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UNIDADE 2. A Educação Infantil e sua historicidade A Educação Infantil vem sendo constituída no âmbito legal com a integração das creches e pré-escolas nos sistemas de ensino após a Constituição de 1988 e a publicação do ECA que estabeleceram também que o acesso à creche e à pré-escola é um direito da família e dever do Estado. Disponível em: https://www.youbilingue.com.br/blog/o-que- e-bncc-na-educacao-infantil/. Acesso em 16 agosto 2021. As leis que constituíram uma marco e um ganho muito expressivo para a Educação Infantil foram: a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96) em 1996, os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil em 1998, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil em 2010 e a Base Nacional Comum Curricular para a Educação Infantil, em 2017. Disponível em: https://proluno.com.br/cursos/mentoria/L eis-da-educacao. Acesso em: 16 agosto 2021. A Educação Infantil na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96) Nessa Lei a Educação Infantil passou a integrar a Educação Básica juntamente com o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, reafirmando o direito à educação para as crianças de 0 a 5 anos, assegurado na Constituição de 1988 e no Estatuto da Criança e do Adolescente de 1990. Com essa ação, as creches que historicamente foram construídas vinculadas a área da assistência, são então legitimadas como instituições educativas com metodologias e propostas pedagógicas específicas para a faixa etária atendida. Disponível em: https://proluno.com.br/cursos/mentoria/Leis-da- educacao. Acesso em: 16 de agosto 2021. Como fica organizada a Educação Infantil? De acordo com a lei em seus art. 29 e 30, a Educação Infantil está organizada em duas etapas: creche e pré-escola, sendo que a creche contempla o atendimento da faixa etária de 0 a 3 anos, e a pré-escola às crianças de 4 e 5 anos. Sua oferta deve ser organizada pelas intuições de ensino com carga horária mínima anual de 800 horas, distribuída por no mínimo 200 dias letivos. Disponível em: https://ensin- e.edu.br/curso/educacao-infantil/. Acesso em: 16 de agosto 2021. Como ficou constituído o sistema de avaliação para a Educação Infantil? A avaliação das crianças é tratada na seção II do art. 31º determinando que ela deve ocorrer “mediante o acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao Ensino Fundamental” (BRASIL, 1996, Art. 31). Dessa forma, é necessário que a avaliação considere que o processo de ensino e aprendizagem ocorra gradualmente. Disponível em: https://gestaoescolar.org.br/conteudo/74/avaliaca o-na-educacao-infantil. Acesso em 16 de agosto de 2021. I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: a) Pré-escola; b) Ensino Fundamental; c) Ensino Médio; II - Educação Infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade (BRASIL, 1996, Art. 4º). Os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil Para subsidiar os sistemas educacionais na elaboração ou implementação de programas e currículo da Educação Infantil, em 1998, em consonância com a LDB, são publicados os “Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (RCNEI)”, organizados pelo Ministério da Educação (BRASIL, 1998). Disponível em: http://infanciaboainfancia.blogspot.com/2 014/12/o-que-e-o-rnc.html. Acesso em: 16 de agosto de 2021. O documento propõe modificar a concepção assistencialista que predominou o trabalho nas creches e pré-escola e rever as concepções sobre a infância, as relações entre classes sociais, as responsabilidades e o papel do Estado com as crianças. Nesse volume, o conceito de infância está atrelado à condição social, ao considerar que podem existir várias infâncias dependendo da classe social e também de acordo com as diferenças econômicas, culturais, religiosas e individuais que fazem parte do cotidiano infantil. No discurso presente no Referencial, o conhecimento é construído pelas crianças a partir das interações que estabelecem com outras pessoas e com o meio em que vivem, sendo resultado de um intenso trabalho de criação, de significação e ressignificação. Disponível em: http://infanciaboainfancia.blogspot.com/2014/1 2/o-que-e-o-rnc.html. Acesso em 16 agosto de 2021. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil O direito à educação é reafirmado no art. 5º ao citar que como dever do Estado a garantia da oferta da Educação Infantil pública, gratuita e de qualidade, sem requisitos de seleção, sendo um direito da criança. Também é ressaltada o caráter institucional e educacional da creche e da pré-escola, definindo que se trata de um atendimento que deve ser feito no período diurno e que os estabelecimentos responsáveis pela sua oferta devem ser regulamentados e supervisionados por órgão competente do sistema de ensino. Mesmo com a obrigatoriedade da matrícula das crianças de quatro e cinco anos (Emenda Constitucional nº 59), a frequência na Educação Infantil não é pré-requisito para a matrícula no Ensino