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Semiologia de pequenos Introdução à semiologia o Mostra a abordagem clínica, técnicas de abordagem, exames clínicos…. o Diagnóstico clínico —> diagnóstico terapêutico —> diagnóstico definitivo o Diagnóstico terapêutico: depois de fazer a avaliação no animal combina técnicas de diagnóstico e tratamento • Ex.: shitzu, 8 anos, apresenta FR 45, mucosas cianóticas e hipertenso. Qual o diagnóstico clínico provável? o prognostico é quando há previsão o Queixa principal é o motivo que o tutor trouxe o animal para a clínica, mas é necessário fazer toda anamnese para saber a causa da queixa o saúde é quando as funções orgânicas, físicas ou mentais estão normais o Doença é uma condição anormal de um organismo que interfere nas funções corporais e está associada a sintomas específicos; alterações anatômicas, fisiológicas ou bioquímicas, isoladas ou associadas o Semiologia estuda os métodos de exame clínico, pesquisa os sintomas e os interpreta para construir o diagnóstico e presumir a evolução da enfermidade o Há uma subdivisão na semio: • Semiotécnica: utilização de todos os recursos disponíveis para examinar o paciente doente, desde a observação do animal até a realização de exames mais complexos —> arte de examinar o paciente ➢ Física: determina as alterações anatômicas por meios físicos ➢ Funcional: determina alterações funcionais por meio de registros gráficos ➢ Experimental: promove alterações orgânicas para se comprovar o diagnostico • Clínica propedêutica: compila e interpreta os dados obtidos por meio do exame do paciente, ensina a agrupar e. Interpretar os sintomas para chegar numa conclusão. Raciocínio + análise = diagnostico • Semiogênese: busca explicar os mecanismos pelos quais os sintomas aparecem e se desenvolvem, procura explicar o mecanismo de formação dos sintomas o Sintoma é um indício de doença, um fenômeno anormal revelado pelo animal • locais: claramente circunscritas em estreita relação com o órgão envolvido. Ex.: hiperemia da mucosa conjuntival • Gerais: manifestações patológicas resultantes do comprometimento orgânico como um todo. Ex.: endotoxemia ➢ por um envolvimento de um órgão ou de um determinado sistema, levando a prejuízos de outras funções do organismo. Ex.: neoplasia mamária com metástase pulmonar o métodos semiológicos: • inspeção: observar o animal andando para ver se anda com dor, se está torto. Colocar em posição antálgica (utilizada para o paciente não sentir dor) • Palpação • Percussão • Auscultação • Olfação o Discorrer sobre os sinais de acordo com os sistemas (perguntar sobre tosse (respiratório ou cardiogênico), se é castrada (ver se tem piometra), Contenção Contenção física o Tem como objetivo: • proteger o examinador, auxiliar o animal • Proporcionar segurança • Evitar fugas e acidentes • Facilitar o exame físico • Possibilitar a realização de diversos procedimentos o Recomendações gerais: • Evitar movimentos bruscos e precipitados • Tentar ganhar a confiança do paciente • Iniciar com a contenção mais simples e se for necessário empregar métodos mais enérgicos (focinheiras, cambão…) • Cambão último método a ser pensado pela falta de conhecimento do uso acaba aumentando o trauma do paciente Contenção química o Utilizar com comportamentos agressivos, estressados e agitados o Usar em exames clínicos que envolve dor e exames radiográfico o Utilizar o diazepam, pois não compromete o cardio. e nem o resp. o Usar o fármaco de acordo se quer tranquilizante, sedativo ou anestésico geral de acordo com o procedimento a ser feito e o tempo que levará o Fatores intrínsecos a serem considerados: • Espécie • Raça • Estado clínico geral • Doenças concomitantes • Presença de dor ou desconforto • Jejum o Fatores extrínsecos: • local do exame • Tipo de exame • Posicionamento • Imobilidade • Via de administração o Vias de administração • Via oral ➢ promove maior palatabilidade ➢ Limitação, tem tempo de latência longo ➢ Maneira não invasiva • Via tópica ➢ Anestésico local sobre a pele ou mucosas ➢ Gel, pomadas sprays ou colírios ➢ Mucosas íntegras • Vias parenterais ➢ Subcutânea (SC): tem absorção lenta, serve para pacientes agressivos e de difícil contenção. Grandes volumes ➢ Intramuscular (IM): latência de 15-30min, serve para animais agressivos