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Resumão P2 procedimentos comuns II (DM046) (21/10/2024) CAMILINHA - FARMACO SEDAÇÃO MÍNIMA Espectro de controle da ansiedade e dor em odontologia ● Sempre em odonto trabalhamos com o paciente CONSCIENTE!! ○ paciente respira sozinho e tem pulso (não precisa estar entubado, com desfibrilador, etc…) ○ inconsciente → não possui respiração espontânea nem reflexo ● Sedação leve a moderada (sedação mínima) ○ depressão mínima ao nível de consciência do paciente, promovida por um fármaco, que não afeta sua habilidade de respirar automática e independentemente (reflexo de respiração é automático e mantido) e responder normalmente a estimulação física e a comando verbal ● Anestesia local .vs. anestesia geral ○ anestesia local o paciente está consciente, anestesia geral o paciente como um todo tem seu SNC deprimido ● Ansiedade, medo e estresse ○ Ansiedade: resposta de estresse a uma situação mal definida antecipada (pode ser normal ou patológica) ■ pacientes ansiosos → tem seu limiar de dor diminuído (tem pior controle de dor) ● Medo: resposta emocional a uma ameaça imediata percebida ○ é importante determinar a origem do medo do paciente (familiares, meios de comunicação, etc..) → podemos trabalhar melhor o medo do paciente ● Estresse: resposta a uma situação de ameaça à integridade física ou psíquica, é fisiológico e psicológico ○ liberação de várias substâncias endógenas → catecolaminas ○ se injetarmos acidentalmente o AL com vasoconstritor no vaso a quantidade de catecolaminas na corrente sanguínea é muito menor do que se o paciente estiver estressado/ansioso (por isso fazer anestesia com vaso mesmo para hipertensos, pois prevenir a dor por mais tempo ajuda a diminuir sua ansiedade, se injetar no vaso é menos pior do que ele liberar catecolaminas endógenas pelo nervosismo) ● Medidas não-farmacológicas de controle de medo, ansiedade e estresse do paciente ○ verbalização (iatrosedação), musicalização, recursos audio visuais, aromaterapia, respiração , acupuntura e hipnose (requerem treinamentos e cursos prévios), psicologia ● Medidas farmacológicas de controle de ansiedade ○ benzodiazepínicos ○ sedação com óxido nitroso e O2 ○ fitoterápicos e florais ○ outros (anti-eméticos, anti-alérgicos → como efeito colateral dão sono) Benzodiazepínicos - PROVA!! ● São as drogas de primeira escolha para a sedação via oral (eficácia comprovada) ● Mecanismo de ação dos BZDs ○ aumentam a frequência da abertura dos canais de Cl associados ao GABA ○ aumenta o influxo de Cl na célula (Cl é negativo) ○ hiperpolariza a célula → diminui a excitabilidade neuronal ● Vantagens BZDs ○ diminui a ansiedade ○ diminui freq. cardíaca e freq. spiratória ○ diminuição da salivação por curto prazo durante o procedimento (facilita o procedimento) ○ causa amnésia anterógrada (paciente esquece do trauma, porém pode ser desvantagem pois pode alegar coisas falsas, fantasias sexuais, etc..) ○ leva à sedação e indução do sono ○ diminui o tônus muscular e coordenação (evita contrações involuntárias) ○ redução do reflexo do vômito ○ em pacientes hipertensos ajudam a reduzir a PA ○ servem como anticonvulsivantes (pois diminuem a excitabilidade neuronal) ○ baratos ○ ampla margem de segurança ■ alto índice terapêutico (a dose tóxica é muito maior que a dose terapêutica/efetiva) ■ existe um antagonista (flumazenil) - se liga ao mesmo receptor GABA e remove o bzd ■ dependência do GABA (precisa de um neurotransmissor endógeno para funcionar) ● Indicações dos BZDs - PROVA!! ○ falha das medidas não farmacológicas (tranquilização verbal, musicalização, etc..) ○ após traumatismos ou emergências dentais (pois nesses casos o paciente está mais nervoso) ○ diabéticos, hipertensos, cardiopatas controlados → bzds controlam as condições sistêmicas desses pacientes (estresse e ansiedade agravam essas condições, ex: diabéticos controlados podem estar com glicemia mais alta quando nervosos pois catecolaminas são hiperglicemiantes, etc..) ○ pacientes asmáticos ou com histórico de convulsões (para minimizar os efeitos do estresse cirúrgico - entrar