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RELATÓRIO DE ESTÁGIO OBRIGATÓRIO EM EDUCAÇÃO BÁSICA Licenciatura em Pedagogia Glênio Mário Vieira Matrícula 202104072112 Contagem MG 2025 RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO EM ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO - DOCÊNCIA Licenciatura em Pedagogia Relatório desenvolvido como requisito para aprovação na disciplina de Estágio Curricular Obrigatório. No curso de Licenciatura em Pedagogia na Universidade Estácio. Contagem - MG 2021 SUMÁRIO 1. LISTA DE ANEXOS ......................................................................................................... 6 2. INTRODUÇÃO ................................................................................................................. 9 3. ESTRUTURA E FUNICONAMENTO DA ESCOLA................................................... 7 3.1. Observação de práticas pedagógicas em sala de aula...................................................... 7 3.1.1. Cabeçalho .................................................................................................................... 7 3.1.2. Ditado .......................................................................................................................... 7 3.1.3. Cantigas de roda e parlendas. ....................................................................................... 8 3.1.4. Jogos ............................................................................................................................ 9 3.1.5. Atividades no livro didático ....................................................................................... 10 3.2. Participação de atividades da Prática Pedagógica e com auxílio do professor da sala 11 3.3. Regência de atividades e observação de práticas pedagógicas em sala de aula .... 13 4. CONCLUSÃO.................................................................................................................. 15 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................. 17 APÊNDICE A: CONTROLE DE CARGA HORÁRIA ...................................................... 18 APÊNDICE B: FICHA DE PRESENÇA ............................................................................. 20 4 LISTA DE ANEXOS Anexo 01 – Fotos .................................................................................................... Anexo 02 – Entrevistas com os alunos........................................................................ Anexo 03 – Entrevistas com os professores................................................................ Anexo 04 – Exercícios realizados em aula + Jogo...................................................... 5 1. LISTA DE ANEXOS 1.1 FOTOS 6 7 1.2 ENTREVISTAS COM OS PROFESSORES Professora Referencia: Rejane Cristina Por que você escolheu o ensino como uma opção de carreira? É uma carreira maravilhosa e dede nova sonhei em ser professora Rejane : “Sempre fui influenciada pelos professores da minha alma, não como se fosse a primeira opção que vi e decidi sê-lo um dia, mas de uma certa forma diferente como nos meus 12 anos eu comecei a ensinar crianças de 5th-8th e foi aí que eu soube que era isso que eu queria fazer no futuro. Sou apaixonada por ser professora.” 2. Qual é o seu padrão de ensino? Rejane: “Acredito em aprender com um padrão de ensino divertido. Acredito que os alunos aprendem melhor quando as aulas são aliadas à praticidade. Eu também sou uma professora liberal, então os alunos podem vir até mim com suas dúvidas a qualquer momento. Dessa forma, a comunicação será feita nos dois sentidos, o que me ajuda a ensinar melhor.” 3. Por que você quer ensinar em nossa escola? Rejane: “Durante minhas pesquisas, descobri que esta escola oferece tudo o que se encaixa no meu trabalho. Os valores de trabalho que aqui se seguem, coincidem com os meus. Esta escola segue técnicas de educação personalizada, o que me faz querer trabalho aqui a maioria. Quero ensinar os alunos e não rolar números e trabalhar na sua escola é uma oportunidade que posso chamar de meu trabalho ideal.” 4. Você está aprendendo alguma coisa? Rejane: “O aprendizado não para e, na minha área de especialização, a tecnologia chega a cada dia com uma novidade. Estou aprendendo codificação avançada agora para aprimorar minhas habilidades de codificação. Também estou me concentrando em aprender algumas habilidades de fala, pois sou bom nisso, mas quero melhorar. Também estou aprendendo técnicas para tornar a codificação fácil de aprender para os alunos, para que eu possa ensiná-los melhor e eles possam entender melhor.” 