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Resumo Fisioterapia Pediátrica 1. O que são Marcos Motores? Os marcos motores são as habilidades motoras (posturas e movimentos) que a maioria das crianças consegue realizar em determinadas idades. Eles são um guia para o desenvolvimento motor, indicando as etapas esperadas na evolução das habilidades físicas da criança. 2. Qual a importância dos Marcos Motores? Acompanhamento do desenvolvimento: Permitem que pais e profissionais de saúde acompanhem o progresso da criança e identifiquem possíveis atrasos. Identificação de problemas: Se a criança não atingir alguns marcos motores, pode indicar a necessidade de investigação médica. Intervenção precoce: Identificar e corrigir possíveis problemas de desenvolvimento em fase inicial pode melhorar o prognóstico da criança. (A importância dos marcos motores não é apenas para identificar possíveis problemas, mas também para que pais e cuidadores possam estimular o desenvolvimento da criança de forma adequada e aproveitar cada etapa do seu crescimento.) 3. Dê alguns exemplos de Marcos Motores Recém-nascido: Segurar a cabeça, mover os braços e pernas. 4 meses: Segurar brinquedos, levar as mãos à boca, empurrar para cima sobre os cotovelos. 6 meses: Rolar, empurrar-se para cima com os braços, apoiar-se nas mãos. 9 meses: Sentar sozinho, transferir objetos de uma mão para outra. 12 meses: Puxar-se para ficar de pé, andar segurando em móveis, pegar coisas com a pinça. 4. O que são Reflexos na Pediatria? Os reflexos, especialmente os reflexos primitivos, são respostas automáticas e involuntárias a estímulos externos presentes nos bebês recém-nascidos. São cruciais para a adaptação do bebê ao mundo, mas devem ser gradualmente inibidos à medida que o sistema nervoso central amadurece. A avaliação desses reflexos é importante para identificar possíveis problemas neurológicos. • O que é reflexos Primitivos? São respostas automáticas e involuntárias a estímulos específicos, presentes no recém-nascido, mas que desaparecem com o desenvolvimento neuropsicomotor. 5. Qual a importância dos Reflexos? Permitem que o bebê se adapte ao novo ambiente e auxiliam na sobrevivência nos primeiros meses de vida. 6. Tipos de Reflexos Reflexo de Sucção: O bebê começa a sugar automaticamente ao colocar algo na boca, essencial para a alimentação e satisfação. Reflexo de Busca (ou Voracidade): Ao tocar a bochecha do bebê, ele vira a cabeça na direção do estímulo, como se estivesse procurando pelo peito ou chupeta. Reflexo de Moro (do Abraço): O bebê estende os braços e pernas, depois os dobra, em resposta a um estímulo súbito ou ruído forte. Reflexo de Preensão Palmar: O bebê fecha a mão em volta de um objeto que é colocado na palma. Reflexo de Preensão Plantar: O bebê flexiona os dedos do pé ao tocar a planta do pé. Reflexo de Babinski: Ao tocar a planta do pé, o bebê estende os dedos do pé (em recém-nascidos, é normal; no adulto, é um sinal de lesão neurológica). Reflexo Cutâneo Plantar: Estímulo na planta do pé gera uma resposta (extensão ou flexão) dos dedos, dependendo da idade. Marcha Reflexa: Ao apoiar os pés do bebê em uma superfície, ele faz movimentos de marcha, como se estivesse caminhando. Reflexo Tônico Cervical Assimétrico (RTCA) ou "Reflexo do Esgrimista": Ao virar a cabeça do bebê para um lado, o braço do mesmo lado se estende e o outro se dobra. Reflexo de Fuga à Asfixia: O bebê se esforça para respirar e evita situações em que a respiração pode ser comprometida. Reflexo de Escada ou Reflexo de Colocação: Ao segurar o bebê pelas axilas e tocar a planta do pé em uma superfície, ele faz movimentos de escada com as pernas. 7. Qual a importância dos Reflexos Primitivos? Desenvolvimento Motor: Os reflexos primitivos são os primeiros passos no desenvolvimento motor do bebê, preparando-o para movimentos mais complexos. Desenvolvimento Neuromuscular: A avaliação dos reflexos é importante para identificar possíveis problemas no desenvolvimento do sistema nervoso central. Adaptação ao Ambiente: Os reflexos primitivos ajudam o bebê a se adaptar ao novo ambiente e a se proteger de perigos. 8. O que é Prematuridade? A prematuridade, também chamada de nascimento pré-termo, ocorre quando um bebé nasce antes de completar as 37 semanas de gestação. É influenciado pela idade gestacional, pelo peso ao nascimento e por fatores de risco associados ás condições do nascimento. 9. Complicações de um parto Prematuro A prematuridade pode levar a complicações de saúde, como dificuldades respiratórias, problemas de desenvolvimento e maior risco de infecções. No entanto, com os cuidados adequados, a maioria dos bebês prematuros consegue se desenvolver normalmente. 