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o projeto como instrumento de análise e observação das do uso de determinados recursos, em relação aos objetivos macroeconômicos do plano de Até pouco tempo considerava-se o projeto e o planejamento como se cada um tives- se os seus enfoques próprios e independentes, às vezes até Isso porque em- bora procure a maximização na utilização dos recursos, o empresário (responsável por grande parte dos projetos) tem um enfoque enquanto que o estado (res- ponsável pelo plano) tem um enfoque macroeconômico (social e econômico). Por exemplo, enquanto a criação de emprego é um objetivo corrente e comum nos planos nos projetos procura-se maximizar de forma privada o uso dos recursos, o que em geral é obtido por uma redução no emprego de mão-de-obra. A divergência entre os enfoques é uma da diferença entre o valor e o custo que são atribuídos aos bens e aos recursos seja pelos indivíduos isoladamente, seja pela sociedade em seu conjunto. Relacionar os projetos e o planejamento, de maneira a que estes possam maximizar sua participação nos objetivos do plano, requer o conhecimento de certas relações entre os projetos e os planos, tanto no que se refere às relações institucionais como na redefini- ção dos valores e dos preços, dos bens e dos recursos, enfocados de um ponto de vista social. Cabe ao organismo central de planejamento a tarefa de definir os critérios de avalia- ção e todos os parâmetros que permitam a melhor combinação possível dos projetos com os objetivos do plano. Para que essa definição seja eficiente, é necessário que o organismo de planejamento receba informações dos organismos executores e realize uma análise per- manente dos resultados da aplicação de seus critérios na seleção das alternativas de investi- mento (projetos). 5. A PREPARAÇÃO DO PROJETO E SUAS 5.1 A Preparação Em um de seus trabalhos (Generalidades sobre projetos) o engenheiro Fernando Caldas define: "O projeto é um conjunto ordenado de antecedentes, pesquisas, suposições e conclusões, que permitem avaliar a conveniência (ou não) de destinar fatores e recursos para o estabelecimento de uma unidade de produção determinada." A realização do projeto, desde a idéia inicial até o seu funcionamento como uma unidade de produção, é um processo contínuo no tempo, através de sucessivas fases, nas quais se combinam considerações de caráter técnico, econômico e financeiro estudadas através de diferentes etapas. projeto começa com a idéia de investir uma certa quantidade de capital na produ- ção de um certo bem ou serviço. Essa idéia tem que ser desenvolvida por um estudo que inclui as várias etapas, inclusive etapa final onde se estudam as operações da execução do projeto. Basicamente, o processo de elaboração e execução do projeto, ao longo do tempo, deve seguir cinco fases distintas: a identificação da idéia, o estudo de previabilidade, o es- 3 Na preparação desta seção utilizou-s o material didático e as aulas dos engenheiros Fernando Caldas e Lauro de Paiva, realizadas quando foram diretores de cursos de projetos promovidos pela Divisão de Treinamento do BID. 25fases são as que interessam no quadro de um estudo de projeto. tudo de viabilidade, o detalhamento da engenharia, a execução. As três primeiras dessas Durante a fase de identificação, os projetistas devem caracterizar, em preliminar, a concepção da idéia, dando base para indicar se a mesma justifica ser forma da ou não. Caso haja uma recomendação no sentido de que a idéia deve ser projetistas aprofundam a mesma, realizando um estudo de previabilidade, durante estudada é elaborado um projeto preliminar, com base em dados não necessariamente 0 qual ou completos. Só em caso de que essa previabilidade justifique investir no estudo tivo é que os projetistas partem para a elaboração do estudo de defini. Para cada uma dessas fases, conforme pode ser observado na Figura 1.6, o estudo ve realizar cada uma das etapas que compõem um projeto. Embora a estrutura e a sentação definitivas dependam do grupo de elaboradores, o projeto, e cada fase, ter, pelo menos, as seguintes etapas básicas: um estudo de mercado, um estudo nho e localização, a engenharia, uma análise de custos e receitas, uma avaliação do mérito do projeto, também chamada de análise de rentabilidade. Figura e e e Fases Identificação Estudo de da idéia Estudo de pré-viabilidade viabilidade guinte: De acordo com essa figura, a a seguir deve ser aproximadamente Começa-se por caracterizar preliminarmente o produto numa macrolocaliza do qua provisória; inicia-se assim um estudo de mercado superficial, a partir podem determinar dados gerais da procura potencial. 