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Caderno de Estágio medvet
Medicina Veterinária (Faculdade Anhanguera)
Digitalizar para abrir em Studocu
A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Caderno de Estágio medvet
Medicina Veterinária (Faculdade Anhanguera)
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A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade
Baixado por Luh Rocha (luanaeduardarocha123@gmail.com)
lOMoARcPSD|51238069
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por Eugênia Barwaldt
@euvet_
caderno de 
estágio
Baixado por Luh Rocha (luanaeduardarocha123@gmail.com)
lOMoARcPSD|51238069
INSTRUÇÕES DE USO
 
Esse caderno possui como objetivo auxiliar estudantes
e médicos veterinários, servindo como guia prático
nos estágios e nas consultas. Diversos conteúdos
possuem diferentes literaturas, referências e
parâmetros. Por isso, se baseie na que você acha a
mais correta e sempre busque outras fontes. A
medicina veterinária e os estudos estão em constante
alteração, portanto, sempre procure por atualizações. 
 
Instrução de impressão: a versão em pdf está pronta
para ser impressa em formato de ‘’caderninho’’. Caso
queira este formato, clique em ‘’imprimir’’ e logo em
seguida, a opção ‘’4 páginas por folha’’. 
 
Esse caderno passou por diversas revisões. Mas não
estamos livres de cometer erros. Caso alguma
informação esteja equivocada, contate-me. 
Espero com esse caderninho facilitar a
vida de vocês, ele foi feito com muito
carinho e amor! Usem e abusem! ❤
 
@euvet_
Caderno de Estágio | Distribuição proibida | Todos os direitos reservados à Autora Eugênia Tavares Barwaldt Baixado por Luh Rocha (luanaeduardarocha123@gmail.com)
lOMoARcPSD|51238069
SUMÁRIO
@euvet_
 1. ANAMNESE.................................................................1
 2. EXAME FÍSICO GERAL.................................................2
2.1. avaliações...................................................................................................3
2.2. TPC.................................................................................................................3
2.3. sistemas/examinar...............................................................................3
3. PARÂMETROS.............................................................5
4. EXAMES NAS DIFERENTES FASES DA VIDA....................7
5. PROTOCOLO DE VACINAÇÃO......................................8
5.1. cães................................................................................................................8
5.2. gatos.............................................................................................................9
6. PROTOCOLO DE VERMIFUGAÇÃO...............................10
6.1. princípio ativo/o que combate...................................................10
6.2. nome comercial/base terapêutica dos vermífugos.......11
7. FLUIDOTERAPIA.........................................................12
7.1. grau de desidratação/como avaliar..........................................12
7.2. cálculo de fluidoterapia..................................................................13
7.3. tipos de desidratação.......................................................................13
7.4. tipos de cateter e soros...................................................................14
7.5. indicações do uso de diferentes soros...................................15
8. HEMOGASOMETRIA...................................................15
8.1. alterações eletrolíticas/recomendações terapêuticas.15
9. FÁRMACOLOGIA/USO...............................................16
9.1. anestésicos, analgésicos, sedativos e fármacos de
emergência....................................................................................................16
9.2. fármacos antibacterianos e antiprotozoáricos...............20
 
 Caderno de Estágio | Distribuição proibida | Todos os direitos reservados à Autora Eugênia Tavares Barwaldt Baixado por Luh Rocha (luanaeduardarocha123@gmail.com)
lOMoARcPSD|51238069
@euvet_
9. FÁRMACOLOGIA/USO...............................................21
9.3. fármacos antibacterianos e antiprotozoáricos
tópicos...............................................................................................................21
9.4. antifúngicos..........................................................................................22
9.5. antivirais..................................................................................................23
9.6. antiparasitários...................................................................................23
9.7. fármacos aparelho cardiorrespiratório e renal................24
9.8. endocrinologia....................................................................................26
9.9. agentes eutanásicos........................................................................27
9.10. aparelho gastrointestinal...........................................................27
9.11. agentes imunomoduladores.....................................................28
9.12. neurologia............................................................................................29
9.13. oncologia..............................................................................................30
9.14. oftalmologia........................................................................................31
9.15. reprodução..........................................................................................32
10. RECEITUÁRIO..........................................................32
11. CÁLCULO DE DOSE...................................................33
11.1. medidas de volume/peso.............................................................34
11.2. medicações/dose/via/intervalo.................................................35
11.3. local/bactérias mais comuns.....................................................35
12. EXAMES HEMATOLÓGICOS......................................36
12.1. tampas/aditivos/testes aplicados...........................................36
12.2. valores de referência - hematológicos................................37
12.3. valores de referência - bioquímicos......................................38
12.4. células e significados (aumento/diminuição)................39
12.5. hematopoiese....................................................................................41
12.6. classificação das anemias..........................................................42
12.6.1. resposta medular..................................................................43
 
 
Caderno de Estágio | Distribuição proibida | Todos os direitos reservados à Autora Eugênia Tavares Barwaldt Baixado por Luh Rocha (luanaeduardarocha123@gmail.com)
lOMoARcPSD|51238069
@euvet_
12. EXAMES HEMATOLÓGICOS......................................43
12.7. achadosusado isoladamente ou em
protocolos combinados, para o tratamento de linfoma,
hemangiossarcoma, osteossarcoma, carcinoma mamário,
sarcoma do local de injeção felino e a maioria dos tumores
epiteliais e mesenquimatosos do cão e do gato.
Alcaloides vinca
(vincristina,
vimblastina)
Agentes
platinados
(carboplatina)
Vincristina constitui um quimioterápico de primeira linha,
usado em muitos protocolos de tratamento de linfoma e
leucemia, e no tratamento do tumor venéreo transmissível. É
usada como parte de protocolos múltiplos para o tratamento
de hemangiossarcoma. Vimblastina é, frequentemente,
utilizada no tratamento de mastocitomas e carcinomas de
células de transição.
Corticosteroides
(prednisolona)
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lOMoARcPSD|51238069
Em casos de glaucoma, deve ser considerado o recurso a
inibidores da anidrase carbónica de uso tópico para
promover uma diminuição da pressão intraocular, através
da diminuição da produção de humor aquoso
A aplicação tópica de antagonistas dos recetores colinérgicos
(tropicamida e atropina) é usada frequentemente para
permitir a observação da lente, vítreo e retina, e como
terapêutica adjuvante em situações de uveíte. Os midriáticos
e cicloplégicos podem ser aplicados por via tópica.
Os anestésicos locais podem ser aplicados por via tópica
(ex. proparacaína, tetracaína), ou na forma de bloqueio
loco-regional (ver anestesia)
Os glucocorticoides tópicos são potentes (fosfato de
dexametasona) e/ou têm boa penetração através da córnea
(acetato de prednisolona), pelo que são frequentemente
necessários para o tratamento de doenças da superfície
ocular, bem como processos intraoculares.
Glucocorticoides
FÁRMACO USO
Anti-inflamatórios
não esteroides
(AINEs)
OFTALMOLOGIA
Os AINEs tópicos (ex. flurbiprofeno, diclofenac, cerotolac)
são usados por rotina para o tratamento de doenças da
superfície ocular e intraoculares. Também podem ser
usados para prevenir a inflamação intraocular, sempre que
exista risco elevado de tal ocorrer (ex. uveíte facoclástica).
Fármacos
imunossupressores/
imunomodeladores
Midriáticos e
cicloplégicos
Ciclosporina e tacrolimus constituem fármacos
imunossupressores/ imunomodeladores usados por rotina
em processos imunomediados (ex. queratoconjuntivite seca).
Estes fármacos são usados por via tópica (ex. ciclosporina,
tacrolimus) (ver fármacos imunossupressores).
Anestésicos
locais
Análogos da
prostaglandina
(latanoprost)
Inibidores da
anidrase
carbónica
(dorzolamida)
Este fármaco é utilizado em algumas formas de glaucoma
(ex. glaucoma primário), estando contraindicado noutras
(ex. luxação anterior do cristalino, glaucoma por uveíte).
Agentes
hiperosmóticos
Agonista dos
recetores
colinérgicos/
parasimpaticomimé
tico de ação direta
(pilocarpina)
Inibidores da
proteinase
Podem ser administrados, pela via endovenosa, fármacos
que aumentem a osmolalidade sanguínea, para ajudar a
diminuir a pressão intraocular numa situação de
glaucoma agudo (ver anestésicos, analgésicos, sedativos e
fármacos de emergência)
Pode ser considerado o uso deste fármaco no tratamento
de queratoconjuntivite seca neurogénica, mediante
aplicação tópica ou administração pela via oral.
Deve ser considerado o uso de inibidores da proteinase
(EDTA, N-acetilcisteína e tetraciclinas) nas situações em
que a atividade das metaloproteinases da matriz for
excessiva, conduzindo a lesão da córnea, que pode ser
frequente em cães geriátricos.
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lOMoARcPSD|51238069
Fármaco usado no tratamento de metrite ou face a
problemas associados com o parto, em cães e gatos.
Usado no tratamento endovenoso de emergência, nos
casos de hipocalcemia puerperal (ver anestésicos,
analgésicos, sedativos e fármacos de emergência).
Administrada na forma de implantes subcutâneos. A
deslorelina promove uma esterilização química reversível,
que tem início 6 semanas após a aplicação do implante,
prolongando-se por 6 meses a um ano em cães machos (até
4 anos no furão), sem efeitos adversos significativos.
Gonadoliberina
(GnRH) 
(deslorelina)
USO
Antiprogestagénios
(aglepristona)
REPRODUÇÃO
Estes fármacos são usados para interrupção da gestação
(até 45 dias após a cópula), indução do parto ou para o
tratamento médico de piometra.
Agonistas da
dopamina
(cabergolina)
Usados para a suspensão da lactação (na pseudogestação ou
após o desmame). Podem causar vómito e não devem ser
usados juntamente com antagonistas da dopamina.
Ocitocina
FÁRMACO
Gluconato de
cálcio
receituário
Amarela (A1, A2)
USO
Amarela (A3) e Azul (B1)
Branca (C1)
TIPO DE RECEITA
Branca (C2) 
Branca (C4)
Branca (C5)
Substâncias entorpecentes,
Anfetaminas e opióides
Medicamentos psicotrópicos
Sustâncias Antirretrovirais
Anabolizantes
 
Branca (C3)
Substâncias Retinóicas
Imunosupressores
Lista D1 – substâncias precursoras de entorpecentes e/ou psicotrópicos. 
Lista D2 – insumos químicos utilizados como precursores de entorpecentes e/ou
psicotrópicos 
Lista E – plantas que podem originar substâncias entorpecentes e/ou psicotrópicos 
Lista F – substâncias de uso proscrito no Brasil
MENOS UTILIZADOS:
32
Substâncias de controle especial
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lOMoARcPSD|51238069
cálculo de dose
V(ml)= PESO (kg) x DOSE (mg/kg)
LÍQUIDO:
CONCENTRAÇÃO (mg/ml)
Ex: Ranitidina injetável
Dose: 1-2mg/kg
Concentração: 25mg/ml
Peso do animal 5kg
V(ml)= 5kg x 2mg/kg
25mg/ml
= 0,4ml
COMPRIMIDO:
*quando a concentração é em %, fazer x10 
 PESO (kg) x DOSE (mg/kg)
Ex: Enrofloxacina
Dose: 2,5-5mg/kg
Peso do animal 10kg 10 x 5mg/g= 50mg
infusão contínua
• medicamentos VASOATIVOS: dados em mc/kg/min
• medicamentos + COMUNS: dados em mg/kg/h
V(ml/hr)= DOSE (mcg/kg/min) x PESO (kg)
 CONCENTRAÇÃO (mg/ml)
x 60
33Caderno de Estágio | Distribuição proibida | Todos os direitos reservados à Autora Eugênia Tavares Barwaldt Baixado por Luh Rocha (luanaeduardarocha123@gmail.com)
lOMoARcPSD|51238069
EQUIVALÊNCIAMEDIDAS
Solução a 12,5%= 125 mg/ml
Solução 1:1000= 1mg/ml=
solução a 0,1%
1L= 1000 ml
1 gota= 0,05 ml
1 mililitro= 20-24 gotas 
medidas e medicações 
Medidas de volume
Medidas de peso
1 parte por milhão (ppm)=
1mg/kg= 1mcg/g
1 grama (g)= 1000 miligramas
(mg)
1 miligrama (mg)= 1000
microgramas (mcg ou ug)
34Caderno de Estágio | Distribuição proibida | Todos os direitos reservados à Autora Eugênia Tavares Barwaldt Baixado por Luh Rocha (luanaeduardarocha123@gmail.com)
lOMoARcPSD|51238069
local/bactérias mais comuns
Pele: Staphylococcus sp.
Trato Respiratório: Bordetella sp; Pseudomonas aeruginosa;
Pasteurela sp.; Mycoplasma sp.
Trato Urinário: Escherichia Coli; Pseudomonas sp.; Proteus sp.
Trato Gastrintestinal: Escherichia coli; Klebsiella sp.
Enterococcus sp; Clostridium sp.
35Caderno de Estágio | Distribuição proibida | Todos os direitos reservados à Autora Eugênia Tavares Barwaldt Baixado por Luh Rocha (luanaeduardarocha123@gmail.com)
lOMoARcPSD|51238069
exames hematológicos
Vermelha
ADITIVO
Amarela
TAMPA
Cinza
Roxa
Azul
Verde
TESTES APLICADOS
Sem aditivo Bioquimica e imunologia
Ativador de coágulo com gel Bioquímica e Imunologia
Fluoreto de sódio e oxalato
de potássio
Fluoreto de sódio e heparina
sódica
Glicose e tolerância a glicose
Sódio heparina
Lítio heparina
Bioquímica em plasma
 silvestres
EDTA dissódico Hematologia clínica
Citrato de sódio 1,9% Mecanismos de coagulação
 
