Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
Prof.ª Andresa Ferreira
Prof. Caio Abitbol Carvalho
Descrição
O atendimento psicopedagógico e as questões familiares, escolares,
culturais, emocionais e organizacionais que o permeiam.
Propósito
O conhecimento da relação entre sujeito, família e escola, no que tange
às questões sociais, culturais e emocionais, promoverá um panorama
do contexto que envolve o trabalho do psicopedagogo para que ele
saiba intervir, orientar e se posicionar de maneira crítica e reflexiva
frente às demandas psicopedagógicas.
Objetivos
Módulo 1
A relação entre sujeito, família e escola no
processo de aprendizagem
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 1/72
Reconhecer os aspectos da relação entre sujeito, família e escola no
processo de aprendizagem.
Módulo 2
A importância do assessoramento
psicopedagógico
Identificar a contribuição do assessoramento psicopedagógico na
aprendizagem e na constituição da dinâmica institucional escolar.
Módulo 3
A relação professor-aluno e a motivação na
aprendizagem
Analisar os aspectos afetivos e emocionais na relação professor-
aluno e aspectos motivacionais na aprendizagem.
Módulo 4
A postura terapêutica e seus
desdobramentos
Aplicar a postura terapêutica no trabalho em equipe, em orientações
e encaminhamentos.
Introdução

19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 2/72
O conteúdo pretende levar você a refletir sobre aspectos que
permeiam todo o trabalho psicopedagógico, desde a avaliação
até o processo interventivo, considerando quaisquer
modalidades, clínica ou institucional. Para tanto, inicialmente
abordaremos a complexa relação entre sujeito, família e escola,
trazendo reflexões de como as características dessa relação
podem influenciar positiva ou negativamente a aprendizagem do
sujeito.
Exploraremos os aspectos mais específicos da escola, como a
função da escola na vida do sujeito e a cultura escolar, além de
apresentar como o assessoramento psicopedagógico atua nesse
espaço. Em seguida, trataremos dos aspectos afetivos e
emocionais que envolvem o sujeito, a família e a escola, como a
relação professor-aluno, a motivação e a aprendizagem. Por
último, apresentaremos os aspectos que envolvem o trabalho
psicopedagógico quanto à postura do psicopedagogo e seu papel
no trabalho em equipe.
1 - A relação entre sujeito, família e escola no processo de
aprendizagem
Ao final deste módulo, você será capaz de reconhecer os aspectos da relação entre sujeito,
família e escola no processo de aprendizagem.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 3/72
Ligando os pontos
Você sabe qual a relação entre sujeito, família e escola no processo de
aprendizagem? Sabe como é a relação do sujeito com a aprendizagem?
Vejamos o case a seguir.
João era um aluno que mantinha boas notas, estava entre os primeiros
da turma e sempre gostava de estudar. Ele costumava chegar em casa e
conversar com a família sobre como foi seu dia na escola, o que estava
aprendendo e o que tinha gostado nas aulas. Porém, isso tudo mudou.
Seu pai foi transferido de estado devido ao seu trabalho e, com isso, a
família foi junto.
O menino, inicialmente, não queria realizar essa mudança, pois ele
sempre estudou naquela escola e tinha amigos tanto da escola como da
vizinhança, local onde morava desde pequeno. Porém, sem muitas
opções, João mudou-se junto com sua família.
Na nova escola, João parecia desanimado e, quando chegava em casa,
não tinha toda aquela vontade de conversar sobre o que tinha aprendido
e sobre como tinha sido o dia na escola. Além disso, a rotina também
mudou, o pai, que antes tinha mais tempo em casa, agora passava
muitas horas no trabalho e no trânsito. Nessa nova cidade onde
passaram a morar, o pai saía de casa muito cedo e chegava muito tarde,
sem ter muito tempo para conversar com João.
Preocupados com a situação e queda de aprendizagem que João estava
tendo, os pais resolveram levá-lo a um psicopedagogo. Chegando lá,
informaram que não estavam entendendo o motivo do desempenho
insatisfatório do filho, que sempre foi bom aluno. Logo, culparam a
escola pelo problema.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 4/72
O psicopedagogo atendeu João, conversou com os pais, realizou
reuniões com a escola, fez uma avaliação e os explicou as possíveis
causas para o problema da dificuldade de aprendizagem.
João ficou um tempo sendo atendido pelo psicopedagogo e a família
também. Após determinado período, João começou a se destacar
novamente nos estudos.
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos
ligar esses pontos?
Questão 1
Como você viu, o psicopedagogo listou possíveis fatores que
podem levar a problemas de aprendizagem. Das alternativas abaixo,
assinale a opção correta, que você, como psicopedagogo,
informaria aos pais a respeito de possíveis fatores para os
problemas de aprendizagem de João.
Parabéns! A alternativa A está correta.
No caso específico, não temos informações sobre como era a
metodologia da escola, porém sabemos que o pai estava
empregado, João tinha oportunidade de estudo (já que estava na
escola) e até aquele momento não apresentava nenhum transtorno
de aprendizagem ou deficiência. No entanto, João passou por um
processo de mudança de escola e de estado, deixando para trás a
escola que sempre estudou e os amigos. Além disso, nesse caso, é
A
Fatores emocionais – questões advindas de
relações familiares, falta de motivação, estresse etc.
B
Fatores metodológicos – a metodologia usada na
escola era ruim e atrapalhava a aprendizagem.
C
Fatores sociais – falta de recursos financeiros ou
falta de oportunidade de estudo.
D
Fatores orgânicos – transtorno de aprendizagem ou
algum déficit de atenção.
E Fatores neurológicos – algum tipo de deficiência.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 5/72
dito que houve uma mudança em sua rotina, Já que antes o menino
tinha muito tempo com o pai e agora não mais. Sendo assim, a
alternativa A é a que melhor se encaixa.
Questão 2
No caso abordado, é tratado que o pai antes tinha muito tempo com
o filho, o que mudou de forma repentina após a transferência de
estado. Agora, como trabalhava mais e gastava mais tempo no
trânsito, quase não conseguia ficar em casa. Se você fosse o
psicopedagogo, como você explicaria o impacto da dinâmica
familiar no processo de aprendizagem?
A
A família pouco interfere no processo de
aprendizagem do filho, ou seja, a questão familiar
não é levada em consideração em questões de
dificuldade de aprendizagem.
B
A família tem importância, mas, nesse caso, vemos
que o problema é de João, que não quer estudar e
se comprometer.
C
A família tem um papel muito importante ao
estimular, interagir e promover condições materiais
e psicológicas para que as aquisições ocorram de
forma mais saudável. Portanto, é importante saber a
dinâmica familiar, compreendendo que a interação
com a família é fundamental.
D
A família tem um papel importante, porém, no caso
de João, o fundamental é o problema escolar, pois a
escola não está prestando um serviço adequado, e
o mais correto é a mudança de escola.
E
Os pais precisam realizar as atividades escolares
para que João obtenha boas notas e com isso o
processo de aprendizagem melhore, uma vez que
ele será um dos primeiros colocados da turma.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio#para todos os estudantes. Promover
uma ampla interação social, particularmente com
os estudantes com risco de fracasso. Propiciar o
desenvolvimento de habilidades sociais.
 Avaliação
Foco de atenção: A natureza e o uso da avaliação e
dos procedimentos avaliativos
Objetivo: Tratar a avaliação como parte do
processo de ensino-aprendizagem, fornecer amplas
informações sobre o desempenho e estratégias de
aprendizagem, utilizar padrões autorreferenciados.
 Tempo
Foco de atenção: A agenda do dia escolar
Objetivo: Utilizar as tarefas de aprendizagem e as
necessidades dos estudantes para organizar a
agenda.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 49/72
Ainda assim, é preciso que as estratégias para motivação sejam
colocadas em prática em qualquer planejamento interventivo, como a
escolha da atividade de acordo com o interesse do sujeito, a
participação dele nessa escolha de forma direta ou indireta (sondagem
na anamnese), a gradação crescente de dificuldade (atividades mais
fáceis que estão abaixo do nível do sujeito, atividades medianas de
acordo com o nível de conhecimento do sujeito e atividades
desafiadoras que estimulem o sujeito), garantindo sempre o caráter
lúdico e prazeroso da atividade.
A importância da motivação no
processo de aprendizagem
Acompanhe situações que ilustram a diferença entre a motivação
intrínseca e a extrínseca nas escolas, destacando a importância delas e
refletindo sobre o papel de cada membro integrante do processo de
ensino-aprendizagem.

