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Resumo técnicas e exames psi

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Técnicas e exames psicológicos I.
● Psicometria é um ramo da Psicologia que interfaceia com a Estatística, com o objetivo de estudar quantitativamente os fenômenos psicológicos. Duas tendências procuraram superar o status de pré-ciência no estudo do psiquismo, duas foram mais importantes para o desenvolvimento da psicometria: Psicologia de orientação empirista (ciência, quantificação) X Psicologia de orientação mentalista (comportamento, preocupações mais práticas, problemas humanos).
● Psicologia de orientação empirista: A preocupação central dos psicólogos desta orientação era a descoberta de uniformidades no comportamento dos indivíduos. As diferenças eram concebidas como erros. Essa preocupação espelha a origem destes psicólogos, físicos e fisiologistas. Psicologia de orientação mentalista: Preocupação Psicopedagógica e Psiquiátrica na França, se preocupava com o tratamento mais humano a ser dado aos doentes mentais e aos alunos com dificuldade de aprendizagem. Neste contexto, havia lugar para se distinguir diferentes níveis de doença mental ou retardo mental. As duas tinham como objetivo avaliar objetivamente as aptidões humanas.
● Francis Galton: Foi fortemente influenciado pelas ideias darwinistas. Acreditava que as operações intelectuais poderiam ser avaliadas através de medidas sensoriais. Influenciou os trabalhos de Catell, Pearson e Sperman. Seus trabalhos visavam a avaliação das aptidões humanas através da medida sensorial. O trabalho de Galton teve enorme impacto tanto na orientação mais prática da psicometria, quanto na teórica.
● James Mckeen Cattell: foi um funcionalista da Psicologia americana. Estudou com Wundt na Alemanha. Seus estudos na área de testagem psicológica tiveram grande destaque na década de 1890. Inaugurou a terminologia “teste mental”. Desenvolveu a teoria das diferenças individuais e da avaliação do desempenho acadêmico de crianças. 
● Alfred Binet: Formou-se em Direito e estudou medicina. Começou a se interessar por Psicologia em 1880 e se licenciou em Ciências Naturais em 1894.
● Binet-Simon: Conheceu Théodore Simon em 1892 e em 1905 desenvolveram o teste Binet-Simon composto por 30 itens que visava mensurar a capacidade cognitiva geral (avaliação de funções como julgamento, compreensão e raciocínio). O teste Binet-Simon foi criado a fim de identificar as crianças com deficiência intelectual para compor um sistema diferenciado de educação para elas. Os estudos da dupla propuseram a ideia de nível de inteligência, pressupondo-se possibilidade de oscilação.
● Charles Sperman: desenvolveu importantes estudos na área de fundamentação psicométrica da avaliação. Foi aluno de Wundt e seus estudos na área de estatística fundamentaram a teoria da psicometria clássica. Desenvolveu estudos de análise fatorial e de correlação. Teoria do fator G: utilizando a análise fatorial chegou a conclusão de que se alguém obtinha bons resultados em um tipo de teste tendia a obter bons resultados noutros testes, o que o fez pressupor a existência de um fator geral (fator G) de inteligência subjacente a todas as funções intelectuais – Fatores S. Influenciado por Galton, Sperman afirmou que o fator G era hereditário.
●Wilhelm Stern: Idealizou o QI – quoeficiente intelectual em 1912. Foi o primeiro a utilizar essa expressão. 
● Lewis Terman: Em 1916 desenvolveu a fórmula matemática do QI. Stern e Terman traduziram o teste Binet-Simon, que passou a se chamar Stanford-Binet.
●A era dos testes de inteligência: Fatores que concorreram para o desenvolvimento dessa área: O Teste de Inteligência de Binet-Simon, o Artigo de Spearman Sobre o Fator G, a tradução do teste de Binet para os EUA, o impacto da 1ª guerra mundial.
●Análise fatorial: O entusiasmo inicial com os testes psicológicos caiu quando demonstrou que eles eram demasiadamente dependente da cultura onde eram criados. Os Psicometristas repensaram as ideias de Spearman (Fator G). Thurstone desenvolveu a Análise Fatorial Múltipla. Duas tendências opostas: síntese e crítica. Síntese: Guilford / Thurstone / Cattell, visão multidimensional de inteligência, sistematização da psicometria e de uma teoria sobre inteligência, construção de normas para elaboração de testes. Crítica: Stevens e Sternberg, pesquisas direcionam-se para explicar a inteligência a partir de uma inter-relação do sujeito com o mundo e suas diversas habilidades mentais, início da teoria cognitiva buscando superar as dificuldades da psicometria.
