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HAM 4º PERÍODO JOGIANE RAISSA CONSULTA DO ADOLESCENTE • OMS→ faixa etária de 10 e 20 anos incompletos. • ECA→ faixa etária de 12 e 18 anos incompletos. • MS → faixa etária de 10 a 19 anos. ACOLHIMENTO ÉTICO: ▪ A consulta deve ser cordial; ▪ Evitar julgamentos de valores; ▪ Estabelecer uma relação de confiança; ▪ Ser empático, assertivo e sincero; ▪ Pontuar que a pessoa central da consulta é o adolescente; ▪ Deixar claro ao adolescente que nada será tratado com seus pais/responsáveis sem que ele seja previamente informado; ▪ Segredos íntimos da adolescência não requerem quebra de sigilo; ▪ A quebra de sigilo pode ser feita caso haja risco à saúde ou integridade da vida do paciente ou de terceiros. ANAMNESE: ▪ Coletar informações sobre o paciente, familiares e o ambiente onde vive. ▪ Precisa ser ampla e abordar aspectos biopsicossociais, culturais, sexuais e espirituais. ▪ Deve ser dividida em 3 momentos: 1. Adolescente e pais/responsáveis; 2. Adolescente sozinho 3. Retorno do adolescente com os pais/responsáveis. → Primeiro momento: ✓ Motivo da consulta; ✓ Histórico da situação atual e pregressa, incluindo agravos e doenças; ✓ Estado vacinal; ✓ Dados da gestação, parto, condições de nascimento, peso ao nascer; ✓ Hábitos alimentares; ✓ Condições de habitação, ambiente, rendimento escolar, exposição a ambientes violentos, uso de tecnologia; ✓ História familiar; ✓ Sono, lazer, atividades culturais, exercícios físicos e religião. → Segundo momento: ❖ Constitui o tempo mais importante da consulta, uma vez que é a oportunidade de o paciente se expressar de forma mais livre e aberta. ASSUNTOS N1 1. Consulta do Adolescente; 2. AGA e declaração de nascidos vivos; 3. DRGE em adultos e pediátrico, H. pilory e EDA; 4. Dispepsia e ingestão de corpo estranho; 5. Constipação intestinal e parasitoses intestinais; 6. Diarreia aguda em adultos e pediátrico; 7. HDA, HDB, varizes esofágicas; 8. Icterícia neonatal e no adulto; 9. Abdome agudo pediátrico, exame retal, exame físico do abdome. ❖ A conversa deve ocorrer em ambiente sigiloso, abordando novamente o motivo da consulta, pois pode diferir do relato da família. ✓ Percepção corporal e autoestima; ✓ Relacionamento com a família e ocorrência de conflitos; ✓ Utilização das horas de lazer, relações sociais, desenvolvimento afetivo, emocional e sexual; ✓ Conhecer outros lugares que o adolescente transita: escola, comunidade, trabalho, grupos de jovens; ✓ Crenças e atividades religiosas; ✓ Investigar situações de risco e vulnerabilidade; ✓ Comportamentos sexuais, gênero e orientação sexual, gestações não planejadas, ISTs; ✓ Ocorrência de acidentes, submissão e violências; ✓ Tempo de exposição às telas digitais. → Terceiro momento: ❖ Uma conversa a sós com os responsáveis para orientá-los sobre a hipótese diagnóstica percebida, conflitos evidentes e condutas terapêuticas a serem tomadas. ABORDAGEM HEEADSSS: ▪ É considerado um método indireto excelente para avaliar comportamentos e complementar a anamnese do adolescente, podendo ser incorporada na prática cotidiana. ▪ Pode ser modificada e utilizada como guia de orientação dos atendimentos. ▪ Esta entrevista é feita apenas com o adolescente, pelo menos uma vez por ano ou sempre que houver indícios de algum fato estressante recente ou precipitante da consulta. ▪ O tempo de preenchimento é de aproximadamente 20min. EXAME FÍSICO: ▪ Exige absoluta privacidade e local adequado. ▪ Deve ser realizado no sentido crânio- caudal. ▪ Sempre cobrir a região que não está sendo examinada. ▪ É recomendável a presença de uma terceira pessoa, que pode ser da área da saúde ou de recomendação do adolescente. ▪ O exame deve ser realizado com a máxima discrição e sua explicação prévia do passo a passo é importante para tranquilizar o adolescente. ▪ O exame físico também funciona como uma boa oportunidade de o profissional abordar temas educativos com o adolescente como a orientação do autoexame das mamas, avaliação dos genitais e pilificação. ROTEIRO EXAME FÍSICO • Aspectos gerais; • Peso, altura, IMC, pregas cutâneas; • Pressão arterial; • Acuidade visual com a escala de Snellen; • Estado nutricional; ▪ Aproveitar o exame físico para esclarecer sobre o uso de preservativos, contraceptivos e ISTs AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA • É um processo de avaliação multidimensional cujo objetivo básico é reconhecer as deficiências, as incapacidades e as desvantagens apresentadas pelos idosos. • É feita por meio de escalas e testes quantitativos, com objetivo de identificar sua condição funcional. Objetivos principais: ✓ Obter um diagnóstico global; ✓ Desenvolver um plano de tratamento e de reabilitação; ✓ Facilitar o gerenciamento dos recursos necessários para o tratamento; ✓ Ajudar a estabelecer critérios para internação hospitalar; ✓ Orienta adaptações ambientais; ✓ Avalia o grau de comprometimento (mental, físico ou psíquico); ✓ Estabelecer metas nutricionais. Critérios a serem avaliados: ▪ Equilíbrio e mobilidade: → Teste do levantar e andar (get up and go): solicitar ao paciente que se levante de uma cadeira e caminhe por 3 metros e volte, voltando a se sentar. → Teste do equilíbrio e marcha (escala de Tinetti): olhar quadro de escala! → Velocidade da marcha: medir o tempo em que o indivíduo leva para percorrer 4m. → Força de preensão palmar ▪ Função cognitiva e condições emocionais: → Miniexame do estado mental → Fluência verbal → Teste do desenho do relógio → Escala de depressão geriátrica. ▪ Deficiências sensoriais: → Solicitar que o paciente leia palavras de diversos tamanhos. → Teste do sussurro, no qual o examinador fica fora do campo visual e sussurra alguma palavra em cada ouvido e observa o entendimento ▪ Capacidade funcional: → Escala de KATZ (atividades básicas de vida diária) → Escala de LAWTON (atividades instrumentais da vida diária ▪ Estado e risco nutricional: → Miniavaliação nutricional ▪ Condições socioambientais: → APGAR ▪ Polifarmácia: → Uso de 5 ou mais medicamentos. ▪ Comorbidades e multimorbidades: → Coexistência de 2 ou mais doenças crônicas em um mesmo indivíduo. DECLARAÇÃO DE NASCIDOS VIVOS • É um documento padronizado pelo MS, pré-numerado e apresentado em 3 vias. Deve ser preenchida em todo o território nacional para todos os nascidos vivos: ✓ Nas unidades de internação ou emergência dos estabelecimentos de saúde; ✓ Fora dos estabelecimentos de saúde, mas que neles venham a receber assistência imediata; ✓ Em domicílio ou em outros locais. • Em caso de gestação múltipla, deve ser preenchida uma DN para cada indivíduo. • A DN pode ser preenchida por médico, por membro da equipe de enfermagem da sala ou por outra pessoa previamente treinada para tal fim. • Tireoide, cavidade oral, otoscopia; • Coluna vertebral e postura; • Exame neurológico e mental; • Genitália; • Maturação sexual (critérios de tanner). FLUXO DA DECLARAÇÃO: ▪ Partos hospitalares: → 1ª via (cor branca): ✓ Secretaria de saúde; ✓ Permanece no estabelecimento de saúde até ser coletada, por busca ativa, pelos órgãos estaduais ou municipais responsáveis. → 2ª via (cor amarela): ✓ Cartório; ✓ Fica com a família até ser levada ao cartório do registro civil para competente registro do nascimento. O cartório reterá esta via. → 3ªvia (cor rosa): ✓ Unidade de saúde; ✓ Será arquivada no estabelecimento de saúde onde ocorreu o parto. ▪ Partos domiciliares: → 1ª via (cor branca): ✓ Secretaria de saúde; ✓ Deve ser encaminhada à secretaria de saúde para devido processamento. → 2ª via (cor amarela): ✓ Cartório; ✓ Será retida pelo cartório. → 3ª via (cor rosa): ✓ Unidade de saúde; → O encaminhamento da 2ª e avaginal). Avaliar o hímen (observar sua integridade e morfologia). Avaliar o períneo. Avaliar a presença de sinais flogísticos. INSPEÇÃO DINÂMICA Solicitar que a paciente realize movimentos que aumentem a pressão abdominal, tornando evidentes as distopias genitais. Manobra de valsava (tossir ou soprar o dorso da mão). Observar se escapa urina ou há prolapso das estruturas internas. É utilizado o espéculo de Collins. EXAME ESPECULAR O espéculo deve ser introduzido com uma angulação de 45º para desviar do meato uretral. Realizar inspeção das paredes vaginais, presença de secreções. Avaliar o colo do útero (localização, morfologia, tamanho, aspecto físico). Fazer coleta de material com a espátula para exame Papanicolau (pesquisa de câncer). TOQUE BIMANUAL Consiste na introdução de 2 dedos na vagina para avaliação. Utilizar luvas e lubrificar os dedos Avaliar a vagina, o colo do útero, os anexos e o fundo de saco. Colocar uma mão sobre o hipogástrio para auxiliar na varredura dos órgãos pélvicos. Na avaliação do corpo e do colo do útero, observar: posição, tamanho, forma, simetria, mobilidade e consistência. TOQUE RETAL É indicado quando não for possível o exame vaginal. Em caso de crianças e pacientes virgens. Indicado também em casos de tumor pélvico e câncer do colo do útero. ALTERAÇÕES AFECÇÕES VULVARES Lesões ulceradas: aparecimento de lesões vesiculares. Ocorre principalmente pela infecção por herpes genital. Câncer de vulva: principal sintoma é prurido presente há meses. Outras queixas são, tumor vulvar, dor, ardor e sangramento. Uretrite gonocócica: é uma IST. Sensação de prurido na fossa navicular, disúria, corrimento purulento, febre. Uretrite não gonocócica: corrimento hialino, disúria leve e intermitente. AFECÇÕES VAGINAIS Vulvovaginites: qualquer manifestação inflamatória ou infecciosa da vulva, vagina e ectocérvice. Vaginose bacteriana: corrimento vaginal branco-acinzentado, de aspecto fluido ou cremoso, com odor fétido. Candidíase vulvovaginal: prurido vulvovaginal, ardor ou dor à micção, corrimento branco, grumoso, inodoro e com aspecto caseoso, hiperemia, edema vulvar, fissuras e maceração da vulva, Dispaurenia, fissuras e maceração da pele da vagina e colo recoberto por placas brancas ou branco-acinzentadas, aderidas à mucosa. Tricomoníase: corrimento abundante, amarelado ou amarelo- esverdeado, bolhoso, prurido, irritação vulvar, dor pélvica, disúria, polaciúria, hiperemia da mucosa e com placas avermelhadas. Bartholinite: infecção da glândula de Bartholin. Apresenta massa amolecida uni ou bilateral no terço inferior do introito vaginal, entre o vestíbulo e o grande lábio. AFECÇÕES DO COLO UTERINO HPV: geralmente assintomática ou inaparente. As lesões podem ser únicas ou múltiplas restritas ou difusas e de tamanho variável. São altamente contagiosas. Tumores: tumorações no colo. Pólipo cervical: proeminência hiperplásica focal da mucosa endocervical, incluindo epitélio e estroma, séssil ou pediculada. Cervicite: inflamação da mucosa endocervical. AFECÇÕES DO CORPO DO ÚTERO