*Após centrifugação, somente tubo VERMELHO e AMARELO
utilizam soro, o restante plasma.
36Caderno de Estágio | Distribuição proibida | Todos os direitos reservados à Autora Eugênia Tavares Barwaldt Baixado por Luh Rocha(luanaeduardarocha123@gmail.com)
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valores de referência
37Caderno de Estágio | Distribuição proibida | Todos os direitos reservados à Autora Eugênia Tavares Barwaldt Baixado por Luh Rocha (luanaeduardarocha123@gmail.com)
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38Caderno de Estágio | Distribuição proibida | Todos os direitos reservados à Autora Eugênia Tavares Barwaldt Baixado por Luh Rocha (luanaeduardarocha123@gmail.com)
lOMoARcPSD|51238069
Basófilos
DIMIMINUIÇÃO/CAUSASCÉLULA AUMENTO/CAUSAS
Não existe. Normal não 
 visualizar na circulação.
Limite inferior para basófilos
é 0.
células e significados
Basofilia. Neoplasias, Processos
Parasitários, Alérgicos,
Inflamatórios, Doença do Trato
Gastrointestinal e Doença do
trato Respiratório.Cães Benji
jovens. Medicamentos como
heparina e penicilina,
Hiperlipoproteinemia
Eosinófilos
Eosinopenia, Estresse
agudo (adrenalina), P.
Inflamatório e infeccioso
Agudo, Anaplasmose
Granulocitotrópica canina
(Hipertireoidismo apenas
para felinos e 20% dos
casos). Estresse crônico
(glicocorticoides
endógenos) hiperadreno
(Cushing)
Eosinofilia. Processos Alérgicos
(asma, atopia, dermatite
alérgica a pulgas, alergia
alimentar), hipersensibilidade
e lesões inflamatórias.
Parasitismo (nematódeos,
trematódeos, insetos,
protozoários), Neoplasias,
Complexo Granuloma
Eosinofílico (gatos) e
Gastrenterite / Colite
Eosinofílica. Fisiológico no
estro em cadelas.
Linfopenia, P. Inflamatório
Agudo, P. Infeccioso,
Quimioterapia, Drogas
Imunossupressoras
(Glicocortidóides) e P. Virais.
Linfocitose. Processo
inflamatório crônico; Doença
imunomediada; Vacinas;
Processos virais; Leucemia;
Reação de
hipersensibilidade; Erlichiose,
anaplasmose.
Linfócitos
Monócitos
Monocitopenia, Os valores
normais dos monócitos são
tão baixos que é difícil
reconhecer monocitopenia
(BUSH, 2004). O Limite
Inferior é 0. Estresse por
Glicocorticóide,
Hiperadrenocorticismo, P.
Inflamatório Agudo (exceto
no cão), Hipertireoidismo
(apenas para felinos e 20%
dos casos)
Monocitose. Necrose
tecidual, trauma com lesões
graves,
Efeitos de esteróides
(estresse grave),
hiperadrenocorticismo (cão),
distúrbios imunomediados,
idade avançada, moléstias
neoplásicas, processos
infecciosos (fungos,
bactérias), hemorragia em
tecido ou cavidade.
Neutrófilos
Neutropenia, P. Infeccioso
(Fungos, bactérias,
protozoários, vírus) Doença
Imunomediada; Aplasia ou
Hipoplasia de medula; Choque
Endotóxico/anafilático;
Hiperesplenismo, Induzida por
Drogas (Sulfatrimetoprim,
ciclofosfamida). 
Neutrofilia, Induzida por
Glicocorticóides; Doenças
crônicas; Intoxicação;
Respostas Fisiológicas:
excitação, estresse e medo;
Neoplasias, P. Infeccioso
(fungos, bactérias,
protozoários, vírus);Trauma;
Leucemias
39Caderno de Estágio | Distribuição proibida | Todos os direitos reservados à Autora Eugênia Tavares Barwaldt Baixado por Luh Rocha (luanaeduardarocha123@gmail.com)
lOMoARcPSD|51238069
LEUCOPENIA LEUCOCITOSE
Estresse, excitação, processos
inflamatórios, infecciosos,
hipertireoidismo em gatos,
infecções. desordens mielo e
linfoproliferativas, necrose
tecidual e severa inflamação,
gestação e parição em
cadelas, linfossarcoma e
leucemia, medicamentos
esteróides, PIF.
Doenças virais; severa
infecção bacteriana;
anafilaxia; drogas e
químicos tóxicos; neoplasias
de medula óssea; toxemias
endógenas: uremia;
Toxoplasmose / Ehrlichiose
/Leishmaniose.
Desvio à esquerda: célula jovem de origem neutrofílica.
Ordem: Mielócitos> metamielócitos> bastonete>
neutrófilo (interpretar sempre pelo número absoluto)
Leucograma de estresse: Ação de corticóide:
leucocitose, neutrofilia (não marginalizada), eosinopenia
(diminuição da histamina), linfopenia (lisa
linf.circulantes e impede a saída dos linfonodos),
monocitose (impede passagem pro tecido). Pico em 4-8
horas e resolução em 2-3 dias.
OBSERVAÇÕES:
Normal do cão: Ausência de Mielócitos e Metamielócitos 
Bastonetes: 0 -3% (0 - 300/μl) 
Neutrófilos: 60 - 77 (3 a 11.500/μl)
Eosinófilos Normal do cão: 2 - 10% (100 a 1.250/μl)
Monócitos Normal do cão: 3 – 10% (150 a 1.350/μl) gato: 1 - 4 (0 a 850/μl)
Linfócitos Normal do cão: 12 - 30% (1.000 a 4.800/μl)
40Caderno de Estágio | Distribuição proibida | Todos os direitos reservados à Autora Eugênia Tavares Barwaldt Baixado por Luh Rocha (luanaeduardarocha123@gmail.com)
lOMoARcPSD|51238069
hematopoiese
Eritropoetina (rins): Estimula o crescimento e diferenciação
dos precursores eritróides e megacariócitos
Trombopoetina (fígado e rins): Estimula a produção de
megacariócitos e plaquetas
HEMATOPOIESE = todas as céls produzidas na medula óssea
41Caderno de Estágio | Distribuição proibida | Todos os direitos reservados à Autora Eugênia Tavares Barwaldt Baixado por Luh Rocha (luanaeduardarocha123@gmail.com)
lOMoARcPSD|51238069
VCM: Volume corpuscular médio (tamanho da hemácia)
HCM: Quantidade de hemoglobina (Hb)
CHCM: Concentração de Hb corpuscular média. Hb dentro da
hemácia (não mais que 36%)
anemias
ÍNDICES HEMATIMIMÉTRICOS
Anemia Regenerativa: Menor quantidade de eritrócitos, mas a
medula responde adequamente. No exame: Baixo CHCM e alto VCM.
Causa extra medular como hemorragia, hemólise. Presença de
eritroblasto.
Anemia Arregenerativa: Menor quantidade de eritrócitos, mas
medula NÃO responde. No exame: VCM normal e CHCM normal.
Causa intra ou extra medular como: DRC, aplasia. medular, carência
de Ferro, deficiência hormonal. Ausência de eritroblasto.
Tempo de aparecimento dos sinais de regeneração em uma
perda sanguinea de cão e gato: 3 dias.
Anemia Normocítica Normocrômica: Indica medula óssea ineficaz
(depressão/exaustão). Causa primária: hipoplásicas/aplásicas e
secundárias como IR, medicamentos (clorafenicol, fenilbutasona,
estrógeno), neoplasias, inflamação crônica, processos infecciosos.
Anemia Macrocítica Normocrômica: deficiencia de vit. b12, ácido
fólico, diminuição do ritmo de mitose, diminuição dos fatores de
reprodução e FeLV. Gatos com macrocitose, com anemia ou não>>
testar pra FIV/FELV!
Anemia Macrocítica Hipocrômica: Indica intensificação da
eritropoiese, perdas agudas (hemorragia, hemólise). Começa a ser
visualizado 72 a 96 horas após início da anemia (eritócitos imaturos).
Anemia Microcítica Hipocrômica: Deficiência de fatores da síntese de
Hb. Deficiência de Ferro, cobre, vit.b6, hemorragias crônicas, desvios
portossistêmicos congênitos, processos inflamatórios e predisposição
genética (chow chow, sharpei, shiba).
Reticulocitose: Reticulócitos são hemácias jovens, sua presença
indica anemia regenerativa. Resposta fisiológica. 
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classificação da anemia
quanto à resposta medular
ARREGENERATIVAREGENERATIVA
Traumas ou cirurgias
Intoxicação por dicumarol
CID
Perda sanguínea Doença renal crônica
Neoplasias crônicas e/ou
metastáticas
Leucemias
Erlichiose: destroem cel.
pluripotencial
Panleucopenia felina
Hiperestrogenismo
Hipoadrenocorticismo
Hipoandrogenismo
Linfossarcoma
Hemoparasitas
Anemia auto-imune
Reação transfusional
Hemólise
Metarrubrócitos
Hemácias contendo pequenos pontos basófilos no citoplasma.
Intensa eritropoiese, Intoxicação por chumbo.
achados relacionados à inclusões
celulares encontrada na hematoscopia
 
Ponteados
basofílicos
 
Corpúsculo de
Heinz
 
Corpúsculo de
Lentz
 
Howell-Jolly
 
Hemácias imaturas nucleadas. Contados na unidade de /100
leucócitos. Anemia regenerativa (com reticulocitose), Doenças
mieloproliferativas ou hemangiossarcomas (com reticulopenia).
Normal até 10/100 leucócitos
Desnaturação oxidativa da hemoglobina. Normal em gatos (até
50%) e infrequente em cães. Em cães relacionado à
esplenectomia e glicocorticóides.
Corpúsculo eosinofílico no citoplasma de hemácias/leucócitos
patognomônico da Cinomose canina. Mais comumente
encontrado em neutrófilos.
Inclusões esféricas de restos nucleares. Resposta da medula
óssea ao estado anêmico, função esplênica reduzida,glicocorticóides para cães.
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achados relacionados à morfologia
encontrada na hematoscopia
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bioquímicos
INDICAÇÕES DE PROVAS ENZIMÁTICAS
Lesão hepatocelular aguda: ALT e SDH
Colestase: bilirrubinas e FA
Lesão hepatocelular crônica: proteínas séricas:
albumina/globulina
DOENÇA RENAL CRÔNICADOENÇA RENAL AGUDA 
doença renal
Quadro emergencial com progressão
rápida e risco de óbito
Quadro com evolução lenta, de
meses ou anos
HIPERcalcêmico HIPOcalcêmico
Anemia é causadora do quadro Anemia é consequência do quadro
Urinálise rica em elementos (células
cilindros e possíveis bactérias)
Urinálise pobre em elementos
Condição corporal boa Condição corporal deteriorada
x
Geralmente oligúrico Geralmente poliúrico
No US pode ocorrer aumento de
tamanho do órgão
No US pode ocorrer diminuição no
tamanho do órgão
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ESTÁGIO CREATININA
SÉRICA (mg/dl) COMENTÁRIOS
Em risco Cães: 5,0
Gatos: > 5,0
Risco crescente de sinais clínicos sistêmicos e
crises urêmicas
estágios da doença renal
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pancreatite aguda e
insuficiência pancreática
frações das proteínas, suas
funções e algumas alterações
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urinálise
Débito normal: 1-2ml/kg/h
Oligúria: média 1,0
 
Cão pequeno (0, 25 – 0,41) ml/ kg > média 0,3
Gato (0,1 – 0, 30)ml/ kg > média 0,2
densidade
A densidade acima dos valores máximos
normais chama-se hiperestenúria, e está
associada à desidratação, baixo consumo
de líquidos, perdas de líquidos como em
casos de vômito e diarréia, febre e no
diabetes mellitus, neste caso, apesar da
poliúria, há aumento da densidade, em
virtude das moléculas de glicose e pelo
seu baixo limiar renal
VALORES NORMAIS:
 
Canino: 1015 – (1025) – 1045
Felino: 1020 – (1030) – 1060
O rim normal é capaz de diluir ou de concentrar a urina conforme a ingestão
de líquido; O rim doente em geral não possui essa capacidade, e a densidade
tende a se manter com valor igual à densidade do plasma sanguíneo, que varia
de 1008 a 1012, isto é, isostenúrica e, à medida que se agrava seu estado
funcional, independente da quantidade de líquido ingerido, tende a diminuir a
densidade, chegando à situação denominada hipostenúria.
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NÃO PATOLÓGICO PATOLÓGICO
POLIÚRIA
(diminui
densidade) 
OLIGÚRIA
(aumenta
densidade)
Ingestão excessiva
de água; Terapia
diurética;
Fluidoterapia; adm.
de ACTH/corticóides
poliúria x polidipsia 
DRC, DRA, Diabetes mellitus,
Diabete insípido central, Diabete
insipido nefrogênica,Hipoplasia
renal; Pielonefrite; Hepatopatias;
Glicosúria renal,
Hiperparatireoidismo, Piometra,
Rim contraído, Frio, Reabsorção de
edemas, Hiperaldosteronismo
primário, Diuréticos
Redução de
ingestão de água;
Temperatura
elevada;
Hiperventilação;
Alta atividade física
Ocorre nas obstruções das vias
urinárias, desidratações
intensas, nefroses escleróticas
ou insuficiência renal aguda
ANÚRIA
DRC terminal, DRA,
Desidratação, Nefropatia
tubular tóxica, Obstrução
parcial do TU, Moléstias
cardíacas, Moléstias
pulmonares, Febre, Diarreia,
Coque, Convulsões,
Fluidoterapia, Corticoesteróides
-
PH POSSÍVEIS ALTERAÇÕES
 ÁCIDO: 
 
 5,0 a 6,5 – normal em carnívoros, dieta
com excesso de proteínas, inanição,
febre, acidose metabólica ou
respiratória, atividade muscular
prolongada com produção excessiva de
ácido láctico, administração de
medicamentos acidificantes, nefrite.
Estados febris; No jejum; No diabete; Nas
nefrites; Nas dietas só de carne, de cereais;
Na acidose metabólica e respiratória;
Exercício vigoroso prolongado;
Administração de medicamentos
acidificantes como o cloreto de amônio,
ácido ascórbico, metionina, fosfato de
sódio, cloreto de sódio; Cabe lembrar que
alguns antimicrobianos pH dependentes,
têm maior atividade em pH 5,5 ou menos,
e são eles: tetraciclina, nitrofurantoína e
mandelato de metenamina.
 
ph e alterações
NEUTRO: 7,0 Normal
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ALCALINO: 
7,5 a 8,5 – levemente alcalina
 
MUITO ALCALINO: 
8,5 a 9,0 – fortemente alcalina –
Normal em herbívoros, dietas
vegetais, cistites, retenção urinária,
absorção de transudatos, alcalose
metabólica e respiratória e
material de coleta mal enxaguado,
com resíduos de detergente.
Pela ingestão de carbonatos e frutas
cítricas; Após refeições; Patologias com
vômitos repetidos; Pneumonias;
Alcalose metabólica e respiratória;
Tratamentos com o bicarbonato ou
lactato de sódio; Retenção urinária ou
cistite produzida por bactérias que
degradam a uréia para formar amônia
(pricipalmente estafilococos e proteus
apresentam urease); Os antimicrobianos
que atuam melhor em pH alcalino são:
estreptomicina, canamicina e
cloranfenicol
PH POSSÍVEIS ALTERAÇÕES
PRÉ-RENAL: 
Insuficiente perfusão renal e
pelo aumento da
concentração plasmática
 
Desidratação; Choque; Insuficiência
cardíaca congestiva; Diminuição do
volume sanguíneo; Hemorragia
gastrointestinal maciça com aumento
da absorção de aminoácidos;
Hipovolemia; Aumento do catabolismo
proteico – febre, estresse e queimaduras
extensa
TIPO DE UREMIA CAUSAS
uremia 
RENAL:
 Ocorre por diminuição da
filtração e por retenção de uréia
em conseqüência de doença
renal aguda ou crônica
Acidosemetabólica; Desequilíbrio
hidro-eletrolítico; Náusea; Vômito;
Anemia; Hemorragias gastrointestinal;
Alterações neurológicas; Ulcerações na
boca e língua
 
PÓS-RENAL: 
É geralmente resultante de uma
obstrução do trato urinário, de
forma que a ureia é reabsorvida e
passa para a circulação, uma
causa pouco frequente é a
perfuração do trato urinário, com
extravasamento da urina para os
tecidos moles.
A diminuição significativa da
uréia no sangue ocorre em raras
situações
 