em contato com o médico) ○ emergências médicas (ex: emergências que estão associadas a ansiedade como gatilho, como hiperventilação, desmaio, convulsão, etc… dar bzd pós crise para prevenir uma futura crise) ○ intervenções mais invasivas, mesmo em pacientes que aparentem calmos ● Contraindicações dos BZDs ○ gestantes (pois é uma droga depressora do SNC, pode ser teratogênica para o feto) ○ portadores de glaucoma (bzds aumenta pressão intralocular) ○ portadores de miastenia gravis (bzds relaxam ainda mais a musculatura) ○ crianças com grave comprometimento físico e mental (atender em ambiente hospitalar) ○ história de hipersensibilidade (alérgicos ao bzd) ○ insuficiência respiratória grave ou apnéia do sono → bzds relaxam músculos respiratórios, pode haver depressão respiratória e parada respiratória desses pacientes ■ NÃO se aplica para pacientes com asma pois as vezes a crise de asma pode ser desencadeada por ansiedade e o bzd previne a crise ○ dependentes de outras drogas depressoras do SNC (interação medicamentosa indesejável) ■ ex: álcool + bzd→ depressão extrema do SNC, pode levar à morte!! ● além de potencializar o efeito depressor dos bzds sobre o SNC, o álcool pode induzir maior metabolização hepática dos bzds ■ NÃO iremos falar para ele parar de tomar outras drogas depressoras que já toma (ex: anticonvulsivante, nesse caso ajustamos a dose do bzd), mas sim de drogas de abuso!!! ● Tipos de benzodiazepínicos e suas indicações - PROVA!! ○ IDOSOS - LORAZEPAM (LORAX) ■ primeira escolha para pacientes idosos pois gera metabólitos menos tóxicos e induz menos efeitos paradoxais ■ idosos já tomam muitas medicações, quanto menos metabólitos tóxicos melhor ■ desvantagem: maior tempo de latência (2hrs) ■ DOSE E POSOLOGIA: 1-2mg 1-2hrs antes do procedimento ○ CRIANÇAS - MIDAZOLAM (DORMONID) OU DIAZEPAM (VALIUM) ■ midazolam → pequeno tempo de latência (faz efeito rápido) e meia vida curta (efeito passa mais rápido) - PREFERÍVEL ■ diazepam → muitos trabalhos que comprovam sua segurança para crianças, apesar de ter meia vida alta ■ DOSE E POSOLOGIA ● midazolam: 0,25-0,5 mg/kg 30 min antes ● diazepam: 0,2-0,5 mg/kg 1h antes ○ ADULTOS - QUALQUER UM (PREFERÊNCIA: MIDAZOLAM/DORMONID) ■ midazolam: rápido início de ação (30 min) e menor duração do efeito ansiolítico (1-2 h) ■ DOSE E POSOLOGIA: 7,5 mg 30 min antes ● Posologia dos bzds ○ tomar no próprio consultório, antes do procedimento (tempo de tomada a depender do seu tempo de latência) ○ ○ em pacientes muito ansiosos,, pode-se prescrever a primeira dose para ser tomada ao deitar, com o objetivo de proporcionar um sono tranquilo, sendo repetida no dia do atendimento ● Cuidados adicionais/orientações ao paciente ○ após o atendimento, o paciente deverá ser alertado a: ■ não executar tarefas delicadas ■ não dirigir pós atendimento até passar o efeito do bzd ■ não operar máquinas potencialmente perigosas ■ NÃO ingerir bebidas alcoólicas no dia do tratamento ○ como o bzd afeta o cognitivo levemente (diminui reflexos, etc..) → paciente deve sempre ir embora com acompanhante!! (NUNCA pode ir embora dirigindo) N2O + O2 ● É a MISTURA dos gazes (óxido nitroso + oxigênio) que faz a sedação acontecer ● O paciente inala os dois gases simultaneamente ou apenas O2 a depender da manipulação do aparelho ○ pode ser ou a mistura de N2O + O2 ou apenas O2, mas nunca apenas N2O (paciente morre, o equipamento nem permite que isso ocorra) ○ proporção máxima de nitroso: 70% nitroso pra 30% de O2, porém o profissional pode manipular essas porcentagens a depender do paciente, mas nunca dar menos que 30% de O2 ● Indícios de sedação ○ sorriso + paciente demora para responder ● Indício de sobresedação ○ risadas muito exageradas ○ pessoa sente peso no peito, fica angustiada, etc… ● Pontos importantes ○ conhecimento da história médica e odontológica do paciente (através da anamnese) é essencial ○ termo de consentimento a sedação devem ser assinadospelo paciente ○ monitorar sempre sinais vitais (antes de deixar o consultório, o paciente deve apresentar os mesmo reflexos de antes do início da técnica (fazer antes