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Diarreia em Bezerros

Folheto sobre diarreia em bezerros: sinais clínicos, impacto e fatores predisponentes (imunidade, manejo, ambiente, nutrição, microbiota); descreve agentes (E. coli, Salmonella, rotavírus, coronavírus, Cryptosporidium, Eimeria, Clostridium) e patogenia das principais formas clínicas.

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Diarreia em Bezerros
Raphael Oliveira
Diarreia
• Importantes Doenças
• Principal Causa:
• Morbidade
• Mortalidade
• Problema Sanitário X Impacto Econômico
• Tratamento
• ↑ Susceptibilidade a Outras Enfermidades
• Atraso Desenvolvimento 
• Óbitos
Diarreia em Bezerros
• Interação de Diversos Fatores: 
• Imunidade
• Neonato
• Bezerros
• Desinfecção de Umbigo
• Ambiente
• Nutrição
• Patógenos
Diarreia em Bezerros
• Bacterianas
• Escherichia coli
• Salmonela sp
• Virais
• Rotavirus
• Coronavirus
Diarreia em Bezerros
• Parasitárias
• Eimeria sp
• Cryptosporidium sp
• Intoxicações
• Clostridium perfringens
• Causas Nutricionais
Diarreia em Bezerros
• Manifestação Clássica
• Diarreia
• Aumento de Episódios de Defecação
• Alteração na Consistência das Fezes
• Pastosas a Líquidas
• Perda de Apetite
• Desidratação
• Apatia
ÓBITO
Diarreia em Bezerros
• Idade
• Manejo
• Ambiente
Importante ATENÇÃO com Dados Epidemiológicos
• Resultados Falsos Positivos
• Parte dos Surtos
• NÃO São Causados Especificamente por um Agente Infeccioso
• Condições Levam Desequilíbrio Microbiota
Microbiota Comensal X Disbiose Intestinal
Diarreia em Bezerros
• Surtos de Diarreia
• Fatores Predisponentes
 
• Condições de Manejo, Higiênico-Sanitárias e 
Nutricionais
• Ponto Importante
• NASCIMENTO
• Ambiente Estéril - Ambiente Externo 
Contaminado
PROTEÇÃO CONTRA PATÓGENOS X PASSAGEM 
DE IMUNOGLOBULINAS
Diarreia em Bezerros
• AUSÊNCIA DE IMUNIDADE
• DEPENDÊNCIA DA 
TRANSFERÊNCIA PASSIVA DE 
IMUNOGLOBULINAS
COLOSTRO
Salmonelose
• GRAM –
• Faixa Ótima de Crescimento
• 35 a 37°C / pH 6,5 a 7,5
• Infecção Comumente Contaminação
• AMBIENTAL
• ALIMENTAR
• Transmissão Fecal-Oral
• 108 UFC / g fezes
• “PARATIFO DOS BEZERROS”
• S. Dublin
• S. Typhimurium
Salmonelose
• Idade Média
• 15 a 90 dias
• Período de Incubação
• 12 a 48 horas
• - 20 minutos = Circulação Sanguínea
• Morbidade ≥ 50%
• Mortalidade 100%*
• 3 Formas
• Septicêmica
• Enterite Aguda
• Entérica Crônica
Salmonelose
• Patogenia
• Habilidade de invadir a mucosa intestinal
• Proteínas Alteram o Citoesqueleto Celular
• Multiplicação em Tecidos Linfoides
• Estabilização de Membranas Células Infectada
• + Sobrevivência
• + Replicação
• Evasão do Sistema Imune
• Invasão de Células Dendríticas / Macrófagos
• Disseminação Sistêmica
• Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica 
(SIRS)
Salmonelose
• Septicêmica
• Forma Superaguda
• Maior Prevalência Neonatos
• Caracterizada:
• Febre
• Apatia
• Anorexia
• Dispneia
• Choque Endotoxico
• Sinais Neurológicos*
• Ataxia
• Nistagmo
• ↑ ÓBITOS – 24 a 48h
Salmonelose
