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Núcleo de Educação a Distância
GRUPO PROMINAS DE EDUCAÇÃO
Diagramação: Rhanya Vitória M. R. Cupertino
Revisão Ortográfica: Águyda Beatriz Teles
PRESIDENTE: Valdir Valério, Diretor Executivo: Dr. Willian Ferreira.
O Grupo Educacional Prominas é uma referência no cenário educacional e com ações voltadas para 
a formação de profissionais capazes de se destacar no mercado de trabalho.
O Grupo Prominas investe em tecnologia, inovação e conhecimento. Tudo isso é responsável por 
fomentar a expansão e consolidar a responsabilidade de promover a aprendizagem.
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Prezado(a) Pós-Graduando(a),
Seja muito bem-vindo(a) ao nosso Grupo Educacional!
Inicialmente, gostaríamos de agradecê-lo(a) pela confiança 
em nós depositada. Temos a convicção absoluta que você não irá se 
decepcionar pela sua escolha, pois nos comprometemos a superar as 
suas expectativas.
A educação deve ser sempre o pilar para consolidação de uma 
nação soberana, democrática, crítica, reflexiva, acolhedora e integra-
dora. Além disso, a educação é a maneira mais nobre de promover a 
ascensão social e econômica da população de um país.
Durante o seu curso de graduação você teve a oportunida-
de de conhecer e estudar uma grande diversidade de conteúdos. 
Foi um momento de consolidação e amadurecimento de suas escolhas 
pessoais e profissionais.
Agora, na Pós-Graduação, as expectativas e objetivos são 
outros. É o momento de você complementar a sua formação acadêmi-
ca, se atualizar, incorporar novas competências e técnicas, desenvolver 
um novo perfil profissional, objetivando o aprimoramento para sua atu-
ação no concorrido mercado do trabalho. E, certamente, será um passo 
importante para quem deseja ingressar como docente no ensino supe-
rior e se qualificar ainda mais para o magistério nos demais níveis de 
ensino.
E o propósito do nosso Grupo Educacional é ajudá-lo(a) 
nessa jornada! Conte conosco, pois nós acreditamos em seu potencial. 
Vamos juntos nessa maravilhosa viagem que é a construção de novos 
conhecimentos.
Um abraço,
Grupo Prominas - Educação e Tecnologia
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Olá, acadêmico(a) do ensino a distância do Grupo Prominas!
É um prazer tê-lo em nossa instituição! Saiba que sua escolha 
é sinal de prestígio e consideração. Quero lhe parabenizar pela dispo-
sição ao aprendizado e autodesenvolvimento. No ensino a distância é 
você quem administra o tempo de estudo. Por isso, ele exige perseve-
rança, disciplina e organização. 
Este material, bem como as outras ferramentas do curso (como 
as aulas em vídeo, atividades, fóruns, etc.), foi projetado visando a sua 
preparação nessa jornada rumo ao sucesso profissional. Todo conteúdo 
foi elaborado para auxiliá-lo nessa tarefa, proporcionado um estudo de 
qualidade e com foco nas exigências do mercado de trabalho.
Estude bastante e um grande abraço!
Professor: Marcos Rodolfo da Silva
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O texto abaixo das tags são informações de apoio para você ao 
longo dos seus estudos. Cada conteúdo é preprarado focando em téc-
nicas de aprendizagem que contribuem no seu processo de busca pela 
conhecimento.
Cada uma dessas tags, é focada especificadamente em partes 
importantes dos materiais aqui apresentados. Lembre-se que, cada in-
formação obtida atráves do seu curso, será o ponto de partida rumo ao 
seu sucesso profisisional.
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As doenças profissionais denominadas de ergopatias, tecno-
patias ou doenças profissionais típicas, são as geradas ou originadas 
pelo desenvolvimento profissional característico e uma dada ativida-
de. As lesões por esforço repetitivo ou doenças osteomusculares re-
lacionadas com o trabalho são determinadas como o agrupamento 
de patologias do trabalho que afetam fáscia, ligamentos, músculos, 
nervos, sinoviais e tendões. A perda auditiva ocupacional classifica o 
ruído como um agente causal comum, o qual não deve ignorar a exis-
tência de outros agentes. Normalmente, toda exposição inalatória é 
considerável, com várias especificidades diferentes acerca do tipo de 
substâncias inaladas, concentração, dimensões, e fatores físico-quí-
micos e a interação com a biologia humana. As doenças de pele po-
dem ser definidas como os aspectos patológicos de pele que, a partir 
da exposição ocupacional. Na boca podem ser identificadas doenças 
sistêmicas, o que possibilita ao dentista, o repasse de instrução da 
higiene do trabalho. O estresse ocupacional pode ser definido como o 
agrupamento de perturbações psicológicas ou ainda como o sofrimen-
to psíquico atrelado às experiências de trabalho. 
Doenças Ocupacionais. Saúde do Trabalhador. Acidente de Trabalho.
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 CAPÍTULO 01
DOENÇA PROFISSIONAL E DOENÇA DO TRABALHO
Apresentação do Módulo ______________________________________ 11
13Processo de Trabalho e o Ambiente _____________________________
 CAPÍTULO 02
LESÕES E DISTÚRBIOS
Lesão por Esforço Repetitivo e Distúrbios Osteomusculares rela-
cionadas ao Trabalho __________________________________________ 31
27Recapitulando ________________________________________________
42Aspectos Legais e Previdenciários ______________________________
Recapitulando _________________________________________________ 44
 CAPÍTULO 03
DOENÇAS OCUPACIONAIS E SUAS CAUSAS
Ruídos _______________________________________________________ 48
Doenças Ocupacionais Respiratórias ____________________________ 51
Doenças de Pele ______________________________________________ 56
Saúde Bucal ___________________________________________________ 58
Estresse Ocupacional __________________________________________ 60
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Recapitulando __________________________________________________ 62
Fechando a Unidade ____________________________________________ 67
Referências _____________________________________________________ 70
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A ecologia nos mostra a relevância das relações em meio ao 
local e o homem. Quando o ambiente é tratado como o ambiente de tra-
balho, pode apresentar riscos que impactam a integridade física, emo-
cional ou social do trabalhador. Como produto de tal impacto, têm-se 
morbidades causadas, intensificadas ou originadas pelas condições em 
que o trabalho é realizado, sendo, portanto, denominado de doença do 
trabalho (BELLUSCI, 2017).
O acidente-tipo pode ser denominado ainda de macrotrauma, é 
definido pelo art. 19 como acidente de trabalhado como algo que acon-
tece pelo exercício de trabalho que causa lesão corporal ou desordem 
funcional que incida em morte, perda ou diminuição da capacidade de 
modo permanente ou transitório para o trabalho. Isto é, é um aconteci-
mento único,sofrida, é capaz de 
desencadear a elevação da incidência e prevalência de diversas doen-
ças. A exposição de vários agentes ambientais e ocupacionais causam 
impacto abrangente na saúde dos sujeitos e o modo como desenca-
deiam os riscos provenientes de novas tecnologias e substâncias po-
luentes, o que, no futuro, causa uma gama cada vez mais intensa de 
doenças respiratórias e tais situações (FERREIRA, 2018).
Pneumoconioses
As pneumoconioses são um agrupamento de patologias ocu-
pacionais desencadeadas por meio da inalação de poeiras minerais, e, 
consecutivamente, resposta pulmonar a tal inalação (FERREIRA, 2018).
As principais pneumoconioses são:
● Silicose.
● Asbestose.
● Pneumoconiose do trabalhador do carvão.
Essas podem se associar a outras patologias, que normalmen-
te desenvolvem alto grau de incapacidade, como:
● Neoplasias da pleura.
● Neoplasia do pulmão. 
● Tuberculose. 
● Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).
Existem três critérios de excelência empregados para o diag-
nóstico de uma dada pneumoconiose:
● Exposição por período suficiente a poeiras minerais causa-
doras da patologia, em meio ao período de latência adequado. 
● Reconhecimento de padrão radiológico que encontra a defi-
nição de termos internacionais e ausência comprovada de uma doença 
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que pode disfarçar uma pneumoconiose, denominando a fibrose pulmo-
nar idiopática, micobacterioses.
● Patologias intersticiais pulmonares associadas a doenças do 
colágeno.
A avaliação de um trabalhador acometido por pneumoconiose 
abrange:
● Histórico clínico. 
● Exame físico. 
Figura 41 - O exame físico deve ser feito minuciosamente 
Fonte: Freepik.
● Testes de função pulmonar
- Capacidade de difusão.
- Espirometria. 
- Volumes pulmonares. 
● Radiografia de tórax. 
● Tomografia computadorizada.
Figura 42 - O diagnóstico de pneumoconiose é feito a partir de exames como 
o raio x de tórax 
Fonte: Freepik.
I) Silicose
A silicose é uma pneumoconiose desencadeada a partir da ina-
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lação de poeiras com partículas de sílica, em forma de dióxido de sílica. 
Vários tipos de exposição ocupacional podem causar silicose, especial-
mente em trabalhadores que trabalham com fundição férrea, aço, metal, 
vidros, rocha, mármores, dentre outros materiais. A silicose pode ser 
caracterizada como:
● Silicose crônica. 
● Silicose acelerada. 
● Silicoproteinose.
II) Asbestose 
O amianto ou asbesto é o conceito usado para um determina-
do grupo de minerais silicatos e hidratados de magnésio, a qual possui 
em comum a possibilidade de segregar fibras. As fibras são inaladas 
e levadas em direção ao interior do sistema respiratório, destacando 
a constituição de placas pleurais, espessamento pleural, a asbestose, 
o forma a pneumoconiose como retorno fibrogênico pela inalação de 
amianto (FERREIRA, 2018).
A asbestose é considerada uma fibrose pulmonar intersticial di-
fusa, desenvolvida em virtude da exposição do amianto. Normalmente é 
causada por altos graus de exposição, atrelados aos sinais radiológicos 
da fibrose do parênquima pulmonar. Seus sinais e sintomas, embora 
inespecíficos, incluem:
● Dispneia de esforço.
● Fervores auscultatórios teleexpiratórios.
● Tosse seca.
Figura 43 - Pacientes com doenças respiratórias normalmente referem ter tosse 
Fonte: Freepik. 
III) Pneumonite de Hipersensibilidade de Etiologia Ocupacional 
A pneumonite de hipersensibilidade (PH) é definida como uma 
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patologia pulmonar complexa desenvolvida através de reação imunitá-
ria causada após exposição respiratória a uma grande massa de antí-
genos. Essa patologia normalmente apresenta dispneia e tosse (FER-
REIRA, 2018).
IV) Asma Ocupacional 
A asma ocupacional é uma patologia determinada por meio da 
limitação diversificável do fluxo aéreo e/ou hiper-reatividade das vias 
aéreas. Exposições a agentes podem agravar quadros de asma, como:
● Aeroalérgenos.
● Detergentes. 
● Poeiras. 
● Soluções de limpeza.
Figura 44 - Definição de asma relacionada com o trabalho 
Fonte: FERREIRA (p. 8, 2018).
O diagnóstico da asma ocupacional é compreendido como um 
processo que envolve complexidade, existindo a necessidade de de-
finir nexos de causalidade evidentes em meio a uma dada exposição 
profissional e o surgimento de queixas, deixando de lado causas não 
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observáveis ao grau laboral (FERREIRA, 2018).
O diagnóstico da asma ocupacional necessita passar por in-
vestigação no período que antecede o trabalhador ao encorajamento e 
abandono do ambiente de trabalho, visto que a perda parcial por meio 
da exposição prolongada por impactar a fidedignidade de procedimen-
tos de diagnóstico. Assim, as implicações médico-legais a tal nível são 
essenciais (FERREIRA, 2018).
