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Direito do Trabalho I - 2015.2

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Trabalhistas: 
São normas obrigatórias. Há uma limitação da vontade. 
8.2.9. Princípio da Indisponibilidade dos Direitos Trabalhistas. 
8.2.10. Princípio da Condição mais benéfica ou Cláusula mais benéfica. 
8.2.11. Princípio da Inalterabilidade Contratual Lesiva: 
Art. 468, CLT. 
Quando houver alteração do contrato, não pode ser lesivo mesmo que implicitamente. 
Exceções: 
 Flexibilização; 
 Jus Variandi. 
 
8.2.12. Princípio da Primazia da Realidade sob a Forma. 
8.2.13. Princípio da Continuidade da Relação de Emprego. 
8.2.14. Princípio da Irredutibilidade Salarial. 
8.2.15. Princípio da Intangibilidade Contratual Objetiva: 
Alterações na propriedade/estrutura jurídica da empresa não alteram os contratos de trabalho, sendo estes únicos. 
OBS: Delgado menciona que dois princípios não deveriam ser tratados como Princípio do Direito do Trabalho, pois já 
estariam inseridos em outros. 
8.2.16. Princípio In Dubio Pro Operário: 
Já está inserido em outro princípio. 
8.2.17. Princípio de Maior Rendimento: 
Está inserido no Princípio da Boa Fé. 
8.2.18. Princípio da Autodeterminação Coletiva (Carmen Camino): 
O Direito do Trabalho tem origem coletiva. 
Tal princípio traz consequências decisivas nas relações de empregado/empregador. 
Efeitos: 
 Um acordo coletivo celebrado por sindicato, embora que o profissional não seja filiado ao sindicato, tal será 
beneficiado por decisão coletiva. Art. 8, CF. 
Em tais decisões, criam-se condições de trabalho que abrange a todos, mesmo que não sejam filiados. 
 Os direitos criados por normas coletivas (convenção/acordo coletivo) tem prazo de duração determinado (são 
reversíveis) e é inexiste o direito adquirido. Ao contrário é o prazo do direito que é estabelecido pelo 
empregador, sendo esse irreversível, onde há direito adquirido. 
 Por tal princípio, assim como o sindicato pode criar direitos aos empregados, tal pode também criar condições 
desfavoráveis aos mesmos, ainda que tais não pertençam ao sindicato daquela determinada classe profissional. 
 
