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Avaliação da 
memória e
aprendizagem
Isadora Silvestre
CRP 06/178177
Centro de Oncologia e Hematologia Einstein
Avaliação da Memória e da Aprendizagem
Tarefas e Instrumentos Neuropsicológicos
Isadora Silvestre | CRP 06-177178
Teste de Aprendizagem 
Auditivo-Verbal de Rey 
(RAVLT)
Instrumento 
Neuropsicológico
Memória Lógica 
(Wechsler Memory
Scale)
Tarefa Qualitativa
Avaliação da Memória e da Aprendizagem
Tarefas e Instrumentos Neuropsicológicos
Isadora Silvestre | CRP 06-177178
Teste de Aprendizagem 
Auditivo-Verbal de Rey 
(RAVLT)
Instrumento 
Neuropsicológico
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) | Instrumento Neuropsicológico
Um dos testes mais utilizados para avaliação neuropsicológica da memória
é o Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT), amplamente
reconhecido na literatura neuropsicológica para a avaliação dos processos
de aprendizagem, evocação e reconhecimento da memória episódica.
O teste foi desenvolvido por Rey, em 1958 e publicado em seu
livro, L'examen clinique en psychologie, em 1964, baseado no Test of
memory for words desenvolvido pelo psicólogo suíço Edouard Claparède
(1973-1940) (Boake, 2000).
Cotta et al. (2012).
Isadora Silvestre | CRP 06-177178
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) | Instrumento Neuropsicológico
No Brasil, o RAVLT foi traduzido, adaptado e normatizado por
Malloy-Diniz et al. (2000) para aplicação em adolescentes, adultos
e idosos.
Posteriormente, o mesmo autor realizou um novo estudo
desenvolvendo uma versão do RAVLT no qual as listas de palavras
originais foram substituídas por dissílabos concretos de alta
frequência no idioma português praticado no Brasil (Malloy-
Diniz et al., 2007).
Cotta et al. (2012).
Isadora Silvestre | CRP 06-177178
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) | Instrumento Neuropsicológico
Além disso, o construto do teste também foi estudado em populações de idosos brasileiros residentes de Belo Horizonte (MG),
com bons indícios de fidedignidade e validade, contribuindo para o uso do instrumento em contextos clínicos e de pesquisa.
Paula JJ, et al. / Rev Psiq Clín. 2012;39(1):19-23
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) | Instrumento Neuropsicológico
O RAVLT é capaz de avaliar memória de curto e longo prazo, por
exigir do sujeito diferentes intervalos para repetição da lista, e
processos de aprendizagem auditivo-verbal.
O instrumento também permite a avaliação de variáveis, como o
perfil de intrusões/perseverações ao longo de sua execução, o tipo
de erro cometido, a susceptibilidade a distratores (o quanto a
exposição à uma nova lista piora ou auxilia o examinando)
Cotta et al. (2012).
Isadora Silvestre | CRP 06-177178
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) | Instrumento Neuropsicológico
Ficha-síntese
• Faixa etária: 06 a 92 anos de idade;
• Aplicação: Individual;
• Tempo de aplicação: Aproximadamente 40min;
• Restrito a psicólogos;
• Normas: 1.458 brasileiros oriundos das cinco macrorregiões do
país, com idade entre 06 e 92 anos;
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Isadora Silvestre | CRP 06-177178
Na versão brasileira do teste, uma lista de 15 substantivos (Lista A) é lida em voz alta para o sujeito
com um intervalo de 1 segundo entre as palavras, em cinco repetições consecutivas. Após cada
repetição, o sujeito tentará evocar as palavras lidas (A1 até A5). Após a quinta repetição (A5), a lista
não é lida novamente.
Em seguida, é apresentada uma lista de interferência (Lista B), composta por outros 15 substantivos,
e o sujeito é requisitado a se recordar das palavras da lista logo após sua apresentação.
Após, pede-se ao sujeito que lembre-se da primeira lista apresentada (A6), sem o auxílio da
repetição do examinador.
Após a passagem de cerca de 20min, o sujeito é requisitado novamente a se recordar das palavras da
lista A, sem auxílio ou novas repetições (A7).
Há uma etapa final de reconhecimento, com 15 palavras da lista A, 15 palavras da lista B e 20
distratores. A cada palavra lida, o examinando deve indicar se a palavra pertencia ou não à lista A.
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Memória de 
curto prazo e 
aprendizagem 
por repetição
Na versão brasileira do teste, uma lista de 15 substantivos (Lista A) é lida em voz alta para o sujeito
com um intervalo de 1 segundo entre as palavras, em cinco repetições consecutivas. Após cada
repetição, o sujeito tentará evocar as palavras lidas (A1 até A5). Após a quinta repetição (A5), a lista
não é lida novamente.
