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AFYA CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL Aluno: Componente Curricular: Habilidades e Atitudes Médicas IV Professor (es): Período: 202402 Turma: Data: N1 ESPECÍFICA_4 PERIODO_30SETEMBRO_2024.2_PROVA_HAM RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA PROVA 13652 - CADERNO 004 1ª QUESTÃO Enunciado: ( UNIGRANRIO CAXIAS) Criança de 2 anos e 1 mês chega na Unidade Básica de Saúde acompanhada de sua avó, que relata que o irmão da menor viu a paciente engolir uma moeda de 10 centavos (menor que 2 cm) na noite anterior. Durante o atendimento, foi observado que a criança está em bom estado geral, sem queixas respiratórias, sem sialorreia e ausculta respiratória sem alteração. Foi encaminhada para fazer radiografia evidenciando moeda após 2 porção do duodeno. Qual seria a conduta preconizada nessa situação? Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Acompanhar o caso com controle radiológico, expectante, pois paciente está assintomático. (alternativa B) Solicitar avaliação da cirurgia geral e indicar procedimento cirúrgico. (alternativa C) Encaminhar para hospital e induzir vômito com xarope de Ipeca. (alternativa D) Encaminhar para hospital e solicitar endoscopia digestiva alta em 36 horas. 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 1 de 16 Resposta comentada: Caso Típico de criança com ingestão de moeda que tem diâmetro menor que 2 cm esta assintomática e na radiografia mostra moeda após passagem do piloro, conduta expectante já que assintomático com moeda além do duodeno, objeto menor que 2 cm, pode ser acompanhado com radiografias constantes. O caso em questão não apresenta indicação cirúrgica. A realização de endoscopia digestiva apenas é indicada se o objeto permanecer no estômago sem progressão do mesmo em radiografias seriadas, no caso a moeda já se encontra após a segunda porção do duodeno. Objetos pequenos e redondos como, por exemplo moedas, podem ser expelidos espontaneamente. O médico aconselha à pessoa que examine as próprias fezes para ver se o objeto foi expelido. Se o objeto não aparecer nas fezes, o médico realiza radiografias repetidas para ver se o objeto foi expelido, não se indicando colonoscopia imediatamente. Diagnóstico: Acompanhar o caso com controle radiológico, expectante, pois paciente está assintomático (Correta) Justificativa: A conduta expectante com acompanhamento radiológico é apropriada para este caso, pois a moeda já passou pela porção inicial do trato gastrointestinal (segundo duodeno), e a criança está assintomática. Em situações como essa, o objeto ingerido geralmente é eliminado espontaneamente nas fezes dentro de alguns dias. O controle radiológico é necessário para garantir que o objeto continue avançando no trato gastrointestinal e seja eliminado sem complicações. Solicitar avaliação da cirurgia geral e indicar procedimento cirúrgico (Incorreta) Justificativa: Indicar um procedimento cirúrgico não é necessário neste caso, uma vez que a moeda já ultrapassou o estômago e se encontra na segunda porção do duodeno. A criança está assintomática, e a maioria dos objetos pequenos e não pontiagudos, como moedas, progride através do trato gastrointestinal sem necessidade de intervenção cirúrgica. A cirurgia é reservada para casos em que o objeto não progride, causa sintomas ou se encontra em uma posição perigosa, como o esôfago. Encaminhar para hospital e solicitar endoscopia digestiva alta em 36 horas (Incorreta) Justificativa: Embora a endoscopia digestiva alta seja indicada para remover objetos localizados no esôfago ou estômago, neste caso, a moeda já passou para a segunda porção do duodeno, tornando a endoscopia desnecessária. Além disso, a criança está assintomática, o que reforça a decisão de conduta expectante. A endoscopia é mais indicada em situações em que o objeto está preso ou está causando sintomas. Encaminhar para hospital e induzir vômito com xarope de Ipeca. (Incorreta) Justificativa: Induzir vômito com xarope de Ipeca é procedimento contraindicado pelo risco de aspiração, além disso, a maioria das moedas ingeridas progride pelo trato gastrointestinal sem complicações e é eliminada espontaneamente. O acompanhamento expectante com controle radiológico é a abordagem adequada. Referências: JÚNIOR, Dioclécio C.; BURNS, Dennis Alexander R.; LOPEZ, Fábio A. Tratado de Pediatria. Barueri:SP. Editora Manole, 2021. FMUSP, S.; FORMENTINI-HOLTZ, F. DE M.; UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Faculdade de Medicina. Hospital das Clínicas. Pronto Socorro. 