Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

VÍCÍO	DO	PRODUTO	E	DO	SERVIÇO
As	normas	do	CDC	em	relação	aos	vícios	são	de	ordem	pública,	
insuscetível	de	derrogação	por	vontade	das	partes.
Exceção:	redução	ou	ampliação	do	prazo	de	30	dias	para	
sanar	o	vicío	art.	18,	§2º
○
•
O	espírito	da	norma	foi	o	de	criar	e	fomentar	uma	sinergia	
entre	o	público	e	o	privado,	a	tutela	do	consumidor	com	o	
mercado	de	consumo.	
•
VICÍO	E	DEFEITO	SÃO	COISAS	DIFERENTES,	ESTÃO	EM	
ÂMBITOS	DE	ATUAÇÃO	DISTINTOS.	
ACIDENTE	DE	CONSUMO	X	INCIDENTE	DE	CONSUMO○
TEORIA	DA	QUALIDADE	SEGURANÇA/ADEQUAÇÃO
Art.	18.	Os	fornecedores	de	produtos	de	consumo	
duráveis	ou	não	duráveis	respondem	
solidariamente	pelos	vícios	de	qualidade	ou	
quantidade	que	os	tornem	impróprios	ou	
inadequados	ao	consumo	a	que	se	destinam	ou	
lhes	diminuam	o	valor,	assim	como	por	aqueles	
decorrentes	da	disparidade,	com	a	indicações	
constantes	do	recipiente,	da	embalagem,	
rotulagem	ou	mensagem	publicitária,	respeitadas	
as	variações	decorrentes	de	sua	natureza,	
podendo	o	consumidor	exigir	a	substituição	das	
partes	viciadas.
▪
○
•
Tríade	do	vício:	qualidade	do	produto	ou	serviço;	quantidade;	
informação.
VÍCIO	DO	PRODUTO/SERVIÇO	– ART.	18
§	1°	Não	sendo	o	vício	sanado	no	prazo	máximo	de	
trinta	dias,	pode	o	consumidor	exigir,	alternativamente	
e	à	sua	escolha:	I	- a	substituição	do	produto	por	outro	
da	mesma	espécie,	em	perfeitas	condições	de	uso;	II	- a	
restituição	imediata	da	quantia	paga,	monetariamente	
atualizada,	sem	prejuízo	de	eventuais	perdas	e	danos;	
III	- o	abatimento	proporcional	do	preço.
○
§	3°	O	consumidor	poderá	fazer	uso	imediato	das	
alternativas	do	§	1°	deste	artigo	sempre	que,	em	razão	
da	extensão	do	vício,	a	substituição	das	partes	viciadas	
puder	comprometer	a	qualidade	ou	características	do	
produto,	diminuir-lhe	o	valor	ou	se	tratar	de	produto	
essencial.
○
•
Vícios	intrínsecos:	de	qualidade	ou	quantidade,	que	os	tornam	
impróprios,	inadequados	ou	lhes	diminuam	o	valor	(art.	18	do	CDC);
Vícios	extrínsecos:	vício	de	informação.
A	respeito	dos	produtos	ou	serviços	gratuitos,	eventuais	falhas	
de	informação	ou	vícios	de	qualquer	natureza	(assim	como	
eventuais	danos	por	defeito)	geram	para	o	consumidor	pleno	
direito	de	acionar	o	fornecedor,	utilizando-se	das	regras	do	
CDC	tal	qual	tivesse	pago	diretamente	por	estes	bens.	
•
Vício	aparente	é	aquele	facilmente	perceptível	no	momento	da	
entrega	ou	durante	a	utilização	normal.	Esses	vícios	são	detectáveis	
por	meio	de	uma	simples	inspeção	ou	uso	imediato,	sem	a	
necessidade	de	exames	técnicos	aprofundados.
VICÍO	OCULTO	E	O	PRAZO	PARA	RECLAMAR	
O	prazo	decadencial	para	o	consumidor	reclamar	de	vício	
oculto	em	produtos	duráveis	- que	apresentam	problemas	não	
perceptíveis	à	primeira	vista	- inicia-se	no	momento	em	que	
ficar	evidenciado	o	defeito,	e	não	na	data	da	aquisição	do	
produto.
•
Os	bens	de	consumo	possuem	uma	durabilidade	prevista	
conforme	suas	singularidades,	assim,	qualquer	inadequação	
ocorrida	dentro	da	vida	útil	do	item	recebe	a	proteção	da	
legislação	consumerista.	Dessa	forma,	se	o	vício	é	oculto,	é	
somente	a	partir	da	descoberta	que	começa	a	contagem	dos	
prazos	de	30	ou	90	dias	da	garantia	legal	(art.	26,	II,	§	3º,	do	
CDC).
•
VÍCIO	DO	SERVIÇO	– ART.	20	
Art.	20.	O	fornecedor	de	serviços	responde	pelos	vícios	de	
qualidade	que	os	tornem	impróprios	ao	consumo	ou	lhes	
diminuam	o	valor,	assim	como	por	aqueles	decorrentes	da	
disparidade	com	as	indicações	constantes	da	oferta	ou	
mensagem	publicitária,	podendo	o	consumidor	exigir,	
alternativamente	e	à	sua	escolha:	I	- a	reexecução	dos	
serviços,	sem	custo	adicional	e	quando	cabível;	II	- a	
restituição	imediata	da	quantia	paga,	monetariamente	
atualizada,	sem	prejuízo	de	eventuais	perdas	e	danos;	III	- o	
abatimento	proporcional	do	preço.