e depois da técnica para testar se o cognitivo dela se recuperou pós técnica) - Teste de Trieger ● Contraindicações ○ pacientes respiradores bucais (contraindicação relativa) ○ pacientes alérgicos a látex (máscara é de látex) ○ gestantes (não há trabalhos mostrando segurança) ● Óxido nitroso .vs. BZD ○ Via de administração diferente ■ bzd: via oral ■ N2O/O2: via inalatória (dificuldade em respiradores orais, congestão nasal, etc.. pois o gás é inalado pelo nariz) ● Vantagens do N2O/O2 ○ latência e recuperação rápidas ■ latência: 2-3 min ■ recuperação rápida, pessoa pode ir embora dirigindo, não fica com o cognitivo comprometido por certo tempo como bzds ○ individualização da técnica para cada paciente (titulação) ■ diferente dos bzds que tem apresentações comerciais específicos (ex: 5-10 mg), podemos dar gás na proporção necessária para cada paciente ○ a duração e intensidade da sedação são controladas pelo profissional ● Desvantagens do N2O/O2 ○ investimento inicial alto (aquisição do equipamento e acessórios) ○ custo do curso teórico prático (profissional precisa ser habilitado para fazer a sedação) Fitoterápicos ● Ex: Sominex, passaneuro e maracugina ● Possuem efeitos comparáveis a benzodiazepínicos e óxido nitroso ● Maior aceitação por parte dos pacientes (principalmente pais de crianças) ● Não altera o cognitivo, mas acalma a pessoa (baixa pressão, glicemia, relaxamento, etc..) Outras classes medicamentosas que diminuem a ansiedade como efeito secundário ● Indutores de sono (ex: zolpiden)→ "acalma” o paciente ● Anti-histamínicos, barbitúricos, antieméticos… → dão sono ○ ex: polarmine (anti-histamínico), dramin (anti-emético), tipentax (barbitúrico) ● Se a pessoa já toma algum desses todos os dias, pensar em diminuir a dose doz bzds caso queira administrar pro atendimento (dar menor dose efetiva de bzd) ● Criança → sempre perguntar se está tomando remédio pra tosse (geralmente são à base de codeína, a qual é um depressor de SNC - pensar em diminui a dose do bzd caso use, pois tem interação medicamentosa com a codeína) GROPPO - FARMACO ANESTESIA LOCAL EM PACIENTES DE MÉDIA A ALTA COMPLEXIDADE I Pacientes de média e alta complexidade ● Hipertensos ○ limites de PA: ■ PA até 16/10 → podemos atender (procedimentos eletivos) ■ PA acima de 16/10 até 18/11 → apenas urgências ■ PA acima de 18/11 → apenas urgência em ambiente hospitalar ● Diabéticos ○ controlados: média complexidade ○ descontrolados: alta complexidade ● Asmáticos ● Cardíacos ● Insuficiência renal e hepática ● Doenças imunes (imunossuprimidos) ● Hipo e Hipertireoidismo ● Osteoporose ● Epilépticos e histórico de desordens convulsivas ● Crianças ● Gestantes ● Idosos ● Portadores de porfiria aguda ● ANAMNESE é fundamental para conhecer o paciente (exame físico intra e extra-oral + exames complementares) Casos clínicos ● Paciente ASA I ○ subiu a PA antes do procedimento (ansiedade) ○ protocolo para a próxima consulta → controle de ansiedade com BZD (sedação moderada, abaixa a PA) ● Paciente ASA II ○ paciente possui stent ■ se for à menos de 1 mês → profilaxia antibiótica dipirona 1g 1h antes (pois ainda não re-epitelizou) ■ se já tiver passado mais que 1 mês → NÃO há necessidade de profilaxia antibiótica ○ medicamentos que toma ■ losartana (anti-hipertensivo) ■ AAS (anti-agregante plaquetário) - paciente é trombótico ■ sinvastatina (evita a formação de placas ateromatosas) ■ diurético (urina mais = abaixa a PA) → não pode realizar procedimentos muito longos acima de 2hrs sem o paciente urinar ■ além disso, o paciente excreta medicamentos e AL mais rápido (efeito por menos tempo) ■ beta-bloqueador (anti-hipertensivo) ■ dar epinefrina (do AL) → não altera a PA pois os receptores estão bloqueados (se for um beta-bloqueador não seletivo) ■ se for seletivo (bloqueia apenas beta 1) → dar epinefrina = abaixa a PA (pois sobra apenas beta 2 e alfa 1, mas epinefrina possui mais afinidade por beta 2, e assim causa vasodilatação e abaixa a PA) ■ propanolol (beta-bloqueador de beta 1 e 2) → epinefrina sobe a PA (pois sobra apenas alfa 1 para a epinefrina se ligar) ○ paciente com