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Cardiopatias Congênitas Cardiopatia congênita é um termo genérico que descreve anormalidades do coração e dos grandes vasos presentes no nascimento que apresenta significância funcional real ou potencial. Alguns casos podem ter manifestações logo após o nascimento. Outras anomalias podem ser diagnosticadas mais tardiamente (CoA, DSA). A maioria das cardiopatias congênitas decorrem de uma embriogênese defeituosa entre a 3ª e 8ª semana de gestação, quando ocorre o desenvolvimento das principais estruturas cardiovasculares. Circulação Intra-útero Sangue oxigenado – V. umbilical (80%) ↓ Fígado – Circulação hepática ↓ Ducto venoso – V. cava inferior – Coração (67%) ↓ Átrio direito - Forame oval – Átrio esquerdo ↓ Ventrículo esquerdo – Aorta (62%) ↓ V. cava superior – AD – VD – A. pulmonar (58%) ↓ ↑RVP – D. arterioso – Aorta – A. umbilical Circulação pós natal Cardiopatias Congênitas Clampeamento do cordão: ↓ PaO2 e ↑ PaCO2 ↓ 1as respirações – expansão pulmonar ↓ ↑PaO2 – ↓ RV pulmonar e ↑ RV sistêmica ↓ ↑ Pressão AE - fechamento do forame oval ↓ ↑ Pressão aorta - fluxo E-D no ducto arterioso ↓ ↑ da PaO2 e ↓ prostaglandinas – CA fecha Fatores genéticos Incluem malformações cardíacas entre familiares e associações com certas anormalidades cromossômicas (trissomias do 13, 15, 18, 21 e Síndrome de Turner). Fatores ambientais Rubéola congênita, Zika vírus, drogas teratogênicas e etilismo (Síndrome alcoólica fetal) Dados Importantes 90% dos casos apresentam uma das seguintes anomalias: ● CIA ● CIV ● PCA ● T4F Prognóstico Anomalias mais graves podem ser incompatíveis com a vida IU. Mas a maioria está associada a nascimentos vivos. Progressos no diagnóstico e no tratamento permitem sobrevida prolongada de muitas crianças. A maioria das anomalias que são acessíveis ao tratamento cirúrgico têm bons resultados. Classificação de CC ● Alterações anatômicas ● Alterações hemodinâmicas ● Alterações clínicas Manifestações clínicas podem ocorrer logo após o nascimento ou passar despercebidas até a idade adulta (CoA, DSA). Exame físico ● Cianose central ou de extremidades; ● Sinais de insuficiência cardíaca como a taquipnéia (durante a sucção/alimentação ou esforço físico) e a sudorese excessiva; ● Hepatomegalia; ● Alteração de pulsos periféricos; ● Alteração na ausculta cardíaca como bulhas e sopros; ● Prostração, apatia e palidez cutânea. Fluxo sanguíneo pulmonar nas CC Cardiopatia de hiperfluxo pulmonar ● Shunt esquerda - direita Cardiopatia de hipofluxo pulmonar ● Causa de obstrução que causa um fluxo pulmonar diminuído Cardiopatias Congênitas Malformações que causam derivação da esquerda para a direita ● Quadro clínico – Pulmão encharcado, criança dispneica, que solta peito quando está mamando, pode ter cianose. ● DSA, DSV, PCA. ● Cardiopatias que aumentam o fluxo sanguíneo pulmonar e, inicialmente, não estão associadas à cianose. ● Circulação pulmonar de baixa pressão e baixa resistência a um aumento de pressão e/ou volume, pode gerar hipertensão pulmonar, seguida de hipertrofia ventricular direita e, potencialmente, falência. ● DSA – Aumento do fluxo pulmonar. ● DSV e PCA – Aumento do fluxo sanguíneo pulmonar e aumento da pressão pulmonar. Artérias pulmonares musculares respondem à pressão aumentada inicialmente através da hipertrofia da túnica média e vasoconstrição, o que mantém as pressões venosa e capilar pulmonares relativamente normais, ajudando a impedir a ocorrência de edema pulmonar. Entretanto, a vasoconstrição arterial pulmonar prolongada estimula o desenvolvimento de lesões obstrutivas irreversíveis da túnica íntima. Por fim, a resistência vascular pulmonar e as pressões aumentam para níveis sistêmicos, revertendo, assim, a derivação no sentido da direita para a esquerda com o sangue não-oxigenado na circulação sistêmica (cardiopatia cianótica tardia ou síndrome de Eisenmenger). Ou seja: O shunt E-D muda de sentido quando o aumento de pressão gera fibrose nos vasos pulmonares. ● Casos de congestão pulmonar prolongada – CIV, CIA grande, PCA e desvios septais AV. ● Inversão do Shunt geram cianose central e generalizada, dispneia, fadiga, tontura, síncope e B2 hiperfonética. Com a hipertensão pulmonar irreversível significativa – defeitos estruturais da cardiopatia são também irreversíveis. Alterações vasculares pulmonares secundárias podem levar à morte do paciente. Por isso é necessário que a intervenção ocorra o mais rápido possível. Malformações que causam derivação da direita para a esquerda ● Cianose, devido à diminuição do fluxo sanguíneo pulmonar e também à entrada de sangue pouco oxigenado na circulação sistêmica. ● CC cianótica → T4F, TGA, persistência do tronco arterial, atresia tricúspide. ● Êmbolos moles ou sépticos, que surgem nas veias periféricas, podem desviar-se da ação de filtração normal dos pulmões e penetrar na circulação sistêmica → infarto e abscesso cerebrais. Cardiopatias Congênitas ● Achados da cianose prolongada e grave → baqueteamento digital e policitemia (aumento de hemácias). Malformações que causam obstrução ● Obstrução devido a estreitamentos anormais das câmaras cardíacas, das valvas ou dos vasos sanguíneos. ● Estenoses valvares (obstruções parciais) ou atresias (oclusões completas). ● CC obstrutivas → CoA, estenose valvar aórtica e estenose valvar pulmonar. ● Em alguns casos, a obstrução pode estar associada a uma derivação, como na T4F que a estenose pulmonar está associada a uma derivação da direita para a esquerda através da DSV. CIA ou DSA ● Cardiopatia acianótica de hiperfluxo pulmonar. ● Abertura anormal, no septo atrial que permite a passagem do sangue entre os átrios esquerdo e direito (não deve ser confundida com persistência do forame oval, que está presente em 1⁄3 dos indivíduos normais e não permite a ocorrência de fluxo, a não ser que haja uma elevação das pressões atriais direitas). ● 2x mais presentes em mulheres do que em homens. ● Geralmente assintomática até a idade adulta. ● Tipos morfológicos - de acordo com sua localização no septo: 1. Ostium secundum (mais comum, 90%) – Na região da fossa oval, próximo ao septo médio. 2. Ostium primum (5%) – Junto as valvas atrioventriculares. 3. Seio venoso (5%) – Próximo da entrada da veia cava superior 4. Seio coronário – Raro Tipo hemodinâmico ● Se sopro for muito alto → defeito muito pequeno. ● Hiperfluxo pulmonar com shunt E → D ○ Leve nos RNs – pela elevação da resistência pulmonar e porque o VD é menos complacente e as paredes são mais musculares. ○ Após 3 a 4 dias de vida, a complacência ventricular direita diminui. Além disso, a resistência vascular pulmonar vai se tornando menor que a resistência vascular sistêmica. ○ Fluxo sanguíneo pulmonar: 2 - 4x o normal. ● Volume de retorno para AE → AD ● Dilatação do AD, VD e Artéria Pulmonar. ● Prolongamento do esvaziamento do VD. Cardiopatias Congênitas ○ Desdobramento fixo da B2. ● Fluxo aumentado nas valvas pulmonar e tricúspide (valvas do lado direito) ○ Estenose relativa - Sopro cardíaco. ● No adulto: ○ ICC, arritmias e hipertensão pulmonar. Quadro clínico ● Maioria – assintomáticos → Raramente dá diagnóstico clínico, ● Fadiga ● Infecções respiratórias de repetição ● Palpitações ● Raras: ○ Insuficiência cardíaca ○ Atraso no crescimento ● Impulsão sistólica do VD (dilatado) ○ Bordo Esternal Esquerdo ● Ausculta: ○ Desdobramento fixo da B2 ● Sopro ejetivo em BEE (2º EIE) RX de Tórax ● Cardiomegalia às custas do AD, VD e artéria pulmonar ● Circulação pulmonar elevada ○ Sem sinais de congestão pulmonar ECG ● Pode ser normal ● 50% dos pacientes: mudança na onda P (↑AD) ● CIA grande: ↑ AD e VD: Desvio do eixopara direita ECO ● Fecha o diagnóstico ● Possibilidade de ver tamanho e posição da CIA. ● Possível visualizar aumento do AD e VD. ● Quantificação entre o fluxo pulmonar e sistêmico e avaliação da repercussão hemodinâmica da CIA. Cateterismo – Raro – mais terapêutico Tratamento e evolução ● 14% dos pacientes fecha espontaneamente ● Tratamento cirúrgico ○ Baixa mortalidade e bom prognóstico ● Tratamento por cateterismo cardíaco ○ Fechamento com dispositivos Cardiopatias Congênitas ● Complicações nas 2ª/3ª décadas: ○ Insuficiência ventricular direita e HAP (hipertensão arterial pulmonar) ○ Embolização paradoxal ○ Endocardite bacteriana ○ Tromboembolismo cerebral CIV ou DSV É uma cardiopatia acianótica de hiperfluxo pulmonar com abertura anormal no septo ventricular, que permite a passagem do sangue entre os ventrículos esquerdo e direito. É a cardiopatia congênita mais comum – 42% das cardiopatias. Não apresenta predileção por sexo. Pode estar isolada ou associada com outras cardiopatias. Tipos morfológicos 1. CIV perimembranosa – Mais comum – 70% dos casos. Envolve septo membranoso e muscular. 2. CIV justatricúspide. 3. CIV justa-arterial. 4. CIV muscular única ou múltipla (tipo queijo suíço - vários furinhos). Tipo Hemodinâmico ● Hiperfluxo pulmonar ● Após o nascimento: ○ ↓ Pressão pulmonar ○ ↑ Pressão sistêmica ● Shunt E → D ● Fluxo sanguíneo pela CIV depende: ○ Resistência vascular pulmonar ○ Tamanho da CIV ● Direção do fluxo: ○ Circulação pulmonar → AE → VE → VD ● Consequências: ○ Dilatação do AE e VE, devido a essa grande força da circulação pulmonar, que vem com tudo pro lado esquerdo depois. ○ ↑ Resistência Vascular Pulmonar Retrógrada ● Sintomas: ○ Taquipneia ○ Dispneia as mamadas ● ↑ Hipertensão arterial pulmonar ○ o Shunt que era E → D vai virar um Shunt D → E ○ Cianose – Síndrome de Eisenmenger. ○ Hipertrofia do VD, diminuindo o fluxo, melhora dispneia e piora a cianose, aumenta a resistência e troca o Shunt E-D para D-E. Quadro clínico ● Depende da magnitude do shunt ● Geralmente - Final do 1o mês ● CIV leve – entre 1 e 1,5cm - geralmente assintomáticos ○ 2ª bulha normal ou discreta elevação ○ Sopro holossistólico de regurgitação Cardiopatias Congênitas ● CIV moderada – entre 1,5 e 2cm ○ Dispneia aos esforços, infecções respiratórias de repetição. ○ Sudorese cefálica e deficiência ponderoestatural. ○ B2 hiperfonética (pulmonar) e sopro holossistólico ○ Sinais de ICC: taquicardia, palidez, hepatoesplenomegalia ● CIV grave – shunt > 2cm ○ Sintomas mais intensos – ICC grave RX de Tórax ● CIV pequena → RX normal ● CIV moderada ○ Cardiomegalia às custas do AE/VE ○ Circulação pulmonar elevada ● CIV grande ○ Cardiomegalia significativa ○ ↑ da circulação pulmonar ○ Hiperfluxo e congestão venosa ECG ● CIV leve - Normal. ● CIV moderada – Sobrecarga ventricular esquerda. ● CIV grande: Sobrecarga biventricular. ECO ● Diagnóstico e direciona o tratamento Cateterismo ● Estudo das pressões pulmonares ○ Busca de anomalias associadas Tratamento e Evolução ● Clínico – Casos de Insuficiência Cardíaca Cardiopatias Congênitas ○ Digital e diuréticos ○ Outros: Inibidores de ECA ● Cirúrgico ○ Indicado em pacientes com sinais de ICC ○ Evolução pós-cirúrgica é boa ● Fechamento espontâneo PCA ou PDA É uma cardiopatia acianótica de hiperfluxo pulmonar, onde o canal arterial é patente na vida fetal. o PCA é quando há a persistência da comunicação normal entre o sistema arterial pulmonar e a aorta. O fechamento funcional levaria de (12/15h) e anatômico (5/7 dias). É mais frequente em mulheres (3:1). Frequente em prematuros – depende da idade gestacional e peso. Em situações especiais – precisa permanecer aberto (TGA). Fisiopatologia ● No feto: AD → VD → artéria pulmonar → desvio pelo canal arterial → aorta ● Após o nascimento → fechamento dos shunts - circulação em série ● Há um aumento da pressão sistêmica e redução da