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HIPOVITAMINOSE A Mais comum em testudines criados em cativeiro. Acomete principalmente animais jovens que comem dietas não suplementados (alface), carne bovina e dietas probremente formuladas. Vit. A - presente em testudines neonatos (recém-nascido) até aproximadamente 6 meses de idade (gema). Sinais clínicos: · Metaplasia escamosa das células produtoras de mucina (presente em olhos e vias aéreas superiores). · Hiperqueratose das mucosas ocular e respiratória. · Blefarite (inflamação das bordas das pálpebras). · Conjuntivite · Corrimento nasal · Distúrbios respiratórios · Crescimento exacerbado de estrutura córnea (bico e unhas). Tratamento p/ Hipovitaminose A Correção da dieta · Todos os vertebrados necessitam de uma fonte dietética de Vitamina A. · Ésteres de retinol de origem animal: Retinil acetato e retinil palmitato. · Betacaroteno - Herbívoros são ótimos conversores de caroteno em Vitamina A. - Carnívoros são pobres conversores, necessitando de éster de retinil nas suas dietas. · O tratamento de répteis inclui a preparações orais e injetáveis de Vitamina A. · Deve-se tomar cuidado para evitar intoxicação por Vitamina A. DEFICIÊNCIA DE BIOTINA Mais comum em lacertílios (lagartos), mas pode acometer outros répteis. Causada pela alimentação a base de ovos crus não fertilizados. Avidina – Antivitamina presente na clara dos ovos. Causa: Fraqueza muscular e lesões na pele. Tratamento p/ Deficiência de Biotina 1. Fornecer ovos embrionados (fonte de biotina). 2. Substituir por outros alimentos (presas vivas, entre outros). 3. Suplementação de biotina junto com o animal. HIPOVITAMINOSE C Comum em ofídios e lacertílios Causa rupturas A Vitamina C é sintetizada normalmente nos rins e intestinos dos répteis, porém se estes órgãos estiverem acometidos por alguma enfermidade, haverá diminuição na produção desta vitamina, resultando na síndrome de Hipovitaminose C. A deficiência de Vitamina C leva a rupturas na pele e sangramentos na gengiva. Vitamina C – relacionada com a produção de colágeno, causa rupturas na pele e sangramento na gengiva. Tratamento p/ Hipovitaminose C · Suplementação ao animal, fornecendo Vit. C à presa antes de oferecê-la ao réptil. GOTA ÚRICA Pode ser considerada a doença de maior incidência em animais de cativeiro. Acúmulo de cristais de urato em articulações e tecidos moles. Pode ser articular ou visceral Produtos finais da digestão dos répteis – fezes e ácido úrico. Causas: Altos níveis proteicos na alimentação (alto nível de proteína) Desidratação (causa principal) Animais mais jovens são os mais afetados por estarem expostos ao calor. Secundária à falência renal. Uso inadequado de antibióticos nefrotóxicos (ex. gentamicina). Diagnóstico: · Verificar níveis de ácido úrico no sangue. · Teste hematológicos e bioquímicos sanguíneos. · A gota úrica é de difícil diagnóstico acaba sendo um achado de necropsia. Tratamento p/ Gota úrica 1. Hidratação com soro ringer com lactato e soro fisiológico por via parenteral ou oral (sonda), pois aumenta a diurese, resultando na eliminação do excesso e ácido úrico. 2. Alopurinol – impede a formação de novos depósitos de cristais de urato. 3. Correção da dieta – evitar a superalimentação. DOENÇA OSTEOMETABÓLICA (DOM) Causada por: · Erro nutricional · Deficiência de cálcio – falhas no fornecimento de cálcio. · Deficiência de Vitamina D – Vit. D é responsável pela absorção de cálcio no intestino, reabsorção e excreção de potássio pelos rins. · Deficiência de luz UV Sinais clínicos: Apatia, Regurgitação, Fraqueza nos ossos, Fraturas espontâneas, Entortamento dos ossos, Distúrbios na casca dos ovos, Tetania. Como funciona? Falhas no manejo nutricional levam à redução de cálcio sérico disponível e em consequência disso a produção de paratormônio é ativada no qual faz a retirada de cálcio dos ossos para utilização. Diagnóstico: · Achados laboratoriais, como: aumento da fosfatase alcalina e diminuição dos níveis séricos de cálcio. · Histórico · Anamnese · Exame radiológico Tratamento p/ DOM 1. Correção da dieta (manejo alimentar) e ambiental. 2. Reposição de Vitamina D3 e medicação de suporte. 3. Cirurgias ortopédicas corretivas. ABSCESSOS Comuns em serpentes, lagartos e quelônios. São lesões firmes e bem encapsuladas que contém pus. Causadas por bactérias gram-negativas, secundários a ferimentos na pele, trauma, mordidas picadas de ácaros, carrapatos, entre outros, além de ambientes pouco higiênicos. Répteis não possuem lisozima – enzima presente em mamíferos que liquefaz o pus. Diagnóstico: · Anamnese · Exame físico · Exame radiológico p/ visualizar se há comprometimento ósseo associado ao abscesso. Tratamento p/ Abscessos 1. Retirada cirúrgica 2. Antibioticoterapia 3. Tópico com pomadas cicatrizantes ESTOMATITE Inflamação da cavidade oral Pode acometer todos os repteis, mas em especial os ofídios. Geralmente apresenta-se na forma ulcerativa. Causada por bactérias gram-negativas: Aeromonas, Pseudomonas, Klebsiella. Principais causas: Estresse Má nutrição Traumatismos Regurgitação Sinais clínicos: Anorexia, Sialorreia (salivação excessiva), boca entreaberta, hiperemia e lesões na mucosa (edema gengival), geralmente com exsudato caseoso. Diagnóstico: · Sinais clínicos · Suabe da cavidade oral para isolamento microbiológico. Tratamento p/ Estomamtite 1. Consiste na limpeza e debridação das lesões (remoção do tecido morto). 