Desse modo, o diagnóstico resulta especialmente da associação 
de informações atreladas a história clínica e ocupacional do trabalhador, 
desenvolvimento de testes, investigação de IgE específico, mensurações 
seriadas da função ventilatória do ambiente laboral e fora do local, aná-
lise funcional respiratória com instigação inespecífica e, diversas vezes, 
quando preciso, com o agente laboral em questão (FERREIRA, 2018).
V) Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) de Etiologia Ocu-
pacional
A DPOC é uma patologia normalmente evitável e tratável, é 
definida como a obstrução persistente das vias aéreas, normalmente 
é gradativa e associa-se a resposta inflamatória crônica elevada em 
virtude da inalação de partículas e gases. Normalmente indivíduos aco-
metidos por DPOC apresentam sintomas como:
● Dispneia.
● Expectoração abundante.
● Tosse crônica. 
Figura 45 - Portadores de DPOC normalmente apresentam quadros de dispneia
 
Fonte: Freepik.
DOENÇAS DE PELE
As dermatoses ocupacionais impactam trabalhadores de di-
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versas faixas etárias, e, em vários locais de trabalho com atividades 
distintas. As indústrias que incluem mais riscos de desenvolvimento de 
doenças de pele envolvem:
● Construção.
● Manufatura.
● Metalúrgica.
● Operação de máquinas.
● Produção de alimentos.
● Silvicultura.
Figura 46 - As doenças de pele podem ser desencadeadas em diversos traba-
lhadores com funções trabalhistas diversas 
Fonte: Freepik. 
As doenças de pele podem ser definidas como os aspectos pa-
tológicos de pele que, a partir da exposição ocupacional. As dermatoses 
ocupacionais são caracterizadas a partir da interação e grupos causais:
● Causas indiretas/predisponentes
- Antecedentes mórbidos.
- Etnia.
- Gênero.
- Idade. 
● Fatores ambientais
- Clima. 
- Higiene. 
- Limpeza.
- Temperatura. 
- Umidade.
● Fatores diretos
- Agentes biológicos. 
- Agentes físicos. 
- Agentes mecânicos. 
- Agentes químicos.
As dermatoses são classificadas como:
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● Dermatite de contato alérgica.
● Dermatite de contato fotoalérgica.
● Dermatite de contato fototaxi.
● Dermatite de contato por irritação.
As dermatoses apresentam certo grau para a implementação e 
definição de diagnóstico, visto a semelhança, e os profissionais de saúde 
normalmente diagnosticam quadros de dermatoses erroneamente, clas-
sificando-as como dermatite, urticária e outros tipos de doenças de pele. 
Desse modo, para o diagnóstico correto é necessário levantar 
o histórico completo do caso/quadro. Portanto, recomenda-secaptar 
instruções acessíveis acerca de diluições adequadas de teste de adesi-
vo de produtos químicos individuais. Ainda que não seja completamente 
suficiente, a série padrão não identifica casos de patologias de pele 
ocupacional (JOÃO; BRANDÃO, 2021). 
O tratamento dos casos de doenças de pele preza o diagnós-
tico correto e baseado na doença, e, consecutivamente a segregação 
parcial ou completa da causa patológica (JOÃO; BRANDÃO, 2021). 
SAÚDE BUCAL
As doenças ocupacionais das gengivas, dentes e outras estru-
turas da boca podem ser ordenadas como:
● Patologias causadas pela ação direta do agente causal acer-
ca das estruturas bucais. 
● Patologias em que desencadeiam lesões orais como porção 
de uma patologia sistêmica.
Figura 47 - A saúde bucal pode implicar em diversas desordens a saúde do 
trabalhador 
Fonte: Freepik.
Os dentes, assim como as outras estruturas orais, podem so-
frer lesões diretas causadas por meio do contato com:
● Agentes físicos. 
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● Agentes mecânicos. 
● Agentes químicos.
Na boca podem ser identificadas doenças sistêmicas, o que 
possibilita ao dentista, o repasse de instrução da higiene do trabalho, 
bem como o direcionamento do paciente até o serviço especializado. 
Visto que seu papel é diagnosticar e agir quanto a prevenção de patolo-
gias profissionais (CARVALHO, 2009). 
Os problemas bucais desenvolvem a incapacidade da ativida-
de laboral. Com efeitos que implicam diretamente na capacidade laboral 
e qualidade de vida, bem como o prejuízo para as empresas (CARVA-
LHO, 2009).
Os problemas bucais normalmente desencadeados por agen-
tes são:
● Agentes físicos
- Disfunção temporomandibular.
- Doença periodontal.
- Dores de dentes intensas.
- Lesão de mucosa com hiperemia.
- Lesão de mucosa com necrose.
● Agentes mecânicos
- Abrasão dental.
- Desgaste dental.
- Lesão de mucosas.
- Perda precoce de dentes.
● Agentes químicos
- Alterações salivares.
- Doença periodontal.
- Lesão de mucosa.
As ações odontológicas são relevantes especialmente no que 
diz respeito à prática da promoção de saúde quanto ao desenvolvimen-
to de ações que envolvem a saúde do trabalhador. 
Figura 49 - As ações odontológicas são desenvolvidas pelo dentista
 
Fonte: Freepik.
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Se as condições bucais se associam aos aspectos globais da 
saúde, são tidas a incapacidade que afetam os trabalhadores, a promo-
ção da saúde é uma via para o potencial de conflito quanto ao desconfor-
to, dor e sofrimento atrelada às doenças de ordem bucal. Portanto, faz-se 
necessário o incremento de profissionais de odontologia nas equipes de 
saúde e segurança do trabalhador. É essencial ainda o deslocamento do 
centro de atenção da boca para o sujeito, assim como para o coletivo, e 
sua complexidade ante a sociedade (CARVALHO, 2009).
É relevante não abordar apenas os problemas bucais que po-
dem interferir de modo direto os trabalhadores, mas também avaliar 
de maneira concreta os aspectos epidemiológicos e os fatores de tal 
problema, bem como analisar o impacto que pode desencadear na qua-
lidade de vida (CARVALHO, 2009).
É necessário julgar também a ausência de conhecimento acer-
ca da problemática de saúde bucal pelo trabalhador, a desinteresse e 
conhecimento dos profissionais de saúde, ao que diz respeito ao estudo 
e interpretação ideal de problemas associadas à saúde bucal que im-
pactam os trabalhadores (CARVALHO, 2009).
ESTRESSE OCUPACIONAL
Os trabalhadores sofrem de modo direto com o impacto signi-
ficativos desencadeados a partir das alterações econômicas, sociais e 
tecnológicas que se desenvolvem na sociedade nos dias de hoje, pro-
porcionando novos rumos e sentidos à atividade laboral desenvolvida 
(DO PRADO, 2016). 
Trabalhadores que dependem de modo direto do elevado nível 
de responsabilidade, agilidade na tomada de decisões e outros meios 
que visem resultados satisfatórios têm cada vez mais abdicado de lazer 
e descanso (DO PRADO, 2016).
Figura 50 - O estresse adoece as pessoas no local de trabalho
Fonte: Freepik.
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O estresse ocupacional pode ser definido como o agrupamen-
to de perturbações psicológicas ou ainda como o sofrimento psíquico 
atrelado às experiências de trabalho. Em virtude do impacto negativo 
no sujeito, foram desenvolvidas propostas que tem o intuito de adequar 
o trabalho e a estrutura organizacional quanto às carências do trabalha-
dor, em prol da satisfação destes e o aprimoramento do seu desempe-
nho (DO PRADO, 2016).
O conjunto e a delegação de tarefas que constituem a carga de 
trabalho do profissional são atrelados a relevantes estressores laborais, 
estes podem sofrer agravos significantes conforme os aspectos precá-
rios de estruturação trabalhista, os quais estendem-se desde a baixa 
valorização até a infraestrutura local (DO PRADO, 2016).
A Síndrome de Burnout é identificada como o agravo mais im-
pactando do século a trabalhadores, denominada ainda de esgotamen-
to profissional, proveniente das intensas cargas de trabalho e abundân-
cia de fatores estressores (DO PRADO, 2016).
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QUESTÕES DE CONCURSO
QUESTÃO 01
(PREFEITURA DE FREICHEIRINHA/CE — FISIOTERAPEUTA — CE-
TREDE — 2021)
Doenças ocupacionais são aquelas associadas ao ofício do tra-
balhador e às condições de trabalho nas quais ele está inserido. 
Também é um termo genérico, utilizado para designar as doenças 
profissionais e as doenças do trabalho. Embora pareçam termos 
sinônimos, a Lei 8.213/91 as diferencia, em razão do agente causa-
dor de cada uma delas. Em relação às principais doenças ocupa-
cionais e suas causas, correlacione a coluna B pela coluna A.
COLUNA A
I. LER – Lesão por Esforço Repetitivo.
II. DORT – Distúrbios Osteomusculares relacionados ao Trabalho.
III. Asma Ocupacional.
IV. Dermatose ocupacional.
COLUNA B
( ) É uma doença do trabalho que se caracteriza por alterações 
na pele e na mucosa do trabalhador, em razão da sua exposição 
a determinados agentes nocivos durante o desempenho de suas 
atividades laborais como a graxa ou óleo mecânico, por exemplo.
( ) Causada pelo exercício prolongado e repetitivo de determinado mo-
vimento, ela reduz gradativa e significativamente a capacidade do in-
divíduo para o trabalho, podendo levar à aposentadoria por invalidez.
( ) Causada pela inalação de agentes tóxicos que provocam alergia, 
ela se caracteriza pela obstrução das vias respiratórias do trabalhador 
por poeiras de substâncias como algodão, borracha, linho, madeira 
etc. É a doença respiratória mais comum relacionada ao trabalho.
( ) São caracterizados pela contínua postura inadequada, causan-
do dor crônica que, se não tratada, tem a tendência de se agravar 
ao longo do tempo, causando a invalidez do trabalhador.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
a) IV – I – II – III.
b) IV – II – I – III.
c) I – II – III – IV.
d) I – IV – III – I
e) IV – I – III – II.
QUESTÃO 02
(UFPA — ENFERMEIRO— CEPS/UFPA— 2019)
A relação entre o estresse ocupacional e a saúde dos trabalhado-
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res é tema de várias pesquisas nos últimos anos. Considera-se 
trabalhador com alteração na saúde mental aquele
a) submetido a assédio moral, situação em que um superior ou um colega 
de trabalho expõe o trabalhador a constrangimentos ou humilhações de 
forma repetida e prolongada, o que também pode causar danos mentais.
b) com demanda psicológica e atividades ocupacionais expressas na 
solidariedade em relaçãoà outra pessoa no ambiente de trabalho.
c) que manteve contato com diferenças entre sujeitos, ou seja, aproxi-
mação simbiótica, permitindo mecanismo de defesa entre um e o outro.
d) advindo de uma situação de projeção em que seus sentimentos e/ou 
mecanismos de defesa estão racionalizados.
e) procedente de grupos de trabalho baseado estritamente na técnica, 
justificado por meio do campo do racional/intelectual.
QUESTÃO 03
(PREFEITURA DE SOUSA/ PB — PSICÓLOGO — CPCON — 2021)
O estresse humano envolve aspectos bioquímicos, físicos e psico-
lógicos e se manifesta num conjunto de reações do organismo ex-
posto a estímulos que quebram sua homeostase. Em 1987, LIPP & 
ROMANO desenvolveram um inventário de sintomas psicológicos 
e físicos do estresse infantil. Em uma das alternativas abaixo, tais 
sintomas estão listados de forma ERRADA:
a) dores abdominais, diarreia, tique nervoso, dor de cabeça, náusea, 
hiperatividade.
b) ansiedade, pesadelos, dificuldades interpessoais, introversão súbita. 
c) desânimo, insegurança, agressividade, choro excessivo. 
d) angústia e depressão, hipersensibilidade, birra e medo excessivo
e) asma, gagueira, psoríase, ranger dos dentes, distúrbios de memória.
