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Profa. Dra. Sandrei Cano UNIDADE II Psicologia do Desenvolvimento e Teorias da Aprendizagem Recapitulando Modelo epistemológico Abordagem psicológica Modelo pedagógico Empirismo Tradicional Diretivo Empirismo Comportamental Diretivo Inatismo Humanista Não diretivo Inatismo Psicanalítica Não diretivo Interacionismo Construtivista Relacional Interacionismo Inteligências múltiplas Relacional Interacionismo Inteligência emocional Relacional Recapitulando Intervenção escolar Abordagem Autor Referência Clássicas Tradicional Georges Snyders Johan Herbart Comportamental Burrhus Skinner Humanista Carl Rogers Psicanalítica Sigmund Freud Atuais Construtivista Jean Piaget Inteligências múltiplas Howard Gardner Inteligência emocional Daniel Goleman Muitos procedimentos pedagógicos estão pautados em estudos realizados por psicólogos sobre a psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem do aluno. Abordagens Psicológicas Intervenção escolar Abordagem Autor Referência Clássicas Tradicional Georges Snyders Johan Herbart Comportamental Burrhus Skinner Humanista Carl Rogers Psicanalítica Sigmund Freud Atuais Construtivista Jean Piaget Inteligências múltiplas Howard Gardner Inteligência emocional Daniel Goleman Psicólogo estadunidense. Estudo da personalidade de “dentro para fora”, enfatizando as experiências internas, sentimentos, pensamentos e o valor básico individual do ser humano. Há preocupação constante com a vida psicológica e emocional do indivíduo, com a sua orientação interna, com o seu autoconceito. O homem não é determinado por modelos prontos, não é resultado de uma série de condicionamentos, mas cria-se a si próprio de maneira livre e se apresenta como um projeto permanente e inacabado. Abordagem Humanista – Carl Rogers (1902-1987) Para Rogers, o homem é arquiteto de si mesmo, ou seja, é um ser em transformação e um agente transformador da realidade, ou seja, a ênfase está no processo e não nos estados finais de ser. A base para o desenvolvimento pleno de uma pessoa está baseada na qualidade de relacionamento interpessoal que ela irá experienciar e que irá possibilitar aos indivíduos a autorrealização. O foco está na pessoa como um todo (sentimentos, atitudes, pensamentos, relacionamentos) e não apenas nos comportamentos. Abordagem Humanista Rogers afirmava que podemos e devemos acreditar em nossos próprios sentimentos internos para nos guiar na direção da saúde mental e da nossa felicidade. Dessa forma, deve-se considerar os aspectos internos e subjetivos de cada um condenando a busca por referências e padrões determinados externamente. O autor compreendia o ser humano como capaz de traçar seu próprio destino, considerando, obviamente, as implicações de suas escolhas. Abordagem Humanista Abordagem Humanista “Não pode ocorrer verdadeira aprendizagem a não ser à medida que o aluno trabalhe sobre problemas que são reais para ele; tal aprendizagem não pode ser facilitada se quem ensina não for autêntico e sincero” (Carl Rogers, 1959, p. 232). A primeira condição para uma relação pedagógica efetiva é a crença incondicional no aluno, na sua capacidade para aprender e na sua tendência para o crescimento. A experiência pessoal e subjetiva forma a base para a construção do conhecimento no processo, a educação terá como finalidade a criação de condições para que isso ocorra. Educação está diretamente relacionada a tudo aquilo que envolve o crescimento pessoal, interpessoal e intergrupal, por meio da autodescoberta. Educação com ênfase no processo de crescimento A educação humanista almeja o desenvolvimento por cada aluno (pessoa) de uma visão autêntica de si mesmo, orientada para a realidade individual (subjetiva). Dessa maneira, o professor não deve centralizar a transmissão nos moldes tradicionais, apenas cabe a ele criar condições para que os alunos aprendam, com base nos seus interesses e por meio das suas próprias experiências. O professor atuará como um facilitador da aprendizagem. Educação com ênfase no processo de crescimento Para facilitar o processo, é preciso desenvolver três qualidades especiais que podem ser chamadas de condições facilitadoras da aprendizagem: 1. Congruência – o professor deve ser autêntico e honesto com o aluno. 2. Empatia – condição afetiva em que sentimos e percebemos o mundo a partir da perspectiva de outra pessoa. 