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N1 - GERIATRIA

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Clarissa Rodrigues 
 
 
N1 - GERIATRIA 
 FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO: 
 
 CONCEITO: 
GERIATRIA: especialidade medica responsável pelo envelhecimento e cuidados da saúde dos idosos; 
GERONTOLOGIA: ciência que é responsável pelo estudo da saúde e das doenças da velhice, buscando 
melhorar a capacidade funcional e qualidade de vida dos idosos. 
 
ATIVIDADE BÁSICA DA VIDA DIARIA: atividades envolvidas com autocuidado (escovar dente, tomar banho, 
se arrumar). 
ATIVIDADES INSTRUMENTAIS DA VIDA DIÁRIA: atividades do idoso com a sociedade (ir ao banco, 
mercado). 
 
ENVELHECIMENTO – PROCESSO SEQUENCIAL, INDIVIDUAL, ACUMULATIVO, IRREVERSÍVEL, 
UNIVERSAL, NÃO PATOLÓGICO de deterioração de um organismo maduro, próprio a todos os membros de 
uma espécie, de maneira que o tempo o torne menos capaz de fazer frente ao estresse do meio ambiente e, 
portanto, aumente sua possibilidade de morte. OPAS – Organização Pan Americana de Saúde 
 
ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL – é o processo de desenvolvimento e manutenção da capacidade funcional 
que permite o bem-estar em idade avançada, independência e autonomia. 
 
SENESCÊNCIA – processo natural, de diminuição progressiva da reserva funcional dos indivíduos, alterações 
fisiológicas do envelhecimento. Elasticidade da pele, cabelo branco, diminuição da altura; 
SENILIDADE – condição de sobrecarga como, por exemplo, doenças, acidentes e estresse emocional, pode 
ocasionar uma condição patológica que requeira assistência. Osteoporose; 
 
A idade considerada idosa pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é estabelecida conforme o nível 
socioeconômico de cada nação. 
IDOSO 60 ANOS OU MAIS: países desenvolvidos 
IDOSO >65 ANOS: países desenvolvidos; 
 
CATEGORIAS: 
IDOSO JOVEM: 60-74 anos 
IDOSO: 75-84 anos 
MUITO IDOSO: 85 anos ou mais; 
 
NÃO ASSOCIAR TUDO DO ENVELHECIMENTO COMO NORMAL. 
 NÃO ASSOCIAR TUDO DO ENVELHECIMENTO COMO PATOLÓGICO. 
 
 
 ASPECTOS FISIOLOGICOS DO IDOSO: 
COMPOSIÇÃO CORPORAL: 
 Toda a celularidade diminui, reduzindo a função dos órgãos; 
 A musculatura vai diminuindo, especialmente as fibras do tipo II, de contração rápida, como as 
encontradas nas mãos – dificuldade na destreza das mãos; 
 Diminuição da água intracelular – desidratação fisiológica (turgor x confusão – desidratação patológico); 
 Diminuição da massa celular 
 Diminuição do tecido mineral ósseo – osteopenia; 
 Diminuição da densidade corpórea – (coluna, lombar e fêmur) 
Diminuição de estrogênio na menopausa – aumentando a reabsorção óssea; 
 
 DIGOXINA (medicamento hidrofílico)– pode ter interferência na meia vida do tempo, não tem bom volume 
de distribuição, levando a toxicidade; 
 
PESO E ALTURA: 
Clarissa Rodrigues 
 
 
 Diminuição da altura em aproximadamente 1 cm por década (encurtamento dos discos vertebrais, 
enrijecimento das articulações, cifose dorsal, arqueamento dos MMII) – idosos muito ativos tem uma 
preservação da estatura; 
 Acúmulo de gordura e redução de massa magra – obesidade sarcopênica (exame de biopedância). 
 Aumento do tecido gorduroso (distribuição centrípeta) 
 Redução do peso dos órgãos – aumento da gordura visceral pró-inflamatório, produz citocinas 
(odipocitocinas – marcadores inflamatórios); 
 Redução peso total a partir dos 65 anos 
 
