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1 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S 2 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S 3 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Núcleo de Educação a Distância GRUPO PROMINAS DE EDUCAÇÃO Diagramação: Rhanya Vitória M. R. Cupertino Revisão Ortográfica: Águyda Beatriz Teles PRESIDENTE: Valdir Valério, Diretor Executivo: Dr. Willian Ferreira. O Grupo Educacional Prominas é uma referência no cenário educacional e com ações voltadas para a formação de profissionais capazes de se destacar no mercado de trabalho. O Grupo Prominas investe em tecnologia, inovação e conhecimento. Tudo isso é responsável por fomentar a expansão e consolidar a responsabilidade de promover a aprendizagem. 4 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Prezado(a) Pós-Graduando(a), Seja muito bem-vindo(a) ao nosso Grupo Educacional! Inicialmente, gostaríamos de agradecê-lo(a) pela confiança em nós depositada. Temos a convicção absoluta que você não irá se decepcionar pela sua escolha, pois nos comprometemos a superar as suas expectativas. A educação deve ser sempre o pilar para consolidação de uma nação soberana, democrática, crítica, reflexiva, acolhedora e integra- dora. Além disso, a educação é a maneira mais nobre de promover a ascensão social e econômica da população de um país. Durante o seu curso de graduação você teve a oportunida- de de conhecer e estudar uma grande diversidade de conteúdos. Foi um momento de consolidação e amadurecimento de suas escolhas pessoais e profissionais. Agora, na Pós-Graduação, as expectativas e objetivos são outros. É o momento de você complementar a sua formação acadêmi- ca, se atualizar, incorporar novas competências e técnicas, desenvolver um novo perfil profissional, objetivando o aprimoramento para sua atu- ação no concorrido mercado do trabalho. E, certamente, será um passo importante para quem deseja ingressar como docente no ensino supe- rior e se qualificar ainda mais para o magistério nos demais níveis de ensino. E o propósito do nosso Grupo Educacional é ajudá-lo(a) nessa jornada! Conte conosco, pois nós acreditamos em seu potencial. Vamos juntos nessa maravilhosa viagem que é a construção de novos conhecimentos. Um abraço, Grupo Prominas - Educação e Tecnologia 5 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S 6 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Olá, acadêmico(a) do ensino a distância do Grupo Prominas! É um prazer tê-lo em nossa instituição! Saiba que sua escolha é sinal de prestígio e consideração. Quero lhe parabenizar pela dispo- sição ao aprendizado e autodesenvolvimento. No ensino a distância é você quem administra o tempo de estudo. Por isso, ele exige perseve- rança, disciplina e organização. Este material, bem como as outras ferramentas do curso (como as aulas em vídeo, atividades, fóruns, etc.), foi projetado visando a sua preparação nessa jornada rumo ao sucesso profissional. Todo conteúdo foi elaborado para auxiliá-lo nessa tarefa, proporcionado um estudo de qualidade e com foco nas exigências do mercado de trabalho. Estude bastante e um grande abraço! Professor: Marcos Rodolfo da Silva 7 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S O texto abaixo das tags são informações de apoio para você ao longo dos seus estudos. Cada conteúdo é preprarado focando em téc- nicas de aprendizagem que contribuem no seu processo de busca pela conhecimento. Cada uma dessas tags, é focada especificadamente em partes importantes dos materiais aqui apresentados. Lembre-se que, cada in- formação obtida atráves do seu curso, será o ponto de partida rumo ao seu sucesso profisisional. 8 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S As doenças profissionais denominadas de ergopatias, tecno- patias ou doenças profissionais típicas, são as geradas ou originadas pelo desenvolvimento profissional característico e uma dada ativida- de. As lesões por esforço repetitivo ou doenças osteomusculares re- lacionadas com o trabalho são determinadas como o agrupamento de patologias do trabalho que afetam fáscia, ligamentos, músculos, nervos, sinoviais e tendões. A perda auditiva ocupacional classifica o ruído como um agente causal comum, o qual não deve ignorar a exis- tência de outros agentes. Normalmente, toda exposição inalatória é considerável, com várias especificidades diferentes acerca do tipo de substâncias inaladas, concentração, dimensões, e fatores físico-quí- micos e a interação com a biologia humana. As doenças de pele po- dem ser definidas como os aspectos patológicos de pele que, a partir da exposição ocupacional. Na boca podem ser identificadas doenças sistêmicas, o que possibilita ao dentista, o repasse de instrução da higiene do trabalho. O estresse ocupacional pode ser definido como o agrupamento de perturbações psicológicas ou ainda como o sofrimen- to psíquico atrelado às experiências de trabalho. Doenças Ocupacionais. Saúde do Trabalhador. Acidente de Trabalho. User Realce 9 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 01 DOENÇA PROFISSIONAL E DOENÇA DO TRABALHO Apresentação do Módulo ______________________________________ 11 13Processo de Trabalho e o Ambiente _____________________________ CAPÍTULO 02 LESÕES E DISTÚRBIOS Lesão por Esforço Repetitivo e Distúrbios Osteomusculares rela- cionadas ao Trabalho __________________________________________ 31 27Recapitulando ________________________________________________ 42Aspectos Legais e Previdenciários ______________________________ Recapitulando _________________________________________________ 44 CAPÍTULO 03 DOENÇAS OCUPACIONAIS E SUAS CAUSAS Ruídos _______________________________________________________ 48 Doenças Ocupacionais Respiratórias ____________________________ 51 Doenças de Pele ______________________________________________ 56 Saúde Bucal ___________________________________________________ 58 Estresse Ocupacional __________________________________________ 60 10 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Recapitulando __________________________________________________ 62 Fechando a Unidade ____________________________________________ 67 Referências _____________________________________________________ 70 11 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S A ecologia nos mostra a relevância das relações em meio ao local e o homem. Quando o ambiente é tratado como o ambiente de tra- balho, pode apresentar riscos que impactam a integridade física, emo- cional ou social do trabalhador. Como produto de tal impacto, têm-se morbidades causadas, intensificadas ou originadas pelas condições em que o trabalho é realizado, sendo, portanto, denominado de doença do trabalho (BELLUSCI, 2017). O acidente-tipo pode ser denominado ainda de macrotrauma, é definido pelo art. 19 como acidente de trabalhado como algo que acon- tece pelo exercício de trabalho que causa lesão corporal ou desordem funcional que incida em morte, perda ou diminuição da capacidade de modo permanente ou transitório para o trabalho. Isto é, é um aconteci- mento único,sofrida, é capaz de desencadear a elevação da incidência e prevalência de diversas doen- ças. A exposição de vários agentes ambientais e ocupacionais causam impacto abrangente na saúde dos sujeitos e o modo como desenca- deiam os riscos provenientes de novas tecnologias e substâncias po- luentes, o que, no futuro, causa uma gama cada vez mais intensa de doenças respiratórias e tais situações (FERREIRA, 2018). Pneumoconioses As pneumoconioses são um agrupamento de patologias ocu- pacionais desencadeadas por meio da inalação de poeiras minerais, e, consecutivamente, resposta pulmonar a tal inalação (FERREIRA, 2018). As principais pneumoconioses são: ● Silicose. ● Asbestose. ● Pneumoconiose do trabalhador do carvão. Essas podem se associar a outras patologias, que normalmen- te desenvolvem alto grau de incapacidade, como: ● Neoplasias da pleura. ● Neoplasia do pulmão. ● Tuberculose. ● Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Existem três critérios de excelência empregados para o diag- nóstico de uma dada pneumoconiose: ● Exposição por período suficiente a poeiras minerais causa- doras da patologia, em meio ao período de latência adequado. ● Reconhecimento de padrão radiológico que encontra a defi- nição de termos internacionais e ausência comprovada de uma doença 53 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S que pode disfarçar uma pneumoconiose, denominando a fibrose pulmo- nar idiopática, micobacterioses. ● Patologias intersticiais pulmonares associadas a doenças do colágeno. A avaliação de um trabalhador acometido por pneumoconiose abrange: ● Histórico clínico. ● Exame físico. Figura 41 - O exame físico deve ser feito minuciosamente Fonte: Freepik. ● Testes de função pulmonar - Capacidade de difusão. - Espirometria. - Volumes pulmonares. ● Radiografia de tórax. ● Tomografia computadorizada. Figura 42 - O diagnóstico de pneumoconiose é feito a partir de exames como o raio x de tórax Fonte: Freepik. I) Silicose A silicose é uma pneumoconiose desencadeada a partir da ina- 54 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S lação de poeiras com partículas de sílica, em forma de dióxido de sílica. Vários tipos de exposição ocupacional podem causar silicose, especial- mente em trabalhadores que trabalham com fundição férrea, aço, metal, vidros, rocha, mármores, dentre outros materiais. A silicose pode ser caracterizada como: ● Silicose crônica. ● Silicose acelerada. ● Silicoproteinose. II) Asbestose O amianto ou asbesto é o conceito usado para um determina- do grupo de minerais silicatos e hidratados de magnésio, a qual possui em comum a possibilidade de segregar fibras. As fibras são inaladas e levadas em direção ao interior do sistema respiratório, destacando a constituição de placas pleurais, espessamento pleural, a asbestose, o forma a pneumoconiose como retorno fibrogênico pela inalação de amianto (FERREIRA, 2018). A asbestose é considerada uma fibrose pulmonar intersticial di- fusa, desenvolvida em virtude da exposição do amianto. Normalmente é causada por altos graus de exposição, atrelados aos sinais radiológicos da fibrose do parênquima pulmonar. Seus sinais e sintomas, embora inespecíficos, incluem: ● Dispneia de esforço. ● Fervores auscultatórios teleexpiratórios. ● Tosse seca. Figura 43 - Pacientes com doenças respiratórias normalmente referem ter tosse Fonte: Freepik. III) Pneumonite de Hipersensibilidade de Etiologia Ocupacional A pneumonite de hipersensibilidade (PH) é definida como uma 55 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S patologia pulmonar complexa desenvolvida através de reação imunitá- ria causada após exposição respiratória a uma grande massa de antí- genos. Essa patologia normalmente apresenta dispneia e tosse (FER- REIRA, 2018). IV) Asma Ocupacional A asma ocupacional é uma patologia determinada por meio da limitação diversificável do fluxo aéreo e/ou hiper-reatividade das vias aéreas. Exposições a agentes podem agravar quadros de asma, como: ● Aeroalérgenos. ● Detergentes. ● Poeiras. ● Soluções de limpeza. Figura 44 - Definição de asma relacionada com o trabalho Fonte: FERREIRA (p. 8, 2018). O diagnóstico da asma ocupacional é compreendido como um processo que envolve complexidade, existindo a necessidade de