2. Desinfecção com solução de clorexidina diluída em soro fisiológico. 3. Antibioticoterapia sistêmica e fluidoterapia. · Gentamicina e/ou Cloranfenicol. · Suplementação com Vitamina D e do complexo B. · Em casos leves pode-se aplicar cremes antibióticos nos tecidos afetados. · Normalmente é demorado. DOENÇA ULCERATIVA DO CASCO (SCUD) Causada pela bactéria Citrobacter freundii. Característica de animais de água doce. Transmissão ocorre através de água contaminada. Causa: Anorexia, letargia, paralisias, hemorragias na pele e casco, ulcerações, perda de unhas e dígitos. Tratamento p/ Doença Ulcerativa do Casco 1. Desinfecção de recintos, com troca de água. 2. Tratamento de todos os indivíduos do recinto. 3. Povidine tópico nas lesões. 4. Cloranfenicol (antibiótico – antibacteriano). DOENÇA ULCERATIVA DO CASCO Causada pela bactéria Beneckea chitinovora. Acomete testudines aquáticos e terrestres. Acomete carapaça e plastrão, causando perda córnea e ulceração local. Altamente contagiosa. Tratamento 1. Povidine tópico nas lesões 2. Debridação das lesões (remoção do tecido morto). 3. Antibioticoterapia parenteral. DOENÇA CUTÂNEA VESICULAR Formação de vesículas repletas de liquido que se rompem e abrem portas para outras infecções no tecido subcutâneo. Afecção muito importante em ofídios. Causada por bactérias gram-negativas. Está geralmente associada a estresse, condições inadequadas de higiene e alta umidade no ambiente. Diagnóstico · Punção do conteúdo vesicular · Isolamento microbiológico Tratamento 1. Limpeza das lesões com povidine (antisséptico) 2. Banhos antissépticos com clorexidina diluída em soro fisiológico. 3. Antibioticoterapia tópica (pomadas ou cremes). 4. Fluidoterapia. INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS Muito frequente em répteis cativos Causadas por bactérias gram-negativas, erros de manejo, superpopulação, má ventilação, deficiência nutricional, mudanças de temperatura e umidades, além de ambientes empoeirados (sujos). Sinais clínicos: Dispneia (falta de ar) Boca aberta Presença de espuma nas cavidades oral e nasal. Ruídos respiratórios. Dificuldade de flutuação em quelônios aquáticos. Diagnóstico: · Sinais clínicos · Exame radiológico Tratamento 1. Oxigenioterapia 2. Limpeza das narinas, pois pode ocorrer aerofagia e acabar agravando o quadro. 3. Nebulização com antibióticos como por ex. enrofloxacina ou sulfonamidas com trimetropina e bromexina. 4. Fluidoterapia (hidratação) para repor perdas hidroeletrolíticas e induzir a eliminação das secreções 5. Suplementação vitamínica A e C. FRATURAS EM CARAPAÇA Comum em testudines cativos (geralmente por falta de cuidado ao manejar o animal) e de vida livre (atropelamentos).Tratamento Resolução de acordo com o caso Para imobilização podem ser usados: · Fibras de vidro · Resina acrílica · Resina odontológica · Cola e micropore Observações do professor Fazer analgesia pesada e avaliar se o animal está e onde está sangrando. Se tiver hemorragia, sanar. Verificar órgãos vitais, se teve abertura da cavidade. Se teve abertura da cavidade, olhar p/ ver se tem sujidades, se todos os fragmentos da carapaça estão presentes e lavar com solução fisiológica aquecida. Aplicar solução antibiótica na cavidade, por ex. enrofloxacina, misturar com soro p/ minimizar peritonite (inflamação do intestinto) e antes de fechar a cavidade, suturar a membrana externa. Pode-se recobrir ou deixar aberta (se regenera ao longo dos anos, dependendo da idade do animal). RETENÇÃO DE OVOS/ RUPTURA DE OVOS Retenção de ovos – comum em répteis cativos. Podem se romper no útero, levando a infecções e peritonite (inflamação do peritônio – tecido que reveste o abdômen) Sinais clínicos: Prostração, anorexia, inquietação e paresia de membros pélvicos. Diagnóstico: · Exame radiológico Tratamento Cirúrgico - ooforectomia e salpingotomia PROLAPSO DE HEMIPÊNIS/OVIDUTO/CLOACA Prolapso de reto – pode ser causado por: · Grande esforço no ato de defecação · Aumento dos movimentos peristálticos. · Intenso parasitismo. Prolapso de pênis – pode ser causado (ocorrer) por: · Hiperparatireoidismo secundário nutricional · Constipação intestinal ou esforço · Intensa atividade sexual · Coito interrompido Prolapso de oviduto – pode ser causado por: · Esforço na hora da postura Diagnóstico: Exame radiológico auxilia na descoberta do prolapso. Tratamento Correção de erros de manejos Tratamento p/ prolapso de pênis causado por Hiperparatireoidismo secundário nutricional · Amputação e tratamento do hiperparatireoidismo secundário nutricional. Tratamento p/ prolapso de oviduto Dependendo da extensão, pode-se reduzir a estrutura prolapsada com auxílio de um bastão lubrificado com vaselina e realizar sutura em bolsa de tabaco ao redor da cloaca para evitar recidivas. Obs: A sutura deve ser retirada após 1 semana. Em casos mais graves, optasse pela amputação parcial ou total do oviduto afetado. image5.jpeg image1.png image2.png image3.png image4.png