QUESTÃO 04
(PREFEITURA DE TIMBÓ/SC — MÉDICO DO TRABALHO — FURB 
— 2019)
As pneumoconioses são doenças respiratórias ocupacionais re-
lacionadas com a inalação de poeiras em ambiente de trabalho. 
Assinale a alternativa correta sobre as pneumoconioses:
a) De forma geral, a doença é aguda, manifestando-se radiologicamen-
te após curtos períodos de exposição.
b) Trata-se de fibroses intersticiais pulmonares causadas pela reação 
do organismo à presença de poeiras fibrogênicas.
c) O diagnóstico é realizado com biópsia pulmonar, segundo a técnica 
da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
d) O tratamento efetivo para a doença é realizado com corticoides ina-
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latórios.
e) Entre as pneumoconioses, destaca-se, ainda, a silicose decorrente 
da inalação de fibras de asbesto ou amianto.
QUESTÃO 05
(PREFEITURA DE JAGUARIUNA/PS — ENGENHEIRO DE SEGU-
RANÇA DO TRABALHO — VUNESP — 2021)
O ruído e a vibração são formas de energia que, do ponto de vista 
da Higiene do Trabalho, demandam a determinação de suas carac-
terísticas capazes de causar efeitos nocivos aos trabalhadores ex-
postos. A respeito da caracterização do risco à saúde, das técnicas 
de medição e medidas de controle associadas, é correto afirmar:
a) entende-se por perda auditiva por níveis de pressão sonora elevados 
as alterações dos limiares auditivos, do tipo neurossensorial, decorren-
tes da exposição ocupacional sistemática a níveis de pressão sonora 
elevados, que tem como características principais a irreversibilidade e a 
progressão gradual com o tempo de exposição ao risco.
b) a avaliação da vibração deve ser feita para cada direção ortogonal, 
visto que a vibração é uma grandeza vetorial, possuindo magnitude e di-
reção, e considerando que pode ocorrer de um dos eixos ser dominante 
em relação aos demais, se este eixo de vibração exceder a exposição 
diária, não necessariamente o limite de exposição estará excedido.
c) a exposição dos trabalhadores, sem proteção adequada, a níveis de 
ruído de impacto superiores a 130 dB (cento e trinta decibels) (LINEAR), 
medidos no circuito de resposta para impacto, ou superiores a 120 
dB (C) (cento e vinte decibels), medidos no circuito de resposta lenta 
(SLOW), oferecerão risco grave e iminente aos trabalhadores expostos.
d) no controle da exposição às vibrações localizadas no uso de ferra-
mentas portáteis, deve-se utilizar práticas adequadas de trabalho, in-
cluindo instruções aos trabalhadores para que empreguem força míni-
ma de pega, utilizando luvas antivibratórias, quando possível, que são 
mais eficientes no amortecimento de vibrações de baixa frequência.
e) os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em 
decibels (dB), com instrumento de pressão sonora operando em circuito 
de compensação “C” e circuito de resposta rápida (FAST), com os mi-
crofones instalados de forma que se situem nas proximidades do ouvido 
do trabalhador.
TREINO INÉDITO
A silicose é classificada como uma: 
a) Pneumoconiose
b) Dermatite
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c) Ruído
d) Estresse
e) Patologia bucal
QUESTÃO DISSERTATIVA 
Os problemas bucais desenvolvem a incapacidade da atividade laboral, 
com efeitos que implicam diretamente na capacidade laboral e qualidade 
de vida, bem como o prejuízo para as empresas. Assim, quais são os prin-
cipais agentes e sintomas/sinais desenvolvidos em problemas bucais?
NA MÍDIA
O estresse laboral pode surgir de diversas maneiras. Como estamos 
tratando de uma questão emocional, é preciso ficar atento e recordar 
que cada caso é um caso, assim como cada estresse pode ser multifa-
torial. São diversas as consequências do estresse ocupacional, como: 
pressão constante no trabalho; pressão financeira; Questões de rela-
cionamento interpessoal; assédio moral; falta de tempo para cuidar de 
si; Insatisfação com o cargo; necessidade de perfeccionismo; grandes 
mudanças no trabalho; e, outras questões emocionais do sujeito. Nova-
mente, reiteramos que cada caso é um caso e, dessa forma, as conse-
quências podem aparecer de diversas maneiras. Mas, de todo modo, 
podemos pensar em algumas que costumam ser bem frequentes, são 
elas: consequências fisiológicas; consequências intelectuais/cognitivas; 
e, consequências comportamentais:
Título: Estresse ocupacional, coisas e consequências
Data de publicação: 12 ago. 2021.
Fonte: .
NA PRÁTICA
Sra M.F.T.B, 49 anos de idade, trabalha em uma indústria têxtil a 12 
anos, recentemente percebeu acentuação em um quadro de perda au-
ditiva que vem apresentando a cerca de 1 ano. M.F.T.B procurou um 
médico relatando apresentar constantemente cefaleia, insônia, irrita-
ção, nervosismo e alterações na sua visão; e além da perda auditiva, 
dificuldade na compreensão da fala, algiacusia, zumbidos e sensação 
de audição abafada. Após coleta de dados, anamnese do paciente, o 
profissional suspeitou de Perda de Audição Induzida por Ruídos (PAIR), 
a fim definir diagnóstico fidedigno quanto ao quadro da paciente, rea-
lizou de exames de imitanciometria, audiometria tonal por via aérea e 
logoaudiometria, sendo os resultados positivos, definiu o diagnóstico da 
PAIR, explicou o quadro a paciente e os motivos de tal perda em busca 
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do melhor tipo de tratamento e adequações para seu quadro. 
PARA SABER MAIS
Título: Dermatoses ocupacionais
Descrição em forma de referência bibliográfica: JOÃO, Gisela Felicia-
na Buta; BRANDÃO, Byron José Figueiredo. Dermatoses ocupacionais. 
BWS Journal, v. 4, p. 1-12, 2021. Disponível em: https://bwsjournal.em-
nuvens.com.br/bwsj/article/view/130/91.
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GABARITOS
CAPÍTULO 01
QUESTÕES DE CONCURSOS
TREINO INÉDITO
Gabarito: B
Justificativa: A perda auditiva é desenvolvida em decorrência da exposi-
ção a dois tipos distintos de ruídos simultaneamente: o do local do traba-
lho por vezes alto por um período de vinte ou trinta anos, e, nesse mesmo 
período, o fator etário, ou seja, extra laborativa; concausa simultânea.
QUESTÃO DISSERTATIVA 
Os fatores responsáveis pelo desencadeamento de patologias, são:
● Fatores biológicos
- Microrganismos e Parasitas.
● Fatores físicos
- Altas pressões; radiações ionizantes; ruídos; e, vibrações.
● Fatores químicos
- Ácido sulfúrico; benzeno; berílio; carbono; chumbo; cianeto; e, cromo.
● Poeirasorgânicas
- Algodão; cânhamo; linho; e, sisal.
● Estruturação do trabalho.
- Baixo uso de conhecimentos dos trabalhadores; constante repetição 
de ciclos laborais; dificuldades em desenvolver tarefas; equipamentos 
auxiliares e ambientes de trabalho não compatíveis com as necessi-
dades existentes; horários irregulares; Longos períodos de atenção 
sustentada; pausas insuficientes para descanso intra e interjornadas; 
predeterminação minuciosa de métodos e técnicas; Responsabilidade 
e iniciativa; Ritmo de produção mecânica ou eletrônica controlada; e, 
Turnos de trabalho.
● Relações interpessoais.
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CAPÍTULO 02
QUESTÕES DE CONCURSOS
TREINO INÉDITO
Gabarito: C
Justificativa: o tratamento da LER pode se dá por três meios distintos, 
sendo eles:
Tratamento medicamentoso e fisioterápico; tratamento cirúrgico; e, tra-
tamento psicoterápico.
QUESTÃO DISSERTATIVA 
Nos estágios evolutivos da LER as tarefas podem se dar ainda em qua-
dros clínicos com invalidez e incapacidade laborativa. De acordo com 
normas técnicas para a avaliação da incapacidade, visto que a LER se 
estrutura em graus:
● Grau I - sensação de peso e desconforto no membro afetado. 
● Grau II - dor persistente, mas tolerável.
● Grau III - dor persistente, mas intensa com irradiação.
● Grau IV - dor intensa, insuportável, comprometendo o desempenho 
laboral.
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CAPÍTULO 03
QUESTÕES DE CONCURSOS
TREINO INÉDITO
Gabarito: A
Justificativa: a silicose é uma pneumoconiose desencadeada a partir 
da inalação de poeiras com partículas de sílica, em forma de dióxido de 
sílica. Vários tipos de exposição ocupacional podem causar silicose, es-
pecialmente em trabalhadores que trabalham com fundição férrea, aço, 
metal, vidros, rocha, mármores, dentre outros materiais.
QUESTÃO DISSERTATIVA 
Os problemas bucais normalmente desencadeados por agentes são:
● Agentes físicos
- Disfunção temporomandibular.
- Doença periodontal.
- Dores de dentes intensas.
- Lesão de mucosa com hiperemia.
- Lesão de mucosa com necrose.
● Agentes mecânicos
- Abrasão dental.
- Desgaste dental.
- Lesão de mucosas.
- Perda precoce de dentes.
● Agentes químicos
- Alterações salivares.
- Doença periodontal.
- Lesão de mucosa. 
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BELLUSCI, Silvia Meirelles. Doenças profissionais ou do trabalho. Se-
nac, 2017.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departa-
mento de Ações Programáticas Estratégicas. Perda auditiva induzida 
por ruído (Pair) / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, 
Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília : Editora 
do Ministério da Saúde, 2006. 40 p. : il. – (Série A. Normas e Manuais 
Técnicos) (Saúde do Trabalhador ; 5. Protocolos de Complexidade Dife-
renciada). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/
protocolo_perda_auditiva.pdf. Acesso em: 21 mar. 2023.
CARVALHO, Érica Silva et al. Prevenção, promoção e recuperação da 
saúde bucal do trabalhador. RGO: Revista Gaúcha de Odontologia, v. 
57, n. 3, 2009. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/
Jose-De-Magalhaes-Bastos/publication/26872683_Prevention_promo-
tion_and_restoration_of_workers_oral_health/links/5b96ef9592851c-
78c413fc9b/Prevention-promotion-and-restoration-of-worker-s-oral-
-health.pdf. Acesso em: 22 mar. 2023.
CARVALHO, Geraldo Mota de Enfermagem do trabalho/Geraldo Mota de 
Carvalho. – 2. ed. – [Reimpr.] – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017
DO PRADO, Claudia Eliza Papa. Estresse ocupacional: causas e con-
sequências. Rev Bras Med Trab, v. 14, n. 3, p. 285-289, 2016. Disponí-
vel em: https://portalidea.com.br/cursos/gesto-do-stress-apostila03.pdf. 
Acesso em: 20 mar. 2023.
FERREIRA, António Jorge. Doenças Ocupacionais Respiratórias–Pers-
petivas Atuais. Revista Internacional em Língua Portuguesa, n. 34, p. 
53-76, 2018. Disponível em: https://www.rilp-aulp.org/index.php/rilp/ar-
ticle/view/RILP2018.34.3. Acesso em: 22 mar. 2023.
JOÃO, Gisela Feliciana Buta; BRANDÃO, Byron José Figueiredo. Der-
matoses ocupacionais. BWS Journal, v. 4, p. 1-12, 2021. Disponível em: 
https://bwsjournal.emnuvens.com.br/bwsj/article/view/130/91. Acesso 
em: 21 mar. 2023.
MONTEIRO, Antonio. Acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. 
Saraiva Educação SA, 2017.
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Simediato, circunstancial, bem definido no espaço e tempo, 
e como consequências imediatas globais (MONTEIRO, 2017).
