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N1 ESPECÍFICA HAM 3 2025-1

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Questões resolvidas

Um menino de 10 anos, com histórico de hipertensão não controlada, é levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) apresentando dispneia progressiva, ortopneia e edema em membros inferiores. No exame físico, observa-se taquipneia, estertores crepitantes em bases pulmonares, ritmo de galope e hepatomegalia. PA 190/115 mmHg (acima do percentil 95 +12). Diante da suspeita clínica, foram solicitados os seguintes exames complementares: Ecocardiograma: fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) de 40% (valor de referência: 55-65%). Radiografia de tórax: cardiomegalia e sinais de congestão pulmonar. Eletrocardiograma (ECG): Hipertrofia ventricular esquerda (HVE). Peptídeo Natriurético do tipo B (BNP): 800 pg/mL (valor de referência: < 100 pg/mL).
Qual das interpretações dos resultados dos exames complementares é a adequada para auxiliar na confirmação do diagnóstico e manejo da doença nesta criança?
A FEVE de 40% exclui a possibilidade de insuficiência cardíaca, sendo necessário investigar outras causas para os sintomas do paciente.
A radiografia de tórax e o ECG confirmam a insuficiência cardíaca, mas o valor do BNP é inespecífico e não contribui para o diagnóstico.
O BNP elevado, em conjunto com os achados clínicos e os resultados do ecocardiograma, radiografia e ECG, reforça o diagnóstico de insuficiência cardíaca.
A HVE no ECG indica apenas sobrecarga ventricular devido à hipertensão, sem relação direta com a insuficiência cardíaca.

Uma criança do sexo masculino, 4 anos, comparece à consulta com o médico da UBS próxima à sua casa, acompanhada de sua mãe, para sua primeira consulta médica em 2 anos, onde a principal queixa é a falta de apetite para “comida de verdade”. - Esse aí só quer comer besteira, doutor. Só gosta de salsicha e bolacha e fica vendo desenho o dia todo. Não come um feijão com arroz, mesmo eu já tendo tentado de tudo para que ele se alimente melhor. Após detalhar o histórico clínico, o médico inicia o exame físico do paciente, que permaneceu toda a consulta sentado calmo ao lado de sua mãe. Ele tem 100 cm de altura (adequado para a idade), 23 kg (elevado para a idade) e, na aferição da pressão arterial utilizando a preparação, materiais e a técnica correta, encontraram-se os seguintes resultados: 1ª aferição: 103 x 58 mmHg, 2ª aferição: 110 x 66 mmHg, 3ª aferição: 112 x 69 mmHg.
Analise os dados acima, aplicando-os na tabela abaixo. Indique a alternativa que apresenta a interpretação correta desses dados.
A criança é um paciente com hipertensão estágio 1, pois apresenta PA ≥ P95 até < P95 + 12mmHg para sexo, idade e altura.
As medidas da PA do paciente podem ser classificadas em diferentes percentis, são necessários, portanto, solicitação de exames complementares para confirmação diagnóstica.
A criança apresenta peso elevado para a sua idade e a análise determina normotensão, já que todas suas aferições estão abaixo de 120 x 80 mmHg.
O paciente apresenta a classificação de PA como 'pressão arterial elevada', pois há medidas de PA > P50 e < P(% para sexo, idade e altura.

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Questões resolvidas

Um menino de 10 anos, com histórico de hipertensão não controlada, é levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) apresentando dispneia progressiva, ortopneia e edema em membros inferiores. No exame físico, observa-se taquipneia, estertores crepitantes em bases pulmonares, ritmo de galope e hepatomegalia. PA 190/115 mmHg (acima do percentil 95 +12). Diante da suspeita clínica, foram solicitados os seguintes exames complementares: Ecocardiograma: fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) de 40% (valor de referência: 55-65%). Radiografia de tórax: cardiomegalia e sinais de congestão pulmonar. Eletrocardiograma (ECG): Hipertrofia ventricular esquerda (HVE). Peptídeo Natriurético do tipo B (BNP): 800 pg/mL (valor de referência: < 100 pg/mL).
Qual das interpretações dos resultados dos exames complementares é a adequada para auxiliar na confirmação do diagnóstico e manejo da doença nesta criança?
A FEVE de 40% exclui a possibilidade de insuficiência cardíaca, sendo necessário investigar outras causas para os sintomas do paciente.
A radiografia de tórax e o ECG confirmam a insuficiência cardíaca, mas o valor do BNP é inespecífico e não contribui para o diagnóstico.
