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NEUROFISIOLOGIA 
APLICADA A 
FISIOTERAPIA
Margarete Jacob - 2024
DOR
• É uma experiência sensorial ou emocional 
desagradável que ocorre em diferentes graus de 
intensidade – do desconforto leve à agonia –, 
podendo resultar da estimulação do nervo em 
decorrência de lesão, doença ou distúrbio 
emocional.
DOR
• É uma experiência complexa que envolve o estímulo de algo
nocivo e as respostas fisiológicas e emocionais a um evento.
• Em casos de dores fisiológicas, a percepção ocorre graças à
nocicepção: terminações nervosas independentes dos neurônios
localizadas fora da coluna espinhal, no gânglio de raiz dorsal, são
estimuladas mecânica, elétrica, térmica e quimicamente,
transmitindo seus sinais por fibras nervosas até os neurônios
sensoriais da medula.
• Este processo libera glutamato, um neurotransmissor responsável
por enviar a informação de neurônio a neurônio até o tálamo. Lá, a
mensagem é distribuída ao cérebro, onde ocorre o
reconhecimento consciente da dor.
• A percepção da dor pode variar não somente de uma pessoa para
outra, mas também de acordo com a cultura, sendo transformada
por muitos fatores. Portanto, é uma resposta subjetiva: cada
indivíduo aprende a sensação por meio de experiências
relacionadas com lesões no início da vida.
O QUE É DOR?
• A dor é mais que uma resposta resultante
da integração central de impulsos dos 
nervos periféricos, ativados por estímulos
locais. A dor é uma experiência sensorial e 
emocional desagradável associada a uma
lesão real ou potencial, ou descrita em
termos de tal (definição da Associação
Internacional para o Estudo da Dor - IASP).
CATEGORIAS DE 
DOR 
• Nociceptiva
o é a dor causada pela estimulação dos receptores de dor (como as 
terminações nervosas da pele). 
• Neuropática
o que ocorre por problema na via de transmissão da dor, causando uma
sensação de dor em um local correspondente a esta via sem a estimulação
do receptor.
• Psicogênica
dor causada pelos processos mentais de quem a refere e não por causas
psicológicas imediatas.
A dor puramente psicogênica é muito rara, sendo a sua incidência muitas vezes
sobrestimada. Contudo, a dor crônica normalmente é um componente
psicológico secundária resultando numa apresentação mista (por ex., dor
psicossomática)
ESTÍMULOS PARA 
DOR NOCICEPTIVA 
• Variações mecânicas ou térmicas
o que ativam diretamente as terminações nervosas ou
receptores.
• Fatores químicos
• libertados na área da terminação nervosa. Estes 
incluem compostos presentes apenas em células
íntegras, e que são libertados para o meio extra-
celular quando de lesões como os íons Potássio, 
ácidos. 
• Fatores libertados pelas células inflamatórias
• como a bradicinina, a serotonina, a histamina e as 
enzimas proteolíticas. 
ETAPAS DA 
NOCICEPÇÃO
Percepção Transdução Transmissão Modulação
ETAPAS DA 
NOCICEPÇÃO
Percepção Transdução Transmissão Modulação
• Percepção: impulso é gerado e 
percebido como dor 
• Transdução: impulso doloroso é 
recebido pelos nociceptores e 
transformado em potencial de 
ação 
• Transmissão: impulso é 
conduzido até a coluna posterior 
da medula espinhal (CDME) 
• Modulação: no CDME o impulso é 
modulado antes de chegar a níveis 
superiores do SNC
VIAS DE CONDUÇÃO DA DOR
• Vias neurais ascendentes
• trato espinoreticulotalâmico ou 
paleoespinitalâmico
• Trato espinotalãmico ou neoespinotalâmico
VIAS DE CONDUÇÃO DA DOR
Vias neurais ascendentes:
Trato espinoreticulotalâmico ou paleoespinitalâmico ( condução lenta)
Trato espinotalâmico ou neoespinotalâmico (condução rápida)
A via do trato espinotalâmico é iniciada por estímulos mecânicos e térmicos principalmente. Ela utiliza neurônios de
axônios rápidos (grande diâmetro para transmissão –TIPO A)
Esta via é a que produz a sensação de dor aguda e bem localizada e ela dura somente enquanto há o estímulo
desencadeador.
A via do trato paleoespinitalâmico é iniciada pelos fatores químicos. Ela utiliza axônios lentos (diâmetro reduzido –
TIPO C)
Esta via produz no indivíduo dor contínua e mal localizada, e a sensação dura mesmo na ausência do estímulo
desencadeador.
Todos os impulsos nocivos são transmitidos pelas vias aferentes para o tálamo, onde o estímulo “doloroso”
provoca os processos fisiológicos e psicológicos descritos anteriormente.
ESTADOS DE SENSAÇÃO 
DOLOROSA 
• Dor da fase 1
• Dor da fase 2
• Dor da fase 3 
VISÃO BIOQUÍMICA 
DA DOR 
• SUBSTÂNCIA P. 
• ENDORFINAS: BETA-ENDORFINA. 
• ENCEFALINAs
• DINORFINAS
• SEROTONINA:
• PROSTAGLANDINAS E LEUCOTRIENOS:
• BRADICININA
• IONS POTÁSSIO E HIDROGÊNIO
• HISTAMINA
VISÃO CLÍNICA DA 
DOR 
• COMPONENTE SENSORIAL DISCRIMINATIVO 
• COMPONENTE AFETIVO-MOTIVACIONAL
• COMPONENTE COGNITIVO 
• COMPONENTE COMPORTAMENTAL 
CARACTERÍSTICAS CLÍNICO-
PROPEDÊUTICAS DA DOR 
• Local 
• Extensão 
• Intensidade 
• Duração
• Irradiação 
• Fatores que melhoram 
• Fatores que pioram 
• Fatores que acompanham
• Períodos de semelhança e dissemelhança 
• Horário
TEORIA DAS 
COMPORTAS
Elaborada, em 1965, por P.D. Wall e 
r. Melzack,
CONCEITOS 
• Limiar de dor
• Alodinia ou Alodínia 
• Hiperalgesia 
• Hiperpatia 
• Disestesia
BOA 
SEMANA!
	Slide 1: Neurofisiologia aplicada a fisioterapia
	Slide 2: DOR 
	Slide 3: DOR 
	Slide 4: O QUE É DOR? 
	Slide 5: Categorias de dor 
	Slide 6: Estímulos para dor nociceptiva 
	Slide 7: Etapas da nocicepção
	Slide 8: Etapas da nocicepção
	Slide 9: VIAS DE CONDUÇÃO DA DOR 
	Slide 10: VIAS DE CONDUÇÃO DA DOR 
	Slide 11
	Slide 12: estados de sensação dolorosa 
	Slide 13: Visão Bioquímica da Dor 
	Slide 14: Visão clínica da Dor 
	Slide 15: Características clínico-propedêuticas da dor 
	Slide 16: Teoria das comportas 
	Slide 17
	Slide 18
	Slide 19
	Slide 20: CONCEITOS 
	Slide 21
	Slide 22: Boa Semana!

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