Fundamental. No art. 7º das DCNEI, são discutidas as funções sociopolíticas e pedagógicas que devem ser garantidas na proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil, dentre elas pode-se destacar: Construindo novas formas de sociabilidade e de subjetividade comprometidas com a ludicidade, a democracia, a sustentabilidade do planeta e com o rompimento de relações de dominação etária, socioeconômica, étnico-racial, de gênero, regional, lingüística e religiosa. (BRASIL, 2010, p.17) Disponível em: http://infanciaboainfancia.blogspot.com/20 14/12/o-que-e-o-rnc.html. Acesso em 16 agosto de 2021. As DCNEI discorrem sobre a importância do planejamento das propostas pedagógicas curriculares para a Educação Infantil e que as práticas pedagógicas sejam elaboradas de acordo com as especificidades dessa faixa etária, o que implica na elaboração de diferentes práticas pedagógicas por parte das instituições de ensino. Disponível em: http://infanciaboainfancia.blogspot. com/2014/12/o-que-e-o-rnc.html. Acesso em 16 agosto de 2021. Éticos: da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum, ao meio ambiente e às diferentes culturas, identidades e singularidades. Políticos: dos direitos de cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática. Estéticos: da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da liberdade de expressão nas diferentes manifestações artísticas e culturais (BRASIL, 2010, p.16). Enfim, observamos que nos documentos apresentados: a Constituição Federal de 1988), a LDB (Lei de Diretrizes e Base Nacional da Educação de 1996), o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente de 1998), RCNEI (Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil de 1998), as DCNEI (Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação Infantil de 2010), houve avanços no debate quanto à formação e ao atendimento educacional das crianças de zero a cinco anos, nas instituições de ensino que oferecem a creche e a pré- escola, e há destaque para a preocupação com o currículo da Educação Infantil. A Educação Infantil na Base Nacional Comum Curricular A Base Nacional Comum Curricular determina os conhecimentos e as habilidades essenciais que todos os alunos brasileiros têm o direito de aprender, em cada etapa da Educação Básica. As escolas públicas e particulares do Brasil devem utilizar a Base Nacional para elaborar seus currículos, promovendo oportunidades iguais a todos e contribuindo para uma educação de qualidade. Disponível em: http://infanciaboainfancia.blogspot.com/201 4/12/o-que-e-o-rnc.html. Acesso em 16 agosto de 2021. Para a Educação Infantil o documento indica seis Direitos da Aprendizagem:1.Conviver: a criança tem o direito a um aprendizado coletivo, convivendo com outras crianças e adultos em pequenos e em grandes grupos, e que contribuam para o enriquecimento de sua experiência de vida; 2.Brincar: é defendido o direito da criança de se divertir durante o processo de aprendizagem, reconhecendo a necessidade de atividades lúdicas rotineiras em diferentes tempos e espaços e que estimulem a sua criatividade e imaginação; 3.Participar: compreende a necessidade da criança de estar incluída ativamente em seu processo de aprendizado, participando junto com outras crianças e adultos das decisões e das atividades propostas, tendo a oportunidade de se posicionar e de desenvolver diferentes linguagens. 4.Explorar: a criança tem o direito de explorar movimentos, sons, gestos, texturas, cores, emoções e elementos da natureza dentro e fora da escola pela direção da sua curiosidade; 5.Expressar: o reconhecimento de que a criança tem direito à liberdade de expressar seus pensamentos e desejos, sem discriminação de suas ideias em formação; 6.Conhecer-se: a criança tem o direito de explorar a consciência sobre si mesma, seu corpo e sua identidade. Disponível em:https://www.colmaster.com.br/educacao- infantil-a-etapa-mais-importante-na-vida-de- uma-crianca/. Acesso em 16 de agosto de 2021. Para assegurar os 6 direitos de aprendizagem definidos na BNCC, foram pensados cinco Campos de Experiência: •O eu, o outro e o nós; •Corpo, gestos e movimento; •Traços, sons, cores e formas; •Escuta, fala, pensamento e imaginação; •Espaço, tempo, quantidades, relações e transformações. Disponível em: https://coronaviruscamposdojordao.com/202 0/10/13/prefeitura-abre-pre-inscricao-para- alunos-que-ira-ingressar-na-educacao- infantil-em-2021/. Acesso em: 16 de agosto de 2021. Referências: MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CP nº 2, de 20 de dezembro de 2019. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). Brasília, DF: Diário Oficial [da] União, 2019. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃOa. Conselho Nacional de Educação. Parecer CNE/CP nº 5/2020. Reorganização do Calendário Escolar e da possibilidade de cômputo de atividades não presenciais para fins de cumprimento da carga horária mínima anual, em razão da Pandemia da COVID-19. Brasília, DF: Diário Oficial [da] União, 2020a