O BNP elevado, em conjunto com os achados clínicos e os resultados do ecocardiograma, radiografia e ECG, reforça o diagnóstico de insuficiência cardíaca.
A HVE no ECG indica apenas sobrecarga ventricular devido à hipertensão, sem relação direta com a insuficiência cardíaca.

Uma criança do sexo masculino, 4 anos, comparece à consulta com o médico da UBS próxima à sua casa, acompanhada de sua mãe, para sua primeira consulta médica em 2 anos, onde a principal queixa é a falta de apetite para “comida de verdade”. - Esse aí só quer comer besteira, doutor. Só gosta de salsicha e bolacha e fica vendo desenho o dia todo. Não come um feijão com arroz, mesmo eu já tendo tentado de tudo para que ele se alimente melhor. Após detalhar o histórico clínico, o médico inicia o exame físico do paciente, que permaneceu toda a consulta sentado calmo ao lado de sua mãe. Ele tem 100 cm de altura (adequado para a idade), 23 kg (elevado para a idade) e, na aferição da pressão arterial utilizando a preparação, materiais e a técnica correta, encontraram-se os seguintes resultados: 1ª aferição: 103 x 58 mmHg, 2ª aferição: 110 x 66 mmHg, 3ª aferição: 112 x 69 mmHg.
Analise os dados acima, aplicando-os na tabela abaixo. Indique a alternativa que apresenta a interpretação correta desses dados.
A criança é um paciente com hipertensão estágio 1, pois apresenta PA ≥ P95 até < P95 + 12mmHg para sexo, idade e altura.
As medidas da PA do paciente podem ser classificadas em diferentes percentis, são necessários, portanto, solicitação de exames complementares para confirmação diagnóstica.
A criança apresenta peso elevado para a sua idade e a análise determina normotensão, já que todas suas aferições estão abaixo de 120 x 80 mmHg.
O paciente apresenta a classificação de PA como 'pressão arterial elevada', pois há medidas de PA > P50 e < P(% para sexo, idade e altura.

Prévia do material em texto

AFYA 
CURSO DE MEDICINA - AFYA
NOTA FINAL
Aluno:
Componente Curricular: Habilidades e Atitudes Médicas III
Professor (es):
Período: 202501 Turma: Data:
N1 ESPECÍFICA_3 PERIODO_10ABRIL_2025.1_HAM
RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA
PROVA 15543 - CADERNO 001
1ª QUESTÃO
Enunciado:
(AFYA PALMAS) Um menino de 10 anos, com histórico de hipertensão não controlada, é levado
à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) apresentando dispneia progressiva, ortopneia e edema
em membros inferiores. No exame físico, observa-se taquipneia, estertores crepitantes em bases
pulmonares, ritmo de galope e hepatomegalia. PA 190/115 mmHg (acima do percentil 95 +12).
Diante da suspeita clínica, foram solicitados os seguintes exames complementares:
Ecocardiograma: fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) de 40% (valor de
referência: 55-65%).
Radiografia de tórax: cardiomegalia e sinais de congestão pulmonar.
Eletrocardiograma (ECG): Hipertrofia ventricular esquerda (HVE).
Peptídeo Natriurético do tipo B (BNP): 800 pg/mL (valor de referência:P95 +
12mmHg para sexo, idade e altura.
(alternativa B)
As medidas da PA do paciente podem ser classificadas em diferentes percentis, são
necessários, portanto, solicitação de exames complementares para confirmação diagnóstica. 
(alternativa C)
A criança apresenta peso elevado para a sua idade e a análise determina normotensão, já que
todas suas aferições estão abaixo de 120 x 80 mmHg. 
(alternativa D)
O paciente apresenta a classificação de PA como "pressão arterial elevada", pois há medidas de
PA > P50 e 
P50 para sexo, idade e altura. Justificativa: O critério para pressão arterial elevada em crianças
não é simplesmente estar acima do P50. A pressão arterial elevada é definida por medidas que
estão no percentil 90 ou acima. As medidas estão acima do P95, o que indica hipertensão estágio
1.
Alternativa errada: Como as medidas da PA do paciente podem ser classificadas em diferentes
percentis, são necessárias solicitações de exames complementares para confirmação
diagnóstica. Justificativa: Embora exames complementares possam ser úteis para uma
avaliação mais completa, as medidas de pressão arterial de João foram feitas utilizando a técnica,
preparação e materiais corretos e, portanto, fidedignas, indicando hipertensão estágio 1 com base
nos percentis fornecidos.