10. Algumas causas e fatores de risco da Prematuridade As causas da prematuridade são diversas e podem envolver fatores relacionados à saúde da mãe, do bebê ou ambos. Algumas causas incluem: Problemas de saúde da mãe: infecções, hipertensão, diabetes, obesidade, etc. Problemas com a gestação: parto múltiplo, placenta prévia, etc. Fatores ambientais: fumo, uso de drogas, estresse, etc. 11. Quais complicações ocorrem em um RN prematuro? Síndrome do desconforto respiratório/Apneia da prematuridade: Ocorre devido à imaturidade pulmonar associada à má adaptação do RN no meio extrauterino. Infecções :Devido à deficiência da imunidade específica, pode apresentar conjuntivite, meningite e até sepse Anemia da prematuridade: Queda da taxa de hemoglobina. 12. O que é PC? É um grupo de distúrbios do desenvolvimento motor e postural, que afeta o cérebro e não é progressivo. Este grupo de condições é causado por danos ou lesões no cérebro que ocorrem durante o desenvolvimento fetal ou infantil, podendo resultar em dificuldades de movimento, postura e coordenação. 13. O que é Encefalopatia Crônica? Encefalopatia crônica refere-se a um conjunto de condições que afetam o cérebro, causando danos e disfunções permanentes. A palavra "encefalopatia" significa "doença do cérebro", e o termo "crônico" indica que a condição é de longa duração e não tem cura. 14. O que é Encefalopatia Crônica não progressiva (ECNP)? É um termo usado para descrever um grupo de condições de desenvolvimento neurológico que afetam o movimento e a postura. É frequentemente referida como paralisia cerebral. A condição resulta de uma lesão cerebral ocorrida durante o período inicial do desenvolvimento da criança, que pode ocorrer antes, durante ou após o nascimento. 15. Quais são os fatores de risco da PC Durante a avaliação física: persistência de reflexos primitivos, atraso na aquisição das etapas do desenvolvimento neuropsicomotor, presença de movimentos anormais, alterações do tônus muscular e ausência de reações de proteção e endireitamento. Gravidade do caso e relato da família. Exames de imagem. 16. Classifique a PC Realizada seguindo dois princípios, que são a área da lesão encefálica e a área corporal acometida (topográfica). De acordo com a área da lesão encefálica, o PC pode ser espástico ou piramidal, discinético ou extrapiramidal, atóxico, misto e, menos comum, tipo flácido ou hipotônico. Já de acordo com a área corporal afetada, ele pode ser tetraparético, diparético, hemiparético e, em casos menos comuns, utilizam-se os termos “triparético” e “monoparético”. 17. O que é PC Espatica? É a forma mais comum de paralisia cerebral, caracterizada por rigidez muscular (espasticidade) que impede o movimento normal. Ela é causada por danos no cérebro, geralmente antes, durante ou logo após o nascimento, que afetam as áreas responsáveis pelo controle motor. 18. Cite alguns tipos/característica de PC espatica Rigidez muscular: A espasticidade causa movimentos rígidos e espasmódicos, com aumento do tônus muscular. Diferentes graus de envolvimento: A PC espástica pode afetarum ou ambos os lados do corpo, a parte superior ou inferior do corpo, ou todos os quatro membros. Tipos específicos: Diplegia espástica (principalmente pernas), hemiplegia espástica (um lado do corpo), e tetraplegia espástica (todos os membros). Deficiências associadas: Além da rigidez muscular, a PC espástica pode causar deficiências de desenvolvimento, convulsões, problemas de visão, audição e fala. 19. O que é Pc discinética ou extrapiramidal? A paralisia cerebral discinética, também conhecida como paralisia cerebral extrapiramidal ou atetoide, é caracterizada por movimentos involuntários e atípicos, especialmente movimentos lentos, contorcidos e ondulantes (atetose) e movimentos coreicos (repentinos, rápidos e aleatórios). Esses movimentos são causados por lesões nos gânglios da base, que são estruturas cerebrais importantes para o controle motor. 20. O que é PC Atáxica? A paralisia cerebral (PC) atáxica é um tipo de paralisia cerebral caracterizado por problemas de equilíbrio e coordenação, afetando a capacidade de controlar movimentos finos e a percepção de profundidade. A PC atáxica é uma condição de longa duração, que afeta o movimento e o controle muscular, e pode ter um impacto significativo no desenvolvimento e nas atividades do dia a dia. 21. Cite algumas característica de PC Atáxica Dificuldade de coordenação: As crianças com PC atáxica podem ter dificuldade em realizar movimentos precisos, como escrever ou agarrar objetos pequenos. Problemas de equilíbrio: Elas podem ter dificuldades em andar, caminhar com as pernas mais afastadas do que outras crianças e podem ter tremores. Percepção de profundidade: Algumas crianças com PC atáxica também podem ter dificuldades em avaliar com precisão a distância ou a proximidade de algo. Tremor de ação: Os movimentos podem ter um tremor quando as crianças tentam alcançar um objeto. 