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Avaliação da memória e aprendizagem Isadora Silvestre CRP 06/178177 Centro de Oncologia e Hematologia Einstein Avaliação da Memória e da Aprendizagem Tarefas e Instrumentos Neuropsicológicos Isadora Silvestre | CRP 06-177178 Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Instrumento Neuropsicológico Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Tarefa Qualitativa Avaliação da Memória e da Aprendizagem Tarefas e Instrumentos Neuropsicológicos Isadora Silvestre | CRP 06-177178 Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Instrumento Neuropsicológico Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) | Instrumento Neuropsicológico Um dos testes mais utilizados para avaliação neuropsicológica da memória é o Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT), amplamente reconhecido na literatura neuropsicológica para a avaliação dos processos de aprendizagem, evocação e reconhecimento da memória episódica. O teste foi desenvolvido por Rey, em 1958 e publicado em seu livro, L'examen clinique en psychologie, em 1964, baseado no Test of memory for words desenvolvido pelo psicólogo suíço Edouard Claparède (1973-1940) (Boake, 2000). Cotta et al. (2012). Isadora Silvestre | CRP 06-177178 Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) | Instrumento Neuropsicológico No Brasil, o RAVLT foi traduzido, adaptado e normatizado por Malloy-Diniz et al. (2000) para aplicação em adolescentes, adultos e idosos. Posteriormente, o mesmo autor realizou um novo estudo desenvolvendo uma versão do RAVLT no qual as listas de palavras originais foram substituídas por dissílabos concretos de alta frequência no idioma português praticado no Brasil (Malloy- Diniz et al., 2007). Cotta et al. (2012). Isadora Silvestre | CRP 06-177178 Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) | Instrumento Neuropsicológico Além disso, o construto do teste também foi estudado em populações de idosos brasileiros residentes de Belo Horizonte (MG), com bons indícios de fidedignidade e validade, contribuindo para o uso do instrumento em contextos clínicos e de pesquisa. Paula JJ, et al. / Rev Psiq Clín. 2012;39(1):19-23 Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) | Instrumento Neuropsicológico O RAVLT é capaz de avaliar memória de curto e longo prazo, por exigir do sujeito diferentes intervalos para repetição da lista, e processos de aprendizagem auditivo-verbal. O instrumento também permite a avaliação de variáveis, como o perfil de intrusões/perseverações ao longo de sua execução, o tipo de erro cometido, a susceptibilidade a distratores (o quanto a exposição à uma nova lista piora ou auxilia o examinando) Cotta et al. (2012). Isadora Silvestre | CRP 06-177178 Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) | Instrumento Neuropsicológico Ficha-síntese • Faixa etária: 06 a 92 anos de idade; • Aplicação: Individual; • Tempo de aplicação: Aproximadamente 40min; • Restrito a psicólogos; • Normas: 1.458 brasileiros oriundos das cinco macrorregiões do país, com idade entre 06 e 92 anos; De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Isadora Silvestre | CRP 06-177178 Na versão brasileira do teste, uma lista de 15 substantivos (Lista A) é lida em voz alta para o sujeito com um intervalo de 1 segundo entre as palavras, em cinco repetições consecutivas. Após cada repetição, o sujeito tentará evocar as palavras lidas (A1 até A5). Após a quinta repetição (A5), a lista não é lida novamente. Em seguida, é apresentada uma lista de interferência (Lista B), composta por outros 15 substantivos, e o sujeito é requisitado a se recordar das palavras da lista logo após sua apresentação. Após, pede-se ao sujeito que lembre-se da primeira lista apresentada (A6), sem o auxílio da repetição do examinador. Após a passagem de cerca de 20min, o sujeito é requisitado novamente a se recordar das palavras da lista A, sem auxílio ou novas repetições (A7). Há uma etapa final de reconhecimento, com 15 palavras da lista A, 15 palavras da lista B e 20 distratores. A cada palavra lida, o examinando deve indicar se a palavra pertencia ou não à lista A. De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Memória de curto prazo e aprendizagem por repetição Na versão brasileira do teste, uma lista de 15 substantivos (Lista