Referências: 
PEDIATRIA, Sociedade Brasileira de. Tratado de pediatria. 6ª ed. Barueri: Manole, 2024. E-
book. p.Capa. ISBN 9788520458679. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520458679/. Acesso em: 20 nov. 2024.
Fonte da figura: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Manual de Orientação: Hipertensão
Arterial na Infância e Adolescência. Departamento Científico de Nefrologia. 2021. Disponível
em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21635c-MO_-
_Hipertensao_Arterial_Infanc_e_Adolesc. Acesso em: 20 nov. 2024. 
 
4ª QUESTÃO
Enunciado:
(AFYA PARAÍBA) Recém-nascido do sexo masculino, 38 semanas, peso de 3.200g, nasce por
parto vaginal sem intercorrências, Apgar 9/9. No exame físico realizado na sala de parto,
apresenta-se ativo, com boa perfusão periférica e frequência respiratória de 50 incursões por
minuto. Na ausculta cardíaca, é identificado um sopro sistólico grau II/VI na borda esternal
esquerda. Na avaliação subsequente, realizada às 24 horas de vida, o recém-nascido mantém-se
estável, sem sinais de desconforto respiratório, mas o teste de oximetria de pulso revela
saturação de 95% no membro superior direito e 89% no membro inferior esquerdo.
Diante do caso, marque a alternativa que apresenta a conduta preconizada.
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Encaminhar para ecocardiografia devido à suspeita de cardiopatia congênita.
(alternativa B)
Liberar para alta hospitalar, pois a diferença de saturação é esperada em recém-nascidos.
(alternativa C)
Repetir a oximetria após uma hora para confirmar a persistência da alteração.
(alternativa D)
Iniciar oxigenioterapia e manter o recém-nascido em observação por 24 horas.
Resposta comentada:
Resposta correta: Encaminhar para ecocardiografia devido à suspeita de cardiopatia congênita
crítica.
Justificativa:
O teste do coraçãozinho é considerado positivo quando há:
• Saturaçãona emergência de um hospital universitário após um episódio de dor torácica intensa, associado a
sudorese e dispneia. Exames laboratoriais e eletrocardiograma confirmaram o diagnóstico de
infarto agudo do miocárdio extenso, com insuficiência cardíaca avançada e choque cardiogênico.
Após a estabilização inicial da UTI, a equipe médica fez novas avaliações e concluiu que o
prognóstico do paciente é reservado, com baixa resposta às terapias convencionais e transplante
cardíaco como única opção terapêutica de longo prazo.
Utilizando o caso clínico apresentado, descreva detalhadamente os seis passos do protocolo
SPIKES. (Valor: 2,5 pontos)
Alternativas:
--
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Resposta comentada:
A comunicação de más notícias exige empatia e clareza. No caso do Sr. João, aplicamos o
protocolo SPIKES para garantir uma abordagem estruturada. Primeiramente, é essencial preparar
um ambiente reservado, tranquilo e sem interrupções (Setting). Em seguida, exploramos a
compreensão do paciente sobre sua condição com perguntas abertas (Perception): “O que o
senhor entende sobre seu quadro até agora?”. 
Depois, verificamos o quanto ele deseja saber (Invitation), respeitando sua autonomia. Ao
fornecer a informação (Knowledge), usamos frases diretas e compreensíveis: “Seu coração está
muito fraco e, infelizmente, as medicações não estão mais sendo eficazes. A única opção
definitiva seria o transplante, mas precisamos avaliar se o senhor é elegível.” 
Respondemos às reações emocionais com empatia (Emotion): “Sei que essa notícia é difícil,
estamos aqui para apoiá-lo.” Validamos suas emoções e oferecemos suporte. Por fim,
resumimos o quadro e explicamos as próximas etapas (Strategy and Summary): “Vamos avaliar
sua elegibilidade para o transplante e, caso não seja possível, discutiremos alternativas para
melhorar sua qualidade de vida.” Essa abordagem promove um cuidado ético e humanizado,
assegurando a participação ativa do paciente e dos familiares nas decisões.
Referências:
QUIEL BARROS MARTINS, N.; GABRIELA THOMAZINI, M.; TAVARES RODRIGUES, M.;
SOUZA MATOS, M.; RIBEIRO SOUTO, R. Comunicação de más notícias através do protocolo
SPIKES: uma revisão bibliográfica. Revista Master - Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 8, n. 15,
2023. DOI: 10.47224/revistamaster.v8i15.414. Disponível em:
https://revistamaster.imepac.edu.br/RM/article/view/414. Acesso em: 25 mar. 2025.