Em seguida, é apresentada uma lista de interferência (Lista B), composta por outros 15 substantivos,
e o sujeito é requisitado a se recordar das palavras da lista logo após sua apresentação.
Após, pede-se ao sujeito que lembre-se da primeira lista apresentada (A6), sem o auxílio da
repetição do examinador.
Após a passagem de cerca de 20min, o sujeito é requisitado novamente a se recordar das palavras da
lista A, sem auxílio ou novas repetições (A7).
Há uma etapa final de reconhecimento, com 15 palavras da lista A, 15 palavras da lista B e 20
distratores. A cada palavra lida, o examinando deve indicar se a palavra pertencia ou não à lista A.
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Interferência
Na versão brasileira do teste, uma lista de 15 substantivos (Lista A) é lida em voz alta para o sujeito
com um intervalo de 1 segundo entre as palavras, em cinco repetições consecutivas. Após cada
repetição, o sujeito tentará evocar as palavras lidas (A1 até A5). Após a quinta repetição (A5), a lista
não é lida novamente.
Em seguida, é apresentada uma lista de interferência (Lista B), composta por outros 15 substantivos,
e o sujeito é requisitado a se recordar das palavras da lista logo após sua apresentação.
Após, pede-se ao sujeito que lembre-se da primeira lista apresentada (A6), sem o auxílio da
repetição do examinador.
Após a passagem de cerca de 20min, o sujeito é requisitado novamente a se recordar das palavras da
lista A, sem auxílio ou novas repetições (A7) – Adição por Taylor.
Há uma etapa final de reconhecimento, com 15 palavras da lista A, 15 palavras da lista B e 20
distratores. A cada palavra lida, o examinando deve indicar se a palavra pertencia ou não à lista A –
Adição por Lezak.
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Evocação tardia 
e 
reconhecimento
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Instruções: Lista A1
• A lista A1 é a primeira repetição da lista de palavras “A”
• Comece dizendo: “Vou ler uma lista de palavras. Ouça
cuidadosamente, pois quando eu parar você irá me dizer tantas
palavras quantas puder se lembrar. Não tem importância a ordem
que você vai repeti-las. Procure apenas se lembrar do máximo de
palavras que conseguir”.
• Leia a lista de palavras claramente na frequência de uma palavra
por segundo.
• Escreva as respostas do sujeito na ordem que foram dadas.
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Instruções: Lista A2, A3, A4 e A5
• Após o sujeito indicar que não recorda mais nenhuma palavra,
diga: “Agora eu vou ler a mesma lista novamente e, mais uma vez,
quando eu parar eu quero que você me diga o maior número de
palavras que você puder recordar, incluindo as palavras que você
disse da primeira vez. Não importa a ordem que você as diga,
somente fale o máximo de palavras que conseguir recordar, tendo
as dito ou não anteriormente.”
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Instruções: Lista A2, A3, A4 e A5
• Repita essa instrução até a 5ª tentativa.
• Registre o horário em que você repetir a lista pela última vez (A5).
• Ao fornecer estas instruções, é necessário enfatizar que o sujeito
inclua as palavras que disse anteriormente.
• Entretanto, alguns sujeitos somente responderão com novas
palavras que não foram fornecidas na tentativa anterior.
• Repita a mesma instrução paraas tentativas de III a V e, após a
tentativa V, apresente a lista B depois da seguinte instrução:
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Instruções: Lista B e Lista A6
Diga: “Agora eu vou ler uma segunda lista de palavras. Mais uma vez,
você deverá dizer o maior número de palavras que você conseguir
recordar desta segunda lista. Novamente, a ordem que você disser as
palavras não é importante. Somente tente se lembrar o máximo que
puder.”
Depois que a recordação desta lista estiver completa, a tentativa VI é
administrada. Para esta tentativa o sujeito é requerido a recordar
novamente a lista A, mas a lista não é lida novamente. “Agora me diga
todas as palavras que você se lembrar da primeira lista. Não tem
importância a ordem em que você vai repeti-las. Procure apenas se
lembrar do máximo de palavras que puder”
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Instruções: Lista A7
Após um intervalo de aproximadamente 20 minutos, que pode ser
preenchido com outras atividades não-verbais, administre a tentativa de
recordação tardia da lista A. Você deve dizer: “Há pouco tempo atrás eu li
para você uma lista de palavras várias vezes e você tentou aprendê-las.
Diga-me as palavras desta lista novamente.”
• Você deve enfatizar que esta recordação é referente apenas à primeira
lista lida para o sujeito (Lista A).
• Não é avisado ao sujeito de que ele deve guardar as palavras e que será
testado quanto à lembrança delas.