●A era da sistematização> Trabalhos de síntese e trabalho de crítica. Trabalhos de Síntese: Síntese dos Avanços em Psicometria Síntese da teoria clássica dos testes, síntese da teoria sobre a medida escalar, síntese dos avanços na Análise Fatorial, síntese dos dados da medida de personalidade, síntese da teoria sobre a Inteligência. Trabalhos de Crítica: Crítica ao uso das escalas de medida, que deu/dá muita polêmica na área. Crítica à teoria clássica dos testes, que gerou a teoria do traço latente.
●Psiscometria Moderna: Teoria de Resposta ao Item, 5 Grandes Fatores de Personalidade/Big Five, 3 Super Fatores de Personalidade, inventários dos mais variados temas, escalas utilizadas nos mais variados campos.
●Teste no Brasil: No Brasil, o declínio do interesse pelos testes psicológicos, perdurou até quase o final da década de 80. Enfoque humanista na compreensão do comportamento humano; Ênfase na liberdade como característica fundamental; tornando a medida em Psicologia impraticável – uma maldição; medir era = destruir o objeto psicológico. A renovação pelo interesse dos testes foi mais demorada no Brasil devido, principalmente, a falta de recursos humanos especializados na Psicometria. O que tem sido, ainda, um desastre para a credibilidade e construção de testes no Brasil. Outro problema foi quanto à qualidade gráfica do material comercializado pelas editoras. O respeito ao ensino de avaliação psicológica que passou a ser desprezado. Hoje, as disciplinas de Psicometria nas universidades brasileiras são quase inexistentes, incapacitando o psicólogo de criar e avaliar a qualidade dos testes existente. Atualmente, algumas universidades, já reconhecem os testes como instrumentos valiosos e necessários para a prática e a investigação, bem como uma visão mais crítica do poder de alcance deles no diagnóstico, na predição e na tomada de decisão sobre seus resultados. O Conselho Federal de Psicologia vem se preocupando com o problema dos testes no Brasil desde o início da década de 80, enfatizando a necessidade de pesquisa em psicometria no Brasil. A legislação vem impondo mais responsabilidade ao psicólogo com respeito à qualidade dos instrumentos que utilizam. A legislação forçou o psicólogo a assumir com maior responsabilidade seu papel de profissional na avaliação psicológica, sujeito às leis da qualidade e de prestação de serviços à sociedade, qualidade esta que pode ser judicialmente exigida pela sociedade. 
●SATEPSI: Período de 2003 até dias atuais: Resolução do CFP 02/2003. Criação do Sistema de Avaliação dos Testes Psicológicos: Um sistema brasileiro de certificação de instrumentos de avaliação psicológica para uso profissional, que avalia e qualifica os instrumentos psicológicos como aptos ou inaptos para uso. 
●Tipos de coleta de informações: INQUIRIÇÃO: Questionário (Inventário, escala de atitudes, levantamento de opinião), Entrevista (estruturada, semiestruturada, não estruturada). TESTAGEM: Padronizada e não padronizada. OBSERVAÇÃO: Registro de comportamento, escala de classificação.
●Entrevista psicológica: É entendida como aquela na qual se buscam objetivos psicológicos (investigação, diagnóstico entre outros). É o instrumento de trabalho não somente para o psicólogo, como também para outros profissionais: psiquiatra, assistente social, sociólogo, enfermeiro, profissional de recursos humanos etc.. É uma conversação dirigida a um propósito definido de avaliação. Função básica = prover o avaliador de subsídios técnicos acerca da conduta do candidato, completando os dados obtidos pelos demais instrumentosutilizados. A entrevista está sujeita a interpretações subjetivas do examinador: Valores, estereótipos, preconceitos. Dois Aspectos importantes: Técnica da entrevista, teoria psicológica.
• Tipos de coleta de dados: Consulta = assistência profissional; Entrevista = procedimento técnico para atender a uma consulta; Anamnese = do grego (Ana= remontar) mnesis(memória) é a evocação voluntária do passado.
