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AFYA CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL Aluno: Componente Curricular: Habilidades e Atitudes Médicas III Professor (es): Período: 202501 Turma: Data: N1 ESPECÍFICA_3 PERIODO_10ABRIL_2025.1_HAM RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA PROVA 15543 - CADERNO 001 1ª QUESTÃO Enunciado: (AFYA PALMAS) Um menino de 10 anos, com histórico de hipertensão não controlada, é levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) apresentando dispneia progressiva, ortopneia e edema em membros inferiores. No exame físico, observa-se taquipneia, estertores crepitantes em bases pulmonares, ritmo de galope e hepatomegalia. PA 190/115 mmHg (acima do percentil 95 +12). Diante da suspeita clínica, foram solicitados os seguintes exames complementares: Ecocardiograma: fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) de 40% (valor de referência: 55-65%). Radiografia de tórax: cardiomegalia e sinais de congestão pulmonar. Eletrocardiograma (ECG): Hipertrofia ventricular esquerda (HVE). Peptídeo Natriurético do tipo B (BNP): 800 pg/mL (valor de referência:P95 + 12mmHg para sexo, idade e altura. (alternativa B) As medidas da PA do paciente podem ser classificadas em diferentes percentis, são necessários, portanto, solicitação de exames complementares para confirmação diagnóstica. (alternativa C) A criança apresenta peso elevado para a sua idade e a análise determina normotensão, já que todas suas aferições estão abaixo de 120 x 80 mmHg. (alternativa D) O paciente apresenta a classificação de PA como "pressão arterial elevada", pois há medidas de PA > P50 e P50 para sexo, idade e altura. Justificativa: O critério para pressão arterial elevada em crianças não é simplesmente estar acima do P50. A pressão arterial elevada é definida por medidas que estão no percentil 90 ou acima. As medidas estão acima do P95, o que indica hipertensão estágio 1. Alternativa errada: Como as medidas da PA do paciente podem ser classificadas em diferentes percentis, são necessárias solicitações de exames complementares para confirmação diagnóstica. Justificativa: Embora exames complementares possam ser úteis para uma avaliação mais completa, as medidas de pressão arterial de João foram feitas utilizando a técnica, preparação e materiais corretos e, portanto, fidedignas, indicando hipertensão estágio 1 com base nos percentis fornecidos. Referências: PEDIATRIA, Sociedade Brasileira de. Tratado de pediatria. 6ª ed. Barueri: Manole, 2024. E- book. p.Capa. ISBN 9788520458679. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 20 nov. 2024. Fonte da figura: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Manual de Orientação: Hipertensão Arterial na Infância e Adolescência. Departamento Científico de Nefrologia. 2021. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21635c-MO_- _Hipertensao_Arterial_Infanc_e_Adolesc. Acesso em: 20 nov. 2024. 4ª QUESTÃO Enunciado: (AFYA PARAÍBA) Recém-nascido do sexo masculino, 38 semanas, peso de 3.200g, nasce por parto vaginal sem intercorrências, Apgar 9/9. No exame físico realizado na sala de parto, apresenta-se ativo, com boa perfusão periférica e frequência respiratória de 50 incursões por minuto. Na ausculta cardíaca, é identificado um sopro sistólico grau II/VI na borda esternal esquerda. Na avaliação subsequente, realizada às 24 horas de vida, o recém-nascido mantém-se estável, sem sinais de desconforto respiratório, mas o teste de oximetria de pulso revela saturação de 95% no membro superior direito e 89% no membro inferior esquerdo. Diante do caso, marque a alternativa que apresenta a conduta preconizada. 