BRASIL. Ministério da Saúde. Comunicação de notícias difíceis. Brasília: Ministério da Saúde,
2019. Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/comunicacao_noticias_dificeis.pdf. Acesso em: 18
nov. 2024.
7ª QUESTÃO
Enunciado:
(AFYA IPATINGA) Homem, de 74 anos, procurou atendimento médico em Unidade de Saúde da
Família apresentando dispneia em repouso e ortopneia, além de edema em membros inferiores.
Paciente é hipertenso há 25 anos, sem controle adequado. No exame físico, apresentava
turgência da jugular, edema de MMII (2+/4+), pulsos amplos, rítmicos e regulares. FC 102 bpm;
PA = 150 x 90 mmHg. Ictus cordis desviado para a esquerda com 3 polpas digitais. Bulhas
normorrítmicas com presença de B3 e sopro sistólico mais audível em foco mitral. Sons
respiratórios com presença de crepitações bibasais. Abdome com fígado palpável a 8 cm do
rebordo costal direito e refluxo hepato-jugular presente.
De acordo com o caso clínico apresentado acima, pode-se afirmar que:
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Alternativas:
(alternativa A)
a ausculta pulmonar apresentada pode ser justificada devido à presença de insuficiência cardíaca
direita.
(alternativa B) (CORRETA) 
a bulha acessória auscultada pode ser justificada por hipertrofia do ventrículo esquerdo com
déficit de relaxamento.
(alternativa C)
a manobra realizada por meio de compressão hepática sugere a presença de insuficiência
cardíaca esquerda.
(alternativa D)
o sopro cardíaco auscultado pode ser explicado pela presença de uma insuficiência da valva
aórtica.
Resposta comentada:
O sopro auscultado no paciente acima sugere tratar-se de uma insuficiência mitral por ser um
sopro sistólico e ter sido mais audível em foco mitral, lembrando que o sopro da insuficiência
aórtica é um sopro diastólico.
A ausculta pulmonar indica tratar-se de um quadro de congestão pulmonar que, considerando o
contexto clínico do paciente, pode ser explicado por insuficiência do coração esquerdo (ICE).
A manobra de compressão hepática realizada no caso acima, ou seja, o refluxo hépato-jugular
presente, evidencia a presença de congestão sistêmica causada pela insuficiência cardíaca
direita (compressão hepática e distensão da jugular).
A bulha acessória auscultada, no caso B3, pode ser justificada pela hipertrofia do ventrículo
esquerdo com déficit de relaxamento (demonstrada pelo desvio e extensão aumentada do ictus).
Referências: 
PORTO, C.C. Semiologia Médica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. E-book.
ISBN 9788527734998. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527734998. Acesso em: 30 out. 2024.
PORTO, C. C.; PORTO, A. L. Exame Clínico. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017.
E-book. p. 304. ISBN 9788527731034. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527731034/. Acesso em: 08 nov. 2024.
8ª QUESTÃO
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Enunciado:
(IESVAP) Um homem, de 55 anos, com histórico de hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia e
tabagismo há 35 anos, procura a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com dor precordial
intensa em aperto há 50 minutos, irradiando para o braço esquerdo, associada a sudorese fria e
náusea. O eletrocardiograma (ECG) realizado na admissão revela supradesnivelamento do
segmento ST em DII, DIII e aVF, com infradesnivelamento recíproco em DI e aVL.
Com base nesse quadro clínico e no achado eletrocardiográfico, qual é o diagnóstico mais
provável e quais são os fatores de risco que são modificáveis?
Alternativas:
(alternativa A)
Pericardite aguda; fatores de risco possíveis de serem modificáveis no paciente: tabagismo e
dislipidemia.
(alternativa B) (CORRETA) 
Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) de parede
inferior; fatores de risco modificáveis: tabagismo, dislipidemia e hipertensão arterial. 
(alternativa C)
Infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST); fatores de
risco modificáveis: histórico familiar e idade.
(alternativa D)
Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) de parede
inferior; fatores de risco modificáveis: idade, sexo e histórico familiar.
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Resposta comentada:
O supra de ST em DII, DIII e aVF indica um infarto agudo do miocárdio com supra de ST
(IAMCSST) de parede inferior.