5. Na sua opinião, que tipo de professor um aluno idealiza? Rejane: “Eu acho que um aluno fica mais aberto com suas dúvidas e problemas quando ele acha que o professor é acessível e ele não precisa ter medo de perguntar as coisas para ele. Aliás, um professor ensina e interage em uma sala de aula, os alunos reconhecem se são acessíveis ou não. E, na minha opinião, do que adianta ensinar se o aluno não pode ser franco com suas dúvidas e outros questionamentos.” 6. Você acredita na abordagem técnica de ensino ou na tradicional? Rejane: “Acho que ambos têm sua própria importância. Por um lado, é importante que os alunos coloquem as mãos no modo técnico de ensino recém-inventado e, por outro lado, o método do quadro-negro também é essencial para tornar a aula interativa.” 7. Como a tecnologia mudou o padrão de ensino? Rejane: “A tecnologia mudou de vez o método de ensino. Em vez de usar papéis, os alunos estão mudando para diferentes plataformas tecnológicas, salvando o meio ambiente. Eles estão aprendendo em um ritmo diferente, mais rápido e futurista.” 8. Você tem alguma experiência anterior de ensino? https://prepmycareer.com/pt/why-do-you-want-to-work-here 8 Rejane: “Sim, tenho dois anos de experiência no ensino (Matéria de Especialização) em um centro de treinamento para alunos do ensino superior.” 9. Que disciplina você quer ensinar em nossa escola? Rejane: “Minha matéria favorita é Literatura Inglesa e quero compartilhar meu conhecimento com alunos da mesma.” 10. Descreva seu estilo de ensino. Rejane: “Meu estilo de ensino pode ser melhor definido como um estilo transparente e de apoio, a menos e até que os alunos conheçam seus limites. Acredito que todos os alunos devem ter voz na classe e devem estar motivados o suficiente para serem participativos enquanto eu ensino.” 11. Como você lida com os alunos em sala de aula quando violam a disciplina? Rejane: “Não acredito em ações rígidas como são, afinal, crianças. Mas se o comportamento é repetitivo, procuro abordar os pais para saber se o comportamento das crianças é o mesmo em casa também, porque a gente nunca sabe com o que uma criança está lidando.” 12. Como você lida com a pressão do ensino? Rejane: “Eu tento manter uma mentalidade positiva, também tento fazer coisas que gosto no meu tempo livre, para manter o equilíbrio.” 13. Como você mede o sucesso? Responda: “Quando todos os alunos a quem ensino passam com graça, mostram melhora, tentam ser mais abertos comigo, considero-me um professor de sucesso quando seus objetivos são alcançados por meio de minha orientação.” 14. Que estilo de ensino você acha que os professores devem seguir? Rejane: “Acho que os professores devem continuar alternando entre diferentes estilos de acordo com a exigência da situação.” 15. Qual a importância da disciplina? Rejane: “A disciplina é fundamental. A disciplina vem com responsabilidade de ambos oslados. Um aluno deve ser disciplinado o suficiente para seguir as diretrizes e um professor desempenha um papel importante no desenvolvimento dessa disciplina no aluno.” 16. Como seus ex-alunos a descreveriam? Rejane: “Eu posso ou não ser a professora favorito de todos os alunos, mas eles me descrevem como um professor que sempre os motivou e incentivou a se sair melhor nos estudos e na vida.” 17. Qual você acha que é a maior desvantagem do sistema de ensino atual? Rejane: “Sinto que os alunos estão muito perdidos, pois estão se afastando do aprendizado em sala de aula, pois tudo está online atualmente.” 18. Como você torna uma aula interativa? Rejane: “Sempre crio exemplos divertidos e atividades que tornam a aula participativa. Por exemplo, quando eu estava ensinando uma peça teatral para os alunos, atribuí a cada um deles um personagem da peça e fiz com que aprendessem todo o capítulo de forma interativa.” 19. Qual é o papel dos pais na educação dos alunos? Rejane: “Os pais desempenham um papel ativo na educação de seus filhos. Eles devem estar cientes de como seu filho está se saindo na classe. É responsabilidade deles proporcionar aos filhos um ambiente positivo em casa, para que possam estudar em paz.” https://prepmycareer.com/pt/what-do-you-enjoy-doing-in-your-spare-time 9 20. Como professor, o que você acha que é o futuro da profissão docente? Rejane: “No futuro, a profissão não terá mudança e sim crescimento. Haverá maior acessibilidade aos dados, tanto os professores quanto os alunos terão mente e mentalidade aberta. A tecnologia fará maravilhas e teremos mais assuntos e escolhas mais amplas.” 