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Clarissa Rodrigues N1 - GERIATRIA FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO: CONCEITO: GERIATRIA: especialidade medica responsável pelo envelhecimento e cuidados da saúde dos idosos; GERONTOLOGIA: ciência que é responsável pelo estudo da saúde e das doenças da velhice, buscando melhorar a capacidade funcional e qualidade de vida dos idosos. ATIVIDADE BÁSICA DA VIDA DIARIA: atividades envolvidas com autocuidado (escovar dente, tomar banho, se arrumar). ATIVIDADES INSTRUMENTAIS DA VIDA DIÁRIA: atividades do idoso com a sociedade (ir ao banco, mercado). ENVELHECIMENTO – PROCESSO SEQUENCIAL, INDIVIDUAL, ACUMULATIVO, IRREVERSÍVEL, UNIVERSAL, NÃO PATOLÓGICO de deterioração de um organismo maduro, próprio a todos os membros de uma espécie, de maneira que o tempo o torne menos capaz de fazer frente ao estresse do meio ambiente e, portanto, aumente sua possibilidade de morte. OPAS – Organização Pan Americana de Saúde ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL – é o processo de desenvolvimento e manutenção da capacidade funcional que permite o bem-estar em idade avançada, independência e autonomia. SENESCÊNCIA – processo natural, de diminuição progressiva da reserva funcional dos indivíduos, alterações fisiológicas do envelhecimento. Elasticidade da pele, cabelo branco, diminuição da altura; SENILIDADE – condição de sobrecarga como, por exemplo, doenças, acidentes e estresse emocional, pode ocasionar uma condição patológica que requeira assistência. Osteoporose; A idade considerada idosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é estabelecida conforme o nível socioeconômico de cada nação. IDOSO 60 ANOS OU MAIS: países desenvolvidos IDOSO >65 ANOS: países desenvolvidos; CATEGORIAS: IDOSO JOVEM: 60-74 anos IDOSO: 75-84 anos MUITO IDOSO: 85 anos ou mais; NÃO ASSOCIAR TUDO DO ENVELHECIMENTO COMO NORMAL. NÃO ASSOCIAR TUDO DO ENVELHECIMENTO COMO PATOLÓGICO. ASPECTOS FISIOLOGICOS DO IDOSO: COMPOSIÇÃO CORPORAL: Toda a celularidade diminui, reduzindo a função dos órgãos; A musculatura vai diminuindo, especialmente as fibras do tipo II, de contração rápida, como as encontradas nas mãos – dificuldade na destreza das mãos; Diminuição da água intracelular – desidratação fisiológica (turgor x confusão – desidratação patológico); Diminuição da massa celular Diminuição do tecido mineral ósseo – osteopenia; Diminuição da densidade corpórea – (coluna, lombar e fêmur) Diminuição de estrogênio na menopausa – aumentando a reabsorção óssea; DIGOXINA (medicamento hidrofílico)– pode ter interferência na meia vida do tempo, não tem bom volume de distribuição, levando a toxicidade; PESO E ALTURA: Clarissa Rodrigues Diminuição da altura em aproximadamente 1 cm por década (encurtamento dos discos vertebrais, enrijecimento das articulações, cifose dorsal, arqueamento dos MMII) – idosos muito ativos tem uma preservação da estatura; Acúmulo de gordura e redução de massa magra – obesidade sarcopênica (exame de biopedância). Aumento do tecido gorduroso (distribuição centrípeta) Redução do peso dos órgãos – aumento da gordura visceral pró-inflamatório, produz citocinas (odipocitocinas – marcadores inflamatórios); Redução peso total a partir dos 65 anos MUSCULATURA: Perda muscular acelerada, chegando a 30% por década, aos 70 anos e, praticamente a metade aos 80 anos, essa redução ocorre tanto em número quanto no volume das fibras – especialmente musculo esquelético. A atividade física, independentemente da idade aumenta a força e a velocidade muscular, além de prevenir perda óssea, quedas, hospitalização e melhorar a função articular. SARCOPENIA: baixa massa muscular – acarretamento de varias doença relacionados á musculatura; MARCHA, POSTURA E EQUILÍBRIO: É comum uma certa hesitação no andar, menor balanço dos braços e passos menores Há redução na amplitude dos