MUSCULATURA: 
 Perda muscular acelerada, chegando a 30% por década, aos 70 anos e, praticamente a metade aos 80 
anos, essa redução ocorre tanto em número quanto no volume das fibras – especialmente musculo 
esquelético. 
 A atividade física, independentemente da idade aumenta a força e a velocidade muscular, além de 
prevenir perda óssea, quedas, hospitalização e melhorar a função articular. 
 SARCOPENIA: baixa massa muscular – acarretamento de varias doença relacionados á musculatura; 
 
MARCHA, POSTURA E EQUILÍBRIO: 
 É comum uma certa hesitação no andar, menor balanço dos braços e passos menores 
 Há redução na amplitude dos movimentos, tendendo a modificar a marcha, passos mais curtos e mais 
lentos com tendência a arrastar os pés. A base de sustentação se amplia e o centro de gravidade 
corporal tende a se adiantar em busca de maior equilíbrio 
 Para vencer as dificuldades o idoso diminui o tamanho dos passos e anda mais devagar, o grande 
problema nos distúrbios da marcha é a queda, com todas as complicações posteriores. 
 
ALTERAÇÕES DA MACHA E DA POSTURA: 
Hesitação ao andar 
Menor balanço dos braços 
Passos menores; 
Mudança de posição como corpo em bloco 
Base alargada 
Retificação da coluna cervical 
Cifose torácica 
Flexão dos quadris e joelhos 
 
SONO E REPOUSO: 
 As queixas de insônia, sonolência diurna, despertares durante a noite e sono pouco reparador são 
frequentes 
 Acordam fácil e demoram a adormecer 
 Dormem menos horas por dia – menor gasto de energia 
 Sono entrecortado – apneia 
 Sonolência durante o dia 
 Cansaço, mau humor 
 Diminuição da memória, cefaleia e até depressão; 
 SONO NO REN – é mais reparador 
 
FUNÇÃO CARDÍACA: 
 Débito cardíaco e fração de ejeção diminuídos 
 Diminuição da capacidade contrátil – aumento da área cardíaca (aumento da pressão arterial induz o 
coração a contrair mais); 
 Contração prolongada 
 Tempo de relaxamento aumentado 
 Aumento da rigidez miocárdica e vascular 
 Hipertrofia do VE – hipertensão arterial sistólica 
 Modificações em receptores de catecolaminas: diminuição de sensibilidade dos barorreceptores – 
hipotensão postural 
 Deposição de cálcio – calcificação do anel mitral e esclerose da valva aórtica 
 Diminuição do consumo máximo de O2 
Clarissa Rodrigues 
 
 
 Capacidade de exercício diminuída 
 Reserva cardíaca diminuída 
 
FUNÇÃO RESPIRATÓRIA: 
 Diminuição da complacência pulmonar 
 Diminuição de superfície de troca gasosa 
 Diminuição do surfactante pulmonar – atelectasias 
 Clearance mucociliar diminuído – acumulo de secreção 
 Diminuição do reflexo da tosse 
 Alteração em quimiorreceptores – sensibilidade ao uso de drogas depressoras do SNC 
 Susceptibilidade a pneumonia 
 
FUNÇÃO RENAL 
 Perda progressiva de massa renal 
 Redução da taxa de filtração glomerular 
 Diminuição da capacidade renal de concentração e conservação do sódio, estando os idosos mais 
propensos à hiponatremia e hipopotassemia – diminuição da taxa de filtração, toda consulta é indicado 
há realizar a TFG. 
 Muitos idosos sofrem perda da habilidade de concentrar ou diluir a urina de tal modo que se tornam 
incapazes de equilibrar o organismo frente a uma desidratação ou a uma sobrecarga hídrica 
 
SISTEMA HEMATOLÓGICO: 
 Redução de cerca de 30% da medula óssea – liposubstituição 
 Não há redução no número de células circulantes – aumento compensatório da capacidade proliferativa 
 Tempo de vida das células mantém – se inalterado com a idade 
 Contagem total de leucócitos mantida 
 Redução de enzimas macrófagos, defeitos na migração de leucócitos 
 Contagem total de plaquetas mantida 
 