26Com esses dados provisórios, a engenharia pode iniciar seus estudos que permi- tem o conhecimento do nível dos custos, a localização e o tamanho. Determinam-se assim, de forma ainda preliminar, os custos e receitas, a estrutura do financiamento e a rentabilidade da empresa. Conhecida a rentabilidade provisória, suspende-se o estudo se ela não satisfaz, ou realiza-se outra volta da espiral, até chegar a um grau de profundidade suficiente e a uma forma de apresentação compreensível. Pode-se verificar que: a) Os diversos temas são estudados sucessivamente em diferentes graus de profundi- dade. b) As informações obtidas no estudo de uma etapa, transmitem-se à outra etapa, na seqüência da trajetória da espiral. c) Cada arco percorrido corresponde a um grau mais elevado de profundidade no estudo. d) Após cada volta completa da espiral, as etapas voltam a alimentar-se das informa- ções obtidas das outras. e) Para fazer outra volta na espiral, tem-se que realizar um custo adicional na prepa- ração (ou avaliação), ao mesmo tempo em que se obtém um aumento do grau de confiança do projeto. Na preparação de um projeto, é necessário decidir a cada momento se é conveniente gastar mais tempo, esforço e dinheiro em reunir antecedentes mais completos e realizar es- tudos mais refinados. Para isto é necessário confrontar o custo adicional com o objetivo real de um estudo mais aprofundado: reduzir as incertezas do empreendimento. No estudo de projetos, a certeza é uma situação que nunca é alcançada. A partir de um certo ponto, aprofundar qualquer estudo exige um custo muito elevado. Na Figura I.7 verifica-se que com um custo adicional de US$20.000 pode-se elevar consideravel- mente o grau de certeza AC1, enquanto que para elevar ainda mais a certeza, somente em AC2, os custos serão também de US$ 20.000. Figura I.7 Linha de Certeza 100% AC2 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 Custo do estudo (milhares de US$) 27fundidade Não há nenhum critério que permita saber exatamente até Em geral, do estudo. básico considerar é onde deve chegar sempre uma parte o a do total dos que o custo do estudo de projeto a de para custo, cada em vez de pequena aprofundar o estudo investimentos. com grande custo Para compensar os deve variável valores conservadores desfavoráveis à rentabilidade é sem ceiros executar etapa do dos estudo. de em a repr va dinâmica tos; ao o estudo Durante estudo que de de permite a mercado mercado preparação com e deve este que do levar pode projeto, uma ao influir influa tamanho as na diversas sobre etapa e este as anterior, etapas outras. último A pela define sugestão do de de do uma novos le. dem-se dos em Os Os investimentos fixos fixos dados dependem definidos do pel anteriores. de produção Pode e equipamentos). Mas a engenharia pode produzir a engenharia partir circulantes dos recurso pode influir originar subprodutos e pedir complementações ao modificações estudo de nas etapas Os est na definição do tamanho, da localização etc. Portanto, a realização do estudo de projeto deve ser mercado equipe. to deve Na vir realidade, não é possível afirmar, de forma definitiva. uma tarefa seu namento sumos, cálculo nem unidade exige de liquidez de (dinheiro), produção, necessário e ser justapostas antes das outras. As etapas de um projeto não se podem que realizar uma etapa do e de ções por um coordenador. estudo de projetos é um isoladamente b) As Receitas projeto é que dependência sucessivas até linear. à redação final. As etapas não se sucedem independentemente trabalho de do uma ou ceitas Se e dos a rentabilidade custos é 0 ponto culminante do tudo prepara projeto estudo. exige uma perfeita integração entre os membros do à realização do es- de A diversidade de temas e de tipos de conhecimentos necessários com função direta dessas duas partes: pe de trabalho esse não é Sem possível uma obter comunicação um projeto perfeita coerente. entre todos os grupo participantes de trabalho da equi- que R-C técnico projetista deve sentir-se parte de uma unidade preparação ou de avaliação do projeto, onde as pessoas dividem-se maior, por especialidades, que é o grupo de 0 cálculo das receitas depende diret integradas num conjunto