000155.430015.b3ac0d.3e921f.04c614.330e4a.f12aba.a7ba9 Pgina 5 de 15 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Encaminhar para ecocardiografia devido à suspeita de cardiopatia congênita. (alternativa B) Liberar para alta hospitalar, pois a diferença de saturação é esperada em recém-nascidos. (alternativa C) Repetir a oximetria após uma hora para confirmar a persistência da alteração. (alternativa D) Iniciar oxigenioterapia e manter o recém-nascido em observação por 24 horas. Resposta comentada: Resposta correta: Encaminhar para ecocardiografia devido à suspeita de cardiopatia congênita crítica. Justificativa: O teste do coraçãozinho é considerado positivo quando há: • Saturaçãona emergência de um hospital universitário após um episódio de dor torácica intensa, associado a sudorese e dispneia. Exames laboratoriais e eletrocardiograma confirmaram o diagnóstico de infarto agudo do miocárdio extenso, com insuficiência cardíaca avançada e choque cardiogênico. Após a estabilização inicial da UTI, a equipe médica fez novas avaliações e concluiu que o prognóstico do paciente é reservado, com baixa resposta às terapias convencionais e transplante cardíaco como única opção terapêutica de longo prazo. Utilizando o caso clínico apresentado, descreva detalhadamente os seis passos do protocolo SPIKES. (Valor: 2,5 pontos) Alternativas: -- 000155.430015.b3ac0d.3e921f.04c614.330e4a.f12aba.a7ba9 Pgina 8 de 15 Resposta comentada: A comunicação de más notícias exige empatia e clareza. No caso do Sr. João, aplicamos o protocolo SPIKES para garantir uma abordagem estruturada. Primeiramente, é essencial preparar um ambiente reservado, tranquilo e sem interrupções (Setting). Em seguida, exploramos a compreensão do paciente sobre sua condição com perguntas abertas (Perception): “O que o senhor entende sobre seu quadro até agora?”. Depois, verificamos o quanto ele deseja saber (Invitation), respeitando sua autonomia. Ao fornecer a informação (Knowledge), usamos frases diretas e compreensíveis: “Seu coração está muito fraco e, infelizmente, as medicações não estão mais sendo eficazes. A única opção definitiva seria o transplante, mas precisamos avaliar se o senhor é elegível.” Respondemos às reações emocionais com empatia (Emotion): “Sei que essa notícia é difícil, estamos aqui para apoiá-lo.” Validamos suas emoções e oferecemos suporte. Por fim, resumimos o quadro e explicamos as próximas etapas (Strategy and Summary): “Vamos avaliar sua elegibilidade para o transplante e, caso não seja possível, discutiremos alternativas para melhorar sua qualidade de vida.” Essa abordagem promove um cuidado ético e humanizado, assegurando a participação ativa do paciente e dos familiares nas decisões. Referências: QUIEL BARROS MARTINS, N.; GABRIELA THOMAZINI, M.; TAVARES RODRIGUES, M.; SOUZA MATOS, M.; RIBEIRO SOUTO, R. Comunicação de más notícias através do protocolo SPIKES: uma revisão bibliográfica. Revista Master - Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 8, n. 15, 2023. DOI: 10.47224/revistamaster.v8i15.414. Disponível em: https://revistamaster.imepac.edu.br/RM/article/view/414. Acesso em: 25 mar. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Comunicação de notícias difíceis. Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/comunicacao_noticias_dificeis.pdf. Acesso em: 18 nov. 2024. 7ª QUESTÃO Enunciado: (AFYA IPATINGA) Homem, de 74 anos, procurou atendimento médico em Unidade de Saúde da Família apresentando dispneia em repouso e ortopneia, além de edema em membros inferiores. Paciente é hipertenso há 25 anos, sem controle adequado. No exame físico, apresentava turgência da jugular, edema de MMII (2+/4+), pulsos amplos, rítmicos e regulares. FC 102 bpm; PA = 150 x 90 mmHg. Ictus cordis desviado para a esquerda com 3 polpas digitais. Bulhas normorrítmicas com presença de B3 e sopro sistólico mais audível em foco mitral. Sons respiratórios com presença de crepitações bibasais. Abdome com fígado palpável a 8 cm do rebordo costal direito e refluxo hepato-jugular presente. De acordo com o caso clínico apresentado acima, pode-se afirmar que: 000155.430015.b3ac0d.3e921f.04c614.330e4a.f12aba.a7ba9 Pgina 9 de 15 Alternativas: (alternativa A) a ausculta pulmonar apresentada pode ser justificada devido