CAVIDADE ORAL: 
 Perda de dentes (cáries, doença periodontal, desmineralização óssea) 
 Retração gengival 
 Redução da saliva – boca seca 
 Alterações no paladar – perda de papilas gustativas 
 Diminuição da força de mastigação 
 Perda de elasticidade de mucosas 
 Disfagia orofaríngea – perda do tônus e motricidade muscular 
 
ESTÔMAGO: 
 Diminuição da secreção de ácido clorídrico e pepsina 
 Alterações do esvaziamento gástrico – gastroparesia 
 Diminuição na secreção de prostaglandinas 
 Alterações na absorção de nutrientes e medicamentos 
 Maior susceptibilidade a úlceras e sangramentos digestivos 
 Ainda pode ocorrer ruptura da barreira da mucosa gástrica, permitindo que o ácido clorídrico e a pepsina 
do lúmen do estômago entrem nas células da mucosa, destruindo-as. O rompimento dessa barreira 
acontece também com o uso de anti-inflamatórios, álcool, cafeína e por bactérias 
 
INTESTINO: 
 Atrofia da mucosa – diminuição das vilosidades 
 Menor absorção de nutrientes e vitaminas (especialmente vitaminaD e ferro) 
 Lentificação do transito intestinal – constipação 
 Predisposição a divertículos 
 Maior susceptibilidade a lesões e sangramentos digestivos 
 A diminuição dos tônus e da força do esfíncter anal, associada a menor complacência retal, aumenta a 
chance de incontinência fecal nas pessoas idosas, sendo as mulheres mais predispostas que os homens 
 
FUNÇÃO NEUROLÓGICA: 
Clarissa Rodrigues 
 
 
 Volume cerebral diminui em 7 cm³ por ano após 65 anos 
 Maior perda lobos frontal e temporal 
 Maior perda de substância branca 
 Perda mais evidente: neurônios do cerebelo e córtex cerebral 
 Diminuição de água intra e extracelular – diminuição de massa cerebral 
 Diminuição do número de neurônios e sinapses 
 Alterações na membrana lipídica e na condução nervosa 
 Diminuição do fluxo sanguíneo cerebral e da utilização da glicose 
 Permeabilidade da barreira hematoencefálica 
 Parte da cognição pode sofrer certa deterioração nas pessoas idosas saudáveis, como velocidade do 
processamento cognitivo, menor destreza para executar movimentos finos e problemas com a memória 
recente; 
 Em resposta ao dano neuronal, as células gliais aumentam, esse acumulo de células gliais denominando 
gliose, representa uma resposta compensatória protegendo a função neuronal e a plasticidade 
 
OLHOS 
 A flacidez das pálpebras superiores leva a uma limitação do campo visual lateral, podendo a pessoa não 
ver objetos ao seu lado, não ver um veiculo se aproximar ao atravessar a rua, aumentando o risco de 
sofrer acidentes 
 Atrofia da fáscia palpebral pode levar à herniação da gordura orbitária para dentro do tecido palpebral 
 Surgimento do arco senil – halo senil 
 Opacidade do cristalino – catarata 
 Redução da secreção lacrimal – olho seco 
 
PELE 
 Lentificação na renovação epidérmica 
 Diminuição do número de fibras elásticas e colágenas 
 Diminuição na vascularização 
 Diminuição na lubrificação 
 Diminuição de tecido subcutâneo 
 Hipertrofia das células de pigmentação – purpura senil 
 
MELATONINA E ENVELHECIMENTO 
 Melatonina produzida pela glândula pineal; 
 Paciente que dorme, depois acorda e não consegue mais dormir – não é indicado a prescrever a 
melatonina, procurar quadro de ansiedade, apneia do sono; 
 A melatonina é um hormônio que regula o ritmo circadiano e seus níveis diminuem com a idade 
 A medida que os níveis de melatonina diminuem, os idosos tendem a desenvolver distúrbios relacionados 
a um ritmo circadiano alterado 
 A dose eficaz de suplementação de melatonina nesses distúrbios permanece incerta; 
 Cefaleia, náuseas – efeitos colaterais do hormônio. 
 