Os principais fatores de risco modificáveis são tabagismo, dislipidemia e hipertensão arterial, pois
podem ser controlados com mudanças no estilo de vida e tratamento adequado.
A alternativa "Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST)
de parede inferior; fatores de risco modificáveis: idade, sexo e histórico familiar" está incorreta
porque idade, sexo e histórico familiar não são fatores de risco modificáveis.
A alternativa "Pericardite aguda; fatores de risco possíveis de serem modificáveis no paciente:
tabagismo e dislipidemia" está incorreta porque, apesar de tabagismo e dislipidemia serem fatores
de risco modificáveis, não são fatores de risco conhecidos para pericardite aguda, que geralmente
está associada a infecções virais, doenças autoimunes ou insuficiência renal.
A alternativa "Infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST);
fatores de risco modificáveis: histórico familiar e idade" está errada porque descreve um IAM sem
supra de ST, o que não condiz com o achado eletrocardiográfico apresentado no caso.
Referências: 
NICOLAU, J.C.; FEITOSA FILHO, G. S.; PETRIZ, J. L.; et al. Diretrizes da Sociedade
Brasileira de Cardiologia sobre Angina Instável e Infarto Agudo do Miocárdio sem
Supradesnível do Segmento ST – 2021. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 117, n. 1, p. 181-
264, 2021. Disponível em: https://abccardiol.org/article/diretrizes-da-sociedade-brasileira-de-
cardiologia-sobre-angina-instavel-e-infarto-agudo-do-miocardio-sem-supradesnivel-do-segmento-
st-2021/. Acesso em: 10 nov. 2024.
 TIMERMAN, Ari; et al. V Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre Tratamento
do Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST. Arquivos Brasileiros de
Cardiologia, v. 105, n. 2, supl. 1, p. 1-105, 2015. Disponível em:
https://www.scielo.br/j/abc/a/VPF5J5cmYSyFFfM8Xfd7dkf/. Acesso em: 10 nov. 2024.
PORTO, Celmo C. Semiologia Médica. 8ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. E-
book. p. 384. ISBN 9788527734998. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527734998/. Acesso em: 10 mar.
2025.
9ª QUESTÃO
Enunciado:
(UNIPTAN) Um lactente do sexo masculino dá entrada no pronto-socorro acompanhado de sua
mãe, a qual refere que seu filho é portador da cardiopatia congênita confirmada ao
ecocardiograma como estenose da valva pulmonar e está muito cansado. 
A) Explicite outros sintomas que a criança possa apresentar. (0,5 pontos)
B) Explique 03 possíveis achados do exame físico do aparelho cardiovascular para esse caso.
(1,0 ponto)
C) Descreva os achados radiográficos esperados. (1,0 ponto)
Alternativas:
--
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Resposta comentada:
Outros sintomas possíveis:
A estenose da valva pulmonar pode levar a sintomas decorrentes da sobrecarga do ventrículo
direito e da redução do débito cardíaco. Assim, além do cansaço relatado pela mãe, o lactente
pode apresentar:
Dispneia (especialmente aos esforços, como a amamentação);
Cianose (nos casos mais graves, devido ao desvio de sangue da direita para a
esquerda através do forame oval patente);
Irritabilidade e dificuldade para ganhar peso (devido ao aumento do trabalho cardíaco).
Dificuldade para mamar.
Achados do exame físico do aparelho cardiovascular.
Na estenose da valva pulmonar, os achados no exame físico cardiovascular variam conforme a
gravidade da obstrução ao fluxo do ventrículo direito para a artéria pulmonar. Os principais
achados incluem:
Sopro sistólico ejetivo na borda esternal esquerda superior (foco pulmonar), de
intensidade variável, geralmente mais audível no segundo espaço intercostal esquerdo.
Esse sopro decorre do fluxo turbulento através da valva estenosada.
 Desdobramento amplo da segunda bulha cardíaca (B2), pois a ejeção prolongada do
ventrículo direito atrasa o fechamento da valva pulmonar.
Impulso ventricular direito visível ou palpável no paraesternal esquerdo, refletindo
hipertrofia ventricular direita.
Click de ejeção sistólico, melhor audível no foco pulmonar, devido à abertura súbita da
valva pulmonar rígida.
Pulso venoso jugular com onda "a" aumentada, em casos de sobrecarga do átrio
direito 
A radiografia de tórax pode revelar alterações sugestivas de estenose pulmonar,
incluindo:
Aumento do ventrículo direito, observável como um abaulamento no
contorno cardíaco direito na projeção posteroanterior.
