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HAM IV RESUMO

Resumo sobre consulta do adolescente e avaliação geriátrica: apresenta definições de faixa etária (OMS, ECA, MS), princípios do acolhimento ético, roteiro de anamnese em três momentos, abordagem HEEADSSS, orientações para exame físico e objetivos da avaliação geriátrica ampla.

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HAM 4º PERÍODO 
JOGIANE RAISSA 
 
CONSULTA DO ADOLESCENTE 
• OMS→ faixa etária de 10 e 20 anos 
incompletos. 
• ECA→ faixa etária de 12 e 18 anos 
incompletos. 
• MS → faixa etária de 10 a 19 anos. 
 
 
 ACOLHIMENTO ÉTICO: 
▪ A consulta deve ser cordial; 
▪ Evitar julgamentos de valores; 
▪ Estabelecer uma relação de confiança; 
▪ Ser empático, assertivo e sincero; 
▪ Pontuar que a pessoa central da 
consulta é o adolescente; 
▪ Deixar claro ao adolescente que nada 
será tratado com seus 
pais/responsáveis sem que ele seja 
previamente informado; 
▪ Segredos íntimos da adolescência não 
requerem quebra de sigilo; 
▪ A quebra de sigilo pode ser feita caso 
haja risco à saúde ou integridade da 
vida do paciente ou de terceiros. 
 
 
 
 ANAMNESE: 
▪ Coletar informações sobre o paciente, 
familiares e o ambiente onde vive. 
▪ Precisa ser ampla e abordar aspectos 
biopsicossociais, culturais, sexuais e 
espirituais. 
▪ Deve ser dividida em 3 momentos: 
1. Adolescente e 
pais/responsáveis; 
2. Adolescente sozinho 
3. Retorno do adolescente com 
os pais/responsáveis. 
 
→ Primeiro momento: 
✓ Motivo da consulta; 
✓ Histórico da situação atual e 
pregressa, incluindo agravos e 
doenças; 
✓ Estado vacinal; 
✓ Dados da gestação, parto, 
condições de nascimento, peso ao 
nascer; 
✓ Hábitos alimentares; 
✓ Condições de habitação, ambiente, 
rendimento escolar, exposição a 
ambientes violentos, uso de 
tecnologia; 
✓ História familiar; 
✓ Sono, lazer, atividades culturais, 
exercícios físicos e religião. 
 
→ Segundo momento: 
❖ Constitui o tempo mais importante da 
consulta, uma vez que é a 
oportunidade de o paciente se 
expressar de forma mais livre e aberta. 
ASSUNTOS N1 
1. Consulta do Adolescente; 
2. AGA e declaração de nascidos 
vivos; 
3. DRGE em adultos e pediátrico, H. 
pilory e EDA; 
4. Dispepsia e ingestão de corpo 
estranho; 
5. Constipação intestinal e parasitoses 
intestinais; 
6. Diarreia aguda em adultos e 
pediátrico; 
7. HDA, HDB, varizes esofágicas; 
8. Icterícia neonatal e no adulto; 
9. Abdome agudo pediátrico, exame 
retal, exame físico do abdome. 
 
❖ A conversa deve ocorrer em ambiente 
sigiloso, abordando novamente o 
motivo da consulta, pois pode diferir do 
relato da família. 
✓ Percepção corporal e autoestima; 
✓ Relacionamento com a família e 
ocorrência de conflitos; 
✓ Utilização das horas de lazer, 
relações sociais, desenvolvimento 
afetivo, emocional e sexual; 
✓ Conhecer outros lugares que o 
adolescente transita: escola, 
comunidade, trabalho, grupos de 
jovens; 
✓ Crenças e atividades religiosas; 
✓ Investigar situações de risco e 
vulnerabilidade; 
✓ Comportamentos sexuais, gênero e 
orientação sexual, gestações não 
planejadas, ISTs; 
✓ Ocorrência de acidentes, 
submissão e violências; 
✓ Tempo de exposição às telas 
digitais. 
 
→ Terceiro momento: 
❖ Uma conversa a sós com os 
responsáveis para orientá-los sobre a 
hipótese diagnóstica percebida, 
conflitos evidentes e condutas 
terapêuticas a serem tomadas. 
 
 
 ABORDAGEM HEEADSSS: 
▪ É considerado um método indireto 
excelente para avaliar comportamentos 
e complementar a anamnese do 
adolescente, podendo ser incorporada 
na prática cotidiana. 
▪ Pode ser modificada e utilizada como 
guia de orientação dos atendimentos. 
▪ Esta entrevista é feita apenas com o 
adolescente, pelo menos uma vez por 
ano ou sempre que houver indícios de 
algum fato estressante recente ou 
precipitante da consulta. 
▪ O tempo de preenchimento é de 
aproximadamente 20min. 
 
 
 
 
 
 EXAME FÍSICO: 
▪ Exige absoluta privacidade e local 
adequado. 
▪ Deve ser realizado no sentido crânio-
caudal. 
▪ Sempre cobrir a região que não está 
sendo examinada. 
▪ É recomendável a presença de uma 
terceira pessoa, que pode ser da área 
da saúde ou de recomendação do 
adolescente. 
▪ O exame deve ser realizado com a 
máxima discrição e sua explicação 
prévia do passo a passo é importante 
para tranquilizar o adolescente. 
▪ O exame físico também funciona como 
uma boa oportunidade de o profissional 
abordar temas educativos com o 
adolescente como a orientação do 
autoexame das mamas, avaliação dos 
genitais e pilificação. 
ROTEIRO EXAME FÍSICO 
• Aspectos gerais; 
• Peso, altura, IMC, pregas cutâneas; 
• Pressão arterial; 
• Acuidade visual com a escala de 
Snellen; 
• Estado nutricional; 
 
▪ Aproveitar o exame físico para esclarecer 
sobre o uso de preservativos, 
contraceptivos e ISTs 
 
AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA 
• É um processo de avaliação 
multidimensional cujo objetivo básico é 
reconhecer as deficiências, as 
incapacidades e as desvantagens 
apresentadas pelos idosos. 
• É feita por meio de escalas e testes 
quantitativos, com objetivo de identificar 
sua condição funcional. 
 
 Objetivos principais: 
✓ Obter um diagnóstico global; 
✓ Desenvolver um plano de tratamento e 
de reabilitação; 
✓ Facilitar o gerenciamento dos recursos 
necessários para o tratamento; 
✓ Ajudar a estabelecer critérios para 
internação hospitalar; 
✓ Orienta adaptações ambientais; 
✓ Avalia o grau de comprometimento 
(mental, físico ou psíquico); 
✓ Estabelecer metas nutricionais. 
 
 Critérios a serem avaliados: 
▪ Equilíbrio e mobilidade: 
→ Teste do levantar e andar (get up and 
go): solicitar ao paciente que se 
levante de uma cadeira e caminhe por 
3 metros e volte, voltando a se sentar. 
→ Teste do equilíbrio e marcha (escala 
de Tinetti): olhar quadro de escala! 
→ Velocidade da marcha: medir o tempo 
em que o indivíduo leva para percorrer 
4m. 
→ Força de preensão palmar 
 
▪ Função cognitiva e condições 
emocionais: 
→ Miniexame do estado mental 
→ Fluência verbal 
→ Teste do desenho do relógio 
→ Escala de depressão geriátrica. 
 
▪ Deficiências sensoriais: 
→ Solicitar que o paciente leia palavras de 
diversos tamanhos. 
→ Teste do sussurro, no qual o 
examinador fica fora do campo visual e 
sussurra alguma palavra em cada 
ouvido e observa o entendimento 
 
▪ Capacidade funcional: 
→ Escala de KATZ (atividades básicas 
de vida diária) 
→ Escala de LAWTON (atividades 
instrumentais da vida diária 
 
▪ Estado e risco nutricional: 
→ Miniavaliação nutricional 
 
▪ Condições socioambientais: 
→ APGAR 
 
▪ Polifarmácia: 
→ Uso de 5 ou mais medicamentos. 
 
▪ Comorbidades e multimorbidades: 
→ Coexistência de 2 ou mais doenças 
crônicas em um mesmo indivíduo. 
 
DECLARAÇÃO DE NASCIDOS 
VIVOS 
• É um documento padronizado pelo MS, 
pré-numerado e apresentado em 3 vias. 
Deve ser preenchida em todo o território 
nacional para todos os nascidos vivos: 
✓ Nas unidades de internação ou 
emergência dos estabelecimentos 
de saúde; 
✓ Fora dos estabelecimentos de 
saúde, mas que neles venham a 
receber assistência imediata; 
✓ Em domicílio ou em outros locais. 
 
• Em caso de gestação múltipla, deve ser 
preenchida uma DN para cada indivíduo. 
• A DN pode ser preenchida por médico, por 
membro da equipe de enfermagem da sala 
ou por outra pessoa previamente treinada 
para tal fim. 
 
• Tireoide, cavidade oral, otoscopia; 
• Coluna vertebral e postura; 
• Exame neurológico e mental; 
• Genitália; 
• Maturação sexual (critérios de 
tanner). 
 FLUXO DA DECLARAÇÃO: 
▪ Partos hospitalares: 
→ 1ª via (cor branca): 
✓ Secretaria de saúde; 
✓ Permanece no estabelecimento de 
saúde até ser coletada, por busca 
ativa, pelos órgãos estaduais ou 
municipais responsáveis. 
→ 2ª via (cor amarela): 
✓ Cartório; 
✓ Fica com a família até ser levada ao 
cartório do registro civil para 
competente registro do nascimento. 
O cartório reterá esta via. 
→ 3ªvia (cor rosa): 
✓ Unidade de saúde; 
✓ Será arquivada no estabelecimento 
de saúde onde ocorreu o parto. 
 
▪ Partos domiciliares: 
→ 1ª via (cor branca): 
✓ Secretaria de saúde; 
✓ Deve ser encaminhada à secretaria 
de saúde para devido 
processamento. 
→ 2ª via (cor amarela): 
✓ Cartório; 
✓ Será retida pelo cartório. 
→ 3ª via (cor rosa): 
✓ Unidade de saúde; 
 
→ O encaminhamento da 2ª e avaginal). 
 Avaliar o hímen 
(observar sua 
integridade e 
morfologia). 
 Avaliar o períneo. 
 Avaliar a presença 
de sinais 
flogísticos. 
 
 
 
 
 
INSPEÇÃO 
DINÂMICA 
 Solicitar que a 
paciente realize 
movimentos que 
aumentem a 
pressão abdominal, 
tornando evidentes 
as distopias 
genitais. 
 Manobra de 
valsava (tossir ou 
soprar o dorso da 
mão). 
 Observar se escapa 
urina ou há prolapso 
das estruturas 
internas. 
 
 
 
 É utilizado o 
espéculo de Collins. 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXAME 
ESPECULAR 
 O espéculo deve ser 
introduzido com 
uma angulação de 
45º para desviar do 
meato uretral. 
 Realizar inspeção 
das paredes 
vaginais, presença 
de secreções. 
 Avaliar o colo do 
útero (localização, 
morfologia, 
tamanho, aspecto 
físico). 
 Fazer coleta de 
material com a 
espátula para 
exame 
Papanicolau 
(pesquisa de 
câncer). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TOQUE 
BIMANUAL 
 Consiste na 
introdução de 2 
dedos na vagina 
para avaliação. 
 Utilizar luvas e 
lubrificar os dedos 
 Avaliar a vagina, o 
colo do útero, os 
anexos e o fundo de 
saco. 
 Colocar uma mão 
sobre o hipogástrio 
para auxiliar na 
varredura dos 
órgãos pélvicos. 
 Na avaliação do 
corpo e do colo do 
útero, observar: 
posição, tamanho, 
forma, simetria, 
mobilidade e 
consistência. 
 
 
 
 
TOQUE RETAL 
 É indicado quando 
não for possível o 
exame vaginal. 
 Em caso de crianças 
e pacientes virgens. 
 Indicado também 
em casos de tumor 
pélvico e câncer do 
colo do útero. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALTERAÇÕES 
AFECÇÕES 
VULVARES 
 
Lesões ulceradas: 
aparecimento de lesões 
vesiculares. Ocorre 
principalmente pela 
infecção por herpes 
genital. 
 
Câncer de vulva: 
principal sintoma é 
prurido presente há 
meses. Outras queixas 
são, tumor vulvar, dor, 
ardor e sangramento. 
 
Uretrite gonocócica: é 
uma IST. Sensação de 
prurido na fossa 
navicular, disúria, 
corrimento purulento, 
febre. 
 
Uretrite não 
gonocócica: 
corrimento hialino, 
disúria leve e 
intermitente. 
 
AFECÇÕES VAGINAIS 
 
Vulvovaginites: 
qualquer manifestação 
inflamatória ou 
infecciosa da vulva, 
vagina e ectocérvice. 
 
Vaginose bacteriana: 
corrimento vaginal 
branco-acinzentado, de 
aspecto fluido ou 
cremoso, com odor 
fétido. 
 
Candidíase 
vulvovaginal: prurido 
vulvovaginal, ardor ou 
dor à micção, 
corrimento branco, 
grumoso, inodoro e com 
aspecto caseoso, 
hiperemia, edema 
vulvar, fissuras e 
maceração da vulva, 
Dispaurenia, fissuras e 
maceração da pele da 
vagina e colo recoberto 
por placas brancas ou 
branco-acinzentadas, 
aderidas à mucosa. 
 
Tricomoníase: 
corrimento abundante, 
amarelado ou amarelo-
esverdeado, bolhoso, 
prurido, irritação vulvar, 
dor pélvica, disúria, 
polaciúria, hiperemia da 
mucosa e com placas 
avermelhadas. 
 
Bartholinite: infecção 
da glândula de 
Bartholin. Apresenta 
massa amolecida uni ou 
bilateral no terço inferior 
do introito vaginal, entre 
o vestíbulo e o grande 
lábio. 
 
AFECÇÕES DO COLO 
UTERINO 
 
HPV: geralmente 
assintomática ou 
inaparente. As lesões 
podem ser únicas ou 
múltiplas restritas ou 
difusas e de tamanho 
variável. São altamente 
contagiosas. 
 
Tumores: tumorações 
no colo. 
 
Pólipo cervical: 
proeminência 
hiperplásica focal da 
mucosa endocervical, 
incluindo epitélio e 
estroma, séssil ou 
pediculada. 
 
Cervicite: inflamação 
da mucosa 
endocervical. 
 
AFECÇÕES DO 
CORPO DO ÚTERO 
 
Miomas: tumor 
benigno. assintomático. 
Caracterizado por 
sangramento menstrual 
excessivo, com cólicas, 
dor pélvica. Pode haver 
aumento do volume 
abdominal e 
compressão de 
estruturas vizinhas 
(bexiga e reto). 
 
Pólipo endometrial: 
hiperplasia focal da 
camada casal, revestida 
de epitélio e contendo 
quantidade variável de 
glândulas, estroma e 
vaso sanguíneo. 
 
Adenomiose: presença 
de glândulas e estroma 
endometrial no interior 
do miométrio. 
 
Leiomiossarcoma: 
tumor maligno uterino 
raro. 
 
Câncer de 
endométrio: condição 
maligna. Apresenta 
sangramento por via 
vaginal. 
 
Endometriose: 
dismenorreia, dor 
pélvica crônica, 
infertilidade, 
irregularidade menstrual 
e dispaurenia. 
 
Distopias genitais: 
prolapso genital. 
 
Doença inflamatória 
pélvica: ascensão de 
microrganismos do trato 
genital inferior, 
comprometendo o 
endométrio até a 
cavidade peritoneal. 
 