Miomas: tumor benigno. assintomático. Caracterizado por sangramento menstrual excessivo, com cólicas, dor pélvica. Pode haver aumento do volume abdominal e compressão de estruturas vizinhas (bexiga e reto). Pólipo endometrial: hiperplasia focal da camada casal, revestida de epitélio e contendo quantidade variável de glândulas, estroma e vaso sanguíneo. Adenomiose: presença de glândulas e estroma endometrial no interior do miométrio. Leiomiossarcoma: tumor maligno uterino raro. Câncer de endométrio: condição maligna. Apresenta sangramento por via vaginal. Endometriose: dismenorreia, dor pélvica crônica, infertilidade, irregularidade menstrual e dispaurenia. Distopias genitais: prolapso genital. Doença inflamatória pélvica: ascensão de microrganismos do trato genital inferior, comprometendo o endométrio até a cavidade peritoneal. Pré-natal DIAGNÓSTICO NA GRAVIDEZ LABORATORIAL BHCG (quantitativo, qualitativo). ➔ Pode ser detectado no sangue periférico da mulher grávida entre 8 e 11 dias após a concepção. Teste rápido de gravidez (fita reagente). EXAME CLÍNICO SINAIS DE PRESUNÇÃO Atraso menstrual; Náuseas, vômitos, tonturas, salivação excessiva, mudança de apetite, polaciúria e sonolência. Aumento das mamas, hipersensibilidade dos mamilos, saída de colostro pelo mamilo, coloração rósea da vulva, cianose vaginal e cervical, aumento do volume abdominal. SINAIS DE PROBABILIDADE Amolecimento da cérvice uterina. Paredes vaginais aumentadas, com aumento da vascularização. Positividade da fração beta do HCG no soro materno a partir do8º ou 9º dia após a fertilização. Sinal de Hegar: é a alteração da consistência do fundo e istmo uterinos. É realizado através da palpação bimanual intravaginal e compressão abdominal. Em condição normal, o útero e o colo são palpados com consistência firme. Em mulheres grávidas a consistência é mais amolecida. Sinal de Ousiander: percepção do pulso da artéria vaginal ao toque. Sinal de Piskacek: assimetria uterina à palpação. Sinal de Nobile- Budin: percepção ao toque do preenchimento do fundo se saco pelo útero gravídico. Regra de Goodel: amolecimento do colo uterino percebido pelo toque. Sinal de Jacquemier: coloração violácea do meato urinário e da vulva. Sinal de Kluge: coloração violácea da vagina. SINAIS DE CERTEZA Presença de BCF a partir de 12 semanas pelo sonar. Percepção de movimentos fetais (18 a 20 semana). O saco gestacional pode ser observado por via transvaginal (USG) com apenas 4 a 5 semanas e o BCF com 6 semanas. Sinal de puzos: é o rechaço fetal uterino que se obtém impulsionando o feto com os dedos dispostos no fundo de saco anterior. ULTRASSOM Deve ser realizado entre a 10 e 13 semanas, utilizando o comprimento cabeça- nádega para determinar a idade gestacional. No mínimo 1 por trimestre. No 1º trimestre, deve-se realizar ultrassom transvaginal. Determina a idade gestacional. Detecta gestações múltiplas. Detecta mal formações fetais. Analisa a viabilidade da gestação. É importante correlacionar os níveis de BHCG com o USG: ➔ BHCG > 1500: a USG apresenta saco gestacional. ➔ BHCG >7200: a USG apresenta vesícula vitelínica. ➔ BHCG >10800: a USG apresenta embrião com BCF. ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL CÁLCULO DA DPP Janeiro a março: +7 dias +9 meses Abril a dezembro: +7 dias - 3 meses OBS: cuidado com o ano e com a proximidade da DUM ao final do mês. (pode ser necessário somar mais 1 mês à DPP). AVALIAÇÃO PRÉ- CONCEPCIONAL Identificação de riscos; Momento ideal para gestar; Proteção do binômio materno-fetal. Anamnese. Exame físico. Exame ginecológico. Exames complementares. Atualização vacinal. FATORES DE RISCO GESTACIONAL Idade menor que 15 anos e maior que 35. Esforço físico excessivo, carga horária extensa. Exposição a agentes químicos e biológicos. Estresse. Situação familiar insegura. Não aceitação da gravidez. Situação conjugal insegura. Baixa escolaridade. Condições ambientais desfavoráveis. Altura menor que 1,45 m. IMC baixo ou elevado. Anemia. ITU. GRAVIDEZ DE ALTO RISCO Gestante com cardiopatias. Pmeumopatiasgraves. Nefropatias graves. Endocrinopatias (DM, hipo e hipertireoidismo) Doenças hematológicas. HAS. Doenças neurológicas. Doenças autoimunes. Alterações genéticas materna. Antecedente de trombose venosa profunda e TEP. Ginecopatias. Doenças infecciosas. Hanseníase. Tuberculose. Dependência química. Malformações fetais. Gemelaridade. ITU de repetição. Anemia grave. DM gestacional. Desnutrição materna severa. Câncer. IMPORTÂNCIA DO PRÉ-NATAL Detecção precoce de patologias maternas e fetais. Prevenção de intercorrências. Redução da morbimortalidade materna e infantil. Identificação de pacientes de risco. CONSULTAS No mínimo 6 consultas: 1º trimestre: 1 consulta. 2º trimestre: 2 consultas. 3º trimestre: 3 consultas. Periodicidade ideal: Até 28ª semana: mensalmente. De 28ª a 36ª semana: quinzenalmente. De 36ª até a 41ª: semanalmente. No final da gestação a alta frequência de consultas visa avaliar riscos. Quando o parto não ocorre até a 41ª semana, é necessário encaminhar a gestante avaliação do bem-estar-fetal, incluindo avaliação do líquido amniótico e do BCF. ROTEIRO 1ª CONSULTA Todos os dados devem ser anotados no cartão da gestante!! Anamnese: pesquisar aspectos socioepidemiológicos, antecedentes familiares, antecedentes pessoais, antecedentes obstétricos e ginecológicos, dados sobre a gestação atual. Orientações: alimentação, movimentação fetal, hábito urinário e intestinal, atendimento odontológico, mudanças no organismo da mãe, atividade física. Suplementação: Sulfato ferroso (40mg/dia) Ácido fólico (5mg/dia) Verificação vacinal: orientar quanto a sua atualização, se necessário. Solicitar exames complementares: OLHAR TABELA ABAIXO!!! Orientar sobre as consultas subsequentes e agendar se possível. Exame físico: avaliação nutricional (peso altura, IMC), PA, exame físico geral, medida da altura uterina, BCF, exame ginecológico, exame das mamas, exame de pulmões, abdome e coração, movimentos fetais, presença de edema. ROTEIRO DAS CONSULTAS SUBSEQUENTES Anamnese. Exame físico direcionado. Verificação do cartão de vacina. Avaliar resultado dos exames complementares. Calcular idade gestacional. Aferir a PA da gestante. Peso e IMC da gestante. Avaliação nutricional. Pesquisa de edema. Medida da altura uterina. Exame das mamas. Ausculta do BCF. Movimentos fetais. Orientações gerais. Agendar próxima consulta. SINTOMAS FREQUENTES NAS GRÁVIDAS Náuseas, vômitos, tonturas. Pirose. Sialorreia, Dor abdominal, cólicas, flatulência, constipação intestinal. Hemorroidas. Corrimento vaginal. Polaciúria. Dispneia. Mastalgia. Lombalgia. Cefaleia. Varizes. Câimbras. Sangramentos gengivais. Melasma. Estrias. Síndrome nefrítica e nefrótica SÍNDROME NEFRÓTICA DEFINIÇÃO Proteinúria + hipoalbuminemia + edema EPIDEMIOLOGI A É mais comum em crianças. 85% é por doença de lesões mínimas. 10 % é por Glomeruloesclerose segmentar e focal. A maioria dos casos ocorre entre 1 e 6 anos de idade. ETIOLOGIA Primária: Doenças renais: 1. Doença de lesões mínimas. 2. Glomeruloescleros e segmentar e focal. 3. Glomerulopatia membranosa. 4. Glomerulonefrite membranoprolifera tiva. 5. Nefropatia de IgA. Secundária: Doenças sistêmicas 1. Diabetes. 2. HAS. 3. Vírus. 4. Obesidade. 5. Lúpus eritematoso sistêmico. 6. Farmacos. 7. Alergias. 8. Picada de insetos. FISIOPATOLOG IA MECANISMOS DA PROTEINÚRIA Lesões ou mutações das proteínas do diafragma da fenda. Fusão dos processos podocitários. Alteração das forças elétricas no endotélio. MECANISMO DA HIPOALBUMINEMIA A excreção em excesso de proteínas (principalmente a albumina) reduz o nível plasmático dessa proteína. MECANISMO DO EDEMA Com o nível baixo de albumina no plasma, ocorre redução da pressão oncótica dentro dos vasos, levando ao extravasamento de líquidos para o interstício. A redução do volume dentro dos vasos, ativa o sistema renina- angiotensina- aldosterona que aumenta a retenção de sódio para tentar elevar a PA, ocasionando a persistência do edema. MECANISMO DA HIPERLIPIDEMIA O nível baixo de proteína plasmática faz com que o fígado aumente sua produção de proteínas, mas essa compensação não ocorre. Secundário a isso, ocorre aumento de lipoproteínas (HDL, LDL, VLDL) levando à hiperlipidemia e consequente lipidúria. MANIFESTAÇÕ ES CLÍNICAS Proteinúria > 3,5 g/dia. Hipoalbuminemialivre) Exames de imagem USG pélvica transvaginal ou abdominal RM Cariótipo (para verificar anomalias cromossômicas) TRATAMENTO Tratar a causa base!! Anna Júlia Loiola Lima MED/4P PRÁTICA E AULA O1 - HAM ANAMNESE DO ADOLESCENTE E CRITÉRIOS DE TURNNER ROTEIRO DE ANAMNESE: ADOLESCENTE 1. Identificação: Nome; Idade; Data da entrevista; Data de Nascimento; Sexo/Gênero; Etnia (cor); Estado civil; Profissão (ocupação atual e ante- rior); Local de nascimento; Residência atual e anterior; Grau de escolaridade; Religião; Nome da mãe ou do acompanhante. 2. Queixa Principal: (Tempo de início da queixa). 3. História da Doença Atual: Definir um sintoma-guia; Início; - Quando apareceu? - Foi súbito ou gradativo? - Teve fator desencadeante? Características; - Qual a localização? - Qual a irradiação? - Qual o tipo (qualidade)? - Qual a periodicidade (frequência)? - Qual a duração? - Qual a intensidade? Fatores de piora; Fatores de melhora; Sintomas associados; Evolução do sintoma-guia quanto às características, fatores de piora e melhora e sintomas associados; Médicos procurados para investiga- ção do sintoma, internações, exames realizados, diagnósticos, tratamen- tos prescritos, resultados obtidos; Estado atual do sintoma-guia quanto às características, fatores de piora, fatores de melhora e sintomas asso- ciados. 4. Interrogatório Sintomatológico: Realize-o no sentido craniocaudal (vide tabela que será colocada abaixo). 5. História Patológica pregressa: Doenças da infância (sarampo, vari- cela, caxumba, amigdalites); Traumas, acidentes; Doenças graves e/ou crônicas (HAS, diabetes, malária, artrose, litíase re- nal, gota, pneumonia etc.); Cirurgias; Transfusões sanguíneas (número, quando, onde, motivo); Alergias; Imunização (qual vacina, quando, doses); Internamentos prévios; Doenças dos familiares. 6. Medicamentos em uso: Nome do fármaco; Posologia; Forma de aplicação; Frequência de uso. Anna Júlia Loiola Lima MED/4P PRÁTICA E AULA O1 - HAM 7. História Fisiológica (Antecedentes pessoais): História obstétrica (gesta, parto, aborto espontâneo ou provocado, prematuro, cesáreas); Obs.: GPA (Ex. G3P2A1, significa três ges- tações, dois partos e um aborto, infere-se que em uma das gestações nasceram gêmeos). Gestação e nascimento (normal, complicações); Condições de parto (normal, cesá- reo, uso de fórceps, domiciliar, hos- pitalar, feto único, gemelar); Ordem de nascimento; Quantidade de irmãos; Paternidade (número de filhos); Desenvolvimento Psicomotor e Neural (dentição, engatinhar, andar, falar, controlar os esfíncteres, de- senvolvimento físico, aproveita- mento escolar); Desenvolvimento sexual (puber- dade – normal, precoce, tardia, me- narca, sexarca, orientação sexual, pubarca). Obs.: Para o recém-nascido (RN); Peso; APGAR; Se a mãe fez pré-natal (mínimo 6); Aleitamento materno (exclusivo até os 6 meses); Comprimento do RN; Firmação das estruturas. 