este perfil (várias doenças, toma vários medicamentos) → MANDATÓRIO conversar com seu médico antes de procedimentos mais invasivos/complexos Tratamento odontológico para crianças ● Crianças em geral são hiperreativas ○ alta taxa metabólica = maior taxa de eliminação de fármacos (hipo-reatividade relativa) ○ possuem um volume de plasma pequeno comparado a um adulto, logo, doses normais para adultos podem ser excessiva (hiperreativos) ■ a maioria dos casos fatais com uso de AL na odonto ocorrem em crianças geralmente por dose excessiva ● Bebes e RN também são hiperreativos ○ menor taxa de ligação de proteínas plamásticas→ fármacos tem maior ação e mais rápida (por isso doses de bebês são menores do que adultos) ○ barreira hemato encefálica ainda não desenvolvida (fármacos atingem o SNC com maior facilidade) ● Levar sempre em consideração a IDADE e ESTADO FÍSICO da criança!! ● Recomendações no tratamento de crianças - PROVA!! ○ NÃO fazer bloqueios (se puder) ■ devido ao menor volume plasmático, possuem menos líquido p/ diluir o AL (AL fica mais concentrado) ■ crianças possuem maior possibilidade de injeção intravascular acidental ○ sempre fazer aspiração + injeção lenta (evitar injeção intravascular) ○ usar solução com vasoconstritor (fundamental) pois é mais eficaz, usa menos AL e dura mais tempo pois o vaso diminui a velocidade de absorção + protege contra toxicidade ■ usar AL sem vaso apenas para procedimentos simples e rápidos (pois passa a anestesia mais rápido e evita a automutilação) ○ AL de escolha: lido + epinefrina 1:100 000 ■ porém articaína pode ser melhor para mandíbula (infiltrativa) ○ respeitar o cálculo da dose máx, usar menor concentração e volume de AL possível ■ reduzir dose pra 1/3 da dose usual quando a criança estiver debilitada ou sedada ○ crianças apresentam MAIOR SENSIBILIDADE às drogas depressoras do SNC e MAIOR possibilidade de injeção intravascular acidental ● AL recomendados ○ qualquer anestésico serve, EXCETO bupivacaína (pois seu efeito dura muito e há risco de automutilação) ○ para procedimentos rápidos (menos que 20 min) ■ mepi 3% sem vaso ■ não utilizar em procedimentos que demandam volumes relativamente grandes em crianças pequenas ■ dose máx em crianças: 5mg/kg ■ lido 2% com epi 1:100 000 ○ procedimentos acima de 20 min ■ lido 2% com epi 1:100 000 ■ ideal, pois não tem risco de metemoglobinemia como a prilo nem de toxicidade sistêmica maior como a mepi ■ mepi 2% com epi 1:100 000 ■ maior risco de toxicidade sistêmica, não utilizar mepi se pretende-se usar uma dose próxima da dose max ■ evitar principalmente em crianças com distúrbios renais e hepáticos (distúrbios metabólicos) ■ não possui nenhuma vantagem sobre a lido ■ prilo 3% com felipressina 0,03 UI ■ preferível em crianças hipertensas ou com hipertireoidismo ■ CUIDADO com metemoglobinemia em crianças (principalmente anêmicas e com distúrbios respiratórios) ■ alertar a mãe (metemoglobinemia ocorre aprox. 4hrs pós procedimento) ■ art 4% com epinefrina 1:100 000 ou 1:200 000 ■ preferível em crianças com insuficiência renal ou hepática (tem metabolização plasmática) ■ preferível em casos de inifiltrativas na mandíbula ■ NÃO usar art para bloqueio do NAI ou lingual e NÃO usar em crianças menor que 4 anos ● Sedação em crianças (controle de ansiedade) ○ midazolam (dormonid) - preferível ■ 0,2-0,5 mg/kg (máx 7,5 mg) ■ comprimidos de 5 ou 10 mg ○ óxido nitroso e oxigênio - preferível porém não substitui anestesia geral ● Uso de analgésicos e anti-inflamatórios em crianças ○ analgésico ■ não há preferência, o melhor é aquele que a criança está acostumada (perguntar pra mãe) ■ dipirona→ 12 mg/kg ou 0,5-1 gota /kg a cada 4-6 hrs(a depender da sensibilidadeda criança e expectativa de dor) ■ OBS: solução de dipirona gotas contém metabissulfito e metilparabenos (cuidado com alergias) ■ paracetamol→ 200 mg /ml, solução gotas ■ 1 ml - 14 a 16 gotas ■ 2-12 anos com +11kg → 10-15 mg/kg a cada 6h ■ 12+ anos com 30+ kg → 35-55 gotas ■ ibuprofeno → 5-10 mg/kg ■ NÃO deve ser usado em doses maiores (como anti-inflamatório), mas sim apenas em doses menores (como