A) é lida em voz alta para o sujeito com um intervalo de 1 segundo entre as palavras, em cinco repetições consecutivas. Após cada repetição, o sujeito tentará evocar as palavras lidas (A1 até A5). Após a quinta repetição (A5), a lista não é lida novamente. Em seguida, é apresentada uma lista de interferência (Lista B), composta por outros 15 substantivos, e o sujeito é requisitado a se recordar das palavras da lista logo após sua apresentação. Após, pede-se ao sujeito que lembre-se da primeira lista apresentada (A6), sem o auxílio da repetição do examinador. Após a passagem de cerca de 20min, o sujeito é requisitado novamente a se recordar das palavras da lista A, sem auxílio ou novas repetições (A7). Há uma etapa final de reconhecimento, com 15 palavras da lista A, 15 palavras da lista B e 20 distratores. A cada palavra lida, o examinando deve indicar se a palavra pertencia ou não à lista A. De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Interferência Na versão brasileira do teste, uma lista de 15 substantivos (Lista A) é lida em voz alta para o sujeito com um intervalo de 1 segundo entre as palavras, em cinco repetições consecutivas. Após cada repetição, o sujeito tentará evocar as palavras lidas (A1 até A5). Após a quinta repetição (A5), a lista não é lida novamente. Em seguida, é apresentada uma lista de interferência (Lista B), composta por outros 15 substantivos, e o sujeito é requisitado a se recordar das palavras da lista logo após sua apresentação. Após, pede-se ao sujeito que lembre-se da primeira lista apresentada (A6), sem o auxílio da repetição do examinador. Após a passagem de cerca de 20min, o sujeito é requisitado novamente a se recordar das palavras da lista A, sem auxílio ou novas repetições (A7) – Adição por Taylor. Há uma etapa final de reconhecimento, com 15 palavras da lista A, 15 palavras da lista B e 20 distratores. A cada palavra lida, o examinando deve indicar se a palavra pertencia ou não à lista A – Adição por Lezak. De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Evocação tardia e reconhecimento Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Instruções: Lista A1 • A lista A1 é a primeira repetição da lista de palavras “A” • Comece dizendo: “Vou ler uma lista de palavras. Ouça cuidadosamente, pois quando eu parar você irá me dizer tantas palavras quantas puder se lembrar. Não tem importância a ordem que você vai repeti-las. Procure apenas se lembrar do máximo de palavras que conseguir”. • Leia a lista de palavras claramente na frequência de uma palavra por segundo. • Escreva as respostas do sujeito na ordem que foram dadas. De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Instruções: Lista A2, A3, A4 e A5 • Após o sujeito indicar que não recorda mais nenhuma palavra, diga: “Agora eu vou ler a mesma lista novamente e, mais uma vez, quando eu parar eu quero que você me diga o maior número de palavras que você puder recordar, incluindo as palavras que você disse da primeira vez. Não importa a ordem que você as diga, somente fale o máximo de palavras que conseguir recordar, tendo as dito ou não anteriormente.” De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Instruções: Lista A2, A3, A4 e A5 • Repita essa instrução até a 5ª tentativa. • Registre o horário em que você repetir a lista pela última vez (A5). • Ao fornecer estas instruções, é necessário enfatizar que o sujeito inclua as palavras que disse anteriormente. • Entretanto, alguns sujeitos somente responderão com novas palavras que não foram fornecidas na tentativa anterior. • Repita a mesma instrução paraas tentativas de III a V e, após a tentativa V, apresente a lista B depois da seguinte instrução: De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Instruções: Lista B e Lista A6 Diga: “Agora eu vou ler uma segunda lista de palavras. Mais uma vez, você deverá dizer o maior número de palavras que você conseguir recordar desta segunda lista. Novamente, a ordem que você disser as palavras não é importante. Somente tente se lembrar o máximo que puder.” Depois que a recordação desta lista estiver completa, a tentativa VI é administrada. Para esta tentativa o sujeito é requerido a recordar novamente a lista A, mas a lista não é lida novamente. “Agora me diga todas as palavras que você se lembrar da primeira lista. Não tem importância a ordem em que