homogêneo e coerente. mas previsão de quanto será produzido e vendi Uma devida só pessoa não pode preparar ou avaliar bem um projeto. preços que terão os produtos no do, pode sem a comunicação entre os especialistas, sem uma visão de Mas conjunto, um grupo dividi- fazer um bom projeto. é cia ter que a melhor forma de realizar um estudo de projeto, sua especialidade. A siados mostra aspectos do estudo, e que cada um fique isolado na a seu cargo dema- Deve-se evitar duas coisas no grupo projetista: que alguns tenham dados Para determinar as quantidades e do estudo de mo tempo tenha conhecimento do trabalho dos um grupo cada um de especialistas, em que cada um trabalhe em sua preparação especialidade ou avaliação, e ao mes- c) Os Custos Operacionais 0 do cálculo dos A custos influencia estrutura sobre destes tura 5.2 As Etapas de depende sua muitas dessas depende dos partes. 5.2.1 Os investimentos, as receitas e os custos operacionais fixos custos investimentos Por Os são O projeto é como uma caixa onde através de alguns aqueles divididos total dos mos transformados em produtos Esses fluxos um fluxo necessariamente físico, te que não dem contrapartida saídas de financeira, onde aos insumos comprados físicos às máquinas têm usadas correspon unidade custos custos Às saídas dinheiro, chamam-se e aos produtos que são produzidos e correspondem entradas de di produz num custos: aqueles que são realizados custos antes e às entradas chamam-se receitas. Há dois tipos de rios custo (isto dessas custos dado que para exemplo mentos; e aqueles que se repetem, a cada que período a empresa de tempo comece considerado a funcionar são um os ano para são os custos operacionais. uma corrige Dessa 28a) Os Investimentos objetivo da etapa de investimentos é determinar as necessidades de recursos finan- ceiros para executar o projeto, pô-lo em marcha e garantir o seu funcionamento inicial. A determinação dos investimentos representa a valorização dos elementos calcula- dos em outras partes do estudo. Os investimentos necessários para a instalação e o funcionamento do projeto divi- dem-se em: investimentos fixos e investimentos circulantes. Os investimentos fixos dependem do nível de produção projetado, e são calculados simplesmente a partir dos dados definidos pela engenharia. Os investimentos circulantes dependem do nível efetivo de produção da empresa, e seu cálculo exige o conhecimento dos recursos financeiros necessários para pôr em funcio- namento a unidade de produção, garantir este funcionamento sem risco de escassez de in- sumos, nem de liquidez (dinheiro), necessários para todas as suas atividades. b) As Receitas Se a rentabilidade do projeto é o que determina a sua viabilidade, o cálculo das re- ceitas e dos custos é o ponto culminante do estudo do projeto, pois a rentabilidade é uma função direta dessas duas partes: R-C r= I cálculo das receitas depende diretamente do programa de produção, isto é, da previsão de quanto será produzido e vendido pela unidade de produção, assim como dos preços que terão os produtos no mercado. Para determinar as quantidades e os preços dos produtos, o cálculo da receita utiliza os dados do estudo de mercado. Os Custos Operacionais cálculo dos custos operacionais é uma das mais importantes e detalhadas etapas do projeto. A estrutura destes depende de todas as outras etapas e ao mesmo tempo tem influência sobre muitas dessas partes. Por exemplo: o cálculo de custos depende da estru- tura de financiamento dos investimentos, e esta depende do capital de trabalho que, por sua vez, depende também do total dos custos. Os custos estão divididos basicamente em custos fixos e custos variáveis. Os custos fixos são aqueles que não dependem, em cada momento, do nível de produção da unida- de. Por exemplo: os custos financeiros do investimento, o custo da mão-de-obra constan- te etc. Os custos variáveis são os que dependem diretamente do nível de produção que a unidade produz num período dado, por exemplo, os custos das matérias-primas. Além dessas duas classificações dos custos, é importante conhecer os custos unitá- rios (isto é, os custos para produzir uma unidade do produto) e o custo marginal (isto é, o custo para produzir uma unidade adicional do produto) em diferentes níveis de produção. cálculo das receitas e dos custos é uma tarefa que, a maioria das vezes, se ajusta, se revê, se corrige. Dessa maneira, para evitar desperdício de tempo, é