Nutrição deficiente, administração
excessiva de líquidos intravenosos com
função renal normal, gravidez,
provavelmente pela taxa de filtração
estar aumentada, doenças hepáticas
graves, podem causar diminuição da
síntese da ureia devido à diminuição das
atividades envolvidas no ciclo da ureia
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OUTRAS CAUSAS
Proteinúria fisiológica na urina: Exercício muscular violento,
convulsão, estresse, frio excessivo, final da gestação, cio,
alimentação com excessiva quantidade de proteínas, função renal
alterada nos primeiros dias de vida
Proteinúria pré-renal patológica (doença primária não renal):
Proteína de Bence-Jones, (mieloma múltiplo); Mioglobinúria;
Hemoglobinúria; Choque; Mixedema
Proteinúria renal (aumento da permeabilidade capilar, doença
tubular com perda funcional, sangue ou exudato inflamatório
renal): Causa principal de proteinúria patológica reside em lesões
renais que resultem na incapacidade do glomérulo em reter
moléculas grandes como as proteínas; A membrana glomerular é
muito sensível às substâncias tóxicas, à isquemia e à inflamação; 
A insuficiência renal aguda pode ser estabelecida no animal,
por choque causado por uma série de estados patológicos tais
como necrose pancreática, obstrução intestinal, trauma,
insuficiência adrenocortical, ou por substâncias tóxicas que
afetem o tecido renal.
Outras causas como viroses, congestão passiva devido a
tumores, ascite, neoplasmas metastáticos, rim policístico,
hemorragias e alguns parasitos, contribuem para proteinúria
renal.
Doenças tubulares que impeçam a reabsorção e a degradação
das moléculas de proteínas do ultrafiltrado glomerular pelas
células epiteliais tubulares, o que acontece quase
exclusivamente pelo túbulo proximal dos rins e que podem
também ser saturados quando quantidades crescentes de
proteínas atravessam o glomérulo, resultam em proteinúria.
A magnitude da proteinúria está mais relacionada com a
natureza da lesão renal do que com o estágio da doença.
Marcada proteinúria: Sem hematúria, origem renal com
lesão glomerular; Com hematúria e leucócitos, neoplasma
renal ou outro tumor; Nefrite aguda; Glomerulonefrite;
Nefrose, principalmente por intoxicação química;
Amiloidose 
Moderada proteinúria: Pielonefrite; Rim policístico 
Leve proteinúria: Estágio final de doenças renais
Proteinúria pós-renal (infecções no TUI, hematúria pós-renal,
obstrução por cálculos): Uretrite; Pielite; Prostatite; Metrite;
Infecção por Capilária plica; Cistite; Ureterite; Vaginite; Vesiculite
seminal
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Valores altos de proteinúria ocorrem comumente em doenças
glomerulares; patologias tubulares sem comprometimento glomerular
resultam em valores intermediários.
Proteinúria alta ocorre com hemorragia, onde pesquisa de sangue
oculto é positiva e são observados eritrócitos no sedimento. Na
doença glomerular ou tubular não aparecem.
Proteinúria nas inflamações das vias urinárias ocorre com valores
baixos, a menos que a inflamação seja hemorrágica.
A magnitude da proteinúria está mais relacionada com a natureza da
lesão do que com o estágio da doença.
Uma proteinúria na ausência de hematúria ou piúria indica a presença
de uma doença glomerular generalizada.
As proteínas de Bence-Jones são cadeias leves de imunoglobulinas que
estão na urina (corpos protéicos patológicos do plasma) estando
associados ao mieloma múltiplo, que se evidencia por massas tumorais
disseminadas, tumores ósseos dolorosos, fraturas espontâneas e anemia;
esta proteína pode lesionar as células dos túbulos contornados distais e
também pode estar relacionada com macroglobulinemia e com o
complexo leucêmico.
OBSERVAÇÕES
células epiteliais na urina
Degeneração tubular aguda,
intoxicação renal, isquemia renal e
processo inflamatório
Pielite, pielonefrite
Cistite, cateterização agressiva
Uretrite, cateterização agressiva
Diagnóstico por morfologia
citológica do sedimento
Renais
Pelve
Vesicais
Uretrais
Neoplásicas
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Diabetes mellitus, primeiramente,
hiperglicemia, depois glicosúria,
poliúria, polidipsia e finalmente
cetonúria.
Hiperadrenocorticismo ou Síndroma
de Cushing, espontânea ou
iatrogênica.
Pancreatite aguda com produção
insuficiente de insulina pelas ilhotas
de Langherans
Aplicação de epinefrina ou aumento
da produção.
Hiperpituitarismo.
Hipertiroidismo, devido à rápida
absorção intestinal da glicose.
Ingestão excessiva de carbohidratos
por monogástricos.
Aplicação de glicose, dextrose ou
frutose.
Pressão intracraniana aumentada
por tumor, hemorragia, encefalite ou
fratura.
Glicemia acima do limiar renal nas
diferentes espécies.
CAUSAS DE GLICOSÚRIA
COM HIPERGLICEMIA 
CAUSAS DE GLICOSÚRIA
SEM HIPERGLICEMIA
Glicosúria renal primária, causada
por um defeito enzimático nos
túbulos renais.
Síndroma de Fanconi, em razão de
lesões tubulares, promove a
glicosúria.
Emocional, o nível de epinefrina está
aumentado e são mobilizados os
glicocorticosteróides.
Anestesia geral, que promove a
rápida liberação da glicose dos
compartimentos de armazenagem
no fígado.
Drogas que fornecem falso – positivo
nos exames laboratoriais.
Nefrite, devido à injúria que perturba
a capacidade de reabsorção tubular
renal.
glicose
OBS.:
A urina normal não tem glicose, pois é filtrada no glomérulo e
totalmente reabsorvida nos túbulos contorcidos proximais. Se a
glicemia, nível de glicose no sangue, exceder o limiar renal da
espécie, a glicose aparecerá na urina. Isso acontece quando a taxa
de glicose presente nos túbulos excede a capacidade de
reabsorção, quer dizer, ultrapassa o limiar renal.
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corpos cetônicos
Cetonúria ocorre como resultado do aumento da concentração sanguínea do
ácido aceto – ácido, do ácido beta hidroxibutírico e da acetona, que são os
corpos cetônicos, com consequente excreção desses componentes pela urina. 
Por exemplo no Diabetes mellitus o organismo não utiliza a glicose devido à
deficiência de insulina sangüínea, com acúmulo de corpos cetônicos; desses
o acetoacético e o beta – hidroxibutírico são geradores de acetil-CoA que não
é utilizada para a lipogênese, nem no ciclo do ácido cítrico, gerando desta
forma novos corpos cetônicos, que aumentados no sangue são eliminados
pela urina. 
Na inanição, há diminuição da oferta de carboidratos e utilização de lipídios,
com maior formação de corpos cetônicos. 
Acetonemia revela que o organismo está utilizando grandes quantidades de
lipídios no lugar de glicídios.
Os corpos cetônicos possuem ação diurética e contribuem para a poliúria
encontrada no Diabetes mellitus.
PRESENÇA
Diabetes mellitus
Jejum prolongado
Doenças agudas ou crônicas do fígado
Excesso de gordura na alimentação
Fome ou anorexia
Diarreia e vômitos prolongados
Síndromas hipoglicêmicos, pode-se produzir a cetonúria
Doenças febris
CAUSAS DO AUMENTO
bilirrubina
PRESENÇA
Encontra-se no sangue sob a forma livre, não conjugada e sob a formaconjugada ao ácido glicurônico. A bilirrubina conjugada é excretada no
duodeno pelo fígado onde, por ação de enzimas, é transformada em
urobilinogênio.
A bilirrubinúria é observada quando a bilirrubinemia se acha acima de 2
mg/ dl, às custas de bilirrubina conjugada, e pode ser notada antes da
coloração amarela da pele e mucosas.
O cão possui baixo limiar renal para o glicuronato de bilirrubina
(bilirrubina conjugada ou direta), enquanto o gato exibe limiar renal 9
vezes superior. Por essa razão, cerca de 20 % de cães clinicamente
normais podem ter reação positiva para bilirrubina na urina.
Somente nas doenças hemolíticas crônicas com hemossiderose
secundária ou necrose hepática em conseqüência da anemia,
bilirrubinúria ocorre em consequência da regurgitação hepática.
A presença de bile na urina é chamada colúria, enquanto que a de
ácidos e sais biliares é chamada biliúria. 
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CAUSAS DE BILIRRUBINÚRIA PATOLÓGICA
Icterícia obstrutiva por lesões nos ductos, por cálculos ou neoplasma
Lesão hepatocelular, por causa infecciosa, tóxica ou cirrótica
Hepatite infecciosa canina, causa infecciosa
Leptospirose, causa infecciosa
Cirrose obstrutiva
Na icterícia hemolítica, na fase inicial, quando se apresenta no sangue sob a forma
livre, a bilirrubina não aparece na urina.
hemoglobina
Quando ocorre a hemólise intravascular, a hemoglobina liberada torna-se ligada
à albumina e à haptoglobina, formando um complexo estável que é muito
grande para atravessar o glomérulo renal e, consequentemente, não é
encontrado na urina.
Na icterícia hemolítica, na fase inicial, quando ocorre a presença da
hemoglobina sob a forma livre, ela aparece na urina.
Leptospirose
Doença hemolítica do recém- nascido
Agentes químicos, como chumbo, cobre, mercúrio, sulfas e plantas tóxicas
Transfusões incompatíveis
Fotossensibilização
Queimaduras extensas
Infecções estreptocócica
Babesiose
Veneno de cobra
Anemia hemolítica autoimune
Afosforose
CAUSAS DE HEMOGLOBINÚRIA
PRESENÇA
mioglobina
Ocorre quando um músculo é danificado por motivos físicos ou químicos,
ocorrendo morte de suas fibras. Então, a mioglobina é liberada na corrente
sanguínea e eliminada pela urina
Lesões musculares traumáticas, tóxicas ou
Isquêmicas
Choque elétrico
Alterações musculares idiopáticas
Veneno de cobra
Crises de cãimbra
PRESENÇA
CAUSAS DE MIOGLOBINÚRIA
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TIPO DE CÉLULA INDICAM
tipo de cél e o que indicam
Nitrito: É de importância apenas para
germes Gram-negativos. A prova do
nitrito baseia-se na propriedade que
várias bactérias Gram-negativas têm
de reduzir o nitrato, o que é revelado
através de reativo
Podem ser: células escamosas.
células de transição, células renais e
células neoplásicas
Se o número de células epiteliais
encontradas for grande, indica um
processo irritativo do órgão de onde
provém.
Células epiteliais: A urina em estado
normal apresenta poucas células
epiteliais, mas podem estar
aumentadas devido à cateterização
ou irritação do local de onde
originaram-se
Nitrito positivo: Infeções urinárias
por bactérias Gram-negativas
Cilíndros: São estruturas semelhantes
ao contorno dos túbulos uriníferos,
cuja matriz primariamente é
composta de mucoproteínas de
Tamm-Horsfall, que são secretas no
local pelas células epiteliais que
forram as alças de Henle, os túbulos
distais e os ductos coletores,
preferencialmente se houver urina
ácida concentrada e estes cilindros
tomam a aparência morfológica do
local onde houve deposição das
mucoproteínas
Podem ser: hialinos, granulosos,
epiteliais, gordurosos, céreos,
hemáticos, leucocitário, cilindróides
O pH alcalino, facilita a dissolução dos
cilindros. Os diferentes tipos de
cilindros conferem diferentes
significados clínicos, associados a
proteinúria e a densidade urinária.
Hemácias: Normalmente aparecem
em pequeno número, de 1 a 5 por
campo. Podem aparecer na urina
macroscopicamente, quando o
processo atingiu grandes proporções
ou gravidade
Inflamação; Necrose; Neoplasias;
Choque; Infarto; Congestão; Formação
de cálculos; Defeito de coagulação;
Parasitas (Doença renal, Capilária plica
e microfilárias); Venenos como
mercúrio , arsênico ou tálio
Leucócitos: São chamados de
leucócitos os glóbulos brancos que
conservam a morfologia intacta,
identificável, visualizando o núcleo
com as segmentações características.
Para piócitos, reservam-se aos
elementos degenerados, comuns nos
processos infecciosos purulentos
Cistite; Uretrite; Pielite;
Pielonefrite; Nefrite; Prostatite;
Vaginite; Metrite; balanite podem
produzir piúria.
Considera-se normal observar-se de 3
a 5 leucócitos por campo examinado;
o aumento do número de leucócitos
indica um processo inflamatório
dentro do trato genito-urinário
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Lipidúria (Gorduras): Devem-se
considerar a forma de obtenção, se
não foi utilizado algum óleo para a
lubrificação da sonda utilizada;
geralmente são desprovidas de
significado patológico
Em geral indicam processos irritativos
do trato gênito – urinário
Muco: são formas filamentosas de
aspecto viscoso, muitas vezes
impregnadas de cristais
Alguns autores comentam sobre a
possibilidade de degeneração
gordurosa dos rins
Bactérias: A urina normal,
recentemente eliminada, deve ser
estéril, ao contrário da urina que não
é fresca, já fermentada ou que foi
contaminada durante a obtenção. A
bacteriúria só é significante quando a
amostra for obtida assepticamente. É
conveniente promover a cultura da
urina suspeita, para diferenciação de
germes patogênicos. A coloração de
Gram colabora para o diagnóstico
As infeções do trato urinário inferior,
apresentam bacteriúria juntamente
com hematúria e leucocitúria.
São frequentes em gatos a E. coli,
Pasteurela spp.; e, em cães, os
coliformes, estafilococos, estreptococos
e o Mycoplasma, promovendo
infecções de trato gênito- urinário
Fungos (Leveduras)
Ocorrem geralmente por
contaminação externa, entretanto, nos
diabéticos pode ser patológico. O mais
frequente é o gênero Cândida (monília),
principalmente em diabéticos
Parasitos Os ovos de Dioctophyme renale (cão e
visão) e Capilária plica (cão, gato e
raposa) podem ser encontrados na
urina.
TIPO DE CÉLULA INDICAM
CILINDROS URINÁRIOS
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Se grande quantidade de cristais de
oxalato de cálcio estiver presente em
urina recém emitida, deve-se
suspeitar de processo patológico
como intoxicação pelo etilenoglicol,
diabetes mellitus, doença hepática
ou enfermidade renal crônica grave.
A ingestão de grande quantidade de
vitamina C pode promover o
aparecimento desses cristais na
urina, pois o ácido oxálico é um
derivado da degradação do ácido
ascórbico e produz a precipitação de
íons de cálcio. Essa precipitação
pode dar lugar também a uma
diminuição no nível de cálcio sérico.
A presença desses cristais tem
sempre significado clínico, como na
cistinose, cistinúria congênita,
insuficiente reabsorção renal ou em
hepatopatias tóxicas. Ocorre por
alterações do metabolismo protéico,
como na cistinúria congênita de cães,
reabsorção tubular insuficiente, ou
ainda por graves intoxicações
hepáticas.
EM CÃO MAIS COMUNS: Oxalato,
Cistina e Ácido Cítrico
EM GATOS MAIS COMUNS: Cistina,
Ácido Úrico e Oxalato 
Cristais de oxalato de cálcio:
Cristais de cistina:
Tirosina: Podem ocorrer em
hepatopatias 
Leucina: Ocorrem em severas lesões
hepáticas provocadas por
envenenamento por fósforo, tetracloreto
decarbono ou clorofórmio. 
OBS: Cristais de biurato de amônio: Ou
urato de amônio, podem aparecer em
urinas alcalinas, ácidas ou neutras. São
corpos esféricos castanho amarelados,
com espículas longas e irregulares. São
patogênicos se aparecem em urina
recém emitida, como ocorre em
doenças hepáticas. Podem ocorrer na
derivação portocava ou outras doenças
hepáticas
URINA ÁCIDA 7