3. ed. [s.l.]: Manole, 2018. Feedback: -- 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 2 de 16 2ª QUESTÃO Enunciado: ( AFYA MANACAPURU) Um homem de 45 anos apresenta-se ao ambulatório de atenção primária com queixas de dor epigástrica recorrente há 3 meses, especialmente após as refeições, sensação de saciedade precoce e náuseas ocasionais. Ele nega perda de peso significativa, hematoquezia ou melena. No exame físico, apresenta dor à palpação no epigástrio, sem sinais de defesa abdominal. O paciente relata que a dor melhora parcialmente com antiácidos. Assinale a alternativa que indique a conduta mais adequada na investigação e manejo desse paciente. Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Solicitar endoscopia digestiva alta para investigação de úlcera péptica e iniciar tratamento empírico com inibidor da bomba de prótons (IBP). (alternativa B) Iniciar tratamento empírico para infecção por Helicobacter pylori com terapia tríplice e reavaliar em 4 semanas. (alternativa C) Solicitar ultrassonografia abdominal para investigar possível colelitíase e prescrever antiácidos para alívio sintomático. (alternativa D) Prescrever dieta fracionada com restrição de alimentos gordurosos e cafeína, e agendar retorno em 2 semanas. 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 3 de 16 Resposta comentada: RESPOSTA CORRETA: Solicitar endoscopia digestiva alta para investigação de úlcera péptica e iniciar tratamento empírico com inibidor da bomba de prótons (IBP). RESPOSTA COMENTADA: A solicitação de endoscopia digestiva alta é indicada para investigar úlcera péptica em pacientes com dispepsia não aliviada por tratamento inicial e com fatores de risco ou sinais de alarme, como idade acima de 45 anos. Com base no manejo empírico com IBP, há casos em que se pode considerar a endoscopia em conjunto com o tratamento, especialmente se houver um forte risco ou suspeita de doença orgânica significativa, ou se a história clínica sugere a possibilidade de uma úlcera péptica. Contudo, em geral, o manejo empírico com IBP ainda é a primeira linha de tratamento na ausência de sinais de alarme. Iniciar tratamento empírico para infecção por Helicobacter pylori com terapia tríplice e reavaliar em 4 semanas. alternativa propõe iniciar um tratamento específico para Helicobacter pylori, assumindo que a infecção é a causa da dispepsia. No entanto, a abordagem recomendada para dispepsia funcional em um paciente sem sinais de alarme não é iniciar com a erradicação de H. pylori sem confirmação diagnóstica. O primeiro passo geralmente é um tratamento empírico com IBP. Testes para H. pylori e tratamento subsequente são considerados em casos de falha terapêutica ou quando há alta suspeita de úlcera péptica. Portanto, esta alternativa também é incorreta. Prescrever dieta fracionada com restrição de alimentos gordurosos e cafeína, e agendar retorno em 2 semanas. Alterações dietéticas podem ajudar a aliviar sintomas dispépticos, mas não são o tratamento de primeira linha recomendando. A intervenção dietética isolada, sem o uso de medicação, não é suficiente para manejar adequadamente a dispepsia, especialmente quando os sintomas persistem há 3 meses. O manejo empírico com IBP é preferido, e a prescrição de uma dieta fracionada sem iniciar o tratamento medicamentoso adequado não é a melhor abordagem. Portanto, esta alternativa está incorreta. Solicitar ultrassonografia abdominal para investigar possível colelitíase e prescrever antiácidos para alívio sintomático. A ultrassonografia