3. Respeito – capacidade de aceitação e consideração positiva incondicional do aluno. Educação com ênfase no processo de crescimento Segundo Carl Rogers o ser humano é bom e curioso, mas necessita de ajuda para se desenvolver. É por isso que o trabalho educativo com técnicas de intervenção se faz tão importante. Considerando-se essa premissa da abordagem humanista, no ensino o professor é considerado como: a) Detentor do conhecimento. b) Especialista em planejamento. c) Facilitador das aprendizagens. d) Controlador de comportamentos. e) Avaliador dos conceitos aprendidos. Interatividade Fonte: https://gifer.com/pt/gifs/problemas Segundo Carl Rogers o ser humano é bom e curioso, mas necessita de ajuda para se desenvolver. É por isso que o trabalho educativo com técnicas de intervenção se faz tão importante. Considerando-se essa premissa da abordagem humanista, no ensino o professor é considerado como: a) Detentor do conhecimento. b) Especialista em planejamento. c) Facilitador das aprendizagens. d) Controlador de comportamentos. e) Avaliador dos conceitos aprendidos. Resposta Fonte: https://gifer.com/pt/gifs/problemas Educador e escritor escocês. De acordo com Neill, a educação deveria trabalhar basicamente com a dimensão emocional do aluno, para que a sensibilidade ultrapassasse sempre a racionalidade. Fundador da escola de Summerhill – destaca-se por defender que as crianças aprendem melhor se livres dos instrumentos de coerção e repressão utilizados pela grande maioria das escolas. Abordagem Humanista – Alexander Sutherland Neill (1883-1973) A escola Summerhill foi fundada em 1921, em Leiston (Inglaterra). Ela foi pioneira dentro do movimento das chamadas escolas democráticas. É um internato onde convivem meninos e meninas de 5 a 16 anos. Abordagem Humanista – Escola de Summerhill Fonte: https://www.matheha.net/DemEd/Summerhill_ School/Presentation.pdf A escola foi fundada como ideia principal de adaptar a escola à criança e não a criança à escola, para que as crianças tivessem a liberdade de serem elas próprias. Neill acreditava que é mais importante o desenvolvimento adequado das emoções do que o adiantamento intelectual. Um garoto emocionalmente sadio pode obter recursos facilmente no futuro para o que desejar fazer, inclusive para ficar à altura, em conhecimentos e recursos intelectuais, do que os meninos da escola convencional. Desde cedo Neill se opunha a toda forma de competitividade que era fomentada nas crianças. Escola de Summerhill Os objetivos da escola consistem em: Fornecer liberdade à criança para que esta possa crescer emocionalmente; Dar poder à criança para que esta consiga viver a sua própria vida; Dar tempo à criança para que ela possa desenvolver-se naturalmente; Possibilitar à criança uma infância mais feliz retirando medos e pressão por parte dos adultos, isso tudo com a finalidade de criar um pensador autônomo. Escola de Summerhill Fonte: https://s2.glbimg.com/lF0W- qYfqlx289kEhJN_i8w0PF4=/e .glbimg.com/og/ed/f/original/2 020/04/07/summerhill19.jpg Organização da escola: As crianças são divididas em três grupos etários Grupo 1 – 5 aos 7 anos Grupo 2 – 8 aos 10 anos Grupo 3 – 11 aos 15 anos As crianças dormem na escola durante o período letivo. As manhãs são destinadas para as lições e as tardes são livres para atividades diversas. Escola de Summerhill Apesar das regras de Saúde e de Segurança (que foram impostas pelo governoinglês), existem cerca de 200 regras que governam a escola e que foram criadas pelos alunos, professores e auxiliares em uma das reuniões semanais que tanto tornaram essa escola famosa. São realizadas assembleias semanais onde todos opinam. As atividades são realizadas de forma coletiva e a avaliação desempenha um papel secundário, sendo de principal importância o autoconhecimento por parte das crianças. A aprendizagem é participativa, a autoavaliação e a autocrítica, ou seja, é adaptada à escolha livre dos assuntos e do material de aprendizagem, bem como a profundidade. Escola de Summerhill As punições são definidas em assembleia. Exemplo: em uma ocasião, um menino, que não tinha dinheiro para ter a sua própria bicicleta, pegou uma de outra criança para dar uma volta e acabou estragando-a. A punição acertada foi que todos os membros da escola juntassem dinheiro para consertar a bicicleta e para comprar uma para o menino que não tinha a sua. Não existe sentimento de ódio vinculado à punição. Escola de Summerhill A pedagogia tradicional supõe que as