você vai repeti-las. Procure apenas se lembrar do máximo de palavras que puder” De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Instruções: Lista A7 Após um intervalo de aproximadamente 20 minutos, que pode ser preenchido com outras atividades não-verbais, administre a tentativa de recordação tardia da lista A. Você deve dizer: “Há pouco tempo atrás eu li para você uma lista de palavras várias vezes e você tentou aprendê-las. Diga-me as palavras desta lista novamente.” • Você deve enfatizar que esta recordação é referente apenas à primeira lista lida para o sujeito (Lista A). • Não é avisado ao sujeito de que ele deve guardar as palavras e que será testado quanto à lembrança delas. De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Instruções: Reconhecimento Após a tentativa A7 é aplicado o teste de memória de reconhecimento no qual uma lista contendo as 15 palavras da lista A, as 15 palavras da lista B e 20 distratores (fonologicamente ou semanticamente similares às palavras das listas A e B). A cada palavra lida ao sujeito, ele deve responder se a palavra pertence ou não à lista A. Registramos se ele disse Sim (S) ou Não (N) para cada um dos itens. Instrução: “Agora vou ler para você uma palavra com diversas palavras. Toda vez que eu disser uma palavra que estava na primeira lista que você aprendeu, você deverá dizer sim. Todas as vezes em que eu ler uma palavra que não estava na primeira lista, você deverá dizer não.” De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Correção e interpretação dos resultados: A1 – A7 e B1 Para as tentativas A1 a A7 e para a tentativa B1, o total de pontos corresponde ao número de palavras ditas corretamente. Repetições não são contabilizadas. O uso dos índices fornecidos pelo teste é opcional, cabendo ao profissional definir quais deles serão usados em sua avaliação clínica. Onde encontrar as tabelas? A correção é feita consultando as tabelas nas páginas 53 a 56 do manual do teste. A sugestão de interpretação dos resultados consta na página 33. De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Correção e interpretação dos resultados: Reconhecimento A pontuação do teste de memória de reconhecimento é calculada somando todos os acertos (palavras da lista A reconhecidas corretamente – 35; que é o total de distratores). Isso permite avaliar a identificação dos alvos corretos e também a capacidade do efeito de distratores sobre a aprendizagem. De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) A Palavra da lista A B Palavra da lista B SA Semanticamente semelhante à palavra da lista A SB Semanticamente semelhante à palavra da lista B FA Foneticamente semelhante à palavra da lista A FB Foneticamente semelhante à palavra da lista B Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Correção e interpretação dos resultados: Reconhecimento A pontuação do teste de memória de reconhecimento é calculada somando todos os acertos (palavras da lista A reconhecidas corretamente – 35; que é o total de distratores). Isso permite avaliar a identificação dos alvos corretos e também a capacidade do efeito de distratores sobre a aprendizagem. De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) S N S S S S S N S S S S S S S N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N N P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98). Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Índices de aprendizagem: Escore Total e Aprendizagem ao Longo de Tentativas (ALT) Quanto maior o resultados nesses índices, melhores os processos de aprendizagem; Escore Total Representa a capacidade do sujeito de reter e recuperar o conteúdo-alvo de forma imediata durante as múltiplas apresentações. Para obtê-lo, somam-se os acertos das cinco tentativas (A1 + A2 + A3 + A4 + A5). ALT De forma similar, simboliza o quanto o sujeito foi capaz de aprender ao longo do teste. Seu diferencial é que seu cálculo “descarta” o desempenho do sujeito na repetição inicial (A1). É útil nos casos em que o examinando apresenta um desempenho discrepante na etapa A1, por exemplo, quando evoca poucas palavras na primeira repetição mas melhora substancialmente ao longo do teste. ALT = Escore total – (5xA1) De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Índices de retenção: Índice de velocidade de esquecimento Estima quanto conteúdo se mantém