 
Pré-natal 
 
DIAGNÓSTICO NA GRAVIDEZ 
 
 
 
 
LABORATORIAL 
 BHCG (quantitativo, 
qualitativo). 
➔ Pode ser 
detectado no 
sangue periférico 
da mulher grávida 
entre 8 e 11 dias 
após a 
concepção. 
 Teste rápido de 
gravidez (fita 
reagente). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EXAME 
CLÍNICO 
SINAIS DE 
PRESUNÇÃO 
 Atraso menstrual; 
 Náuseas, vômitos, 
tonturas, salivação 
excessiva, mudança 
de apetite, polaciúria 
e sonolência. 
 Aumento das mamas, 
hipersensibilidade 
dos mamilos, saída 
de colostro pelo 
mamilo, coloração 
rósea da vulva, 
cianose vaginal e 
cervical, aumento do 
volume abdominal. 
 
 
SINAIS DE 
PROBABILIDADE 
 Amolecimento da 
cérvice uterina. 
 Paredes vaginais 
aumentadas, com 
aumento da 
vascularização. 
 Positividade da fração 
beta do HCG no soro 
materno a partir do8º 
ou 9º dia após a 
fertilização. 
 
 Sinal de Hegar: é a 
alteração da 
consistência do fundo 
e istmo uterinos. É 
realizado através da 
palpação bimanual 
intravaginal e 
compressão 
abdominal. Em 
condição normal, o 
útero e o colo são 
palpados com 
consistência firme. 
Em mulheres 
grávidas a 
consistência é mais 
amolecida. 
 
 
 Sinal de 
Ousiander: 
percepção do pulso 
da artéria vaginal ao 
toque. 
 
 Sinal de Piskacek: 
assimetria uterina à 
palpação. 
 
 
 Sinal de Nobile-
Budin: percepção ao 
toque do 
preenchimento do 
fundo se saco pelo 
útero gravídico. 
 
 Regra de Goodel: 
amolecimento do colo 
uterino percebido pelo 
toque. 
 
 
 Sinal de 
Jacquemier: 
coloração violácea do 
meato urinário e da 
vulva. 
 
 Sinal de Kluge: 
coloração violácea da 
vagina. 
 
SINAIS DE CERTEZA 
 Presença de BCF a 
partir de 12 semanas 
pelo sonar. 
 Percepção de 
movimentos fetais (18 
a 20 semana). 
 O saco gestacional 
pode ser observado 
por via transvaginal 
(USG) com apenas 4 
a 5 semanas e o BCF 
com 6 semanas. 
 
 Sinal de puzos: é o 
rechaço fetal uterino 
que se obtém 
impulsionando o feto 
com os dedos 
dispostos no fundo de 
saco anterior. 
 
 
 
 
 
 
 
ULTRASSOM 
 Deve ser realizado 
entre a 10 e 13 
semanas, utilizando o 
comprimento cabeça-
nádega para 
determinar a idade 
gestacional. 
 No mínimo 1 por 
trimestre. 
 No 1º trimestre, 
deve-se realizar 
ultrassom 
transvaginal. 
 Determina a idade 
gestacional. 
 Detecta gestações 
múltiplas. 
 Detecta mal 
formações fetais. 
 Analisa a viabilidade 
da gestação. 
 
 É importante 
correlacionar os 
níveis de BHCG com 
o USG: 
 
➔ BHCG > 1500: a 
USG apresenta 
saco gestacional. 
 
➔ BHCG >7200: a 
USG apresenta 
vesícula vitelínica. 
 
➔ BHCG >10800: a 
USG apresenta 
embrião com 
BCF. 
ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL 
 
 
 
 
 
CÁLCULO DA 
DPP 
 Janeiro a março: 
+7 dias 
+9 meses 
 
 Abril a dezembro: 
+7 dias 
- 3 meses 
 
OBS: cuidado com o ano 
e com a proximidade da 
DUM ao final do mês. 
(pode ser necessário 
somar mais 1 mês à 
DPP). 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO 
PRÉ-
CONCEPCIONAL 
 Identificação de 
riscos; 
 Momento ideal para 
gestar; 
 Proteção do binômio 
materno-fetal. 
 Anamnese. 
 Exame físico. 
 Exame ginecológico. 
 Exames 
complementares. 
 Atualização vacinal. 
 
 
 
FATORES DE 
RISCO 
GESTACIONAL 
 Idade menor que 15 
anos e maior que 35. 
 Esforço físico 
excessivo, carga 
horária extensa. 
 Exposição a agentes 
químicos e biológicos. 
 Estresse. 
 Situação familiar 
insegura. 
 Não aceitação da 
gravidez. 
 Situação conjugal 
insegura. 
 Baixa escolaridade. 
 Condições ambientais 
desfavoráveis. 
 Altura menor que 1,45 
m. 
 IMC baixo ou elevado. 
 Anemia. 
 ITU. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GRAVIDEZ DE 
ALTO RISCO 
 Gestante com 
cardiopatias. 
 Pmeumopatiasgraves. 
 Nefropatias graves. 
 Endocrinopatias (DM, 
hipo e 
hipertireoidismo) 
 Doenças 
hematológicas. 
 HAS. 
 Doenças 
neurológicas. 
 Doenças autoimunes. 
 Alterações genéticas 
materna. 
 Antecedente de 
trombose venosa 
profunda e TEP. 
 Ginecopatias. 
 Doenças infecciosas. 
 Hanseníase. 
 Tuberculose. 
 Dependência 
química. 
 Malformações fetais. 
 Gemelaridade. 
 ITU de repetição. 
 Anemia grave. 
 DM gestacional. 
 Desnutrição materna 
severa. 
 Câncer. 
 
 
 
IMPORTÂNCIA 
DO PRÉ-NATAL 
 Detecção precoce de 
patologias maternas e 
fetais. 
 Prevenção de 
intercorrências. 
 Redução da 
morbimortalidade 
materna e infantil. 
 Identificação de 
pacientes de risco. 
 
CONSULTAS 
 No mínimo 6 
consultas: 
 
1º trimestre: 1 
consulta. 
2º trimestre: 2 
consultas. 
3º trimestre: 3 
consultas. 
 
 Periodicidade ideal: 
 
Até 28ª semana: 
mensalmente. 
 
De 28ª a 36ª 
semana: 
quinzenalmente. 
 
De 36ª até a 41ª: 
semanalmente. 
 
 No final da gestação a 
alta frequência de 
consultas visa avaliar 
riscos. 
 Quando o parto não 
ocorre até a 41ª 
semana, é necessário 
encaminhar a 
gestante avaliação do 
bem-estar-fetal, 
incluindo avaliação do 
líquido amniótico e do 
BCF. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROTEIRO 1ª 
CONSULTA 
 Todos os dados 
devem ser anotados 
no cartão da 
gestante!! 
 Anamnese: 
pesquisar aspectos 
socioepidemiológicos, 
antecedentes 
familiares, 
antecedentes 
pessoais, 
antecedentes 
obstétricos e 
ginecológicos, dados 
sobre a gestação 
atual. 
 
 Orientações: 
alimentação, 
movimentação fetal, 
hábito urinário e 
intestinal, 
atendimento 
odontológico, 
mudanças no 
organismo da mãe, 
atividade física. 
 
 Suplementação: 
 
Sulfato ferroso 
(40mg/dia) 
 
Ácido fólico (5mg/dia) 
 
 Verificação vacinal: 
orientar quanto a sua 
atualização, se 
necessário. 
 
 
 Solicitar exames 
complementares: 
OLHAR TABELA 
ABAIXO!!! 
 
 
 Orientar sobre as 
consultas 
subsequentes e 
agendar se possível. 
 
 
 Exame físico: 
avaliação nutricional 
(peso altura, IMC), 
PA, exame físico 
geral, medida da 
altura uterina, BCF, 
exame ginecológico, 
exame das mamas, 
exame de pulmões, 
abdome e coração, 
movimentos fetais, 
presença de edema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROTEIRO DAS 
CONSULTAS 
SUBSEQUENTES 
 Anamnese. 
 Exame físico 
direcionado. 
 Verificação do cartão 
de vacina. 
 Avaliar resultado dos 
exames 
complementares. 
 Calcular idade 
gestacional. 
 Aferir a PA da 
gestante. 
 Peso e IMC da 
gestante. 
 Avaliação nutricional. 
 Pesquisa de edema. 
 Medida da altura 
uterina. 
 Exame das mamas. 
 Ausculta do BCF. 
 Movimentos fetais. 
 Orientações gerais. 
 Agendar próxima 
consulta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SINTOMAS 
FREQUENTES 
NAS GRÁVIDAS 
 Náuseas, vômitos, 
tonturas. 
 Pirose. 
 Sialorreia, 
 Dor abdominal, 
cólicas, flatulência, 
constipação intestinal. 
 Hemorroidas. 
 Corrimento vaginal. 
 Polaciúria. 
 Dispneia. 
 Mastalgia. 
 Lombalgia. 
 Cefaleia. 
 Varizes. 
 Câimbras. 
 Sangramentos 
gengivais. 
 Melasma. 
 Estrias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Síndrome nefrítica e nefrótica 
 
SÍNDROME NEFRÓTICA 
 
DEFINIÇÃO 
Proteinúria + 
hipoalbuminemia + 
edema 
 
 
 
 
EPIDEMIOLOGI
A 
 É mais comum em 
crianças. 
 85% é por doença de 
lesões mínimas. 
 10 % é por 
Glomeruloesclerose 
segmentar e focal. 
 A maioria dos casos 
ocorre entre 1 e 6 anos 
de idade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ETIOLOGIA 
 Primária: 
 
Doenças renais: 
1. Doença de lesões 
mínimas. 
2. Glomeruloescleros
e segmentar e 
focal. 
3. Glomerulopatia 
membranosa. 
4. Glomerulonefrite 
membranoprolifera
tiva. 
5. Nefropatia de IgA. 
 
 Secundária: 
 
Doenças sistêmicas 
1. Diabetes. 
2. HAS. 
3. Vírus. 
4. Obesidade. 
5. Lúpus eritematoso 
sistêmico. 
6. Farmacos. 
7. Alergias. 
8. Picada de insetos. 
 
 
 
FISIOPATOLOG
IA 
MECANISMOS DA 
PROTEINÚRIA 
 Lesões ou mutações 
das proteínas do 
diafragma da fenda. 
 Fusão dos processos 
podocitários. 
 Alteração das forças 
elétricas no endotélio. 
 
MECANISMO DA 
HIPOALBUMINEMIA 
 A excreção em 
excesso de proteínas 
(principalmente a 
albumina) reduz o nível 
plasmático dessa 
proteína. 
 
MECANISMO DO 
EDEMA 
 Com o nível baixo de 
albumina no plasma, 
ocorre redução da 
pressão oncótica 
dentro dos vasos, 
levando ao 
extravasamento de 
líquidos para o 
interstício. 
 A redução do volume 
dentro dos vasos, ativa 
o sistema renina-
angiotensina-
aldosterona que 
aumenta a retenção de 
sódio para tentar 
elevar a PA, 
ocasionando a 
persistência do edema. 
 
MECANISMO DA 
HIPERLIPIDEMIA 
 O nível baixo de 
proteína plasmática faz 
com que o fígado 
aumente sua produção 
de proteínas, mas essa 
compensação não 
ocorre. 
 Secundário a isso, 
ocorre aumento de 
lipoproteínas (HDL, 
LDL, VLDL) levando à 
hiperlipidemia e 
consequente lipidúria. 
 
 
 
MANIFESTAÇÕ
ES CLÍNICAS 
 Proteinúria > 3,5 g/dia. 
 Hipoalbuminemialivre) 
 Exames de 
imagem 
USG pélvica 
transvaginal ou 
abdominal 
RM 
 Cariótipo (para 
verificar anomalias 
cromossômicas) 
TRATAMENTO Tratar a causa base!! 
 
 
 
 
 
 
 
Anna Júlia Loiola Lima MED/4P 
PRÁTICA E AULA O1 - HAM 
ANAMNESE DO ADOLESCENTE E CRITÉRIOS DE TURNNER 
ROTEIRO DE ANAMNESE: 
ADOLESCENTE 
 
1. Identificação: 
 Nome; 
 Idade; 
 Data da entrevista; 
 Data de Nascimento; 
 Sexo/Gênero; 
 Etnia (cor); 
 Estado civil; 
 Profissão (ocupação atual e ante-
rior); 
 Local de nascimento; 
 Residência atual e anterior; 
 Grau de escolaridade; 
 Religião; 
 Nome da mãe ou do acompanhante. 
2. Queixa Principal: 
 
 (Tempo de início da queixa). 
3. História da Doença Atual: 
 Definir um sintoma-guia; 
 Início; 
- Quando apareceu? 
- Foi súbito ou gradativo? 
- Teve fator desencadeante? 
 Características; 
- Qual a localização? 
- Qual a irradiação? 
- Qual o tipo (qualidade)? 
- Qual a periodicidade (frequência)? 
- Qual a duração? 
- Qual a intensidade? 
 
 Fatores de piora; 
 Fatores de melhora; 
 Sintomas associados; 
 Evolução do sintoma-guia quanto às 
características, fatores de piora e 
melhora e sintomas associados; 
 Médicos procurados para investiga-
ção do sintoma, internações, exames 
realizados, diagnósticos, tratamen-
tos prescritos, resultados obtidos; 
 Estado atual do sintoma-guia quanto 
às características, fatores de piora, 
fatores de melhora e sintomas asso-
ciados. 
4. Interrogatório Sintomatológico: 
 Realize-o no sentido craniocaudal 
(vide tabela que será colocada 
abaixo). 
5. História Patológica pregressa: 
 Doenças da infância (sarampo, vari-
cela, caxumba, amigdalites); 
 Traumas, acidentes; 
 Doenças graves e/ou crônicas (HAS, 
diabetes, malária, artrose, litíase re-
nal, gota, pneumonia etc.); 
 Cirurgias; 
 Transfusões sanguíneas (número, 
quando, onde, motivo); 
 Alergias; 
 Imunização (qual vacina, quando, 
doses); 
 Internamentos prévios; 
 Doenças dos familiares. 
6. Medicamentos em uso: 
 Nome do fármaco; 
 Posologia; 
 Forma de aplicação; 
 Frequência de uso. 
Anna Júlia Loiola Lima MED/4P 
PRÁTICA E AULA O1 - HAM 
7. História Fisiológica (Antecedentes 
pessoais): 
 História obstétrica (gesta, parto, 
aborto espontâneo ou provocado, 
prematuro, cesáreas); 
Obs.: GPA (Ex. G3P2A1, significa três ges-
tações, dois partos e um aborto, infere-se que 
em uma das gestações nasceram gêmeos). 
 Gestação e nascimento (normal, 
complicações); 
 Condições de parto (normal, cesá-
reo, uso de fórceps, domiciliar, hos-
pitalar, feto único, gemelar); 
 Ordem de nascimento; 
 Quantidade de irmãos; 
 Paternidade (número de filhos); 
 Desenvolvimento Psicomotor e 
Neural (dentição, engatinhar, andar, 
falar, controlar os esfíncteres, de-
senvolvimento físico, aproveita-
mento escolar); 
 Desenvolvimento sexual (puber-
dade – normal, precoce, tardia, me-
narca, sexarca, orientação sexual, 
pubarca). 
Obs.: Para o recém-nascido (RN); 
 Peso; 
 APGAR; 
 Se a mãe fez pré-natal (mínimo 6); 
 Aleitamento materno (exclusivo até 
os 6 meses); 
 Comprimento do RN; 
 Firmação das estruturas. 
8. Hábitos de vida: 
 Alimentação (quantas refeições ao 
dia, o que costuma comer); 
 Viagens recentes (onde, período de 
estadia); 
 Atividades físicas diárias e regula-
res; 
 Atividade sexual (número de parcei-
ros, hábitos sexuais mais frequentes, 
uso de preservativos); 
 Consumo de bebida alcoólica (iní-
cio, tipo de bebida, quantidade, fre-
quência, abstinência – uso de ques-
tionário CAGE); 
 Uso de tabaco (início, tipo, quanti-
dade, frequência e abstinência); 
 Uso de outras drogas ilícitas (início, 
tipo, quantidade, frequência e absti-
nência); 
9. História Psicossocial: 
 Condições socioculturais (condi-
ções de moradia, acesso a sanea-
mento básico e a coleta de lixo, es-
colaridade, lazer); 
 Contato com pessoas e/ou animais 
doentes (onde, quando, duração, 
tipo de doença); 
 Vida conjugal e ajustamento fami-
liar (relacionamento com pais, ir-
mãos, cônjuges, filhos, outros fami-
liares e amigos); 
 Condições econômicas (rendimento 
mensal, dependência econômica). 
 Sono (quantas horas dorme por dia, 
em média); 
 Tempo de tela (em média). 
10. História familiar: 
 Parentes da família que possuem 
problemas de importância clínica e 
idade ao diagnóstico; 
 Estado habitual de saúde, causas da 
morte, idade ao falecer, doenças he-
reditárias, familiares, infectoconta-
giosas e crônicas (HAS, Diabetes, 
Cardiopatia, Câncer, AVC, Tuber-
culose, etc.). 
 
