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Apostila - Resumo

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intelectuais, afetivos, impulsivos, volitivos, 
fisiológicos e morfológicos; é uma forma de responder diante 
dos estímulos e as circunstâncias da vida com um selo peculiar 
e próprio e que dá como resultado o comportamento”.
Existem divergências quanto às origens ou sobre o que determina a personalidade de alguém. Alguns 
teóricos argumentam que a personalidade é determinada por fatores genéticos e outros defendem a 
ideia de que o ambiente pode moldar e modificar a personalidade de uma pessoa. Soto (2002) ainda 
nos diz que historicamente pesquisadores assinalaram como chaves determinantes da personalidade a 
hereditariedade e o ambiente, e posteriormente foi introduzido um novo fator, a situação, como agente 
importante capaz de moldar a personalidade.
Podemos verificar na figura abaixo que tanto os fatores hereditários quanto os do ambiente atuam 
na formação da personalidade:
Hereditariedade
Características físicas, 
sexo
Ambiente
Fatores culturais
Fatores socias
Fatores situacionais
Personalidade
Fonte: SCHERMERHORN, J. R et al. Fundamentos do comportamento organizacional. Porto Alegre: Bookman, 2008.
Para refletir
Qual o significado de trabalho para 
você?
Afinal, a personalidade é algo 
genético ou é formada a partir das 
experiências?
Escutamos muitas vezes ao assistir 
um jogo de futebol o comentarista dizer:
_ Esse jogador tem muita 
personalidade
Será que é possível alguém ter muita 
ou pouca personalidade?
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COMPORTAMENTO HUMANO NAS ORGANIZAÇÕES
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Segundo Schermerhorn et al (2008), a hereditariedade estabelece os limites de quanto as 
características da personalidade podem ser desenvolvidas; o ambiente determina o desenvolvimento 
dentro desses limites.
Foram identificados diversos traços de personalidade que permitem diferenciar as pessoas. Pervin, 
citado por Griffin e Moorhead (2006), define cinco grandes traços de personalidade fundamentais e 
relevantes para as organizações. São eles:
• Sociabilidade – capacidade de se relacionar bem com os outros. As pessoas muito sociáveis 
tendem a ser gentis, cooperativas e compreensíveis e estão mais propensas a manter melhor 
relação no ambiente de trabalho.
• Consciência/meticulosidade – se refere à quantidade de objetivos em que cada um é capaz 
de se concentrar. Os que se concentram em poucos objetivos de cada vez tendem a ser mais 
organizados, cuidadosos, responsáveis e disciplinados no trabalho.
• Estabilidade emocional – diz respeito à variação de humor e à segurança. As pessoas com maior 
estabilidade emocional tendem a ser calmas, flexíveis e seguras.
• Extroversão – refere-se ao bem-estar sentido nos relacionamentos. Os extrovertidos são mais 
amistosos, falantes, assertivos e abertos a novos relacionamentos.
• Abertura – refere-se à maleabilidade das crenças e dos interesses de uma pessoa. As pessoas com 
alto grau de abertura estão mais dispostas a ouvir novas ideias e a mudar de opinião a partir de 
novas informações.
O conhecimento desses traços permite aos líderes uma melhor compreensão do comportamento 
de seus colaboradores, mas devemos ter o cuidado para não rotular as pessoas, uma vez que, por mais 
científicos que sejam esses traços, como se trata de pessoas, podem ocorrer imprecisões e outros fatores 
também podem interferir no comportamento delas.
Outra abordagem para compreender a personalidade nas organizações é a proposta por Carl Jung, 
psicanalista europeu que criou um modelo de estilos cognitivos. Ele identificou quatro dimensões do 
funcionamento psicológico:
• Extroversão x introversão – Os extrovertidos são orientados para o mundo exterior enquanto os 
introvertidos são orientados para o mundo interior e preferem o recolhimento.
• Pensamento x sentimento – As pessoas que têm o estilo “pensamento” tomam decisões de 
forma racional, lógica enquanto o outro estilo baseia suas decisões em sentimentos e emoção.