crianças possuem uma tendência natural ao egoísmo, sendo necessário uma interferência autoritária por parte da família e da escola, para desenvolver o altruísmo. Neill parte do princípio de que as crianças são egoístas, mas que crescendo sem medo, desenvolvem o altruísmo. Escola de Summerhill Embora o próprio Neill afirme não ter se baseado em nenhuma teoria, são notórias as similaridades entre os seus princípios e os da Teoria Humanista de Carl Rogers. Podemos constatar que a Summerhill emerge dos preceitos de liberdade da criança ser ela mesma, sem qualquer direção ou imposição do adulto, sendo autoconstrutora do processo de aprendizagem, crescendo e conhecendo-se como pessoa. Interessante! Método não diretivo: educação sem medo; Escola democrática: leis definidas em assembleias escolares; Contra alunos “presos” às carteiras; Grupos pequenos; Educação intelectual e emocional – felicidade; Respeito mútuo. Importante! Assinale a alternativa em que está representado o ensino centrado na pessoa da escola de Summerhill: a) O professor é possuidor do saber. b) O sistema valoriza o intelecto. c) A avaliação é para verificar o que o aluno recebeu. d) A transmissão de conteúdo é privilegiada. e) O foco é na aprendizagem contínua e integral. Interatividade Fonte: https://gifer.com/pt/gifs/problemas Assinale a alternativa em que está representado o ensino centrado na pessoa da escola de Summerhill: a) O professor é possuidor do saber. b) O sistema valoriza o intelecto. c) A avaliação é para verificar o que o aluno recebeu. d) A transmissão de conteúdo é privilegiada. e) O foco é na aprendizagem contínua e integral. Resposta Fonte: https://gifer.com/pt/gifs/problemas Muitos procedimentos pedagógicos estão pautados em estudos realizados por psicólogos sobre a psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem do aluno. Abordagens Psicológicas Intervenção escolar Abordagem Autor Referência Clássicas Tradicional Georges Snyders Johan Herbart Comportamental Burrhus Skinner Humanista Carl Rogers Psicanalítica Sigmund Freud Atuais Construtivista Jean Piaget Inteligências múltiplas Howard Gardner Inteligência emocional Daniel Goleman Médico neurologista e “pai” da psicanálise. Freud abandona a hipnose, encorajando seus pacientes a falarem livremente e relatarem o que viesse no pensamento “associação livre”. 1896: Freud usa pela primeira vez o termo “Psicanálise” para descrever seus métodos. Abordagem psicanalítica – Sigmund Freud (1856-1939) Em um primeiro momento da sua teoria, Freud construiu um modelo teórico sobre o inconsciente, chamado de topológico. Ele tratava das relações entre três níveis de consciência da mente: Consciente Pré-consciente Inconsciente Abordagem Psicanalítica Consciente: Fenômenos que podem ser percebidos conscientemente pelo sujeito (exemplo: o lugar onde estamos); Pré-consciente: Fenômenos que não estão conscientes, mas podem se tornar (exemplo: lembrar-se de um número telefônico); Inconsciente: Fenômenos que não são conscientes e somente com um trabalho analítico podem tornar-se acessíveis (conteúdos e sentimentos mais profundos). Abordagem Psicanalítica Freud desenvolveu outro modelo para o inconsciente chamado de modelo dinâmico: id, ego e superego, que representam instâncias, dimensões do nosso mundo mental: Id: é a fonte de prazer (libido). É formado pelos instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes. Ele é regido pelo princípio do prazer. Ego: cuida de nossa vida cotidiana, dos relacionamentos sociais e é regido pelo princípio da realidade, ou seja, ele consegue retardar a possibilidade de prazer, visando à harmonia entre o id, as exigências do superego e os interesses do próprio ego. Superego: corresponde à parte moral da mente humana e representa os valores da sociedade. Abordagem Psicanalítica Fonte: https://www.thelivingphilosophy.com/w p-content/uploads/2020/10/BI_EIdSE- 1024x683.png Abordagem Psicanalítica Habitualmente: Pressão (Superego) Frustração (Id) Conflito Id x Superego Tensão (Ego) “Escape”: Comportamento agressivo Álcool/Drogas Mecanismos de defesa do Ego (contenção das pulsões) Quando há conflito entre as instâncias surge a ansiedade. Na sequência o mecanismo de defesa do ego é acionado, com a finalidade de camuflar ou tirar da consciência conteúdos que geram dor psíquica. Mecanismos de defesa do ego tem como função principal favorecer que nossos desejos inconscientes possam ser expressos. Abordagem