As doenças profissionais, denominadas de ergopatias, tecno-
patias ou doenças profissionais típicas, são as geradas ou originadas 
pelo desenvolvimento profissional característico e uma dada atividade. 
De acordo com sua tipicidade, dispensam comprovação de nexo de 
causalidade com o trabalho (MONTEIRO, 2017).
As lesões por esforço repetitivo (LER) ou doenças osteomuscula-
res relacionadas com o trabalho (DORT) são determinadas como o agru-
pamento de patologias do trabalho que afetam fáscia, ligamentos, mús-
culos, nervos, sinoviais e tendões, de modo isolado ou interligado, com 
ou sem degeneração tecidual, afetando não apenas membros superiores, 
mas especialmente a área escapular e o pescoço (CARVALHO, 2017).
A perda auditiva ocupacional classifica o ruído como um agente 
causal comum, o qual não deve ignorar a existência de outros agentes, vis-
to as implicações existentes quanto ao diagnóstico, meios de prevenção, 
segurança, legislação vigente, dentre outros aspectos (BRASIL, 2006).
O sistema respiratório forma a interface inicial existente entre o 
ser humano e o meio ambiente. Normalmente, toda exposição inalatória 
considerável, com várias especificidades diferentes acerca do tipo de 
substâncias inaladas, concentração, dimensões, e fatores físico-quími-
cos e a interação com a biologia humano, sendo possível desenvolver 
danos, seja a curto ou a longo prazo (FERREIRA, 2018). 
As dermatoses ocupacionais impactam trabalhadores de diversas 
faixas etárias, e, em vários locais de trabalho com atividades distintas. As 
doenças de pele podem ser definidas como os aspectos patológicos de 
pele que, a partir da exposição ocupacional (JOÃO; BRANDÃO, 2021). 
As doenças ocupacionais das gengivas, dentes e outras es-
truturas da boca. Na boca podem ser identificadas doenças sistêmicas, 
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o que possibilita ao dentista, o repasse de instrução da higiene do tra-
balho, bem como o direcionamento do paciente até o serviço especiali-
zado. Visto que seu papel é diagnosticar e agir quanto a prevenção de 
patologias profissionais (CARVALHO, 2009).
O estresse ocupacional pode ser definido como o agrupamen-
to de perturbações psicológicas ou ainda como o sofrimento psíquico 
atrelado às experiências de trabalho. Em virtude do impacto negativo 
no sujeito, foram desenvolvidas propostas que tem o intuito de adequar 
o trabalho e a estrutura organizacional quanto às carências do trabalha-
dor, em prol da satisfação destes e o aprimoramento do seu desempe-
nho (DO PRADO, 2016).
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PROCESSO DE TRABALHO E O AMBIENTE
 
A ecologia nos mostra a relevância das relações em meio ao 
local e o homem. Quando o ambiente é tratado como o ambiente de tra-
balho, pode apresentar riscos que impactam a integridade física, emo-
cional ou social do trabalhador. Como produto de tal impacto, têm-se 
morbidades causadas, intensificadas ou originadas pelas condições em 
que o trabalho é realizado, sendo, portanto, denominado de doença do 
trabalho (BELLUSCI, 2017).
DOENÇA PROFISSIONAL E DOENÇA
DO TRABALHO
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Figura 1 - As doenças de trabalho podem ser classificadas também como 
ergonômicas 
Fonte: Freepik. 
O processo de produção é intrincado, pois insere aspectos 
atrelados a tecnologia, estruturação do trabalho, relações psicossociais, 
atributos individuais do grupo de trabalho e encontra-se em sucessivas 
modificações. O incremento de novas tecnologias ou modos de admi-
nistrar o processo podem desenvolver novas associações com o traba-
lho, estas nem sempre esperadas e por vezes causam danos à saúde 
do trabalhador (BELLUSCI, 2017).
Nesse desenvolvimento da doença de trabalho acontece atra-
vés de um processo difícil e por vezes dinâmico. Portanto, faz-se ne-
cessário entender e acompanhar o processo com o intuito de corrigir e 
impedir o surgimento de patologias (BELLUSCI, 2017).
Os fatores responsáveis pelo desencadeamento de patologias 
são:
● Fatores biológicos
- Microrganismos.
- Parasitas.
Figura 2 - Os microrganismos e parasitas são fatores biológicos de causas de 
doenças de trabalho 
Fonte: Freepik.
● Fatores físicos
- Altas pressões.
- Radiações ionizantes.
- Ruídos. 
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- Vibrações.
Figura 3 - Os ruídos podem ser amenizados com o uso de protetor auricular
Fonte: Freepik.
● Fatores químicos
- Ácido sulfúrico.
- Benzeno. 
- Berílio.
- Carbono. 
- Chumbo.
- Cianeto.
- Cromo.
● Poeiras orgânicas
- Algodão.
- Cânhamo.
- Linho. 
- Sisal.
Figura 4 - O algodão é classificado como poeira orgânica 
Fonte: Freepik. 
● Estruturação do trabalho
- Baixo uso de conhecimentos dos trabalhadores.
- Constante repetição de ciclos laborais.
- Dificuldades em desenvolver tarefas.
- Equipamentos auxiliares e ambientes de trabalho não compa-
tíveis com as necessidades existentes.
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- Horários irregulares.
- Longos períodos de atenção sustentada.
- Pausas insuficientes para descanso intra e interjornadas.
- Predeterminação minuciosa de métodos e técnicas.
- Responsabilidade e iniciativa.
- Ritmo de produção mecânica ou eletrônica controlada.
- Turnos de trabalho.
● Relações interpessoais.
 A investigação da associação saúde-doença-trabalho 
pode fazer uso de algumas ferramentas com o intuito de analisar o dano 
causado ou a doença desencadeada, a qual se dá por meio de história 
clínica e a anamnese ocupacional, associadas a exames laboratoriais, 
toxicológicos e provas funcionais, de caráter individual, e análises epi-
demiológicos, descritivos de morbimortalidade (BELLUSCI, 2017).
Figura 5 - A investigação saúde-doença-trabalho se dá pela equipe de profis-
sionais de trabalho 
Fonte: Freepik. 
Os aspectos ou condições de risco são analisados por posto ou 
local de trabalho através de investigação ergonômica da atividade, para 
investigação ambiente de cunho quanti e qualitativo, conforme as ferra-
mentas de higiene do trabalho, e pela estruturação de mapa de risco da 
atividade laboral, bem como inquéritos coletivos BELLUSCI, 2017).
O registro sistemático dos dados coletados é essencial para o 
êxito das ações. Essas informações precisam ser empregadas por pro-
fissionais no âmbito do trabalho, por centros de pesquisa, estruturação 
de trabalhadores e governo local ou central, desenvolvendo informações 
para fundamentar o estudo e conhecimento acerca de mecanismos do 
adoecimento e prevenção, determinação de prioridades e políticas de 
saúde. Os dados são usados conforme princípios éticos profissionais 
que tem o objetivo de proteger o trabalhador (BELLUSCI, 2017).
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Acidente Tipo
A Lei de n.º 8.213/91 define o acidente de trabalho, de início no 
sentido restrito, e, posteriormente, no sentido mais abrangente ou por 
extensão. 
O acidente-tipo pode ser denominado ainda de macrotrauma, é 
definido pelo art. 19 como acidente de trabalhado como algo que acon-
tece pelo exercício de trabalho que causa lesão corporal ou desordemfuncional que incida em morte, perda ou diminuição da capacidade de 
modo permanente ou transitório para o trabalho. Isto é, é um aconteci-
mento único, imediato, circunstancial, bem definido no espaço e tempo, 
e como consequências imediatas globais (MONTEIRO, 2017). 
Figura 6 - O acidente de trabalho pode causar lesão corporal ou morte
Fonte: Freepik.
Esse tipo de acidente não possui essência violenta. Existem 
infortúnios laborais, os quais não provocam alarde ou danos, resultam 
em danos severos, ou ainda letais em um período de meses, ou anos 
após ocorrido. O que necessita de nexo de causalidade ou letalidade 
(MONTEIRO, 2017). 
O nexo causal formou a associação de causa e efeito em meio 
ao evento e o resultado. Tecnicamente falando, não é possível usar 
como sinônimos nexo causal e nexo etiológico, como se acredita. As-
sim, podemos apontar que o nexo causal é mais abrangente, visto que 
agrega a concausalidade e os casos de agravamento; enquanto o nexo 
etiológico é aquele que dá origem ou desenvolve o impacto laboral, e 
assim, trata-se de algo mais limitado. 
De outro modo, em direito infortunístico, para que seja definida 
a relação de causalidade, não requer a prova de certeza, sendo neces-
sário somente o juízo de admissibilidade. Podendo ainda salientar que 
na infortunística não repara a lesão ou patologia, e sim a incapacidade 
de trabalhar (MONTEIRO, 2017). 
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Doenças Ocupacionais
 
A lei segrega as patologias em doenças profissionais e doen-
ças do trabalho, as quais são previstas no art. 20 nos incisos I e II.
As doenças profissionais, denominadas de ergopatias, tecno-
patias ou doenças profissionais típicas, são as geradas ou originadas 
pelo desenvolvimento profissional característico e uma dada atividade. 
De acordo com sua tipicidade, dispensam comprovação de nexo de 
causalidade com o trabalho (MONTEIRO, 2017). 
Figura 7 - Algumas doenças não precisam de comprovação com a causalida-
de com o trabalho 
Fonte: Freepik.
Existe a presunção legal em tal sentido. Ocorrem a partir de 
microtraumas que rotineiramente impactam e vulneram as defesas do 
organismo, as quais, conforme efeito cumulativo, acabam por vencê-
-las, desenvolvendo o processo mórbido (MONTEIRO, 2017). 
A exemplo, trabalhadores da mineração, conhece-se que existe 
muito que não se encontram expostos ao pó de sílica, e, assim, possui 
chances de contrair a silicose, assim, conseguinte, esta é classificada 
como uma doença profissional; outro exemplo de doença profissional 
é o saturnismo, patologia desencadeada pelo chumbo; hidrargirismo, 
causada pela exposição do mercúrio (MONTEIRO, 2017). 
Figura 8 - Trabalhadores da mineração quando expostos ao pó de sílica, 
podem desenvolver silicose 
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Fonte: Freepik. 
As doenças do trabalho são denominadas ainda de mesopa-
tias e/ou moléstias profissionais atípicas, estas são classificadas como 
doenças causadas em decorrência de condições especiais nas quais 
o trabalho é desenvolvido e como é associado diretamente. Ocorrem 
igualmente a partir de microtraumatismos aglomerados. No entanto, por 
se tratar de acontecimentos atípicos, necessitam de aspectos compro-
batórios do nexo de causalidade com o trabalho, sendo por norma atra-
vés da vistoria no local de trabalho (MONTEIRO, 2017). 
Já as doenças profissionais provêm do risco propriamente dire-
to, ou seja, as específicas do ramo da atividade laboral, as do trabalho 
possuem como causa ou concausa risco característico de modo indi-
reto. Desse modo, como exemplo, um quadro de bronquite asmática 
geralmente é desencadeado por risco categorizado como genérico e 
pode afetar qualquer sujeito. Contudo, se o trabalhador desenvolver ati-
vidades em condições específicas, o risco genérico é modificado em 
risco próprio de modo indireto (MONTEIRO, 2017). 
Figura 9 - Quadros asmáticos podem ser desencadeados por riscos genéricos
Fonte: Freepik. 
Conforme o regulamento, somente as doenças profissionais 
desencadeadas por agentes patogênicos, bem como as doenças de 
trabalho. No entanto, a jurisprudência, em meio as várias legislações, 
consolidou a compreensão de que estas associações são simplesmen-
te consolidada a compreensão de que esta relação é apenas exemplifi-
cativa (MONTEIRO, 2017). 