 
 PRINCIPIOS BÁSICOS DA GERIATRIA: 
 
POLIFARMÁCIA: paciente em uso de 5 ou mais fármacos de forma contínua para tratamento de doenças 
crônicas. 
CASCATA DE MEDICAMENTOS: um medicamento com o objetivo de tentar solucionar os efeitos colaterais de 
outros fármacos administrados. 
DIAGNOSTICO DIFERENCIAL DE DEMÊNCIA: hipotireoidismo descompensado, falta vitamínica, neurosifilis, 
alterações estruturais de encéfalo – SEMPRE investigar antes de tratar. Não devemos tratar na primeira 
avaliação. 
 
 FARMACOCINÉTICA: 
Processamento do medicamento pelo corpo humano após sua administração. 
 
ABSORÇÃO: Absorção intestinal, ph. 
Clarissa Rodrigues 
 
 
Levotiroxina (alterações de hipotirodismo) precisa ser tomado em jejum, pois requer uma acidez elevada para 
sua absorção. 
Inibidores de bomba de prótons também. 
 
pH ficando cada vez mais básico, os medicamentos que precisam de ph baixo ficam comprometidos; 
Em alguns casos, pela dificuldade absortiva pode ser que seja necessário adm doses mais altas dos fármacos. 
 
 
DISTRIBUIÇÃO: 
Aumento do tecido gorduroso e redução do tecido aquoso. 
A diminuição dos níveis de albumina – aumentando a fração livre dos fármacos (fração que realiza o efeito do 
medicamento). Alguns idosos possuem redução da albulmina sérica e, por isso, fármacos que são inativados em 
contato com a albumina. 
 
Em fármacos com distribuição hidrossolúvel: em vários casos precisamos reduzir a dose para evitar uma 
intoxicação. Redução do volume hídrico e aumento de gordura – distribuição hidrossolúveis são comprometidos; 
 
Medicamentos lipossolúveis: exacerbação do efeito medicamentoso. Cuidados especiais com 
benzodiazepínicos, maior volume de concentração e distribuição – maior meia vida e efeito no paciente, 
causando intoxicação pelo acumulo no tecido adiposo. (Principalmente na faixa dos 80 anos – pela alteração 
importante de composição corporal) 
 
 
 
METABOLIZAÇÃO: alterações hepáticas. 
Redução do metabolismo hepatico: se o medicamento precisa da atividade do citocromo p450 para metabolizar 
esse fármaco e esse mecanismo está deficiente, a biodisponibilidade vai ser aumentanda oferecendo riscos de 
intoxicação. Novamente cuidar com benzodiazepínicos. 
Tomar cuidado com fármacos que são metabolizados hepáticos pelo citocromo – podem ter sua meia vida 
alterada; 
 
 
EXCREÇÃO: alterações renais. 
Eliminação mais lenta por excreção renal. 
Sempre avaliar a taxa de filtração glomerular p/ saber se precisa de ajuste na dose do fármaco porque aumenta 
o tempo de meia vida, já que a creatinina do idoso é aumentada pela redução de tecido muscular e atividade 
glomerular, ou seja, seus valores não são confiáveis completamente. 
CUIDAR COM A METFORMINA – TFG redução do fluxo sanguíneo fisiológico que pode ser 
somado a doença aterosclerótica, reduzindo fluxo sanguíneo cerebral podendo levar um quadro de confusão 
mental e disfunção cognitiva. 
 
AUMENTO DO EFEITO FARMACODINÂMICO: 
- Antipsicóticos – sedação e sintomas extrapiramidais 
- Benzodiazepínicos – sedação, desequilíbrio postural 
 
REDUÇÃO DO EFEITO FARMACODINÂMICO 
- B-agonistas – broncodilatação 
- Verapamil. 
 
 
 
MODIFICAÇÕES EM RECEPTORES E SITIOS DE AÇÃO -> dessensibilização e redução de numero. 
(Redução da sensibilidade de barorreceptores, ou seja, o idoso demora p/ perceber o quadro de hipotensão p/ 
soluciona-la e, por isso, os casos de hipotensão postural são mais comuns). – vão ser mais sensíveis a esses 
fármacos e levam a hipotensão. 
 
 
 USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS: 
Precisa SEMPRE observar se os sintomas são uma nova doença ou são efeitos colaterais dos tratamentos 
utilizados na polifarmácia. 
Se efeitos colaterais, ajustar dose ou alterar fármaco. 
 