abdominalé útil para investigar doenças da vesícula biliar, como colelitíase, mas os sintomas descritos pelo paciente (dor epigástrica relacionada às refeições, sensação de saciedade precoce, náuseas) são mais compatíveis com dispepsia funcional ou doença ulcerosa péptica do que com colelitíase. Além disso, a prescrição de antiácidos pode proporcionar alívio temporário dos sintomas, mas não é o tratamento adequado para dispepsia. O tratamento empírico com IBP é mais indicado, tornando esta alternativa incorreta. Referência: DANI, Renato; PASSOS, Maria do Carmo F. Gastroenterologia Essencial, 4ª edição. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2011. E-book. ISBN 978-85-277-1970-4. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-277-1970-4/. Acesso em: 30 mai. 2024.Parte III. Capítulo 17. Feedback: -- 3ª QUESTÃO 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 4 de 16 Enunciado: ( AFYA IPATINGA) Homem, 30 anos, com pirose e regurgitação iniciados há 6 meses com maior intensidade no último mês. Os sintomas estão presentes em cerca de 3 dias dentro da semana, pioram com refeições volumosas e respondem ao uso de antiácidos. Não apresentava sinais de alarme. Foi diagnosticado clinicamente com doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e iniciada prova terapêutica com Omeprazol 20 mg/dia e mudança de estilo de vida (MEV). Após 2 semanas, o paciente retorna referindo melhora parcial dos sintomas (60%). Qual é a conduta mais apropriada nesse momento? Alternativas: (alternativa A) Trocar omeprazol por pantoprazol, em dose dobrada. (alternativa B) Solicitar endoscopia digestiva alta. (alternativa C) (CORRETA) Manter MEV e omeprazol até completar 6 a 12 semanas. (alternativa D) Solicitar pHmetria de 24 horas. Resposta comentada: O diagnóstico clínico da DRGE pode ser feito quando o paciente refere sintoma típico (pirose ou regurgitação) pelo menos uma vez por semana, por um período mínimo de 4-8 semanas, sem sinais de alarme. Nestes casos, a resposta à prova terapêutica (quando há redução sintomática > 50% após 1-2 semanas de uso de IBP) é considerada o principal teste confirmatório. O paciente teve resposta ao IBP e MEV de 60%, portanto a resposta terapêutica foi positiva, confirmando a DRGE. A conduta mais adequada neste caso é manter MEV e IBP (tempo total de tratamento preconizado de 6 a 8 semanas, ou de 6 a 12 semanas, dependendo da literatura). Os exames complementares estariam indicados na vigência de sinais de alarme, em casos de sintomas atípicos isolados que houvesse dúvida do diagnóstico ou nos pacientes que não respondem à prova terapêutica. Sendo a endoscopia digestiva alta, o exame indicado para pesquisar complicações da DRGE, e o padrão-ouro a pHmetria de 24 horas. Referências: Moraes-Filho JPP, Domingues G, Chinzon D, Brazilian GERD Counselors Brazilian clinical guideline for the therapeutic management of Gastroesophageal Reflux Disease (Brazilian Federation of Gastroenterology, FBG) - Arq Gastroenterol, 2024 doi.org/10.1590/S0004- 2803.24612023-154 DANI, Renato; PASSOS, Maria do Carmo F. Gastroenterologia Essencial, 4ª edição: Grupo GEN, 2011. Feedback: -- 4ª QUESTÃO 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 5 de 16 Enunciado: ( BANCO AFYA) Uma adolescente de 16 anos vai à consulta em uma unidade de atenção primária, relatando náuseas matinais e atraso menstrual. Após uma entrevista, confirma-se a gravidez. Durante a conversa, a adolescente expressa seu desejo de manter o sigilo em relação aos pais e menciona que está considerando a possibilidade de abortar. Diante do cenário descrito, qual deve ser a conduta mais adequada do médico? Alternativas: (alternativa A) Informar aos pais ou responsáveis imediatamente, pois a gravidez na adolescência configura uma situação de risco que exige a quebra de sigilo. (alternativa B) Respeitar o desejo da adolescente de manter o sigilo, pois ela tem direito à privacidade em relação à sua saúde reprodutiva. (alternativa C) Encaminhar a adolescente para um serviço de aborto seguro, respeitando sua autonomia e decisão sobre o próprio corpo. (alternativa D) (CORRETA) Conversar com a adolescente sobre a importância de envolver os pais, explicando as consequências legais e de saúde, e acionar as autoridades competentes se ela não consentir. 