19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 50/72
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
A relação professor-aluno é permeada por questões que podem
interferir no processo de aprendizagem dos alunos. Uma dessas
questões é conhecida pelo nome de “profecia autorrealizadora”.
Sobre essa questão, pode-se dizer que:
A
interfere na aprendizagem somente de crianças, já
que no caso de adultos não é possível que a
profecia se realize devido à maturidade cognitiva do
sujeito.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 51/72
Parabéns! A alternativa E está correta.
A profecia autorrealizadora diz respeito às crenças ou expectativas
que o professor tem com relação aos alunos. Tais crenças levam ao
comportamento, por vezes, realizado de forma inconsciente pelo
professor, que conduz os alunos ao nível de aprendizagem
compatível com a crença. Isso pode acontecer com alunos de
qualquer idade e representa um fator de risco na relação professor-
aluno.
Questão 2
A motivação é considerada fator primordial para a aprendizagem,
pois é ela que nos move rumo à execução da tarefa, assegura a
persistência, ou seja, mantém o foco na ação mesmo que
apareçam obstáculos. Sabe-se, ainda, que existem diferentes tipos
de motivação, como a motivação extrínseca e a intrínseca. Assinale
a alternativa em que, no diálogo, contenha características
referentes à motivação intrínseca.
B
é um mito, já que a relação professor-aluno é
permeada por questões que são verificadas de
forma concreta e objetiva.
C
é natural na relação professor-aluno, pois não há
possibilidade de gerar problemas de aprendizagem.
D
é uma hipótese sobre a influência do professor na
aprendizagem dos alunos, mas que foi refutada por
todos os pesquisadores da atualidade.
E
corresponde à expectativa depositada pelo
professor no aluno e que, por meio de
comportamentos (in)conscientes, faz com que essa
expectativa seja concretizada.
A
Aluno: “Professora, já terminei a tarefa!”
Professora: “Que bom, João! Tome aqui o chocolate
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 52/72
Parabéns! A alternativa C está correta.
A motivação intrínseca se refere à escolha e realização de
determinada atividade por sua própria causa, como no caso da
alternativa C, que apresenta um ponto de interesse do aluno
(dinossauros). As outras alternativas contêm características da
motivação extrínseca, por exemplo: receber recompensas materiais
ou sociais, de reconhecimento, objetivando atender aos comandos
ou pressões de outras pessoas, para agradar o outro ou para
demonstrar habilidades e competências.
que eu havia lhe prometido!”
B
Professora: “Maria, se você não terminar a tarefa em
5 minutos, ficará sem recreio!”
Aluna: “Já terminei, professora!”
C
Professora: “Lucas, olhe a atividade que trouxe para
fazermos hoje!”
Aluno: “Uau, professora! Como você adivinhou que
eu amo dinossauros?”
D
Professor: “Combinei com sua mãe que vou avisá-la
quando você não conseguir fazer a tarefa!”
Aluno: “Vou me esforçar e tenho certeza de que
conseguirei, não quero decepcioná-la”.
E
Professor: “Ana, está aqui a sua prova”.
Aluna: “Uau! Eu tirei nota 10, vou mostrar para os
meus pais e todos os meus amigos!”
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 53/72
4 - A postura terapêutica e seus desdobramentos
Ao final deste módulo, você será capaz de aplicar a postura terapêutica no trabalho em
equipe, em orientações e encaminhamentos.
Ligando os pontos
Você sabe o que é uma postura terapêutica? Sabe como aplicá-la no
trabalho em equipe e em orientações e encaminhamento? Vamos ver o
caso abaixo.
Sabe-se que a atuação do psicopedagogo tem como objetivo a
aprendizagem da pessoa, levando em consideração tanto os enfoques
preventivos como os clínicos que se configuram em um trabalho
terapêutico. Para que isso ocorra, é necessário articular informações
sobre cada pessoa, como seu desenvolvimento, história de vida,
contexto (escolar e familiar) que a pessoa está inserida etc. É essa
articulação, a partir de diversas visões, que vai fazer com que o
psicopedagogo seja um profissional com postura terapêutica, o qual vai
considerar vários fatores.
Baseado nisso, um diretor resolveu chamar um psicopedagogo para
começar um trabalho em uma escola. A ideia seria que ele ficasse
focado nos alunos e em possíveis problemas de aprendizagem.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 54/72
O diretor realizou algumas entrevistas, até que, finalmente, gostou de
uma pessoa em específico. Durante a entrevista, porém, percebeu que o
psicopedagogo escolhido discordava de alguns pontos.
O diretor havia falado que o trabalho seria focado nos alunos e, por isso,
ele só teria contato com eles, ou seja, sem contato com a equipe
pedagógica e o corpo docente. Dito isso, o psicopedagogo informou que
gostaria de pontuar alguns elementos. O diretor concordou e quis ouvi-
lo. O profissional então informou que, para um trabalho
psicopedagógico com êxito, era necessário trabalho em equipe e, para
que ocorra de fato uma intervenção psicopedagógica, precisaria atuar
por duas vias prioritárias.
O diretor gostou do que ouviu e decidiu realizar as adaptações e
contratar o psicopedagogo, que assumiria então dois papéis para a
realização do trabalho psicopedagógico institucional. Dessa forma, o
psicopedagogo mostrou qual seria o seu plano de trabalho no
assessoramento psicopedagógico, o que foi bem aceito pelo diretor.
Assim, o psicopedagogo pôde iniciar seu trabalho.
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos
ligar esses pontos?
Questão 1
No caso, vimos que o psicopedagogo comenta sobre duas vias
prioritárias para que ocorra uma intervenção psicopedagógica
dentro da instituição. Das alternativas abaixo, assinale aquela que
você imagina explicar de forma corretacomo as duas vias
prioritárias.
A
A primeira via diz respeito à intervenção do
psicopedagogo nas avaliações, ou seja, o
psicopedagogo passa a ser a pessoa que irá montar
e corrigir as avaliações dos alunos; e a segunda via
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 55/72
Parabéns! A alternativa C está correta.
A intervenção psicopedagógica institucional pode ocorrer através
de projetos ou pela intervenção mais específica na sala de apoio
psicopedagógico, e ambas são feitas com a discussão dos pares e
pelo trabalho em equipe. A intervenção psicopedagógica dentro de
uma instituição pode ser feita por duas vias. A primeira mostra que
é a partir da própria estrutura coletiva, na qual o psicopedagogo faz
parte, como um departamento de orientação, por exemplo. A
segunda via é a da colaboração, em que o psicopedagogo vai ajudar
diz respeito à intervenção do psicopedagogo nas
aulas, assumindo as turmas dos professores que
não estão caminhando bem.
B
A primeira via mostra que é necessário que o
psicopedagogo assuma um papel na direção
escolar, para que possa dar ordens e possa
modificar toda a estrutura escolar; a segunda via diz
respeito à oportunidade de modificar todo o estilo
de aulas e avaliações.
C
A primeira via parte da própria estrutura coletiva, ou
seja, é da estrutura que o psicopedagogo faz parte
como um membro, como em um departamento de
orientação; a segunda via é a da colaboração, ou
seja, é aquela que o psicopedagogo vai auxiliar a
equipe gestora no desenvolvimento das tarefas
coletivas.
D
A primeira via parte do psicopedagogo assumir
cargos de chefia para que possa modificar toda a
estrutura escolar; e a segunda via parte do
pressuposto que é necessário que o psicopedagogo
esteja dentro de sala de aula atuando para poder
mudar a questão pedagógica.
E
A primeira via mostra que é necessário que o
psicopedagogo trabalhe como um colaborador,
ajudando a equipe gestora; já a segunda via, aborda
que é necessário que o psicopedagogo seja um
membro de um departamento específico, como o de
orientação.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 56/72
a equipe gestora no desenvolvimento de tarefas, como preparações
de reuniões.
Questão 2
Outro ponto abordado no caso é a importância do trabalho em
equipe. Se você fosse o psicopedagogo, como explicaria a
importância desse ponto?
A
O trabalho em equipe traz diversos benefícios, como
o intercâmbio com a escola e a família, o fato de se
ouvir outros professionais, a questão de se discutir
o caso com seus pares que enriquece o olhar do
todo. O trabalho vai se fazer presente em diversos
momentos e é um meio para se atingir os
propósitos, a fim de se avançar em um objetivo
comum.
B
O trabalho em equipe é importante porque, quando
uma pessoa não realizar sua função, terá outra
pessoa que realizará. Com isso, nunca se terá
lacunas ou problemas de diagnóstico, uma vez que
sempre terá alguém trabalhando e realizando as
funções necessárias.
C
O trabalho em equipe é importante, mas não
fundamental, ou seja, você pode realizar um
trabalho em equipe, ou não, pois os resultados não
vão mudar, uma vez que só você sabe o que deve
ser feito.
D
O trabalho em equipe só é importante quando o
psicopedagogo não sabe o que deve ser feito e, por
isso, precisa ouvir diversas pessoas para aprender
com elas. Sendo assim, se você sabe o que precisa
ser feito, não precisa se preocupar com o trabalho
em equipe.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 57/72
Parabéns! A alternativa A está correta.
No trabalho clínico, é importante o intercâmbio com a escola e com
a família, e é importante também ouvir outros profissionais, como
pacientes que fazem acompanhamento com médicos etc. É
fundamental ainda que o psicopedagogo discuta o caso com pares
quando estão em supervisões psicopedagógicas. A discussão dos
casos clínicos vai favorecer um enriquecimento do olhar do todo,
assim, o outro pode verificar algum detalhe por outro ângulo. Já em
relação ao institucional, o trabalho em equipe é diário e
fundamental para atingir propósitos e avançar em um objetivo
comum.
Questão 3
Ao longo do caso falou-se em plano de trabalho no assessoramento
psicopedagógico. Sobre esse plano, como você o montaria? Quais os
aspectos relevantes para constarem no plano de trabalho?
Digite sua resposta aqui
Chave de resposta
O plano de trabalho no assessoramento psicopedagógico pode ser
estabelecido partindo de alguns aspectos. No primeiro aspecto,
temos a conceituação da tarefa, que é onde se discute o objeto de
trabalho que vai vincular os participantes do grupo a um objetivo
em comum. O segundo aspecto é o ponto de partida, uma vez que
antes de realizar de fato a tarefa é preciso verificar o contexto, ou
seja, se há documentos, experiências anteriores. No terceiro
aspecto, temos a definição dos objetivos que precisam ser
realizados pela tarefa, ou seja, o que se pretende realizar e o
porquê daquilo. No quarto, temos o aspecto metodológico do
trabalho em equipe. Por fim, temos as relações interpessoais no
grupo, ou seja, é preciso que cada integrante encontre um lugar
confortável.
E O trabalho em equipe é importante porque você
deve explicar para as outras pessoas o que cada
uma deve fazer e, com isso, elas saberão como agir
e como se comportar em cada situação, realizando
seu trabalho de forma melhor.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 58/72
Vamos começar!
Este módulo visa apresentar o percurso do trabalho psicopedagógico a
partir da reflexão sobre a postura do profissional desde a avaliação até a
finalização do plano de intervenção, seja ele clínico ou institucional.
Para tanto, discute-se a postura terapêutica do psicopedagogo frente
aos tipos de avaliação clínica e mapeamento institucional com foco em
um trabalho colaborativo, de diálogo com os pares, a fim de diagnosticar
o sintoma do sujeito ou da instituição. Ao final, faz-se uma reflexão
sobre a necessidade do psicopedagogo em ser um profissional reflexivo,
que a partir de seu aporte teórico e sua prática, executa com maestria
seu trabalho psicopedagógico.
A postura terapêutica
A atuação psicopedagógica tem como objeto a aprendizagem do
sujeito, considerando os enfoques preventivo e clínico que se
configuram em um trabalho terapêutico.
Para tanto, o psicopedagogo articula as informações particulares de
cada sujeito, como sua história de vida, seu desenvolvimento e suas
demandas específicas, e a visão global, que diz respeito ao contexto no
qual o sujeito está inserido, como o contexto escolar, familiar, e a
elementos culturais que o permeiam.
Essa articulação de visões faz do psicopedagogo um profissional que
exerce uma postura terapêutica em que tem a visão do todo, ou seja,
considera a interação dos múltiplos fatores (psicobiológicos,
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 59/72
socioculturais e afetivo-cognitivos) a fim de enxergar o sujeito em sua
totalidade, de forma integral, o que possibilita pensar estratégias mais
eficazes para a intervenção psicopedagógica.
O trabalho psicopedagógico não se faz de forma
solitária. Para se ter a visão do todo, é preciso
conhecer as partes, as quais provêm de inúmeros
lugares e vozes.
Para o trabalho com formação de professores, por exemplo, é preciso
que o psicopedagogo esteja junto ao coordenador pedagógico
pensando estratégias a fim de construir um perfil de profissionais dentro
da instituição que estejam abertos às transformações socioculturais,ao
diálogo, à ação cooperativa, bem como a uma prática interdisciplinar e
contextualizada.
A postura terapêutica na avaliação e
intervenção psicopedagógica
Acompanhe uma reflexão sobre a postura terapêutica na avaliação e
intervenção psicopedagógica, destacando as diversas considerações
que esse profissional precisa ter na análise de cada caso.
O trabalho em equipe
No trabalho psicopedagógico clínico, além do intercâmbio com a escola
e a família, é necessário também ouvir outros profissionais que
tangenciam o trabalho interventivo, como os pacientes que fazem
acompanhamento médico, psicológico, fonoaudiológico, dentre outros.
Além disso, é importante que o psicopedagogo discuta o caso com seus
pares, por exemplo, em situação de supervisão psicopedagógica. A
discussão de casos clínicos enriquece o olhar do todo, ao passo que o

