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Resumo Pneumonia Diagnóstico para o caso - Tutoria Problema 6. O paciente é uma criança de 2 anos com histórico de 3 pneumonias anteriores e está internado com desconforto respiratório e baixa saturação de oxigênio. Exame de imagem: Radiografia de tórax revelou consolidação em hemitórax direito. Local que está marcado: Opacidade ou Consolidação em Hemitórax Direito. A Consolidação, significa que o Ar que estava nos alveolos foi substituído por alguma outra substância ( sangue, secreções/ pus, etc.) Hemograma: Leucocitose (9400 leucócitos), neutrofilia (78%), e linfocitopenia (15%). Diagnóstico provável: Pneumonia bacteriana recorrente, possivelmente associada a um quadro de imunodeficiência primária ou outra condição subjacente que compromete o sistema imunológico. Imunodepressão: Define-se imunodepressão como diminuição em grau variável da resposta imunológica de um indivíduo. Estado de declínio do sistema imunitário que o impede de responder normalmente aos agentes agressores. Atenuação das reações imunitárias do organismo, que se observa no curso de certas doenças como Câncer, AIDS, tuberculose. Pode ser decorrente de processos patológicos ou da utilização terapêutica de produtos e técnicas imunossupressoras. Ou seja, a imunossupressão causa a imunodepressão. Imunossupressão: é o ato de reduzir deliberadamente a atividade ou eficiência do sistema imunológico. Geralmente é feita para coibir a rejeição em transplantes de órgãos, ou para o tratamento de doenças autoimunes como lúpus, artrite reumatoide etc. A imunossupressão é normalmente feita com medicamentos. Algumas destas podem resultar de anormalidades genéticas em um ou mais componentes do sistema imune; estas são chamadas de imunodeficiências congênitas (ou primárias). Outros defeitos no sistema imune podem resultar de infecções, anormalidades nutricionais ou tratamentos médicos que causam perda ou funcionamento inadequado de vários componentes do sistema imune; estas são chamadas de imunodeficiências adquiridas (ou secundárias). Imunodeficiência: ● Primária Congênita ou Primária: São defeitos genéticos que resultam no aumento da susceptibilidade à infecção, que frequentemente se manifesta na infância e início da adolescência . ● Imunodeficiência Adquirida ou Secundária: Não são doenças hereditárias, ocorre 1 como consequência de desnutrição, câncer, tratamento com fármacos imunossupressores ou infecções da célula do Sistema Imune especialmente pelo vírus da Imunodeficiência adquirida (AIDS). Outras Causas de Imunodeficiência Secundária: ● Medicamentos (Imunossupressores: Corticóides / Ciclosporina/ Metotrexato) ● Doenças Metabólicas como DM ● Enteropatias ou Nefropatias com perdas de Proteínas ● Desnutrição Calórico Proteica. Tipos de Imunodeficiência Primária: 1. Doença Granulomatosa Crônica ( Mutações nos componentes do Complexo enzimáticos da oxidase fagocitária (phox), ou seja, ocorre uma produção defeituosa das espécies reativas de oxigênio (ROS), resulta em falha para matar o microrganismo fagociado. A doença é caracterizada por infecções recorrentes) 1.1 ) Doença Recessiva ligada ao X 1.2) Doença Autossômica recessiva 2. Deficiência de Adesão Leucocitária ( Falha no recrutamento dos Leucócitos). 2.1) Deficiência de Adesão aos Leucócitos tipo1 (LAD 1) - Expressão de Integrinas : mutações no CD18. Caracterizado por infecções recorrentes bacterianas e/ ou fúngicas. 2.2) Deficiência de Adesão aos Leucócitos Tipo 2 (LAD 2) 2.3) Deficiência de Adesão aos Leucócitos Tipo 3 ( LAD 3) 3. Síndrome De Chediak Higashi (Defeitos nas céls NK e em outros leucócitos) - Característico de infecções recorrentes por bactérias piogênicas. É um distúrbio recessivo autossômico raro. 4. Deficiência de Complemento (Defeitos nas vias) 4.1) Via Clássica: Defeito em C1, C2 e C4 ou seja não consegue se ligar ao anticorpo 4.2) Via Lectina : Proteínas ligadoras de Manose ( MBL - defeito) 4.3) Via Alternativa: Defeito em C3 e o Fator ( C3bBb)- chamado C3 convertase) O C3, vai estimular a Fagocitose, estimulando processo inflamatório, recrutando Neutrófilos, Macrófagos, fazendo os