• A entrevista é um instrumento fundamental do método clínico e é uma técnica de investigação científica em psicologia: tem procedimentos e regras. Deve ser planejada e sistematizada para não correr o risco de ser ineficaz e ineficiente, por isso devemos reforçar alguns cuidados básicos do trabalho com o seu instrumental.
• Tipos de entrevistas: Estruturada, não-estruturada, mista. Fechada ou estruturada ou diretiva ou sistemática, é aquela onde você já tem uma série de informações pré-estabelecidas. Quando você está trabalhando de uma forma mais objetiva usa esse tipo de entrevista. Aqui você dirige e controla, portanto é controlada. Aberta ou Não-diretiva ou não-estruturada ou não-sistemática, o entrevistado escolhe por onde vai começar a falar. As perguntas são de caráter geral, objetivando colher maior número de informações. A diferença é que aqui você não tem questões a priori sobre o sujeito. A não diretividade encoraja o sujeito a se expressar do modo que desejar e os comentários feitos por ele são o material que o entrevistador usa para avaliar a sua opinião e sua atitude e relação a alguma coisa. Apesar de não ter uma ordenação rígida, há um objetivo específico a ser atingido. Ela está limitada aos fins que se pretende atingir. Aqui cabe ao entrevistador intervir, quando necessário, no sentido de reconduzir o sujeito ao assunto de interesse. Entrevista Mista ou Semi-diretiva ou Semi-estruturada: Pode acontecer que muitos dados deixam de ser falados na entrevista aberta, então o entrevistador deve esclarecê-los através da investigação mais sistemática. Assim, na entrevista mista a entrevista estruturada segue-se à não estruturada, com o objetivo melhorar a qualidade e a quantidade das informações colhidas. É freqüentemente usada no psicodiagnóstico.
• Condições para aplicação de uma entrevista: Ambiente = o local da entrevista; Rapport = o grau de empatia; Campo de aplicação da entrevista psicológica; Diferenciar a entrevista da anamnese provém do interesse em delimitar um campo com características definidas, ideais para a investigação.
•O objetivo da entrevista: A entrevista psicológica varia de acordo com sua finalidade: Clínica, encaminhamento (triagem), seleção de pessoal, psicodiagnóstico, pesquisa, hospitalar.
• Psicologia clínica: é um conjunto informal de primeiros encontros entre o cliente e o profissional que é orientada conforme a abordagem clínica deste. São procedimentos que irão permitir a orientação posterior que o psicólogo vai dar para o atendimento clínico. Visa estabelecer um vínculo de confiança e buscar um contrato psicoterapêutico onde os objetivos do atendimento estejam claros.
•Encaminhamento (triagem): utilizada para o conhecimento dos pontos principais do caso com intuito de efetuar um encaminhamento.
• Seleção de Pessoal: entrevista é um dos mais úteis instrumentos para seleção de pessoal. Possibilita o contato direto com o candidato, bem como a identificação de sua capacitação para exercer o cargo. Seu objetivo é selecionar a pessoa que atende melhor às exigências para o cargo. A eficácia depende da competência técnica do entrevistador.
●Psicodiagnóstico: É um conjunto de técnicas de investigação, de tempo delimitado, dirigido por um entrevistador treinado, que utiliza conhecimentos psicológicos, em uma relação profissional, com o objetivo de descrever e avaliar aspectos pessoais, relacionais ou sistêmicos, em um processo que visa a fazer recomendações, encaminhamentos ou propor algum tipo de intervenção em beneficio da pessoa entrevistada.
●Pesquisa: A entrevista em pesquisa é um tipo de comunicação entre um pesquisador que pretende colher informações sobre fenômenos e indivíduos que detenham essas informações e possam emiti-las. As informações colhidas são indicadores de variáveis que se pretende estudar. Possuem objetivos bem definidos e estratégia de trabalho.
●Hospitalar: Tem como objetivo: facilitar a leitura da condição de relação da pessoa com sua doença e internação. Sua utilização possui uma função terapêutica na medida em que possibilita ao paciente a verbalização, manifestação, reflexão e confrontamento com questões pertinentes ao processo de vida, doença, internação e tratamento, podendo favorecer melhor elaboração e adaptação à condição de ser ou estar doente. Difere do psicodiagnóstico porque avalia um momento específico da vida da pessoa.
