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PSICOLOGIA APLICADAS 
NAS ORGANIZAÇÕES
Antonia Cristina Vieira Silva Bezerra
Sumário
INTRODUÇÃO ������������������������������������������������� 3
A PSICOLOGIA SOCIAL COMO 
CONCEITO E PRÁTICA PARA O 
ENTENDIMENTO DOS PROCESSOS 
COMUNICACIONAIS E DE 
RELACIONAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES ��� 6
Psicologia Social e Organizacional�������������������������������������� 7
A PSICOLOGIA POSITIVA COMO 
UMA NOVA ABORDAGEM PARA AS 
ORGANIZAÇÕES ������������������������������������������ 15
A teoria do comportamento organizacional ��������������������� 16
AS PRÁTICA E FERRAMENTAS 
SUGERIDAS PELA PSICOLOGIA 
SOCIAL/POSITIVA PARA USO 
NOS RELACIONAMENTOS E NOS 
PROCESSOS COMUNICACIONAIS DAS 
ORGANIZAÇÕES� ����������������������������������������� 25
Os três pilares da Psicologia Positiva ������������������������������� 26
Psicologia organizacional positiva e a comunicação ����� 29
CONSIDERAÇÕES FINAIS ���������������������������� 40
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS & 
CONSULTADAS �������������������������������������������� 42
2
INTRODUÇÃO
A Psicologia Organizacional pode ser entendida como 
um ramo aplicado da Psicologia Social, que estuda 
os processos psicossociais no contexto particular 
das relações humanas, é responsável por avaliar, 
monitorar e supervisionar o comportamento dos 
trabalhadores, bem como, a integridade com seus 
colegas, resolução de conflitos e adaptabilidade. 
Tem como objetivo analisar o ambiente de tra-
balho e proporcionar condições adequadas para 
trabalhar com tranquilidade, de forma assertiva e 
com foco no desenvolvimento profissional. Além 
disso, busca resolver inconvenientes que possam 
surgir em um ambiente de trabalho e que, se não 
forem negativos, podem interromper um projeto 
ou tarefa, colocando em risco seu sucesso�
Dessa forma, a Psicologia Organizacional é muito 
útil, não apenas para um ambiente positivo na em-
presa, mas também para contribuir com os objetivos 
organizacionais� Cada empresa, dependendo do 
tipo, tamanho e ramo de atividade, implementará 
suas próprias medidas e sistemas para garantir 
um ambiente de trabalho adequado e o bem-estar 
de cada um de seus funcionários�
A partir disso, neste e-book, iremos tratar sobre a 
importância da Psicologia para as organizações, 
3
realizando uma relação entre a Psicologia Social e 
a Positiva, muito utilizada na resolução de conflitos 
nas organizações, pois seu foco principal é alinhar 
os interesses da empresa com as necessidades 
dos colaboradores� Por isso, busca promover qua-
lidade de vida e melhores condições para que os 
profissionais sejam mais produtivos e eficientes.
Em um mercado cada vez mais competitivo, 
encontrar formas de desenvolver estratégias de 
negócios práticos é um dos maiores desafios do 
empreendedor� Entre as melhores maneiras de fa-
zer isso está o uso da psicologia organizacional� A 
cada dia que passa, mais e mais empreendedores 
entendem que é fundamental conciliar a busca 
pelo lucro com as necessidades dos colaborado-
res por um ambiente de trabalho mais adequado 
e relacionamentos mais saudáveis�
Nesse sentido, a Psicologia Positiva auxilia na 
promoção da qualidade de vida dos profissionais e 
na exploração de oportunidades de negócios com 
mais facilidade. Vários fatores influenciam nisso, 
conforme iremos discutir, como o respeito aos 
intervalos e descansos, segurança no ambiente de 
trabalho, bom relacionamento entre colaboradores 
e gestores, ética profissional, entre outros. Todos 
esses elementos, quando devidamente respeitados, 
aumentam o bem-estar do trabalhador e criam 
4
as condições perfeitas para que ele tenha mais 
produtividade�
É nesse contexto que atua a Psicologia organi-
zacional, que é representada nas empresas pelo 
setor de recursos humanos� Sua função é criar as 
condições necessárias para melhorar o ambiente 
organizacional e estimular a produtividade�
5
A PSICOLOGIA SOCIAL 
COMO CONCEITO 
E PRÁTICA PARA 
O ENTENDIMENTO 
DOS PROCESSOS 
COMUNICACIONAIS E DE 
RELACIONAMENTO NAS 
ORGANIZAÇÕES
O trabalho da psicologia social nas organizações 
vai muito além da simples resolução de conflitos 
internos na empresa� Na verdade, refere-se a várias 
áreas diferentes� Uma das ferramentas estratégicas 
mais importantes para melhorar a gestão de uma 
empresa é identificar o clima organizacional. Esse 
processo permite revelar pontos de dificuldade ou 
insatisfação da equipe, além do alinhamento entre a 
cultura definida pela empresa e as ações realizadas 
diariamente� Neste tópico, será possível conhecer 
mais sobre esse contexto e sobre os elementos 
que, quando devidamente respeitados, aumentam 
o bem-estar do trabalhador e criam as condições 
perfeitas para que ele tenha maior produtividade� 
6
PSICOLOGIA SOCIAL E 
ORGANIZACIONAL
A Psicologia Social estuda basicamente o compor-
tamento e os processos psicológicos que adquirem 
significado e razão de ser a partir da presença 
real ou imaginada de outras pessoas� Processos 
básicos como influência, estereótipos, identidade, 
preconceito, atitudes ou relações entre grupos são 
exemplos, entre muitos outros, do objeto de estudo 
da Psicologia Social�
A Psicologia Organizacional está inserida nos pila-
res da Psicologia Social e dentro das organizações 
trabalha com fenômenos como liderança, compor-
tamento empreendedor, relações intergrupais ou 
conhecimentos mais técnicos, como seleção e de-
senvolvimento de pessoal, organização do trabalho 
ou gestão de conflitos dentro das organizações.