de- finir nexos de causalidade evidentes em meio a uma dada exposição profissional e o surgimento de queixas, deixando de lado causas não 56 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S observáveis ao grau laboral (FERREIRA, 2018). O diagnóstico da asma ocupacional necessita passar por in- vestigação no período que antecede o trabalhador ao encorajamento e abandono do ambiente de trabalho, visto que a perda parcial por meio da exposição prolongada por impactar a fidedignidade de procedimen- tos de diagnóstico. Assim, as implicações médico-legais a tal nível são essenciais (FERREIRA, 2018). Desse modo, o diagnóstico resulta especialmente da associação de informações atreladas a história clínica e ocupacional do trabalhador, desenvolvimento de testes, investigação de IgE específico, mensurações seriadas da função ventilatória do ambiente laboral e fora do local, aná- lise funcional respiratória com instigação inespecífica e, diversas vezes, quando preciso, com o agente laboral em questão (FERREIRA, 2018). V) Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) de Etiologia Ocu- pacional A DPOC é uma patologia normalmente evitável e tratável, é definida como a obstrução persistente das vias aéreas, normalmente é gradativa e associa-se a resposta inflamatória crônica elevada em virtude da inalação de partículas e gases. Normalmente indivíduos aco- metidos por DPOC apresentam sintomas como: ● Dispneia. ● Expectoração abundante. ● Tosse crônica. Figura 45 - Portadores de DPOC normalmente apresentam quadros de dispneia Fonte: Freepik. DOENÇAS DE PELE As dermatoses ocupacionais impactam trabalhadores de di- 57 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S versas faixas etárias, e, em vários locais de trabalho com atividades distintas. As indústrias que incluem mais riscos de desenvolvimento de doenças de pele envolvem: ● Construção. ● Manufatura. ● Metalúrgica. ● Operação de máquinas. ● Produção de alimentos. ● Silvicultura. Figura 46 - As doenças de pele podem ser desencadeadas em diversos traba- lhadores com funções trabalhistas diversas Fonte: Freepik. As doenças de pele podem ser definidas como os aspectos pa- tológicos de pele que, a partir da exposição ocupacional. As dermatoses ocupacionais são caracterizadas a partir da interação e grupos causais: ● Causas indiretas/predisponentes - Antecedentes mórbidos. - Etnia. - Gênero. - Idade. ● Fatores ambientais - Clima. - Higiene. - Limpeza. - Temperatura. - Umidade. ● Fatores diretos - Agentes biológicos. - Agentes físicos. - Agentes mecânicos. - Agentes químicos. As dermatoses são classificadas como: 58 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S ● Dermatite de contato alérgica. ● Dermatite de contato fotoalérgica. ● Dermatite de contato fototaxi. ● Dermatite de contato por irritação. As dermatoses apresentam certo grau para a implementação e definição de diagnóstico, visto a semelhança, e os profissionais de saúde normalmente diagnosticam quadros de dermatoses erroneamente, clas- sificando-as como dermatite, urticária e outros tipos de doenças de pele. Desse modo, para o diagnóstico correto é necessário levantar o histórico completo do caso/quadro. Portanto, recomenda-secaptar instruções acessíveis acerca de diluições adequadas de teste de adesi- vo de produtos químicos individuais. Ainda que não seja completamente suficiente, a série padrão não identifica casos de patologias de pele ocupacional (JOÃO; BRANDÃO, 2021). O tratamento dos casos de doenças de pele preza o diagnós- tico correto e baseado na doença, e, consecutivamente a segregação parcial ou completa da causa patológica (JOÃO; BRANDÃO, 2021). SAÚDE BUCAL As doenças ocupacionais das gengivas, dentes e outras estru- turas da boca podem ser ordenadas como: ● Patologias causadas pela ação direta do agente causal acer- ca das estruturas bucais. ● Patologias em que desencadeiam lesões orais como porção de uma patologia sistêmica. Figura 47 - A saúde bucal pode implicar em diversas desordens a saúde do trabalhador Fonte: Freepik. Os dentes, assim como as outras estruturas orais, podem so- frer lesões diretas causadas por meio do contato com: ● Agentes físicos. 59 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S ● Agentes mecânicos. ● Agentes químicos. Na boca podem ser identificadas doenças sistêmicas, o que possibilita ao dentista, o repasse de instrução da higiene do trabalho, bem como o direcionamento do paciente até o serviço especializado. Visto que seu papel é diagnosticar e agir quanto a prevenção de patolo- gias profissionais (CARVALHO, 2009). Os problemas bucais desenvolvem a incapacidade da ativida- de laboral. Com efeitos que implicam diretamente na capacidade laboral e qualidade de vida, bem como o prejuízo para as empresas (CARVA- LHO, 2009). Os problemas bucais normalmente desencadeados por agen- tes são: ● Agentes físicos - Disfunção temporomandibular. - Doença periodontal. - Dores de dentes intensas. - Lesão de mucosa com hiperemia. - Lesão de mucosa com necrose. ● Agentes mecânicos - Abrasão dental. - Desgaste dental. - Lesão de mucosas. - Perda precoce de dentes. ● Agentes químicos - Alterações salivares. - Doença periodontal. - Lesão de mucosa. As ações odontológicas são relevantes especialmente no que diz respeito à prática da promoção de saúde quanto ao desenvolvimen- to de ações que envolvem a saúde do trabalhador. Figura 49 - As ações odontológicas são desenvolvidas pelo dentista Fonte: Freepik. 60 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Se as condições bucais se associam aos aspectos globais da saúde, são tidas a incapacidade que afetam os trabalhadores, a promo- ção da saúde é uma via para o potencial de conflito quanto ao desconfor- to, dor e sofrimento atrelada às doenças de ordem bucal. Portanto, faz-se necessário o incremento de profissionais de odontologia nas equipes de saúde e segurança do trabalhador. É essencial ainda o deslocamento do centro de atenção da boca para o sujeito, assim como para o coletivo, e sua complexidade ante a sociedade (CARVALHO, 2009). É relevante não abordar apenas os problemas bucais que po- dem interferir de modo direto os trabalhadores, mas também avaliar de maneira concreta os aspectos epidemiológicos e os fatores de tal problema, bem como analisar o impacto que pode desencadear na qua- lidade de vida (CARVALHO, 2009). É necessário julgar também a ausência de conhecimento acer- ca da problemática de saúde bucal pelo trabalhador, a desinteresse e conhecimento dos profissionais de saúde, ao que diz respeito ao estudo e interpretação ideal de problemas associadas à saúde bucal que im- pactam os trabalhadores (CARVALHO, 2009). ESTRESSE OCUPACIONAL Os trabalhadores sofrem de modo direto com o impacto signi- ficativos desencadeados a partir das alterações econômicas, sociais e tecnológicas que se desenvolvem na sociedade nos dias de hoje, pro- porcionando novos rumos e sentidos à atividade laboral desenvolvida (DO PRADO, 2016). Trabalhadores que dependem de modo direto do elevado nível de responsabilidade, agilidade na tomada de decisões e outros meios que visem resultados satisfatórios têm cada vez mais abdicado de lazer e descanso (DO PRADO, 2016). Figura 50 - O estresse adoece as pessoas no local de trabalho Fonte: Freepik. 61 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S O estresse ocupacional pode ser definido como o agrupamen- to de perturbações psicológicas ou ainda como o sofrimento psíquico atrelado às experiências de trabalho. Em virtude do impacto negativo no sujeito, foram desenvolvidas propostas que tem o intuito de adequar o trabalho e a estrutura organizacional quanto às carências do trabalha- dor, em prol da satisfação destes e o aprimoramento do seu desempe- nho (DO PRADO, 2016). O conjunto e a delegação de tarefas que constituem a carga de trabalho do profissional são atrelados a relevantes estressores laborais, estes podem sofrer agravos significantes conforme os aspectos precá- rios de estruturação trabalhista, os quais estendem-se desde a baixa valorização até a infraestrutura local (DO PRADO, 2016). A Síndrome de Burnout é identificada como o agravo mais im- pactando do século a trabalhadores, denominada ainda de esgotamen- to profissional, proveniente das intensas cargas de trabalho e abundân- cia de fatores estressores (DO PRADO, 2016). 62 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSO QUESTÃO 01 (PREFEITURA DE FREICHEIRINHA/CE — FISIOTERAPEUTA — CE- TREDE — 2021) Doenças ocupacionais são aquelas associadas ao ofício do tra- balhador e às condições de trabalho nas quais ele está inserido. Também é um termo genérico, utilizado para designar as doenças profissionais e as doenças do trabalho. Embora pareçam termos sinônimos, a Lei 8.213/91 as diferencia, em razão do agente causa- dor de cada uma delas. Em relação às principais doenças ocupa- cionais e suas causas, correlacione a coluna B pela coluna A. COLUNA A I. LER – Lesão por Esforço Repetitivo. II. DORT – Distúrbios Osteomusculares relacionados ao Trabalho. III. Asma Ocupacional. IV. Dermatose ocupacional. COLUNA B ( ) É uma doença do trabalho que se caracteriza por alterações na pele e na mucosa do trabalhador, em razão da sua exposição a determinados agentes nocivos durante o desempenho de suas atividades laborais como a graxa ou óleo mecânico, por exemplo. ( ) Causada pelo exercício prolongado e repetitivo de determinado mo- vimento, ela reduz gradativa e significativamente a capacidade do in- divíduo para o trabalho, podendo levar à aposentadoria por invalidez. ( ) Causada pela inalação de agentes tóxicos que provocam alergia, ela se caracteriza pela obstrução das vias respiratórias do trabalhador por poeiras de substâncias como algodão, borracha, linho, madeira etc. É a doença respiratória mais comum relacionada ao trabalho. ( ) São caracterizados pela contínua postura inadequada, causan- do dor crônica que, se não tratada, tem a tendência de se agravar ao longo do tempo, causando a invalidez do trabalhador. Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA. a) IV – I – II – III. b) IV – II – I – III. c) I – II – III – IV. d) I – IV – III – I e) IV – I – III – II. QUESTÃO 02 (UFPA — ENFERMEIRO— CEPS/UFPA— 2019) A relação entre o estresse ocupacional e a saúde dos trabalhado- 63 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S res é tema de várias pesquisas nos últimos anos. Considera-se trabalhador com alteração na saúde mental aquele a) submetido a assédio moral, situação em que um superior ou um colega de trabalho expõe o trabalhador a constrangimentos ou humilhações de forma repetida e prolongada, o que também pode causar danos mentais. b) com demanda psicológica e atividades ocupacionais expressas na solidariedade em relaçãoà outra pessoa no ambiente de trabalho. c) que manteve contato com diferenças entre sujeitos, ou seja, aproxi- mação simbiótica, permitindo mecanismo de defesa entre um e o outro. d) advindo de uma situação de projeção em que seus sentimentos e/ou mecanismos de defesa estão racionalizados. e) procedente de grupos de trabalho baseado estritamente na técnica, justificado por meio do campo do racional/intelectual. QUESTÃO 03 (PREFEITURA DE SOUSA/ PB — PSICÓLOGO — CPCON — 2021) O estresse humano envolve aspectos bioquímicos, físicos e psico- lógicos e se manifesta num conjunto de reações do organismo ex- posto a estímulos que quebram sua homeostase. Em 1987, LIPP & ROMANO desenvolveram um inventário de sintomas psicológicos e físicos do estresse infantil. Em uma das alternativas abaixo, tais sintomas estão listados de forma ERRADA: a) dores abdominais, diarreia, tique nervoso, dor de cabeça, náusea, hiperatividade. b) ansiedade, pesadelos, dificuldades interpessoais, introversão súbita. c) desânimo, insegurança, agressividade, choro excessivo. d) angústia e depressão, hipersensibilidade, birra e medo excessivo e) asma, gagueira, psoríase, ranger dos dentes, distúrbios de memória. QUESTÃO 04 (PREFEITURA DE TIMBÓ/SC — MÉDICO DO TRABALHO — FURB — 2019) As pneumoconioses são doenças respiratórias ocupacionais re- lacionadas com a inalação de poeiras em ambiente de trabalho. Assinale a alternativa correta sobre as pneumoconioses: a) De forma geral, a doença é aguda, manifestando-se radiologicamen- te após curtos períodos de exposição. b) Trata-se de fibroses intersticiais pulmonares causadas pela reação do organismo à presença de poeiras fibrogênicas. c) O diagnóstico é realizado com biópsia pulmonar, segundo a técnica da Organização Internacional do Trabalho (OIT). d) O tratamento efetivo para a doença é realizado com corticoides ina- 64 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S latórios. e) Entre as pneumoconioses, destaca-se, ainda, a silicose decorrente da inalação de fibras de asbesto ou amianto. QUESTÃO 05 (PREFEITURA DE JAGUARIUNA/PS — ENGENHEIRO DE SEGU- RANÇA DO TRABALHO — VUNESP — 2021) O ruído e a vibração são formas de energia que, do ponto de vista da Higiene do Trabalho, demandam a determinação de suas carac- terísticas capazes de causar efeitos nocivos aos trabalhadores ex- postos. A respeito da caracterização do risco à saúde, das técnicas de medição e medidas de controle associadas, é correto afirmar: a) entende-se por perda auditiva por níveis de pressão sonora elevados as alterações dos limiares auditivos, do tipo neurossensorial, decorren- tes da exposição ocupacional sistemática a níveis de pressão sonora elevados, que tem como características principais a irreversibilidade e a progressão gradual com o tempo de exposição ao risco. b) a avaliação da vibração deve ser feita para cada direção ortogonal, visto que a vibração é uma grandeza vetorial, possuindo magnitude e di- reção, e considerando que pode ocorrer de um dos eixos ser dominante em relação aos demais, se este eixo de vibração exceder a exposição diária, não necessariamente o limite de exposição estará excedido. c) a exposição dos trabalhadores, sem proteção adequada, a níveis de ruído de impacto superiores a 130 dB (cento e trinta decibels) (LINEAR), medidos no circuito de resposta para impacto, ou superiores a 120 dB (C) (cento e vinte decibels), medidos no circuito de resposta lenta (SLOW), oferecerão risco grave e iminente aos trabalhadores expostos. d) no controle da exposição às vibrações localizadas no uso de ferra- mentas portáteis, deve-se utilizar práticas adequadas de trabalho, in- cluindo instruções aos trabalhadores para que empreguem força míni- ma de pega, utilizando luvas antivibratórias, quando possível, que são mais eficientes no amortecimento de vibrações de baixa frequência. e) os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibels (dB), com instrumento de pressão sonora operando em circuito de compensação “C” e circuito de resposta rápida (FAST), com os mi- crofones instalados de forma que se situem nas proximidades do ouvido do trabalhador. TREINO INÉDITO A silicose é classificada como uma: a) Pneumoconiose b) Dermatite 65 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S c) Ruído d) Estresse e) Patologia bucal QUESTÃO DISSERTATIVA Os problemas bucais desenvolvem a incapacidade da atividade laboral, com efeitos que implicam diretamente na capacidade laboral e qualidade de vida, bem como o prejuízo para as empresas. Assim, quais são os prin- cipais agentes e sintomas/sinais desenvolvidos em problemas bucais? NA MÍDIA O estresse laboral pode surgir de diversas maneiras. Como estamos tratando de uma questão emocional, é preciso ficar atento e recordar que cada caso é um caso, assim como cada estresse pode ser multifa- torial. São diversas as consequências do estresse ocupacional, como: pressão constante no trabalho; pressão financeira; Questões de rela- cionamento interpessoal; assédio moral; falta de tempo para cuidar de si; Insatisfação com o cargo; necessidade de perfeccionismo; grandes mudanças no trabalho; e, outras questões emocionais do sujeito. Nova- mente, reiteramos que cada caso é um caso e, dessa forma, as conse- quências podem aparecer de diversas maneiras. Mas, de todo modo, podemos pensar em algumas que costumam ser bem frequentes, são elas: consequências fisiológicas; consequências intelectuais/cognitivas; e, consequências comportamentais: Título: Estresse ocupacional, coisas e consequências Data de publicação: 12 ago. 2021. Fonte: . NA PRÁTICA Sra M.F.T.B, 49 anos de idade, trabalha em uma indústria têxtil a 12 anos, recentemente percebeu acentuação em um quadro de perda au- ditiva que vem apresentando a cerca de 1 ano. M.F.T.B procurou um médico relatando apresentar constantemente cefaleia, insônia, irrita- ção, nervosismo e alterações na sua visão; e além da perda auditiva, dificuldade na compreensão da fala, algiacusia, zumbidos e sensação de audição abafada. Após coleta de dados, anamnese do paciente, o profissional suspeitou de Perda de Audição Induzida por Ruídos (PAIR), a fim definir diagnóstico fidedigno quanto ao quadro da paciente, rea- lizou de exames de imitanciometria, audiometria tonal por via aérea e logoaudiometria, sendo os resultados positivos, definiu o diagnóstico da PAIR, explicou o quadro a paciente e os motivos de tal perda em busca 66 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S do melhor tipo de tratamento e adequações para seu quadro. PARA SABER MAIS Título: Dermatoses ocupacionais Descrição em forma de referência bibliográfica: JOÃO, Gisela Felicia- na Buta; BRANDÃO, Byron José Figueiredo. Dermatoses ocupacionais. BWS Journal, v. 4, p. 1-12, 2021. Disponível em: https://bwsjournal.em- nuvens.com.br/bwsj/article/view/130/91. 67 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S GABARITOS CAPÍTULO 01 QUESTÕES DE CONCURSOS TREINO INÉDITO Gabarito: B Justificativa: A perda auditiva é desenvolvida em decorrência da exposi- ção a dois tipos distintos de ruídos simultaneamente: o do local do traba- lho por vezes alto por um período de vinte ou trinta anos, e, nesse mesmo período, o fator etário, ou seja, extra laborativa; concausa simultânea. QUESTÃO DISSERTATIVA Os fatores responsáveis pelo desencadeamento de patologias, são: ● Fatores biológicos - Microrganismos e Parasitas. ● Fatores físicos - Altas pressões; radiações ionizantes; ruídos; e, vibrações. ● Fatores químicos - Ácido sulfúrico; benzeno; berílio; carbono; chumbo; cianeto; e, cromo. ● Poeirasorgânicas - Algodão; cânhamo; linho; e, sisal. ● Estruturação do trabalho. - Baixo uso de conhecimentos dos trabalhadores; constante repetição de ciclos laborais; dificuldades em desenvolver tarefas; equipamentos auxiliares e ambientes de trabalho não compatíveis com as necessi- dades existentes; horários irregulares; Longos períodos de atenção sustentada; pausas insuficientes para descanso intra e interjornadas; predeterminação minuciosa de métodos e técnicas; Responsabilidade e iniciativa; Ritmo de produção mecânica ou eletrônica controlada; e, Turnos de trabalho. ● Relações interpessoais. 68 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 02 QUESTÕES DE CONCURSOS TREINO INÉDITO Gabarito: C Justificativa: o tratamento da LER pode se dá por três meios distintos, sendo eles: Tratamento medicamentoso e fisioterápico; tratamento cirúrgico; e, tra- tamento psicoterápico. QUESTÃO DISSERTATIVA Nos estágios evolutivos da LER as tarefas podem se dar ainda em qua- dros clínicos com invalidez e incapacidade laborativa. De acordo com normas técnicas para a avaliação da incapacidade, visto que a LER se estrutura em graus: ● Grau I - sensação de peso e desconforto no membro afetado. ● Grau II - dor persistente, mas tolerável. ● Grau III - dor persistente, mas intensa com irradiação. ● Grau IV - dor intensa, insuportável, comprometendo o desempenho laboral. 69 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 03 QUESTÕES DE CONCURSOS TREINO INÉDITO Gabarito: A Justificativa: a silicose é uma pneumoconiose desencadeada a partir da inalação de poeiras com partículas de sílica, em forma de dióxido de sílica. Vários tipos de exposição ocupacional podem causar silicose, es- pecialmente em trabalhadores que trabalham com fundição férrea, aço, metal, vidros, rocha, mármores, dentre outros materiais. QUESTÃO DISSERTATIVA Os problemas bucais normalmente desencadeados por agentes são: ● Agentes físicos - Disfunção temporomandibular. - Doença periodontal. - Dores de dentes intensas. - Lesão de mucosa com hiperemia. - Lesão de mucosa com necrose. ● Agentes mecânicos - Abrasão dental. - Desgaste dental. - Lesão de mucosas. - Perda precoce de dentes. ● Agentes químicos - Alterações salivares. - Doença periodontal. - Lesão de mucosa. 70 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S BELLUSCI, Silvia Meirelles. Doenças profissionais ou do trabalho. Se- nac, 2017. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departa- mento de Ações Programáticas Estratégicas. Perda auditiva induzida por ruído (Pair) / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2006. 40 p. : il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Saúde do Trabalhador ; 5. Protocolos de Complexidade Dife- renciada). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ protocolo_perda_auditiva.pdf. Acesso em: 21 mar. 2023. CARVALHO, Érica Silva et al. Prevenção, promoção e recuperação da saúde bucal do trabalhador. RGO: Revista Gaúcha de Odontologia, v. 57, n. 3, 2009. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/ Jose-De-Magalhaes-Bastos/publication/26872683_Prevention_promo- tion_and_restoration_of_workers_oral_health/links/5b96ef9592851c- 78c413fc9b/Prevention-promotion-and-restoration-of-worker-s-oral- -health.pdf. Acesso em: 22 mar. 2023. CARVALHO, Geraldo Mota de Enfermagem do trabalho/Geraldo Mota de Carvalho. – 2. ed. – [Reimpr.] – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017 DO PRADO, Claudia Eliza Papa. Estresse ocupacional: causas e con- sequências. Rev Bras Med Trab, v. 14, n. 3, p. 285-289, 2016. Disponí- vel em: https://portalidea.com.br/cursos/gesto-do-stress-apostila03.pdf. Acesso em: 20 mar. 2023. FERREIRA, António Jorge. Doenças Ocupacionais Respiratórias–Pers- petivas Atuais. Revista Internacional em Língua Portuguesa, n. 34, p. 53-76, 2018. Disponível em: https://www.rilp-aulp.org/index.php/rilp/ar- ticle/view/RILP2018.34.3. Acesso em: 22 mar. 2023. JOÃO, Gisela Feliciana Buta; BRANDÃO, Byron José Figueiredo. Der- matoses ocupacionais. BWS Journal, v. 4, p. 1-12, 2021. Disponível em: https://bwsjournal.emnuvens.com.br/bwsj/article/view/130/91. Acesso em: 21 mar. 2023. MONTEIRO, Antonio. Acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Saraiva Educação SA, 2017. 