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Herança Jacente 
Conceito – Art.1.819, CC 
Se uma pessoa falece e não deixa testamento e não haja conhecimento da existência de 
algum herdeiro, os bens deste serão arrecadados e ficarão sob a guarda da administração 
de um curador que seja devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância. 
 
● Tem como fundamentação impedir que os bens pereçam e como objetivo entregar 
estes aos herdeiros ou declarar vacância. 
 
A jacência é uma fase do processo → transitoriedade. 
 
a) Procedimento – Arts. 738 a 743, CPC 
Arrecadação – Art. 1.820, CC e art.738, CPC 
 
 
Arrecadação Pelo Juiz – Art.740, CPC 
Juiz ordena que o oficial de justiça, acompanhado do escrivão ou chefe de secretaria e do 
curador, arrole bens e descreva-os em auto circunstanciado. 
 
Arrecadação Pela Autoridade Policial – Art.740, §1º, CPC 
Não podendo estes comparecer ao local, o juiz pode requisitar uma autoridade policial que 
proceda à arrecadação e ao arrolamento dos bens, com 2 testemunhas que vão assistir às 
diligências. 
 
§2° → Se ainda não tiver curador nomeado, o juiz vai designar um depositário e lhe 
entregará os bens, mediante simples termo nos autos, depois de compromissado. 
 
Importância dos Vizinhos – Art.740, §3º, CPC 
O juiz ou autoridade policial vai interrogar os moradores da casa e da vizinhança sobre a 
qualificação do falecido, paradeiro de seus sucessores e a existência de outros bens, 
lavrando-se de tudo auto de inquirição e informação. 
 
§4º → O juiz vai analisar reservadamente os papéis, cartas missivas (escritas) e os livros 
domésticos, e se ele verificar que não existe interesse, mandará empacotá-los e lacrá-los 
para que se entregue aos sucessores ou queimados quando for declarado vacante. 
 
§5° e §6° → o juiz vai mandar expedir carta precatória se houver existência de bens em 
outra comarca; a arrecadação não será feita ou será suspensa quando - apresentar-se o 
cônjuge ou companheiro, herdeiro ou testamenteiro, notoriamente reconhecido e não 
houver oposição das outras partes no processo (curador, MP ou representante da Fazenda 
Pública). 
 
Curador – Art.1.819, CC 
Pode ser nomeado um para que os bens fiquem sob sua guarda. 
 
- Remuneração/Responsabilidade (art.159 a 161, CPC): 
➔ Guarda e conservação dos bens arrecadados → confiadas ao depositário ou 
administrador; 
➔ O depositário ou administrador perceberá remuneração que o juiz fixará 
levando em conta a situação dos bens, ao tempo do serviço e às dificuldades 
de sua execução; 
➔ Juiz pode nomear 1 ou mais prepostos → indicação do depositário ou 
administrador; 
➔ Se por dolo ou culpa o depositário ou administrador causar prejuízo à parte: 
perde a remuneração, mas tem direito de haver o que legitimamente 
despendeu no exercício do encargo; 
➔ Depositário Infiel: responde civilmente pelo prejuízo causado, sem prejuízo 
de sua responsabilidade penal e da imposição de sanção por ato atentatório 
à dignidade da justiça. 
 
- Art.739, CPC – Vai incumbir ao curador: 
➔ Representar a herança em juízo ou fora dele → com intervenção do MP; 
➔ Ter em boa guarda e conservação os bens arrecadados e promover 
arrecadação de outros existentes; 
➔ Executar medidas conservatórias dos direitos da herança; 
➔ Apresentar ao juiz balancete da receita e da despesa; 
➔ Prestar conta ao final de sua gestão. 
 
Editais – Art. 1.820, CC e art.741, CPC 
Vai ser expedido o edital depois de praticada as diligências e ultimado o inventário. 
(Explicado no quadro acima) 
 
- Art.741, CPC 
➔ Será publicado: 
➢ Na rede mundial de computadores; 
➢ No sítio do tribunal a que estiver vinculado o juízo; 
➢ Na plataforma dos editais do Conselho Nacional de Justiça. 
➔ Vai permanecer por 3 meses, se não havendo sítio no órgão oficial da 
comarca, vai ser publicado 3 vezes com intervalos de 1 mês (30 dias), para 
que os sucessores possam se habilitar no prazo de 6 meses contado da 
primeira publicação. 
 
Habilitação dos Herdeiros no Período de Jacência – arts. 687 a 692, CPC 
Ocorre quando os interessados houverem de suceder, do falecido, no processo. Esta pode 
ser requerida: 
- Pela parte → em relação aos sucessores do falecido; 
- Pelos sucessores do falecido → em relação à parte. 
 
Art.689 e 690, CPC: deve proceder a habilitação nos autos do processo principal, na 
instância em que estiver e, a partir disso, suspender o processo. O juiz recebendo a petição, 
ele ordenará a citação para que se pronunciem no prazo de 5 dias (a citação será pessoal 
se a parte não tiver procurador constituído nos autos). 
 
O juiz decidirá o pedido de habilitação imediatamente, SALVO: 
- Se for impugnado, havendo necessidade de dilação probatória diversa da 
documental (extensão de prazos processuais para a produção de provas que não 
sejam documentais); 
● Nesse caso o pedido será lavrado em separado e vai dispor sobre a 
instrução. 
- Transitou em julgado a sentença de habilitação, o processo principal volta ao seu 
curso e a cópia da sentença vai ser juntada aos autos respectivos. 
 
Art.741, §§1°, 2° e 3° CPC → Se for verificada a existência de sucessor ou testamenteiro 
em lugar certo, vai ser feita a citação destes sem prejuízo do edital. Se o falecido for 
estrangeiro, deve comunicar o fato à autoridade consular. Sendo julgada a habilitação do 
herdeiro, reconhecendo a qualidade do testamenteiro ou provada a identidade do cônjuge 
ou companheiro, a arrecadação vai se converter em inventário. 
 
Credores – Art. 741, §4º, CPC c/c 1.821, CC 
Os credores da herança podem se habilitar como nos inventários ou propor ação de 
cobrança, sendo assegurado a estes o direito de pedir o pagamento das dívidas 
reconhecidas, no limite das forças da herança. 
 
Herança Vacante 
Conceito 
Essa será declarada quando, ao passar 1 ano da publicação do primeiro edital e não houver 
habilitação ou penda habilitação dos herdeiros. 
- Requisitos: arrecadar a herança jacente e cumprimento de prazos; 
- Deve aguardar as sentenças nas habilitações pendentes. 
 
● Renúncia de Todos os Herdeiros: se todos os herdeiros renunciarem a herança, 
não vai haver a fase de jacência, será declarada vacante desde logo. (art.1.823, CC) 
 
A herança será passada ao Poder Público: Município, Distrito Federal e União. Porém, 
não transfere de modo definitivo, e sim, propriedade resolúvel, ou seja, é temporária e 
condicionada, pois, mesmo vacante, permanecerá aguardando por algum tempo, a 
oportunidade da ação de petição de um possível herdeiro. 
 