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9. FONTES DO DIREITO DO TRABALHO 
Entende-se fonte como fundamento de validade do direito objetivo, ou melhor, é a própria exteriorização desse 
direito. Um ponto interessante é o fato de não haver hierarquia entre as fontes do direito do trabalho tendo em vista 
que neste vigora o princípio da norma mais favorável que visa buscar sempre a norma mais favorável ao trabalhador. 
O direito do trabalho, por cuidar da proteção das relações laborativas, deve abarcar fontes que possam atender as 
necessidades físicas, sociais e culturais do trabalhador da fo rma mais ampla possível. Assim, encontram-se elencadas 
várias fontes que são divididas em fontes formais e materiais 
9.1. Fontes materiais 
São aqueles acontecimentos responsáveis pelo nascimento da regra jurídica, ou seja, é o fato social, econômico ou 
político que inspira o legislador. 
a) Econômico: trabalho livre / Grande Indústria (utilização das máquinas), substituindo o artesanato e a 
manufatura; Concentração Industrial (empresarial ou de capital / operários); 
b) Social: concentração proletariada, em torno das grandes cidades industriais. 
c) Política: ações originadas pela sociedade civil e do Estado – ação coletiva de trabalhadores, associativismo, 
socialismo e normatização protetiva do Estado (esparsas); 
9.2. Fontes formais 
São as fontes derivadas da vontade do estado (heterônomas) e as fontes provenientes da vontade dos próprios 
agentes sociais (autônomas). 
Antes de delineá-las, cabe ressaltar, que segundo a melhor doutrina trabalhista, analogia, equidade e os princípios 
gerais de direito não são fontes de direito, são apenas métodos de integração e interpretação da norma jurídica. as 
fontes formais são os meios pelos quais se estabelece a norma jurídica. 
De acordo com José Cairo Jr. (2008, p. 57), “entendem-se como fontes formais do Direito as manifestações 
provenientes do Estado e, excepcionalmente, emanadas da própria sociedade, reconhecidas por esse mesmo Direito, 
que dão origem às normas e aos princípios que regulamentam a vida em sociedade.”6 
Há discussões se a jurisprudência seria fonte formal heterônoma de direito, pois para alguns ela não é de aplicação 
obrigatória pelo juiz, além disso, para eles, o juiz não cria direito, apenas aplica. No entanto, com a Emenda 
Constitucional 45/2004, surgiu a súmula vinculante que obriga a aplicação de determinada súmula aos casos concretos 
similares. Além disso, creio que algumas súmulas (enunciados) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) possui grande 
força regulamentar nas questões trabalhistas. 
9.2.1. Principais fontes formais heterônomas 
As fontes formais heterônomas emanam de um terceiro, não destinatário da norma jurídica. 
a) Constituição Federal – dita os princípios básicos e os direitos fundamentais do trabalhar; 
b) As leis – que são normas emanadas do Poder Legislativo para regular condutas e impor sanções. Consolidação das 
Leis do Trabalho (CLT) – principal diploma legal na esfera laboral dita as regras das relações e do processo 
trabalhista; 
c) Decretos executivos – normas regulamentadoras de lei expedidos pelo Presidente da República; 
d) Portarias – editadas pelo Ministério do Trabalho, expedindo instruções práticas sobre aplicação de determinado 
direito (resoluções, instruções normativas e normas de serviço); 
e) Sentenças normativas – é editada pelo judiciário trabalhista ao julgar dissídio coletivo de determinada categoria 
econômica; 
f) Tratados internacionais – são as convenções e recomendações da OIT; 
g) Doutrina – (alguns doutrinadores entendem que ela não é fonte de direito) - é o posicionamento dos juristas 
especializados em determinado ramo do direito; 
9.2.2. Principais fontes formais autônomas. 
As fontes formais autônomas emanam da vontade dos próprios interessados. 
a) Convenção Coletiva De Trabalho – artigo 611, CLT. - Instrumento de negociação firmado entre duas ou mais 
entidades sindicais, representantes da categoria econômica (empregadores) e categoria profissional (empregados), 
com eficácia intersindical, pois abrange toda a categoria. Tem prazo máximo de 2 anos. 
Art. 611 - Convenção Coletiva de Trabalho é o acordo de caráter normativo, pelo qual 
dois ou mais Sindicatos representativos de categorias econômicas e profissionais 
estipulam condições de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, 
às relações individuais de trabalho. 
b) Acordo Coletivo De Trabalho – artigo 611, § 1º CLT. - Instrumento de negociação coletivo de âmbito mais 
restrito que a convenção, realizado entre o Sindicato representante da categoria dos empregados e uma ou mais 
empresas. O acordo pode ter decisões iguais ou diferentes para cada empresa. Tem prazo máximo de 2 anos. As 
cláusulas poderão continuar existindo após os dois anos de validade, até que se realize nova convenção OU podem 
perder a vigência ao fim dos 2 anos de validade. Depende do entendimento doutrinário. 
 
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 CAIRO JÚNIOR, José. Introdução ao direito do trabalho. 2. ed. rev. amp. e atual. Bahia: Podvm, 2008, p. 57. 
 
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§ 1º É facultado aos Sindicatos representativos de categorias profissionais celebrar 
Acordos Coletivos com uma ou mais empresas da correspondente categoria econômica, 
que estipulem condições de trabalho, aplicáveis no âmbito da empresa ou das 
acordantes respectivas relações de trabalho. 
c) Contrato De Trabalho- estipulam direitos e deveres do empregado e do empregador. 
d) Regulamento Da Empresa – fixa condições de trabalho; 
e) Costumes - algumas bancas consideram os costumes como fontes supletivas,mas a grande maioria da doutrina, 
tendo