pressão pulmonar. ● NA PCA: Shunt E → D ○ Hiperfluxo pulmonar ○ Aumento câmaras esquerdas. ● Consequências: ○ Dilatação do AE e VE, devido a essa grande força da circulação pulmonar, que vem com tudo pro lado esquerdo depois. ○ ↑ Resistência Vascular Pulmonar Retrógrada ● Sintomas: ○ Taquipneia ○ Dispneia as mamadas ● ↑ Hipertensão arterial pulmonar ○ o Shunt que era E → D vai virar um Shunt D → E ○ Cianose – Síndrome de Eisenmenger. Quadro clínico ● Frequente em prematuros ● Depende da magnitude do canal ● Pulso periférico amplo ● 2ª bulha hiperfonética ● Sopro contínuo alto ● Se hiperfluxo importante – Sinais de ICC ● Se inversão de shunt – Síndrome de Eisenmenger RX de Tórax ● PCA pequena é normal ● Nas repercussões hemodinâmicas ○ Cardiomegalia às custas do AE/VE/Ao e AP ○ Aumento da circulação pulmonar Cardiopatias Congênitas ECG ● PCA pequena – Normal ● Grandes shunts – Sobrecarga ventricular esquerda ● Se hipertensão pulmonar – Sobrecarga biventricular ECO ● Exame padrão Cateterismo – Estudo das pressões pulmonares podendo ser terapêutico. Tratamento e Evolução Prematuros: ● Tratamento medicamentoso ○ Indometacina ou ibuprofeno ○ Risco: falência renal, HIC (hipertensão intracraniana) e ECN (enterocolite necrotizante) ● Tratamento cirúrgico – clampeamento do canal. Não prematuros: ● Tratamento cirúrgico quando ICC Complicações: ● Prematuros: ECN, HIC, DBP (displasia broncopulmonar) ● Endocardite bacteriana ● Calcificação do canal, aneurisma, ICC. Evolução pós cirúrgica é boa Coarctação de Aorta (CoA) É uma cardiopatia acianótica com normofluxo pulmonar. Em que há estreitamento/constrição em algum ponto da aorta, sendo ele, pré-ductal (mais comum), paraductal ou pós-ductal. Mais incidente no sexo masculino. Doença mais comum na síndrome de Turner. Fisiopatologia ● Coarctação importante - fluxo para MMII feito pelo canal arterial. ● Fechamento do canal → aumento do retorno venoso pulmonar (ou RVP) → aumento na pós-carga do VE → hipertrofia ventricular E → IC. ● Falência do VE e sinais de ICC. ● Diferença da pressão arterial e/ou dos pulsos do MMSS e MMII. ● Hipertrofia do VE e hipertensão arterial na metade superior. Quadro clínico ● Depende da idade do paciente e grau de obstrução. ● Clínica de ICC: Taquidispneia, edema pulmonar e IC direita (hepatomegalia). ● Choque cardiogênico. ● Casos leves podem ser assintomáticos. ○ Diferença de pulsos. Cardiopatias Congênitas ○ Fadiga, cefaleia, epistaxe, dor em MMII. ● Sopros cardíacos são raros, às vezes em fúrcula. RX de Tórax ● RNs – Cardiomegalia com congestão pulmonar ● Maiores – Normal com dilatação da Ao ● Em escolares: Sinal de 3 e erosão nas superfícies inferiores das costelas ○ Formado pela dilatação pré-estenótica do arco aórtico e da artéria subclávia esquerda, indentação no local da coarctação (também conhecida como "dobra") e dilatação pós-estenótica da aorta descendente. ECG ● No RN: Sobrecarga ventricular esquerda. ● Maiores: Normal ou sobrecarga ventricular esquerda. ECO ● Detalhes anatômicos RM e tomografia helicoidal. Cateterismo – diagnóstico e tratamento: balão/stent. Tratamento e Evolução ● Clínico ○ Prostaglandina – evitar fechamento de canal ● Tratamento invasivo ○ Pacientes sintomáticos ○ Assintomáticos com HA (hipertensão arterial) ○ Cateterismo ou cirúrgico ● Mortalidade alta em pacientes com ICC ● HAS em idade adulta ● Nos assintomáticos – alta letalidade entre 30-40 anos. ● Complicações: HAS, recoarctação, aneurisma e endocardite. TGA É a cardiopatia cianótica mais comum em RNs. É cianótica com hipofluxo pulmonar. Causada por uma relação anormal entre as artérias e ventrículos.A aorta saido VD e AP sai do VE. Discretamente mais frequente em meninos. Associação com FOP (Forame Oval Patente) ou PCA (Persistência do Canal Arterial), às vezes CIA. Fisiologia ● Normal: Circulação em série ● Na