Além disso, as empresas e organizações com 
acompanhamento psicológico podem lidar com 
a vida laboral dos colaboradores de maneira mais 
eficiente. Embora muitas empresas comecem a optar 
por processos mais automatizados, é importante 
para o bem-estar da sociedade que as pessoas 
continuem sendo parte ativa do desenvolvimento� 
Existe uma forte ligação entre o sucesso profis-
sional e pessoal e, por isso, as empresas devem 
7
estar atentas a isso e cuidar ao máximo dos seus 
colaboradores�
Tanto o indivíduo quanto sua relação com o ambiente 
de trabalho, tornaram-se centrais nas discussões 
da Psicologia Organizacional� Cada vez se desen-
volvendo uma maior sensibilidade para o reconhe-
cimento da pessoa como algo essencial e básico 
em qualquer projeto empresarial� Mantendo essa 
perspectiva em mente, não é incomum que termos 
como motivação, trabalho em equipe, liderança e 
comunicação assertivas nos sejam tão familiares 
ou que algumas organizações se esforcem para 
oferecer alternativas antes inimagináveis� 
Costuma-se dizer que a Psicologia tem uma história 
curta, mas um passado longo� Embora por muitos 
séculos existam pessoas interagindo em grupos 
e organizações, foi no início do século 20 que os 
princípios psicológicos estiveram relacionados ao 
mundo profissional. Mas por que surgiu o interesse 
pela Psicologia nessa época? 
Foi no início do século passado que se passou 
a solicitar a colaboração dos psicólogos para 
resolver algumas questões� Por exemplo, como 
selecionar oficiais para a marinha mercante após 
o desastre do Titanic? Como recrutar pessoal, 
com certa probabilidade de sucesso, para classi-
ficar adequadamente a tropa? Ou como desenhar 
8
situações adequadas para realização da atividade 
laboral eficiente e produtiva?
Nesse sentido, a Psicologia não era aplicada di-
retamente ao ambiente das organizações� Assim, 
o primeiro uso do termo Psicologia Industrial foi 
feito em uma publicação de 1904 e foi resultado de 
um erro tipográfico na transcrição. Um psicólogo 
chamado W� Bryan escreveu um artigo no qual 
falava sobre a necessidade de mais pesquisas em 
“Psicologia Individual”, mas por conta de um erro, 
escreveu “industrial”�
Talvez o inconsciente o tenha pregado uma peça, 
pois o mesmo autor foi um dos primeiros que ten-
tou abordar o exame das habilidades cotidianas 
para realizar pesquisas psicológicas sobre elas, 
pois seus estudos tratavam sobre como os ope-
radores de telégrafo profissionais desenvolviam 
suas habilidades no manuseio do código Morse�
Osnovos tempos permitiram uma abordagem 
diferente da relação da psicologia com o contexto 
de trabalho� Não esqueçamos que durante muitos 
séculos “pessoas boas” não trabalhavam, mas se 
dedicavam ao cuidado das artes ou da virtude� Em 
suma, seu trabalho estava voltado para o cultivo e 
ocupação do “lazer”� Precisamente, é com a bur-
guesia que o “negócio” surgir como “não-lazer” ou 
um conjunto de tarefas que o negam�
9
Ao longo da história, a experiência humana na 
relação com o mundo do trabalho mudou signi-
ficativamente. Assim, o trabalho deixou de ser, 
exclusivamente, concebido como um fardo, para 
ser vivenciado como um certo castigo não poder 
acessá-lo, com os problemas que acarretam si-
tuações de instabilidade ou desemprego� Hoje o 
trabalho ocupa um lugar fundamental na existência 
humana�
É uma realidade que em nosso tempo dedicamos 
uma parte muito importante ao trabalho� Assim, 
não é de estranhar que desde as primeiras inves-
tigações sobre o mundo do trabalho, por exemplo 
as realizadas por E� Mayo, tenham sido destacadas 
as implicações dos diferentes estados e situações 
pessoais na execução das tarefas e vice-versa� 
Construindo, portanto, uma relação de quanto 
melhor desenvolvermos essa atividade, maior será 
nossa atuação profissional e mais satisfeitos e 
felizes estaremos pessoalmente�
10
O trabalho constitui um fenômeno psicossocial funda-
mental à existência humana, sobretudo nas organizações� 
Tal condição se explica pelo fato de que, por meio de 
esforços físicos e psíquicos, mediamos nossas relações 
com as pessoas com as quais nos relacionamos� Para 
entender melhor esse contexto, acesse o artigo “Trabalho 
significativo e felicidade humana: explorando aproxima-
ções”, disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.
php?script=sci_arttext&pid=S1984-66572012000300008� 
Ao abordarmos estudos relacionados ao ambiente 
de negócios, não é incomum encontrarmos termos 
como motivação, empatia, cooperação, comunica-
ção, trabalho em equipe ou liderança� Ao lermos 
uma entrevista com gestores de diferentes organi-
zações, é fácil descobrir expressões que destacam 
a importância das pessoas para a realização de 
qualquer projeto empresarial� Tal discurso já é 
muito propagado, inclusive, em qualquer livraria já 
é normal encontrarmos secções específicas sobre 
estes temas, existem jornais e revistas especiali-
zadas, não faltam cursos ou seminários�
Aos poucos, os conceitos psicológicos estão “en-
charcando” o ambiente de negócios e começando 
a “furar” o muro grosso de arquiteturas organiza-
cionais excessivamente técnicas ou abordagens 
econômicas muito reducionistas� Gostemos ou 
SAIBA MAIS
11
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-66572012000300008
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984-66572012000300008
não, uma realidade prevalece: somos pessoas, 
temos que trabalhar com pessoas e o resultado 
de nossas decisões afetará as pessoas� Assim, 
atentar-nos para as contribuições da Psicologia 
no ambiente das organizações (com ou sem fins 
lucrativos) é algo básico e fundamental�
Sabemos que a importância do desenvolvimento 
de pessoas nas organizações não é uma questão 
de boas palavras ou intenções� Não é apenas ne-
cessário ter vontade, mas é preciso criar os meios 
para colocar adequadamente em prática o que está 
formulado na teoria� Deixaríamos um bom amigo 
nos operar se ele não fosse um cirurgião? A con-
tabilidade de uma empresa poderia ser mantida 
apenas com boas intenções sem ter noções do que 
é um balanço? Não, não é mesmo? No entanto, o 
que acontece com as variáveis relacionadas ao 
comportamento humano em ambientes de trabalho?
