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PNEUMONIA EM BEBÊS E CRIANÇAS Causas, diagnóstico e tratamento clínico indicado 2 2 3 5 8 12 15 17 SUMÁRIO INTRODUÇÃO CLASSIFICAÇÕES Etiologia variada e de difícil confirmação SINTOMAS E DIAGNÓSTICO Tosse com catarro e ofegância são alertas TRATAMENTOS Amoxicilina é o fármaco mais indicado CONCLUSÃO SOBRE O SECAD www.secad.com.br 3 INTRODUÇÃO 4 IN T R O D U Ç Ã O A pneumonia é uma inflamação do parênquima pulmonar. Via de regra, a doença origina-se pela ação de vírus e bactérias – embora também possa ser desencadeada pela presença de outros micro-organismos, como fungos. Há uma incidência predominante de pneumonia nos primeiros anos de vida. Felizmente, ela tem cura e raramente é contagiosa. Mas é importante que pediatras, clínicos gerais e outros especialistas compreendam do que se trata a pneumonia infantil, a melhor forma de identificá-la, de classificá-la e, principalmente, de tratá-la, evitando possíveis complicações. Essa é a finalida- de do e-book que você lerá de agora em diante. Esperamos que aprecie e que lhe seja útil. Boa leitura. www.secad.com.br CLASSIFICAÇÕES 5 Etiologia variada e de difícil confirmação 6 C L A S S IF IC A Ç Õ E S www.secad.com.br Há duas classificações convencionais para a pneumonia em pacientes pediátricos. O termo pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é utilizado para crianças hígidas que contraíram a doença fora do ambiente hospitalar. Quando o quadro é identificado 48 horas após a admissão no centro de saúde, a enfermidade é chamada de pneumonia adqui- rida no hospital (PAH). Cerca de 25% das pneumonias em bebês e crianças apresentam etiologia mista. A broncopneumonia, por sua vez, é a classificação dada quando os brônquios são acometidos pela inflamação. PAC e PAH 7 www.secad.com.br O médico deve considerar alguns elementos com- plicadores para a pneumonia em bebês e crianças: Fatores de risco C L A S S IF IC A Ç Õ E S Gripes e resfriados Aleitamento materno escasso Doenças pulmonares congênitas Enfermidades crônicas Prematuridade Ausência de vacinação Contato próximo com adultos doentes Histórico de pneumonia Imunodeficiência Entrada precoce na escola A experiência clínica denota uma incidência maior da inflamação do parênquima pulmonar nos primeiros anos de vida. Variantes incluem os vírus: sincicial respiratório, parainfluenza, influenza, adenovírus e o vírus do sarampo. No caso de infecções bacterianas, o agente mais constante é o Streptococcus pneumoniae. É importante destacar, ainda, a chamada “pneu- monia afebril do lactente”, comum até os três primeiros meses de vida e causada por orga- nismos como Chlamydiatrachomatis, Ureaplasma e Urealyticum. 8 SINTOMAS E DIAGNÓSTICO Tosse com catarro e ofegância são alertas 9 www.secad.com.br S IN TO M A S E D IA G N Ó S T IC O O diagnóstico é um dos desafios da pneumonia em pacientes pediátricos. Isso se torna ainda mais complexo no aten- dimento a bebês, pois a incapacidade de comunicação inviabiliza o assessoramento à identificação dos sintomas. Em geral, a doença guarda semelhanças com as gripes em sua manifestação inicial. A diferença é que os sinais carac- terísticos, como febre alta (acima de 38°) e tosse com catarro, têm uma duração prolongada e se acentuam ao longo do tempo. A etiologia exerce uma participação importante nessa abordagem. Em casos de pneumonia bacteriana, o quadro de gravidade pode se instalar repentinamente. Já a enfermidade provocada por vírus tende a se apresentar como um processo de debilidade evolutiva. 10 www.secad.com.br S IN TO M A S E D IA G N Ó S T IC O Sintomas recorrentes em bebês (até 3 anos) Taquipneia Ofegância Movimento das costelas ao respirar Tosse forte, com expectoração Febre alta (>38°) Choro fácil Alterações de sono Secreção ocular Vômito e diarreia Sintomas de pneumonia em crianças (mais de 3 anos) Dificuldade para respirar Ofegância Tosse com catarro Febre alta (>38°) Falta de apetite Fadiga, prostração e apatia Gemidos durante a respiração Náusea Dor abdominal O diagnóstico de pneumonia infantil é confirmado a partir da análise da radiografia do tórax da criança. Ao avaliar o exame, o médico encontrará a presença de secreções e de regiões pulmonares com infiltração. 