entre as evocações de curto e longo prazo. Quanto menor o valor, mais conteúdo se perdeu entre as listas A6 e A7. Velocidade de Esquecimento = A7/A6 De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Índices de interferência: Proativa e Retroativa Índice de interferência proativa = B1/A1 Representa o quanto o conteúdo aprendido anteriormente influencia na aprendizagem de um novo conteúdo. Escores mais elevados de interferência proativa indicam que o conteúdo aprendido ao longo da tarefa facilita a aquisição de novas informações. Índice de interferência retroativa = A6/A5 Simboliza o quanto o contato com novas informações interfere na recuperação de um conteúdo previamente aprendido. Escores elevados indicam que a apresentação de um distrator (lista B1) interferiu no processo de aprendizagem, o prejudicando. De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Medidas de Avaliação Item Definição do construto Etapas de aprendizagem iniciais A1 Memória de curto prazo verbal A5 Curva de aprendizagem auditivo verbal – Capacidade de aumentar a quantidade de material aprendido após exposição a um mesmo conteúdo Etapas de evocação imediata e tardia após distrator A6 Evocação do conteúdo aprendido após interferência A7 Evocação tardia após passagem de tempo Reconhecimento Memória episódica verbal associada à identificação das palavras aprendidas anteriormente. Este item da avaliação é particularmente afetado por questões relacionadas à motivação ou pela capacidade de organização da resposta verbal. Escore Total Amplitude de aprendizagem total Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Avaliações Adicionais • Repetições, intrusões e contaminações • Efeitos de recência e primazia • Quando se faz um gráfico da ocorrência de recordações em função da posição serial das palavras na lista, observa-se uma curva em forma de J ou U, que mostra a tendência das pessoas em lembrar melhor as palavras iniciais e finais do que as palavras do meio. • A recordação mais elevada no começo da lista é denominada efeito de primazia, enquanto a melhor recordação das palavras finais é conhecida como efeito de recência (Murdock, 1962). De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Pergher, G. K., & Stein, L. M.. (2003) Estudos de Caso Isadora Silvestre | CRP 06-177178 Teste deAprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Instrumento Neuropsicológico Paciente Ricardo, 76 anos Paciente W., 65 anos Estudos de Caso Isadora Silvestre | CRP 06-177178 Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Instrumento Neuropsicológico Paciente Ricardo, 76 anos Paciente W., 65 anos Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Paciente Ricardo, 76 anos, biólogo. Atuou como professor e foi fundador de uma escola. Histórico Clínico: Possui diagnóstico prévio de Transtorno Depressivo Maior e quadro de dor crônica na coluna, fazendo uso de medicamentos para controle dos sintomas. Atualmente Sr. Ricardo trabalha na escola de forma mais restrita, realizando orientação de professores e ministra aulas de genética para novos alunos da escola que ingressam no Ensino Médio. Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Esposa refere notar falhas de memória nas atividades do dia a dia, tais como repetição de comentários, confunde-se eventualmente quando aos eventos do passado, esquecimentos para informações recentes, como onde colocou seus objetos, compromissos, conteúdos de conversação e senhas. Atualmente o paciente mostra-se mais dependente, solicitando orientações a esposa com maior frequência, mostra-se mais passivo, menos analítico e deixou de realizar atividades de seu interesse como jogar tênis. As falhas de memória apresentam piora ao longo do tempo e têm gerado muitos conflitos e estresse entre o casal. A família relata que ocorreram dois episódios em que o paciente se perdeu nos trajetos da vizinhança. Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos A1 – CÁLCULO Escore Bruto: 4 palavras Escore Z = (escore bruto – média)/desvio- padrão Escore Z= 4 – 5,09/1,46 Escore z = -0,7 Percentil= 24 Classificação: Média inferior P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98). Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Evocação após interferência – CÁLCULO 13 palavras (A6) Escore Z = (escore bruto – média)/desvio- padrão Escore Z= 13-8,29/2,37 Escore z = 1,98 (arredondar para 2,0) Percentil= 98 Classificação: Superior P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98). Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Evocação tardia – CÁLCULO 12 palavras (A7) Escore Z = (escore bruto – média)/desvio- padrão Escore Z= 12-8,05/2,39 Escore z = 1,6 Percentil= 95 Classificação: Superior P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98). Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Escore Total – CÁLCULO 49 palavras (A1+A2+A3+A4+A5) Escore Z = (escore bruto – média)/desvio- padrão Escore Z= 49-39,48/8,23 Escore z = 1,1 Percentil= 86 Classificação: Média superior P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98). Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Reconhecimento– CÁLCULO (Acertos - 35) Há 35 distratores entre um total de 50 itens. Ao lado, o paciente fictício Ricardo cometeu 8 erros, totalizando 42 acertos. Sendo assim, 42 – 35 = 7 pontos P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98). S N S S S S S N S S S S S S S N N N N N s N N N N N s N N N s N s N N N N s N s N N s N N N N N N N Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Reconhecimento– CÁLCULO 7 pontos (Acertos - 35) Escore Z = (escore bruto – média)/desvio- padrão Escore Z= 7 – 7,72/3,99 Escore z = -0,18 (arredondar para -0,2) Percentil= 46 Classificação: Média P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98). Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Aprendizagem ao longo de tentativas (ALT) ALT= Escore total – (5 x A1) ALT = 49 – (5 x 4) ALT = 29 ESCORE Z Escore Z = (escore bruto – média)/desvio- padrão Escore Z= 29 – 14,04/5,70 Escore z = 2,6 Percentil= 99,9 Classificação: Muito Superior P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98). Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Velocidade de Esquecimento = A7/A6 Velocidade de Esquecimento = 12/13 Velocidade de Esquecimento = 0,9 ESCORE Z Escore Z = (escore bruto – média)/desvio- padrão Escore Z= 0,9-0,84/0,93 Escore z = 0,15 Percentil= 54 Classificação: Média P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98). Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Interferência Proativa = B1/A1 4/4 = 1 ESCORE Z Escore Z = (escore bruto – média)/desvio- padrão Escore Z= 1 – 0,81/0,19 Escore z = 1 Percentil= 85 Classificação: Média superior P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98). Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Interferência Retroativa = a6/a5 13/13 = 1 ESCORE Z Escore Z = (escore bruto – média)/desvio- padrão Escore Z= 1-1/0,29 Escore z = 0 Percentil= 50 Classificação: Média P. 56, De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018). Uso exclusivo para finalidade de pesquisa acadêmica e/ou ensino (Lei nº 9.610/98). Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Memória e Aprendizagem Verbal Escore Bruto Percentil Classificação Evocação Imediata (Lista A1) 4 24 Média Inferior Aprendizagem Total (Total) 49 86 Média Superior Evocação Após Interferência (Lista A6) 13 98 Superior Evocação Tardia (Lista A7) 12 95 Superior Reconhecimento 7 42 Média Aprendizagem ao longo de tentativas 29 99,9 Muito Superior Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Estudos de Caso Isadora Silvestre | CRP 06-177178 Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Instrumento Neuropsicológico Paciente Ricardo, 76 anos Paciente W., 65 anos Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Estudo de Caso Paciente W., 65 anos De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) O paciente também passou a realizar a mesma tarefa mais de uma vez (por exemplo, tomava seus comprimidos mais de uma vez). W., sexo masculino, 65 anos, nível escolar médio. No encaminhamento suspeita-se de transtorno neurocognitivo, possivelmente decorrente da Doença de Alzheimer, dado o histórico familiar para a doença e alterações discretas nos exames de imagem somados a queixas pontuais de memória. Foi encaminhado para avaliação neuropsicológica por seu neurologista. Essas queixas envolvem perder objetos, esquecer-se de compromissos, dizer repetidas vezes a mesma coisa Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Estudo de Caso Paciente W., 65 anos O paciente apresentava queixas cognitivas subjetivas, embora relate dificuldades mais brandas do que as