Essa declaração, não vai prejudicar os herdeiros que legalmente se habilitarem, mas, 
decorridos 5 anos contados da abertura da sucessão, os bens que foram arrecadados 
passarão a ser de domínio do Município ou do Distrito Federal, quando situados em 
território federal. (art.1.822, CC) 
 
Depois que transitada em julgada a sentença que declara a vacância, o cônjuge, 
companheiro, herdeiros e credores, só poderão reclamar seus direitos por ação direta. 
(art.743, §2º, CPC) 
 
Art. 1.822, p.u, CC: ficam excluídos da sucessão os colaterais que não se habilitarem até a 
declaração de vacância. 
 
Efeitos da Vacância 
 
a) Cessão Dos Devedores do Curador – Art.739, CPC 
A herança ficará sob a guarda do curador até a entrega do sucessor legalmente 
habilitado ou até a declaração de vacância. Depois que é declarada a vacância, o 
curador fica obrigado a entregar a herança para o Poder Público quando completado 
1 ano da publicação do 1º edital. (art.739 e 743, CPC) 
 
b) Propriedade Resolúvel do Poder Público – Art. 1.359, CC 
Propriedade Resolúvel: é quando o título aquisitivo (bem móvel/imóvel) está 
subordinado a uma condição resolutiva ou advento do termo. O art.1.359 do CC 
garante que quando a propriedade resolúvel e os direitos reais sejam resolvidos, os 
direitos sobre ela se extinguem, e o proprietário original pode recuperar a 
propriedade. 
- Condição na Propriedade Resolúvel: cláusula subordina a resolução da 
propriedade a um evento futuro e incerto. 
- Termo na Propriedade Resolúvel: este subordina a resolução da 
propriedadea um evento futuro e certo. Ele é inexorável e sempre vai 
ocorrer, ao passo que a condição é falível. 
● A propriedade se extingue com o implemento da condição ou advento 
do termo. 
 
c) Colaterais Afastados da Herança – art. 1.822, § único, CC 
Após a declaração de vacância, os colaterais ficam excluídos da sucessão. 
 
É obrigação do Poder Público, após 5 anos, aplicar o patrimônio em fundações destinadas 
ao desenvolvimento do ensino universitário. 
 
É possível que haja habilitação dos herdeiros necessários nos 5 anos seguintes à abertura 
da sucessão. 
 
● DL 8.207/45 → revogado , ver Lei 8.049/90. 
- Art.1.594: igual o 1.822 do CC. 
- Art.1.603: sucessão legítima defere-se na seguinte ordem → Município, 
Distrito Federal e União. 
- Art.1.619: não sobrevivendo cônjuge, nem parente algum sucessível, ou 
tendo eles renunciado à herança, esta se devolve ao Município ou ao Distrito 
Federal, se localizada nas respectivas circunscrições, ou à União, quando 
situada em território federal. 
 
Depois de declarada a vacância e antes de completar 5 anos da abertura da sucessão, os 
herdeiros necessários podem pleitear seu direito sucessório através da ação de petição de 
herança (art.1.824, CC) 
 
● Art.1.822, CC: a arrecadação definitiva dos bens pelo Poder Público vai ocorrer após 
5 anos da abertura da sucessão. 
 
 
 
Sucessão Legítima 
Art.1.829, CC 
 
De acordo com o art.1.786 do CC, a sucessão se dá por lei ou testamento. Se o de cujus 
não deixar testamento, o art.1.788 diz que a herança vai ser transmitida para os herdeiros 
legítimos, o mesmo vai acontecer quando os bens não forem compreendidos no 
testamento, se o testamento caducar ou for julgado nulo. 
 
 
CARACTERÍSTICAS - Hereditariedade: tem que ter vocação hereditária; 
- Legalidade: lei; 
- Universalidade: totalidade dos bens do falecido; 
- Subsidiariedade: só se aplica quando não há testamento. 
 
Herdeiros Necessários 
São os descendentes, ascendentes e cônjuge, sendo todo parente em linha reta não 
excluído da sucessão por indignidade ou deserdação (art.1.845, CC). 
Vale lembrar, que todo herdeiro necessário é um herdeiro legítimo, mas nem todo herdeiro 
legítimo é necessário. 
 
Art.1.846, CC: pertence a estes herdeiros a metade dos bens da herança, constituindo a 
legítima. 
 
a) Forma de Calcular a Legítima – art.1.847, CC 
Vai ser calculado a legítima SOBRE o valor dos bens existentes na abertura da 
sucessão, abatidas as dívidas e as despesas do funeral. Em seguida, adicione o 
valor dos bens sujeitos à colação. 
 
O herdeiro necessário ainda terá direito à legítima, que é a metade dos bens que o testador 
não pode dispor livremente, mesmo que o testador deixe a parte disponível (que é aquela 
que ele pode dispor) para um herdeiro necessário (art.1.849, CC). 
 
- Art.1.789, CC: se houver herdeiro necessário, o testador pode dispor somente da 
metade da herança. 
 
Rol exclusivo da Sucessão Legítima – Art.1.829, CC 
 
Ordem da Vocação Hereditária: trata-se de uma relação preferencial, onde a lei chama 
determinadas pessoas. Vai seguir a seguinte ordem: 
 
1º Descendentes 2º Ascendentes 3º Cônjuge 
Sobrevivente 
Colaterais 
Em concorrência 
com o cônjuge, 
SALVO: 
 
Se o cônjuge for 
casado em regime 
de comunhão 
universal ou 
separação 
obrigatória de bens; 
 
Se casado no 
regime de 
comunhão parcial 
de ben: não houver 
bens particulares. 
Em concorrência 
com o cônjuge. 
 
 
Sem concorrência, 
sucessão por inteiro 
(art.1.838, CC). 
 
Art.1.830, CC: o 
direito de sucessão 
a este vai ser 
reconhecido se 
caso: 
 
Ao tempo da morte 
do outro, não eram 
separados 
judicialmente, nem 
separados de fato 
há mais de 2 anos, 
 
SALVO, se provar 
que essa 
convivência se 
tornara impossível, 
sem culpa do 
sobrevivente. 
Sem concorrência. 
 
Se não for seguida essa ordem, será considerada anômala ou irregular. 
 
Art.1.831, CC: ao cônjuge sobrevivente, independente de qual seja o regime de bens e sem 
prejuízo da participação que lhe caiba na herança, o direito real de habitação relativo ao 
imóvel destinado à residência da família, desde que seja o único daquela natureza a 
inventariar. 
 
● Inciso I: 
- Art.1.832, CC: havendo concorrência, cabe ao cônjuge quinhão igual aos que 
sucederem por cabeça, não podendo sua quota ser inferior à quarta parte da 
herança se este for ascendente do que concorrer. 
- Art.1.833, CC: entre os descendentes, os de grau mais próximo excluem os 
mais remotos, SALVO, o direito de representação. (ex: o neto que é parente 
em linha reta e descendente, exclui o genitor do falecido). 
- Art.1.834, CC: os descendentes da mesma classe têm o mesmo direito dos 
seus ascendentes. 
- Art.1.835, CC: aqui os filhos sucedem por cabeça e os outros descendentes 
sucedem por cabeça ou por estirpe (representação), conforme se acharem 
ou não no mesmo grau. 
 