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Figura 10 - O agente patogênico pode ser identificado corretamente a partir 
do seu isolamento 
Fonte: Freepik. 
O legislador já compreendeu a desigualdade de moléstias e a pos-
sível associação desta com o trabalho, através da Lei de nº 11.430/2006, 
inserida no art. 21-A na Lei de nº 8.213/91, estabelece que a perícia mé-
dica do INSS julgará definida a origem acidentária da inabilidade quando 
constatar o surgimento de nexo técnico epidemiológica em meio ao traba-
lhador e o agravo a sua saúde, desenvolvida da associação entre a ativi-
dade desenvolvida na empresa e a individualidade mórbida proveniente da 
incapacidade apontada na Classificação Internacional de Doenças - CID, 
de acordo com o que consta no regulamento, afirmado, ou seja, o que en-
contrava-se consolidado na jurisprudência (MONTEIRO, 2017). 
O inciso 2º do art. 20 ainda abrangem outra classificação de 
patologias, ao dispor, ou seja, diz respeito ao caso excepcional, averi-
guando que as doenças não inseridas na associação esperada nos in-
cisos I e II gera aspectos especiais onde o trabalho é desenvolvido e se 
associa de modo direto, a Previdência Social precisa considerar estes 
quadros como acidente de trabalho. Encontra-se frente a uma diversi-
dade da doença do trabalho, as quais se distinguem do regulamento, ou 
ainda de nenhum inciso listado no Ministério da Previdência Social, bem 
como no Ministério da Saúde (MONTEIRO, 2017). 
Figura 11 - Previdência Social define os direitos do trabalhador 
Fonte: Freepik. 
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O argumento é que existe uma associação de modo direto com 
os aspectos especiais onde se desenvolve o trabalho. Visto que não se 
encontram inseridas no regulamento, assim, tem-se defendido que as pa-
tologias associadas à voz encontram-se atrelados a tal categoria. É com-
preensível que, atualmente, as disfonias encontram-se inseridas nos tra-
balhadores de empresas como as de telemarketing (MONTEIRO, 2017). 
Doenças Excluídas
 
O inciso 1º do art. 20 da Lei exclui do conceito de doenças 
ocupacionais:
● Doença degenerativa.
● Doença inerente ao grupo etário.
● Doença que não produz incapacidade. 
● Doença endêmica.
As doenças degenerativas classificam-se como doenças que 
possuem como causa o desgaste de ordem natural do corpo humano. 
Embora possa acontecer intenso agravo conforme aspectos específicos 
do trabalho, ou ainda, agravamento em período pós-traumático, como:
● Artrose. 
● Artrite.
● Hérnia de disco.
Figura 12 - A hérnia de disco é classificada como um doença degenerativa 
Fonte: Freepik. 
 As doenças inerentes ao grupo etário são aquelas corres-
pondentes à concausalidade, como a disacusia-PAIR.
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Figura 13 - A Perda auditiva induzida por ruído é um tipo de doenças ineren-
tes ao grupo etário 
Fonte: Freepik. 
As doenças que não produzem incapacidade dizem respeito à 
incapacidade funcional que a protege, e não a doença propriamente dita. 
As doenças endêmicas não aquelas que se sucedem em um 
dado local ou região de maneira constante. Todavia, é classificada como 
patologia ocupacional se proveniente de exposiçãoou contato direto em 
virtude da peculiaridade da atividade laboral desenvolvida. Por exemplo, 
a malária é uma doença de classificação endêmica em algumas regiões 
no Brasil, embora não seja classificada como doença ocupacional. 
Contudo, caso um indivíduo contraia a malária em seu trabalho 
de pesquisa em trabalhadores acometidos por tal doença, esta é consi-
derada uma doença ocupacional (MONTEIRO, 2017). 
Figura 14 - A malária é transmitida por um mosquito 
Fonte: Freepik.
Acidente por Equiparação
A Lei de n.º 8.216/91, no art. 21, elenca algumas circunstân-
cias que também são consideradas acidentes de trabalho. Estas são 
denominadas de acidente de trabalho por equiparação, visto que se 
associam de modo indireto à atividade laboral (MONTEIRO, 2017). 
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Podemos observar que este tipo de acidente inclui o princípio 
de concausalidade, ou equivalência dos aspectos, bem como da equi-
valência precedente. De outro modo falando, se o acontecimento repre-
sentar conditio sine qua non ao dano, caracterizando está no sinistro 
laboral (MONTEIRO, 2017). 
O direito infortunístico desde o ano de 1944 por meio da 3ª Lei de 
Acidentes de Trabalho - Decreto-Lei de n.º 7.036 no dia 10 de novembro 
no ano de 1944 - vem abrangente tal princípio que se encontram desse 
modo impresso no art. 21, onde o parágrafo I cita que o acidente associado 
trabalho que, ainda que não tenha sido ligado a causa individual, tenha 
contribuído de modo direto com a morte do segurado, para diminuição ou 
perda da capacidade de trabalhar, ou gerado lesão que necessite de aten-
ção médica em prol da recuperação do sujeito (MONTEIRO, 2017).
 
Figura 15 - Acidentes que causam amputação podem causar perda da capaci-
dade de trabalhar do sujeito 
Fonte: Freepik. 
 De outro modo falando, o acidente nem sempre é tido 
como causa única e exclusiva da lesão ou patologia. Podendo existir 
a associação de demais fatores, ou seja, concausas. Uns podem pro-
ceder do acidente - causas antecedentes; outros podem manifestá-lo 
- concausas supervenientes; por último, existe, ainda, os que validam 
concomitantemente - concausas simultâneas. Exemplo do primeiro 
caso é um diabético ocasionado por um pequeno ferimento que para 
um trabalhador não portador de tal patologia não apresentaria maio-
res consequências. Contudo, um portador de diabetes pode falecer em 
decorrência de um grande quadro hemorrágico desenvolvido. Tem-se 
ainda uma morte em que favorece o acidente atrelado a um aspecto 
preexistente, neste caso, a diabetes (MONTEIRO, 2017).
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Figura 16 - Um pequeno ferimento no diabetico pode causar severas conse-
quências
Fonte: Freepik.
Enquanto os fatores supervenientes identificam-se depois do 
acidente de trabalho ou do surgimento da doença ocupacional. Se de 
um infortúnio de trabalho desenvolvem complicações como as causa-
das por micróbios patogênicos, definindo, por exemplo, como os casos 
de amputação de um dedo ou até a morte, nos encontramos frente a 
uma concausa superveniente (MONTEIRO, 2017).
Figura 17 - Acidentes de trabalho podem resultar em amputação de dedos, 
especialmente em diabéticos 
Fonte: Freepik.
As causas concomitantes, por outro lado, coincidem com o si-
nistro. Efetivam-se ao mesmo tempo: o acidente e a concausa extra 
laboral. Um exemplo deste, caso seja a disacusia (PAIR), onde um te-
celão com cinquenta anos de idade possui. 
A perda auditiva é desenvolvida em decorrência da exposição 
a dois tipos distintos de ruídos simultaneamente: o do local do trabalho 
por vezes alto por um período de vinte ou trinta anos, e, nesse mesmo 
período, o fator etário, ou seja, extra laborativa; concausa simultânea 
(MONTEIRO, 2017). 
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Figura 18 - Os ruídos, como os existentes em metalúrgicas podem agravar a 
perda auditiva junto ao fator etário
Fonte: Freepik.
As outras possibilidades previstas no art. 21 devem ser trata-
das com atenção especial, denominando o acidente in itinere, ou ain-
da, de trajeto. Este ocorre no trajeto da residência até o ambiente de 
trabalho, ou inversamente. Não deve ser implicada quanto ao meio de 
locomoção, seja por veículo, meio seguro ou usual (MONTEIRO, 2017).
Figura 19 - O acidente de trajeto ocorre no percurso de ida ao trabalho ou 
dela até a residência
Fonte: Freepik.
Um modo prático para averiguar esse tipo de questão é ver se 
se encontram existentes, além dos aspectos como os de segurado e do 
vínculo empregatício, requisitos como:
● Nexo topográfico. 
● Nexo cronológico.
O nexo topográfico corresponde à relação de causa e efeito em 
meio ao local do acontecimento e o percurso a ser realizado, na ida de 
casa para o trabalho, ou do trabalho para casa. Enquanto o nexo crono-
lógico compreende o liame de causalidade que existe entre o horário do 
ocorrido e o período preciso para a locomoção da residência para o am-
biente de trabalho, ou ainda, o retorno deste local (MONTEIRO, 2017). 
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Figura 20 - O nexo cronológico faz associação com o horário e período da 
locomoção com o acidente 
Fonte: Freepik.
Ainda acerca dessa questão, a doutrina, assim como a jurispru-
dência direcionam a linha de que mínimos desvios ou interrupções no 
percurso não descaracterizam o acidente de trajeto (MONTEIRO, 2017). 
Os outros tipos de acidentes equiparados não possuem ampla 
dificuldade de compreensão, embora sejam eventos raros.
Figura 21 - O trabalhador deve ter um período definido para realizar suas 
refeições 
Fonte: Freepik.
Dessa maneira, podemos então apontar que quando o empre-
gado esteja à disposição do empregador, sem dependência com o am-
biente ou dia, em horário de trabalho e no local da empresa, ainda que 
este não se encontre de fato desenvolvendo a atividade laboral, isto é, 
tempo determinado para a realização de refeições e demais necessida-
des fisiológicas, corresponde-se, portanto, o acidente, assumindo natu-
reza e origem dos acidentes de trabalho (MONTEIRO, 2017).
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QUESTÕES DE CONCURSO
QUESTÃO 01
(PREFEITURA DE AMÉRICA / SP — TÉCNICO EM SEGURANÇA DO 
TRABALHO — AVANÇA SP — 2023)
Assinale a alternativa que não apresenta uma causa imediata de 
acidente de trabalho: 
a) cansaço.
b) excesso de confiança.
c) distrações e brincadeiras. 
d) negligência. 
e) doenças preexistentes conhecidas.
QUESTÃO 02
(PREFEITURA DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ / SC — ENGENHEIRO 
DE SEGURANÇA DO TRABALHO — FEPESE — 2023)
Assinale a alternativa que corresponde a uma espécie de acidente 
impessoal. 
a) Um trabalhador colidiu com uma coluna.
b) O estivador realizou um esforço excessivo para erguer uma caixa.
c) O eletricista tomou um choque elétrico.
d) A faxineira queimou a mão no ferro quente.
e) Um galpão foi atingido por um raio.
QUESTÃO 03
(PREFEITURA DE ACRELÂNDIA / AC — TÉCNICO EM SEGURANÇA 
DO TRABALHO — IBADE — 2022)
Nos riscos e causas de acidentes, assinale o princípio geral para 
uma consequência significativa.
a) Pode prejudicar a integridade física e/ou a saúde, provocando lesão que 
implique em incapacidade temporária por prazo superior a 15 (quinze) dias.
b) Pode levar a óbito imediato ou que venha a ocorrer posteriormente. 
c) Pode prejudicar a integridade física e/ou a saúde, provocando lesão 
ou sequela permanentes.
d) Pode prejudicar a integridade física e/ou a saúde, provocando lesão 
que implique em incapacidade temporária por prazo igual ou inferior a 
15 (quinze) dias.ligamentos, mús-
culos, nervos, sinoviais e tendões, de modo isolado ou interligado, com 
ou sem degeneração tecidual, afetando não apenas membros superiores, 
mas especialmente a área escapular e o pescoço (CARVALHO, 2017).
Figura 23 - A área escapular é corriqueiramente afetada
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Fonte: Freepik. 
Em meio aos mais relevantes aspectos do desenvolvimento da 
doença, identifica-se:
● Duradoura posição de segmentos corporais em tensão es-
tática.
● Preservação de postura incorreta ao desenvolver atividades.