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Instruções: Reconhecimento
Após a tentativa A7 é aplicado o teste de memória de reconhecimento no
qual uma lista contendo as 15 palavras da lista A, as 15 palavras da lista B e
20 distratores (fonologicamente ou semanticamente similares às palavras
das listas A e B).
A cada palavra lida ao sujeito, ele deve responder se a palavra pertence ou
não à lista A. Registramos se ele disse Sim (S) ou Não (N) para cada um dos
itens.
Instrução: “Agora vou ler para você uma palavra com diversas palavras.
Toda vez que eu disser uma palavra que estava na primeira lista que você
aprendeu, você deverá dizer sim. Todas as vezes em que eu ler uma palavra
que não estava na primeira lista, você deverá dizer não.”
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Correção e interpretação dos resultados: A1 – A7 e B1
Para as tentativas A1 a A7 e para a tentativa B1, o total de pontos
corresponde ao número de palavras ditas corretamente.
Repetições não são contabilizadas.
O uso dos índices fornecidos pelo teste é opcional, cabendo ao
profissional definir quais deles serão usados em sua avaliação
clínica.
Onde encontrar as tabelas?
A correção é feita consultando as tabelas nas páginas 53 a 56 do
manual do teste.
A sugestão de interpretação dos resultados consta na página 33.
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Correção e interpretação dos resultados: Reconhecimento
A pontuação do teste de memória de reconhecimento é calculada
somando todos os acertos (palavras da lista A reconhecidas
corretamente – 35; que é o total de distratores).
Isso permite avaliar a identificação dos alvos corretos e também a
capacidade do efeito de distratores sobre a aprendizagem.
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
A Palavra da lista A
B Palavra da lista B
SA Semanticamente semelhante à palavra da lista A
SB Semanticamente semelhante à palavra da lista B
FA Foneticamente semelhante à palavra da lista A
FB Foneticamente semelhante à palavra da lista B
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Correção e interpretação dos resultados: Reconhecimento
A pontuação do teste de memória de reconhecimento é calculada
somando todos os acertos (palavras da lista A reconhecidas
corretamente – 35; que é o total de distratores).
Isso permite avaliar a identificação dos alvos corretos e também a
capacidade do efeito de distratores sobre a aprendizagem.
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
S
N
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N
N
P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98).
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Índices de aprendizagem: Escore Total e Aprendizagem ao Longo de Tentativas (ALT)
Quanto maior o resultados nesses índices, melhores os processos de aprendizagem;
Escore Total
Representa a capacidade do sujeito de reter e recuperar o conteúdo-alvo de forma imediata durante as
múltiplas apresentações. Para obtê-lo, somam-se os acertos das cinco tentativas (A1 + A2 + A3 + A4 +
A5).
ALT
De forma similar, simboliza o quanto o sujeito foi capaz de aprender ao longo do teste. Seu diferencial é
que seu cálculo “descarta” o desempenho do sujeito na repetição inicial (A1).
É útil nos casos em que o examinando apresenta um desempenho discrepante na etapa A1, por exemplo,
quando evoca poucas palavras na primeira repetição mas melhora substancialmente ao longo do teste.
ALT = Escore total – (5xA1)
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Índices de retenção: Índice de velocidade de
esquecimento
Estima quanto conteúdo se mantém entre as
evocações de curto e longo prazo.
Quanto menor o valor, mais conteúdo se perdeu entre
as listas A6 e A7.
Velocidade de Esquecimento = A7/A6
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Índices de interferência: Proativa e Retroativa
Índice de interferência proativa = B1/A1
Representa o quanto o conteúdo aprendido anteriormente influencia na
aprendizagem de um novo conteúdo.
Escores mais elevados de interferência proativa indicam que o conteúdo aprendido
ao longo da tarefa facilita a aquisição de novas informações.
Índice de interferência retroativa = A6/A5
Simboliza o quanto o contato com novas informações interfere na recuperação de 
um conteúdo previamente aprendido. 
Escores elevados indicam que a apresentação de um distrator (lista B1) interferiu no 
processo de aprendizagem, o prejudicando. 
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Medidas de Avaliação
Item Definição do construto
Etapas de 
aprendizagem 
iniciais
A1 Memória de curto prazo verbal
A5 Curva de aprendizagem auditivo verbal – Capacidade de aumentar a quantidade
de material aprendido após exposição a um mesmo conteúdo
Etapas de 
evocação imediata 
e tardia após 
distrator
A6 Evocação do conteúdo aprendido após interferência
A7 Evocação tardia após passagem de tempo
Reconhecimento Memória episódica verbal associada à identificação das palavras aprendidas
anteriormente. Este item da avaliação é particularmente afetado por questões
relacionadas à motivação ou pela capacidade de organização da resposta verbal.