19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 60/72
outro (que está de fora da situação) pode olhar para algum detalhe ou
por algum ângulo que não tinha sido visto.
No trabalho psicopedagógico institucional, o trabalho em equipe se faz
presente em todos os momentos e é considerado como um meio para
atingir os propósitos de avançar em um objetivo comum. É preciso,
inicialmente, que o psicopedagogo junto à equipe faça uma avaliação da
instituição.
Assim como no consultório, em que o psicopedagogo investiga os
fatores que permeiam a relação do sujeito com o objeto de
aprendizagem e que o levam ao sintoma, isso também é feito no
ambiente institucional. A essa investigação, damos o nome de
“mapeamento institucional”.
A partir do mapeamento institucional, que vai da coleta de informações
da instituição (recursos físicos, humanos e estruturais) até a análise do
contexto e entorno da escola, é possível, como o próprio nome diz,
mapear as condições que estão estabelecidas na relação entre os
sujeitos e o processo de ensino e aprendizagem. A partir desse
momento, identifica-se o “sintoma” presente na instituição e traçam-se
as metas.
Saiba mais
A intervenção psicopedagógica institucional pode ser realizada por meio
de projetos ou por intervenções mais específicas na sala de apoio
psicopedagógico, ambas são realizadas com a discussão dos pares e
trabalho em equipe.
A intervenção psicopedagógica dentro da instituição pode ser feita por
meio de duas vias prioritárias. Veja a seguir.
Estrutural
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 61/72
É realizada a partir da própria estrutura coletiva, da qual o
psicopedagogo faz parte e é membro “de direito”, como nos
departamentos de orientação ou na comissão de coordenação
pedagógica ou, ainda, quando o psicopedagogo aborda uma
tarefa concreta que pode adquirir a forma de um programa de
trabalho.
Colaborativa
É realizada através da colaboração, na qual o psicopedagogo vai
auxiliar a equipe gestora no desenvolvimento de tarefas coletivas,
tais como preparação de reuniões, análise de sessões realizadas
para identificar pontos de conflito ou elaboração de instrumentos
para melhorar a eficácia do grupo. Ambos os caminhos são,
também, complementares, de acordo com Solé (2001).
Nesse sentido, no trabalho psicopedagógico institucional, o
psicopedagogo assume dois papéis:
Membro da equipe
Em uma organização de trabalho cooperativo que implica a
aprendizagem entre iguais.
Colaborador
Em situações nais quais mostra maneiras operacionais de manejo das
relações que se estabelecem no grupo.
É importante que o psicopedagogo saiba claramente seu papel junto à
equipe gestora para que não substitua a função do coordenador, pois
são funções complementares. Essa preocupação deve ser levada em
consideração inclusive no caso de o psicopedagogo assumir, a pedido
do grupo, um papel de protagonista na condução das sessões, a não ser
em situações em que o psicopedagogo é o profissional que dirigirá o
trabalho, como em um programa de orientação acadêmica ou
profissional.
O plano de trabalho no assessoramento psicopedagógico pode ser
estabelecido a partir de alguns aspectos. Veja quais são:
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 62/72
 O primeiro aspecto é como conceituar a “tarefa”, ou
seja, discutir qual o objeto de trabalho que vincula
os participantes do grupo a um objetivo comum.
 O segundo aspecto é o ponto de partida, pois antes
de realizar a tarefa, é preciso situar o contexto, por
exemplo: ver se há documentos a respeito do
assunto ou se já houve experiências realizadas que
podem ser semelhantes ao que se propõe elaborar.
 O terceiro aspecto é definir os objetivos visados
pela tarefa, ou seja, deve-se saber o que se
pretende realizar e por que é indispensável, para
encontrar sentido e se envolver na tarefa.
 O quarto aspecto é a metodologia do trabalho em
equipe, pois a organização do trabalho coletivo é
essencial para atingir os propósitos de uma tarefa
comum.
 Por último, o aspecto das relações interpessoais no
grupo, pois é preciso que cada integrante encontre
um lugar confortável para trabalhar e mostrar suas
competências, que possa participar tanto das
tomadas de decisões como de seu
desenvolvimento.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 63/72
Em síntese, a intervenção do psicopedagogo pode focalizar diversos
componentes e todos eles em conjunto:
a identificação da tarefa como elemento de vínculo entre os
membros de um grupo;
a análise do ponto de partida do grupo;
o projeto (estabelecimento de objetivos e decisões de organização
e metodologia de trabalho);
o planejamento da tarefa com critérios realistas e de consenso;
o adequado manejo das relações interpessoais nas equipes de
trabalho.
O psicopedagogo como profissional reflexivo
A formação do psicopedagogo não se esgota em sua formação inicial, é
necessária a formação continuada durante seu exercício profissional,
semelhante a qualquer outra profissão ligada à área de humanas, pois,
quando se lida com pessoas, aliada a uma complexa dinâmica que
envolve a aprendizagem, a própria aprendizagem deve ser constante.
A formação do psicopedagogo perpassa várias áreas, como a
Pedagogia, Psicologia, Fonoaudiologia, Neuropsicologia, dentre outras,
mas mantém a sua especificidade como campo de conhecimento da
Psicopedagogia.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 64/72
A partir de um núcleo de formação básica, do qual fazem parte os
processos educacionais (estrutura e organização da educação escolar,
currículo, educação de alunos com necessidades educacionais
especiais etc.); processos psicológicos e de desenvolvimento (memória,
atenção, funções executivas, linguagem, desenvolvimento integral,
bases biológicas e socioculturais do comportamento etc.), o
psicopedagogo adquire seu aporte teórico e se aventura na missão de
despertar o prazer pela aprendizagem, seja dentro de seu consultório ou
em nível institucional.
Nesse sentido, o profissional psicopedagogo, ao adentrar no mercado
de trabalho, deve se tornar um profissional reflexivo, capaz não só de se
aprimorar e buscar cada vez mais formação e conhecimento teórico,
mas também refletir sobre sua prática. Para se tornar um profissional
reflexivo, é preciso exercer a práxis psicopedagógica.
Práxis psicopedagógica
Consiste na relação entre o conhecimento teórico adquirido e sua
transposição dialética para a prática profissional, seja ela na clínica ou na
instituição.
A práxis psicopedagógica, em ambos os casos, não se faz sozinha; é
preciso dialogar, ouvir diferentes pontos de vista, desconstruirparadigmas para reconstruí-los em novo formato, sempre aberto e em
busca de novos caminhos que levam ao mesmo objetivo: a
aprendizagem do sujeito.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 65/72
É com essa reflexão que finalizamos este módulo, no intuito de que
você, futuro psicopedagogo, seja um profissional que tenha não só um
grande aporte teórico, mas também seja um profissional crítico,
reflexivo e cooperativo em sua prática psicopedagógica.
Documentos modelo de uso
psicopedagógico
Para auxiliá-lo nessa empreitada da práxis psicopedagógica, com o
intuito de contribuir para a sistematização dos pontos de estudo
abordados até aqui junto às ferramentas para a prática profissional, são
disponibilizados dois modelos de documentos psicopedagógicos: um
voltado para a área clínica (avaliação) e outro para a área institucional
(mapeamento). Lembre-se de que são apenas modelos que servirão
como ponto de partida para sua investigação e que poderão ser
modificados conforme a demanda psicopedagógica.
Modelo área clínica (avaliação)
Modelo área institucional (mapeamento)
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 66/72
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/pdf/01.pdf
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/pdf/02.pdf
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
Assinale a alternativa que apresente a terminologia e ordem correta
dos aspectos que compõem o plano de trabalho no
assessoramento psicopedagógico:
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 67/72
Parabéns! A alternativa D está correta.
Os aspectos que compõem o plano de trabalho no assessoramento
psicopedagógico devem ser executados por meio do trabalho em
equipe. Para tanto, é preciso conceituar a tarefa como elemento de
vínculo entre os membros de um grupo, analisar o ponto de partida,
estabelecer o objetivo pretendido, bem como a metodologia que
será utilizada para alcançá-lo. E, por último, cuidar das relações
interpessoais nas equipes de trabalho.
Questão 2
Julgue as proposições como verdadeiras ou falsas e assinale a
alternativa correta a respeito do psicopedagogo como profissional
reflexivo:
( ) O psicopedagogo reflexivo é aquele que alia o conhecimento
teórico a suas experiências práticas da profissão.
( ) O profissional que busca se aprimorar ao longo do tempo,
A
Ponto de partida – conceituação da tarefa –
definição dos objetivos – execução do trabalho –
relações interpessoais.
B
Ponto de partida – definição dos objetivos –
metodologia – execução do trabalho – relações
interpessoais.
C
Conceituação da tarefa – definição dos objetivos –
execução do trabalho – relações interpessoais.
D
Conceituação da tarefa – ponto de partida –
definição dos objetivos – metodologia – relações
interpessoais.
E
Ponto de partida – definição dos objetivos –
execução – relações interpessoais − socialização.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 68/72
aplicando seus conhecimentos à prática profissional,
consequentemente será um psicopedagogo reflexivo.
( ) O psicopedagogo reflexivo, por ter um amplo aporte teórico
aliado à sua experiência, não necessita de orientação, discussão e
supervisão em seu trabalho clínico.
Parabéns! A alternativa B está correta.
O profissional psicopedagogo reflexivo é aquele que busca
conhecimento contínuo ao longo de toda a carreira, sempre
estudando, se aprimorando e atribuindo significado à sua prática.
Além disso, o trabalho psicopedagógico deve ser compartilhado, o
que pode ocorrer por meio de discussões com outros profissionais
em reuniões ou supervisões de casos clínicos, o que possibilita a
ampliação do olhar para o sintoma e, consequentemente, uma
conduta terapêutica mais assertiva.
Considerações finais
Como vimos, são muitos os aspectos que envolvem o trabalho
psicopedagógico, sejam eles sociais, familiares, escolares, emocionais e
os que estão relacionados ao próprio sujeito.
A V – V – V
B V – V – F
C V – F – V
D F – V – F
E V – F – F
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 69/72
A investigação desses aspectos é de suma importância para o trabalho
psicopedagógico, mas é ainda mais importante não considerar tais
aspectos de forma isolada e muito menos utilizá-los para a
responsabilização de sua ocorrência. Ter ciência desses aspectos
auxiliará o psicopedagogo em sua atuação, seja na clínica ou na
instituição. Com isso, ele poderá compartilhar com outros profissionais
e, a partir de um trabalho colaborativo, traçar metas para alcançar um
objetivo comum, que é a aprendizagem do sujeito.
Espera-se que você, aluno, adquira esses conhecimentos trabalhados ao
longo dos módulos e os alie à sua futura prática profissional, a fim de se
tornar um profissional psicopedagogo reflexivo.
Podcast
Para encerrar, ouça uma reflexão sobre os impactos do confinamento
domiciliar devido à pandemia de covid-19, no desenvolvimento da
aprendizagem das crianças e o trabalho preventivo e intervenções do
psicopedagogo.