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PRÁTICA E AULA O1 - HAM 
ISDAS 
 
 
 
 
 
Anna Júlia Loiola Lima MED/4P 
PRÁTICA E AULA O1 - HAM 
CARACTERIZAÇÃO DA QUEIXA 
PRINCIPAL: 
 Não esqueça mais de como caracte-
rizar um sintoma na anamnese: 
- Lembre da sigla: ILICIDPFFF 
I – Início do sintoma 
L – Localização 
I – Intensidade do sintoma 
 C – Caráter do sintoma (qualidade) 
I – Irradiação do sintoma 
D – Duração 
P – Periodicidade (frequência) 
F – Fator de melhora (atenuantes) 
F – Fator de piora (desencadeantes) 
F – Fatores que acompanham 
A ÉTICA E O SIGILO NA ANAMNESE 
DO ADOLESCENTE: 
 
 
 
 
ETAPAS DA ANAMNESE DO 
ADOLESCENTE: 
1. Primeiro momento: adolescente e 
familiares juntos. 
- Abordagem de tópicos mais amplos, dos 
quais a família também terá interação nas 
respostas, de maneira a obter um perfil mais 
completo do paciente. 
- Motivação da consulta, histórico da 
situação atual e pregressa do paciente, estado 
vacinal, dados da gestação, hábitos 
alimentares, condições de habitação, 
rendimento escolar, exposição a ambientes 
violentos, uso de tela (ambiente virtual), 
história familiar (dinâmica e 
funcionalidade), sono, lazer, exercicios 
fisicos, religião e etc. 
2. Segundo momento da anamnese: a 
sós com o adolescente. 
- A conversa deve ocorrer em ambiente sigi-
loso, abordando novamente o motivo que o 
traz à consulta, pois pode diferir do relato da 
família. 
- Abordagem sobre a percepção corporal e 
autoestima, relacionamento com a família, 
utilização das horas de lazer, ambiente de vi-
vencia, crenças e religião, situações de risco 
e vulnerabilidade (contato com drogas), 
comportamento sexual e gênero, acidentes, 
submissão e violência, tempo de tela e etc. 
 
 
Anna Júlia Loiola Lima MED/4P 
PRÁTICA E AULA O1 - HAM 
3. Terceiro momento da anamnese: 
com os pais /responsáveis. 
- Na existência de conflitos evidentes, 
ou de violência familiar, torna-se neces-
sário uma conversa a sós com os respon-
sáveis. 
- Orientá-los sobre as hipóteses diagnós-
ticas percebidas e as explicações sobre 
as condutas terapêuticas a serem toma-
das. 
ABORDAGEM HEEADSSS 
Obs.: É considerado um método indireto ex-
celente para avaliar comportamentos e com-
plementar a anamnese do adolescente, po-
dendo ser incorporada na prática cotidiana. 
 
EXAME FÍSICO DO ADOLESCENTE 
 Devem ser avaliados ou examina-
dos: 
 Aspectos gerais (aparência física, 
pele hidratada, eupneico, normoco-
rado, etc.); 
 Peso, altura, índice de massa corpo-
ral (IMC)/idade e altura/idade – uti-
lizar gráficos e critérios da OMS; 
Pregas cutâneas; 
 Pressão arterial (deve ser mensurada 
pelo menos uma vez/ano e compará-
las às curvas de pressão arterial para 
idade); 
 Acuidade visual com escala de Snel-
len. 
 Estado nutricional; 
 Tireoide, cavidade oral, otoscopia; 
 Coluna Vertebral e postura; Exame neurológico e mental (sumá-
rios); 
 A genitália deve ser avaliada ao fi-
nal do exame físico, no próximo mo-
mento oportuno se paciente não per-
mitiu, especialmente se houver 
queixa específica. O profissional 
deve ser habilitado para tal exame, 
evitando a exposição desnecessária 
do paciente. 
 Maturação sexual - utilizar critérios 
de Tanner (masculino e feminino), 
orquidômetro para avaliar o volume 
testicular. 
 
Anna Júlia Loiola Lima MED/4P 
PRÁTICA E AULA O1 - HAM 
AVALIAÇÃO GERIÁTRICA AMPLA (AGA) 
O QUE A AGA AVALIA
 O protocolo busca avaliar o idoso de 
forma ampla, contemplando as esfe-
ras do físico, mental, social, funcio-
nal e ambiental. Os parâmetros ava-
liados são: 
1. Equilíbrio, mobilidade e risco de 
queda; 
2. Função Cognitiva; 
3. Condições emocionais; 
4. Deficiências sensoriais; 
5. Capacidade funcional; 
6. Estado e risco nutricional; 
7. Condições socioambientais; 
8. Polifarmácia e medicações inapro-
priadas; 
9. Comorbidades e multimorbidades. 
Obs.: A AGA é a forma mais adequada de se 
avaliar o idoso e planejar as intervenções vi-
sando a manutenção e/ou a recuperação da 
capacidade funcional. 
A INCAPACIDADE FUNCIONAL DO 
IDOSO 
 Trata-se da dificuldade de realizar 
atividades típicas e pessoalmente 
desejadas na sociedade. 
- AVD ou AVID: Significa atividades da 
vida diária, como se alimentar, vestir, fazer 
a higiene e tomar banho. A dificuldade para 
executá-las denota perda funcional impor-
tante. 
 Essa incapacidade é comumente de-
terminada por alguma doença, que 
gera uma desvantagem social. Na 
geriatria existem os 5 ´´is´´, que são 
síndromes geriátricas incapacitan-
tes. 
- Insuficiência cognitiva, Incontinência uri-
nária e/ou fecal, Instabilidade postural e que-
das, Imobilidade, Iatrogenia e mais além, a 
sarcopenia e fragilidade também participam 
desse tópico. 
 
SAIBA DIFERENCIAR: 
Síndrome Clínica Tradicional x Síndrome 
Geriátrica 
- A primeira constitui uma única alteração 
que constitui em inúmeros fenômenos clíni-
cos. Enquanto que, na geriatria, múltiplas al-
terações concorrem simultaneamente para 
um único fenômeno clinico. 
 
DIMENSÕES E SUBDIMENSÕES DA 
AGA 
 Apesar da diversidade de aplicação 
da AGA na prática clínica, ela tem 
características próprias e constantes 
como o fato de ser sempre multidi-
mensional e utilizar instrumentos 
(escalas e testes) para quantificar a 
capacidade funcional e avaliar parâ-
metros psicológicos e sociais. 
Obs.: O estado funcional é a dimensão-base 
para a avaliação geriátrica. 
 
 
 
 
Anna Júlia Loiola Lima MED/4P 
PRÁTICA E AULA O1 - HAM 
 
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO 
 
Escala de Lachs – Triagem do idoso 
 
Obs.: A Triagem Funcional do Idoso tem como 
objetivo o rastreamento de indicadores de perda 
da capacidade funcional. Este instrumento é uti-
lizado para identificar os principais problemas 
que podem levar o idoso a alterações funcionais 
capazes de interferir no desempenho das suas ati-
vidades diárias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A aplicação desse instrumento possibi-
lita, de maneira rápida e sistematizada, 
a identificação dos domínios funcionais 
que deverão ser posteriormente avalia-
dos mais detalhadamente para o estabe-
lecimento de diagnóstico e planeja-
mento de intervenções. 
 
 
 
 
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PRÁTICA E AULA O1 - HAM 
 
Escala de Katz – AVD 
- Avalia o desempenho nas atividades da 
vida diária. 
 
Escala de Lawton - AIVD 
- Avalia o desempenho nas atividades instru-
mentais da vida diária. O escore máximo é 
21 pontos, quando o indivíduo for totalmente 
independente. Não há ponto de corte estabe-
lecido, mas sim uma avaliação qualitativa da 
capacidade funcional do idoso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PRÁTICA E AULA O1 - HAM 
Teste do levantar e andar – Timed up and 
go test (TUG) 
 
 
- Avalia o nível de mobilidade do indivíduo, 
mensurando em segundos o tempo gasto 
pelo voluntário para levantar-se de uma ca-
deira, sem ajuda dos braços, andar uma dis-
tância de 3 metros, dar a volta e retornar. 
- No início do teste, o voluntário estava com 
as costas apoiadas no encosto da cadeira e, 
ao final, deveria encostar novamente. 
- O tempo é cronometrado desde o momento 
que o examinador pede ao paciente para ir. 
- Na classificação: 
 
Testes de Guralnik – Equilíbrio estático, ha-
bilidade de caminhar, habilidade de levan-
tar de uma cadeira 
 Cada item tem uma somatória 0-4 
pontos, somando 12 pontos possí-
veis nesta avaliação, na qual zero 
significa a pior função física e 12 o 
nível mais alto desta função. 
- Avaliação do equilíbrio estático: 
 
- Avaliação da habilidade de caminhar: So-
licita-se que o paciente caminhe em linha 
reta de 2,4m a 4m, cronometrando seu 
tempo. 
 
- Avaliação da habilidade de levantar: 
 
 
 
 
 
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PRÁTICA E AULA O1 - HAM 
Miniavaliação nutricional – MNA 
 
Escala de Tineti – Risco de queda 
- O teste Performance-oriented mobility as-
sessment of gait and balance (POMA), ela-
borado em 1986, por Tinetti, Williams e Ma-
yewsky, tem por objetivo detectar fatores de 
risco de quedas em idosos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anna Júlia Loiola Lima MED/4P 
PRÁTICA E AULA O1 - HAM 
Cartão de Jaeguer – Função cognitiva 
 
- O cartão é colocado a uma distância de 35 
cm da pessoa idosa que se possuir óculos 
deve mantê-los durante o exame. A visão 
deve ser testada em cada olho em separado e 
depois em conjunto. Os olhos devem ser 
vendados com as mãos em forma de concha. 
Objetivo: Identificar possível disfunção vi-
sual. Avaliações dos resultados: as pessoas 
que lerem até o nível 20/40 serão considera-
das sem disfunção 
Teste de Folstein – Função cognitiva 
 
- Na versão validada por Lourenço et al. 
(2005), os pontos de corte são:18/49, para 
analfabetos e 23/24 para indivíduos com 
mais de 1 ano de escolaridade. 
Escala de Yesevage – Rastreio de depressão 
 
 
- Sua principal limitação é ser de difícil en-
tendimento para os idosos com declínio cog-
nitivo significativo. O ponto de corte pro-
posto para a versão apresentada é 5/6.3ª vias 
depende de onde foi feito o 
preenchimento da DN: 
✓ DN preenchida em 
estabelecimento de saúde: este 
deve reter a 3º via e entregar a 2ª 
ao responsável para ser registrada 
no cartório. 
✓ DN preenchida em cartório: este 
deve reter a 2ª via e entregar a 3ª 
ao responsável para que seja 
encaminhada à unidade de saúde. 
 
 
 
 
 
 
DRGE EM ADULTOS E PEDIÁTRICO, 
H. PILORY E ESÔFAGO DE 
BARRETT 
 
DRGE 
 
 
 
 
 
Epidemiologia 
 Acomete 20 a 40% da 
população. 
 Mais de 50% dos lactentes 
de 3 a 4 meses possuem 
refluxo fisiológico que vai 
diminuindo ao longo do 
desenvolvimento. 
 Patologia esofágica mais 
comum em idade pediátrica 
(prevalência entre 7 e 
20%); 
 
 
 
 
Conceito 
 É uma afecção crônica em 
que o conteúdo gástrico 
reflui do estômago para o 
esôfago e/ou órgãos 
adjacentes, gerando 
sintomas/sinais. 
 Conteúdo do refluxo: 
HCL, pepsina, sais biliares 
e enzimas pancreáticas. 
Mecanismo de 
prevenção 
fisiológico 
 Produção de saliva; 
 Peristaltismo esofágico; 
 Esfíncter esofágico inferior; 
 Motilidade gástrica normal 
 
 
 
 
 
 
 
Etiologia 
 Lactentes: imaturidade 
dos mecanismos 
antirrefluxo e relaxamentos 
transitórios do esfíncter 
esofagiano inferior, mal 
formações congênitas. 
 
 Adultos: relaxamento 
transitório do EEI (+ 
comum), hipotonia do EEI, 
depuração ineficiente do 
conteúdo ácido, 
hipersensibilidade do 
esôfago, hérnia hiatal, 
aumento da pressão intra-
abdominal (obesidade) e H. 
pilory. 
 
 
 
Fatores de 
risco 
 Adulto: Obesidade; 
Gestantes; Medicamentos; 
Alimentos; tabagismo. 
 
 Lactentes: prematuridade, 
obesidade, doenças 
neurológicas, doenças 
pulmonares crônicas, 
hérnia hiatal e atresia de 
esôfago. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Manifestações 
 Lactentes: choro 
excessivo, postura 
arqueada, irritabilidade, 
vômitos, recusa alimentar, 
perda ponderal, odinofagia, 
alterações do sono. 
 
 Adultos: 
→ Manifestações típicas: 
pirose (queimação em 
região epigástrica que 
irradia p/ região 
retroesternal) e 
regurgitação. 
→ Manifestações Atípicas: 
Esofágicas (dor 
retroesternal não cardíaca 
e sensação de bola na 
garganta) e Extra-
esofágicas (halitose, 
aftas, rouquidão, sinusite 
crônica, erosão do esmalte 
dentário, laringite, tosse 
crônica, asma, pneumonia, 
sialorreia, náuseas). 
 
 Crianças e Adolescentes: 
Sintomas típicos 
semelhantes aos do adulto. 
 
 
 
Complicações 
 Esôfago de Barrett; 
 Adenocarcinoma de 
esôfago; 
 Úlceras; 
 Hemorragia digestiva alta; 
 Esofagite; 
 Estenose esofágica. 
 