71 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A Simediato, circunstancial, bem definido no espaço e tempo, e como consequências imediatas globais (MONTEIRO, 2017). As doenças profissionais, denominadas de ergopatias, tecno- patias ou doenças profissionais típicas, são as geradas ou originadas pelo desenvolvimento profissional característico e uma dada atividade. De acordo com sua tipicidade, dispensam comprovação de nexo de causalidade com o trabalho (MONTEIRO, 2017). As lesões por esforço repetitivo (LER) ou doenças osteomuscula- res relacionadas com o trabalho (DORT) são determinadas como o agru- pamento de patologias do trabalho que afetam fáscia, ligamentos, mús- culos, nervos, sinoviais e tendões, de modo isolado ou interligado, com ou sem degeneração tecidual, afetando não apenas membros superiores, mas especialmente a área escapular e o pescoço (CARVALHO, 2017). A perda auditiva ocupacional classifica o ruído como um agente causal comum, o qual não deve ignorar a existência de outros agentes, vis- to as implicações existentes quanto ao diagnóstico, meios de prevenção, segurança, legislação vigente, dentre outros aspectos (BRASIL, 2006). O sistema respiratório forma a interface inicial existente entre o ser humano e o meio ambiente. Normalmente, toda exposição inalatória considerável, com várias especificidades diferentes acerca do tipo de substâncias inaladas, concentração, dimensões, e fatores físico-quími- cos e a interação com a biologia humano, sendo possível desenvolver danos, seja a curto ou a longo prazo (FERREIRA, 2018). As dermatoses ocupacionais impactam trabalhadores de diversas faixas etárias, e, em vários locais de trabalho com atividades distintas. As doenças de pele podem ser definidas como os aspectos patológicos de pele que, a partir da exposição ocupacional (JOÃO; BRANDÃO, 2021). As doenças ocupacionais das gengivas, dentes e outras es- truturas da boca. Na boca podem ser identificadas doenças sistêmicas, User Realce User Realce User Realce User Realce User Realce User Realce 12 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S o que possibilita ao dentista, o repasse de instrução da higiene do tra- balho, bem como o direcionamento do paciente até o serviço especiali- zado. Visto que seu papel é diagnosticar e agir quanto a prevenção de patologias profissionais (CARVALHO, 2009). O estresse ocupacional pode ser definido como o agrupamen- to de perturbações psicológicas ou ainda como o sofrimento psíquico atrelado às experiências de trabalho. Em virtude do impacto negativo no sujeito, foram desenvolvidas propostas que tem o intuito de adequar o trabalho e a estrutura organizacional quanto às carências do trabalha- dor, em prol da satisfação destes e o aprimoramento do seu desempe- nho (DO PRADO, 2016). User Realce 13 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S PROCESSO DE TRABALHO E O AMBIENTE A ecologia nos mostra a relevância das relações em meio ao local e o homem. Quando o ambiente é tratado como o ambiente de tra- balho, pode apresentar riscos que impactam a integridade física, emo- cional ou social do trabalhador. Como produto de tal impacto, têm-se morbidades causadas, intensificadas ou originadas pelas condições em que o trabalho é realizado, sendo, portanto, denominado de doença do trabalho (BELLUSCI, 2017). DOENÇA PROFISSIONAL E DOENÇA DO TRABALHO D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S 13 14 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Figura 1 - As doenças de trabalho podem ser classificadas também como ergonômicas Fonte: Freepik. O processo de produção é intrincado, pois insere aspectos atrelados a tecnologia, estruturação do trabalho, relações psicossociais, atributos individuais do grupo de trabalho e encontra-se em sucessivas modificações. O incremento de novas tecnologias ou modos de admi- nistrar o processo podem desenvolver novas associações com o traba- lho, estas nem sempre esperadas e por vezes causam danos à saúde do trabalhador (BELLUSCI, 2017). Nesse desenvolvimento da doença de trabalho acontece atra- vés de um processo difícil e por vezes dinâmico. Portanto, faz-se ne- cessário entender e acompanhar o processo com o intuito de corrigir e impedir o surgimento de patologias (BELLUSCI, 2017). Os fatores responsáveis pelo desencadeamento de patologias são: ● Fatores biológicos - Microrganismos. - Parasitas. Figura 2 - Os microrganismos e parasitas são fatores biológicos de causas de doenças de trabalho Fonte: Freepik. ● Fatores físicos - Altas pressões. - Radiações ionizantes. - Ruídos. User Realce User Realce 15 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S - Vibrações. Figura 3 - Os ruídos podem ser amenizados com o uso de protetor auricular Fonte: Freepik. ● Fatores químicos - Ácido sulfúrico. - Benzeno. - Berílio. - Carbono. - Chumbo. - Cianeto. - Cromo. ● Poeiras orgânicas - Algodão. - Cânhamo. - Linho. - Sisal. Figura 4 - O algodão é classificado como poeira orgânica Fonte: Freepik. ● Estruturação do trabalho - Baixo uso de conhecimentos dos trabalhadores. - Constante repetição de ciclos laborais. - Dificuldades em desenvolver tarefas. - Equipamentos auxiliares e ambientes de trabalho não compa- tíveis com as necessidades existentes. 16 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S - Horários irregulares. - Longos períodos de atenção sustentada. - Pausas insuficientes para descanso intra e interjornadas. - Predeterminação minuciosa de métodos e técnicas. - Responsabilidade e iniciativa. - Ritmo de produção mecânica ou eletrônica controlada. - Turnos de trabalho. ● Relações interpessoais. A investigação da associação saúde-doença-trabalho pode fazer uso de algumas ferramentas com o intuito de analisar o dano causado ou a doença desencadeada, a qual se dá por meio de história clínica e a anamnese ocupacional, associadas a exames laboratoriais, toxicológicos e provas funcionais, de caráter individual, e análises epi- demiológicos, descritivos de morbimortalidade (BELLUSCI, 2017). Figura 5 - A investigação saúde-doença-trabalho se dá pela equipe de profis- sionais de trabalho Fonte: Freepik. Os aspectos ou condições de risco são analisados por posto ou local de trabalho através de investigação ergonômica da atividade, para investigação ambiente de cunho quanti e qualitativo, conforme as ferra- mentas de higiene do trabalho, e pela estruturação de mapa de risco da atividade laboral, bem como inquéritos coletivos BELLUSCI, 2017). O registro sistemático dos dados coletados é essencial para o êxito das ações. Essas informações precisam ser empregadas por pro- fissionais no âmbito do trabalho, por centros de pesquisa, estruturação de trabalhadores e governo local ou central, desenvolvendo informações para fundamentar o estudo e conhecimento acerca de mecanismos do adoecimento e prevenção, determinação de prioridades e políticas de saúde. Os dados são usados conforme princípios éticos profissionais que tem o objetivo de proteger o trabalhador (BELLUSCI, 2017). 17 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Acidente Tipo A Lei de n.º 8.213/91 define o acidente de trabalho, de início no sentido restrito, e, posteriormente, no sentido mais abrangente ou por extensão. O acidente-tipo pode ser denominado ainda de macrotrauma, é definido pelo art. 19 como acidente de trabalhado como algo que acon- tece pelo exercício de trabalho que causa lesão corporal ou desordemfuncional que incida em morte, perda ou diminuição da capacidade de modo permanente ou transitório para o trabalho. Isto é, é um aconteci- mento único, imediato, circunstancial, bem definido no espaço e tempo, e como consequências imediatas globais (MONTEIRO, 2017). Figura 6 - O acidente de trabalho pode causar lesão corporal ou morte Fonte: Freepik. Esse tipo de acidente não possui essência violenta. Existem infortúnios laborais, os quais não provocam alarde ou danos, resultam em danos severos, ou ainda letais em um período de meses, ou anos após ocorrido. O que necessita de nexo de causalidade ou letalidade (MONTEIRO, 2017). O nexo causal formou a associação de causa e efeito em meio ao evento e o resultado. Tecnicamente falando, não é possível usar como sinônimos nexo causal e nexo etiológico, como se acredita. As- sim, podemos apontar que o nexo causal é mais abrangente, visto que agrega a concausalidade e os casos de agravamento; enquanto o nexo etiológico é aquele que dá origem ou desenvolve o impacto laboral, e assim, trata-se de algo mais limitado. De outro modo, em direito infortunístico, para que seja definida a relação de causalidade, não requer a prova de certeza, sendo neces- sário somente o juízo de admissibilidade. Podendo ainda salientar que na infortunística não repara a lesão ou patologia, e sim a incapacidade de trabalhar (MONTEIRO, 2017). 18 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Doenças Ocupacionais A lei segrega as patologias em doenças profissionais e doen- ças do trabalho, as quais são previstas no art. 20 nos incisos I e II. As doenças profissionais, denominadas de ergopatias, tecno- patias ou doenças profissionais típicas, são as geradas ou originadas pelo desenvolvimento profissional característico e uma dada atividade. De acordo com sua tipicidade, dispensam comprovação de nexo de causalidade com o trabalho (MONTEIRO, 2017). Figura 7 - Algumas doenças não precisam de comprovação com a causalida- de com o trabalho Fonte: Freepik. Existe a presunção legal em tal sentido. Ocorrem a partir de microtraumas que rotineiramente impactam e vulneram as defesas do organismo, as quais, conforme efeito cumulativo, acabam por vencê- -las, desenvolvendo o processo mórbido (MONTEIRO, 2017). A exemplo, trabalhadores da mineração, conhece-se que existe muito que não se encontram expostos ao pó de sílica, e, assim, possui chances de contrair a silicose, assim, conseguinte, esta é classificada como uma doença profissional; outro exemplo de doença profissional é o saturnismo, patologia desencadeada pelo chumbo; hidrargirismo, causada pela exposição do mercúrio (MONTEIRO, 2017). Figura 8 - Trabalhadores da mineração quando expostos ao pó de sílica, podem desenvolver silicose 19 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Fonte: Freepik. As doenças do trabalho são denominadas ainda de mesopa- tias e/ou moléstias profissionais atípicas, estas são classificadas como doenças causadas em decorrência de condições especiais nas quais o trabalho é desenvolvido e como é associado diretamente. Ocorrem igualmente a partir de microtraumatismos aglomerados. No entanto, por se tratar de acontecimentos atípicos, necessitam de aspectos compro- batórios do nexo de causalidade com o trabalho, sendo por norma atra- vés da vistoria no local de trabalho (MONTEIRO, 2017). Já as doenças profissionais provêm do risco propriamente dire- to, ou seja, as específicas do ramo da atividade laboral, as do trabalho possuem como causa ou concausa risco característico de modo indi- reto. Desse modo, como exemplo, um quadro de bronquite asmática geralmente é desencadeado por risco categorizado como genérico e pode afetar qualquer sujeito. Contudo, se o trabalhador desenvolver ati- vidades em condições específicas, o risco genérico é modificado em risco próprio de modo indireto (MONTEIRO, 2017). Figura 9 - Quadros asmáticos podem ser desencadeados por riscos genéricos Fonte: Freepik. Conforme o regulamento, somente as doenças profissionais desencadeadas por agentes patogênicos, bem como as doenças de trabalho. No entanto, a jurisprudência, em meio as várias legislações, consolidou a compreensão de que estas associações são simplesmen- te consolidada a compreensão de que esta relação é apenas exemplifi- cativa (MONTEIRO, 2017). 