Explore +
Confira a indicação que separamos especialmente para você!
Assista ao filme Como estrelas na Terra – toda criança é especial,
disponível no YouTube e Netflix.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 70/72
Referências
BOSSA, N. A. A psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da
prática. 5. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2019.
DE BRITTO, V.; LOMONACO, J. Expectativa do professor: implicações
psicológicas e sociais. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 3, n. 2, 1983.
FERNÁNDEZ, A. A inteligência aprisionada. Tradução de Iara Rodrigues.
Porto Alegre: Artmed, 1991.
FREIRE, P. A escola é. Arquivos. Governo Municipal de Cascavel.
Consultado na Internet em: 14 set. 2021.
FREIRE, P.; BETTO, F. Essa escola chamada Vida. Depoimentos ao
repórter Ricardo Kotscho. 9.  ed. São Paulo: Ática, 1998. 96 p.
GUIMARÃES, S. E. R. Motivação intrínseca, extrínseca e o uso de
recompensas em sala de aula. In: BORUCHOVITCH, E.; BZUNECK, J. A. 
(Orgs). A motivação do aluno: contribuições da psicologia
contemporânea. 4. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.
PORTO, O. Psicopedagogia institucional: teoria, prática e
assessoramento psicopedagógico. 2. ed. Rio de Janeiro: Wak, 2007. 160
p.
ROSENTHAL, R.; JACOBSON, L. Pygmalion in the Classroom. New York:
Holt, Rinehart & Winston, 1968.
SOLÉ, I. Orientação educacional e intervenção
psicopedagógica. Tradução de Beatriz A. Neves. Porto Alegre: ARTMED,
2001.
Material para download
Clique no botão abaixo para fazer o download do
conteúdo completo em formato PDF.
Download material
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 71/72
javascript:CriaPDF()
O que você achou do conteúdo?
Relatar problema
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 72/726/72
Parabéns! A alternativa A está correta.
A família é muito importante no atendimento psicopedagógico,
sendo fundamental entender a relação entre os membros familiares
e a pessoa que está sendo atendida, a fim de conseguir pistas de
como seguir com o atendimento. Além disso, é preciso saber
também a dinâmica familiar para entender a relação da pessoa com
a aprendizagem. Em nosso caso, João tinha a rotina de se reunir
regularmente com o pai, o que mudou depois da mudança. A
família tem um papel fundamental quando interage com os filhos,
pois promove condições materiais e psicológicas.
Questão 3
Você deve ter percebido que o psicopedagogo, além de atender João,
conversou também com os pais e com a escola para tentar entender o
que estava ocorrendo. A atitude do profissional foi correta? Ele deveria
ter conversado com os pais e com a escola? Por quê?
Digite sua resposta aqui
Chave de resposta
O psicopedagogo fez certo, pois é necessário que se conheça a
história da família (no caso, de João), como ocorreu seu
desenvolvimento, como a família lidou com questões ligadas à
aprendizagem. É preciso entender a dinâmica familiar (nesse caso,
antes de procurar o atendimento), conhecer onde e com quem a
pessoa vive, saber se houve algum acontecimento marcante,
como mudança de casa ou de cidade. Além disso, é importante
também conversar com a equipe escolar para entender o
comportamento da pessoa na sala de aula, no recreio e até
mesmo no refeitório. Tudo isso ajuda o psicopedagogo em seu
diagnóstico.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 7/72
Vamos começar!
Este módulo visa discutir os aspectos que envolvem o tripé sujeito,
família e escola na complexa dinâmica da aprendizagem. Para tanto, é
preciso conhecer quem é esse sujeito e o contexto no qual ele está
inserido. É importante, ainda, resgatar o conceito de família e
compreender como as relações familiares podem influenciar de maneira
positiva ou negativa o trabalho psicopedagógico. Da mesma forma,
refletir sobre a escola e seu papel na vida do sujeito também pode trazer
indícios do vínculo que o paciente estabelece com o aprender.
A partir da reflexão sobre a relação entre sujeito, família e escola, o
profissional terá ferramentas para conduzir seu raciocínio clínico de
forma mais assertiva no trabalho psicopedagógico.
O sujeito e o (não) desejo de aprender
Para compreender o sujeito e a relação que ele estabelece com a
aprendizagem, é preciso escutar não só o que ele tem a dizer, mas
também o que ele tenta não dizer e diz de outra forma e até mesmo
aquilo que não é dito. Para escutar essas vozes do sujeito, ditas e não
ditas, é preciso observar o contexto no qual ele está inserido. Perceber
sua relação com a família e a escola é um dos caminhos para
diagnosticar a origem do sintoma ou mesmo traçar um plano
psicopedagógico interventivo.
Durante muito tempo, o sujeito foi culpabilizado pelos problemas de
aprendizagem. Os fatores orgânicos, como coeficiente de inteligência
(testes de Q.I.), eram usados para justificar os problemas de
aprendizagem. Ao longo do tempo, essa percepção mudou graças aos
estudos científicos nas áreas da Psicologia, Sociologia e Educação, que
tiveram como objetivo investigar as causas do fracasso escolar que
podem ou não se configurar em um problema de aprendizagem.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 8/72
O fracasso escolar está muito mais relacionado a uma questão macro,
que envolve relações políticas, econômicas e sociais, nas quais o sujeito
está inserido. O fracasso escolar se relaciona a uma resposta
insuficiente do sujeito às demandas escolares, que pode ter suas razões
em inúmeros fatores diretos e indiretos.
Exemplo
Falta de oportunidades e condições para estudar, ensino deficitário,
metodologias inadequadas, falta de estrutura da instituição, formação
de professores, entre outros.
Tais questões podem privar os sujeitos de uma educação de qualidade,
dificultando o acesso à leitura e à escrita, por isso a instalação do
fracasso escolar deve ser vista por uma perspectiva mais ampla, porém
não deixa de estar relacionada aos problemas de aprendizagem.
Quanto aos problemas de aprendizagem, pode-se dizer que devemos
considerar também o nível macro, mas devemos analisar como ele
incide no nível micro. Em outras palavras, investigar as causas dos
problemas de aprendizagem é como se observássemos todo o contexto
do sujeito e, aos poucos, fôssemos nos aproximando e colocando uma
lupa sobre ele.
De fato, o que é possível considerar hoje é que não há um único fator de
causalidade para o os problemas de aprendizagem, mas sim uma
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 9/72
interação de fatores que convergem para o problema. Dentre esses
fatores, pode-se citar alguns, tais como:

Orgânicos, neurológicos ou neuropsicológicos
Deficiências; déficit de atenção, memória e/ou funções executivas;
transtornos de aprendizagem.

Sociais ou econômicos
Falta de recursos, condições e/ou oportunidades de estudo.

Metodológicos
Tipo de ensino ou ferramentas pedagógicas que não se adequam às
necessidades do sujeito.

Emocionais
Questões advindas das relações familiares, escolares e sociais; estresse
e ansiedade, dentre outros.
Não é possível estabelecer um perfil exato do sujeito com problemas de
aprendizagem, mas sabemos que o sintoma é multifatorial e que,
portanto, é preciso investigar a interação desses fatores para formular
as hipóteses diagnósticas que levam o sujeito a não aprender.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 10/72
A dinâmica familiar no processo de
aprendizagem
A família é uma peça fundamental no atendimento psicopedagógico,
pois a partir dela se obtém as primeiras informações sobre o paciente e,
quando se toma conhecimento da relação entre os membros familiares
e o sujeito, é possível obter pistas de como conduzir o atendimento
psicopedagógico.
O conhecimento da dinâmica familiar é imprescindível para saber qual a
relação que o sujeito possui com a aprendizagem, independentemente
de sua faixa etária.
Na maioria das vezes, vamos nos referir às crianças ou adolescentes
menores de 18 anos, mas o conhecimento da história familiar e a
dinâmica atual na qual o sujeito está inserido são válidos também para
casos clínicos de adultos e idosos.
Antes de falarmos sobre como a dinâmica familiar pode interferir ou, ao
menos, influenciar o processo de aprendizagem do sujeito, é preciso
fazer um parêntese sobre o conceito de família. Família, segundo o
Dicionário On-line de Português (2021), significa “Pessoas cujas
relações foram estabelecidas pelo casamento, por filiação ou pelo
processo de adoção”, ou ainda, “Grupo de pessoas que compartilham os
mesmos antepassados; estirpe, linhagem, geração”.
Atenção!
O conceito de família deve ser entendido de forma muito mais ampla do
que no dicionário, pois família é o grupo de pessoas no qual o sujeito
está inserido, que lhe garante o seu desenvolvimento integral. É preciso,
ainda, compreender que família é formada de diferentes maneiras.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 11/72
Você já ouviu alguém dizer esta frase?
“Nossa, esse menino não aprende! Lógico, com a família desestruturada
que ele tem, não conseguirá aprender mesmo!”
Infelizmente, imagino que sim.
É preciso esclarecer aqui o que se entende por família desestruturada.
Ao longo do tempo, a estrutura nuclear, patriarcal e matrimonial vem
sofrendo intensas transformações.Atualmente, diversas formas de
arranjos familiares são aceitas socialmente e algumas delas, inclusive
judicialmente. É preciso, portanto, considerar como estruturados os
diferentes arranjos familiares, como por exemplo:
ds
Monoparentais
O sujeito vive com um dos genitores.  
Homoafetivos
O sujeito vive com pais do mesmo sexo.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 12/72
Recompostos
O sujeito vive com um dos genitores e o(a) companheiro(a)
dele(a).
O que importa não é o tipo de arranjo familiar no qual o sujeito está
inserido, mas sim a dinâmica familiar existente, ou seja, a relação
afetiva que é estabelecida entre os membros dessa família.
Posto isso, vamos refletir agora sobre a família e o processo de
aprendizagem, pois é observando a interação entre os membros
familiares que podemos compreender como se dá o acesso ao
conhecimento e à aprendizagem.
É na família que o sujeito adquire suas primeiras aprendizagens, como
sugar no seio da mãe, sentar, engatinhar, andar, controlar os esfíncteres,
falar, dentre outras aquisições relacionadas ao seu desenvolvimento.
Nesse sentido, a família exerce papel fundamental quando se estimula,
interage, promove condições materiais e psicológicas para que todas
essas aquisições ocorram da forma mais saudável possível.
É importante que a família estimule a curiosidade da criança, atenda às
suas indagações na fase dos “porquês”, permitindo que a criança pense
e aja com autonomia, conscientizando o sujeito de suas ações e
respectivas consequências. Quando esse estímulo, que permite à
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 13/72
criança pensar, escolher e agir, é negado, pode reverberar em
consequências negativas quanto à aprendizagem escolar.
Comentário
Uma criança que não é estimulada a pensar com criatividade e
autonomia, que é podada no momento de falar e cujas indagações não
são consideradas, pode ter dificuldades com a fala, para contar uma
história considerando começo, meio e fim; para dar um recado ou contar
um problema ocorrido e, quando a oralidade é prejudicada,
provavelmente irá refletir no momento da escrita e na produção de
textos e narrativas.
A escola e sua função social na
aprendizagem
A escola é o espaço de desenvolvimento integral do sujeito. É nela que
se manifestam os primeiros sinais de que algo não está indo bem com a
aprendizagem. É a escola que muitas vezes encaminha o sujeito para o
médico ou para uma avaliação psicopedagógica. A escola é o espaço
rico em informações que ajudará o psicopedagogo a compreender
como os sinais se manifestaram e como as pessoas ao redor
(professores, colegas e família) lidaram com isso.
Nesse sentido, deve-se considerar o espaço escolar
como uma fonte de informações e, da mesma forma
como se investiga o sujeito e a família, também há a
investigação dos fatores escolares que podem
influenciar positiva ou negativamente a aprendizagem
da criança.
A função social da escola não é só transmitir os conhecimentos
acumulados pela humanidade ao longo do tempo, mas também
promover o desenvolvimento integral e formar cidadãos críticos e
reflexivos que saibam conviver em sociedade. Portanto, para além dos
conteúdos pedagógicos, a escola é o espaço de interação e de
convivência que poderá facilitar e/ou dificultar a relação que o sujeito
estabelece com a aprendizagem.
A escola é participante do processo de aprendizagem que inclui o
sujeito no mundo sociocultural e que se configura em um espaço não só
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 14/72
de coleta de informações dos problemas de aprendizagem para a
psicopedagogia clínica, mas também um espaço de prevenção desses
problemas na atuação da psicopedagogia institucional.
As relações que se estabelecem dentro do espaço escolar, como a
relação professor-aluno ou aluno-aluno podem incidir sobre o vínculo do
sujeito com o desejo de aprender. É nesse sentido que o psicopedagogo
precisa ter ciência de como se estabelecem tais relações a fim de
orientar ou até mesmo intervir no sintoma apresentado pelo sujeito.
A relação entre sujeito, família e escola
O psicopedagogo deve conhecer a história familiar do sujeito, como se
deu seu desenvolvimento e como a família interagiu ao longo do tempo
com as questões relacionadas à aprendizagem. É preciso também
conhecer como é a dinâmica familiar antes e durante a procura pelo
atendimento psicopedagógico, ou seja, conhecer onde e com quem o
sujeito vive, se houve algum acontecimento ao longo do tempo, como
separação dos pais, desemprego, prisão, morte na família, mudança de
casa, de cidade, de escola.
É importante também conversar com a equipe escolar sobre o
comportamento do sujeito na sala de aula, no recreio, no refeitório e
como é sua relação com os professores e colegas. Enfim, todas essas
informações vão ajudar o profissional a coletar pistas que o levem à
origem do sintoma.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 15/72
O fato é que muitas vezes informações importantes são veladas pelo
sujeito, pela família e pela escola, seja de forma consciente ou
inconsciente, às vezes por não verem sentido em revelar, às vezes
porque falar sobre o assunto causa dor e sofrimento, ou às vezes por
sentirem culpa ou medo de serem culpabilizados. É preciso que o
psicopedagogo acione sua perspicácia em descobrir esses segredos!
Segundo Fernández (1991, p. 101), “não há segredo de um só. O segredo
age tanto na mente de quem o comunica como de quem o recebe”.
Fernández (1991) salienta que os aspectos existentes na dinâmica
familiar que conduzem ao sintoma, ou seja, que podem contribuir para
um problema de aprendizagem, relacionam-se com o tipo de circulação
de conhecimento e com o acionar do segredo. Quando um sintoma
aparece, muitas famílias não o assumem porque assumi-lo pode
pressupor uma falha na dinâmica familiar, responsabilizando-os pelo
ocorrido.
Atenção!
O problema de aprendizagem não pode ser visto como sendo fruto de
uma causalidade linear, na qual a família é a culpada pelo sintoma do
sujeito ou o sujeito que determina, por meio de seu sintoma, a dinâmica
familiar. Da mesma forma, não se pode apontar o fator social,
econômico ou escolar como único responsável pelo problema de
aprendizagem.
O psicopedagogo deve tomar cuidado quando analisa a relação entre a
família e todo o contexto no qual o sujeito está inserido. Para Fernández
(1991), deve-se considerar a causalidade circular que corresponde a
uma forma psicanalítica para compreender o lugar da família na
gestação dos problemas de aprendizagem.
Portanto, é necessário que o psicopedagogo investigue a história do
sujeito, como foi seu desenvolvimento e qual é o papel do sujeito dentro
da dinâmica familiar para compreender o surgimento do sintoma, mas
considerando que a família pode fornecer apenas algumas peças desse
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 16/72
quebra-cabeça, que deverá ser complementado com outras peças a
serem obtidas a partir do contexto escolar e do próprio sujeito.
Causalidade circular
A causalidade circular considera a combinação de fatores congênitos,
hereditários, junto às experiências infantis no ambiente familiar e social.
Essa combinação de fatores constitui a “disposição” que, por influência dos
motivos atuais, determina o surgimento do sintoma.
Fatores envolvidos na dificuldade de
aprendizagem e no fracasso escolar
Entenda a diversidade de fatores envolvidos na dificuldade de
aprendizagem e no fracasso escolar,especialmente associados à
dinâmica familiar e à relação entre sujeito, família e escola.