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 6 de 16 Resposta comentada: Respeitar o desejo da adolescente de manter o sigilo, pois ela tem direito à privacidade em relação à sua saúde reprodutiva. Incorreta. Embora o sigilo seja um direito importante, o Código de Ética Médica e as normas legais preveem situações em que a quebra de sigilo se faz necessária, especialmente em casos de risco à vida ou quando há indícios de violência ou abuso. O médico deve considerar a situação global da paciente e as implicações legais. Informar aos pais ou responsáveis imediatamente, pois a gravidez na adolescência configura uma situação de risco que exige a quebra de sigilo. Incorreta. A decisão de quebrar o sigilo deve ser ponderada e discutida com a adolescente, abordando as consequências e buscando um acordo para o envolvimento dos pais de forma ética e sensível. A comunicação imediata aos pais sem consideração das circunstâncias pode gerar desconfiança e danos emocionais. Conversar com a adolescente sobre a importância de envolver os pais ou responsáveis, explicando as consequências legais e de saúde da situação, e acionar as autoridades competentes se ela não consentir. Correta. Esta alternativa reconhece a importância de uma abordagem equilibrada, onde o médico deve buscar o consentimento da adolescente para informar os pais, explicando as razões e as consequências. Caso a adolescente recuse e haja risco iminente, o médico deve acionar as autoridades competentes, como o conselho tutelar, garantindo a proteção da adolescente. Encaminhar a adolescente para um serviço de aborto seguro, respeitando sua autonomia e decisão sobre o próprio corpo. Incorreta. A legislação brasileira restringe o aborto e permite sua realização apenas em casos específicos, como gravidez resultante de estupro, risco de vida para a mãe ou anencefalia do feto. O médico deve orientar a adolescente sobre as opções legais e os riscos envolvidos, além de buscar uma solução ética e legal para o caso. Referências: Lourenço B. Temas de medicina do adolescente: consulta do adolescente, saúde reprodutiva e acne. In: Sociedade Brasileira de Pediatria; Leone C, Cabral SA, organizadores. PROPED Programa de Atualização em Terapêutica Pediátrica: Ciclo 7. Porto Alegre: Artmed Panamericana; 2020. p. 117–47. (Sistema de Educação Continuada a Distância, v. 1). Tratado de Pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria/[organizadores Dennis Alexander Rabelo Burns...[et al]] . 4.ed. Barueri, SP: Manole,2017 Azevedo, A.E.B.I. et al. Prevenção da gravidez na adolescência. Guia Prático de atualização, Departamento Científico de Adolescência. Sociedade Brasileira de Pediatria. N,11, Janeiro, 2019. (Link de acesso: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Adolescencia_-_21621c-GPA_- _Prevencao_Gravidez_Adolescencia.pdf) Feedback: -- 5ª QUESTÃO 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 7 de 16 Enunciado: ( FASA VIC) Uma criança de 2 anos foi trazida à UPA pela mãe com queixa de diarreia líquida frequente (6 a 8 episódios/dia, aspecto aquoso, sem sangue ou muco), que começou há 3 dias. Relata ainda, hiporexia, além de menor ingesta hídrica que o habitual, mas tem aceitado pequenas quantidades de água e suco. Refere redução da diurese que está mais concentrada. Nega febre. Sem histórico significativo de doenças gastrointestinais. Vacinas em dia. Menor ingeriu alimentos de um evento de confraternização há 4 dias. Nenhum contato recente com pessoas com diarreia ou doenças infecciosas. Ao exame físico, a criança está alerta, mas um pouco irritada. pele apresenta leve secura e sinal da prega abdominal desaparece lentamente (em 2 segundos). Mucosas orais secas.Choro com lágrimas. Pulsos radiais cheios e simétricos. FC: 110 bpm; FR: 25 rpm; Temperatura: 36,8°C . Ao exame do abdome, plano, ruídos hidroaéreos presentes nos quatro quadrantes, sem sinais de dor abdominal. Sem massas ou visceromegalias. Responda as alternativa conforme as diretrizes do Ministério da Saúde (2023). a) Classifique o estado de desidratação da criança. (valor 0,5 pontos) b) Descreva a conduta recomendado para a paciente, especificando o plano seguir, tipo e local de tratamento. (valor 1,0 pontos) c) Explique a conduta a ser tomada considerando que não houve melhora após o plano definido na letra B (valor 1,0 pontos) Alternativas: -- 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 8 de 16 Resposta comentada: RESPOSTA ESPERADA a) Grau de hidratação: Desidratação moderada ou Desidratação não grave. b) Solução de Reidratação Oral (SRO) via oral, 50 a 100 ml/kg em 4-6 horas, em pequenas quantidades. Plano: plano B. Local: pronto-socorro OU UPA OU próprio local de atendimento. c) Monitoração através de sinais clínicos: umidade das mucosas orais, sinal da prega abdominal, alteração no estado geral, profundidade dos olhos, sede, presença de lágrimas e intensidade do pulso. Se não apresentar melhora, pode ser necessário uso de gastróclise. Caso a paciente apresente desidratação grave, o Plano C deverá ser instituído. RESPOSTA COMENTADA a) Espera-se que o aluno identifique os sinais de desidratação e faça a classificação correta. Apresenta sinais de desidratação: secura das mucosas e redução da elasticidade da pele, irritabilidade. Não apresenta outros sinais de gravidade, como pulsos fracos, letargia e sinal da prega abdominal desaparece muito lentamente (em > 2 segundos). b) Espera-se que o aluno indique o manejo descrito no “plano B”, conforme Ministério da saúde. Manejo Inicial: Plano B (Desidratação). Tratamento: Solução de Reidratação Oral (SRO) via oral, 50 a 100 ml/kg em 4-6 horas, em pequenas quantidades frequentemente. Não apresenta vômitos, então não é necessário antiemético. Orientar a mãe a reconhecer sinais de desidratação, como preparar e administrar a SRO e medidas de higiene pessoal e domiciliar. c) Espera-se que o aluno indique a reavaliação do estado de hidratação e os ajustes do manejo caso apresente piora. Durante a reidratação reavaliar o paciente seguindo através de sinais clínicos. Reavaliar o estado de hidratação do paciente. Se continuar desidratado, indicar a sonda nasogástrica (gastróclise). Se o paciente evoluir para desidratação grave, seguir o Plano C. Referência: BRASIL. Ministério da Saúde. Cartaz. Manejo do Paciente com Diarreia. Brasília, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a- z/d/dtha/publicacoes/manejo-do-paciente-com-diarreia-cartaz/@@download/file. Acesso em: 18 ago. 2024. Feedback: -- 6ª QUESTÃO Enunciado: ( UNISL PORTO VELHO) Um menino de 6 anos é trazido à consulta com queixa de evacuações com fezes de grande calibre, que o levam a tentar reter as fezes e a ter alguns episódios de perda fecal involuntária. Os pais relatam que este quadro ocorre pelo menos uma vez por semana há cerca de 4 meses. A acompanhante nega sangramento nas fezes e febre. Quando questionada sobre o nascimento informa eliminação do mecônio nas primeiras 24 horas de vida. Ao exame físico: eutrófico, com massa palpável em fossa ilíaca esquerda. O toque retal revela a presença de fezes endurecidas em ampola retal ampla. Apresenta reflexos em membros inferiores preservados. Qual é o diagnóstico mais provável e opção de tratamento adequada? 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 9 de 16 Alternativas: (alternativa A) Incontinência fecal não retentiva e a melhor opção de tratamento é uso de lactulose. (alternativa B) (CORRETA) Constipação intestinal funcional e a melhor opção de tratamento é o polietilenoglicol. (alternativa C) Constipação intestinal orgânica e a melhor opção de tratamento é o fleet enema. (alternativa D) Incontinência fecal orgânica e a melhor opção de tratamento é o uso do óleo mineral. Resposta comentada: De acordo com os critérios de Roma IV, em crianças maiores de quatro anos, o diagnóstico de constipação