● Inciso II: 
- Art.1.836, CC: são chamados a suceder na falta de descendentes. 
- §1º: os de grau mais próximo excluem os mais remotos, sem distinção de 
linhas. 
- §2°: igualdade em grau e diversidade em linha → ascendentes da linha 
paterna herdam metade e a outra metade herdam a da linha materna. 
- Concorrência com Cônjuge (art.1.837, CC): ao cônjuge caberá ⅓ da herança; 
vai caber a metade da herança se caso houver apenas um ascendente ou se 
maior for aquele grau. 
 
● Inciso IV: 
- Art.1.839, CC: os colaterais sucedem até o 4° grau. 
- Art.1.840, CC: Os mais próximos excluem os mais remotos, SALVO, direito 
de representação concedido aos filhos dos irmãos. 
 
Art.1.790, CC: formas de concorrência com companheiro(a). Este participará da sucessão 
do outro, quando os bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, nas 
seguintes condições: 
I. Concorrer com filhos comuns: têm direito a uma quota equivalente ao que for 
atribuído por lei para os filhos; 
II. Concorrer com descendentes só do autor: têm direito a metade da herança que 
tocar a cada um dos descendentes; 
III. Concorrer com outros parentes sucessíveis: têm direito à ⅓ da herança; 
IV. Não tem concorrência: totalidade da herança. 
 
Este artigo foi julgado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiu, 
pela inconstitucionalidade do artigo 1.790 do Código Civil, o qual sustenta diferenciação 
entre cônjuge e companheiro, no que tange à sucessão hereditária. O Ministro Barroso 
firmou a seguinte tese acerca do tema: “No sistema constitucional vigente, é inconstitucional 
a distinção de regimes sucessórios entre cônjuges e companheiros, devendo ser aplicado 
em ambos os casos o regime estabelecido no artigo 1.829 do CC/02” 
 
Sucessão Anômala ou Irregular 
 
Situações: 
Sucessão Estrangeira (art.10, §1º, LINDB; art.5º, XXXI, CF): bens estrangeiros situados 
no país serão regulados pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou filhos brasileiros 
(sempre que não for mais favorável a lei pessoal “de cujus”). 
 
Art.1.831, CC. (já comentado acima) 
 
Relação de Parentesco – Art.1.591 a 1.594, CC 
- Linha Reta: descendentes e ascendentes. Conta-se os grau de parentesco pelo 
número de gerações; 
- Linha Colateral: até o 4º grau. Costa-se pelo número de gerações, subindo de um 
dos parentes até os ascendentes comum e descendo até encontrar o outro parente; 
- Natural/Civil: consanguíneos ou outra origem. 
 
Art.1.595, CC 
Cônjuge ou companheiro → aliado aos parentes por afinidade. 
- Parentesco por Afinidade: limita-se aos ascendentes, descendentes e irmãos do 
cônjuge/companheiro. (§1°) 
- Na linha reta a afinidade não vai se extinguir com a dissolução do casamento ou 
união estável. (§2°) 
 
Classificação dos Herdeiros 
a) Herdeiros Legítimos 
- Necessários: descendentes, ascendentes e cônjuge. 
- Não Necessários ou Facultativos: colaterais. 
 
Fazenda Pública: sendo arrecadada a herança, a Fazenda Pública é sucessor obrigatório 
(não tendo nenhum herdeiro → vacância). 
 
Classe de Herdeiros (art.1.829, CC) 
ascendentes → descendentes → cônjuges → colaterais. 
 
Ordem de Prejudicialidade 
-Art.1.833, CC, art.1.836, §1º, CC e art.1.840, CC: mais próximos excluem os 
mais remotos (explicado no tópico “rol exclusivo da Sucessão Legítima – 
Art.1.829, CC”) 
 
Doutrinadores divergem em relação ao companheiro ser herdeiro necessário, uns dizem 
que são e outros dizem que não, porém, o Código Civil não arrola o companheiro como 
herdeiro necessário, sendo somente os descendentes, ascendentes e cônjuge (art.1.845, 
CC). 
 
Concorrência Sucessória – Art.1.829, CC 
- (explicado no tópico “rol exclusivo da Sucessão Legítima – Art.1.829, CC”) 
 
Modos de Suceder X Modos de Partilhas 
Modo de Suceder 
- Por Direito Próprio: sucessão por cabeça, ocorre quando um herdeiro herda 
diretamente do falecido, sem a necessidade de representar outro parente (ex: filho 
que herda do pai). 
- Por Representação (art.1.851 a 1.853, CC): a lei chama certos parentes a suceder 
a herança, sendo somente na linha reta os descendentes, na linha transversal os 
filhos de irmãos do falecido (nunca na linha dos ascendentes). 
- Por Transmissão (art.1.809, CC): se um dos herdeiros falece antes de aceitar a 
herança, o direito de aceitar passa para os outros herdeiros, a menos que se trate 
de vocação adstrita a uma condição suspensiva, ainda não verificada. 
 
Modo de Partilhas 
- Por Cabeça → direito próprio; 
- Por Estirpe → representação (art.1.854, CC); 
- Por Linhas → art.1.829 a 1.840, CC. 
 
Meação X Herança 
Meação: instituto do Direito de Família que tem sua previsão na parte do direito 
patrimonial. Trata-se da metade ideal do patrimônio comum do casal, o que faz jus a cada 
um dos cônjuges. 
 
Herança: relativa ao regime de bens e sua extinção. É o conjunto de bens, direitos e 
obrigações que uma falecida deixa para seus herdeiros. O direito à herança é o instituto do 
Direito das Sucessões que depende do evento morte. 
 
Regime de Bens – Como vai Funcionar: 
Comunhão Parcial (arts. 1.658 a 1.666, CC) 
 
 
 
 
Exemplo Do Regime De Comunhão Parcial: 
- Bens do Marido: R$123.000,00 
- Bens da Esposa: R$108.000,00 
- Bens Comuns: R$142.000,00 . 2 = R$71.000,00 (meação de cada um) 
 
Total do Marido: R$123.000,00 + R$71.000,00 = R$194.000,00 
Total para Esposa: R$108.000,00 + R$71.000,00 = R$179.000,00 
 
Aquestos (arts. 1.672 a 1.686, CC) 
 
 
 
Comunhão Universal (arts. 1.667 a 1.671, CC) 
 
 
 
 
Separação de Bens 
Haverá esse regime quando for obrigatório a separação de bens e pode ser que seja 
convencional (arts. 1.687 a 1.688, CC). Os bens do marido e da esposa, antes e depois do 
casamento, vão continuar sendo de cada um, se não houver bens comuns. 
 
Sucessão dos Descendentes – Art. 1.829, I do CC 
Eles são herdeiros por excelência e necessários (art.1845, CC), são chamados a suceder 
por direito próprio e em primeiro lugar, herdando em qualquer grau. 
- Art.227, §6º, CF: Princípio da Igualdade → no mesmo grau todos herdam em 
igualdade de condições. 
- Sucedem ad infinitum (sucessão sem limites). 
 