● Pressão causada por processo de produção. 
● Uso incorreto de ferramentas. 
● Pausas incorretas.
● Horas extras de trabalho.
As lesões em membros superiores associam-se a esforços 
contínuos e repetitivos, empenhando uma gama de atividades desen-
volvidas nas indústrias voltadas para a alimentação, montagem de 
aparelhos eletrônicos, automóveis, materiais computadorizados. Essas 
patologias são em sua maior parte não controlável, partem da incapaci-
dade na indústria e no comércio e apresentam impacto em consequên-
cias econômicas e sociais. É possível apontar que um, a cada três aci-
dentes ocorridos em local de trabalho afetam as mãos, e, indica perda 
de 25% da jornada de trabalho; e, ainda que um, a cada dez acidentes 
que acometem a mãos desencadeia invalidez parcial, indicando ⅓ das 
indenizações desencadeadas por invalidez (CARVALHO, 2017).
Figura 24 - As lesões das mãos podem causar invalidez
Fonte: Freepik. 
As indenizações causam amplo prejuízo ao país, visto que 
causa redução da produtividade, e a continuação do pagamento men-
sal de salários por volta de 160º dia de inatividade por incapacidade to-
tal temporária, visto que existem gastos com exames complementares, 
medicamentos etc. Os sujeitos com LER, em sua maior parte, dispõe 
de manifestações indefinidas de dor local ou difusa, e somente uma 
mínima parcela dos casos possui evidências histopatológicas da lesão 
tecidual (CARVALHO, 2017).
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Os termos esforço e repetitivo presume que possivelmente 
uma lesão foi desencadeada por forças mecânicas em direção aos teci-
dos. No entanto, não há um fundamento completo que assegura que os 
aspectos mecanismo constituem a causa primária dos eventos doloro-
sos e evidenciados, bem como não existem dados suficientes acerca da 
duração, velocidades, constância, importância e demais características 
de tal força, que legitimam a nocividade desta. 
As LER podem ser compreendidas como as alterações somáti-
cas das angústias do tempo, como um tipo de histeria coletiva causada 
pela estruturação do trabalho moderno, em sujeitos com perfil emocio-
nal suscetível. Para a maioria dos trabalhadores, as LER são apresen-
tadas como fonte de dor e sofrimento, angústia e medo acerca do que 
se vive no presente e quanto ao futuro e a habilidade que este preserva 
em ganhar seu salário. Desse modo, assim, a relevância de tal pa-
tologia em manifestação na atual conjuntura, seja para o trabalhador 
ou empregador, é essencial possuir melhor entendimento acerca de tal 
surgimento (CARVALHO, 2017).
Figura 25 - A dor da LER pode ser angustiante 
Fonte: Freepik. 
A maioria das LER afetam mais mulheres que homens, visto 
que estas não possuem o mesmo padrão de desenvolvimento muscular 
quando comparado a homens. A mulher possui menor quantitativo de 
fibras musculares e inferior habilidade de armazenamento e conversão 
de glicogênio em energia útil, bem como os ossos normalmente são 
mais curtos e leves, com regiões de junção menores. 
A prevalência das LER nas mulheres indica ser influenciadas 
por aspectos como o uso de anticoncepcionais e desenvolvimento de 
atividades domésticas depois de um dia cansativo de jornada de traba-
lho, nas quais várias funções industriais recorrentes são normalmente 
delegadas às mulheres em virtude de estas apresentarem maior habili-
dade para o desenvolvimento dessas tarefas (CARVALHO, 2017). 
Em relação à idade, o tratamento das LER é diversificado, vis-
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to que pontua a idade média da população empregada no país do que 
demais fatores. Desse modo, é possível apontar que a faixa etária mais 
atingida pelas LER são de 30 a 39 anos, cerca de 54,5% dos casos. 
Os grupos que apresentam maior risco em meio aos trabalha-
dores possuem a função com limitadas diversificações de movimentos 
e que desenvolvem atividades em ligeira constância e com emprego de 
força. Desse modo, em meio às atividades mais sujeitas os descarna-
dores em frigoríficos, empacotadores de alimentos, processadores de 
informações, microfilmadoras, montadores de linha de montagem auto-
mática (CARVALHO, 2017). 
Figura 26 - Empacotadores de alimentos possui risco de ter sua função limitada
Fonte: Freepik.
De início os sintomas da LER são identificados a partir da sen-
sação de fadiga muscular e desconforto, e existe melhoria do quadro 
em curto período de repouso. Quadros de formigamento e parestesia 
são recorrentes. A por pode ser classificada como:
● Localizada.
● Referida. 
● Generalizada.
A dor pode ser classificada como:
● Profunda. 
● Superficial.
Esta pode ainda ser de origem:
● Neuropática.
● Psicogênica.
● Somática.
Quando as lesões resultam no impacto das estruturas múscu-
loesqueléticas severas, é vaga, esta pode ser referida em estruturas 
distantes da área comprometida. 
A dor neuropática é definida como a lesão neural é enganado-
ra, perseverante ou pregressa. A dor psicogênica ocasionalmente se 
manifesta nos sujeitos com LER, no entanto, anormalidades psicoafeti-
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vas favorecem de modo significativo o agravamento e a preservação da 
dor. O ponto mais constante de sensação dolorosa é o antebraço, em 
sua porção proximal, seguido pelo punho. Esta justifica-se por este ser 
uma área que os músculos extensores e flexores dos dedos, punhos e 
incumbidos da pronação adentram o terço proximal dos ossos do ante-
braço e epicôndilos (CARVALHO, 2017).
Figura 27 - Normalmente a dor se dá no antebraço e estende-se para o punho
Fonte: Freepik.
A irradiação da dor pode se dar de modo central ou distal. Em 
circunstâncias que a dor se situa de maneira primária nos punhos, sua 
irradiação será em direção aos dedos, antebraço e epicôndilos. 
Figura 28 - A dor nos punhos irradia para os dedos
Fonte: Freepik. 
Contudo, se a dor for identificada inicialmente no pescoço, sua 
irradiação será em direção aos segmentos distais, afetando os dedos 
e normalmente associada a sensação de formigamento, parestesia, 
alterações circulatórias, modificações na sensibilidade e quadros de 
sudorese. A intensidade da dor de leve a moderada é associada ao 
desenvolvimento de movimentos, bem como a dor mais intensa se dá 
ao final do dia de uma jornada de trabalho ou quando se desenvolvem 
atividades domésticas (CARVALHO, 2017).
De acordo com a evolução da patologia, a dor torna-se mais agu-
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da. Existe intensificação desses quadros mesmo no exterior do local de 
trabalho. Uma das queixas constantes nessa fase é a dor noturna, diver-
sas vezes classificada como aguda e de remissão lenta, o que implica em 
impactos no padrão de sono e causa intenso desgaste de ordem psíquica. 
Um dos primeiros sinais do quadro clínico é a hipertonia, com a 
elevação do volume dos músculos extensores e flexores dos dedos e do 
punho, visível e ⅓ proximal, área onde a palpação do local causa dor. 
Podendo ser facilmente identificada em quadrosagudos e que nunca 
foram submetidos a tratamento.
O edema da região dorsal da mão e dedos, anteriormente não 
visualizado, é localizado em estágios mais avançados da patologia, po-
dendo aparecer e desaparecer dentro de poucos dias, embora seja qua-
se sempre recorrente, sendo passível a tornar-se permanente, e assim, 
gerar intensa deformação dos dedos, mão e antebraço. A permanência 
do edema se dá a microprocessos fibróticos que causam comprometi-
mento direto no retorno linfático da região. A imobilidade desencadeada 
pela dor pode causar hipotrofias em virtude do desuso, principalmente 
na porção palmar da mão e dedos, os quais apresentam aspectos de 
dedos em fuso (CARVALHO, 2017).
Figura 29 - A imobilidade pode causar desuso dos dedos
Fonte: Freepik. 
O diagnóstico da LER não é algo simples de ser realizado, pre-
cisa ser investigado o processo de trabalho que resulta no surgimento 
de uma dada patologia. Muitas vezes não é possível identificar uma 
causa de origem anatômica para esclarecer o quadro doloroso e/ou in-
flamatório existente. 
A anamnese bem desenvolvida e o exame físico minucioso 
podem dispor subsídios essenciais para a elucidação da maioria dos 
casos. Em meio a falta de posicionamento de recursos existentes para 
a análise desses quadros, a anamnese, exame físico, acompanhamen-
to evolutivo e o quadro, associados a dados acerca das condições de 
trabalho do sujeito, retratam as ferramentas, mais importante para os 
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diagnósticos da LER (CARVALHO, 2017).
Existem circunstâncias, contudo, onde o quadro clínico apre-
senta-se totalmente inespecífico, impossibilitando o raciocínio e deter-
minando a carência quanto a realização de exames complementares, 
os quais podem ajudar ou não, a depender do tipo de lesão. São estes:
● Radiografia.
● Ultrassonografia (USG).
● Eletromiografia (EMG).
● Ressonância magnética (RNM).
A classificação da LER é feita a partir da compreensão das sín-
dromes dolorosas e nervosas compressivas para definir o diagnóstico 
da dor no membro superior para que seja realizado diagnóstico preciso. 
As síndromes dolorosas mais comuns são:
● Punhos e mãos
- Tenossinovite.
- Síndrome de túnel de carpo.
- Síndrome do canal de Guyon ou túnel ulnar. 
● Cotovelos
- Epicondilite.
● Ombros
- Bursite.
- Miosite e polimiosite.
- Síndrome cervicobraquial ou tensão cervical.
- Síndrome do ombro doloroso ou tendinite do supraespinhoso.
Figura 30 - O cotovelo normalmente é afetado por epicondilite
Fonte: Freepik.
Nos estágios evolutivos da LER as tarefas podem se dar ainda 
em quadros clínicos com invalidez e incapacidade laborativa. De acor-
do com normas técnicas para a avaliação da incapacidade, visto que a 
LER se estrutura em graus:
● Grau I - sensação de peso e desconforto no membro afetado. 
● Grau II - dor persistente, mas tolerável.
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● Grau III - dor persistente, mas intensa com irradiação.
● Grau IV - dor intensa, insuportável, comprometendo o de-
sempenho laboral.
O primeiro passo do tratamento é realizar a identificação, 
quando possível, das estruturas anatômicas afetadas nas circunstân-
cias do diagnóstico, sendo facilitador para o planejamento da conduta. 
A maioria dos casos apresentam bom prognóstico, caso o diagnóstico 
seja definido precocemente, o tratamento é iniciado imediatamente e se 
existir alteração no posto de trabalho, atividade e/ou função desde as 
etapas iniciais da patologia, impedindo, desse modo, a sua evolução e 
consecutiva cronificação. Todos os casos devem ser avaliados confor-
me a individualidade e tratado por equipe multiprofissional conforme o 
grau da patologia, a equipe multiprofissional é composta por:
● Equipe de enfermagem. 
● Fisioterapeutas.
● Médicos. 
● Psicólogos. 
● Terapeuta ocupacional.
Figura 31 - O paciente é assistido por equipe multiprofissional 
Fonte: Freepik.
O tratamento pode se dá por meio de:
● Tratamento medicamentoso e fisioterápico. 
● Tratamento cirúrgico. 
● Tratamento psicoterápico.
O tratamento medicamentoso e fisioterápico inclui:
- Administração transcutânea de agentes farmacológicos por 
iontoforese.
- Bloqueio da cadeia simpática.
- Cinesioterapia.
- Eletroterapia. 
- Massoterapia.
- Termoterapia.
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Figura 32 - A eletroterapia é um tipo de tratamento fisioterápico
Fonte: Freepik.
Atrelados a essas técnicas de tratamento, são preconizados a 
realização de exercícios de relaxamento das estruturas tensas ou com 
contraturas, e, em seguida, técnicas que favorecem o fortalecimento 
muscular através de exercícios isométricos, atividade programada e te-
rapia ocupacional. 