§	1°	A	reexecução	dos	serviços	poderá	ser	confiada	a	
terceiros	devidamente	capacitados,	por	conta	e	risco	do	
fornecedor.
○
§	2°	São	impróprios	os	serviços	que	se	mostrem	
inadequados	para	os	fins	que	razoavelmente	deles	se	
esperam,	bem	como	aqueles	que	não	atendam	as	
normas	regulamentares	de	prestabilidade.
○
•
Art.	21.	No	fornecimento	de	serviços	que	tenham	por	objetivo	
a	reparação	de	qualquer	produto	considerar-se-á	implícita	a	
obrigação	do	fornecedor	de	empregar	componentes	de	
reposição	originais	adequados	e	novos,	ou	que	mantenham	as	
especificações	técnicas	do	fabricante,	salvo,	quanto	a	estes	
últimos,	autorização	em	contrário	do	consumidor.
•
Art.	22.	Os	órgãos	públicos,	por	si	ou	suas	empresas,	
concessionárias,	permissionárias	ou	sob	qualquer	outra	forma	
de	empreendimento,	são	obrigados	a	fornecer	serviços	
adequados,	eficientes,	seguros	e,	quanto	aos	essenciais,	
contínuos
•
Produto	durável:	é	aquele	que	não	se	extingue,	não	se	exaure	com	o	
uso,	levando	algum	tempo	para	se	desgastar,	podendo,	assim,	ser	
usado	muitas	vezes,	a	exemplo	de	automóveis,	vestuário,	
eletrodomésticos	e	livros.	Com	o	tempo	e	o	seu	uso	mais	ou	menos	
frequente,	haverá	um	desgaste	que	será	natural	do	bem,	não	
constituindo,	portanto,	direito	do	consumidor	a	sua	substituição	por	
suposto	vício	intrínseco	da	coisa,	uma	vez	que	todos	os	produtos	
possuem	uma	vida	útil	determinada.	
Produto	não	durável:	É	aquele	que	se	extingue	com	o	uso,	como	
ocorre	com	os	produtos	in	natura	e	demais	produtos	que,	com	a	sua	
utilização,	vão	perdendo	a	sua	integralidade	(como	produtos	de	
beleza	e	alimento,	que	são	guardados	para	consumo	posterior,	mas	
vão	se	exaurindo	com	cada	uso	que	dele	é	feito).	Nesse	sentido,	o	
produto	descartável	diferencia-se	do	não-durável,	pois,	enquanto	
neste	o	produto	perde	sua	existência	com	o	uso,	naquele	o	produto	
permanece	quase	tal	como	era	após	utilizado,	apenas	sendo	
concebido	para	um	período	mais	curto	de	tempo.	
PRODUTO	DURÁVEL	E	NÃO	DURÁVEL	E	PRAZO	LEGAL	DE	GARANTIA
Art.	24.	A	garantia	legal	de	adequação	do	produto	ou	serviço	
independe	de	termo	expresso,	vedada	a	exoneração	
contratual	do	fornecedor.
•
Art.	50.	A	garantia	contratual	é	complementar	à	legal	e	será	
conferida	mediante	termo	escrito.
•
Prazos	decadência	e	prescrição
Art.	26.	O	direito	de	reclamar	pelos	vícios	aparentes	ou	de	fácil	
constatação	caduca	em:									I	- trinta	dias,	tratando-se	de	
fornecimento	de	serviço	e	de	produtos	não	duráveis;	II	-
noventa	dias,	tratando-se	de	fornecimento	de	serviço	e	de	
produtos	duráveis.									
§	1°	Inicia-se	a	contagem	do	prazo	decadencial	a	partir	
da	entrega	efetiva	do	produto	ou	do	término	da	
execução	dos	serviços.									
○
§	2°	Obstam	a	decadência:		I	- a	reclamação	
comprovadamente	formulada	pelo	consumidor	perante	
o	fornecedor	de	produtos	e	serviços	até	a	resposta	
negativa	correspondente,	que	deve	ser	transmitida	de	
forma	inequívoca;	II	- (Vetado).	III	- a	instauração	de	
inquérito	civil,	até	seu	encerramento.								
○
§	3°	Tratando-se	de	vício	oculto,	o	prazo	decadencial	
inicia-se	no	momento	em	que	ficar	evidenciado	o	
defeito.		
○
Art.	27.	Prescreve	em	cinco	anos	a	pretensão	à	
reparação	pelos	danos	causados	por	fato	do	produto	ou	
do	serviço	prevista	na	Seção	II	deste	Capítulo,	iniciando-
se	a	contagem	do	prazo	a	partir	do	conhecimento	do	
dano	e	de	sua	autoria.
○
•
PRODUTO	USADO	E	VÍCIOS:	princípio	da	informação
Aula	5	- vícios
segunda-feira,	10	de	março	de	2025 15:54

Mais conteúdos dessa disciplina