 
 
 
 
 
 
Sinais de 
Alerta 
 Início >40-60 anos 
 Perda de peso; 
 Hérnia de hiato; 
 Obesidade; 
 Letargia; 
 Histórica de tabagismo; 
 Anemia; 
 Disfagia; 
 Odinofagia; 
 Febre; 
 Irritabilidade excessiva/dor; 
 Disúria; 
 Crises epiléticas; 
 Macro/microcefalia; 
 Vômitos noturnos; 
 Vômitos biliosos; 
 Hematêmese; 
 Diarreia crônica; 
 Sangramento retal 
 Distensão abdominal. 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico 
 CLÍNICO!!! 
 EDA (avalia a mucosa 
gástrica, detecta esofagite, 
esôfago de Barrett e 
úlceras); 
 Phmetria de 24 h (Padrão 
ouro) → identifica a 
frequência e a duração de 
episódios de refluxos 
ácidos; 
 Phimpedânciometria 
esofágica (identifica o 
refluxo ácido e não ácido); 
 Manometria esofágica; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento 
em lactentes 
 Medidas dietéticas: 
corrigir erros técnicos de 
amamentação, 
espessamento de fórmulas 
para evitar a regurgitação, 
fracionamento das 
refeições. 
 
 Medidas posturais: o 
lactente deve ser mantido 
de 20 a 30 min em posição 
vertical pós-mamada, 
decúbito dorsal ao dormir 
com elevação da cabeceira 
entre 30 e 40 graus. 
 
 Teste terapêutico: 
exclusão da proteína do 
leite de vaca por 2 a 4 
semanas. 
 
 Medidas farmacológicas: 
geralmente não é 
indicado em lactentes!! 
Deve ser reservada para 
DRGE mais grave 
(bloqueador do receptor de 
histamina H2, IBP- 
esomeprazol e omeprazol, 
antiácidos). 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento 
em adultos 
 Medidas 
comportamentais: perda 
de peso, elevação da 
cabeceira da cama. Evitar 
comer antes de se deitar, 
evitar alimentos como 
chocolates, alimentos 
apimentados, 
refrigerantes, bebidas 
cafeinadas, frituras e 
alimentos gordurosos. 
Evitar bebidas alcoólicas e 
tabaco. 
 
 Medidas farmacológicas: 
IBP, antiácido, bloqueador 
do receptor de histamina 
H2. 
 
 
 
 
Tratamento 
cirúrgico 
 Indicada em casos graves 
e refratários ao tratamento 
clínico, ou quando o 
paciente é portador de 
condições crônicas que 
apresentam riscos 
significativos. 
 Casos de hérnia hiatal e 
esôfago de Barrett. 
 Fundoaplicadura 
gástrica (padrão-ouro). 
 
 
 
H. PILORY 
 
 
 
 
 
 
Epidemiologia 
 Alta prevalência em 
populações com baixas 
condições 
socioeconômicas. 
 Transmissão oral-fecal, 
de pessoa pra pessoa 
 Afeta cerca de 50% da 
população. 
 Adquirida geralmente 
na infância. 
 Maior prevalência em 
países em 
desenvolvimento 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Características 
 Bactéria gram-negativa. 
 Sua presença aumenta 
o risco de neoplasias 
gástricas. 
 A H. pilory é adaptada 
para colonizar a mucosa 
gástrica. 
 Afeta geralmente o 
antro gástrico. 
 Pode causar atrofia e 
úlcera péptica (gastrite 
crônica). 
 É uma bactéria 
produtora de urease, 
produzindo amônia 
suficiente para 
tamponar a acidez do 
estomago. 
 Produz enzimas e 
toxinas que afetam a 
proteção local da 
mucosa, causando 
inflamação e uma 
resposta imune. 
  Testes invasivos: 
✓ Teste de urease; 
 
 
 
Diagnóstico 
✓ Exame 
histopatológico. 
 Testes não invasivos: 
✓ Teste da ureia 13c; 
✓ Sorologia IgG e IgM; 
✓ Antígeno fecal. 
 
 
 
 
Tratamento 
 1ª linha: 
IBP + claritromicina + 
azitromicina (14 dias) 
 2ª linha (pacientes 
refratários): 
IBP + bismuto + 
metronidazol + 
cloridrato de tetraciclina 
(10 a 14 dias) 
 
 
ESÔFAGO DE BARRETT 
 
 
 
 
 
 
Definição 
 É uma condição em que o 
epitélio escamoso 
estratificado do esôfago é 
substituído pelo epitélio 
colunar metaplásico 
(metaplasia). 
 É uma complicação do 
DRGE. 
 É considerado uma 
condição pré-maligna 
para adenocarcinoma de 
esôfago. 
 
Fatores de 
risco 
 Úlcera gástrica, 
 Cirurgia gástrica, 
 Uso de AINES, 
 Esofagite crônica. 
 
 
 
Diagnóstico 
 História clínica. 
 EDA (pessoas acima de 40 
anos e com manifestações 
de alarme como disfagia, 
emagrecimento, odinofagia, 
anemia, hemorragia 
digestiva, histórico de 
câncer). 
 Biopsias da mucosa 
 
 
 
 
 
Frequência 
de 
avaliação 
 O exame endoscópico com 
biópsias seriadas deve ser 
realizado a cada 3 anos em 
pacientes com diagnóstico 
de esôfago de Barrett sem 
displasia e anualmente 
naqueles com diagnóstico 
associado a displasia de 
baixo grau. 
 Pacientes com graus de 
displasia de alto grau 
devem realizar biópsia a 
cada 3 meses. 
 
 
 
 
 
 
 
DISPEPSIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conceito 
 É uma dor epigástrica 
predominante com 
duração de pelo menos 1 
mês, que pode estar 
associada a qualquer 
outro sistema do trato 
gastrointestinal superior. 
 
 Critérios de Roma IV: 
→ A dispepsia funcional é 
definida como a presença 
de um ou mais dos 
seguintes sinais e 
sintomas, durante os 
últimos 3 meses, com 
início há pelo menos 6 
meses: 
I. Sensação de 
empachamento 
pós-prandial; 
II. Saciedade 
precoce; 
III. Dor/ desconforto 
na região 
epigástrica; 
IV. Queimação da 
região epigástrica; 
V. Ausência de 
doença estrutural 
(dispepsia 
orgânica). 
 
 
Epidemiologia 
 Acomete 20 a 330% da 
população mundial. 
 Prevalência de 44% no 
Brasil. 
 Consumo de álcool e café 
não estão associados. 
 
 
Fatores de 
risco 
 Sexo feminino; 
 Idade crescente; 
 Infecção por H. pilory; 
 Uso de AINES; 
 Baixo nível educacional; 
 Diminuição do grau de 
urbanização 
 
 
 
 
Classificação 
 Dispepsia orgânica: 
→ Causada por doenças 
estabelecidas no paciente. 
 Dispepsia funcional: 
→ Quando excluídas causas 
orgânicas.→ Relação complexa entre a 
região gastroduodenal e o 
cérebro. 
 Dispepsia H. pilory. 
 
Etiologia 
 Dispepsia orgânica: 
✓ Pépticas (doença 
ulcerosa péptica e 
DRGE); 
ESOFAGITE 
✓ Não pépticas 
(intolerância alimentar, 
doenças inflamatórias, 
neoplasias, infecção); 
✓ Biliopancreáticas 
(pancreatite crônica, 
cólica biliar, neoplasia 
pancreática); 
✓ Sistêmicas 
(insuficiência 
coronariana, doenças 
endócrinas, 
parasitoses 
intestinais); 
✓ AINES. 
 
 Dispepsia funcional: 
✓ Alteração da 
motilidade; 
✓ Hipersensibilidade 
visceral; 
✓ Desregulação 
imune/inflamatória/disf
unção da barreira 
epitelial; 
✓ Microbiota (disbiose); 
✓ Alimentos e fatores 
luminais; 
✓ Predisposição 
genética. 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico 
 Dispepsia orgânica: 
✓ Anamnese + Exame físico. 
✓ Hemograma, função renal, 
função hepática, amilase e 
lipase. 
✓ Ultrassom abdominal, 
✓ EDA (>40 anos, sintomas 
refratários, hemorragia 
digestiva ou sinais de 
alarme); 
✓ Teste de H. pilory. 
 
 Dispepsia funcional: 
✓ Clínico. 
 
 
 
Tratamento 
 Dispepsia funcional: 
IBP, pró-cinéticos, dieta, 
antidepressivos, stress. 
 
 Dispepsia orgânica: 
erradicar a causa base, 
IBP (4 a 8 sem), erradicar 
o H. pilory. 
 
 
 
 
INGESTÃO DE CORPO ESTRANHO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Epidemiologia 
 40% não 
testemunhado. 
 50% assintomáticos. 
 Na infância, ocorre 
mais entre 6 meses e 6 
anos, de forma 
acidental. 
 90% dos casos ocorre 
de forma acidental. 
 Em 80% dos casos não 
é necessário 
intervenção maior e 
serão eliminados 
espontaneamente. 
 10 a 15% dos casos 
necessitam de retirada 
endoscópica, e uma 
minoria cirúrgica. 
 Nos adultos, 
geralmente é 
secundário à ingestão 
alimentar. 
 
 
Fator de risco 
 Objetos maiores que 
2,5 cm. 
 Objetos pontiagudos. 
 Baterias. 
 Mais de 2 imãs. 
 
 
 
Corpos 
estranhos mais 
comuns 
 CRIANÇAS: 
✓ Moedas; 
✓ Brinquedos 
pequenos; 
✓ Imãs; 
✓ Baterias/pilhas; 
 
 ADULTOS: 
✓ Bolo alimentar; 
✓ Osso. 
 
 
 
 
 
 
Classificação 
dos corpos 
estranhos 
 FORMATO: 
✓ Rombos e 
pontiagudos. 
✓ Curtos e longos. 
 COMPOSIÇÃO: 
✓ Alimentos; 
✓ Baterias/pilhas; 
✓ Bezoares (massa 
que pode ser 
composta por 
componentes 
orgânicos e 
inorgânicos, EX: 
cabelos deglutidos 
e vegetais) 
Locais de 
impactação 
 Área cricofaríngea 
 Terço médio do 
esôfago 
 Esfíncter esofágico 
inferior 
 Piloro 
 Válvula íleocecal 
 
 
 
 
 
 
Manifestações 
 Pode ser assintomático 
 Disfagia; 
 Sinais de engasgo; 
 Odinofagia; 
 Salivação; 
 Dor torácica; 
 Dor abdominal; 
 Recusa alimentar; 
 Sialorreia (salivação); 
 Vômitos; 
 Alterações 
respiratórias; 
 Febre; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico 
 Anamnese; 
 Exame físico; 
 Raio-x: 
✓ Indicado para 
objetos radiopacos. 
✓ Incidências: 
anteroposterior e 
perfil de pescoço; 
anteroposterior e 
perfil de tórax e 
abdome supino. 
✓ O sinal do halo é 
típico nas baterias e 
facilita a 
diferenciação com 
moedas. 
✓ Na maioria das 
vezes não é 
necessário 
contraste. 
 Tomografia: 
✓ Raramente 
necessária. 
✓ Utilizada pra 
avaliação de 
complicações 
como: perfurações, 
fístulas ou para 
diagnóstico 
diferencial. 
 EDA: 
✓ Pode ser utilizada 
tanto como 
diagnóstico quanto 
como terapêutica. 
✓ A indicação varia de 
acordo com o 
quadro do paciente. 
✓ Objetos maiores 
que 2,5 cm e os 
longos maiores que 
5cm, não costumam 
atravessar o piloro, 
indicando a 
necessidade de 
remoção 
endoscópica. 
✓ A ingesta de mais 
de um imã é 
indicação de 
remoção 
endoscópica de 
emergência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Classificação 
de risco 
 Emergência (até 6h, 
preferencialmente até 
2h): 
✓ Obstrução de 
esôfago (risco de 
aspiração) 
✓ Baterias no esôfago 
✓ Objetos 
pontiagudos no 
esôfago 
 URGÊNCIA (dentro 
das primeiras 24h): 
✓ Corpos estranhos 
em esôfago não 
pontiagudos; 
✓ Impactação 
alimentar sem 
obstrução total; 
✓ Objetos 
pontiagudos no 
estomago e 
duodeno; 
✓ Objetos maiores 
que 6 cm de 
comprimento em 
duodeno; 
✓ Ímãs ao alcance 
endoscópico. 
 NÃO URGENTE: 
✓ Moedas no 
estomago em 
pacientes 
assintomáticos; 
✓ Objetos rombos 
maiores de 25 mm 
no estômago; 
✓ Baterias no 
estômago podem 
ser observados até 
48h (se forem 
maiores que 20mm 
dificilmente irão 
migrar e necessitam 
ser retiradas); 
✓ Objetos rombos que 
continuam no 
estômago após 4 
semanas; 
✓ Objetos rombos 
impactados em 
duodeno por mais 
de 1 semana. 
Conduta A depender do caso 
 
 
CONSTIPAÇÃO INTESTINAL EM 
CRIANÇAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conceitos 
 Constipação: 
diminuição do número de 
evacuações com fezes 
de consistência alterada 
(mais endurecida) e 
presença de dificuldade 
evacuatória. 
 Impactação fecal: 
massa endurecida que 
pode ser percebida no 
toque retal ou na 
palpação do abdome. 
 Incontinência fecal: 
perda involuntária de 
fezes pela incapacidade 
de controlar. 
 Encoprese: definida 
como repetidas 
evacuações, voluntárias 
ou não, de fezes nas 
roupas. 
 
 
Epidemiologia 
 Prevalência de 25-35% 
 Pode ter início ainda no 
1º ano 
 Pico de incidência: pré-
escolares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Classificação 
 Constipação 
orgânica: 
✓ Desencadeada por 
doenças de base. 
✓ Em mais de 90% das 
crianças não é 
encontrada nenhuma 
causa orgânica. 
 Constipação 
funcional: 
✓ Sem causa orgânica 
de base. 
✓ Funções anorretais 
alteradas 
(sensibilidade, 
contratilidade e 
relaxamento do 
esfíncter externo) 
✓ Função anormal da 
sincronia da 
musculatura do 
assoalho pélvico. 
 Constipação crônica: 
✓ Sintomas a mais de 
8 semanas. 
 Constipação Aguda: 
associada a mudança 
de hábitos alimentares, 
uso de drogas, redução 
da atividade física, 
doença febril, diminuição 
da ingestão de líquidos 
e de alimentos, 
mudança de ambiente 
(viagens). 
Sintomas  Critérios de Roma IV. 
 
Causas de 
constipação 
na infância 
 Multifatorial 
 Causas orgânicas: 
medo, falta de interesse, 
ansiedade, dieta 
inadequada, déficit de 
habilidade evacuatória 
 
 
Diagnóstico 
 Anamnese 
 Exame físico: distensão 
abdominal, massa fecal 
palpável no abdome, 
fissura anal, fezes 
impactadas no reto. 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico 
diferencial em 
crianças 
 Hipotireoidismo; 
 Uso de drogas 
(quimioterápicos, 
opiáceos, 
antidepressivos); 
 Intoxicação por vitamina 
D; 
 Fibrose cística; 
 Doença de Hischsprung; 
 Malformações 
anatômicas; 
 Anomalias da medula 
espinal; 
 Neuropatias viscerais; 
 Miopatias. 
 
 
Sinais de 
constipação 
em crianças 
 Senta se pernas 
cruzadas e esticadas; 
 Evita agachar e subir 
escadas; 
 Fezes em pequena 
quantidade e em cíbalos; 
 Cólicas abdominais. 
 