1.3 EXERCICIOS REALIZADOS EM AULA + JOGO 10 11 12 13 2. INTRODUÇÃO O presente trabalho tem como objetivo retratar a realidade de determinado período da escola na qual foi realizada a vivência do estágio. Neste espaço, junto às informações obtidas pela observação em sala de aula serão agregados os conceitos adquiridos com leituras adicionais, com o conteúdo formal da disciplina e das matérias anteriormente cursadas. Tendo como base a vivência em campo e a pesquisa bibliográfica, este relatório demonstra o ambiente de aprendizagem do Ensino Fundamental e medio de uma escola publica chamado “ Escola Estadual Padre Camargos, situado no município de Contagem, MG. o período de estágio no local foi 20 de janeiro a 21 de fevereiro de 2025. A carga horária realizada nesta vivência foi de 144 horas com turmas de todos os segmentos do Ensino Fundamental e Médio. Durante o período mencionado, dois professores da área foram acompanhados em suas atividades. O trabalho em questão remete à distinção entre prática e teoria, visando à melhor qualificação docente. A escola Estadual Padre Canargos foi escolhida por mim. 2. Estrutura e Funcionamento da Escola 2.1. Aspectos físico, humano e material da escola A escola é organizada e tem uma boa infraestrutura. Situado em área residencial, a escola está sendo reformada e conta com uma portaria para receber os pais e os alunos. Ao atravessar o portão principal, chega-se ao térreo – local utilizado para mostra de trabalhos, ações de responsabilidade social, refeições dos alunos e momentos de descanso. Nele também ficam dois dos laboratórios técnicos, a cantina, a secretaria, dois banheiros, ala para funcionários da limpeza e a coordenação pedagógica com a sala de professores e a sala da diretoria anexas. A cantina é um espaço amplo, com opção para refeições balanceadas. os atendentes precisam gerenciar uma demanda muito grande de alunos. O intervalo dos alunos dura vinte minutos e nem sempre é possível atender a todos. A secretaria é multifuncional. Nela os alunos realizam Xerox e impressão de materiais, assim como a liberação de documentos específicos e solicitação de uniformes. Uma bancada média sustenta um sino que deve ser tocado para possibilitar o atendimento. A coordenação pedagógica é o local para resolver assuntos acadêmicos: matrículas, transferências, organização de dependências, calendário acadêmico, horários de aulas, currículo escolar etc. Nesta sala, as coordenadoras realizam um trabalho em parceria para atender a escola de forma integrada. Em um anexo, está a sala de professores e a sala da diretora. Munido de simples arquivos, uma mesa larga e grande e cadeiras confortáveis, a sala é usada para reuniões pedagógicas, debates entre a equipe docente e a equipe da coordenação e para descanso do professor. Os alunos não têm acesso a essa sala, ou com autorização. 14 Além do térreo, a escola conta com mais um andar, os laboratórios técnicos ficam no terreo, existe bebedouros, Os alunos precisam descer ao térreo para usar o banheiro. Há dois banheiros – um feminino e um masculino – A biblioteca, que se diferencia da sala de aula única e exclusivamente por apresentar um local vazio de cadeiras e de alunos. Têm poucas estantes de livros e poucos estudantes utilizam. A quadra esportiva termina as dependências da escola, sendo coberta, cimentada, ampla e boa para as atividades físicas. As cadeiras dos alunos são modernas. As salas possuem ventiladores, 2.2. Projeto Político-Pedagógico Sendo uma instituição fornecedora de ensino fundamental, ensino médio e cursos técnicos profissionalizantes, o maior propósito pedagógico da Escola é educar e formar cidadãos e profissionais qualificados para o mercado de trabalho, proporcionando uma educação básica completa. Tendo como base valores como a ética, o respeito, o compromisso e a responsabilidade social, o colégio realiza as suas atividades com tradição, inovação e tecnologia. Baseado no fato de que a escola é uma ferramenta de transformação social, a escola assume um ambiente familiar ao mesmo tempo em que oferece desafios diários aos alunos de forma a oferecer uma aprendizagem diferenciada. 