22. O que é PC Mista? A paralisia cerebral mista (PC mista) é um tipo de paralisia cerebral em que a criança apresenta sintomas de mais de um tipo de paralisia cerebral. Isso significa que podem ocorrer sinais e sintomas de diferentes tipos de PC. 23. O que PC hipotônica? A paralisia cerebral hipotônica, também conhecida como paralisia cerebral atônica, é uma forma rara de paralisia cerebral caracterizada por baixo tônus muscular. Este baixo tônus resulta em músculos que parecem "mole" ou flácidos, dificultando o movimento e a coordenação. 24. Algumas classificações da PC de acordo com a distribuição topográfica da lesão Diplegia: Diplegia, também conhecida como paralisia cerebral diplégica espástica, é uma forma de paralisia cerebral que afeta principalmente as pernas. Ela causa rigidez muscular (espasticidade) e dificuldades de controle motor, podendo levar a problemas de mobilidade e desenvolvimento. Hemiplegia: Hemiplegia em contexto de Paralisia Cerebral (PC) refere-se à forma de PC em que um lado do corpo é afetado, causando paralisia ou fraqueza. Esta condição, frequentemente chamada de PC unilateral ou hemiplegia, pode resultar em dificuldade para caminhar, coordenar movimentos e realizar tarefas diárias. Quadriplegia: Refere-se à forma mais grave da PC, em que todos os quatro membros (braços e pernas), tronco e, em muitos casos, a face também são afetados. A quadriplegia espástica, o tipo mais comum de paralisia cerebral, é caracterizada por rigidez muscular (espasticidade) e perda de movimento. 25. Distúrbios associados a PC As complicações musculoesqueléticas secundárias mais esperadas ocorrem em decorrência das alterações do tônus muscular, do posicionamento inadequado do paciente e da perda da força muscular. Coluna vertebral (escoliose, cifoescoliose) As deformidades musculoesqueléticas dos membros inferiores podem levar à perda funcional do paciente com PC. 26. Alguns tratamentos e reabilitações para a PC O tratamento clínico e a reabilitação para paralisia cerebral (PC) são abrangentes e visam melhorar a qualidade de vida e o potencial funcional da pessoa. Não há cura para a PC, mas o tratamento pode aliviar os sintomas, melhorar a mobilidade e a independência, e permitir que a pessoa alcance seu máximo potencial. Opções de Tratamento - Terapia Fisiátrica: A fisioterapia é fundamental para fortalecer os músculos, melhorar a mobilidade e a amplitude de movimento, e prevenir encurtamentos musculares. Medicamentos: Medicamentos podem ser usados para controlar a espasticidade, a dor e outras complicações da PC. Cirurgia: A cirurgia pode ser necessária para corrigir deformidades ósseas ou musculares, melhorar a função e a mobilidade. 27. Qual os objetivos desses tratamento para a PC Melhorar a mobilidade e a independência. Minimizar as complicações da PC, como deformidades articulares ou ósseas, convulsões, distúrbios respiratórios e digestivos. Ajudar a pessoa a alcançar seu potencial máximo. 28. O que é Alteração Postural? Alteração postural refere-se a qualquer desvio ou anomalia na posição e alinhamento natural do corpo, incluindo a coluna vertebral, ombros, pélvis e outras partes do corpo. Esses desvios podem ser causados por fatores genéticos, comportamentais, traumáticos ou funcionais. 29. Causas de Alterações Posturais As alterações posturais podem ter diversas causas, incluindo: Fatores Genéticos: Tendências hereditárias podem predispor a certas deformações posturais. Fatores Comportamentais: Hábitos posturais inadequados, como sentar- se de forma incorreta ou permanecer por longos períodos na mesma posição, podem levar a alterações posturais. Fatores Traumáticos: Lesões ou traumas na coluna ou em outras partes do corpo podem afetar o alinhamento e a postura. Fatores Funcionais: Alterações na força muscular, flexibilidade ou coordenação motora podem contribuir para desvios posturais. 30. Distrofias Musculares O termo “distrofia muscular progressiva” corresponde ao grupo de doenças que acarretam na degeneração progressiva e irreversível da musculatura esquelética, sem qualquer envolvimento do neurônio motor. A distrofina é uma proteína do citoesqueleto do sarcolêmico, e isso lhe confere estabilidade e integralidade da membrana muscular. 