Psicanalítica Mecanismos de defesa: racionalização, isolamento, sublimação, projeção, repressão, formação reativa, identificação, regressão e negação. A teoria freudiana busca sempre dois princípios que se opõem, lutam e movimentam, proporcionando o desenvolvimento do indivíduo. Para frente ou para trás, é o conflito e o movimento dele resultante que fazem o indivíduo sair do lugar. Caso contrário, estaria fadado à permanência e à imutabilidade. Quando esses conflitos são muito intensos ou a repressão é muito rígida, pode ocorrer o desenvolvimento de neuroses e psicoses. Abordagem Psicanalítica Neuroses – ocorrem sintomas como crises de pânico, comportamentos compulsivos e ideias obsessivas, mas não há um rompimento da relação com a realidade. Psicoses – também ocorrem sintomas como crises de pânico, comportamentos compulsivos e ideias obsessivas, no entanto ocorre ruptura com a realidade, podendo haver, por exemplo, a produção de delírios e alucinações. Abordagem Psicanalítica Sempre que pensamos em Freud vem em nossa mente a palavra “inconsciente”. Ela faz parte do primeiro modelo teórico desenvolvido por esse autor, o modelo chamado de Topológico. Quais são os três níveis de consciência que fazem parte desse modelo? a) Consciente, pré-consciente e inconsciente. b) Id, ego e superego. c) Id, consciente e inconsciente. d) Consciente, inconsciente e superego. e) Consciente, ego e superego. Interatividade Fonte: https://gifer.com/pt/gifs/problemas Sempre que pensamos em Freud vem em nossa mente a palavra “inconsciente”. Ela faz parte do primeiro modelo teórico desenvolvido por esse autor, o modelo chamado de Topológico. Quais são os três níveis de consciência que fazem parte desse modelo? a) Consciente, pré-consciente e inconsciente. b) Id, ego e superego. c) Id, consciente e inconsciente. d) Consciente, inconsciente e superego. e) Consciente, ego e superego. Resposta Fonte: https://gifer.com/pt/gifs/problemas A libido (energia afetiva que mobiliza o sujeito na perseguição de seus objetivos) se apoia e busca satisfação em diferentes partes do corpo ao longo do crescimento. Essas partes são chamadas de “zonas erógenas” e caracterizam cada fase de desenvolvimento infantil: fase oral, fase anal, fase fálica,período de latência e fase genital. Abordagem Psicanalítica Freud utilizou o termo erógeno para se referir a partes do corpo, ele queria frisar que a elas se associavam as experiências de prazer e/ou desprazer, para além de um exercício apenas funcional e mecânico. Estágio de Desenvolvimento – Freud Estágio Idade Zona erógena Conflito Consequências Oral 0-18 meses Boca Desmame Dependência, agressividade verbal, gosto pela discussão e tendência exagerada pela satisfação oral. Anal 18 meses a 3 anos Ânus Aprendizagem do controle da defecação Tendência para a crueldade, violência e rebeldia. Estágio de Desenvolvimento – Freud Estágio Idade Zona erógena Conflito Consequências Fálico 3 a 6 anos Órgãos genitais Complexo de Édipo e Electra Personalidade bipolar e falta de maturidade no plano afetivo Latência 6 a 11 anos Mundo físico e social (fora do corpo) Não existe nenhum conflito Não há fixação alguma Genital Após a puberdade Órgãos genitais Preocupação com o bem-estar da pessoa amada Capacidade de amar e cuidar e ultrapassagem da sexualidade autoerótica A descoberta da diferença sexual anatômica da criança não depende de sua observação, mas da passagem pelo complexo de édipo (processo por meio do qual a menina se “define” como mulher e o menino como homem), depois de terem extraído das relações com o pai e a mãe as referências necessárias a essa definição. A criança descobre diferenças que a angustiam, é essa angústia que a faz querer saber. Freud chamou a atenção da sociedade para que tal curiosidade das crianças não fosse sufocada por atitudes e valores moralistas excessivamente repressores (por exemplo, ameaçando cruelmente as crianças quando mostravam necessidade de conhecer e manipular seu corpo, incluindo os órgãos genitais). Abordagem Psicanalítica Espera-se que no final da época do conflito edipiano (+ ou – por volta dos 7 anos) a investigação sexual caia sob o domínio da repressão, mas não em sua totalidade, parte dela “sublima-se” em “pulsão” de saber, associada a “pulsões de domínio” e a “pulsões de ver”. As investigações sexuais são reprimidas e não é a Educação a maior responsável por isso. As crianças deixam de lado a questão