•Campo de entrevista: Está determinado pelas modalidades de personalidade do entrevistado. Quer dizer: o entrevistador controla a entrevista, porém quem a dirige é o entrevistado. Relação entrevistador X entrevistado; Tudo o que nela acontece; Exteriorização do repertório de sua personalidade. A entrevista é o campo de trabalho no qual se investiga a conduta e a personalidade de seres humanos. A chave da entrevista está na investigação que se realiza durante o seu transcurso.
• Etapas de investigação: Observação; Hipótese; Verificação. As observações são sempre registradas em função de hipóteses que o observador vai emitindo.
• O enquadramento: Para obter o campo particular de entrevista devemos ter um enquadramento rígido, onde possamos transformar determinadas variáveis em constantes. Funciona como uma espécie de padronização da situação estímulo que oferecemos ao entrevistador. É uma forma de se manter constante determinadas variáveis: Objetivo, lugar, tempo, honorários, papel, contrato.
• Ansiedade: Deve-se estar atento: Ao grau ou intensidade; O limite de tolerância à ansiedade deve ser permanentemente detectado; Não se deve dissimular ou reprimir a ansiedade.
• O papel do entrevistador: O objetivo de trabalho do psicólogo é outro ser humano, portanto, ele precisa reconhecer que: 1) Deve ter consciência de que vai ser depositário dos problemas íntimos do paciente mediante as sucessivas entrevistas ou através dos instrumentos que planeja usar. Para suportar essa sobrecarga afetiva, diariamente, precisa ter recursos de personalidade e aprender a elaborar as emoções que surgem ao longo deste processo. 2) Precisa entender que não é mais um testólogo, como antigamente. O que se espera dele é algo mais do que uma transmissão fria e literal do resultado dos exames. Quem solicita um laudo diagnóstico, deseja ter um conhecimento mais vivo e integrado do seu paciente e este precisa ser informado, mas a mensagem tem que ser transmitida sem mobilizar ansiedade. 3) Precisa ter noção de como lidar com os familiares do paciente e saber preservar o sigilo das informações recebidas, mesmo quando menor, levar sempre em consideração o seu bem estar. 4) Neutralidade - O psicólogo deve estar preparado para não se deixar manipular, envolver ou seduzir pelos familiares do paciente, muito menos? Qualquer informação a ser transmitida deve ser primeiramente do conhecimento do examinando. LER o código de ética. O entrevistador deve ser capaz de: 1. Estar presente para o outro e poder ouvi-lo sem a interferência de questões pessoais; 2. Ajudar o entrevistado a se sentir à vontade e a desenvolver uma aliança de trabalho; 3. Facilitar a expressão dos motivos que levaram a pessoa a ser encaminhada; 4. Buscar esclarecimento para colocações vagas ou incompletas; 5. Gentilmente confrontar esquivas e contradições; 6. Tolerar a ansiedade relacionada aos temas evocados na entrevista; 7. Reconhecer defesas e modos de estruturação do paciente, especialmente quando elas atuam na relação com o entrevistador; 8. Compreender os seus processos transferenciais; 9. Assumir iniciativa em momentos de impasse; 10. Dominar as técnicas que utiliza dá e comunica segurança ao entrevistador.
• Avaliação psicológica: É a coleta e a integraçãode dados relacionados à psicologia com a finalidade de fazer uma estimação psicológica, que é realizada por meio de instrumentos como testes, entrevistas, estudos de caso, observação comportamental, aparatos e procedimentos de medida especialmente projetados. • OBJETIVO: responder a uma questão de encaminhamento, resolver um problema ou tomar uma decisão por meio do uso de instrumentos de avaliação. De acordo com Alchieri (2003), podemos representar a avaliação psicológica como sendo resultante de três critérios ou aspectos interdependentes, a saber: a medida, o instrumento e o processo de avaliação. Cada um deles possui uma representação teórica e metodológica própria e que concebe assim, de forma constitutiva, uma via própria de compreensão do seu objeto de investigação, denominado de fenômenos ou processos psicológicos.