Escore Total Amplitude de aprendizagem total
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Avaliações Adicionais
• Repetições, intrusões e contaminações
• Efeitos de recência e primazia
• Quando se faz um gráfico da ocorrência de recordações em
função da posição serial das palavras na lista, observa-se
uma curva em forma de J ou U, que mostra a tendência
das pessoas em lembrar melhor as palavras iniciais e finais
do que as palavras do meio.
• A recordação mais elevada no começo da lista é
denominada efeito de primazia, enquanto a melhor
recordação das palavras finais é conhecida como efeito de
recência (Murdock, 1962).
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Pergher, G. K., & Stein, L. M.. (2003)
Estudos de Caso
Isadora Silvestre | CRP 06-177178
Teste deAprendizagem 
Auditivo-Verbal de Rey 
(RAVLT)
Instrumento 
Neuropsicológico
Paciente Ricardo, 76 anos
Paciente W., 65 anos
Estudos de Caso
Isadora Silvestre | CRP 06-177178
Teste de Aprendizagem 
Auditivo-Verbal de Rey 
(RAVLT)
Instrumento 
Neuropsicológico
Paciente Ricardo, 76 anos
Paciente W., 65 anos
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Paciente Ricardo, 76 anos, 
biólogo. 
Atuou como professor e foi 
fundador de uma escola.
Histórico Clínico: Possui diagnóstico prévio de
Transtorno Depressivo Maior e quadro de dor
crônica na coluna, fazendo uso de medicamentos
para controle dos sintomas.
Atualmente Sr. Ricardo trabalha na escola de forma 
mais restrita, realizando orientação de professores e 
ministra aulas de genética para novos alunos da escola 
que ingressam no Ensino Médio.
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Esposa refere notar falhas de 
memória nas atividades do 
dia a dia, tais como repetição 
de comentários, confunde-se 
eventualmente quando aos 
eventos do passado, 
esquecimentos para 
informações recentes, como 
onde colocou seus objetos, 
compromissos, conteúdos de 
conversação e senhas.
Atualmente o paciente 
mostra-se mais 
dependente, solicitando 
orientações a esposa com 
maior frequência, 
mostra-se mais passivo, 
menos analítico e deixou 
de realizar atividades de 
seu interesse como jogar 
tênis. 
As falhas de memória 
apresentam piora ao longo 
do tempo e têm gerado 
muitos conflitos e estresse 
entre o casal. 
A família relata que 
ocorreram dois 
episódios em que o 
paciente se perdeu nos 
trajetos da vizinhança.
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
A1 – CÁLCULO
Escore Bruto: 4 palavras
Escore Z = (escore bruto – média)/desvio-
padrão
Escore Z= 4 – 5,09/1,46
Escore z = -0,7
Percentil= 24
Classificação: Média inferior
P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98).
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Evocação após interferência – CÁLCULO
13 palavras (A6)
Escore Z = (escore bruto – média)/desvio-
padrão
Escore Z= 13-8,29/2,37
Escore z = 1,98 (arredondar para 2,0)
Percentil= 98
Classificação: Superior
P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98).
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Evocação tardia – CÁLCULO
12 palavras (A7)
Escore Z = (escore bruto – média)/desvio-
padrão
Escore Z= 12-8,05/2,39
Escore z = 1,6
Percentil= 95
Classificação: Superior
P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98).
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Escore Total – CÁLCULO
49 palavras (A1+A2+A3+A4+A5)
Escore Z = (escore bruto – média)/desvio-
padrão
Escore Z= 49-39,48/8,23
Escore z = 1,1
Percentil= 86
Classificação: Média superior
P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98).
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Reconhecimento– CÁLCULO
(Acertos - 35)
Há 35 distratores entre um 
total de 50 itens. 
Ao lado, o paciente fictício 
Ricardo cometeu 8 erros, 
totalizando 42 acertos. 
Sendo assim, 42 – 35 = 7 
pontos
P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98).
S
N
S
S
S
S
S
N
S
S
S
S
S
S
S
N
N
N
N
N
s
N
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N
N
N
s
N
N
N
s
N
s
N
N
N
N
s
N
s
N
N
s
N
N
N
N
N
N
N
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Reconhecimento– CÁLCULO
7 pontos (Acertos - 35)
Escore Z = (escore bruto – média)/desvio-
padrão
Escore Z= 7 – 7,72/3,99
Escore z = -0,18 (arredondar para -0,2)
Percentil= 46
Classificação: Média
P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98).
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Aprendizagem ao longo de tentativas (ALT)
ALT= Escore total – (5 x A1)
ALT = 49 – (5 x 4)
ALT = 29
ESCORE Z
Escore Z = (escore bruto – média)/desvio-
padrão
Escore Z= 29 – 14,04/5,70
Escore z = 2,6
Percentil= 99,9
Classificação: Muito Superior
P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98).
