Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

PANORAMA BÍBLICO
Título
Na bíblia hebraica, segundo o método hebreu de nomear os livros com as primeiras palavras do livro, deram-lhe o nome de “Wayyiqra” devido à primeira frase, “Chamou o Senhor”. [1] Também referiam-se ao livro como “A Lei dos Sacerdotes”. [2]
A Septuaginta (LXX), antiga tradução grega do AT, intitulou de “Levítico” (Leuitikon), seguindo o método de nomear os livros a partir do conteúdo dos mesmos, devido à ênfase dada a esse sacerdócio (apesar de os levitas serem mencionados apenas em um texto: 25:32-33). [3]
Tema
Levítico está centralizado na temática de purificação e santidade do povo Hebreu recém liberto. É necessário entender alguns conceitos descritos no livro como, santidade, expiação e purificação. Santo, Qodesh, em hebraico, significa separado, único, exclusivo, etc. Deus é Santo, ou seja, separado do restante das suas criaturas, e, por ser separado, exige que o seu povo também seja (Lv. 19.2). A vida dessas pessoas deveria refletir o caráter de Deus e contrastar com o comportamento das nações vizinhas. [4] A santidade do povo se dava por meio da pureza ritualística, que permitia a eles estar na presença de Deus. A Necessidade da Purificação e da Santidade para Aproximar-se de Deus [5]
Autor, local e data em que foi escrito
Como nos dois primeiros livros, a autoria de Moisés é confirmada pela estreita conexão e unidade com os livros restantes do Pentateuco. A autoria Mosaica é ratificada no próprio livro pelo fato de o texto declarar 56 vezes: “Disse o Senhor a Moisés.” A frase inicial “Chamou o Senhor” mostra uma forte ligação entre Êxodo e Levítico. [6] O Senhor, em Êxodo 40, começa do santuário a instruir a nação, exatamente como está descrito em Levítico.
O livro , provavelmente, foi escrito durante a peregrinação de Israel pelo deserto, em Cades-Barneia, aproximadamente em 1440 a.C. [7]
Esfera de ação
O livro abrange o período entre a conclusão do Tabernáculo (Ex. 40.17; Lv. 1.1) e antes de o povo se pôr em marcha rumo ao deserto de Cades-Barneia (Nm. 10.11). Os acontecimentos de Levítico ocorreram provavelmente nos trinta dias do mês Abibe (entre março e abril). [8]
Principais personagens [9]
Yahweh, o Deus de comunhão e santidade ( Lv. 1 - 27);
Moisés — profeta e líder que atuou como porta-voz de Deus para explicar sua lei a Israel (1:1; 4:1; 5:14; 6:1—27:34);
Arão — irmão de Moisés e primeiro sumo sacerdote de Israel (1:7; 2:3,10; 3:5,8,13; 6:9—24:9);
Filhos de Arão;
Cenário e contexto
Embora o livro contenha uma grande parte da lei, ele é apresentado em formato histórico. Imediatamente após Moisés ter supervisionado a construção do tabernáculo, Deus veio em glória para habitar ali; isso marcou o encerramento do livro de Êxodo (40:34-38). Levítico começa quando Deus chama Moisés do tabernáculo e termina com os mandamentos dados por Deus a Moisés na forma de legislação obrigatória. Nenhuma movimentação geográfica acontece nesse livro. O povo de Israel permanece ao pé do Sinai. [10]
Objetivos
Levítico tem o objetivo singular de convocar o povo de Deus para a santidade pessoal. Os muitos rituais são usados como auxiliares visuais para retratar o Senhor como o Deus Santo e para enfatizar que a comunhão com o Senhor deve ser na base da expiação pelo pecado e vida obediente. [11]
Desafios de interpretação
Levítico é tanto um manual para o culto a Deus em Israel como uma teologia da Antiga Aliança ritual. Hoje, é difícil que haja o entendimento abrangente das cerimônias, das leis e dos detalhes rituais prescritos no livro porque Moisés supôs certo entendimento do contexto histórico. [12 ]
*CONCLUIR*
Esboço [13]
Em termos de conteúdo separaremos Levítico em 9 partes
As leis das ofertas (1—7); 
A lei do sacerdócio (8 – 10);
Leis referentes ao povo (11 – 15);
O dia do perdão (16);
Leis referentes ao Altar (17);
Santidade pessoal para o povo (18 – 20);
As instruções para os sacerdotes (21 – 22);
As festas (23 – 24);
Regulamentos Especiais para a Vida em Canaã (25 – 27);
Contribuições singulares
Contribuições singulares
Cristologia em Gênesis
A entrada de Jesus na humanidade foi planejada antes do início do tempo e Gênesis segue rastreando as primeiras linhas do projeto de Deus para o nascimento de Jesus. Dos povos da terra, Deus selecionou Abraão para ser o pai de uma nação escolhida, [18] a qual continuou por meio de sua descendência até chegar em Jesus. Gênesis apresenta referencias, tipos, ainda que limitado, para aquele que cumprirá a promessa final. Essas referências cristológicas aparecem na forma de profecias ou de tipos velados. 
