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LP PROVA PDF Formato # Págs miolo LOMBADA 220 x 275 mm 168 9 mm LP PROVA PDF Formato papel capa papel miolo # Págs miolo LOMBADA 230x288 cartão 250 g offset 75 g 168 9 mm C o m p o n en te c u rr ic u la r: G EO G R A FI A A N O ISBN 978-85-16-10982-0 9 7 8 8 5 1 6 1 0 9 8 2 0 MANUAL DO PROFESSOR Componente curricular: GEOGRAFIA Organizadora: Editora Moderna Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna. Editora responsável: Lina Youssef Jomaa En sino Fundamental • Anos I ni ci ai s ANO o CAPA BURITI MAIS GEO 2 LP_PNLD.indd All Pages 12/14/17 10:50 AM LP PROVA PDF Formato papel capa papel miolo # Págs miolo LOMBADA 230x288 cartão 250 g offset 75 g 168 9 mm C o m p o n en te c u rr ic u la r: G EO G R A FI A A N O ISBN 978-85-16-10982-0 9 7 8 8 5 1 6 1 0 9 8 2 0 MANUAL DO PROFESSOR Componente curricular: GEOGRAFIA Organizadora: Editora Moderna Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna. Editora responsável: Lina Youssef Jomaa En sino Fundamental • Anos I ni ci ai s ANO o CAPA BURITI MAIS GEO 2 LP_PNLD.indd All Pages 12/14/17 10:50 AM LP PROVA PDF Formato papel capa papel miolo # Págs miolo LOMBADA 230x288 cartão 250 g offset 75 g 168 9 mm C o m p o n en te c u rr ic u la r: G EO G R A FI A A N O ISBN 978-85-16-10982-0 9 7 8 8 5 1 6 1 0 9 8 2 0 MANUAL DO PROFESSOR Componente curricular: GEOGRAFIA Organizadora: Editora Moderna Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna. Editora responsável: Lina Youssef Jomaa En sino Fundamental • Anos I ni ci ai s ANO o CAPA BURITI MAIS GEO 2 LP_PNLD.indd All Pages 12/14/17 10:50 AMCAPA BURITI MAIS GEO 2 LP_PNLD_2019_BNCC.indd All Pages 03/10/19 10:29 0038P19051002IM Ensino Fundamental Anos Iniciais 1a edição São Paulo, 2017 MANUAL DO PROFESSOR Organizadora: Editora Moderna Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna. Editora responsável: Lina Youssef Jomaa Bacharel e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo. Editora. Componente curricular: GEOGRAFIA ANO o FRONTS_BURITI MAIS GEO 2_LP_PNLD.indd 2 11/23/17 11:16 AM Edição de texto: Lina Youssef Jomaa, Juliana Maestu, Anaclara Volpi Antonini, Carlos Vinícius Xavier, Luiz Gonzaga Seixas Neto Gerência de design e produção gráfica: Sandra Botelho de Carvalho Homma Coordenação de produção: Everson de Paula, Patricia Costa Suporte administrativo editorial: Maria de Lourdes Rodrigues (coord.) Coordenação de design e projetos visuais: Marta Cerqueira Leite Projeto gráfico: Daniel Messias, Daniela Sato, Mariza de Souza Porto Capa: Mariza de Souza Porto e Daniela Sato Ilustração: Raul Aguiar Coordenação de arte: Wilson Gazzoni Agostinho Edição de arte: Flavia Maria Susi Editoração eletrônica: Flavia Maria Susi Coordenação de revisão: Elaine C. del Nero, Maristela S. Carrasco Revisão: Alessandra A. Felix, Nair H. Kayo, Renata Brabo, Vinícius Macedo Coordenação de pesquisa iconográfica: Luciano Baneza Gabarron Pesquisa iconográfica: Camila Soufer, Junior Rozzo Coordenação de bureau: Rubens M. Rodrigues Tratamento de imagens: Denise Feitoza Maciel, Marina M. Buzzinaro, Luiz Carlos Costa, Joel Aparecido Pré-impressão: Alexandre Petreca, Denise Feitoza Maciel, Everton L. de Oliveira, Marcio H. Kamoto, Vitória Sousa Coordenação de produção industrial: Wendell Monteiro Impressão e acabamento: Elaboração dos originais do manual impresso Juliana Maestu Bacharel e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo. Editora. Lina Youssef Jomaa Bacharel e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo. Editora. Claudio da Silva Santos Bacharel e licenciado em Geografia pela Universidade de São Paulo. Professor. Denise Cristina Christov Pinesso Bacharel e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo. Mestre em Ciências, área de concentração: Geografia Física, pela Universidade de São Paulo. Professora. Helena Morita Bacharel e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo. Mestra em Ciências, no programa: Mudança social e participação política, pela Universidade de São Paulo. Professora. Sérgio Augusto Rodrigues da Silva Bacharel e licenciado em Geografia pela Universidade de São Paulo. Professor. Vanessa Rezene dos Santos Bacharel e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo. Professora. Elaboração dos originais do material digital Anaclara Volpi Antonini Bacharel em Geografia pela Universidade de São Paulo. Editora. Juliana Maestu Bacharel e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo. Editora. Lina Youssef Jomaa Bacharel e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo. Editora. Claudio da Silva Santos Bacharel e licenciado em Geografia pela Universidade de São Paulo. Professor. Fernando Uesato de Mello Bacharel e licenciado em Geografia pela Universidade de São Paulo. Professor. Flávia de Oliveira Dal Bello Bacharel e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo. Professora. Helena Morita Bacharel e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo. Mestra em Ciências, no programa: Mudança social e participação política, pela Universidade de São Paulo. Professora. Janaina de Moraes Kaecke Bacharel e licenciada em Geografia pela Universidade de São Paulo. Mestra em Ciências, área de concentração: Geografia Humana, pela Universidade de São Paulo. Professora. 1 3 5 7 9 10 8 6 4 2 Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados EDITORA MODERNA LTDA. Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303-904 Vendas e Atendimento: Tel. (0_ _11) 2602-5510 Fax (0_ _11) 2790-1501 www.moderna.com.br 2017 Impresso no Brasil Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Buriti mais : geografia : manual do professor / organizadora Editora Moderna ; obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna ; editora responsável Lina Youssef Jomaa. -- 1. ed. -- São Paulo : Moderna, 2017. Obra em 5 v. do 1o ao 5o ano. Componente curricular: Geografia. 1. Geografia (Ensino fundamental) I. Jomaa, Lina Youssef. 17-09756 CDD-372.891 Índices para catálogo sistemático: 1. Geografia : Ensino fundamental 372.891 PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 2 22/12/17 15:29 Sumário Orientações gerais ........................................................................... IV 1. As possibilidades de uso desta coleção ..................................... IV O Manual do Professor ........................................................................... IV O Material do Professor – Digital ............................................................ IV 2. A proposta didática desta coleção ............................................. V A concepção de Geografia ..................................................................... V O ensino de Geografia na formação do aluno ......................................... VI Os objetivos do ensino de Geografia ......................................................VII O trabalho com as competências ...........................................................VIII O trabalho com as habilidades ...............................................................XII 3. Princípios norteadores desta coleção ...................................... XXI Os conteúdos temáticos ...................................................................... XXI A alfabetização cartográfica ................................................................ XXII O domínio da linguagem ..................................................................... XXII A educação em valores e os temas contemporâneos .......................... XXIV 4. A avaliação ....................................................................................XXV 5. A estrutura dos livrosdas ideias iniciais que os alunos têm a respeito desse conteúdo. Nesta coleção, além das atividades propostas na abertura de cada unidade, há outras atividades que permitem verificar tanto esses saberes prévios dos alunos quanto os equívocos e pre- conceitos que se formaram. A avaliação diagnóstica também fornece pistas para o plane- jamento do trabalho pedagógico, sinalizando ao professor as intervenções que precisará fazer. A avaliação deve ser também integral, permitindo averiguar a evolução do aluno ao lon- go do processo de aprendizagem, nos aspectos conceituais, procedimentais e atitudinais. Ao propor atividades que lhe permitem o uso das habilidades desenvolvidas nas aulas, o professor pode verificar como o aluno está aprendendo e quais conhecimentos e atitudes está adquirindo. A partir desses resultados, pode traçar possíveis caminhos para continuar o trabalho pedagógico. Assim, nas atividades que envolvem trabalho em grupo, pode-se avaliar se os alunos cooperam entre si, respeitam as diferenças de opinião e a fala do outro, cuidam do material escolar. Em outras situações, pode-se também avaliar a capacidade do aluno de atuar de maneira autônoma, sua iniciativa em assumir responsabilidades e executar tarefas, e seu in- teresse pelo trabalho, individual ou coletivo. Ao longo dos livros desta coleção, o professor vai encontrar atividades dessa natureza. A avaliação não deve ser marcada pela periodicidade. Ela deve ser um processo contí- nuo, que acompanhe o processo de ensino e aprendizagem que se desenvolve na rotina escolar14. Enquanto processo contínuo, a avaliação permite o uso de diversos instrumentos ava- liativos para obter informações a respeito do processo de aprendizagem. O professor pode 14 SILVA, Janssen Felipe da. Introdução: avaliação do ensino e da aprendizagem numa perspectiva formativa reguladora. In: SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa (Org.). Práticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo. 3. ed. Porto Alegre: Mediação, 2004. p. 13. PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 25 20/12/17 18:28 XXVI basear-se nas atividades propostas ao longo dos livros desta coleção para realizar uma avaliação contínua e proveitosa: atividades de produção de texto, preenchimento de fichas com base em entrevistas ou pesquisas, leitura e compreensão de textos, debates, leitura de fotos, de gráficos e de mapas, elaboração de desenhos etc. A análise e o registro sistemá- tico dessas produções permitem obter uma radiografia do processo de ensino e aprendiza- gem e, a partir daí, reorientar as ações educativas propostas para a turma. Ao longo de todo o processo de ensino e aprendizagem, o professor deve estar atento às intervenções do aluno em sala de aula, à execução de atividades, às dúvidas e opiniões expressadas e aos registros feitos por ele. O uso de conhecimentos científicos, históricos e geográficos para compreender situações cotidianas e analisar ou explicar um fato, por exemplo, constitui indício dos avanços na compreensão dos conteúdos. É importante destacar que a avaliação não deve ser baseada na dualidade “erro-acerto”, transmitindo ao aluno a ideia equivocada de que o “erro” deve ser simplesmente evita- do. Ao contrário, respeitar os “erros” de entendimento e interpretação é premissa de um processo avaliativo que considera a reflexão acerca da relação ensino-aprendizagem. Quando se limita a considerar “certa” ou “errada” a resposta de uma atividade ou prova, o professor não tem condição de conhecer verdadeiramente como seu aluno articula conhe- cimentos para elaborar suas respostas. Qual a relação entre as intervenções feitas por ele e o conteúdo abordado? Que raciocínios desenvolve quando se depara com um problema? Reflexões como essas fornecem muito mais subsídios a respeito da aprendizagem do aluno. A autoavaliação é outro instrumento a ser utilizado pelo professor no processo geral da avaliação da aprendizagem dos alunos. A autoavaliação permite aos alunos conhecer o seu próprio processo de aprendizagem, reconhecendo avanços e dificuldades. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a participação do professor na autoavaliação dos alunos é essencial, estimulando-os e considerando-os sujeitos críticos e ativos no processo de ensino e aprendizagem. Vale ressaltar que cada aluno tem seu próprio ritmo e processo de aprendizagem. Além de respeitar essas diferenças, o professor deve mostrar a evolução pessoal de cada um, ajudando-o a perceber os progressos que realiza. 5. A estrutura dos livros A organização dos livros desta coleção foi planejada de modo a facilitar o processo de ensino e aprendizagem e, consequentemente, a alcançar os objetivos propostos. Cada volume está organizado em quatro unidades, que poderão ser distribuídas ao longo dos quatro bimestres de trabalho escolar. As unidades apresentam uma estrutura clara e sistemática, com pequenas variações de um volume a outro. Abertura da unidade As unidades iniciam-se com uma dupla de páginas com imagens que procuram estimular a imaginação e motivar o aluno a expressar e expandir seus conhecimentos prévios sobre os temas que serão tratados na unidade. As questões propostas na seção Vamos conversar levam o aluno a fazer a leitura das ima- gens, resgatando e comparando ideias e conhecimentos anteriores. O objetivo é estabelecer conexões com a experiência e os interesses do aluno e com estratégias que provoquem e articulem o seu pensamento. Trata-se de conectar o que ele já sabe com o que vai aprender. PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 26 20/12/17 18:28 XXVII Desenvolvimento dos conteúdos e atividades Após a abertura da unidade são apresentados os conteúdos, distribuídos em capítulos. Os capítulos trazem informações em textos expositivos e em linguagem adequada a cada faixa etária, de forma organizada, clara e objetiva. As informações, por sua vez, estão agru- padas em subtítulos, a fim de facilitar a leitura e a compreensão por parte dos alunos. Ao longo dos livros há uma preocupação em esclarecer e exemplificar o conteúdo específico por meio de imagens, como fotos, ilustrações, esquemas, mapas, gráficos, que também oferecem informações complementares. Atividades para desenvolver habilidades Entremeadas aos conteúdos estão as atividades, que envolvem desde habilidades mais simples às mais complexas. Há atividades com o objetivo de exercitar a memorização e a organização mental das in- formações da leitura, nas quais o aluno recupera, no texto, o conhecimento solicitado na ati- vidade. Esse tipo de atividade deve ser considerado um meio para desenvolver a compreen- são, nunca um fim em si mesmo. Há, também, atividades com a finalidade de construir significados com base em mensa- gens instrucionais, levando o aluno a estabelecer conexões entre o conhecimento novo e seus conhecimentos prévios. Algumas atividades têm o objetivo de despertar a curiosidade e estimular o desenvol- vimento de métodos de pesquisa, além da organização e sistematização de informações. Em outras atividades, de cunho interativo, os alunos são chamados a refletir, pesquisar e expressar seus conhecimentos ou sua opinião a respeito de determinada questão. Há, ainda, atividades de caráter prático e lúdico, que visam desenvolver habilidades mo- toras e permitem exercitar as linguagens gráfica, plástica, verbal e corporal, além de ativi- dades que estimulam a organização e o planejamento de trabalhos em equipe. Em todos os livros, a seção O que você aprendeu permite a retomada, a fixação e a am- pliação dos conteúdos abordados. Para ler e escrever melhor O trabalho com o domínio da linguagem se dá especialmente nessa seção, voltada à leitura, compreensão e produção de textos expositivos. Em geral, os conteúdos de Geo- grafia são abordados em textos desse tipo, por isso a importância de ensinar o aluno a ler, compreender e produzir textos com estruturas expositivas. Nessa seção, os textos apresen- tam marcadorestextuais, sinalizando ao aluno as palavras-chave para a compreensão da estrutura expositiva. “Ao trabalharmos em sala de aula com produção textual, seja com gêneros orais ou escritos, uma variedade de aspectos pode ser alvo de reflexão e avaliação. Diante dos textos produzidos, o professor pode perceber o modo como os alunos compreenderam as situações de ensino que os levaram a escre- ver de determinado modo, os conhecimentos que possuem diante do gênero e da temática proposta, entre outros aspectos.”15 15 BRASIL. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: avaliação no ciclo de alfabetização: reflexões e sugestões. Brasília: MEC/SEB, 2012. p. 30. PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 27 20/12/17 18:28 XXVIII O trabalho dos alunos com as formas de organizar o texto expositivo deverá seguir qua- tro etapas: • Leitura: Professor e alunos leem conjuntamente o breve texto de apresentação da si- tuação proposta, o título, as expressões em destaque e as imagens que dialogam com o texto, com a finalidade de, antes da leitura propriamente dita, antecipar significados e fazer previsões sobre a ideia central do texto que será lido. Depois disso, os alunos fazem a leitura individualmente. • Análise: São atividades que exploram, mais do que o conteúdo, a maneira como estão organizadas as informações do texto. • Organização: O aluno é levado a distribuir as informações do texto em um organiza- dor gráfico. Esse trabalho tem a finalidade de fazê-lo perceber, claramente, a estrutu- ra que orientou a organização do texto. • Escrita: A fim de completar o trabalho e torná-lo verdadeiramente significativo para o aluno, nessa etapa é ele quem vai escrever um pequeno texto que contenha as ca- racterísticas do texto apresentado como modelo. O objetivo é envolver os alunos em uma atividade mais ampla, na qual eles transfiram os conceitos e procedimentos para uma nova situação. O mundo que queremos O trabalho com a educação em valores se dá especialmente na seção O mundo que queremos. A seção sempre se inicia com um texto que relaciona um conteúdo da unidade a uma questão de valores. Em seguida, são propostas atividades de leitura e compreensão do texto e de reflexão sobre questões nele apresentadas. O trabalho com valores, nessa seção, permite problematizar e discutir questões do mun- do atual – um mundo heterogêneo e complexo –, ampliando conhecimentos e desenvol- vendo no aluno atitudes que possibilitem uma postura autônoma e crítica para o exercício da cidadania na vida individual e comunitária. O que você aprendeu Nesta seção, por meio de atividades, os alunos recordam os principais conceitos e noções estudados ao longo da unidade, organizando e sistematizando informações; e aplicam o conhecimento adquirido a situações novas, explorando de diferentes maneiras o conheci- mento aprendido. PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 28 20/12/17 18:28 XXIX 6. Sugestões de leitura As sugestões a seguir fornecem subsídios teóricos e metodológicos à prática docente. ALMEIDA, Rosângela Doin de (Org.). Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2007. ALMEIDA. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2003. CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos et al. (Org.). Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. 3. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS/Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Porto Alegre, 2001. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002. ______. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas: Papirus, 1998. HADJI, Charles. Avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artmed, 2001. KOZEL, Salete; FILIZOLA, Roberto. Didática de Geografia: memórias da terra: o espaço vivido. São Paulo: FTD, 1996. LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 1997. NEVES, Iara Conceição B. et al. (Org.). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 8. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2007. PIAGET, Jean; INHELDER, Bärbel. A representação de espaço na criança. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993. PONTUSCHKA, Nídia Nacib; PAGANELLI, Tomoko Iyda; CACETE, Núria Hanglei. Para ensinar e aprender Geografia. São Paulo: Cortez, 2007. REGO, Nelson et al. (Org.). Um pouco do mundo cabe nas mãos: geografizando em educação o local e o global. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003. STRAFORINI, Rafael. Ensinar Geografia: o desafio da totalidade-mundo nas séries iniciais. São Paulo: Annablume, 2004. XAVIER, Maria Luisa Merino; DALLA ZEN, Maria Isabel (Org.). O ensino nas séries iniciais: das concepções teóricas às metodologias. 4. ed. Porto Alegre: Mediação, 2004. ZABALA, Antoni (Org.). Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. 2. ed. Trad. Ernani Rosa. Porto Alegre: Artmed, 1999. PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 29 20/12/17 18:28 XXX 7. Bibliografia ALMEIDA, Rosângela Doin de (Org.). Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2007. ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2003. BAKHTIN, Mikhail. Os gêneros do discurso. In: Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 2000. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. ______. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: avaliação no ciclo de alfabetização: reflexões e sugestões. Brasília: MEC/SEB, 2012. _____. Parâmetros Curriculares Nacionais. v. 1, 5, 8, 9 e 10. Brasília: MEC/SEF, 1997. CARLOS, Ana Fani A. (Org.). A Geografia na sala de aula. São Paulo: Contexto, 1999. CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.). Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. 3. ed. Porto Alegre: Mediação, 2003. CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos et al. (Org.). Geografia em sala de aula: práticas e reflexões. 3. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS/Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Porto Alegre, 2001. CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002. ______. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas: Papirus, 1998. GUEDES, Paulo Coimbra; SOUZA, Jane Mari de. Leitura e escrita são tarefas da escola e não só do professor de português. In: NEVES, Iara Conceição Bitencourt et al. (Org.). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 5. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003. HADJI, Charles. Avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artmed, 2001. HERNÁNDEZ, Fernando; VENTURA, Montserrat. A organização do currículo por projetos de trabalho: o conhecimento é um caleidoscópio. Trad. Jussara Haubert Rodrigues. 5. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. HOFFMANN, Jussara. Avaliação mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. 22. ed. Porto Alegre: Mediação, 2004. _____. Pontos e contrapontos: do pensar ao agir em avaliação. 7. ed. Porto Alegre: Mediação, 2003. KOZEL, Salete; FILIZOLA, Roberto. Didática de Geografia: memórias da terra: o espaço vivido. São Paulo: FTD, 1996. PDF_II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_BNCC.indd 30 3/28/19 12:11 PM XXXI LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 1997. MORAES, Antonio Carlos R. de. Geografia: pequena história crítica. 6. ed. São Paulo: Hucitec, 1996. NEVES, Iara Conceição B. et al. (Org.). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 8. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2007. OLIVEIRA, Ariovaldo U. de. Para onde vai o ensino de Geografia? São Paulo: Contexto, 1988. PASSINI, Elza Yasuko; PASSINI, Romão; MALYSZ, Sandra T. (Org.). Prática de ensino de Geografia e estágio supervisionado. São Paulo: Contexto, 2007. PERRENOUD, Philippe. Construir as competências desde a escola. Trad. Bruno Charles Magne. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999. PIAGET, Jean; INHELDER, Bärbel. A representação de espaço na criança. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993. PONTING, Clive. Uma história verde do mundo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1995. PONTUSCHKA, Nídia Nacib;PAGANELLI, Tomoko Iyda; CACETE, Núria Hanglei. Para ensinar e aprender Geografia. São Paulo: Cortez, 2007. PONTUSCHKA, Nídia N.; OLIVEIRA, Ariovaldo U. de (Org.). Geografia em perspectiva. São Paulo: Contexto, 2002. REGO, Nelson et al. (Org.). Um pouco do mundo cabe nas mãos: geografizando em educação o local e o global. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003. RIBEIRO, Vera Masagão (Org.). Letramento no Brasil: reflexões a partir do INAF 2001. 2. ed. São Paulo: Global, 2004. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. 4. ed. São Paulo: Edusp, 2008. ______. O espaço do cidadão. 7. ed. São Paulo: Edusp, 2007. SILVA, Janssen Felipe da; HOFFMANN, Jussara; ESTEBAN, Maria Teresa (Org.). Práticas avaliativas e aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo. 3. ed. Porto Alegre: Mediação, 2004. SIMIELLI, Maria Elena R. Cartografia e ensino: proposta e contraponto de uma obra didática. Tese de livre-docência apresentada ao Departamento de Geografia da FFLCH – USP, 1996. v. 1. SPOSITO, Eliseu Savério. Geografia e filosofia: contribuição para o ensino do pensamento geográfico. São Paulo: Editora da Unesp, 2004. STRAFORINI, Rafael. Ensinar Geografia: o desafio da totalidade-mundo nas séries iniciais. São Paulo: Annablume, 2004. PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 31 20/12/17 18:28 XXXII VESENTINI, José William. Para uma Geografia crítica na escola. São Paulo: Ática, 1992. _____. O ensino de Geografia no século XXI. Em: Caderno Prudentino de Geografia, n. 17, jul. 1995. Presidente Prudente: AGB. _____ (Org.). Geografia e ensino: textos críticos. Campinas: Papirus, 1989. VYGOTSKY, Lev S. A formação social da mente. Trad. José Cipolla et al. São Paulo: Martins Fontes, 1989. XAVIER, Maria Luisa Merino; DALLA ZEN, Maria Isabel (Org.). O ensino nas séries iniciais: das concepções teóricas às metodologias. 4. ed. Porto Alegre: Mediação, 2004. ZABALA, Antoni (Org.). Como trabalhar os conteúdos procedimentais em aula. 2. ed. Trad. Ernani Rosa. Porto Alegre: Artmed, 1999. PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 32 20/12/17 18:28 XXXIII 101100 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular em foco nesta unidade • EF02GE04: Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares. • EF02GE07: Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais. • EF02GE11: Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os im- pactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo. • Conhecer o modo de vida de pessoas de diferentes lugares e sua relação com a natureza. • Comparar o modo de vida de pessoas de diferentes lugares. • Compreender que as atividades humanas transformam a natureza. • Identificar problemas ambientais causados pelas atividades humanas. • Valorizar atitudes responsáveis em relação ao meio ambiente. Objetivos da unidade • Atividade 1. Os alunos devem perceber que as imagens mos- tram três lugares e paisagens com características muito diferentes. • Atividade 2. Incentive os alunos a observar as características de cada paisagem. Espera-se que os alunos percebam diferenças relacionadas à vegetação e ao clima de cada lugar. A primeira foto mostra um lugar com neve e de clima frio; a segunda mostra um lugar no deserto, de clima quente e seco; e, a terceira, um lugar com vegetação abundante e de clima quente e úmido. • Atividade 3. Pergunte se os alunos conhecem lugares parecidos com os mostrados nas fotos e estimule- -os a apresentar palpites sobre sua localização. Se possível, mostre, em um planisfério, a localização dos países onde estão os lugares mostrados nas fotos. • Atividade 4. Peça aos alunos que levantem hipóteses sobre o modo de vida das pessoas nos lugares mostrados nas fotos. Incentive-os a associar as características natu- rais dos lugares ao modo como seus habitantes se vestem, se ali- mentam, trabalham, constroem suas casas, se locomovem etc. • Analise as fotos da abertura com os alunos e incentive-os a descre- ver as paisagens apresentadas. Em seguida, peça aos alunos que comparem as paisagens e iden- tifiquem as principais diferenças entre elas. • Se julgar pertinente, sugira que eles escolham uma das paisagens e a compare com o lugar onde vivem. Conheça a parte específica deste Manual Objetivos da unidade Em todas as aberturas de unidade são apresentados os objetivos gerais que os alunos deverão atingir ao final do estudo da unidade. Orientações didáticas Comentários e orientações para a abordagem do tema proposto, além de informações que auxiliem a explicação dos assuntos tratados. Sugestões de respostas e orientações para a realização ou ampliação de algumas atividades propostas. Em geral, as respostas das atividades consumíveis encontram-se na própria atividade. Reprodução da página do Livro do Estudante. Habilidades da BNCC em foco na unidade Indica quais habilidades da Base Nacional Comum Curricular serão trabalhadas na unidade. Orientações específicas PDF_II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_BNCC.indd 33 3/28/19 12:11 PM XXXIV 119118 119118 UNIDADE 4 • Estimule os alunos a perceber que os problemas ambientais afetam a vida de todos os cidadãos. Mesmo aqueles que vivem longe de uma área degradada podem sofrer os efeitos do manejo inadequado dos recursos da natureza. • Problematize a questão dos produtos químicos usados nas plantações, também chamados de defensivos agrícolas ou agro- tóxicos. Explique que, apesar de promoverem o aumento da produtividade, eles podem con- taminar o solo e a água, além de oferecer risco ao trabalhador rural que o aplica e às pessoas que consomem estes alimentos. ObjetivosObjetivos • Conhecer alguns problemas ambientais decorrentes das atividades humanas. • Identificar problemas ambientais no campo e na cidade. • Reconhecer a importância de atitudes responsáveis em relação ao meio ambiente. • Perceber a importância do uso racional da água. • O conteúdo deste capítulo con- tribui para o desenvolvimento da habilidade EF02GE07 da Base Nacional Comum Curricular: Des- crever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e indus- triais) de diferentes lugares, iden- tificando os impactos ambientais, com enfoque na identificação de impactos ambientais causados pelas atividades econômicas em diferentes lugares. • Retome com os alunos a impor- tância das atividades econômicas estudadas no capítulo anterior. Mobilize os alunos a pensar como seria nossa vida sem acesso aos alimentos produzidos no campo e sem os objetos fabricados nas indústrias. • Explique que, embora a agricul- tura, a pecuária e o extrativis- mo sejam fundamentais para a organização da sociedade, essas atividades também podem causar problemas ambientais. • É importante que os alunos per- cebam que todas as atividades produzem efeitos sobre o meio ambiente. Por isso, devemos nos preocupar com a dimensão dos impactos causados já que, em alguns casos, a natureza não con- segue se regenerar de maneira satisfatória. • Explore as fotos das páginas 118 e 119 com os alunos e reforce as consequências do desmatamento, da erosão ou degradação do solo e da poluição da água. Escassez e degradação dos solos e da água ameaçam segurança alimentar A degradação generalizada e o aprofundamento da escassez dos recursos do solo e da água colocaram em risco vários sistemas essenciais de produção alimentar no mundo, aponta um novo relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) [...]. Segundo o documento, a degradação e a escassez dos solos e da água impõem um novo desafio à tarefa de alimentar uma população mundial que deve chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050 [...]. A FAO estima que em2050 o crescimento da população e da renda vai exigir um aumento de 70% da produção global de alimentos. Isso equivale a mais 1 milhão de toneladas de cereais e 200 milhões de toneladas de produtos de origem animal produzidos anualmente [...]. De acordo com o relatório, melhorar a eficiência do uso da água pela agricultura será fundamental. A maioria dos sistemas de irrigação funciona abaixo de sua capacidade. [...] Além disso, práticas agrícolas inovadoras, como a agricultura de conservação, sistemas agroflorestais, integração da produção vegetal e da pecuária e sistemas integrados de irrigação e aquicultura prometem expandir a produção de forma eficiente para garantir a segurança alimentar e combater a pobreza, restringindo ao mesmo tempo os impactos sobre os ecossistemas [...]. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A ALIMENTAÇÃO E AGRICULTURA – FAO. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2017. Para seu aluno ler Iara e a poluição das águas, de Samuel Murgel Branco, Editora Moderna. 100_125_BMG2_GUIA_PE-U04_G19_EDITAL.indd 118-119 10/1/19 2:36 PM Textos informativos para explicar, aprofundar ou ampliar um conceito ou assunto. Objetivos Apresenta os objetivos a serem atingidos pelos alunos em relação aos conteúdos e habilidades desenvolvidos no capítulo ou na seção. Sugestões de livros e sites para o aluno Indicação de leitura para os alunos ampliarem ou aprofundarem um assunto estudado. II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_EDITAL.indd 34 10/1/19 2:38 PM http://www.fao.org.br/edsaasa.asp XXXV 121120 121120 UNIDADE 4 121 A quantidade de lixo produzido nas cidades é muito grande. No Brasil, a maior parte do lixo é coletada e depositada em lixões a céu aberto, sem nenhum tratamento. Essa prática contamina o solo e atrai insetos e outros animais que causam doenças. Muitas vezes, o lixo é jogado no leito dos rios, poluindo suas águas. O lixo também é jogado nas ruas e nas avenidas, poluindo o ambiente da cidade. 2 No lugar onde você vive existe algum rio? A água dele é limpa ou poluída? Se for poluída, qual é a causa dessa poluição? D E LF IM M A R TI N S /T Y B A Lixão a céu aberto no município de São Félix do Xingu, estado do Pará, em 2016. JO Á S O U ZA /F U TU R A P R E S S C E S A R D IN IZ /P U LS A R IM A G E N S Lixo em calçada da cidade de Salvador, estado da Bahia, em 2017. Rio poluído despeja sujeira na Baía de Guanabara, no município de São Gonçalo, estado do Rio de Janeiro, em 2015. 3 Há alguma atividade de trabalho que causa algum problema ambiental no lugar onde você vive? Conte para os colegas e para o professor qual é essa atividade e qual é o problema que ela causa ao ambiente. Resposta pessoal. 