conveniente que o es- 29Figura 1.8 CAPITAL DE TRABALHO CUSTO INVESTIMENTOS TOTAIS ESTRUTURA DE FINANCIAMENTO tudo das receitas e dos custos seja realizado numa etapa posterior e avançada do estudo do projeto. As receitas e os custos são determinados dentro de um conjunto de hipóteses bem definidas quanto ao tamanho da unidade, o programa de produção, os preços, os coefi- cientes técnicos, os preços de matérias-primas etc. 5.2.2 o estudo de mercado A finalidade básica do estudo de mercado é estimar em que quantidade, a que preço e quem comprará o produto a ser produzido pela unidade de produção em estudo. Das respostas a estas perguntas dependem todas as etapas seguintes: as formas de co- mercialização, o tamanho, a localização, a engenharia, o programa de produção, as recei- tas etc. Para se obter as respostas devem ser considerados os seguintes aspectos: a) Quem comprará o produto: Isto é: a área geográfica onde se situam os compradores, a situação econômica, a faixa etária, o sexo etc. dos consumidores. b) Por qual preço: estudo de mercado deve determinar por qual preço o produto pode ser vendi- do, de acordo com a concorrência e com as quantidades passíveis de serem pro- duzidas. c) Quanto A resposta a esta pergunta exige o conhecimento da procura do produto por par- te dos consumidores e da oferta da concorrência que produz bens similares ou substitutos. d) A importância do estudo do mercado: Além de ser uma etapa determinante, o mercado tem uma importância particular pela quase impossibilidade de ser corrigido, depois que o projeto for executado. Dentro de certos limites, os erros em outras etapas, como por exemplo no dimen- sionamento do Investimento ou na Engenharia, corrigem-se por um aumento do capital ou mudança de equipamentos, respectivamente. estudo projeta uma procura superior à realidade. No caso de projetar uma Mas o erro no mercado pode ser crítico para o funcionamento da empresa, procu. se 0 30ra bastante inferior o estudo de mercado será o responsável por uma redução do lucro possível caso fosse utilizada uma maior escala de produção. 3 A engenharia Os objetivos da engenharia são basicamente dois: determinar o processo de produção, os equipamentos e as instalações e, assim, tornar possível o cálculo dos custos de investimento e de operação. Estas funções proporcionam ainda informações para outras etapas, como por exem- reorientar o estudo de mercado (indicando outros tipos de artigos que se podem produzir com as mesmas instalações); orientar as decisões sobre tamanho e localização da unidade de orientar o esquema de financiamento (com a informação do tempo necessário para a execução e o funcionamento das instalações); definir o tipo de mão-de-obra requerida e os serviços auxiliares necessários (mão-de-obra especializada, problemas de know-how, assistência técnica etc.); orientar quanto a problemas legais (patentes, marcas, regalias). Dentro da idéia de elaboração do projeto através de um processo em espiral, a enge- aria é elaborada ao mesmo tempo que outras etapas, conforme o fluxo da Figura I.9. Figura Participação da Engenharia no Ciclo de Decisões de um Projeto o MERCADO DETERMINA UMA NECESSIDADE VISLUMBRA-SE UMA SOLUÇÃO TENTA-SE OUTRA SOLUÇÃO PRIMEIRA PROVA: É TECNICAMENTE NÃO VIÁVEL? SEGUNDA PROVA: É ECONOMICAMENTE NÃO VIÁVEL? SIM EXECUÇÃO (Desenho de H. J. Ochoa.) 31Para que uma opção de engenharia seja aprovada é necessário que, os cálculos quem que a receita é superior aos custos e que o lucro dividido pelos os preços de venda do bem Q a quantidade gasta de matéria-prima tos sejam o máximo. P o preço de compra da matéria-prima F os juros do financiamento 5.2.4 Tamanho e localização Por tamanho entende-se a capacidade de produção que deve ter a unidade de o salário da mão-de-obra qualificada Sne o salário da mão-de-obra não-qualificada dução. Nos países subdesenvolvidos, a determinação do tamanho depende de duas fund Assim a função da rentabilidade pode ser: quase sempre contraditórias: a capacidade mínima dos equipamentos e a do mercado. Figura 1.10 Ao expressar r em função de todas as suas variáveis, e a rentabilidade se variam as receitas e ilidade do projeto a tal ou qual CAPACIDADE o estudo da sensibilidade é muito importante princi DOS POTENCIALIDAD uja taxa de rentabilidade não é A sensibilidade EQUIPAMENTOS TAMANHO DO rojeto qual é o comportamento da rentabilidade, se há por MERCADO o preço da matéria-prima principal, ou