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Módulo:
Psicologia da Educação e 
da Aprendizagem
05/11/24
CRONOGRAMA FINAL
05/11: Psicologia da Educ. Aprendizagem - Unidade 03/ Av. 2 e Discursiva - CPA
12/11: Socialização Laboratório Psicologia da Educ. e Aprend./ Avaliação Final
19/11: Socialização Prática Pedagógica Carreira e Sucesso
26/11: Socialização Prática Pedagógica Carreira e Sucesso
03/12: Socialização Prática Pedagógica Carreira e Sucesso
10/12: Encerramento do Semestre Letivo
UNIDADE 3:
ELEMENTOS DE ENSINO-
APRENDIZAGEM EFETIVOS: 
MOTIVAÇÃO E AMBIENTE
AGRUPAMENTOS E 
DIFERENCIAÇÃO 
TÓPICO 01
Um dos artigos mais influentes já publicados no campo
da psicologia educacional foi um artigo de John Carroll
intitulado “Um Modelo de Aprendizagem Escolar” (1963).
Nele, ele descreve o ensino em termos de gerenciamento
de tempo, recursos e atividades para garantir a
aprendizagem do aluno.
Carroll propõe que a aprendizagem é uma função de (1)
tempo realmente gasto na aprendizagem e (2) tempo
necessário para aprender. O tempo necessário é um
produto da aptidão, conhecimento prévio e capacidade
de aprender; o tempo gasto depende do tempo
disponível para o aprendizado, da qualidade do ensino e
da perseverança do aluno.
Slavin (1995) descreveu um modelo com foco nos elementos
alteráveis do modelo de Carroll, aqueles que o professor ou a
escola podem alterar diretamente. É chamado de modelo
QAIT, para qualidade, adequação, incentivo e tempo.
1. Qualidade de ensino: o grau em que a apresentação de
informações ou habilidades ajuda os alunos a aprenderem
facilmente o material. A qualidade do ensino é, em grande
parte, um produto da qualidade do currículo e da
apresentação das aulas.
2. Níveis adequados de ensino: o grau em que o professor
garante que os alunos estão prontos para aprender um novo
conteúdo (ou seja, têm as habilidades e conhecimentos
necessários para aprendê-lo), mas ainda não o aprenderam.
Em outras palavras, o nível de instrução é apropriado quando
uma aula não é nem muito difícil nem muito fácil para os
alunos.
3. Incentivo: o grau em que o professor garante
que os alunos estão motivados para trabalhar
em tarefas instrucionais e aprender o material
que está sendo apresentado.
4. Tempo: o grau em que os alunos têm tempo
suficiente para aprender o material que está
sendo ensinado.
Para que o ensino seja eficaz, cada um desses quatro elementos deve ser
adequado. Não importa quão alta é a qualidade do ensino, os alunos não
aprenderão uma aula se não tiverem as habilidades ou informações prévias
necessárias, se não tiverem motivação ou se não tiverem o tempo de que
precisam para aprender o conteúdo. No entanto, se a qualidade do ensino for
baixa, não faz diferença o quanto os alunos já sabem, o quão motivados eles
estão ou quanto tempo eles têm.
Modelo de Aprendizagem Escolar de Carroll:
A eficácia do ensino depende do tempo 
necessário (uma função da aptidão do aluno e 
capacidade de compreender a instrução) e do 
tempo realmente gasto na aprendizagem (que 
depende do tempo disponível, da qualidade do 
ensino e da perseverança do aluno).
TUTORIA ENTRE PARES
Os alunos podem ajudar uns aos outros a aprender. Na tutoria
entre pares, um aluno ensina outro. Existem dois tipos
principais de tutoria entre pares: tutoria entre idades, em que
o tutor é vários anos mais velho do que o aluno que está
sendo ensinado, e tutoria entre pares da mesma idade, em
que um aluno é tutor de um colega (TOPPING; DURAN; VAN
KEER, 2015).
A tutoria entre idades é recomendada por pesquisadores com
mais frequência do que a tutoria da mesma idade – em parte
porque os alunos mais velhos têm maior probabilidade de
conhecer o material e em parte porque os alunos podem
aceitar um aluno mais velho como tutor, mas se ressentem de
ter um colega de classe nessa função.
Às vezes, a tutoria entre pares é usada com alunos que
precisam de assistência especial, caso em que alguns
alunos mais velhos podem trabalhar com alguns alunos
mais jovens. Outros esquemas de tutoria podem
envolver, por exemplo, turmas inteiras do sexto ano
dando aulas particulares para turmas inteiras do segundo
ano (THURSTON et al., 2012).
Nestes casos, metade dos alunos mais novos pode ser
enviada para a sala de aula dos alunos mais velhos,
enquanto a metade dos alunos mais velhos vai para a sala
de aula dos alunos mais novos. Caso contrário, a tutoria
entre pares pode ocorrer no refeitório, na biblioteca ou
em outro espaço da escola.