100-125-BMG2-U04-G19-EDITAL.indd 121 10/1/19 2:31 PM • Se julgar pertinente, aproveite para discutir sobre a produção de lixo. Esclareça que quanto mais produtos consumimos, maior é a quantidade de lixo produzido. Incentive os alunos a pensar na quantidade de lixo que produzem em um único dia. Comente que alguns materiais podem levar décadas e até séculos para se de- compor e enfatize a necessidade de repensar tanto os hábitos de consumo quanto a maneira como descartamos o lixo. • Atividade 2. Ajude os alunos a identificar os rios ou córregos que existem no lugar onde vivem. Se considerar oportuno, cite o exem- plo de um rio próximo à escola e peça que eles avaliem se suas águas estão ou não poluídas. Para auxiliar os alunos a identificarem um rio poluído, explore algumas características, como mau cheiro, água turva, ausência de peixes, presença de lixo acumulado nas margens ou de espuma. Por fim, peça que eles sugiram ações que poderiam ser feitas para evitar a poluição desses rios. • Atividade 3. Promova uma roda de conversa e liste as atividades de trabalho citadas, relacionando-as aos problemas ambientais perce- bidos pelos alunos no lugar onde vivem. Nesta atividade, o aluno desenvolve a habilidade EF02GE07 da Base Nacional Comum Curricu- lar: Descrever as atividades extra- tivas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambien- tais, com enfoque na identificação de impactos ambientais causados pelas atividades de trabalho. • Na cidade, os problemas ambien- tais podem ser mais perceptíveis. Após a leitura do texto e a obser- vação das fotos das páginas 120 e 121, incentive os alunos a discutir quais são os principais problemas ambientais na cidade. Se a escola em que estudam estiver em uma área urbana, pergunte se eles no- tam algum dos problemas citados nos arredores da escola. • Ao tratar dos problemas ambien- tais urbanos, converse com os alu- nos sobre soluções que poderiam ser encaminhadas ou ações que contribuiriam para minimizá-los. Peça aos alunos que façam dese- nhos ilustrando suas propostas e elaborem legendas para explicá- -las. Se julgar oportuno, exponha os desenhos no mural da sala. Para você ler Uso inteligente da água, de Aldo da Cunha Rebouças, Escrituras Editora. Problemas ambientais urbanos O crescimento rápido das cidades não pode ser acompanhado no mesmo ritmo pelo atendimento da infraestrutura para melhoria da qualidade de vida. A deficiência de redes de água tratada, de coleta e tratamento de esgoto, de pavimentação de ruas, de galerias de águas pluviais, de áreas de lazer, de áreas verdes, de núcleos de formação educacional e profissional, de núcleos de atendimento médico- sanitário é comum nessas cidades. Nas grandes cidades dos países subdesenvolvidos, os problemas ambientais são muito maiores do que nos países desenvolvidos, pois, além das questões relativas à poluição do ar, da água e do solo gerados pelas indústrias e pelos automóveis, existem os problemas relacionados com a miserabilidade da população pobre, que sobrevive em péssimas condições sanitárias, vivendo em grandes adensamentos demográficos nos morros, mangues, margens de rios, correndo riscos de toda natureza. ROSS, Jurandyr L. S. A sociedade industrial e o ambiente. In: ROSS, Jurandyr L. S. (Org.). Geografia do Brasil. 5. ed. São Paulo: Edusp, 2008. p. 215-217. Educação em valores Este é um bom momento para demonstrar aos alunos que ações individuais podem ter efeitos posi- tivos ou negativos sobre as outras pessoas. Assim, ao adotarem ati- tudes sustentáveis em relação ao consumo de água e à produção de lixo, os alunos não estarão apenas poupando recursos e preservando a natureza, estarão também contri- buindo efetivamente para o bem- -estar de toda a sua comunidade. 100_125_BMG2_GUIA_PE-U04_G19_EDITAL.indd 120-121 10/1/19 2:40 PM Sugestões de livros e sites para o professor Indicação de leitura para o professor ampliar ou aprofundar os assuntos abordados. Educação em valores Orientações e encaminhamentos para trabalhar atitudes, valores e temas transversais. II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_EDITAL.indd 35 10/1/19 2:41 PM XXXVI 6968 6968 UNIDADE 2 • Atividade 2. O aluno pode reescre- ver a frase da seguinte maneira: “Olhar para os dois lados da rua ao atravessá-la”. • Atividade 3. Pergunte aos alunos qual é o objetivo da campanha mostrada no cartaz, se acham importante esse tipo de iniciativa e por quê. O cartaz incentiva a utilização da faixa de pedestres ao atravessar ruas e avenidas. • Atividade 4. Incentive os alunos a criar cartazes com conteúdo de forte impacto visual. • Nas atividades 1, 2 e 4, o aluno de- senvolve a habilidade EF02GE03 da Base Nacional Comum Curri- cular: Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável, com enfo- que na discussão sobre os meios de transporte e os cuidados em seu uso. ObjetivosObjetivos • Perceber as consequências do desrespeito às regras de trânsito por parte de condutores, pedestres e passageiros. • Conhecer os principaiscuidados a serem tomados por pedestres e passageiros. • Adaptar as informações de um texto para cartaz, usando também símbolos. • Acompanhe a leitura dos textos e das imagens com os alunos. • Indague os alunos a respeito das possíveis consequências da deso- bediência às leis e à sinalização do trânsito. Caso seja possível, convide agentes de trânsito a dar uma entrevista aos alunos na escola. Nesse caso, elabore ante- cipadamente algumas perguntas que podem ser feitas, como: Quais são as infrações de trânsito mais cometidas pelos condutores? Quais são as principais causas de acidentes? • Peça aos alunos que reflitam sobre eventuais motivos do desrespeito às leis de trânsito. É importante perceberem a necessidade de edu- car as pessoas para que tenham atitudes responsáveis no trânsito. Sugestão de atividade: Regras de trânsito na escola A circulação interna na escola pode servir de pretexto para a organização do trânsito. • Em grupos, os alunos podem discutir quais são os problemas de circulação na escola, como uso dos corredores, escadas e fila da cantina. • Feito isso, cada grupo apresenta suas conclusões para a classe e todos juntos elegem os principais problemas de circulação na escola. • Oriente os alunos sobre a elaboração de soluções para esses problemas. Entre algumas ações possíveis, está a confecção de placas de trânsito. • Eles podem confeccionar placas de sinalização adaptadas à situação da escola, com sím- bolos que possam ser entendidos por todos. Exemplos: “Não jogar lixo no chão”; “Não comer neste lugar”; “Não falar alto”; “Usar os corrimões ao subir e descer as escadas”; “Cantina à direita” etc. • Depois, se possível, afixe os avisos nos murais e paredes da escola. Domínio da linguagem O cartaz é muito utilizado para veicular campanhas publicitárias ou divulgar ações e eventos. Por isso, geralmente é exposto em lugares públicos. Em um cartaz, destacam-se a imagem (foto, dese- nho, esquema) e o texto. No texto de um cartaz, é possível perceber uma frase principal, que sintetiza o tema da campanha, e outras frases que ampliam o tema. De modo geral, as frases devem ser curtas e persuasivas. Use cartazes de cam- panhas publicitárias para mostrar aos alunos os principais elementos desse meio de comunicação. Sugestão de atividade Sugestão de atividade extra para fixar, aprofundar ou ampliar assuntos abordados. Domínio da linguagem Orientações específicas para o trabalho com as habilidades de domínio da linguagem: leitura, escrita, oralidade. PDF_II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_BNCC.indd 36 3/28/19 12:11 PM XXXVII TEXTO 1 A importância do esquema corporal O esquema corporal é a base cognitiva sobre a qual se delineia a exploração do espaço. Depende tanto de funções motoras quanto da percepção do espaço imediato. A consciência do corpo constrói-se, lenta- mente, até a adolescência, quando há a elaboração completa do esquema corporal, em função do amadu- recimento do sistema nervoso, da relação eu-mundo e da representação que a criança faz de si mesma e do mundo em relação a ela. Outro aspecto importante na organização espacial, relacionado com o esquema corporal, refere-se ao predomínio de um lado do corpo. Esse predomínio verifica-se no melhor adestramento de uma das mãos, de um olho, de uma das pernas, e de um pé, o que implica viver uma divisão do espaço em duas partes assimétricas. Divisão que será a raiz da análise do espaço percebido. Trata-se de um processo de latera- lização do corpo e do espaço, baseada no corpo. O corpo tem lados e partes – que também têm lados –, com funções diferentes e que atuam sobre o meio permitindo um certo domínio espacial pela ação e pelo movimento. [...] o meio ambiente é lateralizado a partir dos vetores do esquema corporal: frente-atrás, direita- -esquerda, acima-abaixo. Os lados direito e esquerdo são percebidos simultaneamente pela criança, porém frente-atrás não, pois a passagem da frente para trás supõe uma conversão. No esquema corporal há uma polarização do campo superior e do frontal, devida aos movimentos de alimentação e à ação dos órgãos faciais. [...] A representação do espaço pela criança elabora-se apoiada em objetos fixos que ela toma como re- ferencial, antes mesmo da constituição de um esquema corporal dissociado do próprio corpo e da re- presentação global do espaço. A formação de conceitos, que ocorre com o aparecimento da linguagem, possibilita dissociar o esquema corporal do próprio corpo e projetá-lo nos objetos. Isso permite que o objeto estruture o espaço que o rodeia e se torne como o centro de um mapa local, cujas polaridades são as mesmas do esquema corporal (acima-abaixo, direita-esquerda, frente-atrás). Por exemplo, a frente da casa, do carro etc. A “lateralização” surge, já no primeiro ano de vida, ligada à assimetria funcional, quando a mão domi- nante é preferida nas tarefas manuais novas. Vê-se aí que a lateralização está relacionada com a dominân- cia hemisférica. Esse processo leva ao conhecimento da lateralidade, primeiro no próprio corpo e, depois, sobre os outros corpos. Isso implica saber que se tem mão direita e mão esquerda e reconhecê-las. No entanto, pode haver os- cilação da lateralidade até os sete anos. A lateralidade é reconhecida no próprio sujeito, aproximadamente aos seis anos, e nos outros, mais ou menos aos oito anos. Por volta dos 4-5 anos, a criança compreende que tem uma direita e uma esquerda, mas não sabe distinguir entre elas nos membros do corpo. Aos 6-7 anos, já sabe distinguir suas duas mãos, seus dois pés, e depois, seus dois olhos. Aproximadamente aos 8-9 anos reconhece com precisão as partes direita e esquerda do corpo. Quanto à orientação espacial, aos 5-6 anos a criança confunde-se ao seguir um referencial no próprio corpo (para a direita ou esquerda), mas não tem dúvida se o referencial for um objeto. Por exemplo, não sabe que direção tomar quando lhe solicitam que caminhe para a direita, mas não tem dúvida se lhe pe- direm para ir em direção a uma árvore que está à direita. Isso evidencia a existência de duas operações intelectuais diferentes: uma, que consiste em orientar-se em sua própria topografia corporal, e outra, que consiste em utilizar seu corpo como um meio para orientar-se no espaço; o que está em jogo são as pas- sagens do espaço postural ao espaço circundante, as quais realizam a construção propriamente dita do esquema corporal. O esquema corporal é o resultado da relação estabelecida entre o espaço postural e o espaço ambiente. [...] ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. 4. ed. São Paulo: Contexto, 2006. p. 37-39. Textos complementares PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 37 20/12/17 18:29 XXXVIII TEXTO 2 História da comunicação humana Cinco grandes etapas marcam a evolução da comunicação humana até o presente: 1a – Comunicação corporal Os ancestrais do homem se comunicavam como os outros animais: através de expressões faciais, gestos, posturas, vocalizações. É de se imaginar que, como mamíferos superiores, primatas inteligentes e bípedes artesãos, eles tenham desenvolvido, ao longo de dezenas de milhões de anos de evolução biológica e experiência social, um múltiplo e eficiente arsenal de recursos comunicativos não verbais: sorrisos de simpatia, risadas de alegria, gargalhadas de galhofa, palidez e rubor denunciando emoções fortes, caretas de medo ou de dor, testa franzida de preocupação ou aborrecimento, olhares de ternura ou de ferocidade, resmungos e rosnados, gritos de chamamento ou de afugentamento, gestos de carinho ou de ameaça. A esse conjunto de meios de comunicação, parte fixada instintivamente, parte adquirida socialmente por imitação, se pode chamar de comunicação corporal (ou expressiva), que o homem partilha com os animais, utiliza intensamente ainda hoje e até sofisticou ao máximo, como mostram as artes da mímica e da dança. 2a – Comunicação oral [...] O primeiro grande salto na históriada comunicação humana veio a se tornar também a prin- cipal diferença entre o homem e o animal: a aquisição da linguagem. Quando o homem começou a falar? Onde e como isso aconteceu? Terá o uso da fala surgido num único local e se espalhado pelo mundo ou aparecido independentemente em vários lugares? Este é um dos grandes mistérios da his- tória humana. Como os sons não deixam traços, desfazendo-se no instante em que são produzidos, as origens da linguagem falada são por enquanto apenas objeto de especulação. As primeiras pala- vras podem ter surgido da expressão vocal de emoções (interjeições) e da imitação de sons naturais (onomatopeias), até que decorresse tempo suficiente para se tornarem convencionais. O fato é que, dotado pela natureza de um aparelho vocal privilegiado, entre 500 mil e 100 mil anos a.C., prova- velmente, o homem começou a desenvolver uma linguagem sonora articulada, sua primeira forma de comunicação simbólica. Passou a combinar sons elementares para dar nome às coisas, pessoas, ações e relações, primeiro concretas, depois progressivamente também abstratas. Com isso, tornava mais clara e precisa a comunicação de estados emocionais, disposições e ideias, permitia uma troca mais intensa e eficiente de informações e liberava a mente do aqui e do agora para a possibilidade de dialogar sobre o passado, o futuro e o distante. A prática da fala é tão natural e espontânea nas pessoas que parece fazer parte da natureza humana. Temos a impressão de que o homem sempre falou e de que nasceu para falar. Mas uma cultura ba- seada exclusivamente na comunicação oral ficaria limitada ao alcance da voz humana e à capacidade e confiabilidade da nossa memória. [...] O segundo grande salto na história da comunicação ocorreu quando o homem descobriu que podia registrar o que falava. Inventou a escrita, marco fundamental que separa a pré-história humana da história das civilizações. 3a – Comunicação manuscrita Os primórdios da escrita podem ser recuados até as gravuras e pinturas que o homem paleolítico deixou nas rochas e no fundo das cavernas há pelo menos 15 mil anos — pois escrita é desenho, que é simbólico, não figurativo. Simples prolongamento da arte rupestre, as primeiras formas de escrita propriamente dita, como hieróglifos egípcios (3500 a.C.) e o sistema cuneiforme dos sumérios (3200 a.C.), eram pictográficas, apenas representavam objetos concretos. Gradualmente elas foram se tor- nando também ideográficas (símbolos convencionais representando ideias e qualidades associadas às coisas), e mais tarde silábicas (caracteres representando sílabas separadas que podiam ser combinadas para formar palavras). O alfabeto tal como o conhecemos hoje desenvolveu-se muitos séculos depois. PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 38 22/12/17 15:47 XXXIX [...] A escrita deu ao homem o poder de comunicar seu conhecimento e seu pensamento não só para os contemporâneos como para a posteridade. A comunicação conquistava o tempo, passo crucial para a construção da filosofia e das ciências. A limitação do manuscrito era a sua natureza artesanal (tirar uma cópia de um livro era trabalho de muita paciência), sua difusão lenta e seu uso restrito às elites intelectuais. Ainda hoje o acesso às letras (leitura e escrita) não é generalizado, pelo contrário: cerca de metade da população mundial permanece analfabeta. Um impulso decisivo para a alfabetização popular e a comunicação foi dado pelo advento do jornal e do livro impressos. 4a – Comunicação impressa A era da comunicação impressa começou quando, em meados do século XVI, o alemão Johann Gu- temberg usou tipos móveis de chumbo para imprimir uma bíblia. Foi a revolução da tipografia, com a qual a comunicação deixou para trás a lenta e laboriosa escrita à mão (sobre base de papiro, pergaminho, tecido, pedra ou madeira) e ingressava na fase da ágil e econômica impressão mecânica (sobre base de papel, introduzido na Europa no século XII). Os livros passaram a ser impressos, o que permitia tirar de- zenas ou centenas de cópias iguais. A imprensa tornou viável uma difusão muito maior da informação, o surgimento dos jornais e revistas, o aparecimento das livrarias e a popularização das bibliotecas públicas. E teve o efeito de acelerar o progresso científico e cultural. Apesar disso, a comunicação impressa ainda apresentava, pela sua própria natureza, deficiência na velocidade e no alcance, como também na popula- ridade, dada a elevada taxa de analfabetismo e pobreza mundial. Nos primeiros tempos o povo lia mais jornal porque este tinha preço acessível (penny press) e não havia outras opções, mas a mídia impressa ficou cara — virou produto de classe média — e a massa popular adotou o rádio e a televisão para ouvir as notícias de graça e sem esforço mental. 5a – Comunicação eletrônica O último estágio da comunicação humana, o atual, começou com o advento do rádio no início do século XX, chegou até nossos dias com a televisão e a internet e projeta-se para o futuro com o desen- volvimento da teleinformática (transmissão e processamento de dados a distância). Tal como o conhe- cemos hoje, o rádio é essencialmente um invento dos anos 20 e 30. A televisão, dos anos 40 e 50. O rádio foi o capítulo-chave de uma longa história de descobertas e invenções através das quais o homem procurava resolver um antigo problema: como fazer a informação alcançar longas distâncias o mais ra- pidamente possível. Voltemos ao passado e imaginemos um mundo sem internet, celular, fax, televisão, rádio, telefone, telégrafo. Como as pessoas podiam se comunicar a longa distância? Pelo mensageiro a cavalo, pelo pombo-correio, pelo correio postal. Se precisassem de uma comunicação mais rápida e segura, usavam o tambor, a corneta e os tiros de canhão, precursores remotos da telefonia. Ou espelhos e lanternas no alto das montanhas, precursores remotos da telegrafia. A limitação desses métodos é evidente: eles dependiam do alcance da audição e da visão humanas. Com a imprensa vieram os livros e os jornais, que levavam a informação até para outros continentes. O problema é que eram, todos eles, meios de comunicação ainda muito lentos. A carta de Pero Vaz de Caminha demorou três meses para chegar às mãos do rei de Portugal. Vistos de uma perspectiva atual, resolver os problemas da comunica- ção a distância consistia em criar meios de transmitir rapidamente texto, som e imagem. A transmissão de texto a distância começou a ser solucionada com a invenção do telégrafo (Samuel Morse, em 1837, Estados Unidos). A de som veio primeiro com a invenção do telefone (Grahan Bell, em 1876, Estados Unidos) e em seguida do rádio nos primeiros anos do século XX. Basicamente, o rádio é consequência de uma descoberta científica fundamental: a das ondas eletromagnéticas (Heinrich Hertz, em 1887, Alemanha), ou ondas hertzianas, ou ondas de rádio, que viajam pelo espaço (inclusive o vácuo) à velo- cidade da luz. A invenção de aparelhos capazes de gerar e captar radiação eletromagnética possibilitou o advento do telégrafo sem fio do italiano Guglielmo Marconi (transmissão, via ondas, de sinais gráficos em código morse, 1896, Itália) e do telefone sem fio do canadense Reginald Fessenden (transmissão PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 39 22/12/17 15:47 XL por ondas, de voz e som, 1906, Estados Unidos). O problema de transmitir imagem (fixa ou móvel) a distância começou a ser solucionado com a invenção da fotografia (Joseph Nièpce e Louis Daguerre, 1820-39, França), e o surgimento do cinema (Louis e Auguste Lumière, 1895, França), que descobriu a forma de reproduzir o movimento. Prosseguiu com a invenção da televisão (John Baird, 1926, Ingla- terra). Texto, som e imagem passaram a trafegar via satélite, simultaneamente, a partir de 1958, e hoje circulam a altíssima velocidade em redes nacionais e mundiais de televisão ou pela internet multimídia (www). O efeito da comunicação eletrônica foi, pois, tornar a informação praticamente instantânea e planetária.Ela reduz ao mínimo as distâncias locais, regionais, nacionais e internacionais. E massifica e globaliza ao máximo a informação, que alcança hoje, no mesmo instante, do iletrado ao intelectual, nivela as classes sociais e cria uma cultura mundial homogênea. Seu efeito final está em produzir uma aceleração fantástica do intercâmbio humano e das mudanças tecnológicas. Corpo, fala, escrita, im- prensa, telecomunicações. Esta é, em resumo, a história da comunicação humana. Uma característica dessa evolução é que ela ocorreu de maneira mais cumulativa e integrativa do que substitutiva. Cada estágio permanece no seguinte e, de certo modo, se ajusta e se integra a ele. A fala não matou o gesto: incorporou-o. A cultura manuscrita foi até certo ponto preservada pela cultura impressa, sob a forma de assinaturas, cartas, anotações, provas escolares, etc. [...]. O rádio e a televisão não aboliram a escrita mecânica: têm os textos como ponto de partida. Essas diversas formas de comunicação na verdade se completam, se apoiam umas nas outras, se influenciam mutuamente, se integram. Exemplo: o telejor- nal. É comunicação eletrônica, mas vemos o locutor sorrir, gesticular, falar, rabiscar com a caneta, ler folhas impressas. Todas as fases da história da comunicação humana estão ali representadas. PEREIRA, José Haroldo. Curso básico de teoria da comunicação. Rio de Janeiro: Quartet/UniverCidade, 2001. p. 20-27. PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 40 20/12/17 18:29 11 PDF-001-007-PBG2-GUIA-PE-INICIAIS-G19.indd 1 22/12/17 14:57 2 PDF-002-007-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 2 18/12/17 20:14 3 PDF-002-007-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 3 18/12/17 20:14 4 PDF-002-007-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 4 18/12/17 20:14 5 PDF-002-007-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 5 18/12/17 20:14 6 PDF-001-007-PBG2-GUIA-PE-INICIAIS-G19.indd 6 22/12/17 17:42 7 PDF-001-007-PBG2-GUIA-PE-INICIAIS-G19.indd 7 22/12/17 17:42 8 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular em foco nesta unidade • EF02GE01: Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive. • EF02GE02: Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças. • EF02GE05: Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes tempos. • EF02GE08: Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência. • Compreender que o bairro é um espaço de relações sociais e que está inserido em uma unidade espacial mais ampla. • Perceber que o espaço geográfico está em constante transformação. • Identificar as mudanças e as permanências ocorridas na paisagem do bairro. • Reconhecer as ações do ser humano, ao longo do tempo, responsáveis pelas transformações ocorridas na paisagem. • Utilizar a linguagem gráfica, em especial a cartográfica, para a leitura e a representação do espaço. • Reconhecer duas maneiras de localizar lugares: por meio do endereço e da utilização de pontos de referência. • Compreender o conceito de migração. • Desenvolver noções de lateralidade, orientação e localização espacial. Objetivos da unidade • Comente que este desenho repre- senta o bairro de Paula. Peça que localizem no desenho a casa de Paula e outros elementos, como a escola e o mercado. • Estimule os alunos a comentarem livremente o desenho, dizendo o que mais chama a atenção. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 8 3/28/19 12:12 PM 9 • A observação da paisagem é uma habilidade a ser desenvolvi- da em Geografia. Ao encaminhar as questões propostas, aproveite para perguntar aos alunos se eles têm o hábito de observar os elementos presentes na paisagem do bairro onde moram. • Atividade 1. Espera-se que per- cebam que no bairro de Paula há mercado, loja, açougue, farmácia, além de casas, árvores, carros e pessoas. • Atividade 2. Resposta pessoal. Per- mita que os alunos se expressem, comentando o que encontram no bairro onde vivem. • Atividade 3. Resposta pessoal. • EF02GE09: Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua). • EF02GE10: Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. Domínio da linguagem Favorecer o desenvolvimento dos alunos em situações de comu- nicação pública é um dos objetivos das atividades propostas na seção Vamos conversar. O desenvolvimento de capaci- dades como as de réplica e de dis- cussão de temas controversos deve ser estimulado ao longo do ensino básico. Por isso é importante orga- nizar a turma de modo que todos se expressem, argumentem e ouçam os colegas, evitando repetições e/ou falas sobrepostas. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 9 3/28/19 12:14 PM 10 UNIDADE 1 ObjetivosObjetivos • Compreender que o bairro é um espaço de convívio que está inserido em uma unidade espacial mais ampla. • Identificar as características do bairro em que vive. • Perceber que o espaço geográfico está em constante transformação. • Identificar as mudanças e as permanências ocorridas na paisagem do bairro. • Reconhecer as ações do ser humano, ao longo do tempo, responsáveis pelas transformações ocorridas na paisagem. • É importante direcionar a obser- vação dos alunos, levando-os a perceber algumas características dos elementos da paisagem: tipos de moradias e de outras cons- truções; materiais utilizados nas construções; construções antigas ou recentes; tipos de estabeleci- mentos comerciais, industriais e culturais (se houver); ruas arbo- rizadas e sinalizadas; ruas planas ou inclinadas, retas ou curvas; ruas pavimentadas ou de terra, limpas ou sujas; existência de cur- sos de água (rios, córregos etc.); existência de moradores de rua; e outras características que julgar relevantes. O bairro O bairro como nível da prática socioespacial se revela no plano do vivido (envolvendo a categoria habitante), que mostra a condição da vida material, ganha sentido na vida cotidiana, expressando as condições da reprodução espacial no mundo moderno. É assim que se vão revelando os modos possíveis de apropriação que se realizam nos limites e interstícios da propriedade privada do solo urbano, não só pelo acesso à casa (definido e submetido pelo mercado imobiliário), mas determinando e orientando os termos do uso e do espaço público. [...] Na escala do micro, o bairro — do ponto de vista da realização da vida — configura-se como prática socioespacial. Nessa dimensão concreta, ocorre a produção de laços de solidariedade e união dos habitantes, criados nas relações de vizinhança, que colocam em evidência a prática do habitante PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 10 22/12/17 17:48 11 • Atividade 4. Antes que se dedi- quem ao desenho, peça aos alunos que se lembrem do passeio pelo bairro e instigue-os a refletir sobre as características da paisagem, partindo de alguns questionamen- tos, tais como: Por que as ruas são planas ou inclinadas?; Por que há mais prédios de apartamentos do que casas térreas ou vice-versa?; Por que há poucos ou muitos es- tabelecimentos comerciais ou in- dustriais?; Por que há pessoas que moram nas ruas?; Por que existem algumas ruas sem pavimentação?; Por que as ruas estão sujas? • Atividade 6. Verifique se os alunos conseguem identificar os bairros vizinhos. Se julgar conveniente, mostre um mapa do município e localize os bairros onde os alunos moram e os bairros adjacentes. • Atividade 7. Resposta pessoal. Peça aos alunos que justifiquem sua resposta. Pode-se promover um debate para verificar se os demais alunos também gosta- riam que esse elemento existisseno bairro onde moram. (espaço e tempo do lazer e da vida privada, bem como espaço e tempo do trabalho) iluminando usos, particularmente aquele que se estabelece fora do mundo do trabalho e da vida privada. O bairro como referencial para a vida é muito forte nas entrevistas e aponta para o fato de que os habitantes construíram, ao longo do tempo, uma identidade com essa parcela do espaço, que vai produzindo elementos constituidores da memória. Desse modo, [o bairro] é o microcosmo que ilumina a vida, o referencial definido por uma base espacial que se constitui como prática urbana e também a referência a partir da qual o habitante se relaciona com espaços mais amplos. CARLOS, Ana Fani A. Espaço-tempo na metrópole. São Paulo: Contexto, 2001. p. 244. PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 11 22/12/17 17:48 12 UNIDADE 1 • Explore as diferenças entre os bairros apresentados nas fotos pedindo aos alunos que os com- parem, citando os elementos que mais chamaram a atenção em cada um. Pode-se fazer algumas perguntas para auxiliar os alunos na observação das fotos: Qual desses bairros têm mais prédios?; Qual deles apresenta plantações ou vegetação?; Por qual desses bairros passa um rio? O estudo da paisagem nos anos iniciais [...] O estudo da paisagem local não deve se restringir à mera constatação e descrição dos fenômenos que a constituem. Deve-se também buscar as relações entre a sociedade e a natureza que aí se encontram presentes, situando-as em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando-as, conferindo-lhes significados, compreendendo-as. Estudar a paisagem local ao longo dos primeiro e segundo ciclos é aprender a observar e a reconhecer os fenômenos que a definem e suas características; descrever, representar, comparar e construir explicações, mesmo que aproximadas e subjetivas, das relações que aí se encontram impressas e expressas. [...] BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: História e Geografia. Brasília: MEC/SEF, 1997. p. 77. 008-041-BMG2-GUIA-PE-U01-G19_RESSALVA.indd 12 7/6/18 6:37 PM 13 • Atividade 8. Explique que as diferenças entre os bairros são decorrentes dos processos histó- ricos, econômicos e sociais que compõem sua formação e desen- volvimento. • Atividade 9. Se necessário, peça aos alunos que retomem a ficha da página 10 e o desenho da pá- gina 11. PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 13 22/12/17 17:48 1414 UNIDADE 1 As transformações da paisagem A paisagem revela a realidade do espaço em um determinado momento do processo. O espaço é construído ao longo do tempo de vida das pessoas, considerando a forma como vivem, o tipo de relação que existe entre elas e que estabelecem com a natureza. Dessa forma, o lugar mostra, através da paisagem, a história da população que ali vive, os recursos naturais de que dispõe e a forma como se utiliza de tais recursos. A paisagem é o resultado do processo de construção do espaço. [...] Cada um vê a paisagem a partir de sua visão, de seus interesses, de sua concepção. A aparência da paisagem, portanto, é única, mas o modo como a apreendemos poderá ser diferenciado. Embora na aparência as formas estejam dispostas e apresentadas de modo estático, • O conteúdo das páginas 14 a 17 contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02GE05 da Base Nacional Comum Curricular: Ana- lisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mes- mo lugar em diferentes tempos. • Os alunos deverão reconhecer que muitas das mudanças ocor- ridas na paisagem do bairro não constituem um fenômeno natural, uma vez que são produzidas pelo ser humano. É importante que eles percebam que as mudanças na paisagem são dinâmicas. Inicie o assunto por meio da compara- ção de duas fotos que mostram a paisagem de um mesmo lugar, em épocas diferentes. • Com base na análise das paisagens mostradas, e considerando con- veniente, elabore com os alunos um texto coletivo descrevendo-as. • Comente que a maior parte dos bairros se formou a partir de ocupações e loteamentos. Surgi- ram de forma espontânea, com pouco ou nenhum planejamento ou política de desenvolvimen- to. Outros bairros, no entanto, originaram-se de forma plane- jada, isto é, foram projetados por arquitetos e engenheiros para desempenhar as funções de moradia ou de atividade eco- nômica industrial, comercial ou de turismo. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 14 3/28/19 12:14 PM 1515 • Na observação das imagens é im- portante distinguir e explorar as diferenças e as semelhanças en- tre as paisagens, de forma que o aluno, ao analisar uma paisagem, possa reconhecer os diferentes tempos que compõem a produção histórica dessa paisagem. • Atividades 11 e 12. Se julgar per- tinente, proponha que a mesma atividade de análise, por meio da observação e comparação, seja feita com fotos antigas e atuais de lugares do bairro onde fica a escola ou do bairro onde o aluno mora. • Nas atividades 10, 11 e 12 o aluno desenvolve a habilidade EF02GE05 da Base Nacional Comum Curricu- lar: Analisar mudanças e perma- nências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes tempos. não são assim por acaso. A paisagem, pode-se dizer, é um momento do processo de construção do espaço. O que se observa é portanto resultado de toda uma trajetória, de movimentos da população em busca de sua sobrevivência e da satisfação de suas necessidades (que são historicamente situados), mas também pode ser resultante de movimentos da natureza. Esta paisagem precisa ser apreendida para além do que é visível, observável. Esta apreensão é a busca das explicações do que está por detrás da paisagem, a busca dos significados do que aparece. [...] CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.). Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. 3. ed. Porto Alegre: Mediação, 2000. p. 96-97. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 15 3/28/19 12:15 PM 1616 UNIDADE 1 • Atividade 13. Oriente que a en- trevista seja feita na companhia de algum responsável, que pode ajudar a transcrever a entrevista no caderno se necessário. Além disso, pode-se pedir que os en- trevistados respondam de forma simples, sucinta e objetiva. • Peça aos alunos que anotem as respostas da entrevista no livro. Na sala de aula, solicite que leiam as respostas e pro- mova uma roda de conversa que aborde a paisagem do bairro ao longo do tempo, ressaltando mudanças e permanências. Ao comparar a paisagem de anti- gamente com a atual, os alunos poderão estabelecer relações entre a própria vivência e a de pessoas de outras gerações. Procedimentos para uma boa entrevista É importante orientar os alunos, antecipadamente, a respeito de como proceder durante uma entrevista. Converse também sobre o propósito da entrevista: o que se quer saber do entrevistado. Veja as dicas a seguir. • Considerar o propósito da entrevista para prepará-la (neste caso, obter maior informação acerca do entrevistado) e selecionar as perguntas em função desse propósito. • Perguntar à pessoa se aceita ser entrevistada e informar o tempo aproximado de entrevista. PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 16 18/12/17 15:15 1717 • Nas atividades 14 e 15 o aluno desenvolve a habilidade EF02GE05 da Base Nacional Comum Curricu- lar: Analisar mudanças e perma- nências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes tempos. • É importante desenvolver nos alu- nos a noção de que a paisagem é mutável e dinâmica, e que nela estão presentes tanto elementos do presente como do passado. É importante ainda que comecem a compreender que as mudanças na paisagem também refletem as mudanças que ocorrem na socie- dade e indicam a relação dos seres humanos entre si e destes com a natureza. • Fazer as perguntas com educação e ouvir atentamente as respostas para evitar perguntar o que já foi dito pelo entrevistado. • Pedir esclarecimentos ao entrevistado quando surgir uma dúvida. • Ao final da entrevista, agradecer o entrevistado. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd17 3/28/19 12:15 PM 1818 UNIDADE 1 ObjetivosObjetivos • Ler e compreender um texto descritivo. • Identificar os elementos da paisagem descrita no texto. • Analisar e selecionar informações contidas no texto, separando-as em um organizador gráfico (esquema). • Desenvolver a capacidade de síntese. • Escrever um texto descritivo sobre o lugar onde vive. • Peça aos alunos que leiam o texto em voz alta. • Explique, com base no texto, que fazer uma descrição é apresen- tar as características de algo. No caso, o texto apresenta algumas características do bairro Jardim das Flores. • Pergunte se o bairro em que os alunos moram se parece com o bairro descrito no texto. • Questione sobre semelhanças e diferenças entre os bairros. A ideia é que os alunos descrevam o seu bairro e o comparem com a descrição do bairro apresentado no texto. O texto descritivo Descrever é apresentar as características de um objeto (ser, coisa ou paisagem), partindo do ponto de vista de um observador. O observador seleciona aspectos que mais lhe convêm descrever, influenciado pela sua relação pessoal com o objeto e pela sua posição física ou espacial de observação. O posicionamento espacial determinará a exatidão e a quantidade de detalhes físicos do objeto. A relação emocional ou afetiva com o objeto ou a concorrência de fatores psicológicos presentes no momento da observação contribuem para uma descrição mais objetiva (prag- mática) ou mais subjetiva (emocional). PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 18 18/12/17 15:16 1919 • Julgando necessário, elabore atividades complementares que auxiliem os alunos a compreen- der melhor o texto. • Atividade 3. Oriente os alunos a entender as informações do texto para organizá-las no quadro. • Atividade 5. Solicite a alguns alunos que leiam para a classe o texto produzido. Peça que apon- tem diferenças e semelhanças entre o próprio texto e aqueles apresentados pelos colegas. • Se julgar conveniente, peça aos alunos que ilustrem o texto pro- duzido. Os desenhos podem ser expostos para que observem semelhanças e diferenças entre eles. • Outra possibilidade para esta atividade é a produção de um texto coletivo. O texto descritivo apresenta marcas linguísticas predominantes: uso de adjetivos para caracterizar o objeto, uso de verbos de estado (ser, estar, parecer, permanecer etc.) e uso de advérbios de lugar para localização espacial do objeto. PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 19 22/12/17 17:48 2020 UNIDADE 1 ObjetivosObjetivos • Perceber o bairro como um espaço propício para o aprimoramento das relações sociais. • Reconhecer que é possível localizar lugares usando o endereço e os pontos de referência. • Desenvolver noções de lateralidade, orientação e localização espacial. • Compreender o conceito de migração. • Perceber que as pessoas são diferentes umas das outras e que todas elas devem ser respeitadas. O lugar, a porção do espaço apropriável para a vida [O bairro pode ser entendido] como [um] espaço imediato da vida, das relações cotidianas mais finas – as relações de vizinhança, o ir às compras, o caminhar, o encontro dos conhecidos, o jogo de bola, as brincadeiras, o percurso de uma prática vivida/reconhecida em pequenos atos corriqueiros, e aparentemente sem sentido, que criam laços profundos de identidade, habitan- te-habitante, habitante-lugar. São lugares que o homem habita dentro da cidade que dizem respeito a seu cotidiano e a seu modo de vida – onde se locomove, trabalha, passeia, flana, isto é, pelas formas através das quais o homem se apropria e que vão ganhando o significado dado pelo uso. CARLOS, Ana Fani A. O lugar no/do mundo. São Paulo: Hucitec, 1996. p. 20-21. • Leia o texto com os alunos e per- gunte se eles e seus familiares re- alizam as atividades mencionadas no texto. Peça que citem outras atividades que costumam realizar no bairro com seus familiares. • Atividades 1 a 3. A partir das respostas dos alunos será possível verificar a relação que estabele- cem com o bairro de vivência. PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 20 22/12/17 17:48 2121 • Atividade 5. Se necessário, comen- te que as praças são espaços de convivência utilizados para vários fins, como atividades de lazer e diferentes manifestações. • Atividade 6. É possível ampliar essa atividade usando os objetos da sala de aula e lugares na pró- pria escola. Mude os pontos de referência e faça perguntas para reforçar o que aprenderam. PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 21 22/12/17 17:48 2222 UNIDADE 1 • Comente com os alunos que o nome da rua, o número do imóvel, os nomes do bairro, do município, do estado e do país são elementos que formam o endereço. • Pergunte aos alunos se já tive- ram que informar seu endereço completo em alguma situação e peça que contem aos colegas. • O endereço revela nossa localiza- ção formal, por isso é composto de várias informações. Hoje o CEP (Código de Endereçamen- to Postal) é um código muito utilizado em cadastros infor- matizados, pois a partir dele os bancos de dados obtêm as outras informações do endereço, como rua, bairro e município. Sugestão de atividade: Trocar cartas com um colega Divida a turma em duplas. Solicite a cada aluno que escreva uma pequena carta ao colega de dupla. Apresente os elementos que devem estar presentes na carta: • Local e data. • Nome da pessoa para quem a carta é destinada. • Texto. • Despedida. • Assinatura de quem escreveu a carta. PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 22 18/12/17 15:16 2323 • Atividade 8. Verifique se os alu- nos identificaram corretamente o remetente e o destinatário. Eles devem perceber que os endereços do remetente e do destinatário indicam bairros diferentes da mesma cidade. Apresente um exemplo aos alunos: São Paulo, 28 de outubro de 2017. Olá, Ana! Tudo bem com você? Como foi o seu final de semana? Eu fui para a casa da minha tia. Todos os meus primos estavam lá. Nós brincamos bastante e nos divertimos muito. Por favor, responda esta carta, quero saber as novidades. Beijos, Poli. Solicite aos alunos que troquem as cartas com os colegas de dupla. Peça que leiam as cartas recebidas. Promova uma conversa e peça aos alunos que relatem suas impressões sobre a atividade. PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 23 22/12/17 17:48 2424 UNIDADE 1 • O conteúdo das páginas 24 e 25 contribui para o desenvolvimen- to da habilidade EF02GE10 da Base Nacional Comum Curricular: Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola, com en- foque na representação espacial do lugar de vivência. • A localização por pontos de refe- rência é a que fornecemos às pes- soas para que possam encontrar nossa residência ou outro lugar sem a ajuda do endereço e do CEP, por exemplo. Ela funciona como um facilitador na busca pelo local de destino. • Pergunte aos alunos se já viveram situações nas quais foi importante saber informar alguns pontos de referência, além das informações contidas no endereço. • Para que compreendam a impor- tância dos pontos de referência, crie situações-problema, como a ausência de sinalização que indique o nome da rua. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 24 3/28/19 11:57 AM 2525 • Atividades 10 e 11. Nestas ativi- dades os alunos utilizarão a no- ção de ponto de referência para localizar seu lugar de vivência. Ressalte que cada pessoa escolhe os elementos que considera im- portantes na paisagem para uti- lizar como ponto de referência. Nestas atividades o aluno desen- volve a habilidade EF02GE10 da Base Nacional Comum Curricular: Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representaçõesespaciais da sala de aula e da escola, com en- foque na representação espacial do lugar de vivência. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 25 3/28/19 12:16 PM 2626 UNIDADE 1 • O conteúdo das páginas 26 a 29 contribui para o desenvolvimen- to das habilidades EF02GEO1 e EF02GEO2 da Base Nacional Co- mum Curricular, respectivamente: Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive; Comparar costumes e tra- dições de diferentes populações inseridas no bairro ou comuni- dade em que vive, reconhecen- do a importância do respeito às diferenças. • Diferencie migração de viagens ou estadias temporárias em outro lugar, como o turismo. A migra- ção é um dos fatores que expli- cam a dinâmica populacional. Entre os movimentos migratórios, cabe diferenciar emigração e imigração. Quem deixa seu local de origem para viver em outro lugar é emigrante. Quando essa pessoa chega ao novo local onde vai morar, ela passa a ser um imi- grante. Além desses aspectos, ressalte que existem movimentos migratórios internos e externos. Os internos ocorrem dentro do próprio país e os externos ou internacionais ocorrem de um país para outro. • Atividade 12. Esta atividade bus- ca levantar os conhecimentos dos alunos sobre a origem de seus familiares. Nesse momen- to, permita que exponham as informações que conhecem, pe- dindo que falem também sobre os hábitos e costumes que os familiares trouxeram do lugar de origem. Nesta atividade o aluno desenvolve a habilida- de EF02GE01 da Base Nacional Comum Curricular: Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 26 3/28/19 12:16 PM 2727 • Além de buscar melhores opor- tunidades de trabalho, muitas pessoas migram para a cidade grande à procura de melhores escolas e universidades para es- tudar, e de hospitais e clínicas para tratamentos de saúde, entre outras situações. • Nos últimos anos, o aumento da violência urbana e a deterioração da qualidade de vida (o alto custo de vida, o desemprego etc.) nas grandes cidades têm causado o efeito contrário: muitas pessoas saem da cidade grande e se mu- dam para cidades menores ou para a área rural. • Estimule a reflexão dos alunos a respeito da migração: O que eles pensam em relação às mu- danças e à aceitação de novas pessoas dentro de um grupo?; Que política um governo deve adotar: incentivar a migração ou promover desenvolvimento no lugar de origem da pessoa? • Atividade 13. Se em seu mu- nicípio houver festas ou feiras de migrantes, comente sobre elas e leve fotos para os alunos conhecerem. Nesta atividade o aluno desenvolve a habilidade EF02GEO2 da Base Nacional Co- mum Curricular: Comparar cos- tumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças. Educação em valores Para viver democraticamente em uma sociedade plural é preciso respeitar os diferentes grupos e culturas que a constituem. A sociedade brasileira é formada não só por diferentes etnias, como também por imigrantes de diferentes países. Além disso, as migrações colocam em contato grupos diferenciados. [...] O grande desafio da escola é reconhecer a diversidade como parte inseparável da identidade nacional e dar a conhecer a riqueza representada por essa diversidade etnocultural que compõe o patrimônio sociocultural brasileiro, investindo na superação de qualquer tipo de discriminação e valorizando a trajetória particular dos grupos que compõem a sociedade. Nesse sentido, a escola deve ser local de aprendizagem de que as regras do espaço público permitem a coexistência, em igualdade, dos diferentes. BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Pluralidade cultural. Brasília: MEC/SEF, 1997. p. 117. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 27 3/28/19 12:17 PM 2828 UNIDADE 1 ObjetivosObjetivos • Reconhecer e valorizar as diferenças culturais entre as pessoas. • Perceber que as festas das comunidades migrantes promovem a integração cultural entre as pessoas. • O conteúdo das páginas 28 e 29 contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02GE02 da Base Nacional Comum Curricular: Com- parar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças. • Leia o texto com os alunos. Peça que observem a foto que mostra um exemplo de festa de comu- nidade migrante. Pergunte se conhecem essa festa ou alguma festa parecida. Algumas festas de comunidades migrantes se tornaram tradicionais nos lugares onde acontecem, havendo edições anuais, que mobilizam milhares de voluntários e visitantes. • As pessoas que vêm de outros paí- ses e de outras regiões do Brasil trazem consigo conhecimentos, músicas, danças, hábitos e cos- tumes de sua terra natal que se incorporam à cultura dos locais que os recebem. A população além dos números Sabemos que historicamente as possibilidades de sucesso para as populações de migrantes estão muito relacionadas com as disponibilidades de recursos para a ocupação dos novos territórios. Nos casos em que estes foram abundantes, os imigrantes encontraram pouca resistência, chegando mesmo a ser planejada a sua vinda, o que lhes permitiu não somente a fixação, mas também a ascensão social. Como exemplo podemos citar o caso dos imigrantes europeus no território brasileiro desde o século XIX, principalmente no sul do Brasil. [...] Diferentes são as condições dos imigrantes que se destinam a regiões onde os assentamentos humanos já se apresentam fortemente consolidados. [...] A chegada desses imigrantes para trabalhar em serviços pouco qualificados, respondendo a uma exigência nascida do fato de a população [...] ter PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 28 3/28/19 12:17 PM 2929 envelhecido e conquistado um alto nível de qualificação, gerou uma grande contradição: consome-se a força de trabalho desses imigrantes e ao mesmo tempo eles são considerados como invasores, sendo segregados espacialmente e relegados às piores condições de vida nas cidades aonde chegam. Diferentes são também as condições dos que migram dentro de seu próprio país. No Brasil, destacam-se as grandes ondas migratórias de nordestinos para as regiões mais ricas do país, onde acabam sofrendo as mesmas segregações sofridas pelos estrangeiros [...] em países da Europa e nos Estados Unidos. SCARLATO, Francisco C. População e urbanização brasileira. In: ROSS, Jurandyr L. S. (Org.). Geografia do Brasil. 5. ed. São Paulo: Edusp, 2008. p. 396-397. • Atividade 1. Verifique se os alunos conhecem grupos de migrantes ou se eles mesmos fazem parte desses grupos. Conduza a atividade de modo que nenhum aluno sofra discriminação ou preconceito. Nesta atividade o aluno desen- volve a habilidade EF02GE02 da Base Nacional Comum Curricular: Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças. • Na atividade Vamos fazer oriente os alunos a anotar as respostas no caderno. Peça que apresentem as informações que julgarem mais relevantes, discutindo os motivos que levaram as pessoas entrevis- tadas a migrar. Nesta atividade o aluno desenvolve a habilida- de EF02GE01 da Base Nacional Comum Curricular: Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive. Educação em valores Destaque a importância do res- peito entre os seres humanos, do respeito à natureza e às diferenças culturais. Também é importante ressaltar que não existem culturas melhores nem piores, elas são ape- nas diferentes e todas elas devem ser respeitadas. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 29 3/28/19 12:17 PM 3030 UNIDADE 1 ObjetivosObjetivos • Distinguir visão vertical de visão oblíqua. • Reconhecer objetos a partir de diferentes pontos de vista (visão................................................................ XXVI Abertura da unidade .......................................................................... XXVI Desenvolvimento dos conteúdos e atividades ..................................... XXVII Para ler e escrever melhor ................................................................. XXVII O mundo que queremos .................................................................. XXVIII O que você aprendeu ....................................................................... XXVIII 6. Sugestões de leitura .................................................................. XXIX 7. Bibliografia ...................................................................................XXX Orientações específicas .............................................................XXXIII Conheça a parte específica deste Manual ............................... XXXIII Textos complementares ................................................................ XXXVII Início do Livro do Estudante .............................................................. 1 Unidade 1 – Bairro: o seu lugar ................................................................... 8 Unidade 2 – O dia a dia no lugar onde você vive ....................................... 42 Unidade 3 – Você se comunica ................................................................. 74 Unidade 4 – Em cada lugar, um modo de viver ........................................ 100 Bibliografia ............................................................................................ 126 PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 3 20/12/17 18:28 Orientações gerais IV 1. As possibilidades de uso desta coleção O Manual do Professor Este Manual foi elaborado com a finalidade de auxiliar o professor na utilização dos livros da coleção e na realização de outras propostas de trabalho complementares. O Manual encontra-se organizado em duas partes. A primeira parte deste Manual expõe a proposta da coleção para o ensino de Geografia, descreve os princípios norteadores da coleção, apresenta a estrutura dos livros, explicita a concepção de avaliação adotada e faz indicações de leitura para o professor. A segunda parte deste Manual inicia-se com uma breve explanação sobre os recursos que o professor encontrará. Na sequência, iniciam-se as orientações específicas de trabalho relativo ao Livro do Estudante. Essas orientações são explicitadas unidade a unidade em que o livro está estruturado. Nas orientações de trabalho para cada unidade, há sugestões de como abordar determi- nados conteúdos ou os assuntos desenvolvidos e encaminhamento de algumas atividades propostas no livro. Há, também, sugestões de atividades, indicação da possibilidade de trabalho interdisciplinar e, ainda, textos com informações complementares para enriquecer o trabalho com o tema ou assunto desenvolvido. O Material do Professor – Digital O material digital foi elaborado com a finalidade de auxiliar o professor no planejamento de suas atividades e de contribuir para o enriquecimento de seu trabalho com os livros desta coleção. No material digital, o professor encontrará recursos que apresentam orientações e suges- tões que favorecem o processo de ensino e aprendizagem, além de outras estratégias para abordar e ampliar os conteúdos desenvolvidos em cada Livro do Estudante desta coleção. Esses recursos estão organizados da seguinte maneira: Plano de Desenvolvimento Anual Nesse plano, apresentamos e relacionamos os objetos de conhecimento e as habilidades explicitadas na Base Nacional Comum Curricular aos conteúdos e às práticas didático-pedagó- gicas a serem trabalhados ao longo de cada livro desta coleção de Geografia, destinada aos alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental. No plano, o professor encontrará orientações referentes à sua prática didático-peda- gógica, à abordagem dos conteúdos, à gestão da sala de aula e ao acompanhamento da aprendizagem dos alunos. Ao final do plano apresentamos, também, a proposta de um projeto integrador, que possibilita ações educativas em um contexto interdisciplinar, ativan- do habilidades e competências que contribuem para o desenvolvimento global do aluno. Sequências Didáticas A sequência didática é mais uma modalidade de abordagem de conteúdos e desenvol- vimento de habilidades. Em cada sequência didática proposta, definimos quais conteúdos serão trabalhados e seus respectivos objetivos, assim como as habilidades que serão desenvolvidas. No encami- nhamento de cada sequência, o professor encontrará orientações didáticas e estratégias, passo a passo, para contemplar os objetivos definidos. Assim, sugerimos a abordagem de objetos de conhecimento e de habilidades por meio de um planejamento detalhado sobre a dinâmica de cada aula proposta na sequência. II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_EDITAL.indd 4 9/30/19 10:41 AM V Proposta de Acompanhamento da Aprendizagem Nessa proposta, apresentamos sugestões e orientações para que o professor verifique a aprendizagem dos alunos, de acordo com as estratégias indicadas. Nesse sentido, pro- curamos auxiliar o professor a verificar se houve assimilação dos conteúdos trabalhados, em contextos significativos para os alunos, em situações que perpassam a abordagem de conceitos, procedimentos e atitudes. São diversos recursos que contribuem para a prática docente. No entanto, cabe destacar que todos os recursos oferecidos, tanto no Manual do Profes- sor (impresso) quanto no material digital desta coleção, devem ser adaptados, pelo profes- sor, para atender as necessidades da turma e dialogar com o projeto político-pedagógico da escola. 2. A proposta didática desta coleção A concepção de Geografia A proposta de trabalho desta coleção parte da concepção de Geografia como ciência que, dialogando com outras áreas do conhecimento, estuda, analisa e compreende o mun- do em que vivemos sob o ponto de vista de sua ordenação espacial. Em outras palavras, a Geografia possibilita a compreensão do espaço geográfico, espaço este resultante da relação natureza-sociedade e entendido como a materialização dos tempos da vida social. Na visão de Helena Copetti Callai: “Ler a paisagem, ler o mundo da vida, ler o espaço construído. Eis uma atividade que de um ou ou- tro modo, todos fazemos. E, mais precisamente, é isto que se espera da Geografia no mundo atual. [...] O nosso grande trabalho é fazer essa leitura com referenciais teóricos que permitam teorizar, superando o senso comum e fazendo análises que possibilitem uma interpretação e compreensão dos mecanismos que constroem os espaços. [...] A leitura do espaço, entendido como uma construção humana, permite que o aluno compreenda a realidade social, que se constitui do jogo de forças entre os homens, pelos seus grupos e destes na sua relação com o território, considerando também todos os dados da natureza. [...]”1. Para compreender o espaço geográfico, objeto da Geografia, é necessário um modo de pensar próprio da ciência geográfica. Desenvolver tal forma de pensar o espaço requer fun- damentação teórica e habilidades específicas, em outras palavras, o domínio de conceitos básicos da Geografia – natureza, sociedade, lugar, paisagem, território, região – e de seus procedimentos peculiares – observação, descrição, análise e síntese, entre outros – contribui para a formação do modo de pensar geográfico. Como afirma Helena Copetti Callai: “Estudar e compreender o lugar, em Geografia, significa entender o que acontece no espaço onde se vive para além das suas condições naturais ou humanas. [...] Compreender o lugar em que vive per- mite ao sujeito conhecer a sua história e conseguir entender as coisas que ali acontecem. [...] o lugar mostra, através da paisagem, a história da população que ali vive, os recursos naturais de que dispõe e a forma como se utiliza tais recursos. 1 CALLAI, Helena Copetti. Do ensinar Geografia ao produzir o pensamento geográfico.vertical e visão oblíqua). • Compreender a finalidade da representação de lugares. • Ler e interpretar a representação de um lugar. • Perceber que a maquete é uma forma de representação de um lugar. • O conteúdo das páginas 30 a 33 contribui para o desenvolvimen- to da habilidade EF02GE08 da Base Nacional Comum Curricular: Identificar e elaborar diferentes formas de representação (dese- nhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vi- vência. • Peça aos alunos que observem as imagens. Ressalte que elas mos- tram lugares representados de diferentes maneiras. • Atividade 1. Solicite aos alunos que comparem as imagens e co- mentem as características de cada uma. Espera-se que percebam que a imagem 1 é uma obra de arte; a imagem 2 é um desenho; a imagem 3 é uma foto e a imagem 4 é um mapa (planta de ruas). Para você ler O espaço geográfico: ensino e representação, de Rosângela Doin de Almeida e Elza Y. Passini, Editora Contexto. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 30 3/28/19 12:18 PM 3131 • Atividade 2. Se julgar convenien- te, peça aos alunos que comparti- lhem seu desenho com os colegas e que estabeleçam semelhanças e diferenças. Nesta atividade o aluno desenvolve a habilida- de EF02GE08 da Base Nacional Comum Curricular: Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para repre- sentar componentes da paisagem dos lugares de vivência, com en- foque na elaboração de repre- sentação do lugar de vivência. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 31 3/28/19 12:18 PM 3232 UNIDADE 1 • Nas páginas 32 e 33 o aluno de- senvolve a habilidade EF02GE08 da Base Nacional Comum Cur- ricular: Identificar e elaborar diferentes formas de represen- tação (desenhos, mapas men- tais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência, com enfoque na elaboração de uma maquete do lugar de vivência. • Sendo possível, e com a autori- zação dos responsáveis, percorra com os alunos os quarteirões do bairro e oriente-os a anotar os elementos existentes e alguns pontos de referência. Durante o percurso eles podem fazer es- boços dos locais para facilitar a construção da maquete. • Em grupo, os alunos devem reu- nir as informações coletadas, os esboços, e fazer um plane- jamento da maquete. Cuide para que todos os alunos par- ticipem pelo menos de uma das tarefas. É importante chamar a atenção deles para o tama- nho dos elementos que devem representar, de modo que ad- quiram noções de proporção. A maquete na representação do espaço O uso de maquete favorece a passagem da representação tridimensional para a bidimensional, por possibilitar domínio visual do espaço, a partir de um modelo reduzido. [...] essa redução, apesar de não conservar as mesmas relações de comprimento, área e volume do real (ou seja, apesar de não seguir uma escala única), permite ao aluno ver o todo e, portanto, refletir sobre ele. Além disso, as maquetes são conhecidas das crianças, acostumadas com brinquedos que são miniaturas de objetos reais. O principal objetivo do trabalho com a maquete é chegar ao ponto de vista vertical, por isso não é necessário construí-la em escala. Os tamanhos da maquete e dos objetos que figuram dentro dela devem ser definidos por comparação e aproximações entre o real e os materiais disponíveis (caixas PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 32 3/28/19 12:18 PM 3333 • O exercício da construção de maquete constitui um momento muito importante, pois envolve aspectos como trabalhar com o ponto de vista vertical; projetar o aluno (observador) fora do espa- ço a ser representado (o bairro); possibilitar a visualização do todo e favorecer o desenvolvimento de noções de proporcionalidade, localização, distância e escala. • Organize uma exposição com as maquetes dos grupos. Se possível, convide os alunos de outras tur- mas e a comunidade para apre- ciarem as maquetes. de papelão, de sapato, de fósforos, embalagens de remédios, creme dental, sabonete etc.). A questão da redução, da escala, certamente estará presente, mas não como um conceito preciso, acabado. [...] o mais importante quanto ao domínio sobre o espaço é que o uso da maquete projeta o observador fora do contexto espacial no qual ele se insere, permitindo-lhe estabelecer, inicialmente, relações espaciais topológicas entre a sua posição e os elementos da maquete. Porém, com seu deslocamento ao redor do modelo, deverá assumir perspectivas diferentes. Terá que se descentrar ao estabelecer referenciais na própria maquete, referenciais que definirão a localização dos objetos. ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2003. p. 77-78. PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 33 18/12/17 15:17 3434 UNIDADE 1 • O conteúdo das páginas 34 e 35 favorece o desenvolvimen- to da habilidade EF02GE09 da Base Nacional Comum Curricu- lar: Identificar objetos e lugares de vivência (casa e moradia) em imagens aéreas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua). • Introduza o assunto por meio de uma conversa com os alu- nos sobre como os objetos e os lugares podem ser vistos de diferentes posições (pontos de vista), levando-os a refletir sobre como isso influi na observação dos objetos e dos lugares. • É importante que você crie oportunidades para os alunos perceberem que, dependendo da posição do observador, a vi- são que se terá de um objeto ou de um lugar será diferente. Por exemplo, quanto mais alto o observador se coloca, mais elementos ele pode observar, porém com menos detalhes. • É importante despertar nos alu- nos a percepção para os diferen- tes pontos de vista e promover o desenvolvimento de habilidades e estruturas cognitivas, de modo a instrumentalizá-los para pos- teriormente compreenderem e realizarem a leitura de mapas. Visão vertical (vista de cima) e visão oblíqua (vista de cima e de lado) Este [...] item a ser trabalhado com as crianças mostra justamente um dos primeiros problemas que se tem em cartografia: todo mapa é uma visão vertical. Tem-se aí, consequentemente, o primeiro grande problema a trabalhar com crianças a partir da faixa etária de 6 a 7 anos. A visão que se tem no dia a dia é lateral, isto é, oblíqua, mas dificilmente há condições de se analisar um determinado espaço, por exemplo, o espaço de uma cidade, de um bairro ou até da sala de aula, na visão vertical. Essa é uma visão abstrata ou temos que nela chegar a partir de uma abstração. Para se ver na visão vertical uma área maior, temos que utilizar métodos mais sofisticados, que são o avião fotogramétrico, o helicóptero ou eventualmente praticarmos paraquedismo, balonismo ou asa-delta, que permitem situações em que se consegue ver esse espaço maior, na forma vertical. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 34 3/28/19 12:19 PM 3535 • Peça aos alunos que observem a imagem da página 34 e, depois, a imagem da página 35. Expli- que que as imagens retratam o mesmo lugar, porém de pontos de vista diferentes. • Solicite aos alunos que encon- trem os elementos mostrados na imagem da página 34 na imagem da página 35. • Atividade 5. Peça aos alunos que retomem o desenho da pági- na 31. Verifique a coerência das respostas dos alunos de acordo com o conteúdo estudado nas páginas 34 e 35. A intenção [...] [é a de que], a partir de situações em que a criança passa a enxergar na vertical (por exemplo, a representação de um copo em diferentes visões), se possa formar a noção de visão vertical, através de elementos do dia a dia da criança, que passariam a representar esses elementos para poder abstrair um espaço maior, ou seja, a sua sala de aula, a sua escola, o seu bairro e posteriormente o seu estado e seu país. SIMIELLI, Maria Elena. O mapa como meio de comunicação e a alfabetização cartográfica. In: ALMEIDA, Rosângela Doin de. Cartografiaescolar. São Paulo: Contexto, 2007. p. 90-91. PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 35 18/12/17 15:18 3636 UNIDADE 1 ObjetivosObjetivos • Recordar os principais conceitos e noções estudados ao longo da unidade. • Aplicar o conhecimento adquirido a situações novas. • Solicite aos alunos que façam a leitura atenta das questões pro- postas. Em seguida, esclareça possíveis dúvidas. • Se julgar conveniente, proponha a elaboração, no caderno, de um quadro com a síntese dos principais conceitos e ideias tra- balhados na unidade. • Atividade 1. Peça aos alunos que observem com atenção as fotos para que possam identificar os elementos característicos de cada uma. Explore as respostas dos alunos, destacando possíveis semelhanças e diferenças, por exemplo, quanto à existência ou não de grandes edifícios. Sugestão de atividade: O bairro ideal Proponha a produção de um texto coletivo que descreva como seria um bairro ideal, do ponto de vista dos alunos. • Inicialmente, os alunos devem pensar em tudo que gostariam que o bairro tivesse, ela- borando uma lista com esses elementos. • Depois, listar as características que o bairro deve ter. Por exemplo, ser ou não bem arbo- rizado, ter ruas largas ou estreitas etc. PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 36 22/12/17 17:49 3737 • Atividade 4. Ao identificarem os elementos existentes na imagem, os alunos devem perceber que tais elementos podem consti- tuir pontos de referência. Essa percepção é importante para que desenvolvam a noção de referenciais de localização. Nesta atividade o aluno desenvolve a habilidade EF02GE10 da Base Nacional Comum Curricular: Apli- car princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola, com en- foque na aplicação de princípios de localização. • Com base nas informações listadas, elaborar um texto coletivo fazendo a descrição do bairro ideal. • Peça que deem um nome ao bairro: com base em uma lista de sugestões, faça uma vo- tação para a escolha do nome. • Peça a cada aluno que faça um desenho do bairro de acordo com a descrição que fizeram. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 37 3/28/19 12:19 PM 3838 UNIDADE 1 • Atividade 5. A atividade requer que os alunos estabeleçam com- parações a partir da observação de fotos que mostram o mesmo local em épocas diferentes. Res- salte a importância da leitura das legendas para identificar o local e a época. Explore a ideia de transformação de acordo com as necessidades das pessoas. Es- timule os alunos a refletir não apenas sobre as consequências dessas mudanças, mas também sobre seus possíveis motivos. Com base nessa reflexão, os alunos poderão compreender que as transformações promovidas pelos seres humanos podem atender às necessidades de algumas pesso- as e prejudicar outras, além de alterar o meio ambiente. Nesta atividade o aluno desenvolve a habilidade EF02GE05 da Base Na- cional Comum Curricular: Analisar mudanças e permanências, com- parando imagens de um mesmo lugar em diferentes tempos. Sugestão de atividade: Desenhando um objeto visto de cima • Forme uma roda com os alunos, em pé, e coloque um objeto da sala de aula no centro da roda, por exemplo, o cesto de lixo. • Peça aos alunos que, do lugar onde estão, observem o cesto de lixo. Nesse momento, os alunos estarão observando o cesto em visão oblíqua, isto é, de cima e de lado. • Em seguida, peça que desenhem o cesto do modo como o veem. O desenho de cada aluno corresponderá à visão oblíqua que o aluno tem do cesto, do lugar onde está. • Agora, peça aos alunos para se aproximarem do cesto e, ainda de pé, observem o cesto em visão vertical, isto é, de cima. • Em seguida, peça que desenhem o cesto como o veem nessa posição. PDF_008_041_BMG2-GUIA_PE_U01_G19_BNCC.indd 38 3/28/19 12:19 PM 3939 • Atividade 6. Aproveite o momento para propor atividades concretas com os alunos. Peça que observem diversos objetos da sala de aula ou de casa, como cesto de lixo, mesa, cadeira, um livro etc., exer- citando a observação desses obje- tos de diferentes pontos de vista. Depois, peça que desenhem esses objetos de acordo com o ponto de vista trabalhado. • Oriente-os a comparar os desenhos, destacando as diferenças na representação do cesto. • Se julgar conveniente, repita essa atividade utilizando outros objetos e colocando os alunos ora perto, ora longe do objeto, para que percebam que a distância intervém na percepção daquilo que está sendo observado. PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 39 22/12/17 17:49 4040 UNIDADE 1 • Atividade 7. Os alunos podem apontar caminhos alternativos como: seguir pela Rua Esmeralda, virar à direita na Avenida Diaman- te e seguir até a casa de André. Ao apontar caminhos alternativos, os alunos devem relacionar os pontos de referência existentes nesses caminhos. Reforce o uso do endereço em associação aos pontos de referência para locali- zar um lugar. O endereço permite que Tiago localize a casa de An- dré, mas os pontos de referência dão a certeza de que Tiago está no caminho certo quando estiver na rua, seguindo o trajeto traçado no mapa. PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 40 22/12/17 17:49 4141 • Atividade 8. O mesmo objeto foi representado de pontos de vista diferentes. • Atividade 9. É importante que os alunos percebam as diferenças entre as representações, associan- do ao modo como observaram o objeto. PDF-008-041-PBG2-GUIA-PE-U01-G19.indd 41 22/12/17 17:49 42 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular em foco nesta unidade • EF02GE03: Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável. • EF02GE06: Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono etc.). • EF02GE10: Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. • Reconhecer que as pessoas se dedicam a diversas atividades no dia a dia. • Reconhecer atividades realizadas em diferentes períodos do dia. • Conhecer alguns profissionais e atividades de trabalho. • Desenvolver noções de lateralidade e de localização espacial de acordo com o referencial utilizado. • Reconhecer a importância dos meios de transporte para a circulação de pessoas e mercadorias. • Identificar os principais meios de transporte e suas respectivas vias de circulação. • Compreender a sinalização e as leis de trânsito como forma de organizar a circulação de pessoas e de veículos nas ruas. • Reconhecer a importância da sinalização e das leis de trânsito para garantir uma circulação segura e eficiente. Objetivos da unidade • Incentive os alunos a descrever a imagem de abertura. Peça que a explorem e identifiquem o que as pessoas estão fazendo. Pergunte se eles costumam ver algumas das cenas mostradas em seu dia a dia. PDF_042_073_BMG2_GUIA_PE_U02_G19_BNCC.indd 42 3/28/19 12:20 PM 43 • Atividade 1. Os alunos podem reconhecer o profissional unifor- mizado que está trabalhando na limpeza da calçada, o agente de trânsito, a atendente da banca de jornais, o vendedor de frutas, o carteiro e os médicos. • Atividade 2. Resposta pessoal. Ve- rifique a pertinência da resposta dos alunos. Se julgar necessário, peça para os alunos darem exem- plos de outros profissionais que eles veem no lugar de vivência. • Atividade 3. Os alunos podem identificar: ônibus, caminhão, motocicletas, bicicletas e carros. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 43 22/12/17 17:52 44 UNIDADE 2 ObjetivosObjetivos • Identificar elementos do dia e da noite. • Conheceros períodos do dia. • Reconhecer atividades realizadas durante o dia e durante a noite. • Atividade 1. Pergunte aos alunos quais são as atividades que eles realizam todos os dias e anote-as no quadro de giz. Comente que algumas atividades são realizadas mais de uma vez por dia, como escovar os dentes, lavar as mãos. Se julgar necessário, ajude-os no preenchimento dos quadros ten- do como referência as atividades que eles relataram. • Atividade 2. Incentive os alunos a contar aos colegas quais são as atividades do seu dia a dia que não apareceram nas imagens da atividade anterior. Duração do dia e da noite Um dos movimentos próprios da Terra é a rotação. Ela gira como se fosse um pião, sobre um eixo imaginário, chamado de “eixo da Terra”, que passa pelos polos e aponta para a estrela Polaris. A Terra demora 24 horas para completar uma volta. Como ela gira sempre com a mesma velocidade (não para ou acelera), nós não percebemos esse giro, percebemos apenas o céu girando no sentido contrário – movimento aparente do céu –, por isso pensou-se durante muito tempo que tudo girava ao redor da Terra. [...] Sabendo que a Terra dá uma volta completa ao redor do seu eixo a cada 24 horas podemos pensar que o período de luz, isto é, que o dia claro tem 12 horas e o período de escuro ou noite também tem 12 horas. [...] PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 44 22/12/17 17:52 45 • O conteúdo das páginas 45 a 49 contribui para o desenvolvimento da habilidade EF02GE06 da Base Nacional Comum Curricular: Rela- cionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono etc.). • Questione os alunos sobre a ra- zão da diferença entre a quan- tidade de atividades realizadas durante o dia e durante a noite. Espera-se que eles percebam que, em geral, as pessoas estão habitu- adas a realizar a maioria de suas atividades durante o dia e dormir durante a noite. No entanto, há pessoas que trabalham durante a noite, pois alguns estabeleci- mentos funcionam nesse período. • Sugira que os alunos reflitam sobre atividades que ocorrem tanto no período diurno quanto no noturno, as chamadas ativi- dades 24 horas. Comente que há atividades e serviços que precisam funcionar de dia e de noite e pergunte se eles conhecem algum deles. Incentive-os a considerar tanto estabelecimentos comer- ciais, como farmácias, postos de gasolina e supermercados, quanto serviços de saúde e de segurança, como hospitais, postos de bombeiros e policiais. • Atividade 4. Os alunos devem comparar as imagens e perce- ber as principais diferenças, as- sociando-as ao momento do dia. O hospital fica aberto nos dois períodos porque oferece serviços que precisam estar disponíveis durante o dia e durante a noi- te. Além do hospital, os alunos podem citar postos de gasolina, supermercados, delegacias etc. • Nas atividades 3 e 4, o aluno de- senvolve a habilidade EF02GEO6 da Base Nacional Comum Curri- cular: Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono etc.). As crianças têm uma curiosidade natural a respeito desses assuntos e sempre verificam o que é dito em sala de aula. A primeira constatação delas é que o Sol não passa sobre suas cabeças ao meio-dia. Aliás, numa grande parte do território brasileiro o Sol nunca passa sobre a cabeça [...] isso só acontece em poucos dias durante o ano. Além disso, os dias também não têm períodos de luz e escuro com 12 horas cada. São poucos os dias do ano em que isso acontece. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – São Carlos. Centro de Divulgação da Astronomia. Duração do dia e da noite. Disponível em: . Acesso em: 27 out. 2017. PDF_042_073_BMG2_GUIA_PE_U02_G19_BNCC.indd 45 3/28/19 12:20 PM http://www.cdcc.usp.br/cda/ensino-fundamental-astronomia/parte1c.html 46 UNIDADE 2 • Atividade 5. As imagens mostram atividades realizadas por uma criança nos diferentes períodos do dia (manhã, tarde e noite). Se julgar pertinente, pergunte aos alunos se as atividades que Mariana faz ao longo do dia são parecidas com as que eles reali- zam nos mesmos períodos. • Nessa fase, é comum as crianças relacionarem os períodos do dia (manhã, tarde e noite) às ativi- dades que realizam costumeira- mente ou ao aspecto do céu (se está claro ou escuro), e não ao horário. Eles entendem que é de manhã, por exemplo, quando se está na escola, que a tarde é o período depois do almoço e a noite é quando escurece. A concepção de tempo na infância [...] As crianças pensam o passado a partir do seu presente, e não o contrário. [...] Não importa a data cronológica, mas a localização do objeto no passado e a percepção de que o objeto é de um tempo diferente do presente. [...] A questão da temporalidade e da forma como as crianças entendem a passagem do tempo está relacionada com a experiência familiar. Recorrem a lembranças de objetos (presente de Natal e aniversário), festas, nascimentos, para organizar o tempo com sentido de progressão. [...] Recordando-se a partir de lembranças, na multiplicidade de tempos — passado, presente e futuro — a criança vai selecionando as memórias e construindo as dimensões temporais do real vivido e não vivido. CAINELLI, Marlene. Educação histórica: perspectivas de aprendizagem da História no Ensino Fundamental. In: Educar em Revista. Especial. Curitiba: Editora UFPR, 2006. p. 59, 64-65. n. 164. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 46 18/12/17 18:04 47 • Atividades 6 e 7. Peça aos alunos que contem para os colegas como é a sua rotina. Por exemplo: “de manhã eu acordo, tomo café, vou à escola; à tarde volto para casa; à noite vou dormir”. A utilização desse tipo de narrativa, falada ou escrita, ajuda o aluno a com- preender melhor a sucessão de fatos do passado e do presente. Em seguida, eles devem comparar as atividades que realizam em cada período com as atividades praticadas pelos seus colegas, ob- servando o que é parecido e o que é diferente. Fique atento para que não manifestem nenhum tipo de comentário desrespeitoso com os colegas. • Nas atividades 5 a 7, o aluno de- senvolve a habilidade EF02GE06 da Base Nacional Comum Curri- cular: Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono etc.). PDF_042_073_BMG2_GUIA_PE_U02_G19_BNCC.indd 47 3/28/19 12:22 PM 4848 UNIDADE 2 Como ensinar o uso de marcadores temporais na produção de textos Jaime Baratz, docente da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), sugere que nas séries iniciais o trabalho envolva o uso de advérbios como “hoje”, “amanhã” e “ontem”. [...] Os termos citados por Baratz são alguns dos chamados marcadores temporais, palavras de diversas classes e funções sintáticas, como as descritas a seguir. • Advérbios: “Ontem”, “hoje”, “amanhã”, “já”, “agora”, “logo”, “cedo”, “tarde”, “outrora”, “breve”, “nunca”, “sempre”, “jamais”. • Locuções adverbiais: Duas ou mais palavras com valor de advérbio, como “às vezes”, “em breve”, “à noite”, “à tarde”, “de manhã”, “de quando em quando”. ObjetivosObjetivos • Trabalhar a sequência temporal a partir de uma produção escrita. • Desenvolver a compreensão leitora por meio de um texto expositivo que apresenta uma sequência temporal. • Produzir um texto que apresente uma sequência temporal com base em um modelo. • Reconhecer e utilizar marcadores temporais na escrita do texto. • Leia o texto com os alunos e peça que associem as imagens ao que foi apresentado no texto. É im- portante explorar as frases e as expressões que indicam a ordem dos acontecimentos e os períodos do dia. • Sugira aos alunos que comparem as atividades de Mário com a sua própria rotina, atentando para o que faz de manhã, o que faz depois do almoço e o que faz à noite. Isso os auxiliará na produção do texto proposto na atividade 5 da página seguinte. • Atividades 1 a 4.O trabalho com as expressões que indicam os pe- ríodos do dia, os lugares percor- ridos e a sequência de atividades no dia de Mário pode ser usado para orientar os alunos no orde- namento a ser observado para a produção do texto. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 48 18/12/17 18:04 4949 • Atividade 5. Lembre os alunos de que o objetivo da produção do texto é apresentar uma sequência de eventos ao longo do tempo e, para isso, eles devem destacar os momentos em que os eventos ocorreram e respeitar sua ordem. Assim, não se deve começar o texto pelo evento mais recente. É impor- tante dar um título ao texto a ser produzido. • Nas atividades 4 e 5, o aluno de- senvolve a habilidade EF02GE06 da Base Nacional Comum Curri- cular: Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono etc.). • Conjunções: Aquelas que dão a ideia de progressão na história que está sendo contada, como “enquanto isso”, “depois disso”, “logo que”, “assim que”. • Preposições: “Durante”, “após” etc. LOPES, Noêmia. Como ensinar o uso de marcadores temporais na produção de textos. In: Revista Nova Escola, jun. 2012. Disponível em: . Acesso em: 30 out. 2017. Domínio da linguagem Oriente os alunos sobre o fato de que, para compor textos com sequência de acontecimentos, é importante fazer um planejamento do que vão escrever e em que or- dem. Os marcadores dos períodos do dia auxiliam na indicação da temporalidade. PDF_042_073_BMG2_GUIA_PE_U02_G19_BNCC.indd 49 3/28/19 1:16 PM https://novaescola.org.br/conteudo/2000/como-ensinar-o-uso-de-marcadores-temporais-na-producao-de-textos https://novaescola.org.br/conteudo/2000/como-ensinar-o-uso-de-marcadores-temporais-na-producao-de-textos 5050 UNIDADE 2 ObjetivosObjetivos • Conhecer alguns profissionais e atividades de trabalho. • Identificar profissionais e atividades de trabalho no lugar onde vive. • Valorizar o trabalho de diferentes profissionais. • Desenvolver noções de lateralidade e de localização espacial de acordo com o referencial utilizado. • Leia o texto das páginas 50 e 51 com os alunos e esclareça possí- veis dúvidas. É importante que os alunos comecem a perceber que os trabalhos realizados pelas pessoas estão associados a ativi- dades desenvolvidas no campo e na cidade. • Se julgar pertinente, explique que as atividades de trabalho no campo e na cidade estão associa- das. De modo geral, as pessoas que vivem na cidade necessitam das atividades desenvolvidas no campo e vice-versa. • Atividade 1. Pergunte aos alunos se conhecem familiares ou vizi- nhos que praticam alguma das atividades mostradas nas fotos. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 50 22/12/17 17:52 5151 • Peça aos alunos que observem as fotos e discutam se alguma dessas atividades é realizada no lugar onde vivem. • Leia com os alunos a legenda das fotos, explicando o que cada pro- fissional realiza. • Atividade 3. Espera-se que os alunos reconheçam que o trabalho desses profissionais garante o conforto e o bem-estar das pessoas. Sugestão de atividade: Pesquisando os serviços do bairro • Peça aos alunos que apresentem exemplos de profissionais ou estabelecimentos de prestação de serviços presentes no bairro onde moram. Lembre-os de dizer o nome do seu bairro. • Peça aos alunos que indiquem o tipo de serviço prestado e faça uma lista no quadro de giz com o que foi mencionado por eles. • Em seguida, compare alguns bairros para que os alunos identifiquem as diferenças na oferta de serviços entre eles. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 51 22/12/17 17:52 5252 UNIDADE 2 • Atividade 4. Incentive os alunos a falar sobre os profissionais da sua escola e as atividades que realizam. Se considerar pertinen- te, anote o que foi mencionado no quadro de giz e ressalte a importância de cada um desses profissionais para o bom funcio- namento da escola. • Atividades 5 e 6. Os alunos de- vem se projetar na imagem do professor. Assim, poderão notar que, nessa posição, o seu lado direito corresponde ao mesmo lado do professor. Se julgar ne- cessário, proponha atividades que retomem as noções de direita e esquerda. Por exemplo, peça-lhes que levantem o braço esquerdo, depois o direito e repitam o mes- mo com as pernas. • Atividades 7 e 8. Nessa repre- sentação, o professor está de frente. É importante que os alu- nos percebam que houve uma inversão: o lado direito do aluno não corresponde mais ao mesmo lado da representação. Destaque que a determinação do eixo di- reita/esquerda depende do eixo frente/atrás. • Atividade 9. Explique aos alunos que a determinação de direita ou esquerda está diretamente ligada ao eixo frente/atrás. Se jul- gar necessário, chame a atenção dos alunos para o braço em que o professor usa o relógio, que muda de posição conforme a represen- tação do professor de frente ou de costas. Relações projetivas: pontos de vista Relações projetivas são as que permitem a coordenação dos objetos entre si num sistema de referência móvel, dado pelo ponto de vista do observador. Inicialmente o ponto de referência está centrado na própria criança, e aos poucos é transferido para outras referências, ou seja, ocorre a descentração. Tais relações ampliam e enriquecem o sistema de relações topológicas. Têm seu fundamento na noção da reta, ou seja, os pontos alinhados ou ordenados numa direção, segundo um ponto de vista. O espaço projetivo acrescenta ao topológico a necessidade de situar os objetos ou os elementos de um mesmo objeto, um em relação aos outros. [...] PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 52 18/12/17 18:04 5353 • Atividade 10. Se os alunos apre- sentarem dificuldades em realizar a atividade, ressalte que o refe- rencial deve estar no professor Guilherme. A partir disso, eles terão condições de localizar os objetos na sala de aula repre- sentada utilizando diferentes referenciais espaciais. Nesta ati- vidade, o aluno desenvolve a habilidade EF02GE10 da Base Nacional Comum Curricular: Apli- car princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. As noções fundamentais que envolvem as relações projetivas são: direita e esquerda, frente e atrás, em cima e embaixo e ao lado de. A construção da projetividade apresenta-se em três fases possíveis de serem avaliadas: na primeira, a criança consegue, usando as relações projetivas, dar a posição de objetos a partir de seu ponto de vista (5-8 anos), a seguir, a partir do ponto de vista do outro colocado à sua frente (8-11 anos) e, depois, colocando-se no lugar os objetos distintos, quando solicitado a situá-los entre eles (12 anos). CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos. Apreensão e compreensão do espaço geográfico. In: CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.). Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. 7. ed. Porto Alegre: Mediação, 2009. p. 18-19. PDF_042_073_BMG2_GUIA_PE_U02_G19_BNCC.indd 53 3/28/19 1:16 PM 5454 UNIDADE 2 • Atividades 11 a 14. Pergunte aos alunos por que os amigos posicio- nados à direita ou à esquerda e aqueles que estavam à frente ou atrás não eram os mesmos cada vez que trocavam de posição. É importante que percebam que os conceitos abordados são rela- tivos, que dependem da posição do observador e/ou do objeto observado. Na atividade 11, os alunos precisam notar que o cole- ga que estava à sua frente passou a estar atrás depois que mudaram de posição. Na atividade 13, o colega que estava à esquerda passa a ficar do lado direito e o que estava à direita passa a ficar do lado esquerdo. É interessan- te que os alunos deduzam que, para definir direita e esquerda, é preciso haver coordenação com o eixo frente/atrás.Para você ler O espaço geográfico: ensino e re- presentação, de Rosângela Doin de Almeida e Elza Yasuko Passini, Editora Contexto. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 54 18/12/17 18:04 5555 • Leia o texto com os alunos e peça que reflitam sobre a vida das crianças que trabalham, imagi- nando a falta que as brincadeiras e o estudo fazem na vida delas. • Ressalte que, mesmo o trabalho infantil sendo proibido no Brasil, a desigualdade social e econômi- ca cria situações que motivam o trabalho de crianças. • Se julgar pertinente, comente que há crianças que trabalham no corte de cana-de-açúcar, em car- voarias, em olarias, em atividades domésticas pesadas, vendendo doces nas ruas e avenidas ou como catadoras em lixões, entre outras atividades. • Atividade 15. É importante que os alunos percebam que as crianças devem estudar e brincar em vez de trabalhar. • Atividade 16. Espera-se que os alunos notem que as condições de trabalho dessas crianças são precárias. Elas podem se machucar com vidros quebrados e outros resíduos cortantes e entrar em contato com materiais contami- nados. • Atividade 17. Estimule os alunos a associar o conteúdo estudado à sua própria realidade e observar criticamente o mundo à sua volta. • Atividade 18. Ressalte que fre- quentar a escola, brincar e crescer em um ambiente saudável são direitos das crianças e que, portan- to, devem ser valorizados. O ato de brincar é divertido e favorece o desenvolvimento de formas de pensar, agir e se relacionar com outras pessoas. Se julgar oportuno, incentive os alunos a falar sobre suas brincadeiras preferidas. Sugestão de atividade: O que você vai ser quando crescer? • Peça que os alunos façam, em uma folha de papel, um desenho que represente sua profissão no futuro. • Oriente os alunos a mostrar as roupas que usarão em seu ambiente de trabalho. • No verso da folha, peça que desenhem o local de trabalho e respondam às perguntas: 1. O que faz esse profissional? 2. Ele trabalha sozinho ou com outras pessoas? 3. Para exercer essa profissão, ele precisa do trabalho de outras pessoas? 4. Do que ele gosta na sua profissão? 5. Ele trabalha na cidade ou no campo? PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 55 18/12/17 18:04 5656 UNIDADE 2 Sugestão de atividade: Adivinhe e desenhe • Peça aos alunos que descubram a quais meios de transporte as dicas se referem. • Peça que desenhem cada um desses meios. Dicas 1. Pareço uma cobra de metal, ando em um caminho de ferro e posso ou não soltar fumaça por minha boca. Quem sou eu? Resposta: trem ou metrô. ObjetivosObjetivos • Reconhecer a importância dos meios de transporte para o deslocamento de pessoas e a circulação de mercadorias. • Identificar os principais meios de transporte e suas respectivas vias de circulação. • Reconhecer pedestres, condutores e passageiros. • Compreender a sinalização e as leis de trânsito como forma de organizar a circulação de pessoas e de veículos nas ruas. • Reconhecer a importância da sinalização e das leis de trânsito para garantir uma circulação segura e eficiente. • Os conteúdos deste capítulo con- tribuem para o desenvolvimen- to da habilidade EF02GE03 da Base Nacional Comum Curricular: Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, in- dicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável. • Pergunte como as pessoas se lo- comovem de um lugar a outro e proponha questões que levem os alunos a perceber a importância dos transportes para a circulação de pessoas e mercadorias e para a integração de diferentes lugares. • Comente que os meios de trans- porte podem ser classificados em terrestres, aquáticos e aéreos, de acordo com as vias pelas quais eles circulam. • Se julgar oportuno, comente que existem veículos adaptados para trafegar em mais de um tipo de via, como os hidroaviões, que podem pousar na água. • Atividade 1. Os caminhões são usados para transporte de mer- cadorias, enquanto os demais se destinam principalmente ao transporte de pessoas. PDF_042_073_BMG2_GUIA_PE_U02_G19_BNCC.indd 56 3/28/19 1:17 PM 5757 • Pergunte quais meios de trans- porte são mais rápidos e quais são mais lentos. Com base nesse questionamento, leve os alunos a refletir sobre quais meios de transporte são mais adequados aos diferentes objetivos do usuário. • Comente que, atualmente, muitas mercadorias são produzidas em um lugar e consumidas em outro. Isso é possível por causa da existência de modernos meios de transporte, capazes de levar grande quanti- dade de mercadorias de um lugar a outro do mundo, utilizando os mais variados caminhos. • Atividade 2. Pergunte aos alunos quais meios de transporte eles costumam usar no seu dia a dia. • Atividade 3. A principal diferen- ça entre os meios de transporte terrestres, aquáticos e aéreos é a via pela qual circulam. Nesta atividade, o aluno desenvolve a habilidade EF02GE03 da Base Nacional Comum Curricular: Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável. 2. Quando fui criada, eu era muito desconfortável. Hoje tenho correntes e pedais. E para andar em mim, as pessoas têm que se equilibrar. Quem sou eu? Resposta: bicicleta. 3. Sou grande e colorido. Para poder voar, enchem-me com ar quente. Tenho um cesto no qual as pessoas entram para curtir o passeio lá do alto. Quem sou eu? Resposta: balão. 4. Posso ser de vários tamanhos e cores. Transporto pessoas ou mercadorias. As águas são o meu caminho. Quem sou eu? Resposta: barco ou navio. PDF_042_073_BMG2_GUIA_PE_U02_G19_BNCC.indd 57 3/28/19 1:17 PM 5858 UNIDADE 2 • Atividade 4. Explore as imagens com os alunos. Ao socializar as respostas, organize um quadro para mostrar de que modo a maior parte dos alunos vai à escola. Eles podem citar outros meios de trans- porte, então fique atento para tratar todas as situações com res- peito e evitar constrangimentos. Consequências da poluição do ar para a saúde Os gases tóxicos na atmosfera atacam primeiro o aparelho respiratório, diminuindo sua resistência e agravando doenças já existentes. Nas cidades poluídas é comum as pessoas queixarem-se de dor de garganta, dor de cabeça, sensação de cansaço e mal-estar, além de ardor e irritação nos olhos. O nariz pode começar a escorrer, provocando coriza, por causa da inalação de óxidos nitrosos, hidrocarbonetos e ozônio. A tosse e a dor de garganta são provocadas pela combinação de dióxido de enxofre e ozônio. Para aqueles que já sofrem de asma e bronquite, o quadro pode se agravar, principalmente nas crianças, idosos, cardíacos ou pessoas com a pressão alta. As gripes são disseminadas com mais facilidade. O excesso de monóxido de carbono pode causar sonolência, tontura, vertigem e até a morte, pois a presença desse poluente reduz o transporte de oxigênio pelo sangue. Problemas cardiovasculares aumentam em cerca de 10% em decorrência da poluição. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 58 18/12/17 18:04 5959 • Comente que a poluição do ar nas grandes cidades está relacionada, também, à falta de infraestrutura e de planeja- mento de um sistema de trans- porte coletivo que atenda de modo satisfatório à população. • Atividade 6. Explique que os meios de transporte movidos por combustíveis derivados de petróleo, como a gasolina e o óleo diesel, poluem o ar. Conver- se com os alunos e verifique se já perceberam a poluição prove- niente de carros, ônibus e motos que trafegam diariamente nas cidades. Peça que relatem sua experiência. • Atividade 7. Chame a atenção para maneiras de perceber os efeitos da poluição do ar, como a piora de problemas respiratórios, irritação nos olhos, no nariz e na garganta. • Atividade 8. Incentive os alunos a observar que o caminhão está soltando uma grande quantidadede fumaça e a associar essa cena ao problema da poluição do ar. • Atividade 9. Pergunte se os alu- nos sentem algum dos sintomas apresentados no texto e ajude-os a associá-los à qualidade do ar. Comente que, além dos sintomas físicos, pode-se perceber a polui- ção ao observar a paisagem, como uma névoa ou um ofuscamento no horizonte. • Nas atividades 6 a 8, o aluno de- senvolve a habilidade EF02GE03 da Base Nacional Comum Curri- cular: Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável, com enfoque nos riscos dos meios de transporte para o meio ambiente e a saúde das pessoas. Os asmáticos e as crianças são os mais afetados pela poluição atmosférica. Mas, para qualquer pessoa, as chances de sofrer efeitos negativos à saúde são maiores quando realizam atividades físicas em locais com níveis elevados de poluentes. Por isso, deve-se evitar a prática de esportes em avenidas por onde passam muitos veículos. A presença de poluentes atmosféricos afeta também a saúde das plantas e provoca em muitos países a perda significativa de colheitas. MENDONÇA, Rita (Org.). Como cuidar do seu meio ambiente. São Paulo: BEĨ Comunicação, 2004. p. 108-109. PDF_042_073_BMG2_GUIA_PE_U02_G19_BNCC.indd 59 3/28/19 1:17 PM 6060 UNIDADE 2 • Atividade 10. Pergunte aos alunos que outras vantagens o uso da bicicleta proporciona, retomando o texto se necessário. • Atividade 11. Enfatize que, ao usar a bicicleta, é preciso utilizar equipamentos de proteção, como capacete, buzina, luzes de alerta e coletes que refletem a luz. O ciclista também precisa respeitar as leis e os sinais de trânsito. • Se julgar pertinente, pergunte se os alunos conhecem ciclovias ou ciclofaixas e comente a di- ferença entre elas. A ciclovia é uma pista destinada exclusiva- mente às bicicletas, separada do tráfego de veículos por uma barreira física (como blocos de concreto e grades). Geralmente é utilizada em vias muito mo- vimentadas, pois protege o ci- clista do tráfego intenso. Pode estar no mesmo nível da pista de rolamento ou no nível da calçada. Já a ciclofaixa é uma faixa de rolamento exclusiva para bicicletas, separada do tráfego de veículos por uma barreira vi- sual (pintura no chão), estando sempre no nível da pista de ro- lamento. É importante destacar que a quantidade de ciclovias e ciclofaixas nas cidades brasileiras ainda é muito pequena. • Nas atividades 10 e 11, o aluno desenvolve a habilidade EF02GE03 da Base Nacional Comum Curri- cular: Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável, com enfoque nos benefícios da bicicleta para o meio ambiente e os cuidados em seu uso. Para seu aluno ler A poluição tem solução, de Guca Domenico, Editora Nova Alexandria. PDF_042_073_BMG2_GUIA_PE_U02_G19_BNCC.indd 60 3/28/19 1:18 PM 6161 • É importante que os alunos per- cebam que o trânsito é constituí- do de pedestres, condutores e passageiros, e que podemos ser cada um deles, dependendo da situação. Pergunte aos alunos se eles são pedestres, condutores ou passageiros nas seguintes situa- ções: ao andar a pé na calçada, ao andar de ônibus ou de carro, ao andar de bicicleta na ciclovia. • Se considerar pertinente, explique aos alunos que algumas pessoas usam a palavra passeio como si- nônimo de calçada, que é a área destinada à circulação de pedestres. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 61 18/12/17 18:04 6262 UNIDADE 2 Crianças e adolescentes também têm suas obrigações Quem ainda não tem idade para dirigir veículos também precisa seguir regras, sejam elas ditadas pelo Código de Trânsito, pela civilidade ou mesmo pela prudência. Como passageiro • Até os dez anos de idade, jamais sentar no banco da frente do veículo. • Nunca colocar os braços ou a cabeça para fora da janela. • Nunca jogar coisas pela janela do veículo. • Usar cinto de segurança e ter bom comportamento dentro do ônibus ou da perua escolar. • Atividade 12. Peça aos alunos que identifiquem a sinalização dire- cionada aos condutores e ressalte que também deve ser observada pelos pedestres. Pergunte se já presenciaram situações em que condutores não respeitaram o semáforo e causaram acidentes ou atropelamentos. Educação em valores Atividades como a 13 são uma oportunidade de os alunos se expres- sarem e de ouvir o que os colegas têm a dizer. Oriente-os a prestar atenção na fala dos demais e a respeitar as opiniões de todos, incen- tivando a capacidade de compreen- der o ponto de vista dos colegas e, inclusive, de mudar de opinião. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 62 20/12/17 15:28 6363 Como pedestre • Respeitar a sinalização. Atravessar sempre nas faixas, obedecendo ao sinal de pedestres, quando existir. • Olhar com atenção para os dois lados da rua antes de atravessar, mesmo que o sinal esteja aberto para pedestres. • Usar sempre a passarela de pedestres para atravessar estradas, rodovias ou avenidas de grande movimento. • Jamais andar de skate, bicicleta, patins etc. em rua ou locais perigosos. IACOCCA, Liliana; IACOCCA, Michele. Mão e contramão: a aventura no trânsito. São Paulo: Ática, 1999. p. 24. • Peça aos alunos que listem as leis de trânsito que conhecem e anote-as no quadro de giz. Em seguida, peça que as copiem no caderno. • Atividade 14. Ressalte a impor- tância de usar o cinto de segu- rança sempre que estiverem em um veículo, seja no carro, seja no ônibus escolar. • Atividade 15. Comente que as leis para organizar o trânsito devem ser respeitadas por pedestres, passageiros e condutores, pois só assim poderão contribuir para a segurança de todos. • Nas atividades 14 e 15, o aluno de- senvolve a habilidade EF02GE03 da Base Nacional Comum Curri- cular: Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável, com enfo- que nos meios de transporte e os cuidados em seu uso. Para seu aluno ler O trânsito no mundinho, de Ingrid Biesemeyer Bellinghausen, Editora DCL. PDF_042_073_BMG2_GUIA_PE_U02_G19_BNCC.indd 63 3/28/19 1:18 PM 6464 UNIDADE 2 • Antes de iniciar o estudo das placas de sinalização de trânsito com os alunos, explore o conhecimento prévio do termo símbolo, iniciando a construção do conhecimento cartográfico. Pergunte aos alunos se já ouviram falar desse termo, se o conhecem. Com base no posi- cionamento dos alunos, comente que o símbolo é a representação de algo, um conceito, um objeto, um elemento da paisagem etc. A percepção de que os sinais de trânsito são símbolos contribui muito para o aprendizado carto- gráfico dos alunos, uma vez que os símbolos compõem as legendas de plantas e mapas. Comente com os alunos que as placas de trânsito são uma forma de comunicação rápida, por uti- lizar símbolos de fácil compreen- são, que podem ser entendidos sem o auxílio de explicações por escrito. As placas apresentam formas e cores diferentes, em vir- tude do conteúdo que expressam. • Atividades 16 e 17. Se possível, leve imagens de outras placas de trânsito para os alunos e ex- plore o significado dos símbolos expressos por elas. Alguns tipos de placas [...] cada tipo de placa possui formas e cores diferentes. a) Placas de regulamentação: são brancas, contornadas em vermelho, com símbolos pretos. A maioria é redonda. As placas de regulamentação são muito importantes. Elas orientam o trânsito nas cidades e nas estradas, e devem ser respeitadas pelos motoristas e pedestres [...] b) Placas de advertência: são sempre pintadas de amarelo, com símbolos em preto. A maioria tem forma de losango. As placas de advertência chamam a atenção dos motoristas e pedestres para algum perigo quepossa existir na pista e a gravidade desse perigo. c) Placas de indicação: as placas de indicação fornecem informações úteis para o deslocamento dos motoristas, ajudando-os na identificação de vias, indicando direções e serviços. Algumas trazem mensagens educativas. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 64 22/12/17 17:52 6565 • Explique aos alunos a importância do semáforo na organização do trânsito. Diga que o semáforo tem como função principal controlar o fluxo de veículos e pedestres, mas, em alguns casos, ele fun- ciona para controlar apenas o fluxo de veículos. Por isso, além de ficar atento à cor do semáforo, é importante olhar para os dois lados antes de atravessar a rua. • Comente com os alunos que o semáforo é conhecido por nomes diferentes, conforme a região do Brasil: em alguns lugares é cha- mado de farol, em outros de sinal ou sinaleira. Destaque o nome pelo qual esse equipamento é conhecido em sua localidade. • É comum o semáforo ter duas ou três composições de cores. O se- máforo de duas cores (verde e ver- melha) é usado geralmente para controlar o fluxo de pedestres; já o de três cores (verde, amarela e vermelha) é de uso mais comum no controle do fluxo de veículos. • Atividade 18. Os alunos podem pintar a cena. Se necessário, res- salte que o semáforo representa- do na atividade é um semáforo de pedestres. • Serviços auxiliares: são retangulares, pintadas de azul, com os símbolos em preto, exceto a cruz vermelha do pronto-socorro. • Identificação de vias: são brancas, com indicações escritas na cor preta. Têm formato de brasão. • Sentido e distâncias: são retangulares e verdes. As indicações aparecem na cor branca. • Informativa: são retangulares e azuis. As indicações aparecem na cor branca. • Educativas: são retangulares e brancas. As indicações aparecem na cor preta. RODRIGUES, Juciara. Motoristas e pedestres: passo a passo conquistando seu espaço. Belo Horizonte: Formato Editorial, 2008. p. 16-17. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 65 22/12/17 17:52 6666 UNIDADE 2 • Pergunte aos alunos se existem faixas de pedestres nos caminhos que eles percorrem no seu dia a dia e se, na opinião deles, elas são respeitadas pelos condutores. • Atividade 19. Comente com os alunos que a faixa de pedestres, também conhecida como faixa de segurança, é um sinal de trânsito que tem como função garantir a segurança do pedestre ao atraves- sar a rua. Ela indica aos motoristas que os pedestres têm priorida- de na passagem e é obrigatório utilizá-las para atravessar as ruas. • Atividade 20. Pergunte aos alu- nos se eles conhecem a palavra acessibilidade e construa com eles o seu significado. Explique que a acessibilidade busca proporcionar às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida as condições necessárias para que elas tenham acesso aos mesmos locais e servi- ços disponíveis às demais pessoas. Domínio da linguagem Nas atividades em que os alunos devem emitir opinião, é importante verificar a coerência e a coesão apresentadas nas respostas. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 66 20/12/17 15:30 6767 • Atividade 21. Se julgar interes- sante, peça aos alunos que levem carrinhos de brinquedo e simulem a cena mostrada na ilustração da atividade, aproveitando para reforçar e avaliar as noções de lateralidade. Educação em valores Reforce aos alunos a impor- tância de respeitar as regras de trânsito para uma circulação segu- ra e eficiente, tanto de pedestres quanto de motoristas. Incentivar o uso da faixa de pedestres é um dos primeiros passos para atingir o objetivo de tornar os alunos mais conscientes da importância de se- guir as leis de trânsito. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 67 22/12/17 17:52 6868 UNIDADE 2 ObjetivosObjetivos • Perceber as consequências do desrespeito às regras de trânsito por parte de condutores, pedestres e passageiros. • Conhecer os principais cuidados a serem tomados por pedestres e passageiros. • Adaptar as informações de um texto para cartaz, usando também símbolos. • Acompanhe a leitura dos textos e das imagens com os alunos. • Indague os alunos a respeito das possíveis consequências da deso- bediência às leis e à sinalização do trânsito. Caso seja possível, convide agentes de trânsito a dar uma entrevista aos alunos na escola. Nesse caso, elabore ante- cipadamente algumas perguntas que podem ser feitas, como: Quais são as infrações de trânsito mais cometidas pelos condutores? Quais são as principais causas de acidentes? • Peça aos alunos que reflitam sobre eventuais motivos do desrespeito às leis de trânsito. É importante perceberem a necessidade de edu- car as pessoas para que tenham atitudes responsáveis no trânsito. Sugestão de atividade: Regras de trânsito na escola A circulação interna na escola pode servir de pretexto para a organização do trânsito. • Em grupos, os alunos podem discutir quais são os problemas de circulação na escola, como uso dos corredores, escadas e fila da cantina. • Feito isso, cada grupo apresenta suas conclusões para a classe e todos juntos elegem os principais problemas de circulação na escola. • Oriente os alunos sobre a elaboração de soluções para esses problemas. Entre algumas ações possíveis, está a confecção de placas de trânsito. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 68 20/12/17 15:30 6969 • Atividade 2. O aluno pode reescre- ver a frase da seguinte maneira: “Olhar para os dois lados da rua ao atravessá-la”. • Atividade 3. Pergunte aos alunos qual é o objetivo da campanha mostrada no cartaz, se acham importante esse tipo de iniciativa e por quê. O cartaz incentiva a utilização da faixa de pedestres ao atravessar ruas e avenidas. • Atividade 4. Incentive os alunos a criar cartazes com conteúdo de forte impacto visual. • Nas atividades 1, 2 e 4, o aluno de- senvolve a habilidade EF02GE03 da Base Nacional Comum Curri- cular: Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável, com enfo- que na discussão sobre os meios de transporte e os cuidados em seu uso. • Eles podem confeccionar placas de sinalização adaptadas à situação da escola, com sím- bolos que possam ser entendidos por todos. Exemplos: “Não jogar lixo no chão”; “Não comer neste lugar”; “Não falar alto”; “Usar os corrimões ao subir e descer as escadas”; “Cantina à direita” etc. • Depois, se possível, afixe os avisos nos murais e paredes da escola. Domínio da linguagem O cartaz é muito utilizado para veicular campanhas publicitárias ou divulgar ações e eventos. Por isso, geralmente é exposto em lugares públicos. Em um cartaz, destacam-se a imagem (foto, dese- nho, esquema) e o texto. No texto de um cartaz, é possível perceber uma frase principal, que sintetiza o tema da campanha, e outras frases que ampliam o tema. De modo geral, as frases devem ser curtas e persuasivas. Use cartazes de cam- panhas publicitárias para mostrar aos alunos os principais elementos desse meio de comunicação. PDF_042_073_BMG2_GUIA_PE_U02_G19_BNCC.indd 69 3/28/19 1:18 PM 7070 UNIDADE 2 ObjetivosObjetivos • Recordar os principais conceitos e ideias estudados ao longo da unidade. • Aplicar o conhecimento adquirido a situações novas. • Antes de realizar as atividades, leia com os alunos as ideias prin- cipais, verificando se há dúvidas sobre o conteúdo apresentado. • Se necessário, retome os conceitos apresentados durante a unidade. • Atividade 1. Explore as imagens com os alunos e peça-lhes que caracterizem cada cena e depois as comparem. A observação é uma habilidade importante para que as crianças se envolvam de forma significativa com as atividades. Auxilie os alunos na observação das imagens, chamando atenção para os elementos nelas mostra- dos e peça que relacionem o que observam com o que já conhecem sobre o assunto.Oriente-os a iden- tificar, nas imagens, elementos próprios do dia e da noite. Eles podem mencionar, por exemplo, que a menina está dormindo na cena que é noite e acordando na cena que é dia. • Na atividade 2, o aluno desen- volve a habilidade EF02GE06 da Base Nacional Comum Curricular: Relacionar o dia e a noite a dife- rentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono etc.). PDF_042_073_BMG2_GUIA_PE_U02_G19_BNCC.indd 70 3/28/19 1:18 PM 7171 • Atividade 3. Leia o texto com os alunos e estimule-os a observar a imagem. Se considerar oportuno, peça-lhes que circulem no texto os profissionais que passam na rua do Marcelo e verifiquem a atividade que cada um deles faz. Incentive os alunos a pensar quais são os profissionais que costumam prestar serviços no lugar onde eles vivem e a valorizar a importância do trabalho de cada um desses profissionais para o bem-estar de todos. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 71 20/12/17 15:31 7272 UNIDADE 2 • Atividade 4. Auxilie os alunos a completar a cruzadinha. Se considerar necessário, lembre-os que existem diferentes meios de transporte terrestres, aquáticos e aéreos. • Atividade 5. Verifique a coerência das respostas. Explique que para trajetos mais longos as pessoas utilizam, geralmente, meios de transporte motorizados, como o ônibus ou o carro. Para trajetos curtos, é comum ir a pé ou utili- zar meios de transporte como a bicicleta. Sugestão de atividade: Sinais de trânsito no cotidiano • Peça aos alunos que pesquisem e recortem imagens que mostrem sinais de trânsito em cenas do cotidiano. Os alunos deverão guardar as imagens até que tenham quantidade suficiente para organizá-las em cartazes. • Oriente-os a circular, nas imagens, os sinais de trânsito que aparecem. Em seguida, os alunos devem pesquisar o significado desses sinais. Eles poderão recorrer a familiares, livros, revistas e à internet. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 72 20/12/17 15:32 7373 • Atividade 6. Verifique se os alu- nos conseguem distinguir a ação correta da ação incorreta e se sabem explicar por quê. Outras imagens de situações corretas e incorretas no trânsito podem ser apresentadas para que os alunos as identifiquem. • Atividade 7. Peça aos alunos que compartilhem as respostas sobre os cuidados ao andar a pé na rua, de modo que as atitudes cuidadosas dos colegas possam ser tomadas como exemplo pelos demais. • Depois, em sala de aula e em grupo, os alunos deverão organizar as imagens e colá-las em folhas de papel pardo ou cartolina, criando cartazes. Em seguida, eles devem escrever uma legenda explicando o significado desses sinais. Se necessário, auxilie-os e oriente-os nessa etapa da atividade. • Proponha um debate em que os alunos discutam a importância do conhecimento sobre a sinalização do trânsito por parte de condutores, pedestres e passageiros. PDF-042-073-PBG2-GUIA-PE-U02-G19.indd 73 22/12/17 17:52 74 Habilidade da Base Nacional Comum Curricular em foco nesta unidade • EF02GE03: Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável. • Apresentar diversas formas de comunicação. • Perceber a presença de diversos meios de comunicação no cotidiano. • Perceber que a tecnologia possibilitou maior rapidez e abrangência na comunicação, contribuindo para a ampliação dos fluxos de informação no mundo. • Reconhecer a importância de tomar alguns cuidados ao navegar na internet. Objetivos da unidade • Inicie a exploração dos conheci- mentos que os alunos têm sobre o tema, perguntando o que é se comunicar, de que maneiras é possível se comunicar e quando isso é necessário. • Proponha aos alunos que obser- vem a imagem com atenção e descrevam os elementos repre- sentados. • Peça aos alunos que identifiquem os meios de comunicação presen- tes na ilustração. • Pergunte aos alunos qual, dentre os exemplos encontrados na ilus- tração, é o meio de comunicação mais utilizado e por quê. PDF_074_099_BMG2_GUIA_PE_U03_G19_BNCC.indd 74 3/28/19 1:20 PM 75 • O tema comunicações é bastante amplo. É importante os alunos perceberem que a comunicação está presente em quase todas as situações que vivenciamos. De um modo ou de outro, estamos sem- pre nos comunicando. Os alunos também devem compreender a importância dos meios de comu- nicação para a vida em grupo: na família, entre amigos, na escola, no trabalho, nos ambientes de lazer etc. • Atividade 1. Na imagem podem ser vistos: televisão, jornal, tele- fones fixo e móvel, carta, telefo- ne público, revista, computador/ internet, semáforo e placa de trânsito. • Atividade 2. Resposta pessoal. • Atividade 3. Jornal, televisão, revista, computador/internet e placas informativas. • Comente com os alunos que a maior parte dos telefones móveis (celulares) contam com funcionali- dades de um computador – como a possibilidade de conectar-se à internet – e por isso podem ser considerados como meios de co- municação que levam informação para muitas pessoas. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 75 18/12/17 18:57 76 UNIDADE 3 ObjetivosObjetivos • Compreender a importância da comunicação. • Perceber as linguagens visuais como formas de comunicação e seu uso no cotidiano. • Compreender que as pessoas com deficiência utilizam recursos específicos para se comunicar. • Inicie a aula sem utilizar a lingua- gem oral (fala), transmitindo as informações aos alunos apenas por meio da escrita ou de gestos e mímicas. Depois, pergunte se eles compreenderam as infor- mações. • Explique aos alunos que o modo como a aula teve início foi uma forma diferente de se comuni- car com eles. Questione se con- seguiram ou não compreender as informações e, a partir disso, debata as diferentes formas de comunicação e em que situações o uso de cada uma delas é mais conveniente. • Atividade 1. Deixe claro que a comunicação acontece também nos jogos de outros esportes. Ocorre comunicação entre os próprios jogadores, entre o juiz e os jogadores, entre a torcida e os jogadores etc. Para você ler e acessar O que é comunicação, de Juan Enrique Díaz Bordenave, Editora Brasiliense. Curso básico de teoria da comunicação, de José Haroldo Pereira, Editora Quartet. Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações Acesso em: 15 dez. 2017. Para seu aluno ler De carta em carta, de Ana Maria Machado, Editora Salamandra. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 76 22/12/17 17:55 http://www.mctic.gov.br/portal 77 • Lembre os alunos de que, muitas vezes, utilizamos diversas formas de comunicação ao mesmo tempo. Ao falar, por exemplo, também usamos gestos e expressões faciais. • Atividade 3. Explique aos alunos que a leitura dos balões nas tirinhas e histórias em quadrinhos deve ser feita da esquerda para a direita e de cima para baixo. Destaque que as histórias em quadrinhos utilizam vários recursos visuais na construção do enredo e sentido: diferentes formatos de balões, interjeições, expressões faciais e vários sinais gráficos. A linguagem é simples e informal, geralmente reproduzindo conversações cotidianas. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 77 18/12/17 18:57 78 UNIDADE 3 • Explique aos alunos que a men- sagem comunicada pela obra de arte geralmente não pode ser transmitida por outros meios (escrita ou fala) porque deve ser captada pela sensibilidade das pessoas. Por isso, é comum que cada um tenha uma percepção ligeiramente diferente dessa mensagem. • Questione os alunos sobre o que sentem ao ver a escultura de Au- guste Rodin. • Atividade 4. Alguns alunos podem ver na escultura de Rodin uma atitude de preocupação, que ou- tros definirão como imaginação ou pensamento. Permita que os alunos deem sua opinião e peça que justifiquem. Para seu aluno lerO livro dos gestos e dos símbolos, de Ruth Rocha e Otávio Roth, Editora Melhoramentos. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 78 22/12/17 17:55 79 • Peça aos alunos que imaginem uma situação em que não possam utilizar a fala, a escrita e os gestos para se comunicar. Pergunte a eles o que fariam nessa situação. • Explique aos alunos que temos que decodificar imagens no dia a dia: imagens que exigem entendi- mento. Por isso, é importante que os alunos identifiquem e reconhe- çam as mensagens transmitidas pelos símbolos e pelas cores. • Comente com os alunos outros códigos não verbais aos quais estão habituados, como gestos e expressões faciais. Explique que o uso de cores, símbolos e sinais tem o mesmo propósito de comunicar sem que seja necessário escrever ou falar. • Atividade 6. O símbolo empre- gado para representar mundial- mente o processo de reciclagem é um triângulo de três setas no sentido horário. Cada seta re- presenta uma fase: a primeira seta simboliza a indústria, que dá origem ao produto; a segunda seta refere-se ao consumidor, que utiliza o produto; e a terceira seta diz respeito à reciclagem, que reaproveita o material usado. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 79 18/12/17 18:57 8080 UNIDADE 3 Comunicação alternativa Para a criança com problemas de comunicação, principalmente aquela que não tem condições de falar e, por esse motivo, não consegue se fazer entender, mas compreende a língua falada, é preciso criar condições para que ela possa se comunicar com as pessoas a seu redor [...], num processo que se denomina comunicação suplementar alternativa. [...] Para proceder à comunicação alternativa são usados diversos recursos e materiais que possa dar suporte, facilitar ou viabilizar o processo de comunicação da criança com os indivíduos do meio [...]. Esse material deverá ser levado e manipulado pela criança em todas as situações de sua vida diária. [...] • Atividade 7. Lembre os alunos de que eles poderão encontrar lixeiras com outras cores, em vários ambientes. Essas lixeiras destinam-se ao descarte de ma- teriais que não podem ser recicla- dos e/ou precisam ser eliminados de maneira adequada para que não prejudiquem o meio am- biente. As cores e materiais são: marrom para produtos orgâni- cos; preto para madeira; branco para lixo hospitalar; laranja para resíduos perigosos (como pilhas e baterias); roxo para resíduos radioativos; cinza para resíduos contaminados. • Atividade 8. Se julgar necessá- rio, comente com os alunos que as cores dos semáforos são as mesmas em todos os lugares do mundo. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 80 18/12/17 18:57 8181 • Comente com os alunos que a lin- guagem de sinais não é universal. Assim como acontece com a língua falada, na linguagem de sinais exis- tem sinais particulares usados por grupos distintos de pessoas com deficiência auditiva. Essas particula- ridades, aparentemente, funcionam como “sotaques regionais”. [...] [Em] um processo de comunicação alternativa [...] deve-se considerar não somente o estabelecimento dos símbolos significativos para a criança [...], mas também todos os sinais corporais manifestados por ela nas situações de comunicação. BRASIL. Ministério da Educação – Secretaria de Educação Especial. Educação infantil: saberes e práticas da inclusão: dificuldades de comunicação e sinalização: deficiência física. 4. ed. Brasília: MEC, Secretaria de Educação Especial, 2006. p. 48-49. Educação em valores Converse com os alunos sobre a necessidade de respeitar as dife- renças e a importância da inclusão e da integração de pessoas com deficiência no dia a dia. Para você acessar Dicionário da Língua Brasileira de Sinais Acesso em: 15 dez. 2017. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 81 18/12/17 18:57 http://www.ines.gov.br/dicionario-de-libras/main_site/libras.htm http://www.ines.gov.br/dicionario-de-libras/main_site/libras.htm 8282 UNIDADE 3 ObjetivosObjetivos • Conhecer o alfabeto braille. • Perceber que as pessoas com deficiência visual podem ler e escrever. • Explique que a sensibilidade do tato permite que as pessoas com deficiência visual utilizem o al- fabeto braille para ler. O texto Sobre o Sistema Braille, nesta página, aborda o desenvolvi- mento desse sistema de leitura. • Os livros são escritos em uma máquina de escrever braille. O movimento de perfuração deve ser feito da direita para a esquer- da para produzir a escrita em relevo de forma não espelhada. A leitura é realizada da esquerda para a direita. • Se você tiver acesso a um livro escrito em braille, leve para os alunos conhecerem e tatearem. • Se julgar pertinente, comente com os alunos que as letras de A a J combinam apenas os pontos das duas primeiras linhas. Nas letras de K a T acrescenta-se um ponto no canto inferior esquerdo. Nas letras de U a Z (exceto W) acrescentam-se dois pontos na última linha. A letra W foi a últi- ma letra introduzida no alfabeto braille, por isso ela é diferente das demais letras. Sobre o Sistema Braille Criado por Louis Braille, em 1825, na França, o Sistema Braille é conhecido universalmente como código ou meio de leitura e escrita das pessoas cegas. Baseia-se na combinação de 63 pontos que representam as letras do alfabeto, os números e outros símbolos gráficos. A combinação dos pontos é obtida pela disposição de seis pontos básicos, organizados espacialmente em duas colunas verticais com três pontos à direita e três à esquerda de uma cela básica denominada cela braille. [...] A escrita em relevo e a leitura tátil baseiam-se em componentes específicos no que diz respeito ao movimento das mãos, mudança de linha, adequação da postura e manuseio do papel. Esse processo requer o desenvolvimento de habilidades do tato que envolvem conceitos espaciais e PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 82 18/12/17 18:57 8383 • Na atividade Vamos fazer peça aos alunos que anotem no caderno ou em uma folha avulsa a pala- vra que escolheram escrever. Os demais alunos não poderão ver a palavra escolhida. • Comente que os círculos pintados em cada quadro estariam em relevo em um livro escrito em braille. • Atividade 3. É importante que o aluno perceba que o braille é usado em muitos locais do seu dia a dia, como nos serviços públi- cos, nos elevadores, nos museus etc. Também é possível ver infor- mações em braille nos rótulos e embalagens de diferentes tipos de produtos, como de alimentos e remédios. numéricos, sensibilidade, destreza motora, coordenação bimanual, discriminação, dentre outros aspectos. Por isso, o aprendizado do Sistema Braille deve ser realizado em condições adequadas, de forma simultânea e complementar ao processo de alfabetização dos alunos cegos. DIAS DE SÁ, Elizabet; CAMPOS, Izilda Maria de; SILVA, Myriam Beatriz Campolina. Atendimento educacional especializado: deficiência visual. Brasília: SEESP/SEED/MEC, 2007. p. 22;24. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 83 18/12/17 18:58 8484 UNIDADE 3 ObjetivosObjetivos • Identificar os meios de comunicação utilizados no cotidiano. • Perceber que diferentes meios de comunicação podem ser utilizados em situações diversas. • Identificar meios de comunicação individuais e coletivos. • O conteúdo deste capítulo con- tribui para o desenvolvimento da habilidade EF02GE03 da Base Na- cional Comum Curricular: Compa- rar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável. O enfoque é a comparação dos diferentes meios de comunicação. • Pergunte aos alunos que meios de comunicação individuais apre- sentados são mais utilizados por eles. • Peça aos alunos que imaginem como as pessoas faziam para se comunicar a longa distância no passado. Pergunte: Que meios de comunicação elas utilizavam? A comunicaçãoera rápida? • Atividade 1. Espera-se que os alunos respondam que usam a fala, os gestos e as expressões faciais para se comunicar com quem está perto. • Atividade 2. Os alunos podem citar o telefone, a carta ou o cor- reio eletrônico (e-mail) como meios de se comunicar com quem está longe. Sugestão de atividade: A carta e o e-mail • Leve para a sala de aula uma carta manuscrita com seu respectivo envelope e uma men- sagem (impressa) recebida por e-mail. Se possível, providencie uma cópia desses meios de comunicação para cada aluno. • Oriente a análise de cada meio: O que os dois meios de comunicação têm em comum? Qual é a diferença entre os dois? Com qual deles a mensagem chegará mais rapidamente ao seu destino? • É importante os alunos perceberem que esses dois meios de comunicação permitem enviar uma mensagem a alguém que está distante; a maneira de enviar as mensagens, no entanto, é diferente (a carta deve ser postada para ser entregue pelo serviço do correio e o e-mail PDF_074_099_BMG2_GUIA_PE_U03_G19_BNCC.indd 84 3/28/19 1:20 PM 8585 • Apresente algumas situações em que os alunos precisam se comunicar ou obter informações e solicite que indiquem qual meio de comunicação usariam em cada situação. Por exemplo, se quero falar com um amigo que está em outro país, que meios posso uti- lizar? E para convidar um colega para ir ao cinema? E para saber as notícias atuais do município, esta- do ou país onde moro? Explique que, dependendo da situação, recorremos a diferentes meios para nos comunicar. • Compare o correio eletrônico (e-mail) ao correio convencional (carta). O e-mail transmite a men- sagem instantaneamente, mas demanda equipamentos caros, nem sempre disponíveis em to- das as localidades ou acessíveis a todas as pessoas. A carta é escri- ta à mão, revelando uma marca pessoal, que é a caligrafia. Nesse sentido, a mensagem virtual é mais impessoal. é transmitido via internet); pelo e-mail (correio eletrônico) a mensagem chegará quase instantaneamente ao destinatário, enquanto pelo correio demorará alguns dias. • Fale sobre o uso de palavras abreviadas, prática quase convencionada e utilizada com muita frequência no e-mail, principalmente pelos usuários mais jovens. • Pergunte qual desses meios de comunicação os alunos mais utilizam e peça que justifiquem. Pergunte aos alunos, tanto aos que utilizam mais correios eletrônicos como aos que utilizam mais cartas, com quem se comunicam, que linguagem empregam, em que situações usam esse meio de comunicação etc. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 85 18/12/17 18:58 8686 UNIDADE 3 • Atividade 4. Oriente os alunos a preparar um roteiro de perguntas para os entrevistados. Peça que es- crevam as perguntas numa folha de papel ou no próprio caderno e anotem as respostas. Os alunos podem perguntar com que fina- lidade as pessoas usam os meios de comunicação individuais. Por exemplo, se alguém responder que utiliza mais o telefone celular, o aluno pode perguntar se o usa para trabalhar ou apenas para conversar com amigos, familiares etc. Peça que destaquem dados interessantes que os entrevistados possam revelar, como histórias ligadas aos meios de comunica- ção. Os alunos podem até mesmo elaborar uma pergunta sobre isso, por exemplo: Você conhece alguma história que envolva um meio de comunicação? Liste no quadro de giz os meios de comunicação citados pelos alunos e verifique quais foram os meios mais mencionados. Peça que formulem explicações para esse resultado. Educação em valores Os jornais e revistas semanais são importantes fontes de informação sobre o que acontece no Brasil e no mundo. O acesso à informação é um direito garantido a todos os brasileiros. Estimule os alunos a desenvolver o hábito de ler jornais e revistas. Como eles podem apre- sentar dificuldade em compreender a linguagem jornalística, oriente-os a ler suplementos de jornais e revistas destinados ao público infantil. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 86 22/12/17 17:55 8787 • Atividade 5. É importante que os alunos diferenciem os meios de comunicação individuais dos meios de comunicação coletivos. Caso tenham dificuldade em res- ponder, comente que os meios de comunicação coletivos são aqueles que transmitem informações para muitas pessoas ao mesmo tempo. • Se achar pertinente, fale sobre a qualidade do que é veiculado nos meios de comunicação coletivos, com destaque para a programação das emissoras de rádio e, principal- mente, de televisão. É importante entender os meios de comunicação como instrumentos veiculadores da opinião de diversos agentes – do âmbito político e empresarial –, cada qual transmitindo, portanto, um discurso próprio e permeado de interesses. A discussão sobre se a televisão, um dos meios de comu- nicação mais populares, massifica o espectador, interferindo em seu julgamento e em seu comporta- mento, ainda é atual. Nesse sen- tido, propõe-se uma abordagem crítica sobre a influência dos meios de comunicação na fala e nas ati- tudes das pessoas, bem como em seus hábitos de consumo. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 87 18/12/17 18:58 8888 UNIDADE 3 • Atividade 6. Se necessário, forneça aos alunos jornais e revistas para que possam recortar as imagens. Observe as imagens escolhidas pelos alunos antes de colarem no Livro do Estudante para verificar se agruparam corretamente em meios de comunicação individuais e meios de comunicação coletivos. Os meios de comunicação ao longo do tempo A história dos meios de comunicação está bastante ligada ao desenvolvimento industrial ocorrido no século XIX, provocado pela Revolução Industrial. A partir do momento em que a indústria passou a comandar a economia mundial, os meios de transporte e comunicação também cresceram. A carta é um dos meios de comunicação mais antigos. No passado, as cartas eram entre- gues por mensageiros, mas hoje os serviços de correio entregam de forma bem mais rápida. O telégrafo surgiu por volta de 1835 e permitiu enviar mensagens codificadas por meio da eletricidade. O telefone surgiu na década de 1870 e revolucionou as comunicações no século XX. Hoje, as linhas telefônicas são ligadas a aparelhos de fax e a computadores para transmitir dados. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 88 18/12/17 18:58 8989 • Comente que no passado poucas pessoas sabiam ler e os livros eram copiados manualmente. Explique que um alemão chamado Guten- berg inventou pequenos carimbos com as letras, chamados de tipos móveis. • Essa invenção proporcionou a publicação de livros e jornais im- pressos e facilitou o acesso das pessoas à informação escrita. • Atividade 8. É importante o aluno perceber que a imprensa possibilitou que se aumentasse a quantidade e que se barateasse o custo de livros, jornais e revistas, contribuindo, assim, para que mais pessoas tivessem acesso à informação escrita. Se considerar pertinente, per- gunte se todas as pessoas, em qualquer lugar do mundo, têm acesso aos mais variados meios de comunicação • Atividade 9. Aproveite a atividade para ressaltar a importância do hábito de leitura. Caso os alunos citem que não gostam de ler, você pode ajudá-los a descobrir temas de leitura com os quais tenham mais afinidade. Estimule os alu- nos a ler e a compartilhar essa experiência com os colegas. O sistema de emissão e transmissão de sons, por meio de ondas, surgiu na década de 1880, com a invenção do rádio. Com o passar do tempo e as evoluções tecnológicas foram inventados novos meios de comunicação. A televisão inovou ao transmitir imagem e som ao mesmo tempo. As primeiras trans- missões ocorreram na década de 1920. A televisão tornou-se um grande meio de difusão de informação. A internet representa uma revolução recente nas comunicações. Além dos sites de notícias variadas, há na internet páginas de instituições de pesquisa, órgãos culturais, bibliotecas, empresas, estações de rádioIn: REGO, Nelson et al. (Org.). Um pouco do mundo cabe nas mãos: geografizando em educação o local e o global. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003. p. 60-61. PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 5 20/12/17 18:28 VI 2 CALLAI, Helena Copetti. Estudar o lugar para compreender o mundo. In: CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos. Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. 3. ed. Porto Alegre: Mediação, 2003. p. 84; 97. 