Podem ocorrer nos seguintes
estados patológicos: pielite crônica,
cistite crônica, hipertrofia de
próstata e retenção vesical.
Aparecem também em urinas
normais.
Os sais de fosfato com freqüência
estão presentes na urina de forma
cristalina, como substâncias
amorfas, isto é, sem forma defina.
Não têm significado clínico.
Podem formar cálculos, mas
também aparecem em urina
normal.
EM CÃO MAIS COMUNS: Fosfato
triplo; Fostato de Mg e Ca;
Carbonato de Mg e Ca, Urato-
amoníaco
EM GATOS MAIS COMUNS: Fosfato
triplo; Fostato de Ca, Mg e K;
Carbonato de Ca
Cristais de fosfato triplo (fosfato
amoníaco-magnesiano):
Cristais de fosfato amorfo:
Cristais de carbonato de cálcio: Não
têm significado clínico e são normais
em urina de equinos.
Cristais de fosfato de cálcio:
cristais
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comparação das alterações
encontradas na urinálise em
algumas doenças renais e não renais
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nutrição
Cães adultos: 95 x (peso) 
Gatos inteiros: 100 x (peso) 
Gatos castrados: 75 x (peso) 
Cães: 70 x (peso meta) 
Gatos: 85 x (peso atual) 
Cães obesos: PM= Peso atual menos 20%
Cães em sobrepeso: PM= peso atual menos 15%
MANUTENÇÃO: 
PERDA DE PESO: 
Peso meta (PM):
ANIMAIS CRÍTICOS:
Cães e gatos: 70 x (peso atual) 
ALIMENTO DIÁRIO:
 Q= necessidade energética
 energia metabolizável do alimento
CÁLCULO DE NECESSIDADE ENERGÉTICA
0,75
0,67
0,67
0,67
0,75
0,75
Adulto castrado= 1,6 x RER
Adulto inteiro= 1,8 x RER
Propenso à obesidade= 1,4 x RER
Perda de peso= 1 x RER
Ganho de peso= 1,2-1,4 x RER (de acordo com o peso atual)
Adulto castrado= 1,2 x RER
Adulto inteiro= 1,4 x RER
Propenso à obesidade= 1 x RER
Perda de peso= 0,8 x RER
Ganho de peso= 1,2-1,4 x RER (de acordo com o peso atual)
RED (cães):
RED (gatos):
RER: Requerimento energético em repouso / RED: Requerimento energético diário
RER e RED
RER (kcal/dia)= 70x (peso kg) ou 
RER (kcal/dia)= [30x (peso kg) + 70]
0,75
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escore de condição corporal
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ENDOCRINOPATIAS: Hipotireoidismo;
Hiperadrenocorticismo; Diabetes
Melitus; Insulinoma; Hiperlipidemias
SISTEMA OSTEOARTICULAR:
Osteoartrite; Ruptura de ligamento
cruzado cranial; Doença do disco
intervertebral; Fraturas de côndilo
umeral
SISTEMA CARDIORESPIRATÓRIO:
Colapso de traqueia; paralisia de
laringe; redução na complacência das
vias aéreas; hipertensão arterial;
síndrome da obstrução de vias aéreas
dos braquicefálicos
SISTEMA TEGUMENTAR: Alopecia e
dermatite seborreica
NEOPLASIAS: Tumores de mama;
Carcinomas de células de transição;
Tumores gástricos
SISTEMA UROGENITAL: Urolitíase;
Infecções de trato urinário; Partos
distócitos; Incontinência urinária
DESORDENS METABÓLICAS:
Resistência insulínica e dislipidemias
OUTROS: Imunossupressão; Aumento
de risco anestésico e diminuição de
qualidade de vida
ENDOCRINOPATIAS: Diabetes
Melitus; Acromegalia;
Hiperadrenocorticismo
SISTEMA OSTEOARTICULAR:
Osteoartrites; Doença do disco
intervertebral; Displasia coxofemoral
SISTEMA CARDIORESPIRATÓRIO:
Dispneia; Hipertensão arterial; Asma;
Bronquite felina.
SISTEMA TEGUMENTAR: Alopecia;
Dermatite seborreica
NEOPLASIAS: Tumores de mama;
Linfoma
SISTEMA UROGENITAL: Urolitiáse;
Doença do trato urinário inferior;
Cistite idiopática Felina
DESORDENS METABÓLICAS:
Resistência insulínica; Pancreatites;
Dislipidemias
OUTROS: Imunossupressão; Aumento
de risco anestésico; Diminuição de
qualidade de vida.
obesidade
DOENÇAS E COMORBIDADES RELACIONADAS COM
OBESIDADE E GANHO DE PESO
CÃES GATOS
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substancias tóxicas
Drogas de uso humano: Ácido acetil salicílico (aspirina); Paracetamol
(tylenol); Piroxican (feldene, inflamene); Diclofenaco sódico (voltaren);
Diclofenaco potássico (cataflam); Penazopyridine (piridium);
Ibuprofeno (advil, brufen); Antidepressivos (prozac).
Outros: Anticolinesterásicos (chumbinho); Permetrina e PIretróides
(antiparasitários); Varfarina (rodenticida); Azul de metileno; Maconha e
Cocaína.
Plantas: Narciso; Hera; Eucalipto; Azaléia; Hortência; Adelfa; Tulipa;
Copo-de-leite; Dieffenbachia; Orquídea; Babosa; Avenca; Comigo-
ninguém-pode; Espada de são Jorge; Samambaia; Violeta; Jibóia;
Begonia; Bico-de-papagaio; Cheflera; Mamona; Palmeira cica; Prímula;
Espirradeira; Folha da fortuna; Dama da noite; Coroa de cristo; Costela
de adão; Antúrio e Hibisco.
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doação de sangue
Entre 1 a 8 anos
Peso mínimo de 28 kg Ht 37 a 55. 
Mínimo 25kg até 10 anos. Após 10 anos tem ht de 38 a 47
Bom temperamento
Vacinação e vermifugação atualizadas
Controle de pulgas e carrapatos
Sem doenças e sem transfusão prévia
Pode ser doado 15 a 20% de volume sanguíneo. 
Máximo a ser doado é 16 ml/lg
Podem doar novamente a cada 2 a 3 meses 
DOADOR (cães):
Bom temperamento
Peso mínimo 4,5 kg
Idade entre 2 a 8 anos
Vacinação e vermifugação em dia
Controle de pulga e carrapatos 
Não apesentar doença ou transfusão prévia
Exame FIV/FELV
Pode doar 15-20% do volume sanguíneo
Máximo a ser doado é 11 a 13 ml/kg
Felinos doadores podem doar a cada 2 a 3 semanas se o
hematócrito estiver normal
DOADOR (gatos):
Antes de cada doação, o histórico do doador deve ser averiguado, o
animal deve ser submetido a um exame físico e a testes de controle
laboratoriais. O animal não deve estar sob qualquer tratamento, não
deve ter histórico de doença grave ou contato com carrapatos ou
outros hospedeiros ou vetores de doenças, não deve ter recebido
transfusão sanguínea e, no caso de fêmeas, não deve estar prenhe.
quanto à avaliação dos
animais doadores:
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Alguns cuidados devem ser tomados durante o procedimento, como
procurar fazer a colheita quando o animal estiver em jejum de 12h (a
lipemia pode aumentar a formação de rouleaux complicando o teste
de compatibilidade e também pode causar ativação plaquetária),
realizar assepsia adequada antes do procedimento e pressão no
local da punção venosa após a doação durante 2 a 5 min para
acelerar o processo de coagulação, observar o animal após a doação
por 15 a 30 minutos (fraqueza, mucosas pálidas, pulso fraco e outros
sinais de hipotensão), realizar soroterapia, se necessária, com
solução salina ou soluções cristalóides similares para reposição do
volume doado, dividindo as doses para não causar hemodiluição
imediata. Procurar fazer com que o animal receba ração
industrializada e água após a doação e recomendar ao proprietário
que evite exercícios físicos intensos com o animal por alguns dias.
quantoao manejo dos
animais doadores:
A veia jugular é o vaso sanguíneo de eleição para a colheita do
sangue e o animal geralmente é colocado em decúbito lateral. Antes
da doação aconselha-se palpar a veia e em seguida realizar a
assepsia do local. Durante a doação, o bem-estar do doador deve ser
constantemente monitorado (coloração das mucosas, pulso,
frequência respiratória). O comportamento também é um
importante indicador de potenciais problemas que possam ocorrer
durante o procedimento. A bolsa de sangue deve ser
frequentemente e cuidadosamente homogeneizada durante a
doação para evitar a formação de coágulos e possibilitar a
continuidade do procedimento. A doação dura em torno de 3 a 10
minutos com vácuo e 5 a 15 sem vácuo em cães, e aproximadamente
de 3 a 5 minutos sem a utilização de vácuo em felinos. A hipotensão
é um problema frequentemente observado em gatos, portanto
deve-se ter mais cuidado durante a colheita de sangue nesta
espécie.
quanto à doação:
GRUPO SANGUÍNEO
Cães (AEC) 1,1 e 1,2 (anteriormente
grupo sanguíneo A e AEC 3 até 8
Gatos: A, B e AB.
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componentes sanguíneos
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cálculo transfusão sanguínea
10 a 20 ml/kg de peso do receptor
hematócritosarna demodécica, a pele
deve ser comprimida com os dedos fortemente para que
a sarna seja exposta. Pouca amostra pode provocar
resultado falso-negativo
CONSERVAÇÃO
A amostra deve ser depositada em frasco estéril
devidamente identificada e em temperatura
ambiente em casos de unha, pelos e pele, demais
amostras devem ser acondicionadas em
temperatura de 2 a 8 °C
Para pesquisa de malassezia deve-se higienizar a
região ulcerada com solução fisiológica e gaze, afim
de livrar a região do excesso de sangue e outros
fluídos que podem estar depositados. Uma lâmina
limpa deve ser pressionada contra a lesão, de forma
suave. Se não houve lesão e a amostra a ser coletada
for de pelos, deve se realizar o raspado com auxílio
de bisturi e o material deve ser transferido para uma
lâmina limpa. Para se realizar coletas no ouvido do
animal, deve-se utilizar um swab estéril, passado
levemente no local e transferir a amostra para uma
lâmina limpa. Todas as lâminas que possuírem
amostra devem ser alojadas em um “porta lâminas”
e levadas ao laboratório em temperatura ambiente.
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COLETA
Bacteriológico (gram/cultura)
A amostra deve ser coletada sem que o animal
esteja em uso de antibióticos, ou sob pausa de 7
dias desde a última administração. Para coletas de
secreção auricular deve-se higienizar a parte
externa do ouvido, utilizando uma gaze embebida
em salina ou álcool 70%. O swab deve ser passado
sobre a secreção e enviado ao laboratório em meio
Stuart. Coletas de líquidos corporais exige assepsia
do local a ser puncionado com álcool 70% e tubo
estéril para que seja depositada a amostra após a
coleta. Para coletas de secreções diversas é
também necessária a realização de antissepsia do
local com álcool 70%. A amostra deve ser coletada
com swab estéril e encaminhada ao laboratório
em meio Stuart. A urina deve ser coletada através
do procedimento cistocentese. Para realização do
Gram, a amostra pode ser coletada de qualquer
região suspeita desde que seja devidamente
identificada sobre o tipo de material e local da
coleta.
CONSERVAÇÃO
A amostra não deve ser encaminhada ao
laboratório dentro de seringa e sim em recipiente
adequado. É necessário que a amostra se
mantenha refrigerada por até 6 horas, após esse
período a amostra é considerada inadequada.
Amostras de fezes para exames bacteriológicos
devem ser coletadas in natura, mantidas em meio
de transporte Cary-Blair e refrigeradas em
temperatura de 2 a 8°C. Caso seja enviada fora do
meio Cary-Blair, as fezes devem ser encaminhadas
o mais rápido possível (ou em até 2 horas) ao
laboratório.
O material para o Gram deve ser coletado
assepticamente e depositado em movimentos
circulares sobre duas lâminas no mínimo. Estas
devem ser secas em temperatura ambiente e
encaminhadas ao laboratório. Amostras de fezes,
espermas e amostras líquidas para Gram, devem
aguardar sob refrigeração em temperatura de 2 a
8°C.
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EXAME CONSERVAÇÃOCOLETA
Líquido
Cefalorraquidiano
(líquor)
A coleta de LCR não deve
ser realizada nas
seguintes situações:
Dermatite local,
desidratação do animal,
paralisia respiratória,
fratura ou subluxação
que envolvam a
articulação atlanto-
occipital e aumento da
pressão intracraniana.
Inicialmente, deve-se
realizar a tricotomia no
local a ser puncionado.
Após a tricotomia, o
animal deve ser
anestesiado e em
seguida, o local onde
ocorrerá a punção, deve
ser limpo. A quantidade
de liquor a ser retirada
do animal deve ser
proporcional ao seu peso
A amostra deve ser
coletada em três
tubos secos e
identificados
numericamente de 1
a 3. Em caso de
amostra
contaminada com
sangue, deve-se
coletar em tubos
contendo EDTA.
Líquidos
cavitários
Líquidos cavitários
englobam líquido
pleural, peritoneal,
articular, císticos, entre
outros. É importante
realizar tricotomia no
local da punção, de
forma a facilitar a
coleta. Após a
tricotomia deve-se
realizar a assepsia do
local a ser puncionado.
A coleta deve ser
realizada por punção
com agulha estéril. A
amostra deve ser
depositada em parte
em tubo contendo
EDTA e outra parte em
tubo seco.
A amostra deve ser
coletada em três
tubos secos e
identificados
numericamente de 1
a 3. Em caso de
amostra contaminada
com sangue, deve-se
coletar em tubos
contendo EDTA
Manter a amostra em
temperatura de 2 a
8°C por até 48 horas.
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EXAME CONSERVAÇÃOCOLETA
Citologia
Para exames de citologia
deve-se colher o material
utilizando uma seringa
estéril de 20 ml. A agulha
deve ser introduzida no
tecido com movimento
de “vai e vem” e puxando
o êmbolo até a marcação
de 6 a 10 ml. Além disso, a
agulha deve seguir em
diversas direções dentro
do tecido. O conteúdo
dentro da seringa deve,
então, ser depositado
evm uma lâmina e
realizado o esfregaço. 
 Deixar a lâmina secar em
temperatura ambiente e
posteriormente fixar com
metanol. 
Caso não seja possível a
confecção do esfregaço a
amostra deve ser
encaminhada ao
laboratório
imediatamente após a
coleta, ainda dentro da
seringa.
Biópsia
O material para biópsia
deve ser encaminhado ao
laboratório em frascos de
boca larga com formol a
10%. Devidamente
identificado com as
seguintes informações:
Local de retirada do
material, histórico clínico
do animal, descrição
macroscópica da
amostra. Os fragmentos
devem ser cortados com
0.5 cm de espessura, no
máximo, de forma a
facilitar a fixação pelo
formol. A amostra não
deve ser mergulhada
diretamente no formol,
sendo assim é necessário
que uma gaze seja
deposta no fundo do
frasco e outra sobre as
amostras. Após esse
procedimento o frasco
pode ser cheio com
formol até o gargalo.
A amostra deve ser
encaminhada
imediatamente ao
laboratório. Peças
grandes ou tumores
não devem ser
refrigeradas ou
congeladas.
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EXAME CONSERVAÇÃOCOLETA
Pesquisa de
Ectoparasitas
Para a pesquisa de
parasitas na pele é
necessário 1 lâmina de
bisturi, lâminas não
lapidadas e óleo mineral
ou de soja. Devem-se
pingar poucas gotas de
óleo sobre o local onde
acontecerá o raspado.
Caso o animal possua
pelos longos, se deve
realizar tricotomia no
local, deixando os pelos
com comprimento
máximo de 1 cm. Segurar
a lâmina de bisturi de
forma leve e realizar a
raspagem,
preferencialmente
incluindo as bordas.
Devem-se manter pelos e
sangue na amostra.
Comprimir a lesão
cutânea com os dedos a
fim de expelir os ácaros
escavadores do folículo
piloso. 
O material deve ser
depositado entre duas
lâminas de vidro não
lapidadas, e com as
bordas posteriormente
cobertas por esparadrapo.
O local onde foi realizado
o raspado deve ser vedado
com curativo simples, a
fim de evitar a exposição.
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76
realização e interpretação
de testes rápidos da IDEXX
EXAME COMO REALIZARAMOSTRA PARA COLETA
4DX PLUS:
Anaplasma
Dirofilaria
Doença de Lyme
Erlichia
Sangue total, soro
ou plasma
 