Observando atentamente o nosso redor, notaremos 
que a realidade, embora tenha havido avanços 
nos últimos anos, ainda deixa muito a desejar� 
Existem departamentos de Recursos Humanos na 
maioria das empresas? Qual é a sua orientação? 
Curiosamente, certas organizações que estão 
levando essas questões a sério tendem a ser as 
mais bem-sucedidas econômica e socialmente� Por 
exemplo, nas últimas pesquisas sobre as melhores 
empresas da Europa destacam-se aquelas que 
12
possuem políticas inovadoras de desenvolvimento 
de pessoal�
O objetivo da Psicologia Organizacional não é 
“surpreender com receitas mágicas”, mas sim 
estarmos atentos à sua presença e reconhecer o 
seu valor� O ser humano é o mesmo em diferentes 
contextos e daí a necessidade de conhecer suas 
características psicológicas para potencializar suas 
possibilidades, inclusive, no ambiente de trabalho�
O que é comportamento organizacional? Para conhe-
cer mais, assista ao vídeo animado sobre o conceito, 
principais objetos de estudo e possíveis aplicações do 
comportamento organizacional, disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=y7OQfzpYG1E� 
Se há uma coisa que fica clara na experiência no 
mundo dos negócios, é que gerenciar relacionamen-
tos é tão importante quanto desenhar a estratégia 
de negócios� Devemos considerar a necessidade de 
conceber as pessoas como “ativos de longo prazo” 
e não como “recursos ou bens de consumo” que 
são trocados, vendidos ou comprados� Devemos 
deixar claro que as pessoas “são seres vivos” e 
não meras “entidades passivas ou partes de uma 
SAIBA MAIS
13
https://www.youtube.com/watch?v=y7OQfzpYG1E
https://www.youtube.com/watch?v=y7OQfzpYG1E
máquina”� Não podemos esquecer que “recursos” 
não têm direitos, mas apenas deveres� 
As pessoas são e podem construir outra realida-
de� Por exemplo, envolver-se e fazer com que um 
projeto atinja o objetivo pretendido ou, em alguns 
casos, colaborar para que ele naufrague� O todo 
é mais do que a soma das partes, pois dois mais 
dois não são necessariamente quatro, pois quando 
as pessoas entram em jogo e mobilizam sinergias 
positivas ou negativas, os resultados aparecem� 
Daí a necessidade de oferecer às pessoas meios 
e ferramentas que facilitem seu pleno desenvolvi-
mento humano, pessoal e profissional.
Muitos pensarão que realizar este projeto pode ser 
utópico ou impossível� No entanto, não há desculpa 
para justificar não fazer nada sob o pretexto de 
dificuldades. Nossa vocação humana exige que 
realizemos, sem demora, formas de gestão de 
pessoas que criem entusiasmo e dinamizem os 
projetos empresariais�
14
A PSICOLOGIA POSITIVA 
COMO UMA NOVA 
ABORDAGEM PARA AS 
ORGANIZAÇÕES
Neste tópico, conheceremos a importância dos 
contextos em que o comportamento organizacio-
nal está presente, como vem evoluindo ao longo 
do tempo adaptando-se ao diferentes momentos 
e circunstâncias históricas e culturais, além da 
relação que tem hoje com outras disciplinas� Ou 
seja, entraremos em contato com os contextos 
em que o comportamento organizacional ocorre, 
bem como, as diferentes disciplinas com as quais 
ele interage�
O comportamento organizacional como ciência 
aplicada tem seus fundamentos em uma multipli-
cidade de disciplinas comportamentais, tanto na 
análise individual quanto na microanálise� Algumas 
das ciências das quais se baseia são a Psicologia 
Social, a Antropologia e, é claro, a Ciência Política� 
Desse modo, conheçamos um pouco sobre eles 
a seguir�
15
Os comunicadores incorporam critérios psicológicos 
no desenho de suas estratégias, mas de forma pou-
co sistematizada e sem aproveitar ao máximo suas 
potencialidades�
A TEORIA DO COMPORTAMENTO 
ORGANIZACIONAL
Assim como as organizações não estão mais limita-
das por fronteiras territoriais, a situação no trabalho 
também está mudando, frequentemente, algumas 
pessoas emigram de seus países de origem para 
trabalhar no exterior e, portanto, trabalham com 
pessoas de diferentes culturas� Nesse sentido, o 
comportamento organizacional pode contribuir para 
uma convivência adequada� Isso constitui um dos 
maiores desafios para o gestor: a capacidade de 
gerenciar uma força de trabalho diversificada, ou 
seja, a heterogeneidade das pessoas em termos 
de gênero, idade, raça, ideologia, orientação sexual, 
país de origem, etc�
Atualmente,graças à globalização, muitas indústrias 
também expandiram sua capacidade de produção 
através da compra de equipamentos, novas insta-
lações e mais funcionários, ainda que com maior 
concorrência� Assim, os gestores devem tomar 
FIQUE ATENTO
16
decisões relacionadas aos custos e qualidade dos 
produtos e serviços oferecidos para que o cliente 
se sinta satisfeito� 
Nesse sentido, o comportamento organizacional 
colabora com as ferramentas necessárias para 
que os gestores formem uma cultura de respon-
sabilidade e compromisso entre a empresa e seus 