As atividades terapêuticas auxiliam na diminuição do edema e 
inflamação, aprimoram as condições circulatórias e intensificam o rela-
xamento muscular, bem como o processo cicatricial. Diminuem a dor, 
assim como a incapacidade funcional, realiza a estimulação do sistema 
analgésico nato, propicia a liberação dos neurotransmissores que su-
primem a dor, como nas encefalinas, endorfinas e monoaminas, isto é, 
norepinefrina e serotonina, nas sinapses do sistema nervoso central. 
No mais, estas intensificam a melhora do quadro clínico, permitindo que 
ocorra a diminuição da dose de medicamentos analgésicos usados pelo 
paciente. A interrupção da cadeia simpática com anestésicos locais ou 
demais fórmulas tem por intuito reduzir o desconforto e proporcionar a 
probabilidade do uso de medidas fisioterapêuticas, como na cinesiote-
rapia, visando reestruturar o trofismo e a amplitude da articulação da 
área afetada pela lesão (CARVALHO, 2017).
Figura 33 - A melhora do quadro clínica reduz o uso de analgesicos
Fonte: Freepik.
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As imobilizações não precisam ser desenvolvidas por longos 
períodos, visto que contribuem com o aparecimento das síndromes de 
imobilização, definidas como:
● Distrofia simpático-reflexa.
● Descalcificação dos segmentos imobilizados.
● Limitação da amplitude articular. 
● Retração ligamentar.
● Retração musculotendínea.
É indicada a utilização de órteses de posicionamento, os quais 
podem ser retirados periodicamente para que seja empregado o uso de 
medidas fisiátricas para a preservação do trofismo e amplitude articular.
Os tratamentos mais indicados para lesões são:
● Lesão de mão e punho
- Antiinflamatórios.
- Imobilização com splint.
- Repouso.
- Terapia de contraste de temperatura.
● Lesão de ombro e pescoço
- Ultrassom. 
- Ondas curtas. 
● Ombro doloroso
- Antiinflamatórios.
- Movimentação leve e moderada.
- Ondas curtas. 
- Ultrassom.
● Radiculopatia
- Corticoterapia.
Figura 34 - O tratamento de ombro doloroso inclui a movimentação leve 
Fonte: Freepik.
O tratamento cirúrgico é indicado após a constatação do caso e o 
quadro ser debatido e acompanhado pela equipe de profissionais, os quais 
participam da avaliação integral do paciente, conforme as necessidades de 
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cada situação. A fim de impedir eventuais divergências de opiniões, é indi-
cado preservar o bom nível de interação profissional entre o empregador 
e representantes do seguro do acidente de trabalho (CARVALHO, 2017).
O tratamento psicoterápico é essencial para o tratamento das 
LER, especialmente para pacientes que possuem algum traço ansioso-de-
pressivo. Os sujeitos com LER, diversas vezes, sentem-se pressionada a 
ser recuperar em um pequeno espaço de tempo, acarretando insegurança 
quando a volta às atividades laborais, anseios pelasconsequências da do-
ença. estabilidade no emprego e quanto ao futuro, visto que a LER normal-
mente acontece em sujeitos em sua fase mais produtiva de vida. 
Figura 35 - O tratamento psicoterápico é essencial em pacientes acometido 
pela LER
Fonte: Freepik.
A abordagem dos fatores psicossociais associados com as LER 
e o sofrimento mental que todo sujeito possui é útil ao processo de re-
abilitação após a LER. Exercícios coletivos com indivíduos acometidos 
pela LER apresentam bons resultados em serviços de saúde, permitin-
do a socialização de vivência da patologia e a incapacidade resultante 
desta, o debate e a reflexão acerca dos anseios e os questionamentos 
do paciente em virtude da doença e as dificuldades encontrada para a 
definição do diagnóstico, tratamento e reabilitação (CARVALHO, 2017).
ASPECTOS LEGAIS E PREVIDENCIÁRIOS
O Sistema Único de Saúde (SUS) em associação com a Vi-
gilância em Saúde do Trabalhador (VISAT), desenvolve sua atuação 
através de investigação epidemiologia e/ou sanitária, averiguando pos-
síveis causas de LER em virtude do local, estruturação e tipo de traba-
lho (CARVALHO, 2017).
Em graus iniciais, no caso grau I, a LER não é preciso que ocor-
ra o preenchimento da Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT), 
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sendo, portanto, responsabilidade do profissional médico da empresa 
desenvolver propostas em prol de adequações e melhorias para as ati-
vidades laborais. Se existir amplo aumento nos casos diagnosticados de 
LER em um único setor trabalhista, é necessário submeter a análises as 
funções desenvolvidas pelo trabalhador, e, quando preciso, desenvolver 
modificações sistemáticas nos postos de trabalho (CARVALHO, 2017).
Nos demais estágios da LER, a CAT precisa ser devidamente 
preenchida e acompanhada do relatório médico minucioso, contendo a 
função desenvolvida pelo trabalhador na empresa. A emissão da CAT 
deve ser realizada pelo trabalho até o primeiro dia útil após a data em 
que se iniciou o quadro incapacitante, ou a partir da data em que o diag-
nóstico foi confirmado. 
A partir da constatação do diagnóstico é preciso desenvolver 
investigação acerca da causa e afastamento do trabalho, atestado pelo 
INSS, para implementação do tratamento e reabilitação, quando indicado. 
Em circunstâncias de recuperação total, o trabalhador possui direito a re-
ceber auxílio-doença referente ao tempo de tratamento. Após confirmada a 
alta do paciente, é preciso que sejam repassadas orientações acerca das 
condições de trabalho e a probabilidade de reabertura do procedimento de 
benefício em circunstâncias que causam recidiva da patologia. Quando há 
a necessidade de reabilitação profissional, o retorno às atividades ocorre 
somente com a concessão do auxílio-acidente. Em casos de incapacidade 
sem nexo com o trabalho, a alta ocorre e o benefício é transformado em 
auxílio-doença previdenciário. Quando há incapacidade para o desenvolvi-
mento do cargo que o sujeito exerce, o perito necessita realizar o encami-
nhamento do paciente para o Centro de Reabilitação Profissional do INSS 
na esfera do programa de reabilitação profissional (CARVALHO, 2017). 
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QUESTÕES DE CONCURSO
QUESTÃO 01
(DPE/RO — ANALISTA DE DEFENSORIA PÚBLICA - PSICOLOGIA 
— CESPE/CEBRASPE — 2022)
Um digitador pediu licença do trabalho por ter referido dor muito 
intensa nos pulsos e no antebraço, considerada decorrente de le-
são por esforços repetitivos (LER).
Nessa situação hipotética, para avaliar a intensidade da dor referi-
da, o procedimento mais adequado é
a) avaliar a lesão física causadora da dor, que é o procedimento mais 
objetivo e fidedigno. 
b) medir as alterações fisiológicas associadas à queixa, que são as res-
postas específicas e diferenciadas do organismo frente à percepção álgica.
c) utilizar estratégias que empreguem meios diferentes do relato da pró-
pria pessoa, porque esse tipo de relato é pouco fidedigno, além de ser 
subjetivo e passível de erros. 
d) registrar quantas vezes ocorrem comportamentos simultâneos à 
queixa de dor, como contração facial, verbalizações, queixas e gemi-
dos, bem como postura e movimentos atípicos.
e) fazer o digitador realizar atividades que envolvam a área da dor refe-
rida, observando os seus movimentos e verificando que tipo de ativida-
de ele consegue realizar.
QUESTÃO 02
(DPE/RO — ANALISTA DE DEFENSORIA PÚBLICA - PSICOLOGIA 
— CESPE/CEBRASPE — 2022)
Uma pessoa tropeçou em um degrau de uma escadaria, torceu o 
pé e referiu dor com intensidade muito forte que a impedia de ca-
minhar. No dia seguinte, ela avaliou a intensidade dessa dor como 
baixa; no terceiro dia, não referiu dor e já caminhava bem.
Nessa situação hipotética, a dor referida é classificada como
a) recorrente. 
b) crônica.
c) fantasma.
d) neuropática.
e) aguda.
QUESTÃO 03
(AHM-SP — ANALISTA DE SAÚDE-ANS-PSICOLOGIA — INSTITU-
TO MAIS — 2017)
Sobre o diagnóstico dos pacientes com Distúrbios Osteomuscula-
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res Relacionados ao Trabalho (DORT), é correto afirmar que
a) no estágio avançado, o paciente sente dor, porém está melhora com 
o repouso.
b) o diagnóstico aumenta o presenteísmo dos pacientes no seu ambien-
te de trabalho.
c) a ansiedade e depressão são quadros apresentados com frequência 
nos trabalhadores com DORT.
d) se constata nos indivíduos que possuem alta motivação para o trabalho.
e) é proveniente de trabalhadores que realizam trabalhos repetitivos por 
curtos períodos com várias interrupções.
QUESTÃO 04
(TRT 1º REGIÃO RJ — ANALISTA JUDICIÁRIO PSICOLOGIA — INS-
TITUTO AOCP — 2018)
Diante do número crescente de trabalhadores atingidos pelas LER/
Dort e das dificuldades na adoção de medidas preventivas para es-
tancar sua expansão, constata-se o aumento da demanda de alter-
nativas terapêuticas paras pessoas já portadoras da patologia. Em 
relação à ajuda psicológica, por meio de psicoterapia, nos casos 
dos portadores de LER/Dort, é correto afirmar que
a) atua no tratamento da dor física e na elaboração da desconfiança 
manifestada por colegas, familiares, chefes, médicos, peritos, entre ou-
tros, quanto à veracidade dos seus sintomas.
b) atua no tratamento da dor física e no auxílio à (re)construção da 
identidade.
c) o tratamento psicológico não é recomendável aos pacientes com 
diagnóstico de LER/Dort, devido ao quadro ser meramente de afetação 
física. Cabendo o tratamento, portanto, aos médicos e fisioterapeutas.
d) atua no auxílio à (re)construção da identidade e no tratamento do so-
frimento decorrente dos diversos fatores socioemocionais relacionados 
ao desenvolvimento da doença (como estado emocional afetado por 
sentimento de culpa e incapacidade).
e) é um espaço de produção mental que pode substituir a produção 
material na construção da sobrevivência na sociedade capitalista con-
temporânea, auxiliando na elaboração da desconfiança manifestada 
por colegas, familiares, chefes, médicos, peritos, entre outros, quanto à 
veracidade dos seus sintomas.
QUESTÃO 05
(TRE-SP — ANALISTA JUDICIÁRIO PSICOLOGIA — FCC — 2017)
Os estudos realizados sobre o Distúrbio Osteomuscular Relacio-
nado ao Trabalho − DORT apontam que há influência de fatores 
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psicossociais no desenvolvimento de problemas musculoesque-
léticos. Assim,
a) a ausência de controle sobre o trabalho e a insatisfação no trabalho 
têm apresentado associação negativa com os DORT’s.
b) a pressão no trabalho, o controle da tarefa e as cotas de produção 
podem alterar o comportamento dos trabalhadores e, consequentemen-
te, aumentar a tensão musculoesquelética.c) os mecanismos que relacionam os fatores psicossociais aos DORT’s 
são classificados em duas categorias: psicofisiológicos e físicos.
d) embora existam estudos que apontem a relação entre fatores psi-
cossociais no trabalho e DORT, ainda não há evidência de que podem 
influenciar o desenvolvimento de problemas musculoesqueléticos.
e) a definição do mecanismo causal entre fatores psicossociais no tra-
balho e DORT tem facilitado o diagnóstico e a adoção de programas 
preventivos e terapêuticos nas organizações.
TREINO INÉDITO
O tratamento das LER pode se dar por meio de quantos tipos de 
tratamento?
a) Um.
b) Dois.
c) Três.
d) Quatro.
e) Cinco.