 
 
 
 
 
Sinais de 
alerta 
 Posição anormal ânus; 
 Tufo cabelo na coluna; 
 Abaulamento sacral; 
 Desvio prega interglútea; 
 Cicatrizes anais/ fístula 
perianal; 
 Medo extremo durante 
inspeção anal; 
 Ausência de reflexo anal 
 Constipação que se 
inicia antes6 dias 
consecutivos. 
✓ Deve ser mantida 
por 2 a 6 meses. 
✓ Descontinuar o uso 
se ausência de 
sintomas maior que 
1 mês. 
 Óleo mineral: 
✓ Retarda a 
reabsorção de água 
pelos intestinos. 
✓ Lubrifica a massa 
fecal e a mucosa 
intestinal. 
✓ Indicado para 
maiores de 6 anos. 
✓ Contraindicado para 
menores de 2 anos. 
✓ Dose de 
desimpactação: 15 
a 30 ml/kg/ano de 
vida até 240 ml/dia. 
✓ Dose de 
manutenção: 1 a 3 
ml/kg/dia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESCALA DE BRISTOL 
PARASITOSES INTESTINAIS 
 
  Migração de 
enteroparasitoses para 
o pulmão durante seu 
ciclo biológico (10 a 16 
dias). 
 Sintomas: 
✓ Pneumonite 
eosinofílica por 
hipersensibilidade 
imediata. 
✓ Tosse seca; 
✓ Febre baixa; 
✓ Dispneia; 
✓ Mialgia; 
✓ Anorexia; 
✓ Urticária; 
✓ Sibilos migratórios; 
✓ Hepatomegalia 
 Tríade clássica: 
✓ Tosse seca; 
✓ Sibilos; 
✓ Mudança de padrão 
Raio-x tórax. 
 Diagnóstico: 
✓ Hemograma 
(eosinofilia) 
✓ Exame 
parasitológico de 
fezes (negativo) 
✓ Raio-x de tórax 
(infiltrado alvéolo 
intersticial não 
segmentar 
transitório 
migratório). 
 Tratamento: 
✓ Anti-helmínticos 
(repetir dose em 2 
semanas) 
✓ Corticoides 
(diminuição da 
inflamação e da 
eosinofilia) 
 
 
 
 
 
 
Ancilostomíase 
 Necator americanos e 
Ancylostoma 
duodenale. 
 Sintomas: 
✓ Dermatite 
pruriginosa (pele) 
✓ Assintomático; 
✓ Tosse; 
✓ Diarreia; 
✓ Astenia; 
✓ Vômitos; 
✓ Náuseas; 
✓ Anemia (principal); 
 Tratamento: 
✓ Albendazol. 
 
 
Conceito 
 As enteroparasitoses 
são doenças causadas 
pela presença de 
parasitos no trato 
intestinal: helmintos e 
protozoários. 
 
 
 
Epidemiologia 
 Comum em países 
subdesenvolvidos e em 
desenvolvimento. 
 Acomete cerca de ¼ da 
população. 
 Ascaridíase: 56,5% 
 Tricuríase: 51% 
 Ancilostomíase: 11% 
Infecção FECAL-ORAL 
 
 
 
 
 
Fatores de 
risco 
 Condições 
socioeconômicas 
desfavoráveis 
 Aglomeração 
 Saneamento básico 
precário 
 Coleta inadequada de 
lixo 
 Condições de higiene 
inadequadas 
 Baixa escolaridade 
materna 
 Crianças na creche 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Etiologia 
 HELMINTOS: 
✓ Ascaris 
lumbricoides; 
✓ Trichuris trichiuria; 
✓ Ancylostoma 
duodenale/Necator 
americanus; 
✓ Enterobius 
vermicularis; 
✓ Strongyloides 
Stercoralis; 
✓ Taenia solium e 
saginata; 
✓ Schistossoma 
mansoni. 
 PROTOZOÁRIOS: 
✓ Giárdia lamblia; 
✓ Entamoeba 
histolytica. 
 
 
 
 
Síndrome de 
Löeffler 
 Agentes etiológicos: 
✓ N: Necator 
americanos 
✓ A: Ancylostoma 
duodenale 
✓ S: Strongyloides 
✓ A: Ascaris 
lumbricoides. 
PICA
AMARELÃO
SANTA
 
 
 
 
 
 
 
Strongyloidías
e 
 Strongyloides 
Stercoralis. 
 Sintomas: 
✓ Assintomático; 
✓ Tosse; 
✓ Irritação traqueal; 
✓ Dores abdominais; 
✓ Náuseas; 
✓ Vômitos; 
✓ Diarreia; 
✓ Perda de peso; 
✓ Anorexia; 
✓ Dermatite 
 
 Tratamento: 
✓ Albendazol; 
✓ Tiabendazol. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ascaridíase 
 Ascaris lumbricoides. 
 Habitats anormais: 
✓ Apêndice cecal; 
✓ Canal do colédoco; 
✓ Boca; 
✓ Nariz; 
✓ Rins; 
✓ Uretra; 
✓ Cérebro; 
✓ Ducto nasolacrimal. 
 Sintomas: 
✓ Assintomático; 
✓ Desnutrição; 
✓ Obstrução 
intestinal; 
✓ Anemia; 
✓ Diarreia; 
✓ Dor abdominal; 
✓ Parasitas nas 
fezes. 
 Tratamento: 
✓ Albendazol. 
 
 
 
 
 
 
 
Oxiuríase 
 Enterobius 
vermicularis. 
 Sintomas: 
✓ Irritabilidade; 
✓ Alterações do sono; 
✓ Coceira anal; 
✓ Tenesmo; 
✓ Vômitos; 
✓ Dor abdominal; 
✓ Fezes com sangue. 
 Tratamento: 
✓ Pomoato de 
pirvinio; 
✓ Albendazol; 
✓ Mebendazol. 
 
 
 
 
 
 
 
Giardíase 
 Giardia lamblia 
 Sintomas: 
✓ Assintomático; 
✓ Diarreia; 
✓ Perda de peso; 
✓ Esteatorreia; 
✓ Má absorção 
intestinal (gorduras, 
vitaminas A, D, E, 
K, B12, ácido fólico, 
ferro e zinco); 
✓ Dor abdominal. 
 Tratamento: 
✓ Albendazol; 
✓ Metronidazol. 
 
 
 
 
Amebíase 
 Entamoeba histolytica 
 Sintomas: 
✓ Dor abdominal; 
✓ Ulceras no colón, 
sigmoide e reto; 
✓ Abscesso; 
✓ Colite inflamatória; 
✓ Diarreia; 
 Tratamento: 
✓ Etofamida ou 
metronidazol. 
 
 
 
 
 
Tricuríase 
 Trichuris trichiuria 
 Sintomas: 
✓ Reação 
inflamatória do 
ceco e cólon 
ascendente; 
✓ Assintomáticos; 
✓ Anemia; 
✓ Necrose por 
liquefação da 
mucosa; 
✓ Prolapso retal. 
 Tratamento: 
✓ Albendazol; 
✓ Mebendazol. 
 
 
 
 
 
Teníase 
 Sintomas: 
✓ Fadiga; 
✓ Irritabilidade; 
✓ Cefaleia; 
✓ Dor abdominal; 
✓ Diarreia; 
✓ Perda de peso; 
✓ Obstrução 
intestinal. 
 Tratamento: 
✓ Praziquantel; 
✓ Niclosamida. 
AMENIGITE
ENDOCARDITE
SERIE
IDOSO
EEike
HÉTÍÊISA Bo
EOBSTRUÇÃO
fotto
P Torre homem
tiê
Pão
f ictericia prolapso
pfiliRDINA RETAL
INDIRETA
CELIA BILIAR
OBSTRUÇÃO
FITA TIOGOMADA
I Salim
TRICH RES PIRANTE L NEURECERTICERO
ASIARIC Convenção
ANCULOSTOMA
STRONGILOIDE TÃOCARA CANI PEUSINOFILIA
ENTERCBICC
 
 
Esquistossomo
se 
 Sintomas: 
✓ Hepatoesplenomeg
alia; 
✓ Ascite; 
✓ Hipertensão portal; 
✓ Dermatite; 
✓ Diarreia; 
✓ Dor abdominal; 
✓ Tenesmo. 
 
 
Diagnóstico 
 Maioria assintomático; 
 Exame parasitológico 
de fezes (3 amostras/ 
não descarta de 
negativo); 
 Anamnese e exame 
físico. 
Diagnóstico 
diferencial 
 Rotavírus 
 E. coli 
 
 
 
 
Prevenção 
 Saneamento básico; 
 Higiene pessoal; 
 Medidas educativas; 
 Uso de calçados; 
 Sexo seguro; 
 Higiene de alimentos; 
 Armazenamento e 
coleta de lixo 
adequada; 
 Tratamento preventivo 
com antiparasitário 
 
 
Tratamento 
preventivo 
 Mebendazol- 500mg 
(dose única)→todas as 
faixas etárias. 
 Albendazol- 
200mg→12 a 23 
meses. 
400 mg → acima de 23 
meses. 
 
DIARREIA AGUDA EM ADULTOS E 
PEDIÁTRICO 
 
 
 
Definição 
Diarreia é a ocorrência de 3 
ou mais evacuações 
amolecidas ou liquidas (tipo 
6 e 7 da escala de Bristol) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Classificação 
 Quanto ao tempo: 
→ Aguda: até 2 semanas. 
→ Persistente: 2 a 4 
semanas. 
→ Crônica: mais de 4 
semanas. 
 Quanto à 
topografia: 
→ Alta: diminuição da 
frequência, aumento do 
volume e presença de 
restos alimentares. 
→ Baixa: aumento da 
frequência, diminuição 
do volume e disenteria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fisiopatologia 
 Diarreia osmótica: 
✓ Acúmulo de 
elementos 
osmoticamente 
ativos que atraem a 
água pra dentro do 
lúmen intestinal a 
tal volume que o 
cólon não consegue 
reabsorver o 
excesso de líquido. 
✓ Geralmente cessa 
com o jejum. 
 Diarreia secretória: 
✓ Distúrbio do 
transporte 
hidroeletrolítico na 
mucosa (processos 
secretórios 
exacerbados). 
✓ Pode ocorre 
também quando há 
proliferação 
bacteriana 
excessiva, 
interferindo na 
absorção da bile. 
✓ Não cessa com 
jejum. 
 Diarreia invasiva 
(inflamatória): 
✓ Inflamação com 
possível eliminação 
de muco, pus ou 
sangue. 
HISTOSOMA MANSONI
ICTERICIA
✓ Aumento da 
calprotectina ou 
lactoferrina fecais. 
 Diarreia 
esteatorreica 
(oleosa): 
✓ Fezes amarelas, 
fétidas, oleosas, 
brilhantes e 
aderentes. 
 Diarreia funcional: 
✓ Ausência de 
doença orgânica 
justificável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Epidemiologia 
 A incidência estimada 
nos EUA é de 47,8 
milhões. 
 A incidência por pessoa 
é de 1,6 
episódios/pessoa/ano. 
 A hospitalização é de 
aproximadamente 0,6% 
e mortalidadee alimentos 
contaminados; 
 maionese, ovos e 
cremes; 
 piscinas; 
 internação; 
 imunossupressão; 
 viagens (diarreia do 
viajante) 
 
Fatores de 
risco para 
desidratação 
em lactentes 
 idade 8x/dia) 
 comorbidades; 
 percepção inadequada 
dos pais. 
 
 
 
 
 
 
Manifestações 
 diarreia; 
 vômitos; 
 náuseas; 
 dor abdominal e 
cólicas; 
 distensão abdominal; 
 febre; 
 disenteria; 
 tenesmo; 
 urgência evacuatória; 
 cefaleia e mialgia 
(desidratação); 
 mal estar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desidratação 
 Isonatrêmica: 
✓ Perda de água é 
igual a perda de 
eletrólitos. 
✓ Sódio sérico: 134-
145 mEq/L. 
 Hiponatrêmica: 
✓ A perda de 
eletrólitos é maior 
que a perda de 
água. 
✓ Sódio sérico 145 
mEq/L. 
✓ Osmolaridade > 
310 mOsm/L. 
✓ Sede intensa, febre, 
irritabilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico 
 Anamnese: 
→ Duração; 
→ Número de 
evacuações diárias; 
→ Presença de 
sangue nas fezes; 
→ Febre; 
→ Outros sintomas; 
→ Episódios de 
vômitos. 
 Exame físico: 
→ Avaliar estado de 
desidratação; 
→ Estado nutricional; 
→ Estado de alerta; 
→ Perda de peso; 
→ Capacidade de 
beber e diurese. 
 Sintomas leves: não 
necessita exames 
complementares. 
 Os exames 
diagnósticos devem 
limitar-se a paciente 
com sinais de 
desidratação grave, 
fezes ensanguentadas, 
febre persistente e 
paciente 
imunossuprimidos. 
 Exames: calprotectina 
fecal, coprocultura, 
hemograma, proteína c 
reativa, teste para 
doença celíaca, teste 
de função hepática, 
gasometria arterial, 
glicemia, eletrólitos 
séricos. 
 
 
 
 
 
Tratamento 
 Tratamento de 
acordo com o grau 
de desidratação!! 
 Hidratação e correção 
dos distúrbios 
hidroeletrolíticos. 
 Controle dos sintomas. 
 Antibioticoterapia 
empírica; 
 Probióticos; 
 
Fim
inunasuprimiro
OPERARIA
CORTA DIARREIA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INSTADILIMARE HEMODINAMICA
 
 
 
HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA E 
BAIXA E VARIZES ESOFÁGICAS 
 
HDA 
 
 
 
Conceito 
Sangramento derivado de 
lesões no trato 
gastrointestinal superior 
(esôfago, estômago e 
duodeno), ou seja, acima do 
ângulo de Treitz. 
 
 
Classificação 
 Não varicosa (80 a 
90%): 
✓ Úlceras pépticas 
✓ Consumo de AINES; 
✓ H. pilory 
 Varicosa: 
✓ Varizes esofágicas 
 
 
 
 
Manifestações 
 Hematêmese (vômito com 
sangue vivo); 
 Melena; 
 Choque ou hipotensão 
ortostática; 
 Coagulopatia associada; 
 Enterorragia; 
 Pulso fino; 
 Palidez; 
 Hemoglobina baixa. 
 
 
 
 
Fatores de 
risco 
 Idade avançada; 
 Comorbidades; 
 Histórico prévio de 
melena ou enterorragia; 
 Instabilidade 
hemodinâmica; 
 Taquicardia; 
 Hemoglobina menor que 
8g/dl. 
 
EDA 
 É o método mais sensível 
e específico no 
diagnóstico da HDA. 
TOQUERETAL SANGUEvivo
DEDO DE
LUVA
QUADROCONSUPTIVO
 Deve ser realizada dentro 
das primeiras 24 h com o 
paciente 
hemodinamicamente 
estável. 
 Localiza o local do 
sangramento. 
1ª etapa 
 
 
Avaliação 
inicial ao 
paciente com 
HDA 
 Avaliar a magnitude da 
hemorragia; 
 Avaliar as vias aéreas; 
 Sinais de instabilidade 
hemodinâmica: 
presença de choque, 
hipotensão, palidez, FC 
elevada, pulso fino, 
hipovolemia, alterações 
posturais que alteram a 
PA, taquicardia. 
 