Redução da vascularização pulmonar, em casos graves com hipoperfusão
pulmonar significativa.
Elevação da ponta do coração, conferindo um aspecto globoso à silhueta
cardíaca, compatível com sobrecarga ventricular direita.
Referências: 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Sistematização do atendimento ao recém-
nascido com suspeita ou diagnóstico de cardiopatia congênita. Disponível em:
https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/23544c-
MO_Sistemat_atend_RN_cSuspeita_CardCongenita.pdf. Acesso em: 06 mar. 2024.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Avaliação da criança com sopro cardíaco.
Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/_21417c-
DC_AvaliacCrianc_com_soproCardiaco.pdf. Acesso em: 06 mar. 2024.
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10ª QUESTÃO
Enunciado:
(UNITPAC) Um homem, de 72 anos, ex-tabagista inveterado e hipertenso, procura atendimento
em unidade especializada por dispneia progressiva aos esforços há um ano, associada a fadiga e
episódios de vertigem. Nos últimos meses, passou a relatar angina mesmo em atividades leves e
dois episódios de pré-síncope durante caminhadas de curtas distâncias. No exame físico,
apresenta pressão arterial de 130/70 mmHg, frequência cardíaca de 78 bpm e pulso carotídeo de
amplitude reduzida e ascensão lenta. À inspeção, nota-se ictus desviado. À ausculta cardíaca,
observa-se um sopro sistólico de alta frequência, em crescendo e decrescendo, auscultado
principalmente no segundo espaço intercostal direito e irradiado para regiões adjacentes.
Qual achado de exame físico adicional é mais característico da condição suspeitada para esse
paciente?
Alternativas:
(alternativa A)
Diminuição do sopro com o agachamento e reforço diastólico na borda esternal esquerda.
(alternativa B)
Aumento da intensidade do sopro com a elevação dos membros inferiores e desdobramento fixo
da segunda bulha.
(alternativa C) (CORRETA) 
Redução do sopro com a manobra de Valsalva e atraso no pico do pulso carotídeo.
(alternativa D)
Sopro holossistólico irradiado para a axila e presença de terceira bulha.
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Resposta comentada:
O quadro clínico sugere uma doença valvar obstrutiva, que compromete a ejeção do ventrículo
esquerdo: estenose aórtica. A presença de sopro sistólico crescendo-decrescendo, pulso
carotídeo com ascensão lenta (parvus et tardus), angina, dispneia e pré-síncope são achados
sugestivos de uma condição que causa restrição ao fluxo sanguíneo na via de saída ventricular
esquerda (Silva, 2019).
A manobra de Valsalva reduz o sopro devido à diminuição do retorno venoso e do volume
sistólico, o que reduz a intensidade do fluxo pela valva comprometida (Silva, 2019). O pulso
carotídeo atrasado e de baixa amplitude reflete o impacto da obstrução ao fluxo ventricular. Tendo
em vista o exposto, a primeira alternativa é que se configura como a correta. 
O aumento do sopro com elevação dos membros inferiores sugere miocardiopatia hipertrófica
obstrutiva, e não uma valvopatia obstrutiva fixa. Além disso, o desdobramento fixo da segunda
bulha é característico de sobrecarga de volume no coração direito (Porto, 2019), como na
comunicação interatrial, e não da condição desse paciente.
A diminuição do sopro com o agachamento ocorre em doenças com gradiente dinâmico, como
miocardiopatia hipertrófica, e não em condições com obstrução fixa. Além disso, um reforço
diastólico na borda esternal esquerda sugere regurgitação aórtica, que não se encaixa no quadro
descrito (Silva, 2019).
Um sopro holossistólico irradiado para a axila e presença de terceira bulha são indicativos de
insuficiência mitral (Porto, 2019), uma condição associada a sobrecarga de volume e dilatação do
átrio esquerdo, o que não explica os sintomas apresentados pelo paciente.
Referências: 
PORTO, Celmo C. Semiologia Médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 8ª edição, 2019. E-
book. p. 76. ISBN 9788527734998. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527734998/. Acesso em: 22 fev. 2025.
SILVA, Rose Mary Ferreira Lisboa da. Semiologia Cardiovascular: Método Clínico, Principais
Síndromes e Exames Complementares. Rio de Janeiro: Thieme Revinter, 2019. E-book. p. 127.
ISBN 9788554651893. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788554651893/. Acesso em: 22 fev. 2025.
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