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PNEUMONIA EM BEBÊS E CRIANÇAS
Causas, diagnóstico e tratamento clínico indicado
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
CLASSIFICAÇÕES
Etiologia variada e de difícil confirmação
SINTOMAS E DIAGNÓSTICO
Tosse com catarro e ofegância são alertas
TRATAMENTOS
Amoxicilina é o fármaco mais indicado
CONCLUSÃO
SOBRE O SECAD
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INTRODUÇÃO
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A pneumonia é uma inflamação do parênquima pulmonar. Via de regra, a doença origina-se pela ação de vírus e bactérias – 
embora também possa ser desencadeada pela presença de outros micro-organismos, como fungos. 
Há uma incidência predominante de pneumonia nos primeiros anos de vida. Felizmente, ela tem cura e raramente é contagiosa. 
Mas é importante que pediatras, clínicos gerais e outros especialistas compreendam do que se trata a pneumonia infantil, a 
melhor forma de identificá-la, de classificá-la e, principalmente, de tratá-la, evitando possíveis complicações. Essa é a finalida-
de do e-book que você lerá de agora em diante. Esperamos que aprecie e que lhe seja útil. 
Boa leitura.
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CLASSIFICAÇÕES 
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Etiologia variada e de difícil confirmação
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Há duas classificações convencionais para a pneumonia em pacientes pediátricos. O termo pneumonia adquirida na 
comunidade (PAC) é utilizado para crianças hígidas que contraíram a doença fora do ambiente hospitalar. Quando o 
quadro é identificado 48 horas após a admissão no centro de saúde, a enfermidade é chamada de pneumonia adqui-
rida no hospital (PAH).
Cerca de 25% das pneumonias em bebês e 
crianças apresentam etiologia mista.
A broncopneumonia, por sua vez, é a
 classificação dada quando os brônquios 
são acometidos pela inflamação.
PAC e PAH
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O médico deve considerar alguns elementos com-
plicadores para a pneumonia em bebês e crianças:
Fatores de risco
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Gripes e resfriados
Aleitamento materno escasso
Doenças pulmonares congênitas
Enfermidades crônicas
Prematuridade
Ausência de vacinação
Contato próximo com adultos doentes
Histórico de pneumonia
Imunodeficiência
Entrada precoce na escola
A experiência clínica denota uma incidência maior da inflamação do parênquima pulmonar 
nos primeiros anos de vida. Variantes incluem os vírus: sincicial respiratório, parainfluenza, 
influenza, adenovírus e o vírus do sarampo. No caso de infecções bacterianas, o agente mais 
constante é o Streptococcus pneumoniae. É importante destacar, ainda, a chamada “pneu-
monia afebril do lactente”, comum até os três primeiros meses de vida e causada por orga-
nismos como Chlamydiatrachomatis, Ureaplasma e Urealyticum.
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SINTOMAS E DIAGNÓSTICO 
Tosse com catarro e ofegância são alertas
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O diagnóstico é um dos desafios da pneumonia em pacientes pediátricos. Isso se torna ainda mais complexo no aten-
dimento a bebês, pois a incapacidade de comunicação inviabiliza o assessoramento à identificação dos sintomas.
 
Em geral, a doença guarda semelhanças com as gripes em sua manifestação inicial. A diferença é que os sinais carac-
terísticos, como febre alta (acima de 38°) e tosse com catarro, têm uma duração prolongada e se acentuam ao longo 
do tempo. 
 
A etiologia exerce uma participação importante nessa abordagem. Em casos de pneumonia bacteriana, o quadro de 
gravidade pode se instalar repentinamente. Já a enfermidade provocada por vírus tende a se apresentar como um 
processo de debilidade evolutiva.
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 Sintomas recorrentes 
em bebês (até 3 anos)
Taquipneia
Ofegância
Movimento das costelas ao respirar
Tosse forte, com expectoração
Febre alta (>38°)
Choro fácil
Alterações de sono
Secreção ocular
Vômito e diarreia
Sintomas de pneumonia 
em crianças (mais de 3 anos)
Dificuldade para respirar
Ofegância
Tosse com catarro
Febre alta (>38°)
Falta de apetite
Fadiga, prostração e apatia
Gemidos durante a respiração
Náusea
Dor abdominal
O diagnóstico de pneumonia infantil é confirmado 
a partir da análise da radiografia do tórax da criança. 
Ao avaliar o exame, o médico encontrará a presença 
de secreções e de regiões pulmonares com infiltração.
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TRATAMENTOS
Amoxicilina é o fármaco mais indicado 
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O tratamento para pneumonia infantil na variante PAC é geralmente ambulatorial. A internação, porém, deve ser avaliada em 
casos de gravidade. O procedimento é o preferível para lactentes com menos de dois meses. Em alguns casos, a abordagem 
pode ser aplicada em bebês de até seis meses.
 