 
Avaliação 
laboratorial 
 Hemograma; 
 Bioquímica sérica; 
 Teste de função hepática; 
 Bilirrubina total e frações; 
 Tempo de protrombina; 
 Ureia e creatinina. 
 OBS: o hematócrito não é 
um parâmetro confiável pra 
avaliação do grau de 
hemorragia, porque a 
proporção entre as 
hemácias sanguíneas e o 
plasma perdido 
inicialmente é constante. 
2ª etapa 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estabilização 
(reposição 
volêmica) 
 Deve ser realizada em 
pacientes com sinais de 
instabilidade 
hemodinâmica. 
 Colocar 2 acessos 
venosos calibrosos na 
fossa antecubital. 
 Pacientes internados 
devem receber 2L de 
solução cristaloide (ringer 
lactato). 
 Avaliar a resposta à 
reposição volêmica após 
o procedimento. 
 Retirar sangue para 
avaliação de tipagem 
sanguínea, plaquetas, 
hematócrito, perfil de 
coagulação, bioquímica 
sérica e teste de função 
hepática. 
 Avaliar a necessidade de 
suporte de 
hemoconcentrados. 
 
 
 
 
 
Controle do 
sangramento 
 Início empírico de IBP 
intravenoso (omeprazol 
40 mg; 2x/dia). 
 Administração de 
medicamentos 
vasoativos: Octreotide, 
somatostatina, 
vasopressina, 
terlipressina. 
 Administração de 
fármacos 
antifibrinolíticos: ácido 
tranexânico. 
 
 
 
 
 
 
 
História e 
exame físico 
 Após avaliar a gravidade 
do sangramento e iniciada 
a reposição volêmica, 
deve-se dirigir a atenção 
para o histórico clínico e 
para o exame físico. 
 Investigar outros sintomas 
associados e episódios de 
hemorragia 
(hematêmese, melena). 
 Antecedentes 
patológicos; 
 Uso de medicações; 
 Cirurgias prévias; 
 Hábitos de vida; 
3ª etapa 
 
 
 
EDA 
 Na hemorragia varicosa a 
EDA deve ser feita nas 
primeiras 24h 
 Na hemorragia não 
varicosa a EDA deve ser 
feita nas primeiras 12h 
 Identificar a origem da 
hemorragia 
 Identificar o risco de 
ressangramento 
(Classificação de 
Forrest) 
Terapêutica 
endoscópica 
de varizes 
esofágicas 
 Escleroterapia 
endoscópica; 
 Ligadura endoscópica de 
varizes. 
 
 
 
 
Refratariedade 
aos 
tratamentos 
 Em casos de insucesso 
terapêutico e persistência 
do sangramento ou em 
casos de 
ressangramento. 
 Tamponamento com 
balão; 
 TIPS (shunt transjugular 
intra-hepático 
portossistêmico); 
 Stent de metal 
autoexpansível; 
 Cirurgia. 
 
Vasoconstritor
 
 
 
 
HDB 
 
 
 
Conceito 
Sangramento derivado 
de lesões no trato 
gastrointestinal inferior 
(intestino delgado, cólon 
e reto), ou seja, abaixo 
do ângulo de Treitz. 
 
 
Etiologia 
 Causas vasculares; 
 Inflamatórias; 
 Neoplásicas; 
 Traumáticas; 
 Iatrogênicas; 
 Doença diverticular; 
câncer colorretal, 
retocolite ulcerativa, 
doença de Crhon, 
hemorroidas, 
fissuras anais e 
úlceras retais; 
pólipos, isquemia. 
 
 
Manifestações 
 Hematoquezia; 
 Instabilidade 
hemodinâmica; 
 Anemia ferropriva; 
 Dor abdominal; 
 Melena; 
 
 
 
 
Fatores de 
risco 
 Idade avançada; 
 Diarreia; 
 Rebaixamento de 
consciência; 
 Sangue no exame 
retal; 
 Comorbidades; 
 Uso de AINES; 
 Uso de agentes 
antitrombóticos. 
 
 
 
 
 
Conduta 
1. Avaliação inicial do 
paciente; 
2. Estabilização 
hemodinâmica / 
exames 
laboratoriais/ 
controle do 
sangramento/ 
classificação de 
risco; 
3. Anamnese e exame 
físico; 
4. Colonoscopia. 
 
 
 
 
Colonoscopia 
 Principal meio de 
diagnóstico. 
 Após a realização da 
estabilização do 
paciente, deve ser 
feita a preparação do 
cólon para que a 
colonoscopia seja 
realizada nas 
PROVA
que
ENTEROPAGIA
primeiras 12 a 24 
horas após a 
internação 
hospitalar. 
 
Outros 
exames 
diagnósticos 
 Angiotomografia; 
 Angiografia por 
cateter; 
 Cápsula 
endoscópica. 
 
 
 
 
 
 
Terapia 
 A maioria dos casos 
possui cessação 
espontânea a partir 
de tratamento 
conservador. 
 
 Coagulação por 
plasma de argônio; 
 Reposição oral ou 
intravenosa de ferro; 
 Terapia 
anticoagulante 
antiplaquetária; 
 Cirurgia; 
 Tratar a causa 
base!! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ICTERÍCIA NEONATAL E NO 
ADULTO 
 
 
Icterícia no adulto 
 
 
 
 
 
 
Conceito 
 Acúmulo de bilirrubina 
na corrente sanguínea 
e seu subsequente 
depósito na pele, na 
esclera e nas mucosas. 
 Ocorre quando há um 
desequilíbrio entre 
síntese e eliminação de 
bilirrubina. 
 Torna-se perceptível 
quando os níveis de 
bilirrubina estãoacima 
de 3mg/dl. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Etiologia 
 Pré-hepática: 
✓ Hemólise (anemia 
hemolítica, anemia 
falciforme); 
✓ Destruição 
excessiva de 
hemácias; 
 
 Intra-hepática: 
✓ Captação reduzida 
de bilirrubina pelo 
fígado. 
✓ Conjugação 
reduzida da 
bilirrubina; 
✓ Infecções (hepatite, 
ascaridíase, 
malária, ameba, 
leptospirose, HIV); 
✓ Toxinas 
(medicamentos, 
álcool); 
✓ Câncer, 
✓ Genética; 
✓ Autoimune; 
✓ Cirrose. 
 
 Pós-hepática: 
✓ Anormalidades no 
ducto biliar; 
✓ Colelitíase; 
✓ Atresia congênita 
dos ductos biliares; 
✓ Coledocolitíase; 
✓ Infecção 
parasitária; 
✓ Câncer de 
pâncreas; 
✓ Estenose pós-
operatória. 
 
 
 
 
Pré-hepática 
 O grau de icterícia é 
brando; 
 O nível de bilirrubina 
livre (não conjugada) 
está elevado; 
 Fezes tem coloração 
normal; 
 Não há bilirrubina na 
urina. 
 
 
Intra-hepática 
 Elevação das frações 
conjugada e livre da 
bilirrubina; 
 Urina escura (colúria); 
 Fosfatase alcalina 
elevada. 
 
 
 
 
Pós-hepática 
 Elevação dos níveis de 
bilirrubina conjugada; 
 Fezes claras (acolia 
fecal); 
 Urina escura (colúria); 
 Fosfatase alcalina 
elevada; 
 Aminotransferase 
elevada; 
 Nível sérico de ácidos 
biliares elevados. 
 
 
 
 
 
 
Manifestações 
 Prurido; 
 Coloração amarelada 
na esclera, mucosas e 
pele. 
 Urina escura (colúria) 
 Fezes claras (acolia 
fecal); 
 Hepatoesplenomegalia; 
 Perda de peso; 
 Dor abdominal; 
 Fadiga; 
 Náuseas; 
 Vômitos; 
 Febre baixa; 
 
 
 
 
 
 
 
Diagnóstico 
 Anamnese; 
 Exame físico: 
✓ Inspeção (pele, 
mucosas e esclera), 
✓ Palpação e 
percussão (fígado e 
baço). 
 Exame laboratorial: 
✓ Teste de função 
hepática (TGO, 
TGP, GAMA-GT, 
albumina, 
bilirrubina, 
globulinas, tempo 
de protrombina, 
fosfatase alcalina); 
✓ Dosagem de 
bilirrubina total e 
frações direta e 
indireta; 
✓ Hemograma; 
✓ 
 Exame de imagens: 
✓ TC; 
✓ RM; 
✓ USG. 
Terapêutica  Tratamento da 
doença de base!! 
 
 
Icterícia neonatal 
 
 
Conceito  Elevação da bilirrubina 
sérica acima de 5mg/dl. 
 
 
 
 
Epidemiologia 
 50 a 70% dos neonatos 
nascidos a termo e 80% 
dos prematuros 
desenvolvem icterícia 
na 1ª semana de vida. 
 Geralmente aparece de 
2 a 4 dias após o 
nascimento e remite 1 
ou 2 semanas depois, 
sem necessidade de 
tratamento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Etiologia 
 Aumento da produção 
de bilirrubina nos recém 
nascidos, em 
consequência de sua 
capacidade reduzida de 
excretar bilirrubina nos 
primeiros 14 dias de 
vida. 
 Os prematuros tem 
maior risco porque suas 
hemácias tem meia-
vida mais curta e taxa 
de renovação mais 
altos. 
 Icterícia fisiológica: 
✓ Observada a partir 
do 2º dia pós-
parto, com pico 
nos dias 3 e 5. 
✓ Aumento do 
volume de 
eritrócitos, 
redução da meia 
vida dos 
eritrócitos, 
diminuição da 
captação pelo 
fígado, diminuição 
da conjugação no 
fígado, redução 
da excreção na 
bile. 
 Icterícia patológica: 
✓ Quando ocorre 
nas primeiras 24 
horas de vida. 
✓ Anemias 
hemolíticas, 
✓ Policitemia, 
✓ Conjugação 
defeituosa, 
✓ Hipotireoidismo, 
✓ Diabetes materna, 
✓ Colelitíase, 
✓ Atresia das vias 
biliares, 
✓ Estenose do ducto 
biliar, 
✓ Diminuição da 
ligação da 
bilirrubina à 
albumina. 
Manifestações  Pele, mucosas e 
esclera amarelados 
 
Diagnóstico 
 Anamnese; 
 Exame físico; 
 Exames 
laboratoriais: 
✓ Bilirrubina 
transcutânea, 
✓ Bilirrubina total e 
frações, 
✓ Hemograma, 
✓ Tipo sanguíneo, 
✓ Teste de Coombs 
direto e indireto, 
✓ Dosagem de G6PD, 
✓ Teste de função 
hepática, 
✓ Dosagem de 
hormônios 
tireoidianos (teste 
do pezinho) 
 
Terapêutica 
 Fototerapia 
 Exsanguineotransfusão 
(em casos de anemia 
hemolítica) 
 OBS: se a icterícia atingir o 
nível do umbigo é 
considerado um risco 
significativo de 
hiperbilirrubinemia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ABDOME AGUDO PEDIÁTRICO E 
ADULTO 
 
Adulto 
 
 
 
 
 
 
 
Conceito 
 Dor abdominal de início 
súbito, não traumático, 
havendo a necessidade 
de diagnóstico e 
tratamento imediatos, 
cirurgia ou não. 
 Possui intensidade 
variável associada ou 
não a outros sintomas. 
 Tem duração de 
algumas horas até no 
máximo 7 dias. 
 a dor abdominal não tem 
localização precisa. 
Dor 
abdominal 
 Dor visceral: 
✓ Resulta do estímulo 
de fibras nervosas 
não mielinizadas 
(fibras C) 
encontradas no 
músculo, 
mesentério, vísceras 
abdominais e 
peritônio. 
✓ A inervação da 
maioria das vísceras 
é multissegmentar e 
transmite aferentes 
sensoriais para 
ambos os lados da 
medula, levando a 
uma dor mal 
localizada. 
✓ O local da dor 
corresponde ao 
dermátomo inervado 
pelo órgão 
comprometido. 
Z
O
N
A
S
 D
E
 K
R
A
M
E
R
 
✓ Pode ser descrita no 
epigástrio, região 
periumbilical ou 
hipogástrio como 
cólica ou queimação. 
 
 Dor somática (parietal): 
✓ Resulta do estímulo 
de fibras A-delta. 
✓ As fibras A-delta são 
dirigidas apenas 
para um lado da 
medula. 
✓ Sensação dolorosa 
mais aguda e mais 
bem localizada. 
✓ É descrita como 
ocorrendo em um 
dos 4 quadrantes ou 
na área epigástrica 
ou central do 
abdome. 
 
 Dor referida: 
✓ Ocorre quando o 
órgão comprometido 
é diferente da área 
em que se percebe a 
dor. 
✓ É explicado pela 
convergência de 
neurônios aferentes 
viscerais e somáticos 
de diferentes regiões 
para neurônios 
medulares. 
 
 
 
 
 
 
 
Classificação 
abdominal 
 Inflamatório: 
✓ Apendicite aguda; 
✓ Diverticulite; 
✓ Colecistite aguda; 
✓ Pancreatite aguda; 
✓ Peritonite; 
✓ Ureterolitíase; 
✓ Gastroenterite; 
✓ Doença inflamatória 
pélvica. 
 Perfurativo: 
✓ Úlcera péptica; 
✓ Diverticulite 
perfurada; 
✓ Perfuração do 
apêndice; 
✓ Perfuração da 
vesícula; 
✓ Neoplasia 
gastrointestinal. 
 Obstrutivo: 
✓ Volvo de sigmoide; 
✓ Volvo cecal; 
✓ Aderências e bridas; 
✓ Hérnias; 
✓ Tumores; 
✓ Corpo estranho; 
✓ Fecaloma; 
✓ Vermes. 
 Hemorrágico: 
✓ Gravidez ectópica; 
✓ Ruptura de 
aneurismas; 
✓ Ulceração intestinal; 
✓ Rotura de baço; 
✓ Endometriose; 
✓ Pancreatite 
hemorrágica. 
 Vascular 
(isquêmico): 
✓ Trombose da artéria 
mesentérica; 
✓ Torção ovariana; 
✓ Hérnias 
estrangulada; 
✓ Torção testicular; 
✓ Isquemia omental; 
✓ Infarto esplênico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Classificação 
extra-
abdominal 
 Torácica: 
✓ IAM; 
✓ Infarto pulmonar; 
✓ Pneumotórax; 
✓ Esofagite; 
✓ Pericardite aguda. 
 Hematológica: 
✓ Anemia falciforme; 
✓ Leucemia aguda; 
✓ Anemia hemolítica. 
 Neurológica: 
✓ Herpes zoster; 
✓ Compressão de raiz 
nervosa. 
 Metabólica: 
✓ Uremia; 
✓ Diabetes melitus; 
✓ Hiperlipidemia; 
✓ Hiperlipoproteinemia 
 Tóxicas: 
✓ Metais pesados; 
✓ Venenos; 
✓ Drogas. 
 
 
 
Manifestações 
 Vômitos; 
 Diarreia; 
 Dor abdominal; 
 Febre; 
 Hipovolemia; 
 Constipação; 
 Perda de peso; 
 
Diagnóstico 
 Anamnese + exame 
físico. 
 
 Exames 
laboratoriais: 
✓ Hemograma; 
✓ Gasometria 
arterial; 
✓ Amilase e lipase; 
✓ Teste de função 
hepática; 
✓ Ureia e creatinina; 
✓ Urinálise; 
✓ Exame de fezes; 
✓ Exame B-HCG; 
 Exame de imagens: 
✓ TC; 
✓ Raio-x; 
✓ Ultrassom; 
✓ Laparoscopia 
diagnóstica; 
✓ Angiotomografia. 
Tratamento Tratar causa base!! 
 