sexual por uma necessidade própria e inerente à sua constituição. Abordagem Psicanalítica – Educação Para Freud, a educação deveria auxiliar a criança a aprender a dominar seus instintos, sendo capaz de reprimi-los e redirecioná-los. Ele acreditava que para que um professor seja ouvido por seu aluno, ele precisa estar revestido de uma importância, de modo que a relação entre um professor e um aluno não esteja no valor dos conteúdos cognitivos transmitidos, mas sim no campo estabelecido entre os dois. Abordagem Psicanalítica – Educação O campo da educação é formado pelas relações afetivas entre ambos, semelhantes à relação afetiva primitivamente dirigida ao pai. As relações afetivas é que estabelecem as condições para o aprender, sejam quais forem os conteúdos transmitidos (Conceito de transferência). Freud acreditava que um professor pode tornar-se a figura a quem serão endereçados os interesses de seu aluno porque ele é objeto de uma transferência e o que se transfere são as experiências vividas primitivamente com os pais ou figuras correlatas. Abordagem Psicanalítica – Educação O aluno transfere para o professor os sentimentos carinhosos ou agressivos da sua relação com os pais. Conscientemente ou não, o professor utiliza a ascendência que assim adquire sobre o aluno para transmitir ensinamentos, valores e inquietações. Esse lugar ocupado pelo professor é irreal, baseado em desejos e experiências inconscientes, ele precisa ser capaz de, aos poucos, desocupá‐lo, tornando o aluno capaz de ser seu próprio mestre, de sair dessa posição de dependência inconsciente e necessária, para uma posição ativa, de senhor dos próprios desejos e opiniões. Abordagem Psicanalítica – Educação Cabe ao professor renunciar a um modelo determinado por ele, aceitar o modelo que o aluno lhe confere ser investido pelo seu desejo e conduzi‐lo à conquista de uma real autonomia. Caso contrário, se subjugar o aluno impondo seus próprios valores e ideias, ou seja, impor‐lhe seus próprios desejos, impedirá a possibilidade de aprendizagem do aluno. O aluno irá aprender conteúdos, gravará e memorizará informações, mas não será um sujeito pensante e autônomo. Abordagem Psicanalítica – Educação Cabe ao educador desenvolver um olhar diferenciado sobre a criança em constituição, mas também criar “uma abertura para fazer de sua prática uma interrogação permanente, capaz de provocar uma mudança de posição junto à criança que é atendida, cuidada e educada”. Freud não escreveu um volume específico sobre a educação, mas esse tema vai permear toda a sua obra, pois ele entende que o funcionamento do psíquico pode ser fruto direto das influências educativas que o indivíduo recebe. Com base no que estudamos na abordagem psicanalítica, escolha a afirmação correta: a) A curiosidade das crianças deve ser reprimida e sufocada na escola. b) Transferência é sobre as ilusões que os professores passam aos alunos. c) As fases do desenvolvimento estão unicamente ligadas ao processo maturacional. d) Id é o responsável pelo funcionamento cerebral. e) Pensar educação nessa perspectiva e compreender o que motiva alguém a aprender. Interatividade Fonte: https://gifer.com/pt/gifs/problemas Freud não escreveu um volume específico sobre a educação, mas esse tema vai permear toda a sua obra, pois ele entende que o funcionamento do psíquico pode ser fruto direto das influências educativas que o indivíduo recebe. Com base no que estudamos na abordagem psicanalítica, escolha a afirmação correta: a) A curiosidade das crianças deve ser reprimida e sufocada na escola. b) Transferência é sobre as ilusões que os professores passam aos alunos. c) As fases do desenvolvimento estão unicamente ligadas ao processo maturacional. d) Id é o responsável pelo funcionamento cerebral. e) Pensar educação nessa perspectiva e compreender o que motiva alguém a aprender. Resposta Fonte: https://gifer.com/pt/gifs/problemas KUPFER, M. C. A. A aprendizagem segundo Freud. In: Freud e a educação. O mestre do impossível. 3. ed. São Paulo: Scipione, 1995, Capítulo 3, p. 77-94. MIZUKAMI, M. da G. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: EPU, 2013 (Temas básicos de educação e ensino). Capítulo 2, p. 19-36 e Capítulo 3, p. 37-57. VALENTE, J. A teoria humanista e a escola de Summerhill. Disponível em: http://psicologiapsi.wordpress.com/a-teoria-humanista-e-a-escola-de-summerhill. Acesso em: 09 nov. 2023. Referências ATÉ A PRÓXIMA!