colaboradores, fazendo parte do desenvolvimento 
da empresa, projetando solidez ao cliente com 
base no tratamento amigável, acessibilidade, 
cordialidade, cortesia e boa disposição� O com-
portamento organizacional auxilia empresas e 
gestores a realizarem essa atividade, para que 
os colaboradores estejam motivados e com um 
ambiente de trabalho positivo para desempenhar 
suas atividades de forma produtiva�
Deve-se notar que o comportamento organizacional 
é uma disciplina científica e uma ciência aplica-
da, pois se baseia em um conjunto de disciplinas 
relacionadas ao comportamento humano, como 
administração, psicologia, sociologia, antropologia, 
etc., conforme indica a figura a seguir: 
17
Figura 1: Disciplinas científicas do comportamento 
organizacional�
Administração Antropologia
Psicologia
Social/Positiva Sociologia
Disciplinas que nutrem a teoria do 
comportamento organizacional
Fonte: Elaboração Própria�
Por meio dessas disciplinas, o estudo do comporta-
mento organizacional proporciona ao gestor conhe-
cimentos que lhe permitirão enfrentar os diversos 
desafios e oportunidades como a globalização, 
uma força de trabalho diversificada, desempenho 
no trabalho com altos padrões de qualidade e 
produtividade, atenção e atendimento ao cliente, 
liderança de trabalho, equipes com problemas, 
além de criar um ambiente de trabalho positivo�
No caso da psicologia, o comportamento organi-
zacional está interligado a ela em aspectos como 
aprendizado, emoções, personalidade, motivação, 
resolução de problemas, qualidade de vida no traba-
lho e, no que diz respeito à organização, condições 
de trabalho, desempenho, satisfação no trabalho, 
treinamento, tomada de decisão, liderança, etc�
18
A Psicologia Social também se dedica no estudo 
e influência das pessoas umas sobre as outras, 
permite que o comportamento organizacional 
entenda o que está relacionado a atitudes, tomada 
de decisão em grupo, negociação e comunicação�
O estudo do comportamento organizacional 
proporciona ao gestor conhecimentos que lhe 
permitirão enfrentar os diversos desafios e opor-
tunidades como a globalização, uma força de 
trabalho diversificada, desempenho no trabalho 
com altos padrões de qualidade e produtividade, 
atenção e atendimento ao cliente, liderança de 
trabalho equipes com problemas equilibrando as 
áreas de trabalho, família e pessoal, além de criar 
um ambiente de trabalho positivo�
De acordo com estudos realizados, o otimismo 
disposicional está relacionado positivamente com 
estratégias de enfrentamento favoráveis (planejamen-
to, reinterpretação positiva e crescimento pessoal, 
enfrentamento focado no problema e adaptativo) e 
negativamente com estilos de enfrentamento con-
siderados desadaptativos (focados nas emoções, 
negação, distanciamento comportamental, uso de 
substâncias e enfrentamento)� De acordo com o 
exposto, sujeitos otimistas tendem a ter melhores 
habilidades racionais de resolução de problemas�
19
Os contextos e a interdisciplinaridade do comportamento 
organizacional são complexos e mutáveis� Estes passaram 
por uma série de momentos, que foram determinados 
por circunstâncias históricas e culturais, até chegar ao 
momento atual�
Da mesma forma, observou-se que pessoas com 
sérios problemas de saúde que apresentam uma 
percepção otimista da doença têm uma vida mais 
longa e relatam uma melhor qualidade de vida do 
que aquelas que assumem sua condição de forma 
pessimista� A orientação otimista está associada à 
resistência à doença e resultados mais favoráveis 
na avaliação de sua saúde�
Pessoas felizes são mais sociáveis e há razões 
para pensar que sua felicidade se deve a um alto 
nível de socialização satisfatória� Ensinar otimis-
mo às crianças pode ser eficaz na prevenção de 
sintomas depressivos usando treinamento cogni-
tivo e terapia de resolução de problemas sociais� 
Contrariamente, as pessoas pessimistas têm oito 
vezes mais chances de ficar deprimidas quando 
ocorrem contratempos, têm um desempenho pior 
nos estudos, nos esportes e na maioria dos em-
pregos, têm saúde mais precária, vida mais curta 
e relacionamentos interpessoais mais instáveis�
FIQUE ATENTO
20
De acordo com um estudo realizado por Diener 
(1984), as pessoas que pontuaram alto em uma es-
cala de felicidade eram mais sociáveis e mantinham 
relacionamentos afetivos e sociais mais estáveis 
do que pessoas com pontuação baixa na mesma 
escala� Da mesma forma, obtiveram pontuações 
mais altas na escala de extroversão e pontuações 
mais baixas na escala de neuroticismo, além de 
pontuações mais baixas em algumas escalas de 
psicopatologia de acordo com o MMPI� Inclusive, 
sugerindo que as pessoas mais felizes têm um 
sistema emocional funcional que lhes permite 
reagir adequadamente aos eventos da vida�
Dado que o propósito da psicologia positiva tem 
sido contribuir para o estudo das condições e 