A base da terapêutica inclui a administração de antivirais e antibióticos. Os fármacos e a dosagem requerida variam de acordo 
com alguns fatores, como etiologia, idade e quadro clínico da criança.
Devido à dificuldade de definição do agente causador, a escolha do antibiótico inicial é empírica e baseada em características 
clínicas, seguindo o padrão de tendências estipulado por faixa etária e pelas variações regionais dos patógenos.
 
A amoxicilina, administrada por via oral, é a escolha mais indicada para o tratamento ambulatorial de crianças escolares e 
pré-escolares devidamente imunizadas. Além de boa tolerância e preço acessível, o fármaco mostra efetividade consistente 
contra a maioria dos patógenos. A dose recomendada é de 50mg/kg/dia.
Os antibióticos macrolídeos (eritromicina, azitromicina ou 
claritromicina) podem atuar como adjuvantes ou substitutos da 
amoxicilina. A adição é especialmente indicada no caso de não 
ocorrer resposta ao tratamento inicial e em suspeitas de pneumonia 
grave, micoplasma ou clamídia.
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Já nos casos de internação, a prática clínica recomenda 
a aplicação de penicilina G cristalina na dose de 
200.000U/kg/dia como antibiótico de primeira escolha.
 
O tratamento para a pneumonia em bebês e crianças 
deve durar entre sete e dez dias, se não houver compli-
cações. Em casos mais graves, o antibiótico pode ser 
indicado por, pelo menos, 14 dias.
Vale ressaltar o cuidado 
com a prescrição de xaropes. 
Esses fármacos impedem 
a tosse e a eliminação de 
secreções. Assim, devem 
ser indicados apenas 
quando a tosse não deixar 
a criança dormir.
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CONCLUSÃO
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A pneumonia infantil tem cura e raramente é contagiosa. Ainda assim, o profissional de saúde deve estar 
atento a possíveis complicações. A persistência de febre num período de 48h após iniciado o tratamento, 
acompanhada de piora do quadro, é um sinal negativo.
Em cenários assim, o médico deve realizar a revisão clínica e radiológica para afastar a possibilidade de 
complicações maiores. O agravamento da condição do enfermo pode levar ao aparecimento de algumas 
intercorrências, tais como:
- Derrame pleural ou empiema
- Pneumotórax
- Pneumonia necrotizante e pneumatoceles
- Fístula broncopleural
- Abscesso pulmonar
- Insuficiência respiratória aguda
As complicações metastáticas – como meningite, endocardite e sepse – também devem ser levadas em 
conta no tratamento da PAC.
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As particularidades da pneumonia infantil, assim como os demais atendimentos pediátricos, requerem aten-
ção redobrada e um aperfeiçoamento constante por parte dos pediatras. A busca por qualificação, assim, 
torna-se um elemento impositivo, representando um vetor para melhoria do cabedal de conhecimentos 
necessários ao exercício da profissão. E os programas de atualização se configuram numa via importante para 
garantir o alinhamento dos pediatras às técnicas e práticas mais modernas do mercado.
 
O Secad, por exemplo, oferece diversas opções para os médicos, com conteúdos elaborados por especialistas 
e pautados pela aplicação prática. Clique aqui e confira os programas disponíveis.
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https://www.secad.com.br/filtro/?area=medicina&tipo=programas-de-atualizacao&utm_source=ebook-pneumonia-criancas-adolescentes&utm_medium=ebook&utm_campaign=ebook-pneumonia-criancas-adolescentes&utm_content=ebook-secad-pneumonia-criancas-adolescentesSOBRE O SECAD
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O Programa de Atualização em Terapêutica Pediátrica (PROPED) é desenvolvido pelo Secad em parceria com a 
Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e profissionais de renome. Os módulos são organizados em ciclos de três 
meses e podem ser acessados online. Ao final de cada ciclo, o participante realiza uma avaliação virtual e, se 
aprovado, recebe um certificado de até 120 horas que vale até 10 pontos na Comissão Nacional de Acreditação 
(CNA).
 
Lançado em 2002, o Secad é gerido pela Artmed Panamericana. Desde sua criação, a plataforma já acumula mais 
de 500 mil inscrições nos seus 40 programas de atualização em Saúde, disponibilizados nas áreas de Medicina, 
Enfermagem, Fisioterapia, Psicologia, Nutrição, Farmácia e Veterinária.
SOBRE O SECAD
www.secad.com.br

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