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Professora: Sabrina Duarte de Oliveira REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS CENTRO UNIVERSITÁRIO SANTA MARIA CURSO DE BACHARELADO EM NUTRIÇÃO REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático Causado pela oxidação de substâncias presentes naturalmente em vegetais por meio de enzimas também presentes naturalmente, formando pigmentos escuros. • Oxidorredutases: grupo de enzimas responsáveis pelo escurecimento enzimático em alimentos. - Microrganismos, vegetais e animais. - Conhecida por sua capacidade de provocar alterações indesejadas como mudança na coloração, rancidez, perda de aroma e de valor nutritivo, especialmente em produtos vegetais. - Polifenoloxidases, peroxidades, lipo-oxigenases, catalases, glicose-oxidases, xantina-oxidases e ascorbato-oxidases. REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático Substrato (composto fenólico) + Oxidorredutases + Oxigênio = escurecimento enzimático Variáveis: tipo de substrato, a concentração de oxigênio presente no ambiente e a temperatura. (composto fenólico) PPO • Como acontece uma reação de escurecimento enzimático? melanoidinas REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Polifenoloxidase (PPO ou PFO): principal grupo de enzimas responsáveis pelo escurecimento enzimático em alimentos. - Essas enzimas atuam catalisando a oxidação de compostos fenólicos a quinonas, com a subsequente produção de pigmentos escuros. (composto fenólico) PPO REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Polifenoloxidase (PFO) - Atuam principalmente em frutas e hortaliças, mas também em crustáceos; - Responsável pelo escurecimento enzimático durante manuseio pós- colheita e industrialização. - Em frutas e hortaliças, o teor de PFO aumenta com a maturação e senescência. - Age sobre uma grande variedade de compostos fenólicos. REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Polifenoloxidase (PFO) - Apresentam pH ótimo de atividade entre 5,0 e 7,0. - Inativada: em pH abaixo de 4,0 e tratamento térmico brando (baixa termoestabilidade). - Estão relacionadas ao mecanismo de defesa das plantas, possuem ação bacteriostática e antiviral em plantas, está relacionada com a formação e o desenvolvimento de raízes, a fotossíntese e respiração celular. - Localizadas nas membranas e/ou confinadas em plastídeos (responsável pelo pigmento clorofila). REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Polifenoloxidase (PFO) - PFO e escurecimento enzimático: O principal efeito da presença de PFO em alimentos é o escurecimento enzimático, que é indesejável na maioria dos casos, alterando as características do alimento, causando rejeição do consumidor. As reações que levam à formação de pigmentos podem ocasionar a formação de odores indesejáveis e perda do valor nutricional (destruição de aminoácidos). REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Polifenoloxidase (PFO) - Métodos para prevenção do escurecimento enzimático tornou-se necessário. REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Métodos para inativação da Polifenoloxidase (PFO) ➢ Supressão de O2 - Uso de embalagens à vácuo; - Não é um método muito utilizado em frutas e vegetais (escurecimento durante o processamento até acondicionamento); - Não garante a integridade do produto após aberto pelo consumidor. REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Métodos para inativação da Polifenoloxidase (PFO) ➢ Redução do pH (acidificação do produto) - PFO inativada em pH em torno de 4,0 e de forma irreversível em pH inferior a 3,0; - Deve ser feita rapidamente após o descascamento (em alimentos compatíveis com essa acidez); - Limitação: alterações no sabor e homogeneidade (pedaços maiores) REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Métodos para inativação da Polifenoloxidase (PFO) ➢ Adição de inibidores químicos • Sulfitos (dióxido de enxofre): alta eficiência (rápida penetração). - Vantagens: inibidores diretos das PFO; reagem com quinonas (reduzindo-as a sua forma original) e evitando a polimerização; são de baixo custo; atividade antimicrobiana. - Desvantagens: altas doses podem provocar gosto e cheiro desagradáveis, são controladas pela legislação porque causam crises alérgicas em pessoas asmáticas. - Reagem com a tiamina (B1), reduzindo o teor dessa vitamina nos alimentos. Quantidade permitida: 0,03 g/100g à 0,06 g/100g REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Métodos para inativação da Polifenoloxidase (PFO) ➢ Adição de inibidores químicos • Sulfitos (dióxido de enxofre): - É um conservante comumente usado em uma variedade de alimentos e