mastócitos a liberar granulos para ativação do processo inflamatório Os defeitos do sistema complemento podem determinar aumento de suscetibilidade a infecções, em especial meningites meningocócicas de repetição, bem como quadros sugestivos de autoimunidade. Defeitos da imunidade celular determinam aumento de suscetibilidade a infecções virais, fúngicas e por patógenos intracelulares. Observa-se também aumento das infecções bacterianas como consequência de anormalidades na resposta humoral decorrentes da estimulação deficiente de linfócitos B pelos linfócitos T. As infecções podem ocorrer em qualquer sistema. Já a imunodeficiência caracteriza-se por disfunções causadas pela imunidade defeituosa. São defeitos no desenvolvimento e nas funções do sistema imune que resultam em uma suscetibilidade aumentada a infecções recentemente adquiridas, reativação de infecções latentes tais como citomegalovírus, vírus de Epstein-Barr e tuberculose. Conduta 1. Estabilização inicial: Suplementação de oxigênio para corrigir a baixa saturação. Iniciar antibióticos de amplo espectro (ex.: amoxicilina com clavulanato ou ceftriaxona) enquanto aguarda os resultados das culturas. 2. Investigação diagnóstica adicional: 2 ● Hemoculturas e cultura de escarro (se possível) para identificar o agente etiológico. ● Testes para imunodeficiência primária (dosagem de imunoglobulinas, linfócitos T e B). ● Avaliação para doenças estruturais pulmonares ou condições como aspiração recorrente. ● Teste para fibrose cística (teste do suor ou genético), especialmente se houver suspeita clínica. 3. Tratamento de suporte: Hidratação adequada. Monitoramento contínuo para sinais de piora respiratória ou falência orgânica. Imunodeficiência Secundária Desenvolvem-se por causa de anormalidades que não são genéticas, mas são adquiridas durante a vida. Dentre elas, a mais séria em todo o mundo é a infecção por HIV. As causas mais frequentes das imunodeficiências secundárias em países desenvolvidos são os cânceres envolvendo a medula óssea e várias terapias. O tratamento do câncer com fármacos quimioterápicos e irradiação pode danificar células em proliferação, incluindo precursores de leucócitos na medula óssea e linfócitos maduros, resultando na imunodeficiência. Infecções oportunistas são infecções causadas por microrganismos que comumente estão presentes no organismo de pessoas com imunidade normal, geralmente não chegariam nem a causar doenças, sem causar problemas, mas que se aproveitam da debilidade ocasional das defesas do organismo para causar dano. As infecções oportunistas ocorrem principalmente em pessoas com sistemas imunológicos comprometidos, permitindo que microrganismos que vivem normalmente no corpo sem causar doenças causem uma infecção generalizada. Exemplos de infecções oportunistas e os principais agentes: • Candidíase: Causada pelo Candida albicans (fungo), pode atingir a boca, a garganta, esôfago e órgãos genitais. • Infecções graves por CMV: infecção viral que causa doença ocular e pode levar à cegueira. • Infecção pelo Pneumocystis jirovecii (pneumonia): é uma infecção fúngica que pode causar uma pneumonia fatal. • Infecções causadas por vírus Herpes simplex: uma infecção viral que pode causar lesões nos lábios, boca, face e órgãos genitais. • Infecção pelo Mycobacterium tuberculosis (tuberculose): infecção bacteriana que ataca os pulmões e pode causar meningite. • Infecções pelo Toxoplasma gondii (toxoplasmose): infecção protozoária que, no paciente imunodeprimido, pode ocorrer principalmente no cérebro e, menos frequentemente na retina, miocárdio e pulmões. Pneumonias A pneumonia ocorre quando uma infecção do parênquima pulmonar causa sintomas respiratórios inferiores e quando se detecta um infiltrado pulmonar na radiografia de tórax. Do ponto de vista histológico como preenchimento do espaço alveolar por infiltrado necroinflamatório, já do ponto de vista clínicocomo infecção aguda do pulmão decorrente da infecção por algum microrganismo. Uma pneumonia pode ocorrer sempre que os mecanismos de defesa locais estiverem prejudicados ou quando a resistência sistêmica do hospedeiro estiver diminuída. Os