2.3. A escola como um grupo social A Escola Padre Camargos tem um papel agregador na vida de seus alunos e da comunidade. Anualmente, a coordenação pedagógica alia-se aos professores que auxiliam os alunos a elaborarem um projeto que possa ser apresentado na Mostra Pedagógica – enquanto aluno do ensino fundamental – e na Mostra Técnica – enquanto aluno do ensino médio. Os projetos devem ser condizentes com os conteúdos ensinados dentro de sala de aula, mas devem ter uma missão maior do que comprovar o estudo. Devem oferecer algo de positivo para a comunidade – pais dos alunos e visitantes. Por exemplo, na última Mostra Técnica, os alunos do curso de enfermagem realizaram testes de glicose gratuitos e mediram a pressão de dezenas de visitantes. Nas suas dependências, também são oferecidas aulas de dança, futebol, música e informática para alunos e não alunos. Os cursos livres e os cursos preparatórios para as forças armadas também são excelentes oportunidades para os moradores da região. 2..4. Atividades docentes e discentes Na escola Padre Camargos tem todos os segmentos da educação básica. A média de alunos por sala é de trinta e cinco estudantes. O currículo base do segmento inclui as seguintes disciplinas: língua portuguesa, redação, matemática, geografia, história, biologia, educação física, sociologia, filosofia, inglês,informática. Física e química. 15 Eles têm acesso a cursos livres, cursos preparatórios, apostilas especializadas e atividades extracurriculares, como dança e música. A nota acadêmica dos alunos em geral é formada por prova com peso dois, trabalho e teste. Somam-se todas e divide-se por quatro. O resultado é a nota bimestral. A nota final do ano letivo é a soma das medidas dos quatro bimestres dividida por quatro. Estando acima ou igual a sete, o aluno está aprovado. A nota relativa ao trabalho bimestral é composta por exercícios realizados em sala de aula e em casa, matériasescritas no caderno e outras atividades adicionais (exercícios na apostila, pesquisas etc.). O teste pode ser tanto uma prova com conteúdo parcial quanto um trabalho de alto valor pedagógico, como, por exemplo, a Mostra Pedagógica realizada anualmente. No final do segundo bimestre, os alunos com média abaixo de sete são direcionados para a recuperação de meio de ano. No final do quarto bimestre, o mesmo processo é repetido. As chances de reprovação são, portanto, baixas. Acompanhei cada professor por carga horária semelhante, logo a análise de sua didática pôde ser igualitária e imparcial. Nas observações foi possível notar as diferenças pedagógicas e as diferentes reações dos alunos diante de cada estratégia. Os professores elaboram um plano de aula para cada turma, assim como um diário de classe – para frequência escolar e plano de atividades – e um diário de trabalhos, no qual são anotadas as entregas referentes à composição da nota de trabalho bimestral do aluno. A matéria-prima do trabalho do professor é o conhecimento. Não é conseguir que o aluno faça isto ou aquilo, mas conseguir que ele compreenda, por reflexionamento próprio, como fez isto ou aquilo. Se uma criança desmontou e remontou corretamente um brinquedo por sugestão do professor (...) não significa que ele tenha progredido em termos de conhecimento. (BECKER, 2001, p. 56) Em sua aula, os alunos se sentem à vontade para explorar suas habilidades e a tentar participar ativamente das atividades propostas. Claramente, a política da escola e, mais principalmente, da coordenação pedagógica não incentiva a pedagogia da autonomia, mas as poucas iniciativas do professor A são o suficiente para destacá-lo dos demais. Paulo Freire (2002, p. 27) já apontou a importância de que a personalidade de um profissional deixa marcas não só na vida estudantil da criança, como também em sua formação social e histórica. A prática pedagógica é capaz de alterar profundamente a perceção de um aluno. Isto acontece porque a escola é também um espaço social, na qual são transmitidos valores éticos, morais e postura humanizada. Essa nova maneira de organizar os papéis educativos torna a missão do professor ainda mais desafiadora, além de criar a necessidade de criar atividades que incentivem a crítica e a reflexão e ambientes que propiciem ideias que embasem de forma positiva essa geração. 