Cristologia em Gênesis
Profecias Específicas 
O “descendente” da mulher no protótipo do evangelho (3:15). Um Filho de Eva viria fatalmente ferir e ser temporariamente ferido pela “serpente” ou Satanás (Rm 16.20).
A “semente” de Abraão na aliança abraâmica (12:3). Um descendente de Abraão viria abençoar todas as nações com a oferta da justificação pela fé (Atos 3:25; Gálatas 3:7-9).
Um “Leão” da tribo de Judá seria levantado como o Soberano do mundo (Gênesis 49:8— 10; Apocalipse 5:5). [19]
Cristologia em Gênesis
Tipos humanos de Jesus
Adão tipificou Cristo como o cabeça da raça; um só dos seus atos afetou toda a raça humana. Como “em Adão” todos morreram, também “todos serão vivificados em Cristo” (Romanos 5:12; 1 Coríntios 15:21-22).
Abel tipificou Cristo pelo seu “mais excelente sacrifício” de sangue (Gênesis 4:4; Hebreus 11:4). 
Melquisedeque tipificou Cristo como o Sumo Sacerdote especialmente designado por Deus, sendo também um Sacerdote-Rei (Gênesis 14:18-20; Hebreus 7:1).
Cristologia em Gênesis
Tipos humanos de Jesus
Isaque tipificou Cristo como a longa esperada “semente”, na sua submissão no altar do sacrifício. Isaque é o filho da promessa, assim como Cristo era o filho de Davi, o messias esperado (Gênesis 21, 22, 24; cf. Isaías 7.14; 9.6-7; 11.1-5).
José tipificou Cristo de muitas maneiras: resistindo ao mal, sendo traído pelos irmãos, e amado pelo pai, sofrendo pelos pecados de outros, tomando uma esposa gentia quando estava no exílio, e finalmente tornando-se soberano do mundo depois de redimir os seus irmãos (Atos 7:9-13). [20]
Tipos não humanos de Jesus
A luz (Gn 1. 3-5) – (Is 9.2; Jo 9.5; 12.35,46);
A arca de Noé (Gn 6 – 8) A ruína da humanidade veio pelo pecado, mas Deus preparou um escape. Quem entrasse na arca estaria salvo do juízo de Deus sobre o mundo. É nesse sentido que a arca tipifica Jesus, o único meio de salvação da perdição eterna.
O cordeiro (Gn 22. 8,13) – (Jo 1.29, 36);
Tipos não humanos de Jesus
A escada de Jacó (Gn 28.10-17; cf. Jo 1.51) A escada é um tipo de Jesus pelas seguintes relações: pela visão da escada Deus falava com o pecador fazendo-lhe promessas e bênçãos; por Jesus, Deus fala nestes últimos dias (Hb 1.1) aos pecadores, dando-lhes oportunidades de encontrarem o perdão, a paz com Deus e a felicidade eterna. [21*]
Questões de difícil interpretação
 (2) Referentes a Criação (Gn. 1-2);
(4) Referentes ao Pecado e suas consequências (Gn. 3 – 5);
(4) Referentes ao Dilúvio (Gn. 6 – 9);
(1) A expansão da humanidade (Gn. 10 – 11);
Sodoma e Gomorra (Gn. 18 – 19);
 Questões referentes a família e contexto cultural no período dos patriarcas;
image1.jpg

Mais conteúdos dessa disciplina