Armazenamento:
2-8ºC 
3 gotas de amostra e
4 gotas de diluente
 
Tempo de resultado:
8 min.
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77
EXAME COMO REALIZARAMOSTRA PARA COLETA
LEISHMANIA:
Leishmania
infantum
Sangue total, soro
ou plasma
 
Armazenamento:2-8ºC 
2 gotas de amostra e
6 gotas de diluente
 
Tempo de resultado:
6 min.
Se o ponto de controle positivo e o ponto de amostra
desenvolvem coloração isso indica reação antígeno
anticorpo do parasita e o resultado é considerado
positivo, quando a cor aparece apenas no controle
positivo o resultado é negativo
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78
EXAME COMO REALIZARAMOSTRA PARA COLETA
COMBO FELINO:
FIV/FeLV
Sangue total, soro
ou plasma
 
Armazenamento:
2-8ºC 
3 gotas de amostra e
4 gotas de diluente
 
Tempo de resultado:
10 min.
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79
EXAME COMO REALIZARAMOSTRA PARA COLETA
PARVOVIROSE:
Parvovírus 
canino
Fezes
 
 
Armazenamento:
2-25ºC 
5 gotas de diluente
na cavidade de
amostra
 
Tempo de resultado:
8 min.
Se o ponto de controle positivo e o ponto de amostra
desenvolvem coloração isso indica reação antígeno
anticorpo do parasita e o resultado é considerado
positivo, quando a cor aparece apenas no controle
positivo o resultado é negativo
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80
EXAME COMO REALIZARAMOSTRA PARA COLETA
GIARDIA: 
Giardia lamblia
Fezes
 
 
Armazenamento:
2-8ºC 
5 gotas de diluente
na cavidade de
amostra
 
Tempo de resultado:
8 min.
Se o ponto de controle positivo e o ponto de amostra
desenvolvem coloração isso indica reação antígeno
anticorpo do parasita e o resultado é considerado
positivo, quando a cor aparece apenas no controle
positivo o resultado é negativo
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ABRAMS-OGG, A. C. G. Practical Blood Transfusion. In: DAY, M.; MACKIN, A.;
LITTLEWOOD, J. Manual of Canine and Feline Haematology and Transfusion
Medicine. 1 ed. Hampshire: British Small Animal Veterinary Association, cap.2,
2000, p.263-303.
FELDMAN, B. F.; ZINKL, J.G., JAIN, N. C. Schalm’s Veterinary Hematology. 5a ed.
Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2000.
SCHNEIDER, A. Principles of Blood Collection and Processing. In: FELDMAN, B. F.,
ZINKL, J. G., JAIN, N. C. SCHALM’S Veterinary Hematology, 5. ed. Philadelphia:
Lippincott Williams & Wilkins, 2000, p. 827-832.
Associação Mundial de Médicos Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA)
Lista de Medicamentos Essenciais para Gatos e Cães Versão 1: 20 Janeiro 2020
Elementos do Grupo para as Diretrizes Terapêuticas da WSAVA
Sante – laboratório veterinário. Acesso: https://www.santelaboratorio.com.br/
Vetsmart. Acesso: https://www.vetsmart.com.br/cg/estudo/13809/doenca-renal-
cronica-em-caes-e-gatos
MANUAL DE PATOLOGIA CLÍNICA VETERINÁRIA UFSM - UNIVERSIDADE
FEDERAL DE SANTA MARIA CCR - CENTRO DE CIÊNCIAS RURAIS
DEPARTAMENTO DE CLÍNICA DE PEQUENOS ANIMAIS, 2007.
Editora Sanar saúde – Clínica de Pequenos Animais.
MANUAL DE COLETA E TRANSPORTE DE AMOSTRA PARA EXAMES
VETERINÁRIOS – Laboratório Biolabor – Análises clínicas veterinárias. Acesso:
https://laboratoriobiolabor.net/exames-veterinarios/img/manual.pdf 
DIBARTOLA, S.P.; BATEMAN, S. Introdução à fluidoterapia. In: DIBARTOLA, S.P.
Distúrbios hídricos eletrolíticos e ácido-básicos em pequenos animais. 3ª.ed. São
Paulo: Saunders Elsevier, 2006. p 309 – 328.
@vetjessrodrigues - TESTES RÁPIDOS IDEXX
81
referências
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lOMoARcPSD|51238069relacionados à inclusões celulares...................43
12.8. achados relacionados à morfologia.....................................44
13. BIOQUÍMICOS..........................................................44
13.1. indicações de provas enzimáticas.........................................45
13.2. diferenças da DRA e DRC............................................................46
13.3. estágios da doença renal/classificações............................46
13.4. diferenças entre a pancreatite aguda e a insuficiência
pancreática....................................................................................................47
13.5. frações das proteínas, suas funções e alterações.........47 
14. URINÁLISE...............................................................48
14.1. cálculo de débito urinário, volume e densidade...........48
14.2. causas de poliúria e polidipsia patológicas e não
patológicas.....................................................................................................49
14.3. ph e alterações..................................................................................49
14.4. uremia - tipos e causas................................................................50
14.5. células epiteliais...............................................................................52
14.6. glicose - causas de aumento/diminuição.........................53
14.7. corpos cetônicos - causas de aumento/diminuição..54
14.8. bilirrubina - causas de aumento/diminuição.................54
14.9. hemoglobina - causas de aumento/diminuição..........55
14.10. mioglobina - causas de aumento/diminuição............55
14.11. tipos de celularidade e o que indicam..............................56
14.12. cilindros urinários..........................................................................57
14.13. cristais de urina ácida e alcalina...........................................58
14.14. comparação das alterações encontradas na urinálise
em doenças renais e não renais........................................................59
 
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@euvet_
15. NUTRIÇÃO...............................................................60
15.1. cálculo de necessidade energética.......................................60
15.2. cálculo RER e RED..........................................................................60
15.3. tabela avaliações escore corporal...........................................61
15.4. obesidade - doenças e comorbidades associadas......62
16. SUBSTÂNCIAS TÓXICAS...........................................63
17. SANGUE..................................................................64
17.1. doação de sangue............................................................................64
17.2. grupos sanguíneos..........................................................................65
17.3. componentes sanguíneos..........................................................66
17.4. cálculo de transfusão sanguínea............................................67
18. MEDICAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA.................................68
19. ORIENTAÇÕES SOBRE COLETA DE EXAMES
LABORATORIAIS...........................................................69
20. REALIZAÇÃO/INTERPRETAÇÃO TESTES RÁPIDOS.....76
21. REFERÊNCIAS..........................................................81
 
 
 
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Identificação do paciente: Nome, idade, sexo, raça, espécie,
castrado ou não (e idade que foi realizado o procedimento)
Queixa principal do tutor: O que trouxe ele ali?
Histórico: 
Histórico da saúde do animal: vermifugação, controle de
ectoparasitas e vacinação em dia, doenças que animal já
teve, procedimentos cirúrgicos realizados. Além disso,
consultas anteriores (se já passou por outros veterinários),
sintomas que o animal apresenta e a evolução dessa
sintomatologia. 
Histórico do ambiente e manejo: Local onde animal vive
(urbano ou rural), se animal é domiciliado, semi-domiciliado,
errante, vive dentro de casa, se tem acesso ou não ao pátio e
a rua, tipo de piso na casa, produtos de limpeza utilizados, se
utiliza perfume, frequência de banhos, convivência com
outros animais.
Histórico de medicação: Quais medicações que o animal já
tomou (quais, duração e quando), se foi administrado pelo
tutor ou prescrito por médico veterinário, se animal possui
alergia a alguma medicação ou vacina.
anamnese
Ocular
Auditivo
Digestório
Genital
SISTEMA O ANIMAL POSSUI....?
Dor, lesão prurido, congestão dos vasos do olho, epífora,
blefaroespasmo, hifema, secreções, opacidade, diminuição
ou perda da visão
Dor, secreção, prurido, diminuição
ou perda da audição
 
Emese, diarreia, melena, hematoquezia, hiporexia,
anorexia, tenesmo, disfagia, polifagia, sialorreia,
constipação, esteatorréia, halitose
 
Animal castrado ou inteiro, secreção genital, prenhez,
distúrbios no ciclo estral, ultimo estro, partos distócitos,
neoplasias mamárias, secreção mamária, dor,
pseudogestação, aumento de volume da vulva, pênis ou
prepúcio, testículo ectópico 
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Urinário
Locomotor
Tegumentar
Cardiorrespira
tório
SISTEMA O ANIMAL POSSUI....?
Disúria, poliúria, oligúria, oligodipsia, normodpsia,
hematúria, incontinência
Claudicação, desvio, crepitação, dor,
instabilidade, fratura, aumento de volume
Prurido (escala de 0 a 10), feridas, nódulos,
alopecia, hematomas, seborreia
Nervoso
Comportamental
Cianose, engasgo, intolerância ao exercício, edema de
membros, secreção, espirros, dispneia, epistaxe, tosse seca
ou produtiva
Síncope, convulsões, paresias, plegias, ataxia, dor,
incoordenação, andar em círculo, pressão sobre objetos,
vocalização, posicionamento da cabeça
Quantos animais na casa, sintomas de estresse, identificar
fatores estressantes no ambiente (mudança de casa,
ausência excessiva do tutor, falta de enriquecimento
ambiental)
exame físico geral
Comportamento: Como animal chegou na consulta,
temperamento, nível de consciencia (alerta, sonolento,
estupor, coma...)
Nutrição: Avaliar condição corporal (caquético, magro,
normal, gordo ou obeso)
Nível de desidratação: Avaliar % de desidratação pelo
turgor cutâneo, elasticidade da pele ao levantar levemente
pelo tórax, profundidade dos olhos.
 
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AVALIAÇÕES: 
Ausculta de FC, FR e avaliação do pulso (pela artéria digital ou
facial). No coração avaliar presença de arritmias, sopros e no
pulmão crepitação e outros ruídos.
Pressão Arterial: importante indicador de patologias
Temperatura: avalia no ínicio do atendimento pra evitar
alteração de estresse. Levar em conta a temperatura do dia, já
que animal pode apresentar hipo ou hipertermia sem fundo
patológico. 
TPC: Avaliar coloração das mucosas (hipocoradas, congesta,
normocorada e cianótica) e o tempo de preenchimento capilar
delas (reflete a volemia do animal)
 
1-2 segundos
2-4 segundos
TPC SIGNIFICADO
Normal
Moderado a fraco; Possível desidratação
 
>4 segundos Desidratação severa, emergência, choque
Linfonodos: Tamanho, sensibilidade, consistência, mobilidade,
temperatura. Palpar todos (mandibulares, retrofaringeos,
cervicais ou pré-escapulares, mamários, inguinais superficiais
ou escrotais e poplíteos.
Palpação abdominal: Em decúbito lateral, avalia cicatrizes de
cirurgias passadas, hematomas, abaulamento, hepatomegalia e
esplenomegalia.Com o animal em estação, a palpação procede
na direção cranial-caudal.
Com otoscópio, examinar condutos auditivos,
presença de secreção, inflamação e irritações.
Palpar a cartilagem do conduto para observar
massas ou presença de dor
 
Ocular
Auditivo
SISTEMA EXAMINAR
Examinar presença de secreção, hiperemia, integridade
da córnea, avaliar esclera, pupila, alteração de pálébra e
íris. Pode-se realizar Teste de Schirmer (CCS),
fluoresceína (úlcera de córena)
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Genital
Digestório
SISTEMA EXAMINAR
Começar o exame pela boca (avalia gengiva, dentes, língua,
palato, mucosa, presença de ulceração massa). Examinar
região sublingual em casos de corpo estranho e região
faríngea em traumas. Realizar palpação abdominal em
busca de aumento de volume, massas e presença de dor.
Para diagnóstico, pode-se realizar exames de fezes,
ecografia abdominal, exame rápido de parvovirose e
exames sanguíneos.
Em machos, avaliar cicatriz e massa escrotal. Palpar bolsa
escrotal (tumores) e identificar a presença ou ausência dos
testículos. Realizar palpação retal pra avaliar próstata. Em
fêmeas, palpar glândulas mamárias, secreção nas mamas e
inspecionar vagina (mucosa, vulva, presença de inflamação,
secreção, edema). Para diagnóstico, pode-se realizar
citologia vaginal, ecografia abdominal e exames
sanguíneos.
Urinário
Palpar rins para ver se existe dor, palpar bexiga para avaliar
se está repleta. Para diagnóstico, pode-ser realizar
ecografia abdmonial, raio x (suspeita de urólito) exame de
urina e exames sanguíneos. 
Locomotor
Avaliar animal no chão caminhando, identificar a presença
de claudicação, arqueamento, testes de reflexos com
martelo neurológico, teste com pinça. Estender e Flexionar
os membros para avaliar presença de deslocamento e
crepitação. Avaliar se ao exame animal sente dor e se
vocaliza ao realizar os testes. Para diagnóstico, pode-se
realizar raio x e tomografia.
Tegumentar
Avaliar presença de seborreia, feridas, nódulos, alopecia,
hematomas, prurido. Examinar extensão das lesões e
padrão de localização. Para diagnóstico, pode-se realizar
raspado e citologia de pele e cultura bacteriana/fúngica.
Cardiorrespi
ratório
Examinar a presença de cianose, engasgo, reflexo de tosse,
edema de membros, secreção, espirros, dispneia, epistaxe,
tosse seca ou produtiva. Para diagnóstico, pode-se realizar
raio x de tórax, ecocardiografia e eletrocardiografia.
Nervoso
Avaliar se animal possui paresias, plegias, ataxia, dor,
incoordenação, se anda em círculo, pressão sobre
objetos, se possui resposta aos testes neurológicos. Para
diagnóstico, pode-se realizar raio x e tomografia.
Comporta
mental
Examinar temperamento do animal conjuntamente a
anamnese relatada pelo tutor sobre o ambiente e
manejo do ambiente em que vive. Diagnóstico de
exclusão de outras alterações.
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parâmetros
FC
Glicemia
FR
Temperatura
Duração da
Gestação
Duração do
Cio
Maturidade
Sexual
Ciclo Estral
CÃO GATO
• 70 a 120/dl
• limiar- glicosúria
PU/PD)
• Fetal: 170 a 230 bpm
(normal)
• 200 mmHg (considerar
possibilidade de estresse) 
70 a 80 mmHg 60 a 100 mmHg
·Normal: 0,3 a 2,5 mmol/l
·Elev. Suave: 4,9 mmol/l
·Aumento moderado: 5 a
7 mmol/l
·Aumento severo:
>7mmol/l
Normal: 0,5
a 2,0 mmol/l
 