3 CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. Campinas: Papirus, 1998. p. 24. A paisagem é o resultado do processo de construção do espaço. [...] Cada um vê a paisagem a partir de sua visão, de seus interesses, de sua concepção. A aparência da paisagem, portanto, é única, mas o modo como a apreendemos poderá ser dife- renciado. Embora na aparência as formas estejam dispostas e apresentadas de modo estático, não são assim por acaso. A paisagem, pode-se dizer, é um momento do processo de construção do espaço. O que se observa é, portanto, resultado de toda uma trajetória, de movimentos da população em busca de sua sobrevivência e da satisfação de suas necessidades (que são historicamente situados), mas também pode ser resultante de movimentos da natureza. Esta paisagem precisa ser apreendida para além do que é visível, observável. Esta apreensão é a busca das explicações do que está por detrás da paisagem, a busca dos significados do que aparece. Estudar as paisagens é, portanto, interessante para se poder compreender a realidade”2. A Geografia também deve possibilitar, por meio da compreensão do espaço geográfico, a formação de um indivíduo que se perceba como sujeito social, crítico e consciente para o exercício da cidadania. Desse modo, esta coleção pretende oferecer ao aluno elementos que o auxiliem na compreensão das relações entre natureza e sociedade e dos processos de transformação advindos dessa interação, assim como desenvolver no aluno valores que se materializem em atitudes de participação e de colaboração para a vida em sociedade. O ensino de Geografia na formação do aluno A partir de 1970 há uma renovação da ciência geográfica, que também foi aplicada à sala de aula. A Geografia Tradicional, descritiva, compartimentada e de saber neutro, passa a ser questionada, e os geógrafos abrem-se para novas discussões e propostas de novos métodos. Surge uma Geografia com enfoque no pensamento crítico, que se volta ao indivíduo como sujeito consciente e agente transformador de sua realidade, a chamada Geografia Crítica. O ensino da Geografia na sala de aula também passa a ser questionado, afinal, em face da nova perspectiva da Geografia já não era admissível que o ensino se restringisse a me- morizar nomes e dados, a descrever as paisagens, sem compromisso com as relações sociais que se dão no espaço. É levantada a necessidade de que os alunos estudem criticamente o espaço e que se percebam como parte integrante do meio em que vivem. A Geografia passa, então, a ser a disciplina que permite ao aluno desenvolver capacidades para ler o mundo e compreender as relações entre a sociedade e a natureza, e assim tornar-se um cidadão capaz de analisar de modo objetivo a realidade que o cerca. Segundo Lana de Souza Cavalcanti, uma das principais características do ensino de Geo- grafia é trabalhar com a espacialidade das práticas sociais: “[...] o ensino de Geografia deve visar ao desenvolvimento da capacidade de apreensão da realidade do ponto de vista da sua espacialidade. Isso porque se tem a convicção de que a prática da cidadania, sobretudo nesta virada de século, requer uma consciência espacial. [...] A finalidade de ensinar Geo- grafia para crianças e jovens deve ser justamente a de os ajudar a formar raciocínios e concepções mais articulados e aprofundados a respeito do espaço”3. PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 6 20/12/17 18:28 VII Nessa perspectiva, a Geografia, como disciplina escolar, deve fornecer instrumentos para que o aluno desenvolva essa consciência espacial. Para isso, é preciso alfabetizar o aluno em Geografia. Em outras palavras, é necessário que o aluno aprenda a ler e a escrever em Geografia, que de acordo com Neiva Otero Schäffer “[...] é uma estratégia cognitiva disciplinar que, na parceria com as demais áreas, permite ao aluno adquirir uma visão de mundo, reconhecer e estabelecer seu lugar no espaço geográfico, o que inclui a noção, também, da sua possibilidade de exclusão”4. Assim, o sentido de alfabetização geográfica que permeou a elaboração desta coleção considera que alfabetizar o aluno em Geografia consiste em prepará-lo para ler e escrever o espaço, isto é, compreender e representar o mundo, seus lugares e suas paisagens. Nesse sentido, a apropriação da linguagem cartográfica torna-se fundamental. Ela per- mite ao aluno ler, compreender e representar graficamente a realidade. Para Lana de Souza Cavalcanti, a cartografia é “um importante conteúdo do ensino por ser uma linguagem peculiar da Geografia, por ser uma forma de representar análises e sínteses geográficas, por permitir a leitura de acontecimentos, fatos e fenômenos geográficos pela sua localização e pela explicação dessa localização, permitindo assim sua espacialização”5. Dada a importância da linguagem cartográfica para a Geografia, esta coleção introduz noções e conhecimentos cartográficos ao longo de todos os livros, de modo a familiarizar o aluno com essa linguagem e suas variadas representações desde os anos iniciais do Ensino Fundamental. Os objetivos do ensino de Geografia Para que a Geografia escolar possa cumprir seu papel de fornecer aos alunos elementos necessários à compreensão da realidade e à formação da cidadania, definimos para esta coleção objetivos que levem o aluno a: • reconhecer-se como sujeito no processo de construção/reconstrução do espaço geo- gráfico; • ampliar o conhecimento a respeito do lugar onde vive; • compreender a realidade como resultado da dinâmica entre sociedade e natureza, numa dimensão histórica e cultural; • reconhecer, no espaço geográfico, o trabalho humano e a materialização de diferen- tes tempos; • reconhecer a interação da Geografia com outras áreas do conhecimento; • posicionar-se eticamente diante da realidade da qual faz parte; • identificar diferentes formas de ocupação e de organização do espaço ao longo do tempo; • reconhecer, respeitar e valorizar o modo de vida e a cultura de diferentes grupos sociais; 4 SCHÄFFER, Neiva Otero. Ler a paisagem, o mapa, o livro... Escrever nas linguagens da Geografia. In: NEVES, Iara Conceição B. et al. (Org.). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 5. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003. p. 89. 5 CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia e práticas de ensino. Goiânia: Alternativa, 2002. p. 39. PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 7 20/12/17 18:28 VIII • perceber mudanças e permanências em sua realidade, estendendo essa perspectiva a outros modos de vida próximos ou distantes no tempo e no espaço; • desenvolver competências e habilidades de leitura e produção de textos; • desenvolver habilidades como observar, descrever, registrar, comparar, relacionar, or- ganizar informações, analisar, sintetizar; • reconhecer formas de apropriação e transformação da natureza pelos diferentes gru- pos sociais; • utilizar diferentes fontes textuais, documentais e imagéticas na leitura e compreensão do espaço geográfico; • conhecer e utilizar a linguagem cartográfica como instrumento de representação, lei- tura e interpretação do espaço geográfico; • reconhecer referenciais espaciais de orientação e localização; • identificar cuidados que se deve ter na preservação e manutenção da natureza. O trabalho com as competências O ensino de Geografia visa o desenvolvimento global do aluno, a partir do desenvolvi- mento de competências e habilidades. Nesta coleção, os conteúdos temáticos e as atividades foram elaborados com o propó- sito de desenvolver as competências e ase de televisão de todas as partes do mundo, entre outras tantas às quais podemos ter acesso. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 89 22/12/17 17:55 9090 UNIDADE 3 ObjetivosObjetivos • Ler e compreender um texto comparativo. • Compreender a estrutura de um texto comparativo por meio da organização de suas informações em um quadro. • Produzir um texto a partir de um modelo. • Solicite aos alunos que façam a leitura silenciosa do texto. Em seguida, peça que escolham duas cores diferentes de lápis. Com uma das cores, devem grifar todas as informações sobre os telefones antigos. Com a outra cor, devem grifar as informações sobre os telefones atuais. Esse trabalho vai auxiliá-los a localizar as informações no texto. Depois, explore oralmente as diferenças encontradas entre os telefones. • O texto está organizado sob a forma de paralelos entre os itens utilizados para caracterizar os telefones: o tamanho e o peso dos aparelhos, a distribuição das peças e o sistema de ligação. Os alunos devem utilizar essa mesma estrutura para elaborar um texto comparativo entre as televisões antigas e as atuais. Outra forma de redigir uma comparação é fa- zer a descrição de cada elemento comparado. Essa forma apresenta a seguinte estrutura: 1o parágra- fo: introdução que apresente os elementos que serão compara- dos. 2o parágrafo: descrição de um dos elementos. 3o parágrafo: descrição do outro elemento da comparação. Último parágrafo: síntese apontando as semelhan- ças e as diferenças entre os dois elementos comparados. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 90 18/12/17 18:58 9191 • Atividade 4. É importante realizar a leitura prévia das informações do quadro. Se julgar conveniente, essa leitura pode ser comparti- lhada com a turma. Também é importante salientar que o texto a ser elaborado não deve ser uma reprodução das informações do quadro. • Solicite a alguns alunos que leiam seus textos para a classe, exploran- do semelhanças e diferenças. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 91 18/12/17 18:58 9292 UNIDADE 3 ObjetivosObjetivos • Relacionar a evolução dos meios de comunicação aos avanços tecnológicos. • Reconhecer que a tecnologia possibilitou maior rapidez na comunicação entre lugares distantes. • Reconhecer que a internet foi responsável por transformar os meios de comunicação. • Compreender alguns cuidados necessários para a utilização da internet com segurança. • Refletir sobre outros cuidados que podem ser adotados ao utilizar a internet. • Enfatize que os avanços tecnoló- gicos favoreceram o surgimento de meios de comunicação cada vez mais rápidos e eficientes. Um exemplo são os aparelhos celulares atuais, que podem ser conectados à internet e têm di- versas funções. • Comente que, atualmente, os sistemas de comunicação de rádio e televisão utilizam satélites artifi- ciais para receber e transmitir som e imagem para diversos pontos do globo, simultaneamente. Isso permite receber notícias ao vivo de todos os lugares do mundo, caracterizando a instantaneidade e a simultaneidade da informa- ção. Explique o funcionamento da transmissão em tempo real. A internet modificou a forma como as pessoas se relacionam Trocar e-mails, conversar usando mensagens instantâneas, participar de comunidades em redes sociais e buscar informações na internet são atividades que já fazem parte do cotidiano [...]. Os impactos da internet são sentidos em quase todas as áreas: no trabalho, no lazer, na educação e na forma como as pessoas se relacionam. [...] A internet oferece várias formas de se comunicar com outras pessoas. De modo geral, todas são bastante fáceis de usar e gratuitas ou pouco dispendiosas. A distância física não é um fator. Falar com um vizinho ou com alguém em outro país ou continente funciona basicamente do mesmo jeito. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 92 18/12/17 18:58 9393 • Peça aos alunos que imaginem como era a vida das pessoas antes da invenção do computador e da internet. Destaque que essas in- venções facilitaram a comunicação entre as pessoas, possibilitando o envio de textos, imagens e sons instantaneamente. • Mencione as diferenças entre os primeiros computadores e os equipamentos atuais. Comente que, com as novas tecnologias, os computadores ficaram menores e mais eficientes, o que permitiu a realização de diversas tarefas. • Ressalte que a velocidade das in- formações obtidas na atualida- de vem modificando o modo de vida, as percepções e o processo de construção de conhecimento por parte das pessoas. Além disso, os dispositivos tecnológicos têm papel crucial na estruturação da vida em sociedade em nossa época. • Atividade 3. Essa é uma oportu- nidade para verificar que tipos de sites os alunos acessam e se são adequados à faixa etária. • Atividade 4. Verifique se os alunos compreendem que a internet tor- nou a comunicação instantânea, facilitando a troca de informação em todo o mundo. Nosso mundo é, em boa medida, o mundo da internet. Não se trata só de uma tecnologia, uma máquina que realiza determinado tipo de operação para obter determinado tipo de resultado. É, isto sim, um conjunto complexo de operações, que alteram ou podem alterar a organização das relações sociais, tanto quanto o comportamento individual. É uma “ciência humana”, no sentido estrito: uma soma dos termos, cujo resultado ainda é cedo para estimar, mas que já se anuncia como da maior grandeza. ERCÍLIA, Maria; GRAEFF, Antonio. A internet. 2. ed. São Paulo: Publifolha, 2008. p. 8; 57; 93. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 93 18/12/17 18:58 9494 UNIDADE 3 • Destaque que, apesar de a internet trazer benefícios, é importante ter cuidado ao utilizá-la. • Converse sobre cada uma das ati- tudes mostradas nas imagens. Explore os textos das legendas. Pergunte aos alunos se eles cos- tumam tomar esses cuidados quando utilizam a internet. • O conteúdo das páginas 94 e 95 contribui para o desenvolvimen- to da habilidade EF02GE03 da Base Nacional Comum Curricu- lar: Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável, com enfoque na discussão dos riscos para a vida e dos cuidados ao usar os meios de comunicação. Educação em valores Atualmente, é cada vez mais comum o uso de telefone celular por crianças e adolescentes, que rapidamente se apegam ao apare- lho. Por isso, é importante alertar as crianças para o uso controlado do telefone celular. Domínio da linguagem O cartaz é muito utilizado para veicular campanhas publicitárias e, geralmente, é exposto em lugares públicos. Em um cartaz destacam-se os seguintes elementos: a imagem (foto, desenho, esquema) e o texto. No texto de um cartaz é possível perceber uma frase principal, que sintetiza o tema em questão, além de outras que ampliam o assunto. De modo geral, o texto de um cartaz é composto de frases curtas e persuasivas. Cartazes de campanhas publicitárias podem ser utilizados para destacar os principais elementos presentes nesse meio de comunicação. PDF_074_099_BMG2_GUIA_PE_U03_G19_BNCC.indd 94 3/28/19 1:20 PM 9595 • Aproveite a oportunidade para promover um debate sobre o tema. Chame a atenção dos alu- nos para outros cuidados além daqueles citados nas legendas. Oriente-os a utilizar a internet com a supervisão de um adulto responsável e a nunca fornecer informações pessoais e suas ca- racterísticas físicas em chat ou em redes sociais. • Atividade 6. Esta atividade auxilia a verificar como os alunos lidam com os cuidados que devem ter ao navegar na internet. Se a resposta for negativa, retome os textos da página 94 e reafirme a importân- cia de seguir esses cuidados. • Atividade 9. Ajude os alunos a es- colher as dicas que serão apresen- tadas no cartaz. Depois, oriente-os na montagem do cartaz: disposi- ção das imagens,espaço para as legendas (que você poderá ajudar a escrever), título etc. • Nas atividades 5 a 8 o aluno de- senvolve a habilidade EF02GE03 da Base Nacional Comum Curri- cular: Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável, com en- foque na discussão dos riscos e dos cuidados do uso dos meios de comunicação. PDF_074_099_BMG2_GUIA_PE_U03_G19_BNCC.indd 95 3/28/19 1:20 PM 9696 UNIDADE 3 ObjetivosObjetivos • Recordar os principais conceitos e noções estudados ao longo da unidade. • Aplicar o conhecimento adquirido a situações novas. • Antes de realizar as atividades, verifique se há dúvidas sobre o conteúdo apresentado. • Se necessário, retome o trabalho com os conceitos. • Atividade 1. Ressalte que existem diferentes maneiras de se comu- nicar, como a fala, a escrita, os gestos e a arte. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 96 18/12/17 18:58 9797 • Atividade 4. c) Explore as respostas dos alunos, detectando vantagens e desvantagens em cada forma de comunicação. Na comunica- ção por e-mail, por exemplo, é necessário um dispositivo (com- putador, tablet, smartphone) com acesso à internet. Sem internet a mensagem não chegará ao des- tinatário. Na comunicação por carta, é preciso papel, lápis ou caneta, envelope e selos, além do trabalho dos funcionários dos correios para que a carta che- gue ao destino, o que pode levar alguns dias. Nesta atividade o aluno desenvolve a habilidade EF02GE03 da Base Nacional Co- mum Curricular: Comparar dife- rentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso res- ponsável, com enfoque na com- paração entre diferentes meios de comunicação. PDF_074_099_BMG2_GUIA_PE_U03_G19_BNCC.indd 97 3/28/19 1:21 PM 9898 UNIDADE 3 • Atividade 7. Peça aos alunos que comparem as cenas mostradas nas fotos e comentem as semelhanças e diferenças entre elas. c) Verifi- que se os alunos conseguem es- tabelecer uma comparação entre os aparelhos de televisão, como tamanho do aparelho, tamanho da tela, qualidade da imagem etc. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 98 22/12/17 17:55 9999 • Atividade 8. Enfatizar que os avanços tecnológicos favorece- ram o surgimento de meios de comunicação cada vez mais rápi- dos e eficientes. Atualmente, os sistemas de comunicação de rádio e televisão utilizam os satélites artificiais para receber e transmi- tir som e imagem para diversos pontos do globo em tempo real. • Atividade 9. Verifique se os alu- nos citam cuidados como nave- gar somente em sites seguros e apropriados para a idade; não conversar com desconhecidos; não publicar fotos nem divulgar detalhes de sua vida; não divul- gar nome, endereço ou senhas; e sempre consultar os responsáveis. PDF-074-099-PBG2-GUIA-PE-U03-G19.indd 99 22/12/17 17:55 100 Habilidades da Base Nacional Comum Curricular em foco nesta unidade • EF02GE04: Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares. • EF02GE07: Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais. • EF02GE11: Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os im- pactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo. • Conhecer o modo de vida de pessoas de diferentes lugares e sua relação com a natureza. • Comparar o modo de vida de pessoas de diferentes lugares. • Compreender que as atividades humanas transformam a natureza. • Identificar problemas ambientais causados pelas atividades humanas. • Valorizar atitudes responsáveis em relação ao meio ambiente. Objetivos da unidade • Analise as fotos da abertura com os alunos e incentive-os a descre- ver as paisagens apresentadas. Em seguida, peça aos alunos que comparem as paisagens e iden- tifiquem as principais diferenças entre elas. • Se julgar pertinente, sugira que eles escolham uma das paisagens e a compare com o lugar onde vivem. PDF_100_125_BMG2_GUIA_PE-U04_G19_BNCC.indd 100 3/28/19 1:23 PM 101 • Atividade 1. Os alunos devem perceber que as imagens mos- tram três lugares e paisagens com características muito diferentes. • Atividade 2. Incentive os alunos a observar as características de cada paisagem. Espera-se que os alunos percebam diferenças relacionadas à vegetação e ao clima de cada lugar. A primeira foto mostra um lugar com neve e de clima frio; a segunda mostra um lugar no deserto, de clima quente e seco; e, a terceira, um lugar com vegetação abundante e de clima quente e úmido. • Atividade 3. Pergunte se os alunos conhecem lugares parecidos com os mostrados nas fotos e estimule- -os a apresentar palpites sobre sua localização. Se possível, mostre, em um planisfério, a localização dos países onde estão os lugares mostrados nas fotos. • Atividade 4. Peça aos alunos que levantem hipóteses sobre o modo de vida das pessoas nos lugares mostrados nas fotos. Incentive-os a associar as características natu- rais dos lugares ao modo como seus habitantes se vestem, se ali- mentam, trabalham, constroem suas casas, se locomovem etc. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 101 18/12/17 19:20 102 UNIDADE 4 ObjetivosObjetivos • Conhecer o modo de vida de povos de diferentes lugares e sua relação com a natureza. • Comparar o modo de vida de alguns povos com o modo de vida do seu lugar de vivência. • Leia o texto com os alunos e oriente a leitura do mapa. Expli- que que o mapa desta página re- presenta a região de Nunavut, no Canadá, onde vivem as pessoas do povo inuíte. Se considerar pertinente, mostre a localização do Canadá em um planisfério. • Esclareça aos alunos que a região ártica se estende por vários países nos continentes americano, eu- ropeu e asiático. Nessas regiões, existem populações cujo modo de vida sofre grande influência das baixas temperaturas. • Explique que os avanços tecnoló- gicos possibilitados pela criação de instrumentos de trabalho, roupas, meios de transporte e construções permitiram a superação de algu- mas dificuldades impostas pelas condições naturais. Inuítes ou esquimós? A palavra “esquimó”, apesar de muito difundida para se referir às pessoas que moram na região polar ártica, é considerada ofensiva porque significa “comedores de carne crua”. Por isso, esses grupos preferem o termo “inuíte”, que significa “povo” em seu próprio idioma. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 102 18/12/17 19:20 103 • Explique aos alunos que na região polar ártica as temperaturas são muito baixas, há tempestades de neve e a vegetação é escassa e pouco diversa. Por causa disso, os inuítes não praticam a agricultura. • Explore as fotografias pedindo aos alunos que comparem o iglu e as moradias de madeira. Incentive-os a observar os materiais usados em cada uma e a imaginar, também, as diferenças de se viver em um iglu e em uma moradia de madeira. Os alunos podem mencionar o maior abrigo do frio e o uso da eletricidade, por exemplo. • Pergunte aos alunos sobre as ves- timentas das pessoas que vivem nessa região e ressalte que pre- cisam estar adaptadas às baixas temperaturas. Se julgar pertinente, comente que no passado as roupas dos inuítes eram confeccionadas com peles de animais e que, atual- mente, eles também usam casacos e roupas de inverno como as que são usadas para a prática de es- portes na neve. • Estimule-os a refletir sobre aspec- tos da vida do povo inuíte que sejam diferentes da vida deles. Pergunte, por exemplo, se os alu- nos acreditam que seria viável construir um iglu no lugar onde eles moram e ajude-os a concluir que seriaimpossível considerando as temperaturas altas no Brasil. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 103 22/12/17 17:57 104 UNIDADE 4 • Leia o texto com os alunos e orien- te a leitura do mapa de localiza- ção do deserto do Saara. Se julgar oportuno, mostre o continente africano em um planisfério. • Relembre o que foi estudado sobre o povo inuíte e ajude os alunos a perceber que tanto o deserto do Saara quanto a re- gião polar ártica têm vegetação escassa. • Peça aos alunos que observem as fotos e descrevam as vestimen- tas dos tuaregues. Eles devem perceber que os tuaregues usam roupas que cobrem o corpo todo, inclusive o rosto. Comente que, apesar do calor, esta estratégia é usada para proteger a pele do sol intenso e os olhos da areia que é carregada pelo vento. • Verifique se os alunos compreen- deram o significado do termo “nômade”. Explique que o modo de vida nômade dos tuaregues influencia tanto as formas como eles fazem suas moradias quanto as atividades que eles praticam. Como o texto apresenta, suas moradias não são fixas e suas atividades de trabalho também são marcadas pelo deslocamento. Sugestão de atividade: Conhecendo povos indígenas do Brasil Proponha aos alunos uma pesquisa sobre o modo de vida de alguns povos indígenas do Brasil. • Organize os alunos em grupos e peça que cada grupo pesquise sobre um povo indígena brasileiro. Peça que procurem informações sobre como esse povo organiza suas moradias, que atividades realiza e onde vive, entre outras informações. Forneça livros que tratem do assunto ou sugira uma pesquisa na internet. O site “Povos Indígenas do Brasil Mirim” (disponível em , acesso em: 15 dez. 2017), do Instituto Socioam- biental, disponibiliza textos, imagens e vídeos voltados ao público infantil. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 104 23/12/17 12:48 https://mirim.org/pt-br 105 • Solicite aos alunos que observem o mapa de localização da floresta amazônica e incentive-os a iden- tificar a presença desta floresta no Brasil e em outros países. • Peça aos alunos que comparem esta região com as outras duas regiões estudadas. Para ajudá-los, solicite que observem novamente as fotos das páginas anteriores. Espera-se que eles mencionem diferenças relacionadas à tem- peratura e à vegetação. Se con- siderar pertinente, enfatize que a Amazônia é quente durante o dia e durante a noite. • Destaque que a região amazônica, ao contrário das outras estudadas, tem uma enorme diversidade de vida vegetal. Explique que a abun- dância das chuvas colabora para que a vegetação se desenvolva. Já no ártico e no Saara, há pouca umidade, o que explica a escassez de vegetação. • Peça aos grupos que registrem em cartolinas o que aprenderam sobre o povo indígena pesquisado e depois compartilhem com os colegas de classe. • Se julgar pertinente, depois das apresentações dos grupos, sugira que os alunos comparem os diferentes povos pesquisados. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 105 18/12/17 19:20 106106 UNIDADE 4 • Ressalte que os Kayapó, diferen- temente dos tuaregues e inuítes, praticam a agricultura. • Solicite aos alunos que observem nas fotos os materiais usados para a construção das casas dos Kayapó e incentive-os a comparar estas moradias com as outras que foram estudadas. Ajude-os a perceber que o tipo de material escolhido varia entre os três po- vos devido à variação da oferta de materiais nos três lugares. • Comente que existe uma grande diversidade de povos indígenas no Brasil. Entre eles, notam-se formas distintas de organização social e política, hábitos alimenta- res e culturais. Essa é uma oportu- nidade para desmistificar a ideia de que os indígenas formam um só povo e constituem uma única cultura. Comente, ainda, que hoje há muitos indígenas que vivem em cidades e, inclusive, frequentam as universidades. Para você ler Tradição e resistência: encontro de povos indígenas, de Cristina Flória e Ricardo Muniz Fernandes (Org.), Edições Sesc São Paulo. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 106 18/12/17 19:20 107107 • Atividade 1. Oriente os alunos a preencher o quadro de acordo com o que foi estudado nas páginas anteriores. Se considerar necessário, retome os textos e fotos do capítulo com os alunos para resgatar as in- formações necessárias e solucione as dúvidas que surgirem. Depois do preenchimento do quadro, os alunos devem comparar as caracte- rísticas dos lugares estudados com as do lugar onde vivem. Se julgar pertinente, peça que escrevam no caderno algumas características do lugar onde vivem e que, em seguida, as comparem com o que foi anotado no quadro. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 107 18/12/17 19:20 108108 UNIDADE 4 • Atividade 2. Oriente os alunos a sintetizar o que foi estudado para completar o quadro com as características das moradias e as principais atividades de cada povo. Se julgar necessário, ajude os alunos a associar as moradias dos tuaregues ao seu modo de vida, que é nômade. Comente que, como os tuaregues se des- locam constantemente, sua mo- radia e seus pertences precisam ser facilmente transportados. Por isso, as tendas onde eles vi- vem podem ser desmontadas e carregadas durante as viagens. • Comente que, assim como es- ses povos, também buscamos nos proteger do frio e do calor intenso escolhendo roupas apro- priadas e fazendo adaptações no nosso local de moradia. • Se considerar oportuno, pergunte aos alunos se eles gostariam de conhecer alguma das moradias desses povos e peça que jus- tifiquem suas respostas. Com esta proposta, espera-se que os alunos apresentem elementos característicos do modo de vida de cada povo para indicar suas preferências, como os costumes, os materiais usados na constru- ção das moradias e as condições naturais do lugar, entre outros. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 108 20/12/17 17:41 109109 • Atividade 3. c) Incentive os alu- nos a se expressar e anote no quadro de giz as semelhanças e diferenças apontadas. Os alunos podem mencionar semelhanças como a busca de proteção contra as intempéries e a realização de atividades para garantir sua so- brevivência. Entre as diferenças, os alunos podem citar as téc- nicas e materiais usados para a construção das moradias, as atividades e formas de trabalho ou, até mesmo, as vestimentas usadas. d) É importante que os alunos percebam que as ativi- dades que esses povos realizam podem ser prejudicadas caso o ambiente natural seja alterado de forma negativa e se desequilibre. Por isso, eles precisam estabe- lecer uma relação de respeito e preservação da natureza para continuarem tendo acesso a seus recursos. Enfatize que os povos estudados no capítulo têm modos de vida que se baseiam em uma relação próxima com a natureza e com o ambiente onde vivem. Se considerar pertinente, sugira que os alunos discutam sobre a relação das pessoas com a natu- reza no lugar onde eles vivem. Nesta atividade, o aluno desen- volve a habilidade EF02GE04 da Base Nacional Comum Curricular: Reconhecer semelhanças e dife- renças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares. Educação em valores Ao abordar as populações tradicionais, é importante trabalhar a diversidade existente entre os diferentes grupos e a necessidade de respeitar seus modos de vida. PDF_100_125_BMG2_GUIA_PE-U04_G19_BNCC.indd 109 3/28/19 1:23 PM 110110 UNIDADE 4 ObjetivosObjetivos • Ler e compreender um texto descritivo. • Identificar características do modo de vida do povo Araweté, descritas no texto. • Analisar e sintetizar as informações contidas no texto. • Escrever um texto descritivo sobre o modo de vida de outro povo indígena. • Realize a leitura em conjunto com os alunos, solicitando-os que leiam o texto em voz alta. Incentive-os a observar a imagem para identificar algumas das informações descritas no texto.• Ao final da leitura, ajude-os na compreensão do texto com per- guntas sobre as principais caracte- rísticas do modo de vida do povo Araweté. Por exemplo: Onde eles vivem? Como são organizadas suas moradias? De que materiais são feitas suas moradias? Que ativi- dades eles praticam? • Incentive os alunos a comparar as características do povo Araweté com as do povo Kayapó, que foi estudado anteriormente. Comente que, apesar de serem povos que vivem na floresta amazônica e de serem popularmente conhecidos como índios, cada povo tem seus costumes e suas particularidades. Domínio da linguagem Incentive os alunos a criar hipóteses sobre o conteúdo de um texto por meio da análise do título e das imagens que o integram. No que se refere ao processo de escrita, os alunos devem ser estimulados a produzir textos informativos usando procedimentos de descrição. Colabore mobilizando-os a se preocupar com a clareza do que escrevem. Incentive-os a revisar o texto para aprimorá-lo. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 110 18/12/17 19:21 111111 • Atividade 2. Ajude os alunos na identificação das características descritas no texto. Se julgar ne- cessário, releia o texto com eles e peça que sublinhem os trechos que apresentam as informações marcadas na atividade. • Atividade 3. Acompanhe a leitura das informações do quadro com os alunos. Se considerar pertinen- te, estimule-os a comparar as ca- racterísticas do povo Bororo com as do povo Araweté. Oriente-os a escrever seu texto apoiando-se nas informações do quadro e, como se trata de um texto descritivo, sugira que pensem em um título, que deve ser informativo e obje- tivo. Os alunos podem recorrer ao texto “Os indígenas Araweté” para utilizá-lo como referência. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 111 18/12/17 19:21 112112 UNIDADE 4 ObjetivosObjetivos • Compreender que o ser humano altera a natureza de acordo com seu modo de vida. • Reconhecer o papel das atividades de trabalho na transformação da natureza. • Conhecer atividades de trabalho no campo e na cidade. • O conteúdo deste capítulo contri- bui para o desenvolvimento da ha- bilidade EF02GE07 da Base Nacio- nal Comum Curricular: Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais, com en- foque na descrição das atividades de trabalho. • Se julgar necessário, explique que os povos indígenas viviam no ter- ritório brasileiro antes da chegada dos colonizadores portugueses e que seu modo de vida provoca poucas alterações na natureza. As transformações começaram a ocorrer de maneira mais acentuada com o processo de colonização. • Solicite aos alunos que observem as cenas. Oriente-os a analisá-las em seu conjunto para que percebam que se trata da mesma paisagem, porém, em momentos diferentes. • Chame a atenção dos alunos para as consequências negativas das transformações, como o desma- tamento, a poluição e outros pro- blemas ambientais. • Atividades 1 e 2. É importante que os alunos percebam as trans- formações nesse espaço, de um desenho para outro, reconhe- cendo a destruição da floresta, o uso da terra para a agricultura, o surgimento de arruamentos, o adensamento progressivo das construções etc. As transformações da paisagem A paisagem revela a realidade do espaço em um determinado momento do processo. O espaço é construído ao longo do tempo de vida das pessoas, considerando a forma como vivem, o tipo de relação que existe entre elas e que estabelecem com a natureza. Dessa forma, o lugar mostra, através da paisagem, a história da população que ali vive, os recursos naturais de que dispõe e a forma como se utiliza de tais recursos. A paisagem é o resultado do processo de construção do espaço. [...] Cada um vê a paisagem a partir de sua visão, de seus interesses, de sua concepção. 100_125_BMG2_GUIA_PE-U04_G19_EDITAL.indd 112 10/1/19 2:43 PM 113113 • Enfatize que os seres humanos transformam a natureza ou a ela se adaptam de acordo com suas necessidades e seu modo de vida. Em função disso, as paisagens são alteradas de maneira mais ou menos intensa. • É importante que os alunos reco- nheçam as relações entre socie- dade e natureza expressas nos diferentes lugares. • Atividade 3. As fotos mostram uma paisagem do campo e ou- tra da cidade. É importante que os alunos percebam que as duas paisagens foram transformadas e que identifiquem como isso aconteceu em cada uma delas, comparando-as. Na paisagem rural (foto 1), a maior parte da vegetação original foi retirada e a área está sendo utilizada para cultivos e criação de animais. Na paisagem urbana (foto 2), a ve- getação original foi substituída por construções, prédios, ruas etc. Espera-se que os alunos percebam que a natureza foi mais alterada na cidade. • Atividade 4. É importante que eles percebam que os modos de vida nesses lugares são distintos. Esta atividade pode ser usada para verificar os conhecimentos dos alunos sobre o tema. • Nas atividades 3 e 4, o aluno de- senvolve a habilidade EF02GE04 da Base Nacional Comum Curri- cular: Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas rela- ções com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares. A aparência da paisagem, portanto, é única, mas o modo como a apreendemos poderá ser diferenciado. Embora na aparência as formas estejam dispostas e apresentadas de modo estático, não são assim por acaso. A paisagem, pode-se dizer, é um momento do processo de construção do espaço. O que se observa é portanto resultado de toda uma trajetória, de movimentos da população em busca de sua sobrevivência e da satisfação de suas necessidades (que são historicamente situados), mas também pode ser resultante de movimentos da natureza. Esta paisagem precisa ser apreendida para além do que é visível, observável. Esta apreensão é a busca das explicações do que está por detrás da paisagem, a busca dos significados do que aparece. [...] CASTROGIOVANNI, Antonio Carlos (Org.). Ensino de Geografia: práticas e textualizações no cotidiano. 