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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS CURSO: Farmácia DISCIPLINA: Microbiologia de Alimentos NOME DO ALUNO: Luiz Henrique de Moraes Almeida RA: 2311676 POLO DE MATRÍCULA: UNIP CIDADE UNIVERSITARIA POLO DE PRÁTICA: UNIP CIDADE UNIVERSITARIA DATA DAS AULAS PRÁTICAS:21/02/25,14/03/25,04/04/25,25/04/25,16/05/25 São Paulo, 19 de Maio de 2025 ATIVIDADES OBRIGATORIAS AULA 1 – ROTEIRO 1 Determinação de alguns fatores intrínsecos em alimentos Objetivo: Analisar dois fatores intrínsecos muito determinantes para a caracterização de um alimento: a atividade de água e a presença de substancias naturalmente antimicrobianas. Nessa aula aprendemos sobre os diversos fatores intrínsecos, que fazem parte de todo alimento e por consequência o efeito de cada um no avanço da atividade microbiana. 1-A atividade de água dos alimentos A conservação depende da quantidade de água que se encontra em estado livre nos alimentos. Quanto mais baixa for a atividade de água de um alimento, mais tempo ele poderá ficar estocado, com menor deterioração microbiana, ou seja, maior conservação. Aqueles com alta atividade de água estão mais propensos à deterioração bacteriana. A atividade de água dos alimentos pode ser artificialmente reduzida, desidratando, adicionando sal ou açúcar, ou congelando os alimentos. 2- Os nutrientes dos alimentos Quanto menor a concentração de nutrientes em um alimento, maior será a sua conservação, pois os microrganismos necessitam dos nutrientes para sobreviverem. 3- Os constituintes antimicrobianos dos alimentos A presença de constituintes antimicrobianos interfere na conservação dos alimentos. O cravo, por exemplo, possui lipídeos e óleos essenciais com ação antimicrobiana. 4- O PH dos alimentos Alimentos de baixa acidez (pH > 4,5) são os mais sujeitos a multiplicação microbiana, e nos alimentos mais ácidos haverá predominância do crescimento de bolores e leveduras. 5- As estruturas biológicas dos alimentos As estruturas biológicas de alguns alimentos, em alguns casos, constituem uma barreira de acesso dos microrganismos às partes nutritivas e auxiliam, também, na sua conservação. As cascas de algumas sementes, as cascas de ovos e as películas das frutas são exemplos disto. 6- A microbiota dos alimentos A competição interna da microbiota também é um fator que pode favorecer a conservação de alguns alimentos, pois inibe certas espécies ou grupos de microrganismos. As bactérias láticas, por exemplo, podem produzir ácido lático ou bacteriocinas, que inibem ou eliminam certos patogênicos presentes no alimento. Algumas frutas também possuem substâncias antimicrobianas em suas cascas. As cascas dos ovos possuem PH alto e substâncias antimicrobianas, que favorecem a sua conservação. O estudo dos fatores intrínsecos juntamente com os extrínsecos e de extrema importância para as indústrias de alimentos e profissionais que tenham interesse em aumentar o self Life dos alimentos ao eliminar todos os fatores ou boa parte deles a atividade microbiológica e reduzida e deixa de ser tão presente na degradação dos alimentos. Para mim como estudante de farmácia esse estudo se aplica para melhor entender as propriedades dos micro-organismos, como se desenvolvem como se modificam e em que podem auxiliar na saúde humana e em que podem prejudicar, nos dias de hoje tem se tornado muito comum a produção de insumos farmacêuticos a partir da fermentação assistida de microrganismos. AULA 1 – ROTEIRO 2 Higienização das mãos e controle de doenças transmitidas por alimentos. A lavagem das mãos é um procedimento fundamental na promoção da saúde e na prevenção de doenças. Ela é simples, mas extremamente eficaz para reduzir a transmissão de germes, vírus e bactérias, além de ser uma prática essencial em diversos contextos, especialmente em ambientes de cuidados com a saúde, escolas, e em momentos do cotidiano, como antes das refeições e após usar o banheiro. Procedimento correto para lavar as mãos: 1.Abrir a torneira e molhar as mãos, evitando encostar-se na pia. 2. Aplicar na palma da mão quantidade suficiente de sabonete líquido para cobrir todas as superfícies das mãos. 3. Ensaboar as palmas das mãos, friccionando-as entre si. 4. Esfregar a palma da mão direita contra o dorso da mão esquerda entrelaçando os dedos e vice-versa. 5. Entrelaçar os dedos e friccionar os espaços interdigitais. 6. Esfregar o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos, com movimento de vaivém e vice-versa. 7. Esfregar o polegar direito, com o auxílio da palma da mão esquerda, utilizando-se movimento circular e vice-versa. 8. Friccionar as polpas digitais e unhas da mão esquerda contra a palma da mão direita, fechada em concha, fazendo movimento circular e vice-versa. 