● Contextos para a realização de A.P: Clínico = Psicodiagnóstico • Vocacional/Profissional • Saúde / Hospitalar • Porte de armas • Trânsito • Forense / Jurídico • Trabalho/Organizacional • Escolar/Educacional
● Alguns pressupostos sobre a A.P. 1) Existem traços, estados e estruturas (tipos) psicológicos. Traços: qualquer forma distinguível, relativamente estável em que um indivíduo varia com relação ao outro. Estados: diferenciam a pessoa mas são menos duradouros. Estruturas (tipos): descrição do indivíduo. 2) Traços e estados podem ser quantificados para isso devem ser cuidadosamente descritos e definidos. 3) As técnicas de avaliação e os testes tem pontos fortes e fracos. 4) A avaliação deve ser conduzida de forma justa e imparcial. 
● Medida: Toda avaliação é uma forma de comparação entre um e outro objeto, e como qual, é uma mensuração e deve representar a validade entre o fenômeno e os pressupostos do uso da linguagem matemática. Todas as ciências valem-se de uma forma de análise e representação de suas ideias, mediante o uso da representação matemática de seus fenômenos. O fato de realizar operações científicas para estudar processos psicológicos supõe que uma das maneiras mais objetivas de observar e avaliar é através da medida.
● Instrumentos: Entrevistas, testes, observação comportamental, computadores. Entrevista: obter o máximo de informações sobre o paciente e investigar mais sobre o motivo do encaminhamento. Tipos: Estruturadas, semi estruturadas, livre estruturação. Finalidade: 1) Triagem: avaliar demanda e fazer encaminhamento. 2) Anamnese: levantar detalhadamente a história do desenvolvimento da pessoa. 3) Diagnósticas: a) Sindrômicas: descrever sinais; b) Dinâmicas: funcionamento do sujeito. 4) Sistêmicas: descrever e compreender o sujeito (fenômeno) em sua complexidade para sugerir modos de intervenção terapêutica. 5) Devolução: comunicar o resultado da avaliação. TESTES:“ ...uma medida objetiva e padronizada de uma amostra de comportamento.” Anastasi: Dispositivos ou procedimentos de medida, visando medir variáveis. Ex: inteligência, personalidade, aptidão. Os testes podem diferir com respeito a uma série de variáveis, como conteúdo, formato, procedimentos de pontuação e interpretação. Um bom teste deve ter: 1) Solidez psicométrica (qualidade técnica): consistência e precisão com o que o teste pretende medir. 2) Fidedignidade: consistência no instrumento de mensuração. 3) Validade: se de fato mede o que pretende medir. Procedimentos para o uso de Instrumentos Psicológicos: forma de aplicação deve seguir o manual; verificar dificuldades ou impedimentos dos testandos; Rapport (inspira tranquilidade e diminui a ansiedade); Ambiente de aplicação. Os testes servem para fornecer informações sobre os indivíduos para a tomada de alguma decisão com respeito a estes. Como o comportamento humano ocorre nas mais variadas situações, por razões e objetivos diferentes, os testes também deverão ter objetivos diferenciados: um teste pode ser apropriado para uma situação e menos apropriado para outra. Segundo o método utilizado: Psicométricos e projetivos. Influência do examinador Pessoais e impessoais. Modo de administração: Individuais, coletivos, autoadministrados. Modo de expressão: Teste verbais e testes impressos. Segundo a Organização: Isolados e baterias Escalas. Segundo o atributo medido Rendimento, aptidão e personalidade. Os testes psicológicos são usados basicamente para cinco finalidades: 1. Classificação (psicotécnico) 2. Promoção do autodesenvolvimento 3. Intervenção psicoterápica (psicodiagnóstico) e psicopedagógica 4. Avaliação de programas 5. Pesquisa científica.
MATERIAL: testes originais e em perfeito estado, lápis bem apontado, caneta quando permitido, mesas.
 CORREÇÃO E AVALIAÇÃO: O profissional deve seguir as normas do manual; Qualquer norma é restrita à população da qual foi derivada. (não são absolutas, universais ou permanentes); Os resultados são interpretados através de normas (conjunto de resultados obtidos nas amostras de padronização, grupo amostral); Ao usar tabelas de percentis, normas por idade e escores padronizados, o psicólogo fará uma comparação entre os resultados dos candidatos por ele testados e os resultados do grupo padrão, levando em conta, características como sexo, escolaridade, profissão e etc...
●II – EXEMPLOS DE TESTES: Inteligência: Wisc IV, Wais III, Stanford Binet, Raven, R1, R2, WPPSI III (pré escolar). Personalidade: BFP, IFP, HTP, Rorshach, CAT/TAT, Pirâmides de Pfister. Avaliação das funções cerebrais: Atenção (D2, AC, TEADI), Memória (RAVLT, Figura de Rey), Função executiva (Torre de Hanói, escala de execução do WAIS ou Wisc, Bateria BADS). 