3. ed. Porto Alegre: Mediação, 2000. p. 96-97. PDF_100_125_BMG2_GUIA_PE-U04_G19_BNCC.indd 113 3/28/19 1:24 PM 114114 UNIDADE 4 • Recorra às experiências pessoais dos alunos, verificando se conhe- cem atividades como as mostradas nas páginas 114 e 115. Se moram na área rural, peça que relatem suas experiências, o que fazem e como é a paisagem. Caso eles morem na área urbana, pergunte se já visitaram o campo e que tipos de atividades realizaram. • Evidencie que os alimentos que consumimos são produzido pelas atividades de trabalho realizadas no campo. Além disso, muitos dos produtos dessas atividades são usados para a fabricação de outros produtos por meio das atividades industriais. • É importante que os alunos compreendam que as ativida- des realizadas no campo estão ligadas à natureza. Dê exemplos que demonstrem isso, como as alterações na produção agrícola em decorrência da falta ou do excesso de chuvas. • Atividade 5. Espera-se que os alu- nos consigam relacionar a agri- cultura às atividades de trabalho realizadas no campo. Assim, caso vivam na cidade, é provável que respondam que a agricultura não é praticada no lugar onde vivem. Caso a agricultura seja uma ativi- dade importante no lugar onde o aluno vive, pode-se solicitar uma pesquisa sobre quais são os produtos que mais se destacam no seu município. As atividades de trabalho no campo dependem do ritmo da natureza Para a maioria dos alunos que vive nas cidades é provável que seja difícil compreender que as atividades de trabalho no campo dependam do ritmo da natureza. Talvez alguns deles não tenham a percepção de que a natureza influencia atividades de trabalho, como a agricultura e a pecuária. Comente com os alunos que para plantar a muda de algum tipo de fruta, por exemplo, é necessário esperar determinada época do ano, queapresenta as condições ideais para o crescimento dessa fruta, como temperatura, umidade ou chuva. Depois, levará um tempo para ficar madura e poder ser colhida. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 114 18/12/17 19:21 115115 • Explique que a pecuária envolve a criação e reprodução de animais, a preparação de pastagens e cerca- dos, a alimentação e a vacinação dos animais, a limpeza dos currais, a coleta dos ovos, a ordenha de vacas e cabras, entre outras ativi- dades. • Peça aos alunos que listem ali- mentos produzidos por meio da agricultura e da pecuária. Organize os exemplos citados pelos alunos no quadro de giz para ajudá-los na compreensão do que é produzido em cada uma dessas atividades. • Esclareça que o extrativismo se restringe a retirar o recurso da natureza, enquanto a pecuária e a agricultura interferem nos pro- cessos de criação ou de reprodu- ção dos recursos extraídos. Por exemplo, a coleta do açaí como atividade extrativa consiste em localizar um açaizeiro e extrair seus frutos. O plantio do açaí na agricultura, por outro lado, exi- ge que alguém prepare o solo e cultive essa planta até que ela produza o fruto para ser colhido. Explique também que essa fruta precisa receber água e luz na quantidade ideal até o momento de ser colhida. Se ocorrer uma seca ou uma forte tempestade (com chuva de granizo, por exemplo), a plantação inteira pode ser destruída. Pode-se propor a realização de uma horta na escola. Ao presenciar as etapas da agri- cultura, como o preparo da terra, a semeadura, os cuidados com a plantação e a colheita, os alunos perceberão mais claramente como algumas atividades dependem do ritmo da natureza, já que terão de esperar o tempo certo para realizar cada etapa. Para seu aluno ler Do campo à mesa: o caminho dos alimentos, de Teddy Chu, Editora Moderna. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 115 18/12/17 19:21 116116 UNIDADE 4 • Auxilie os alunos a compreender o que é matéria-prima, utilizando também outros exemplos, como a transformação do látex em borra- cha, da cana-de-açúcar em açúcar, da areia em vidro, da argila em cerâmica etc. • Peça aos alunos que observem e descrevam as fotos. É importan- te perceberem que a madeira extraída de uma árvore tem de passar por várias etapas até ser transformada em móvel. Eles tam- bém devem concluir que todas essas etapas envolvem o trabalho humano e que uma atividade depende da outra. • Se julgar oportuno, comente que atualmente grande parte da ma- deira utilizada na fabricação de móveis é retirada de áreas de re- florestamento. • Explique que muitos dos objetos que usamos em nosso dia a dia passam por etapas semelhantes ao processo de transformação da madeira em móveis, isto é, foram produzidos por uma indústria a partir de recursos retirados da natureza. • Atividade 6. Os produtos mostra- dos na foto 4 podem ser encon- trados em lojas de móveis. • Atividade 7. A matéria-prima uti- lizada é a madeira. Essa matéria- -prima vem do campo: de áreas florestadas ou de reflorestamento. Sugestão de atividade: Descobrindo a origem das matérias-primas Proponha uma atividade de pesquisa para que os alunos indiquem quais atividades econômicas forneceram as matérias-primas de variados produtos. • Peça aos alunos que pesquisem e recortem imagens de produtos diversos em revistas e jornais. • Forneça revistas e jornais que os alunos possam recortar e peça que reúnam imagens de diferentes produtos. • Em seguida, peça aos alunos que separem as imagens em três categorias, conforme a origem da matéria-prima de cada produto: a primeira categoria deve reunir produtos PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 116 22/12/17 17:57 117117 • Esclareça que, em geral, o consu- midor não adquire os produtos diretamente nas indústrias, mas nos estabelecimentos comerciais. Nas atividades de comércio, o co- merciante adquire as mercadorias dos produtores e as revende aos consumidores. • Comente a diferença entre as atividades de prestação de servi- ços e de comércio. No comércio adquire-se um bem material por meio de pagamento em dinheiro. Na prestação de serviços, não exis- te a compra de um bem material, mas sim o pagamento pelo ser- viço que um profissional realiza. Atividades como lazer, saúde, segurança, atividades bancárias, financeiras etc. são consideradas prestação de serviços. • Atividade 8. Se julgar pertinen- te, peça aos alunos que citem exemplos de estabelecimentos comerciais existentes no lugar onde vivem e o tipo de produto/ mercadoria vendido. Faça uma lista no quadro de giz com o que foi dito pelos alunos para identi- ficar as principais atividades co- merciais. Caso os alunos morem em um bairro rural, ajude-os a listar estabelecimentos que eles frequentam na área urbana do município. cuja matéria-prima tenha origem na agricultura; a segunda, produtos cuja matéria-prima seja proveniente da pecuária; a terceira, produtos cuja matéria-prima tenha origem no extrativismo. • Em seguida, solicite aos alunos que organizem os recortes em três cartazes. Cada categoria de produtos deve estar exposta em um cartaz e ter um título identificando a origem da matéria-prima. Se julgar necessário, peça que identifiquem a matéria-prima principal de cada produto para ajudar na elaboração dos cartazes. • Ao final da atividade, os cartazes podem ser afixados em um mural na sala de aula. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 117 18/12/17 19:21 118118 UNIDADE 4 ObjetivosObjetivos • Conhecer alguns problemas ambientais decorrentes das atividades humanas. • Identificar problemas ambientais no campo e na cidade. • Reconhecer a importância de atitudes responsáveis em relação ao meio ambiente. • Perceber a importância do uso racional da água. • O conteúdo deste capítulo con- tribui para o desenvolvimento da habilidade EF02GE07 da Base Nacional Comum Curricular: Des- crever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e indus- triais) de diferentes lugares, iden- tificando os impactos ambientais, com enfoque na identificação de impactos ambientais causados pelas atividades econômicas em diferentes lugares. • Retome com os alunos a impor- tância das atividades econômicas estudadas no capítulo anterior. Mobilize os alunos a pensar como seria nossa vida sem acesso aos alimentos produzidos no campo e sem os objetos fabricados nas indústrias. • Explique que, embora a agricul- tura, a pecuária e o extrativis- mo sejam fundamentais para a organização da sociedade, essas atividades também podem causar problemas ambientais. • É importante que os alunos per- cebam que todas as atividades produzem efeitos sobre o meio ambiente. Por isso, devemos nos preocupar com a dimensão dos impactos causados já que, em alguns casos, a natureza não con- segue se regenerar de maneira satisfatória. • Explore as fotos das páginas 118 e 119 com os alunos e reforce as consequências do desmatamento, da erosão ou degradação do solo e da poluição da água. Escassez e degradação dos solos e da água ameaçam segurança alimentar A degradação generalizada e o aprofundamento da escassez dos recursos do solo e da água colocaram em risco vários sistemas essenciais de produção alimentar no mundo, aponta um novo relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) [...]. Segundo o documento, a degradação e a escassez dos solos e da água impõem um novo desafio à tarefa de alimentar uma população mundial que deve chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050 [...]. A FAO estima que em 2050 o crescimento da população e da renda vai exigir um aumento de 70% da produção global de alimentos. Isso equivale a mais 1 milhão de toneladas de cereais e 200 milhões de toneladas de produtos de origem animal produzidos anualmente [...]. 100_125_BMG2_GUIA_PE-U04_G19_EDITAL.indd 118 10/1/19 2:37 PM 119119 • Estimule os alunos a perceber que os problemas ambientais afetam a vida de todos os cidadãos.Mesmo aqueles que vivem longe de uma área degradada podem sofrer os efeitos do manejo inadequado dos recursos da natureza. • Problematize a questão dos produtos químicos usados nas plantações, também chamados de defensivos agrícolas ou agro- tóxicos. Explique que, apesar de promoverem o aumento da produtividade, eles podem con- taminar o solo e a água, além de oferecer risco ao trabalhador rural que o aplica e às pessoas que consomem estes alimentos. De acordo com o relatório, melhorar a eficiência do uso da água pela agricultura será fundamental. A maioria dos sistemas de irrigação funciona abaixo de sua capacidade. [...] Além disso, práticas agrícolas inovadoras, como a agricultura de conservação, sistemas agroflorestais, integração da produção vegetal e da pecuária e sistemas integrados de irrigação e aquicultura prometem expandir a produção de forma eficiente para garantir a segurança alimentar e combater a pobreza, restringindo ao mesmo tempo os impactos sobre os ecossistemas [...]. ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A ALIMENTAÇÃO E AGRICULTURA – FAO. Disponível em: . Acesso em: 5 nov. 2017. Para seu aluno ler Iara e a poluição das águas, de Samuel Murgel Branco, Editora Moderna. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 119 20/12/17 17:45 http://www.fao.org.br/edsaasa.asp 120120 UNIDADE 4 • Na cidade, os problemas ambien- tais podem ser mais perceptíveis. Após a leitura do texto e a obser- vação das fotos das páginas 120 e 121, incentive os alunos a discutir quais são os principais problemas ambientais na cidade. Se a escola em que estudam estiver em uma área urbana, pergunte se eles no- tam algum dos problemas citados nos arredores da escola. • Ao tratar dos problemas ambien- tais urbanos, converse com os alu- nos sobre soluções que poderiam ser encaminhadas ou ações que contribuiriam para minimizá-los. Peça aos alunos que façam dese- nhos ilustrando suas propostas e elaborem legendas para explicá- -las. Se julgar oportuno, exponha os desenhos no mural da sala. Para você ler Uso inteligente da água, de Aldo da Cunha Rebouças, Escrituras Editora. Problemas ambientais urbanos O crescimento rápido das cidades não pode ser acompanhado no mesmo ritmo pelo atendimento da infraestrutura para melhoria da qualidade de vida. A deficiência de redes de água tratada, de coleta e tratamento de esgoto, de pavimentação de ruas, de galerias de águas pluviais, de áreas de lazer, de áreas verdes, de núcleos de formação educacional e profissional, de núcleos de atendimento médico- sanitário é comum nessas cidades. Nas grandes cidades dos países subdesenvolvidos, os problemas ambientais são muito maiores do que nos países desenvolvidos, pois, além das questões relativas à PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 120 18/12/17 19:21 121121 121 A quantidade de lixo produzido nas cidades é muito grande. No Brasil, a maior parte do lixo é coletada e depositada em lixões a céu aberto, sem nenhum tratamento. Essa prática contamina o solo e atrai insetos e outros animais que causam doenças. Muitas vezes, o lixo é jogado no leito dos rios, poluindo suas águas. O lixo também é jogado nas ruas e nas avenidas, poluindo o ambiente da cidade. 2 No lugar onde você vive existe algum rio? A água dele é limpa ou poluída? Se for poluída, qual é a causa dessa poluição? D E LF IM M A R TI N S /T Y B A Lixão a céu aberto no município de São Félix do Xingu, estado do Pará, em 2016. JO Á S O U ZA /F U TU R A P R E S S C E S A R D IN IZ /P U LS A R IM A G E N S Lixo em calçada da cidade de Salvador, estado da Bahia, em 2017. Rio poluído despeja sujeira na Baía de Guanabara, no município de São Gonçalo, estado do Rio de Janeiro, em 2015. 3 Há alguma atividade de trabalho que causa algum problema ambiental no lugar onde você vive? Conte para os colegas e para o professor qual é essa atividade e qual é o problema que ela causa ao ambiente. Resposta pessoal. 100-125-BMG2-U04-G19-EDITAL.indd 121 10/1/19 2:31 PM • Se julgar pertinente, aproveite para discutir sobre a produção de lixo. Esclareça que quanto mais produtos consumimos, maior é a quantidade de lixo produzido. Incentive os alunos a pensar na quantidade de lixo que produzem em um único dia. Comente que alguns materiais podem levar décadas e até séculos para se de- compor e enfatize a necessidade de repensar tanto os hábitos de consumo quanto a maneira como descartamos o lixo. • Atividade 2. Ajude os alunos a identificar os rios ou córregos que existem no lugar onde vivem. Se considerar oportuno, cite o exem- plo de um rio próximo à escola e peça que eles avaliem se suas águas estão ou não poluídas. Para auxiliar os alunos a identificarem um rio poluído, explore algumas características, como mau cheiro, água turva, ausência de peixes, presença de lixo acumulado nas margens ou de espuma. Por fim, peça que eles sugiram ações que poderiam ser feitas para evitar a poluição desses rios. • Atividade 3. Promova uma roda de conversa e liste as atividades de trabalho citadas, relacionando-as aos problemas ambientais perce- bidos pelos alunos no lugar onde vivem. Nesta atividade, o aluno desenvolve a habilidade EF02GE07 da Base Nacional Comum Curricu- lar: Descrever as atividades extra- tivas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambien- tais, com enfoque na identificação de impactos ambientais causados pelas atividades de trabalho. poluição do ar, da água e do solo gerados pelas indústrias e pelos automóveis, existem os problemas relacionados com a miserabilidade da população pobre, que sobrevive em péssimas condições sanitárias, vivendo em grandes adensamentos demográficos nos morros, mangues, margens de rios, correndo riscos de toda natureza. ROSS, Jurandyr L. S. A sociedade industrial e o ambiente. In: ROSS, Jurandyr L. S. (Org.). Geografia do Brasil. 5. ed. São Paulo: Edusp, 2008. p. 215-217. Educação em valores Este é um bom momento para demonstrar aos alunos que ações individuais podem ter efeitos posi- tivos ou negativos sobre as outras pessoas. Assim, ao adotarem ati- tudes sustentáveis em relação ao consumo de água e à produção de lixo, os alunos não estarão apenas poupando recursos e preservando a natureza, estarão também contri- buindo efetivamente para o bem- -estar de toda a sua comunidade. 100_125_BMG2_GUIA_PE-U04_G19_EDITAL.indd 121 10/1/19 2:40 PM 122122 UNIDADE 4 ObjetivosObjetivos • Ampliar a conscientização sobre a importância do uso racional da água. • Desenvolver atitudes responsáveis em relação aos recursos naturais. • Praticar ações que contribuam para a economia de água. • Após a leitura do texto e a ob- servação das imagens, os alunos devem refletir sobre algumas de suas atitudes em relação ao uso da água. Pergunte se costumam tomar banho rápido, fechar a torneira enquanto escovam os dentes etc. Incentive-os a avaliar se há atitudes que eles possam melhorar para evitar o desper- dício de água. Esse exercício tem a finalidade de conscientizá-los sobre a necessidade de mudar hábitos e atitudes. • Ao fim das discussões, leve os alu- nos a reconhecer que agora eles sabem por que devem economizar água e por isso estão preparados para conscientizar outras pessoas. Eles devem compreender que, se aumentar a quantidade de pessoas que economizam água, maiores serão os benefícios para o meio ambiente. A escassez de água é uma situação que pode se ampliar, caso não haja consu- mo mais racional. É importante desenvolver nos alunos a noção de que a responsabilidade pela preservação da água é de todos, já que todos são prejudicados quando há escassez deste recurso. Para seu aluno ler Eu fecho a torneira para economizar água, de Jean-René Gombert, Editora Girafinha. Água: sabendo usar não vai faltar Já diziam nossos avós que sabendo usar não vai faltar.O velho ditado é cada dia mais atual, assim como a necessidade de utilizar com sabedoria o que temos. A água é um recurso limitado, e o seu desperdício tem consequências. Cada setor da economia, cada fatia da sociedade, tem sua parcela de responsabilidade nessa história. [...] O banheiro é [o local] onde há mais desperdício. A simples descarga de um vaso sanitário pode gastar até 30 litros de água, dependendo da tecnologia adotada. BEĨ COMUNICAÇÃO. Como cuidar da nossa água. São Paulo: BEĨ Comunicação, 2003. p. 141; 143-145. PDF-100-125-PBG2-GUIA-PE-U04-G19.indd 122 18/12/17 19:21 123123 • Atividade 1. Enfatize que todos dependem da água para sobrevi- ver, portanto, todos se beneficiam quando ela é preservada. • Atividade 2. Se julgar pertinente, incentive os alunos a pensar ou- tras atitudes, além das que foram apresentadas na página anterior. Forneça exemplos de ações que podem ser feitas na escola para evitar o desperdício de água. • Atividade 3. Ajude-os a perceber que a água é um recurso essencial para a manutenção da nossa saú- de e para a realização das tarefas cotidianas. Além disso, comente que a água é usada na produção de energia e em muitas atividades econômicas. Nesta atividade, o aluno desenvolve a habilidade EF02GE11 da Base Nacional Co- mum Curricular: Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e ex- tração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos des- ses usos no cotidiano da cidade e do campo. • Na atividade Vamos fazer, os alunos devem discutir hábitos e ações para evitar o desperdício de água em suas casas. Ao final da discussão na sala de aula, deter- mine um prazo para a aplicação da atividade em casa. Durante esse período, os alunos devem observar se as recomendações estão sendo seguidas e anotar no caderno. Ao final do prazo, discuta com os alunos se a ativida- de foi efetiva e qual foi a reação dos familiares. Domínio da linguagem A atividade Vamos fazer propõe o trabalho com a produção de um gênero textual: o aviso. Antes de iniciar a atividade, explore a experiência que os alunos têm com esse gê- nero. Pergunte se já viram avisos na escola, em parques e em outros locais públicos, que informação esses avisos apresentavam etc. Oriente os alunos para a linguagem utilizada no aviso mostrado na ilustração da página 123 do livro: frases curtas com o objetivo de alertar e de persuadir as pessoas a mudar de comportamento. PDF_100_125_BMG2_GUIA_PE-U04_G19_BNCC.indd 123 3/28/19 1:24 PM 124124 UNIDADE 4 ObjetivosObjetivos • Recordar os principais conceitos e noções estudados ao longo da unidade. • Aplicar o conhecimento adquirido a situações novas. • Oriente a realização das ativida- des e, se necessário, retome os conceitos apresentados durante a unidade. • Atividade 1. O povo inuíte vive na região polar ártica, uma das mais frias do planeta. A superfície fica coberta de gelo a maior parte do ano. Verificar a coerência da descrição do lugar de vivência dos alunos. • Atividade 2. O povo inuíte vive em moradias de madeira e se de- dica à pesca, à caça, à mineração e ao artesanato. O aluno deve comparar seu modo de vida ao dos inuítes e destacar como as pessoas vivem e trabalham em sua comunidade. • Atividade 3. a) A natureza foi mais transformada no lugar mostrado na foto 1, referente ao espaço urbano. b) Os alunos devem re- lacionar a transformação mais intensa mostrada na foto 1 à ur- banização e ao crescimento da cidade. c) É importante que os alunos apontem em suas respostas características dos modos de vida urbano e rural e que revelem os ritmos da cidade e do campo. Os alunos podem apontar, por exemplo, características relacio- nadas às atividades que as pes- soas exercem, ao movimento das pessoas, ao tipo das construções, sua distribuição espacial etc. • Nas atividades 1 a 3, o aluno de- senvolve a habilidade EF02GE04 da Base Nacional Comum Curri- cular: Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares. • Atividade 4. Na agricultura, as pessoas cultivam a terra e colhem o que foi produzido. Na pecuá- ria, as pessoas criam animais. No 100_125_BMG2_GUIA_PE-U04_G19_EDITAL.indd 124 10/21/19 6:38 PM 125125 extrativismo, as pessoas extraem recursos naturais. Na indústria, as pessoas transformam a matéria- -prima em produtos industriali- zados. Nesta atividade, o aluno desenvolve a habilidade EF02GE07 da Base Nacional Comum Cur- ricular: Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecu- árias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais, com enfoque na des- crição das atividades de trabalho. • Atividade 5. Nesta atividade, o aluno desenvolve a habilida- de EF02GE07 da Base Nacional Comum Curricular: Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identifican- do os impactos ambientais, com enfoque na identificação de im- pactos ambientais causados pelas atividades de trabalho. • Atividade 6. Com a retirada da floresta, o solo fica desprotegi- do e sujeito à ação das águas da chuva. Quando a água da chuva escoa, leva consigo porções do solo, formando buracos e dimi- nuindo a sua fertilidade. • Atividade 7. A destruição do solo dificulta a prática da agricultura, o que pode diminuir a oferta de ali- mentos para as pessoas e de ma- térias-primas para as indústrias. • Atividade 8. As substâncias no- civas lançadas pelas indústrias e pelos produtos químicos usados na agricultura, o esgoto e o lixo podem poluir as águas dos rios. • Atividade 9. A utilização de água poluída ou contaminada pode causar danos à saúde das pessoas e prejudicar o abastecimento de água para diferentes atividades. • Nas atividades 5 a 9, o aluno de- senvolve a habilidade EF02GE11 da Base Nacional Comum Curri- cular: Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e extração de mate- riais, entre outras possibilidades) e os impactos desses usos no co- tidiano da cidade e do campo. 100_125_BMG2_GUIA_PE-U04_G19_EDITAL.indd 125 10/21/19 6:38 PM 126 R ep ro du çã o pr oi bi da . A rt. 1 84 d o C ód ig o P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 126 BIBLIO RAFIA ABREU, Elza Maria de A. Carvalho et al. Braille!? O que é isso? São Paulo: Fundação Dorina Nowill para Cegos, 2008. ALMEIDA, Rosângela Doin de. Do desenho ao mapa: iniciação cartográfica na escola. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2003. ALMEIDA, Rosângela Doin de (Org.). Cartografia escolar. São Paulo: Contexto, 2007. ALMEIDA, Rosângela Doin de; PASSINI, Elza Yasuko. Espaço geográfico: ensino e representação. 12. ed. São Paulo: Contexto, 2002. ANTONELLI FILHO, Roberto. A vida nos desertos e semiáridos. São Paulo: FTD, 1997. BRASIL. Congresso Nacional. Câmara dos Deputados. Código brasileiro de trânsito. 8. ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2017. . Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Manual brasileiro de sinalização de trânsito: sinalização horizontal. 1. ed. Brasília: Contran, 2007. v. 4. . Conselho Nacional de Trânsito (Contran). 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Elementos conceituais e metodológicos para definição dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento do ciclo PDF_126_128_BMG2_GUIA_PE_FINAIS_G19_BNCC.indd 126 4/2/19 3:38 PM 127 PDF-126-128-PBG2-GUIA-PE-FINAIS-G19.indd 127 18/12/17 20:18 128 PDF-126-128-PBG2-GUIA-PE-FINAIS-G19.indd 128 18/12/17 20:18 LP PROVA PDF Formato # Págs miolo LOMBADA 220 x 275 mm 168 9 mm LP PROVA PDF Formato papel capa papel miolo # Págs miolo LOMBADA 230x288 cartão 250 g offset 75 g 168 9 mm C o m p o n en te c u rr ic u la r: G EO G R A FI A A N O ISBN 978-85-16-10982-0 9 7 8 8 5 1 6 1 0 9 8 2 0 MANUAL DO PROFESSOR Componente curricular: GEOGRAFIA Organizadora: Editora Moderna Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna. Editora responsável: Lina Youssef Jomaa En sino Fundamental • Anos I ni ci ai s ANO o CAPA BURITI MAIS GEO 2 LP_PNLD.indd All Pages 12/14/17 10:50 AM LP PROVA PDF Formato papel capa papel miolo # Págs miolo LOMBADA 230x288 cartão 250 g offset 75 g 168 9 mm C o m p o n en te c u rr ic u la r: G EO G R A FI A A N O ISBN 978-85-16-10982-0 9 7 8 8 5 1 6 1 0 9 8 2 0 MANUAL DO PROFESSOR Componente curricular: GEOGRAFIA Organizadora: Editora Moderna Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna. Editora responsável: Lina Youssef Jomaa En sino Fundamental • Anos I ni ci ai s ANO o CAPA BURITI MAIS GEO 2 LP_PNLD.indd All Pages 12/14/17 10:50 AM LP PROVA PDF Formato papel capa papel miolo # Págs miolo LOMBADA 230x288 cartão 250 g offset 75 g 168 9 mm C o m p o n en te c u rr ic u la r: G EO G R A FI A A N O ISBN 978-85-16-10982-0 9 7 8 8 5 1 6 1 0 9 8 2 0 MANUAL DO PROFESSOR Componente curricular: GEOGRAFIA Organizadora: Editora Moderna Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna. Editora responsável: Lina Youssef Jomaa En sino Fundamental • Anos I ni ci ai s ANO o CAPA BURITI MAIS GEO 2 LP_PNLD.indd All Pages 12/14/17 10:50 AMCAPA BURITI MAIS GEO 2 LP_PNLD_2019_BNCC.indd All Pages 03/10/19 10:29 0038P19051002IMhabilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). As competências gerais da Educação Básica De acordo com a BNCC, a noção de competência está relacionada com a “mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho”6. São dez competências gerais estipuladas na BNCC, inter-relacionadas e pertinentes a todos os componentes curriculares, que os alunos deverão desenvolver para garantir, ao longo de sua trajetória escolar, uma formação humana integral que visa à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. São elas: 6 BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 8. 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mun- do físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democráti- ca e inclusiva. 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criativida- de, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver pro- blemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. PDF_II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_BNCC.indd 8 3/28/19 12:07 PM IX As competências da área de Ciências Humanas no Ensino Fundamental No Ensino Fundamental, são definidas competências específicas de área para cada uma das quatro áreas do conhecimento (Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciên- cias Humanas). 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artís- tico-cultural. 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das lin- guagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar infor- mações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunica- ção de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de co- nhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e res- ponsabilidade. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioam- biental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreen- dendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos ou- tros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fa- zendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos so- ciais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 9-10. PDF_II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_BNCC.indd 9 4/5/19 10:57 AM X No caso das Ciências Humanas, espera-se que os alunos desenvolvam o conhecimento a partir da contextualização marcada pelas noções de espaço e tempo, conceitos fundamen- tais dessa área. De acordo com a BNCC7, o conhecimento baseado nessas noções promove o raciocínio espaço-temporal, cuja ideia é de que a sociedade produz o espaço em que vive, aproprian- do-se dele em diferentes contextos históricos. A capacidade de identificar esses contextos é a condição para que o ser humano compreenda, interprete e avalie os significados das ações realizadas no passado e/ou no presente, o que o torna responsável tanto pelo saber produ- zido quanto pelo entendimento dos fenômenos naturais e históricos dos quais somos parte. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, é importante centrar-se nas experiências e vivências individuais e familiares trazidas pelos alunos, por meio do lúdico, de trocas, da escuta e de falas sensíveis, nos diversos ambientes educativos, além da sala de aula (biblio- tecas, pátio, praças, parques, museus, arquivos, entre outros). É essencial para esse tipo de abordagem privilegiar o trabalho de campo, as entrevistas, a observação, análises e argumentações, de modo a potencializar descobertas e estimular o pensamento criativo e crítico. É também nessa etapa que os alunos tomam os primeiros contatos com procedimentos de investigação em Ciências Humanas, como a pesquisa sobre diferentes fontes documen- tais, a observação e o registro – de paisagens, fatos, acontecimentos e depoimentos – e a realização de comparações. Esses procedimentos são fundamentais para que compreendam a si mesmos e àqueles que estão em seu entorno, suas histórias de vida e as diferenças dos grupos sociais com os quais se relacionam. O processo de aprendizagem deve levar em conta, de forma pro- gressiva, a escola, a comunidade, o Estado e o país. É importante também que os alunos percebam as relações com o meio ambiente e a ação dos seres humanos com o mundo que os cerca, refletindo sobre os significados dessas relações. Ainda de acordo com a BNCC8, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a capacidade de observar e de compreender a paisagem e a vida parte de uma noção de mundo centra- da na própria identidade de cada um dos alunos. Por isso, o tempo e o espaço vividos são considerados como espaço biográfico, que se relaciona com as experiências pessoais dos alunos em suas vivências. Dessa maneira, foram elaboradas sete competências para a área de Ciências Humanas, visando ao desenvolvimento do raciocínio espaço-temporal e do entendimento do mundo como produto de uma sociedade contextualizada no tempo e no espaço. 7 BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 353. 8 BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 355. 1. Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à diferença em uma sociedade plural e promover os direitos humanos. 2. Analisar o mundo social, cultural e digital e o meio técnico-científico-informa- cional com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, considerando suas variações de significado no tempo e no espaço, para intervir em situações do cotidiano e se posicionar diante de problemas do mundo contemporâneo. 3. Identificar, comparar e explicar a intervenção do ser humano na natureza e na sociedade, exercitando a curiosidade e propondo ideias e ações que contribuam para a transformação espacial, social e cultural, de modo a participar efetiva- mente das dinâmicas da vida social. PDF_II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_BNCC.indd 10 4/2/19 3:26 PM XI 4. Interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas com relação a si mesmo, aos outrose às diferentes culturas, com base nos instrumentos de investigação das Ciências Humanas, promovendo o acolhimento e a valorização da diver- sidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. 5. Comparar eventos ocorridos simultaneamente no mesmo espaço e em espaços variados, e eventos ocorridos em tempos diferentes no mesmo espaço e em espaços variados. 6. Construir argumentos, com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, para negociar e defender ideias e opiniões que respeitem e promovam os direi- tos humanos e a consciência socioambiental, exercitando a responsabilidade e o protagonismo voltados para o bem comum e a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 7. Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica e diferentes gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação no desenvolvimen- to do raciocínio espaço-temporal relacionado a localização, distância, direção, duração, simultaneidade, sucessão, ritmo e conexão. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 357. 1. Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação sociedade/ natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de resolução de problemas. 2. Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico, reco- nhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história. 3. Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do ra- ciocínio geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os princípios de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e ordem. As competências específicas de Geografia para o Ensino Fundamental Ao longo do Ensino Fundamental, os alunos devem desenvolver determinadas com- petências referentes à aprendizagem da Geografia. O reconhecimento da diversidade e das diferenças entre grupos sociais, com base em princípios éticos (respeito à diver- sidade sem preconceitos étnicos, de gênero ou de qualquer outro tipo) e o estímulo da capacidade de empregar o raciocínio geográfico para pensar e resolver problemas gerados na vida cotidiana são condições fundamentais para o desenvolvimento das competências gerais previstas na BNCC. Em articulação com as competências gerais da BNCC e com as competências espe- cíficas da área de Ciências Humanas, a Geografia também deve garantir aos alunos o desenvolvimento de suas próprias competências específicas, por sua vez, articuladas com conceitos e princípios do raciocínio geográfico. No total, são sete competências específicas de Geografia para o Ensino Fundamental: PDF_II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_BNCC.indd 11 3/28/19 11:41 AM XII O trabalho com as habilidades Para garantir o desenvolvimento das competências gerais e específicas previstas na Base Nacional Comum Curricular, os diferentes componentes curriculares apresentam um conjun- to de objetos de conhecimento e habilidades. Os objetos de conhecimento “são entendi- dos como conteúdos, conceitos e processos”9. As habilidades “expressam as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos alunos nos diferentes contextos escolares”10. Apresentamos a relação entre as unidades temáticas, os objetos de conhecimento e as habilidades previstos na BNCC para a disciplina de Geografia11, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos quadros a seguir, ano a ano. 9 BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 28. 