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Velocidade de Esquecimento = A7/A6
Velocidade de Esquecimento = 12/13
Velocidade de Esquecimento = 0,9
ESCORE Z
Escore Z = (escore bruto – média)/desvio-
padrão
Escore Z= 0,9-0,84/0,93
Escore z = 0,15
Percentil= 54
Classificação: Média
P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98).
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Interferência Proativa = B1/A1
4/4 = 1
ESCORE Z
Escore Z = (escore bruto – média)/desvio-
padrão
Escore Z= 1 – 0,81/0,19
Escore z = 1
Percentil= 85
Classificação: Média superior
P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98).
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Interferência Retroativa = a6/a5
13/13 = 1
ESCORE Z
Escore Z = (escore bruto – média)/desvio-
padrão
Escore Z= 1-1/0,29
Escore z = 0
Percentil= 50
Classificação: Média
P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98).
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Memória e Aprendizagem Verbal
Escore Bruto Percentil Classificação
Evocação Imediata (Lista A1) 4 24 Média Inferior
Aprendizagem Total (Total) 49 86 Média Superior
Evocação Após Interferência (Lista A6) 13 98 Superior
Evocação Tardia (Lista A7) 12 95 Superior
Reconhecimento 7 42 Média
Aprendizagem ao longo de tentativas 29 99,9 Muito Superior
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Estudos de Caso
Isadora Silvestre | CRP 06-177178
Teste de Aprendizagem 
Auditivo-Verbal de Rey 
(RAVLT)
Instrumento 
Neuropsicológico
Paciente Ricardo, 76 anos
Paciente W., 65 anos
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Estudo de Caso Paciente W., 65 anos
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
O paciente também passou a realizar a 
mesma tarefa mais de uma vez (por 
exemplo, tomava seus comprimidos mais 
de uma vez). 
W., sexo masculino, 65 anos, nível 
escolar médio. 
No encaminhamento suspeita-se de transtorno neurocognitivo, possivelmente decorrente da Doença 
de Alzheimer, dado o histórico familiar para a doença e alterações discretas nos exames de imagem 
somados a queixas pontuais de memória. 
Foi encaminhado para avaliação 
neuropsicológica por seu 
neurologista. 
Essas queixas envolvem perder objetos, 
esquecer-se de compromissos, dizer 
repetidas vezes a mesma coisa
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Estudo de Caso Paciente W., 65 anos
O paciente apresentava queixas cognitivas 
subjetivas, embora relate dificuldades mais 
brandas do que as percebidas pelo seu 
acompanhante. Ambos concordam que 
houve mudança importante da memória no 
dia a dia.
As dificuldades cognitivas geram algum prejuízo em 
sua funcionalidade. 
Os sintomas tiveram início insidioso (há 
aproximadamente dois anos) e progressão lenta, 
sobretudo em aspectos mais complexos em que o 
paciente requer ajuda parcial para a sua realização.
Diante da hipótese de transtorno neurocognitivo
maior, espera-se que o paciente apresente
dificuldades ao longo de quase todo o RAVLT. A
doença compromete estruturas dos lobos
temporais e mesiais e posteriormente o
neocórtex, prejudicando os mecanismos de
codificação, armazenamento e recuperação da
memória episódica.
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbalde Rey (RAVLT)
Estudo de Caso Paciente W., 65 anos
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Memória e Aprendizagem Verbal
Escore Bruto Percentil Classificação
Evocação Imediata (Lista A1) 5
Amplitude de Aprendizagem (Lista A5) 4
Aprendizagem Total (Total) 30
Evocação Após Interferência (Lista A6) 4
Evocação Tardia (Lista A7) 3
Reconhecimento 2
Aprendizagem ao longo de tentativas 5
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Estudo de Caso Paciente W., 65 anos
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Memória e Aprendizagem Verbal
Escore Bruto Percentil Classificação
Evocação Imediata (Lista A1) 5 25 Médio Inferior
Amplitude de Aprendizagem (Lista A5) 4 1 Inferior
Aprendizagem Total (Total) 30 5 Limítrofe
Evocação Após Interferência (Lista A6) 4 5 Limítrofe
Evocação Tardia (Lista A7) 3 1 Inferior
Reconhecimento 2 1 Inferior
Aprendizagem ao longo de tentativas 5 1 Inferior
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Estudo de Caso Paciente W., 65 anos
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Memória e Aprendizagem Verbal
Escore Bruto Percentil Classificação
Evocação Imediata (Lista A1) 5 25 Médio Inferior
Amplitude de Aprendizagem (Lista A5) 4 1 Inferior
Aprendizagem Total (Total) 30 5 Limítrofe
Evocação Após Interferência (Lista A6) 4 5 Limítrofe
Evocação Tardia (Lista A7) 3 1 Inferior
Reconhecimento 2 1 Inferior
Aprendizagem ao longo de tentativas 5 1 Inferior
Embora o paciente apresente um desempenho médio inferior nas primeiras
apresentações a lista A, o desempenho cai progressivamente nas etapas
seguintes, quando comparados ao esperado para sua faixa etária. Isso reflete
dificuldade em se estabelecer uma curva de aprendizagem, défict comumente
interpretado como problemas nos mecanismos de codificação.
Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT)
Estudo de Caso Paciente W., 65 anos
De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018)
Memória e Aprendizagem Verbal
Escore Bruto Percentil Classificação
Evocação Imediata (Lista A1) 5 25 Médio Inferior
Amplitude de Aprendizagem (Lista A5) 4 1 Inferior
Aprendizagem Total (Total) 30 5 Limítrofe
Evocação Após Interferência (Lista A6) 4 5 Limítrofe
Evocação Tardia (Lista A7) 3 1 Inferior
Reconhecimento 2 1 Inferior
Aprendizagem ao longo de tentativas 5 1 Inferior
Se o défict ocorre no armazenamento ele é visível tanto na evocação livre (mais
difícil) quanto no reconhecimento (mais fácil). Nota-se um prejuízo global no sistema de
memória episódica, com padrão observado em pacientes com transtorno neurocognitivo
maior decorrente de Doença de Alzheimer.
Estudos de Caso
Isadora Silvestre | CRP 06-177178
Teste de Aprendizagem 
Auditivo-Verbal de Rey 
(RAVLT)
Instrumento 
Neuropsicológico
Paciente Ricardo, 76 anos
Paciente W., 65 anos
Avaliação da Memória e da Aprendizagem
Tarefas e Instrumentos Neuropsicológicos
Isadora Silvestre | CRP 06-177178
Teste de Aprendizagem 
Auditivo-Verbal de Rey 
(RAVLT)
Instrumento 
Neuropsicológico
Memória Lógica 
(Wechsler Memory
Scale)
Tarefa Qualitativa
Avaliação da Memória e da Aprendizagem
Tarefas e Instrumentos Neuropsicológicos
Isadora Silvestre | CRP 06-177178
Memória Lógica 
(Wechsler Memory
Scale)
Tarefa Qualitativa
• Uma das baterias utilizadas mais largamente utilizadas no mundo para
avaliação da memória é a "Wechsler Memory Scale" (WMS) desenvolvida em
1945 por David Wechsler (Martins et al., 2015).
• A escala é considerada padrão ouro dentre as medidas de avaliação da
memória em exames neuropsicológicos.
• Trata-se de uma série de subtestes que avaliam diferentes aspectos da
memória.
• No entanto, a escala nunca chegou ao Brasil. Estudos foram realizados
utilizando histórias adaptadas na população do país (Martins et al., 2015).
• Podemos utilizá-la enquanto tarefa qualitativa para avaliação da memória
verbal episódica.
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
A atividade é composta de duas histórias (uma sobre uma
mulher [Anna Thompson/Ana Soares] e outra sobre um
homem [Robert Miller/Roberto Mota]) com 25 itens a
serem memorizados cada e possuem uma estrutura geral
baseada em quatro conteúdos temáticos: apresentação do
personagem, conflito, agravante/complemento e resolução
(Morris, Kunka, & Rossini, 1997).
Tem como finalidade avaliar a memória episódica verbal
através da recordação imediata e tardia das duas histórias
estruturadas em indivíduos adultos.
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
Administração do Teste
O individuo é solicitado a prestar atenção em dois parágrafos de histórias que são lidos
pelo examinador e deverão ser lembrados pelo individuo tanto imediatamente após a
leitura como após 30 minutos.
Deve-se realizar a leitura da primeira história de forma pausada para que o indivíduo
acompanhe atentamente e a seguir solicitar a evocação de memória da narrativa
apresentada.
Proceder a seguir com a leitura da segunda história da mesma forma e solicitar evocação
de memória da segunda narrativa apresentada.
Registrar por escrito a narrativa do paciente.
Conseguir escrever a história 
enquanto o paciente fala é 
um dos maiores desafios 
relatados pelos alunos!
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
Instruções Memória Lógica I – Evocação Imediata
“Eu vou ler para você uma história curta. Escute-a com atenção e tente se lembrar dela
como eu a contei, tente lembrar o máximo que puder. Você deve me contar tudo o que
puder lembrar, mesmo que não tenha certeza. Está pronto?”