Art.1833, CC (explicado no tópico “rol exclusivo da Sucessão Legítima – Art.1.829, 
CC”) 
Art.1835, CC (explicado no tópico “rol exclusivo da Sucessão Legítima – Art.1.829, 
CC”) 
 
A herança com filhos pré-morto (morreu antes) se dará da seguinte forma: 
 
Herança do de cujus (pai): R$80.000,00 
2 filhos pré-morto: Amanda e Bia 
Amanda: tem 2 filhos Carol e Daisy (netas do de cujus) 
Bia: tem 3 filhos Eduardo, Fabiana e Gabriel (netos do de cujus) 
 
Os R$80.000,00 vai ser dividido 100% entre os 5 netos. 
R: R$80.000,00 . 5 = R$16.000,00 para cada neto (20% – ⅕) 
 
A herança com apenas 1 filho pré-morto se dará da seguinte forma: 
 
Herança do de cujus: R$80.000,00 
Amanda: pré-morto e tem 2 filhos a Carol e Daisy (netas do de cujus) 
Bia: viva e tem 3 filhos o Eduardo, Fabiana e Gabriel (netos do de cujus) 
 
Os R$80.000,00 vai ser dividido entre a Bia, recebendo 50% e a Carol e Daisy, filhas da 
Amanda, recebendo 50% também por representação (partilha por estirpe). 
 
R: R$80.000,00 . 2 (1 Bia – 1 Carol e Daisy) = R$40.000,00 (50%) 
 R$40.000,00 . 2 (Carol e Daisy) = R$20.000,00 para Carol e Daisy (25%) 
 
● Esse método vai funcionar do mesmo jeito para casos de deserdação e 
indignidade. 
 
A herança com 1 filho renunciante (os 2 vivos) se dará da seguinte forma: 
 
Herança do de cujus: R$80.000,00 
Amanda: 2 filhos → Carol e Daisy 
Bia: 3 filhos → Eduardo, Fabiana e Gabriel (RENUNCIOU) 
 
R: Os R$80.000,00 serão entregues somente para Amanda (100%). Eduardo, Fabian e 
Gabriel não terão direito à representação (art.1.811, CC). 
 
Concorrência com Cônjuge 
Art.1.829, CC (explicado no tópico “rol exclusivo da Sucessão Legítima – Art.1.829, 
CC”) 
 
Art.1.830, CC (explicado no tópico “rol exclusivo da Sucessão Legítima – Art.1.829, 
CC”) 
 
Regime de Bens 
Na morte de um dos cônjuges, o 1º passo é determinar o valor da meação de cada um. 
Depois deve mensurar o valor da herança do cônjuge falecido, pois a meação do cônjuge 
sobrevivente não faz parte da herança. 
 
HIPÓTESES DE CONCORRÊNCIA DO 
CÔNJUGE SOBREVIVENTE 
HIPÓTESES DE NÃO CONCORRÊNCIA 
DO CÔNJUGE SOBREVIVENTE 
- Participação final nos aquestos; 
 
- Separação Convencional de Bens: 
não é unânime; 
 
- Comunhão parcial: se existir bens 
particulares do de cujus. 
- Comunhão universal; 
 
- Separação obrigatória de bens 
(art.1.641, CC); 
 
- Comunhão parcial sem bens 
particulares do de cujus. 
 
 
 
Na COMUNHÃO UNIVERSAL 
 
Casal: Ana e Edu 
Falecido: Edu 
Filhos: Tom e Tim 
 
Bens comuns: R$140.000,00 
- Meação da esposa (Ana): R$70.000,00 
- Meação do marido (Edu): R$70.000,00 
● Herança do Edu: R$70.000,00 
 
Meação de Ana: R$70.000,00 (não tem direito à herança) 
 
A herança de Edu (R$70.000,00) vai ser dividida 100% entre os 2 filhos. 
- R$70.000,00 . 2 = R$35.000,00 (50% para cada) 
 
Na Comunhão Parcial SEM BENS PARTICULARES 
 
Casal: Ana e Edu 
Falecido: Edu 
Filhos: Tom e Tim 
 
Bens comuns: R$140.000,00 
- Meação da esposa: R$70.000,00 
- Meação do marido: R$70.000,00 
● Herança de Edu: R$70.000,00 
 
Meação de Ana: R$70.0000,00 (não tem direito a herança) 
 
A herança de Edu(R$70.000,00) vai ser dividida 100% para os dois filhos, Tom e Tim. 
- R$70.000,00 . 2 = R$35.000,00 (50% para cada) 
 
Na Comunhão Parcial COM BENS PARTICULARES 
 
Casal: Ana e Edu 
Falecido: Edu 
Filhos: Tom e Tim 
 
 
Bens particulares da Esposa: R$82.000,00 
Bens particulares do marido: R$75.000,00 
Bens Comuns: R$140.000,00 . 2 = R$70.000,00 (meação de cada cônjuge) 
 
Total do marido: R$70.000,00 + R$75.000,00 = R$145.000,00 
Total da esposa: R$70.000,00 + R$82.000,00 = R$152.000,00 
● Herança de Edu: R$145.000,00 
 
1ª CORRENTE: ENUNCIADO 270 CJF/STJ 
 
Ana terá direito à herança (art.1.829, I, CC), sendo assim, ela vai ser dividida em entre os 
filhos (Tom e Tim) e a esposa (concorrência). 
 
Bens Comuns (Tom e Tim): R$70.000,00 . 2 = R$35.000,00 (50%) 
Bens Particulares (Ana, Tom e Tim): R$75.000,00 . 3 = R$25.000,00 (25% para cada - ⅓) 
 
Resultado do quinhão de cada: 
- Tom: R$35.000,00 + R$25.000,00 = R$60.000,00 
- Tim: R$35.000,00 + R$25.000,00 = R$60.000,00 
- Ana: R$25.000,00 (esse é somente o valor do que ela vai participar na herança) 
 
2ª CORRENTE: MINORITÁRIA 
 
A herança (R$145.000,00) será dividida entre os 3 (Ana, Tom e Tim), ficando: 
- Quinhão de Ana: R$48.333,33 
- Quinhão de Tom: R$48.333,33 
- Quinhão de Tim: R$48.333,33 
 
3ª CORRENTE: BERENICE DIAS 
 
A herança (R$145.000,00) será dividida da seguinte forma: 
- Meação de Edu: R$70.000,00 . 3 (Ana, Tom e Tim) = R$23.333,33 
- Bens Particulares: R$75.000,00 . 2 (Tom e Tim) = R$37.500,00 
 
- Quinhão de Ana: R$23.333,33 
- Quinhão de Tom: R$23.333,33 + R$37.500,00 = R$60.833,33 
- Quinhão de Tim: R$23.333,33 + R$37.500,00 = R$60.833,33 
 
O cônjuge sobrevivente que é casado no regime de comunhão parcial de bens, se o de 
cujus deixou bens particulares e comuns, ele vai ocorrer com os descendentes somente no 
patrimônio particular. (Enunciado nº270 do CJF/STJ – art.1.829, I, CC) – 1º corrente é a 
aplicada. 
 