9. Esfregar o punho esquerdo, com o auxílio da palma da mão direita, utilizando movimento circular e vice-versa. 10. Enxaguar as mãos, retirando os resíduos de sabonete. Evitar contato direto das mãos ensaboadas com a torneira. 11. Secar as mãos com papel-toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos. No caso de torneiras com contato manual para fechamento, sempre utilize papel toalha. 12. Desprezar o papel-toalha na lixeira sem contato manual (a lixeira deve ter acionamento da tampa por pedal). Em alguns casos, quando não há acesso a água e sabão, pode-se usar álcool gel 70%, que deve ser espalhado por toda a superfície das mãos, até que fiquem secas. A importância da lavagem das mãos para a microbiologia está diretamente relacionada ao controle e prevenção da disseminação de microrganismos patogênicos (bactérias, vírus, fungos e parasitas), que podem ser transferidos através das mãos e causar infecções em humanos. A microbiologia é a ciência que estuda esses microrganismos, e a lavagem das mãos é uma prática essencial para interromper a cadeia de transmissão de diversos patógenos. Aqui estão alguns pontos que destacam a importância da lavagem das mãos no contexto da microbiologia: 1. Prevenção da transmissão de microrganismos patogênicos As mãos são uma das principais vias de transmissão de microrganismos. Quando tocamos superfícies contaminadas (como maçanetas, celulares, utensílios e até mesmo outras pessoas), nossos dedos entram em contato com os patógenos. Ao levar as mãos à boca, olhos ou nariz, podemos introduzir esses agentes no organismo, aumentando o risco de infecções. · Exemplos de patógenos comuns que podem ser transmitidos pelas mãos incluem salmonelas, Staphylococcus aureus, Escherichia coli, norovírus e influenza. 2. Redução da propagação de infecções hospitalares Em ambientes hospitalares, onde a carga de microrganismos patogênicos, incluindo cepas resistentes a antibióticos (como MRSA e VRE), é elevada, a lavagem adequada das mãos por profissionais de saúde é fundamental para impedir a transmissão de infecções entre pacientes. O simples ato de lavar as mãos pode reduzir significativamente as taxas de infecção nosocomial (infecções adquiridas dentro dos hospitais), como as infecções do trato urinário, respiratório e da corrente sanguínea. 3. Controle da resistência antimicrobiana A resistência aos antibióticos ocorre quando microrganismos, como bactérias, evoluem e se tornam imunes aos medicamentos usados para combatê-los. Muitas vezes, essa resistência está associada ao uso inadequado ou excessivo de antibióticos. A lavagem das mãos pode ajudar a prevenir infecções iniciais e a transmissão de cepas resistentes, diminuindo a necessidade de tratamentos com antibióticos e, assim, combatendo o desenvolvimento de resistência. 4. Prevenção de infecções alimentares A microbiologia também estuda os microrganismos presentes nos alimentos e a contaminação alimentar. A lavagem das mãos é crucial na higiene alimentar, impedindo a transferência de patógenos (como Listeria, Campylobacter e Salmonella) para alimentos durante o preparo, manuseio e consumo. Os microrganismos presentes nas mãos podemfacilmente contaminar os alimentos, levando a intoxicações alimentares. Para o farmacêutico a lavagem de mãos deve ser uma regra a ser seguida impreterivelmente. Para mim estudante de farmácia estudar sobre a lavagem de mão remete a cuidados com. · Não contaminar medicamentos e produtos farmacêuticos, existem patógenos nas mãos que podem contaminar os medicamentos e quebrar processos estéreis; · Manipular os medicamentos em sua forma desembalada sem contaminá-los; · Além de ter cuidado com a contaminação dos medicamentos o farmacêutico precisa ter cuidado para não se contaminar com drogas toxicas ou alérgicas. · A correta lavagem de mão também evita uma possível contaminação cruzada entre manipulações. ROTEIRO 3,4,5 e 6 Análise microbiológica de alimentos; Esses quatro roteiros, tem o foco de analisar água e alimentos que podem chegar a mesa da população de alguma forma contaminados, seja por microrganismos ou microtoxinas. 1. Roteiro 3- Análise microbiológica de leites e queijos; O objetivo desse roteiro era nos ensinar a analisar os derivados de laticínios e determinara quantidade de bactérias mesófilas nas amostras, as bactérias mesófilas são aquelas que se desenvolvem de maneira excelente em temperaturas de 20 a 45 graus, tendo seu ápice em 37 sendo a melhor condição de crescimento, por curiosidade essa temperatura é a mesma do corpo humano. Por se desenvolver nessa temperatura e contaminar facilmente o ser humano, as indústrias alimentícias usam a contagem de células mesófilas com parâmetro para determinar a qualidade microbiológica em alimentos e bebidas. Uma contagem elevada pode indicar contaminação ou falhas na higiene e conservação. 