• Normal: 70 a 80
• Disc. Elevação: 80 a 120
• Elevada: 100 a 120
• Muito Elevada: >120
• 80 a 120mmHg
•FELV +, não é necessário que
utilize a vacina quíntupla
 
*OBS.2: A vacina NÃO interfere no teste de FIV/FELV visto que a
vacina induz a formação de anticorpos e o teste detecta antígeno.
protocolo de vacinação
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protocolo de
vermifugação
Primeira dose aos 15 dias de vida. Depois disso, refaz mais
duas doses com intervalo de 15 dias (ou seja, as 3 primeiras
doses são com intervalo de 15 dias). Após, faz mensalmente
até os 6 meses. Depois dessa fase, a recomendação é que a
vermifugação seja feita a cada 3 ou 6 meses (depende da
exposição do animal, avaliação é individual). 
cães e gatos
Obs: esteja atento ao princípio ativo do
vermífugo! Nem todos eliminam todos parasitas. 
Febendazol/Febantel: nematódeos e giardia
Promato de pirantel: nematódeos
Praziquantel: cestódeos e trematódeos
Ivermectina: nematódeos
Milbemicina Oxima: previne dirofilariose (''verme do coração'')
Emodepsida (gatos): nematódeos
princípio ativo/o que pega:princípio ativo/o que pega:
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nome comercial/base
terapêutica dos vermífugos 
Canex Plus --------------------------Pamoato de Pirantel + Febantel + Praziquantel
Cardomec ---------------------------PlusIvermectina
Cestodan ----------------------------Praziquantel
Cydectin -----------------------------Moxidectin
Dipilex --------------------------------Praziquantel
Droncit -------------------------------Praziquantel
Drontal Plus ------------------------ Pamoato de Pirantel + Febantel + Praziquantel
Drontal puppy ----------------------Pamoato de Pirantel + Febantel
Drontal gatos -----------------------Pamoato de Pirantel + Praziquantel
Endal ----------------------------------Pamoato de Pirantel + Praziquantel
Endal Plus ----------------------------Pamoato de Pirantel + Febantel + Praziquantel
Endal gatos --------------------------Pamoato de Pirantel + Praziquantel
Endogard --------------Febantel + Pamoato de Pirantel + Ivermectina + Praziquantel
Helfine ------------------ --------------Febantel + Pamoato de Pirantel + Praziquantel
Interceptor ---------------------------Milbemicina Oxima
Ivomec --------------------------------Ivermectina injetável
Lopatol --------------------------------Nitroscanato micronizado
Mectimax -----------------------------Ivermectina
Milbemax -----------------------------Milbemicina + Praziquantel
Panacur comprimidos ------------Fenbendazol
Panacur 10 % susp. -----------------Fenbendazol
Panacur Plus comp. ----------------Fenbendazol + Praziquantel
Petzi Plus ------------------Pamoato de Pirantel + Pamoato de Oxantel + Praziquantel
Petzi Plus suspensão----Pamoato de Pirantel + Pamoato de Oxantel + Praziquantel
Petzi gatos ----------------------------Pamoato de Pirantel + Praziquantel
Program Plus -------------------------Milbemicina + Lufenuron
Revolution -----------------------------Selamectina
Telmin ----------------------------------Mebendazol
NOME COMERCIAL BASE TERAPÊUTICA
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fluidoterapia
CLASSIFICAÇÃO % DESIDRATAÇÃO SINAIS CLÍNICOS
Muito suave
Suave
Moderada
Severa
Choque e Óbito
respiração de CO2
 
 
Alteração no HCO3
(bicarbonato)
 
 
Alcalose metabólica:
elevação no nível
plasmático de HCO3
 
 
DISTÚRBIO
GASOMÉTRICO RESPIRATÓRIO METABÓLICO
Alcalose: ph>7,4
Acidose metabólica:
diminuição no nível
plasmático de HCO3
Acidose respiratória: 
prejuízo na eliminação
respiratória de CO2
Alteração na pressão de
CO2 no sangue= pCO2
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ALTERAÇÃO PERTURBAÇOES
ELETROLÍTICAS
DESEQUILÍBRIO
ÁCIDO-BÁSICO
RECOMENDAÇÃO
TERAPÊUTICA
Vômito Perda de
água, K, Na+ e
Cl
Alcalose metabólica
Acidose metabólica
RL ou solução
isotônica de NaCl
(0,9%) e KCl
Hipoadreno
corticismo
Perda de água,
Na e retenção
de K
Acidose metabólica
NaCl (0,9%)
seguida de solução
isotônica de RL
Insuf. Renal Aguda
(oligúrica)
Retenção de
K, Na e Cl Acidose metabólica NaCl
(0,9%) (+
NaHCO3)
Diarreia Perda de água,
Na+, Cl, HCO3 Acidose metabólica RL ou NaCl
(0,9%) (+ KCL +
NaHCO3)Cetoacidose
diabética
Perda de água,
Na+. HCO3 e K+ Acidose metabólica NaCl (0,9%) + KCL
Obstrução uretral Retenção de
K+, Na+ e Cl Acidose metabólica
NaCl (0,9%) e KCl
(apenas após
desobstruir)
Insuf. Renal
Crônica
Água, Na+, Cl-,
HCO3, K+=
normal, perda
ou retenção
Acidose metabólica NaCl (0,9%), RL
(+KCl +HCO3)
Insuf. Cardíaca Retenção de
água e Na+
Acidose metabólica
 (se crônica) Glicose 5%
farmacologia
ANESTÉSICOS, ANALGÉSICOS, SEDATIVOS E FÁRMACOS DE EMERGÊNCIA
FÁRMACO USO
Oxigênio
Utilizado para suplementar a oxigenação, para tratamento
ou prevenção da hipoxemia, e em pacientes com stress
respiratório. Também é utilizado como transporte de
anestésicos voláteis. O oxigênio pode ser administrado via
“flow by”, por máscara facial, campânulas ou câmaras de
oxigénio, cânulas nasais ou por entubação endotraqueal.
Agonista dos
recetores alfa-2
adrenérgicos 
(xilazina, medetomidina
ou dexmedetomidina)
Sedativos, relaxantes musculares e analgésicos, que são
usados para pré-medicação e contenção química, com o
benefício da reversibilidade (caso esteja disponível um
antagonista como a yohimbina, tolazolina ou
antipamezole). São utilizados como parte de protocolos
injetáveis para programas de esterilização e podem
contrariar a rigidez muscular causada pela quetamina.
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FÁRMACO USO
Oxigênio
Utilizado para suplementar a oxigenação, para tratamento
ou prevenção da hipoxemia, e em pacientes com stress
respiratório. Também é utilizado como transporte de
anestésicos voláteis. O oxigênio pode ser administrado via
“flow by”, por máscara facial, campânulas ou câmaras de
oxigénio, cânulas nasais ou por entubação endotraqueal.
Agonista dos
recetores alfa-2
adrenérgicos 
(xilazina, medetomidina
ou dexmedetomidina)
Sedativos, relaxantes musculares e analgésicos, que são
usados para pré-medicação e contenção química, com o
benefício da reversibilidade (caso esteja disponível um
antagonista como a yohimbina, tolazolina ou
antipamezole). São utilizados como parte de protocolos
injetáveis para programas de esterilização e podem
contrariar a rigidez muscular causada pela quetamina.
Agonista dos
recetores alfa-2
adrenérgicos
 