Aos FilhosComuns – art.1.832, CC 
De acordo com o art.1.832 do CC, o cônjuge cabe quinhão igual aos dos que sucederem 
por cabeça (descendentes), não podendo sua quota ser inferior à quarta parte da herança, 
se for ascendente dos herdeiros que concorrer. 
 
Casal: Gil e Paula (Gil é o falecido) 
Filhos: Klaus, Brenda, Ado e Elba 
 
A herança de Gil no total é de R$175.000,00. 
- Meação: R$100.000,00 + Bens Particulares: R$75.000,00 
 
A meação será dividida somente entre os filhos e os bens particulares serão divididos 
entre Paula e os filhos, tendo Paula a reserva de ¼. 
 
- Quinhão de Paula: R$75.000,00 . 4 = R$18.750,00 
 
- Dos filhos: 
1. BENS PARTICULARES (¾): 
● R$18.750,00 x 3 = R$56.250,00 
● R$56.250,00 . 4 = R$14.062,50 (valor para cada um) 
2. MEAÇÃO (¼, somente filhos): 
● R$100.000,00 . 4 = R$25.000,00 
 
➢ Quinhão de cada filho: R$14.062,50 + R$25.000,00 = R$39.062,50 
 
Filiação Híbrida – 2 Comuns e 2 Exclusivos 
É quando o casal tem filhos juntos e o marido/esposa tem os filhos exclusivamente dele(a). 
 
Casal: Gil e Paula (Gil é falecido) 
Filhos do Casal: Ado e Elba 
Filhos do Marido: Klaus e Brenda 
 
A herança de Gil no total: R$175.000,00. 
- Meação: R$100.000,00 + Bens Particulares: R$75.000,00 
 
1. MEAÇÃO (somente filhos): 
● R$100.000,00 . 4 = R$25.000,00 
 
2. BENS PARTICULARES (dividido para os filhos e a esposa. A esposa não tem 
direito a reserva de ¼ → Enunciado nº527 – CJF/STJ: art.1.832, CC): 
● R$75.000,00 . 5 = R$15.000,00 
 
Filhos: R$25.000,00 + R$15.000,00 = R$40.000,00 
Esposa: R$15.000,00 
 
● Enunciado nº527 – CJF/STJ: art.1.832, CC → na ocorrência entre o cônjuge e os 
herdeiros do de cujus, não será reservada a quarta parte da herança para o 
sobrevivente no caso de filiação híbrida. 
 
REGIMES MEAÇÃO CÔNJUGE HERDA 
BENS 
PARTICULARES? 
CÔNJUGE HERDA 
BENS COMUNS? 
Comunhão 
Universal 
sim Não Não 
Comunhão Parcial sim Sim, em concurso 
com os 
descendentes 
Não 
Separação 
Obrigatória 
Não definido Não Não 
Separação 
Convencional 
Não, em princípio Sim, em concurso 
com descendentes 
Não há, em 
princípio, bens 
comuns. 
 
Sucessão dos Ascendentes – Art.1.829, II, CC 
Vão herdar somente se não houver descendentes. 
- São herdeiros necessário (art.1.845, CC); 
- São chamados a suceder por direito próprio e em 2º lugar (2º classe de herdeiros); 
- Os ascendentes herdam em qualquer grau; 
- Sucedem ad infinitum. 
 
● Não há direito de representação na linha ascendente. 
 
CASOS HIPOTÉTICOS: 
1) Pais: Ana e Edu 
Filho (de cujus): Marcos 
Herança de Marcos (de cujus): R$20.000,00 
R$20.000,00 . 2 = R$10.000,00 (Ana 50% e Edu 50%) 
● Como os pais são vivos, a herança vai ser dividida entre eles. 
 
2) Pais (pré-mortos/antes): Ana e Edu 
Filho (de cujus): Marcos 
Avós por parte de mãe: A e B 
Avós por parte de pai: C e D 
Herança de Marcos: R$20.000,00 
R$20.000,00 . 4 = R$5.000,00 (cada avô recebe 25% – ¼) 
● Como os pais são falecidos e os avós estão vivos, os avós recebem a 
herança. 
 
3) Pais (pré-mortos): Ana e Edu 
Filho (de cujus): Marcos 
Avós por parte de mãe: A e B (B sendo pré-morto) 
Avós por parte de pai: C e D 
Herança de Marcos: R$20.000,00 
R$20.000,00 . 2 = 10.000,00 (50% para A e 50% para C e D) 
C e D: R$10.000,00 . 2 = R$5.000,00 
A: R$10.000,00 
 
Concorrência Com o Cônjuge 
Arts.1.829, II, 1.830 e 1.836, CC (condições de concorrência) 
 
Regime de Bens: na ocorrência de morte de um dos cônjuges, o primeiro passo é 
determinar o valor da meação de cada cônjuge e depois, deverá mensurar o valor da 
herança do cônjuge falecido, pois a meação do cônjuge sobrevivo não faz parte da herança 
do cônjuge falecido. Aqui, o regime de bens vai ser irrelevante para a concorrência 
sucessória, porém, é importante distinguir meação de herança. 
 
Regime de Comunhão Universal Com os 2 Genitores Vivos 
 
Pais:Cláudia e João (vivos) 
Filho: Caio (de cujus) 
Mulher do Caio: Duda (viva) 
 
Bens Comuns de Caio e Duda: R$60.000,00 
R$60.000,00 . 2 = R$30.000,00 (meação de Caio e Duda) 
 
Herança de Caio: R$30.000,00 
- Art.1.829, II, CC: Duda vai ter direito a herança. 
R$30.000,00 . 3 = R$10.000,00 (para Cláudia, João e Duda – ⅓) → art.1.837, CC 
(concorrência com ascendentes) 
 
Regime de Comunhão Universal Com Apenas 1 Genitor Vivo 
 
Pais: Cláudia e João (João é pré-morto) 
Filho: Caio (de cujus) 
Mulher do Caio: Duda (viva) 
 
Bens Comuns (Caio e Duda): R$60.000,00 
R$60.000,00 . 2 = R$30.000,00 (meação de Caio e Duda) 
 
Herança de Caio: R$30.000,00 
● Art.1.829, II, CC: Duda tem direito a herança. 
R$30.000,00 . 2 = R$15.000,00 (para Cláudia e Duda) 
 
Regime de Comunhão Universal Com Apenas 3 Avós Vivos 
 
Avós por parte de mãe: A e B (B é pré-morto) 
Avós por parte de pai: C e D (vivos) 
Pais: Cláudia e João (pré-mortos) 
Filho: Caio (de cujus) 
Mulher do Caio: Duda (viva) 
 
Herança de Caio: R$30.000,00 
Quem vai receber a herança: A, C, D e Duda 
- Art.1.837, CC: Duda vai ter garantida a metade da herança para si. 
- Art.1.836, §2°, CC: para os avós vivos, a partilha vai ser por linha 
 