QUESTÃO DISSERTATIVA
A LER é classificada por graus, nos estágios evolutivos da LER as tare-
fas podem se dar ainda em quadros clínicos com invalidez e incapaci-
dade laborativa. Desse modo, de modo simples e abrangente, como os 
graus da LER podem ser caracterizados?
NA MÍDIA
A lesão por esforço repetitivo é um problema de saúde cujo principal 
sintoma é caracterizado pela dor nos dedos e nos membros superiores. 
Além disso, também pode provocar formigamento, fadiga muscular e 
limitação do movimento. Apesar disso, a LER não é uma doença, e sim 
um conjunto delas. Tendinite, tenossinovite, bursite, epicondilite, dedo 
em gatilho, mialgias, síndromes do túnel do carpo, do desfiladeiro torá-
cico e do pronador redondo. Todas elas podem caracterizar o problema. 
O surgimento de LER está diretamente relacionado com a execução de 
movimentos repetitivos e contínuos. Ela também é favorecida pela pos-
tura incorreta e pelo excesso de peso em bolsas e mochilas. Essa lesão 
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se manifesta principalmente através da dor, que irradia do local afetado 
para toda a musculatura ao redor. Com o movimento, ela pode piorar, e 
gradativamente pode ocasionar a perda de força e até atrofia.
Título: lesão por esforço repetitivo: saiba o que é e como tratar
Data de publicação: 28 fev. 2022
Fonte: .
NA PRÁTICA
O sistema de produção se dá com o intuito de obter maior produtivida-
de, põe o homem em um esquema de automatização e especialização. 
Seu M.R.A, 59 anos, atua no serviço de montagem e consertos, é sapa-
teiro há mais de 28 anos e desenvolve essa função. Há cerca de 1 anos 
atrás vem corriqueiramente queixando-se de dores que vão do pescoço 
ao ombro, irradiando-se por diversas vezes para o cotovelo, punho e 
dedos. Ao buscar ajuda médica, foi diagnosticado com Lesão por Esfor-
ço Repetitivo (LER), na consulta foi constatado que ele se mantinha na 
mesma posição por longos períodos de tempo, com postura incorreta, 
causando pressão no membro ao desenvolver sua função, além de não 
pausar durante o dia para alongar-se, fazer diversas horas extras de 
trabalho durante a semana, bem como usar as ferramentas de trabalho 
incorretamente. O profissional explicou a este o que é a LER, como é 
causada e estruturas que afeta no corpo, bem como indicou-lhes exer-
cícios e condutas terapêuticas a seguir para restabelecimento da sua 
saúde e breve retorno a suas atividades laborais.
PARA SABER MAIS
Título: Enfermagem do trabalho
Descrição em forma de referência bibliográfica: CARVALHO, Geraldo 
Mota de Enfermagem do trabalho/Geraldo Mota de Carvalho. – 2. ed. – 
[Reimpr.] – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017
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RUÍDOS
A perda auditiva ocupacional classifica o ruído como um agente 
causal comum, o qual não deve ignorar a existência de outros agentes, vis-
to as implicações existentes quanto ao diagnóstico, meios de prevenção, 
segurança, legislação vigente, dentre outros aspectos (BRASIL, 2006). 
DOENÇAS OCUPACIONAIS E SUAS
CAUSAS
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Figura 36 - A perda de audição pode ser corriqueira em algumas profissões
Fonte: Freepik. 
O som é classificado como perturbação de origem vibratória 
existente em meio a um elástico, o qual causa a sensação auditiva. O 
ruído é um sinal acústico aperiódico, dá origem a superposição de diver-
sos movimentos de vibração com distintas constâncias sem associação 
em meio a estas (BRASIL, 2006).
A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é a causa mais 
comum que afeta trabalhadores, afeta principalmente trabalhadores do 
âmbito da:
● Metalurgia.
● Têxtil.
● Siderurgia.
● Papel. 
● Metalurgia.
● Vidratia. 
● Papelão.
Figura 37 - Trabalhadores de indústrias têxteis normalmente são afetados por 
PAIR
Fonte: Freepik.
A PAIR é a perda causada a partir da exposição por um exten-
so período a ruídos. Esta classifica-se como neurossensorial, normal-
mente de cunho bilateral, sendo um quadro irreversível, gradativo com 
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o período de exposição (BRASIL, 2006).
A maior particularidade do PAIR é a degeneração de células 
ciliadas do órgão de Corti. Apontando o desenvolvimento de lesões e da 
apoptose celular em virtude da oxidação coisas pela existência de radi-
cais livres constituídos pelo excesso de estímulos sonoros, bem como a 
exposição a dados agentes químicos (BRASIL, 2006).
Visto que o ruído não é a única causa do desencadeamento 
de efeitos negativos à saúde, sendo estes efeitos não audíveis, como:
● Cefaleia.
● Insônia.
● Irritabilidade.
● Modificações circulatórias.
● Modificações gastrointestinais.
● Modificações de visão. 
● Nervosismo.
Figura 38 - Cefaleias são um dos efeitos não audíveis do local de trabalho 
Fonte: Freepik.
Os sinais e sintomas da PAIR, são:
● Auditivos
- Algiacusia.
- Dificuldades na compreensão da fala.
- Perda auditiva. 
- Sensação de audição abafada.
- Zumbidos.
Figura 39 - Um dos sinais e sintomas audíveis da PAIR é o zumbido 
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Fonte: Freepik.
● Não-auditivos
- Modificações do sono.
- Transtornos comportamentais.
- Transtornos da comunicação.
- Transtornos digestivos.
- Transtornos neurológicos.
- Transtornos vestibulares.
● Outros efeitos do ruído
- Transtornos cardiovasculares.
- Transtornos hormonais.
A avaliação dos efeitos da PAIR se dá a partir de exames como:
● Audiometria tonal por via aérea. 
● Audiometria tonal por via óssea. 
● Imitanciometria. 
● Logoaudiometria.
Visto que o ruído é um risco existente no local de trabalho, as 
ações preventivas devem ser desenvolvidas em prol da priorização do 
local. Com a definição de:
● Determinação de responsabilidade.
● Avaliação, gerenciamento e controle de riscos.
● Gerenciamento audiométrico. 
● Proteção auditiva.
● Treinamento e programas educacionais.
● Auditoria do programa de controle.
DOENÇAS OCUPACIONAIS RESPIRATÓRIAS
O sistema respiratório forma a interface inicial existente entre o 
ser humano e o meio ambiente. Normalmente, toda exposição inalatória 
considerável, com várias especificidades diferentes acerca do tipo de 
substâncias inaladas, concentração, dimensões, e fatores físico-quími-
cos e a interação com a biologia humano, sendo possível desenvolver 
danos, seja a curto ou a longo prazo (FERREIRA, 2018). 
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Figura 40 - As doenças respiratórias afetam diversos trabalhadores 
Fonte: Freepik.
As agressões inalatórias que os sujeitos sofrem diariamente, 
assim como o mecanismo de exposição ambientalorgânicas
- Algodão; cânhamo; linho; e, sisal.
● Estruturação do trabalho.
- Baixo uso de conhecimentos dos trabalhadores; constante repetição 
de ciclos laborais; dificuldades em desenvolver tarefas; equipamentos 
auxiliares e ambientes de trabalho não compatíveis com as necessi-
dades existentes; horários irregulares; Longos períodos de atenção 
sustentada; pausas insuficientes para descanso intra e interjornadas; 
predeterminação minuciosa de métodos e técnicas; Responsabilidade 
e iniciativa; Ritmo de produção mecânica ou eletrônica controlada; e, 
Turnos de trabalho.
● Relações interpessoais.
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CAPÍTULO 02
QUESTÕES DE CONCURSOS
TREINO INÉDITO
Gabarito: C
Justificativa: o tratamento da LER pode se dá por três meios distintos, 
sendo eles:
Tratamento medicamentoso e fisioterápico; tratamento cirúrgico; e, tra-
tamento psicoterápico.
QUESTÃO DISSERTATIVA 
Nos estágios evolutivos da LER as tarefas podem se dar ainda em qua-
dros clínicos com invalidez e incapacidade laborativa. De acordo com 
normas técnicas para a avaliação da incapacidade, visto que a LER se 
estrutura em graus:
● Grau I - sensação de peso e desconforto no membro afetado. 
● Grau II - dor persistente, mas tolerável.
● Grau III - dor persistente, mas intensa com irradiação.
● Grau IV - dor intensa, insuportável, comprometendo o desempenho 
laboral.
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CAPÍTULO 03
QUESTÕES DE CONCURSOS
TREINO INÉDITO
Gabarito: A
Justificativa: a silicose é uma pneumoconiose desencadeada a partir 
da inalação de poeiras com partículas de sílica, em forma de dióxido de 
sílica. Vários tipos de exposição ocupacional podem causar silicose, es-
pecialmente em trabalhadores que trabalham com fundição férrea, aço, 
metal, vidros, rocha, mármores, dentre outros materiais.
QUESTÃO DISSERTATIVA 
Os problemas bucais normalmente desencadeados por agentes são:
● Agentes físicos
- Disfunção temporomandibular.
- Doença periodontal.
- Dores de dentes intensas.
- Lesão de mucosa com hiperemia.
- Lesão de mucosa com necrose.
● Agentes mecânicos
- Abrasão dental.
- Desgaste dental.
- Lesão de mucosas.
- Perda precoce de dentes.
● Agentes químicos
- Alterações salivares.
- Doença periodontal.
- Lesão de mucosa. 
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BELLUSCI, Silvia Meirelles. Doenças profissionais ou do trabalho. Se-
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Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departa-
mento de Ações Programáticas Estratégicas. Perda auditiva induzida 
por ruído (Pair) / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, 
Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília : Editora 
do Ministério da Saúde, 2006. 40 p. : il. – (Série A. Normas e Manuais 
Técnicos) (Saúde do Trabalhador ; 5. Protocolos de Complexidade Dife-
renciada). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/
protocolo_perda_auditiva.pdf. Acesso em: 21 mar. 2023.
CARVALHO, Érica Silva et al. Prevenção, promoção e recuperação da 
saúde bucal do trabalhador. RGO: Revista Gaúcha de Odontologia, v. 
57, n. 3, 2009. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/
Jose-De-Magalhaes-Bastos/publication/26872683_Prevention_promo-
tion_and_restoration_of_workers_oral_health/links/5b96ef9592851c-
78c413fc9b/Prevention-promotion-and-restoration-of-worker-s-oral-
-health.pdf. Acesso em: 22 mar. 2023.
CARVALHO, Geraldo Mota de Enfermagem do trabalho/Geraldo Mota de 
Carvalho. – 2. ed. – [Reimpr.] – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017
DO PRADO, Claudia Eliza Papa. Estresse ocupacional: causas e con-
sequências. Rev Bras Med Trab, v. 14, n. 3, p. 285-289, 2016. Disponí-
vel em: https://portalidea.com.br/cursos/gesto-do-stress-apostila03.pdf. 
Acesso em: 20 mar. 2023.
FERREIRA, António Jorge. Doenças Ocupacionais Respiratórias–Pers-
petivas Atuais. Revista Internacional em Língua Portuguesa, n. 34, p. 
53-76, 2018. Disponível em: https://www.rilp-aulp.org/index.php/rilp/ar-
ticle/view/RILP2018.34.3. Acesso em: 22 mar. 2023.
JOÃO, Gisela Feliciana Buta; BRANDÃO, Byron José Figueiredo. Der-
matoses ocupacionais. BWS Journal, v. 4, p. 1-12, 2021. Disponível em: 
https://bwsjournal.emnuvens.com.br/bwsj/article/view/130/91. Acesso 
em: 21 mar. 2023.
MONTEIRO, Antonio. Acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. 
Saraiva Educação SA, 2017.
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