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DisciplinaFisiologia do Exercício12.542 materiais366.718 seguidores
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PEDRO SCHESTATSKY
JOSÉ GERALDO SPECIALI
E COLABORADORES
DOR
QUESTÕES
COMENTADAS
questões
comentadas
dor
Pedro Schestatsky
José Geraldo Speciali
e colaboradores
São Paulo \ufffd 201
0ª Edição
QUESTÕES COMENTADAS: DOR 
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(Câmara brasILEIra DO LIvrO, sP, brasIL)
schestatsky, Pedro
 Questões comentadas : dor / Pedro schestatsky, José geraldo 
speciali e colaboradores. -- 1. ed. -- são Paulo : Editora e Eventos 
Omnifarma, 2013.
 bibliografia.
 Isbn 978-85-62477-34-8
 1. Dor - Obras de divulgação. I. speciali, José geraldo. II. Título.
CDD-616.0472
13-09694 nLm-Wb 176
Índices para catálogo sistemático:
1. Dor : Obras de divulgação : Ciências médicas 616.0472
 
Impresso no Brasil 
2013
editorial...........................................................................................5
autores ............................................................................................7
capítulo 1. dor neuropática ........................................................9
capítulo 2. cefaleias ................................................................... 51
capítulo 3. dor miofascial ......................................................... 81
capítulo 4. fibromialgia ............................................................ 113
editorial
5
Caros colegas neurologistas da ABN!
 
Mesmo com os grandes avanços tecnológicos e farmacológicos observados nos úl-timos anos, o tratamento da dor crônica continua sendo um dos maiores desafios 
da Medicina. A principal dificuldade, refletida na refratariedade dos pacientes com esta 
condição, é a pouca de compreensão dos mecanismos fisiopatológicos e da variabilidade 
fenotípica dos diferentes quadros clínicos de predomínio doloroso. De fato, compreender 
os mecanismos causadores da dor não é uma tarefa fácil. Muitas vezes o próprio espe-
cialista na área de dor é incapaz de reconhecer o substrato neuropático de uma queixa 
dolorosa. Assim sendo, nós, neurologistas do DC de Dor da ABN acreditamos que o ca-
minho para uma maior compreensão deste tema tão complexo é a melhora do currículo 
da formação neurológica na área de dor e, sobretudo, a na maior interação com colegas 
de outras especialidades. Ampliar a discussão sobre dor \u2013 sintoma multidisciplinar por 
definição \u2013 entre a comunidade médica não só evita gastos com procedimentos e fárma-
cos desnecessários, como pode precaver surpresas desagradáveis: um diagnóstico bem 
feito de uma neuropatia paraneoplásica dolorosa ajuda a detectar um câncer de pulmão 
um ano antes do mesmo aparecer na tomografia de tórax.
Nosso livro foi dividido em quatro capítulos: [1] Dor Neuropática, [2] Cefaléias, [3] 
Dor Miofascial e [4] Fibromialgia. Seu conteúdo é bastante didático e, por ser voltado 
para a prática clínica, optamos pelo formato pergunta-resposta seguida por comentários.
QuAL O PAPEL DO NEuROLOGIsTA NO ATENDIMENTO DO PACIENTE COM DOR 
CRôNICA?
O neurologista tem um papel fundamental no entendimento da dor neuropática. Sua 
função é chegar ao diagnóstico adequado do tipo de dor (neuropática, nociceptiva ou 
mista) e discutir opções de tratamento baseadas na fisiopatologia específica da dor, tais 
como nos casos de diabetes melito, neuralgia pós-herpética e neuralgia trigeminal entre 
outras \u2013 muitas delas de difícil reconhecimento pelo clínico geral, especialmente nas 
fases precoces. Através de uma entrevista e exame físico cuidadosos, o neurologista é 
capaz de classificar a dor em neuropática, nociceptiva ou mista. Para isso o DC de Dor 
da ABN validou recentemente a escala Leeds Assessment of Neuropathic Symptoms and 
Signs (LANSS) que ajuda nesse processo. Depois disso, o neurologista deve definir qual 
a estrutura do sistema nervoso está lesada e, através de seu profundo conhecimento 
acerca das doenças que tradicionalmente causam dor, estabelecer prognóstico funcional 
e crias estratégias terapêuticas individualizadas. 
POR QuE FALAR sOBRE DOR NEuROPáTICA é IMPORTANTE?
Um estudo recente, avaliando randomicamente 6000 adultos procedentes de postos 
de saúde do Reino Unido, encontrou uma prevalência de dor crônica de origem predo-
minantemente neuropática de 8,2%. Esta cifra representou 17% de todos os pacientes 
q u es t õ e s c o m e n t a d a s | d o r a u to r es
6 7
COORDENADOREs
PEDRO sChEsTATsky. Coordenador do Departamento Científico de Dor da Academia Brasi-
leira de Neurologia e da European Neurological Society. Neurologista e Neurofisiologista. Pro-
fessor Adjunto do Departamento de Medicina Interna da Universidade Federal do Rio Grande 
do Sul, Porto Alegre.
JOsé GERALDO sPECIALI. Professor Associado de Neurologia da Faculdade de Medicina de 
Ribeirão Preto. Preceptor da Residência Médica em Neurologia com Área de Atuação em Dor. 
Coordenador do Serviço de Cefaleias, Dores Craniofaciais e Dor Neuropática do Hospital das 
Clínicas de Ribeirão Preto.
COLABORADOREs
ARIOvALDO ALBERTO DA sILvA JúNIOR. Doutor em Neurociências. Universidade Federal de 
Minas Gerais. Assistente do Ambulatório de Cefaleias do Hospital das Clínicas da Universidade 
Federal de Minas Gerais. Professor de Neurologia e Coordenador do Núcleo de Pesquisa - 
UNIFENAS, Belo Horizonte.
CLáuDIA FERREIRA DA ROsA sOBREIRA. Coordenadora do Departamento Científico de Mo-
léstias Neuromusculares da Academia Brasileira de Neurologia. Professora Doutora do De-
partamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de 
Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.
CARLOs ALBERTO BORDINI. International Headache Society Board of Trustees. Mestre e 
Doutor em Neurologia, Universidade de São Paulo. Ex-Presidente da Sociedade Brasileira de 
Cefaleia. Diretor da Clinica Neurológica Batatais.
DANIEL CIAMPI DE ANDRADE. Livre Docente, Coordenador do Centro de Dor do Departamen-
to de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Médico do Centro 
de Dor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.
DEusvENIR DE sOuzA CARvALhO. Médico Neurologista. Professor Adjunto do Departamen-
to de Neurologia e Neurocirurgia da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de 
São Paulo.
FERNANDA s. vALéRIO. Médica Neurologista. Pós-Graduanda do Programa de Prática Pro-
fissionalizante em Dor como Área de Atuação - Neurologia. Departamento de Neurologia da 
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
GABRIELA NATáLIA FERRACINI. Fisioterapeuta. Mestre em Ciências pela Faculdade de Medi-
cina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Doutoranda pela Faculdade de Medicina 
de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.
com dor