 
 
 
Pediátrico 
 
 
 
 
 
 
Conceito 
 Dor abdominal aguda 
de início súbito. 
 Na pediatria, o desafio 
da dor abdominal 
aguda é ainda maior, 
pois a reduzida 
capacidade de 
cooperação dos 
pacientes e a grande 
variedade de etiologias 
podem dificultar o 
diagnóstico preciso. 
Etiologias Mais 
comuns em 
crianças 
 Apendicite; 
 Infecção urinária; 
 Hepatite A; 
 Hérnia inguinal 
encarcerada; 
 Intussuscepção; 
 Constipação intestinal; 
 Estenose pilórica; 
 
 
 
 
Conduta 
 1º: afastar 
emergências 
cirúrgicas. 
 2º: descartar causas 
obstrutivas. 
 3º: avaliar 
possibilidade de 
afecções infecciosas. 
 4º: investigar doenças 
hepatobiliares. 
 5º: identificar possíveis 
doenças funcionais. 
PONTOS DOLOROSOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Intussuscepção É definida como o 
prolapso de uma parte 
do intestino para dentro 
do lúmen de uma parte 
adjacente distal. 
 Ocorre com maior 
frequência na região 
ileocecal. 
 O ponto inicial é, na 
maioria das vezes, um 
linfonodo aumentado 
(placa de Peyer) no 
íleo terminal 
proveniente de uma 
infecção viral prévia. 
 Resulta em obstrução 
venosa e edema da 
parede intestinal, que 
pode evoluir para 
necrose intestinal, 
perfuração e óbito. 
 Possui pico de 
incidência em 
crianças de 5 a 7 
meses. 
 Os meninos são 
afetados com mais 
frequência. 
 Manifestações: dor 
abdominal, fezes com 
aspecto de geleia de 
morango, vômitos. 
 Exames: TC, Raio-x, 
ultrassom. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estenose 
pilórica 
hipertrófica 
 É a hipertrofia do 
esfíncter pilórico que 
resulta no 
estreitamento 
(estenose) do canal 
pilórico. 
 Ocorre na faixa etária 
de 2 a 12 semanas de 
idade. 
 Causa vômitos 
progressivo não 
bilioso e em jato. 
 Ocorre mais em 
meninos. 
 Fatores de risco: 
menino primogênito, 
histórico familiar de 
estenose pilórica. 
 Na palpação há 
presença de massa 
abdominal superior 
em formato de oliva. 
 Achados comuns 
incluem hipocalemia, 
hipocloremia, alcalose 
metabólica como 
resultado dos vômitos 
prolongado. 
 Exames: perfil 
eletrolítico, ultrassom 
de abdome. 
 Tratamento: 
piloromiotomia 
(cirurgia). 
 
 
 
 
 
EXAME RETAL 
 
 
Posição correta Posição de Sims 
 
Inspeção 
Avaliar presença de 
lesões, hemorroidas, 
fissuras, neoplasias, 
condilomas, 
sangramento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Toque retal 
 Paciente em decúbito 
lateral esquerdo 
(posição de Sims). 
 Utilizar o dedo 
indicador direito para 
o exame. 
 Lubrificar o dedo. 
 Iniciar fazendo uma 
leve compressão para 
vencer a resistência 
do esfíncter externo. 
 Introduzir o dedo com 
leve movimento de 
rotação. 
 Examinar até 10cm 
além da borda anal. 
 Canal anal: avaliar o 
tônus do esfíncter, 
sensibilidade, 
elasticidade, 
tumorações. 
 Reto: avaliar próstata, 
parede retrovaginal. 
ç
pô ENEMA PARITADO
Vomitasse
Dividas
DESIDRATAÇÃO
GeleiaDE Torção
moranoo
Posição de Sims decúbitolateral
Esa
 A ampola retal 
geralmente está 
vazia. 
 Após o toque verificar 
se no dedo há 
presença de sangue, 
pus ou fezes. 
 
 
 
 
 
 
 
EXAME FÍSICO DO ABDOME 
 
 
 
 
 
 
 
 
Inspeção 
 Pele; 
 Tecido subcutâneo; 
 Circulação colateral; 
 Cicatrizes; 
 Equimoses; 
 Petéquias; 
 Distribuição de pelos; 
 Hérnias; 
 Simetria; 
 Forma do abdome; 
 Voluma; 
 Cicatriz umbilical; 
 Abaulamentos; 
 Retrações; 
 Movimentos 
peristálticos visíveis; 
 Pulsações; 
 
 
 
 
 
Ausculta 
 Motilidade intestinal: 
✓ Ruídos 
hidroaéreos; 
✓ Pesquisar 
obstrução 
intestinal. 
 Sopros: 
✓ Aorta abdominal/ 
artéria renal/ 
artéria ilíaca/ 
artéria femoral 
 
 
 
 
 
 
Palpação 
 Superficial: 
✓ Todos os 
quadrantes; 
✓ Resistência; 
✓ Sensibilidade; 
✓ Resistência da 
parede 
abdominal; 
✓ Massas. 
 Profunda: 
✓ Mesmo que 
superficial 
delimitar massas 
e órgãos e 
Pulsações. 
 
 
 
 
Percussão 
 Sons: timpânico, 
maciço, submaciço, 
hipertimpânico. 
 Intensidade e 
distribuição dos 
gases; 
 Massas; 
 Visceromegalias; 
 Hepatimetria; 
 Ascite. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sinais 
 Sinal de Blumberg: 
dor a compressão com 
piora a descompressão 
do quadrante inferior 
direito, relacionada com 
apendicite aguda. 
 Sinal de 
descompressão 
brusca: dor a 
descompressão brusca 
do abdome, 
relacionada com 
peritonite. 
 Sinal do Giordano: dor 
a punho percussão 
lombar à direita ou 
esquerda, indicativa de 
processo inflamatório 
renal (pielonefrite). 
 Sinal de Jobert: 
timpanismo a 
percussão em toda 
região hepática, 
indicativo de 
pneumoperitôneo. 
 Sinal de Murphy: dor a 
palpação do bordo 
inferior do fígado 
durante inspiração 
forçada, indicativo de 
colecistite aguda. 
POSIÇÃO DE SIMS 
 Sinal do Psoas: dor em 
quadrante inferior do 
abdome direito a 
elevação contra 
resistência da coxa 
ipsilateral, relacionada 
com apendicite, 
pielonefrite e abcesso 
em quadrante inferior. 
 Sinal de Rovsing: 
compressão do 
quadrante inferior 
esquerdo do abdome 
com dor no quadrante 
inferior direito, 
indicativo de 
apendicite aguda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sinal de Giordano 
HAM 4º PERÍODO 
Jogiane raissa 
 
ITU na infância 
 
 
 
DEFINIÇÃO 
 É uma das infecções 
bacterianas mais 
comuns na pediatria. 
 Consiste na 
multiplicação de um 
único germe 
patogênico em 
qualquer segmento do 
trato urinário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
EPIDEMIOLOGIA 
 Acomete 
principalmente o sexo 
feminino. 
 No período neonatal, 
até os 6 meses de 
idade há 
predominância de 
infecção no sexo 
masculino. 
 A incidência aumenta 
entre 3 e 5 anos de 
idade, havendo outro 
pico na adolescência. 
 A ITU tende a se repetir 
em cerca de 40% dos 
pacientes. 
 A recorrência é mais 
rara no sexo 
masculino. 
 80% dos casos são 
causados pela 
Escherichia coli. 
 
FISIOPATOLOGIA 
 Normalmente, a urina e 
o trato urinário são 
estéreis. 
 O períneo, a zona 
ureteral de neonatos e 
lactentes estão 
colonizados por: 
Escherichia coli, 
Enterobacteriaceae e 
Enterococus sp. 
 O prepúcio de meninos 
não circuncidados é um 
reservatório para 
bactérias como o 
Proteus. 
 A ITU ocorre quando as 
bactérias ascendem 
pelo trato urinário. 
 
 
 
 
 
 
 
CARACTERÍSTICAS 
DA E. COLI 
 É considerada uma 
bactéria uropatogênica. 
 Apresenta fatores de 
virulência que 
aumentam sua 
sobrevivência no 
hospedeiro. 
 São as fimbrias ou Pili 
que facilitam a sua 
ascensão ao trato 
urinário por mecanismo 
de contracorrente por 
aderirem ao epitélio 
tanto da bexiga como 
do trato urinário 
superior. 
 
 
 
 
 
 
BACTÉRIAS 
CAUSADORAS DE 
ITU 
 E. coli (+comum); 
 Proteus; 
 Klesbsiella; 
 Staphylococcus 
saprophyticus; 
 Enterococcus; 
 Enterobacter; 
 Pseudomonas; 
 Streptococcus grupo B; 
 Staphylococcus 
aureus; 
 Staphylococcus 
epidermidis; 
 Haemophilus influenza. 
 
 
 
FATORES DE 
PROTEÇÃO 
FISIOLÓGICA 
CONTRA ITU 
 Hábito miccional 
normal; 
 Urina de composição e 
osmolaridade 
adequadas; 
 Resposta imune do 
organismo; 
 Flora normal das 
regiões periureterais; 
 Revestimento vesical 
(barreira de proteção) 
 
VIAS DE INFECÇÃO 
 Via urinária (+ 
Comum); 
 Via sanguínea; 
 Via linfática 
ASSUNTOS 
1. ITU na infância e exame físico do 
sistema urinário; 
2. Câncer de próstata; 
3. Urolitíase, exame do genital 
masculino/adolescente; 
4. Pré-natal, síndrome nefrítica e 
nefrótica; 
5. Exame do genital feminino, 
amenorreia primária. 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 PIELONEFRITE: é a 
infecção do trato 
urinário superior. 
 CISTITE: é a infecção 
do trato urinário inferior 
 
 
 
 
 
 
 
FATORES DE 
RISCO 
 Crianças menores: 
→ Malformações; 
→ Obstruções do trato 
urinário; 
→ Cateteres vesical de 
demora; 
→ Ausência de 
circuncisão (meninos); 
→ Refluxo vesicoureteral 
de alto grau; 
→ Disfunção vesical e 
intestinal, incluindo 
constipação e doença 
de Hischsprung. 
 
 Crianças maiores: 
→ Diabetes; 
→ Trauma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANIFESTAÇÕES 
CLÍNICAS 
 Crianças menores 
apresentam sinais e 
sintomas mais 
inespecíficos. 
 Febre é o sintoma mais 
frequente no lactente. 
 A incidência de 
pielonefrite é maior 
em crianças menores 
de 1 ano: 
Irritabilidade; Recusa 
alimentar; Icterícia; 
Distensão abdominal; 
Baixo ganho 
ponderal. 
 Após os 2 anos de 
idade é mais comum 
aparecer sintomas de 
cistite: disúria, 
polaciúria, urgência 
miccional, enurese, 
tenesmo. 
 
 
DIAGNÓSTICO 
DIFERENCIAL DE 
CISTITE 
 Vaginite; 
 Corpo estranho 
vaginal; 
 Corpo estranho uretral; 
 Oxiuríase; 
 Irritantes locais: 
sabonetes líquidos. 
 Abuso sexual. 
 
 
AVALIAÇÃO 
LABORATORIAL 
 Análise da urina; 
 Urocultura (padrão-
ouro); 
 
 Para coleta de urina em 
crianças sem o controle 
esfincteriano, realiza-
se punção suprapúbica 
ou sondagem vesical. 
 Apresença de 
qualquer patógeno, 
independente do 
número de colônias, 
pela punção 
suprapúbica confirma o 
diagnóstico de ITU 
 A presença de 1000 
ufc/ml ou mais pelo 
método da sonda 
vesical confirma o 
diagnóstico de ITU. 
 Para crianças com 
controle esfincteriano, 
deve-se coletar a urina 
de jato médio, após 
assepsia prévia. É 
considerado positivo a 
contagem bacteriana 
maior ou igual a 
100.000 ufc/ml ou mais 
de 50.000 ufc/ml 
associada com a 
análise de urina 
demonstrando 
evidência de piúria. 
 
 
TRATAMENTO POR 
IMAGEM 
(opcional) 
 USG do aparelho 
urinário e bexiga. 
 Cintilografia renal com 
DMSA. (padrão-ouro 
na detecção de cicatriz 
renal). 
 Uretrocistografia 
miccional (UCM). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO 
 O tratamento inicial 
com antibióticos é 
empírico. 
 O tratamento 
parenteral é reservado 
aos lactentes muito 
jovens e à aqueles com 
acometimento do 
estado geral e com 
vômitos. 
 O tratamento deve ser 
feito preferencialmente 
de 7 a 10 dias. 
 Naquelas crianças que, 
concomitantemente, 
apresentem sintomas 
de disfunção das 
eliminações deve-se 
fazer as orientações 
quanto ao hábito 
urinário adequado 
(urinar ao acordar, 
urinar a cada três 
horas, urinar com pés 
LaDias amontoam
iiLevaramcannon
nitrarmantana
ampalma Gentamicinacamisas
Cistite tudoiria
Disúria rotacionatemem
vontade
Deevacuar
amoRelamente
reino
evacuassem
insana usasóna
Estática
radiofármaco
apoiados), importância 
da ingesta hídrica e 
correção da 
obstipação. 
 
 
Exame físico do sistema urinário 
 
 
 
 
INSPEÇÃO 
 Não traz informações 
muito relevantes. 
 Pode ser útil em 
situações que os rins 
estão aumentados ou 
deslocados de sua 
posição original. 
 Avaliar expressão facial 
(dor); 
 Observar postura; 
 Mucosas (descoradas 
ou pálidas). 
 Presença de edema 
palpebral e em 
membros; 
 dispneia por 
sobrecarga cardíaca 
volumétrica devido a 
anúria; 
 Pulsações abdominais 
(em pessoas magras 
com grandes 
aneurismas em artérias 
renais ou na aorta 
abdominal); 
 Abaulamento 
suprapúbico. 
 
 
 
 
 
 
 
PALPAÇÃO 
 A palpação dos rins só 
é possível em pessoas 
muito magras, não 
sendo palpável em 
condições normais. 
 Palpação superficial e 
profunda do abdome. 
 Pode ser utilizado o 
método de Guyon ou de 
devoto, ou de Israel 
para a palpação. 
 Deve-se realizar a 
palpação da bexiga na 
região suprapúbica ou 
por meio do toque retal 
ou vaginal. 
 
AUSCULTA 
 É indicada em casos de 
suspeita de alterações 
das artérias renais e da 
aorta. 
 Pesquisar sopros. 
 
 
 
 
 
PERCUSSÃO 
 Indicado a punho-
percussão sobre as 
lojas renais (manobra 
de Giordano). 
 Percussão digitodigital 
na região lateral e 
anterior dos flancos. 
 Percussão do 
hipogástrio. 
 Pode-se percutir a 
região suprapúbica 
sobre a bexiga. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Câncer de próstata 
 
 
 
 
 
 
EPIDEMIOLOGIA 
 É o 2º tumor maligno 
mais comum em 
homens, ficando 
atras apenas dos 
cânceres de pele 
não melanoma. 
 Cerca de 1 em cada 
9 homens vão 
desenvolver câncer 
de próstata. 
 90% das neoplasias 
prostáticas são 
adenocarcinomas 
acinares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRÓSTATA 
 É uma glândula do 
tamanho de uma noz 
com 3cm de 
diâmetro. 
 Possui 
aproximadamente 
20 gramas de peso. 
 Localiza-se na base 
da bexiga e circunda 
a parte inicial da 
uretra. 
 Faz parte do sistema 
reprodutor 
masculino, sendo 
responsável por 
secretar um liquido 
alcalino que protege 
os espermatozoides 
do ambiente ácido 
da vagina. 
 