movimentos, tendendo a modificar a marcha, passos mais curtos e mais lentos com tendência a arrastar os pés. A base de sustentação se amplia e o centro de gravidade corporal tende a se adiantar em busca de maior equilíbrio Para vencer as dificuldades o idoso diminui o tamanho dos passos e anda mais devagar, o grande problema nos distúrbios da marcha é a queda, com todas as complicações posteriores. ALTERAÇÕES DA MACHA E DA POSTURA: Hesitação ao andar Menor balanço dos braços Passos menores; Mudança de posição como corpo em bloco Base alargada Retificação da coluna cervical Cifose torácica Flexão dos quadris e joelhos SONO E REPOUSO: As queixas de insônia, sonolência diurna, despertares durante a noite e sono pouco reparador são frequentes Acordam fácil e demoram a adormecer Dormem menos horas por dia – menor gasto de energia Sono entrecortado – apneia Sonolência durante o dia Cansaço, mau humor Diminuição da memória, cefaleia e até depressão; SONO NO REN – é mais reparador FUNÇÃO CARDÍACA: Débito cardíaco e fração de ejeção diminuídos Diminuição da capacidade contrátil – aumento da área cardíaca (aumento da pressão arterial induz o coração a contrair mais); Contração prolongada Tempo de relaxamento aumentado Aumento da rigidez miocárdica e vascular Hipertrofia do VE – hipertensão arterial sistólica Modificações em receptores de catecolaminas: diminuição de sensibilidade dos barorreceptores – hipotensão postural Deposição de cálcio – calcificação do anel mitral e esclerose da valva aórtica Diminuição do consumo máximo de O2 Clarissa Rodrigues Capacidade de exercício diminuída Reserva cardíaca diminuída FUNÇÃO RESPIRATÓRIA: Diminuição da complacência pulmonar Diminuição de superfície de troca gasosa Diminuição do surfactante pulmonar – atelectasias Clearance mucociliar diminuído – acumulo de secreção Diminuição do reflexo da tosse Alteração em quimiorreceptores – sensibilidade ao uso de drogas depressoras do SNC Susceptibilidade a pneumonia FUNÇÃO RENAL Perda progressiva de massa renal Redução da taxa de filtração glomerular Diminuição da capacidade renal de concentração e conservação do sódio, estando os idosos mais propensos à hiponatremia e hipopotassemia – diminuição da taxa de filtração, toda consulta é indicado há realizar a TFG. Muitos idosos sofrem perda da habilidade de concentrar ou diluir a urina de tal modo que se tornam incapazes de equilibrar o organismo frente a uma desidratação ou a uma sobrecarga hídrica SISTEMA HEMATOLÓGICO: Redução de cerca de 30% da medula óssea – liposubstituição Não há redução no número de células circulantes – aumento compensatório da capacidade proliferativa Tempo de vida das células mantém – se inalterado com a idade Contagem total de leucócitos mantida Redução de enzimas macrófagos, defeitos na migração de leucócitos Contagem total de plaquetas mantida CAVIDADE ORAL: Perda de dentes (cáries, doença periodontal, desmineralização óssea) Retração gengival Redução da saliva – boca seca Alterações no paladar – perda de papilas gustativas Diminuição da força de mastigação Perda de elasticidade de mucosas Disfagia orofaríngea – perda do tônus e motricidade muscular ESTÔMAGO: Diminuição da secreção de ácido clorídrico e pepsina Alterações do esvaziamento gástrico – gastroparesia Diminuição na secreção de prostaglandinas Alterações na absorção de nutrientes e medicamentos Maior susceptibilidade a úlceras e sangramentos digestivos Ainda pode ocorrer ruptura da barreira da mucosa gástrica, permitindo que o ácido clorídrico e a pepsina do lúmen do estômago entrem nas células da mucosa, destruindo-as. O rompimento dessa barreira acontece também com o uso de anti-inflamatórios, álcool, cafeína e por bactérias INTESTINO: Atrofia da mucosa – diminuição das vilosidades Menor absorção de nutrientes e vitaminas (especialmente vitaminaD e ferro) Lentificação do transito intestinal – constipação Predisposição a divertículos Maior susceptibilidade a lesões e sangramentos digestivos A diminuição dos tônus e da força do esfíncter anal, associada a menor complacência retal, aumenta a chance de incontinência fecal nas pessoas idosas, sendo as mulheres mais predispostas que os homens FUNÇÃO NEUROLÓGICA: Clarissa Rodrigues Volume cerebral diminui em 7 cm³ por ano após 65 anos Maior perda lobos frontal e temporal Maior perda de substância branca Perda mais evidente: neurônios do cerebelo e córtex cerebral Diminuição de água intra e extracelular – diminuição de massa cerebral Diminuição do número de neurônios e sinapses Alterações na membrana lipídica e na condução nervosa Diminuição do fluxo sanguíneo cerebral e da utilização da glicose Permeabilidade da barreira hematoencefálica Parte da cognição pode sofrer certa deterioração nas pessoas idosas saudáveis, como velocidade do processamento cognitivo, menor destreza para executar movimentos finos e problemas com a memória recente; Em resposta ao dano neuronal, as células gliais aumentam, esse acumulo de células gliais denominando gliose, representa uma resposta compensatória protegendo a função neuronal e a plasticidade OLHOS A flacidez das pálpebras superiores leva a uma limitação do campo visual lateral, podendo a pessoa não ver objetos ao seu lado, não ver um veiculo se aproximar ao atravessar a rua, aumentando o risco de sofrer acidentes Atrofia da fáscia palpebral pode levar à herniação da gordura orbitária para dentro do tecido palpebral Surgimento do arco senil – halo senil Opacidade do cristalino – catarata Redução da secreção lacrimal – olho seco PELE Lentificação na renovação epidérmica Diminuição do número de fibras elásticas e colágenas Diminuição na vascularização Diminuição na lubrificação Diminuição de tecido subcutâneo Hipertrofia das células de pigmentação – purpura senil MELATONINA E ENVELHECIMENTO Melatonina produzida pela glândula pineal; Paciente que dorme, depois acorda e não consegue mais dormir – não é indicado a prescrever a melatonina, procurar quadro de ansiedade, apneia do sono; A melatonina é um hormônio que regula o ritmo circadiano e seus níveis diminuem com a idade A medida que os níveis de melatonina diminuem, os idosos tendem a desenvolver distúrbios relacionados a um ritmo circadiano alterado A dose eficaz de suplementação de melatonina nesses distúrbios permanece incerta; Cefaleia, náuseas – efeitos colaterais do hormônio. PRINCIPIOS BÁSICOS DA GERIATRIA: POLIFARMÁCIA: paciente em uso de 5 ou mais fármacos de forma contínua para tratamento de doenças crônicas. CASCATA DE MEDICAMENTOS: um medicamento com o objetivo de tentar solucionar os efeitos colaterais de outros fármacos administrados. DIAGNOSTICO DIFERENCIAL DE DEMÊNCIA: hipotireoidismo descompensado, falta vitamínica, neurosifilis, alterações estruturais de encéfalo – SEMPRE investigar antes de tratar. Não devemos tratar na primeira avaliação. FARMACOCINÉTICA: Processamento do medicamento pelo corpo humano após sua administração. ABSORÇÃO: Absorção intestinal, ph. Clarissa Rodrigues Levotiroxina (alterações de hipotirodismo) precisa ser tomado em jejum, pois requer uma acidez elevada para sua absorção. Inibidores de bomba de prótons também. pH ficando cada vez mais básico, os medicamentos que precisam de ph baixo ficam comprometidos; Em alguns casos, pela dificuldade absortiva pode ser que seja necessário adm doses mais altas dos fármacos. DISTRIBUIÇÃO: Aumento do tecido gorduroso e redução do tecido aquoso. A diminuição dos níveis de albumina – aumentando a fração livre dos fármacos (fração que realiza o efeito do medicamento). Alguns idosos possuem redução da albulmina sérica e, por isso, fármacos que são inativados em contato com a albumina. Em fármacos com distribuição hidrossolúvel: em vários casos precisamos reduzir a dose para evitar uma