20 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Figura 10 - O agente patogênico pode ser identificado corretamente a partir do seu isolamento Fonte: Freepik. O legislador já compreendeu a desigualdade de moléstias e a pos- sível associação desta com o trabalho, através da Lei de nº 11.430/2006, inserida no art. 21-A na Lei de nº 8.213/91, estabelece que a perícia mé- dica do INSS julgará definida a origem acidentária da inabilidade quando constatar o surgimento de nexo técnico epidemiológica em meio ao traba- lhador e o agravo a sua saúde, desenvolvida da associação entre a ativi- dade desenvolvida na empresa e a individualidade mórbida proveniente da incapacidade apontada na Classificação Internacional de Doenças - CID, de acordo com o que consta no regulamento, afirmado, ou seja, o que en- contrava-se consolidado na jurisprudência (MONTEIRO, 2017). O inciso 2º do art. 20 ainda abrangem outra classificação de patologias, ao dispor, ou seja, diz respeito ao caso excepcional, averi- guando que as doenças não inseridas na associação esperada nos in- cisos I e II gera aspectos especiais onde o trabalho é desenvolvido e se associa de modo direto, a Previdência Social precisa considerar estes quadros como acidente de trabalho. Encontra-se frente a uma diversi- dade da doença do trabalho, as quais se distinguem do regulamento, ou ainda de nenhum inciso listado no Ministério da Previdência Social, bem como no Ministério da Saúde (MONTEIRO, 2017). Figura 11 - Previdência Social define os direitos do trabalhador Fonte: Freepik. 21 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S O argumento é que existe uma associação de modo direto com os aspectos especiais onde se desenvolve o trabalho. Visto que não se encontram inseridas no regulamento, assim, tem-se defendido que as pa- tologias associadas à voz encontram-se atrelados a tal categoria. É com- preensível que, atualmente, as disfonias encontram-se inseridas nos tra- balhadores de empresas como as de telemarketing (MONTEIRO, 2017). Doenças Excluídas O inciso 1º do art. 20 da Lei exclui do conceito de doenças ocupacionais: ● Doença degenerativa. ● Doença inerente ao grupo etário. ● Doença que não produz incapacidade. ● Doença endêmica. As doenças degenerativas classificam-se como doenças que possuem como causa o desgaste de ordem natural do corpo humano. Embora possa acontecer intenso agravo conforme aspectos específicos do trabalho, ou ainda, agravamento em período pós-traumático, como: ● Artrose. ● Artrite. ● Hérnia de disco. Figura 12 - A hérnia de disco é classificada como um doença degenerativa Fonte: Freepik. As doenças inerentes ao grupo etário são aquelas corres- pondentes à concausalidade, como a disacusia-PAIR. 22 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Figura 13 - A Perda auditiva induzida por ruído é um tipo de doenças ineren- tes ao grupo etário Fonte: Freepik. As doenças que não produzem incapacidade dizem respeito à incapacidade funcional que a protege, e não a doença propriamente dita. As doenças endêmicas não aquelas que se sucedem em um dado local ou região de maneira constante. Todavia, é classificada como patologia ocupacional se proveniente de exposiçãoou contato direto em virtude da peculiaridade da atividade laboral desenvolvida. Por exemplo, a malária é uma doença de classificação endêmica em algumas regiões no Brasil, embora não seja classificada como doença ocupacional. Contudo, caso um indivíduo contraia a malária em seu trabalho de pesquisa em trabalhadores acometidos por tal doença, esta é consi- derada uma doença ocupacional (MONTEIRO, 2017). Figura 14 - A malária é transmitida por um mosquito Fonte: Freepik. Acidente por Equiparação A Lei de n.º 8.216/91, no art. 21, elenca algumas circunstân- cias que também são consideradas acidentes de trabalho. Estas são denominadas de acidente de trabalho por equiparação, visto que se associam de modo indireto à atividade laboral (MONTEIRO, 2017). 23 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Podemos observar que este tipo de acidente inclui o princípio de concausalidade, ou equivalência dos aspectos, bem como da equi- valência precedente. De outro modo falando, se o acontecimento repre- sentar conditio sine qua non ao dano, caracterizando está no sinistro laboral (MONTEIRO, 2017). O direito infortunístico desde o ano de 1944 por meio da 3ª Lei de Acidentes de Trabalho - Decreto-Lei de n.º 7.036 no dia 10 de novembro no ano de 1944 - vem abrangente tal princípio que se encontram desse modo impresso no art. 21, onde o parágrafo I cita que o acidente associado trabalho que, ainda que não tenha sido ligado a causa individual, tenha contribuído de modo direto com a morte do segurado, para diminuição ou perda da capacidade de trabalhar, ou gerado lesão que necessite de aten- ção médica em prol da recuperação do sujeito (MONTEIRO, 2017). Figura 15 - Acidentes que causam amputação podem causar perda da capaci- dade de trabalhar do sujeito Fonte: Freepik. De outro modo falando, o acidente nem sempre é tido como causa única e exclusiva da lesão ou patologia. Podendo existir a associação de demais fatores, ou seja, concausas. Uns podem pro- ceder do acidente - causas antecedentes; outros podem manifestá-lo - concausas supervenientes; por último, existe, ainda, os que validam concomitantemente - concausas simultâneas. Exemplo do primeiro caso é um diabético ocasionado por um pequeno ferimento que para um trabalhador não portador de tal patologia não apresentaria maio- res consequências. Contudo, um portador de diabetes pode falecer em decorrência de um grande quadro hemorrágico desenvolvido. Tem-se ainda uma morte em que favorece o acidente atrelado a um aspecto preexistente, neste caso, a diabetes (MONTEIRO, 2017). 24 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Figura 16 - Um pequeno ferimento no diabetico pode causar severas conse- quências Fonte: Freepik. Enquanto os fatores supervenientes identificam-se depois do acidente de trabalho ou do surgimento da doença ocupacional. Se de um infortúnio de trabalho desenvolvem complicações como as causa- das por micróbios patogênicos, definindo, por exemplo, como os casos de amputação de um dedo ou até a morte, nos encontramos frente a uma concausa superveniente (MONTEIRO, 2017). Figura 17 - Acidentes de trabalho podem resultar em amputação de dedos, especialmente em diabéticos Fonte: Freepik. As causas concomitantes, por outro lado, coincidem com o si- nistro. Efetivam-se ao mesmo tempo: o acidente e a concausa extra laboral. Um exemplo deste, caso seja a disacusia (PAIR), onde um te- celão com cinquenta anos de idade possui. A perda auditiva é desenvolvida em decorrência da exposição a dois tipos distintos de ruídos simultaneamente: o do local do trabalho por vezes alto por um período de vinte ou trinta anos, e, nesse mesmo período, o fator etário, ou seja, extra laborativa; concausa simultânea (MONTEIRO, 2017). 25 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Figura 18 - Os ruídos, como os existentes em metalúrgicas podem agravar a perda auditiva junto ao fator etário Fonte: Freepik. As outras possibilidades previstas no art. 21 devem ser trata- das com atenção especial, denominando o acidente in itinere, ou ain- da, de trajeto. Este ocorre no trajeto da residência até o ambiente de trabalho, ou inversamente. Não deve ser implicada quanto ao meio de locomoção, seja por veículo, meio seguro ou usual (MONTEIRO, 2017). Figura 19 - O acidente de trajeto ocorre no percurso de ida ao trabalho ou dela até a residência Fonte: Freepik. Um modo prático para averiguar esse tipo de questão é ver se se encontram existentes, além dos aspectos como os de segurado e do vínculo empregatício, requisitos como: ● Nexo topográfico. ● Nexo cronológico. O nexo topográfico corresponde à relação de causa e efeito em meio ao local do acontecimento e o percurso a ser realizado, na ida de casa para o trabalho, ou do trabalho para casa. Enquanto o nexo crono- lógico compreende o liame de causalidade que existe entre o horário do ocorrido e o período preciso para a locomoção da residência para o am- biente de trabalho, ou ainda, o retorno deste local (MONTEIRO, 2017). 26 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Figura 20 - O nexo cronológico faz associação com o horário e período da locomoção com o acidente Fonte: Freepik. Ainda acerca dessa questão, a doutrina, assim como a jurispru- dência direcionam a linha de que mínimos desvios ou interrupções no percurso não descaracterizam o acidente de trajeto (MONTEIRO, 2017). Os outros tipos de acidentes equiparados não possuem ampla dificuldade de compreensão, embora sejam eventos raros. Figura 21 - O trabalhador deve ter um período definido para realizar suas refeições Fonte: Freepik. Dessa maneira, podemos então apontar que quando o empre- gado esteja à disposição do empregador, sem dependência com o am- biente ou dia, em horário de trabalho e no local da empresa, ainda que este não se encontre de fato desenvolvendo a atividade laboral, isto é, tempo determinado para a realização de refeições e demais necessida- des fisiológicas, corresponde-se, portanto, o acidente, assumindo natu- reza e origem dos acidentes de trabalho (MONTEIRO, 2017). 27 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSO QUESTÃO 01 (PREFEITURA DE AMÉRICA / SP — TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO — AVANÇA SP — 2023) Assinale a alternativa que não apresenta uma causa imediata de acidente de trabalho: a) cansaço. b) excesso de confiança. c) distrações e brincadeiras. d) negligência. e) doenças preexistentes conhecidas. QUESTÃO 02 (PREFEITURA DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ / SC — ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO — FEPESE — 2023) Assinale a alternativa que corresponde a uma espécie de acidente impessoal. a) Um trabalhador colidiu com uma coluna. b) O estivador realizou um esforço excessivo para erguer uma caixa. c) O eletricista tomou um choque elétrico. d) A faxineira queimou a mão no ferro quente. e) Um galpão foi atingido por um raio. QUESTÃO 03 (PREFEITURA DE ACRELÂNDIA / AC — TÉCNICO EM SEGURANÇA DO TRABALHO — IBADE — 2022) Nos riscos e causas de acidentes, assinale o princípio geral para uma consequência significativa. a) Pode prejudicar a integridade física e/ou a saúde, provocando lesão que implique em incapacidade temporária por prazo superior a 15 (quinze) dias. b) Pode levar a óbito imediato ou que venha a ocorrer posteriormente. c) Pode prejudicar a integridade física e/ou a saúde, provocando lesão ou sequela permanentes. d) Pode prejudicar a integridade física e/ou a saúde, provocando lesão que implique em incapacidade temporária por prazo igual ou inferior a 15 (quinze) dias.ligamentos, mús- culos, nervos, sinoviais e tendões, de modo isolado ou interligado, com ou sem degeneração tecidual, afetando não apenas membros superiores, mas especialmente a área escapular e o pescoço (CARVALHO, 2017). Figura 23 - A área escapular é corriqueiramente afetada 33 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Fonte: Freepik. Em meio aos mais relevantes aspectos do desenvolvimento da doença, identifica-se: ● Duradoura posição de segmentos corporais em tensão es- tática. ● Preservação de postura incorreta ao desenvolver atividades. ● Pressão causada por processo de produção. ● Uso incorreto de ferramentas. ● Pausas incorretas. ● Horas extras de trabalho. As lesões em membros superiores associam-se a esforços contínuos e repetitivos, empenhando uma gama de atividades desen- volvidas nas indústrias voltadas para a alimentação, montagem de aparelhos eletrônicos, automóveis, materiais computadorizados. Essas patologias são em sua maior parte não controlável, partem da incapaci- dade na indústria e no comércio e apresentam impacto em consequên- cias econômicas e sociais. É possível apontar que um, a cada três aci- dentes ocorridos em local de trabalho afetam as mãos, e, indica perda de 25% da jornada de trabalho; e, ainda que um, a cada dez acidentes que acometem a mãos desencadeia invalidez parcial, indicando ⅓ das indenizações desencadeadas por invalidez (CARVALHO, 2017). Figura 24 - As lesões das mãos podem causar invalidez Fonte: Freepik. As indenizações causam amplo prejuízo ao país, visto que causa redução da produtividade, e a continuação do pagamento men- sal de salários por volta de 160º dia de inatividade por incapacidade to- tal temporária, visto que existem gastos com exames complementares, medicamentos etc. Os sujeitos com LER, em sua maior parte, dispõe de manifestações indefinidas de dor local ou difusa, e somente uma mínima parcela dos casos possui evidências histopatológicas da lesão tecidual (CARVALHO, 2017). 