percebidas pelo seu acompanhante. Ambos concordam que houve mudança importante da memória no dia a dia. As dificuldades cognitivas geram algum prejuízo em sua funcionalidade. Os sintomas tiveram início insidioso (há aproximadamente dois anos) e progressão lenta, sobretudo em aspectos mais complexos em que o paciente requer ajuda parcial para a sua realização. Diante da hipótese de transtorno neurocognitivo maior, espera-se que o paciente apresente dificuldades ao longo de quase todo o RAVLT. A doença compromete estruturas dos lobos temporais e mesiais e posteriormente o neocórtex, prejudicando os mecanismos de codificação, armazenamento e recuperação da memória episódica. Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbalde Rey (RAVLT) Estudo de Caso Paciente W., 65 anos De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Memória e Aprendizagem Verbal Escore Bruto Percentil Classificação Evocação Imediata (Lista A1) 5 Amplitude de Aprendizagem (Lista A5) 4 Aprendizagem Total (Total) 30 Evocação Após Interferência (Lista A6) 4 Evocação Tardia (Lista A7) 3 Reconhecimento 2 Aprendizagem ao longo de tentativas 5 Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Estudo de Caso Paciente W., 65 anos De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Memória e Aprendizagem Verbal Escore Bruto Percentil Classificação Evocação Imediata (Lista A1) 5 25 Médio Inferior Amplitude de Aprendizagem (Lista A5) 4 1 Inferior Aprendizagem Total (Total) 30 5 Limítrofe Evocação Após Interferência (Lista A6) 4 5 Limítrofe Evocação Tardia (Lista A7) 3 1 Inferior Reconhecimento 2 1 Inferior Aprendizagem ao longo de tentativas 5 1 Inferior Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Estudo de Caso Paciente W., 65 anos De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Memória e Aprendizagem Verbal Escore Bruto Percentil Classificação Evocação Imediata (Lista A1) 5 25 Médio Inferior Amplitude de Aprendizagem (Lista A5) 4 1 Inferior Aprendizagem Total (Total) 30 5 Limítrofe Evocação Após Interferência (Lista A6) 4 5 Limítrofe Evocação Tardia (Lista A7) 3 1 Inferior Reconhecimento 2 1 Inferior Aprendizagem ao longo de tentativas 5 1 Inferior Embora o paciente apresente um desempenho médio inferior nas primeiras apresentações a lista A, o desempenho cai progressivamente nas etapas seguintes, quando comparados ao esperado para sua faixa etária. Isso reflete dificuldade em se estabelecer uma curva de aprendizagem, défict comumente interpretado como problemas nos mecanismos de codificação. Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Estudo de Caso Paciente W., 65 anos De Paula, J. J., Malloy-Diniz, L. F. (2018) Memória e Aprendizagem Verbal Escore Bruto Percentil Classificação Evocação Imediata (Lista A1) 5 25 Médio Inferior Amplitude de Aprendizagem (Lista A5) 4 1 Inferior Aprendizagem Total (Total) 30 5 Limítrofe Evocação Após Interferência (Lista A6) 4 5 Limítrofe Evocação Tardia (Lista A7) 3 1 Inferior Reconhecimento 2 1 Inferior Aprendizagem ao longo de tentativas 5 1 Inferior Se o défict ocorre no armazenamento ele é visível tanto na evocação livre (mais difícil) quanto no reconhecimento (mais fácil). Nota-se um prejuízo global no sistema de memória episódica, com padrão observado em pacientes com transtorno neurocognitivo maior decorrente de Doença de Alzheimer. Estudos de Caso Isadora Silvestre | CRP 06-177178 Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Instrumento Neuropsicológico Paciente Ricardo, 76 anos Paciente W., 65 anos Avaliação da Memória e da Aprendizagem Tarefas e Instrumentos Neuropsicológicos Isadora Silvestre | CRP 06-177178 Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT) Instrumento Neuropsicológico Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Tarefa Qualitativa Avaliação da Memória e da Aprendizagem Tarefas e Instrumentos Neuropsicológicos Isadora Silvestre | CRP 06-177178 Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Tarefa Qualitativa • Uma das baterias utilizadas mais largamente utilizadas no mundo para avaliação da memória é a "Wechsler Memory Scale" (WMS) desenvolvida em 1945 por David Wechsler (Martins et al., 2015). • A escala é considerada padrão ouro dentre as medidas de avaliação da memória em exames neuropsicológicos. • Trata-se de uma série de subtestes que avaliam diferentes aspectos da memória. • No entanto, a escala nunca chegou ao Brasil. Estudos foram realizados utilizando histórias adaptadas na população do país (Martins et al., 2015). • Podemos utilizá-la enquanto tarefa qualitativa para avaliação da memória verbal episódica. Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) A atividade é composta de duas histórias (uma sobre uma mulher [Anna Thompson/Ana Soares] e outra sobre um homem [Robert Miller/Roberto Mota]) com 25 itens a serem memorizados cada e possuem uma estrutura geral baseada em quatro conteúdos temáticos: apresentação do personagem, conflito, agravante/complemento e resolução (Morris, Kunka, & Rossini, 1997). Tem como finalidade avaliar a memória episódica verbal através da recordação imediata e tardia das duas histórias estruturadas em indivíduos adultos. Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Administração do Teste O individuo é solicitado a prestar atenção em dois parágrafos de histórias que são lidos pelo examinador e deverão ser lembrados pelo individuo tanto imediatamente após a leitura como após 30 minutos. Deve-se realizar a leitura da primeira história de forma pausada para que o indivíduo acompanhe atentamente e a seguir solicitar a evocação de memória da narrativa apresentada. Proceder a seguir com a leitura da segunda história da mesma forma e solicitar evocação de memória da segunda narrativa apresentada. Registrar por escrito a narrativa do paciente. Conseguir escrever a história enquanto o paciente fala é um dos maiores desafios relatados pelos alunos! Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Instruções Memória Lógica I – Evocação Imediata “Eu vou ler para você uma história curta. Escute-a com atenção e tente se lembrar dela como eu a contei, tente lembrar o máximo que puder. Você deve me contar tudo o que puder lembrar, mesmo que não tenha certeza. Está pronto?” • Depois de ler a estória A, diga: “Conte-me tudo que puder lembrar sobre esta história. Comece do início”. • Depois de o examinando evocar o máximo que puder da História A, e você tenha anotado a resposta, prossiga com a História B. Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Instruções Memória Lógica II – Evocação Tardia Após 30 minutos, diga: “Você lembra das histórias que li para você há pouco tempo? Eu gostaria que você as contasse novamente. Diga-me tudo que puder lembrar sobre a primeira história. Comece do início”. • Se o examinando não evocar nenhum item da História A, diga: “A história era sobre uma mulher e algo que aconteceu com ela”. • Não forneça qualquer outro auxílio que não seja este encorajamento geral. Anote na Folha de Registros se este estímulo foi fornecido e registre por escrito a narrativa do examinado. • Você pode programar a utilização de testes não-verbais durante o intervalo entre as duas listas, para evitar interferências. Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Instruções Memória Lógica II – Evocação Tardia • Quando o examinando terminar a evocação da História A, diga: “Agora me diga tudo o que puder lembrar sobre a segunda história. Comece do início”. • Se o examinando não evocar nenhum item da História B, diga: “A história era sobre um homem e algo que aconteceu com ele”. • Não forneça qualquer outro auxílio que não seja este encorajamento geral. Anote na Folha de Registros se o estímulo foi fornecido e registre por escrito a narrativa do examinado. • Lembre-se de dar tempo suficiente para que o examinando consiga tentar lembrar sozinho sobre as duas histórias. Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Pontuação • As histórias A e B contêm vinte e cinco itens cada uma, totalizando 50 itens. • Seguir os critérios para correção dos itens evocados de acordo com a tabela de respostas válidas (slides a seguir). • Na folha de registro, separadamente pontuar o total de itens evocados para cada história e a seguir somar o total geral entre as duas histórias evocadas na Memória Lógica I. • Somar o total geral entre as duas histórias (A + B) para a Memória Lógica II. • Execute o cálculo de % de perda entre a evocação imediata e tardia. Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Critérios para correção História A Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Critérios para correção História A Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Interpretação da tarefa • Considera-se que uma porcentagem de perda de 30% ou mais encontra-se alterada. • Idosos a partirdos 70 anos podem se recordar de menos informações com menos detalhes. • Verifique se o sujeito foi capaz de se lembrar de detalhes específicos (nomes, locais, informações sobre temporalidade) ou se lembrou-se apenas da temática da história. • Motivação: Verifique se o sujeito se recorda da motivação dos personagens. • Sequenciamento: Avalie se o examinando evoca os acontecimentos ordem cronológica, verificando se a pessoa se lembra em que sequência eles ocorreram. • Leve em conta a idade e a escolaridade do examinando: Idosos com mais de 70 anos tendem a apresentar uma perda importante, ainda não que não tenham outros escores alterados na avaliação da memória. Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) • A memória episódica refere-se à recordação de eventos específicos, tem perfil temporal e é espacialmente localizada, portanto, é uma memória relacionada ao contexto em que foi aprendida (Bueno & Oliveira, 2004; Conway, 2009; Tulving, 2002). • Este tipo de memória é provavelmente um dos mais suscetíveis a prejuízos. • Assim, tarefas como essa são essenciais na avaliação neuropsicológica, pois permitem detectar prejuízo na formação de novas memórias episódicas. (Martins et al., 2015) Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Ana, do sul do Paraná, era empregada doméstica e trabalhava num edifício. De noite, foi assaltada. Tinha dois filhos, que não comiam há muito tempo, dois dias. Levaram 150 reais dela. Aí depois ela pediu dinheiro e o pessoal se comoveu e deu pra ela uma vaquinha de dinheiro. x x x x x xx x x x x x x x x Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Roberto Mota tava dirigindo um caminhão Mercedes quando à noite o pneu furou na estrada. Ele, como estava levando um carregamento de ovos, perdeu toda a carga depois que o caminhão derrapou e caiu no acostamento... Numa valeta. O celular dele apitou e ele falou que era o tubarão, não sei por quê. x x x x x x x x x x x x x x x Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Não lembro o nome da mulher, era do sul do país... Do Paraná. Foi roubada depois de sair do emprego, assaltaram ela e levaram 150 reais. Ela tinha filhos, não lembro quantos. Não tinha pago o aluguel, aí ela falou isso e o pessoal deu dinheiro pra ela de uma vaquinha. Ela e os filhos tinham fome, porque tavam sem ter o que comer há uns dois dias. x x x x xx x x x x x x x x Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Não lembro, também o nome do rapaz. Tenho essa dificuldade com lembrar de nomes. Só sei que ele dirigia um caminhão quando à noite o pneu furou na estrada. Perdeu o carregamento de ovos, depois que o caminhão derrapou na valeta. O celular dele tocou e ele respondeu que era o tubarão. O caminhão era da Mercedes. x x x x x x x x x x x x Memória Lógica (Wechsler Memory Scale) Estudo de Caso Paciente Ricardo, 76 anos Evocação Imediata A = 15 pontos B = 15 pontos Total = 30 pontos (100%) Evocação tardia (após passagem de tempo) A = 14 pontos B = 12 pontos Total = 26 pontos Quantos % ele perdeu após a passagem de tempo? 1º) Calcular a diferença (nosso “x”) Total imediata – Total tardia 30 – 26 = 4 Nosso paciente perdeu 2 pontos após passagem de tempo. Quantos % isso representa? 2º) Fazer uma regra de 3 para descobrir o “x” 30 ----- 100% 4 ------- x% 30X = 4 x 100 X = 400/30 X = 13,33% de perda Como a perda é menor que 30%, consideramos que o paciente está com essa habilidade preservada, embora apresente algumas falhas. Referências Bibliográficas • Bueno, O F. A. ., & Oliveira, M. G. M. (2004) . Memória e amnésia . In: Neuropsicologia hoje (pp. 135-163). São Paulo, SP: Artes Médicas. • Conway, M A . (2009) . Episodic memory. Neuropsychologia, 47: 2305-2306. doi:10.1016/j.neuropsychologia.2009.02.003. • Cotta, Mariana Fonseca, Malloy-Diniz, Leandro Fernandes, Nicolato, Rodrigo, Moares, Edgar Nunes de, Rocha, Fábio Lopes, & Paula, Jonas Jardim de. (2012). O teste de aprendizagem auditivo-verbal de rey (RAVLT) no diagnóstico diferencial do envelhecimento cognitivo normal e patológico. Contextos Clínicos, 5(1), 10-25. https://dx.doi.org/10.4013/ctc.2012.51.02 • De Luccia, G. C. P., Bueno, O. F. A., & Santos, R. F. (2005). 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