bebidas, incluindo frutas secas, vegetais em conserva, salsichas, sucos de frutas e vegetais, cidra, vinagre e vinho. REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Métodos para inativação da Polifenoloxidase (PFO) ➢ Adição de inibidores químicos • Ácidos (ác. cítrico, ascórbico e málico) - Ação: baixam o pH e inativam as PFO. - As PFO possuem Cu+ no seu sítio ativo, o ácido ascórbico oxida os resíduos de histidina que ligam os íons de cobre do sítio ativo; já os ácidos cítricos e málico são quelantes do cobre. - O ác. ascórbico ainda atua reduzindo as quinonas já formadas de volta a sua forma original (o-difenol). - Desvantagem: alto custo; possibilidade de degradação, na forma oxidada (gerando escurecimento não enzimático – formação de furfural). REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Métodos para inativação da Polifenoloxidase (PFO) ➢ Adição de inibidores químicos • Sais (sais de cloro) - NaCl é o sal de cloro mais utilizado; - Desvantagens: inibição só é efetiva em concentrações altas de sal (alteração no sabor). • Agentes redutores (cisteína) - Eficientes na redução das quinonas. - Limitação: alto custo. REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Métodos para inativação da Polifenoloxidase (PFO) ➢ Tratamento Térmico (Branqueamento) - Eficiência depende do pH do meio. Quanto mais ácido o alimento, menores o tempo e temperatura necessários para inativação da enzima. - Em valores de pH entre 4,0 e 6,0 uma temperatura de 70 a 80ºC por 3 minutos é suficiente para inativação enzimática. REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Métodos para inativação da Polifenoloxidase (PFO) ➢ Tratamento Térmico (Branqueamento) - Desvantagens: 1. Pode gerar sabor de cozido em produtos vegetais (mais utilizado para produtos que vão passar por outros tratamentos depois – enlatados e desidratados); 2. Até que o aquecimento inative a enzima, ela continua catalisando a reação, o que pode gerar algum escurecimento. 3. Alteração na cor do alimento (erro de branqueamento, na maioria das vezes). REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Métodos para inativação da Polifenoloxidase (PFO) ➢ Tratamento a alta pressão hidrostática (HHP) - Alimentos de alta qualidade, segurança e maior prazo de validade; - Processo reduz a contagem microbiana e inativa enzimas; - Menos prejudicial que os processos térmicos, mantém as características nutricionais e sensoriais; - Ocorre rapidamente em pH baixo, também é influenciada pela adição de sais, açúcares ou inibidores químicos de escurecimento. - Melhores resultados: pressão superior a 400 Mpa e aquecimento de 50ºC. REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Métodos para inativação da Polifenoloxidase (PFO) ➢ Campo elétrico pulsado (PEF) - O tratamento com PFF é uma tecnologia emergente, não térmica e utilizada para a preservação de alimentos. - A maioria dos estudos tem se concentrado na inativação de MO; entretanto, estudos mostram quehá uma redução de 97% da atividade da PFO no extrato de maçã, 72% para pera e 70% para pêssego. REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Aplicação Industrial da Polifenoloxidase (PFO) - Considerada benéfica em alguns casos. - Necessária na fabricação de chá preto (chá verde para preto); cor característica em amêndoas de cacau; frutas secas como ameixa e uva-passa. REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Peroxidases (PER) - Enzimas capazes de oxidar substratos fenólicos e não fenólicos, na presença de peróxidos, gerando radicais livres; - Fungos, bactérias, algas, plantas e animais; - São termoestáveis, possuem capacidade de se regenerar após desnaturação térmica; - Atividade está associada ao desaparecimento do aroma e surgimento de off- flavor em produtos vegetais, principalmente nos conservados por congelamento (capacidade de se regenerar sob refrigeração e congelamento); - Alteração na cor e redução do valor nutritivo (oxidação da Vitamina C e de aminoácidos); - Necessidade de aplicação de um tratamento térmico rigoroso (90 e 100ºC). REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Peroxidases (PER) - NaCl e pH baixo auxiliam no processo de tratamento térmico, podendo reduzir o tempo de tratamento. ➢ Aplicação industrial - Usadas como indicadoras de eficiência do processo de branqueamento e de pasteurização do leite (lactoperoxidase); - Uso benéfico: remoção da lignina para produção de papel e usada para kits de diagnóstico, na quantificação de ácido úrico, glicose, colesterol, lactose e etc. REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Lipo-oxigenases (LOX) - Enzimas produzidas por plantas, animais e microrganismos; - LOX