16 2.5 Atividades no livro didático As Diretrizes Curriculares Nacionais para o ensino fundamental, resolução CNE n° 7/2010, estabelece que os três primeiros anos do ensino fundamental devem assegurar a alfabetização e letramentos dos educandos, assim como o desenvolvimento das diferentes formas de expressão. Isto é, essa primeira etapa do ensino visa a inserção da criança na cultura escolar, assegurando a aprendizagem da leitura e da escrita, assim como ampliando seus referenciais culturais nas diversas áreas do conhecimento. Nesse sentido o decreto n° 9099/2017, assegura em seu Art. 1° que: O Programa Nacional do Livro e do Material Didático - PNLD, executado no âmbito do Ministério da Educação, será destinado a avaliar e a diMGonibilizar obras didáticas, pedagógicas e literárias, entre outros materiais de apoio à prática educativa, de forma sistemática, regular e gratuita, às escolas públicas de educação básica das redes federal, estaduais, municipais e distrital e às instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos e conveniadas com o Poder Público. (BRASIL, 2017) Além de assegurar a diMGonibilização gratuita do livro didático a todas as escolas públicas de educação básica, o PNLD (2017) também abrange a diMGonibilização e avaliação de obras didáticas e literárias, acervos para bibliotecas, softwares, jogos educacionais e outros materiais para apoio à prática educativa. Dessa forma, os professores dessa escola utilizam com frequência o livro didático para todas as aulas: português, matemática, ciências, história e geografia. As atividades não são muito extensas, e geralmente eles utilizam outros materiais para complementar, como por exemplo na aprendizagem das unidades, dezenas e centenas foi utilizado o material dourado, ou na aula de geografia sobre bairros foi contextualizado para a realidade das crianças, deixando como tarefa de casa uma pesquisa com os mais velhos para listar as mudanças do bairro com o decorrer do tempo. Nesse sentido Di Giorgi, et al. (2014) afirmam em sua pesquisa que “o uso do livro didático consumível significa um instrumento metodológico relevante no processo de construção de conhecimento dos alunos da educação básica, contribuindo para uma aprendizagem significativa”, e de fato foi o que observei durante o estágio, atividades significativas e com uma duração de tempo ótima, então concluo que com um bom planejamento do educador o uso desse recurso pode favorecer a aprendizagem das crianças. Outro ponto sobre os livros nessa escola é que eles são individuais, tem um para cada aluno, e por isso as crianças fazem atividades nele mesmo. Lembro-me que quando estudava nessa escola não podíamos escrever nos livros pois outras turmas iriam utiliza-lo, então tínhamos que copiar a lição no caderno, era um sonho poder fazer as atividades no próprio livro e hoje é uma realidade. Essa individualização otimiza a aula do professor, além de que no livro 17 há diversas atividades que envolvem desenhos, recortes e colagens, e ainda alguns jogos, que instigam e estimulam os alunos para querer resolver as atividades. Di Giorgi, et al. (2014), reconhecem que o uso do livro didático: possibilita ao professor o desenvolvimento de diversas atividades com os alunos em sala de aula [...] como recurso didático para: escrever, recortar, colar, manipular, ler, entre outras. Evitando [...] o excesso de cópias da lousa ou do próprio livro didático. (Di Giorgi, et al, 2014) 2.6 Observação de práticas pedagógicas em sala de aula 2.6.1 DITADO Para os anos iniciais da alfabetização, objeto de estudo desse estágio: 1° e 2° anos, essa atividade requer um grande esforço dos alunos, dessa forma é preciso planejar com cautela, criando um contexto significativo para o educando e reservando um período da aula para a sua execução. Exemplificando, em um dos ditados observados a professora retomou a aula sobre os conceitos de higienização, realizando leituras e intervenções. Após isso, as crianças realizaram outras atividades relacionadas ao tema para depois fazer a atividade de ditado. Nela, a professora ditou uma lista com produtos de higiene pessoal usados normalmente pelas crianças, como pasta de dente, sabonete. Além de contextualizar, a professora separou um grande período de tempo para que as crianças conseguissem pensar com calma para escrever as palavras. Por fim, ela corrigiu a atividade na lousa, perguntando para as crianças a maneira correta, usando desse momento para causar conflitos cognitivos. 