Clarissa Rodrigues 
 
 
POLIFARMÁCIA: 1/3 dos idosos no Brasil enquadra-se nessa situação. 
É o principal fator de risco para interações medicamentosas, sendo que: 58% se usar 5 medicamentos e até 
82% em uso de 7 ou mais medicamentos. 
 
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: um fármaco atrapalha a farmacocinética e dinâmica de um outro 
medicamento – potencializar efeito um do outro, efeitos adversos; 
PREJUÍZO NA FUNCIONALIDADE. EX: sonolência, hipoatividade 
PIORA QUALIDADE DE VIDA. Ex: anti-hipertensivos associados – 
EVENTOS POTENCIALMENTE FATAIS. 
 
 MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE INAPROPRIADOS PARA IDOSOS: 
O QUE SÃO FÁRMACOS POTENCIALMENTE INAPROPRIADOS? 
Fármacos com maior chance de causar efeitos adversos do que benefícios nessa faixa etária. Nesse caso, 
escolher outra classe medicamentosa. 
Levam a reações adversas potencialmente ameaçadoras a vida ou incapacitantes e está associado a problemas 
que poderiam ser evitados como: constipação, depressão, imobilidade, queda, confusão mental. 
Evidencia insuficiente de benefícios 
Possui alternativa que possam ajudar de forma mais eficaze seguro para o paciente. 
 
CRITÉRIOS DE BEERS 
3 LISTAS: 
1. 34 medicamentos ou classes que devem ser evitados 
2. Medicamentos que devem ser evitados considerando o diagnóstico (c/ a patologia do lado) 
3. 14 medicamentos ou classes que devem ser usados com cautela. 
 
CONSENSO BRASILEIRO DE MEDICAMENTOS POTENCIALMENTE INAPROPRIADO PARA IDOSOS. 
 
 
BENZODIAZEPÍNICOS: se for para ser usado nas exceções  UTILIZAR LORAZEPAN. 
O diazepam pode ocasionar alterações cognitivas e funcional no paciente idoso. 
Glibenclamida também é um medicamento que pode gerar alterações no paciente como o risco aumentando de 
hipoglicemia de forma prolongada e grave no idoso. 
 
 
Clarissa Rodrigues 
 
 
 
 DESPRESCRIÇÃO: 
Suspender ou diminuir a dose de um fármaco do paciente, mesmo que outro profissional que tenha ofertado. 
 
Ajuste medicamentoso a dose mínima efetiva ou a interrupção do uso de fármacos quando o estado de saúde do 
paciente se altera de forma a tomar a carga medicamentosa e/ou potencial de dano superior ao benefício da 
medicação em uso. 
 
 
 AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA: 
 
PERMITE DIAGNOSTICAR MULTIDIMENSIONAL E INTERDISCIPLINARMENTE. 
ABORDA OS SEGUINTES ASPECTOS: 
Físico, mental, social (quem cuida, com quem mora, como se relaciona), funcional e ambiental (se é ou não 
preparado). Essa avaliação pode ser realizada por qualquer profissional da saúde, não apenas o medico em si. 
FUNÇÃO COGNITIVA: 
Falar tantas palavras por minuto; teste do relógio – desenhar o relógio em 3 min; mini-exame. 
DEMÊNCIA CAPACIDADE DE COMPREENSÃO, VISUALIZAÇÃO; 
PRESENÇA OU NÃO DE DEPRESSÃO: 
Escala de depressão geriátrica. 
VARIAS ESCALAS DE AVALIAÇÃO DOS IDOSOS. 
 
 
DIMENSÕES E SUBDIMENSÕES DA AGA: 
Também pode ser realizada uma escala com o cuidador para avaliar como ele se sente, quais suas dificuldades 
e desafios para que essa relação fique cada vez melhor e mais otimizada. 
Escala de depressão geriátrica: RASTREIO de depressão. 
 