processos relacionados com o desenvolvimento 
ótimo de indivíduos, grupos e instituições, as suas 
contribuições têm tido impacto em diferentes cam-
pos de intervenção em psicologia, principalmente 
nas áreas clínicas, de saúde e educacional, nas 
quais se observa maior ênfase�
Ao nível clínico, um dos objetivos da psicologia 
positiva é mudar o quadro de intervenção para 
o desenvolvimento de estratégias terapêuticas 
que favoreçam a experiência emocional positiva, 
orientada para a prevenção e tratamento de pro-
blemas derivados ou exacerbados pela presença 
de emoções negativas, como ansiedade, depres-
21
são, agressividade, estresse, entre outras� Essas 
emoções também têm a propriedade de estreitar 
o repertório comportamental do indivíduo, pois 
afetam os processos de pensamento e ação�
Devido à orientação tradicional da psicologia, 
atualmente existe um conhecimento sólido sobre 
os efeitos das emoções negativas (medo, tristeza, 
raiva, aversão, indignação e repulsa, entre outras) 
sobre os chamados transtornos de saúde mental 
e física. Ao contrário, o objetivo específico da 
psicologia positiva no campo clínico e da saúde é 
estudar as forças e virtudes humanas, bem como, 
os efeitos que elas exercem sobre os indivíduos e 
a sociedade� Seligman (2003) considera que esse 
tipo de abordagem é também uma estratégia va-
liosa para a prevenção de possíveis transtornos�
No nível educacional, há estudos sobre motivação 
extrínseca, desenvolvimento juvenil, apego, moti-
vação acadêmica, ambientes de aprendizagem e 
serviços de aconselhamento familiar, que enfatizam 
a geração e otimização de pontos fortes a partir 
de uma abordagem positiva e proativa�
A partir de uma perspectiva positiva, a psicologia edu-
cacional concentra sua atenção nos pontos fortes ou 
atributos positivos específicos de pessoas e grupos 
REFLITA
22
em ambientes pedagógicos� De acordo com estudos 
realizados nessa área, aqueles professores que enfa-
tizam experiências positivas no desenvolvimento de 
habilidades nas crianças, tornam-nas mais propensas 
a experimentar altos níveis de autoeficácia e outras 
características de desenvolvimento psicológico positivo, 
quando ocorrem em conjunto com o desenvolvimento 
de habilidades complexas�
Por se tratar de uma nova perspectiva de aborda-
gem da psicologia, os pressupostos básicos da 
psicologia positiva são aplicáveis em todas as 
áreas em que a disciplina esteve presente, o que 
denota não apenas um amplo campo de atuação, 
mas também muitas alternativas de pesquisa e 
intervenção� Nesse sentido,um dos principais 
desafios da psicologia positiva supõe, em primeira 
instância, uma delimitação conceitual e o desen-
volvimento de instrumentos válidos e confiáveis, 
capazes de estimar e delimitar as variáveis que 
estuda�
Por outro lado, é aconselhável ir ao conhecimen-
to disciplinar acumulado em diferentes áreas da 
psicologia e usá-lo na perspectiva da psicologia 
positiva� É o caso da psiconeuroimunologia e seus 
estudos sobre estresse e imunossupressão, tais 
conhecimentos, por exemplo, podem servir de base 
para estudos sobre emoções positivas e imuno-
competência� Da mesma forma, espera-se que as 
23
estratégias utilizadas na clínica, educação, saúde 
e outros campos do desenvolvimento estejam 
sujeitas à validade empírica e seus instrumentos 
sejam aprovados psicometricamente�
O campo da Psicologia Positiva, a nível subjetivo, 
refere-se às experiências subjetivas: bem-estar, 
felicidade e satisfação (no passado); esperança 
e otimismo (para o futuro); e fluxo de felicidade 
(no presente)� A nível individual, refere-se aos 
traços individuais positivos: capacidade de amar, 
vocação, perseverança, perdão, originalidade, visão 
de futuro, espiritualidade, talento, sabedoria� Em 
nível de grupo, refere-se às virtudes e instituições 
cívicas: responsabilidade, altruísmo, moderação, 
tolerância e ética�
24
AS PRÁTICA E 
FERRAMENTAS 
SUGERIDAS PELA 
PSICOLOGIA SOCIAL/
POSITIVA PARA USO 
NOS RELACIONAMENTOS 
E NOS PROCESSOS 
COMUNICACIONAIS DAS 
ORGANIZAÇÕES.
Este tópico busca explorar as contribuições da 
Psicologia Social/Positiva para a comunicologia. 
Em um primeiro momento, apresentaremos os 
conceitos básicos da Psicologia Social, para pos-
teriormente estabelecermos relações entre eles e 
o espaço conceitual da comunicologia� 
A Psicologia Social é abordada como uma fonte 
histórica do pensamento comunicológico, mas 
não tanto como uma disciplina independente� 
Nesse sentido, o interesse do tópico reside na 
possibilidade de vincular ambas as disciplinas, 
relacionar conceitos comuns e, por fim, apontar 
algumas linhas de reflexão, tanto teóricas quanto 
empíricas, que levem em conta noções comuns ou 
próximas e aproximações entre Psicologia Social e 
25
comunicologia. As reflexões apresentadas fazem 
parte de uma análise de âmbito organizacional para 
uma comunicologia possível e eficaz.