MOTIVANDO OS ALUNOS PARA A 
APRENDIZAGEM
TÓPICO 02
Os psicólogos definem a motivação como um
processo interno que ativa, orienta e mantém o
comportamento ao longo do tempo
(ANDERMAN; GRAY; CHANG, 2013). Em
linguagem simples, a motivação é o que o faz
seguir, o faz continuar e determina para onde
você está tentando ir.
As recompensas em sala de aula incluem
elogios, que são mais eficazes quando são
casuais, específicos e confiáveis.
A motivação é um processo interno que ativa, orienta e
mantém o comportamento ao longo do tempo. Existem
diferentes tipos, intensidades, objetivos e direções de
motivação.
Na teoria da aprendizagem comportamental, a motivação
é uma consequência do reforçamento. No entanto, o
valor de um reforçador depende de muitos fatores, e a
força da motivação pode ser diferente em alunos
diferentes.
Na teoria das necessidades humanas de Maslow, que se
baseia em uma hierarquia de necessidades, as pessoas
devem satisfazer suas necessidades de nível inferior
(deficiência) antes de serem motivadas a tentar satisfazer
suas necessidades de nível superior (crescimento).
DESAMPARO APRENDIDO
Uma forma extrema do motivo para evitar o fracasso é
chamada de desamparo aprendido, que é a percepção de
que não importa o que se faça, está condenado ao
fracasso ou à ineficácia: “Nada do que eu faço importa”.
Em ambientes acadêmicos, o desamparo aprendido pode
estar relacionado a uma explicação interna e estável para
o fracasso: "Eu fracasso porque sou estúpido, e isso
significa que sempre irei fracassar."
Os alunos que experimentam repetidos fracassos podem
desenvolver um “pessimismo defensivo” para se proteger
de feedback negativo (MARTIN; MARSH; DEBUS, 2001).
O desamparo aprendido pode surgir do uso inconsistente
e imprevisível de recompensas e punições por pais ou
professores – um padrão que pode levar os alunos a
acreditar que pouco podem fazer para ter sucesso.
Alunos com dificuldades de aprendizagem, por exemplo,
são mais propensos do que outros alunos a responder ao
fracasso com comportamento de desamparo (PINTRICH;
SCHUNK, 2002).
Você pode prevenir ou aliviar o desamparo aprendido
dando aos alunos (1) oportunidades de sucesso em
pequenos passos; (2) feedback imediato; e (3)
expectativas e acompanhamento mais importantes e
consistentes.
ANSIEDADE E REALIZAÇÃO
A ansiedade é uma companheira constante da educação.
Todo aluno sente alguma ansiedade em algum momento
durante a escola; mas, para alguns alunos, a ansiedade
inibe seriamente a aprendizagem ou o desempenho,
principalmente em testes. A principal fonte de ansiedade
na escola é o medo do fracasso e, com ele, a perda da
autoestima (PINTRICH; SCHUNK, 2002).
Pessoas com baixo desempenho são particularmente
propensas a se sentirem ansiosas na escola, mas de
forma alguma são as únicas. Todos nós conhecemos
alunos muito capazes, de alto desempenho, que também
são muito ansiosos, talvez até apavorados de não serem
perfeitos em qualquer tarefa escolar.
Você pode aplicar muitas estratégias para reduzir o impacto negativo
da ansiedade no aprendizado e no desempenho. Claramente, criar um
clima de sala de aula que seja receptivo, confortável e não competitivo
ajuda.
Dar aos alunos oportunidades de corrigir erros ou melhorar seu
trabalho antes de entregá-lo também ajuda as crianças ansiosas, assim
como fornecer instruções claras e inequívocas (WIGFIELD; ECCLES,
1989).
Em situações de teste, os professores têm muitas maneiras de ajudar
os alunos ansiosos a darem o melhor de si. Você pode evitar a pressão
de tempo, dando aos alunos bastante tempopara fazer um teste e
verificar seu trabalho. Testes que começam com problemas fáceis e só
gradualmente introduzem problemas mais difíceis são melhores para
alunos ansiosos, e testes com formatos de resposta padronizados e
consistentes também ajudam esses alunos. Crianças ansiosas em
testes podem ser treinadas em habilidades para fazer testes e em
técnicas de relaxamento, e estas podem ter um impacto positivo em
seu desempenho no teste.
AMBIENTES DE APRENDIZAGEM 
EFETIVA
TÓPICO 03
Criar um ambiente de aprendizagem eficaz é uma questão de
conhecer um conjunto de técnicas que os professores podem
aprender e aplicar.
A motivação no contexto escolar tem sido avaliada como um
determinante crítico do nível e da qualidade da aprendizagem
e do desempenho. Um aluno motivado revela-se ativamente
envolvido no processo de aprendizagem, insistindo em tarefas
desafiadoras, despendendo esforços, utilizando estratégias
apropriadas e procurando desenvolver novas capacidades de
compreensão e de domínio.
Manifesta entusiasmo na execução das tarefas e brio
relativamente aos seus desempenhos e resultados. Criar esta
cultura de atuação na escola poderá ser o pilar essencial para
a ação de aprender.

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