31. Quadro Clinico da DMD As manifestações clínicas de crianças com DMD geralmente se iniciam na infância, por volta dos 3 aos 5 anos de idade, quando surgem dificuldades para subir escadas, andar, e quedas frequentes, evoluindo com hiperlordose lombar, escoliose, pseudo-hipertrofia de panturrilha e marcha anserina, devido ao quadro de fraqueza muscular progressiva e simétrica. 32. Tratamento Fisioterapêutico da DM Manutenção da força muscular e amplitude do movimento normal. • Estímulo das trocas posturais e das etapas do desenvolvimento motor normal. • Treino das reações de equilíbrio, endireitamento e proteção. • Promoção de independência funcional. • Posicionamento adequado. • Indicação do uso de órteses. • Adaptação do treino de marcha e indicação da cadeira de rodas. • Orientações familiares. • Treino de musculatura respiratória e manobras de higiene brônquica. 33. O que é Sindrome de Down? A síndrome de Down, também conhecida como trissomia do cromossomo 21, é uma condição genética causada pela presença de um cromossomo extra no par 21 em todas ou na maioria das células do corpo. Em vez dos dois cromossomos normais do par 21, as pessoas com síndrome de Down possuem três. No Brasil, nasce uma criança com SD a cada 600 a 800 nascimentos, e a presença da SD é independente de etnia, gênero ou classe social. Maior percentual em mulheres gestantes com idade superior a 35 anos de idade. 34. Diagnostico da SD USG obstétrica, Amniocentese ou cordoncentese, Cariótipo, Exame físico. pode ser feito antes ou após o nascimento. Durante a gestação, o exame de ultrassom pode identificar marcadores e, em alguns casos, oteste de DNA fetal no sangue materno (NIPT) pode confirmar a presença da síndrome. Após o nascimento, o diagnóstico é feito através de exames genéticos, como o cariótipo, que verifica o número e a estrutura dos cromossomos. 35. Cite algumas complicações da SD Instabilidade atlantoaxial Cardiopatias congênitas Hipotonia muscular Demencia Obesidade 36. Fale sobre o tratamento da SD na Fisioterapia Estimulação motora para aquisição de controles posturais (controle de cabeça, tronco superior, tronco inferior, pelve e membros inferiores). Estimulação motora para trocas posturais e controle estável dessas trocas (rolar, sentar, engatinhar, ajoelhado, semiajoelhado, ortostase e marcha). Auxílio no desenvolvimento de reações de proteção e equilíbrio (estático e dinâmico). Utilização de estratégias para aceleração do alcance dos principais marcos motores (sedestação com e sem apoio, engatinhar e/ou arrastar-se, ortostatismo com e sem apoio e aquisição de marcha). Atividade Passada em Sala 1. Qual das abordagens fisioterapêuticas é mais indicada para auxiliar no desenvolvimento motos de crianças com paralisia cerebral? B) Estimulação precoce e exercícios funcionais 2. Sobre a Paralisia cerebral assinale a alternativa correta: B) Pode ser classificada em diferentes tipos, como espástica, discinética e atáxica. 3. Explique a importância dos marcos motores no desenvolvimento infantil e cite três exemplos de marcos motores esperados no primeiro ano de vida R: é fundamental para identificar possíveis atrasos ou necessidades de acompanhamento especializado. Recém-nascido: Segurar a cabeça, mover os braços e pernas. 4 meses: Segurar brinquedos, levar as mãos à boca. 6 meses: Rolar, empurrar-se para cima com os braços, apoiar-se nas mãos. 4. Defina espaticidade e explique como ela pode impactar a funcionalidade dos pacientes com lesões neurológicas R: é um distúrbio neurológico que causa aumento involuntário da contração muscular, resultando em rigidez e dificuldade de movimento. Ela pode impactar interferindo na realização de atividades diárias, autonomia e qualidade de vida. 5. Quais são os principais desafios motores enfrentados por crianças com Sindrome de Down, e como a fisioterapia pode contribuir para o seu desenvolvimento? R: atrasos no desenvolvimento motor, incluindo a coordenação motora fina e grossa, devido à hipotonia muscular e frouxidão ligamentar. A fisioterapia pode contribuir na estimulação motora para aquisição de controles posturais e auxiliar no desenvolvimento de reações contra o equilíbrio. 6. Explique o que são reflexos primitivos e cite um exemplo de reflexo que normalmente desaparece nos primeiros meses de vida. R: São respostas automáticas e involuntárias a estímulos específicos, presentes no recém-nascido, mas que desaparecem com o desenvolvimento neuropsicomotor. São respostas automáticas e involuntárias a estímulos específicos, presentes no recém-nascido, mas que desaparecem com o desenvolvimento neuropsicomotor. Reflexo de marcha.