34 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Os termos esforço e repetitivo presume que possivelmente uma lesão foi desencadeada por forças mecânicas em direção aos teci- dos. No entanto, não há um fundamento completo que assegura que os aspectos mecanismo constituem a causa primária dos eventos doloro- sos e evidenciados, bem como não existem dados suficientes acerca da duração, velocidades, constância, importância e demais características de tal força, que legitimam a nocividade desta. As LER podem ser compreendidas como as alterações somáti- cas das angústias do tempo, como um tipo de histeria coletiva causada pela estruturação do trabalho moderno, em sujeitos com perfil emocio- nal suscetível. Para a maioria dos trabalhadores, as LER são apresen- tadas como fonte de dor e sofrimento, angústia e medo acerca do que se vive no presente e quanto ao futuro e a habilidade que este preserva em ganhar seu salário. Desse modo, assim, a relevância de tal pa- tologia em manifestação na atual conjuntura, seja para o trabalhador ou empregador, é essencial possuir melhor entendimento acerca de tal surgimento (CARVALHO, 2017). Figura 25 - A dor da LER pode ser angustiante Fonte: Freepik. A maioria das LER afetam mais mulheres que homens, visto que estas não possuem o mesmo padrão de desenvolvimento muscular quando comparado a homens. A mulher possui menor quantitativo de fibras musculares e inferior habilidade de armazenamento e conversão de glicogênio em energia útil, bem como os ossos normalmente são mais curtos e leves, com regiões de junção menores. A prevalência das LER nas mulheres indica ser influenciadas por aspectos como o uso de anticoncepcionais e desenvolvimento de atividades domésticas depois de um dia cansativo de jornada de traba- lho, nas quais várias funções industriais recorrentes são normalmente delegadas às mulheres em virtude de estas apresentarem maior habili- dade para o desenvolvimento dessas tarefas (CARVALHO, 2017). Em relação à idade, o tratamento das LER é diversificado, vis- 35 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S to que pontua a idade média da população empregada no país do que demais fatores. Desse modo, é possível apontar que a faixa etária mais atingida pelas LER são de 30 a 39 anos, cerca de 54,5% dos casos. Os grupos que apresentam maior risco em meio aos trabalha- dores possuem a função com limitadas diversificações de movimentos e que desenvolvem atividades em ligeira constância e com emprego de força. Desse modo, em meio às atividades mais sujeitas os descarna- dores em frigoríficos, empacotadores de alimentos, processadores de informações, microfilmadoras, montadores de linha de montagem auto- mática (CARVALHO, 2017). Figura 26 - Empacotadores de alimentos possui risco de ter sua função limitada Fonte: Freepik. De início os sintomas da LER são identificados a partir da sen- sação de fadiga muscular e desconforto, e existe melhoria do quadro em curto período de repouso. Quadros de formigamento e parestesia são recorrentes. A por pode ser classificada como: ● Localizada. ● Referida. ● Generalizada. A dor pode ser classificada como: ● Profunda. ● Superficial. Esta pode ainda ser de origem: ● Neuropática. ● Psicogênica. ● Somática. Quando as lesões resultam no impacto das estruturas múscu- loesqueléticas severas, é vaga, esta pode ser referida em estruturas distantes da área comprometida. A dor neuropática é definida como a lesão neural é enganado- ra, perseverante ou pregressa. A dor psicogênica ocasionalmente se manifesta nos sujeitos com LER, no entanto, anormalidades psicoafeti- 36 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S vas favorecem de modo significativo o agravamento e a preservação da dor. O ponto mais constante de sensação dolorosa é o antebraço, em sua porção proximal, seguido pelo punho. Esta justifica-se por este ser uma área que os músculos extensores e flexores dos dedos, punhos e incumbidos da pronação adentram o terço proximal dos ossos do ante- braço e epicôndilos (CARVALHO, 2017). Figura 27 - Normalmente a dor se dá no antebraço e estende-se para o punho Fonte: Freepik. A irradiação da dor pode se dar de modo central ou distal. Em circunstâncias que a dor se situa de maneira primária nos punhos, sua irradiação será em direção aos dedos, antebraço e epicôndilos. Figura 28 - A dor nos punhos irradia para os dedos Fonte: Freepik. Contudo, se a dor for identificada inicialmente no pescoço, sua irradiação será em direção aos segmentos distais, afetando os dedos e normalmente associada a sensação de formigamento, parestesia, alterações circulatórias, modificações na sensibilidade e quadros de sudorese. A intensidade da dor de leve a moderada é associada ao desenvolvimento de movimentos, bem como a dor mais intensa se dá ao final do dia de uma jornada de trabalho ou quando se desenvolvem atividades domésticas (CARVALHO, 2017). De acordo com a evolução da patologia, a dor torna-se mais agu- 37 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S da. Existe intensificação desses quadros mesmo no exterior do local de trabalho. Uma das queixas constantes nessa fase é a dor noturna, diver- sas vezes classificada como aguda e de remissão lenta, o que implica em impactos no padrão de sono e causa intenso desgaste de ordem psíquica. Um dos primeiros sinais do quadro clínico é a hipertonia, com a elevação do volume dos músculos extensores e flexores dos dedos e do punho, visível e ⅓ proximal, área onde a palpação do local causa dor. Podendo ser facilmente identificada em quadrosagudos e que nunca foram submetidos a tratamento. O edema da região dorsal da mão e dedos, anteriormente não visualizado, é localizado em estágios mais avançados da patologia, po- dendo aparecer e desaparecer dentro de poucos dias, embora seja qua- se sempre recorrente, sendo passível a tornar-se permanente, e assim, gerar intensa deformação dos dedos, mão e antebraço. A permanência do edema se dá a microprocessos fibróticos que causam comprometi- mento direto no retorno linfático da região. A imobilidade desencadeada pela dor pode causar hipotrofias em virtude do desuso, principalmente na porção palmar da mão e dedos, os quais apresentam aspectos de dedos em fuso (CARVALHO, 2017). Figura 29 - A imobilidade pode causar desuso dos dedos Fonte: Freepik. O diagnóstico da LER não é algo simples de ser realizado, pre- cisa ser investigado o processo de trabalho que resulta no surgimento de uma dada patologia. Muitas vezes não é possível identificar uma causa de origem anatômica para esclarecer o quadro doloroso e/ou in- flamatório existente. A anamnese bem desenvolvida e o exame físico minucioso podem dispor subsídios essenciais para a elucidação da maioria dos casos. Em meio a falta de posicionamento de recursos existentes para a análise desses quadros, a anamnese, exame físico, acompanhamen- to evolutivo e o quadro, associados a dados acerca das condições de trabalho do sujeito, retratam as ferramentas, mais importante para os 38 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S diagnósticos da LER (CARVALHO, 2017). Existem circunstâncias, contudo, onde o quadro clínico apre- senta-se totalmente inespecífico, impossibilitando o raciocínio e deter- minando a carência quanto a realização de exames complementares, os quais podem ajudar ou não, a depender do tipo de lesão. São estes: ● Radiografia. ● Ultrassonografia (USG). ● Eletromiografia (EMG). ● Ressonância magnética (RNM). A classificação da LER é feita a partir da compreensão das sín- dromes dolorosas e nervosas compressivas para definir o diagnóstico da dor no membro superior para que seja realizado diagnóstico preciso. As síndromes dolorosas mais comuns são: ● Punhos e mãos - Tenossinovite. - Síndrome de túnel de carpo. - Síndrome do canal de Guyon ou túnel ulnar. ● Cotovelos - Epicondilite. ● Ombros - Bursite. - Miosite e polimiosite. - Síndrome cervicobraquial ou tensão cervical. - Síndrome do ombro doloroso ou tendinite do supraespinhoso. Figura 30 - O cotovelo normalmente é afetado por epicondilite Fonte: Freepik. Nos estágios evolutivos da LER as tarefas podem se dar ainda em quadros clínicos com invalidez e incapacidade laborativa. De acor- do com normas técnicas para a avaliação da incapacidade, visto que a LER se estrutura em graus: ● Grau I - sensação de peso e desconforto no membro afetado. ● Grau II - dor persistente, mas tolerável. 39 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S ● Grau III - dor persistente, mas intensa com irradiação. ● Grau IV - dor intensa, insuportável, comprometendo o de- sempenho laboral. O primeiro passo do tratamento é realizar a identificação, quando possível, das estruturas anatômicas afetadas nas circunstân- cias do diagnóstico, sendo facilitador para o planejamento da conduta. A maioria dos casos apresentam bom prognóstico, caso o diagnóstico seja definido precocemente, o tratamento é iniciado imediatamente e se existir alteração no posto de trabalho, atividade e/ou função desde as etapas iniciais da patologia, impedindo, desse modo, a sua evolução e consecutiva cronificação. Todos os casos devem ser avaliados confor- me a individualidade e tratado por equipe multiprofissional conforme o grau da patologia, a equipe multiprofissional é composta por: ● Equipe de enfermagem. ● Fisioterapeutas. ● Médicos. ● Psicólogos. ● Terapeuta ocupacional. Figura 31 - O paciente é assistido por equipe multiprofissional Fonte: Freepik. O tratamento pode se dá por meio de: ● Tratamento medicamentoso e fisioterápico. ● Tratamento cirúrgico. ● Tratamento psicoterápico. O tratamento medicamentoso e fisioterápico inclui: - Administração transcutânea de agentes farmacológicos por iontoforese. - Bloqueio da cadeia simpática. - Cinesioterapia. - Eletroterapia. - Massoterapia. - Termoterapia. 