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Direito do Trabalho/Legislação Social
ATIVIDADE – AULA 6
1. Paulo, Sandra e Jéssica, pai, mãe e filha, respectivamente, trabalham na mesma empresa como funcionários do setor de produção. Jéssica tem 16 anos de idade, estuda na parte da manhã em uma escola vizinha ao local de trabalho, e está cursando o primeiro ano do ensino médio. Os pais são responsáveis pelo setor de qualidade, que não conta com nenhum outro funcionário. Os três procuraram o RH da empresa, porque desejam fazer coincidir as férias escolares de Jéssica, no mês de julho, com as férias de Paulo e Sandra, a fim de viabilizar uma viagem familiar. 
Considerando essa situação hipotética, como você, na condição de chefe do RH da empresa, analisaria o pedido da família? Fundamente.
Jéssica, de 16 anos, tem direito a férias em julho, conforme o artigo 136, 2º, da CLT, que determina a coincidência das férias de estudantes menores de 18 anos com o período escolar. Já para os pais, Paulo e Sandra, a legislação não garante esse direito, mas a empresa pode concedê-lo se não houver prejuízo às atividades, já que eles são os únicos do setor de qualidade.
A análise deve considerar o impacto na empresa e a possibilidade de remanejamento. Se for viável manter a qualidade operacional, a solicitação pode ser atendida para favorecer o bem-estar da família. Caso contrário, uma alternativa seria conceder férias em períodos próximos, garantindo pelo menos parte do tempo juntos.
A decisão deve equilibrar os direitos dos funcionários e as necessidades da empresa, sendo comunicada de forma transparente.
2. Ulisses foi contratado pela empresa Copo de Leite Laticínios Ltda. como auxiliar de produção, para o cumprimento de jornada de 8 horas diárias de segunda à sexta-feira, com intervalo de 1 hora para repouso e alimentação. Alegando necessidades da produção, duas vezes por semana o empregador passou a fracionar o intervalo intrajornada de Ulisses em três períodos de 20 minutos cada um e, nos outros três dias da semana, passou a conceder apenas 40 minutos de intervalo. 
Em relação a essa situação hipotética, a empresa poderia ter fracionado o intervalo intrajornada de Ulisses? Qual a consequência da redução do intervalo intrajornada para 40 minutos. Justifique.
Não, a empresa não poderia ter fracionado o intervalo intrajornada de Ulisses dessa forma. De acordo com o artigo 71 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para jornadas superiores a 6 horas diárias, o intervalo para repouso e alimentação deve ser de, no mínimo, 1 hora e, no máximo, 2 horas, salvo acordo ou convenção coletiva. O fracionamento do intervalo não está previsto na legislação e pode comprometer a saúde e a segurança do trabalhador.
A redução do intervalo intrajornada sem autorização da autoridade competente ou acordo coletivo configura infração trabalhista. Segundo a Súmula 437 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), caso o intervalo seja reduzido sem autorização, a empresa deverá indenizar o tempo suprimido como hora extra, com acréscimo de no mínimo 50% sobre o valor da hora normal de trabalho.
Portanto, Ulisses teria direito ao pagamento dos 20 minutos reduzidos como hora extra, acrescidos do respectivo adicional, além de possíveis penalidades administrativas à empresa.
ATENÇÃO: somente será admitido o envio de uma resposta. Logo, a atividade, uma vez enviada e corrigida, com o Feedback do professor, não poderá ser reenviada para nova correção.
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