analgésico) ■ NÃO dar AAS (tóxica pra crianças, NÃO pode ser tomada em quadros virais ou com febre) ■ se for dada com alguma infecção viral (ex: gripe) → risco de síndrome de RYE (inchaço de cérebro e fígado, leva a óbito) ○ anti-inflamatórios ■ melhor: CORTICÓIDE em dose única (dexametasona) ■ AINES SÃO PROIBIDOS PARA CRIANÇAS MENORES QUE 14 ANOS!! (ex: nimesulida) ● Antibióticos para crianças ○ profilaxia antibiótica: amoxicilina 50 mg/kg, máx 2g - 1h antes ○ amoxicilina: dose de ataque 30-40 mg/kg + doses de manutenção 15-20mg/kg de 8/8hrs ■ objetivo da dose de ataque: atingir níveis altos de antibiótico antes do procedimento (ex: paciente chegou já com infecção, damos dose de ataque antes do procedimento que seria por ex. a drenagem do abcesso) ■ AGITAR VIGOROSAMENTE O FRACO DE AMOXICILINA ANTES DE TOMAR (POIS É UMA SUSPENSÃO)!! ○ metronidazol (Flagyl pediátrico) ■ benzoilmetronidazol (mudança na estrutura química para poder se dissolver melhor e ser apresentável em solução em gotas) ○ associação amoxi + clavulanato de potássio (Clavulin) - PROVA!! ■ indicado para infecções mais graves, com edema, celulite e gânglios infartados), quando a associação amoxi + metro não funcionou ■ cuidado pois clavulin pode causar problemas hepáticos em algumas crianças, logo é preferível a associação metro+amoxi do que clavunalato + amoxi ○ alergia à penicilina → CLARITROMICINA 15mg/kg ANESTESIA LOCAL EM PACIENTES DE MÉDIA A ALTA COMPLEXIDADE III Pacientes com doença cardíaca isquêmica ● Angina pectoris (dor no peito) ○ ANGINA ESTÁVEL ■ dor esporádica, facilmente controlada, passa com medicamentos (vasodilatador coronariano - monocordil ) ○ ANGINA INSTÁVEL ■ dor frequente, não é controlada facilmente (não passa com medicamentos) ○ atendimento seguro: ausência de história de angina 2 semanas antes do atendimento e capacidade física (ANAMNESE!) ● Paciente infartado ○ infarto do miocárdio (IM) recente = até 6 meses (após isso podemos tratar) ■ período crítico pós IM: 4-6 semanas ○ maior fator de risco para infarto: diabetes descontrolada ● Insuficiência cardíaca congestiva (ICC) ○ tomam digitálicos (ex: digoxina) ○ evitar posição supina (piora a dispnéia) ● Cardiopatas compensados (quem podemos tratar?) ○ 4-6 semanas pós IM ○ angina estável (ausência de angina nas últimas 2 semanas) ○ 3 meses pós cirurgia de revascularização do miocárdio ou angioplastia (stent) ■ menos de 1 mês → necessário sedação + profilaxia antibiótica 1g amoxi (pois 1 mês é o tempo de re-epitelizar o stent) ■ extender profilaxia antibiótica por 3 dias se for diabético!! ○ mín 6 meses pós AVC (baixo O2 = maior risco de convulsão) ○ hipertensos: ideal abaixo de 12/8, tratamos até 16/10 ○ freq. card.: menor que 100 bom em repouso ○ nenhuma mudança recente em sua condição de saúde ● Como tratar ○ AL: profunda COM vaso!! ■ prilocaína com felipressina (máx 2 tubetes) ou lidocaína com epi 1:200 000 (máx 2 tubetes) ou 1:400 000 (máx 4 tubetes) ○ antibiótico: amoxi (menos tóxico) ○ analgésico: qualquer um (dipirona ou paracetamol) ○ sedação: BZDs ou óxido nitroso (EVITAR DOR OU STRESS!!) ○ anti-inflamatório: dexametasona (AINES PROIBIDO!! COXIBES PROIBIDOS!!) ○ evitar deixar em posição supina!! (aumenta dispnéia em pacientes com ICC) ○ medir PA e pulso no ínicio e durante o tratamento em cada sessão ○ sessões curtas na segunda metade da manhã (maior incidência de AVE no início da manhã) ○ para procedimentos que envolvam sangramento em pacientes usando anticoagulantes e antiagregantes plaquetários → entrar em contato com o médico para verificação do tempo de coagulação (ex: exame de TAP e RNI) Asma ● Fatores desencadeadores da crise de asma ○ estresse, fatores inespecíficos, inalação de ar frio ou irritantes, exposição a alérgenos específicos, ingestão de certos medicamentos… ● Tratamento odontológico ○ evitar estresse (pois pode desencadear crise)→ sedação com óxido nitroso (não é um gás irritante para asmáticos) ou BZDs (midazolam 7,5mg ou diazepam 5mg) ○ evitar estímulos dolorosos ○ solicitar ao pacientes que TRAGA SUA BOMBINHA (aerosol broncodilatador) para a consulta + usar