40 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Figura 32 - A eletroterapia é um tipo de tratamento fisioterápico Fonte: Freepik. Atrelados a essas técnicas de tratamento, são preconizados a realização de exercícios de relaxamento das estruturas tensas ou com contraturas, e, em seguida, técnicas que favorecem o fortalecimento muscular através de exercícios isométricos, atividade programada e te- rapia ocupacional. As atividades terapêuticas auxiliam na diminuição do edema e inflamação, aprimoram as condições circulatórias e intensificam o rela- xamento muscular, bem como o processo cicatricial. Diminuem a dor, assim como a incapacidade funcional, realiza a estimulação do sistema analgésico nato, propicia a liberação dos neurotransmissores que su- primem a dor, como nas encefalinas, endorfinas e monoaminas, isto é, norepinefrina e serotonina, nas sinapses do sistema nervoso central. No mais, estas intensificam a melhora do quadro clínico, permitindo que ocorra a diminuição da dose de medicamentos analgésicos usados pelo paciente. A interrupção da cadeia simpática com anestésicos locais ou demais fórmulas tem por intuito reduzir o desconforto e proporcionar a probabilidade do uso de medidas fisioterapêuticas, como na cinesiote- rapia, visando reestruturar o trofismo e a amplitude da articulação da área afetada pela lesão (CARVALHO, 2017). Figura 33 - A melhora do quadro clínica reduz o uso de analgesicos Fonte: Freepik. 41 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S As imobilizações não precisam ser desenvolvidas por longos períodos, visto que contribuem com o aparecimento das síndromes de imobilização, definidas como: ● Distrofia simpático-reflexa. ● Descalcificação dos segmentos imobilizados. ● Limitação da amplitude articular. ● Retração ligamentar. ● Retração musculotendínea. É indicada a utilização de órteses de posicionamento, os quais podem ser retirados periodicamente para que seja empregado o uso de medidas fisiátricas para a preservação do trofismo e amplitude articular. Os tratamentos mais indicados para lesões são: ● Lesão de mão e punho - Antiinflamatórios. - Imobilização com splint. - Repouso. - Terapia de contraste de temperatura. ● Lesão de ombro e pescoço - Ultrassom. - Ondas curtas. ● Ombro doloroso - Antiinflamatórios. - Movimentação leve e moderada. - Ondas curtas. - Ultrassom. ● Radiculopatia - Corticoterapia. Figura 34 - O tratamento de ombro doloroso inclui a movimentação leve Fonte: Freepik. O tratamento cirúrgico é indicado após a constatação do caso e o quadro ser debatido e acompanhado pela equipe de profissionais, os quais participam da avaliação integral do paciente, conforme as necessidades de 42 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S cada situação. A fim de impedir eventuais divergências de opiniões, é indi- cado preservar o bom nível de interação profissional entre o empregador e representantes do seguro do acidente de trabalho (CARVALHO, 2017). O tratamento psicoterápico é essencial para o tratamento das LER, especialmente para pacientes que possuem algum traço ansioso-de- pressivo. Os sujeitos com LER, diversas vezes, sentem-se pressionada a ser recuperar em um pequeno espaço de tempo, acarretando insegurança quando a volta às atividades laborais, anseios pelasconsequências da do- ença. estabilidade no emprego e quanto ao futuro, visto que a LER normal- mente acontece em sujeitos em sua fase mais produtiva de vida. Figura 35 - O tratamento psicoterápico é essencial em pacientes acometido pela LER Fonte: Freepik. A abordagem dos fatores psicossociais associados com as LER e o sofrimento mental que todo sujeito possui é útil ao processo de re- abilitação após a LER. Exercícios coletivos com indivíduos acometidos pela LER apresentam bons resultados em serviços de saúde, permitin- do a socialização de vivência da patologia e a incapacidade resultante desta, o debate e a reflexão acerca dos anseios e os questionamentos do paciente em virtude da doença e as dificuldades encontrada para a definição do diagnóstico, tratamento e reabilitação (CARVALHO, 2017). ASPECTOS LEGAIS E PREVIDENCIÁRIOS O Sistema Único de Saúde (SUS) em associação com a Vi- gilância em Saúde do Trabalhador (VISAT), desenvolve sua atuação através de investigação epidemiologia e/ou sanitária, averiguando pos- síveis causas de LER em virtude do local, estruturação e tipo de traba- lho (CARVALHO, 2017). Em graus iniciais, no caso grau I, a LER não é preciso que ocor- ra o preenchimento da Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT), 43 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S sendo, portanto, responsabilidade do profissional médico da empresa desenvolver propostas em prol de adequações e melhorias para as ati- vidades laborais. Se existir amplo aumento nos casos diagnosticados de LER em um único setor trabalhista, é necessário submeter a análises as funções desenvolvidas pelo trabalhador, e, quando preciso, desenvolver modificações sistemáticas nos postos de trabalho (CARVALHO, 2017). Nos demais estágios da LER, a CAT precisa ser devidamente preenchida e acompanhada do relatório médico minucioso, contendo a função desenvolvida pelo trabalhador na empresa. A emissão da CAT deve ser realizada pelo trabalho até o primeiro dia útil após a data em que se iniciou o quadro incapacitante, ou a partir da data em que o diag- nóstico foi confirmado. A partir da constatação do diagnóstico é preciso desenvolver investigação acerca da causa e afastamento do trabalho, atestado pelo INSS, para implementação do tratamento e reabilitação, quando indicado. Em circunstâncias de recuperação total, o trabalhador possui direito a re- ceber auxílio-doença referente ao tempo de tratamento. Após confirmada a alta do paciente, é preciso que sejam repassadas orientações acerca das condições de trabalho e a probabilidade de reabertura do procedimento de benefício em circunstâncias que causam recidiva da patologia. Quando há a necessidade de reabilitação profissional, o retorno às atividades ocorre somente com a concessão do auxílio-acidente. Em casos de incapacidade sem nexo com o trabalho, a alta ocorre e o benefício é transformado em auxílio-doença previdenciário. Quando há incapacidade para o desenvolvi- mento do cargo que o sujeito exerce, o perito necessita realizar o encami- nhamento do paciente para o Centro de Reabilitação Profissional do INSS na esfera do programa de reabilitação profissional (CARVALHO, 2017). 44 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S QUESTÕES DE CONCURSO QUESTÃO 01 (DPE/RO — ANALISTA DE DEFENSORIA PÚBLICA - PSICOLOGIA — CESPE/CEBRASPE — 2022) Um digitador pediu licença do trabalho por ter referido dor muito intensa nos pulsos e no antebraço, considerada decorrente de le- são por esforços repetitivos (LER). Nessa situação hipotética, para avaliar a intensidade da dor referi- da, o procedimento mais adequado é a) avaliar a lesão física causadora da dor, que é o procedimento mais objetivo e fidedigno. b) medir as alterações fisiológicas associadas à queixa, que são as res- postas específicas e diferenciadas do organismo frente à percepção álgica. c) utilizar estratégias que empreguem meios diferentes do relato da pró- pria pessoa, porque esse tipo de relato é pouco fidedigno, além de ser subjetivo e passível de erros. d) registrar quantas vezes ocorrem comportamentos simultâneos à queixa de dor, como contração facial, verbalizações, queixas e gemi- dos, bem como postura e movimentos atípicos. e) fazer o digitador realizar atividades que envolvam a área da dor refe- rida, observando os seus movimentos e verificando que tipo de ativida- de ele consegue realizar. QUESTÃO 02 (DPE/RO — ANALISTA DE DEFENSORIA PÚBLICA - PSICOLOGIA — CESPE/CEBRASPE — 2022) Uma pessoa tropeçou em um degrau de uma escadaria, torceu o pé e referiu dor com intensidade muito forte que a impedia de ca- minhar. No dia seguinte, ela avaliou a intensidade dessa dor como baixa; no terceiro dia, não referiu dor e já caminhava bem. Nessa situação hipotética, a dor referida é classificada como a) recorrente. b) crônica. c) fantasma. d) neuropática. e) aguda. QUESTÃO 03 (AHM-SP — ANALISTA DE SAÚDE-ANS-PSICOLOGIA — INSTITU- TO MAIS — 2017) Sobre o diagnóstico dos pacientes com Distúrbios Osteomuscula- 45 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S res Relacionados ao Trabalho (DORT), é correto afirmar que a) no estágio avançado, o paciente sente dor, porém está melhora com o repouso. b) o diagnóstico aumenta o presenteísmo dos pacientes no seu ambien- te de trabalho. c) a ansiedade e depressão são quadros apresentados com frequência nos trabalhadores com DORT. d) se constata nos indivíduos que possuem alta motivação para o trabalho. e) é proveniente de trabalhadores que realizam trabalhos repetitivos por curtos períodos com várias interrupções. QUESTÃO 04 (TRT 1º REGIÃO RJ — ANALISTA JUDICIÁRIO PSICOLOGIA — INS- TITUTO AOCP — 2018) Diante do número crescente de trabalhadores atingidos pelas LER/ Dort e das dificuldades na adoção de medidas preventivas para es- tancar sua expansão, constata-se o aumento da demanda de alter- nativas terapêuticas paras pessoas já portadoras da patologia. Em relação à ajuda psicológica, por meio de psicoterapia, nos casos dos portadores de LER/Dort, é correto afirmar que a) atua no tratamento da dor física e na elaboração da desconfiança manifestada por colegas, familiares, chefes, médicos, peritos, entre ou- tros, quanto à veracidade dos seus sintomas. b) atua no tratamento da dor física e no auxílio à (re)construção da identidade. c) o tratamento psicológico não é recomendável aos pacientes com diagnóstico de LER/Dort, devido ao quadro ser meramente de afetação física. Cabendo o tratamento, portanto, aos médicos e fisioterapeutas. d) atua no auxílio à (re)construção da identidade e no tratamento do so- frimento decorrente dos diversos fatores socioemocionais relacionados ao desenvolvimento da doença (como estado emocional afetado por sentimento de culpa e incapacidade). e) é um espaço de produção mental que pode substituir a produção material na construção da sobrevivência na sociedade capitalista con- temporânea, auxiliando na elaboração da desconfiança manifestada por colegas, familiares, chefes, médicos, peritos, entre outros, quanto à veracidade dos seus sintomas. QUESTÃO 05 (TRE-SP — ANALISTA JUDICIÁRIO PSICOLOGIA — FCC — 2017) Os estudos realizados sobre o Distúrbio Osteomuscular Relacio- nado ao Trabalho − DORT apontam que há influência de fatores 46 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S psicossociais no desenvolvimento de problemas musculoesque- léticos. Assim, a) a ausência de controle sobre o trabalho e a insatisfação no trabalho têm apresentado associação negativa com os DORT’s. b) a pressão no trabalho, o controle da tarefa e as cotas de produção podem alterar o comportamento dos trabalhadores e, consequentemen- te, aumentar a tensão musculoesquelética.c) os mecanismos que relacionam os fatores psicossociais aos DORT’s são classificados em duas categorias: psicofisiológicos e físicos. d) embora existam estudos que apontem a relação entre fatores psi- cossociais no trabalho e DORT, ainda não há evidência de que podem influenciar o desenvolvimento de problemas musculoesqueléticos. e) a