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Trauma cranioencefálico (TCE)
É uma consequência da ação de forças externas capazes de gerar lesão 
anatômica ou comprometimento funcional de estruturas do crânio ou encéfalo. 
É o tipo mais comum de trauma nas emergências do Brasil.
Em grande parte dos casos o desfecho é óbito antes de chegar ao hospital. As 
vítimas apresentam lesões neurológicas que resultam em invalidez, 
impossibilitando o retorno dos pacientes as atividades laborais e sociais. Os 
grupos de maior risco são idosos, adultos jovens e homens. 
As meninges são três membranas 
que envolvem e protegem o encéfalo 
e a medula espinhal, entre essas 
camadas pode se formar espaços 
anatômicos:
Espaço epidural: entre crânio e 
dura-máter
Espaço subdural: entre dura-
máter e aracnoide
Espaço subaracnoideo: entre 
aracnoide e pia-máter (contém o 
líquor)
Classificação do TCE
São classificados de acordo com a gravidade da lesão. A escala de coma de 
glasgow ECG é adotado como parâmetro fundamental para a classificação do 
trauma.
ECG leve: 1315
ECG moderado: 912
ECG grave: 38
Trauma cranioencefálico TCE 1
Classificação do TCE e a etiologia
Tipo 1 de TCE fraturas
As fraturas de crânio é uma 
morfologia do TCE que demanda 
uma atenção especial da equipe 
encarregada dos cuidados do 
paciente.
O TCE com fratura é de dois tipos:
Calota craniana
Base de crânio
💡 Identificar sinais que sugere uma fratura, como depressão óssea
Sinais de fraturas na base de crânio
Trauma cranioencefálico TCE 2
Outro sinal de fratura em base de 
crânio é o sinal de halo onde aparece 
uma mancha de sangue que se 
espalha em padrão circular com um 
anel mais claro ao redor.
Tipo 2 de TCE lesão difusa
Concussão: é a forma mais branda de lesão difusa. Cursa com perda de 
consciência transitória, por cerca de um período de 6 horas.
Trauma cranioencefálico TCE 3
Lesão axonal difusa: ocorre por aceleração rotacional seguida de 
desaceleração da cabeça submetendo os neurônios a força de 
cisalhamento, com o paciente apresentando-se inconsciente desde o 
momento do trauma.
Hemorragia meníngea traumática: a ruptura é dos próprios vasos mais 
superficiais, comum nos casos graves de TCE.
Tipo 3 de TCE Lesão focal
As hemorragias podem ocorrer nos 
espaços Extradural, subdural, 
subaracnóideo, ventrículos e 
parênquima cerebral.
Contusões cerebrais;
Hematomas:
Extradural agudo Heda);
Subdural agudo;
Subdural crônico;
Intracerebral.
Manejo com TCE
X Lesões exsanguinante
Controle todas as lesões exsanguinante
A abertura das vias aéreas e estabilização da CV
Vítimas de TCE costumam alterar o nível de consciência e comprometer a 
permeabilidade das VA.
Retire prótese dentária, restos de alimentos e sangue, faça aspiração 
oral se necessário;
Trauma cranioencefálico TCE 4
Estabilize manualmente a coluna cervical, realize rolamento, e quando 
possível aplique os dispositivos de imobilização (colar cervical, prancha 
longa e headblok)
💡 Vítimas encontradas em:
Decúbito dorsal: estabilize manualmente a cabeça e continue 
avaliação primária;
Decúbito ventral ou lateral: estabilize manualmente a cabeça até a 
realização do rolamento na prancha
B ventilação e respiração
Atente-se para irregularidades do padrão respiratório como: bradipnéia, 
taquipnéia, entre outras associadas á lesão cerebral.
Administre O2 por máscara não reinalante mantendo a saturação acima 
de 94%;
Nas vítimas com FR abaixo de 10 irpm ou maior que 30 irpm, oferte O2 
nas frequências por BVM adulto  10vpm; criança  20 vpm e lactante  
25 vpm
Evite hiperventilação.
C circulação com controle da hemorragia
Vítimas de TCE associado à instabilidade hemodinâmica evoluem com 
piora da isquemia cerebral, justificando a necessidade da manutenção 
da PAS entre 90 a 100 mmHg.
Corrija feridas sangrantes, estabilize fratura pélvica/femoral;
Monitore sinais vitais e saturação;
D verifique nível de consciência
Neurológicas observadas e/ou informadas como: energia envolvida, 
perda de consciência, amnésia, episódio de vômito, informes de 
convulsão e apresentando déficits motores, estão associados à piora 
do quadro.
ECG
Trauma cranioencefálico TCE 5
Esteja preparado para episódios de vômitos, se ocorrer, lateralize a 
prancha.
E exposição e controle de hipotermia
Exponha se necessário e aqueça com manta aluminizada;
Transporte para a unidade de saúde conforme orientação médica;
Avaliação secundária
Observe fraturas abertas de crânio, exposição de tecido cerebral, 
ferimentos extensos de couro cabeludo, sangramentos expressivos, 
orifícios de entrada e saída nos FAF;
Realize curativos em couro cabeludo com cuidado para não introduzir 
espículas ósseas para dentro do tecido cerebral;
Realize curativo oclusivo nos ferimentos sangrantes;
Observe sinais de fratura de base de crânio: rinorreia, epistaxe, otorragia, 
otorréia, sinal de Battle (equimose atrás da orelha) e olhos de guaxinim 
(equimose periorbital). O sinal do duplo anel indica extravasamento de 
sangue e líquor percebidos na gaze/compressa, devendo ser informados 
na unidade de saúde;
Objetivos encravados no crânio: não retire.
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