● Computador como instrumento III – Facilita o acesso ao analisando: Hora lúdica (crianças) Observação em sala de aula/ hospitais/ presídios Dinâmicas de grupo IV – Mundo de possibilidades: Prós: criação de testes psicometricamente sólidos, rápida pontuação e interpretação. Contras: Não tem flexibilidade para reconhecer a exceção a regra, levantam dúvidas sobre a equivalência do teste original e sua forma convertida, Hackers. PASSOS PARA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA • A partir de um encaminhamento: 1) Entrevista 2) Contrato de trabalho 3) Plano de ação 4) Levantamento, análise e interpretação dos dados 5) Diagnóstico/ Prognóstico 6) Comunicação dos resultados (ética) Laudos: respondem a várias questões, são mais extensos e minuciosos. Parecer: se restringem a análise de problemas específicos, focalizados, resumidos e curtos. Habilidades e competências de um psicólogo • Habilidades: Escutar e observar. • Competências: Tolerar a ansiedade relacionada aos temas evocados na avaliação. Reconhecer defesas e modos de estruturação do paciente, especialmente, quando atuam diretamente na relação com o avaliador (transferência). Compreender sua própria contratransferência. Assumir iniciativa em momentos de impasse. Dominar técnicas.
●Os Usuários de Testes Devem: definir o propósito da testagem e a população a ser testada. Investigar fontes de informação potencialmente úteis, além dos resultados de testes, e corroborar as informações fornecidas pelos testes. Ler os materiais fornecidos pelos criadores de testes e evitar usar testes sobre os quais existem apenas informações confusas ou incompletas. Ficar a par de como e quando o teste foi desenvolvido e experimentado. Ler avaliações independentes de um teste e de possíveis medidas alternativas. Examinar um conjunto de amostra, testes divulgados ou amostras de questões, orientações, folhas de resposta, manuais e os relatórios de resultados antes de selecionar um teste. Determinar se o conteúdo do teste e o(s) grupo(s) de controle e grupo(s) de comparação são adequados para os testandos. Selecionar e utilizar apenas aqueles testes para os quais estejam disponíveis as habilidades para aplicar e interpretar corretamente os resultados.
●Procedimentos básicos para a Utilização de instrumentos Padronizados de investigação Psicológica: Estar seguro do objetivo visado na investigação. Submeter-se previamente ao teste. Estudar o(s) instrumento(s) e familiarizar-se com o manual de instruções. Antecipar as perguntas que poderão ser feitas, preparandoas respostas. Verificar se o local para a aplicação apresenta boas condições de iluminação, arejamento, e acomodações para o(s) sujeito(s) e aplicador(es). Providenciar para que a sala não contenha elementos de distração (estímulos estranhos). A sala deve ser isolada, silenciosa e arrumada com simplicidade e discrição. Tomar medidas para impedir a interrupção durante a utilização dos instrumentos. Preparar previamente todo o material a ser utilizado, verificando se há em estoque número suficiente de material. Verificar se o material se encontra em perfeitas condições de uso. Separar o material em dobro do número que foi planejado, para se prevenir em relação a imprevistos. Planejar o tempo que será necessário para todo o processo de aplicação. Marcar o horário de aplicação para o período da manhã, de preferência, ou no período da tarde. Evitar marcar à noite. Informar aos examinados os objetivos da investigação.