mecanismos de defesa locais do pulmão podem ser comprometidos por muitos fatores, entre eles: • Perda ou supressão do reflexo de tosse, como resultado de coma, anestesia, distúrbios neuromusculares, medicamentos ou dor torácica. • Lesão do aparelho mucociliar, tanto por prejuízo da função ciliar quanto por destruição do epitélio ciliado, em virtude de tabagismo, inalação de gases quentes ou corrosivos, doenças virais. • Acúmulo de secreções em condições como fibrose cística e obstrução brônquica. • Interferência com a ação fagocítica ou bactericida dos macrófagos alveolares por álcool, tabaco, anoxia ou intoxicação por oxigênio. • Congestão e edema pulmonares. 3 As pneumonias associadas aos cuidados de saúde (PACS), conhecidas como Pneumonias Comunitária: ocorrem em pacientes que se encontram institucionalizados, que estiveram hospitalizados durante mais de 2 dias nos 90 dias precedentes, que têm contato frequente com instituições de saúde (ex. hemodiálise, tratamento de feridas, antibióticos intravenosos ou quimioterapia, que residem em casa de repouso;) ou que estão imunossuprimidos. Esses pacientes apresentam maior risco de infecção por germes multirresistentes e, por isso, serão abordados como PAC. A pneumonia nosocomial surge, pelo menos, 72hs depois da admissão. Essa categoria inclui tanto a pneumonia adquirida no hospital (PAH) que se trata da pneumonia adquirida ≥ 72 horas após a internação hospitalar, quanto a pneumonia associada a ventilação mecânica (PAVM) que se trata da pneumonia adquirida ≥ 72 horas após a intubação endotraqueal. Fisiopato Pneumonia: Pneumolisina: A pneumolisina é uma proteína de virulência produzida por Streptococcus pneumoniae, um patógeno conhecido principalmente por causar infecções respiratórias, mas que também pode estar envolvido em outras condições clínicas. Embora a pneumolisina seja mais estudada no contexto das infecções pulmonares e da resposta inflamatória associada, seu papel no sistema urinário não é amplamente documentado. Mecanismos de Ação da Pneumolisina 1.Citotoxicidade: A pneumolisina atua como uma toxina que pode causar lise celular, afetando células epiteliais e imunes. Essa propriedade citotóxica pode potencialmente contribuir para a lesão tecidual em diferentes sistemas, incluindo o urinário. 2. Indução de Inflamação: A pneumolisina pode ativar a via do complemento e induzir a liberação de citocinas pró-inflamatórias, levando a uma resposta inflamatória que pode afetar a função renal e a integridade do trato urinário. 3. Alteração da Permeabilidade Vascular: A ação da pneumolisina pode resultar em aumento da permeabilidade vascular, facilitando a infiltração de leucócitos e a formação de edema, o que pode impactar a função renal. Embora a pneumolisina não seja diretamente associada a infecções do trato urinário (ITU), sua presença em infecções sistêmicas ou respiratórias pode ter implicações indiretas: Infecções Secundárias: Pacientes com infecções pneumocócicas podem desenvolver complicações que afetam o sistema urinário, especialmente se houver disseminação hematogênica do patógeno. Doenças Renais: A inflamação sistêmica provocada pela pneumolisina pode exacerbar condições renais pré-existentes, contribuindo para a progressão de doenças como a glomerulonefrite. Conclusão: O papel da pneumolisina no sistema urinário não é bem definido e requer mais investigação para elucidar suas possíveis contribuições na patologia renal e nas infecções do trato urinário. Estudos adicionais são necessários para entender melhor as interações entre Streptococcus pneumoniae e o sistema urinário, especialmente em contextos de infecção sistêmica. Fisiopatologia: Os microrganismos causadores da pneumonia podem atingir os alvéolos pulmonares de duas formas: através da microaspiração do material proveniente das vias aéreas superiores e, menos comumente, através da inalação de aerossol contaminado do ambiente ou por via hematogênica. Os microrganismos infectantes podem atingir os alvéolos e desenvolver pneumonia devido à aspiração de pequenas quantidades de secreções nasofaríngeas ou de conteúdos da boca, em especial durante o sono. Algum