R$30.000,00 . 2 = R$15.000,00 
 
Divisão dos avós: 
R$15.000,00 . 2 = R$7.500,00 (25% para C e D e 25% para A) 
C e D: R$7.500,00 . 2 = R$3.750,00 
 
Resultado: 
- Duda: R$15.000,00 
- Avó A: R$7.500,00 
- Avó C: R$3.750,00 
- Avó D: R$3.750,00 
 
 
 
 
 
 
Regime de Comunhão Parcial de Bens Com Bens Particulares e os 2 Genitores Vivos 
 
Pais: vivos 
Bens do marido: R$60.000,00 
Bens da esposa: R$50.000,00 
Bens Comuns: R$80.000,00 
 
R$80.000,00 . 2 = R$40.000,00 (meação da esposa e do marido) 
Marido: R$40.000,00 + R$60.000,00 = R$100.000,00 
Esposa: R$40.000,00 + R$50.000,00 = R$90.000,00 
 
Herança do Marido: R$100.000,00 
- Art.1.829, II, CC: esposa vai ter direito a herança 
R$100.000,00 . 3 = R$33.333,33 (⅓) → quinhão da mãe, do pai e da esposa 
 
Sucessão dos Ascendentes Com Vínculo Multiparental 
 
Comunhão Universal Com Vínculo Multiparental e Apenas 4 Avós Vivos 
O vínculo multiparental é o reconhecimento jurídico simultâneo de mais de dois pais ou 
mães em relação a um mesmo indivíduo. Isso ocorre quando, além dos pais biológicos, 
uma terceira pessoa (ou mais) estabeleceu uma relação socioafetiva tão profunda e 
duradoura com a criança ou adolescente, que essa relação passa a ter relevância jurídica 
equiparada à filiação biológica. 
- Ex: enteados que são criados desde cedo pelo padrasto ou madrasta, 
desenvolvendo um laço filial com eles, mesmo mantendo o vínculo com o pai/mãe 
biológico(a) ausente. 
 
Avós paternos: A e B 
Avós Maternos: C e D (D é pré-morto) 
Pais: Pio e Val (pré-mortos) 
Filho: Caio (de cujus) 
Esposa de Caio: Duda 
Vínculo Multiparental: Ana (pré-morta) 
Avós de Ana: E e F (F é pré-morto) 
 
Herança de Caio: R$300.000,00 
- A herança vai ser dividida entre os 4 avós vivos e a esposa, tendo a esposa 
garantida a metade da herança para si (art.1.837, CC) e a partilha para os avós 
será por linha (art.1.836, §2°, CC). 
 
R$300.000,00 . 2 = R$150.000,00 (50%) 
- Para os avós: 
● R$150.000,00 . 3 = R$50.000,00 (33,33%) 
- Linha 1 (avô A e avó B): R$50.000,00 . 2 = R$25.000,00 
- Linha 2 (avó C): R$50.000,00 
- Linha 3 (avó E): R$50.000,00 
 
Resultado: 
- Duda: R$150.000,00 
- Avô A e B: R$25.000,00 
- Avó C e E:R$50.000,00 
Sucessão do Cônjuge Sobrevivente 
Art.1.829, III, CC 
 
Herdará a totalidade da herança se não houver descendentes nem ascendentes (art.1.838, 
CC). 
- Art.1.845, CC: são herdeiros necessários. 
 
São chamados para suceder por direito próprio e em terceiro lugar (3ª classe de herdeiros), 
tendo direito de concorrência com as outras classes anteriores. 
- É irrelevante o regime de bens como herdeiro de 3ª classe (sem concorrência).O 
regime de bens só vai ter importância no direito sucessório quando houver 
concorrência com descendentes. 
 
● Não confundir meação com herança. 
 
Condições para herdar – art.1.830, CC 
(explicado no tópico “rol exclusivo da Sucessão Legítima – Art.1.829, CC”) 
 
Existe algumas discussões acerca da separaçãode fato que tem prazo de 2 anos. 
 
RIZZARDO Entende que já estando separado de fato, afastaria a participação do 
patrimônio que surgiu depois da separação. 
GISELDA Entende que o casamento se dissolve com o fim do afeto e não com a 
separação de direito, que a separação de fato já demonstra a inexistência 
de afeto. 
ROLF Entende que a simples separação de fato desativa o regime patrimonial. 
 
A Respeito da Culpa: 
 
RIZZARDO Entende que é uma condição praticamente impossível aos demais 
herdeiros para afastar o direito do cônjuge sobrevivente, que consiste 
na prova da culpa 
GISELDA Entende que não há mais cabimento se falar em apuração de culpa 
pela dissolução da sociedade conjugal, pois não tem finalidade 
alguma, não tem sentido eleger um culpado pelo insucesso conjugal. 
 
FLÁVIO E JOSÉ Emenda constitucional 66/2010 → a culpa deve ser tida como abolida 
no debate sucessório. 
 
Cônjuge Sobrevivente – Direito Real de Habilitação 
Art.1.831, CC (explicado no tópico “rol exclusivo da Sucessão Legítima – Art.1.829, 
CC”) 
 
Independente do regime, o cônjuge terá o direito real de habilitação. 
- A condição é ser o único imóvel a inventariar (residência da família); 
- Morar gratuitamente no imóvel de outro (art.1.414 e 1.415, CC); 
- É responsável pelas despesas ordinárias e de manutenção; 
- É vitalício, personalíssimo e intransferível; 
- Somente enquanto permanecer viúvo (não constituir nova união). 
 
Enunciado nº271 CJF/STJ: art.1.831, CC → o cônjuge pode renunciar o direito real de 
habilitação nos autos do inventário, ou por escritura pública, sem prejuízo de sua 
participação na herança. 
 
Sucessão dos Colaterais 
Art.1.829, IV, CC 
 
Herda a totalidade da herança se não houver descendentes, ascendentes e nem cônjuge 
(art.1.839, CC) 
- Não são herdeiros necessários (art.1.845, CC) e sim, facultativos. 
 
São chamados para suceder por direito próprio e em 4º lugar (4ª classe de herdeiros). 
- Irmãos (bilaterais e unilaterais), sobrinhos, tios, primos, tio-avôs e sobrinhos-netos. 
 
Os mais próximos em grau vai excluir os mais remotos (art.1.840, CC) 
 
Art.1.841, CC: se a herança do falecido estiver sendo concorrida entre irmãos bilaterais e 
unilaterais, cada um vai receber a metade do que cada um daqueles herdar. 
 
Art.1.842, CC: não concorrendo à herança os irmãos bilaterais, os irmãos unilaterais 
herdarão a herança em partes iguais. 
 
Art.1.843, CC: se não houver irmãos concorrendo, a herança vai ser herdada pelos filhos 
destes, e não havendo, quem herda são os tios (preferência dos sobrinhos aos tios). 
- §1°: Se na herança concorrer somente filhos dos irmãos, herdarão por cabeça. 
- §2°: Concorrência entre filhos de irmãos bilaterais e unilaterais → cada um vai 
herdar metade do que herdar cada um deles 
- §3°: se todos forem filhos de irmãos bilaterais ou todos de irmãos unilaterais → 
herdarão por igual. 
 
