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PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE PEIXES Acadêmicos: Lara Bohrz, Carlos Corbellini, Vanessa Esteris Castioni. Professor: Ana Dionéia Bacharelado em Agronomia Tecnologia dos Produtos de Origem Animal Ibirubá, 2024. PRODUÇÃO BRASILEIRA O Brasil produziu 887.029 toneladas de peixes de cultivo em 2023, com crescimento de 3,1%. (PeixeBR). A tilápia participou com 579.080 toneladas (65,3% do total). Os peixes nativos contribuíram com 263.479 toneladas (29,7% do total). E outras espécies (carpa, truta e pangasius) atingiram 44.470 toneladas (5% do total). O aumento da oferta representa elevação direta do consumo interno. Atualmente, o brasileiro consome 4,35 kg de peixes de cultivo por ano. CUMPRINDO SEU PAPEL EM TERMOS DE DIVERSIDADE DE OFERTA A produção de outras espécies de cultivo – liderada por carpas, trutas e pangasius – manteve-se estável em 2023 (Peixe BR). No total, o segmento foi responsável pela oferta de 44.470 toneladas, que representa 5% da produção total. PORTARIA MAPA N° 185 , DE 13 DE MAIO DE 1997 O MINISTRO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o Art.. 87, Parágrafo único, inciso II, da Constituição, e nos termos do disposto no Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal, aprovado pelo Decreto n° 30.691, de 29 de março de 1952. 1.1.Objetivo: O presente regulamento fixa as condições mínimas exigíveis para a elaboração e embalagem do produto denominado Peixe Fresco (Inteiro e Eviscerado) destinado ao comércio nacional ou internacional. 1.2.âmbito de aplicações: Aplica-se a todas as espécies de peixe destinadas ao consumo humano. Descrição 2.1. Definição 2.1.1. Peixes. Entende-se por peixes os animais aquáticos de sangue frio. Excluem-se os mamíferos aquáticos, os animais invertebrados e os anfíbios. 2.1.2. Peixe Fresco: Entende-se por peixe fresco, o produto obtido de espécimes saudáveis e de qualidade adequada ao consumo humano, convenientemente lavado e que seja conservado somente pelo resfriamento a uma temperatura próxima a do ponto de fusço do gelo. 2.2. Classificação: O peixe fresco de acordo com os seus componentes anatômicos, classificam-se em 2.2.1. Inteiro: É o peixe inteiro e lavado. 2.2.2. Eviscerado: É o produto do peixe fresco, após a remoção das vísceras, podendo ser apresentado com ou sem cabeça, nadadeiras e/ou escamas. SISTEMAS DE CRIAÇÃO Viveiros escavados São construídos diretamente no solo, com tamanhos e formas variados. Açudes São corpos de água naturais ou artificiais, geralmente de maior porte. Tanques-rede: Os tanques-rede são estruturas suspensas em água doce ou salgada, com controle de qualidade da água. 1. Criação Reprodução Alevinagem Cultivo 2. Bem-estar Qualidade da água Densidade de lotação Alimentação 3. Transporte Ajustar privação de alimento Evitar exposição dos peixes ao ar durante o carregamento Oxigênio suficiente Monitorar qualidade da água EXTRAÇÃO Redes: O método mais comum, utilizando redes de diferentes tamanhos e malhas, adequadas ao tamanho dos peixes. Despesca mecanizada: Os sistemas de despesca modernos utilizam máquinas para a realização da despesca. Pesca manual: Utilizada em tanques menores ou para a captura de peixes específicos. DEPURAÇÃO Após a despesca, os peixes devem ser depurados, ou seja, mantidos em tanques menores, de alvenaria, em água corrente e limpa, por até 48 horas, sem receber alimentação, para esvaziar o conteúdo gastrointestinal. Figura 1– Tanque de depuração de peixes. Fonte: Faria /2013. A depuração é necessária antes do transporte dos animais e do abate. Isto permite eliminar o odor e o sabor “de barro” característicos em vários pescados de água doce. ABATE Figura 2 – Caixa contendo água e gelo para atordoamento, antes