grau de aspiração ocorre normalmente. Aspirações mais importantes, contudo, são mais frequentes em pessoas mais idosas, particularmente naquelas mais frágeis ou acamadas. Um conjunto de mecanismos de defesa do hospedeiro protege o trato respiratório inferior da entrada de organismos infecciosos, como a configuração das vias aéreas, a produção de imunoglobulina A secretora (IgA), a ação ciliar das células epiteliais, entre outros. Quando os organismos infecciosos atingem os alvéolos, as defesas inatas e específicas entram em ação. Se esses mecanismos de defesa falharem, as bactérias podem replicar-se nos alvéolos onde estimulam a produção local de citocinas e causam extravasamento capilar e acúmulo de plasma e células inflamatórias. Essa sequência inicia um círculo vicioso, no qual células inflamatórias adicionais são atraídas e a liberação subsequente de mais citocinas é estimulada. Na pneumonia bacteriana, a resposta inflamatória do hospedeiro é responsável pela maioria das manifestações da doença. 4 Esse exsudado inflamatório progressivo, que é detectado na radiografia como uma pneumonia, causa um desequilíbrio da ventilação-perfusão, gerando hipoxemia. Passo a Passo da PAC: • Passo 1: Chegada do patógeno no espaço alveolar. • Passo 2: Multiplicação descontrolada do patógeno. • Passo 3: Produção local de citocitas principalmente por macrófagos alveolares. • Passo 4: Recrutamento de neutrófilos para o espaço alveolar e introdução de citocinas na circulação sistêmica. • Passo 5: Geração do exsudato alveolar. Ao contrário da pneumonia bacteriana, o vírus influenza invade diretamente as células do epitélio cilíndrico, originando assim alterações patológicas que vão desde a vacuolização de algumas células epiteliais respiratórias até a descamação de toda a camada epitelial. Essas alterações dispersas que originam o padrão intersticial difuso observado na radiografia de tórax também predispõem a invasão bacteriana secundária. Quadro Clínico: A apresentação clínica da PAC varia amplamente, desde uma pneumonia leve, caracterizada por febre, tosse e falta de ar, até uma pneumonia grave, caracterizada por sepse e dificuldade respiratória. A gravidade dos sintomas está diretamente relacionada à intensidade da resposta imune local e sistêmica em cada paciente. O quadro clínico típico clássico da PAC é representado pela pneumonia pneumocócica. A doença se apresenta de forma hiperaguda, entre 2 e 3 dias, tendo como história principal calafrios, tremores, febre alta (39-40ºC), dor torácica pleurítica e tosse produtiva com expectoração purulenta esverdeada. O exame físico normalmente evidencia prostração (fraqueza, moleza), taquipneia, taquicardia e hipertermia. Dispneia e dor pleurítica também. Realizar inspeção, palpação, percussão e por final a ausculta! Os achados do exame do aparelho respiratório podem variar de simples estertores até a síndrome de consolidação pulmonar e/ou a síndrome de derrame pleural. A síndrome de consolidação pulmonar é caracterizada pela presença de som bronquial, aumento do frêmito toracovocal, submacicez e broncofonia. Já a síndrome do derrame pleural é identificada pela abolição do murmúrio vesicular e do frêmito toracovocal, submacicez e egofonia. Esses sinais e sintomas resultam do acúmulo de leucócitos, fluidos e proteínas no espaço alveolar. A hipoxemia pode resultar do comprometimento subsequente das trocas gasosas alveolares. Na radiografia de tórax, o acúmulo de leucócitos e líquido dentro dos alvéolos aparece como opacidades pulmonares. Sinais e sintomas sistêmicos: A grande maioria dos pacientes com PAC apresenta febre. Outros sintomas sistêmicos, comocalafrios, fadiga, mal-estar e anorexia também são comuns. Taquicardia, leucocitose neutrofílica com desvio para a esquerda ou leucopenia também são achados ocasionados pela res- posta inflamatória sistêmica, sendo a leucopenia um sinal de mau prognóstico. Marcadores inflamatórios, como VHS, PCR. A gasometria arterial tem como achados mais frequentes a hipoxemia e a alcalose respiratória. A PAC também é a principal causa de sepse; assim, a apresentação inicial pode ser caracterizada por