intoxicação. Redução do volume hídrico e aumento de gordura – distribuição hidrossolúveis são comprometidos; Medicamentos lipossolúveis: exacerbação do efeito medicamentoso. Cuidados especiais com benzodiazepínicos, maior volume de concentração e distribuição – maior meia vida e efeito no paciente, causando intoxicação pelo acumulo no tecido adiposo. (Principalmente na faixa dos 80 anos – pela alteração importante de composição corporal) METABOLIZAÇÃO: alterações hepáticas. Redução do metabolismo hepatico: se o medicamento precisa da atividade do citocromo p450 para metabolizar esse fármaco e esse mecanismo está deficiente, a biodisponibilidade vai ser aumentanda oferecendo riscos de intoxicação. Novamente cuidar com benzodiazepínicos. Tomar cuidado com fármacos que são metabolizados hepáticos pelo citocromo – podem ter sua meia vida alterada; EXCREÇÃO: alterações renais. Eliminação mais lenta por excreção renal. Sempre avaliar a taxa de filtração glomerular p/ saber se precisa de ajuste na dose do fármaco porque aumenta o tempo de meia vida, já que a creatinina do idoso é aumentada pela redução de tecido muscular e atividade glomerular, ou seja, seus valores não são confiáveis completamente. CUIDAR COM A METFORMINA – TFG redução do fluxo sanguíneo fisiológico que pode ser somado a doença aterosclerótica, reduzindo fluxo sanguíneo cerebral podendo levar um quadro de confusão mental e disfunção cognitiva. AUMENTO DO EFEITO FARMACODINÂMICO: - Antipsicóticos – sedação e sintomas extrapiramidais - Benzodiazepínicos – sedação, desequilíbrio postural REDUÇÃO DO EFEITO FARMACODINÂMICO - B-agonistas – broncodilatação - Verapamil. MODIFICAÇÕES EM RECEPTORES E SITIOS DE AÇÃO -> dessensibilização e redução de numero. (Redução da sensibilidade de barorreceptores, ou seja, o idoso demora p/ perceber o quadro de hipotensão p/ soluciona-la e, por isso, os casos de hipotensão postural são mais comuns). – vão ser mais sensíveis a esses fármacos e levam a hipotensão. USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS: Precisa SEMPRE observar se os sintomas são uma nova doença ou são efeitos colaterais dos tratamentos utilizados na polifarmácia. Se efeitos colaterais, ajustar dose ou alterar fármaco. Clarissa Rodrigues POLIFARMÁCIA: 1/3 dos idosos no Brasil enquadra-se nessa situação. É o principal fator de risco para interações medicamentosas, sendo que: 58% se usar 5 medicamentos e até 82% em uso de 7 ou mais medicamentos. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: um fármaco atrapalha a farmacocinética e dinâmica de um outro medicamento – potencializar efeito um do outro, efeitos adversos; PREJUÍZO NA FUNCIONALIDADE. EX: sonolência, hipoatividade PIORA QUALIDADE DE VIDA. Ex: anti-hipertensivos associados – EVENTOS POTENCIALMENTE FATAIS. MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE INAPROPRIADOS PARA IDOSOS: O QUE SÃO FÁRMACOS POTENCIALMENTE INAPROPRIADOS? Fármacos com maior chance de causar efeitos adversos do que benefícios nessa faixa etária. Nesse caso, escolher outra classe medicamentosa. Levam a reações adversas potencialmente ameaçadoras a vida ou incapacitantes e está associado a problemas que poderiam ser evitados como: constipação, depressão, imobilidade, queda, confusão mental. Evidencia insuficiente de benefícios Possui alternativa que possam ajudar de forma mais eficaze seguro para o paciente. CRITÉRIOS DE BEERS 3 LISTAS: 1. 34 medicamentos ou classes que devem ser evitados 2. Medicamentos que devem ser evitados considerando o diagnóstico (c/ a patologia do lado) 3. 14 medicamentos ou classes que devem ser usados com cautela. CONSENSO BRASILEIRO DE MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE INAPROPRIADO PARA IDOSOS. BENZODIAZEPÍNICOS: se for para ser usado nas exceções UTILIZAR LORAZEPAN. O diazepam pode ocasionar alterações cognitivas e funcional no paciente idoso. Glibenclamida também é um medicamento que pode gerar alterações no paciente como o risco aumentando de hipoglicemia de forma prolongada e grave no idoso. Clarissa Rodrigues DESPRESCRIÇÃO: Suspender ou diminuir a dose de um fármaco do paciente, mesmo que outro profissional que tenha ofertado. Ajuste medicamentoso a dose mínima efetiva ou a interrupção do uso de fármacos quando o estado de saúde do paciente se altera de forma a tomar a carga medicamentosa e/ou potencial de dano superior ao benefício da medicação em uso. AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA: PERMITE DIAGNOSTICAR MULTIDIMENSIONAL E INTERDISCIPLINARMENTE. ABORDA OS SEGUINTES ASPECTOS: Físico, mental, social (quem cuida, com quem mora, como se relaciona), funcional e ambiental (se é ou não preparado). Essa avaliação pode ser realizada por qualquer profissional da saúde, não apenas o medico em si. FUNÇÃO COGNITIVA: Falar tantas palavras por minuto; teste do relógio – desenhar o relógio em 3 min; mini-exame. DEMÊNCIA CAPACIDADE DE COMPREENSÃO, VISUALIZAÇÃO; PRESENÇA OU NÃO DE DEPRESSÃO: Escala de depressão geriátrica. VARIAS ESCALAS DE AVALIAÇÃO DOS IDOSOS. DIMENSÕES E SUBDIMENSÕES DA AGA: Também pode ser realizada uma escala com o cuidador para avaliar como ele se sente, quais suas dificuldades e desafios para que essa relação fique cada vez melhor e mais otimizada. Escala de depressão geriátrica: RASTREIO de depressão. AGA: Clarissa Rodrigues - Utilizada preferencialmente em idosos mais frágeis (idoso que não responde positivamente depois de muitas ocorrências, nível de dependência alta, baixa cognitiva), mas pode ser usada em todos. - Utilizando instrumento de avaliação: testes, escalas, índices. - Objetivo: realizar o diagnostico global e desenvolver um plano de tratamento e reabilitação. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO ESTRUTURADA: RESUMO ESQUEMA DE AVALIAÇÃO: EQUILIBRIO, MOBILIDADE E RISCO DE QUEDAS: Quanto maior a dificuldade de marcha, quanto menos força, maior alteração labiríntica – pior é o risco de queda. Fratura, imobilização, síndrome pós-queda SINAL DE ROMBERG pede para o paciente fechar os olhos e ficar em pé, de pés juntos, para testar o equilíbrio do paciente. O examinador fica posterior ao paciente para dar a segurança para não cair. TESTE DE LEVANTAR E ANDAR CRONOMETRADO/ TEST TIMED UP AND GO - TUG Paciente inicia o teste sentado, levanta, caminha certo percurso (3 metros), dá a volta e senta novamente. Menor ou igual a 10 segundos é normal Entre 11 e 20 segundos: independente em transferências básicas, baixo riscos de quedas. Maior ou igual a 20 segundos: dependente em várias atividades de vida diária e na mobilidade. ALTO risco em quedas. TESTE DE EQUILÍBRIO E MARCHA PROTOCOLO DE TINETTI. São 28 pontos atribuíveis e se for menor que 19 pontos o risco de queda é alto. Clarissa Rodrigues FORÇA DE PREENSÃO PALMAR – FPP analisada através do dinamômetro manual. Varia de acordo com o gênero e IMC. O paciente aperta o aparelho e verifica-se a força feita pela mão que pode refletir a força corporal. Uma redução dessa preensão palmar pode indicar sarcopenia. Individuo sentado com o ombro abduzido e neutramente rodado, cotovelo flexionado a 90 graus e antebraço com posição neutra e punho entre 0 e 30 gruas. RESULTADO: média de 3 medidas no membro dominante. NORMAL – MAIOR OU IGUAL A 20 KG PARA MULHERES/ MAIOR OU IGUAL A 30 KG PARA O HOMEM. Clarissa Rodrigues CIRCUNFERÊNCIA DA PANTURRILHA pode ajudar na verificação de massa muscular. Quanto mais baixa a circunferência maior a chance de ser ineficiente a quantidade de massa muscular. (NÃO SUBSTITUI AVALIAÇÃO DE FORÇA E QUANTIDADE DE MUSCULATURA DE CORPO TODO) VALOR NORMAL: maior ou igual a 31 cm p/ homem ou mulher. VELOCIDADE DA MARCHA cerca de 4 metros e o normal é > 0,8 m/s. FUNÇÃO COGNITIVA E CONDIÇÕES EMOCIONAIS COGNIÇÃO: processo de aquisição de conhecimento que inclui atenção, raciocínio, pensamento, memoria, abstração e linguagem. Sua redução implica na perda de autonomia e progressiva dependência. Testes simples, rápidos e reaplicáveis. MINIEXAME DE ESTADO MENTAL Primeira seção: itens que avaliam orientação, memoria e atenção, totalizando 21 pontos. Segunda seção: capacidade de nomeação, de obediência a um comando verbal, capacidade de um escrito, de redação livre de uma sentença e de cópia de um desenho complexo (polígonos), perfazendo 9 pontos. O score total é de 30 pontos baseados em itens dicotômicos. TESTE DE FLUÊNCIA VERBAL – Avalia a linguagem e a memoria semântica, além da função excutiva. É um teste rápido e com notdas de corte definidas pela escolaridade. - Solicita-se ao paciente relacionar o maior numero de itens de uma categoria semântica (frutas, animais, cores) ou fonêmica (palavras com uma letra) em um tempo de 1 minuto. - Exclui-se as repetições e oposições de gênero - Menos de 8 anos de escolaridade: mínimo 9 itens - Mais de 8 anos de escolaridade: mínimo 13 itens TESTE DO DESENHO DO RELÓGIO – avalia funções executivas, memoria, habilidades visuoconstrutivas, abstração e compreensão verbal. - Paciente deverá desenhar um relógio com todos os números e ponteiros indicando uma determinada hora. - Geralmente: 11:10, 8:20 e 3:00. SOMENTE e pacientes com no mínimo 4 anos de escolaridade. Clarissa Rodrigues ESCALA DE DEPRESSÃO GERIÁTRICA RASTREIO!!! Não quer dizer diagnóstico. - Rastreio de quadros depressivos - Manifestações são atípicas - Versão original 30 questões, mas há versões de 15 questões. - O DIAGNÓSTICO só será feito pelos critérios da DSM V Cinco ou mais pontos -> risco! CAPACIDADE FUNCIONAL - Aptidão do idoso para realizar determinada tarefa que lhe permita cuidar de si mesmo - Vida independente - avaliada por instrumentos específicos. - Futilidade terapêutica x Iatrogenia – as vezes o uso de um fármaco como “profilaxia” traz mais riscos para o paciente que realmente melhoras. Precisamos avaliar qualidade de vida, expectativa de vida e uso de medicamentos para evitar iatrogenia. EX: estatinas na dislipidemia. - Individualiza o paciente - Traçar um plano terapêutico mais eficaz. ESCALAS KATZ E BARTHEL. KATZ - Avalia grau de dependência - Aplica a qualquer paciente - Não avalia síndrome demencial - Acompanhamento evolutivo Clarissa Rodrigues ESCALA INSTRUMENTAL DE VIDA DIARIA: Vida independente e ativa na comunidade. ESCALA DE LOWTON: Sinaliza comprometimento cognitivo. QUESTIONÁRIO DE PFEFFER: ESTADO E RISCO NUTRICIONAL MINIAVALIAÇÃO NUTRICIONAL – AVALIA DESNUTRIÇÃO - É uma avaliação global com 18 itens - Score máximo – 30 pontos Menor que 17: desnutrição Entre 17-23,5: risco de desnutrição Clarissa Rodrigues Acima de 24: bom estado nutricional - 2 FASES 1º FASE: TRIAGEM - Diminuição de apetite nos últimos 3 meses - Diminuição de peso nos últimos 3 meses (Se mais que 5% do seu peso – neoplasias, doenças hormonais, psiquiátricas, desabsortivas) - Mobilidade (perda de massa muscular) - Estresse psicológico ou doença aguda nos últimos 3 meses - Problemas neuropsicológicos - IMC 2º FASE: AVALIAÇÃO GLOBAL - Antropometria: circunferência de braço e panturrilha - Avaliação global: estilo de vida, medicação e lesões de pele - Hábitos alimentares: numero de refeições, ingestão de alimentos fonte de proteínae cálcio, ingestão hídrica e autonomia na alimentação - Avaliação subjetiva: autopercepção do estado nutricional de saúde. - IMC “adaptado” para os idosos pelo aumento da porcentagem de gordura o IMC “original” subestima a obesidade desse obeso, pelo fato de o idoso fisiologicamente perder massa magra fazendo com que fique mais “leve”, o que não significa que não tenha gordura. PARÂMETROS DEFINIDOS POR LIPSCHITZ (1994): IMC PARA A POPULAÇÃO EM GERAL PELA OMS: MODELO DE AGA: DIMENSÃO CLINICA: Clarissa Rodrigues DIMENSÃO FUNCIONAL: