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paciente. A 1nanipulaçâo insegura, descul· 
dada ou desconsiderada do corpo do paciente ten-
de a aumentar-lhe a ansiedade e desa1nparo. en-
quanto que o manuseio calmo. seguro e acolhedor 
do médico pode, com freqüência, ocasionar um 
a lívio da ansiedade'. 
Qualquer reação do 1nédtco que se afaste do 
hab itual tenderá a ser vista corno precursora de 
rnás notícias e. por isso. aumentará granden1ente 
a ansiedade do paciente. Há boas razões para que 
os médicos aperfeiçoem esta habilidade. Não é 
demais le1nbrar que um médico balançando a ca-
beça e1n meio a um exa1ne, erguendo as sobrance-
lhas ou deixando escapa r un1a reaçáo de surpresa 
tc11da a assustar o pacte11tell. 
Se a er1trt \ 1ista dei.xou claro q11al é o órgão ou a 
parte do corpo com a qual o paciente está preocu-
pado. o médico deve exan1inar ess e órgiio ou parle 
con1 especial meticulosidade, ainda que. por di· 
versas razões . ache improvável encontrar alguma 
alteração slgnlflcatlva. Há dois 1notlvos para tal 
151 
Psiquiatria para estudarrtcs tte rnfdiçinu 
afirmação: em primeiro lugar, um exan1e cuidado-
so conOnna ao médico que não existe. verdadetra-
n1ente, causa so1nátlca ou que é improvável que 
ela explique as queixas. a afinnação do pacien te. 
E1n s egundo lugar. dá maior conflabllidade às pa-
lavras do médico quando, mals tarde. explicar ao 
paciente dos resultados do seu exa1ne. Se o pa-
ciente achar que sua qucL-.:a não foi adequadamente 
considerada, raran1ente estará preparado para 
confiar numa aflrmação de que nada de somático 
foi encontrado ou que o que se encontrou era tno-
fensivo4·1s. 
O t recho que segue é u1n exemplo de cornuni· 
cação confusa e iln precisa entre méd lco e paclcn -
te: 
"O doutor di.Zla: ·isto e mais aquilo indicam que o 
senhor te m 110 seu Interior Isto e mais aquilo: nias 
se isto não se conflrtnar peta pesquisa d isto e de 
1rtara estudanres de n1cdiclna 
reconhecê-las. em si e no paciente. para tentar pro-
porcionar o maior conforto possível a cada situa-
ção específica . sem perder sua capacidade técnica 
de reallzru· u1n bo1n exa1ne físico e sempre levan-
do em conta seus pr incípios éticos de boa prática 
profissional. 
Referências 
1. SANDHI. A.; CATAI.DO Nl':TO. A. Aspectos emocio-
nais do e.xame llsico. Acca Médica. PUCRS. p. 204· 
2 13. 1998. 
2. SCLIAR. M. A paLnovas . Permite-nos perguntar especificamente so-
bre aquilo que observamos em determinada parte 
do corpo. Embora para muitos psiquiatras seja 
difícil a realizaçã o do exame físico. sabe-se que na 
interconsulta. por exemplo. este procedirnento 
pode se r fundamental para que se estabeleça o 
diagnóstico e s e inicie as condutas necessárias. 
pois nluitas vezes não se pode aguardar até que as 
alterações apareçrun nos exan1es complementares. 
o que pode levar alguns dias• . 
Finalmente, o própr io exame físico tetn uni 
papel terapêutico. O fato de tocar o paciente pode 
fazê-lo senti r-se melhor e mais tranqüilo. A comu-
nicação tátil abre um canal de resposta inter-
pessoal que pode ser multo Importante para a 
cura. Em particular. a a tenção específica às áreas 
doloridas do corpo den1onstra que o médico ou· 
viu. con1preendeu e se preocupa com o sofrimento 
do paciente5. Os pacientes tendetn a sentir-se mais 
sa tisfeitos e tranqüilos quando percebern que fo-
ram escutados e exantlnados cotn atenção pelo 
149 
Material com direitos autorais 
CATALDO NETO. A.: GJIUER. C.J .C.: fURTAl)O. N.R. lO•'gS.) 
médico. de quem tanibén1 esperam csclarecln1en-
tos a respeito dos sintomas que vé1n apresentan-
do'º · 
Quando o paciente é unia criança, examiná-la 
pela primeira vez. sem desagradá-la. é urna verda-
deira arte. cujo exercício requer certas condições 
de natureza pessoal e conhecimentos práticos de 
psicologia in fantil. A questão . complexa . relacio-
na-se com rn últtplo fatores. alguns bem claros. 
outros mais obscuros. outros. enfln1 . sutis ou 
imponderáveis. Não se pode traçar regras fixas a 
esse respeito. Entretanto. a experiência dos pedia-
tras tem-lhes ditado algun>as formas de ulllidade$. 
Antes de tudo é preciso não assustai· a criança 
com voz alta. gestos bruscos . colocá-la subltainente 
na mesa c despi-la con1 rapidez. tocá-la com mãos 
frias. Para facilitar o cxanie pode-se pedir ajuda 
da mãe ou acompanhante da criança para despi-
la. colocá· la na mesa de exarne e auxiliar sempre 
que for possível. É f1111da1nental para que se obte· 
nha êxJJo no exame ffs ico. que o aco111panhantc da 
criança transmita a ela caln1a e segurança e que o 
n1éd1co náo perca a pacJência. seja firme quando 
necessário. sorridente sempre que a situação per -
mitir, solícito sempre que prec iso e. principalmen-
te, que transmita ao paciente e seu acon1panhante 
calma e segurança: que evite quaJquer forma de 
contenção (quando possível firmar cabeça. perna. 
braços). porque isso provoca hostilidade. evitan-
do. na med ida do possível , sem prejudicar a qua-
lidade do exame. situações desagradáveis e dolo-
1·osas!lo. 
Quando o paciente é um adolescente. o exame 
físico é um momento crítico da consulta do mcs· 
1110. Muitos médicos refere111 dificuldades cm exa· 
minar pacientes desta faixa e.tár ia por acreditarem 
que eles não gostarn nc111 de sere111 examinados e 
nem da sala de consulta. Na maioria das vezes. o 
constrangimento que ocorre na realização do exa-
me rísico de um adolescente tem nials a ver com a 
atitude do médico do que do paciente" . 
Algumas recorr1endaçôes poden1 ser feitas a Oni 
de facilitar esse mo111ento: é ltnportante garantir 
condições privativas de enn·cvlsta e exame. evitan-
do Inter rupções e exposição do adolescente. Deve-
se lembrar que alguns jovens tiveram poucos con-
tatos cOJn médicos anteriormente e se nlostram 
temerosos quanto aos proced11nentos de exame, 
sendo necessário expl icar aos pacientes todas as 
etapas e manipulações nele contidas. A exposição 
gradual do corpo do adolescente. usando lençóis. 
faci lita o exame. que deve ser complelo. 
O exame g1necolõg1co é. para a grande maioria 
das mulheres. a parle n1ais ansiogênlca de todo o , 
exame ffsico. E tuna etapa que requer tato. tran-
Psic/uiatria para esludantes de medtclna 
qi'Iilldade e delicadeza. Dos gestos suaves do exa· 
mi.nador durante a Inspeção e palpação dagenltálla 
externa depende o relaxainento da 1nusculatura da 
paciente. permitindo que o exame seja feilo da for-
1na n1enos desconfortável. mais rápida e com re-
sultados 111clhores. Como no restante do exame fí. 
sico. neste o médico também deve Ir esclarecendo 
à paciente os achados. explicando o passo seguin-
te e respondendo, sempre que possível. às dúvi-
das da paciente. sempre com segurança e tranqi'Il-
lidade12. Sabe-se que. devido a ansiedade que a 
consulta ao ginecologista pode desencadear. mui· 
tas mulheres. adolescentes ou não. preferem que 
um acon1pa11hante estc;;a com elas na consulta . 
durante a r eaJização do exame g1necológ1co'"· Unia 
situação similar é o exa1ne de loque retal e da 
genltália externa para os homens. 
Como parte de u1n exame físico regular e com-
pleto de um paciente idoso. certas características 
devem receber atenção especial. dependendo em 
parte de Indicações da história. Essas caracterís-
ticas lncluetn a avaliação da rnobilidade, do esta-
do mental e do es!ado de ân imo. a visão. audJç;:io 
e realização das ntlvid<tdcs usuais de vida cotidia-
na. Nos últimos anos, tem s ido dada considerável 
atenção ao descnvolvlniento de Instrumentos e pro-
cedimentos objetivos. confiáveis e shnplcs para 
aferir estas caracteríslicas as quais poden1 ser uti-
lizadas na prática médica". 
3 Comunicação durante o 
exame físico 
··Febre. hemoptiSe. dispnéia e sttores noturnos. 
A v ida inrelrcl q 11e 1>odía 1.er sldo e que não foi. 
Tosse. tosse. tosse. 
/litandou clianta r o nlédico; 
- Diga trtnta e três. 
- Trirt ta e três ... trinta e tr&s ... irlrtla e !rês ... 
- Respire. 
fsllêncto!J 
- O senhor te m un1a csca1Jação 1101Juf1não esquer-
do e o pulmão direito irifillrado. • 
Neste trecho de Manuel Bancletra denominado 
.. Pnetm1otórax .. ele fala de uma experiência pessoal 
quando aos 18 anos adoeceu de tuberculose'. 
Conversar durante o exame ríslco pennlte. ao 
mesmo tempo. conunu<ir a obtenção de dados e 
realizar outras funções essenciais . O médico pode 
usar suas habilidades de cornunlcação para colo-
car o paciente à vontade. encorajá-lo a sentir-se 
como urn participante ativo do seu próprio trata-
1nento e dlntlnulr o desnível de poder entre o mé-
dico e o paciente. fat.o que pode se tornar mals evi-
dente durante o exame físico'. 
150 
Material com direitos autorais 
CnTALOO NETO. A.: GAUER. G.J.c., f'URTADO. N.R. (Orgs.1 
Uma das fonnas de tranqüilizar o paciente 
durante o exa1ne físico é con1entar que partes do 
exame estão normais. Gera lmente não ajuda n1ut-
io falar sobre cada coisa que se fai. m:,is se o mé-
dico sabe que o paciente está preocupado com urna 
detennlnada parte do corpo. seria úUl dizer logo o 
que achou naquela parte5 • 
Tanto antes como durante o exan1e físico. o 
1néd tco deve t.01nar cutd:,ido para favorecer condi-
ções de co1úorto ao paciente. oa 1nedtda do possí-
vel. O exao1e corporal envolve uma proximidade 
física ao paciente, de n1odo que exigências espc-
Ci<llS se aplicam à higiene pessoal do 1nédlc0''. 
ao fato de que. via de regra. os pacien-
tes tem medo do exame físico e ficam aílJtos con1 
ele. faz parte da tarefa do 1nédico, ao cxa1nlná-los, 
tentar reduzir essas reações e1noclonats a um mí-
nimo. Medo e tensão tendem a ser acompanhados 
por fenô1nenos son1áttcos tats con10 tensão mus· 
cu.l11r. tremor. s uor. alterações da cor da pele, pal-
pitações e au1nento da pressão arteri al sistólica'. 
En1bora o paciente possa estar te1neroso do 
médico que lhe examina o corpo por razões cons-
clentes e Inconscientes, ao mesmo tempo nada aju· 
da nlais a diminuir sua ansiedade que o contato 
est.abclccldo no exame físico aplicado de maneira 
correta pelo n1édtco. Isso ocorre porque o desam-
paro, a ansiedade de ser cuidado que são n1oblll-
zados pela regress ão da doença tornam o indiví· 
duo mais inclinado a perceber o contato da pes-
soa que lhe presta cu.idadas co1no tranqüllizadora 
e benéfica. se o exrune for be1n conduzido'. 
Entn:lanto, parece óbvio que nem todas as for-
mas de contato físico aj udarão a aliviar a ansieda-
de dopaciente. A 1nanipulaçâo insegura, descul· 
dada ou desconsiderada do corpo do paciente ten-
de a aumentar-lhe a ansiedade e desa1nparo. en-
quanto que o manuseio calmo. seguro e acolhedor 
do médico pode, com freqüência, ocasionar um 
a lívio da ansiedade'. 
Qualquer reação do 1nédtco que se afaste do 
hab itual tenderá a ser vista corno precursora de 
rnás notícias e. por isso. aumentará granden1ente 
a ansiedade do paciente. Há boas razões para que 
os médicos aperfeiçoem esta habilidade. Não é 
demais le1nbrar que um médico balançando a ca-
beça e1n meio a um exa1ne, erguendo as sobrance-
lhas ou deixando escapa r un1a reaçáo de surpresa 
tc11da a assustar o pacte11tell. 
Se a er1trt \ 1ista dei.xou claro q11al é o órgão ou a 
parte do corpo com a qual o paciente está preocu-
pado. o médico deve exan1inar ess e órgiio ou parle 
con1 especial meticulosidade, ainda que. por di· 
versas razões . ache improvável encontrar alguma 
alteração slgnlflcatlva. Há dois 1notlvos para tal 
151 
Psiquiatria para estudarrtcs tte rnfdiçinu 
afirmação: em primeiro lugar, um exan1e cuidado-
so conOnna ao médico que não existe. verdadetra-
n1ente, causa so1nátlca ou que é improvável que 
ela explique as queixas. a afinnação do pacien te. 
E1n s egundo lugar. dá maior conflabllidade às pa-
lavras do médico quando, mals tarde. explicar ao 
paciente dos resultados do seu exa1ne. Se o pa-
ciente achar que sua qucL-.:a não foi adequadamente 
considerada, raran1ente estará preparado para 
confiar numa aflrmação de que nada de somático 
foi encontrado ou que o que se encontrou era tno-
fensivo4·1s. 
O t recho que segue é u1n exemplo de cornuni· 
cação confusa e iln precisa entre méd lco e paclcn -
te: 
"O doutor di.Zla: ·isto e mais aquilo indicam que o 
senhor te m 110 seu Interior Isto e mais aquilo: nias 
se isto não se conflrtnar peta pesquisa d isto e de 
1rt<tiS aqutlo. te re mos que supor no senhor isto e 
mais aquilo. E. supondo·se que tenlia isto e mais 
aquilo. então .. : "16 (Tolstoi . 1997). 
4 Cuidados com a auto-estima 
do paciente 
Os senthncntos de vergonha e humilhação ex· 
perhnentados e1n relação ao exame flslco reduze1n 
a auto-estin1a do paciente. podendo provocar difi-
culdades de desenvolvin1ento de un1a relação 
satisfatória com o médico. O fato de o 1nédico le-
var em consideração a tendência de a lguns pa-
cientes de se sentJre1n envergonhados ou humi-
lhados não significa que ele também não se stnc::i 
embaraçado con1 a situação, em alguns 1nomen-
tos". 
Muitos pacientes acham o exame de seus ór-
gãos genitais particularmente vergonhoso. O mé-
dico deve então. tentar realizar estes exa1ncs de 
maneira especialmente amistosa e gentil. se1n de-
1norar-se desnecessariamente cm áreas sensíveis. 
Ocasiorn:iln1ente, ::iparênctas ou odores associados 
con1 a condição do paciente podem evocar repug· 
nância ou nojo. A freqüência de tats acontecimen-
tos é baixa, mas. preocupações de pa.cientes a 
respeito de evocar tais reações em seus médi-
cos achain-se presentes nun1a 1nulttplicidade de 
casos. 
Cabe aqui lernbrar que um dos artlt1c1os utUI· 
zados por alguns ntédlcos para evitar o contato fí. 
s ico e emocional com o paciente é a solicitação ex-
cessiva. sem critértos, desnecessária, de exames 
complementares. Mas ao contrário do que possa 
parecer. os pacientes percebem tal recurso, con-
fonnc Cyro Martins: 
Material com direitos autorais 
CATAI.DO NETO. A.: GAUER. G.J.C.: Ft;nTAf)O. r'tR. lOtgs.) 
"Semelhru1le tipo ele assistência méclica. 
que Já vem de longe e ganha incre1nento dia-a-
d ia. induziu os pacientes a se idenUficare1n com 
esse procedi mento. de tal forn1a que eles não 
estranham mais q ue os seus 1nédlcos não os 
ouça1n, desde que !he pcça1n exa1nes" 17. 
5 Aspectos éticos 
Para o desenvolvimento e a consolidação da 
relação profissional. é importante que o paciente 
esteja nas 1t1ãos de uma pessoa proflsslonalment.e 
competente e meticulosa. Contudo. é não m enos 
importante que ele sinta que o médico está levan-
do os seus sentimentos em consideração e tr atM-
<lo -o. e a seu corpo. con1 res peito durante o exame 
físico'. 
Em termos éticos. o exam e físico é um momen-
to de particular lrnportâncta. Não é demais voltar 
a Jen1brar o conceito d e respeito: (do !atiro 
respectum) signi fica valorl7.ar as peculiaridades e 
as crenças do 1.nd.lvíduo a despeito de nossos pró-
prios scntlmentos pessoais sobre elas. encarar os 
hábitos ou os sentimentos dos pacientes conto a 
ntelhor forma que conseguiram para se adaptare1n 
a sua doença ot1 as circunstâncias de vjdas. 
O Conselho Federal de Medicina, através do seu 
código de ética 1nédia detcrrnina. no seu ar tigo 63 
que é vedado ao m édico: .. Desrespeitar o pudor de 
qualquer pessoa sob seus cuidados profisstonaJs" . 
6 Considerações finais 
A revisão da literatura salienta que o descon-
for to gerado pelo exame físico acon tece, talvez, 
prtnclpalr11c1 1te r1ó pac•cntc . rr1as r10 m é-
dico, e es te sentimento está relacionado co1n a ln-
Umidadc que o contai.o fisico predispõe. O paclen· 
te, n1uJtas vezes angustiado e te1neroso cont o fato 
de estar doente. sente o exame físico como uma 
punição por algo que não devia ter feito. Algumas 
vezes. também pode se r essentir de não ter sido 
extensivamente manipulado por seu médico duran-
te a realização do exantc. con10 se este tivesse que 
vasculhar seu corpo para achar sua doença. Sa-
be-se que as peculiar idades de cada especialidade 
devem ser consideradas quMdo se reflete sobre 
este assunto, pois são evidentes as diferenças de 
senthnentos despertados. no paciente e no m édi-
co. em cada urna delas. 
E:m virt ude d as diferentes nuances sobre as 
percepçóes e fantasias ern rel ação ao contato du-
rante o exame físico. o n1éd ico deve estar apto para 
152 
Pstqulo(rfo 1>ara estudanres de n1cdiclna 
reconhecê-las. em si e no paciente. para tentar pro-
porcionar o maior conforto possível a cada situa-
ção específica . sem perder sua capacidade técnica 
de reallzru· u1n bo1n exa1ne físico e sempre levan-
do em conta seus pr incípios éticos de boa prática 
profissional. 
Referências 
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Porto Alegre: Artes Médicas. 1988. p . 118-126. 
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Porto Alegre: Artes Médicas. 1988. p . 109-124. 
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diagnóstico clínico. Brasília Médica. v. 36 . n. :i/4, 
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n6suco clín ico. Brasflla Médica. v. 36. n. 3/4. 
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neas na relação médico-paciente. ln: MARTINS. C. 
Perspectivas da refação rnédfco-11acie1lte. Porto 
Alegre: Ar tes Médicas. 1979. cap. 12. 
Material com direitos autorais