uma redução de conhecida a sensibilidade do projeto com relação onhecer os riscos que sofrem os Ao comparar essa rentabilidade com outras alternativa tamanho vincula-se especialmente eto em estudo representa uma decisão acertada para inv estudo de mercado; ilidade apresenta uma grande limitação pelo fato de que a eto) e o custo desse tempo (ou seja, o custo do capital) os custos de produção. a corrigir essas limitações da que se utilizam de modulação, Algumas indústrias isto é, apresentam a característica de ter ondade de um projeto, tais como o valor presente líquido pode novos por de crescer exemplo: de acordo indústrias com as o tamanho graças com possibilida A apresentação do projeto instalações, por exemplo: as indústrias qu projeto sem profundas modificações que nas ser aumentado depois da execução do Outras têm um tamanho ao acréscimo Deste aspecto depende a própria compreensão do pro o redator do projeto deve considerar que: refinarias de petróleo 5.2.5 Análise da a) o projeto estudado é dirigido a outras b) As outras pessoas não estão necessariamente ide A rentabilidade do projeto. mentos quanto c) Estas pessoas um certo poder de e nião que formem sobre o assunto apresentado d) Em as pessoas que ler o informe detalhes do processo de aproximações Entretanto, pode-se calcular em de saber os caminhos errados que não se deve esquecer que as P2, m um tempo limitado devem poder onde algumas precauções na dos = a uma 32 pedida doPara que uma opção de engenharia seja aprovada é necessário que, os tos (I) sejam o máximo. quem que a receita é superior aos custos e que o lucro (R - C) dividido pelos cálculos 5.2.4 Tamanho e localização Por tamanho entende-se a capacidade de produção que deve ter a unidade de Nos países subdesenvolvidos, a determinação do tamanho depende de duas quase sempre contraditórias: a capacidade mínima dos equipamentos e a funções do mercado. Figura 1.10 CAPACIDADE MÍNIMA DOS POTENCIALIDADE TAMANHO DO EQUIPAMENTOS MERCADO tamanho vincula-se especialmente com: - o estudo de mercado; - a os custos de produção. Algumas indústrias apresentam a característica de ter o tamanho com possibilidades de modulação, isto é, de crescer de acordo com as necessidades, graças ao acréscimo de novos equipamentos; por exemplo: indústrias Outras têm um tamanho que não pode ser aumentado depois da execução do projeto sem profundas modificações nas suas instalações, por exemplo: as indústrias químicas, as refinarias de petróleo. 5.2.5 Análise da rentabilidade e sensibilidade do projeto A rentabilidade de um projeto está em função das receitas e custos (tanto investi- mentos quanto operacionais). C, I) C. Entretanto, pode-se calcular em função de outras variáveis, das quais dependem Re Q2 I, F,Sc, Snc ...) onde = a quantidade produzida do bem i 32= os preços de venda do bem i Q = a quantidade gasta de matéria-prima i Pi = o preço de compra da matéria-prima i F = os juros do financiamento Sc = o salário da mão-de-obra qualificada Snc = o salário da mão-de-obra não-qualificada Assim a função da rentabilidade pode ser: Pn, Ao expressar r em função de todas as suas variáveis, pode-se determinar como de- ve mudar a rentabilidade se variam as receitas e os custos. A essa variação chama-se sensi- bilidade do projeto a tal ou qual variável. estudo da sensibilidade é muito importante principalmente no caso dos projetos cuja taxa de rentabilidade não é grande. A sensibilidade informa aos responsáveis pelo projeto qual é o comportamento da rentabilidade, se há por exemplo um aumento de 10% no preço da matéria-prima principal, ou uma redução de 5% no preço do produto. Dessa maneira, conhecida a sensibilidade do projeto com relação às variáveis principais, pode-se conhecer os riscos que sofrem os investidores. Ao comparar essa rentabilidade com outras alternativas, pode-se determinar se o pro- jeto em estudo representa uma decisão acertada para o investimento. Entretanto, a renta- bilidade apresenta uma grande limitação pelo fato de que o tempo (ou seja, a vida do pro- jeto) e o custo desse tempo (ou seja, o custo do capital) não são tomados em conta. É pa- ra corrigir essas limitações da rentabilidade, que se utilizam outros critérios de medição da bondade de um projeto, tais como o valor presente líquido e a taxa interna de retorno. 