definição do mecanismo causal entre fatores psicossociais no tra- balho e DORT tem facilitado o diagnóstico e a adoção de programas preventivos e terapêuticos nas organizações. TREINO INÉDITO O tratamento das LER pode se dar por meio de quantos tipos de tratamento? a) Um. b) Dois. c) Três. d) Quatro. e) Cinco. QUESTÃO DISSERTATIVA A LER é classificada por graus, nos estágios evolutivos da LER as tare- fas podem se dar ainda em quadros clínicos com invalidez e incapaci- dade laborativa. Desse modo, de modo simples e abrangente, como os graus da LER podem ser caracterizados? NA MÍDIA A lesão por esforço repetitivo é um problema de saúde cujo principal sintoma é caracterizado pela dor nos dedos e nos membros superiores. Além disso, também pode provocar formigamento, fadiga muscular e limitação do movimento. Apesar disso, a LER não é uma doença, e sim um conjunto delas. Tendinite, tenossinovite, bursite, epicondilite, dedo em gatilho, mialgias, síndromes do túnel do carpo, do desfiladeiro torá- cico e do pronador redondo. Todas elas podem caracterizar o problema. O surgimento de LER está diretamente relacionado com a execução de movimentos repetitivos e contínuos. Ela também é favorecida pela pos- tura incorreta e pelo excesso de peso em bolsas e mochilas. Essa lesão 47 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S se manifesta principalmente através da dor, que irradia do local afetado para toda a musculatura ao redor. Com o movimento, ela pode piorar, e gradativamente pode ocasionar a perda de força e até atrofia. Título: lesão por esforço repetitivo: saiba o que é e como tratar Data de publicação: 28 fev. 2022 Fonte: . NA PRÁTICA O sistema de produção se dá com o intuito de obter maior produtivida- de, põe o homem em um esquema de automatização e especialização. Seu M.R.A, 59 anos, atua no serviço de montagem e consertos, é sapa- teiro há mais de 28 anos e desenvolve essa função. Há cerca de 1 anos atrás vem corriqueiramente queixando-se de dores que vão do pescoço ao ombro, irradiando-se por diversas vezes para o cotovelo, punho e dedos. Ao buscar ajuda médica, foi diagnosticado com Lesão por Esfor- ço Repetitivo (LER), na consulta foi constatado que ele se mantinha na mesma posição por longos períodos de tempo, com postura incorreta, causando pressão no membro ao desenvolver sua função, além de não pausar durante o dia para alongar-se, fazer diversas horas extras de trabalho durante a semana, bem como usar as ferramentas de trabalho incorretamente. O profissional explicou a este o que é a LER, como é causada e estruturas que afeta no corpo, bem como indicou-lhes exer- cícios e condutas terapêuticas a seguir para restabelecimento da sua saúde e breve retorno a suas atividades laborais. PARA SABER MAIS Título: Enfermagem do trabalho Descrição em forma de referência bibliográfica: CARVALHO, Geraldo Mota de Enfermagem do trabalho/Geraldo Mota de Carvalho. – 2. ed. – [Reimpr.] – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017 48 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S RUÍDOS A perda auditiva ocupacional classifica o ruído como um agente causal comum, o qual não deve ignorar a existência de outros agentes, vis- to as implicações existentes quanto ao diagnóstico, meios de prevenção, segurança, legislação vigente, dentre outros aspectos (BRASIL, 2006). DOENÇAS OCUPACIONAIS E SUAS CAUSAS D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S 48 49 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Figura 36 - A perda de audição pode ser corriqueira em algumas profissões Fonte: Freepik. O som é classificado como perturbação de origem vibratória existente em meio a um elástico, o qual causa a sensação auditiva. O ruído é um sinal acústico aperiódico, dá origem a superposição de diver- sos movimentos de vibração com distintas constâncias sem associação em meio a estas (BRASIL, 2006). A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é a causa mais comum que afeta trabalhadores, afeta principalmente trabalhadores do âmbito da: ● Metalurgia. ● Têxtil. ● Siderurgia. ● Papel. ● Metalurgia. ● Vidratia. ● Papelão. Figura 37 - Trabalhadores de indústrias têxteis normalmente são afetados por PAIR Fonte: Freepik. A PAIR é a perda causada a partir da exposição por um exten- so período a ruídos. Esta classifica-se como neurossensorial, normal- mente de cunho bilateral, sendo um quadro irreversível, gradativo com 50 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S o período de exposição (BRASIL, 2006). A maior particularidade do PAIR é a degeneração de células ciliadas do órgão de Corti. Apontando o desenvolvimento de lesões e da apoptose celular em virtude da oxidação coisas pela existência de radi- cais livres constituídos pelo excesso de estímulos sonoros, bem como a exposição a dados agentes químicos (BRASIL, 2006). Visto que o ruído não é a única causa do desencadeamento de efeitos negativos à saúde, sendo estes efeitos não audíveis, como: ● Cefaleia. ● Insônia. ● Irritabilidade. ● Modificações circulatórias. ● Modificações gastrointestinais. ● Modificações de visão. ● Nervosismo. Figura 38 - Cefaleias são um dos efeitos não audíveis do local de trabalho Fonte: Freepik. Os sinais e sintomas da PAIR, são: ● Auditivos - Algiacusia. - Dificuldades na compreensão da fala. - Perda auditiva. - Sensação de audição abafada. - Zumbidos. Figura 39 - Um dos sinais e sintomas audíveis da PAIR é o zumbido 51 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Fonte: Freepik. ● Não-auditivos - Modificações do sono. - Transtornos comportamentais. - Transtornos da comunicação. - Transtornos digestivos. - Transtornos neurológicos. - Transtornos vestibulares. ● Outros efeitos do ruído - Transtornos cardiovasculares. - Transtornos hormonais. A avaliação dos efeitos da PAIR se dá a partir de exames como: ● Audiometria tonal por via aérea. ● Audiometria tonal por via óssea. ● Imitanciometria. ● Logoaudiometria. Visto que o ruído é um risco existente no local de trabalho, as ações preventivas devem ser desenvolvidas em prol da priorização do local. Com a definição de: ● Determinação de responsabilidade. ● Avaliação, gerenciamento e controle de riscos. ● Gerenciamento audiométrico. ● Proteção auditiva. ● Treinamento e programas educacionais. ● Auditoria do programa de controle. DOENÇAS OCUPACIONAIS RESPIRATÓRIAS O sistema respiratório forma a interface inicial existente entre o ser humano e o meio ambiente. Normalmente, toda exposição inalatória considerável, com várias especificidades diferentes acerca do tipo de substâncias inaladas, concentração, dimensões, e fatores físico-quími- cos e a interação com a biologia humano, sendo possível desenvolver danos, seja a curto ou a longo prazo (FERREIRA, 2018). 52 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S Figura 40 - As doenças respiratórias afetam diversos trabalhadores Fonte: Freepik. As agressões inalatórias que os sujeitos sofrem diariamente, assim como o mecanismo de exposição ambientalorgânicas - Algodão; cânhamo; linho; e, sisal. ● Estruturação do trabalho. - Baixo uso de conhecimentos dos trabalhadores; constante repetição de ciclos laborais; dificuldades em desenvolver tarefas; equipamentos auxiliares e ambientes de trabalho não compatíveis com as necessi- dades existentes; horários irregulares; Longos períodos de atenção sustentada; pausas insuficientes para descanso intra e interjornadas; predeterminação minuciosa de métodos e técnicas; Responsabilidade e iniciativa; Ritmo de produção mecânica ou eletrônica controlada; e, Turnos de trabalho. ● Relações interpessoais. 68 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 02 QUESTÕES DE CONCURSOS TREINO INÉDITO Gabarito: C Justificativa: o tratamento da LER pode se dá por três meios distintos, sendo eles: Tratamento medicamentoso e fisioterápico; tratamento cirúrgico; e, tra- tamento psicoterápico. QUESTÃO DISSERTATIVA Nos estágios evolutivos da LER as tarefas podem se dar ainda em qua- dros clínicos com invalidez e incapacidade laborativa. De acordo com normas técnicas para a avaliação da incapacidade, visto que a LER se estrutura em graus: ● Grau I - sensação de peso e desconforto no membro afetado. ● Grau II - dor persistente, mas tolerável. ● Grau III - dor persistente, mas intensa com irradiação. ● Grau IV - dor intensa, insuportável, comprometendo o desempenho laboral. 69 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S CAPÍTULO 03 QUESTÕES DE CONCURSOS TREINO INÉDITO Gabarito: A Justificativa: a silicose é uma pneumoconiose desencadeada a partir da inalação de poeiras com partículas de sílica, em forma de dióxido de sílica. Vários tipos de exposição ocupacional podem causar silicose, es- pecialmente em trabalhadores que trabalham com fundição férrea, aço, metal, vidros, rocha, mármores, dentre outros materiais. QUESTÃO DISSERTATIVA Os problemas bucais normalmente desencadeados por agentes são: ● Agentes físicos - Disfunção temporomandibular. - Doença periodontal. - Dores de dentes intensas. - Lesão de mucosa com hiperemia. - Lesão de mucosa com necrose. ● Agentes mecânicos - Abrasão dental. - Desgaste dental. - Lesão de mucosas. - Perda precoce de dentes. ● Agentes químicos - Alterações salivares. - Doença periodontal. - Lesão de mucosa. 70 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S BELLUSCI, Silvia Meirelles. Doenças profissionais ou do trabalho. Se- nac, 2017. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departa- mento de Ações Programáticas Estratégicas. Perda auditiva induzida por ruído (Pair) / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2006. 40 p. : il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Saúde do Trabalhador ; 5. Protocolos de Complexidade Dife- renciada). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ protocolo_perda_auditiva.pdf. Acesso em: 21 mar. 2023. CARVALHO, Érica Silva et al. Prevenção, promoção e recuperação da saúde bucal do trabalhador. RGO: Revista Gaúcha de Odontologia, v. 57, n. 3, 2009. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/ Jose-De-Magalhaes-Bastos/publication/26872683_Prevention_promo- tion_and_restoration_of_workers_oral_health/links/5b96ef9592851c- 78c413fc9b/Prevention-promotion-and-restoration-of-worker-s-oral- -health.pdf. Acesso em: 22 mar. 2023. CARVALHO, Geraldo Mota de Enfermagem do trabalho/Geraldo Mota de Carvalho. – 2. ed. – [Reimpr.] – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017 DO PRADO, Claudia Eliza Papa. Estresse ocupacional: causas e con- sequências. Rev Bras Med Trab, v. 14, n. 3, p. 285-289, 2016. Disponí- vel em: https://portalidea.com.br/cursos/gesto-do-stress-apostila03.pdf. Acesso em: 20 mar. 2023. FERREIRA, António Jorge. Doenças Ocupacionais Respiratórias–Pers- petivas Atuais. Revista Internacional em Língua Portuguesa, n. 34, p. 53-76, 2018. Disponível em: https://www.rilp-aulp.org/index.php/rilp/ar- ticle/view/RILP2018.34.3. Acesso em: 22 mar. 2023. JOÃO, Gisela Feliciana Buta; BRANDÃO, Byron José Figueiredo. Der- matoses ocupacionais. BWS Journal, v. 4, p. 1-12, 2021. Disponível em: https://bwsjournal.emnuvens.com.br/bwsj/article/view/130/91. Acesso em: 21 mar. 2023. MONTEIRO, Antonio. Acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Saraiva Educação SA, 2017. 71 D O E N Ç A S R E LA C IO N A D A S A O P R O C E SS O D O T R A B A LH O - G R U P O P R O M IN A S