8. Hábitos de vida: Alimentação (quantas refeições ao dia, o que costuma comer); Viagens recentes (onde, período de estadia); Atividades físicas diárias e regula- res; Atividade sexual (número de parcei- ros, hábitos sexuais mais frequentes, uso de preservativos); Consumo de bebida alcoólica (iní- cio, tipo de bebida, quantidade, fre- quência, abstinência – uso de ques- tionário CAGE); Uso de tabaco (início, tipo, quanti- dade, frequência e abstinência); Uso de outras drogas ilícitas (início, tipo, quantidade, frequência e absti- nência); 9. História Psicossocial: Condições socioculturais (condi- ções de moradia, acesso a sanea- mento básico e a coleta de lixo, es- colaridade, lazer); Contato com pessoas e/ou animais doentes (onde, quando, duração, tipo de doença); Vida conjugal e ajustamento fami- liar (relacionamento com pais, ir- mãos, cônjuges, filhos, outros fami- liares e amigos); Condições econômicas (rendimento mensal, dependência econômica). Sono (quantas horas dorme por dia, em média); Tempo de tela (em média). 10. História familiar: Parentes da família que possuem problemas de importância clínica e idade ao diagnóstico; Estado habitual de saúde, causas da morte, idade ao falecer, doenças he- reditárias, familiares, infectoconta- giosas e crônicas (HAS, Diabetes, Cardiopatia, Câncer, AVC, Tuber- culose, etc.). Anna Júlia Loiola Lima MED/4P PRÁTICA E AULA O1 - HAM ISDAS Anna Júlia Loiola Lima MED/4P PRÁTICA E AULA O1 - HAM CARACTERIZAÇÃO DA QUEIXA PRINCIPAL: Não esqueça mais de como caracte- rizar um sintoma na anamnese: - Lembre da sigla: ILICIDPFFF I – Início do sintoma L – Localização I – Intensidade do sintoma C – Caráter do sintoma (qualidade) I – Irradiação do sintoma D – Duração P – Periodicidade (frequência) F – Fator de melhora (atenuantes) F – Fator de piora (desencadeantes) F – Fatores que acompanham A ÉTICA E O SIGILO NA ANAMNESE DO ADOLESCENTE: ETAPAS DA ANAMNESE DO ADOLESCENTE: 1. Primeiro momento: adolescente e familiares juntos. - Abordagem de tópicos mais amplos, dos quais a família também terá interação nas respostas, de maneira a obter um perfil mais completo do paciente. - Motivação da consulta, histórico da situação atual e pregressa do paciente, estado vacinal, dados da gestação, hábitos alimentares, condições de habitação, rendimento escolar, exposição a ambientes violentos, uso de tela (ambiente virtual), história familiar (dinâmica e funcionalidade), sono, lazer, exercicios fisicos, religião e etc. 2. Segundo momento da anamnese: a sós com o adolescente. - A conversa deve ocorrer em ambiente sigi- loso, abordando novamente o motivo que o traz à consulta, pois pode diferir do relato da família. - Abordagem sobre a percepção corporal e autoestima, relacionamento com a família, utilização das horas de lazer, ambiente de vi- vencia, crenças e religião, situações de risco e vulnerabilidade (contato com drogas), comportamento sexual e gênero, acidentes, submissão e violência, tempo de tela e etc. Anna Júlia Loiola Lima MED/4P PRÁTICA E AULA O1 - HAM 3. Terceiro momento da anamnese: com os pais /responsáveis. - Na existência de conflitos evidentes, ou de violência familiar, torna-se neces- sário uma conversa a sós com os respon- sáveis. - Orientá-los sobre as hipóteses diagnós- ticas percebidas e as explicações sobre as condutas terapêuticas a serem toma- das. ABORDAGEM HEEADSSS Obs.: É considerado um método indireto ex- celente para avaliar comportamentos e com- plementar a anamnese do adolescente, po- dendo ser incorporada na prática cotidiana. EXAME FÍSICO DO ADOLESCENTE Devem ser avaliados ou examina- dos: Aspectos gerais (aparência física, pele hidratada, eupneico, normoco- rado, etc.); Peso, altura, índice de massa corpo- ral (IMC)/idade e altura/idade – uti- lizar gráficos e critérios da OMS; Pregas cutâneas; Pressão arterial (deve ser mensurada pelo menos uma vez/ano e compará- las às curvas de pressão arterial para idade); Acuidade visual com escala de Snel- len. Estado nutricional; Tireoide, cavidade oral, otoscopia; Coluna Vertebral e postura; Exame neurológico e mental (sumá- rios); A genitália deve ser avaliada ao fi- nal do exame físico, no próximo mo- mento oportuno se paciente não per- mitiu, especialmente se houver queixa específica. O profissional deve ser habilitado para tal exame, evitando a exposição desnecessária do paciente. Maturação sexual - utilizar critérios de Tanner (masculino e feminino), orquidômetro para avaliar o volume testicular. Anna Júlia Loiola Lima MED/4P PRÁTICA E AULA O1 - HAM AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA (AGA) O QUE A AGA AVALIA O protocolo busca avaliar o idoso de forma ampla, contemplando as esfe- ras do físico, mental, social, funcio- nal e ambiental. Os parâmetros ava- liados são: 1. Equilíbrio, mobilidade e risco de queda; 2. Função Cognitiva; 3. Condições emocionais; 4. Deficiências sensoriais; 5. Capacidade funcional; 6. Estado e risco nutricional; 7. Condições socioambientais; 8. Polifarmácia e medicações inapro- priadas; 9. Comorbidades e multimorbidades. Obs.: A AGA é a forma mais adequada de se avaliar o idoso e planejar as intervenções vi- sando a manutenção e/ou a recuperação da capacidade funcional. A INCAPACIDADE FUNCIONAL DO IDOSO Trata-se da dificuldade de realizar atividades típicas e pessoalmente desejadas na sociedade. - AVD ou AVID: Significa atividades da vida diária, como se alimentar, vestir, fazer a higiene e tomar banho. A dificuldade para executá-las denota perda funcional impor- tante. Essa incapacidade é comumente de- terminada por alguma doença, que gera uma desvantagem social. Na geriatria existem os 5 ´´is´´, que são síndromes geriátricas incapacitan- tes. - Insuficiência cognitiva, Incontinência uri- nária e/ou fecal, Instabilidade postural e que- das, Imobilidade, Iatrogenia e mais além, a sarcopenia e fragilidade também participam desse tópico. SAIBA DIFERENCIAR: Síndrome Clínica Tradicional x Síndrome Geriátrica - A primeira constitui uma única alteração que constitui em inúmeros fenômenos clíni- cos. Enquanto que, na geriatria, múltiplas al- terações concorrem simultaneamente para um único fenômeno clinico. DIMENSÕES E SUBDIMENSÕES DA AGA Apesar da diversidade de aplicação da AGA na prática clínica, ela tem características próprias e constantes como o fato de ser sempre multidi- mensional e utilizar instrumentos (escalas e testes) para quantificar a capacidade funcional e avaliar parâ- metros psicológicos e sociais. Obs.: O estado funcional é a dimensão-base para a avaliação geriátrica. Anna Júlia Loiola Lima MED/4P PRÁTICA E AULA O1 - HAM INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO Escala de Lachs – Triagem do idoso Obs.: A Triagem Funcional do Idoso tem como objetivo o rastreamento de indicadores de perda da capacidade funcional. Este instrumento é uti- lizado para identificar os principais problemas que podem levar o idoso a alterações funcionais capazes de interferir no desempenho das suas ati- vidades diárias. A aplicação desse instrumento possibi- lita, de maneira rápida e sistematizada, a identificação dos domínios funcionais que deverão ser posteriormente avalia- dos mais detalhadamente para o estabe- lecimento de diagnóstico e planeja- mento de intervenções. Anna Júlia Loiola Lima MED/4P PRÁTICA E AULA O1 - HAM Escala de Katz – AVD - Avalia o desempenho nas atividades da vida diária. Escala de Lawton - AIVD - Avalia o desempenho nas atividades instru- mentais da vida diária. O escore máximo é 21 pontos, quando o indivíduo for totalmente independente. Não há ponto de corte estabe- lecido, mas sim uma avaliação qualitativa da capacidade funcional do idoso Anna Júlia Loiola Lima MED/4P PRÁTICA E AULA O1 - HAM Teste do levantar e andar – Timed up and go test (TUG) - Avalia o nível de mobilidade do indivíduo, mensurando em segundos o tempo gasto pelo voluntário para levantar-se de uma ca- deira, sem ajuda dos braços, andar uma dis- tância de 3 metros, dar a volta e retornar. - No início do teste, o voluntário estava com as costas apoiadas no encosto da cadeira e, ao final, deveria encostar novamente. - O tempo é cronometrado desde o momento que o examinador pede ao paciente para ir. - Na classificação: Testes de Guralnik – Equilíbrio estático, ha- bilidade de caminhar, habilidade de levan- tar de uma cadeira Cada item tem uma somatória 0-4 pontos, somando 12 pontos possí- veis nesta avaliação, na qual zero significa a pior função física e 12 o nível mais alto desta função. - Avaliação do equilíbrio estático: - Avaliação da habilidade de caminhar: So- licita-se que o paciente caminhe em linha reta de 2,4m a 4m, cronometrando seu tempo. - Avaliação da habilidade de levantar: Anna Júlia Loiola Lima MED/4P PRÁTICA E AULA O1 - HAM Miniavaliação nutricional – MNA Escala de Tineti – Risco de queda - O teste Performance-oriented mobility as- sessment of gait and balance (POMA), ela- borado em 1986, por Tinetti, Williams e Ma- yewsky, tem por objetivo detectar fatores de risco de quedas em idosos. Anna Júlia Loiola Lima MED/4P PRÁTICA E AULA O1 - HAM Cartão de Jaeguer – Função cognitiva - O cartão é colocado a uma distância de 35 cm da pessoa idosa que se possuir óculos deve mantê-los durante o exame. A visão deve ser testada em cada olho em separado e depois em conjunto. Os olhos devem ser vendados com as mãos em forma de concha. Objetivo: Identificar possível disfunção vi- sual. Avaliações dos resultados: as pessoas que lerem até o nível 20/40 serão considera- das sem disfunção Teste de Folstein – Função cognitiva - Na versão validada por Lourenço et al. (2005), os pontos de corte são:18/49, para analfabetos e 23/24 para indivíduos com mais de 1 ano de escolaridade. Escala de Yesevage – Rastreio de depressão - Sua principal limitação é ser de difícil en- tendimento para os idosos com declínio cog- nitivo significativo. O ponto de corte pro- posto para a versão apresentada é 5/6.3ª vias depende de onde foi feito o preenchimento da DN: ✓ DN preenchida em estabelecimento de saúde: este deve reter a 3º via e entregar a 2ª ao responsável para ser registrada no cartório. ✓ DN preenchida em cartório: este deve reter a 2ª via e entregar a 3ª ao responsável para