19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 17/72
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
O conhecimento da dinâmica familiar do sujeito que está em
atendimento psicopedagógico pode trazer indícios para:
A
responsabilizar a família quanto às negligencias em
relação à vida escolar do sujeito.
B
instruir a família quanto à maneira que ela deve
educar o filho no ambiente familiar.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 18/72
Parabéns! A alternativa D está correta.
O conhecimento da dinâmica familiar traz informações valiosas
para o psicopedagogo na medida em que ele consegue perceber
qual a circulação do conhecimento dentro da família, bem como a
relação que o sujeito estabelece com a aprendizagem e sua
valorização perante os membros.
Questão 2
Sabe-se que a relação do tripé sujeito-família-escola é
imprescindível para a compreensão do sintoma. Para essa
compreensão, o psicopedagogo deve:
C encontrar o fator responsável pelo problema de
aprendizagem, a fim de poder saná-lo.
D
compreender a relação e o vínculo que o sujeito
estabelece com o objeto de aprendizagem.
E
intervir no ambiente familiar, alterando a relação que
os membros familiares estabelecem.
A
investigar o tipo de circulação de conhecimento na
família e o acionar do segredo existente em sua
dinâmica.
B
realizar reuniões com representantes de cada
contexto para confrontar as informações sobre o
sujeito.
C
fazer uma entrevista que leve tanto a família quanto
a escola a esclarecerem a origem dos problemas de
aprendizagem do sujeito.
D
considerar o comportamento da criança
exclusivamente no contexto escolar, no qual ela
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 19/72
Parabéns! A alternativa A está correta.
Para compreender o sintoma, o psicopedagogo deve considerar a
circulação de conhecimento existente na dinâmica familiar, como a
valorização dos estudos, as cobranças, as relações entre os
membros da família (separação dos pais, abandono, traição), dentre
várias outras questões que podem ser veladas pela própria família
de forma consciente ou inconsciente, por isso o psicopedagogo
deverá desvendar o segredo que pode estar implícito nessa
dinâmica.
2 - A importância do assessoramento psicopedagógico
Ao final deste módulo, você será capaz de identificar a contribuição do assessoramento
psicopedagógico na aprendizagem e na constituição da dinâmica institucional escolar.
Ligando os pontos
passa mais tempo com o objeto de aprendizagem.
E
se basear somente nas informações fornecidas
pelos adultos (família e escola), no caso de
atendimento de crianças.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 20/72
Você sabe o que é o assessoramento psicopedagógico? Sabe a
importância dele na aprendizagem? Então, vamos ver o caso a seguir.
Um psicopedagogo foi contratado para trabalhar em uma escola.
Chegando na instituição, a direção comentou que não percebia
problemas de aprendizagem com os alunos, mas que era comum ouvir
professores falando que alguns jovens apresentavam algumas
questões. Sendo assim, a direção achou pertinente contratar um
psicopedagogo para avaliar todo o cenário.
Depois da primeira conversa com a direção, o psicopedagogo resolveu
que era o momento de ouvir outros membros do corpo docente e de
todo o staff. Após esse movimento, resolveu ver como eram as aulas
em diversas turmas.
Depois de verificar as aulas, ele teve uma nova conversa com os
professores para tentar entender como eram discutidas as
metodologias, como era feito o planejamento pedagógico e como
funcionavam as avaliações. Feito isso, ele solicitou conhecer o projeto
político pedagógico da escola e o planejamento anual.
Após todas as reuniões e a disponibilização dos documentos, a direção
chamou o psicopedagogo novamente para uma conversa e quis
entender o motivo de tantas reuniões e a necessidade dos arquivos. O
profissional informou que era necessário entender a dimensão cultural
escolar e, para isso, era necessário conhecer e saber mais sobre dois
âmbitos: a cultura escolar e a cultura da escola. Além disso, informou
que poderia contribuir realizando um assessoramento psicopedagógico.
O psicopedagogo explicou todos esses pontos e comentou que, para
realizar o assessoramento pedagógico, ele precisaria assumir algumas
funções.
Depois dessa conversa, a direção compreendeu e concordou de o
psicopedagogo desempenhar determinadas funções. Logo, foi possível
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 21/72
que ele realizasse o assessoramento de modo adequado e eficaz, ao
passo que a escola pôde observar os efeitos positivos de sua atuação.
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos
ligar esses pontos?
Questão 1
Vimos no caso que o psicopedagogo conversou com a direção
sobre a cultura escolar e a cultura da escola. Se você tivesse que
explicar para uma pessoa o que é cada um desses âmbitos, como
você explicaria? Marque a alternativa correta.
A
Ambos são iguais, só é separado para que fique
mais complexo o assunto e pareça ser um problema
grande.
B
A cultura escolar refere-se à cultura que a
comunidade escolar abriga como a cultura do aluno,
dos funcionários; e a cultura da escola refere-se aos
elementos que estão presentes na escola, como
disciplinas, uniforme etc.
C
A cultura escolar está relacionada apenas com o
nível de formação dos profissionais do corpo
docente; e a cultura da escola está relacionada com
o nível de formação da direção escolar.
D
A cultura escolar é o que o aluno vai aprender na
escola, ou seja, é o nível de conhecimento; já a
cultura da escola abrange o que é permitido e o que
não é permitido fazer na instituição.
E
A cultura escolar tem a ver com a BNCC e com a
LDB, ou seja, é o que a escola precisa seguir; já a
cultura da escola é o que ela pode fazer
individualmente, ou seja, suas avaliações
específicas.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 22/72
Parabéns! A alternativa B está correta.
Quando falamos de dimensão cultural escolar, podemos entendê-la
a partir de dois âmbitos diferentes: o da cultura escolar e o da
cultura da escola. A dimensão cultural escolar considera os fatores
externos e a sua influência na lógica escolar. Quando falamos da
cultura, estamos falando da cultura que a instituição abriga, como a
cultura do corpo docente, dos funcionários, do aluno, ou seja, é a
bagagem cultural que eles já trazem do lugar que vieram, suas
especificidades, o que forma uma realidade única dentro do espaço
escolar. Já a cultura da escola é a dimensão cultural da própria
instituição, ou seja, os elementos que estão presentes na escola,
como as regras, o uniforme e outros elementos da identidade
funcional da instituição.
Questão 2
O psicopedagogo informa que poderia colaborar realizando um
assessoramento psicopedagógico. Com o seu conhecimento, quais
são as funções que devem ser cumpridas para se realizar o
assessoramento psicopedagógico?
A
Participar das dinâmicas das relações da
comunidade escolar; realizar orientações a respeito
da metodologia utilizada, apontando adequações
quando necessário; realizar orientação educacional,
vocacional e ocupacional; participar das reuniões de
planejamento pedagógico e de formação em serviço
juntoda equipe pedagógica; mediar conflitos que
possam ocorrer.
B
Elaborar o planejamento pedagógico da instituição;
elaborar as avaliações; fazer reuniões com os
responsáveis; dar advertências; ser professor
substituto.
C
Contratar e demitir funcionários; realizar a
manutenção do espaço físico do prédio; verificar
tendências dos concorrentes; realizar ações de
marketing; fazer palestras e entrevistas com
profissionais renomados.
Montar a equipe pedagógica; fazer provas para
avaliar o nível de conhecimento dos profissionais;
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 23/72
Parabéns! A alternativa A está correta.
Para que se realize um processo de assessoramento
psicopedagógico eficaz, o psicopedagogo precisa desempenhar
algumas funções, como: destacar a necessidade de se participar
das dinâmicas da relações da comunidade escolar a fim de
favorecer a interação entre os membros; realizar orientações a
respeito das metodologias utilizadas no processo de ensino-
aprendizagem, apontando possíveis adequações e melhorias, a
partir das características do grupo; realizar orientações
educacionais, vocacionais e ocupacionais em grupo ou
individualmente; participar das reuniões de planejamento
pedagógico e de formação em conjunto do corpo docente e direção,
a fim de discutir sobre o plano de ensino e mediar possíveis
conflitos que possam ocorrer na instituição.
Questão 3
Você deve ter percebido que a indicação do assessoramento
psicopedagógico foi do psicopedagogo. Por que é importante se ter um
assessoramento psicopedagógico em uma instituição? E como ele
colabora com a questão da aprendizagem?
Digite sua resposta aqui
Chave de resposta
A questão do assessoramento psicopedagógico precisa
considerar a pessoa recebendo influências de diversos ambientes,
como o familiar, o escolar, o da comunidade, além da questão dos
fatores econômicos, características próprias etc. O psicopedagogo
D montar cursos de formação continuada; montar
salas de aulas tecnológicas; fazer testes de QI nos
alunos.
E
Montar um consultório psicopedagógico na escola;
montar uma brinquedoteca; comprar recursos
tecnológicos para colocar nas salas; aplicar
metodologias inovadoras; realizar substituição de
professores.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 24/72
com seu campo conceitual pode auxiliar a escola, contribuindo
para que a escola possa reverter um quadro de dificuldade de
aprendizagem, através de descobertas de novas intervenções. O
assessoramento psicopedagógico tem a função de analisar a
instituição escolar e suas reações, a fim de construir um local
mais qualificado e preventivo da práxis psicopedagógica,
contribuindo assim para a diminuição de problemas de
aprendizagem.
O assessoramento psicopedagógico, tendo como fenômeno de
estudo o aprender e o não aprender, tem como função a análise da
instituição escolar e suas relações de aprendizagem segundo uma
abordagem crítica.
Vamos começar!
Este módulo visa fornecer elementos que constituem a instituição
escolar para servirem como ferramentas do trabalho de
assessoramento psicopedagógico. Para tanto, discutiremos a função da
escola na formação do sujeito, não só como instituição de ensino, mas
como promotora de experiências para a vida do sujeito.
Em seguida, apresentaremos os elementos que constituem a dimensão
cultural escolar e os rituais que ocorrem no cotidiano da escola. E, por
fim, resgatamos o objetivo do módulo de identificar como o
assessoramento psicopedagógico pode contribuir para a aprendizagem
do sujeito, considerando todos os elementos que constituem a dinâmica
institucional escolar.
A instituição escolar na vida do
sujeito
A instituição escolar é muito mais do que o espaço no qual o sujeito
adquire o conhecimento formal, ela é também o espaço no qual o
sujeito aprende o conhecimento para a vida. Como disse Paulo Freire (s.
d.) em seu poema A Escola é:
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 25/72
O que o autor alerta é que a escola não é só o espaço de se estudar, é o
lugar onde fazemos nossas amizades e que às vezes levamos por toda
a nossa vida. É o espaço que cria condições para sermos felizes! E é aí
que está a questão que nos interessa como psicopedagogos.
Se esse espaço não faz o sujeito feliz, algo está errado, há fatores
dentro desse espaço que não estão possibilitando que tudo ocorra de
forma natural.
Para compreender o que pode estar ocorrendo, é preciso conhecer os
aspectos da cultura da instituição escolar. O conhecimento de tais
aspectos serve tanto para o psicopedagogo clínico, no que tange à
investigação das informações da dinâmica escolar, quanto para o
psicopedagogo institucional quando se pretende trabalhar por meio do
assessoramento psicopedagógico.
A Psicopedagogia, como campo de conhecimento,
deve assumir o compromisso ético de garantir aos
sujeitos o direito à educação, saúde e cidadania.
O papel social psicopedagógico está na sua ação dentro da instituição
e, nesse caso, não se trata somente da escola, mas de quaisquer outras
instituições, como, por exemplo, hospitais, abrigos, casas de repouso,
centros de reabilitação e etc.. O papel social da Psicopedagogia se
encontra em uma ação institucional politicamente comprometida e
consciente.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 26/72
A dimensão cultural escolar
O significado de cultura no dicionário nos remete a algo que
corresponde ao conjunto de conhecimentos, costumes, crenças,
padrões de comportamento, adquiridos e transmitidos socialmente, que
caracterizam um grupo social. A escola pode ser considerada um
espaço onde se transmite cultura, se produz cultura e se promove o
encontro de culturas. A escola deve respeitar as diferentes culturas que
nela estão inseridas, em busca de uma escola que ensina, humaniza e
faz o sujeito feliz.
A dimensão cultural escolar pode ser entendida a partir de dois âmbitos,
o da cultura escolar e o da cultura da escola. A dimensão cultural
escolar nesses dois âmbitos deve considerar os fatores culturais
externos e sua influência na lógica institucional escolar. Veja a definição
de tais culturas:
Se refere à cultura que a comunidade escolar abriga, por
exemplo: a cultura do aluno, do professor, dos funcionários, em
termos de bagagem cultural que eles trazem de seu lugar de
origem, cada qual com suas especificidades, formando uma
realidade única e que se constrói dentro do espaço escolar.
Diz respeito à dimensão cultural que participa da própria
configuração da instituição escolar, ou seja, refere-se aos
elementos presentes na escola independentemente do lugar
Cultura escolar 
Cultura da escola 
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 27/72
onde a escola se situa, por exemplo: as disciplinas, as salas de
aula, o uniforme, as regras, dentre outros elementos que
configuram a identidade funcional e institucional da escola.
Compreender a dimensão cultural escolar em seus dois âmbitos é
fundamental para entender a própria identidade da escola e como ela se
constitui como instituição, ao passo que cada escola possui uma
cultura própria permeada por valores, expectativas, costumes, tradições,
condições historicamente construídas a partir de contribuições
individuais e coletivas. A cultura, considerada sistema de símbolos,
pode ser entendida por rituais inter-relacionados que ocorrem dentro da
instituição escolar.
Rituais
Os rituais escolares são aqueles relacionados ao cotidiano escolar, à
organização e difusão do conhecimento,às perspectivas habituais de
planejamento, organização e avaliação. Também são considerados como
parte dos rituais escolares os diferentes processos de ensino e
aprendizagem que são construídos a partir do conhecimento teórico dos
professores ou da metodologia específica utilizada pela escola.
O conhecimento desses rituais escolares, bem como da dimensão
cultural neles envolvida, possibilita entender mais profundamente as
nuances do processo de escolarização e as possibilidades da escola em
proporcionar a satisfação educacional e sociocultural dos sujeitos
envolvidos.
É nesse contexto que se insere a importância do assessoramento
psicopedagógico, o qual pode contribuir para a compreensão de toda
essa complexidade em prol de uma escola que forme sujeitos que
aprendam e saibam viver em sociedade de forma crítica e consciente.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 28/72
O assessoramento psicopedagógico
na instituição escolar
A Psicopedagogia tem como campo de atuação a aprendizagem, e sua
intervenção pode ser preventiva ou curativa, pois se compromete a
detectar os problemas de aprendizagem, preveni-los e “resolvê-los”. No
enfoque preventivo, mais precisamente de assessoramento
psicopedagógico institucional escolar, o papel do psicopedagogo é
identificar possíveis problemas no processo de ensino-aprendizagem.
Para tanto, o psicopedagogo tem algumas funções imprescindíveis para
realizar o processo de assessoramento de forma adequada e eficaz. O
assessoramento psicopedagógico na instituição escolar inclui:
 Participação na dinâmica das relações da
comunidade escolar, com objetivo de favorecer a
interação entre seus membros, como professores,
alunos, funcionários e comunidade (famílias dos
alunos).
 Mediação de conflitos ocorridos no espaço da
instituição que podem vir a prejudicar o processo
de ensino e aprendizagem, como questões
comportamentais dos alunos, relação professor-
aluno, relação família-escola.
 Orientação educacional, vocacional e ocupacional
em grupo ou individualmente, considerando os
valores éticos e sociais para a formação de um
cidadão crítico, reflexivo e atuante na sociedade,
conduzindo-o ao mercado de trabalho.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 29/72
Para Porto (2007), o enfoque da prevenção no assessoramento
psicopedagógico deve considerar um sujeito que recebe influências do
ambiente familiar, escolar, da comunidade, dos fatores econômicos, da
alimentação e de suas próprias características.
A autora ressalta que o campo conceitual psicopedagógico vem
proporcionar uma nova possibilidade para que a escola reverta o quadro
de fracasso, por meio da descoberta de novas intervenções.
O assessoramento psicopedagógico, tendo como
fenômeno de estudo o aprender e o não aprender, tem
como função a análise da instituição escolar e suas
relações de aprendizagem segundo uma abordagem
crítica e sistêmica, a fim de construir um espaço mais
qualificado e preventivo da práxis psicopedagógica
institucional que contribua efetivamente na redução
dos problemas de aprendizagem e do fracasso escolar
como um todo.
Segundo Bossa (2019), pensar a escola, à luz da Psicopedagogia,
significa analisar um processo que inclui questões metodológicas,
relacionais e socioculturais, considerando o ponto de vista de quem
 Participação nas reuniões de planejamento
pedagógico e formação em serviço junto aos
professores e equipe gestora, no intuito de discutir
a elaboração do plano de ensino, das formas
avaliativas, e demais questões que envolvem o
processo de ensino e aprendizagem.
 Realização de orientações quanto à metodologia
utilizada no processo de ensino e aprendizagem,
apontando adequações, considerando as
características do sujeito ou do grupo. Por exemplo,
em caso de alunos que não se adaptam à
metodologia ou alunos com necessidades
educativas especiais.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 30/72
ensina e de quem aprende, abrangendo a participação da família e de
toda a sociedade.
É importante ressaltar a função da Psicopedagogia quando
consideramos a formação de professores, pois o trabalho
psicopedagógico preventivo busca novas formas de otimizar o processo
de ensino e aprendizagem e uma delas é a formação docente. As
propostas de formação devem oferecer ao professor condições para
estabelecer uma relação madura e saudável com os alunos, pais e
equipe gestora.
Para exemplificar uma proposta de orientação ou formação docente,
remeto à Bossa (2019), quando ela se refere à questão da relação
transferencial. A relação transferencial está presente em toda relação
humana que, segundo a Psicanálise, é um fenômeno de deslocamento
do sentido atribuído a pessoas do passado para pessoas do nosso
presente, de forma inconsciente.
A autora relata que se esse conceito, por exemplo, fosse ensinado aos
professores, poderia auxiliá-los a perceber com mais acerto e
serenidade o que ocorre durante determinados conflitos. Ela ressalta
que o professor não tem o dever de analisar essa transferência, mas é
importante ele saber o que desencadeia em certos alunos atitudes
adversas, modelos vinculares arcaicos, seus fantasmas do passado,
fazendo com que não se ajustem às situações convenientes de
aprendizagem e ao próprio convívio harmônico, tanto na sala de aula,
quanto no recreio.
O vínculo professor-aluno, os efeitos
da relação transferencial e o