Art.1.840, CC: partilha por cabeça ou estirpe em alguns casos. 
 
Sucessão dos Irmãos (Bilaterais) 
 
Pai e mãe: pré-mortos 
Filhos: Malu, Eva, Cadu e Lia (lia é a de cujus) 
 
Vai ser dividida entre os 3 irmãos bilaterais (⅓). 
Herança de Lia: R$210.000,00. 3 = R$70.000,00 
 
Quinhão de Malu: R$70.000,00 
Quinhão de Eva: R$70.000,00 
Quinhão de Cadu:R$70.000,00 
 
Sucessão dos Irmãos (1 bilateral e 2 unilaterais) 
 
Pai e mãe: pré-mortos 
Filhos somente do pai: Malu, Eva (unilaterais) 
Filhos do casal: Cadu e Lia (Lia é a de cujus) (bilaterais) 
 
Herança de Lia: R$210.000,00 
- Vai ser dividida entre seus 3 irmãos. 
 
R$210.000,00 . 2 = R$105.000,00 (50% para Cadu e 50% para Malu e Eva) 
Quinhão de Malu e Eva: R$105.000,00 . 2 = R$52.500,00 (meia-quota) 
Quinhão de Cadu:R$105.000,00 
 
Art.1.841, CC 
 
Resultado: 
- Quinhão de Malu: R$52.500,00 
- Quinhão de Eva: R$52.500,00 
- Quinhão de Cadu: R$105.000,00 
 
Particularidades 
- A sucessão dos sobrinhos é preferencial em relação aos tios; 
- Há diferença na sucessão dos sobrinhos unilaterais e bilaterais; 
- Após os sobrinhos chamam-se os tios e após os tios chamam-se todos do 4º grau 
em igualdade de quinhões; 
- Há direito de representação aos filhos dos irmãos pré-mortos (mistura de 2º e 3º 
grau); 
- No 4º grau não tem direito de representação. 
 
Concorrência Entre Cônjuge e o Companheiro 
Enunciado nº CJF/STJ: arts.1.723, §1°, 1.790 (julgado inconstitucional), 1.829 e 1.830, 
CC → admite a concorrência entre cônjuge e companheiro sobreviventes na sucessão 
legítima, quanto aos bens adquiridos onerosamente na união estável. 
 
A lei nº8.971/94 foi revogada tacitamente, ela regula o direito dos companheiros a 
alimentos e à sucessão. (O CC abordou todos os assuntos nela contidos) 
 
A lei nº9.278/96 regula o direito real de habilitação, não foi totalmente revogada, pois 
permanece em vigor o art.7º, p.u., que cita: dissolvida a união estável por morte de um dos 
conviventes, o sobrevivente terá direito real de habitação, enquanto viver ou não constituir 
nova união estável ou casamento, relativamente ao imóvel destinado à residência da 
família. 
 
Direito Real de Habitação 
Enunciado nº117 CJF/STJ: art.1.831, CC → esse direito deve ser estendido ao 
companheiro, seja por não ter sido revogada a previsão da lei 9.278, seja em razão da 
interpretação analógica do art.1.831. 
 
Sucessão da União, Distrito Federal e Municípios 
Art.1.844, CC: não sobrevivendo o cônjuge ou companheiro, nem parente algum sucessível, 
ou tendo eles renunciado, esta se devolve ao Município, ou Distrito Federal, se localizada 
nas respectivas circunscrições, ou à União, quando situada em território federal. 
- Casos de herança jacente e vacante; 
- É sucessor irregular; 
- O Fundamento é político-social. 
 
Direito de Representação 
Arts.1.851 a 1.856, CC 
 
Art.1.851, CC: tem direito de representação quando a lei chama certos parentes para 
suceder em todos os direitos, em que o representado sucederia se vivo fosse. 
 
Art.1.852, CC: se dá em linha reta descendente, nunca na linha ascendente. 
 
Art.1.853, CC: linha transversal → direito dado somente aos filhos de irmãos do falecido, 
quando com irmão destes concorrerem. 
 
Art.1.854, CC: só podem herdar aquilo que o representado iria herdar. 
 
Art.1.855, CC: o quinhão do representado vai ser repartido em igual para os que 
representam. 
 
Art.1.856, CC: se uma pessoa renuncia à herança de uma pessoa, ela não está impedida 
de representar o renunciante na sucessão de outra pessoa. (art.1.810 e 1.811, CC) 
 
Observações à Algumas Regra do Direito Sucessório: 
O chamamento dos herdeiros vai ser feito por classes, a existência de herdeiros de uma 
classe excluirá os da seguinte (exceção: concorrência). Entre os herdeiros da mesma 
classe, a herança deve ser divida em partes iguais, e aqueles de grau mais próximo 
excluem os de grau mais remoto. 
 
Exceção Dessas Regras: art.1.851, CC 
Sucessão por Representação: Ocorre o direito de representação em duas hipóteses, 
quando o herdeiro é pré-morto ou quando o herdeiro é excluído da sucessão (indignidade e 
deserdação). 
- Aqui surgem as expressões vocação hereditária direta (por cabeça) e indireta (por 
estirpe). 
 
Requisitos: 
- Art.1.816, CC: os efeitos da exclusão são pessoais, os descendentes do herdeiro 
excluído sucedem como se morto fosse antes da abertura da sucessão; 
- Art.1.852, CC (já explicado acima); 
- O representante deve ter legitimação para o ato; 
- Não pode”pular” graus (sucessão anômala ou irregular). 
 
Efeitos: 
- Art.1.854, CC (já explicado acima); 
- Art.1.855, CC (já explicado acima). 
 
Hipóteses: 
- Linha Descendentes: art.1.852, CC; 
- Linha Colateral (Transversal): art.1.853, CC → irmãos e sobrinhos; 
- Herdeiro Excluído da Sucessão: art.1.816, CC. 
 