 
(yohimbina, tolazolina
ou atipamezole)
Reversão dos efeitos produzidos pelos agonistas
alfa-2 adrenérgicos. A reversão é necessária
frequentemente, para acelerar o recobro anestésico
e controlar os efeitos adversos.
Anticolinérgico 
(atropina ou
glicopirrolato)
Fármaco anticolinérgico utilizado para prevenção ou
tratamento da bradicardia durante o período peri-
operatório, bem como em situações de emergência,
durante a reanimação cardíaca. É utilizada atropina tópica
para o tratamento de uveíte. 
Lidocaína
Fármaco anestésico local, com propriedades
antiarrítmicas (ou seja, no tratamento de arritmias
ventriculares), pro-cinéticas e analgésicas. Amplamente
utilizado em diversas técnicas anestésicas de bloqueio
loco-regional, como primeira linha de analgesia da dor
aguda, incluindo em dentistria. Outros anestésicos locais
podem ser utilizados topicamente 
Adrenalina
(epinefrina)
Fármaco inotropo e vasoativo utilizado em situações de
emergência, durante a paragem cardíaca e/ou o maneio de
anafilaxia sistémica grave.
Anestésicos
dissociativos 
(quetamina ou
tiletamina-zolazepam)
Anestésico dissociativo com propriedades anti-hiperalgésicas
(ou seja, analgésico), administrado para indução de anestesia,
contenção química e, frequentemente, como parte de
protocolos de anestesia injetável para programas de
esterilização ou em medicina de catástrofe. A quetamina não
deve ser administrada isoladamente (ver benzodiazepinas
abaixo), porque causa hipertonia e efeitos catalépticos.
Benzodiazepina 
(midazolam ou diazepam)
Depressores do sistema nervoso central, utilizados para
relaxamento muscular e na terapêutica anticonvulsivante.
Frequentemente administrados em combinação com
quetamina, para indução anestésica. Midazolam também
pode ser administrado pela via intramuscular (IM), como
parte de protocolos anestésicos de esterilização.
Anti-inflamatório
não esteroide
(AINE)
Estes fármacos têm efeitos anti-inflamatórios, antipiréticos
e analgésicos, podendo ser administrados para o
tratamento da febre e da dor aguda ou crónica. Caso seja
selecionado um único fármaco, deve preferir-se um AINE
com um bom perfil de segurança, que possa ser
administrado tanto pela via entérica como parentérica,
tanto a cães como a gatos, a curto e longo prazo. Podem ser
utilizados AINEs tópicos em condições específicas.
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FÁRMACO USO
Opióides
Analgésicos de primeira linha para o tratamento da dor
aguda, durante o período pericirúrgico. A administração
destes fármacos é necessária nos casos de dor moderada a
grave, em especial se houver contraindicação para a
administração de outros analgésicos. Caso contrário, o
maneio da dor será sub-ótimo. Caso só possa ser
selecionado um fármaco, devem preferir-se os opióides
com um bom perfil de eficácia e segurança, que possam ser
administrados tanto a cães como a gatos. Alguns destes
fármacos têm aprovação legislativa em diversos mercados
veterinários nacionais (ex. metadona ou buprenorfina).
Soluções
cristalóides
Constituem uma mistura de água e eletrólitos, podendo ser
hipo, iso ou hipertónica. Os fluidos isotónicos são utilizados
frequentemente, para repor perdas metabólicas, associadas
ao procedimento ou continuadas (ou seja, para a prevenção
e tratamento da desidratação e hipovolemia), bem como
para proporcionar as necessidades em fluidos de
manutenção e uma fonte de eletrólitos (ex. dextrose 5%,
cloreto de sódio 0,9%, soluções eletrolíticas equilibradas,
como o Lactato de Ringer ou a solução de Hartmann). As
soluções hipertónicas (ex. soro hipertónico 7,5%) podem ser
utilizadas no tratamento do aumento da pressão
intracraniana e em casos de hipotensão.
Cloreto de
potássio
Utilizado para a prevenção ou tratamento da hipocaliemia.
No entanto, também pode ser usada para eutanásia, caso o
animal esteja sob anestesia geral.
Gluconato de
cálcio 10%
Utilizado, pela via endovenosa (EV), para o tratamento da
hipocalcemia em cães e gatos, incluindo a hipocalcemia peri-
parto. Devem monitorizar-se os parâmetros cardiovasculares
durante a administração, para prevenir a toxicidade. Esta
formulação é preferida em relação ao cloreto de cálcio, para
prevenir a irritação associada à administração perivascular.
Diurético
osmótico
(manitol)
O manitol está indicado para reduzir o edema cerebral e a
pressão intracraniana. É preferível em relação ao soro
hipertónico, porque não exige a monitorizaçãodos níveis de
eletrólitos. Também é usado em oftalmologia, para reduzir a
pressão intraocular durante uma crise glaucomatosa.
Dextrose
Utilizada no tratamento de emergência da hipoglicemia e
suplementação de fluidos na encefalopatia associada a
desequilíbrios ácido-básicos.
Heparina
Utilizada, principalmente, na doença tromboembólica,
associada a coagulação excessiva ou ao risco aumentado de
formação de coágulos, embora seja mais frequentemente
usada para a manutenção de cateteres endovenosos.
Vitamina K1
As apresentações para administração oral (PO) são
utilizadas no tratamento de intoxicações por rodenticidas
(ex. warfarina, pindona, bromadiolona, etc).
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FÁRMACO USO
Anestésicos
voláteis
(isoflurano,
sevoflurano
Os anestésicos voláteis apresentam perfis farmacocinéticos
favoráveis, em termos de metabolismo farmacológico e
eliminação, e devem ser preferidos para procedimentos
prolongados, durante os quais a acumulação de anestésicos
injetáveis pode comprometer a segurança e bem-estar
animal, ou caso não existam anestésicos injetáveis
disponíveis.
Anti-
histamínicos
 (hidroxizina,
clorfenamina ou
difenidramina)
Sangue total
Agentes
anestésicos não-
dissociativos
 (propofol ou
alfaxolona)
Anestésicos gerais para administração pela via
endovenosa. Podem ser utilizados para sedação, indução
e manutenção anestésica, em particular caso não haja
quetamina disponível.
São agonistas dos recetores H1 da histamina. Podem ser utilizados
no controlo do prurido alérgico mediado pela histamina, incluindo
urticária, angioedema e reações de hipersensibilidade, incluindo a
anafilaxia sistémica. Estão disponíveis várias formulações, em
conformidade com o fármaco anti-histamínico. Por exemplo, a
difenidramina pode ser administrada pela via oral ou endovenosa.
O consenso final para este grupo de medicamentos indica que
existe evidência científica mínima para o uso de anti-histamínicos;
no entanto, há registo do uso destes fármacos na prática clínica
com alguns efeitos adversos
Considerando a complexidade do processamento e
armazenamento de outros produtos sanguíneos, os
médicos veterinários devem ser capazes de realizar, pelo
menos, uma transfusão de sangue fresco total, para o
tratamento de anemia grave e/ou trombocitopenia, e
reposição de fatores de coagulação em coagulopatias, num
intervalo de 4 a 6 horas após a colheita de sangue a cães e
gatos. Em alguns países, estão disponíveis bancos de sangue
veterinários. O controlo de qualidade e a realização da
transfusão sanguínea devem ser otimizadas.
Coloides 
(albumina, dextrano,
gelatina e soluções de
hidroxietil amido)
Estas soluções são utilizadas para aumentar a pressão
oncótica e expandir o volume de plasma, em pacientes
cirúrgicos e críticos com resposta inflamatória sistémica,
sepsis, hipovolemia, hipoproteinemia, etc. O tipo de
coloide, volume e velocidade de administração, bem como
o risco de ocorrência de efeitos adversos, varia entre
soluções coloides, e devem ser considerados os perfis de
eficácia e segurança antes da administração.
Emulsões
lipídicas
Estas soluções lipídicas são utilizadas como fonte de
calorias e ácidos gordos essenciais na nutrição parentérica.
No entanto, também são utilizadas no tratamento de
diversas toxicoses, incluindo a sobredosagem de
anestésicos locais e de ivermectina.
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FÁRMACOS ANTIBACTERIANOS E ANTIPROTOZOÁRICOS
FÁRMACO USO
Amoxicilina/ ácido
clavulânico ou uma
cefalosporina de
primeira geração
(cefalexina ou
cefadroxilo)
Estes β-lactâmicos são amplamente utilizados para o
maneio de piodermites superficiais e profundas, bem como
outro tipo de infeções cutâneas e de tecidos moles
associadas a estafilococos e outras bactérias Gram-
positivas.
Amoxicilina
Clindamicina
Esta lincosamida está recomendada, em alguns países,
como primeira escolha para o maneio de piodermite
superficial ou profunda canina, e noutras regiões é
considerada uma alternativa importante à amoxicilina/
ácido clavulânico e cefalosporinas de primeira geração para
estas indicações. Também está recomendada para o
tratamento de infeções que envolvam bactérias anaeróbias.
As preparações injetáveis são importantes na terapêutica
combinada, para o tratamento de infeções muito graves,
como a sépsis e a pneumonia aguda, em combinação com
fluorquinolonas ou outros antimicrobianos com cobertura
Gram negativa. A clindamicina demonstrou atingir níveis
terapêuticos no sistema nervoso central e é, também, usada
no tratamento de infeções por Mycoplasma, Neospora e
Toxoplasma,
Ampicilina ou
benzilpenicilina
Cefazolina
Esta aminopenicilina está recomendada como primeira
escolha para o tratamento de cistite bacteriana, bem
como para uma variedade de infeções, incluindo as
provocadas por bactérias anaeróbias.
As preparações injetáveis destas penicilinas estão
recomendadas como alternativa à clindamicina, para o
tratamento de infeções muito graves, como a sepsis e a
pneumonia aguda, em combinação com fluorquinolonas.
Esta cefalosporina injetável de primeira geração está
recomendada como primeira escolha, nas situações em que
esteja indicada profilaxia cirúrgica aguda, incluindo em
dentistria. Outros anestésicos locais podem ser utilizados
topicamente.
Sulfonamida
potenciada com um
inibidor da
dihidrofolato redutase
(ex. sulfadiazina/
trimetoprim)
As sulfonamidas potenciadas estão recomendadas como
alternativa à amoxicilina, no tratamento de cistite bacteriana,
e constituem antimicrobianos úteis para o tratamento de
infeções cutâneas e outras, incluindo infeções a nível do
sistema nervoso central, causadas por bactérias e
protozoários suscetíveis.
Doxiciclina
Esta tetraciclina constitui um antimicrobiano essencial para
o tratamento de infeções respiratórias superiores e
inferiores, borreliose de Lyme, e uma variedade de infeções
provocadas por bactérias intracelulares obrigatórias
(Ehrlichia canis, Mycoplasma e Anaplasma spp.)
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FÁRMACOS ANTIBACTERIANOS E ANTIPROTOZOÁRICOS
Eritromicina
ou tilosina
Estes macrólidos estão recomendados para o tratamento
de infeções graves por Campylobacter e infeções entéricas
crónicas responsivas à terapêutica antimicrobiana.
Metronidazol
Este nitroimidazol está recomendado para o manejo de
infeções entéricas bacterianas e protozoárias selecionadas
(ex. Giardia e Trichomonas), bem como alguns casos de
diarreia aguda e crónica. Também é utilizado no maneio de
encefalopatia hepática, devido aos seus efeitos positivos na
modulação da microbiota do cólon.
Estas fluorquinolonas constituem a primeira escolha para o
tratamento de prostatite e meningite, devido à sua
capacidade para penetrar as barreiras hemato-prostática e
hematoencefálica, respetivamente. As formulações
injetáveis são necessárias para o tratamento de infeções
muito graves, tais como pielonefrites, sepsis ou
pneumonias agudas, quando associadas com clindamicina
ou uma penicilina. Também são úteis para o tratamento de
infeções causadas por bactérias resistentes aos agentes de
primeira escolha.
FÁRMACO USO
Enrofloxacina,
marbofloxacina,
orbifloxacina ou
pradofloxacina
FÁRMACOS ANTIBACTERIANOS E ANTIPROTOZOÁRICOS - TÓPICOS
Ácido
Fusídico
Esta fusidina constitui a primeira escolha para o maneio de
otites, infeções oculares e cutâneas localizadas, bem como
feridas infetadas com estafilococos.
Florfenicol
Agente antibacteriano de uso crescente para o maneio de
otites por estafilococos, geralmente como componente de
um produto combinado, que incluafármacos antifúngicos
e corticosteróides.
Estes aminoglicosídeos constituem a primeira escolha para
o maneio de otite externa causada por Pseudomonas
aeruginosa e outras bactérias Gram-negativas
FÁRMACO USO
Gentamicina e
neomicina
Enrofloxacina e
marbofloxacina
Polimixina B
Estas fluorquinolonas constituem a primeira escolha para o
tratamento de otite média, sendo também uma alternativa
válida aos aminoglicosídeos para o tratamento de otite
externa provocada por bactérias Gram-negativas.
Este polipéptido constitui uma alternativa útil aos
aminoglicosídeos e fluorquinolonas para o maneio de otite
externa provocada por bactérias Gram-negativas. Também é,
frequentemente, utilizado em associação com miconazol, um
antifúngico com ação antibacteriana
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Gluconato de
Clorohexidina
Este antisséptico biguanídico está disponível em diferentes
apresentações (ex. champôs, sprays e pomadas), com uma
multiplicidade de indicações, incluindo, mas não limitadas
a otite externa, gengivite, doença periodontal, infeção
cutânea superficial, desinfeção tópica de feridas e
antissepsia de feridas nos período peri-cirúrgico.
Povidona iodada
FÁRMACO USO
Este antisséptico iodóforo é amplamente utilizado como
alternativa ao gluconato de clorohexidina para a realização
da antissepsia peri-cirúrgica, aplicação pós-operatória em
incisões cirúrgicas, e antissepsia de emergência, em
pacientes com pequenas lacerações, abrasões e
queimaduras.
FÁRMACOS ANTIFÚNGICOS
Agentes para
aplicação tópica para
o tratamento de
leveduras superficiais,
sobretudo Malassezia
e infeções por
dermatófitos
1)Antifúngicos azólicos conduzem à depleção de lanosterol,
o principal esterol da parede celular dos fungos, mediante a
inibição citocromo P450 dependente da lanosterol C4-
dimetilase. Os azólicos tópicos incluem miconazol,
econazol, clorimazol e enilconazol.
2) Terbinafina é uma alilamina fungicida que inibe a
esqualeno epoxidase fúngica de modo a interromper a
síntese de ergosterol.
Estão disponíveis em formulações para administrações
pela via oral, incluindo itraconazol e fluconazol.
FÁRMACO USO
Fármacos
antifúngicos azólicos
Terbinafina
Anfotericina B
Disponível como preparação para administração pela via
oral.
Este fármaco liga-se ao ergosterol da membrana celular
fúngica, aumentando a permeabilidade e a perda de catiões
intracelulares. A anfotericina B tem uma baixa
disponibilidade quando administrada pela via oral, e é
administrada pela via endovenosa. A atividade antifúngica
deste fármaco está marcadamente dependente da
formulação administrada
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FÁRMACOS ANTIVIRAIS
Nucleosidos de
pirimidina
Pode ser utilizado sistemicamente, para o tratamento de
doença ocular aguda, associada a infeção por herpesvírus
felino de tipo 1.
USO
Famiciclovir
Zidovudina
(azidotimidia; AZT;
3’-azido-2’,3’-
didesoxitimidina)
Este fármaco bloqueia a transcriptase reversa dos
retrovírus. Tem comprovado que inibe a replicação de FIV
(vírus da imunodeficiência felina), in vitro e in vivo, e pode
reduzir a carga viral plasmática, melhorar o estado
imunitário e clínico dos gatos infetados com FIV, e
aumentar a qualidade de vida.
Estes fármacos são incorporados no DNA como análogos
da timidina, sendo utilizados para o tratamento de
infeções virais que afetem a superfície ocular. Incluem a
idoxuridina e a trifluridina.
FÁRMACO
FÁRMACOS ANTIPARASITÁRIOS
Isoxazolinas
(alfoxolaner,
fluralaner, lotilaner,
sarolaner)
Estes fármacos inibem os canais de cloro mediados por
GABA (ácido gama-aminobutírico) e por glutamato. De
acordo com a formulação, podem ser eficazes contra
pulgas, carraças e ácaros. Estão disponíveis apresentações
para administração mensal e a longo prazo.
Estes fármacos inibem os receptores nicotínicos pós-
sinápticos da acetilcolina dos insetos, pelo que apresentam
uma atividade seletiva contra ectoparasitas.
FÁRMACO USO
Neonicotinoides
(imidaclopride,
nitempiran,
dinotefurano)
Fenilpirazóis
(fipronilo)
Piretrinas e
piretroides sintéticos
(piretrinas,
permetrina,
deltametrina,
flumetrina)
O fipronilo constitui o único membro da classe que está
aprovado para uso em animais de companhia. Inibe os
canais de cloro mediados por GABA e glutamato dos
artrópodes e tem atividade contra pulgas e carraças.
Estes fármacos modificam os canais de sódio, alterando a
polaridade celular. São eficazes contra pulgas e carraças, de
acordo com o fármaco e a apresentação. Também podem ter
propriedades repelentes de insetos e, em alguns casos,
prevenir a transmissão de agentes transmitidos por vetores.
Lactonas
macrocíclicas
(avermectinas:
ivermectina,
selamectina;
milbemicinas:
milbemicina oxima,
moxidectina)
Estes fármacos interagem e ativam os canais de cloro
mediados por glutamato, ação que lhes confere atividade
nematocida e, para alguns agentes, controlo ectoparasitário
contra pulgas, ácaros e carraças (ex. selamectina).
Nota: Ivermectina só está licenciada para prevenção da
dirofilariose e as milbemicinas apresentam um espectro
mais vasto de indicações
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Isoquinolona
(praziquantel,
epsiprantel)
Estes fármacos são agonistas dos recetores nicotínicos da
acetilcolina dos nematodes, apresentando um espectro de
ação específico contra nematodes gastrointestinais.
USO