intestinal funcional pode ser estabelecido na presença de dois ou mais dos seguintes critérios, pelo menos uma vez por semana, durante um mínimo de um mês, em um paciente com critérios insuficientes para o diagnóstico da síndrome do intestino irritável: duas ou menos evacuações no banheiro por semana; pelo menos um episódio de incontinência fecal por semana; história de postura retentiva ou retenção voluntária excessiva de fezes; história de evacuações dolorosas ou endurecidas; presença de grande massa fecal no reto; história de fezes de grande diâmetro que podem obstruir o vaso sanitário. O paciente descrito no enunciado, portanto, preenche os critérios para o diagnóstico de constipação funcional. Ele não apresenta sinais de alarme. O tratamento da constipação inicia-se pela desimpactação do fecaloma, e deve ser mantido com medidas para prevenir o novo acúmulo de fezes. A desimpactação pode ser feita com Polietilenoglicol (PEG). Referência: Sociedade brasileira de pediatria. Guia prático de orientação: constipação intestinal. 2024. Feedback: -- 7ª QUESTÃO Enunciado: ( FACIMPA) Um paciente de 40 anos, residente em uma área rural do nordeste do Brasil, apresenta quadro clínico de anemia, fraqueza, palidez, perda de peso e dor abdominal crônica. No exame físico, observa-se palidez de mucosas, edema leve de membros inferiores e sopro cardíaco sistólico grau I. O hemograma revela anemia microcítica e hipocrômica, eosinofilia e níveis baixos de ferro sérico. Considerando o quadro clínico, os achados laboratoriais e a região endêmica, qual é o diagnóstico mais provável? 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 10 de 16 Alternativas: (alternativa A) Esquistossomose. (alternativa B) Doença de Chagas. (alternativa C) Anemia perniciosa. (alternativa D) (CORRETA) Ancilostomíase. 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 11 de 16 Resposta comentada: A ancilostomíase, uma infecção parasitária causada por Ancylostoma duodenale e Necator americanus, é endêmica em áreas rurais do Nordeste do Brasil. O quadro clínico e laboratorial do paciente, incluindo anemia microcítica e hipocrômica, eosinofilia, palidez, e fraqueza, é típico dessa condição. A presença de sintomas como o sopro cardíaco suave devido à anemia também corrobora o diagnóstico. Anemia perniciosa (Incorreta) Justificativa: A anemia perniciosa é uma forma de anemia megaloblástica causada pela deficiência de vitamina B12, frequentemente associada a alterações neurológicas (como neuropatia) e glossite (inflamação da língua). No entanto, o hemograma desse paciente revela anemia microcítica e hipocrômica, não megaloblástica. Além disso, a eosinofilia não é característica da anemia perniciosa. Portanto, essa alternativa é incorreta. Doença de Chagas (Incorreta) Justificativa: A Doença de Chagas, endêmica no Brasil, especialmente nas regiões rurais, pode causar sintomas como cardiomiopatia, megacólon e disfagia em sua forma crônica. Contudo, o quadro clínico apresentado pelo paciente, incluindo anemia microcítica e hipocrômica, eosinofilia e sintomas gastrointestinais crônicos, não é característico da Doença de Chagas. Além disso, a eosinofilia não é um achado comum nessa doença. Por isso, essa alternativa é incorreta. Esquistossomose (Incorreta) Justificativa: A esquistossomose, causada pelo Schistosoma mansoni, pode causar anemia, mas o quadro clínico mais comum inclui hepatoesplenomegalia e hipertensão portal, o que não está presente no paciente em questão. Além disso, a anemia na esquistossomose tende a ser normocítica e normocrômica, não microcítica e hipocrômica como observado neste paciente. A eosinofilia pode estar presente, mas o conjunto de sintomas e achados clínicos do paciente não é compatível com esquistossomose. Portanto, essaalternativa é incorreta. Leishmaniose visceral (Incorreta) Justificativa: A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é uma infecção sistêmica que pode causar febre prolongada, hepatoesplenomegalia e anemia. No entanto, o quadro clínico descrito no paciente, que inclui anemia microcítica e hipocrômica com eosinofilia, não é típico da leishmaniose visceral, que geralmente apresenta anemia normocítica ou macrocítica. Além disso, a febre prolongada e a hepatoesplenomegalia, característicos da leishmaniose visceral, não foram observados no paciente. Assim, essa alternativa é incorreta. Referências: DANI, Renato; PASSOS, Maria do Carmo F. Gastroenterologia Essencial, 4ª edição. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN, 2011 FEREIRA, Marcelo U. Parasitologia Contemporânea.: Grupo GEN, 2020. E-book. ISBN 9788527737166. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737166/. Acesso em: 30 mai. 2024. Feedback: -- 8ª QUESTÃO 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 12 de 16 Enunciado: ( AFYA ABAETETUBA) Homem de 78 anos encontra-se dependente total para as atividades instrumentais e independente para as atividades básicas da vida diária. A filha solicita uma visita domiciliar pois relata que seu pai apresenta esquecimento há 01 ano, com piora progressiva, associado a alucinações visuais e delírios de roubo. Possui como antecedentes pessoais hipertensão arterial estágio 1, diabetes mellitus tipo 2, obesidade grau I e osteoartrite dos joelhos, deambulando com auxílio de andador. Faz uso contínuo de losartana 100 mg/dia e metformina 850 mg/dia. Analise as assertivas sobre a Avaliação Geriátrica Ampla do paciente: I. A capacidade funcional está preservada. II. A polifarmácia está ausente. III. O paciente apresenta multimorbidades. IV. Um dos testes utilizados para avaliar a cognição é o teste do desenho do relógio. Estão corretas as afirmativas: Alternativas: (alternativa A) I, II e III. (alternativa B) I, II e IV,. (alternativa C) I, III e IV. (alternativa D) (CORRETA) II, III e IV. 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 13 de 16 Resposta comentada: I. Errada: capacidade funcional é a capacidade de manter habilidades físicas e mentais para uma vida com autonomia e independência, ou seja, ser capaz de realizar atividades de vida diária (AVDs), tanto as básicas quanto as instrumentais, sendo mensuradas por instrumentos de avaliação específicos (escalas e testes). II. Correta: polifarmácia é definida como uso de múltiplos medicamentos, sendo a utilização de cinco ou mais medicamentos o número mais aceito para essa definição, havendo uma relação direta entre número de medicamentos e a presença de eventos adversos. III. Correta: multimorbidades é definida como a presença de duas ou mais doenças crônicas no mesmo indivíduo. IV. Correta: a cognição é o conjunto de processos mentais que permite pensar, perceber e aprender. Inclui a atenção, a percepção, a memória, o raciocínio, o juízo, a imaginação, o pensamento, a linguagem, entre outros. O Teste do desenho do relógio (TDR) avalia memória, funções executivas, habilidades visuoconstrutivas, compreensão verbal e abstração. Referência: PORTO, Celmo C. Semiologia Médica, 8ª edição. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2019. E-book. ISBN 9788527734998. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734998/. Acesso em: 14 ago. 2024. Feedback: -- 9ª QUESTÃO Enunciado: ( IESVAP) Paciente de 62 anos, comparece para atendimento na Estratégia Saúde da Família, pois vem apresentando há cerca de 06 meses: perda de peso, diminuição do apetite, fezes em fita co sangue vivo e dor frequente em região de hipogastro. Trouxe hemograma realizado há 03 semanas que evidenciou anemia hipocrômica e microcítica. Diante do quadro em questão, realiza-se o exame físico proctológico com toque retal. Baseado no quadro apresentado, responda: A. Qual a principal hipótese diagnóstica? Justifique. (valor: 0,5). B. Descreva qual seria achado esperado no toque retal. (valor 1,0). C. Estabeleça 03 diagnósticos diferenciais para a enterorragia considerando clinica e toque retal . (valor 1,0). Alternativas: -- 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 14 de 16 Resposta comentada: A. Considerando as características do quadro clínico apresentado. O paciente tem 62 