Representação na Linha Descendente 
 
Avô: A (de cujus) 
Filhos de A: Tito e Tata (Tito é pré-morto) 
Filhos de Tito: Iuri e Igor 
 
Herança de A: R$320.000,00 
Herdeiros: Tata, Iuri e Igor 
 
Partilha por Estirpe: 50% para Tata e 50% para os representantes do Tito (Iuri e Igor) 
 
R$320.000,00 . 2 = R$160.000,00(Tata, Iuri e Igor) 
R$160.000,00 . 2 = R$80.000,00 (Iuri e Igor) 
 
Resultado: 
- Tata: R$160.000,00 (½) 
- Iuri: R$80.000,00 (¼) 
- Igor:R$80.000,00 (¼) 
 
Representação da Linha Colateral 
 
Pai e mãe: pré-mortos 
Filhos do pai: Mila e Léia (Mila é pré-morta) – Unilateral 
Filhos do casal: Téo e Izilda (Izilda é a de cujus) – Bilateral 
Filhos de Mila: Cris e Padu 
 
Herança de Izilda: R$400.000,00 
Herdeiros: Padu, Cris, Léia e Téo 
 
Mila e Léia são filhas unilaterais – Téo é irmão bilateral 
- Cris e Padu vai representar Mila 
 
R$400.000,00 . 2 = R$200.000,00 (50% para o irmão bilateral e 50% para as irmãs 
unilaterais) 
Irmãs Unilaterais: R$200.000,00 . 2 = R$100.000,00 (Representantes Cris e Padu e Léia) 
Filhos de Mila: R$100.000,00 .2 = R$50.000,00 (Cris e Padu) 
 
Resultado: 
- Quinhão de Téo: R$200.000,00 
- Quinhão de Léia: R$100.000,00 
Quinhão de Cris: R$50.000,00 
- Quinhão de Padu: R$50.000,00 
 
Direito de Representação 
É ficção jurídica, pois a lei trata o herdeiro representante (o neto, no exemplo) como se ele 
estivesse no mesmo grau e lugar do parente que ele representa, ocorre quando há 
diversidade de graus de parentesco (há pessoas com graus de parentesco diferentes sendo 
chamadas a herdar ao mesmo tempo). 
 
O herdeiro sucede por representação e a partilha é por estirpe. Este vai ocorrer no 
parentesco por linha reta descendente (art.1.852, CC) e na colateral em casos específicos 
(art.1.853, CC). 
- Não há direito de representação na renúncia (art.1.811, CC) 
- Caso especial (art.1.856, CC): 
- Não existe representação na sucessão testamentária. 
 
Herdeiros Necessários 
Arts.1.845 a 1.850, CC 
- Descendentes, ascendentes e cônjuge; 
- Pleno direito da metade dos bens da herança (legítima); 
- Art.1.848, CC: fala sobre a testador não colocar cláusula de inalienabilidade, 
incomunicabilidade e impenhorabilidade, a não ser que haja justa causa; 
➔ §1°: Não é permitido ao testador converter os bens da legítima em outra 
espécie diversa; 
➔ §2°: Havendo autorização judicial e justa causa, poderá alienar os bens 
gravados, convertendo estes em outros bens, que ficarão sub-rogados nos 
ônus dos primeiros; 
- Se o testador deixar a parte disponível para o herdeiro necessário, ele não perderá o 
direito da legítima. Podem ser herdeiros testamenteiros (art.1.849, CC); 
- Para excluir os herdeiros colaterais da sucessão, o testador pode dispor de seu 
patrimônio sem contemplá-los. 
 
Finalidades da Sucessão: proteção econômica aos membros da família. 
Herdeiros Necessários: não podem ser afastados por testamento (art.1.845, CC). 
 
Existem correntes que dizem que o companheiro é herdeiro necessário e outras que dizem 
que não é. (ainda não há uma decisão sobre) 
 
A legítima vai ser calculada da seguinte forma: (art.1.847, CC) 
- Deve ver o regime de bens do de cujus, excluindo a meação antes do cálculo da 
legítima; 
- Pagamento das dívidas; 
- Dividir a herança em duas partes. 
 
Porção Disponível: é a legítima, onde o testador não pode dispor desta. (50%) 
- Herdeiros necessários. 
 
Porção Indisponível: é a outra parte da herança que o testador pode dispor em 
testamento. (50%) 
 
● O herdeiro necessário só pode ser excluído por indignidade e deserdação. 
 
Restrições à Liberdade de Testar 
Arts.1.846 e 1.848, CC (já explicado no tópico herdeiros necessários) 
 
Regra: intangibilidade da herança 
- Observância da porção indisponível. 
 
Cláusula de Inalienabilidade, Impenhorabilidade e Incomunicabilidade na legítima: 
arts.1.911 e 1.848, CC 
- Exemplos: 
➔ Prodigalidade: refere-se ao herdeiro que é gastador compulsivo, que dilapida 
o patrimônio de forma irresponsável. Impor cláusulas sobre a legítima, neste 
caso, visa impedir que ele perca rapidamente a herança por má 
administração. 
➔ Vício no Álcool, Drogas, etc: herdeiros com dependência química grave 
podem ter o discernimento comprometido para administrar bens, podendo 
vendê-los para sustentar o vício. As cláusulas protegem a herança dessa 
possibilidade, garantindo um mínimo de segurança patrimonial ao herdeiro 
(e, indiretamente, à sua família). 
 
Capacidade Testamentária Ativa – Art.1.861, CC 
É a capacidade legal de uma pessoa para elaborar e assinar um testamento, dispor de seus 
bens e direitos após a morte. 
 
Capacidade Testamentária Passiva – Art. 1.787, CC 
É a capacidade de receber por testamento, refere-se à capacidade de uma pessoa ser 
nomeada herdeira ou legatária em um testamento. 
 
Art.1.787, CC: a sucessão e a legitimação para suceder vai ser regulada pela lei vigente ao 
tempo da abertura daquela. 
 
Princípio da Liberdade Testar 
 
Autonomia da Vontade: liberdade do testador de manifestar sua última vontade. 
 
Supremacia da Ordem Pública: refere-se à prevalência do interesse público sobre a 
vontade do testador, quando esta contraria normas imperativas ou a ordem social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
	Herança Jacente 
	Conceito – Art.1.819, CC 
	a)​Procedimento – Arts. 738 a 743, CPC 
	Herança Vacante 
	Conceito 
	Efeitos da Vacância 
	Sucessão Legítima 
	Herdeiros Necessários 
	Rol exclusivo da Sucessão Legítima – Art.1.829, CC 
	Sucessão Anômala ou Irregular 
	Relação de Parentesco – Art.1.591 a 1.594, CC 
	Concorrência Sucessória – Art.1.829, CC 
	Regime de Bens – Como vai Funcionar: 
	 
	Sucessão dos Descendentes – Art. 1.829, I do CC 
	Concorrência com Cônjuge 
	Regime de Bens 
	Sucessão dos Ascendentes – Art.1.829, II, CC 
	Sucessão dos Ascendentes Com Vínculo Multiparental 
	Comunhão Universal Com Vínculo Multiparental e Apenas 4 Avós Vivos 
	Sucessão do Cônjuge Sobrevivente 
	Condições para herdar – art.1.830, CC 
	A Respeito da Culpa: 
	Cônjuge Sobrevivente – Direito Real de Habilitação 
	Sucessão dos Colaterais 
	Particularidades 
	Concorrência Entre Cônjuge e o Companheiro 
	Direito Real de Habitação 
	Sucessão da União, Distrito Federal e Municípios 
	Direito de Representação 
	 
	Observações à Algumas Regra do Direito Sucessório: 
	Exceção Dessas Regras: art.1.851, CC 
	Requisitos: 
	Efeitos: 
	Hipóteses: 
	Herdeiros Necessários 
	Restrições à Liberdade de Testar 
	Capacidade Testamentária Ativa – Art.1.861, CC 
	Capacidade Testamentária Passiva – Art. 1.787, CC 
	Princípio da Liberdade Testar

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