e de difícil contenção. Aplicar na massa muscular das coxas (m. Semitendíneo e m. Semimembranoso). Dependendo da viscosidade e do pH gera dor. ➢ Intravenosa (IV): tem efeito imediato, latência de no Max 15min, requer imobilidade do paciente. Pode ser administrada na veia cefálica, radial, safena ou veia jugular Saúde, doença e cuidados clínicos em pequenos o Anamnese são as perguntas feitas ao tutor para saber o motivo de estar na clínica —-> queixa principal (90% das vezes não é o problema maior), quando começou o sintoma, olhar o animal como um todo • Início (quando e como) • Propriedades • Evolução • Durante a frequência ——-> nunca deixar as perguntas acabarem, sempre continuar as perguntas • Fatores de melhora e piora • Sintomas associados • Tratamento e resposta • Perguntar sobre o manejo (dieta, vacinação, vermifugação) Resumidamente, é colher informações sobre o que aconteceu na casa do tutor o Anamnese + exame físico + exames complementares = tríade perfeita para chegar no diagnostico o Prognóstico é uma projeção do tratamento no paciente. Prognóstico reservado é quando há possibilidade de ficar bem e ficar mau o Resenha são as informações do paciente (nome, espécie, idade (data de nascimento também), sexo, raça, peso, nome do tutor, inteira castrado ou vasectomisado) o Entrevista médica é a parte mais importante do exame clínico para estabelecer a relação entre cliente e veterinário o Quando colocar no prontuário é para usar linguagem técnica o Fazer perguntar abertas • O que está acontecendo com o paciente • Quando isto aconteceu • A quanto tempo está assim o parâmetros vitais: • fR • FC • PA • Tpc o Meios complementares; • Imagens —-> o que for necessário para auxiliar • Laboratoriais Exame semiológico da pele e anexos o Pele é o maior órgão de um organismo o Barreira anatômica e fisiológica entre os organismos e ambiente o Sensível ao frio, calor, dor, prurido e a pressão o 50% a 70% dos atendimentos na clínica é por problemas dermatológicos o Função da pele: • Proteção contra perdas • Proteção contra lesões externas, químicas, físicas ou microbiologia • PRODUÇÃO DE ESTRUTURAS QUERATINIZADAS – PELOS, UNHAS • IMUNORREGULAÇÃO • SECREÇÃO – GLANDULAS SEBACEAS E SUPORIPARAS (nas patinhas) • Produção de vitamina D o Cada espécie tem espessura diferente de pele o A superfície cutânea é levemente acida, pH varia de 5 a 7 o Cães tem pele mais oleosa e suporta mais frequência de banho o Algumas raças têm predisposição racial a dermopatias, levando em consideração idade, sexo, espécie, raça e coloração do pelame o Na anamnese precisa saber o tempo da doença, como começou, se já fez tratamento, teve resposta positiva ou não • Antecedentes – procedência do animal, procedência geográfica (saber a região em que o paciente veio), parentesco • Início do quadro e evolução – agudo ou crônico • Periodicidade – em alguma época do ano melhora ou piora • Ambiente, manejo e hábitos (o que usa de produto de limpeza) • Alimentação (afeta diretamente na pele) • Contactantes (tem contato com algum outro animal • Ectoparasitas • Tem prurido (se coça, quanto coça, onde coça,) o Palpação – sensibilidade da lesão, volume, espessura, elasticidade, temperatura, consistência e características como umidade e untuosidade do pelo, usada para estimular o prurido o Olfação –para ver se tem miíase, seborreia oleosa o Inspeção direta – tem que ter ambiente iluminado para observação detalhada das lesões cutâneas, caracterização e classificação o Classificação das lesões cutâneas Distribuição • Localizada – de uma a cinco lesões próximas • Disseminada – mais de cinco lesões individualizadas • Generalizada – acometimento difuso de mais de 60% da superfície corporal • Universal – comprometimento total da superfície corporal Morfologia o Alteração da cor ➢ Eritema: coloração avermelhada da pele decorrente de vasodilatação ➢ Púrpura: coloração avermelhada decorrente de extravasamento de hemácias na derme ➢ Petéquia: púrpura de até 1cm ➢ Equimose: púrpura maior que 1cm ➢ Víbice: púpura linear ➢ Hipopigmentação ou hipocromia: diminuição do pigmento melanina ➢ Acromia: ausência de melanina ➢ Hiperpigmentação ou hipercromia: aumento do pigmento por qualquer natureza o Formações solidas ➢ Pápula – lesão solida circunscrita, elevada que pode medir