Tetrahidropirimidinas
 (oxantel, pyrantel)
Amitraz
O amitraz pertence à classe das formamidinas, agindo
como inibidor da monoamino oxidase e agonista da
octopamina. Tem atividade acaricida e repelente de
insetos, com principal aplicação na demodecose e
combate às miíases.
Esta classe de fármacos provoca contração/ espasmo
muscular grave e paralisia dos parasitas a eles sensíveis,
conduzindo a paralisia e morte parasitária. São eficazes
contra cestodes (ténias) e muitas espécies de tremátodes.
FÁRMACO
Esta classe de fármacos é bioativada pelas esterases e
amidases dos insetos e atuam mediante o bloqueio dos
recetores dos canais de sódio. São eficazes contra pulgas.
Estes fármacos ligam-se à beta-tubulina e previnem a
síntese de microtúbulos. São particularmente eficazes
contra nematodes, embora alguns agentes selecionados
possam ser utilizados para o tratamento de outros
helmintes e de doenças causadas por protozoários.
A melarsomina constitui um arseniacal trivalente com
atividade adulticida contra Dirofilaria immitis.
Oxadiazina
(indoxcarb)
Benzimidazóis e
probenzimidazóis
(febantel,
fenbendazol,
flubendazol,
mebendazol,
oxibendazol)
Arseniacais
(melarsomina)
APARELHO CARDIORRESPIRATÓRIO E RENAL
Diuréticos de
alça
(furosemida ou
torasemida)
Combina o efeito de um vasodilatador com um inotropo,
em cães com insuficiência cardíaca. Melhora o prognóstico
a longo prazo em estádios pré-clínicos de cardiomiopatia
dilatada e doença valvular mitral (dilatação cardíaca), bem
como durante a falência cardíaca. O pimobendano pode
ser administrado pela via endovenosa ou oral
USO
Inodilatador
(pimobendano)
Estes agentes bloqueiam a reabsorção de sódio (e água)
no ramo ascendente da ansa de Henle. Estão disponíveis
para administração pela via endovenosa e oral e estão
indicados para o maneio do edema pulmonar agudo e
falência cardíaca. Podem causar desequilíbrios
eletrolíticos e o seu efeito está limitado pela ativação do
sistema renina-angiotensina.
FÁRMACO
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Bloqueadores
seletivos dos
canaisde cálcio
vasculares
(amlodipina)
 Os IECAs têm ação vasodilatadora discreta e reduzem a
resistência vascular sistémica, hipertrofia e a libertação de
aldosterona, em especial no tratamento da cardiomiopatia
dilatada e na degenerescência mixomatosa da válvula
mitral canina (ou seja, na falência cardíaca), sendo usados
também como fármacos de segunda linha para o
tratamento da hipertensão sistémica, em combinação com
outros fármacos.
Inibidores da enzima
conversora da
angiotensina 
(IECAs – enalapril,
benazepril, captopril,
lisinopril, ramipril)
A amlodipina constitui o fármaco de primeira escolha para
o maneio da hipertensão felina e é titulado a efeito, pela via
oral. Utilizada em gatos com doença renal crónica. O uso de
amlodipina a título crónico tem sido associado, raramente,
a hiperplasia gengival reversível.
A espironolactona reverte a remodelação cardíaca na
doença cardíaca crónica e pode ser combinada com outros
fármacos anti-hipertensivos no tratamento da hipertensão
sistémica refratária. Pode ser utilizada, cuidadosamente,
em conjunto com diuréticos de ansa, devido ao efeito anti-
aldosterona e atividade poupadora de potássio
Estes fármacos são utilizados no maneio de arritmias
supraventriculares e na cardiomiopatia hipertrófica felina.
Esmolol e diltiazem são administrados pela via
endovenosa. São fármacos inotropos e cronotropos
negativos, podendo causar hipotensão e reduzir o débito
cardíaco. Propanolol e atenolol são β-bloqueadores para
administração pela via oral, enquanto esmolol é um β-
bloqueador para administração pela via endovenosa.
Antagonistas da
aldosterona
(espironolactona)
Antagonistas dos
recetores β-
adrenérgicos ou β-
bloqueadores
(propanolol, atenolol e
esmolol)
Bloqueadores cárdio-
seletivos dos canais de
cálcio (verapamil ou
diltiazem)
FÁRMACO USO
Glicósidos
cardíacos
 (digoxina)
Bloqueadores dos
canais de sódio
(lidocaína ou
procainamida)
Salbutamol
Este fármaco inibe a bomba de sódio-potássio e fomenta um
aumento do influxo de cálcio. Tem um efeito inotropo
positivo fraco, reduzindo o tónus simpático e melhorando o
fluxo sanguíneo renal. A digoxina bloqueia o nodo
atrioventricular e pode ser utilizada na fibrilação atrial. Este
fármaco é utilizado, em associação com outras terapêuticas,
no tratamento de insuficiência cardíaca, em determinados
casos específicos. Pode ser administrado pela via oral ou
endovenosa.
Estão indicados para o maneio de arritmias ventriculares
significativas, que estão associadas a alterações
hemodinâmicas importantes. A lidocaína pode ser tóxica, se
não forem cumpridos os regimes posológicos recomendados.
Este agonista seletivo dos recetores β2 pode promover
broncodilatação, mediante administração na forma de
aerossol ou pela via oral, assumindo que existe
broncoconstrição, sobretudo no gato.
Fluticasona
Este corticosteroide administrado pela via inalatória possui
efeito anti-inflamatório marcado. É utilizado em vários
processos de trato respiratório superior e pulmonar, em cães e
gatos, incluindo na rinite, bronquite, asma e pneumonia
eosinofílica. Os inaladores pré-doseados são combinados com
uma máscara adequada, que deve ser utilizada para a
administração do fármaco.
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Insulina 
(ação curta,
intermédia e
prolongada)
AA insulina é necessária para o tratamento de urgência de
cetoacidose diabética (insulina de ação rápida), associada a
diabetes mellitus descompensada ou não-diagnosticada.
As insulinas zinco de origem porcina e recombinantes
humanas (de ação intermédia) são necessárias para a
estabilização e controlo a longo prazo de diabetes mellitus.
Pode ser necessário recorrer a insulinas de ação
prolongada, se as insulinas de ação intermédia não
permitirem o controlo da doença. Atualmente, só estão
disponíveis formulações injetáveis de insulina.
Estes fármacos inibem a síntese de pregnenolona a partir do
colesterol e previnem a síntese de hormonas esteroides.
Estes fármacos devem ser utilizados no tratamento de
hiperadrenocorticismo e incluem trilostano e mitotano. As
formulações disponíveis destinam-se a administração pela
via oral.
Classe de corticosteroides que se ligam aos recetores
glucocorticoides. São necessários para o diagnóstico de
hiperadrenocorticismo, incluindo para proceder à distinção
entre as formas hipófise-dependente e adrenal-
dependente. Também são necessários para o tratamento
de hipoadrenocorticismo agudo não diagnosticado ou no
tratamento de emergência de hipoadrenocorticismo, para
além do tratamento de doenças imunomediadas.
Prednisolona também é benéfica para o tratamento de
insulinoma. Consultar os fármacos gastrointestinais e
neurológicos para referência cruzada.
Inibidores da
síntese de
hormonas
esteroides
Glucocorticoides
Mineralocorticoides/
Corticosteroides com
ação
mineralocorticoide
Agentes anti-
tiroideus
Tiroxina sintética
Os mineralocorticoides, ou corticosteroides que atuam
como mineralocorticoides, atuam sobre o equilíbrio
hidroeletrolítico e são necessários para o tratamento de
manutenção de hipoadrenocorticismo. Incluem o pivalato
de desoxicorticosterona (formulação injetável) e a
fludrocortisona (para administração pela via oral).
Os inibidores da síntese de hormona da tiroide interferem
com a incorporação do iodo no grupo tirosil da tiroglobulina.
Estes agentes são importantes no tratamento do
hipertiroidismo felino e incluem o metimazol (tiamazol).
Estes fármacos destinam-se a administração pela via oral,
mas podem ser manipulados como formulações
transdérmicas.
A tiroxina sintética é utilizada para o tratamento da carência
em hormona tiroideia, no hipotiroidismo canino. A
levotiroxina constitui a apresentação mais frequente desta
medicação.
O acetato de desmopressina é utilizado no tratamento de
diabetes insípida central no cão e no gato. Tem ação anti-
diurética. Também é administrada pela via endovenosa ou
subcutânea a cães com doença de von Willebrand, uma vez
que aumenta a disponibilidade de fatores da coagulação
específicos
FÁRMACO USO
ENDOCRINOLOGIA
Análogos da
vasopressina
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Têm ação como agonistas dos recetores alfa e beta-
adrenérgicos e estimulam a libertação de noradrenalina
(norepinefrina). A fenilpropanolamina é utilizada em casos
de incontinência urinária.
Agentes
simpaticomimé
ticos
Agem como agonistas dos recetores d estrogénios,
aumentando o tónus do esfíncter uretral. O estriol é utilizado
em situações de incontinência urinária.
Metabolitos
hidroxilados do
estradiol, esterona
ou classes
semelhantes
FÁRMACO USO
Os barbitúricos (tiopental ou pentobarbital) podem não ser
essenciais como anestésicos, mas são fundamentais como
agentes eutanásicos, especialmente na ausência de outros
anestésicos (quetamina, propofol, alfaxolona) para induzir
um estado de inconsciência antes da eutanásia humana.
Estes agentes são, frequentemente, combinados com
outros fármacos, como parte de soluções para eutanásia.
Barbitúricos
Também é utilizado para eutanásia humana, após o animal
ser colocado em anestesia geral. Consultar também as
secções de fármacos anestésicos, analgésicos, sedativos e de
emergência.
Cloreto de
potássio
FÁRMACO USO
AGENTES EUTANÁSICOS
APARELHO GASTROINTESTINAL
Os antagonistas dos recetores da histamina reduzem a
secreção de protões e diminuem a secreção de ácido
gástrico estimulada pela via histaminérgica. Sucralfato
adere aos tecidos ulcerados, criando uma barreira física e
protegendo contra a ação dos iões hidrogénio, pepsina, e
bílis, promovendo assim a cicatrização da úlcera. Os
inibidores da bomba de protões ligam-se e bloqueiam
irreversivelmente a H+ /K+ -ATPase, bloqueando a secreção
gástrica estimuladapor todas as vias. Estes agentes estão
indicados no tratamento de ulceração gastroduodenal,
esofagite e gastrite. É frequente associar uma ou mais
classes de fármacos anti-ulcerosos.
Fármacos anti-
ulcerosos:
antagonistas dos
recetores da
histamina
 (ranitidina ou
famotidina),
sucralfato ou
inibidores da bomba
de protões
(omeprazol)
FÁRMACO USO
Agentes
emetizantes
(apomorfina ou
xilazina)
Apomorfina estimula os recetores dopaminérgicos da
chemoreceptor trigger zone, induzindo o vómito após
administração pela via oral ou parentérica. Este fármaco é
utilizado após ingestão inadvertida/ acidental de toxinas/
fármacos, se administrado em tempo útil. Xilazina é um
agonista dos recetores alfa-2-adrenérgicos (consultar a
secção de anestesia). Pode ser utilizado no gato como
agente emetizante; no entanto, pode causar sedação.
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Classe de corticosteroides que se ligam aos recetores
glucocorticoides. São necessários para o diagnóstico de
hiperadrenocorticismo, incluindo para proceder à distinção
entre as formas hipófise-dependente e adrenal-
dependente. Indicados para controlo do vómito associado
com a administração de fármacos ou a doença, bem como
para prevenção da náusea associada ao transporte (apenas
maropitant). Estes fármacos são usados como tratamento
sintomático, não tratando a doença subjacente.
Metoclopramida reduz o risco de refluxo gastroesofágico,
mas não o previne.
Fármacos
antieméticos:
antagonistas dos
recetores D2-
dopaminérgicos e 5-
HT3 serotoninérgicos
(metoclopramida e
ondansetron) ou
antagonista do recetor
neurocinina-1
(maropitant)
FÁRMACO USO
Terapêutica
imunomodeladora
com glucocorticoides
(prednisolona)
Usada como agente imunomodelador para o tratamento
de diversas doenças imunomediadas
Carvão ativado
Lactulose acidifica o conteúdo do cólon. Deste modo, o
amoníaco (NH3) fica retido na forma de amónia (NH4), que
não pode ser absorvida pela barreira intestinal. A lactulose é
utilizada para reduzir o nível sérico de amónia no tratamento
da encefalopatia hepática, mas também tem ação laxante
osmótica na obstipação. Consultar a secção de neurologia.
Lactulose
Usado no tratamento de intoxicações gastrointestinais, por
não ser absorvido a partir do trato gastrointestinal. Adsorve
muitas, mas não a totalidade, das substâncias tóxicas.
Os fármacos imunossupressores podem induzir diversos
níveis de supressão ou regulação imune, para o tratamento
de várias doenças imunomediadas e alguns distúrbios
inflamatórios (ex. miastenia gravis, anemia hemolítica ou
trombocitopenia imunomediada, processos dermatológicos,
doença intestinal inflamatória, poliartrite, lupus eritematoso
sistémico, etc). Não devem ser usados alternadamente. Estes
fármacos são, geralmente, usados em associação com
corticosteroides ou usados mais numa espécie animal que
outros (ex. azatioprina só é usada no cão e não é
recomendada para gatos, para os quais o clorambucilo
constitui uma alternativa). A ciclosporina está licenciada para
o maneio da dermatite atópica canina e felina, bem como
para aplicação tópica oftalmológica no tratamento de
queratoconjuntivite seca canina. Para além da ciclosporina,
estes fármacos não estão licenciados como medicamentos
de uso veterinário.
Fármacos
imunossupressores
(azatioprina,
ciclosporina)
FÁRMACO USO
AGENTES IMUNOMODELADORES
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Prednisona e prednisolona constituem as duas moléculas
recomendadas para administração e cães e gatos pela via
oral. Pode ser utilizada dexametasona pela via endovenosa,
quando há compromisso da via oral.
Glucocorticoides 
FÁRMACO USO
Tacrolimus
Este fármaco é usado, em afeções específicas, para promover
imunossupressão. Em oftalmologia, é usado na
queratoconjuntivite seca refratária ao tratamento com
outros imunossupressores/ imunomodeladores.
Os glucocorticoides têm propriedades anti-inflamatórias e
imunossupressoras, dependendo da dose administrada.
Estão disponíveis formulações de dexametasona para
administração pela via injetável e oral; a prednisolona
administrada pela via oral está associada a menor
incidência de efeitos adversos no tratamento a longo prazo.
A prednisolona constitui o corticoide preferencial para
administração ao gato. Ver as secções de aparelho
gastrointestinal, endocrinologia e terapêutica
imunomodeladora.
Glucocorticoides
(dexametasona EV;
prednisolona PO)
FÁRMACO USO
Fármacos anti-
epileptiformes
(fenobarbital/
fenobarbitona EV,
PO; pentobarbital
EV; diazepam EV)
NEUROLOGIA
Fenobarbital e diazepam são recomendados como
fármacos de primeira linha para o tratamento de
convulsões no cão e no gato. Pentobarbital é um
barbitúrico que pode ser usado como anti-epileptiforme, e
também na eutanásia (ver fármacos anestésicos,
analgésicos, sedativos e de emergência)
A suplementação com tiamina, ou vitamina B1, é necessária
em casos de carência no cão e no gato (em gatos
anoréticos; dieta inadequada; exposição a carne com níveis
excessivos de sulfitos)
O manitol está indicado para reduzir o edema cerebral e a
pressão intracraniana. Tem a vantagem, sobre o soro
hipertónico, de não exigir a monitorização dos eletrólitos
(ver fármacos anestésicos, analgésicos, sedativos e de
emergência).
Tiamina
Diurético
osmótico
(manitol)
Dextrose
Para o tratamento de urgência da hipoglicemia, e a
suplementação de fluidoterapia em casos de desequilíbrio
ácido-básico associado a encefalopatia; ver fármacos
anestésicos, analgésicos, sedativos e de emergência.
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É, frequentemente, necessário recorrer a terapêutica anti-
epileptiforme múltipla para os casos refratários de epilepsia.
O brometo de potássio é pouco dispendioso e pode ser usado
em cães com disfunção hepática. São necessárias doses de
ataque de brometo de potássio para atingir um nível
terapêutico mais rapidamente. As doses de ataque estão
associadas a uma maior prevalência de efeitos secundários
adversos. Não deve ser administrado a gatos. Imepitoina está
aprovada no mercado veterinário para administração a cães.
Levetiracetam devem ser usado como adjuvante de outros
fármacos anti-epileptiformes. Gabapentina também constitui
um fármaco antiepileptiforme, que pode ser utilizado no
tratamento de processos dolorosos, incluindo a dor
neuropática.
Fármacos anti-
epileptiformes
FÁRMACO USO
Carboplatina é amplamente utilizada no tratamento de
diversos sarcomas e carcinomas, incluindo osteossarcoma,
carcinoma de células de transição, carcinoma prostático,
carcinoma pulmonar, entre outros.
Prednisolona constitui o corticoide mais frequentemente
utilizado por rotina para o tratamento de quase todos os
tumores de células redondas
A ciclofosfamida está disponível em apresentações orais e
endovenosas e é usada frequentemente no tratamento do
linfoma canino e felino juntamente com outros fármacos,
como parte de um protocolo quimioterápico múltiplo.
Clorambucilo é administrado pela via oral e é usado no
tratamento de leucemias linfocíticas crónicas, mastocitomas
e carcinomas de células de transição. A lomustina atravessa a
barreira hematoencefálica e é amplamente utilizada no
tratamento de tumores do sistema nervoso central. Também
é essencial para o tratamento do linfoma canino e felino,
sarcoma histiocítico e mastocitoma. Melfalano é
administrado pela via oral e é utilizado no tratamento de
mieloma múltiplo no cão e no gato.
Agentes alquilantes
(ciclofosfamida,
clorambucilo,
lomustina,
melfalano)
FÁRMACO USO
Antibióticos anti-
tumorais
(doxorrubicina)
ONCOLOGIA
Agente quimioterapêutico,