hipotensão, estado mental alterado e outros sinais de disfunção orgânica, como disfunção renal, disfunção hepática e/ou trombocitopenia. Diagnóstico: Além dos sinais característicos da Anamnese, exame físico e ausculta pode-se solicitar Hemograma (leucopenia ou leucocitose com desvio a esquerda), Marcadores Inflamatórios (PCR, VHS e Procalcitonina utilizado como diagnostico diferencila para pneumonias!), Gasometria, eletrólitos e fatores de coagulação. Radiografia de Tórax: Em associação com a anamnese e o exame físico, faz parte da tríade propedêutica clássica para PAC, sendo recomendada nas incidências posteroanterior e perfil. Além da contribuição ao diagnóstico, a radiografia de tórax permite ainda avaliar a extensão das lesões, detectar complicações e auxiliar no diagnóstico diferencial. Os achados radiográficos consistentes com o diagnóstico de PAC incluem: consolidações lobares, infiltrados intersticiais e/ou cavitações. O infiltrado alveolar do tipo broncopneumônico é o achado radiológico mais frequente na pneumonia bacteriana, independente do agente etiológico. Ultrassonografia de Tórax (UST) Apresenta maior sensibilidade e maior acurácia do que a radiografia de tórax na identificação de alterações parenquimatosas. Os principais achados ultrassonográficos na PAC são consolidações, padrão intersticial focal, lesões subpleurais e anormalidades na linha pleural. Tomografia de Tórax A tomografia de tórax é o método mais sensível na identificação de acometimento infeccioso do parênquima pulmonar, porém trata-se de um método de alto custo e alta exposição à radiação. 5 Trata-se de um exame útil principalmente nos casos em que a acurácia da radiografia de tórax e da UST é baixa, como em pacientes obesos, imunossuprimidos e indivíduos com alterações radiológicas prévias. Além disso, a TC de tórax está indicada na suspeita de infecções fúngicas e para auxiliar na exclusão de outros diagnósticos em casos selecionados. Avaliação da Gravidade e Definição do local de Tratamento: Os pacientes com diagnóstico de PAC devem ser sempre avaliados quanto à gravidade da doença, pois isso tem impacto direto na redução da mortalidade. Os escores de prognóstico disponíveis dimensionam a gravida- de e ajudam a predizer o prognóstico da PAC, guiando a decisão quanto ao local de tratamento — ambulatorial, hospitalar ou UTI — quanto à necessidade de investigação etiológica, quanto à escolha do antibiótico e sua via de administração. Os instrumentos validados incluem: Composto por 20 itens que incluem características demográficas, comorbidades, alterações laboratoriais, alterações radiológicas e achados do exame físico. O PSI, entretanto, pode subestimar a gravidade da doença em pacientes jovens e sem doenças associadas por ponderar muito a idade e a presença de comorbidades na sua pontuação! Ele classifica os pacientes em cinco categorias, estimando a mortalidade em 30 dias e sugerindo o local de tratamen Tipos de Pneumonia 1. Pneumonia bacteriana: Causa: Pode ser por bactérias Gram positivas e Gram negativas. Bactérias como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae, são as mais prevalentes. Manifestações: Febre alta, tosse produtiva, desconforto respiratório, dor torácica, e achados de consolidação na radiografia. Para identificar como Infecção Hospitalar ( IRAS) 2. Pneumonia viral: Causa: Vírus como influenza, RSV (vírus sincicial respiratório). Manifestações: Tosse seca, febre moderada, taquipneia, sibilos, e infiltrados intersticiais na radiografia. 3. Pneumonia aspirativa: Causa: Aspiração de alimentos ou secreções, geralmente em crianças com refluxo ou disfagia. Manifestações: Febre baixa, tosse persistente, desconforto respiratório leve a moderado, e infiltrados pulmonares em lobos inferiores. 4. Pneumonia atípica: Causa: Patógenos como Mycoplasma pneumoniae ou Chlamydophila pneumoniae. Manifestações: Tosse seca prolongada, febre baixa, mialgia, e infiltrados heterogêneos na radiografia. 5. Pneumonia fúngica: Causa: Fungos como Histoplasma ou Aspergillus (mais comum em imunossuprimidos). Manifestações: Febre persistente, tosse, hemoptise, e cavitações pulmonares na imagem. 6