológico 
a 0,9% ou Ringer 
Lactato
30 ml/kg 1 hora
2º
Soro Fisiológico 
a 0,9% ou Ringer 
Lactato
70 ml/kg 5 horas
FASE DE EXPANSÃO – A PARTIR DE 1 ANOFASE DE EXPANSÃO – A PARTIR DE 1 ANO33
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE 
ADMINISTRAÇÃO
1º
Soro Fisiológico 
a 0,9% ou Ringer 
Lactato
30 ml/kg 30 minutos
2º
Soro Fisiológico 
a 0,9% ou Ringer 
Lactato
70 ml/kg 2 horas e 30 minutos
3 Para recém-nascidos ou menores de 5 anos com cardiopatias graves, 
começar com 10 ml/kg de peso.
FASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO PARA TODAS AS FAIXAS ETÁRIASFASE DE MANUTENÇÃO/REPOSIÇÃO PARA TODAS AS FAIXAS ETÁRIAS
SOLUÇÃO VOLUME TEMPO DE 
ADMINISTRAÇÃO
3º
Soro Glicosado 
a 5% + Soro 
Fisiológico a 0,9% 
na proporção de 
4:1 (manutenção)
Peso até 
10 kg 100 ml/kg
24 HORAS
Peso de 10 
a 20kg
1.000 ml + 
50 ml/kg de 
peso que 
exceder 10 
kg
Peso 
acima 
de 20 kg
1.500 ml + 
20 ml/kg de 
peso que 
exceder 20 
kg
(no máximo 
2.000 ml)
+
Soro Glicosado 
a 5% + Soro 
Fisiológico a 0,9% 
na proporção de 1:1 
(reposição)
Iniciar com 50 ml/kg/dia. 
Reavaliar esta quantidade 
de acordo com as perdas 
do paciente.
+
KCl a 10% 2 ml para cada 100 ml 
de solução da fase de 
manutenção.
C.2 AVALIAR O PACIENTE CONTINUAMENTE. SE NÃO HOUVER MELHORA C.2 AVALIAR O PACIENTE CONTINUAMENTE. SE NÃO HOUVER MELHORA 
DA DESIDRATAÇÃO, AUMENTAR A VELOCIDADE DE INFUSÃO/DA DESIDRATAÇÃO, AUMENTAR A VELOCIDADE DE INFUSÃO/
GOTEJAMENTO:GOTEJAMENTO:
C.2.1 Iniciar a reidratação por via oral com solução de SRO, quando o paciente 
puder beber, geralmente 2 a 3 horas após o início da reidratação endovenosa, 
concomitantemente.
C.2.2 Interromper a reidratação por via endovenosa somente quando o 
paciente puder ingerir a solução de SRO em quantidade sufi ciente para se 
manter hidratado. A quantidade de solução de SRO necessária varia de um 
paciente para outro, dependendo do volume das evacuações.
C.2.3 Observar o paciente por pelo menos 6 horas.
C.2.4 Reavaliar o estado de hidratação e orientar quanto ao tratamento 
apropriado a ser seguido: PLANO A, B ou continuar com o C.
OS PACIENTES QUE ESTIVEREM SENDO REIDRATADOS POR VIA 
ENDOVENOSA DEVEM PERMANECER NO ESTABELECIMENTO DE 
SAÚDE ATÉ QUE ESTEJAM COMPLETAMENTE HIDRATADOS E 
CONSEGUINDO MANTER A HIDRATAÇÃO POR VIA ORAL.
USO DE MEDICAMENTOS EM PACIENTES COM DIARREIA
Antibióticos: Devem ser usados somente para casos de diarreia com sangue (disenteria) 
e comprometimento do estado geral ou em caso de cólera grave. Em outras condições, os 
antibióticos são inefi cazes, causam resistência antimicrobiana e, portanto, não devem ser prescritos.
Antiparasitários: Devem ser usados somente para: 
• Amebíase, quando o tratamento de disenteria por Shigella sp fracassar, ou em casos em que se 
identificam nas fezes trofozoítos de Entamoeba histolytica englobando hemácias: Metronidazol 
50 mg/kg/dia 3x/dia por 10 dias.
• Giardíase, quando a diarreia durar 14 dias ou mais, se identificarem cistos ou trofozoítos nas fezes 
ou no aspirado intestinal: Metronidazol 15 mg/kg/dia 3x/dia por 5 dias.
Zinco: Deve ser administrado, conforme descrito no PLANO A, para crianças menores de 5 anos.
Antiemético: Apenas deve ser usado se o paciente apresentar vômitos persistentes, conforme 
descrito no PLANO B, para garantir que consiga ingerir a solução de SRO e ser reidratado.
ANTIDIARREICOS NÃO DEVEM SER USADOS
 IDADE Quantidade de líquidos que deve ser administrada/
ingerida após cada evacuação diarreica
Menores de 1 ano 50-100 ml 
De 1 a 10 anos 100-200 ml
Maiores de 10 anos Quantidade que o paciente aceitar
ATENÇÃO: 
SE, APÓS 6 HORAS DE TRATAMENTO, NÃO HOUVER 
MELHORA DA DESIDRATAÇÃO, ENCAMINHAR AO 
HOSPITAL DE REFERÊNCIA PARA INTERNAÇÃO.
• Piora da diarreia 
(ex.: aumento da 
frequência ou do volume)
• Vômitos repetidos 
• Sangue nas fezes 
• Diminuição da diurese
• Muita sede
• Recusa de alimentos
SINAIS DE SINAIS DE 
ALERTAALERTA
ALERTA: NÃO UTILIZAR EM GESTANTES.
NOTA: Crianças menores de 3 meses ou criança com imunodefi ciência:
• Ceftriaxona: 50 a 100 mg/kg endovenosa 1 vez ao dia. Se não estiver hospitalizada, 
administrar 1ª dose intramuscular e referenciar ao hospital.
Fonte: Ministério da Saúde.
! PARA FACILITAR: quando a questão quer direcionar seu 
raciocínio para desidratação grave, ela geralmente enfatiza os 
achados com termos como “muito” (muito fraco, muito fundos, 
etc) e trazem diminuição do nível de consciência! 
 Com isso, definimos o plano que vamos utilizar! 
Plano A ("Ah, vá para

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