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Disciplina de Fisiologia 2023.2 Prof: Gustavo Paris Estudo Dirigido - Diabetes mellitus INSTRUÇÕES: BAIXE O ARQUIVO PARA SEU COMPUTADOR/CELULAR, PARA QUE POSSA ESCREVER AS RESPOSTAS. PREENCHA O NOME DOS INTEGRANTES E DIA DA AULA DE FISIOLOGIA. Nesse estudo de caso, o foco das perguntas está em explicar COMO e POR QUE os distúrbios ou fármacos causam mudanças nos sistemas fisiológicos estudados. Busque explicar como a situação se desenvolve e não somente dizer a consequência. Exemplo: Explique em detalhes como o mecanismo de aumento do débito cardíaco aumenta a pressão sanguínea. Resposta ruim: porque o coração trabalha mais e contrai mais forte. Resposta boa: O aumento do débito cardíaco ocorre através do aumento da força de contração do coração ou aumento da frequência de batimentos. Ambos aumentam o volume de sangue ejetado pelo coração nos vasos sanguíneos, fazendo maior pressão contra a parede dos vasos, logo, causando aumento da pressão arterial. Utilize seu conhecimento, material didático das aulas e boas fontes de pesquisa para entender o mecanismo de funcionamento daquele sistema e da doença/fármaco. Assim, será possível entender e descrever quais componentes são alterados e as consequências geradas. Ao pesquisar, procure boas fontes, preferencialmente materiais de universidades. Wikipédia, especialmente em inglês, é uma fonte boa. Não há problema em utilizar referências, mas: RESPOSTAS COM CÓPIAS DA INTERNET SERÃO CONSIDERADAS PLÁGIO E TERÃO A QUESTÃO ZERADA. Esse trabalho vale 5 pontos na média. Prazo para entrega 03/12/2023 Na hora do envio: Enviar em formato word ou equivalente, nomear o arquivo como “SEU NOME + dia da semana da aula“ e enviar para o email: gustavo.claudino@uva.br mailto:gustavo.claudino@uva.br Nome dos integrantes do grupo: Ana Beatriz Barros Reis da Costa Kelly Barbosa David Alexandre Jacqueline Freitas Dia da semana da aula de fisiologia: Quarta – feira A diabetes mellitus, comumente chamada de diabetes, é uma condição crônica em que o corpo não produz insulina suficiente, não utiliza eficazmente a insulina que produz, ou ambos. A insulina é um hormônio vital para o controle adequado do açúcar no sangue, pois facilita a entrada de glicose nas células, onde é utilizada como fonte de energia. Quando a função da insulina é comprometida, ocorre um desequilíbrio nos níveis de glicose no sangue. A diabetes é uma condição séria que requer cuidados contínuos e monitoramento. O manejo eficaz é crucial para prevenir complicações a longo prazo e manter uma boa qualidade de vida. O tratamento é geralmente personalizado com base no tipo de diabetes, na gravidade da condição e nas necessidades individuais do paciente. SOBRE A DIABETES MELLITUS, RESPONDA (Leia todas as perguntas antes de começar a respondê- las): 1 – Explique em detalhes, usando entre 5-10 linhas de resposta, o mecanismo de liberação da insulina pelo pâncreas e o sistema de controle da glicemia em estado fisiológico, ou seja, em um indivíduo saudável, sem uso de nenhum fármaco. R: A liberação de insulina em uma pessoa normal, ocorre como uma reação do organismo à ingestão de carboidratos. A glicose é um dos carboidratos mais importantes para o funcionamento do corpo humano. As células a usam como principal fonte de energia para realizar todas as reações do nosso corpo. O nosso corpo produz glicose naturalmente, mas ela também vem dos alimentos que ingerimos. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, e controla o nível de glicose no sangue. Ela é responsável pelo processo de absorção da glicose pelas células, transformando as moléculas de glicose em energia. Quando as células absorvem a glicose, o nível de glicemia (glicose no sangue) diminui. Ela também reduz a produção de glicose pelo fígado. O pâncreas produz insulina para controlar os níveis de glicose no sangue, retirando-a da circulação e fazendo com que as células a utilizem para obter energia. O pâncreas também produz glucagon, um hormônio que age de forma contrária à insulina, estimulando a liberação de glicose pelo fígado. 2 - Explique em detalhes, usando entre 5-10 linhas de resposta, como a diabetes mellitus do tipo 1 e do tipo 2 alteram o mecanismo de controle da glicemia. R: A Diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, onde o sistema imunológico destrói as células produtoras de insulina. Isso deixa a pessoa com pouca ou nenhuma insulina em seu corpo. Sem insulina, a glicose se acumula na corrente sanguínea e não pode ser usada para produzir energia. Além disso, os altos níveis de glicose no sangue causam micção excessiva e desidratação, perda de peso e fadiga. A Diabetes tipo 2 é o tipo mais comum de diabetes. Nesse tipo, o pâncreas não está produzindo insulina suficiente para manter seu nível de glicose no sangue na faixa normal. A diabetes tipo 2 é o tipo mais comum em adultos, embora também possa ser desenvolvida em qualquer idade. Como fatores risco para o desenvolvimento da diabetes tipo 2 incluem obesidade, falta de atividade física, e dieta não-saudável. 