AGA: 
Clarissa Rodrigues 
 
 
- Utilizada preferencialmente em idosos mais frágeis (idoso que não responde positivamente depois de muitas 
ocorrências, nível de dependência alta, baixa cognitiva), mas pode ser usada em todos. 
- Utilizando instrumento de avaliação: testes, escalas, índices. 
- Objetivo: realizar o diagnostico global e desenvolver um plano de tratamento e reabilitação. 
 
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO ESTRUTURADA: 
 
RESUMO ESQUEMA DE AVALIAÇÃO: 
 
 
EQUILIBRIO, MOBILIDADE E RISCO DE QUEDAS: 
Quanto maior a dificuldade de marcha, quanto menos força, maior alteração labiríntica – pior é o risco de queda. 
 Fratura, imobilização, síndrome pós-queda 
 
SINAL DE ROMBERG  pede para o paciente fechar os olhos e ficar em pé, de pés juntos, para testar o 
equilíbrio do paciente. O examinador fica posterior ao paciente para dar a segurança para não cair. 
 
TESTE DE LEVANTAR E ANDAR CRONOMETRADO/ TEST TIMED UP AND GO - TUG Paciente inicia o 
teste sentado, levanta, caminha certo percurso (3 metros), dá a volta e senta novamente. 
 Menor ou igual a 10 segundos é normal 
 Entre 11 e 20 segundos: independente em transferências básicas, baixo riscos de quedas. 
 Maior ou igual a 20 segundos: dependente em várias atividades de vida diária e na mobilidade. ALTO risco 
em quedas. 
 
TESTE DE EQUILÍBRIO E MARCHA  PROTOCOLO DE TINETTI. São 28 pontos atribuíveis e se for menor 
que 19 pontos o risco de queda é alto. 
Clarissa Rodrigues 
 
 
 
 
 
FORÇA DE PREENSÃO PALMAR – FPP  analisada através do dinamômetro manual. 
Varia de acordo com o gênero e IMC. O paciente aperta o aparelho e verifica-se a força feita pela mão que pode 
refletir a força corporal. Uma redução dessa preensão palmar pode indicar sarcopenia. 
Individuo sentado com o ombro abduzido e neutramente rodado, cotovelo flexionado a 90 graus e antebraço 
com posição neutra e punho entre 0 e 30 gruas. 
RESULTADO: média de 3 medidas no membro dominante. 
NORMAL – MAIOR OU IGUAL A 20 KG PARA MULHERES/ MAIOR OU IGUAL A 30 KG PARA O HOMEM. 
 
Clarissa Rodrigues 
 
 
CIRCUNFERÊNCIA DA PANTURRILHA  pode ajudar na verificação de massa muscular. Quanto mais baixa a 
circunferência maior a chance de ser ineficiente a quantidade de massa muscular. (NÃO SUBSTITUI 
AVALIAÇÃO DE FORÇA E QUANTIDADE DE MUSCULATURA DE CORPO TODO) 
VALOR NORMAL: maior ou igual a 31 cm p/ homem ou mulher. 
 
VELOCIDADE DA MARCHA  cerca de 4 metros e o normal é > 0,8 m/s. 
 
FUNÇÃO COGNITIVA E CONDIÇÕES EMOCIONAIS 
 
COGNIÇÃO: processo de aquisição de conhecimento que inclui atenção, raciocínio, pensamento, memoria, 
abstração e linguagem. 
Sua redução implica na perda de autonomia e progressiva dependência. 
Testes simples, rápidos e reaplicáveis. 
 
MINIEXAME DE ESTADO MENTAL 
Primeira seção: itens que avaliam orientação, memoria e atenção, totalizando 21 pontos. 
Segunda seção: capacidade de nomeação, de obediência a um comando verbal, capacidade de um escrito, de 
redação livre de uma sentença e de cópia de um desenho complexo (polígonos), perfazendo 9 pontos. 
O score total é de 30 pontos baseados em itens dicotômicos. 
 