19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 31/72
assessoramento psicopedagógico
Acompanhe uma reflexão sobre o trabalho psicopedagógico preventivo
e sua participação na orientação de docentes quanto à relação
transferencial de alunos.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 32/72
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
O psicopedagogo, ao investigar as informações do contexto
escolar, deve levar em conta que a escola representa:
Parabéns! A alternativa C está correta.
A
um espaço que se compromete exclusivamente
com o conhecimento acadêmico do estudante.
B
o local onde o sujeito adquire suas primeiras
aprendizagens.
C
o espaço onde se adquire conhecimentos e há a
formação de cidadãos críticos e conscientes.
D
um ambiente hostil aos sujeitos com problemas de
aprendizagem.
E
o único espaço que garante a relação do sujeito com
o objeto de conhecimento.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 33/72
A investigação do contexto escolar na busca da compreensão do
sintoma deve levar em conta que a escola é um espaço muito
significativo na vida do sujeito, pois é por meio dele que o
conhecimento é transmitido socialmente e é também dentro dele
que o sujeito estabelecerá suas relações interpessoais, adquirindo
não só o conhecimento formal, mas o conhecimento para a vida.
Questão 2
Sobre o assessoramento psicopedagógico na instituição escolar,
assinale a alternativa correta:
Parabéns! A alternativa B está correta.
A
O assessoramento psicopedagógico na escola
corresponde especificamente à formação de
professores.
B
O assessoramento psicopedagógico pode incluir a
participação em reuniões, orientação quanto ao
ensino-aprendizagem, orientação vocacional e
mediação de conflitos.
C
O assessoramento psicopedagógico escolar é um
trabalho solitário, já que a participação de outros
profissionais poderia enviesar o raciocínio clínico do
psicopedagogo.
D
O assessoramento psicopedagógicodeve ser
exercido no âmbito da gestão escolar, uma vez que
seu trabalho é voltado exclusivamente para a
organização da estrutura escolar.
E
O assessoramento psicopedagógico constitui em
um trabalho que se preocupa, exclusivamente, em
sanar os problemas de aprendizagem na escola.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 34/72
O trabalho de assessoramento psicopedagógico com caráter
preventivo permite ao psicopedagogo intervir no contexto escolar a
partir da participação na dinâmica da comunidade escolar;
orientações quanto à metodologia utilizada no processo de ensino
e aprendizagem, fazendo as devidas adequações, quando
necessário. Permite também que o psicopedagogo oriente os
alunos individualmente ou em grupo quanto à aprendizagem, à
profissão e ao comportamento, por meio da mediação de conflitos.
3 - A relação professor-aluno e a motivação na aprendizagem
Ao final deste módulo, você será capaz de analisar os aspectos afetivos e emocionais na
relação professor-aluno e aspectos motivacionais na aprendizagem.
Ligando os pontos
Você sabe o que são aspectos afetivos e emocionais na relação
professor-aluno? E quais os aspectos emocionais? Vamos ver o caso
abaixo.
Pedro foi chamado para assumir um cargo de direção de um colégio
tradicional que vinha enfrentando alguns problemas. As turmas de
ensino médio estavam apresentando problemas de notas, baixa
autoestima e pareciam desmotivados, o que era estranho, uma vez que
antes esses problemas não eram comuns.
Pedro então decidiu fazer reuniões com o corpo docente, com os alunos
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 35/72
e com a comunidade para entender o que ocorria, porém não conseguiu
muitas informações. Diversos assuntos eram ligados a vestibular, nível
de concorrência com outras escolas, últimos resultados da escola, entre
outros.
Pedro decidiu, então, chamar um psicopedagogo para o auxiliar na
tarefa de entender os problemas que estavam ocorrendo. O
psicopedagogo reuniu-se com Pedro, anotou todas as informações e
solicitou algumas reuniões. Assim como fez com Pedro, o
psicopedagogo reuniu-se com o corpo docente, com a comunidade e
com os alunos. Ouviu tudo que todos tinham para falar e ficou algumas
semanas assistindo a algumas aulas, observando o recreio e o dia a dia
dos alunos.
Ao fim de toda a sua análise, o psicopedagogo reuniu-se com Pedro e o
informou que estavam ocorrendo alguns problemas: as expectativas
sobre as turmas que chegavam ao ensino médio estavam em baixa,
devido às últimas turmas não terem ido tão bem nos vestibulares. Os
últimos resultados haviam frustrado a comunidade e boa parte do corpo
docente, o que também atingia os jovens, que não estavam acreditando
em seus potenciais.
O psicopedagogo, então, explicou para Pedro sobre a profecia
autorrealizadora, sobre a importância da motivação na aprendizagem,
destacando a motivação extrínseca e a intrínseca, e apresentando
algumas estratégias para promover essa motivação.
Após isso, o psicopedagogo, junto com Pedro, reuniu-se com o corpo
docente, conversou sobre todos esses pontos e mostrou estratégias
para desenvolver a motivação através do modelo Target. Os professores
“compraram a ideia” e começaram a desenvolver os pontos levantados.
Após a leitura do caso, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos
ligar esses pontos?
Questão 1
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 36/72
No caso, vimos que o psicopedagogo comenta sobre a profecia
autorrealizadora. Se você fosse o psicopedagogo e tivesse que
explicar essa profecia ligada à educação, qual das alternativas
abaixo você escolheria?
Parabéns! A alternativa C está correta.
O conceito da profecia autorrealizadora não é algo novo na
Psicologia e trouxe diversas discussões ao longo do tempo, a
respeito de como a expectativa de uma pessoa pode afetar o
comportamento de outra. Os criadores do conceito tinham como
objetivo testar que crianças nas quais os professores tinham maior
A
É uma profecia que diz que precisamos pensar
positivo e que, com isso, os problemas vão
melhorar. Seria apenas necessário pensar que tudo
vai dar certo e ocorrer bem que automaticamente
isso aconteceria.
B
É uma profecia feita no início do ano para a turma
toda, em que um professor faz a profecia e todos
tem que seguir uma espécie de rito para que ela
ocorra. É preciso seguir um método específico para
que tudo seja realizado.
C
É um conceito que já provocou diversas discussões
acerca do quanto a expectativa de uma pessoa
pode afetar o comportamento de outra pessoa. A
profecia traz que, quando se tem expectativa sobre
algo, há a mudança de comportamentos que leva a
essa realização.
D
É um conceito novo na Psicologia que ainda não foi
estudado e que parte de uma premissa de opinião,
em que, ao se acreditar na pessoa, essa pessoa vai
caminhar bem, independentemente da situação que
esteja inserida.
E
É um conceito que está em fase de testes em
diversas universidades, sendo alvo de elogios e
críticas, porém sem estudos ainda publicados e que
deem base para as afirmações.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 37/72
expectativa de crescimento intelectual, de fato, mostravam tal
progresso. Ela é chamada de profecia autorrealizadora, uma vez
que a expectativa, no caso a profecia, acaba se realizando por ela
mesma, já que, quando se cria uma expectativa sobre algo, há uma
mudança de comportamento que leva a essas realizações. No caso
de uma sala de aula, professores podem ter estimulado mais as
crianças e, assim, elas terem se sentido mais motivadas.
Questão 2
Um outro ponto abordado no caso é sobre a importância da
motivação. Sabemos que há dois tipos de motivação: a motivação
extrínseca e a motivação intrínseca. Agora, se você fosse o
psicopedagogo, qual das motivações escolheria para levar o aluno
à aprendizagem? Assinale a alternativa que está totalmente correta.
A
A intrínseca, porque nela temos a realização de
determinada atividade pela própria atividade, ou
seja, o aluno compromete-se com a atividade de
forma espontânea, a atividade se torna um fim nela
mesma, sem ter a expectativa de algo em troca.
B
A motivação extrínseca, porque sempre precisamos
receber algo em troca para podermos fazer algo,
logo só fazemos atividade porque precisamos
receber nota e, com isso, é a melhor a ser utilizada.
C
A motivação extrínseca, porque só podemos
aprender algo quando somos medidos, ou seja, é
com essa motivação que estudamos. Queremos
sempre tirar notas boas e tudo funciona com base
na recompensa.
D
A motivação intrínseca, porque ela diz que fazemos
algo para obter recompensa, ou seja, só estudamos
para tirar notas boas, e nada mais além disso.
Sendo assim, essa é a melhor motivação do aluno.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 38/72
Parabéns! A alternativa A está correta.
Na motivação extrínseca, o sujeito realizando algo para ter uma
recompensa no fim. Na educação, seria o aluno realizar uma
atividade para receber uma recompensa no fim dela. Ou seja,
tentamos atender comando de outros para agradar outros ou para
demonstrar que sabemos algo. É comum vermos isso na escola
com alunos que se envolvem em uma atividade para ganhar um
ponto ou uma nota boa. Já na intrínseca, o sujeito escolhe realizar
uma atividade pela sua própria causa, ou seja, por ela ser
interessante ou atraente. Temos nesse estilo de motivação um
sujeito que se compromete com a atividade de forma espontânea.
Para uma efetiva aprendizagem,a melhor seria a intrínseca.
Questão 3
Você deve ter percebido que, ao longo do caso, falou-se em estratégias
para promoção da motivação, e uma delas foi a TARGET, “Tarefa,
Autoridade, Reconhecimento, Agrupamento, Avaliação e Tempo”. Como
você definiria os objetivos das palavras que compõem a expressão
Target, a fim de promover a melhoria da motivação?
Digite sua resposta aqui
Chave de resposta
Na tarefa, temos a intenção de aumentar a atração intrínseca das
atividades, ou seja, torná-las significativas. Na autoridade, temos a
intenção de promover a liberdade para que os estudantes possam
fazer escolhas e assumam responsabilidades. No reconhecimento,
temos a promoção de oportunidades para que todos sejam
reconhecidos pela aprendizagem, enfatizando o esforço. No
agrupamento, temos a construção de um ambiente de aceitação e
de apreciação para os estudantes. Na avaliação, trata-se a
avaliação como parte do processo de ensino e aprendizagem. Por
E
A motivação extrínseca, que diz que fazemos algo
por fazer, ou seja, nos comprometemos com a
atividade de forma espontânea.
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 39/72
fim, no tempo, temos a utilização de tarefas de aprendizagem para
a organização da agenda.
Vamos começar!
Este módulo visa apresentar aspectos afetivos e emocionais que
envolvem o processo de aprendizagem do sujeito. Para isso, iniciaremos
com a discussão sobre a relação professor-aluno. Em seguida,
apresentaremos o conceito de profecia autorrealizadora, o qual
corresponde às expectativas que são confirmadas dos professores com
relação aos seus alunos e que podem trazer consequências para a
relação que eles estabelecem com o objeto de aprendizagem. Por fim,
mencionaremos orientações para otimizar a relação professor-aluno por
meio de estratégias que levam à motivação do aluno para aprender.
A relação professor-aluno
A aprendizagem dos alunos é algo esperado por pelos professores.
Quando o aluno não aprende ou apresenta alguma dificuldade, o
professor se depara com uma situação que envolve muitas questões,
dentre elas afetiva e emocional. Isso ocorre porque o motivo dessa não
aprendizagem, quando não é transferida para o aluno ou sua família,
recai sobre a escola e o professor.
O problema de aprendizagem é multifatorial, muitas vezes atrelado a
questões relacionadas à escola, à família ou ao próprio sujeito. É fato
que há elementos dessa problemática que influenciam os problemas de
aprendizagem dos alunos, mas não se deve procurar culpados, pois isso
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 40/72
não resolveria a situação. É preciso, sim, discutir esses elementos para
que o aluno tenha um ambiente saudável, tanto na família como na
escola, que o motive a aprender.
Quando os professores são questionados sobre o motivo do não
aprendizado, é comum ouvirmos apontamentos sobre questões que
envolvem dois aspectos: o próprio indivíduo e os aspectos familiares.
Veja:
Indivíduo
Baixo nível cognitivo,
falta de atenção, mau
comportamento.
Aspectos familiares
Pais que não se
preocupam, não ajudam
nas tarefas, não
acompanham a vida
escolar do filho.
Assim, o aluno e a própria família são culpabilizados pelo fracasso
escolar, o que, além de isentar a responsabilidade do professor, justifica,
muitas vezes, a falta de insistência em pensar alternativas para que
esse aluno aprenda. Na escola, é comum ouvir a frase: “Ah, esse menino
não aprende de jeito nenhum. A família não se importa e ele tem uma
dificuldade interna, não aprende, então nem adianta eu fazer mais nada,
já desisti”.
No entanto, é fato também que há muitos professores comprometidos,
os quais, na maioria das vezes, são os que primeiro percebem os sinais
da não aprendizagem e passam a orientar a família a procurar ajuda,
seja de um médico, psicólogo, fonoaudiólogo ou psicopedagogo. As
condições dos professores, em nosso país, ainda que precárias,
mantém um corpo docente que idealiza a educação como a porta da
esperança para um país melhor.
Dica
É preciso que você faça uma análise crítica e honesta de todos os
pontos tratados, sem fazer generalizações ou procurar culpados. O
intuito aqui é discutir questões que, infelizmente, se apresentam na
realidade e que influenciam no trabalho do psicopedagogo, por isso a
importância de discutir essas questões sempre de forma ética e com
parcimônia, reconhecendo que nem todos os professores tomam tais
atitudes, mas que essas atitudes existem.