●DURANTE A APLICAÇÃO: O psicólogo deverá estar em boas condições físicas e psicológicas e, vestido de maneira discreta. Na aplicação coletiva, programar um tempo de espera para a chegada dos retardatários. Antes de dar as instruções, realizar o rapport. Este tem o objetivo de introduzir o trabalho, adequar o nível de ansiedade frente à atividade, e permitir a observação do estado físico e psicológico do(s) examinando(s). Verificar se os examinandos estão suficientemente motivados e informados do objetivo da investigação. Aplicar o teste de maneira calma e objetiva. Seguir rigorosamente as instruções de aplicação, porém assumindo uma postura afável e simpática. Não tentar dar as instruções completamente de memória. Ter sempre à mão as instruções escritas para caso de dúvida. Ler as instruções clara e pausadamente, tomando o cuidado para que todos possam compreender exatamente o que se pede. Não iniciar a testagem sem que todos tenham completado os exemplos incluídos no teste, e dar a cada sujeito a oportunidade de responder à um exemplo sem ajuda do aplicador. Dentro dos limites permitidos pelo manual de instruções, esclarecer os pontos principais pôr meio de esboços ou diagramas num quadro. Somente iniciar a testagem estando seguro que todos compreenderam exatamente o que devem fazer. Evitar conversar com qualquer pessoa que esteja participando ou assistindo à aplicação. Andar silenciosamente pela sala para poder substituir lápis sem ponta e responder às perguntas permitidas, caso necessário. Não sair da sala de aplicação por qualquer motivo, mesmo durante aplicações demoradas. Não olhar para o teste de alguém por período de tempo prolongado. Utilizar para cada instrumento o limite de tempo exato determinado pelo autor. No caso de um teste de duração longa (acima de 15 minutos), escrever no quadro a hora do término (aplicação coletiva). Ao término, recolher prontamente os testes.
●APÓS A APLICAÇÃO: Agradecer a participação e a colaboração, combinar dia e horário do próximo encontro e/ou retorno do processo para o examinando. Arrumar os cadernos de testes (ou folhas de respostas) em envelopes com todas as informações necessárias escritas: nome do teste, nome do aplicador, data de realização, grupo a que foi aplicado, observações, etc. No caso de aplicação coletiva, elaborar um relatório com informações e/ou ocorrências da aplicação, que julgue de importância. Verificar se os cadernos de itens estão em perfeito estado, para uso posterior. No caso de aplicação individual, anotar tudo que considerar relevante quanto ao comportamento expresso pelo sujeito durante a aplicação.
●Teste mais usado - PMK – MEDIDA DE PERSONALIDADE: Prova psicomotora ou de expressão gráfica que se propõe a explorar a personalidade através da análise das tensões musculares involuntárias que revelam as tendências fundamentais de reação, constituído por suas peculiaridades temperamentais e caracterológicas. Sua aplicação é feita de forma individual em sujeitos analfabetos até nível superior.
●BENDER: Tem por objetivo avaliar a maturidade percepto-motora, tendo em vista os pressupostos teóricos preconizados por Bender (1955), no sentido de que por meio da reprodução de desenhos pode-se estabelecer o nível de maturação da função gestáltica visomotora.  Está associado a medidas de inteligência (como o fator “g”) e mostra relação com a aprendizagem (aquisição de escrita e diferenciação de séries).  O Sistema de Pontuação Gradual avalia a maturação percepto-motora por meio da análise da distorção de forma. O teste destina-se a crianças de 6 a 10 anos de idade, podendo ser aplicado individual e coletivamente (por meio de transparências).  Em geral a aplicação não ultrapassa 15 minutos, embora não haja limite de tempo para a reprodução.
●PALOGRÁFICO: Baseado na realização de traçados pelo sujeito, o teste fornece dados de ritmo e qualidade de trabalho, fadigabilidade, inibição, elação, depressão, temperamento, constituição tipológica etc. Pode ser aplicado a partir dos 8 anos até idade adulta, de forma individual ou coletiva, com tempo de duração de 7 minutos e 30 segundos. Utilizado, principalmente, em profissões que envolvam a psicomotricidade como motoristas, vigilantes, etc.
●WARTEGG (SOMENTE PARA PESQUISA): Técnica projetiva gráfica, o teste avalia a estrutura da personalidade, principalmente: Emoção, Imaginação, Dinamismo, Controle e Contato com a Realidade. Utilizado em clínica, orientação e seleção de pessoal, pode ser aplicado a partir dos 7 anos, sob forma individual ou coletiva, numa média de 20 minutos para execução.
●ZULLIGER: Material: conjunto com 3 pranchas, conjunto com 3 slides, folha de localização. Baseado no Teste Rorschach, este teste foi criado para ser utilizado principalmente de forma coletiva, com o objetivo de avaliar os aspectos fundamentais do funcionamento psicológico do indivíduo. Aplicado em seleção de pessoal sem limite de tempo.
●RORSCHACH: Material: jogo com 10 pranchas, folha de localização, aplicação, classificação de respostas e súmula do protocolo. O teste revela a organização básica da estrutura da personalidade, vida interior, recursos mentais, energia psíquica e traços gerais e particulares do estado intelectual do indivíduo. Seu uso, em adolescentes e adultos, deve ser feito individualmente e sem limite de tempo.