OS TRÊS PILARES DA PSICOLOGIA 
POSITIVA
Embora, muitas vezes, as pessoas reajam de forma 
negativa a eventos estressantes da vida, depois 
de um tempo elas retornam uma linha de base 
(set point) independentemente da intensidade do 
evento� Isso só é possível graças ao mecanismo 
de habituação, se grandes quantidades de afe-
tos positivos fossem experimentadas, grandes 
quantidades de afetos negativos também seriam 
experimentadas�
Há também o modo de reação relacionado com 
engajamento, em que o prazer deriva do compro-
misso com a tarefa de forma eficaz e da capaci-
dade de experimentar o fluxo, que é alcançado 
quando uma atividade absorve o sujeito e ele tem 
a sensação de que o tempo parou. Talvez o fluxo 
possa ser alcançado por meio de algum desafio 
no trabalho, lendo um livro ou tocando um instru-
mento, por exemplo�
Para atingir o fluxo, é necessário que a tarefa não 
seja muito chata nem muito estressante, caso 
contrário são será possível alcançar tal estado� 
26
Trata-se de uma equação entre as habilidades 
pessoais e as características da tarefa� Se você 
estiver ciente de seus pontos fortes pessoais ao 
aplicá-los a uma tarefa específica, alcançará essa 
conexão específica chamado compromisso. O fluxo 
não é dado em primeira mão como nas emoções 
positivas, mas requer esforço e trabalho�
Enquanto os dois primeiros modos estão relaciona-
dos com questões individuais, independentemente, 
do ambiente, o terceiro caminho de acesso ou vida 
com sentido (vida significativa), tem a ver com a 
busca de sentido e que só pode ser entendido em 
um contexto global mais amplo�
Essa terceira via é a aplicação de forças pessoais 
para o desenvolvimento de algo mais importante 
e mais amplo do que nós mesmos� É ser capaz de 
aplicar forças para ajudar os outros e capacitá-los 
a desenvolver seu potencial� Geralmente, esse 
processo ocorre por meio das instituições: família, 
trabalho, escola, comunidade� Em suma, é colocar 
as habilidades a serviço dos outros para obter um 
significado vital como resultado desse processo.
Os três percursos mencionados são complementa-
res e as pessoas podem alcançar uma vida plena 
através deles, inclusive, os que registram mais 
satisfação são os que utilizam conjuntamente os 
três percursos�
27
A psicologia positiva dá origem ao estudo das 
emoções positivas; a vida comprometida está re-
lacionada ao estudo das forças, virtudes pessoais 
e estados de fluxo, além dos estudos sobre as 
instituições positivas, sendo este último tópico o 
menos desenvolvido conceitualmente�
Autores do campo da psicologia positiva derivaram 
instrumentos para avaliar os três componentes 
da vida plena e afirmam que eles também são 
treináveis, por meio de intervenções específicas. 
Recentemente Seligman (2009) acrescentou um 
quarto pilar de estudo: laços positivos (vida social) 
como caminho para a felicidade, que tem sua ori-
gem em pesquisas sobre bem-estar psicológico 
que identificam pessoas extremamente sociáveis 
como as mais felizes�
A psicologia positiva está cada vez mais descobrindo 
práticas que podem ser realizadas quando se busca a 
verdadeira felicidade� Quando condicionamos a felicidade, 
inventamos condições sem as quais não nos permitimos 
ser felizes� Para saber mais sobre esses aspectos, leia 
o livro Florescer: uma nova compreensão da felicidade 
e do bem-estar, de Martin E� P� Seligman�
SAIBA MAIS
28
O crescimento que a Psicologia Positiva teve des-
de sua criação é marcante e se reflete em uma 
importante quantidade de produção conforme 
detalharemos a seguir� 
PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL 
POSITIVA E A COMUNICAÇÃO 
Antes de passar a definir em que consiste essa 
disciplina, é necessário entender que esse con-
ceito surge da corrente psicológica da psicologia 
positiva, uma abordagem que surgiu nos anos 90 
a partir da conferência do psicólogo americano 
Martin Seligman� Isso se baseou na necessidade 
da psicologia de estudar o que faz o ser humano 
feliz e o que lhe permite estar bem, ao invés de 
continuar a centrar-se no combate às doenças e 
ao seu tratamento�
A partir daí, surgiu uma revolução no campo da 
psicologia que muitos cientistas e psicólogos de-
senvolveram e que ainda hoje é válida� O resultado 
disso é sua aplicação ao contexto de trabalho, já 
que no campo organizacional há a análise dos 
problemas da empresa para tentar erradicá-los� 
Assim, o surgimento da psicologia organizacional 
positiva significou também uma mudança de foco 
no quadro laboral�
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A psicologia positiva no trabalho consiste no estudo 
das condições de saúde de pessoas e grupos nas 
organizações� Além disso, tentar garantir a gestão 
adequada do bem-estar psicossocial no trabalho 
e o desenvolvimento das organizações para que 
sejam mais saudáveis� Portanto, seus principais 
objetivos são:
 y Prever e promover o desempenho ideal dos 
funcionários nas empresas;
 y Promover o bem-estar psicossocial;
 y Melhorar a qualidade de vida no trabalho�
Em resumo, a psicologia organizacional positiva 
tenta responder à questão do que caracteriza 
funcionários e organizações positivas, sugerindo 
que uma organização positiva deve contar com 
três componentes que interagem entre si e se 
beneficiam. São os seguintes:
 y Recursos e práticas organizacionais saudáveis: 
recursos de tarefas, recursos sociais e práticas 
organizacionais;
 y Colaboradores e grupos de trabalho saudáveis: 
emoções positivas, crenças de eficácia, resiliência 
e engajamento no trabalho;
 y Resultados organizacionais saudáveis: com-
prometimento, desempenho, bons resultados e 
relacionamento com o ambiente organizacional 
e responsabilidade social corporativa�
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Alémdisso, vale ressaltar que a realização de prá-
ticas positivas que favorecem o desenvolvimento e 
o crescimento dos colaboradores está relacionada 
a resultados favoráveis na organização, como a 
melhoria do desempenho� Tentar fazer com que 
as pessoas que compõem uma organização expe-
rimentem emoções positivas, implica cultivar uma 
visão otimista em nível geral, mas responsável, ou 