• Entérica Aguda
• Diarreia 
• Fétida
• Rajas Fibrina
• Muco
• Sanguinolenta 
• Aquosa
• Produção de Citocinas
• ↑ Secreção Na / Cl / H20
• Pneumonia
• Artrite
• Alguns Casos Neuropatias
Salmonelose
• Entérica Crônica
• ↓ Comum
• Pode Acometer Adultos
• Disbiose
• Alterações Pré – Entéricas
• Desequilíbrio Ambiental
• Febre Intermitente
• Diarreia Persistente
• Abortos*
Colibacilose
• Gram -
• PRESENTE
• Flora Normal
• Ambiente
• Colonização Fisiológica
• Logo Após Nascimento
• Via de Infecção
• Oral
• Umbilical
• 3 Grupos – Mecanismo Patogênico
• Enterotoxigênicas
• Enteropatogências
• Enterohemorrágicas
Colibacilose
• Não-Patogênicos
• Patogênicos
160 Sorotipos
• 3 a 5 Dias de Vida
Maior Incidência
• Enterotoxigênicas
• Enteropatogências
• Enterohemorrágicas
3 Grupos – Mecanismo Patogênico
Colibacilose
• Enterotoxigênicas - ETEC
• 80 a 90% Diarreias
• E. coli (K99+)
• Adesão Epitélio Intestinal – Multiplicação 
– Formação de Micro colônias
• Jejuno e Íleo
• Diarreia Hiper Secretória
• Alta Presença de Eletrólitos
• Ação em Bomba de Sódio - Potássio
Colibacilose
• Enterotoxigênicas - ETEC
• Manifestação Clínica
• Fezes
• Líquida
• Amarelada - Branca
• Condição Geral
• Desidratação Grave
• Enoftalmia
• Hipotermia Periférica
• Acidose Metabólica
• Ausência de Sucção
Rotavirose
• Gênero Rotavirus
• Espécie “A”
Família 
Reoviridae
• ↑ Resistência 
Ambiental
Eliminada 
Via Fezes
• 4 a 7 Dias = ↓ IgG 
Lúmen Intestinal
Maior 
Incidência
• Cryptosporidium spp.
• E. coli
Geralmente 
Associado
Rotavirose
Rotavirose
• Sinais Clínicos
• Semelhantes à Colibacilose
• Fezes Pastosas a 
Líquidas
• Amarelada a Branca
• Febre*
• Acidose Metabólica
• Desidratação
• Curso de 2 a 3 Dias
Coronavirose
Família Coronaviridae
• Gênero Betacoronavirus BCoV
Eliminada Via Fezes
• ↑ Resistência Ambiental
Maior Incidência
• Animais 3 a 4 Semanas
Associado a Patógenos
• Cryptosporidium spp.
• E. Coli
• Salmonela spp
• Rotavirus
Coronavirose
• Período de Incubação
• 24 a 48 h
• Replicação
• Vilosidades 
• Intestino Delgado
• Criptas 
• Intestino Grosso
• Atrofia Vilosidades
• Má Absorção
• Diarreia Profusa
Coronavirose
• Manifestação Clínica
• Fezes Líquidas
• Presença de Sangue 
• Mucóide
• Anorexia
• Dores Abdomnais
• Febre
Criptosporidiose
• Protozoários
• Cryptosporidium parvum
• Acomete Diferentes Fase da Vida
• Diarreia Neonatal
• Faixa Etária Principal: 5 a 15 Dias
• Potencial Zoonótico
Criptosporidiose
• Ingestão de Oocistos – Esporulados e 
Infectantes
• Alimentos / Água
• Alta Carga Viável Ambiente
• MESES
• “Auto-Infecção”
• Fatores Influenciadores
• Idade
• Imunidade
• Estado Nutricional
• Carga Parasitária
Criptosporidiose
• Fatores Importantes:
• Contato Animal Constante - LEITE
• Difícil Tratamento Específico
• Falta de Higiene Bezerreiros
• Superlotação
• Não Segregação de Animais
• Fezes - Lançadas nas Pastagens
• Contaminação de Fontes de Água
Criptosporidiose
• Lesões Entéricas
• Parte Distal do Intestino Delgado
• Duodeno
• Ceco
• Cólon