de origem vegetal: maior interesse em alimentos. Mais encontradas em sementes, mais abundantes em leguminosas do quê em cereais; - Podem causar alterações desejadas e indesejadas em alimentos (oleaginosas); - A presença de LOX em óleos vegetais, grãos e cereais armazenados e em farinhas e farelos, pode levar à rancidez, destruição de ácidos graxos essenciais, pigmentos e de vitaminas; - Soja: off-flavor e amargor (milho e ervilha). - Aplicação benéfica em produtos de panificação e farinhas (destruição dos carotenoides que dão cor indesejável a esses produtos, aumento do volume em pães e melhora da textura, retardamento da sinerese). REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático • Outras enzimas relacionadas ao escurecimento enzimático ➢ Catalases ➢ Glicose-oxidases ➢ Xantina-oxidases ➢ Ascorbato-oxidases REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático Ou outras enzimas citadas REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático Escurecimento enzimático em camarão REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento enzimático 1. Se um consumidor visse um alimento escurecido, mas com todas as propriedades nutricionais preservadas, vocês acham que ele ainda compraria? 2. Imagine o seguinte caso: Uma indústria de alimentos quer evitar o escurecimento de uma bebida vegetal à base de maçã e soja. Que estratégias poderiam ser aplicadas para minimizar esse problema?" REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento não enzimático ➢QUAIS REAÇÕES BIOQUÍMICAS ACONTECEM NO BOLO? REAÇÃO DE MAILLARD REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Escurecimento não enzimático ➢ Influência: tipo e quantidade de carboidratos, proteínas e aminoácidos ➢Associado com o aquecimento e armazenamento de alimentos REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS • Reações de escurecimento indesejáveis: - Desidratados (leite em pó, ovo em pó) • Produto final: MELANOIDINAS!!! • Reações de escurecimento desejáveis: - produtos de confeitaria - assados em geral (carnes, batatas fritas, café, cerveja) Escurecimento não enzimático (pigmento de cor marrom) REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS • Tipos ❖Caramelização (açúcar) ❖Oxidação do acido ascórbico ❖Reação de Maillard Tipo de Reação Requer O2 Requer NH2 (aminas) pH ótimo Produto final Maillard - + Alcalino Melanoidina Caramelização - - Alcalino/Ácid o Caramelo Oxidação vit. C + - Ligeiramente ácido Melanoidina Fonte: Araújo (1999) Escurecimento não enzimático REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS • Reação de Caramelização - Escurecimento resultante do aquecimento direto de carboidratos, particularmente sacarose e açúcares redutores (frutose e glicose), com ausência de compostos nitrogenados. Açúcares/Xaropes de açúcares Escurecimento Caramelização Mudanças Cor, sabor e aroma Caramelo catalisador pigmento de cor marrom calor 120 ˚C da da elaboração e Escurecimento não enzimático Catalizadores: ácido (ácido sulfúrico, acético cítrico e etc.), base (amônia, sódio, potássio e cálcio) ou sais (carbonatos de amônio, bicarbonatos e etc.). • Reação de Caramelização Escurecimento não enzimático ➢ Classe de caramelos reconhecidas: 1. Classe I (caramelo claro, simples ou cáustico) - preparado aquecendo-se um carboidrato sem amônia ou sem íons sulfito. 2. Classe II (caramelo sulfito cáustico) - preparado pelo aquecimento de um carboidrato em presença de um sulfito e em ausência íon amônia - usado para adicionar cor a cervejas e outras bebidas alcoólicas, - cor marrom avermelhado; - pH de 3 a 4 • Reação de Caramelização Escurecimento não enzimático ➢ Classe de caramelos reconhecidas: 3. Classe III (caramelo de amônio) - preparo pelo aquecimento de um carboidrato em presença de íons amônia, sem presença de íons sulfito; - cor marrom avermelhado; - usado em produtos de panificação, xaropes e pudins. - pH de 4,2 a 4,8 4. Classe IV (caramelo de sulfito amônio) - preparado pelo aquecimento de um carboidrato em presença de sulfito e íons amônio. • Reação de Caramelização Escurecimento não enzimático ➢ Classe de caramelos reconhecidas: 4. Classe IV (caramelo de sulfito amônio) - usado em refrigerantes à base de cola, outras bebidas ácidas, xaropes, temperos secos, assados, doces, rações - cor marrom; - pH em solução de 2 a 4,5. - Formação de 4-Metilimidazol (4-MI). • Reação de Caramelização Escurecimento não enzimático REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS ➢ Oxidação do Ácido Ascórbico 1ª Etapa 2ª Etapa Fonte: Oetterer (2005) ❖ Ácido ascórbico passa a dehidroascórbico (desidrogenação) com três grupos carbonilas ❖ Principal via de escurecimento de sucos