até 1cm ➢ Placas – área elevada da pele com mais de 2cm de diâmetro ➢ Nódulos – lesões solidas circunscritas, saliente ou não de 1 a 3cm ➢ Tumor ou nodosidade- lesões solidas circunscrita de mais 3cm de diâmetro ➢ Vegetação- lesão solida exofiliaca (cresce se distanciando da superfície da pele), avermelhada e brilhante ➢ Verrucosidade- lesão solida, exofiliaxa, acizentada, áspera, dura e inelástica, ocorre pelo aumento da camada córnea o Coleções liquidas ➢ Vesícula – elevação circunscrita ate 1cm contendo liquido claro ➢ Bolha – maior que 1cm conteúdo claro ➢ Pústula – elevação circunscrita de ate 1cm contendo pus (parece espinha com pus) ➢ Cisto – formação elevada ou não, constituída por cavidade fechada envolta por epitélio e contendo liquido ou substancia semi-solida ➢ Abscesso – formação circunscrita, tamanho variável, encapsulado, contendo conteúdo purulento. Há calor, dor e flutuação ➢ Flegmão – aumento de volume de consistência flutuante, não encapsulado, contendo líquido purulento, na pele ou tecidos subjacentes ➢ Hematoma – formação circunscrita de tamanho variável, decorrente de derramamento sanguíneo. o Alterações da espessura ➢ Hiperqueratose ou Queratose – espessamento da pele decorrente do aumento da camada córnea. ➢ Liquenificação ou Lignificação – espessamento da pele decorrente da camada malphigiana com acentuação dos sulcos cutâneos (camada espinhosa). ➢ Cicatriz – lesão de aspecto variável, retrátil ou aderente, reparação de processo destrutivo da pele. ➢ Edema – aumento de espessura, depressível (sinal de Godet +), sem alterações de coloração, decorrente de extravasamento de plasma na derme e/ou Hipoderme. o Perdas teciduais e reparações ➢ Escama – placas de células da camada córnea que se desprendem, por alteração de queratinizarão ➢ Erosão – perda superficial da epiderme ➢ Úlcera – perda circunscrita de epiderme e derme, podendo atingir a hipoderme ➢ Colarete Epidérmico –fragmento de epiderme circular que resta aderido a pele após a ruptura de vesículas ou pústulas ➢ Escoriação – erosão linear e decorrente de lesão traumática pruriginosa ➢ Crosta – concreção amarela clara, esverdeada ou vermelha , que se forma em área de perda tecidual, decorrente de dessecamento, pus ou sangue ➢ fístula – canal com solução de continuidade na pele, e drena foco de supuração ou necrose. o Lesões associadas: ➢ Celulite –inflamação da derme ou tecido subcutâneo ➢ Comedão – acúmulo de corneócitos no folículo (cravo branco) ou de queratina e sebum em folículo piloso dilatado (cravo preto) ➢ Corno – excrecência cutânea circunscrita e elevada, formada por queratina ➢ Mílio – pequeno cisto de queratina, branco e amarelado. ➢ Sinal de Nikolsky – ocorre no pênfigo, pressão friccional sobre a pele determinando a separação da epiderme (acantólise –degeneração dos desmossomos) ➢ Sinal de Godet –pressão sobre a pele obtendo-se depressão. ➢ Sinal de Auspitz – surgimento de pontos hemorrágicos quando se raspam as escamas ➢ Sinal de Larsson – fricção dos pelos contra o sentido do crescimento, evidenciando acúmulo de escamas. o Inspeção indireta: • Diascopia ou vitropressão – feita com lâmina de vidro ou lupa (diferenciar eritema de púrpura) • Luz de Wood – emite radiações ultravioleta (tipo luz negra), provoca fluorescência verde brilhante provocado por alguns pigmentos das hifas fúngicas. (Microsporum canis apenas apresenta fluorescência) • Tricograma – avalia o ciclo biológico do pelo. Usado na: ➢ alopecia auto-induzida, ➢ doença do mutante da cor ➢ dermatopatias endócrinas parasitológico de raspado cutâneo o Raspado cutâneo –umas das técnicas mais executadas na dermatologia veterinária ➢ Identificação de Demodex, Sarcoptes, Notoedr is ➢ Psoroptes e Cheiletiela, P ➢ Lâmina de bistur i ➢ Lâmina de vidro, Lamínula, Potassa a 10% ou óleo mineral e Microscópio Exames complementares o Cultura fúngica - meio de cultura, retirada dos pelos. Diagnóstico das dermatofitoses. o Cultura bacteriana –pode ser da secreção, da pústula ou da lesão dermatológica. Necessário meio de cultura e swab estéril. Importante em infecções recidivantes. Pedir antibiograma Citologia o Método de coleta –decalque da lâmina (impr inting), respados superficiais, incisão, aspiração por agulhas, swab o Biopsia e exame histopatológico –realizado por