seja, sem esquecer os possíveis riscos e ameaças 
que possam surgir�
É um conjunto de medidas focadas não só na 
melhoria do ambiente de trabalho e na integração 
dos trabalhadores, mas também no aumento do 
seu bem-estar em conjunto, inclusive com seus 
familiares� Assim, os programas de psicologia or-
ganizacional incluem atividades e propostas muito 
variadas relacionadas com a reconciliação familiar, 
lazer e formação, planos financeiros, assistenciais, 
educativos e até de apoio jurídico� Dessa forma, o 
vínculo afetivo com as pessoas que fazem parte da 
organização é fortalecido, e como consequência 
há o aumento do engajamento no trabalho�
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O bem-estar no local de trabalho é fundamental para 
ter uma equipe motivada e comprometida� Assim, é 
altamente recomendável considerar a possibilidade 
de incluir programas de bem-estar e saúde� Empresas 
como Google, Facebook, Nike ou Netflix realizam e têm 
resultados muito bons�
A comunicação organizacional é um conceito que 
tem estado em constante construção acadêmica 
e profissional a partir de duas vertentes: a comu-
nicação propriamente dita e os diferentes estudos 
organizacionais� A comunicação é um processo 
dinâmico, mutável e interminável que acompanha 
o ser humano desde suas origens� O assunto evo-
luiu e se integrou a diferentes grupos sociais e a 
própria comunicação – como processo – e como 
ferramenta indispensável para as trocas humanas 
também passou por transformações em todos 
os seus campos de estudo e desenvolvimento 
tecnológico�
Nesse quadro, o campo organizacional tem refletido 
sobre o uso efetivo da comunicação tanto para o 
avanço dos setores produtivos quanto trabalhis-
tas� Essa fusão entre comunicação e organização 
contribui para a formulação de objetivos, tomada 
de decisões e estabelecimento de linhas de ação, 
FIQUE ATENTO
32
entre outras atividades que entram em jogo em 
ambientes corporativos cada vez mais complexos�
No início, o comunicador organizacional apareceu 
vinculado às tarefas de nível operacional, técnico 
ou instrumental, limitando-se a desenvolver as 
ações solicitadas pela gestão para atender aos 
objetivos e programas de curto prazo� Desenvolveu 
metodologias de trabalho e teorias que ao longo 
do tempo lhe permitiram ser reconhecido como 
profissional, componente integral, estratégico e 
essencial para as organizações de qualquer setor 
alcançarem o sucesso a longo prazo�
Essa construção teórico-metodológica, por um 
lado, foi de tipo técnico-operacional, por outro, tem 
sido um processo constante devido à permanente 
transformação nos paradigmas conceituais sobre 
comunicação, organização, negócios e, obviamen-
te, como resultado das mudanças tecnológicas, 
mundo social, econômico e político�
Os componentes da chamada comunicação 
corporativa são categorizados com base em três 
elementos comunicacionais básicos, como veri-
ficamos a seguir: 
 y Comunicação gerencial: suporte e ferramenta 
indispensável para que cada membro da organização 
esteja convencido de que os objetivos da organi-
zação são desejáveis� Esse tipo de comunicação 
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deve transmitir cooperação e não apenas autoridade 
em todos os níveis hierárquicos da organização� 
Deve servir para que os membros da organização 
compartilhem a visão de sua empresa;
 y Comunicação organizacional: inclui relações 
públicas, relações com administrações públicas 
(órgãos governamentais), relações com investi-
dores, comunicação com o mercado de trabalho, 
publicidade corporativa, comunicação ambiental 
e comunicação interna� Destina-se aos públicos 
com os quais a organização mantém uma relação 
de interdependência;
 y Comunicação mercadológica� inclui as ati-
vidades de publicidade, promoção de vendas, 
marketing direto, patrocínio, venda pessoal e outros 
elementos de comunicação externa, geralmente 
para fins comerciais.
Daí surge também o conceito de comunicação 
abrangente para as organizações, como uma das 
alternativas que busca integrar os diferentes tipos 
de ação ou atividade comunicativa e amplia seu 
alcance para além do aspecto interno�
Considerando tais aspectos, a comunicação nas 
organizações é identificada a partir de três pers-
pectivas integradas:
 y Comunicação institucional/corporativa (ima-
gem): que busca alcançar a identificação de co-
34
laboradores e líderes com visão, valores e cultura 
organizacional;
 y Comunicação interna (gestão): visa melhorar a 
qualidade do ambiente de trabalho e a inter-relação 
entre seus integrantes, elevando a dignidade de 
cada um deles; 
 y Comunicação de marketing (vendas): propõe a 
orientar a organização para oportunidades econô-
micas e sociais em congruência com seu coração 
ideológico, oferecendo-lhe melhor potencial de 
crescimento ou lucratividade�
A dimensão humana otimiza a comunicação interpessoal 
e busca o respeito e a compreensão entre as pessoas, 
tanto interna quanto externamente à organização, pois 
a comunicação deve contribuir para a humanização 
das organizações em um mundo complexo e desigual 
como o atual�
A comunicação nas organizações, no campo mais 
amplo da comunicação, é considerada parte das 
relações humanas, do desenvolvimento organiza-
cional, da psicologia social, da sociologia e da admi-
nistração� Esta perspectiva inscreve-se, por um lado, 
na ideia de que a comunicação supõe um recurso 
técnico, e, por outro, reconhece uma marca voltada 
FIQUE ATENTO
35
para a racionalidade, preferencialmente crítica, que 
estuda as dimensões significativas das práticas 
comunicativas� A comunicação contemporânea 
nas organizações teve uma influência importante 
nas escolas administrativas norte-americanas e 
nas escolas asiáticas, com o desenvolvimento de 
práticas de Qualidade Total e Kaizen�
Os avanços tecnológicos, organizacionais e sociais 
produzidos implicam um avanço na concepção 
e estudo da comunicação� Desde os chamados 
modelos lineares (informativos), passando por 
processos dinâmicos (feedback), até a proposta de 
comunicação produtiva de Abraham Nosnik (2001)� 
Esta última perspectiva procura dar continuidade 