2.6.2 Jogos Os jogos pedagógicos se referem tanto a jogos compostos por peças e/ou tabuleiros como também uma extensa gama de brincadeiras, ambos estruturados, a fim de direcionar o aprendizado estabelecido como objetivo a ser alcançado. Em outras palavras, é uma forma de ensinar e aprender de forma lúdica e descontraída, mas que carrega significativa seriedade implícita. Os jogos, seja no período da alfabetização ou em qualquer outro período escolar, até mesmo da vida, permitem interação social entre os participantes, fomentando a sensação de prazer e curiosidade que consequentemente resulta em uma aprendizagem eficaz. Essa forma de aprendizagem é benéfica no desenvolvimento da criança nos setores intelectual e social, pois permite e cria um eMGaço acolhedor para que a criança possa expor sua criticidade, criatividade e habilidade social. Sendo assim, os professores utilizaram essa ferramenta como meioalternativo e complementar para auxiliar nas aprendizagens dos educandos. Em síntese, o jogo atuava em alguns momentos: ora introduzia os temas que iriam 18 estudar, ora atuava como fechamento, para fixar o conteúdo aprendido; bem como funcionava também como lazer, no entretempo de uma atividade a outra. . 2.7 Regência de atividades e observação de práticas pedagógicas em sala de aula Os jogos pedagógicos dizem reMGeito a jogos compostos por peças e/ou tabuleiros, e também a uma extensa gama de brincadeiras, ambos estruturados, que direcionam o aprendizado estabelecendo objetivos a serem alcançados. Isto é, essa ferramenta oportuniza o aprendizado de forma lúdica e descontraída, mas carrega significativa seriedade implícita. Dessa forma, os jogo e brincadeiras podem se tornar instrumentos pedagógicos importantíssimos para o desenvolvimento da criança, tendo em vista que eles permitem a interação social entre os participantes, fomenta a sensação de prazer e curiosidade, que consequentemente resulta em uma aprendizagem eficaz. Assim essa estratégia permite e cria um eMGaço para que a criança possa expor sua criticidade, criatividade e habilidade social. Nesse sentido, a professora e coordenadora D'Andrea (s.d.) afirma que “o jogo dá à criança a possibilidade de investigar, problematizar práticas culturais e de seu cotidiano, podendo ser excelente recurso de participação, integração e comunicação entre alunos.” Jean Piaget relaciona o jogo com a construção da inteligência. As suas descobertas indicam que para aprender e desenvolver-se a criança necessita de certo grau de maturação biológica e de esquemas de ação que, inicialmente, são bastante precários. Contudo, na medida em que a criança atua sobre os objetos e interage com o meio social, estes se aprimoram e se transformam, tornando-se cada vez mais elaborados e complexos. Então, para Piaget o desenvolvimento é a condição necessária para a aprendizagem, isto é, a medida que a criança vai se desenvolvendo, a capacidade de aprendizagem também evolui. Opostamente, Vygotsky acreditava não ser suficiente ter apenas o desenvolvimento biológico para aprender. A aprendizagem acontece através da experiência a que esse indivíduo foi exposto, dessa forma, deve-se focar no que a criança está aprendendo, o que denominou de Zona de Desenvolvimento Proximal. Assim, com o intuito de trabalhar a alfabetização e letramento, com uma aprendizagem significativa e contextualizada, foi elaborado com as crianças dois jogos, um voltado ao aprendizado da matemática e outro relacionado a ortografia, temas escolhidos com base nas dificuldades observadas. O jogo de memória matemático, teve por objetivo estimular o educando a resolver e treinar as equações, a priori decidi colocar somente as operações de soma, mas o professor pode adaptar para as outras. O jogo é bem simples: havia dois grupos de cartas, a vermelha tinha a equação e a azul tinha os resultados. A criança virava uma de cada grupo, se correMGondesse a equação com o resultado, ela ganhava a carta, se errasse era devolvida à mesa. Quando as cartas da mesa acabavam, vencia o jogo quem tinha mais cartas. Esse jogo 19 pode ser jogado em duplas, trios ou quartetos, mas, devido à baixa frequência dos alunos, foi jogado na maioria das vezes em duplas. As crianças gostaram bastante da atividade, mesmo aquelas que estavam com muita dificuldade. A