do procedimento de sangria. Fonte: Faria /2013. O abate dos animais deve ser instantâneo, inicialmente atordoando o peixe por meio de choque térmico em água. O pescado precisa ser colocado em recipientes (bombonas plásticas e caixas de fibra de vidro ou plástico) contendo gelo imerso na água. Proporcionando temperatura abaixo de 5ºC para posterior sangria pela região opercular. ABATE Lavagem: Esta etapa envolve a limpeza inicial dos peixes, removendo sujeiras, lodo e outros detritos. É essencial para evitar a contaminação durante o processamento. Descamação: Após a lavagem, os peixes são descamados para remover as escamas. Este processo pode ser feito manualmente ou com máquinas específicas, preparando o peixe para a filetagem. ABATE Filetagem: Os peixes são cortados em filés. Este é um passo delicado que exige habilidade para garantir que a maior quantidade de carne seja aproveitada e que os cortes sejam precisos e limpos. Evisceração: Por fim, a evisceração envolve a remoção das vísceras do peixe. Esta etapa é fundamental para eliminar partes não comestíveis e garantir que o peixe esteja pronto para consumo, minimizando riscos de contaminação e preservando a qualidade da carne. PROCESSAMENTO Separação por tamanho: Os peixes são classificados de acordo com suas dimensões para padronizar o processamento subsequente. Embalagem: Os peixes são cuidadosamente embalados para proteger a integridade e a frescura do produto. Congelamento: Etapa crucial para preservar a qualidade e prolongar a vida útil dos peixes, mantendo-os em condições ideais para consumo futuro. EMBALAGEM Bandejas de polipropileno ou plásticos; Embaladoras vácuo (melhor aparência do produto e evita a rancificação oxidativa); Por que é Importante? Qualidade do Produto: Aparência atrativa aumenta o valor percebido. Redução de desperdícios e perdas durante o armazenamento. Segurança Alimentar: Minimiza o contato com o ar, reduzindo o risco de contaminação. CONSERVAÇÃO A carne de peixe se deteriora rapidamente e precisa de manuseio correto desde a sua captura no viveiro até estar pronto para consumo. Os métodos tradicionais de preservação de alimentos têm sido usados há séculos para prolongar a vida útil. 15 METÓDOS TRADICIONAIS DE CONSERVAÇÃO Defumação Conserva Congelamento Refrigerado no gelo Salga 16 REFRIGERADO NO GELO Após a despesca e abate, o peixe deve ser lavado com água clorada e acondicionado em camadas alternadas de gelo e pescado. Na proporção de 1,5 Kg gelo/1 Kg peixe. Desta forma, o peixe inteiro pode ser mantido por até 10 dias. 17 CONGELAMENTO O congelamento após lavagem e evisceração aumenta a vida de prateleira do produto. O processo de congelamento deve ser rápido com equipamentos adequados e posterior armazenamento em câmara fria (-18°C a -30°C). 18 SALGA A salga é um dos métodos mais antigos e simples de conservação de alimentos. Utilizado em uma concentração de 8% a 10%, o sal remove parte da água presente na carne e evita a deterioração. A salga é aplicada com o peixe sem vísceras. 19 DEFUMAÇÃO A defumação funciona adicionando sabor e prevenindo o crescimento de bactérias. Os alimentos são defumados no fogo, o que lhes confere sabor de fumaça e compostos que inibem o crescimento bacteriano. Alimentos defumados podem ser armazenados por longos períodos sem refrigeração. 20 CONSERVA A conserva envolve selar os alimentos em recipientes herméticos e aquecê-los para matar bactérias. Alimentos enlatados podem ser armazenados por longos períodos de tempo sem refrigeração. 21 OBRIGADO PELA ATENÇÃO ! 22 image1.png image2.png image3.png image4.png image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.png image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.png image14.jpeg image15.jpeg image16.png image17.jpeg