ao desenvolvimento dos estudos de comunicação 
para além do feedback, tendo em conta o global 
e a exploração de novas formas de organização 
e processos de produção�
A comunicação produtiva, segundo Nosnik (2001), 
coloca:
Um conjunto de esforços concretizados em pro-
cessos de geração ou transmissão, disseminação 
ou distribuição e uso de informações realizadas 
coletivamente por um grupo humano que busca 
gerar riqueza e benefícios a partir do cumprimento 
de uma série de propósitos, objetivos ou tarefas 
que são, de fato, aqueles que os definem como 
36
um grupo em primeira instância� Esses grupos 
podem ser formais ou informais; pequeno, médio 
ou grande; comunidades ou sociedades inteiras, e 
até mesmo organizações internacionais, transnacio-
nais ou globais� Ou seja, a comunicação produtiva 
visa criar plataformas de produtividade, daí o seu 
nome, em benefício de todo o tipo de grupos que 
procuram atingir todo o tipo de objetivos (NOSNIK, 
2001, p� 147)�
Assim, a comunicação produtiva é entendida, ba-
sicamente, como a transformação e melhoria de 
qualquer sistema em benefício de todas as partes 
que o compõem (emissores e receptores) a partir 
do feedback do público ou audiências (conjunto de 
receptores) ao próprio sistema (emissor ou grupo 
de emissores atuando como representantes de do 
sistema porque possuem a necessária autoridade 
formal e poder que o credenciam) e da evidência 
empírica disponível de que a mudança feita pelo e 
no sistema beneficia todos aqueles que o integram 
(NOSNIK, 2001, p� 32)�
Paralelamentea esse percurso histórico, também 
são identificadas matrizes teóricas ou correntes 
filosóficas para o estudo do processo de comuni-
cação nas organizações a partir de arcabouços 
conceituais de diferentes disciplinas� 
37
Tais como a posição funcionalista (empírico-ana-
lítica, que estuda a função da comunicação dentro 
da organização, que é vista como uma variável 
que influencia a produtividade da organização 
ou sistema social, a partir de sua relação com a 
motivação dos indivíduos� 
A posição interpretativa, por sua vez, enfatiza que 
o papel da construção simbólica e suas matrizes 
teóricas encontram-se na Antropologia Sociocultural 
e na Psicologia Social, que veem a cultura como 
característica básica de uma sociedade, pois argu-
menta-se que as pessoas constroem suas ideias 
no meio físico, cultural ou social e que o compor-
tamento humano é simbólico e autorreflexivo. 
As organizações são vistas como “culturas” que 
possuem crenças, linguagem e valores refletidos 
em rituais, metáforas, símbolos, histórias, sistemas 
de relacionamentos e conteúdo de conversas�
Já a posição teórica crítica estuda a forma como 
as práticas de comunicação na organização podem 
ser sistematicamente distorcidas para atender 
aos interesses daqueles que detêm uma posição 
de poder dentro dela� A vida organizacional tem o 
interesse político como seu principal componente� 
O poder desempenha um papel importante, a partir 
de sua centralidade assumida por uma pessoa ou 
grupo�
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Em suma, a relação entre comunicação e produ-
tividade articula-se com a posição funcionalista, 
enquanto o interpretativismo acrescenta a questão 
cultural e a posição crítica acrescenta o estudo 
do poder� Por sua vez, a perspectiva pós-crítica 
defende a comunicação como forma de transfor-
mação social� Existem nuances entre posições 
gerenciais ou administrativas, antropológicas ou 
simbólicas, embora a comunicação esteja, sem 
dúvida, se tornando cada vez mais importante 
para o estudo das organizações em um mundo 
em mudança� Seu corpo teórico é construído para 
utilizar metodologias de diagnóstico e intervenção 
que possam tornar mais eficiente a vida social e 
produtiva�
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Nesse e-book, conhecemos as primeiras etapas 
históricas ligadas à produção de teorias na área da 
comunicação para a comunicação interna e clima 
organizacional nas organizações� Atualmente, a 
área disciplinar, juntamente com as mudanças 
epistemológicas, organizacionais, culturais e 
tecnológicas, trabalhadas pela Psicologia social/
positiva, permite a ampliação de seu campo de 
atuação e da dinâmica integral e estratégica 
dentro da lógica nas organizações� Por isso, é 
fundamental conhecermos o desenvolvimento 
histórico e, fundamentalmente, as abordagens da 
comunicação nas organizações para podermos 
desenhar propostas de investigação adequadas 
aos diferentes tipos de organizações e espaços 
de funcionamento social�
Reconhecemos a natureza interdisciplinar da 
comunicação nas organizações, que conver-
gem em diferentes abordagens mercadológicas, 
antropológicas ou administrativas e diferentes 
perspectivas comunicativas ou comunicológicas 
que buscam teorizar, diagnosticar, intervir e pre-
ver o funcionamento da área, sempre com uma 
abordagem normativa e ética, que leva em conta 
a responsabilidade social exigida pela disciplina 
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(ou subdisciplina, como geralmente é acordado 
no quadro geral da comunicação)�
Tal aspecto contribui para o reconhecimento e 
especialização teórica da área para gerar condi-
ções ideais para a obtenção dos objetivos organi-
zacionais com um sentido mais humano� Assim, 
compreendemos que as constantes mudanças 
no mundo sociocultural exigem adaptações teó-
ricas permanentes na área da comunicação das 
organizações�
41
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	Introdução
	A Psicologia Social como conceito e prática para o entendimento dos processos comunicacionais e de relacionamento nas organizações
	Psicologia Social e Organizacional
	A psicologia positiva como uma nova abordagem para as organizações
	A teoria do comportamento organizacional
	As prática e ferramentas sugeridas pela psicologia social/positiva para uso nos relacionamentos e nos processos comunicacionais das organizações.
	Os três pilares da Psicologia Positiva
	Psicologia organizacional positiva e a comunicação 
	Considerações finais
	Referências Bibliográficas & Consultadas

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