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Disgrafia Prof Ondina Maria Universidade Veiga de Almeida Psicologia para Pessoas com Deficiência 1. Ackerman C. de S. Oliveira Matr: 1170202764 2. Aline de O. Gonçalves Matr: 1200102653 3. Clarice R. F. Araújo Matr: 1210103427 4. Francisco de Assis Lima Matr: 1200200253 6. Lucas L. C. Fernandes Matr: 1170200803 7. Natália Wolf Von Arcos Matr: 1210102258 5. Jessica Simões Cruz Matr: 1190200447 - Dificuldades na Escrita: A disgrafia afeta diretamente a qualidade e a fluência da escrita, dificultando a legibilidade e o ritmo de produção textual. (Cruz, 2009) - Comprometimento do Desempenho Escolar: Estudantes com disgrafia podem apresentar baixo rendimento em tarefas escritas, afetando diversas disciplinas. (Torres & Fernández, 2001)- - Frustração e Baixa Autoestima: A dificuldade constante com a escrita pode gerar frustração, desmotivação e prejudicar a autoestima da criança. (A.P.P.D.A.E., 2011b)- - Necessidade de Intervenção Pedagógica: A ausência de correções adequadas pode consolidar o problema e dificultar ainda mais o progresso na aprendizagem. (Cruz, 2009) Disgrafia 2 Definição A disgrafia é uma dificuldade funcional específica da escrita, caracterizada por problemas no traçado das letras, resultando em caligrafia irregular, desproporcional e de difícil legibilidade. O termo deriva de "dis" (desvio) e "grafia" (escrita), indicando uma alteração na qualidade da escrita. Impacto na Aprendizagem Causas da Disgrafia: 1. Fatores Neurológicos: Dificuldades no desenvolvimento motor fino e na coordenação motora. 2. Problemas de Desenvolvimento: Atrasos motores ou cognitivos, frequentemente associados a dislexia e TDAH. 3. Fatores Genéticos: Componentes genéticos presentes em famílias com histórico de dificuldades. 4. Ambiente Escolar: Falta de suporte e exigências precoces na escrita. 5. Lesões Cerebrais: Danos em áreas do cérebro relacionadas à linguagem e controle motor. 6. Fatores Psicossociais: Ansiedade e baixa autoestima que impactam a escrita. 7. Deficiências Visuais ou Auditivas: Problemas sensoriais que afetam a percepção e execução da escrita. 8. Fatores Educacionais Inadequados: Métodos de ensino que não atendem às necessidades individuais. 9. Dificuldades na Linguagem: Problemas na aquisição da linguagem oral que impactam a escrita. 10. Exposição a Estímulos Inadequados: Falta de atividades que desenvolvam a coordenação motora fina. Disgrafia 3 Sintomas da Disgrafia: Disgrafia 4 • Dificuldade na formação de letras: Letras podem ser formadas de maneira incorreta ou em tamanhos desproporcionais. • Problemas de coordenação: Dificuldade em manter linhas retas ou margens consistentes. • Aperto inadequado no lápis: Isso pode causar fadiga ou dor na mão. • Dificuldade em organizar pensamentos: A pessoa pode ter uma boa compreensão oral, mas luta para expressar ideias por escrito. • Velocidade de escrita irregular: Pode ser muito lenta ou rápida, resultando em trabalhos ilegíveis. • Dif iculdade em seguir sequências: Como escrever o alfabeto na ordem correta. Tipos de Disgrafia: Perceptiva: • Dificuldade em relacionar grafemas (letras) com seus sons e significados, levando a confusões na escrita. É semelhante à dislexia, sendo às vezes chamada de "disgrafia disléxica“. Motora: • Relacionada à coordenação motora fina, resultando em dificuldades na formação de letras e na legibilidade da escrita. Espacial: • Refere-se a problemas na organização espacial das palavras no papel, impactando a disposição e o design da escrita. Disgrafia 5 Diagnóstico Disgrafia 6 O diagnóstico de disgrafia é um processo complexo que não pode ser realizado por meio de apenas um teste. Ao invés disso, ele requer uma avaliação abrangente que considere as habilidades e dificuldades específicas da criança, seu histórico educacional e as dificuldades que enfrenta na escrita. Para garantir uma avaliação precisa e um diagnóstico adequado, uma equipe multidisciplinar costuma ser envolvida. Esse grupo de profissionais pode incluir fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, professores especializados em educação inclusiva, psicólogos educacionais e neuropsicólogos. Cada um desses especialistas contribui com sua perspectiva, avaliando diferentes aspectos do desenvolvimento motor fino, das habilidades cognitivas e da adaptação escolar da criança, também por meio da implementação de estratégias de intervenção, que podem incluir adaptações no ambiente escolar e tratamentos terapêuticos. Entre as atividades que podem auxiliar no desenvolvimento das habilidades motoras e na superação das dificuldades impostas pela disgrafia, destacam-se os exercícios grafomotores e pictográficos. Os exercícios grafomotores, como traçar labirintos e seguir pontilhados, ajudam a melhorar a coordenação motora fina e o controle sobre os movimentos da mão. Já os exercícios pictográficos, como desenho, pintura e modelagem, estimulam a criatividade e o desenvolvimento das habilidades manuais de forma mais ampla. Além disso, a prática constante da caligrafia é fundamental para aprimorar a legibilidade da escrita. Outro ponto importante é a adequação da postura corporal, da posição das mãos e do papel durante as atividades de escrita. Além disso, a verbalização das formas das letras, ou seja, o ato de nomear e descrever oralmente os traços enquanto se escreve, pode ajudar a criança a internalizar as estruturas das letras e facilitar o aprendizado. Tratamento: Disgrafia 7 • De acordo com Barbosa