TGA: Circulação em paralelo – cianose generalizada ○ Sangue venoso – AD – VD – Ao – Sangue insaturado na circulação Cardiopatias Congênitas ○ Sangue oxigenado – AE – VE – Circulação pulmonar ● Situação incompatível com a vida. ● Necessidade de comunicação: FOP, CIA, PCA, CIV – misturar sangue. ● Fechamento do shunt – hipóxia progressiva – óbito. ● Na TGA simples – normofluxo pulmonar. ● Na TGA com CIV: Hiperfluxo e clínica de ICC com cianose leve. ● Na TGA com EP (Estenose Pulmonar): Hipofluxo pulmonar. Quadro clínico ● RN pode apresentar-se bem ao nascimento ● Cianose leve ou discreta com piora progressiva ● Piora com fechamento do canal ● Po2 baixa – hipóxia e acidose metabólica ● Disfunção miocárdica – ICC ● Não se ausculta sopros ● 2ª bulha única e alta (posição anterior da aorta) RX de Tórax ● Área cardíaca normal ou leve cardiomegalia ● Mediastino superior estreitado ● Coração em ovo deitado ECG ● Sobrecarga ventricular direita ECO ● Detalhes anatômicos Cateterismo – Atriosseptostomia com cateter-balão. Tratamento e Evolução Clínico: ● Prostaglandina ● Não utilizar oxigênio ● Corrigir acidose metabólica ● Atriosseptostomia Cirúrgico: ● Cirurgia de Jatene - correção total até 21 dias ● Cirurgia de Mustard ou Senning ○ Redirecionar o sangue do AD/VE e do AE/VD Evolução: ● Alta letalidade se não operado. ● Complicações tardias: arritmias, estenoses, etc. ● CIA, CIV e/ou PDA… Sem esses defeitos, incompatível com a vida! Cardiopatias Congênitas Quando estiver cianótico, com saturação baixa: ● Não pode oferecer FiO2 ● O2 faz com que vasos periféricos façam contração ● Oferta excessiva O2 → facilitar fechamento do canal arterial (nesse caso, não queremos que aconteça!). T4F É uma cardiopatia cianótica com hipofluxo pulmonar. Suas quatro características são: ● DSV/CIV. ● Estenose pulmonar – obstrução do trato de efluxo ventricular direito. ● Dextroposição de Aorta. ● Hipertrofia ventricular direita (com shunt D-E). Todas características são resultados, a nível embriológico, do deslocamento ântero-superior do septo infundibular. A implantação anômala do septo determina: Estenose pulmonar: ● Consequência: desvio do fluxo pulmonar para a circulação gerando um grau de cianose. CIV ● Hipertrofia de VD: Secundário a EP (sangue não passa pra a. pulm. e pulmões – ↑ pós-carga VD – hipertrofia do VD). ● Crises de cianose quando espasmo. Por que Shunt D–E? ● Como tem a estenose pulmonar, gerando esse aumento de pós-carga VD e hipertrofia de VD, a pressão nas câmaras direitas estará aumentada. Como o sangue vai da maior para menor pressão, vai passar da direita para a esquerda. ● Qual o problema dele? Desvio de sangue pobre em oxigênio para corpo → diminuição da PaO2 → cianose. Quadro clínico ● Gravidade depende da estenose pulmonar ○ Leve: Pouca cianose, sopro sistólico ejetivo alto em foco pulmonar ○ Progressão da estenose: Sopro ↓, ↑ cianose ● Baqueteamento digital e posição de cócoras ○ Posição genupeitoral → aumenta o retorno venoso e aumenta a resistência sistêmica, melhorando o fluxo pulmonar. ● Crises de hipóxia – manifestação frequente ○ Crises de hipóxia: Cianose intensa, taquipneia e alterações de consciência. ○ Sopro pode desaparecer: ↓ do fluxo pela AP. ● 2a bulha única Cardiopatias Congênitas RX de Tórax ● Coração em tamanco holandês ● Área cardíaca normal ● Hipofluxo pulmonar ● Botão aórtico à esquerda, Arco da pulmonar escavado e hipertrofia de VE. ECG ● Desvio do eixo QRS para a direita e hipertrofia de VD. ECO ● Detalhes anatômicos na decisão cirúrgica. Tratamento e Evolução Clínico de suporte: ● Controle da hemoglobina: Anemia ou policitemia ● Propranolol nas crises de cianose Na crise de hipóxia: ● Posição genupeitoral e O2 terapia ● Sulfato de morfina e betabloqueador Cirúrgico: ● Correção total até os 6 meses ○ Fechamento da CIV e ampliação da via de saída VD.