de frutas ❖ Ácido dehidroascórbico recebe 2H+ (meio ácido) e forma ácido 2 ceto, 3 ceto hexurônico (2 carbonilas) ❖ Sofre uma desidratação e descarboxilação formando Furfural (produto da decomposição do ác. ascórbico – escurecimento em sucos) - pH 2,0 a 3,5 Escurecimento não enzimático carbonila Dióxido de carbono A descarboxilação é uma reação química na qual um grupo carboxilo de um composto na forma de dióxido de carbono (CO2 REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS • Reação de Maillard (escurecimento de Maillard) Louis-Camille Maillard (1878 - 1936) Photografado em seu laboratório 1915 - Produz aromas em alimentos cozidos (desejáveis ou não); produzidos lentamente durante armazenamento ou de forma rápida durante o aquecimento em altas temperaturas. - Reações desejáveis: batata frita e formação de crosta externa em pães. Escurecimento não enzimático Ocorre durante o cozimento ou estocagem de alimentos, se deve à reação química entre açúcares redutores (glicose, principalmente) e grupos aminas primários (aminoácidos livres ou grupo amina de uma proteína). REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS • Reação de Maillard (escurecimento de Maillard) - Responsável pela formação de cor escura; - Ocorre preferencialmente em meio alcalino. - Pode causar perda de nutrientes - aminoácidos essenciais, vitaminas, minerais. - Alguns produtos podem ser tóxicos (ex. acrilamina)Escurecimento não enzimático REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS • Reação de Maillard Reação de Maillar em alimentos protéicos: - Leite – caseína, lactoalbumina, lactoglobulina, lactose; - Carnes – mioglobulina, miosina, actina, ribose-P. Escurecimento não enzimático REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS • Reação de Maillard Escurecimento não enzimático O produto final da reação de Maillard são as melanoidinas e furfural (pigmentos de cor marrom escuro). A liberação de CO2 na formação do furfural pode acarretar em estufamento de embalagens. REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS • Fatores que afetam a reação de Maillard - Natureza do aminoácido - Diferentes aminoácidos apresentam diferentes velocidades de reação; - A natureza do aminoácido tem efeito na formação do produto final da reação – particularmente importante no flavour: - Em geral reação de Maillard produz aromas “assados”, “cozidos”, “grelhados” - roast, baked, toasted; - Aminoácidos contendo enxofre são importantes no aroma carneo “meaty aromas”; - Prolina é importante no aroma de pão assado; - Leucina e fenilalanina é importante em aroma de chocolate Básico Ácido Neutro Escurecimento não enzimático REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS • Fatores que afetam a reação de Maillard - Tipo de açúcar - Açúcar redutor - interação da carbonila (C=O) com os grupos amina (NH2); - Número de carbonos – reatividade (reações com formação de outros compostos); - Pentoses (5 carbonos) são mais reativas que hexoses (6 carbonos) e essas mais que dissacarídeos. Escurecimento não enzimático REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS • Fatores que afetam a reação de Maillard - Temperatura - A reação ocorre à temperatura elevada, bem como em temperatura reduzida, durante o processamento do alimento ou armazenamento. - Elevação da temperatura: aumento rápido da velocidade de escurecimento – duas a três vezes para cada incremento de 10 oC. Escurecimento não enzimático REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS • Fatores que afetam a reação de Maillard - pH - A intensidade da reação de Maillard aumenta quase que linearmente na faixa de pH 3 a 8 e atinge um máximo na faixa alcalina (pH 9 a 10). Escurecimento não enzimático REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS • Fatores que afetam a reação de Maillard - Atividade de água (Aw) - Escurecimento aumenta de forma rápida em valores intermediários (aw entre 0,5 e 0,8). Escurecimento não enzimático REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS • Fatores que afetam a reação de Maillard - Catalisadores - A velocidade da reação é acelerada por ânions como citrato, fosfato (encontrados em praticamente todos os alimentos) e também em menor escala por outros ânions como o acetato. Íons de Cu+ são catalisadores efetivos a pH ácido, em concentração de 100 ppm (partes por milhão) Escurecimento não enzimático REAÇÕES DE ESCURECIMENTO EM ALIMENTOS Por onde estudar? 1. Capítulo 5 do livro “Bioquímica dos Alimentos” de M. G. Koblitz 2. Capítulo 3, tópico 3.1.4.6 e 3.1.4.7 do livro “Química de alimentos de Fennema” de Damodaran e Parkin. 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