et al (2021), o Fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional desempenham papéis fundamentais no desenvolvimento motor das crianças, auxiliando-as a explorar e entender a força e os limites do próprio corpo. Aos aurores citarem Franco (2018), apontam que esses profissionais trabalham com o esquema corporal da criança, promovendo o desenvolvimento do tônus muscular e de seus dois mecanismos principais: a pressão e a preensão. A pressão envolve a capacidade de aplicar força sobre objetos ou superfícies, enquanto a preensão se refere à habilidade de segurar e manipular objetos de forma controlada. • Além disso, esses profissionais trabalham a posição corporal, orientando a criança sobre a forma correta de posicionar o corpo em diferentes situações, como sentar-se paralelamente a uma mesa. Outro aspecto importante do trabalho do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional envolve o controle viso-motor, que é fundamental para a realização de tarefas que exigem coordenação entre a visão e os movimentos das mãos e do corpo. Para estimular essa cooperação, os profissionais utilizam uma variedade de brincadeiras e jogos que envolvem ações como empilhar, encaixar, abrir e fechar, transportar, pôr e tirar objetos, pintar, desenhar, recortar, furar, alinhavar, aparafusar e desaparafusar. Tratamento: Disgrafia 8 Segundo os autores, há também a técnica terapêutica de reabilitação cognitiva que se baseia na capacidade do cérebro de se reorganizar e adaptar, alterando sua estrutura, função e até mesmo seu perfil químico. Através de diferentes formas de treino, busca estimular essa capacidade de adaptação. Ribeiro e Santos (2015), citado por Barbosa et al, podem ser citadas três modalidades de treino cognitivo, sendo elas: 1- Baseados em estratégias (como a técnica de associação de entre imagens visuais e informações específicas). 2- Baseados em processos (como treino computadorizado de uma habilidade cognitiva específica). 3- Baseados em disciplinas de multidomínios (como treino musical ou por jogos). No que diz respeito ao papel do psicólogo neste processo, Barbosa et al (2021) aponta que este processo que envolve a criança, a escola, a família e a intervenção é essencial, funcionando como um mediador que busca harmonizar esses diferentes contextos. O psicólogo deve acolher a subjetividade da criança, compreendendo profundamente seus pensamentos e sentimentos, que muitas vezes já estãomarcados por sensações de desconforto e desânimo. Essa escuta sensível e atenta é fundamental para que a criança se sinta segura. Dentro desse processo, o psicólogo trabalha para desenvolver as emoções da criança, participando diretamente sobre sua autoestima e motivação. É possível utilizar recursos como livros e jogos, como por exemplo, o "diga o que sente (Pereira, 2018). A parte que falta (Silverstein, 2018) e jogos como o Baralho das emoções (Caminha, 2018). Jogo das emoções (Castro; Roma, 2019) e a Ludoterapia (Klein, 2014)" (Barbosa et al, 2021). Intervenção Pedagógica: Disgrafia 9 Nos casos de Disgrafia, podem ser utilizadas algumas estratégias de intervenção para auxiliar o aluno. As adaptações em sala de aula podem incluir a concessão de mais tempo para a realização de atividades escritas e a possibilidade de avaliações orais, o que permite que o aluno se comunique e demonstre seu conhecimento de forma mais eficaz, sem a barreira da escrita manual. O uso de tecnologia assistiva, como computadores, tablets e softwares de reconhecimento de voz ou de processamento de texto, facilita a expressão escrita de alunos com disgrafia, oferecendo ferramentas alternativas que reduzem o esforço físico e melhoram a legibilidade e fluidez da escrita. Por fim, o acompanhamento especializado, como o trabalho de psicopedagogos e terapeutas ocupacionais, é essencial para auxiliar na superação das dificuldades motoras e cognitivas associadas à disgrafia. Esses profissionais desenvolvem estratégias personalizadas que estimulam a coordenação motora e o desenvolvimento da escrita, promovendo um aprendizado mais eficiente e confiante. Essas intervenções colaboram para um ambiente escolar mais inclusivo e acessível. Obrigado! Referências: American Psychiatric Association. Ano de publicação: 2013. Título: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5th Edition American Psychiatric Association. Ano de publicação: 2013. Título: Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 5th Edition ALVES, Cláudio Márcio. A fala profissional: estratégias de comunicação falada em diversos contextos e suas funções sociais. Revista Eletrônica FAEX, 2012. Disponível em: https://periodicos.faex.edu.br/index.php/e- Locucao/article/download/335/237. Acesso em: 29 set. 2024. A.P.P.D.A.E. (2011b). Caligrafia e Disgrafia em Crianças em Idade Escolar Cruz, J. P. (2009). Dificuldades Específicas de Aprendizagem: Dislexia, Disgrafia e Disortografia. Lisboa: Universidade Aberta ESCOLA DA INTELIGÊNCIA. Disgrafia: o que é, causas, como identificar e tratar. Blog Escola da Inteligência, 2023. Disponível em: https://escoladainteligencia.com.br/blog/disgrafia/. Acesso em: 29 set. 2024. Torres, A., & Fernández, M. (2001). Transtornos de Aprendizaje: Teoría, Diagnóstico y Tratamiento. Madrid: Narcea. Slide 1: Disgrafia Slide 2: Definição Slide 3: Causas da Disgrafia: Slide 4: Sintomas da Disgrafia: Slide 5: Tipos de Disgrafia: Slide 6: Diagnóstico Slide 7: Tratamento: Slide 8: Tratamento: Slide 9: Intervenção Pedagógica: Slide 10: Obrigado!