que seja encaminhada à unidade de saúde. DRGE EM ADULTOS E PEDIÁTRICO, H. PILORY E ESÔFAGO DE BARRETT DRGE Epidemiologia Acomete 20 a 40% da população. Mais de 50% dos lactentes de 3 a 4 meses possuem refluxo fisiológico que vai diminuindo ao longo do desenvolvimento. Patologia esofágica mais comum em idade pediátrica (prevalência entre 7 e 20%); Conceito É uma afecção crônica em que o conteúdo gástrico reflui do estômago para o esôfago e/ou órgãos adjacentes, gerando sintomas/sinais. Conteúdo do refluxo: HCL, pepsina, sais biliares e enzimas pancreáticas. Mecanismo de prevenção fisiológico Produção de saliva; Peristaltismo esofágico; Esfíncter esofágico inferior; Motilidade gástrica normal Etiologia Lactentes: imaturidade dos mecanismos antirrefluxo e relaxamentos transitórios do esfíncter esofagiano inferior, mal formações congênitas. Adultos: relaxamento transitório do EEI (+ comum), hipotonia do EEI, depuração ineficiente do conteúdo ácido, hipersensibilidade do esôfago, hérnia hiatal, aumento da pressão intra- abdominal (obesidade) e H. pilory. Fatores de risco Adulto: Obesidade; Gestantes; Medicamentos; Alimentos; tabagismo. Lactentes: prematuridade, obesidade, doenças neurológicas, doenças pulmonares crônicas, hérnia hiatal e atresia de esôfago. Manifestações Lactentes: choro excessivo, postura arqueada, irritabilidade, vômitos, recusa alimentar, perda ponderal, odinofagia, alterações do sono. Adultos: → Manifestações típicas: pirose (queimação em região epigástrica que irradia p/ região retroesternal) e regurgitação. → Manifestações Atípicas: Esofágicas (dor retroesternal não cardíaca e sensação de bola na garganta) e Extra- esofágicas (halitose, aftas, rouquidão, sinusite crônica, erosão do esmalte dentário, laringite, tosse crônica, asma, pneumonia, sialorreia, náuseas). Crianças e Adolescentes: Sintomas típicos semelhantes aos do adulto. Complicações Esôfago de Barrett; Adenocarcinoma de esôfago; Úlceras; Hemorragia digestiva alta; Esofagite; Estenose esofágica. Sinais de Alerta Início >40-60 anos Perda de peso; Hérnia de hiato; Obesidade; Letargia; Histórica de tabagismo; Anemia; Disfagia; Odinofagia; Febre; Irritabilidade excessiva/dor; Disúria; Crises epiléticas; Macro/microcefalia; Vômitos noturnos; Vômitos biliosos; Hematêmese; Diarreia crônica; Sangramento retal Distensão abdominal. Diagnóstico CLÍNICO!!! EDA (avalia a mucosa gástrica, detecta esofagite, esôfago de Barrett e úlceras); Phmetria de 24 h (Padrão ouro) → identifica a frequência e a duração de episódios de refluxos ácidos; Phimpedânciometria esofágica (identifica o refluxo ácido e não ácido); Manometria esofágica; Tratamento em lactentes Medidas dietéticas: corrigir erros técnicos de amamentação, espessamento de fórmulas para evitar a regurgitação, fracionamento das refeições. Medidas posturais: o lactente deve ser mantido de 20 a 30 min em posição vertical pós-mamada, decúbito dorsal ao dormir com elevação da cabeceira entre 30 e 40 graus. Teste terapêutico: exclusão da proteína do leite de vaca por 2 a 4 semanas. Medidas farmacológicas: geralmente não é indicado em lactentes!! Deve ser reservada para DRGE mais grave (bloqueador do receptor de histamina H2, IBP- esomeprazol e omeprazol, antiácidos). Tratamento em adultos Medidas comportamentais: perda de peso, elevação da cabeceira da cama. Evitar comer antes de se deitar, evitar alimentos como chocolates, alimentos apimentados, refrigerantes, bebidas cafeinadas, frituras e alimentos gordurosos. Evitar bebidas alcoólicas e tabaco. Medidas farmacológicas: IBP, antiácido, bloqueador do receptor de histamina H2. Tratamento cirúrgico Indicada em casos graves e refratários ao tratamento clínico, ou quando o paciente é portador de condições crônicas que apresentam riscos significativos. Casos de hérnia hiatal e esôfago de Barrett. Fundoaplicadura gástrica (padrão-ouro). H. PILORY Epidemiologia Alta prevalência em populações com baixas condições socioeconômicas. Transmissão oral-fecal, de pessoa pra pessoa Afeta cerca de 50% da população. Adquirida geralmente na infância. Maior prevalência em países em desenvolvimento Características Bactéria gram-negativa. Sua presença aumenta o risco de neoplasias gástricas. A H. pilory é adaptada para colonizar a mucosa gástrica. Afeta geralmente o antro gástrico. Pode causar atrofia e úlcera péptica (gastrite crônica). É uma bactéria produtora de urease, produzindo amônia suficiente para tamponar a acidez do estomago. Produz enzimas e toxinas que afetam a proteção local da mucosa, causando inflamação e uma resposta imune. Testes invasivos: ✓ Teste de urease; Diagnóstico ✓ Exame histopatológico. Testes não invasivos: ✓ Teste da ureia 13c; ✓ Sorologia IgG e IgM; ✓ Antígeno fecal. Tratamento 1ª linha: IBP + claritromicina + azitromicina (14 dias) 2ª linha (pacientes refratários): IBP + bismuto + metronidazol + cloridrato de tetraciclina (10 a 14 dias) ESÔFAGO DE BARRETT Definição É uma condição em que o epitélio escamoso estratificado do esôfago é substituído pelo epitélio colunar metaplásico (metaplasia). É uma complicação do DRGE. É considerado uma condição pré-maligna para adenocarcinoma de esôfago. Fatores de risco Úlcera gástrica, Cirurgia gástrica, Uso de AINES, Esofagite crônica. Diagnóstico História clínica. EDA (pessoas acima de 40 anos e com manifestações de alarme como disfagia, emagrecimento, odinofagia, anemia, hemorragia digestiva, histórico de câncer). Biopsias da mucosa Frequência de avaliação O exame endoscópico com biópsias seriadas deve ser realizado a cada 3 anos em pacientes com diagnóstico de esôfago de Barrett sem displasia e anualmente naqueles com diagnóstico associado a displasia de baixo grau. Pacientes com graus de displasia de alto grau devem realizar biópsia a cada 3 meses. DISPEPSIA Conceito É uma dor epigástrica predominante com duração de pelo menos 1 mês, que pode estar associada a qualquer outro sistema do trato gastrointestinal superior. Critérios de Roma IV: → A dispepsia funcional é definida como a presença de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas, durante os últimos 3 meses, com início há pelo menos 6 meses: I. Sensação de empachamento pós-prandial; II. Saciedade precoce; III. Dor/ desconforto na região epigástrica; IV. Queimação da região epigástrica; V. Ausência de doença estrutural (dispepsia orgânica). Epidemiologia Acomete 20 a 330% da população mundial. Prevalência de 44% no Brasil. Consumo de álcool e café não estão associados. Fatores de risco Sexo feminino; Idade crescente; Infecção por H. pilory; Uso de AINES; Baixo nível educacional; Diminuição do grau de urbanização Classificação Dispepsia orgânica: → Causada por doenças estabelecidas no paciente. Dispepsia funcional: → Quando excluídas causas orgânicas.→ Relação complexa entre a região gastroduodenal e o cérebro. Dispepsia H. pilory. Etiologia Dispepsia orgânica: ✓ Pépticas (doença ulcerosa péptica e DRGE); ESOFAGITE ✓ Não pépticas (intolerância alimentar, doenças inflamatórias, neoplasias, infecção); ✓ Biliopancreáticas (pancreatite crônica, cólica biliar, neoplasia pancreática); ✓ Sistêmicas (insuficiência coronariana, doenças endócrinas, parasitoses intestinais); ✓ AINES. Dispepsia funcional: ✓ Alteração da motilidade; ✓ Hipersensibilidade visceral; ✓ Desregulação imune/inflamatória/disf unção da barreira epitelial; ✓ Microbiota (disbiose); ✓ Alimentos e fatores luminais; ✓ Predisposição genética. Diagnóstico Dispepsia orgânica: ✓ Anamnese + Exame físico. ✓ Hemograma, função renal, função hepática, amilase e lipase. ✓ Ultrassom abdominal, ✓ EDA (>40 anos, sintomas refratários, hemorragia digestiva ou sinais de alarme); ✓ Teste de H. pilory. Dispepsia funcional: ✓ Clínico. Tratamento Dispepsia funcional: IBP, pró-cinéticos, dieta, antidepressivos, stress. Dispepsia orgânica: erradicar a causa base, IBP (4 a 8 sem), erradicar o H. pilory. INGESTÃO DE CORPO ESTRANHO Epidemiologia 40% não testemunhado. 50% assintomáticos. Na infância, ocorre mais entre 6 meses e 6 anos, de forma acidental. 90% dos casos ocorre de forma acidental. Em 80% dos casos não é necessário intervenção maior e serão eliminados espontaneamente. 10 a 15% dos casos necessitam de retirada endoscópica, e uma minoria cirúrgica. Nos adultos, geralmente é secundário à ingestão alimentar. Fator de risco Objetos maiores que 2,5 cm. Objetos pontiagudos. Baterias. Mais de 2 imãs. Corpos estranhos mais comuns CRIANÇAS: ✓ Moedas; ✓ Brinquedos pequenos; ✓ Imãs; ✓ Baterias/pilhas; ADULTOS: ✓ Bolo alimentar; ✓ Osso. Classificação dos corpos estranhos FORMATO: ✓ Rombos e pontiagudos. ✓ Curtos e longos. COMPOSIÇÃO: ✓ Alimentos; ✓ Baterias/pilhas; ✓ Bezoares (massa que pode ser composta por componentes orgânicos e inorgânicos, EX: cabelos deglutidos e vegetais) Locais de impactação Área cricofaríngea Terço médio do esôfago Esfíncter esofágico inferior Piloro Válvula íleocecal Manifestações Pode ser assintomático Disfagia; Sinais de engasgo; Odinofagia; Salivação; Dor torácica; Dor abdominal; Recusa alimentar; Sialorreia (salivação); Vômitos; Alterações respiratórias; Febre; Diagnóstico Anamnese; Exame físico; Raio-x: ✓ Indicado para objetos radiopacos. ✓ Incidências: anteroposterior e perfil de pescoço; anteroposterior e perfil de tórax e abdome supino. ✓ O sinal do halo é típico nas baterias e facilita a diferenciação com moedas. ✓ Na maioria das vezes não é necessário contraste. Tomografia: ✓ Raramente necessária. ✓ Utilizada pra avaliação de complicações como: perfurações, fístulas ou para diagnóstico diferencial. EDA: ✓ Pode ser utilizada tanto como diagnóstico quanto como terapêutica. ✓ A indicação varia de acordo com o quadro do paciente. ✓ Objetos maiores que 2,5 cm e os longos maiores que 5cm, não costumam atravessar o piloro, indicando a necessidade de remoção endoscópica. ✓ A ingesta de mais de um imã é indicação de remoção endoscópica de emergência. Classificação de risco Emergência (até 6h, preferencialmente até 2h): ✓ Obstrução de esôfago (risco de aspiração) ✓ Baterias no esôfago ✓ Objetos pontiagudos no esôfago URGÊNCIA (dentro das primeiras 24h): ✓ Corpos estranhos em esôfago não pontiagudos; ✓ Impactação alimentar sem obstrução total; ✓ Objetos pontiagudos no estomago e duodeno; ✓ Objetos maiores que 6 cm de comprimento em duodeno; ✓ Ímãs ao alcance endoscópico. NÃO URGENTE: ✓ Moedas no estomago em pacientes assintomáticos; ✓ Objetos rombos maiores de 25 mm no estômago; ✓ Baterias no estômago podem ser observados até 48h (se forem maiores que 20mm dificilmente irão migrar e necessitam ser retiradas); ✓ Objetos rombos que continuam no estômago após 4 semanas; ✓ Objetos rombos impactados em duodeno por mais de 1 semana. Conduta A depender do caso