• Sensação x intuição – Os indivíduos voltados para a sensação preferem focar nos detalhes, ao 
passo que os intuitivos se concentram em temas mais amplos.
• Julgamento x percepção – As pessoas do tipo “julgamento” gostam de terminar tarefas e as do 
tipo “percepção” gostam do processo de elaboração e buscam maior número de informações.
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Unidade I
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EXTROVERSÃO ( E )
Atenção preferencial para o mundo 
exterior.
Direção da energia
INTROVERSÃO ( I )
Atenção preferencial para o mundo 
interior.
PENSAMENTO ( T )
Análise lógica, objetividade, 
neutralidade.
Modo de decisão
SENTIMENTO ( F )
Considerações de ordem pessoal, 
atenção aos fatores pessoais.
SENSAÇÃO ( S )
Preferência por informação concreta e 
detalhes.
Tipo de informação percebida
INTUIÇÃO ( N )
Preferência por informação abstrata e 
visão de conjunto.
JULGAMENTO ( J )
Preferência por tomar decisões em 
lugar de buscar informações.
Modo de lidar com situações do mundo 
exterior
PERCEPÇÃO ( P )
Preferência por buscar informações em 
lugar de tomar decisões.
Fonte: MAXIMIANO, A. C. Teoria geral da administração. São Paulo: Atlas, 2000.
Todas as pessoas têm um pouco de cada comportamento, embora se sintam mais à vontade e 
passem mais tempo em um modo de comportamento. A combinação dos polos produz temperamentos, 
estilos e tipos psicológicos. Ex.: introversão-percepção – gostam mais de estudar e ficar no isolamento 
do que de interagir com os outros.
Jung considerou que os polos de cada uma das quatro dimensões indicam preferências e facilidade 
para realizar determinadas atividades, mas que existe o outro lado do qual, às vezes, precisamos lançar 
mão, o que ele chamou de Teoria da Sombra.
Teoria da Sombra – A sombra é o potencial menor, que é preciso ativar e desenvolver quando os 
problemas exigem aptidões diferentes daquelas que as preferências escolheriam.
Ao se combinar os diversos tipos foram encontrados dezesseis tipos de personalidade. Muitas 
organizações utilizam o teste Indicador de Tipos Myers-Briggs, conhecido como MBTI, para identificar o 
tipo de personalidade, estilo de comunicação e preferência de interação.
Alguns autores preferem fazer modelos baseados em combinações de apenas duas dimensões. 
Como, por exemplo: no processo decisório analisar as dimensões Pensamento – Sentimento; Sensação 
– Intuição. Isso permitiria identificar quatro estilos: sensitivos – pensantes; sensitivos – sentimentais; 
intuitivos – pensantes e intuitivos – sentimentais.
Lembre-se
Em qualquer um dos modelos adotados, o que se busca é tentar explicar o comportamento 
humano. A Teoria da Sombra insiste em que as pessoas apresentam comportamentos 
dominantes, ou preferenciais, ao lado de comportamentos secundários.
Devemos pensar, portanto, nos tipos de Jung como ferramenta que auxilia no processo de 
autoconhecimento e de conhecimento das pessoas que fazem parte da organização.
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COMPORTAMENTO HUMANO NAS ORGANIZAÇÕES
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Será apresentada a seguir uma abordagem que tem sido muito utilizada nas organizações 
como método de análise e compreensão do comportamento desenvolvido por Eric Berne, a análise 
transacional.
2.3.1 Análise transacional
Em 1956, Eric Berne, psiquiatra canadense, depois de “um amistoso divórcio com a psicanálise”, criou 
uma teoria nova da psicologia, tanto individual como social. Berne foi muito criticado pelos acadêmicos, 
que o acusaram de ser simplista.
Análise transacional se constitui de um conjunto de técnicas que visam à mudança. Chama-se 
transacional por estudar, analisar as trocas de estímulos e respostas entre os indivíduos, ou transações,

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