antes do atendimento!! ○ AL com vaso!! ■ CUIDADO: AL com epinefrina (contém metabissulfito , que pode ser alergênico pela sulfa e desencadear crise em asmáticos → preferir prilo + felipressina) ○ AINES PROIBIDO!! (apenas corticóide como anti-inflamatório) ■ corticóide = efeito anti-alérgico, enquanto AINES aumenta leucotrienos que são alergênicos Doença renal crônica ● Diminuição da TFG = maior toxicidade de drogas e AL (paciente não excreta, logo a droga se acumula no organismo) - reduzir doses anestésicas pela metade!!! ● Risco de anemia (diminuição da eritropoietina) + comprometimento cardíaco → aumento do sangramento ● Alterações imunológicas (imunossupressão) - cândida, gengivite, úlceras e hálito urêmico ● Atendimento odontológico ○ preferir atender no DIA SEGUINTE À HEMODIÁLISE (sangue foi "limpo") ○ lido 2% com epi 1:100 000 ou 1:200 000 → menor dose possível!! ○ NÃO USAR AINES (vasoconstrição renal) ○ antibióticos e ansiolíticos → dose a ser ajustada pelo médico ○ usar medidas locais para o controle de sangramento Doença hepática (ex: cirrose e hepatite) ● AL: todas as amidas são metabolizadas pelo fígado, preferir ARTICAÍNA (95% metabolização plasmática) ● Consultar médico!! Pacientes com desordens convulsivas ● ANAMNESE ○ última crise, frequência, duração… ○ eventos que engatilham convulsão ○ medicação usada, contato com o médico… Hipertireoidismo ● Quando controlados ○ controle de ansiedade: diazepam 5mg, midazolam 7,5mg ou lorazepam 1-2 mg ○ AL com vaso!! ● Quando NÃO controlados ○ CONTRA INDICAÇÃO ABSOLUTA PARA O TRATAMENTO ODONTOLÓGICO ELETIVO (APENAS URGÊNCIAS) ○ urgências: AL sem vaso adrenérgico (apenas prilo + felipressina) pois pacientes possuem taquicardia, metabolismo acelerado, etc… Porfirias hepáticas ● CONTRA-INDICAÇÕES: LIDO, MEPI, ERITROMICINA NORMAS DE RECEITUÁRIO Tipos de medicamentos ● IMPORTANTE: o CD pode prescrever qualquer medicamento desde que seja com finalidade odontológica!! ● Sem tarja ○ venda livre ou OTC (sem necessidade de receita) ○ poucos efeitos colaterais (geralmente) ○ ex: dipirona, paracetamol, ibuprofeno.. ● Medicamentos fitoterápicos ○ medicamento farmacêutico empregando-se exclusivamente matérias primas vegetais ○ são um tipo específico dos OTC/ sem tarja ● Tarja vermelha SEM retenção de receita ○ como não tem retenção de receita não há controle, logo, embora a lei peça receita, pode ser vendido SEM receita ○ ex: anticoncepcional, nimesulida, cataflam… ● Tarja vermelha COM retenção de receita ○ sabidamente causam um efeito tóxico mais intenso/antibióticos ○ medicamentos controlados, a farmácia retém e exige a receita ○ 2 vias da receita: uma para o paciente e a outra para o farmacêutico ○ receitas registradas na vigilância sanitária ○ ex: roacutam, amoxicilina… ● Genéricos ○ cópia fiel dos medicamentos de referência, que apresentam a mesma eficácia, comprovada por testes de biodisponibilidade e bioequivalência, realizados por laboratório conveniados com o ministério da saúde ○ o medicamento genérico é intercambiável com o de marca desde que atinga 80-105% da concentração sanguínea do medicamento de marca ○ padronização de sua caixa ■ seu nome é o próprio princípio ativo do medicamento (ex: amoxicilina, dipirona…) ■ deve ter a tarja amarela com o símbolo G de genérico ■ ● Tarja preta ○ causam vício ou dependência e precisam de NOTIFICAÇÃO DE RECEITA ○ ex: benzodiazepínicos, antidepressivos, etc… ● Genérico .vs. de marca .vs. similar ○ genérico: princípioativo ○ de marca/original: referência ○ similar: possuem nomes fantasia ■ teoricamente possuem a mesma concentração que os de marca, porém não foram testados e não se tornaram genéricos ● Medicamentos sujeitos a CONTROLE ESPECIAL de interesse odontológico (são poucos) - PROVA!! ○ analgésicos narcóticos (ex: tramadol) ○ ansiolíticos (benzodiazepínicos) ○ AINES específicos para COX2 (coxibes) - arcoxia, celebra ■ exigem cuidados pois são tóxicos e podem causar problemas cardiovasculares ○ paracetamol + codeína (derivados opióides) ○ TODOS os antibacterianos (ex: amoxicilina) ● Medicamentos que NÃO podemos prescrever (NUNCA