CONSTIPAÇÃO INTESTINAL EM CRIANÇAS Conceitos Constipação: diminuição do número de evacuações com fezes de consistência alterada (mais endurecida) e presença de dificuldade evacuatória. Impactação fecal: massa endurecida que pode ser percebida no toque retal ou na palpação do abdome. Incontinência fecal: perda involuntária de fezes pela incapacidade de controlar. Encoprese: definida como repetidas evacuações, voluntárias ou não, de fezes nas roupas. Epidemiologia Prevalência de 25-35% Pode ter início ainda no 1º ano Pico de incidência: pré- escolares. Classificação Constipação orgânica: ✓ Desencadeada por doenças de base. ✓ Em mais de 90% das crianças não é encontrada nenhuma causa orgânica. Constipação funcional: ✓ Sem causa orgânica de base. ✓ Funções anorretais alteradas (sensibilidade, contratilidade e relaxamento do esfíncter externo) ✓ Função anormal da sincronia da musculatura do assoalho pélvico. Constipação crônica: ✓ Sintomas a mais de 8 semanas. Constipação Aguda: associada a mudança de hábitos alimentares, uso de drogas, redução da atividade física, doença febril, diminuição da ingestão de líquidos e de alimentos, mudança de ambiente (viagens). Sintomas Critérios de Roma IV. Causas de constipação na infância Multifatorial Causas orgânicas: medo, falta de interesse, ansiedade, dieta inadequada, déficit de habilidade evacuatória Diagnóstico Anamnese Exame físico: distensão abdominal, massa fecal palpável no abdome, fissura anal, fezes impactadas no reto. Diagnóstico diferencial em crianças Hipotireoidismo; Uso de drogas (quimioterápicos, opiáceos, antidepressivos); Intoxicação por vitamina D; Fibrose cística; Doença de Hischsprung; Malformações anatômicas; Anomalias da medula espinal; Neuropatias viscerais; Miopatias. Sinais de constipação em crianças Senta se pernas cruzadas e esticadas; Evita agachar e subir escadas; Fezes em pequena quantidade e em cíbalos; Cólicas abdominais. Sinais de alerta Posição anormal ânus; Tufo cabelo na coluna; Abaulamento sacral; Desvio prega interglútea; Cicatrizes anais/ fístula perianal; Medo extremo durante inspeção anal; Ausência de reflexo anal Constipação que se inicia antes6 dias consecutivos. ✓ Deve ser mantida por 2 a 6 meses. ✓ Descontinuar o uso se ausência de sintomas maior que 1 mês. Óleo mineral: ✓ Retarda a reabsorção de água pelos intestinos. ✓ Lubrifica a massa fecal e a mucosa intestinal. ✓ Indicado para maiores de 6 anos. ✓ Contraindicado para menores de 2 anos. ✓ Dose de desimpactação: 15 a 30 ml/kg/ano de vida até 240 ml/dia. ✓ Dose de manutenção: 1 a 3 ml/kg/dia ESCALA DE BRISTOL PARASITOSES INTESTINAIS Migração de enteroparasitoses para o pulmão durante seu ciclo biológico (10 a 16 dias). Sintomas: ✓ Pneumonite eosinofílica por hipersensibilidade imediata. ✓ Tosse seca; ✓ Febre baixa; ✓ Dispneia; ✓ Mialgia; ✓ Anorexia; ✓ Urticária; ✓ Sibilos migratórios; ✓ Hepatomegalia Tríade clássica: ✓ Tosse seca; ✓ Sibilos; ✓ Mudança de padrão Raio-x tórax. Diagnóstico: ✓ Hemograma (eosinofilia) ✓ Exame parasitológico de fezes (negativo) ✓ Raio-x de tórax (infiltrado alvéolo intersticial não segmentar transitório migratório). Tratamento: ✓ Anti-helmínticos (repetir dose em 2 semanas) ✓ Corticoides (diminuição da inflamação e da eosinofilia) Ancilostomíase Necator americanos e Ancylostoma duodenale. Sintomas: ✓ Dermatite pruriginosa (pele) ✓ Assintomático; ✓ Tosse; ✓ Diarreia; ✓ Astenia; ✓ Vômitos; ✓ Náuseas; ✓ Anemia (principal); Tratamento: ✓ Albendazol. Conceito As enteroparasitoses são doenças causadas pela presença de parasitos no trato intestinal: helmintos e protozoários. Epidemiologia Comum em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Acomete cerca de ¼ da população. Ascaridíase: 56,5% Tricuríase: 51% Ancilostomíase: 11% Infecção FECAL-ORAL Fatores de risco Condições socioeconômicas desfavoráveis Aglomeração Saneamento básico precário Coleta inadequada de lixo Condições de higiene inadequadas Baixa escolaridade materna Crianças na creche Etiologia HELMINTOS: ✓ Ascaris lumbricoides; ✓ Trichuris trichiuria; ✓ Ancylostoma duodenale/Necator americanus; ✓ Enterobius vermicularis; ✓ Strongyloides Stercoralis; ✓ Taenia solium e saginata; ✓ Schistossoma mansoni. PROTOZOÁRIOS: ✓ Giárdia lamblia; ✓ Entamoeba histolytica. Síndrome de Löeffler Agentes etiológicos: ✓ N: Necator americanos ✓ A: Ancylostoma duodenale ✓ S: Strongyloides ✓ A: Ascaris lumbricoides. PICA AMARELÃO SANTA Strongyloidías e Strongyloides Stercoralis. Sintomas: ✓ Assintomático; ✓ Tosse; ✓ Irritação traqueal; ✓ Dores abdominais; ✓ Náuseas; ✓ Vômitos; ✓ Diarreia; ✓ Perda de peso; ✓ Anorexia; ✓ Dermatite Tratamento: ✓ Albendazol; ✓ Tiabendazol. Ascaridíase Ascaris lumbricoides. Habitats anormais: ✓ Apêndice cecal; ✓ Canal do colédoco; ✓ Boca; ✓ Nariz; ✓ Rins; ✓ Uretra; ✓ Cérebro; ✓ Ducto nasolacrimal. Sintomas: ✓ Assintomático; ✓ Desnutrição; ✓ Obstrução intestinal; ✓ Anemia; ✓ Diarreia; ✓ Dor abdominal; ✓ Parasitas nas fezes. Tratamento: ✓ Albendazol. Oxiuríase Enterobius vermicularis. Sintomas: ✓ Irritabilidade; ✓ Alterações do sono; ✓ Coceira anal; ✓ Tenesmo; ✓ Vômitos; ✓ Dor abdominal; ✓ Fezes com sangue. Tratamento: ✓ Pomoato de pirvinio; ✓ Albendazol; ✓ Mebendazol. Giardíase Giardia lamblia Sintomas: ✓ Assintomático; ✓ Diarreia; ✓ Perda de peso; ✓ Esteatorreia; ✓ Má absorção intestinal (gorduras, vitaminas A, D, E, K, B12, ácido fólico, ferro e zinco); ✓ Dor abdominal. Tratamento: ✓ Albendazol; ✓ Metronidazol. Amebíase Entamoeba histolytica Sintomas: ✓ Dor abdominal; ✓ Ulceras no colón, sigmoide e reto; ✓ Abscesso; ✓ Colite inflamatória; ✓ Diarreia; Tratamento: ✓ Etofamida ou metronidazol. Tricuríase Trichuris trichiuria Sintomas: ✓ Reação inflamatória do ceco e cólon ascendente; ✓ Assintomáticos; ✓ Anemia; ✓ Necrose por liquefação da mucosa; ✓ Prolapso retal. Tratamento: ✓ Albendazol; ✓ Mebendazol. Teníase Sintomas: ✓ Fadiga; ✓ Irritabilidade; ✓ Cefaleia; ✓ Dor abdominal; ✓ Diarreia; ✓ Perda de peso; ✓ Obstrução intestinal. Tratamento: ✓ Praziquantel; ✓ Niclosamida. AMENIGITE ENDOCARDITE SERIE IDOSO EEike HÉTÍÊISA Bo EOBSTRUÇÃO fotto P Torre homem tiê Pão f ictericia prolapso pfiliRDINA RETAL INDIRETA CELIA BILIAR OBSTRUÇÃO FITA TIOGOMADA I Salim TRICH RES PIRANTE L NEURECERTICERO ASIARIC Convenção ANCULOSTOMA STRONGILOIDE TÃOCARA CANI PEUSINOFILIA ENTERCBICC Esquistossomo se Sintomas: ✓ Hepatoesplenomeg alia; ✓ Ascite; ✓ Hipertensão portal; ✓ Dermatite; ✓ Diarreia; ✓ Dor abdominal; ✓ Tenesmo. Diagnóstico Maioria assintomático; Exame parasitológico de fezes (3 amostras/ não descarta de negativo); Anamnese e exame físico. Diagnóstico diferencial Rotavírus E. coli Prevenção Saneamento básico; Higiene pessoal; Medidas educativas; Uso de calçados; Sexo seguro; Higiene de alimentos; Armazenamento e coleta de lixo adequada; Tratamento preventivo com antiparasitário Tratamento preventivo Mebendazol- 500mg (dose única)→todas as faixas etárias. Albendazol- 200mg→12 a 23 meses. 400 mg → acima de 23 meses. DIARREIA AGUDA EM ADULTOS E PEDIÁTRICO Definição Diarreia é a ocorrência de 3 ou mais evacuações amolecidas ou liquidas (tipo 6 e 7 da escala de Bristol) Classificação Quanto ao tempo: → Aguda: até 2 semanas. → Persistente: 2 a 4 semanas. → Crônica: mais de 4 semanas. Quanto à topografia: → Alta: diminuição da frequência, aumento do volume e presença de restos alimentares. → Baixa: aumento da frequência, diminuição do volume e disenteria. Fisiopatologia Diarreia osmótica: ✓ Acúmulo de elementos osmoticamente ativos que atraem a água pra dentro do lúmen intestinal a tal volume que o cólon não consegue reabsorver o excesso de líquido. ✓ Geralmente cessa com o jejum. Diarreia secretória: ✓ Distúrbio do transporte hidroeletrolítico na mucosa (processos secretórios exacerbados). ✓ Pode ocorre também quando há proliferação bacteriana excessiva, interferindo na absorção da bile. ✓ Não cessa com jejum. Diarreia invasiva (inflamatória): ✓ Inflamação com possível eliminação de muco, pus ou sangue. HISTOSOMA MANSONI ICTERICIA ✓ Aumento da calprotectina ou lactoferrina fecais. Diarreia esteatorreica (oleosa): ✓ Fezes amarelas, fétidas, oleosas, brilhantes e aderentes. Diarreia funcional: ✓ Ausência de doença orgânica justificável. Epidemiologia A incidência estimada nos EUA é de 47,8 milhões. A incidência por pessoa é de 1,6 episódios/pessoa/ano. A hospitalização é de aproximadamente 0,6% e mortalidadee alimentos contaminados; maionese, ovos e cremes; piscinas; internação; imunossupressão; viagens (diarreia do viajante) Fatores de risco para desidratação em lactentes idade 8x/dia) comorbidades; percepção inadequada dos pais. Manifestações diarreia; vômitos; náuseas; dor abdominal e cólicas; distensão abdominal; febre; disenteria; tenesmo; urgência evacuatória; cefaleia e mialgia (desidratação); mal estar. Desidratação Isonatrêmica: ✓ Perda de água é igual a perda de eletrólitos. ✓ Sódio sérico: 134- 145 mEq/L. Hiponatrêmica: ✓ A perda de eletrólitos é maior que a perda de água. ✓ Sódio sérico 145 mEq/L. ✓ Osmolaridade > 310 mOsm/L. ✓ Sede intensa, febre, irritabilidade. Diagnóstico Anamnese: → Duração; → Número de evacuações diárias; → Presença de sangue nas fezes; → Febre; → Outros sintomas; → Episódios de vômitos. Exame físico: → Avaliar estado de desidratação; → Estado nutricional; → Estado de alerta; → Perda de peso; → Capacidade de beber e diurese. Sintomas leves: não necessita exames complementares. Os exames diagnósticos devem limitar-se a paciente com sinais de desidratação grave, fezes ensanguentadas, febre persistente e paciente imunossuprimidos. Exames: calprotectina fecal, coprocultura, hemograma, proteína c reativa, teste para doença celíaca, teste de função hepática, gasometria arterial, glicemia, eletrólitos séricos. Tratamento Tratamento de acordo com o grau de desidratação!! Hidratação e correção dos distúrbios hidroeletrolíticos. Controle dos sintomas. Antibioticoterapia empírica; Probióticos; Fim inunasuprimiro OPERARIA CORTA DIARREIA INSTADILIMARE HEMODINAMICA HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA E BAIXA E VARIZES ESOFÁGICAS HDA Conceito Sangramento derivado de lesões no trato gastrointestinal superior (esôfago, estômago e duodeno), ou seja, acima do ângulo de Treitz. Classificação Não varicosa (80 a 90%): ✓ Úlceras pépticas ✓ Consumo de AINES; ✓ H. pilory Varicosa: ✓ Varizes esofágicas Manifestações Hematêmese (vômito com sangue vivo); Melena; Choque ou hipotensão ortostática; Coagulopatia associada; Enterorragia; Pulso fino; Palidez; Hemoglobina baixa. Fatores de risco Idade avançada; Comorbidades; Histórico prévio de melena ou enterorragia; Instabilidade hemodinâmica; Taquicardia; Hemoglobina menor que 8g/dl. EDA É o método mais sensível e específico no diagnóstico da HDA. TOQUERETAL SANGUEvivo DEDO DE LUVA QUADROCONSUPTIVO Deve ser realizada dentro das primeiras 24 h com o paciente hemodinamicamente estável. Localiza o local do sangramento. 