 
 
 
 
 
FATORES DE 
RISCO 
 Idade avançada 
(superior a 65 anos); 
 Afrodescendência 
(possui 60% de 
chance de 
desenvolver a mais 
que os brancos); 
 História familiar 
positiva; 
 Obesidade; 
 Alimentação (dieta 
rica em gorduras e 
carne vermelha 
estão associadas à 
maior incidência de 
câncer de próstata). 
 Tabagismo. 
 
 
 
 
 
 Costuma ser 
assintomático. 
 Os sintomas 
aparecem quando o 
tumor 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SINAIS 
E 
SINTOMAS 
obstrui/comprime a 
uretra. 
 O tumor da próstata 
tem crescimento 
irregular e 
localizado. Portanto, 
pode não haver 
compressão da 
uretra, gerando 
apenas sintomas de 
uma próstata 
aumentada. 
 Dificuldade para 
urinar; 
 Disúria (dor ou 
ardor ao urinar); 
 Hematúria (não é 
comum); 
 Hematospermia 
(não é comum); 
 Polaciúria; 
 Incontinência 
urinária; 
 Jato de urina fraco; 
 Disfunção erétil; 
 Perda de peso; 
 Dor pélvica, 
perineal e óssea; 
 Fraturas ósseas. 
 
OBS: Os ossos são o 
principal local de 
metástases dos 
adenocarcinomas 
prostático. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TOQUE RETAL 
 Cerca de 65 a 75% 
dos tumores de 
próstata podem ser 
detectados através 
desse método. 
 Cerca de 35 % dos 
tumores não são 
detectados pelo 
toque devido sua 
posição. 
 Os tumores se 
encontram mais na 
região periférica da 
próstata. 
 
 Sinais de câncer de 
próstata ao toque: 
 
✓ Nódulos 
endurecidos; 
✓ Irregularidade 
da superfície; 
✓ Assimetria; 
  É um 
marcador/antígeno 
Geralmente
nabeniona
borda
sensibilidade
iii
p
Avalia
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PSA 
específico de 
doença prostática 
(hiperplasia, trauma, 
inflamação, 
neoplasia). 
 Não é específico 
para câncer de 
próstata, mas pode 
indicar a sua 
presença. 
 É dosado a partir da 
análise sanguínea. 
 O PSA é uma 
glicoproteína 
produzida apenas 
pelas células 
epiteliais da 
próstata. 
 O valor normal é de 
até 4ng/dl. 
 Entre 4 e 10 ng/dl 
possui risco 
intermediário de 
câncer. 
 Acima de 10 ng/dl 
apresenta risco 
muito alto de câncer. 
 
 
 
 
DIAGNÓSTICO 
 É realizado 
mediante alterações 
do toque retal + 
dosagem de PSA. 
 É realizada através 
de biópsia transretal 
por USG mediante 
toque retal alterado 
e PSA >4ng/dl. 
 
 
 
DIAGNÓSTICO 
DIFERENCIAL 
 Hiperplasia 
prostática benigna; 
 Prostatites; 
 Trauma perineal; 
 Ejaculação; 
 Sondagem vesical; 
 Procedimentos 
invasivos (biópsia, 
cirurgias); 
 
 
 
 
 
 
ESTADIAMENTO 
 Escore de Gleason 
(obtido após análise 
da biópsia da 
próstata). 
→ Gleason 8-10: 
alto risco. 
 PSA; 
 TNM (ressonância, 
linfadenectomia 
pélvica e cintilografia 
óssea). 
 A ressonância é o 
padrão-ouro. 
 A linfadenectomia 
pélvica é realizada 
se Gleason >8 ou 
PSA >10. 
 A cintilografia óssea 
é realizada se 
Gleason >8 ou PSA 
>10. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RASTREAMENTO 
 O Ministério da 
Saúde e a OMS não 
recomendam o 
rastreamento 
populacional, 
sugerem que a 
investigação deve 
ser feita apenas na 
vigência de 
sintomas. 
 A sociedade 
Brasileira de 
Urologia 
recomenda que o 
rastreamento seja 
feito em homens a 
partir dos 50 anos 
(toque retal + PSA). 
 Em paciente com 
fator de risco alto, 
recomenda-se o 
inicio do 
rastreamento a partir 
dos 45 anos. 
 
 
 
 
TRATAMENTO 
 Vai depender do 
risco/estágio do 
câncer. 
 
→ Exemplos: 
 Vigilância ativa; 
 Prostatectomia 
radical com ou sem 
linfadenectomia; 
 Radioterapia 
externa; 
 Hormonioterapia. 
p
Quando
Háalteração
Fim
o
Getsapatãoproteína
Fatorderiscocomarmas
ouapartirsesomos
no assuntomitonãofazmais
malignaDAT.ae
Psa 4
retalalteradoD Biópsia
q_tumor
N linfonodo
M metástase
 
Urolitíase 
 
 
 
 
 
 
EPIDEMIOLOGIA 
 Os homens tem 2x 
mais chance dos 
que as mulheres. 
 A prevalência 
aumenta com a 
idade. 
 Mais comum em 
brancos. 
 50% dos pacientes 
apresentarão um 2º 
episódio após 5 a 10 
anos do 1º episódio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ETIOLOGIA 
 Aumento da 
concentração dos 
constituintes da 
urina 
(supersaturação). 
 Estase urinária. 
 Inflamação e 
infecção das vias 
urinárias. 
 Alteração do PH da 
urina. 
 Volume urinário 
baixo. 
 Alimentação rica em 
sódio, em proteínas. 
 Baixa ingesta de 
água. 
 Anormalidades 
anatômicas do trato 
urinário. 
 Doença de crhon, 
gota. 
 Hipertensão. 
 Diabetes mellitus. 
 Obesidade. 
 Medicamentos(aciclovir, 
sulfadiazina, 
indinavir). 
 Histórico familiar 
 
 
CÁLCULOS 
RENAIS 
 São formações 
sólidas originadas 
a partir da 
precipitação de 
diferentes minerais 
presentes na urina. 
 
 
 
 
FISIOPATOLOGIA 
 A formação dos 
cálculos se dá 
principalmente pela 
supersaturação 
dos componentes da 
urina. 
 A maioria dos 
cálculos não é 
formado por apenas 
um tipo de cristal, 
sendo uma mistura 
em que 1 ou 2 são 
predominantes. 
 
 No corpo humano há 
alguns inibidores 
da formação de 
cálculos 
(litogênese): 
 
➔ Se ligam à superfície 
dos cristais, 
aumentando o limite 
de saturação para 
iniciar a nucleação, 
inibindo o 
crescimento e 
agregação dos 
cristais. 
➔ EX: citrato, 
magnésio, 
pirofosfato, 
glicosaminoglicanos, 
nefrocalcina. 
 
 Para a formação dos 
cálculos é 
necessário: 
supersaturação da 
urina, nucleação, 
agregação e 
crescimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
TIPOS DE 
CÁLCULOS 
 Sais de cálcio 
(oxalato de cálcio é + 
comum). 
 Desencadeado 
por hipercalciúria 
idiopática. 
 Estruvita (fosfato de 
amônio 
magnesiano) 
 Aspecto 
coraliforme. 
 Desencadeado 
por infecção de 
bactérias 
produtoras de 
urease (Proteus, 
Klebisiella). 
 A urease 
alcaliniza a urina. 
 Ácido úrico 
 É radio 
transparente. 
 Desencadeado 
por uricosúrica e 
urina ácida. 
Como
muitacarne
VERMELHA
 
 
 
 
 
 
 
MANIFESTAÇÕES 
CLÍNICAS 
 Maioria 
assintomático. 
 Cólica renal (apenas 
quando o cálculo se 
move da pelve renal 
para o ureter). 
 Infecção urinária. 
 Hematúria 
(macroscópica e 
microscópica). 
 Náusea. 
 Vômito. 
 Disúria. 
 Polaciuria. 
 Piúria. 
 PH urinário ácido ou 
alcalino. 
 
 
 
COMPLICAÇÕES 
 ITU; 
 Insuficiência renal 
aguda; 
 Hidronefrose; 
 Atrofia do 
parênquima renal; 
 Doença renal 
crônica. 
 
 
DIANÓSTICO 
 Exame clínico. 
 TC sem contraste 
(padrão-ouro) 
 USG (ideal em 
gestantes) 
 
EXAMES 
LABORATORIAIS 
 Hemograma. 
 Função renal. 
 Urocultura. 
 Urinálise. 
 EAS. 
 
 
 
 
 
 
 
 
TRATAMENTO 
 Uso de AINES (Ex: 
ibuprofenos) 
 Uso de narcóticos 
(Ex: morfina e 
hidromorfina) 
 Uso de antieméticos. 
 Alcalinização da 
urina. 
 Suplementação com 
citrato. 
 Litotripsia. 
 Ureteroscopia. 
 Cálculo 10mm ou 
refratários é indicado 
intervenção 
cirúrgica. 
 
r osacoescrotale
Dortesticular
CateterDuploJ
nãomederestringirde
água
Exame físico do genital masculino/ 
adolescente 
 
  O paciente pode ficar 
na posição em pé ou 
deitado. 
 O examinador deve 
usar luvas. 
 O exame dos genitais 
internos (próstata e 
vesículas seminais) é 
feito pelo toque retal. 
 
 
OBS 
É INDISPENSÁVEL 
CORRELACIONAR OS 
DADOS CLÍNICOS COM A 
FAIXA ETÁRIA DO 
PACIENTE!!!!!! 
 
 
 
 
 
 
INSPEÇÃO 
 Inspecionar o pênis e 
bolsa escrotal. 
 Observar se o paciente 
é circuncisado. 
 O tamanho do pênis e 
do escroto. 
 Presença de lesões. 
 Presença de corrimento 
(descrever suas 
características- cor, 
cheiro). 
 Em condições normais, 
pode-se observar sob o 
prepúcio uma 
substância caseosa 
esbranquiçada: 
esmegma. 
 
 
 
 
 
 
 
TRANSLUMI- 
NAÇÃO DA 
BOLSA 
ESCROTAL 
 Constitui recurso 
complementar simples 
e útil. 
 Em uma sala escura, 
uma fonte luminosa é 
aplicada a cada lado da 
bolsa escrotal. 
 Estruturas vasculares, 
tumores, sangue, 
hérnia e o testículo 
normais são 
transiluminados. 
 A transmissão de luz 
com um brilho vermelho 
indica cavidade 
contendo líquido 
seroso. 
 Em todos os pacientes 
com bolsa escrotal 
aumentada deve-se 
fazer este exame. 
PALPAÇÃO  Palpar linfonodos 
inguinais. 
 Palpar o pênis e escroto 
na busca por 
alterações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALTERAÇÕES 
Infantilismo: órgãos 
genitais internos e externos 
menores que o esperado 
para a idade. 
 
Virilismo: órgãos genitais 
internos e externos maiores 
que o esperado para a 
idade. 
 
Estados intersexuais: 
apresenta genitália 
masculina e feminina. 
 
Fimose: impossibilidade 
de retrair o prepúcio para 
trás da glande. 
 
Prepúcio exuberante: 
excesso de prepúcio. 
 
Parafimose: o anel 
fimótico permite com 
dificuldade a exteriorização 
da glande. 
 
Balanite: inflamação da 
glande. 
 
Balanopostite: inflamação 
da glande e do prepúcio. 
 
Hipospadia: deformidade 
congênita na qual a uretra 
se abre na face ventral do 
pênis. 
Balânicas 
Penianas 
Penoescrotais 
Escrotais 
Perineais 
 
Epispádia: anormalidade 
congênita na qual a uretra 
se abre na face dorsal do 
pênis. 
 
Extrofia de bexiga: 
deformidade congênita na 
qual a bexiga fica exposta 
para fora da cavidade 
abdominal. 
 
Secreção peniana: pode 
ser serosa, purulenta ou 
sanguinolenta. A secreção 
sanguinolenta está 
associada a uretrite, 
neoplasia e ulceração. A 
secreção purulenta indica 
uretrite gonocócica ou 
prostatite crônica. 
 
Uretrite: inflamação na 
uretra. 
 
Estenose da uretra: 
diminuição da luz da uretra. 
Pode ser congênita ou 
adquirida. 
 
Fístula uretrocutânea: 
canal que liga a uretra à 
pele. 
 
Enduração plástica do 
pênis: é uma fibrose dos 
corpos cavernosos e do 
septo que os separa. 
 
Aumento da bolsa 
escrotal: pode estar 
relacionado com hérnia, 
varicocele, espermatocele 
ou Hidrocele. 
 
Edema de bolsa escrotal: 
acúmulo de líquido no 
interstício do escroto. 
 
Elefantíase: quando 
ocorre edema crônico dos 
genitais, em casos de 
infecção por filariose. 
 
Orquite aguda: testículo 
doloroso, hipersensível à 
palpação e edemaciado. A 
bolsa escrotal pode ficar 
avermelhada. Uma causa 
frequente é a caxumba. 
 
Epididimite: inflamação no 
epidídimo. 
 
Varicocele: varizes do 
plexo pampiniforme que 
envolve o cordão 
espermático. 
 
Hidrocele: acúmulo de 
líquido na túnica vaginal. 
 
Cisto do cordão: acúmulo 
de líquido pelos folhetos do 
conduto peritoniovaginal. 
 
Torção do cordão 
espermático: o cordão 
espermático sofre rotação 
sob seu eixo. 
 
Hematocele do escroto: 
coleção de sangue na 
túnica vaginal do testículo. 
 
Neoplasia do testículo: 
aumento indolor do 
testículo, que à palpação 
apresenta-se endurecido. 
Há também aumento da 
vascularização do escroto. 
 
Hérnia inguinoescrotal: é 
a descida do conteúdo 
intestinal através do canal 
inguinal até a bolsa 
escrotal. 
 
Criptorquidia: ausência na 
bolsa de um ou ambos os 
testículos. 
 
Ectopia testicular: o 
testículo não se encontra 
na bolsa e se aloja no seu 
trajeto normal de descida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exame do genital feminino 
 
  É importante iniciar 
com a história 
clínica. 
 Deve ser realizado o 
exame em ambiente 
tranquilo e 
agradável. 
 o 1º exame 
ginecológico pode 
ser feito desde o 
nascimento 
(verificar anomalias 
congênitas). 
 Na criança, o exame 
é realizado para 
avaliar 
vulvovaginites, 
presença de corpos 
estranhos, 
sangramentos e 
violência sexual. 
 Na adolescência, o 
exame ginecológico 
deve estar focado 
no inicio da 
atividade sexual, 
IST, contracepção e 
prevenção do 
câncer. 
 Na mulher adulta e 
pós-menopausa, o 
exame dos órgãos 
genitais tem como 
alvo a prevenção e o 
A. BALÂNICAS: no sulco 
balanoprepucial. 
B. PENIANAS: no corpo do pênis. 
C. PENOESCROTAIS: no ângulo 
penoescrotal. 
D. ESCROTAIS: no nível do 
escroto. 
E. PERINEAIS: no períneo. 
diagnóstico de 
diferentes afecções. 
 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÕES 
 O exame é realizado 
na posição 
ginecológica 
(litotômica). 
 O examinador se 
posiciona entre as 
pernas da paciente, 
de preferência 
sentado em uma 
altura que permita a 
realização dos 
procedimentos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INSPEÇÃO 
ESTÁTICA 
 Avaliação da 
pilificação (região 
perineal, da raiz das 
coxas e da região 
anorretal) a procura 
de rarefação, 
ausência de pelos, 
aumento de pelos 
(hisurtismo). 
 Avaliação da 
morfologia e do 
trofismo dos 
grandes e 
pequenos lábios. 
 Avaliar as 
glândulas de 
Bartholin 
(responsáveis pela 
lubrificação

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