5.3 A apresentação do projeto Deste aspecto depende a própria compreensão do projeto. redator do projeto deve considerar que: a) projeto estudado é dirigido a outras pessoas. b) As outras pessoas não estão necessariamente identificadas com os antecedentes do projeto. c) Estas pessoas têm um certo poder de decisão, e vão decidir de acordo com a opi- nião que formem sobre o assunto apresentado no projeto. d) Em geral, as pessoas que vão ler o informe não têm maior interesse em conhecer detalhes do processo de aproximações sucessivas realizado durante o estudo, nem de saber os caminhos errados que foram abandonados. e) Finalmente, não se deve esquecer que as pessoas às quais vão dirigidos os rios têm um tempo limitado e devem poder ler e compreender o relatório em pouco tempo. Devem tomar-se algumas precauções na apresentação dos estudos de projetos e nos relatórios de avaliação dos mesmos: a) É necessário haver uma ordem lógica, com perfeita concatenação de todas as eta- pas. b) Devem evitar-se, na medida do possível, os conceitos muito especializados ou muito genéricos. Universidade Federal Rural da Amazônia 33 BIBLIOTECAc) d) e) mais A Deve-se conveniente redação trabalho deve deve deixar ser estar clara clara, completo, a fluida metodologia e bem concisa, partindo-se e sempre do mais indireto, direto, através duas formas do de de de form deixar com claro as fontes quais são bem as informações utilizada. e os apresentar e exemple tes: a) Algumas Não utilizar regras práticas que facilitam uma boa apresentação antecedentes do já utilizados pelo sistema mais público simples para resume-se fazer dos chegar às organismos duas qual os recu Quando sido explicados. dados, informações, conceitos ou texto, as diversos. fomento do banco de conceito será de projetos com baixas taxa b) Determinar isso for indispensável, deverá mencionar-se em antes que estes tenham balho, página, sempre com clareza as fontes que parte do financiamento estudo, Indicar ou se são quadro, provenientes anexo etc.) de outras e indicar de se informações constituem e de dados (autor estudo d) c) ram nais necessários em cada etapa os limites e capítulo dessas as conclusões conclusões origens. e, se o resultado as do Fina Ações BANCO DE for o premissas FOMENTO Usar agradável. uma linguagem que mantendo a objetividade técnica, caso, seja os estudos um que 6. A AVALIAÇÃO DO PROJETO texto Paga empréstimos uso de projeto decorre de ganismos A avaliação, de entretanto, principalmente surgiu em uma razão evolução de outra na forma de o administrar e empreen Enquanto empresário realizava suas os organismos de fomento fortalecimento ao dos Uma forma mais complexa de sistema de financian tiva, bancos e a que pedir forneciam as o financiamento contentavam-se iniciativas sem nenhuma análise desenvolvimento fomento, mobiliza outras empresas e de projetos através No de recursos originados de isenções de dicalmente esta garantias dos bens da empresa apenas em ter uma idéia da inicia caso do Nordeste do por exemplo, imp a planejamento e de situação, financiamento foi o aparecimento, do na e do década dos anos o que 50, veio de modificar de isso preocupação de conhecer todos os impactos desenvolvimento dos Esses organismos públicos, organismos tinham a) desse sistema são as Empresas Isentas conforme a Fig sis necessitavam realizar avaliações projetos que queriam incentivar, e para Todas de depositarem as empresas do país têm uma seguintes: 6.1 Os A Organismos de Fomento ao Desenvolvimento posteriormente no investi-los banco de fomento certa todos isen em projetos aprova desenvolvimento criação desses era a organismos escassez de ocorre em função da teoria de que o principal entrave senvolvidos com essa teoria, financiar tinha a industrialização recursos de financeiros suas que permitissem aos países acordo subde acordo fomento desses projetos é apenas deve 0 ser depositário feita pela da baixo nível de poupança. uma Isso altíssima acontece propensão ao consumo o e portanto setor privado, um de generalizado agência de devido gera expectativas favoráveis para investimentos por existir um mercado muito limitado, que do atraves a limites grande economia risco permanece das empresas. Sem esses investimentos, por parte o mercado dos empresários não pode temerosos da todas de Para romper num vicioso de pobreza. dos produtivo. bastante baixos, a solução esse círculo seria levar o setor uma público vez que a suprir a poupança esta falta e o e investimento a intervir no eram setor 34

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