anos, idade em que a incidência de câncer colorretal aumenta significativamente. A combinação de perda de peso, diminuição do apetite, fezes em fita com sangue vivo e dor na região hipogástrica, juntamente com anemia hipocrômica e microcítica, são sinais sugestivos de neoplasia colorretal, possivelmente localizada no reto ou cólon distal. A anemia microcítica e hipocrômica sugere uma perda crônica de sangue, comum em casos de tumores intestinais. B. O estudante pode citar qualquer um dos abaixo: Diagnósticos diferenciais possíveis de serem citados pelo estudante são: - Doença Diverticular: o sangramento é geralmente indolor, mas pode ser volumoso. O toque retal não revela massas, mas pode evidenciar sangramento fresco. - Doença hemorroidária: sangramento geralmente observado ao final da evacuação, muitas vezes indolor. O toque retal pode não revelar massas significativas, mas a inspeção anal pode mostrar hemorroidas externas ou prolapsadas. - Fissuras Anais: Pequenas lacerações na mucosa anal, levam a dor intensa seguida de sangramento. No toque retal, a dor pode ser exacerbada, mas a palpação geralmente não revela massa. - Colite Isquêmica: inflamação do cólon devido à isquemia, resultando em dor abdominal, febre e sangramento. O toque retal pode ser doloroso, mas não apresenta massas. - Pólipos adenomatosos: podem causar sangramento crônico e intermitente. No toque retal, pequenos pólipos podem não ser detectáveis, mas massas maiores podem ser palpáveis. C. Descrição: presença de uma massa ou irregularidade na parede retal, que pode ser palpável como uma lesão endurecida, irregular, ou uma área de espessamento anormal da mucosa retal. Pode ser dolorosa ao toque e pode estar associada à presença de sangue no dedo após o exame. Referências: PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. Recurso online. ISBN 978-85-277-3498-1. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734998. National Cancer Institute. Physician Data Query (PDQ). Rectal Cancer Treatment. 2023. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/colorectal/hp/rectal-treatment-pdq. Feedback: -- 10ª QUESTÃO 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 15 de 16 Enunciado: ( UNIFIPMOC) Homem de 32 anos apresenta-se em unidade hospitalar com quadro de dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia, com evolução de 1 semana. Tem histórico de uso compartilhado de seringa. Cartão vacinal completo. O médico assistente solicita exames laboratoriais, que apresentam os seguintes resultados: Bilirrubina total: 1,4 mg/dL. Referência (R): 0,2 a 1 mg/dL Bilirrubina direta: 0,8 mg/dL. R: 0 a 0,2 mg/dL Bilirrubina indireta: 0,6 mg/dL. R: 0,2 a 0,8 mg/dL Aspartato aminotransferase: 400 U/L. R: até 38 U/L Alanina aminotransferase: 510 U/L. R: até 41 U/L Anti HCV: reagente Para confirmação de um quadro agudo da principal hipótese diagnóstica, o paciente deve apresentar: Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) HCV RNA viral positivo. (alternativa B) sorologia HCV-IgG reagente. (alternativa C) sorologia Anti-HBc reagente. (alternativa D) HCV DNA viral positivo. Resposta comentada: Diante do quadro clínico e laboratorial apresentado, sobretudo a sorologia anti-HCV reagente, fica clara a relação com a infecção pelo vírus da hepatite C, a ser confirmada como fase aguda ao se detectar vírus circulante na corrente sanguínea, sendo ao exame indicativo direto da presença do vírus C a detecção do RNA viral. HCV RNA viral positivo: correta, conforme parágrafo anterior. sorologia Anti-HBc reagente: incorreta, pois trata-se de sorologia para hepatiteB. HCV DNA viral positivo: incorreta, pois trata-se de RNA e não DNA. sorologia HCV-IgG reagente: incorreta, pois não é possível identificação da fração IG. E mesmo que fosse, não caracteriza fase aguda. Referência: DUNCAN, Bruce B.; SCHMIDT, Maria I.; GIUGLIANI, Elsa R J.; et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Grupo A, 2022. E-book. ISBN 9786558820437. Feedback: -- 000136.520011.ed1cd7.144b5c.b7495d.1fcbb2.2c04d3.6e1b5 Pgina 16 de 16