1ª etapa Avaliação inicial ao paciente com HDA Avaliar a magnitude da hemorragia; Avaliar as vias aéreas; Sinais de instabilidade hemodinâmica: presença de choque, hipotensão, palidez, FC elevada, pulso fino, hipovolemia, alterações posturais que alteram a PA, taquicardia. Avaliação laboratorial Hemograma; Bioquímica sérica; Teste de função hepática; Bilirrubina total e frações; Tempo de protrombina; Ureia e creatinina. OBS: o hematócrito não é um parâmetro confiável pra avaliação do grau de hemorragia, porque a proporção entre as hemácias sanguíneas e o plasma perdido inicialmente é constante. 2ª etapa Estabilização (reposição volêmica) Deve ser realizada em pacientes com sinais de instabilidade hemodinâmica. Colocar 2 acessos venosos calibrosos na fossa antecubital. Pacientes internados devem receber 2L de solução cristaloide (ringer lactato). Avaliar a resposta à reposição volêmica após o procedimento. Retirar sangue para avaliação de tipagem sanguínea, plaquetas, hematócrito, perfil de coagulação, bioquímica sérica e teste de função hepática. Avaliar a necessidade de suporte de hemoconcentrados. Controle do sangramento Início empírico de IBP intravenoso (omeprazol 40 mg; 2x/dia). Administração de medicamentos vasoativos: Octreotide, somatostatina, vasopressina, terlipressina. Administração de fármacos antifibrinolíticos: ácido tranexânico. História e exame físico Após avaliar a gravidade do sangramento e iniciada a reposição volêmica, deve-se dirigir a atenção para o histórico clínico e para o exame físico. Investigar outros sintomas associados e episódios de hemorragia (hematêmese, melena). Antecedentes patológicos; Uso de medicações; Cirurgias prévias; Hábitos de vida; 3ª etapa EDA Na hemorragia varicosa a EDA deve ser feita nas primeiras 24h Na hemorragia não varicosa a EDA deve ser feita nas primeiras 12h Identificar a origem da hemorragia Identificar o risco de ressangramento (Classificação de Forrest) Terapêutica endoscópica de varizes esofágicas Escleroterapia endoscópica; Ligadura endoscópica de varizes. Refratariedade aos tratamentos Em casos de insucesso terapêutico e persistência do sangramento ou em casos de ressangramento. Tamponamento com balão; TIPS (shunt transjugular intra-hepático portossistêmico); Stent de metal autoexpansível; Cirurgia. Vasoconstritor HDB Conceito Sangramento derivado de lesões no trato gastrointestinal inferior (intestino delgado, cólon e reto), ou seja, abaixo do ângulo de Treitz. Etiologia Causas vasculares; Inflamatórias; Neoplásicas; Traumáticas; Iatrogênicas; Doença diverticular; câncer colorretal, retocolite ulcerativa, doença de Crhon, hemorroidas, fissuras anais e úlceras retais; pólipos, isquemia. Manifestações Hematoquezia; Instabilidade hemodinâmica; Anemia ferropriva; Dor abdominal; Melena; Fatores de risco Idade avançada; Diarreia; Rebaixamento de consciência; Sangue no exame retal; Comorbidades; Uso de AINES; Uso de agentes antitrombóticos. Conduta 1. Avaliação inicial do paciente; 2. Estabilização hemodinâmica / exames laboratoriais/ controle do sangramento/ classificação de risco; 3. Anamnese e exame físico; 4. Colonoscopia. Colonoscopia Principal meio de diagnóstico. Após a realização da estabilização do paciente, deve ser feita a preparação do cólon para que a colonoscopia seja realizada nas PROVA que ENTEROPAGIA primeiras 12 a 24 horas após a internação hospitalar. Outros exames diagnósticos Angiotomografia; Angiografia por cateter; Cápsula endoscópica. Terapia A maioria dos casos possui cessação espontânea a partir de tratamento conservador. Coagulação por plasma de argônio; Reposição oral ou intravenosa de ferro; Terapia anticoagulante antiplaquetária; Cirurgia; Tratar a causa base!! ICTERÍCIA NEONATAL E NO ADULTO Icterícia no adulto Conceito Acúmulo de bilirrubina na corrente sanguínea e seu subsequente depósito na pele, na esclera e nas mucosas. Ocorre quando há um desequilíbrio entre síntese e eliminação de bilirrubina. Torna-se perceptível quando os níveis de bilirrubina estãoacima de 3mg/dl. Etiologia Pré-hepática: ✓ Hemólise (anemia hemolítica, anemia falciforme); ✓ Destruição excessiva de hemácias; Intra-hepática: ✓ Captação reduzida de bilirrubina pelo fígado. ✓ Conjugação reduzida da bilirrubina; ✓ Infecções (hepatite, ascaridíase, malária, ameba, leptospirose, HIV); ✓ Toxinas (medicamentos, álcool); ✓ Câncer, ✓ Genética; ✓ Autoimune; ✓ Cirrose. Pós-hepática: ✓ Anormalidades no ducto biliar; ✓ Colelitíase; ✓ Atresia congênita dos ductos biliares; ✓ Coledocolitíase; ✓ Infecção parasitária; ✓ Câncer de pâncreas; ✓ Estenose pós- operatória. Pré-hepática O grau de icterícia é brando; O nível de bilirrubina livre (não conjugada) está elevado; Fezes tem coloração normal; Não há bilirrubina na urina. Intra-hepática Elevação das frações conjugada e livre da bilirrubina; Urina escura (colúria); Fosfatase alcalina elevada. Pós-hepática Elevação dos níveis de bilirrubina conjugada; Fezes claras (acolia fecal); Urina escura (colúria); Fosfatase alcalina elevada; Aminotransferase elevada; Nível sérico de ácidos biliares elevados. Manifestações Prurido; Coloração amarelada na esclera, mucosas e pele. Urina escura (colúria) Fezes claras (acolia fecal); Hepatoesplenomegalia; Perda de peso; Dor abdominal; Fadiga; Náuseas; Vômitos; Febre baixa; Diagnóstico Anamnese; Exame físico: ✓ Inspeção (pele, mucosas e esclera), ✓ Palpação e percussão (fígado e baço). Exame laboratorial: ✓ Teste de função hepática (TGO, TGP, GAMA-GT, albumina, bilirrubina, globulinas, tempo de protrombina, fosfatase alcalina); ✓ Dosagem de bilirrubina total e frações direta e indireta; ✓ Hemograma; ✓ Exame de imagens: ✓ TC; ✓ RM; ✓ USG. Terapêutica Tratamento da doença de base!! Icterícia neonatal Conceito Elevação da bilirrubina sérica acima de 5mg/dl. Epidemiologia 50 a 70% dos neonatos nascidos a termo e 80% dos prematuros desenvolvem icterícia na 1ª semana de vida. Geralmente aparece de 2 a 4 dias após o nascimento e remite 1 ou 2 semanas depois, sem necessidade de tratamento. Etiologia Aumento da produção de bilirrubina nos recém nascidos, em consequência de sua capacidade reduzida de excretar bilirrubina nos primeiros 14 dias de vida. Os prematuros tem maior risco porque suas hemácias tem meia- vida mais curta e taxa de renovação mais altos. Icterícia fisiológica: ✓ Observada a partir do 2º dia pós- parto, com pico nos dias 3 e 5. ✓ Aumento do volume de eritrócitos, redução da meia vida dos eritrócitos, diminuição da captação pelo fígado, diminuição da conjugação no fígado, redução da excreção na bile. Icterícia patológica: ✓ Quando ocorre nas primeiras 24 horas de vida. ✓ Anemias hemolíticas, ✓ Policitemia, ✓ Conjugação defeituosa, ✓ Hipotireoidismo, ✓ Diabetes materna, ✓ Colelitíase, ✓ Atresia das vias biliares, ✓ Estenose do ducto biliar, ✓ Diminuição da ligação da bilirrubina à albumina. Manifestações Pele, mucosas e esclera amarelados Diagnóstico Anamnese; Exame físico; Exames laboratoriais: ✓ Bilirrubina transcutânea, ✓ Bilirrubina total e frações, ✓ Hemograma, ✓ Tipo sanguíneo, ✓ Teste de Coombs direto e indireto, ✓ Dosagem de G6PD, ✓ Teste de função hepática, ✓ Dosagem de hormônios tireoidianos (teste do pezinho) Terapêutica Fototerapia Exsanguineotransfusão (em casos de anemia hemolítica) OBS: se a icterícia atingir o nível do umbigo é considerado um risco significativo de hiperbilirrubinemia. ABDOME AGUDO PEDIÁTRICO E ADULTO Adulto Conceito Dor abdominal de início súbito, não traumático, havendo a necessidade de diagnóstico e tratamento imediatos, cirurgia ou não. Possui intensidade variável associada ou não a outros sintomas. Tem duração de algumas horas até no máximo 7 dias. a dor abdominal não tem localização precisa. Dor abdominal Dor visceral: ✓ Resulta do estímulo de fibras nervosas não mielinizadas (fibras C) encontradas no músculo, mesentério, vísceras abdominais e peritônio. ✓ A inervação da maioria das vísceras é multissegmentar e transmite aferentes sensoriais para ambos os lados da medula, levando a uma dor mal localizada. ✓ O local da dor corresponde ao dermátomo inervado pelo órgão comprometido. Z O N A S D E K R A M E R ✓ Pode ser descrita no epigástrio, região periumbilical ou hipogástrio como cólica ou queimação. Dor somática (parietal): ✓ Resulta do estímulo de fibras A-delta. ✓ As fibras A-delta são dirigidas apenas para um lado da medula. ✓ Sensação dolorosa mais aguda e mais bem localizada. ✓ É descrita como ocorrendo em um dos 4 quadrantes ou na área epigástrica ou central do abdome. Dor referida: ✓ Ocorre quando o órgão comprometido é diferente da área em que se percebe a dor. ✓ É explicado pela convergência de neurônios aferentes viscerais e somáticos de diferentes regiões para neurônios medulares. Classificação abdominal Inflamatório: ✓ Apendicite aguda; ✓ Diverticulite; ✓ Colecistite aguda; ✓ Pancreatite aguda; ✓ Peritonite; ✓ Ureterolitíase; ✓ Gastroenterite; ✓ Doença inflamatória pélvica. Perfurativo: ✓ Úlcera péptica; ✓ Diverticulite perfurada; ✓ Perfuração do apêndice; ✓ Perfuração da vesícula; ✓ Neoplasia gastrointestinal. Obstrutivo: ✓ Volvo de sigmoide; ✓ Volvo cecal; ✓ Aderências e bridas; ✓ Hérnias; ✓ Tumores; ✓ Corpo estranho; ✓ Fecaloma; ✓ Vermes. Hemorrágico: ✓ Gravidez ectópica; ✓ Ruptura de aneurismas; ✓ Ulceração intestinal; ✓ Rotura de baço; ✓ Endometriose; ✓ Pancreatite hemorrágica. Vascular (isquêmico): ✓ Trombose da artéria mesentérica; ✓ Torção ovariana; ✓ Hérnias estrangulada; ✓ Torção testicular; ✓ Isquemia omental; ✓ Infarto esplênico. Classificação extra- abdominal Torácica: ✓ IAM; ✓ Infarto pulmonar; ✓ Pneumotórax; ✓ Esofagite; ✓ Pericardite aguda. Hematológica: ✓ Anemia falciforme; ✓ Leucemia aguda; ✓ Anemia hemolítica. Neurológica: ✓ Herpes zoster; ✓ Compressão de raiz nervosa. Metabólica: ✓ Uremia; ✓ Diabetes melitus; ✓ Hiperlipidemia; ✓ Hiperlipoproteinemia Tóxicas: ✓ Metais pesados; ✓ Venenos; ✓ Drogas. Manifestações Vômitos; Diarreia; Dor abdominal; Febre; Hipovolemia; Constipação; Perda de peso; Diagnóstico Anamnese + exame físico. Exames laboratoriais: ✓ Hemograma; ✓ Gasometria arterial; ✓ Amilase e lipase; ✓ Teste de função hepática; ✓ Ureia e creatinina; ✓ Urinálise; ✓ Exame de fezes; ✓ Exame B-HCG; Exame de imagens: ✓ TC; ✓ Raio-x; ✓ Ultrassom; ✓ Laparoscopia diagnóstica; ✓ Angiotomografia. Tratamento Tratar causa base!! Pediátrico Conceito Dor abdominal aguda de início súbito. Na pediatria, o desafio da dor abdominal aguda é ainda maior, pois a reduzida capacidade de cooperação dos pacientes e a grande variedade de etiologias podem dificultar o diagnóstico preciso. Etiologias Mais comuns em crianças Apendicite; Infecção urinária; Hepatite A; Hérnia inguinal encarcerada; Intussuscepção; Constipação intestinal; Estenose pilórica; Conduta 1º: afastar emergências cirúrgicas. 