• Alteram Metabolismo do Hospedeiro - 
↓ Atividades Enzimáticas Intracelulares 
• Lactose Intraluminal - ↑ 
Osmolaridade
• Atrofia / Fusão das Microvilosidades = 
Redução Absorção de Nutrientes 
Criptosporidiose
• Quadro Clínico
• Enterite Aguda
• Diarreia Profusa
• Desidratação
• Perda de Peso
• Animais Fracos (Nascimento)
• Diarreia Amarela
• Emagrecimento 
Progressivo
• Depressão
• Morte (10 e 15 dias)
Eimeiriose
• Protozoários - Coccidiose
• Eimeiria sp
• E. bovis / E. zuernii
• Afeta Principalmente
• Animais Jovens – 4 Semanas a 1 Ano
• Ingestão de oocistos
• Esporulados
• Infectantes
Eimeiriose
• Solo
• Pastagem 
• Fontes de Água
• Grande Capacidade de Sobrevivência / Capacidade de 
Infecção 
• Semanas a Meses 
Oocistos (Ambiente)
• Exceto
 “Auto-Infecção”
 Oócitos Esporulam APENAS no Ambiente
Ciclo Biológico ≈ Cryptosporidium spp
Eimeiriose
• Apresentação
• Clínica
• Subclínica
• Manifestação Clínica X Fatores Influenciadores
• Idade
• Imunidade
• Estado Nutricional
• Carga Parasitária
Eimeiriose
• Apresentação Clínica
• Diarreia Sanguinolenta
• Desidratação
• Anorexia
• Letargia
• Febre
• Perda de Peso 
• Eventuais Mortes
Diarreia em Bezerros
Diarreia em 
Bezerros
• Manifestação Clínica
• “BEBER RUMINAL”
• Falha no Desvio do Leite
• Goteira Esofágica
• Fermentação Indesejada
• Acidose ruminal
• Diarreia
Achados Epidemiológicos em Bezerros com Diarreia
80–120 mL x PV por dia
Diarreia em 
Bezerros
• Monitoramento X Conduta Terapêutica
• Sucção
• Negativa – Suspeita Acidose Ruminal
• Tamponante
• Bicabornato de Sódio
• Fornecer 2 horas Após 
Aleitamento
• Ação pH Abomasal
• Acetato de Sódio
• Sem Interferência no 
Abomaso
Diarreia em Bezerros
• Monitoramento X Conduta 
Terapêutica
• Hidratação Ao 1º Sinal de Diarreia
• 5% de Desidratação
• SEM MANIFESTAÇÃO 
CLÍNICA
• Hidratação Via ORAL
• 2 X Dia – 5 Dias
 Componente Quantidade Função
Acetato de Sódio 6 g Tampão – combate 
acidose
Cloreto de Sódio (sal) 5 g Reposição de sódio e 
cloro
Cloreto de Potássio 1 g Reposição de potássio
Glicose de Milho 20 g Fonte de energia e co-
transporte Na+
Água (filtrada/fervida) 1 litro Veículo para a solução
 Fórmula por Litro de Água
Esquema de Fluidoterapia IV em Bezerros 
com Diarreia
Situação do Bezerro Solução IV Recomendada
 Ativo + comendo Ringer ou SF
 Ativo + sem comer Ringer + Glicose 50%
 Apático + comendo Ringer simples
 Apático + sem comer Ringer + Glicose 50%
Diarreia em Bezerros
• Monitoramento X Conduta Terapêutica
• Antibioticoterapia
• Presença de Sinais Sistêmicos
• Febre
• Prostração
• Desidratação Intensa
• Cefalosporinas 3ª Geração – Ceftiofur
• 1 – 2 mg / kg IM SID 5 a 10 Dias
• Penicilinas Potencializadas – Amoxicilina
• 11 mg / kg IM SID 5 a 10 Dias
• Sulfadoxina + Trimetoprima 
• 10 – 15 mg / kg IM a cada 72h
Diarreia em Bezerros
• Monitoramento X Conduta Terapêutica
• Coccidicida
• Toltrazuril
• 15 mg / kg VO
• Dose Única
• Criptosporidiostático
• Halofuginona*
• 0,1 mg / kg VO
• SID
• 7 Dias
Diarreia em Bezerros
• Devemos Cortar o Leite?