10 BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 29. 11 BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 370-379. GEOGRAFIA – 1O ANO UNIDADES TEMÁTICAS OBJETOS DO CONHECIMENTO HABILIDADES O sujeito e seu lugar no mundo O modo de vida das crianças em diferentes lugares EF01GE01: Descrever características observadas de seus lugares de vivência (moradia, escola etc.) e identificar semelhanças e diferenças entre esses lugares. EF01GE02: Identificar semelhanças e diferenças entre jogos e brincadeiras de diferentes épocas e lugares. Situações de convívio em diferentes lugares EF01GE03: Identificar e relatar semelhanças e diferenças de usos do espaço público (praças, parques) para o lazer e diferentes manifestações. EF01GE04: Discutir e elaborar, coletivamente, regras de convívio em diferentes espaços (sala de aula, escola etc.). 4. Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográfi- cas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas. 5. Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio téc- nico-científico e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológicas) para questões que requerem conhecimentos científi- cos da Geografia. 6. Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e de- fender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência so- cioambiental e o respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza. 7. Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade, flexibi- lidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões socioam- bientais, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e solidários. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 366. (continua) II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_EDITAL.indd 12 9/30/19 10:41 AM XIII GEOGRAFIA – 1O ANO UNIDADES TEMÁTICAS OBJETOS DO CONHECIMENTO HABILIDADES Conexões e escalas Ciclos naturais e a vida cotidiana EF01GE05: Observar e descrever ritmos naturais (dia e noite, variação de temperatura e umidade etc.) em diferentes escalas espaciais e temporais, comparando a sua realidade com outras. Mundo do trabalho Diferentes tipos de trabalho existentes no seu dia a dia EF01GE06: Descrever e comparar diferentes tipos de moradia ou objetos de uso cotidiano (brinquedos, roupas, mobiliários), considerando técnicas e materiais utilizados em sua produção. EF01GE07: Descrever atividades de trabalho relacionadas com o dia a dia da sua comunidade. Formas de representação e pensamento espacial Pontos de referência EF01GE08: Criar mapas mentais e desenhos com base em itinerários, contos literários, histórias inventadas e brincadeiras. EF01GE09: Elaborar e utilizar mapas simples para localizar elementos do local de vivência, considerando referenciais espaciais (frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) e tendo o corpo como referência. Natureza, ambientes e qualidade de vida Condições de vida nos lugares de vivência EF01GE10: Descrever características de seus lugares de vivência relacionadas aos ritmos da natureza (chuva, vento, calor etc.). EF01GE11: Associar mudanças de vestuário e hábitos alimentares em sua comunidade ao longo do ano, decorrentes da variação de temperatura e umidade no ambiente. (continua) GEOGRAFIA – 2O ANO UNIDADES TEMÁTICAS OBJETOS DO CONHECIMENTO HABILIDADES O sujeito e seu lugar no mundo Convivência e interações entre pessoas na comunidade EF02GE01: Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive. EF02GE02: Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças. Riscos e cuidados nos meios de transporte e de comunicação EF02GE03: Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável. Conexões e escalas Experiênciasda comunidade no tempo e no espaço EF02GE04: Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares. Mudanças e permanências EF02GE05: Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes tempos. Mundo do trabalho Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes EF02GE06: Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono etc.). EF02GE07: Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais. II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_EDITAL.indd 13 9/30/19 10:42 AM XIV GEOGRAFIA – 3O ANO UNIDADES TEMÁTICAS OBJETOS DO CONHECIMENTO HABILIDADES O sujeito e seu lugar no mundo A cidade e o campo: aproximações e diferenças EF03GE01: Identificar e comparar aspectos culturais dos grupos sociais de seus lugares de vivência, seja na cidade, seja no campo. EF03GE02: Identificar, em seus lugares de vivência, marcas de contribuição cultural e econômica de grupos de diferentes origens. EF03GE03: Reconhecer os diferentes modos de vida de povos e comunidades tradicionais em distintos lugares. Conexões e escalas Paisagens naturais e antrópicas em transformação EF03GE04: Explicar como os processos naturais e históricos atuam na produção e na mudança das paisagens naturais e antrópicas nos seus lugares de vivência, comparando-os a outros lugares. Mundo do trabalho Matéria-prima e indústria EF03GE05: Identificar alimentos, minerais e outros produtos cultivados e extraídos da natureza, comparando as atividades de trabalho em diferentes lugares. Formas de representação e pensamento espacial Representações cartográficas EF03GE06: Identificar e interpretar imagens bidimensionais e tridimensionais em diferentes tipos de representação cartográfica. EF03GE07: Reconhecer e elaborar legendas com símbolos de diversos tipos de representações em diferentes escalas cartográficas. Natureza, ambientes e qualidade de vida Produção, circulação e consumo EF03GE08: Relacionar a produção de lixo doméstico ou da escola aos problemas causados pelo consumo excessivo e construir propostas para o consumo consciente, considerando a ampliação de hábitos de redução, reúso e reciclagem/descarte de materiais consumidos em casa, na escola e/ou no entorno. (continua) GEOGRAFIA – 2O ANO UNIDADES TEMÁTICAS OBJETOS DO CONHECIMENTO HABILIDADES Formas de representação e pensamento espacial Localização, orientação e representação espacial EF02GE08: Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência. EF02GE09: Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua). EF02GE10: Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. Natureza, ambientes e qualidade de vida Os usos dos recursos naturais: solo e água no campo e na cidade EF02GE11: Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo. II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_EDITAL.indd 14 9/30/19 10:42 AM XV GEOGRAFIA – 3O ANO UNIDADES TEMÁTICAS OBJETOS DO CONHECIMENTO HABILIDADES Natureza, ambientes e qualidade de vida Impactos das atividades humanas EF03GE09: Investigar os usos dos recursos naturais, com destaque para os usos da água em atividades cotidianas (alimentação, higiene, cultivo de plantas etc.), e discutir os problemas ambientais provocados por esses usos. EF03GE10: Identificar os cuidados necessários para utilização da água na agricultura e na geração de energia de modo a garantir a manutenção do provimento de água potável. EF03GE11: Comparar impactos das atividades econômicas urbanas e rurais sobre o ambiente físico natural, assim como os riscos provenientes do uso de ferramentas e máquinas. GEOGRAFIA – 4O ANO UNIDADES TEMÁTICAS OBJETOS DO CONHECIMENTO HABILIDADES O sujeito e seu lugar no mundo Território e diversidade cultural EF04GE01: Selecionar, em seus lugares de vivência e em suas histórias familiares e/ou da comunidade, elementos de distintas culturas (indígenas, afro-brasileiras, de outras regiões do país, latino-americanas, europeias, asiáticas etc.), valorizando o que é próprio em cada uma delas e sua contribuição para a formação da cultura local, regional e brasileira. Processos migratórios no Brasil EF04GE02: Descrever processos migratórios e suas contribuições para a formação da sociedade brasileira. Instâncias do poder público e canais de participação social EF04GE03: Distinguir funções e papéis dos órgãos do poder público municipal e canais de participação social na gestão do Município, incluindo a Câmara de Vereadores e Conselhos Municipais. Conexões e escalas Relação campo e cidade EF04GE04: Reconhecer especificidades e analisar a interdependência do campo e da cidade, considerando fluxos econômicos, de informações, de ideias e de pessoas. Unidades político-administrativas do Brasil EF04GE05: Distinguir unidades político-administrativas oficiais nacionais (Distrito, Município, Unidade da Federação e grande região), suas fronteiras e sua hierarquia, localizando seus lugares de vivência. Conexões e escalas Territórios étnico-culturais EF04GE06: Identificar e descrever territórios étnico-culturais existentes no Brasil, tais como terras indígenas e de comunidades remanescentes de quilombos, reconhecendo a legitimidade da demarcação desses territórios. Mundo do trabalho Trabalho no campo e na cidade EF04GE07: Comparar as características do trabalho no campo e na cidade. Produção, circulação e consumo EF04GE08: Descrever e discutir o processo de produção (transformação de matérias-primas), circulação e consumo de diferentes produtos. Formas de representação e pensamento espacial Sistema de orientação EF04GE09: Utilizar as direções cardeais na localização de componentes físicos e humanos nas paisagens rurais e urbanas. Elementos constitutivos dos mapas EF04GE10: Comparar tipos variados de mapas, identificando suas características, elaboradores, finalidades, diferenças e semelhanças. Natureza, ambientes e qualidade de vida Conservação e degradação da natureza EF04GE11: Identificar as características das paisagens naturais e antrópicas (relevo, cobertura vegetal, rios etc.) no ambiente em que vive, bem como a ação humana na conservação ou degradação dessas áreas. II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_EDITAL.indd 15 10/1/19 2:34 PM XVI GEOGRAFIA – 5O ANO UNIDADES TEMÁTICAS OBJETOS DO CONHECIMENTO HABILIDADES O sujeito e seu lugar no mundo Dinâmica populacional EF05GE01: Descrever e analisar dinâmicas populacionais na Unidade da Federação em que vive, estabelecendo relações entre migrações e condições de infraestrutura. Diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais EF05GE02: Identificar diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais entre grupos em diferentes territórios. Conexões e escalas Território, redes e urbanização EF05GE03: Identificar as formas e funções das cidades e analisar as mudanças sociais, econômicas e ambientais provocadas pelo seu crescimento. EF05GE04: Reconhecer as características da cidade e analisar as interações entre a cidade e o campo e entre cidades na rede urbana. Mundo do trabalho Trabalho e inovação tecnológica EF05GE05: Identificar e comparar as mudanças dos tipos de trabalho e desenvolvimento tecnológico na agropecuária, na indústria, no comércio e nos serviços. EF05GE06: Identificar e comparar transformações dos meios de transportee de comunicação. EF05GE07: Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações. Formas de representação e pensamento espacial Mapas e imagens de satélite EF05GE08: Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes. Representação das cidades e do espaço urbano EF05GE09: Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando mapas temáticos e representações gráficas. Natureza, ambientes e qualidade de vida Qualidade ambiental EF05GE10: Reconhecer e comparar atributos da qualidade ambiental e algumas formas de poluição dos cursos de água e dos oceanos (esgotos, efluentes industriais, marés negras etc.). Diferentes tipos de poluição EF05GE11: Identificar e descrever problemas ambientais que ocorrem no entorno da escola e da residência (lixões, indústrias poluentes, destruição do patrimônio histórico etc.), propondo soluções (inclusive tecnológicas) para esses problemas. Gestão pública da qualidade de vida EF05GE12: Identificar órgãos do poder público e canais de participação social responsáveis por buscar soluções para a melhoria da qualidade de vida (em áreas como meio ambiente, mobilidade, moradia e direito à cidade) e discutir as propostas implementadas por esses órgãos que afetam a comunidade em que vive. O desenvolvimento das habilidades nesta coleção Nesta coleção, os conteúdos temáticos e as atividades apresentados no Livro do Estudan- te foram elaborados com a finalidade de desenvolver as habilidades previstas na BNCC para o componente curricular Geografia. O quadro a seguir relaciona os conteúdos temáticos desenvolvidos no Livro do Estudante do 2o ano do Ensino Fundamental aos objetos de co- nhecimento e às habilidades da BNCC. II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_EDITAL.indd 16 9/30/19 10:44 AM XVII 2o ANO Conteúdos temáticos do Livro do Estudante Objeto de conhecimento Habilidades da BNCC desenvolvidas nos conteúdos temáticos Unidade 1: Bairro: o seu lugar • Características do bairro. • Mudanças e permanências no bairro. • Convivência no bairro. • Pontos de referência e localização. • Migrantes no bairro. • Diferentes maneiras de representar os lugares. • Pontos de vista: visão oblíqua e visão vertical. Convivência e interações entre pessoas na comunidade EF02GE01: Descrever a história das migrações no bairro ou comunidade em que vive. EF02GE02: Comparar costumes e tradições de diferentes populações inseridas no bairro ou comunidade em que vive, reconhecendo a importância do respeito às diferenças. Mudanças e permanências EF02GE05: Analisar mudanças e permanências, comparando imagens de um mesmo lugar em diferentes tempos. Localização, orientação e representação espacial EF02GE08: Identificar e elaborar diferentes formas de representação (desenhos, mapas mentais, maquetes) para representar componentes da paisagem dos lugares de vivência. EF02GE09: Identificar objetos e lugares de vivência (escola e moradia) em imagens aéreas e mapas (visão vertical) e fotografias (visão oblíqua). Unidade 2: O dia a dia no lugar onde você vive • Os períodos do dia e as atividades diárias. • As atividades de trabalho e os períodos do dia. • Noções espaciais: lateralidade e projeção do esquema corporal. • A circulação no bairro: meios de transporte. • Leis, sinalização e segurança no trânsito. Riscos e cuidados nos meios de transporte e de comunicação EF02GE03: Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável. Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes EF02GE06: Relacionar o dia e a noite a diferentes tipos de atividades sociais (horário escolar, comercial, sono etc.). Localização, orientação e representação espacial EF02GE10: Aplicar princípios de localização e posição de objetos (referenciais espaciais, como frente e atrás, esquerda e direita, em cima e embaixo, dentro e fora) por meio de representações espaciais da sala de aula e da escola. Unidade 3: Você se comunica • Diferentes formas de comunicação. • A Língua Brasileira de Sinais (Libras). • Os meios de comunicação. • Comunicação e tecnologia. • Cuidados ao utilizar a internet. Riscos e cuidados nos meios de transporte e de comunicação EF02GE03: Comparar diferentes meios de transporte e de comunicação, indicando o seu papel na conexão entre lugares, e discutir os riscos para a vida e para o ambiente e seu uso responsável. Unidade 4: Em cada lugar, um modo de viver • O modo de vida em diferentes lugares. • O modo de vida das pessoas e a natureza. • As atividades de trabalho no campo e na cidade. • Os impactos ambientais causados pelas atividades humanas no campo e na cidade. Experiências da comunidade no tempo e no espaço EF02GE04: Reconhecer semelhanças e diferenças nos hábitos, nas relações com a natureza e no modo de viver de pessoas em diferentes lugares. Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes EF02GE07: Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais. Os usos dos recursos naturais solo e água no campo e na cidade EF02GE11: Reconhecer a importância do solo e da água para a vida, identificando seus diferentes usos (plantação e extração de materiais, entre outras possibilidades) e os impactos desses usos no cotidiano da cidade e do campo. PDF_II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_BNCC.indd 17 3/28/19 12:09 PM XVIII A relação entre conteúdos anteriores e posteriores na BNCC Com base na observação dos objetos de conhecimento estabelecidos na BNCC para os anos iniciais do Ensino Fundamental, em Geografia, é possível perceber que conteúdos trabalhados por meio de um objeto de conhecimento, em determinado ano, podem se relacionar com conteúdos trabalhados por meio de objetos de conhecimento de anos an- teriores e/ou anos posteriores. Assim, por exemplo, os conteúdos trabalhados por meio do objeto O modo de vida das crianças em diferentes lugares, do 1o ano, podem se relacionar com conteúdos trabalhados por meio do objeto de conhecimento Convivência e interações entre pessoas na comunidade, do 2o ano. Os esquemas a seguir mostram essa relação ao longo dos anos iniciais do Ensino Funda- mental. Ciclos naturais e a vida cotidiana 1o ANO Experiências da comunidade no tempo e no espaço 2o ANO Diferentes tipos de trabalho existentes no seu dia a dia 1o ANO Tipos de trabalho em lugares e tempos diferentes 2o ANO Mudanças e permanências 2o ANO Paisagens naturais e antrópicas em transformação 3o ANO Pontos de referência 1o ANO Sistema de orientação 4o ANO Localização, orientação e representação espacial 2o ANO O modo de vida das crianças em diferentes lugares 1o ANO Situações de convívio em diferentes lugares 1o ANO Convivência e interações entre pessoas na comunidade 1o ANO PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 18 20/12/17 18:28 XIX Unidades político- -administrativas do Brasil 4o ANO Território, redes e urbanização 5o ANO Processos migratórios no Brasil 4o ANO Dinâmica populacional 5o ANO Território e diversidade cultural 4o ANO Territórios étnico-culturais 4o ANO Diferenças étnico-raciais e étnico-culturais e desigualdades sociais 5o ANO Territórios, redes e urbanização 5o ANOA cidade e o campo: aproximações e diferenças 3o ANO Relação campo e cidade 4o ANO Matéria-prima e indústria 3o ANO Trabalho no campo e na cidade 4o ANO Trabalho e inovação tecnológica 5o ANO Matéria-prima e indústria 3o ANO Produção, circulação e consumo 4o ANO PDF_II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_BNCC.indd 19 3/28/19 12:10 PM XX Representações cartográficas 3o ANO Sistema de orientação 4o ANO Elementos constitutivos dos mapas 4o ANO Mapas e imagens de satélite4o ANO Representação das cidades e do espaço urbano 4o ANO Condições de vida nos lugares de vivência 1o ANO Os usos dos recursos naturais: solo e água no campo e na cidade 2o ANO Conservação e degradação da natureza 4o ANO Instâncias do poder público e canais de participação social 4o ANO Diferentes tipos de poluição 5o ANO Impactos das atividades humanas 3o ANO Gestão pública da qualidade de vida 5o ANO Qualidade ambiental 5o ANO PDF_II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_BNCC.indd 20 3/28/19 12:10 PM XXI 3. Princípios norteadores desta coleção Os conteúdos temáticos Nesta coleção, partimos do entendimento de que a contribuição da Geografia para a for- mação dos alunos resultará da compreensão que eles terão da realidade em seu conjunto. Assim, ao estudar o espaço geográfico, os alunos deverão refletir sobre a dinâmica social, a dinâmica da natureza e a relação dos seres humanos entre si e com a natureza. Acreditamos que, ao propiciar aos alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental o conhecimento sobre o mundo e sobre o lugar em que vivem, estaremos contribuindo para a sua formação cidadã. Levando em conta a necessidade de adequação dos conhecimentos básicos da Geografia ao público a que se destinam, e considerando suas especificidades para as diferentes faixas etárias, esta coleção traz um percurso didático para a alfabetização geográfica por meio de conteúdos temáticos e de atividades que visam desenvolver habilidades fundamentais para uma aprendizagem significativa. A escolha dos conteúdos foi norteada pelas possibilidades que eles oferecem ao trabalho articulado e significativo com conceitos, procedimentos, valores e atitudes. Vale lembrar que esses conteúdos não se esgotam no livro didático, devendo ser readequados pelo pro- fessor, de acordo com sua prática pedagógica e com a realidade da escola, do grupo de alunos e da comunidade. A coleção traz um repertório de conteúdos apresentados de maneira clara e objetiva, de modo a estimular a reflexão a respeito de questões que envolvam a participação individual ou coletiva na sociedade. Dessa forma, o material didático auxilia o trabalho do professor na construção do diálogo entre a teoria e a prática na sala de aula. O livro do 1o ano apresenta os temas sobre a identidade; os grupos sociais; as noções de lateralidade, trabalhadas a partir do próprio corpo; e as noções de permanência e mudan- ça. Trabalham-se, também, os lugares mais próximos de vivência: a moradia e a escola; e o reconhecimento dos ritmos da natureza no cotidiano. No livro do 2o ano, a principal escala de análise passa a ser o bairro. Também são estudados os meios de transporte e as comu- nicações, para propiciar aos alunos um entendimento articulado entre fluxos de pessoas, mercadorias e informações. O livro de 3o ano é dedicado à leitura e à análise da paisagem como procedimentos para a compreensão do espaço geográfico. Os alunos são levados a re- conhecer os elementos formadores e transformadores das diferentes paisagens, do campo e da cidade, e a percebê-las como produto da relação entre sociedade e natureza. No livro do 4o ano, trabalhamos com a organização político-administrativa do Brasil, suas paisagens naturais e sociais. Abordamos, também, a produção e o trabalho no campo e na cidade e suas interdependências, e a formação da população brasileira. O livro de 5o ano tem como foco a dinâmica populacional brasileira, a urbanização e a formação das redes urbanas, além da tecnologia no mundo do trabalho e a questão ambiental. Em todos os livros desta coleção, os conceitos da Geografia são a base para a forma- ção do raciocínio geográfico e, portanto, para a compreensão do espaço geográfico. Tais conceitos são abordados em diferentes escalas, permitindo relacionar o local e o global na busca da totalidade. Também por meio dos conteúdos temáticos buscou-se promover a aquisição e o desen- volvimento de alguns procedimentos fundamentais à leitura e à compreensão do espaço geográfico. Esses procedimentos relacionam-se à observação, registro, descrição, explica- ção, comparação, associação, análise e síntese, entre outros, além de procedimentos espe- cíficos da linguagem cartográfica, como a leitura e a interpretação de variadas representa- ções gráficas (mapas, plantas, fotografias, desenhos, esquemas, tabelas e gráficos). PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 21 20/12/17 18:28 XXII Ressaltamos o papel imprescindível do professor como agente mediador na contextuali- zação dos conceitos, tornando-os mais significativos na medida em que faz a aproximação dos conteúdos à realidade cotidiana, respeitando-se o estágio cognitivo do aluno. A alfabetização cartográfica Nesta coleção, desenvolvemos, em todos os volumes, de forma gradual e em consonân- cia com o desenvolvimento mental dos alunos, um trabalho voltado para a alfabetização cartográfica. O domínio da linguagem cartográfica permite a leitura e interpretação de informações dadas por representações gráficas, recurso fundamental da Geografia. Ao longo dos livros desta coleção, desenvolvemos habilidades e noções necessárias à leitura e interpretação de mapas: noções de visão oblíqua e visão vertical, imagem bidimen- sional e imagem tridimensional, alfabeto cartográfico (ponto, linha e área), lateralidade, referencial e orientação, construção de legenda, proporção e escala. Considerando a orga- nização seriada do ensino e a diferença do potencial de leitura dos alunos, os trabalhos com a cartografia desenvolvidos nesta coleção obedecem a uma complexidade crescente, for- necendo subsídios necessários à compreensão das representações gráficas, principalmente os mapas. O domínio da linguagem A elaboração desta coleção também foi guiada pelo entendimento de que o domínio da linguagem – leitura, escrita e oralidade – constitui ferramenta de grande valia para a compreensão da realidade, além de facilitar a inserção do indivíduo na vida em sociedade. Todos sabem da importância da proficiência em língua portuguesa e do papel central da escola em seu ensino. Entretanto, resultados de diversas pesquisas e avaliações educacionais demonstram que grande parte dos alunos que concluem o Ensino Fundamental não compreende o que lê e não sabe se expressar de forma adequada. A escola tem papel fundamental nesse processo, já que se constitui como um espaço de interação de conhecimentos provenientes de diferentes áreas. Pesquisadores da linguagem afirmam: “Ler e escrever são tarefas da escola, questões para todas as áreas, uma vez que são habilidades indispensáveis para a formação de um estudante, que é responsabilidade da escola”12. Reconhecendo a importância do papel da escola no ensino da língua como base para o desenvolvimento de cidadãos críticos e participativos, acreditamos que um material didático que reconheça o professor como organizador de situações de mediação entre o objeto de conhecimento e o aluno não pode negligenciar o trabalho com a linguagem, qualquer que seja a disciplina. Assim, entendemos que a Geografia pode contribuir para desenvolver o domínio da linguagem nos aspectos da leitura, da escrita e da oralidade. Acreditamos que a aprendiza- gem dos conteúdos próprios de Geografia é potencializada quando o aluno, ao desenvolver 12 GUEDES, Paulo Coimbra; SOUZA, Jane Mari de. Leitura e escrita são tarefas da escola e não só do professor de português. In: NEVES, Iara Conceição Bitencourt et al. (Org.). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 5. ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003. p. 15. PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 22 20/12/17 18:28 XXIII essas competências relativas à língua, compreende melhor os textos, mobiliza habilidades necessárias para resolver as atividades propostas, reconhece e utiliza vocabulário específico da disciplina, descreve uma paisagem ou um fenômeno, discute ou argumenta oralmente a respeito de um assunto, justifica este ou aquele posicionamento mediante um argumento, produz textosexpositivos e instrucionais, escreve bilhetes etc., ao mesmo tempo que reflete sobre os assuntos e os comunica. Dessa maneira, surge como ponto fundamental o trabalho com a alfabetização nos anos iniciais do Ensino Fundamental. De acordo com o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, quatro princípios devem ser considerados ao longo do desenvolvimento pedagógico: “1. o Sistema de Escrita Alfabética é complexo e exige um ensino sistemático e problematizador; 2. o desenvolvimento das capacidades de leitura e de produção de textos ocorre durante todo o processo de escolarização, mas deve ser iniciado logo no início da Educação Básica, garantindo aces- so precoce a gêneros discursivos de circulação social e a situações de interação em que as crianças se reconheçam como protagonistas de suas próprias histórias; 3. conhecimentos oriundos das diferentes áreas podem e devem ser apropriados pelas crianças, de modo que elas possam ouvir, falar, ler, escrever sobre temas diversos e agir na sociedade; 4. a ludicidade e o cuidado com as crianças são condições básicas nos processos de ensino e de aprendizagem”13. É sob esse enfoque que esta coleção propõe atividades que visam explorar o domínio da linguagem. Aproveitando algumas situações de uso da língua, procurou-se evidenciar, para o professor, de que forma os conteúdos apresentados poderão ser usados como objeto para reflexão sobre a linguagem. Para esse estudo, quatro aspectos foram focalizados: leitura, escrita e oralidade. Leitura A antecipação das informações apresentadas e o levantamento de conhecimentos pré- vios do aluno são capacidades leitoras importantes para a formação do leitor proficiente. Nesta coleção, esse aspecto é trabalhado não apenas a partir dos textos verbais que com- põem as unidades, mas também na leitura das imagens de abertura de cada unidade dos livros. O objetivo é auxiliar o aluno a perceber que as diferentes linguagens (verbal e não verbal) se relacionam na construção do sentido global. Também nesse sentido, os textos de apresentação dos conteúdos têm estrutura clara e linguagem concisa e acessível aos alunos, transmitindo os assuntos de modo objetivo. As atividades são voltadas para a assimilação, a compreensão e a reflexão sobre os conteúdos. Escrita A proposta de produção textual parte da leitura e análise da estrutura de um texto, pro- cedimentos estes que servirão de base para a escrita do aluno, tanto em relação à forma quanto ao conteúdo, geralmente relacionado com o tema da unidade. Esse trabalho ocorre especialmente na seção Para ler e escrever melhor, nos livros do 2o ao 5o ano. Em outros momentos, fora dessa seção, há atividades em que se solicita a produção de pequenos textos (ou suportes) de circulação social, como relato, bilhete, diário, cartaz, pesquisa, entre outros. 13 BRASIL. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Brasília: MEC/SEB, 2012. PDF-II-XL-PBG2-GUIA-PG-G19 1.indd 23 20/12/17 18:28 XXIV Oralidade O trabalho com a oralidade ocorre em diversos momentos ao longo dos livros, mais especialmente nas páginas de abertura das unidades, por meio de atividades de leitura de imagens e ativação de conhecimentos prévios relacionados aos temas que serão abordados. Há também outras ocasiões em que o aluno poderá realizar relatos, explicações, argu- mentações, entrevistas, entre outros gêneros orais. Nesse trabalho, objetiva-se levar o aluno não apenas a perceber a importância da organi- zação das ideias para a eficácia na comunicação e a defesa do seu ponto de vista, mas tam- bém a adotar atitudes e procedimentos pertinentes a esses momentos de interação, como o uso de linguagem adequada à situação de comunicação, seja ela formal ou informal, e o respeito à opinião dos colegas e à vez de cada um se expressar. O trabalho com a linguagem nesta obra, portanto, não pretende desviar o olhar do alu- no dos conteúdos específicos da disciplina, mas promover maior reflexão de forma que a aprendizagem desses conteúdos seja potencializada. Assim, sob a rubrica Domínio da linguagem, encontram-se na parte específica deste Ma- nual orientações e sugestões didáticas para se trabalhar o domínio da linguagem. A educação em valores e os temas contemporâneos A educação escolar comprometida com a formação de cidadãos envolve a transmissão de conhecimentos que permitam desenvolver as capacidades necessárias para uma parti- cipação social efetiva, entre eles o domínio da língua e os conteúdos específicos de cada disciplina. Tais conhecimentos devem estar intrinsecamente ligados a um conjunto de valo- res éticos universais, que têm como princípio a dignidade do ser humano, a igualdade de direitos e a corresponsabilidade social. A educação em valores requer que os alunos conheçam questões relevantes para a vida em sociedade, que reflitam e se posicionem em relação a elas. Pressupõe reflexões sobre questões globais combinadas com ações locais: em casa, na sala de aula, na comunidade. Nesta coleção, os valores são trabalhados de forma transversal, divididos em quatro grandes temas: • formação cidadã, que envolve a capacitação para participar da vida coletiva, incluin- do temas variados: direitos da criança e do adolescente, educação para o trânsito, respeito e valorização do idoso, educação em direitos humanos, educação das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena, vida fa- miliar e social, educação financeira e fiscal, trabalho, ciência e tecnologia, entre outros. • meio ambiente, que envolve a valorização dos recursos naturais disponíveis e a sua utilização sob a perspectiva do desenvolvimento sustentável, o respeito e a proteção à natureza, incluindo temas como educação ambiental e educação para o consumo. • saúde, que engloba tanto aspectos de saúde individual quanto de saúde coletiva, edu- cação alimentar e nutricional e processo de envelhecimento. • pluralidade cultural, que envolve o conhecimento, o respeito e o interesse pelas diferenças culturais, na sociedade brasileira e no mundo. O trabalho com a educação em valores perpassa todos os livros desta coleção. No livro do aluno, é indicado por meio de ícones e, no Manual do Professor, as sugestões e orienta- ções aparecem sob a rubrica Educação em valores. PDF_II_XL_BMG2_GUIA_PG-G19_BNCC.indd 24 3/28/19 11:55 AM XXV 4. A avaliação A avaliação fornece subsídios para o professor compreender o processo de ensino e aprendizagem. Ela deve ser vista como um meio de o professor identificar os avanços e as dificuldades do seu trabalho e reorientar sua prática pedagógica em busca dos objetivos da aprendizagem, em um processo diagnóstico, contínuo, integral e diversificado. A avaliação deve propiciar ao professor oportunidades de repensar sua prática pedagó- gica e ajustá-la às necessidades do processo de aprendizagem de alguns alunos ou de toda a classe. Desse modo, a avaliação deve ser capaz de fornecer ao professor parâmetros dos avanços do aluno, além de evidenciar suas próprias virtudes e falhas enquanto mediador do processo de ensino e aprendizagem. Sob esse aspecto, a avaliação também representa um momento para que o professor reflita e planeje sua prática pedagógica, corrigindo rotas, adequando estratégias e repensando situações de aprendizagem. Nesse processo, a avalia- ção não só permite verificar se os conteúdos estão sendo aprendidos, mas, também, como esses conteúdos estão sendo aprendidos, ou seja, a maneira como os alunos aprendem. Trata-se de perceber as formas de ensinar do professor e os caminhos da aprendizagem dos alunos, o que permite a percepção dos avanços e das fragilidades do ensino oferecido e, principalmente, a possibilidade de criar propostas mais adequadas ao aprendizado dos alunos. Realizada no início da aprendizagem de um conteúdo, a avaliação diagnóstica permite o contato com o que o aluno já sabe e as hipóteses sobre o que virá a seguir, o que possibilita traçar um diagnóstico