2º: descartar causas obstrutivas. 3º: avaliar possibilidade de afecções infecciosas. 4º: investigar doenças hepatobiliares. 5º: identificar possíveis doenças funcionais. PONTOS DOLOROSOS Intussuscepção É definida como o prolapso de uma parte do intestino para dentro do lúmen de uma parte adjacente distal. Ocorre com maior frequência na região ileocecal. O ponto inicial é, na maioria das vezes, um linfonodo aumentado (placa de Peyer) no íleo terminal proveniente de uma infecção viral prévia. Resulta em obstrução venosa e edema da parede intestinal, que pode evoluir para necrose intestinal, perfuração e óbito. Possui pico de incidência em crianças de 5 a 7 meses. Os meninos são afetados com mais frequência. Manifestações: dor abdominal, fezes com aspecto de geleia de morango, vômitos. Exames: TC, Raio-x, ultrassom. Estenose pilórica hipertrófica É a hipertrofia do esfíncter pilórico que resulta no estreitamento (estenose) do canal pilórico. Ocorre na faixa etária de 2 a 12 semanas de idade. Causa vômitos progressivo não bilioso e em jato. Ocorre mais em meninos. Fatores de risco: menino primogênito, histórico familiar de estenose pilórica. Na palpação há presença de massa abdominal superior em formato de oliva. Achados comuns incluem hipocalemia, hipocloremia, alcalose metabólica como resultado dos vômitos prolongado. Exames: perfil eletrolítico, ultrassom de abdome. Tratamento: piloromiotomia (cirurgia). EXAME RETAL Posição correta Posição de Sims Inspeção Avaliar presença de lesões, hemorroidas, fissuras, neoplasias, condilomas, sangramento. Toque retal Paciente em decúbito lateral esquerdo (posição de Sims). Utilizar o dedo indicador direito para o exame. Lubrificar o dedo. Iniciar fazendo uma leve compressão para vencer a resistência do esfíncter externo. Introduzir o dedo com leve movimento de rotação. Examinar até 10cm além da borda anal. Canal anal: avaliar o tônus do esfíncter, sensibilidade, elasticidade, tumorações. Reto: avaliar próstata, parede retrovaginal. ç pô ENEMA PARITADO Vomitasse Dividas DESIDRATAÇÃO GeleiaDE Torção moranoo Posição de Sims decúbitolateral Esa A ampola retal geralmente está vazia. Após o toque verificar se no dedo há presença de sangue, pus ou fezes. EXAME FÍSICO DO ABDOME Inspeção Pele; Tecido subcutâneo; Circulação colateral; Cicatrizes; Equimoses; Petéquias; Distribuição de pelos; Hérnias; Simetria; Forma do abdome; Voluma; Cicatriz umbilical; Abaulamentos; Retrações; Movimentos peristálticos visíveis; Pulsações; Ausculta Motilidade intestinal: ✓ Ruídos hidroaéreos; ✓ Pesquisar obstrução intestinal. Sopros: ✓ Aorta abdominal/ artéria renal/ artéria ilíaca/ artéria femoral Palpação Superficial: ✓ Todos os quadrantes; ✓ Resistência; ✓ Sensibilidade; ✓ Resistência da parede abdominal; ✓ Massas. Profunda: ✓ Mesmo que superficial delimitar massas e órgãos e Pulsações. Percussão Sons: timpânico, maciço, submaciço, hipertimpânico. Intensidade e distribuição dos gases; Massas; Visceromegalias; Hepatimetria; Ascite. Sinais Sinal de Blumberg: dor a compressão com piora a descompressão do quadrante inferior direito, relacionada com apendicite aguda. Sinal de descompressão brusca: dor a descompressão brusca do abdome, relacionada com peritonite. Sinal do Giordano: dor a punho percussão lombar à direita ou esquerda, indicativa de processo inflamatório renal (pielonefrite). Sinal de Jobert: timpanismo a percussão em toda região hepática, indicativo de pneumoperitôneo. Sinal de Murphy: dor a palpação do bordo inferior do fígado durante inspiração forçada, indicativo de colecistite aguda. POSIÇÃO DE SIMS Sinal do Psoas: dor em quadrante inferior do abdome direito a elevação contra resistência da coxa ipsilateral, relacionada com apendicite, pielonefrite e abcesso em quadrante inferior. Sinal de Rovsing: compressão do quadrante inferior esquerdo do abdome com dor no quadrante inferior direito, indicativo de apendicite aguda. Sinal de Giordano HAM 4º PERÍODO Jogiane raissa ITU na infância DEFINIÇÃO É uma das infecções bacterianas mais comuns na pediatria. Consiste na multiplicação de um único germe patogênico em qualquer segmento do trato urinário. EPIDEMIOLOGIA Acomete principalmente o sexo feminino. No período neonatal, até os 6 meses de idade há predominância de infecção no sexo masculino. A incidência aumenta entre 3 e 5 anos de idade, havendo outro pico na adolescência. A ITU tende a se repetir em cerca de 40% dos pacientes. A recorrência é mais rara no sexo masculino. 80% dos casos são causados pela Escherichia coli. FISIOPATOLOGIA Normalmente, a urina e o trato urinário são estéreis. O períneo, a zona ureteral de neonatos e lactentes estão colonizados por: Escherichia coli, Enterobacteriaceae e Enterococus sp. O prepúcio de meninos não circuncidados é um reservatório para bactérias como o Proteus. A ITU ocorre quando as bactérias ascendem pelo trato urinário. CARACTERÍSTICAS DA E. COLI É considerada uma bactéria uropatogênica. Apresenta fatores de virulência que aumentam sua sobrevivência no hospedeiro. São as fimbrias ou Pili que facilitam a sua ascensão ao trato urinário por mecanismo de contracorrente por aderirem ao epitélio tanto da bexiga como do trato urinário superior. BACTÉRIAS CAUSADORAS DE ITU E. coli (+comum); Proteus; Klesbsiella; Staphylococcus saprophyticus; Enterococcus; Enterobacter; Pseudomonas; Streptococcus grupo B; Staphylococcus aureus; Staphylococcus epidermidis; Haemophilus influenza. FATORES DE PROTEÇÃO FISIOLÓGICA CONTRA ITU Hábito miccional normal; Urina de composição e osmolaridade adequadas; Resposta imune do organismo; Flora normal das regiões periureterais; Revestimento vesical (barreira de proteção) VIAS DE INFECÇÃO Via urinária (+ Comum); Via sanguínea; Via linfática ASSUNTOS 1. ITU na infância e exame físico do sistema urinário; 2. Câncer de próstata; 3. Urolitíase, exame do genital masculino/adolescente; 4. Pré-natal, síndrome nefrítica e nefrótica; 5. Exame do genital feminino, amenorreia primária. CLASSIFICAÇÃO PIELONEFRITE: é a infecção do trato urinário superior. CISTITE: é a infecção do trato urinário inferior FATORES DE RISCO Crianças menores: → Malformações; → Obstruções do trato urinário; → Cateteres vesical de demora; → Ausência de circuncisão (meninos); → Refluxo vesicoureteral de alto grau; → Disfunção vesical e intestinal, incluindo constipação e doença de Hischsprung. Crianças maiores: → Diabetes; → Trauma. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Crianças menores apresentam sinais e sintomas mais inespecíficos. Febre é o sintoma mais frequente no lactente. A incidência de pielonefrite é maior em crianças menores de 1 ano: Irritabilidade; Recusa alimentar; Icterícia; Distensão abdominal; Baixo ganho ponderal. Após os 2 anos de idade é mais comum aparecer sintomas de cistite: disúria, polaciúria, urgência miccional, enurese, tenesmo. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE CISTITE Vaginite; Corpo estranho vaginal; Corpo estranho uretral; Oxiuríase; Irritantes locais: sabonetes líquidos. Abuso sexual. AVALIAÇÃO LABORATORIAL Análise da urina; Urocultura (padrão- ouro); Para coleta de urina em crianças sem o controle esfincteriano, realiza- se punção suprapúbica ou sondagem vesical. Apresença de qualquer patógeno, independente do número de colônias, pela punção suprapúbica confirma o diagnóstico de ITU A presença de 1000 ufc/ml ou mais pelo método da sonda vesical confirma o diagnóstico de ITU. Para crianças com controle esfincteriano, deve-se coletar a urina de jato médio, após assepsia prévia. É considerado positivo a contagem bacteriana maior ou igual a 100.000 ufc/ml ou mais de 50.000 ufc/ml associada com a análise de urina demonstrando evidência de piúria. TRATAMENTO POR IMAGEM (opcional) USG do aparelho urinário e bexiga. Cintilografia renal com DMSA. (padrão-ouro na detecção de cicatriz renal). Uretrocistografia miccional (UCM). TRATAMENTO O tratamento inicial com antibióticos é empírico. O tratamento parenteral é reservado aos lactentes muito jovens e à aqueles com acometimento do estado geral e com vômitos. O tratamento deve ser feito preferencialmente de 7 a 10 dias. Naquelas crianças que, concomitantemente, apresentem sintomas de disfunção das eliminações deve-se fazer as orientações quanto ao hábito urinário adequado (urinar ao acordar, urinar a cada três horas, urinar com pés LaDias amontoam iiLevaramcannon nitrarmantana ampalma Gentamicinacamisas Cistite tudoiria Disúria rotacionatemem vontade Deevacuar amoRelamente reino evacuassem insana usasóna Estática radiofármaco apoiados), importância da ingesta hídrica e correção da obstipação. Exame físico do sistema urinário INSPEÇÃO Não traz informações muito relevantes. Pode ser útil em situações que os rins estão aumentados ou deslocados de sua posição original. Avaliar expressão facial (dor); Observar postura; Mucosas (descoradas ou pálidas). Presença de edema palpebral e em membros; dispneia por sobrecarga cardíaca volumétrica devido a anúria; Pulsações abdominais (em pessoas magras com grandes aneurismas em artérias renais ou na aorta abdominal); Abaulamento suprapúbico. PALPAÇÃO A palpação dos rins só é possível em pessoas muito magras, não sendo palpável em condições normais. Palpação superficial e profunda do abdome. Pode ser utilizado o método de Guyon ou de devoto, ou de Israel para a palpação. Deve-se realizar a palpação da bexiga na região suprapúbica ou por meio do toque retal ou vaginal. AUSCULTA É indicada em casos de suspeita de alterações das artérias renais e da aorta. Pesquisar sopros. PERCUSSÃO Indicado a punho- percussão sobre as lojas renais (manobra de Giordano). Percussão digitodigital na região lateral e anterior dos flancos. Percussão do hipogástrio. Pode-se percutir a região suprapúbica sobre a bexiga. Câncer de próstata EPIDEMIOLOGIA É o 2º tumor maligno mais comum em homens, ficando atras apenas dos cânceres de pele não melanoma. Cerca de 1 em cada 9 homens vão desenvolver câncer de próstata. 