• Hidratação
• Glicemia
• Condições Gerais
Prevenção
Prevenção 
Prevenção
Retirada de Matéria Orgânica
Limpeza Seca
Retirada de Matéria Orgânica
Limpeza Úmida
Desinfetantes
Desinfecção
15 a 30 Dias
“Tudo Dentro – Tudo Fora
Secagem / Vazio
Prevenção
Patógeno Desinfetante 
recomendado
Tempo de contato 
mínimo Observações
E. coli / Salmonella spp. Hipoclorito (0,5–1%) ou 
Peróxidos / CQA 10–15 minutos Retirar toda matéria 
orgânica antes.
Rotavírus / Coronavírus
Iodóforos ou Ácido 
Peracético / Peróxido de 
Hidrogênio
15–20 minutos Efetivo apenas se 
superfície estiver limpa.
Cryptosporidium 
parvum
Cal virgem (pó seco) ou 
Glutaraldeído (2%) 30 minutos
Muito resistente 
Associar com rigorosa 
limpeza e secagem
Contaminação mista Monopersulfato de 
Potássio 10–20 minutos
Boa ação de amplo 
espectro; funcionam 
mesmo com um pouco 
de sujidade
 Sempre remover matéria orgânica antes da desinfecção.
Prevenção
Prevenção
Prevenção
IODO 5 – 7%
Fornecimento do Colostro
Controle e Prevenção
 Fornecimento do Colostro
Tempo Para Fornecimento
Quantidade Fornecida
Qualidade do Colostro
Tempo Para 
Fornecimento
• Antes de Mais Nada – LEMBRAR
• IMUNOGLOBULINAS SÃO MOLÉCULAS 
GRANDES
• INTESTINO Contínuo Desenvolvimento
• FECHAMENTO da Mucosa
• 1º FORNECIMENTO
• Até 6 Horas Pós-Parto
• DURAÇÃO
• ± 3 Dias 
Quantidade Fornecida
• META
• CONSUMIR 10% a 12% PV / LITROS COLOSTRO = 6 
HORAS DE VIDA
• Mas o Bezerro Não Mamou Tudo...
• Fracionar 2X
• Ingestão Forçada
Quantidade 
Fornecida
Qualidade do Colostro
Concentração de Anticorpos Carga Bacteriana
Avaliações Qualidade X Absorção
• Qualidade do Colostro (Níveis de IgG)
• Densidade
• Colostrômetro
• Colostro Balls
• Níveis de Sólidos – Proteínas Totais- IgG
• Refratômetro de BRIX (Sólidos Solúveis)
• Taxa de Transferência Passiva de Imunidade
• Soro Sanguíneo – BEZERRO
• Refratômetro de Proteínas Séricas
• Refratômetro de BRIX
Parâmetros de 
Qualidade
• Colostrômetro
• Densidade
ATENÇÃO –
Temperatura do 
Colostro 20 a 25°C
Parâmetros de 
Qualidade
• Colostro Balls
• Conjunto de 6 Bolas Coloridas (2 
Vermelhas, 1 Laranja e 3 verdes)
• Indicada pela Quantidade e Cor 
das Bolas Flutuando
ATENÇÃO – Temperatura do 
Colostro 20 a 30°C
Parâmetros de 
Qualidade
• Refratômetro de BRIX - Colostro
• Teor de Sólidos Totais
• IgG 
• > 22% BRIX
• Colostro em Temperatura Ambiente
• Limpeza e Calibragem Entre Avaliações
Parâmetros de Qualidade
• Carga Bacteriana
• Colostro Contém Aproximadamente 20.000 UFC/mL
• Duplica - 20 Minutos
• IMEDIATO
• Fornecimento
• Refrigeração
• Recomendação Atual 5,5g / dL SUCESSO
5,0 - 5,4g / 
dL
MODERADA

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