possuem uso odontológico) - restritos à área médica ○ hipoglicemiantes ○ contraceptivos ○ anticonvulsivantes ○ anti-hipertensivos ○ "corretores” de disfunção erétil Receita ● Importância da receita ○ limita a automedicação ○ orienta a dosagem e posologia do medicamento ○ permite incluir precauções ou orientações ○ é um instrumento legal ● Critérios da receita ○ deve conter: ■ nome e endereço do paciente e do profissional ■ telefone não é mandatório ■ medicamento a ser receitado ■ quantidade total do medicamento ■ como usar o medicamento, dose, uso externo ou interno e forma farmacêutica (ex: comprimido, suspensão) ■ data, assinatura e carimbo do profissional com CRO ■ NÃO pode conter abreviações nem rasuras, deve ser LEGÍVEL Tipos de receita ● Receita comum (maioria) ○ medicamentos industrializados ○ formulações magistrais (manipuladas em farmácias) ● Receita de controle especial (para drogas de controle especial) PASSO A PASSO RECEITA COMUM - PROVA!! ● 1) Nome do profissional, CRO, especialidade/clínico geral e endereço e CEP (do consultório/clínica ou do próprio profissional) ● 2) Nome completo do paciente, seu endereço + idade e peso (se a droga depender do peso, etc..) ● 3) Uso interno/externo (via de administração da droga) ○ uso interno: tudo que pode ser DEGLUTIDO ○ uso externo: todo o resto (pomadas, supositórios, bochechos, injeções, comprimidos sublinguais…) ● 4) Nome comercial (consultório privado) ou GENÉRICO (FOP) da droga por extenso (ex: dipirona sódica) + concentração (ex: 500 mg) ○ nome do medicamento é minúsculo se estiver no meio do texto! (só é maiúsculo se estiver começando o texto) ○ forma farmacêutica (ex: suspensão gotas): se escrevermos 1 caixa já sabemos que é comprimido, não precisa especificar, se escrevermos 1 frasco aí especificamos (xarope, suspensão gotas, solução…) ○ ● 5) Quantidade total do medicamento (ex: 1 caixa) ○ geralmente receitamos 1 caixa pois não vendem-se comprimidos separados ● 6) Orientações (quantidade, intervalo, e tempo) + OBS ○ ex: tomar 1 comprimido a cada 6 horas durante 1 dia (se colocarmos a dose exata + posologia, não precisamos colocar a duração do tratamento, ex: 4 comprimidos de 6 em 6 hrs já sabemos que é por 1 dia, porém se colocarmos 1 caixa temos que especificar a duração) ■ 20 gotas/mL ■ NÃO colocar: tomar em caso de dor, tomar enquanto tiver dor… pois se não irá tomar por tempo indeterminado ○ ex OBS: não ingerir álcool, não operar máquinas, se a dor persistir entrar em contato com a clínica, etc… ■ em consultório particular, podemos escrever em obs "não autorizo a substituição" caso queiramos aquela marca específica ● 7) NÃO DEIXAR ESPAÇO EM BRANCO!! (deve ser anulado com um risco) ● 8) Data e assinatura ○ na FOP: professor é responsável por assinar as receitas ● RESUMINDO RECEITA ○ cabeçalho (nome, endereço..) ○ inscrição (via de adm, medicamento, concentração, qtd total…) ○ orientações (posologia e duração do tratamento) + OBS ○ data e assinatura ● IMPORTANTE: receitas possuem validade de 30 dias em TODO o território nacional (lei nova) Prescrições de formulações magistrais ● Ex: Manipulação de solução de clorexidina 0,12% (antissepsia intraoral) ou 2% (antissepsia extraoral) ● Não é uma receita, apenas uma instrução ● Duas receitas: uma para a formulação magistral (farmacêutico retém) + uma de orientações para o paciente (receita comum) Encaminhamentos (ao médico) e solicitações (ex: hemogramas, exame de imagem..) ● Encaminhamentos ao médico ● Solicitações ○ importante ao fazer pedidos de exames com cobertura de planos de saúde Receita de controle especial (para medicamentos de controle especial) ● Diferenças da receita comum ○ 2 vias ○ validade de apenas 10 dias ○ possui infos do comprador + do FORNECEDOR (faramacêutico) ○ pode conter mais de um medicamento na mesma receita, porém NUNCA dois de controle especial (ex: pode um antibiótico e um analgésico mas não um antibiótico e um ansiolítico) ○ informações do paciente: nome completo, idade e sexo ● Qualquer receita comum pode virar de controle especial, basta ter 2 vias e as infos do fornecedor Notificação de receita ● Não é a receita, apenas um documento que acompanhado da receita comum autoriza a dispensação/venda de medicamentos sujeitos a controle especial específicos (ex: BZDs, pois causam vício e dependência) ● Objetivo: notificar o dentro de vigilância sanitária de cada estado sobre a prescrição e dispensação desses medicamentos ● Necessárias para medicamentos controlados (medicamentos de controle especial) ● 3 tipos de notificação de receita: A, B ou C ○ benzodiazepínicos B1→ talonário azul, é a que podemos prescrever ○ válida por 30 dias porém é válida apenas na unidade federativa em que foi emitida (NÃO é válida em todo território nacional) ○ tratamento máximo de 60 dias ● Prescrição de BZDs: devemos fazer a receita comum (para o paciente) + a notificação de receita (para a farmácia) ● Receita de controle especial .vs. notificação de receita ○ controle especial: para antibióticos e opióides em menores doses (até 100 mg), pode ser uma receita comum que vire de controle especial (informações do comprador e farmacêutico + 2 vias) ○ notificação de receita: para drogas psicotrópicas e adictiva, necessidade de notificar a vigilância sanitária, o talonário azul deve ser pego na própria vigilância sanitária DAGMAR - ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL Prontuário clínico - PROVA: cite 4 documentos que fazem parte do prontuário e os descreva ● Documentos fundamentais (ficha clínica) ○ Identificação do profissional ○ Identificação do paciente ○ Anamnese ○ Exame clínico ○ Plano de tratamento ○ Evolução e intercorrências de tratamento ● Documentos suplementares ○ Receitas ○ Atestados ○ Contrato de prestação de serviços odontológicos ○ Exames complementares (ex: radiografia) Atestado odontológico ● É a simples descrição de um fato odontológico e suas consequências ● Código de ética odontológica, sigilo profissional, informações sobre o paciente baseado no CID (classificação internacional de doenças) e padronização de comunicação ● O atestado deve conter o CID (OBRIGATÓRIO) - PROVA!! ○ perio: nº K05 (gengivite e doenças periodontais) ○ exodontia: nº K08 (outros transtornos dos dentes e de suas estruturas de sustentação) Etapas do plano de tratamento - PROVA!! Códigos para descrição dos procedimentos realizados (preenchimento de ficha clínica) - PROVA!! ● CC→ código comum (comum a todas as áreas) ○ CPL→ ensino de escovação ○ AT→ anestesia troncular ○ AI→ anestesia infiltrativa ○ ATCX→ aplicação tópica de clorexidina Exercícios que provavelmente ela vai colocar na prova idêntica: - PROVA!! Áreas de trabalho - PROVA!! ● Posições de trabalho seguem horas de um relógio (a boca do paciente é o centro do relógio) ● Posição ergonômica do operador destro - PROVA!! ○ 9 - 12 hrs ● Independente de ser destro ou canhoto, sempre começa em 12 hrs (exame clínico) e sempre a área de transferência de material será a mesma (5-7 hrs, abaixo do queixo do paciente) - PROVA!! ○ dificulta a visualização do instrumental sendo passado (diminui medo do paciente) ○ evitar áreas nobres da face (como olhos, que poderiam ser lesionados com instrumentais pontiagudos) ● Auxiliar sempre se senta paralelo à cadeira, com as pernas para frente e viradas para a mesa auxiliar, com as costas voltadas entre 4-5 horas ● Áreasde trabalho - PROVA!! Tipos de movimentos - PROVA!! Posicionamento dos dentes - PROVA TABELA !! ● Anteriores ○ cabeça na posição neutra → visão direta 13-23 e indireta da palatina) ○ cabeça na posição anterior → visão direta da lingual de incisivos inferiores ○ cabeça na posição posterior → visão direta da palatina do lado esquerdo ○ operador em 12h ● Pré-molares ○ E1 → vestibular e oclusal de prés direitos (24-25 e 34 e 35) (visão direta) + visão direta e indireta da lingual ○ D1 → vestibular e oclusal de prés esquerdos (14-15 e 44 e 45) (visão direta) + visão direta e indireta da lingual ○ operador em 11h ● Molares ○ E2 → visão direta e indireta de vestibular, palatina e oclusal de molares direitos (16-18 e 46-48) ○ D2 → visão direta e indireta de vestibular, palatina e oclusal de molares esquerdos (26-28 e 36-38) ○ operador em 10h