à presença de insuficiência cardíaca direita. (alternativa B) (CORRETA) a bulha acessória auscultada pode ser justificada por hipertrofia do ventrículo esquerdo com déficit de relaxamento. (alternativa C) a manobra realizada por meio de compressão hepática sugere a presença de insuficiência cardíaca esquerda. (alternativa D) o sopro cardíaco auscultado pode ser explicado pela presença de uma insuficiência da valva aórtica. Resposta comentada: O sopro auscultado no paciente acima sugere tratar-se de uma insuficiência mitral por ser um sopro sistólico e ter sido mais audível em foco mitral, lembrando que o sopro da insuficiência aórtica é um sopro diastólico. A ausculta pulmonar indica tratar-se de um quadro de congestão pulmonar que, considerando o contexto clínico do paciente, pode ser explicado por insuficiência do coração esquerdo (ICE). A manobra de compressão hepática realizada no caso acima, ou seja, o refluxo hépato-jugular presente, evidencia a presença de congestão sistêmica causada pela insuficiência cardíaca direita (compressão hepática e distensão da jugular). A bulha acessória auscultada, no caso B3, pode ser justificada pela hipertrofia do ventrículo esquerdo com déficit de relaxamento (demonstrada pelo desvio e extensão aumentada do ictus). Referências: PORTO, C.C. Semiologia Médica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. E-book. ISBN 9788527734998. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734998. Acesso em: 30 out. 2024. PORTO, C. C.; PORTO, A. L. Exame Clínico. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. E-book. p. 304. ISBN 9788527731034. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527731034/. Acesso em: 08 nov. 2024. 8ª QUESTÃO 000155.430015.b3ac0d.3e921f.04c614.330e4a.f12aba.a7ba9 Pgina 10 de 15 Enunciado: (IESVAP) Um homem, de 55 anos, com histórico de hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia e tabagismo há 35 anos, procura a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com dor precordial intensa em aperto há 50 minutos, irradiando para o braço esquerdo, associada a sudorese fria e náusea. O eletrocardiograma (ECG) realizado na admissão revela supradesnivelamento do segmento ST em DII, DIII e aVF, com infradesnivelamento recíproco em DI e aVL. Com base nesse quadro clínico e no achado eletrocardiográfico, qual é o diagnóstico mais provável e quais são os fatores de risco que são modificáveis? Alternativas: (alternativa A) Pericardite aguda; fatores de risco possíveis de serem modificáveis no paciente: tabagismo e dislipidemia. (alternativa B) (CORRETA) Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) de parede inferior; fatores de risco modificáveis: tabagismo, dislipidemia e hipertensão arterial. (alternativa C) Infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST); fatores de risco modificáveis: histórico familiar e idade. (alternativa D) Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) de parede inferior; fatores de risco modificáveis: idade, sexo e histórico familiar. 000155.430015.b3ac0d.3e921f.04c614.330e4a.f12aba.a7ba9 Pgina 11 de 15 Resposta comentada: O supra de ST em DII, DIII e aVF indica um infarto agudo do miocárdio com supra de ST (IAMCSST) de parede inferior. Os principais fatores de risco modificáveis são tabagismo, dislipidemia e hipertensão arterial, pois podem ser controlados com mudanças no estilo de vida e tratamento adequado. A alternativa "Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) de parede inferior; fatores de risco modificáveis: idade, sexo e histórico familiar" está incorreta porque idade, sexo e histórico familiar não são fatores de risco modificáveis. A alternativa "Pericardite aguda; fatores de risco possíveis de serem modificáveis no paciente: tabagismo e dislipidemia" está incorreta porque, apesar de tabagismo e dislipidemia serem fatores de risco modificáveis, não são fatores de risco conhecidos para pericardite aguda, que geralmente está associada a infecções virais, doenças autoimunes ou insuficiência renal. A alternativa "Infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST); fatores de risco modificáveis: histórico familiar e idade" está errada porque descreve um IAM sem supra de ST, o que não condiz com o achado eletrocardiográfico apresentado no caso. Referências: NICOLAU, J.C.; FEITOSA FILHO, G. S.; PETRIZ, J. L.; et al. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnível do Segmento ST – 2021. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 117, n. 1, p. 181- 264, 2021. Disponível em: https://abccardiol.org/article/diretrizes-da-sociedade-brasileira-de- cardiologia-sobre-angina-instavel-e-infarto-agudo-do-miocardio-sem-supradesnivel-do-segmento- st-2021/. Acesso em: 10 nov. 2024. TIMERMAN, Ari; et al. V Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 105, n. 2, supl. 1, p. 1-105, 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/abc/a/VPF5J5cmYSyFFfM8Xfd7dkf/. Acesso em: 10 nov. 2024. PORTO, Celmo C. Semiologia Médica. 8ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. E- book. p. 384. ISBN 9788527734998. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527734998/. Acesso em: 10 mar. 2025. 9ª QUESTÃO Enunciado: (UNIPTAN) Um lactente do sexo masculino dá entrada no pronto-socorro acompanhado de sua mãe, a qual refere que seu filho é portador da cardiopatia congênita confirmada ao ecocardiograma como estenose da valva pulmonar e está muito cansado. A) Explicite outros sintomas que a criança possa apresentar. (0,5 pontos) B) Explique 03 possíveis achados do exame físico do aparelho cardiovascular para esse caso. (1,0 ponto) C) Descreva os achados radiográficos esperados. (1,0 ponto) Alternativas: -- 000155.430015.b3ac0d.3e921f.04c614.330e4a.f12aba.a7ba9 Pgina 12 de 15 Resposta comentada: Outros sintomas possíveis: A estenose da valva pulmonar pode levar a sintomas decorrentes da sobrecarga do ventrículo direito e da redução do débito cardíaco. Assim, além do cansaço relatado pela mãe, o lactente pode apresentar: Dispneia (especialmente aos esforços, como a amamentação); Cianose (nos casos mais graves, devido ao desvio de sangue da direita para a esquerda através do forame oval patente); Irritabilidade e dificuldade para ganhar peso (devido ao aumento do trabalho cardíaco). Dificuldade para mamar. Achados do exame físico do aparelho cardiovascular. Na estenose da valva pulmonar, os achados no exame físico cardiovascular variam conforme a gravidade da obstrução ao fluxo do ventrículo direito para a artéria pulmonar. Os principais achados incluem: Sopro sistólico ejetivo na borda esternal esquerda superior (foco pulmonar), de intensidade variável, geralmente mais audível no segundo espaço intercostal esquerdo. Esse sopro decorre do fluxo turbulento através da valva estenosada. Desdobramento amplo da segunda bulha cardíaca (B2), pois a ejeção prolongada do ventrículo direito atrasa o fechamento da valva pulmonar. Impulso ventricular direito visível ou palpável no paraesternal esquerdo, refletindo hipertrofia ventricular direita. Click de ejeção sistólico, melhor audível no foco pulmonar, devido à abertura súbita da valva pulmonar rígida. Pulso venoso jugular com onda "a" aumentada, em casos de sobrecarga do átrio direito A radiografia de tórax pode revelar alterações sugestivas de estenose pulmonar, incluindo: Aumento do ventrículo direito, observável como um abaulamento no contorno cardíaco direito na projeção posteroanterior. Redução da vascularização pulmonar, em casos graves com hipoperfusão pulmonar significativa. Elevação da ponta do coração, conferindo um aspecto globoso à silhueta cardíaca, compatível com sobrecarga ventricular direita. Referências: SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Sistematização do atendimento ao recém- nascido com suspeita ou diagnóstico de cardiopatia congênita. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/23544c- MO_Sistemat_atend_RN_cSuspeita_CardCongenita.pdf. Acesso em: 06 mar. 2024. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Avaliação da criança com sopro cardíaco. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/_21417c- DC_AvaliacCrianc_com_soproCardiaco.pdf. Acesso em: 06 mar. 2024. 000155.430015.b3ac0d.3e921f.04c614.330e4a.f12aba.a7ba9 Pgina 13 de 15 10ª QUESTÃO Enunciado: (UNITPAC) Um homem, de 72 anos, ex-tabagista inveterado e hipertenso, procura atendimento em unidade especializada por dispneia progressiva aos esforços há um ano, associada a fadiga e episódios de vertigem. Nos últimos meses, passou a relatar angina mesmo em atividades leves e dois episódios de pré-síncope durante caminhadas de curtas distâncias. No exame físico, apresenta pressão arterial de 130/70 mmHg, frequência cardíaca de 78 bpm e pulso carotídeo de amplitude reduzida e ascensão lenta. À inspeção, nota-se ictus desviado. À ausculta cardíaca, observa-se um sopro sistólico de alta frequência, em crescendo e decrescendo, auscultado principalmente no segundo espaço intercostal direito e irradiado para regiões adjacentes. Qual achado de exame físico adicional é mais característico da condição suspeitada para esse paciente? Alternativas: (alternativa A) Diminuição do sopro com o agachamento e reforço diastólico na borda esternal esquerda. (alternativa B) Aumento da intensidade do sopro com a elevação dos membros inferiores e desdobramento fixo da segunda bulha. (alternativa C) (CORRETA) Redução do sopro com a manobra de Valsalva e atraso no pico do pulso carotídeo. (alternativa D) Sopro holossistólico irradiado para a axila e presença de terceira bulha. 000155.430015.b3ac0d.3e921f.04c614.330e4a.f12aba.a7ba9 Pgina 14 de 15 Resposta comentada: O quadro clínico sugere uma doença valvar obstrutiva, que compromete a ejeção do ventrículo esquerdo: estenose aórtica. A presença de sopro sistólico crescendo-decrescendo, pulso carotídeo com ascensão lenta (parvus et tardus), angina, dispneia e pré-síncope são achados sugestivos de uma condição que causa restrição ao fluxo sanguíneo na via de saída ventricular esquerda (Silva, 2019). A manobra de Valsalva reduz o sopro devido à diminuição do retorno venoso e do volume sistólico, o que reduz a intensidade do fluxo pela valva comprometida (Silva, 2019). O pulso carotídeo atrasado e de baixa amplitude reflete o impacto da obstrução ao fluxo ventricular. Tendo em vista o exposto, a primeira alternativa é que se configura como a correta. O aumento do sopro com elevação dos membros inferiores sugere miocardiopatia hipertrófica obstrutiva, e não uma valvopatia obstrutiva fixa. Além disso, o desdobramento fixo da segunda bulha é característico de sobrecarga de volume no coração direito (Porto, 2019), como na comunicação interatrial, e não da condição desse paciente. A diminuição do sopro com o agachamento ocorre em doenças com gradiente dinâmico, como miocardiopatia hipertrófica, e não em condições com obstrução fixa. Além disso, um reforço diastólico na borda esternal esquerda sugere regurgitação aórtica, que não se encaixa no quadro descrito (Silva, 2019). Um sopro holossistólico irradiado para a axila e presença de terceira bulha são indicativos de insuficiência mitral (Porto, 2019), uma condição associada a sobrecarga de volume e dilatação do átrio esquerdo, o que não explica os sintomas apresentados pelo paciente. Referências: PORTO, Celmo C. Semiologia Médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 8ª edição, 2019. E- book. p. 76. ISBN 9788527734998. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527734998/. Acesso em: 22 fev. 2025. SILVA, Rose Mary Ferreira Lisboa da. Semiologia Cardiovascular: Método Clínico, Principais Síndromes e Exames Complementares. Rio de Janeiro: Thieme Revinter, 2019. E-book. p. 127. ISBN 9788554651893. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788554651893/. Acesso em: 22 fev. 2025. 000155.430015.b3ac0d.3e921f.04c614.330e4a.f12aba.a7ba9 Pgina 15 de 15