19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 41/72
A profecia autorrealizadora
A relação professor-aluno é muito poderosa. Essa relação é a
responsável pela mediação entre o objeto, no caso o conteúdo, e o
sujeito, no caso o aluno. Nessa relação, encontram-se expectativas que
podem influenciar a aprendizagem do aluno.
O conceito de profecia autorrealizadora já provocou inúmeras
discussões ao longo do tempo a respeito do quanto a expectativa de
uma pessoa pode afetar o comportamento de outra.
Segundo De Britto e Lomonaco (1983), os pioneiros a evidenciar
cientificamente essa questão foram Rosenthal e Jacobson em 1968. O
objetivo dos autores era testar a hipótese de que, em situação escolar,
aquelas crianças das quais os professores esperam um maior
crescimento intelectual, realmente mostram tal progresso.
Foi dito às professoras, como justificativa do estudo, que era preciso
aplicar um teste para avaliar o desempenho acadêmico dos alunos.
Após o teste, em cada uma das 18 classes, cerca de 20% das crianças
foram escolhidas de forma aleatória e indicadas para as suas
professoras como potencialmente capazes de rápido desenvolvimento
intelectual, a partir dos resultados do teste. Os autores apresentaram,
inclusive, os nomes das crianças, de forma intencional.
A experiência consistiu, exatamente, no fato de indicar as crianças para
as professoras como sendo aquelas das quais poderiam se esperar
progressos rápidos até o final do ano. Assim, a diferença entre as
crianças do grupo experimental (crianças indicadas para as
professoras) e as crianças do grupo controle (todas as outras crianças
que não foram indicadas), estava apenas na mente das professoras.
Após 4 meses, ao final do ano escolar, todas as crianças responderam
novamente ao teste. Os resultados, de maneira geral, apontaram que as
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 42/72
crianças que foram indicadas e que as professoras esperavam melhores
resultados intelectuais, realmente mostraram tal progresso!
Após esse estudo, muitos outros foram feitos, alguns refutando essa
hipótese, mas a maioria confirmando os resultados de Rosenthal e
Jacobson.
É por isso que foi chamado de “profecia
autorrealizadora”, pois a expectativa, no caso a
profecia, acaba sendo realizada por ela mesma. Isso
ocorre porque, quando se cria expectativa sobre algo,
há a mudança de comportamento que leva a essa
realização.
No caso da sala de aula, as professoras podem ter dado mais atenção a
essas crianças indicadas, podem ter estimulado mais, fazendo com que
as crianças se sentissem motivadas, dispendessem mais esforços,
sendo consequentemente mais persistentes na realização das tarefas,
obtendo bons resultados. Sendo assim, a profecia autorrealizadora nada
mais é que:

Profecia esperada

Ação
Nesse sentido, cabe aqui um alerta para as expectativas que criamos
sobre as pessoas, não só com relação aos alunos, mas também sobre
os pacientes em atendimento.
Por isso, é importante que tanto professores quanto psicopedagogos
saibam que as informações coletadas a partir de terceiros, seja por
meioda família ou da escola, não são suficientes para definir ou rotular

19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 43/72
quem é esse sujeito. É preciso que o profissional obtenha as
informações, mas seja neutro e livre de julgamentos, para analisar o
desempenho ou comportamento real do sujeito.
Motivação e aprendizagem
A origem etimológica da palavra motivação vem do verbo
latino movere e do latim tardio motivum, que deram origem ao termo
“motivo”. Assim, genericamente, a motivação é aquilo que move uma
pessoa, que a põe em ação ou a faz mudar o curso. A motivação tem
sido entendida ora como um fator psicológico, ora como um processo.
De qualquer forma, há um consenso de que a motivação leva a uma
escolha, instiga, move um comportamento destinado a um objetivo.
Pare para pensar em tudo o que você faz, e perceba que, ainda que
tenha todas as condições, você só faz aquilo que lhe motiva ou, pelo
menos, aquilo que tem um motivo importante por trás. E quando digo
isso, você deve também pensar: “Nem tudo, há coisas que faço por
obrigação, ainda que não esteja motivado!”.
E é aqui que reside o engano. Estar motivado ou ter motivação para algo
não significa, necessariamente, que você está feliz, ou que você gosta
do que está fazendo. Ter motivação para fazer algo, ainda que seja por
obrigação, significa que algo o moveu para que você iniciasse essa
ação.
Além disso, a motivação não só move sua ação, como também
assegura a persistência, ou seja, mantém o foco na ação mesmo que
apareçam obstáculos ou motivos concorrentes que tentam interromper
ou mudar o curso de ação.
Exemplo
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 44/72
Uma pessoa dispõe de certos recursos pessoais que são: tempo,
energia, talento, conhecimento, habilidades, que poderão ser investidos
em atividades. Esse investimento pessoal será direcionado para a
atividade escolhida e será mantido enquanto os fatores motivacionais
estiverem atuando.
Dessa forma, conclui-se que qualquer tipo de atividade necessita de
motivação para ser cumprida com primazia. No contexto escolar ou no
consultório psicopedagógico não é diferente!
As atividades relacionadas à aprendizagem necessitarão de motivação,
assim como quaisquer outras atividades, como esporte, lazer, trabalho
profissional. Porém, tais atividades também demandarão do sujeito um
esforço cognitivo que envolve atenção, concentração, processamento,
elaboração, planejamento, raciocínio, resolução de problemas.
Além disso, quando se trata do contexto específico de sala de aula,
essas atividades que devem ser realizadas pelo sujeito geralmente
estão ligadas a um currículo obrigatório, sem direito de escolha, os
conteúdos são variados, extensos, abstratos e, por mais que sejam
relevantes, às vezes tal relevância não é clara para o aluno.
Nessa situação, a motivação precisa ser constantemente ativada, pois
os obstáculos são grandes, ainda que no início a atividade seja de
interesse do aluno. Por fim, existe também a avaliação e as relações
estabelecidas dentro do contexto escolar que podem trazer implicações
de natureza socioemocional.
Para compreender como ativar a motivação dentro desse contexto,
vamos conhecer os tipos de motivação, segundo Guimarães (2009):
Motivação extrínseca
A motivação extrínseca é aquela que o sujeito faz para obter algo
externo à tarefa ou atividade, como receber recompensas
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 45/72
materiais ou sociais, de reconhecimento, objetivando atender aos
comandos ou pressões de outras pessoas, para agradar o outro
ou para demonstrar habilidades e competências.
Exemplo: o aluno se envolve com a atividade porque quer ganhar
nota alta, elogios ou prêmios.
Motivação intrínseca
A motivação intrínseca refere-se à escolha e realização de
determinada atividade por sua própria causa, por ela ser
interessante, atraente ou, de alguma forma, geradora de
satisfação. Nesse caso, o sujeito se compromete com a atividade
de forma espontânea, de forma individual e autotélica, ou seja, a
atividade é um fim em si mesma.
Exemplo: o aluno faz a atividade porque sente prazer em fazê-la e
se diverte enquanto a executa, sem expectativa de algo em troca.
Atividade discursiva
Agora que você já sabe os dois principais tipos de motivação, cabe a
pergunta: qual motivação é melhor para levar o aluno à efetiva
aprendizagem?

19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 46/72
Digite sua resposta aqui
Chave de resposta
A motivação intrínseca é a resposta! Mas não é o que
costumamos perceber em nosso cotidiano, não é mesmo? Até
porque nós mesmos somos conduzidos a todo momento a nos
motivar de forma extrínseca, como trabalhar para ganhar o salário,
para se divertir ou para viajar. Na escola, a preocupação, tanto dos
alunos quanto das famílias, muitas vezes, é com relação à
avaliação, às notas alcançadas, já que isso ainda é muito
valorizado socialmente.
O fato é que, em muitos casos, os recursos disponíveis para a
motivação extrínseca não são suficientes, o que leva o sujeito a ficar
desmotivado, ocasionando inúmeros problemas socioemocionais que
afetarão não só a aprendizagem, mas o comportamento como um todo.
Portanto, é preciso que o profissional tenha perspicácia em despertar a
motivação intrínseca do sujeito para aprender, o que muitas vezes é
difícil, visto que sujeitos com problemas de aprendizagem geralmente
apresentam uma história de fracasso que envolve variáveis que
dificultam esse processo de ativar a motivação.
No entanto, há estratégias que podem ser aplicadas para que o sujeito
desenvolva a motivação para a meta de aprender. Seguem aqui algumas
dessas estratégias para o contexto escolar a partir do modelo TARGET,
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 47/72
por área, para promoção da motivação do estudante, segundo
Guimarães (2009, p. 82):
 Tarefa
Foco de atenção: O planejamento e a estrutura das
atividades que os estudantes são solicitados a fazer
Objetivo: Aumentar a atração intrínseca das
atividades, torná-las significativas, despertar a
curiosidade, desafio, fantasia e proporcionar
controle.
 Autoridade / Autonomia
Foco de atenção: A participação dos estudantes nas
decisões sobre a escola e a aprendizagem
Objetivo: Promover liberdade adequada para os
estudantes fazerem escolhas e assumirem
responsabilidades.
 Reconhecimento (valorização)
Foco de atenção: A natureza e o uso do
reconhecimento e atribuição de recompensas na
situação escolar
Objetivo: Promover oportunidades para que todos
os estudantes sejam reconhecidos pela
aprendizagem, enfatizar o esforço e o progresso na
obtenção de uma meta, a busca de desafios e
inovações.
 Agrupamento
F d ã A i ã d di
19/06/25, 19:20 O atendimento psicopedagógico e suas interfaces
https://stecine.azureedge.net/repositorio/00212hu/04859/index.html?brand=estacio# 48/72
As estratégias mencionadas foram pensadas para o contexto escolar e
servem tanto para que os professores sejam orientados a executar,
como também pode-se adaptar tais estratégias para o contexto clínico
de aprendizagem.
É fato que o ambiente clínico traz uma vantagem em
relação ao ambiente de sala de aula, pois na clínica o
sujeito é colocado de forma individual frente ao objeto
de aprendizagem, o que exclui muitas variáveis que
podem interferir na relação com esse objeto.
Foco de atenção: A organização da aprendizagem e
das experiências escolares
Objetivo: Construir um ambiente de aceitação e
apreciação

Mais conteúdos dessa disciplina