• Depois de ler a estória A, diga: “Conte-me tudo que puder lembrar sobre esta história.
Comece do início”.
• Depois de o examinando evocar o máximo que puder da História A, e você tenha
anotado a resposta, prossiga com a História B.
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
Instruções Memória Lógica II – Evocação Tardia
Após 30 minutos, diga: “Você lembra das histórias que li para você há pouco tempo? Eu
gostaria que você as contasse novamente. Diga-me tudo que puder lembrar sobre a
primeira história. Comece do início”.
• Se o examinando não evocar nenhum item da História A, diga: “A história era sobre uma
mulher e algo que aconteceu com ela”.
• Não forneça qualquer outro auxílio que não seja este encorajamento geral. Anote na
Folha de Registros se este estímulo foi fornecido e registre por escrito a narrativa do
examinado.
• Você pode programar a utilização de testes não-verbais durante o intervalo entre as
duas listas, para evitar interferências.
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
Instruções Memória Lógica II – Evocação Tardia
• Quando o examinando terminar a evocação da História A, diga: “Agora me diga tudo o
que puder lembrar sobre a segunda história. Comece do início”.
• Se o examinando não evocar nenhum item da História B, diga: “A história era sobre um
homem e algo que aconteceu com ele”.
• Não forneça qualquer outro auxílio que não seja este encorajamento geral. Anote na
Folha de Registros se o estímulo foi fornecido e registre por escrito a narrativa do
examinado.
• Lembre-se de dar tempo suficiente para que o examinando consiga tentar lembrar
sozinho sobre as duas histórias.
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
Pontuação
• As histórias A e B contêm vinte e cinco itens cada uma, totalizando 50 itens.
• Seguir os critérios para correção dos itens evocados de acordo com a tabela de
respostas válidas (slides a seguir).
• Na folha de registro, separadamente pontuar o total de itens evocados para
cada história e a seguir somar o total geral entre as duas histórias evocadas na
Memória Lógica I.
• Somar o total geral entre as duas histórias (A + B) para a Memória Lógica II.
• Execute o cálculo de % de perda entre a evocação imediata e tardia.
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
Critérios para correção História A
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
Critérios para correção História A
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
Interpretação da tarefa
• Considera-se que uma porcentagem de perda de 30% ou mais encontra-se alterada.
• Idosos a partirdos 70 anos podem se recordar de menos informações com menos
detalhes.
• Verifique se o sujeito foi capaz de se lembrar de detalhes específicos (nomes, locais,
informações sobre temporalidade) ou se lembrou-se apenas da temática da história.
• Motivação: Verifique se o sujeito se recorda da motivação dos personagens.
• Sequenciamento: Avalie se o examinando evoca os acontecimentos ordem cronológica,
verificando se a pessoa se lembra em que sequência eles ocorreram.
• Leve em conta a idade e a escolaridade do examinando: Idosos com mais de 70 anos
tendem a apresentar uma perda importante, ainda não que não tenham outros escores
alterados na avaliação da memória.
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
• A memória episódica refere-se à recordação de eventos específicos, tem perfil temporal
e é espacialmente localizada, portanto, é uma memória relacionada ao contexto em que
foi aprendida (Bueno & Oliveira, 2004; Conway, 2009; Tulving, 2002).
• Este tipo de memória é provavelmente um dos mais suscetíveis a prejuízos.
• Assim, tarefas como essa são essenciais na avaliação neuropsicológica, pois permitem
detectar prejuízo na formação de novas memórias episódicas.
(Martins et al., 2015)
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Ana, do sul do Paraná, era empregada doméstica e trabalhava num edifício. De 
noite, foi assaltada. Tinha dois filhos, que não comiam há muito tempo, dois 
dias. Levaram 150 reais dela. Aí depois ela pediu dinheiro e o pessoal se 
comoveu e deu pra ela uma vaquinha de dinheiro. 
x x x x
x
xx x
x
x
x
x
x x
x
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Roberto Mota tava dirigindo um caminhão Mercedes quando à noite o pneu 
furou na estrada. Ele, como estava levando um carregamento de ovos, perdeu 
toda a carga depois que o caminhão derrapou e caiu no acostamento... Numa 
valeta. O celular dele apitou e ele falou que era o tubarão, não sei por quê.
x x x x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Não lembro o nome da mulher, era do sul do país... Do Paraná. Foi roubada 
depois de sair do emprego, assaltaram ela e levaram 150 reais. Ela tinha filhos, 
não lembro quantos. Não tinha pago o aluguel, aí ela falou isso e o pessoal deu 
dinheiro pra ela de uma vaquinha. Ela e os filhos tinham fome, porque tavam
sem ter o que comer há uns dois dias. 
x x x
x
xx x
x
x
x
x x x
x
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Não lembro, também o nome do rapaz. Tenho essa dificuldade com lembrar de 
nomes. Só sei que ele dirigia um caminhão quando à noite o pneu furou na 
estrada. Perdeu o carregamento de ovos, depois que o caminhão derrapou na 
valeta. O celular dele tocou e ele respondeu que era o tubarão. O caminhão era 
da Mercedes. 
x x
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x
x
x
x
x
x
x
x
x
Memória Lógica (Wechsler Memory Scale)
Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos
Evocação Imediata
A = 15 pontos
B = 15 pontos
Total = 30 pontos (100%)
Evocação tardia (após passagem de 
tempo)
A = 14 pontos
B = 12 pontos
Total = 26 pontos 
Quantos % ele perdeu após a 
passagem de tempo? 
1º) Calcular a diferença (nosso “x”)
Total imediata – Total tardia 
30 – 26 = 4
Nosso paciente perdeu 2 pontos após passagem de 
tempo. Quantos % isso representa? 
2º) Fazer uma regra de 3 para descobrir o “x”
30 ----- 100%
4 ------- x%
30X = 4 x 100
X = 400/30
X = 13,33% de perda
Como a perda é menor que 30%, consideramos que o 
paciente está com essa habilidade preservada, 
embora apresente algumas falhas.
Referências Bibliográficas
• Bueno, O F. A. ., & Oliveira, M. G. M. (2004) . Memória e amnésia . In: Neuropsicologia hoje (pp. 135-163). São Paulo, SP: Artes Médicas.
• Conway, M A . (2009) . Episodic memory. Neuropsychologia, 47: 2305-2306. doi:10.1016/j.neuropsychologia.2009.02.003.
• Cotta, Mariana Fonseca, Malloy-Diniz, Leandro Fernandes, Nicolato, Rodrigo, Moares, Edgar Nunes de, Rocha, Fábio Lopes, & Paula,
Jonas Jardim de. (2012). O teste de aprendizagem auditivo-verbal de rey (RAVLT) no diagnóstico diferencial do envelhecimento
cognitivo normal e patológico. Contextos Clínicos, 5(1), 10-25. https://dx.doi.org/10.4013/ctc.2012.51.02
• De Luccia, G. C. P., Bueno, O. F. A., & Santos, R. F. (2005). Recordação livre de palavras e memória operacional em idosos. Distúrbios da
Comunicação, 17(3).
• Malloy-Diniz, L. F., Lasmar, V. A. P., Gazinelli, L. de S. R., Fuentes, D., & Salgado, J. V.. (2007). The Rey Auditory-Verbal Learning Test:
applicability for the Brazilian elderly population. Brazilian Journal of Psychiatry, 29(Braz. J. Psychiatry, 2007 29(4)).
https://doi.org/10.1590/S1516-44462006005000053
• Martins, Marjorie R. et al. Versões Alternativas do Subteste Memória Lógica da WMS-R: Análise de Desempenho de uma Amostra
Saudável da Cidade de São Paulo. Psicologia: Reflexão e Crítica [online]. 2015, v. 28, n. 3 [Acessado 21 Fevereiro 2023], pp. 444-453.
Disponível em: . ISSN 1678-7153. https://doi.org/10.1590/1678-7153.201528303.
• Morris, J., Kunka, J. M., & Rossini, E D . (1997) . Development of alternate paragraphs for the Logical Memory subtest of the Wechsler
Memory Scale-Revised. The Clinical Neuropsychologist, 11: 370-374 doi: 10.1080/138540497
• Murdock BB. The serial position effect of free recall. J Exp Psychol Learn Mem Cogn 1962;64:482-8.
• Paula, J. J. de ., Melo, L. P. C., Nicolato, R., Moraes, E. N. de ., Bicalho, M. A., Hamdan, A. C., & Malloy-Diniz, L. F.. (2012). Fidedignidade e
validade de construto do Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey em idosos brasileiros. Archives of Clinical Psychiatry (são
Paulo), 39(1), 19–23. https://doi.org/10.1590/S0101-60832012000100004
• Pergher, G. K., & Stein, L. M.. (2003). Compreendendo o esquecimento: teorias clássicas e seus fundamentos experimentais. Psicologia
USP, 14(Psicol. USP, 2003 14(1)).
• Tulving, E. (2002). Episodic memory: From mind to brain. Annual Review of Psychology, 53: 1-25
doi:10.1146/annurev.psych.53.100901.135114 .
https://dx.doi.org/10.4013/ctc.2012.51.02
Isadora Silvestre
CRP 06/178177
isadorasilvestrepsi@gmail.com
@isadoraneuropsi
(11) 98105-1853

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