90% das neoplasias prostáticas são adenocarcinomas acinares. PRÓSTATA É uma glândula do tamanho de uma noz com 3cm de diâmetro. Possui aproximadamente 20 gramas de peso. Localiza-se na base da bexiga e circunda a parte inicial da uretra. Faz parte do sistema reprodutor masculino, sendo responsável por secretar um liquido alcalino que protege os espermatozoides do ambiente ácido da vagina. FATORES DE RISCO Idade avançada (superior a 65 anos); Afrodescendência (possui 60% de chance de desenvolver a mais que os brancos); História familiar positiva; Obesidade; Alimentação (dieta rica em gorduras e carne vermelha estão associadas à maior incidência de câncer de próstata). Tabagismo. Costuma ser assintomático. Os sintomas aparecem quando o tumor SINAIS E SINTOMAS obstrui/comprime a uretra. O tumor da próstata tem crescimento irregular e localizado. Portanto, pode não haver compressão da uretra, gerando apenas sintomas de uma próstata aumentada. Dificuldade para urinar; Disúria (dor ou ardor ao urinar); Hematúria (não é comum); Hematospermia (não é comum); Polaciúria; Incontinência urinária; Jato de urina fraco; Disfunção erétil; Perda de peso; Dor pélvica, perineal e óssea; Fraturas ósseas. OBS: Os ossos são o principal local de metástases dos adenocarcinomas prostático. TOQUE RETAL Cerca de 65 a 75% dos tumores de próstata podem ser detectados através desse método. Cerca de 35 % dos tumores não são detectados pelo toque devido sua posição. Os tumores se encontram mais na região periférica da próstata. Sinais de câncer de próstata ao toque: ✓ Nódulos endurecidos; ✓ Irregularidade da superfície; ✓ Assimetria; É um marcador/antígeno Geralmente nabeniona borda sensibilidade iii p Avalia PSA específico de doença prostática (hiperplasia, trauma, inflamação, neoplasia). Não é específico para câncer de próstata, mas pode indicar a sua presença. É dosado a partir da análise sanguínea. O PSA é uma glicoproteína produzida apenas pelas células epiteliais da próstata. O valor normal é de até 4ng/dl. Entre 4 e 10 ng/dl possui risco intermediário de câncer. Acima de 10 ng/dl apresenta risco muito alto de câncer. DIAGNÓSTICO É realizado mediante alterações do toque retal + dosagem de PSA. É realizada através de biópsia transretal por USG mediante toque retal alterado e PSA >4ng/dl. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL Hiperplasia prostática benigna; Prostatites; Trauma perineal; Ejaculação; Sondagem vesical; Procedimentos invasivos (biópsia, cirurgias); ESTADIAMENTO Escore de Gleason (obtido após análise da biópsia da próstata). → Gleason 8-10: alto risco. PSA; TNM (ressonância, linfadenectomia pélvica e cintilografia óssea). A ressonância é o padrão-ouro. A linfadenectomia pélvica é realizada se Gleason >8 ou PSA >10. A cintilografia óssea é realizada se Gleason >8 ou PSA >10. RASTREAMENTO O Ministério da Saúde e a OMS não recomendam o rastreamento populacional, sugerem que a investigação deve ser feita apenas na vigência de sintomas. A sociedade Brasileira de Urologia recomenda que o rastreamento seja feito em homens a partir dos 50 anos (toque retal + PSA). Em paciente com fator de risco alto, recomenda-se o inicio do rastreamento a partir dos 45 anos. TRATAMENTO Vai depender do risco/estágio do câncer. → Exemplos: Vigilância ativa; Prostatectomia radical com ou sem linfadenectomia; Radioterapia externa; Hormonioterapia. p Quando Háalteração Fim o Getsapatãoproteína Fatorderiscocomarmas ouapartirsesomos no assuntomitonãofazmais malignaDAT.ae Psa 4 retalalteradoD Biópsia q_tumor N linfonodo M metástase Urolitíase EPIDEMIOLOGIA Os homens tem 2x mais chance dos que as mulheres. A prevalência aumenta com a idade. Mais comum em brancos. 50% dos pacientes apresentarão um 2º episódio após 5 a 10 anos do 1º episódio. ETIOLOGIA Aumento da concentração dos constituintes da urina (supersaturação). Estase urinária. Inflamação e infecção das vias urinárias. Alteração do PH da urina. Volume urinário baixo. Alimentação rica em sódio, em proteínas. Baixa ingesta de água. Anormalidades anatômicas do trato urinário. Doença de crhon, gota. Hipertensão. Diabetes mellitus. Obesidade. Medicamentos(aciclovir, sulfadiazina, indinavir). Histórico familiar CÁLCULOS RENAIS São formações sólidas originadas a partir da precipitação de diferentes minerais presentes na urina. FISIOPATOLOGIA A formação dos cálculos se dá principalmente pela supersaturação dos componentes da urina. A maioria dos cálculos não é formado por apenas um tipo de cristal, sendo uma mistura em que 1 ou 2 são predominantes. No corpo humano há alguns inibidores da formação de cálculos (litogênese): ➔ Se ligam à superfície dos cristais, aumentando o limite de saturação para iniciar a nucleação, inibindo o crescimento e agregação dos cristais. ➔ EX: citrato, magnésio, pirofosfato, glicosaminoglicanos, nefrocalcina. Para a formação dos cálculos é necessário: supersaturação da urina, nucleação, agregação e crescimento. TIPOS DE CÁLCULOS Sais de cálcio (oxalato de cálcio é + comum). Desencadeado por hipercalciúria idiopática. Estruvita (fosfato de amônio magnesiano) Aspecto coraliforme. Desencadeado por infecção de bactérias produtoras de urease (Proteus, Klebisiella). A urease alcaliniza a urina. Ácido úrico É radio transparente. Desencadeado por uricosúrica e urina ácida. Como muitacarne VERMELHA MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Maioria assintomático. Cólica renal (apenas quando o cálculo se move da pelve renal para o ureter). Infecção urinária. Hematúria (macroscópica e microscópica). Náusea. Vômito. Disúria. Polaciuria. Piúria. PH urinário ácido ou alcalino. COMPLICAÇÕES ITU; Insuficiência renal aguda; Hidronefrose; Atrofia do parênquima renal; Doença renal crônica. DIANÓSTICO Exame clínico. TC sem contraste (padrão-ouro) USG (ideal em gestantes) EXAMES LABORATORIAIS Hemograma. Função renal. Urocultura. Urinálise. EAS. TRATAMENTO Uso de AINES (Ex: ibuprofenos) Uso de narcóticos (Ex: morfina e hidromorfina) Uso de antieméticos. Alcalinização da urina. Suplementação com citrato. Litotripsia. Ureteroscopia. Cálculo 10mm ou refratários é indicado intervenção cirúrgica. r osacoescrotale Dortesticular CateterDuploJ nãomederestringirde água Exame físico do genital masculino/ adolescente O paciente pode ficar na posição em pé ou deitado. O examinador deve usar luvas. O exame dos genitais internos (próstata e vesículas seminais) é feito pelo toque retal. OBS É INDISPENSÁVEL CORRELACIONAR OS DADOS CLÍNICOS COM A FAIXA ETÁRIA DO PACIENTE!!!!!! INSPEÇÃO Inspecionar o pênis e bolsa escrotal. Observar se o paciente é circuncisado. O tamanho do pênis e do escroto. Presença de lesões. Presença de corrimento (descrever suas características- cor, cheiro). Em condições normais, pode-se observar sob o prepúcio uma substância caseosa esbranquiçada: esmegma. TRANSLUMI- NAÇÃO DA BOLSA ESCROTAL Constitui recurso complementar simples e útil. Em uma sala escura, uma fonte luminosa é aplicada a cada lado da bolsa escrotal. Estruturas vasculares, tumores, sangue, hérnia e o testículo normais são transiluminados. A transmissão de luz com um brilho vermelho indica cavidade contendo líquido seroso. Em todos os pacientes com bolsa escrotal aumentada deve-se fazer este exame. PALPAÇÃO Palpar linfonodos inguinais. Palpar o pênis e escroto na busca por alterações. ALTERAÇÕES Infantilismo: órgãos genitais internos e externos menores que o esperado para a idade. Virilismo: órgãos genitais internos e externos maiores que o esperado para a idade. Estados intersexuais: apresenta genitália masculina e feminina. Fimose: impossibilidade de retrair o prepúcio para trás da glande. Prepúcio exuberante: excesso de prepúcio. Parafimose: o anel fimótico permite com dificuldade a exteriorização da glande. Balanite: inflamação da glande. Balanopostite: inflamação da glande e do prepúcio. Hipospadia: deformidade congênita na qual a uretra se abre na face ventral do pênis. Balânicas Penianas Penoescrotais Escrotais Perineais Epispádia: anormalidade congênita na qual a uretra se abre na face dorsal do pênis. Extrofia de bexiga: deformidade congênita na qual a bexiga fica exposta para fora da cavidade abdominal. Secreção peniana: pode ser serosa, purulenta ou sanguinolenta. A secreção sanguinolenta está associada a uretrite, neoplasia e ulceração. A secreção purulenta indica uretrite gonocócica ou prostatite crônica. Uretrite: inflamação na uretra. Estenose da uretra: diminuição da luz da uretra. Pode ser congênita ou adquirida. Fístula uretrocutânea: canal que liga a uretra à pele. Enduração plástica do pênis: é uma fibrose dos corpos cavernosos e do septo que os separa. Aumento da bolsa escrotal: pode estar relacionado com hérnia, varicocele, espermatocele ou Hidrocele. Edema de bolsa escrotal: acúmulo de líquido no interstício do escroto. Elefantíase: quando ocorre edema crônico dos genitais, em casos de infecção por filariose. Orquite aguda: testículo doloroso, hipersensível à palpação e edemaciado. A bolsa escrotal pode ficar avermelhada. Uma causa frequente é a caxumba. Epididimite: inflamação no epidídimo. Varicocele: varizes do plexo pampiniforme que envolve o cordão espermático. Hidrocele: acúmulo de líquido na túnica vaginal. Cisto do cordão: acúmulo de líquido pelos folhetos do conduto peritoniovaginal. Torção do cordão espermático: o cordão espermático sofre rotação sob seu eixo. Hematocele do escroto: coleção de sangue na túnica vaginal do testículo. Neoplasia do testículo: aumento indolor do testículo, que à palpação apresenta-se endurecido. Há também aumento da vascularização do escroto. Hérnia inguinoescrotal: é a descida do conteúdo intestinal através do canal inguinal até a bolsa escrotal. Criptorquidia: ausência na bolsa de um ou ambos os testículos. Ectopia testicular: o testículo não se encontra na bolsa e se aloja no seu trajeto normal de descida. Exame do genital feminino É importante iniciar com a história clínica. Deve ser realizado o exame em ambiente tranquilo e agradável. o 1º exame ginecológico pode ser feito desde o nascimento (verificar anomalias congênitas). Na criança, o exame é realizado para avaliar vulvovaginites, presença de corpos estranhos, sangramentos e violência sexual. Na adolescência, o exame ginecológico deve estar focado no inicio da atividade sexual, IST, contracepção e prevenção do câncer. Na mulher adulta e pós-menopausa, o exame dos órgãos genitais tem como alvo a prevenção e o A. BALÂNICAS: no sulco balanoprepucial. B. PENIANAS: no corpo do pênis. C. PENOESCROTAIS: no ângulo penoescrotal. D. ESCROTAIS: no nível do escroto. E. PERINEAIS: no períneo. diagnóstico de diferentes afecções. OBSERVAÇÕES O exame é realizado na posição ginecológica (litotômica). O examinador se posiciona entre as pernas da paciente, de preferência sentado em uma altura que permita a realização dos procedimentos. INSPEÇÃO ESTÁTICA Avaliação da pilificação (região perineal, da raiz das coxas e da região anorretal) a procura de rarefação, ausência de pelos, aumento de pelos (hisurtismo). Avaliação da morfologia e do trofismo dos grandes e pequenos lábios. Avaliar as glândulas de Bartholin (responsáveis pela lubrificação