professora achou interessante a proposta, e devido a boa aceitação, decidiu que ia continuar usando essa estratégia, mudando as contas e trabalhando as outras operações matemáticas. O outro jogo foi o bingo das sílabas, que teve como foco principal ajudar na gramática das palavras. Ele é muito semelhante ao bingo de números, no qual os educandos já estão familiarizados, porém, ao invés de sortear números, foi sorteado sílabas. Os alunos marcavam as sílabas até formar a palavra, e assim até completar a cartela. Então, vencia o jogo aquele que completasse a cartela primeiro. Foi uma atividade bastante prazerosa, as crianças gostam muito dessas atividades diferenciadas. Devido à baixa frequência o jogo ficou mais longo do que eu eMGerava, mas consegui finalizar com êxito a proposta. Os jogos e as brincadeiras criam uma ponte para o professor tornar o processo de alfabetização e letramento significativo e estimulante. Sob o olhar do educador, essa estratégia pode ser utilizada tanto em relação à individualidade de cada aluno, como também da classe como um todo. Para que seja uma experiência positiva, cabe ao adulto proporcionar um ambiente adequado, seguro e criativo para que a criança possa explorar e brincar com liberdade, oferecendo brinquedos, jogos e eMGaço físico de acordo com seus objetivos de aprendizagem estabelecidos. A professora e coordenadora D'Andrea ainda vai além dessa concepção e afirma: “Ele (professor) precisa ter uma sólida formação teórica, pedagógica e pessoal, pois a preocupação, hoje, é desenvolver na criança as reais condições de que sejam capazes de conhecer seus direitos e deveres e eivindica-los e cumpri-los perante a sociedade.” (D’Andrea; s.d) APÊNDICE B: FICHA DE PRESENÇA 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS A qualidade do ensino aa escola determina, em boa parte, o desenvolvimento do aluno no restante de sua vida acadêmica e refletirá em sua vida adulta. A formação destes alunos deve possuir (...) planejamento e diretrizes norteadoras para o atendimento integral da criança em seu aspecto físico, psicológico, intelectual e social, além de metas para a expansão do atendimento, com garantia de qualidade. Essa qualidade implica assegurar um processo educativo respeitoso e construído com base nas múltiplas dimensões e na especificidade do tempo da infância (MEC, 2004) 20 Tendo em vista a importância deste momento na vida dos alunos, os professores devem estar prontos para múltiplos desafios para preparar estes estudantes para se inserirem adequadamente na vida em sociedade. Em breve, eles estarão responsáveis por si mesmos e precisam começar a trabalhar nesta situação os primeiros principais conceitos de se viver em comunidade. Aproveitando sua receptividade e sua criatividade, os professores ainda tem muito espaço para trabalhar com seus alunos, de maneira simples. Afinal, a interação, o respeito e o cuidado ainda são muito imprescindíveis para esta faixa e eles prezarão mais este contato do que a multifuncionalidade das atividades. Assim como na Educação Infantil, creio que, no Ensino Fundamental e médio, o melhor método de ensino ainda seria o construtivista e deveria investir massivamente em trabalhos e pesquisas mais flexíveis, mais autônomas. Os alunos mostram interesse em serem sujeitos do seu desenvolvimento e de mostrar o que gostam, o que sabem. Permitir isso possivelmente reduziria a resistência e promoveria a construção do conhecimento. Neste sentido, durante o período em que estive dando aula para eles, depois dos exercícios propostos pela professora – dentro da temática que cairia em prova – realizei um jogo e a animação foi contagiante. O jogo se baseava em uma forca simples, que não precisava nada além de um quadro, caneta e boas palavras. Dividi a turma em quatro grupos, para que eles pudessem dividir ideias e saber trabalhar em conjunto, cooperando um com o outro. Foi incrível ver a compreensão e o apoio entre eles. Estágio é o momento em que os estudantes têm a oportunidade de observar, aprender na prática, todas as aprendizagens adquiridas ao longo do curso. Dessa maneira, ele é importantíssimo para a formação do profissional, principalmente para a pedagogia, pois através dele o educando formar-se-á um professor investigador, reflexivo, pesquisador, capaz de produzir conhecimentos, transformar, adaptar a sua prática pedagógica, bem como aprender a lidar