3 – Cite em específico, quais células são principalmente afetadas na diabetes mellitus do tipo 1 e no tipo 2? R: A Diabetes tipo 1 : No diabetes mellitus tipo 1, as células que sofrem maior impacto são as células beta localizadas nas ilhotas de Langerhans do pâncreas. Essas células têm a função de produzir insulina, e a sua destruição causada por uma reação autoimune resulta em uma insuficiência de insulina. A Diabetes tipo 2 : as células principalmente afetadas são as células musculares e adiposas. Essas células tornam-se resistentes à insulina, o que significa que elas não respondem adequadamente ao hormônio insulina, levando a níveis elevados de glicose no sangue. 4 – Cite brevemente se outros órgãos e sistemas fisiológicos estudados também podem ser afetados pela diabetes, e quais possíveis consequências. R: Nefropatia Diabética: Alterações nos vasos sanguíneos dos rins resultam na perda de proteína na urina e redução progressiva da função renal, podendo levar à insuficiência renal total. Neuropatia Diabética: Os nervos tornam-se incapazes de transmitir mensagens corretamente, causando formigamento, dormência, queimação, dores, desequilíbrio, enfraquecimento muscular, distúrbios digestivos, pressão baixa, excesso de transpiração e impotência. Infarto do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC): A diabetes aumenta o risco de arteriosclerose nos grandes vasos sanguíneos, podendo causar obstrução em órgãos vitais como coração e cérebro 5 – Explique se os testes a seguir podem ou não ser usados para validar se um indivíduo possui diabetes mellitus e por quê. a) Ingerir uma solução de glicose e medir a glicemia R: Sim. Este exame é realizado para avaliar como o corpo metaboliza a glicose, após ingerir uma quantidade de açúcar . b) Ingerir uma solução de glicose e logo após administrar uma injeção de insulina R: Não é teste. Isso poderia induzir hipoglicemia artificialmente, mascarando os verdadeiros níveis de glicose e comprometendo a interpretação dos resultados. C) Medir a quantidade de hemoglobina glicada presente no sangue R: Sim. O exame de hemoglobina glicada avalia o controle médio da glicose no sangue, Ele mede a porcentagem de hemoglobina, uma proteína das células vermelhas que transporta oxigênio, que se ligou irreversivelmente à glicose, formando a hemoglobina glicada. Quanto maior for a média de glicose no sangue durante esse período, maior será a proporção de hemoglobina glicada. 6 – Ter alterações nos níveis glicêmicos é algo normal, fisiológico, quando pessoas saudáveis se alimentam. Dessa forma, um pico na glicemia à princípio não nos causa nenhum prejuízo agudo. Por que então a glicemia descompensada, elevada à longo prazo, pode trazer prejuízos para o paciente? Que prejuízossão esses? Como isso acontece? R: aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, olhos, rins e nos nervos. Em casos mais graves, pode levar à morte. O pico de glicemia acontece quando os níveis de glicose no sangue aumentam de maneira acelerada, na maioria das vezes após a ingestão de alimentos ricos em carboidratos. Durante a digestão, os carboidratos são convertidos em glicose no intestino e absorvidos pela corrente sanguínea. Alimentos com alto índice glicêmico causam aumentos mais rápidos e significativos nos níveis de glicose. O pâncreas libera insulina para auxiliar a glicose a entrar nas células, onde é usada como energia ou armazenada no fígado e nos músculos. Em pessoas saudáveis, esse processo reduz rapidamente a glicose no sangue a níveis normais. No entanto, em pessoas com resistência à insulina diabetes tipo 2 ou falta de insulina diabetes tipo 1, esse pico de glicose permanece por mais tempo, resultando em hiperglicemia prolongada. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ENBRAP. Classificação e diagnóstico do diabetes. Disponível em: https://enbrap.edu.br/Blog/classificacao-diagnostico-diabetes. Acesso em: 20 nov. 2024. UNIFAN. Complicações agudas e crônicas do diabetes mellitus. Disponível em: https://www.unifan.edu.br/unifan/aparecida/wp- content/uploads/sites/2/2022/02/COMPLICACOES-AGUDAS-E-CRONICAS-DO-DIABETES- MELLITUS.pdf. Acesso em: 20 nov. 2024. MSD MANUALS. Diabetes mellitus (DM). 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Alterações metabólicas no diabético: revisão bibliográfica. Disponível em: https://revistas.unipacto.com.br/storage/publicacoes/2022/812_alteracoes_metabolicas_no_di abetico_revisao_bibliografica.pdf. SANARMED. Diabetes mellitus: classificação, sintomatologia, diagnóstico e tratamento. 1Disponível em: https://sanarmed.com/diabetes-mellitus-classificacao-sintomatologia- diagnostico-e-tratamento-colunistas/. MULTIVIX. Intervenção nutricional no tratamento do diabetes mellitus tipo 2. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0004-27302002000100004. TEODORO, G. Como o diabetes pode afetar o cérebro e as funções do corpo. Um Diabético, 2024. Disponível em: https://umdiabetico.com.br. SciELO Brasil. Diabetes mellitus do tipo 2, síndrome metabólica e modificação no estilo de vida. Revista de Nutrição, v. 20, n. 5, p. 1-10, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rn/a/ML9Qxf4DSBJPMLnn5pWT3Fd/ CENBRAP. Classificação e diagnóstico do diabetes. CENBRAP, s.d. 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