 
TESTE DE FLUÊNCIA VERBAL – Avalia a linguagem e a memoria semântica, além da função excutiva. 
É um teste rápido e com notdas de corte definidas pela escolaridade. 
- Solicita-se ao paciente relacionar o maior numero de itens de uma categoria semântica (frutas, animais, cores) 
ou fonêmica (palavras com uma letra) em um tempo de 1 minuto. 
- Exclui-se as repetições e oposições de gênero 
- Menos de 8 anos de escolaridade: mínimo 9 itens 
- Mais de 8 anos de escolaridade: mínimo 13 itens 
 
TESTE DO DESENHO DO RELÓGIO – avalia funções executivas, memoria, habilidades visuoconstrutivas, 
abstração e compreensão verbal. 
- Paciente deverá desenhar um relógio com todos os números e ponteiros indicando uma determinada hora. 
- Geralmente: 11:10, 8:20 e 3:00. 
SOMENTE e pacientes com no mínimo 4 anos de escolaridade. 
Clarissa Rodrigues 
 
 
 
 
 
ESCALA DE DEPRESSÃO GERIÁTRICA  RASTREIO!!! 
Não quer dizer diagnóstico. 
- Rastreio de quadros depressivos 
- Manifestações são atípicas 
- Versão original 30 questões, mas há versões de 15 questões. 
- O DIAGNÓSTICO só será feito pelos critérios da DSM V 
Cinco ou mais pontos -> risco! 
 
CAPACIDADE FUNCIONAL 
- Aptidão do idoso para realizar determinada tarefa que lhe permita cuidar de si mesmo 
- Vida independente - avaliada por instrumentos específicos. 
- Futilidade terapêutica x Iatrogenia – as vezes o uso de um fármaco como “profilaxia” traz mais riscos para o 
paciente que realmente melhoras. Precisamos avaliar qualidade de vida, expectativa de vida e uso de 
medicamentos para evitar iatrogenia. EX: estatinas na dislipidemia. 
- Individualiza o paciente 
- Traçar um plano terapêutico mais eficaz. 
 
ESCALAS  KATZ E BARTHEL. 
 
KATZ 
- Avalia grau de dependência 
- Aplica a qualquer paciente 
- Não avalia síndrome demencial 
- Acompanhamento evolutivo 
Clarissa Rodrigues 
 
 
 
 
ESCALA INSTRUMENTAL DE VIDA DIARIA: 
Vida independente e ativa na comunidade. 
 
ESCALA DE LOWTON: 
Sinaliza comprometimento cognitivo. 
 
 
QUESTIONÁRIO DE PFEFFER: 
 
 
 
ESTADO E RISCO NUTRICIONAL 
MINIAVALIAÇÃO NUTRICIONAL – AVALIA DESNUTRIÇÃO 
- É uma avaliação global com 18 itens 
- Score máximo – 30 pontos 
Menor que 17: desnutrição 
Entre 17-23,5: risco de desnutrição 
Clarissa Rodrigues 
 
 
Acima de 24: bom estado nutricional 
 
- 2 FASES 
1º FASE: TRIAGEM 
- Diminuição de apetite nos últimos 3 meses 
- Diminuição de peso nos últimos 3 meses (Se mais que 5% do seu peso – neoplasias, doenças hormonais, 
psiquiátricas, desabsortivas) 
- Mobilidade (perda de massa muscular) 
- Estresse psicológico ou doença aguda nos últimos 3 meses 
- Problemas neuropsicológicos 
- IMC 
 
2º FASE: AVALIAÇÃO GLOBAL 
- Antropometria: circunferência de braço e panturrilha 
- Avaliação global: estilo de vida, medicação e lesões de pele 
- Hábitos alimentares: numero de refeições, ingestão de alimentos fonte de proteínae cálcio, ingestão hídrica e 
autonomia na alimentação 
- Avaliação subjetiva: autopercepção do estado nutricional de saúde. 
 
- IMC “adaptado” para os idosos pelo aumento da porcentagem de gordura o IMC “original” subestima a 
obesidade desse obeso, pelo fato de o idoso fisiologicamente perder massa magra fazendo com que fique mais 
“leve”, o que não significa que não tenha gordura. 
 PARÂMETROS DEFINIDOS POR LIPSCHITZ (1994): 
 
 IMC PARA A POPULAÇÃO EM GERAL PELA OMS: 
 
MODELO DE AGA: DIMENSÃO CLINICA: 
 
Clarissa Rodrigues 
 
 
 
DIMENSÃO FUNCIONAL:

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