com situações diversas da realidade escolar, que não são apresentadasnos livros, mas sim adquiridas através das experiências. Como nos ensina Paulo Freire: “É que ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, sem aprender a refazer, a retocar o sonho por causa do qual a gente se pôs a caminhar.” (FREIRE, 1992, p.79). Sendo assim, o estágio supervisionado não é apenas um dever do educando, mas também um direito adquirido, sendo esse previsto em leis, a citar a lei n° 11.788/08, onde define, no Artigo 1°, que: Art. 1°: Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação eMGecial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos. § 1° O estágio faz parte do projeto pedagógico do curso, além de 21 integrar o itinerário formativo do educando. § 2° O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã e para o trabalho. (BRASIL, 2008) Essa lei também garante aos estudantes ao estágio não-obrigatório, aquele em que o estudante faz para complementar sua formação e está fora de sua carga regular obrigatória. É uma opção para os estudantes adquirirem experiências e até mesmo aumentarem sua confiança e autoestima frente a uma sala de aula. Além disso, no artigo 3°, essa lei assegura as instituições concedentes que o estágio não cria vínculo empregatício de qualquer natureza, desde que reMGeitado alguns requisitos, a citar: I – Matrícula e frequência regular do educando em curso de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação eMGecial e nos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos e atestados pela instituição de ensino; II – Celebração de termo de compromisso entre o educando, a parte concedente do estágio e a instituição de ensino; III – compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no estágio e aquelas previstas no termo de compromisso. (BRASIL, 2008) Dessa forma, o presente relatório tem por objetivo demonstrar os dados obtidos através da disciplina de Estágio Supervisionado para Licenciatura em Pedagogia da Universidade Estacio, realizado na Escola Estadual Padre Camargos, localizada no bairro Riacho das Pedras, em Contagem, MG. O objetivo desse estágio foi aproximar a teoria e a realidade escolar, visualizar suas ações e suas problemáticas, vivenciar os conhecimentos adquiridos durante o curso, assim como refletir sobre quais práticas escolher e como agir dentro de uma instituição educativa. Reafirmando a importância do educador na vida de seus alunos, pois ele direciona os conhecimentos, propicia experiências e aprendizagens, dessa forma tem o dever de analisar e reavaliar constantemente sua pratica pedagógica, buscando sempre alternativas para lidar com os desafios educativos que aparecem ao decorrer do tempo. Além disso, refletir as emoções das crianças, respeitando-os como seres completos cria um vínculo, o que melhora a relação professor-aluno e consequentemente a aprendizagem também. 22 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros curriculares nacionais. Secretaria De Educação Fundamental. Brasília: MEC / SEF, 1998. DiMGonível em: . Acessado em: mar. 2021. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Senado Federal Secretaria EMGecial De Editoração E Publicações Subsecretaria De Edições Técnicas. Brasília. 2005. DiMGonível em: . Acessado em: abril. 2021. BRASIL. DECRETO N° 9.099, DE 18 DE JULHO DE 2017. DiMGõe sobre o Programa Nacional do Livro e do Material Didático. Brasília, DF. Jul. 2017. DiMGonível em: . Acessado em: abril. 2021. BRASIL. LEI Nº 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE 2008. DiMGõe sobre o estágio de estudantes. Brasília, DF. set. 2008. DiMGonível em: . Acessado em: abril. 2021. D'ANDRÉA, M. J. Os jogos na alfabetização. Portal da Educação. São Paulo. DiMGonível em: . Acessado em: abril. 2021. DI GIORGI, C. A. G.; MILITÃO, S. C. N.; MILITÃO, A. N.; PERBONI, F.; RAMOS, R. C.; LIMA, V. M. M.; LEITE, Y. U. F. Uma proposta de aperfeiçoamento do PNLD como política pública: o livro didático como capital cultural do aluno/família. Rio de Janeiro. 2014. DiMGonível em: . Acessado em: abril. 2021. FREIRE, P. 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INTRODUÇÃO 2.5 Atividades no livro didático 2.6 Observação de práticas pedagógicas em sala de aula 2.6.1 DITADO 2.6.2 Jogos 2.7 Regência de atividades e observação de práticas pedagógicas em sala de aula REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS