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➢Os músculos esqueléticos realizam diversos tipos de atividades: Intensidade X duração da atividade contrátil (inversamente proporcionais) ➢Demandas metabólicas diferentes → p. ex., o exercício aumenta as necessidades energéticas corporais ➢Tipos de fibras diferentes, caracterizadas por adaptações metabólicas específicas que incluem o tipo de nutriente utilizado para produção de ATP e a via metabólica utilizada para produção de ATP Catabolismo de proteínas, gorduras e carboidratos durante os três estágios da respiração celular. Estágio 1: oxidação de ácidos graxos, glicose e aminoácidos gera acetil-CoA. as moléculas orgânicas pequenas originadas dos alimentos entram no citosol das células onde tem início a oxidação . Inicia-se no citosol (no caso da glicose) e termina na mitocôndria. Formação de acetil- CoA (molécula de 2 carbonos). Estágio 2: Acetil-CoA entra no ciclo do ácido cítrico onde é totalmente oxidado a CO2. Os elétrons liberados pela oxidação são captados pelos carreadores de elétrons (NADH e FADH2) Estágio 3: os elétrons carreados por NADH e FADH2 convergem para uma cadeia de transportadores de elétrons mitocondrial – a cadeia respiratória. Este fluxo de elétrons pela cadeia respiratória impulsiona a produção de ATP. Etapas do metabolismo aeróbio Cadeia transportadora de elétrons Via responsável pela produção aeróbia de ATP Porque o oxigênio é essencial para produção aeróbia de ATP? ➢ Enquanto em condições aeróbias a glicose é completamente oxidada no ciclo do ácido cítrico, na glicólise anaeróbia a glicose é parcialmente oxidada a piruvato. ➢ O piruvato é então convertido a lactato, para regenerar o NAD+ necessário para continuar a glicólise Metabolismo anaeróbico da fibra muscular – Glicólise anaeróbia Glicólise anaeróbica (via glicolítica) → produz 2 ATPs Metabolismo Aeróbico Produz 36 ATPs O exercício pode aumentar a utilização de energia pelos músculos cerca de 200 vezes em relação ao repouso ➢ Quais alterações metabólicas devem ocorre na musculatura para que a quantidade de energia necessária seja fornecida e o movimento seja continuado? gasto energético no “estado estável” gasto energético basal (0,25LO2/min) Transição do repouso para o exercício gasto energético basal (0,25L O2/min) gasto energético no “estado estável” Déficit de O2 – o período durante o qual o nível de consumo de oxigênio fica abaixo daquele necessário para fornecer todo o ATP exigido para determinado exercício (atraso no consumo de O2) O que pode causar esse atraso? Se o consumo de O2 não aumenta instantaneamente para o valor de estado estável, como é fornecido ATP suficiente para manter o exercício? Metabolismo energético da fibra muscular ➢O fato do consumo de O2 não aumentar instantaneamente para um valor de estado estável significa que fontes de energia anaeróbicas contribuem para a produção geral de ATP no início do exercício. Metabolismo anaeróbio da fibra muscular Essentials of anatomy and Physiology, 4th edition, Martini and Bartholomew Dois sistemas anaeróbios: 1) Sistema da Fosfocreatina 2) Glicolise anaeróbica ou fermentação láctica Metabolismo energético da fibra muscular Vias Anaeróbicas: • Sistema da fosfocreatina • Glicólise anaeróbica Via Aeróbica: • Fosforilação oxidativa Sistemas metabólicos para produção de ATP: ➢As células musculares esqueléticas podem produzir ATP por meio de vias metabólicas diferentes Metabolismo anaeróbio da fibra muscular – Sistema da Fosfocreatina Fosfocreatina – doador de fosfato → fonte imediata de ATP • A fosfocreatina (PCr) é uma fonte imediata para reposição do ATP • A fosfocreatina é uma molécula de creatina fosforilada que regenera o ATP, doando um grupo fosfato para o ADP, formando creatina durante o processo. • A degradação da PCr é catalisada pela enzima creatinofosfocinase (CK) e é uma reação reversível • O estoque de PC é apenas 5 vezes maior que o estoque de ATP e não pode sustentar períodos prolongados de contração → máximo de 30s ➢Creatina sofre conversão não enzimática a creatinina → sangue → eliminada na urina ➢Excreção de creatinina na urina é usada como uma medida da massa muscular e da função renal Metabolismo anaeróbio da fibra muscular – síntese da Fosfocreatina Sistemas energéticos Sistema da Fosfocreatoina ou anaeróbico áláctico → fosfocreatina Anaeróbico Sistema da Glicólise anaeróbica ou anaeróbico láctico → glicose Aeróbico Fosforilação oxidativa → glicose ou ácidos graxos Obs: os diferentes sistemas energéticos utilizam diferentes fontes de energia!!! Fontes de energia durante a contração • Creatina fosfato (CP) – Fonte imediata de alta energia para reabastecer o suprimento de ATP. Estocada no músculo esquelético • Glicose – Estocada no músculo e no fígado na forma de glicogênio • Ácidos graxos – Derivados dos triglicerídeos (TGs) obtidos da alimentação ou estocados no tecido adiposo e no músculo esquelético ➢ Diferentes combustíveis são utilizados para produção de ATP Fontes de energia durante a contração ➢ Diferentes combustíveis são utilizados para produção de ATP durante períodos de atividade intensa e durante atividade leve ou repouso. ➢A contribuição de cada sistema depende da intensidade e duração do exercício ➢Depois de aproximadamente 2 a 3 minutos de atividade física o corpo já é capaz de suprir O2 suficiente aos músculos em atividade e ocorre um aumento da obtenção de energia pelo metabolismo aeróbico Sist. Fosfocreatina Glicólise anaeróbia Metabolismo aeróbico A energia necessária ao exercício não é fornecida pela simples ativação de uma via energética isolada, mas por uma mistura de vários sistemas metabólicos que atuam em sobreposição Fontes de energia: Anaerobica vs. aerobica segundos 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 A T P p ro d u z id o ( % ) 0 20 40 60 80 100 Bangsbo et al. (1990)J.Physiol.42:539-559 Aerobico Anaerobico ➢ Os esforços contínuos situados entre 1 e 2min são assegurados, de forma semelhante, pelos sistemas anaeróbio (Fosfocreatina e glicólise) e aeróbio ➢ Esforços de duração superior a 2 minutos são sustentados principalmente pelo metabolismo aeróbico Existem 2 tipos de fibras musculares ➢As fibras musculares de um mesmo músculo podem apresentar: capacidades contráteis diferentes E capacidades metabólicas diferentes Velocidade de contração Principal via de formação de ATP ➢ Fibras musculares de uma mesma unidade motora são todas do mesmo tipo e ficam dispersas no músculo Existem 2 tipos de fibras musculares fibras de contração rápida e de contração lenta Tipos de fibras musculares • A proporção desses dois tipos de fibras varia entre os diferentes músculos do corpo dependendo de sua função • A proporção também varia entre os mesmos músculos de pessoas diferentes – determinado geneticamente • Pode variar também em função do treinamento??? Microscopic View of the Gastrocnemius Skeletal Muscle from a World-Class Marathon Runner, Frank Shorter (Olympic Gold Medalist, 1972; Ol ympic Silver Medalist, 1976) Tipos de fibras musculares • Tipicamente as fibras rápidas e lentas se encontram misturadas na maioria dos músculos esqueléticos de mamíferos e sua proporção varia com a função do músculo • A proporção varia com a função, p. ex. se o músculo está envolvido ou não em contrações prolongadas como a manutenção da postura. L.R. – músculo reto lateral do olho G – músculo gastrocnêmio da perna S – músculo sóleo da perna ➢O percentual relativo de fibras rápidas ou lentas contidas em um músculo pode ser determinado por biópsia e posterior análise histoquímica ou imunohistoquímica. Como as fibras musculares esqueléticas são tipificadas? Tipos de fibras musculares ➢As fibras possuem diferentes formas da mesma proteína, denominadas isoformas ➢Existem isoformas de miosina ATPase, que diferem quanto a atividade (velocidade com que quebram o ATP). As fibras musculares que contém isoformasde alta atividade, degradam rapidamente o ATP e isso resulta em uma alta velocidade de encurtamento muscular →Além das diferenças na atividade de ATPase da miosina e das enzimas glicolíticas e oxidativas, outras proteínas musculares também são expressas de modo tipo específico: •SERCA 1 – músculo de contração rápida •SERCA 2 – músculo de contração lenta Atividade a SERCA 1 SERCA 2 Recaptação do cálcio ocorre mais rapidamente, as fibras apresentam tempo de relaxamento mais rápido →As fibras musculares possuem diferentes formas da mesma proteína (isoformas) - que possuem, consequentemente, diferenças na sua atividade Tipos de fibras musculares possuem tipos diferentes da mesma proteína Diferenças na velocidade de relaxamento ➢ As fibras do tipo II são mais suscetíveis a esses danos em comparação com as fibras do tipo I em humanos ➢ As fibras do tipo II têm discos Z mais estreitos que refletem menos pontos de ancoragem para os filamentos ➢ As fibras do tipo II também expressam isoformas menores de nebulina que desempenham papéis importantes na montagem dos sarcômeros ➢ As fibras do tipo II expressam isoformas de titIna de menor peso molecular e menos elásticas Diferenças ultra-estruturais entre os tipos de fibra Os diferentes tipos de fibra são classificadas de acordo com suas características contráteis e metabólicas: 1) Velocidade de contração: atividade de miosina ATPase: nas rápida nas lentas 2) Vias utilizada para síntese de ATP (metabolismo energético): LENTAS OU VERMELHAS: mitocôndrias suprimento sanguíneo [mioglobina] fosforilação oxidativa (ciclo do ácido cítrico e cadeia transportadora de elétrons) RÁPIDAS OU BRANCAS: mitocôndrias suprimento sanguíneo [mioglobina] glicólise Fibras de contração lenta (vermelhas) → Tipo I ✓ alto teor de mioglobina e mitocôndria – metabolismo aeróbico ✓ entram em fadiga mais lentamente ✓ são capazes de manter contrações relativamente prolongadas (troponina C com maior afinidade por Ca++, recaptação do Ca++ mais lenta) Fibras de contração rápida (brancas) → Tipo II ✓ carentes de mioglobina e com poucas mitocôndrias – metabolismo glicolítico ✓ entram em fadiga rapidamente ✓ exibem contrações cuja duração é relativamente curta Tipos de fibras musculares – resumo das características funcionais e metabólicas Características estruturais das Fibras musculares Características Tipos de Fibras I (lenta) II (rápida) Aspectos estruturais Diâmetro das fibras Desenvolvimento do retículo sarcoplasmático Densidade mitocondrial Densidade capilar Conteúdo em mioglobina Pequeno Menor Alta Alta Alto Grande Maior Baixa Baixa Baixa Substratos energéticos Reserva de fosfocreatina Reserva de glicogênio Reserva de triglicerídeos Baixa Baixa Alta Alta Alta baixa Aspectos enzimáticos Atividade de miosina ATPase baixa Alta Atividade de enzimas glicolíticas baixa Alta Atividade de enzimas oxidativas alta Baixa Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18: Tipos de fibras musculares Slide 19: Tipos de fibras musculares Slide 20: Como as fibras musculares esqueléticas são tipificadas? Slide 21: Tipos de fibras musculares Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26