2. Roteiro 4,5- Análise microbiológica da agua, contagem padrão de bactérias heterotróficas por pour plate; Aprendemos a usar as técnicas de semeadura e profundidade ,para analisar amostras de água com objetivo de contabilizar as bactérias aeróbia es mesófilas. Esse tipo de teste é muito utilizado nas industrias de alimentos em geral e no controle de abastecimento público, no experimento fizemos duas amostragens uma em água mineral e outra em agua pública. O estudo de quantidade de colônias e muito utilizado para medir a salubridade das praias. O mesmo e feito para coliformes fecais, para garantir que a água está potável 3. Roteiro Análise microbiológica em hortaliças A análise microbiológica em hortaliças tem como objetivo verificar a presença e a quantidade de micro-organismos que podem representar riscos à saúde ou indicar falta de higiene na produção, manuseio, transporte e comercialização. * Hortaliças são consumidas cruas ou minimamente processadas. * Estão sujeitas à contaminação por solo, água contaminada, fezes de animais, mãos humanas, entre outros. * Micro-organismos patogênicos podem causar surtos de doenças alimentares. Etapas gerais da análise: 1. Coleta da amostra · Seguir normas de boas práticas: usar frascos estéreis, transporte refrigerado, etc. 2. Pré-preparo da amostra · Pesar a amostra (ex: 25 g) e homogeneizar com solução estéril (ex: água peptonada). 3. Diluições seriadas · Para permitir contagens precisas. 4. Inoculação em meios de cultura · Escolha dos meios depende da análise (ex: PCA, EMB, XLD, etc.). 5. Incubação · Em temperaturas específicas (ex: 35–37 °C por 24–48 h). 6. Leitura dos resultados · Contagem de colônias (UFC/g), interpretação conforme padrões sanitários (ex: RDC nº 331/2019 da ANVISA). Roteiro 7 e 8 Fermentação para produção de alimentos O uso de micro-organismos na fermentação é uma prática milenar essencial em diversos setores, especialmente na produção de alimentos, bebidas, medicamentos e biocombustíveis. Esses micro-organismos convertem substratos (geralmente açúcares) em produtos úteis, como álcool, ácidos orgânicos, gases e biomassa, por meio de processos fermentativos. A fermentação é um processo metabólico anaeróbico (sem oxigênio) realizado por certos micro-organismos, no qual eles transformam açúcares em outras substâncias para obter energia. Exemplos de aplicações na fermentação: 1. Indústria alimentícia · Pão: S. cerevisiae fermenta o açúcar da massa, liberando CO₂ → a massa cresce. · Queijos e iogurtes: Lactobacillus fermenta lactose em ácido lático, acidificando o leite. · Chucrute, kimchi, picles: bactérias láticas fermentam vegetais, conservando-os. · Bebidas alcoólicas: leveduras convertem açúcares em álcool e gás carbônico. 2. Indústria farmacêutica · Produção de antibióticos (Penicillium chrysogenum → penicilina). · Produção de vitaminas, hormônios e vacinas (por fermentação controlada). 3. Biotecnologia e biocombustíveis · Etanol combustível: leveduras fermentam a glicose do caldo de cana. · Biogás (metano): bactérias metanogênicas fermentam resíduos orgânicos. · Produção de enzimas industriais: como amilase, protease e celulase. As aulas de Microbiologia ,realmente são de extrema importância para minha área de atuação no mercado onde pudemos acompanhar os processos de fermentação da garapa e produção de iogurtes, e entender todas as importâncias descritas com relação a fermentação e processos microbiológicos. Para o farmacêutico, que pretende trabalhar na indústria e muito importante entender sobre microbiologia. REFERÊNCIA BIBLIOGRAFICAS SILVA, Aroldo N.; FRÍSCIO, Fabiana C. A química do pão de fermentação natural e as transformações na nossa relação com o preparo desse alimento. Química Nova na Escola, v. 43, n. 3, p. 232-243, 2021. BRANDÃO, Marcelo Luiz Lima. Pesquisa em vigilância sanitária: uma abordagem na área de microbiologia de alimentos. Vigilância Sanitária em Debate: Sociedade, Ciência & Tecnologia, v. 10, n. 4, p. 10-19, 2022. FERNANDES, Amanda Cristiane Gonçalves et al. O uso da técnica Pour-plate para análise da qualidade da água para consumo humano. Research, Society and Development, v. 12, n. 3, p. e6112340419-e6112340419, 2023. MARCOLINO, Cristiano Antônio et al. Análise microbiológica de coliformes fecais: verificação de presença de coliformes fecais em objetos de uso cotidiano. 2024. RIBEIRO, Tamires Irineu; BARROS, Francisco de Assis Araújo; BARROS, Sergio Bitencourt Araújo. Análise microbiológica de águas minerais de garrafões de 20 litros comercializada na cidade de Picos-PI. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 2, p. 15487-15499, 2021. image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image1.png image2.png image3.png image4.png