11 TRATAMENTOS Amoxicilina é o fármaco mais indicado 12 T R A TA M E N TO S www.secad.com.br O tratamento para pneumonia infantil na variante PAC é geralmente ambulatorial. A internação, porém, deve ser avaliada em casos de gravidade. O procedimento é o preferível para lactentes com menos de dois meses. Em alguns casos, a abordagem pode ser aplicada em bebês de até seis meses. A base da terapêutica inclui a administração de antivirais e antibióticos. Os fármacos e a dosagem requerida variam de acordo com alguns fatores, como etiologia, idade e quadro clínico da criança. Devido à dificuldade de definição do agente causador, a escolha do antibiótico inicial é empírica e baseada em características clínicas, seguindo o padrão de tendências estipulado por faixa etária e pelas variações regionais dos patógenos. A amoxicilina, administrada por via oral, é a escolha mais indicada para o tratamento ambulatorial de crianças escolares e pré-escolares devidamente imunizadas. Além de boa tolerância e preço acessível, o fármaco mostra efetividade consistente contra a maioria dos patógenos. A dose recomendada é de 50mg/kg/dia. Os antibióticos macrolídeos (eritromicina, azitromicina ou claritromicina) podem atuar como adjuvantes ou substitutos da amoxicilina. A adição é especialmente indicada no caso de não ocorrer resposta ao tratamento inicial e em suspeitas de pneumonia grave, micoplasma ou clamídia. 13 www.secad.com.br Já nos casos de internação, a prática clínica recomenda a aplicação de penicilina G cristalina na dose de 200.000U/kg/dia como antibiótico de primeira escolha. O tratamento para a pneumonia em bebês e crianças deve durar entre sete e dez dias, se não houver compli- cações. Em casos mais graves, o antibiótico pode ser indicado por, pelo menos, 14 dias. Vale ressaltar o cuidado com a prescrição de xaropes. Esses fármacos impedem a tosse e a eliminação de secreções. Assim, devem ser indicados apenas quando a tosse não deixar a criança dormir. T R A TA M E N TO S 14 CONCLUSÃO 15 www.secad.com.br A pneumonia infantil tem cura e raramente é contagiosa. Ainda assim, o profissional de saúde deve estar atento a possíveis complicações. A persistência de febre num período de 48h após iniciado o tratamento, acompanhada de piora do quadro, é um sinal negativo. Em cenários assim, o médico deve realizar a revisão clínica e radiológica para afastar a possibilidade de complicações maiores. O agravamento da condição do enfermo pode levar ao aparecimento de algumas intercorrências, tais como: - Derrame pleural ou empiema - Pneumotórax - Pneumonia necrotizante e pneumatoceles - Fístula broncopleural - Abscesso pulmonar - Insuficiência respiratória aguda As complicações metastáticas – como meningite, endocardite e sepse – também devem ser levadas em conta no tratamento da PAC. C O N C LU S Ã O 16 www.secad.com.br As particularidades da pneumonia infantil, assim como os demais atendimentos pediátricos, requerem aten- ção redobrada e um aperfeiçoamento constante por parte dos pediatras. A busca por qualificação, assim, torna-se um elemento impositivo, representando um vetor para melhoria do cabedal de conhecimentos necessários ao exercício da profissão. E os programas de atualização se configuram numa via importante para garantir o alinhamento dos pediatras às técnicas e práticas mais modernas do mercado. O Secad, por exemplo, oferece diversas opções para os médicos, com conteúdos elaborados por especialistas e pautados pela aplicação prática. Clique aqui e confira os programas disponíveis. C O N C LU S Ã O https://www.secad.com.br/filtro/?area=medicina&tipo=programas-de-atualizacao&utm_source=ebook-pneumonia-criancas-adolescentes&utm_medium=ebook&utm_campaign=ebook-pneumonia-criancas-adolescentes&utm_content=ebook-secad-pneumonia-criancas-adolescentesSOBRE O SECAD 17 18 S O B R E O S E C A D O Programa de Atualização em Terapêutica Pediátrica (PROPED) é desenvolvido pelo Secad em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e profissionais de renome. Os módulos são organizados em ciclos de três meses e podem ser acessados online. Ao final de cada ciclo, o participante realiza uma avaliação virtual e, se aprovado, recebe um certificado de até 120 horas que vale até 10 pontos na Comissão Nacional de Acreditação (CNA). Lançado em 2002, o Secad é gerido pela Artmed Panamericana. Desde sua criação, a plataforma já acumula mais de 500 mil inscrições nos seus 40 programas de atualização em Saúde, disponibilizados nas áreas de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Psicologia, Nutrição, Farmácia e Veterinária. SOBRE O SECAD www.secad.com.br