punch. Semiologia do sistema urinário o Funções: • Excreção de produtos metabólicos e substâncias exógenas • Regulação da osmolaridade e do volume dos fluidos corporais • Regulação da excreção de potássio, cálcio e fosforo • Regulação do equilíbrio acidobásico • Regulação da PA • Produção e secreção de hormônios o Os rins ficam retroperitoneal e tem forma de feijão o Em equinos o direito tem formato de triangulo e o esquerdo de feijão o Em bovinos é lobulado o Em ovinos e caprinos em formato de feijão Anamnese o perguntar: • razão da consulta (queixa principal) • início e duração do problema • progressão da doença • resposta a medicamento administrado • problemas notados pelo tutor • exposição a doenças infecciosas e vacinação • medicação atual ou administrado nos últimos dias • comportamento/déficit neuromotor • funções/transtornos reprodutivos • doenças/tratamentos anteriores • vermifugação • possíveis cirurgias/acidentes/esforço físico recente • doenças anteriores ou traumas • ambiente o investigar: • urina: ➢ cor: amarelo, amarelo claro, amarelo escuro, avermelhado, marrom, esverdeada ➢ volume ➢ micção (frequência): oligúria: diminuição do volume de urina produzida em 24h. a densidade e a coloração da urina variam de acordo com a causa --> doença renal, desidratação poliúria: aumento do volume de urina produzida em 24h. nesse caso, o paciente apresentará aumento da frequência de micções, o volume a cada micção será normal ou acima do usual. A urina terá coloração bem clara, mas a densidade variará de acordo com a causa. De modo geral, o paciente poliúrico apresenta polidipsia compensatória --> insuficiência renal crônica, pielonefrite, diabetes, piometra polaquiúria --> cistite, uretrite, vaginite, postite iscúria --> obstrução uretral, paresia do detrusor incontinência urinária --> comprometimento nervoso, distúrbios hormonais em cadelas castradas, cistite crônica grave, ureter ectópico, persistência do úraco anúria: ausência de produção de urina ou pão de urina ou produção de volume desprezível --> doença renal aguda grave, insuficiência renal crônica, desidratação grave, hipovolemia aguda, hipotensão arterial grave ➢ ingestão de água: frequência e volume ➢ doença urinaria: histórico completo de doenças do trato urinário (conclusão diagnóstica), incluindo tratamentos feitos ➢ sinais relacionados com outros órgãos: detalhamento de informações referentes as manifestações que possam ter relação com as causasou consequências da afecção urinaria em curso exame físico geral o peso o temperatura corpórea o estado de hidratação o TPC de 1 a 2s o Linfonodos o Auscultação cardiopulmonar o Frequência cardíaca e respiratória o Pulso femoral o Boca: • Úlceras • Alterações da língua • Inserção dos dentes • Aumento maxilar • Hálito urêmico o Exame geral dos demais órgãos e sistemas Exame físico específico o Rins: • Palpação abdominal em cães e gatos • Avaliar tamanho, simetria, posição, forma, cor, contorno, consistência • Dor • Diagnóstico por imagem o Ureteres: • Retroperitoneal • Nos machos: meato urinário, secreção uretral ou prepucial, tamanho, forma, consistência das porções palpáveis e anormalidades periuretrais • Obstrução (uni ou bilateral) ou ruptura (azotemia e peritonite), ureter ectópico (incontinência urinária) • Inspeção indireta (urografia excretora) o Bexiga: • Posição • Tamanho • Formato • Consistência • Cálculos ou massas palpáveis • Espessura da parede • Dor • Palpação externa em pequenos e palpação retal em grandes o Próstata: • Posição • Tamanho • Simetria • Consistência • dor o micção: • frequência • disúria • retenção • incontinência exames complementares o hemograma o exames bioquímicos o urinálise • hematúria: condição em que a urina contém sangue ou hemácias • hemoglobinúria: presença de hemoglobina na urina em decorrência de hemólise intravascular (babesiose, leptospirose, anemia hemolítica do recém-nascido, envenenamento, acidente ofídico, queimaduras extensas). A urina fica avermelhada ou acastanhada • mioglobinúria: presença de mioglobina na urina em decorrência da lesão muscula extensa (miopatia de esforço). a urina tem coloração castanho-avermelhada • aspecto límpido, pouco turvo ou turvo o cateterização vesical o urocultura o métodos de diagnóstico por imagem o determinação da PA o biópsia