●TAT - TESTE DEAPERCEPÇÃO TEMÁTICA: O T.A.T. é um método destinado a revelar ao psicólogo impulsos, emoções, sentimentos, complexos e conflitos. Útil em qualquer estudo abrangente de personalidade, no caso de distúrbios da conduta, doenças psicossomáticas, nas neuroses e psicoses. Pode ser utilizado em crianças a partir dos 4 anos, porém, é mais frequente o seu uso em adolescentes e adultos.
●IFP - INVENTÁRIO FATORIALDE PERSONALIDADE: Inventário de personalidade objetivo de natureza verbal, composto por 16 fatores que correspondem às necessidades básicas. De aplicação individual ou coletiva, utilizado em sujeitos entre 16 e 60 anos de idade, com normas para o sexo feminino e masculino. De fácil aplicação e avaliação levanta os seguintes fatores: Assistência, Intracepção, Afago, Deferência, Afiliação, ominância, Denegação, Desempenho, Exibição, Agressão, Ordem, Persistência, Mudança, Autonomia e Heterosexualidade
●MEDIDAS DE INTELIGÊNCIA RAVEN: Um teste de medida do potencial intelectual, podendo ser aplicado em indivíduos de qualquer nível cultural, não importando a escolaridade. Avalia a capacidade imediata para observar e pensar com clareza, aferir o desenvolvimento intelectual, a capacidade de aprendizagem e a deficiência mental. A partir de 11 anos.
●G-36 TESTE NÃO VERBAL DE INTELIGÊNCIA: Teste saturado de fator G e de múltipla escolha para as respostas. Pode ser usado com tempo livre ou limitado a 30 minutos, dependendo de sua finalidade. Indicado para candidatos da 5ª série do 1º grau até universitários e de aplicação coletiva ou individual.
● WAIS – III: A Escala de Inteligência Wechsler para Adultos WAIS-III é um dos mais importantes testes para avaliação clínica de capacidade intelectual de adultos na faixa etária entre 16 e 89 anos. Embora, apresenteas características essenciais de seus predecessores, o WAIS-III fornece dados normativos atuais, tanto da amostra original americana como da brasileira e também material e procedimentos de aplicação atualizados.
●WISC III IV: É um instrumento clínico para avaliar a capacidade intelectual de crianças e adolescentes. É Composto de vários subtestes, cada um medindo um aspecto um tanto diferente da inteligência. O desempenho nestes subtestes é resumido em 3 medidas compostas: Qis Verbal, de Execução e o Total. Oferece ainda estimativas em 4 índices fatoriais como Compreensão Verbal, Organização Perceptual, Resistência à Distração e Velocidade de Processamento das Informações.
●MEDIDAS DE APTIDÃO E INTERESSE BRP – BATERIA DE PROVAS DE RACIOCÍNIO: Esta bateria oferece estimativas do funcionamento cognitivo geral e das habiliades do indivíduo em cinco áreas específicas: raciocínio abstrato, verbal, visual espacial, numérico e mecânico. Auxilia os psicólogos a tomarem decisões sustentadas na avaliação das aptidões e raciocínio geral, tais como: orientação profissional, avaliação das dificuldades de aprendizagem e seleção de pessoal. Está organizada em duas formas: A (de 6ª a 8ª série do ensino fundamental) e B (de 1ª a 3ª série do ensino médio). 
●LIP – LEVANTAMENTO DE INTERESSESPROFISSIONAIS: Elaborado para ajudar a identificar os interesses do adolescente. Abrange 256 atividades, distribuídas em 128 pares, com 8 áreas profissionais. Num total de 32 atividades para cada área proporciona maior segurança no julgamento dos interesses. De aplicação individual ou coletiva e prática avaliação, com perfil impresso na folha de respostas.
● BTAG BATERIA DE TESTES DE APTIDÕES GERAIS: A bateria é composta por quinze testes que através da combinação dos escores individuais torna possível a obtenção de informações sobre aptidões tais como inteligência, verbal, espacial, numérica, burocrática, destreza digital, destreza, manual, rapidez, motora, etc...Adolescentes e Adultos a partir do Ensino Fundamental completo.

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